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Você sabe como que funciona a cavalaria da Polícia Militar aqui da cidade de Campinas? Esse é o tema de hoje aqui do El Bicho. O batalhão de ações especiais da Polícia Militar de Campinas tem uma estrutura voltada apenas para os cavalos. Mas antes do policiamento ostensivo e preventivo montado, vamos entender a origem dos animais e como é realizado o treinamento. Os cavalos de de cavalaria, né, da da Polícia Militar, eles são criados na fazenda que que é situada em Colina, na cidade de Colina, perto de Barretos. Eh, lá são realizados o o preparo dos animais, né? E a cria é toda feita lá e são eh aproximadamente com 4 anos eles são enviados pro regimento 9 de Julho, né? Posteriormente, depois que eles eh são levados à picaria, né? Que é realizado um trabalho ali de preparação pro pro animal aceitar a cela e tudo mais, aí eles são enviados até o os destacamentos, né? depois que eles passam pela picaria, [música] por toda essa adaptação, né, feito, treinamento feito, eles são feitos algumas avaliações para ver se os animais eles têm o perfil do serviço desenvolvido, né, a o policiamento. Então, o animal verificou-se que depois do treinamento de picaria, o preparo ele está pronto, ele é um animal que eh se enquadra, né, nesse nesse trabalho, aí ele é enviado para pros destacamentos, né? Isso mais ou menos qual que é a idade do cavalo? Sim, em média aí o cavalo ele vai com 4 anos, como eu disse, passa mais um em média 8 meses a um ano de preparo, então ele chega por volta dos 6 anos, 8 anos pronto para para pro trabalho. Os policiais também passam por um treinamento rigoroso e especializado para pertencer à cavalaria. Todo policial que que que quer pertencer à arma de cavalaria, né, ele primeiro ele tem que gostar do animal, né? é feito uma entrevista com o policial, eh, verifica-se o perfil do policial, primeiro, gostar do animal, segundo, ter todo o perfil de policiamento a cavalo, né? Então, eh, esse policial, ele vai pro regimento 9 de julho em São Paulo, [música] realiza o curso, né, de preparação de montaria de 3 meses e posteriormente ele ele fica preparado para para pro trabalho policial. As tarefas começam bem cedinho, com vários protocolos e cuidados antes do patrulhamento. Todo mundo vê na rua, né, o o policial bonito no cavalo, né, o cavalo animal que chama atenção, mas não sabe o que o que tem por trás ali do do das cortinas, né, de de assim, 6 horas da manhã a gente prepara, a gente começa o nosso trabalho aqui, prepara os animais com a faxina, né, a gente verifica se o animal e eh não tem nenhum nenhum ferimento, se se as ferraduras permanecem, né, na na nos membros inferiores. es e a gente realiza, né, nós realizamos toda a faxina do animal e prepara o material, faz, né, realizamos a a limpeza de todo o material de montaria e em seguida a gente reinicia, né, o o trabalho de de policiamento na cavalaria fundamental priorizar o bem-estar dos animais. As baias precisam ser do tamanho adequado, limpeza e manutenção diária dos ambientes e alimentação de qualidade. Nossos animais aqui eles eles são alimentados quatro vezes em média por dia, né? [música] São 4 kg de ração, né? E em média 7 kg de verde, que é o feno, né? E isso é distribuído e em média quatro, cinco vezes ao dia, né? Então, além da faxina, da limpeza das baias, a alimentação, tem todo o acompanhamento do auxiliar veterinário que que tá sempre ali de olho nos animais, né? Os nossos enfermeiros aqui, eles têm uma rotina de 24 horas, né? São alternados, né? eh, sempre tem um enfermeiro à disposição e em qualquer observação de de a a normalidade, né, de com a saúde, com, né, do animal e eh imediatamente o o auxiliar veterinário toma as providências. Se ele não conseguir eh tomar uma providência de imediato, ele aciona a veterinária do regimento 9 de Julho. Uma das emergências mais comuns em cavalos é a cólica e a causa mais frequente é a alimentação. O cavalo é extremamente sensível, né? Um dos principais motivos da de cólica no cavalo, né? É a alimentação, né? E um dos fatores dessa alimentação, no caso, se tiver uma alimentação com muito cálcio, pode levar a ter interlito, que seria essa essa pedra, no caso, né, que acaba eh calcificando e ficando no intestino do cavalo. Então, por mais que eu passe a sonda nas zogástrica, né, não seria necessuria. O cavalo com dor, ele tem muita sudorese, geralmente ele cava muito, ele fica muito inquieto na baia, uns deitam, outros rolam, outros dão coice. Então assim, cada cavalo, né, perceptível, né? Eh, diferente do cachorro que fica apático, quietinho, o cavalo não, ele ele quebra tudo. Então é bem perspectiv, né, o sintoma de dor do cavalo. Daí você vai fazer os parâmetros para chegar o que é aquela dor do cavalo, mas todos a gente trata como início de cólica. E qual a prevenção então para não chegar nesse estado, né, de precisar de cirurgia? Primeiramente, é antes disso aqui, no caso, alimentação, tanto que a Polícia Militar vive mudando a alimentação, né? Tanto que a gente não vira e mexe, né? Tem cinco alimentações bem distribuída que já foi passado pelos policiais, né? Eh, policiamento, né? Trabalhar bem, no caso, no picadeiro, né? Estress de baia, sempre tentar tirar o estresse de baia, deixar sempre pojar. É um dos fatores que ajuda, né? tirar o estresse do cavalo e evita o cavalo ter cólico. Mesmo com a rotina intensa, parte dela é a soltura dos animais no picadeiro, momento em que os cavalos se exercitam, treinam e liberam energia. Esse treinamento é feito com a tropa, um conjunto de tropa, né? A gente faz todo o o o trabalho com animal de fortalecimento, de o nosso nossos animais aqui, né? Ele tem a andadura de ao passo, ao trote e ao galope. E isso é treinado eh constantemente, né, no nosso picadeiro e e os movimentos, né, que são utilizados. Toda essa ação de de policiamento é realizado aqui. Cada policial é responsável pelo seu animal, o que permite a relação baseada em confiança mútua, disciplina e parceria durante toda a jornada de trabalho. Cada cada policial aqui é pago o seu animal, ele tem a responsabilidade de cuidar do animal, né, até para criar o vínculo, né, para criar esse vínculo de de de cavaleiro e e cavalo. Então, cada um tem seu animal aqui. E no caso assim de uma uma outra curiosidade que também é interessante, né, a gente falar, eh, se um animal ele adoece e esse policial ele precisa sair às ruas, como que funciona essa parte mais burocrática e delicada nesse sentido? É, com certeza, né? Muitas vezes o animal se machuca por algum motivo, né? E e ele não sai à rua, né? De maneira alguma. Se ele tiver algum tipo de ferimento, algum problema, eh, ele não sai à rua. O policial, que é o tutor dele, se tiver um outro animal disponível, ele sai com esse outro animal. Aí é tranquilo, né? Ele ele fica, esse outro animal fica disponível pro policial. Mas normalmente aí o o é sempre o mesmo animal. Cada animal vai ter seu registro, né, gravado aqui. Eh, muitas pessoas acham que é marcado com ferro quente. Não, não se faz mais isso. Isso já se deixou de fazer há muito tempo, né? Hoje a marcação do registro do animal é feito com hidrogênio, então não não causa dor, é tranquilo, né? Tem um risco para isso. Risco, nada. Tranquilo. Agora falando sobre as raças, tem raças recomendadas para esse tipo de trabalho, pra cavalaria? Até que idade ele pode trabalhar? Tem essa recomendação também? Sim, o a raça que é utilizada no no nosso policiamento no no na tropa daqui do estado de São Paulo é o BH, né? é o brasileiro de pismo. Esse é um cavalo que é o padrão nosso aqui por ser um cavalo de uma estatura eh muito boa, uma estatura alta, né, que que ajuda o policial a enxergar longe, né, ter uma visão, uma visibilidade no policiamento muito boa, né? É um cavalo dócil, muito inteligente. Então, normalmente para nós aqui esse é esse é o é a raça utilizada aqui. Caicabo, tem um limite assim de trabalho, por exemplo, né? vocês fazem todo esse treinamento e no momento lá do policiamento tem um período que vocês trabalham, é uma carga horária assim específica, justamente por conta do animal? Sim. Eh, o policiamento é em média 6 horas de policiamento, né? É um é um policiamento que não deixa o animal estressado, é o suficiente para ele não se estressar, né? Não não abusar fisicamente do animal, né? Então é um uma média de 6 horas de patrulhamento é o que é utilizado com animal. Eles têm aposentadoria sim, né? Quando chega aí na idade de 18 anos, próximo dos 20 anos, é o momento de descanso do animal. Todo mundo aposenta, todo mundo precisa descansar, né? E o e o nossos cavalos aqui não é diferente, né? Eh, chegando numa aposentadoria do animal, ele vai ou o policial que é o tutor dele, ele pode adotar o cavalo. Caso contrário, se tiver algum outro policial interessado, pode também ou qualquer um da sociedade pode adotar um um dos nossos animais. Se nesse, se nesse, nesse, nesse momento não tiver ninguém que adote o animal, ele vai pra fazenda da de Colina, onde tem uma ala lá que é a ala pros aposentados, pro descanso desses animais. Ah, legal. Então, praticamente, ele volta pro mesmo local, pra origem. Exatamente. Pra sua origem. Ele retorna pra sua origem. Além dos cuidados gerais, eles precisam ter uma atenção especial com as patas, especificamente com os cascos. [música] É um momento que a gente faz o a apara de casco e troca a ferradura do do animal. Esse procedimento tem que ser feito a cada 30 dias, tá? E se não for realizado, eh, pode acarretar até um uma doença que se chama laminite no casco do cavalo, porque o casco cresce demais e muda o ponto de apoio do cavalo. Nesse momento a gente aproveita para fazer a limpeza do casco eh corrigir imperfeições [música] e também combater algumas patologias de casco, no caso, eh, broca, eh, podridão de ranila, esse tipo de coisa. e corrige o aprumo do cavalo. O castalo não é nada mais do que uma unha e ele cresce de acordo com às vezes o cavalo tem um problema anatômico, então o o casco ele cresce [música] um pouco torto, tal. Aí a gente tem que fazer essa correção a cada 30 dias e troca aí a ferradura do animal. [música] E no caso, precisa de um curso específico, né, para conseguir fazer esse trabalho? Precisa ter essa especialização? Sim, precisa. Tem o curso de de ferrador, né, que é um curso que a gente faz 45 dias lá no regimento 9 de julho. É, faz a parte teórica acompanhado com veterinários e também a parte prática com ferradores. Recebe visita de ferradores profissionais para est desempenhando essa função. E é no ato, né? Fez a troca e o animal já tá apto, ele precisa ficar de repouso. Tem alguma recomendação? Não, eh, assim que fez a troca, o animal já pode ser utilizado no no patrulhamento. Não, não precisa ficar parado não, porque a gente trabalha ali numa área que é que não tem sensibilidade, né? Então é como se fosse cortar a unha. Se cortar, se você não cortar curto demais, não tem problema nenhum, né? Então é isso que acontece. A gente apara o casco e não tem problema. Pode pegar o animal no mesmo dia e patrulhar com ele. Mas é importante sempre ficar atento, prestar atenção e fazer esse monitoramento, né? Certeza tem que ser feito no máximo a cada 45 dias. Aqui a gente faz a cada 30 dias para para não ocorrer nenhum problema. Depois de todos esses procedimentos, a cavalaria já está pronta para ir às ruas. [música] [música]