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É o Bicho | Esporotricose em gatos e humanos: Sintomas, transmissão e prevenção
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É o Bicho | Esporotricose em gatos e humanos: Sintomas, transmissão e prevenção

2.6k views Publicado 09/02/2026 HD · 12:23

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No quadro É o Bicho 🐾📺, o assunto de hoje é a esporotricose, uma zoonose grave que afeta principalmente gatos e pode ser transmitida para humanos ⚠️🐱👤. A esporotricose é uma doença infecciosa causada por fungos do gênero Sporothrix 🍄. Ela ganhou relevância nos últimos anos porque, além de estar presente no ambiente (terra e plantas), passou a ter os gatos como peça central na transmissão, especialmente quando o animal não é domiciliado e tem acesso à rua 🌱🏡. Como ocorre a transmissão A forma mais comum envolve arranhões e mordidas de gatos infectados 🐾🩹. Também pode haver risco no contato com secreções, especialmente quando o gato está com espirros e secreção nasal na fase inicial 🤧. Sinais de alerta A orientação é clara: ao notar lesões de pele, mesmo no começo, procure atendimento veterinário o quanto antes 🚨👩‍⚕️. Em humanos, os sintomas podem aparecer de poucos dias até 3 meses após a infecção ⏳. O que fazer com segurança Se você encontrar um gato na rua com feridas suspeitas, não “bobee” com o risco ⚠️. Use luvas, manga longa, máscara e, se possível, óculos, e leve para avaliação veterinária com cuidado 🧤😷👓. Diagnóstico, isolamento e tratamento O diagnóstico pode ser feito com exames em clínica veterinária, inclusive com avaliação em microscopia quando há lesões mais aparentes 🔬. Em caso de suspeita, o gato deve ficar em isolamento/quarentena, separado de outros animais, e quem for manipular o pet (areia, água, comida e medicação) precisa usar proteção 🏠🚫🐾. O tratamento é feito com antifúngico e costuma ser longo (meses), exigindo disciplina e acompanhamento, e o medicamento geralmente só é interrompido semanas depois do desaparecimento total das lesões 💊📆. Prevenção que funciona A prevenção passa por três pontos essenciais: Domiciliar o gato (manter dentro de casa) 🏠🐱 Castrar para reduzir brigas e fugas ✂️ Enriquecer o ambiente para o animal ficar bem em casa (brinquedos, arranhadores, rotina) 🧶🪵 Além disso, médicos veterinários realizam notificação obrigatória dos casos, o que ajuda no mapeamento e controle, junto a ações de orientação e vigilância em saúde pública 🏥📍. Assista ao episódio completo ▶️, tire suas dúvidas nos comentários 💬, curta 👍 e compartilhe 🔁 para ajudar a informar outros tutores e proteger pessoas e animais. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[música] [música] Hoje no Elbicho vamos falar sobre esporotricose, uma doença zoonótica grave que atinge os gatos e pode ser transmitida para humanos. A esporotricose é uma doença infecciosa causada por um fungo do gênero esporotrix. Ela é uma doença de de grande relevância, porque além dela acometer os animais, ela também pode acometer nós humanos. Então ela é classificada como uma zonose. Por essa razão, né? Eh, é importante dizer que a essa doença ela vem crescendo bastante, né? eh independente do local, mas eh principalmente eh em locais onde os tutores não eh mantém os seus gatos domiciliados, né? Então, como o fungo ele tá presente no ambiente, eh então é possível a gente encontrar na terra, eh, em plantas, né? Aliás, até uma curiosidade que antigamente essa doença era conhecida como doença do jardineiro, né? Porque agora os gatos eles tem papel muito grande na epidemiologia dessa doença, mas antigamente a gente não tinha tantos gatos assim, né? A população maior entre animais de pequeno porte eram os cães, né? E os gatos vêm ganhando aí a o seu espaço. Então, ah, os gatos quando eles saem à rua, então essa questão deles serem ou não domiciliados, né? Quando eles saem à rua, eles ficam muito susceptíveis, [música] porque a forma de transmissão, né, eles tem tanto por mordedura quanto por arranhadura. Então, gatos que não são castrados, né, que vão à rua, né, não são domiciliados e e passam por essas situações, facilmente eles eh contraem essa doença e contraem a doença e depois, obviamente, acabam passando pros seus tutores e e os e os e os outros animais de casa também, né? Então, é importante eh ressaltar que ela além, bom, além de mordedura e arranhadura eh na fase inicial da doença, [música] por eles também inalarem os espóos, é é a a contaminação maior acontece no contato, tá? eh, principalmente quando eles se machucam e tem contato com o o fungo. Ã, mas eles também podem inalar esses esses esses espóos. Eh, e nessa fase inicial da doença, eles costumam ter bastante espirros e secreções. Então, além da mordedura e da ranhadura, eles também podem transmitir através dessas dessas secreções. A médica veterinária ressalta que essa doença exige a atenção máxima dos tutores. Ao observar qualquer sinal de alerta, o animal deve ser levado imediatamente a uma clínica veterinária. O tratamento é fundamental para interromper a cadeia de transmissão. Além disso, os sintomas da doença em humanos podem surgir entre poucos dias e até 3 meses após a infecção. Ele tem que levar em consideração que ele pode estar diante de uma doença grave, né? Então, para que correr o risco? você encontrou um animal com lesões dermatológicas, ainda que iniciais, que não estejam com aquelas lesões eh grandes naquela fase que a gente comentou, é mais avançada, né, linfocutânea, eh, se proteja, pegue o gato, ah, achei o gato na rua, ok, se proteja, então, mãos enluvadas, né, vai, use luvas, ã, camiseta de manga longa, blusa de moletom, eh, procure usar máscara, procure procure usar óculos, porque eh a questão dos espirros nessa fase inicial pode levar quadros de conjuntiv para nós, né? Então, eh não dá para bobear. Chegou nessa situação, pega o gato, então se proteja, pegue o gato, transporte o gato até o médico veterinário e lá ele vai conseguir fazer os exames adequados para identificar essa doença. Não é difícil, né? a gente faz um exame chamado de se houverem lesões hã mais aparentes, né, ulerativas, a gente faz eh alguns exames que na hora a gente consegue eh ter um diagnóstico olhando pela microscopia, tá? Então, ou se não for desse jeito, não conseguir pegar desse jeito, existem outros métodos que a gente chega no diagnóstico. Até lá, esse animal, se houver essa suspeita, né, esse animal vai precisar ficar eh separado sem Exato. Em isolamento, tá? A gente chama de quarentena, [música] né? num isolamento. Então ele vai precisar ficar isolado dos outros animais e toda pessoa que for manipular o gato, trocar areia, né, da caixa sanitária ou for da trocar água, enfim, da alimentação, também vai precisar estar eh com roupa adequada para evitar qualquer tipo de contaminação. A gente usa um antifúng, né? Então, o esporotrix, que é esse fungo que causa a esporotricose, eh, é tratado com antifúng. Eh, só que esse é um tratamento que eu, como eu comentei com você, eh, ele leva aí 5 se meses, às vezes até mais eh tempo. Ã, ele, é importante dizer o seguinte, que os gatos toleram eh esse tratamento, dá para ser feito esse tratamento. A gente só cessa o tratamento em média 30 a, 40 dias, mais ou menos, depois que a gente já não vê lesão nenhuma no animal. H, e para quem for cuidar, né, o tutor em casa que for e dar o remédio, ele precisa tá constantemente [música] protegido. Então, nós estamos falando de uma situação, de um tratamento aí de meses, onde esse animal vai precisar ficar resguardado, né, longe de outros animais e com esse cuidado do tutor. Então, não é fácil, tá? Não é fácil. E se esse animal eh sair à rua, ele vai passar a esprotricose para outros animais. E é isso que tem acontecido. Então, hoje, profilaticamente falando, né, a a castração ela é muito importante porque ajuda nesse processo do do gato não brigar, né, por uma fêmea ou até mesmo na questão territorial. Bom, então a castração [música] ela acaba ajudando, mas mais do que isso é domiciliar o gato, tá? É manter ele dentro de casa. Muitas pessoas falam assim: "Ah, mas o gato feliz é o gato que tá na rua". Estatisticamente falando, existem várias pesquisas que mostram isso. Eh, é muito plausível você ter um gato feliz dentro de casa, enriquecendo o ambiente para ele. E aí, ah, entra a questão, né? Você pode achar que ele tá mais feliz na rua, mas ele tá susceptível a pegar várias doenças e não só, a esporricose. O tempo de vida dele vai ser mais curto. A estatística mostra isso. Então eles vão sofrer porque eles vão ficar doentes e vão morrer precocemente, né? E muitas vezes sem assistência médica. Então não não é o melhor caminho. Melhor caminho é manter o gato domiciliado, enriquecer o ambiente, né? Eh para que essas coisas não aconteçam. E falando assim, nesse sentido, Michele, é uma questão de saúde pública até, né, essa doença. E muita gente realmente não conhece e não sabe dar gravidade diante dessa explicação a respeito da esporotricose. Sim. Eh, a gente recomenda inclusive porque ah [música] às vezes essas essas zoonoses elas eh passam um pouco eh no no consultório com o dermatologista humano, né? Eh, é importante que se você teve contato, se você, por exemplo, teve contato com um gato ou com um cão, né, e tá com alguma lesão em pele, [música] eh, geralmente eh proriginosa, que a gente chama, ela, ela traz uma uma coceira, né? [música] Ã, qualquer tipo de vermelhão que você for ao médico, comente com ele, né? Porque às vezes ele vai pensar em outras doenças e o fato dele saber que você teve contato com o animal, [música] ele pode acender essa essa possibilidade, né, ao médico. Então, ã, é importante que se você tem alguma lesão, você procure o médico para receber a medicação adequada. O enfrentamento da esporotricose exige a adoção de um conjunto integrado de medidas por parte do poder público e da sociedade. Entre as principais ações está o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, tanto dos animais quanto das pessoas acometidas pela doença. Estratégia considerada essencial para reduzir a gravidade dos casos e conter a disseminação do fungo. Nós médicos veterinários somos obrigados a notificar qualquer atendimento de um de um paciente com esporotricose, nós somos obrigados a notificar. Essa notificação, ela é muito boa porque ela ela ajuda nesse mapeamento, né? Então a gente sabe onde o tutor mora, onde o gato reside, né? O perímetro quando ele não é domiciliado, o perímetro que um gato geralmente roda. Então eles conseguem fazer essas análises em Campinas. Eh, existem umas áreas que são mais eh afetadas do que outras, né? Mas de novo, extremamente relacionado à questão do gato domiciliado, né? Então, em áreas onde a gente vê mais gatos na rua, a área lá vai ser mais [música] eh acometida do que eh numa área onde a gente tenha situa eh prédios, né? Eh, tudo muito verticalizado e e poucos gatos, tá? Mas então a gente precisa fazer essa notificação obrigatória e a prefeitura ela tem as campanhas todas de castração, como eu comentei com você, né? É uma forma da gente ajudar. Os animais eles são chipados, mas eh foge do controle da prefeitura a questão de domiciliário gato, né? Então a gente fica fica com esse eh com essa meta, né, de de como educadores e vocês, né, com a informação de falar que as pessoas falam: "Seu gato vai ser feliz dentro de casa, ele não precisa estar na rua". O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo faz um alerta e emite nota técnica sobre o avanço da esporotricose animal no estado. Em 2025, 94 felinos foram registrados com a doença na cidade de Campinas. Para maior controle dos casos, o município conta com a coleta de material para diagnóstico em animais suspeitos e a busca ativa de casos em pessoas que tiveram contato com gatos positivos. Equipes de saúde também atuam na orientação de moradores sobre a identificação de feridas suspeitas em pessoas e animais, medidas de prevenção e a importância do isolamento dos gatos em tratamento. [música]
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