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[música] A medicina veterinária possui mais de 20 especialidades reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária e hoje no ELB bicho. Vamos falar sobre gastroenterologia. [música] A gastroenterologia, ela engloba doenças que envolvem tanto estômago, isôfago, estômago, intestino, mas também que acometreas, a vesícula biliária e o fígado. Então assim, eu digo que eu acho que a gastroenterologia é uma especialidade que abrange muitas doenças, né? Porque são muitos órgãos envolvidos. Então a gente atende desde pacientes com quadro de vômito, diarreia, né? são os principais sintomas das doenças gastrointestinais, mas alterações também em fígado, por exemplo, que às vezes são pacientes assintomáticos e que é importante, a gente às vezes só descobre com exames fazendo um checkup, né? Então engloba todas essas doenças. Então a gente tem desde eh quadros agudos de diarreia como quadros crônicos, que aí é onde geralmente se procura mais o a especialidade. E quais são as doenças assim mais graves? Tá? A gente tem a pancreatite, né, que geralmente o animal precisa de internação e se ele não tiver os cuidados adequados ele pode vir a óbito. Eh, doenças inflamatórias intestinais que hoje a nomenclatura mudou porque antes se remetia [música] muito à doença inflamatória intestinal do humano. Então, hoje a nomenclatura mudou pra enteropatia crônica inflamatória. É uma doença que eu atendo com muita frequência também. são pacientes crônicos, né, com diarreia crônica ou vômito crônico. Eh, a gente tem insuficiência pancreática, a gente tem as doenças hepáticas também, que podem ser desde esteatose, por exemplo, que é uma doença que mostra infiltrado de gordura no fígado, até doenças mais graves às vezes por uma neoplasia, né, um tumor. Ã, que mais que nós temos? Tem muitas, né, doença, tem muitas. limfangectasia é uma doença que intestinal muito grave, porque existe perda de proteína pelo intestino. Então, e a gente tem é bem amplo mesmo, né? O Certo. E assim, eh, a doutora falou sobre os exames, né? tem uma certa idade, né, do cão ou gato. Isso também acontece também nos gatos, né, não só nos cães. É, os exames eles são periódicos, tem que fazer esse checkup, porque talvez muitos tutores acabam não levando em todas essas especialidades porque o cão não apresenta nenhum sintoma, né? Exatamente. É como eu falei, doenças mais graves intestinais, uma pancreatite, o animal vai apresentar sintomas, né? E e nesse momento tem que correr pro veterinário, porque às vezes o tempo pode ser eh crucial, pode decidir a vida ou não do paciente. Agora, existem doenças, principalmente as doenças hepáticas, que muitas delas podem ser assintomáticas. Então, às vezes o paciente vem, vai fazer uma cirurgia de uma castração, faz um checkup e aí descobre que tem uma alteração importante no fígado, né? Então, hoje em dia, a medicina preventiva é o que a gente tem sido feito tanto na medicina humana quanto na veterinária. Sim. Então, hoje acho que os tutores eles já estão mais conscientes de de fazer um checkup anual, né? pelo menos assim, quando o paciente é mais jovem, fazer uma vez por ano, depois de uma certa idade, a cada 6 meses. E aí também depende o que você encontra, né, nos exames para saber qual a frequência de de acompanhamento e de realização dos exames. Após o diagnóstico, o foco é oferecer o tratamento mais adequado e eficaz para cada condição. Muitas vezes as doenças gastrointestinais sempre vão envolver a a dieta é muito importante, né? A gente direcionar qual a melhor dieta para aquele paciente. E a terapêutica, o tratamento também é muito individual. Então existem doenças que eu falo, não tem receita de bolo. O paciente tem a mesma doença, 10 pacientes com a mesma doença, cada um tem um tratamento individualizado. Por quê? Porque a a doença ela se manifesta de forma diferente em cada paciente, né? Então cada um tem o seu tratamento é específico. A Nina e a bebê recebem os cuidados da Dra. a Mariana há bastante tempo. A Nina já fez várias cirurgias, o fígado ficou comprometido, mas agora esbanja a saúde. A bebê já tem um caso mais delicado. Ela tem 16 anos e com nove começou a tratar uma inflamação. [música] A bebê, ela veio comigo há uns 7 anos atrás com um problema de vômito crônico e diarreia crônica. Então, a tutora relatou que ela já tinha passado por vários colegas, por vários veterinários e o quadro era assim quase que diário de vômito e diarreia. Ela já tinha tomado de todos os medicamentos possíveis, mas não chegava a um diagnóstico e nem a um tratamento eficaz, né? Então, com a bebê, eu comecei desde o início, eu falei: "Ó, a gente vai ter começado do zero para entender tudo que tá acontecendo." Fizemos vários exames de sangue, vários exames de imagem, eh, e fui excluindo várias várias causas, né? Porque principalmente no caso da bebê, que é uma enteropatia crônica inflamatória, para eu chegar a essa conclusão, eu precisei descartar todas as outras possíveis doenças, porque é uma doença com diagnóstico de exclusão. Então, para eu falar que ela tem, eu preciso excluir tudo e depois confirmar com a endoscopia. Então, excluí todas as doenças. A gente fez alguns testes alimentares para ver se podia ser só uma hipersensibilidade alimentar. Ela respondeu parcialmente, muito pouco, né? Então a gente vê que não era só uma questão alimentar, era importante, mas não era só isso. Sim. E aí partimos pra endoscopia e que aí acusou realmente uma gastrite severa com infiltrado que a gente chama de linfoplasmocitário, né? um tipo de célula que a gente vê na biópsia e aí a gente consegue entender que pode ser uma relação aí também com o sistema autoimune. Então, eh, a interopatia da bebê crônica, ela é uma doença que tem é multifatorial, né? Ela tem a questão envolvida, a questão imunológica, a questão alimentar mais a questão genética. É uma soma de tudo. Ela estabilizou tão bem, a gente nem esperava que ela pelo tempo que ela sofria, né? Eu expliquei que podia poderia ser que ela melhorasse, mas às vezes não totalmente precisasse de medicação, às vezes muito ajuste de medicação. Mas ela, para nossa surpresa, ela respondeu muito bem. Então, ela teve que entrar com imunossupressor, a gente entrou com a ciclosporina e aí hoje a gente tá tentando desmame, né? A gente já tentou, já diminuiu algumas fases, depois volta. Uma é uma doença que precisa de controle. A veterinária destaca que mais do que o tratamento, a parceria com os tutores é essencial para a melhora do paciente. [música] Essas doenças crônicas não é só o veterinário, né? Tem que ser uma parceria do veterinário com o tutor, porque não adianta eu falar, por exemplo, olha, precisa de uma ração hidrolizada, que é aquela ração que a gente fala hipoergênica, né? Sim. E quando a gente fala esse protutor, a gente tem que deixar bem claro que ele tem que seguir só essa dieta. Não é fácil hoje em dia, porque eles querem o petis, que é um filho, né? Vai, vai fazer aquele mimo, é, quer dar o agrado, quer dar o agrado. Então eu falo, é importante seguir, aí tem que ter essa parceria, o tutor tem que confiar no veterinário, o veterinário confiar no tutor para que aquilo tá sendo feito. Porque um paciente que às vezes come uma dieta hipoalergênica e ganha um petisco, pode ser o gatilho para desandar a doença, né? Tem que fazer tudo certinho. Então é uma parceria. E essa parceria deu tão certo que olha só a Maria toda emocionada. [música] A Dra. Mariana, nossa foi uma bênção na nossa vida, né? Na vida dela também, que depois desse dia não deu mais diarreia. A Dra. A Mariana fez os exame, os exames dela, fez o até endoscopia também nela, mas graças a Deus com os com os medicamentos que ela deu. Dra. Mariana também, eu só tenho que agradecer ela, nossa, do fundo do meu coração, porque quando eu tô em casa também, que eu preciso de alguma coisa, já mando no WhatsApp para ela, doutora Mariana, o que que eu faço? Aí ela já, não, Maria, faz isso, isso, isso, porque eu moro em Santa Bárbara. Eu não moro aqui, eu moro longe. Ah, Santa Bárbara do Oeste. Santa Bárbara eu moro. Nossa. Então eu venho de longe. Sim, mas eu não largo de vir aqui, não abandono a Dra. Mariana de jeito nenhum. Tá certo. Ela foi muito assim, um bom [música] profissional. Nossa, uma boa profissional. Ela muito, nossa, é muito amada por nós. [risadas] É muito emocionante porque eu tenho as duas mesmo, graças a graças a ela. Que bom. Verdade, fia. senão não tinha nenhuma das duas.