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Olá, começa agora mais uma edição do El Bicho. E o nosso protagonista de hoje é pequeno no tamanho, gigante no carisma. Não é porco, muito menos vem da Índia. Estamos falando do porquinho da Índia. Estamos aqui no Parque de Aventura que fica aqui em Souzas. E o Fernando Soares, ele que é proprietário aqui do espaço e cuidador dos animais, vai contar pra gente um pouquinho das características, dos comportamentos dos porquinhos, né, Fernando? Olha, são animais extraordinários, tranquilos, fáceis e eu, como a pessoa quer ter um bichinho de estimação diferente, é um animalzinho que eu entrego de cara e falo: "Olha, esse é um bom animal para você ter em casa". Porque o manuseio dele é bem simples, bem prático. Então, ou seja, para quem tá começando e quer ter um animalzinho exótico, diferente, perfeito. O porquinho da índia é o ideal. Então, é recomendado para quem quer iniciar ali a ter um animalzinho de estimação, não tem nenhuma recomendação, pode comprar. Como que funciona? Olha, para comprar é muito simples. Hoje a gente tem criadores muito legais. Adotar também, né? Adotar também, né? Porque são anotar é muito interessante buscar locais que, né, tem uma grande procreação, porque eles procriam muito rápido. Aqui a gente tem que separar realmente porque a procreação é muito rápida, né? E essa é uma espécie que chega a ter até de dois a três filhotes de uma vez, né? Então, eles se reproduzem de uma forma que é muito rápida ali para para um pequeno ambiente, né? A a a gestação é um pouco demorada, mas ela acaba tendo um um um ponto muito interessante. E hoje a galera tá toda reunida aqui atrás, tá todo mundo querendo vir aqui ver, participar, né? E nessa condição, hoje, por exemplo, eu tô com o Johnny aqui. Hoje eu tô com dois machos, né? Eu tenho Johnny e o Steve. Ã ã e as fêmeas a gente deixa, deixamos elas sublocadas. Hoje eu tô trabalhando aqui no espaço, a gente optou por ter dois machos. para a nossa contemplação, pra gente poder ter e diminuímos o criame, porque realmente a gente chegou a ter 40 indivíduos aqui. E quem for adquirir, por exemplo, tem que tomar cuidado com essa questão de ser macho e fêmea no mesmo espaço, justamente, né? Então, do nada aí vocês vão ter dois, vai aparecer dois. E e um fato bem interessante é que os porquinhos da Índia el são roedores e automaticamente são roedores que nascem totalmente prontos, ao contrário dos camundongos, dos coelhos, né, que nascem sem poder comer. Basicamente o porquinho da índia ele é um mamífero, tá? Ele mama, porém ele já desde o início e eh do seu nascimento, ele já consegue andar muito bem. Ele vai literalmente aparece mais dois porquinho da Índia do nada andando no meio do seu viveiro ali, né, na sua casa, no seu jardim, porque eh acontecem isso. É um animalzinho que no jardim, prepare-se, porque ele vai cavar o seu jardim, ele come todas as plantinhas, degusta, grama, pastagem, é o que eles mais gostam. E é muito importante eles comerem essa essa ter essa alimentação mais eh vamos pensar assim natural. Por quê? Os dentes do do porquinho da índia é o grande vilão dele, porque o dente do porquinho da índia cresce todo dia, né? E ele por crescer todo dia, ele vai crescendo de forma desorganizada por uma alimentação errada e automaticamente ele acaba não conseguindo fechar a própria boca. E aí, por ele não conseguir fechar a própria boca, ele deixa de comer. Entendi. Tá? Então o porquinho da Índia tem que prestar atenção nesses detalhes. E qual que é a principal alimentação deles? Hoje a gente tem no mercado diversas rações muito boas. O ideal é sempre ter aqueles aquelas pedrinhas de roer. Eles adoram est roendo aquilo ali porque é tipo um ossinho, literalmente um ossinho. Eles roem aquilo ali, desgastam o dente, né? Aqui a gente tem tanto a pedrinha para eles e também a gente faz uma diversificação na alimentação. Eu consigo estar colocando ali, por exemplo, milho naturalmente ali, o grão de milho que é bem duro, ele vai comer esse grão de milho, ele começa pela parte mole e vai pra parte dura. Ele tritura basicamente o milho. Além disso, tá? Ã, eu também consigo estar colocando, né? Ah, o feno, que é uma pastagem seca, né? Isso. Ele vai trabalhar aquilo ali de uma forma mais seca, vai ter que movimentar. Basicamente você vai ver o porquinho da índia comendo, ele vai fazer esse movimento com a boca, com os dentes e automaticamente ele tá fazendo o quê? Desgastando esse dente que cresce parar, né? E é e esse é de fato muito importante. Isso é muito importante, um desgaste do dente. Hoje eu tenho um um uma raça de porquinho da índia de pelo curtinho, tá? Mas há duas duas raças comuns, né? sem mistura, porque eles acabam se reproduzindo junto. Eu tenho o porquinho da índia de pelo curto aqui, mas também tem o porquinho da índia de pelo longo, né? Um traço bem complicado do pelo longo é que ele acaba formando pequenos grumos no seu bumbum ali, né? Uhum. E acaba entupindo el não consegue fazer cocô e aí automaticamente assa ou cria uma situação onde ele não consegue defecar e isso acaba trazendo um malefício enorme pra saúde dele e ele acaba tendo problemas digestivos e acaba também perdendo peso. E o animalzinho que é um roedor, ele come bastante toda hora e ele também tem um um metabolismo muito rápido. Entendi. E automaticamente por ele ter metabolismo muito rápido, ele vai perder peso muito rápido e aí pode ter o óbito. Então a longevidade desse animal aqui é principalmente nos cuidados mínimos, boa comida, boa água, né? E e aí você tem um animalzinho que vai ter uma longevidade muito grande. A gente faz reposição de vitamina C deles. Ah, precisa. a gente precisa tá fazendo a reposição de vitamina C porque ele ele não consegue absorver também a vitamina C dos seus alimentos. Então a gente faz a reposição com potagotas, compra lá na farmácia, né? Lógico, sempre com uma recomendação de um veterinário, se vai ter um acompanhamento, que é sempre muito importante ter o quadro de um veterinário sempre acompanhando. Essas são pequenas dicas, sim, né? Mas o acompanhamento veterinário vai ter longevidade para esse animalzinho que vive bastante. Eles vivem quanto tempo? Podem viver até 13 anos. 13 anos. É, eles vivem bastante, tá? É lógico que isso com excelentes cuidados, né? Hoje a gente tem uma média, tá? Eu falo de colegas que vem conversar com a gente, que fala que teve, que que tem, né? Que tem a média aí de 7 anos, 6 anos. E assim, os cuidados são simples, mas ao mesmo tempo exige também uma atenção, né, por conta que é um ser vivo, né, sim. É um ser vivo. Todo ser vivo, né, a gente fala de um bichinho, mas hoje é muito comum ser um filhinho, né, e todo filhinho precisa de cuidados especiais, né? Então eu coloco nessa condição sempre um pequeno descuidado, né? Aqui, por exemplo, com o nosso colegão aqui, o Johnny, ele qu eles gostam assim desse carinho? É possível ficar ou tem um momento que eles preferem ficar mais quietinhos? Quais Quais são os hábitos deles? É, é uma coisa comum dos roedores, né? O hábito noturno, tá? Ã ã então durante o dia, lógico, eles sempre vão ficar mais ariscos para manusear, para cuidar. Então eles vão procurar fugir, mas tudo vai de atrativo. Aqui, por exemplo, o Johnny, ele me conhece, ele sabe que sempre quando eu tô com ele tem coisa boa, tem carinho, tem cafuné, então ele não vai ficar fugindo de mim, né? Ao contrário dele ver outra pessoa indo pegá-lo, né? O o o porquinho da índia, ele é arisco por esse motivo. Quanto mais você manuseiá-lo, não é ficar no colo o dia inteiro, tá? Isso é muito importante pras crianças, né? Sim. As crianças t que entender que o bichinho ele precisa do momento dele sozinho, mas ele quer o carinho, né? Até por isso a gente tem bichinhos, né? A gente tem bichinhos pra gente poder ter uma companhia, né? E ele também quer ter sua companhia, mas também tem que ter o momento dele, porque pode causar um estresse também, né? Exato. Sim, sim. O estress é uma coisa muito, muito comum eh nos animais, as crianças muito comum, né? Ah, foi um visitante lá na minha casa e foi pegar o Johnny, né? Foi pegar o nosso porquinho da Índia aqui. E aí a hora que colocou a mão são pontinhas, né, que eles usam para cavar, que eles usam para segurar as coisas. Então essas pontinhas aqui vai doer, né? Então, Cer, mas como é que eu faço? A minha, a o meu viveiro, ele tem serragem, ele é sequinho e é tudo molinho. Essa unha vai crescer de forma eh comum e vai ficar afiada, fica preparado pela genética para cavar. Uhum. Né? Para arranhar. Então, que que eu posso fazer? Acostumar ele a lixar até mesmo essas unhas. Ah, e pode lixar, mas tem que ser uma lixa específica. Lixa de unha. Lixa de unha. Lixa de unha. É o que eu uso basicamente quando tá muito crítico, tá? Eu uso a lixa de unha, mas pode também ser utilizado os cortadores de unha, faz um pequeno assubio, tá? Que é de identificação. É, é basicamente assim, ó, né? Esses esses som eles, eles reconhecem de longe e é muito comum dentro da nossa casa ali aqui na fazenda, né? Eles reconhecem quando eu cheguei e quando eu tô com o capim verdinho que eu trago e coloco na baia deles. Eles têm essa percepção já também de quem está levando a comida para eles. Tudo isso eles comem todo tipo de fruta. Eles adoram frutas, legumes também. É recomendado também. A cenoura que é o padrão, né? Que todos os roedores adoram ali. Cenoura, eles gostam muito. É muito importante a cenoura porque ela é rica em vitamina C e também melanina, né? que para deixar esse pelo bonito, viçoso, né? O Johnny, ele tá totalmente tranquilo aqui no meu colo, aqui na minha mãozinha, por tem aqui que eu não deixo de falar, tá? E e que é eu tô segurando ele, tá? Ele tá num ponto bem alto, tá? Eu tenho uma altura aqui, ó. Basicamente ele tá acima de 1,20 m. Uhum. Então, ou seja, olha a altura para um ser desse tamanho. Então, é lógico. Aqui é um ponto muito seguro para ele. A gente tem que lembrar, confortável. Exato. Exato. E ainda eu pego e contrasto, coloco um contraste nisso, fazendo um carinho, né? Deixando ele à vontade. Então, automaticamente eu criei, né, uma conexão segura. Então, automaticamente ele vai ficar à vontade aqui comigo. Ele não precisa se esconder de mim. Entendi. Ele vai querer pular basicamente do meu colo, né, quando eu mostrar a casinha dele, né? Então ele vai ficar super e eles têm que ter esse espaço também, uma casinha, um aconchego. Por ser um animal noturno, né, ele precisa se esconder, certo? Né? é um hábito genético dele. Então, automaticamente você vai ter que colocar uma casinha para ele. Eu costumo colocar o feno, que é uma pastagem que é a a o mato sequinho, né? Para eles, eles entram embaixo porque ali é um ambiente seguro. Ninguém tá me vendo, eu tô escondido. E eles vai aparecer assim: "Ah, mas eles vão ficar escondido sempre. Se se eles ficarem escondidos sempre, tem alguma coisa errada no seu manuseio, tá? você tá monando ele de forma que ele fique com medo de você. Então, se até na hora da alimentação ele fugiu de você, ter alguma coisa errada, tem que prestar atenção no comportamento dele. Exato. Exato. Então, ou seja, ou você tá pegando ele de forma errada ou você não tá dando carinho que é confortável para ele. Então, tudo isso tem que ir avaliando, tá? Porque se o animal não tá à vontade, você pode ser o problema. Então você tem que encontrar em você uma forma de chegar neles. Eu acho que a conexão com os animais para mim é muito importante, né? Se o animal vem até mim, eu tô indo bem. É o resultado, né? É a resposta. Eles precisam desse cuidado com o pelo também na questão de banho. Eles precisam dessa higiene externa ou não? O porquinho da índia, ele se ele ele ele quase é um autolimpante. Uhum. Tá, mas pode dar banho, pode, pode. É lógico, o ambiente ali às vezes a ele rolou no próprio xixi ou você, infelizmente correu um problema ali na na sua na no seu manuseio, né? E aí eu posso dar banho nele. O de pelo longo a gente escova, né? E quando a gente faz essa essa escovação, a gente pega aquele detalhe do bumbum, né? Se tá sujinho, se tá precisando eh fazer a sepsia ali, fazer a limpeza, né? Então eu vou também fazer isso quando eu faço a escovação do pelo e sei falar que fica lindo. Fica lindo. É verdade. E Fernando, sobre a a questão da companhia, né, que a gente comentou também, eles precisam viver eh em conjuntinho assim, em duplinhas ou eles podem ser individuais também, viver individual ou ou eles ficam tristes nesse? Vamos pensar assim, né? Se a minha pessoa humana está fazendo a companhia para esse animal, é lógico, eu quero um monte de filhotes lá, então nessa condição, ã, eh eu acabo sendo a favor e contra de uma companhia. Se eu sou uma excelente companhia para esse animalzinho, automaticamente, tá, eu não preciso trazer outra companhia, porém você tem o tempo de vida desse animal, né? Então a gente tem que sempre observar isso. Esse animal ele vai viver muito menos que o ser humano. Então automaticamente a minha companhia vai ir embora. Entendi. Então quando eu tenho um casal, por exemplo, eu tenho que possam reproduzir, eu tenho que tomar cuidado se essa reprodução, né, não vai ser excessiva, né, e eu vou ter. Então, ou eu tenho um casal castrado, né, para que eu não tenha reprodução. Ah, mas eu tenho um casal que não é castrado. E aí, Fernando, eu vou ter muita reprodução. Então, ou seja, se prepare para aumentar as gaiolas ou aumentar, né, vai aumentar ou as doações, né? Ã, outro detalhe, mas eu posso ter um macho, um dois machos no mesmo ambiente, sim, eles não vão brigarem. território, não, território, eles não vão querer essa condição de território, né? Mas se eu tiver uma fêmea num local, tá? Uma fêmea para dois machos, eu vou ter briga. Entendi. Tudo isso também tem que pensar no momento de adquirir, né? Posso ter duas fêmeas? Pode ter duas fêmeas, não vai ter briga entre elas. Elas não têm por brigar. Sim. Mas ã ã ã eu não sei se se eu posso falar isso, né? Mas elas vão acabar tentando se reproduzir entre elas. Uhum. As fêmeas. essa condição de tentarem se reproduzir entre elas, né? Porque é muito feromônio ali, vamos colocar assim, acontecendo os outros animais aqui na fazenda. Eu acabo observando isso. Eu acabo observando isso, que quando tenho duas fêmeas no mesmo ambiente, elas buscam a reprodução, tá? Ao contrário dos machos. Certo? E Fernando, eh, são espécies, né, que vão também, a gente pode dizer que são pets, né, também animais de estimação. E o controle assim de vacinação, isso também existe no mundo do porquinho da Índia. Existe, existe, tá? Existe. Sempre vai tá buscando um veterinário porque é um animal de pequeno porte, vamos pensar de minúsculo porte, porte, né? Então, automaticamente, a a gente precisa realmente ter um acompanhamento veterinário, né, antiparasitário, né, por exemplo, vermes, verminoses. Então, nessa condição, eh, eu automaticamente eu já busco o veterinário que vai dar todas as recomendações pro seu ambiente onde tá, porque o veterinário vai fazer essa essa pergunta, como é que é o ambiente? Ah, é assim, eu tenho cachorro, tenho gato, eu tenho galinha, papagaio, eu tenho um monte de bicho, sim. Tá. Então ele vai recomendar o vermelho necessário para fazer esse controle aí, a vacina necessária para que faça um controle antiparasitário. Perfeito. Então, Fernando, acho que ficou bem explicado, né, as características e também a importância da gente falar que pode sim ser um animal de estimação, né, pessoal? Pode é recomendado, né? Eu super recomendo. Eu super recomendo porque é uma gracinha, gente. Vocês vão ter uma uma excelente companhia porque eles eles lembram de você a hora que você chega, eles observam você indo embora. Então assim, é um animalzinho que vai sentir sua falta. Então você vai sentir: "Ah, eu preciso de uma companhia que sinta minha falta a hora que eu chegar em casa". O porquinho da Índia, ele vai te avisar, ele vai te receber. Ele literalmente é um cachorrinho bem pequeno. Muito legal, viu, Fernando? Muito obrigada por explicar pra gente o universo dos porquinhos da Índia. A gente fica muito feliz de conhecer também essa espécie, as curiosidades e espero que você de casa também tenha gostado do episódio de hoje. E se tiver então interesse em conhecer de perto aqui o porquinho da Índia, pode visitar aqui também o Parque de Aventura, né? Vai ser um prazer. Nós nos vemos então na próxima edição do Elbicho. Até lá.