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Na medicina veterinária existem mais de 20 especialidades e hoje no El Bicho vamos falar sobre dermatologia. [música] A gente tem muitos casos, né, de dermatopatias, pacientes alérgicos, cada vez mais a gente tá descobrindo, né, que tem muitos alérgicos por aí. E antigamente a gente falava mais de cães de raça, mas hoje em dia é amplo até cães, né, sem raça definida, então tá muito presente coceiras, quadro alérgicos dermatológicos em cães e gatos. Eh, a dermatologia é uma especialidade que muitas pessoas acham que não, mas a pele é um um dos maiores órgãos que tem, né, no cãozinho e no gato. Então, até dentro do ouvido a gente tem pele e a pele ela tá presente no sistema geral fisiológico. Então é muito importante a gente cuidar, né, da pele em si, que é um órgão enorme, para não desencadear demais problemas, patologias nos outros sistemas, como gastroindestinal, [música] endócrino, né? Então é bem importante cuidar da pele. E como que é feito esse diagnóstico, né? Porque são várias doenças aí que acometem a pele. Dentro da dermatologia, quais são as mais comuns, doutora? Hoje em dia a gente vê muitos cães que têm dermatopatias, problemas alérgicos pelo alimento, né? Hipersensibilidade a proteínas, ao que esse pet se alimenta, né? Então pode manifestar quadro alérgico, coceira, feridas, lesões. Também a gente vê muito hormonal, né? problemas de endocrinopatia associado a às vezes tem que repor reposição hormonal que aí manifesta secundariamente coceira, lesões, descamação de pele, né? Feridas ao redor ali perocular ao redor dos olhos. A gente tem a atopia muito presente que é o qu, né? Aopia é fisiológica, né? O paciente geralmente herda essa alteração dermatológica alérgica, que é uma coceira crônica. não tem uma cura, né, nem uma causa assim exata, mas que tem ali dermatite eh acral, que a gente fala nas patinhas, muitas lesões em abdômen, num geral, né, assim, crises de otite, o que é muito presente também ot, né, infecção ali nas orelhas, no ouvido, né, que às vezes a gente acha que é isolado, mas não, é tudo um combinho do paciente alérgico, até mesmo essa manifestação na orelha, no ouvido, a gente Tem casos pontuais de uma alergia aguda, por exemplo, uma picada de abelha ou assim um produto desinfetante que causou ali pontualmente uma reação, né? Um cão que ficou na chuva, ficou com umidade, é uma coisa aguda. Ele não é um alérgico, a gente fala, né? Ele só manifestou uma dermatite pontual. Mas tem cães que t a dermatite crônica, principalmente a hipersensibilidade de alimento, atopia, que ele já nasce, já herda, né, essa característica, né, eh, essa predisposição em ter a alergia, que geralmente a gente vê manifestar a partir dos 3, 4 anos de idade, mas isso pode ser sim precoce, né? Muita das vezes a gente tá diagnosticando filhotes já com atopia ou pelo contrário, também já aconteceu, né? Às vezes, por literatura a gente vê também que é possível lá na fase de dozinho, senilidade, vira um paciente manifestar um processo alérgico e ser atópico, mas nunca teve nenhum sintoma, mas começou ali na na parte, né, senil, às vezes por deficiência ali de barreira cutânea, de alguns eh componentes como eh proteínas, né, de células de defesa, imunidade baixa. Então, também é possível. Além dos casos pontuais, fatores como ansiedade, falta de passeios regulares, [música] mudanças na rotina, também podem ocasionar coceiras excessivas. É importante que o tutor fique atento aos sinais e sintomas, principalmente a dermatite podal das patas, lambedura de pata, a gente vê muito acontecer, né? Então, às vezes a gente entra com florais, algumas coisas para [música] essa questão aí comportamental também em conjunto com adestramento, é, [música] gasto energético, mas também a gente já sabe que por literatura também os pacientes que são atópicos ou alérgicos, eles [música] têm mais predileção a fatores emocionais, igual a gente quando tem [música] uma atopia, uma alergia, que quando a gente fica um pouco mais ansioso, estressado, coça aqui, coça [música] ali, né? coça eh os dedos, coça ali no rosto. Então o cão, né, e o gato também tem esse fator, porque quando ele já é um paciente para [música] despostar alergia crônica, a ansiedade tá lado a lado ali, podendo desencadear a crise alérgica com mais facilidade. [música] E a gente tem que entender, muito importante, que coçar não é qualidade de vida. Então, se o seu cãozinho nunca coçou, vamos falar de um quadro agudo. Eh, tem que observar se é um ectoparas [música] como pulga, carrapato, né? Eh, se está com o controle ali das medicações em dia, né? Que às vezes é só a gente medicar e essa [música] esses bichinhos saem, essa crise alérgica a gente ã tem uma resolução mais fácil, né, mais adequada. Eh, ou se é um paciente assim, a gente não pode banalizar a coceira justamente. Então, [música] tá chacoalhando, vamos falar da otite, da orelha, tá chacoalhando cabeça, arrastando assim o corpinho na caminha, no sofá, ergueu ali a orelhinha, tá mais escuro, né? tem conteúdo saindo dessa orelha, opa, alguma coisa tá acontecendo. Então a gente precisa tratar porque principalmente a otite, né, que é uma alergia, ela pode ali ter uma dor exacerbada, igual criança que tem otite, né, pode ter ruptura timpânica, ter levar um quadro neurológico. Então isso falando de otite, [música] tá? orelhas, o corpinho, lambedura de patas, não banalizar também, porque pode ser só ansiedade, como não, pode ser uma característica, um fator alérgico, né, [música] do que esse pet come, de uma então feridinhas, um monte de casquinha, crostinha, essa pele aí, [música] pelo soltando demais. Então tudo isso são fatores que a gente tem que ter atenção em casa, que pode ser uma alergia, uma dermatite, que precisa aí de um conforto para paciente, [música] né? A gente tem até uma escala de prurido que a gente fala de zer a 10 do quanto esse petic é o dia inteiro, é toda hora, porque isso é importante para também, né, a gente assim tratar a alergia para uma qualidade de vida. Os exames dermatológicos são cruciais para o diagnóstico preciso de doenças de pele, permitindo diferenciar infecções, alergias, parasitas e até tumores, garantindo o tratamento correto. Geralmente quando se vem paraa consulta dermatológica, né, a gente faz aí, então, toda uma escala de perguntas, por exemplo, ah, de z0 a 10, quanto esse pet tá se coçando, né? Eh, se esse tutor mudou a alimentação recentemente e sentiu que deu essa dermatite, essa coceira, se ele achou pugas ou carrapatos, se tá tendo falha de pelos, vermelhidão, se alguém de casa também que tem patologias que passam para nós, né, infecciosas, se alguém em casa também tá se coçando, tá com alguma ferida, alguma lesão, se tem mais pets em casa, se eles também estão se coçando, né, eh, se tá Aí descamando demais esse cachorrinho cheio aí de bolinhas pelo corpo, um cheiro característico que não é o habitual do meu pet, um odor de pele diferente. Eh, então essas coisas são importantes da gente ver em casa e clinicamente, depois das perguntas da gente avaliar, a gente põe esse pet ali na mesa de atendimento, vê o padrão dessas lesões. Nós temos, nós temos uma lâmpada que é específica, que a gente fala lâmpada de UD ultravioleta para ver fungos, como os dermatófitos. A gente tem exames de citologia que a gente avalia se tem bactérias, qual quantidade, qual o formato dessa bactéria para tratar adequadamente. Se eu tenho malacése, é funguinho que tem na microbiota comum, mas se isso está descompensado, eu tenho raspado de pele, que é o parasitológico que a gente fala, que é para viácaro, sarna, né? Então, a gente tem aí cultura fúrgica, tem muitos exames complementares que ajudam a gente a identificar o que tá acontecendo, se é agudo, se é crônico, tem a a triagem de hipersensibilidade ao alimento que a gente restringe esse alimento de três a 8 semanas. Então, tem sim, né, exames complementares pra gente fazer para verificar o que tá acontecendo, como mudança alimentar, muitas coisas que a gente pode fazer. o alérgico, principalmente a gente falando de crônico, o agudo assim, às vezes a gente entra com um tratamento pontual de 7 a 15 dias e a gente já tem uma melhora, né? Ã, se for caso aí de ectoparas que causa alergia ou algum produto específico, então é uma resolução mais rápida. Caso seja um alérgico que tem um quadro crônico, como uma atopia, hipersensibilidade de alimento, então a gente estipula aí, ah, será que a gente vai ter que fazer a troca desse alimento para uma proteína hidrolizada, restringir a alimentação? Eh, o alérgico, né, paciente alérgico crônico, ele tem os pilares que eu costumo falar na consulta. É tudo e dedinhos de mão dada. Não pode faltar o banho terapêutico para eh repor ali barreira cutânea, eh proteínas, né? Eh componentes da pele que estão fragilizados. Então o banho terapêutico é super bem-vindo uma vez na semana, às vezes a gente indica até duas vezes na semana, né? Isso é um mito que o banho é ruim pro cão alérgico. Ele ele é como uma onda que leva tudo todas as impurezas ali. Então ele é bem benéfico, né? Então, banho, suplementação, né, que a gente faz com EPADHA, suplementos são muito importantes. O alérgico tem a pele fragilizada, né? Eh, além disso, tem alguns alguns medicamentos hoje em dia, hoje em dia é muito difícil de primeira a gente entrar já com antibiótico vioral, antiinflamatório, não. A gente tem outras vertentes e mais bacanas para não pegar fígado e rim ser mais interessante pro paciente, né? Então vou citar alguns nomes. Citoponte, Apocalusen Hel, Alive, várias medicações interessantes para uso crônico, né, contínuo. Então é tudo assim, é tudo uma pirâmide, uma mãozinha na outra. Então banho, né, igual eu falei, suplementação, medicações, né? Então esses cuidados é quando é o tite tem que ter a limpeza recorrente desse ouvido, né? vir aí é um comprometimento que eu falo sempre com o tutor de trazer, né, recorrentemente aos retornos, porque a alergia é uma vertente da veterinária que mais precisa de acompanhamento, de retornos, né? É uma das prescrições mais extensas que tem, né, de tratamento, de medicações. Então, é um compromisso tanto com o diagnóstico detectado, quanto em casa do tutor de ter aí esse comprometimento com todos esses remedinhos. banho, né, sucessivamente. A amiga já sofreu muito com problemas de pele e hoje ela faz o acompanhamento certinho depois de ser diagnosticada. amiga veio para mim, né, eh, ela já tinha um diagnóstico, né, de alteração tiroidiana, então ela já utilizava levotiroxina, né, uma medicação para repor aí uso hormonal, mas ela chegou para mim com muitas falhas de pelo, muita queda de pelo. A gente fala que a patologia em si, ela causa uma alteração clínica que é paciente fica como se fosse uso de uma máscara ao redor periocular. A gente vê assim, fica bem demarcado, parece ser uma máscara. Então a hora que a gente vê isso, opa, possivelmente é da alteração da endocrinopatia, né? E a gente precisou reajustar um pouquinho essa dose, né, do hormônio. E aí com isso, essas vertentes que eu disse, todos esses pilares, suplementação, os banhos terapêuticos, né, entender o que que essa manutenção da pele dela necessitava pelas falhas de pelo, muita queda de pelo, ela tava com sobrepeso também, né? O caso dela, alergia, o quadro alérgico é secundário ao hormônio. Então tem que ter uma adequada reposição hormonal e cuidados aí dermatológicos para ela ficar 100%, né, ficar bem. Então foi isso o caso dela. A gente repôs aí os hormônios bonitinho, né, cuidou dessa parte. Eh, olha só, né? Se a gente cuida só de uma coisa, eh, só de uma vertente, né? Se a gente cuidar só da pele e não dos hormôos, então tudo assim na veterinária a gente tem que andar de mãos dadas, né? As especialidades. Quando ela tá com crise, a pele dela fica ruim, ela tem muita coceira na pele, coce, ela coça até chegar a estourar, fazer ferida mesmo, né? No olho também. E aí a gente descobriu a o pronóide através de exames de sangue e a Dra. Aline ajustou o remédio e hoje ela tem uma vida muito boa. Ela tomando o remédio todo dia, ela tem uma vida super tranquila. Hoje a pele dela tá boa, não, a gente não viu mais feridas, né? Mas ela toma medicação diária. Todo dia ela tem que tomar o remédio e também toma banho com shampoos específicos. [música] [música] [música]