Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
[música] Quando falamos em animais de estimação, logo pensamos nos cães e gatos. Mas existem outros animais que também podem ser companheiros, como por exemplo, os peixes. É isso que a gente vai descobrir hoje aqui na loja pro Aquarista. A gente vai conversar com o Marne Campos. ele que é a aquarista e vai explicar pra gente se realmente os peixes eles têm esse comportamento de interação. Marne, sim, é sempre bom alinhar as expectativas, né? eh, não é um cão, não é um gato. Então, as a maneira como o peixe vai interagir é diferente, mas sim, os peixes acabam criando laços com as pessoas que fazem o manejo, que cuidam deles e eles interagem de forma bastante interessante. Eh, num curto espaço de tempo, algumas espécies, como ciclídos, por exemplo, é muito fácil você conseguir eh perceber esse elo que vai sendo criado entre o criador ou aquarista e o peixe. O Oscar, por exemplo, é um peixe muito comum, que a grande maioria dos aquaristas conhece, porque ele é bem popular, ele é brasileiro, inclusive tem outros nomes como a Paiari, a Carassu e é o peixe clássico da interação dos aquaristas quando eles estão começando. Ã, podemos estar outras espécies, uma espécie que ela não existe na natureza, tá? O Ócar existe na natureza, você consegue pescar ali no Mato Grosso, em vários rios do Brasil. Existem espécies que não existem na natureza, tá? Elas foram criadas, elas são híbridas, elas foram desenvolvidas em cativeiro. Por exemplo, o Flor Horning é um caso clássico. Se você procurar na internet, você vai ver vídeos de pessoas acariciando o peixe. Eu não vou dizer que o peixe acha gostoso o carinho, mas ele entende que aquilo é uma forma de interação e aquilo pode gerar posteriormente uma alimentação ou algo nesse sentido, um elo de confiança vai se formando. Então for horn é uma espécie muito interessante. A gente cita aqui, por exemplo, um caso selvagem poderia falar: "Ah, é porque o Flor Horn, o homem desenvolveu". Não, [música] a gente tem um caso selvagem que é o Oscar, que é da natureza, e um caso de um peixe desenvolvido pelo homem cruzando duas espécies. Ã, um outro peixe que faz muito sucesso aqui na loja, em termos de interação, muita gente vem aqui buscar, por exemplo, tartaruga e a gente explica como é que é o manejo da tartaruga. Eh, tem que manter o terrário sempre limpo, é um valor de investimento um pouquinho maior, é um animal bem interessante, do Ibama para ver a transferência pro novo titular. E a gente dá como alternativa um peixinho chama Mudiper. Eh, as pessoas já devem ter visto esse peixinho na internet ou em desenhos animados. É aquele peixinho que anda fora d'água, que ele vai meio que se arrastando com as patinhas que não nada mais são do que nadadeiras peitorais que se modificaram ao longo de milhares de anos para ele conseguir se deslocar fora da água. E o M skiper ele é muito interessante porque a gente já teve exemplares aqui que antes de ser vendidos passaram algumas semanas na loja e a gente batia o dedo numa pedrinha, ele vinha na pedrinha, pulava fora da água e ficava esperando. Parecia que ele tava sentadinho esperando alimentação. Os clientes ficam malucos quando eles falam: "Como assim um peixe fora d'água e que interage dessa maneira?" É, é, é o realmente o que acontece. É bem bem divertido e bem interessante de ver mesmo porque fora d' água. Isso é muito, né, inusitado, né, porque tem toda essa questão do peixe, nossa, o peixe ele vai morrer fora da água. Mas tem essas espécies que são específicas, né? Isso. Exatamente. Se a gente parar para pensar nas aulas de biologia, de ciência do colégio, nós tínhamos o elo do peixe por anfíbio. Esse peixe, vamos dizer que ele parou no meio. Então, ele é um peixe que começou a sair da água, da água e parou. Então, ele respira fora da água. Não é que ele respira o ar atmosférico como a gente com pulmões, mas ele tem um mecanismo que ele enche um um órgão de água e com aquela água ali dentro ele consegue ficar respirando fora da água com o ar que vai sendo assimilado por esse bolsão de água. É um mecanismo seria o escafandro ao contrário. Nós entramos com bolsão de ar e mergulhamos. Ele faz o contrário. Ele sai da água com bolsão de água. É bem interessante. E Marne, falando nessa questão do comportamento, né, do dos peixes, é possível dizer que eles sentem a presença do do tutor, por exemplo, né, do responsável da alimentação, que quando eles chegam em casa, eh, eles conseguem perceber essa essa interação também do tutor, se tem algum lugar na casa que favorece esse sentimento, como que funciona essa parte também dos cuidados que favorecem essa interação? Sim, acontece bastante, tá? Eh, vou citar um caso muito curioso. Eh, tinha um amigo meu que tinha um peixe e esse peixe só a filha dele podia pôr mão dentro da água, que é o floor horn que eu falei. Ele tinha um floor horne que só a filha dele podia pôr a mão dentro da água e passar a mão nele. Se outra pessoa fizesse isso, ele mordia. E aí a gente olhou e falou assim: "Mas qual que é o mistério? Ah, deve ser o formato da pessoa. Que que eu fiz?" Falei pra filha dele, vai na frente do aquário, eu vou pôr o braço, como se fosse o seu braço, eu vou simular o seu braço. Na hora que eu coloquei, ele olhou pra minha imagem, parou meio desconfiado, fez assim e me mordeu. Eu falei: "Não, não é possível. Eu acho que é porque eu tô próximo a ela." Aí eu falei: "Agora vai você". E eu do lado, não. Ela pôs a mão, ele olhou, deu aquela estranhada e deitou para ela passar passar a mão no no corpo dele. Eu aquele dia eu falei: "É, é, eu não consegui entender se era o formato cheiro possivelmente eles não vão sentir, né? O fato deles não é o mais forte, mas ele consegue identificar. E o que que a gente percebe? Por exemplo, o pessoal que faz o manejo dos peixes aqui na loja, tem pessoas que ficam mais do manejo dos peixes. A tendência é que esses peixes se sintam mais à vontades quando elas, essas pessoas tratam. OK? Se outra pessoa vier da comida, eles vão subir, mas eles não sobem na mesma velocidade, na mesma confiança de quando o tratador vai alimentar. Mais um exemplo, acho interessante dar exemplos do dia a dia. Um lago, por exemplo, lagos que a gente faz cliente, eh, faz manutenção de lagos de clientes. E aí tem as carpas, eh, o cliente passa e as carpas acompanham. Tem aquela névoa de carpa. A gente chega, você vê que elas ficam meio desconfiadas, elas vão para lá, vão para cá, depois elas vão ganhando confiança, mas elas imediatamente identificam quem que é a pessoa que ela tem o laço de confiança estabelecido. Então, realmente a gente pode dizer que eles têm esse dom de reconhecer aí o seu tutor. Isso é comprovado cientificamente? Como que a gente pode falar sobre esse comportamento? É, eu não sei se é comprovado cientificamente, mas o que a gente pode dizer que são evidências, né? Eh, nós vivenciamos o dia a dia. Um cientista vai vivenciar um tratador, seja num zoológico, num aquário público, seja o próprio aquarista na sua casa, ele ele consegue atestar esse compordamento. Qualquer aquarista que você conversar, que já teve um ciclídeo, por exemplo, que é uma família de peixes, entre esses que eu citei, tirando o Mskiper, todos são ciclídios. Flor Horn, o Oscar, ele vai falar: "Eu gosto de ciclídeos porque eu gosto da maior interação que eles têm comigo". Então eu acho que é mais do que provado a literatura de certa forma até menciona que os ciclídos acabam tendo uma interação um pouco maior que outras famílias, sejam caracídios, poisídios e por aí vai. E assim, quando a gente fala, né, sobre animais de estimação, né, muita gente prefere ter um aquário, né, falando de água doce, edes são de água doces, tem alguns outros mais comuns aqui de mais fácil acesso, que também essa pessoa consegue ter essa interação, Marne, tá? Eh, em peixe, eh esses que eu citei são de água doce, tá? Em água salgada eu conheço casos também de interação. Eu acho que não é tão evidente, porque como a água doce ela é mais popular, você acaba tendo mais casos. Então, então assim, é cada, vamos supor, cada 100 pessoas que tem Ócar, duas três pessoas acabam tendo um peixe marinho que interage. Mas, por exemplo, o palhacinho, o Nemo, a gente tem um casal ali, [música] é muito interessante a a interação deles. A gente vai andando, eles vão acompanhando, aí eles desovam quase todo mês. Quando eles estão com filhotinho, você vê que eles ficam mais introvertidos e mais agressivos. Então, mesmo a pessoa que trata, eles relutam um pouco para aceitar a proximidade. Então, na água salgada também acaba acontecendo igual água doce. Então, a gente pode dizer para para concluir então que sim, os peixes eles podem ser uns bons companheiros também. Sim, com certeza podem ser ótimos companheiros. Uma coisa que eu sempre falo, às vezes o pessoal vem aqui falar: "Eu queria um pet, um bichinho, um companheiro para meu filho, paraa minha filha". Mas ele tem alergia de pelo de animais ou então a gente mora em apartamento, não pode fazer barulho. Fala: "Ó, você tá no lugar perfeito". H, o peixe, nesse sentido, ele vai gerar uma interação, talvez não tão natural pra gente, porque a gente cresce vendo o cachorrinho brincar com o bebê, o gatinho passar na perna de uma pessoa. A gente não cresce vendo o peixe fazer isso. Então não é natural pra gente, mas eu falo, em pouco tempo você vai ver ele desenvolver esse relacionamento com o animal e você não vai ter o ônus para algumas pessoas, que é pelo, defecar fora do espaço, porque o peixe não tem como defecar fora do aquário, então defecar fora do espaço, fazer barulho, o peixe também não emite som. Então é bem interessante. Eu acho que é uma uma possibilidade bem legal pra maioria das crianças. E pro outro lado também, né, reforçando a importância também dessa manutenção, da limpeza e dos cuidados diários, né, Marne? Isso. Eh, às vezes alguém vem aqui e fala assim: "Aquário dá trabalho". Eu sempre falo o seguinte: eh, pensa num carro. O carro dá trabalho quando você não troca o óleo na época certa, você não troca o liftro de arrefecimento, né? o vugo água na época certa e você não tr não faz um alinhamento quando você troca o pneu. O aquário é a mesma coisa. Se você fizer a manutenção periódica, e é muito simples, em geral, a grosso modo, a maioria dos aquários, você vai trocar 20% da água uma vez por semana, pensa no rio. O rio tá sempre renovando. Então você tem que proporcionar essa renovação para que o excesso de alguns elementos saia e entre uma água nova para ser diluído ali. Então se você fizer essa manutenção dos 20% de semana, alimentar com uma ração de qualidade, isso é muito importante. Às vezes o pessoal quer economizar um pouco a ração, mas é um gasto de centavos por dia. Um potinho de 20 g dura meses, dependendo do tamanho do aquário. Ã, então usar uma ração de qualidade no peixe, absorva é a grande maioria do que tá ali e acabe evacuando menos, sujando menos a água, soltando menos poluentes na água. Manter um sistema de filtragem interessante. Eh, anos atrás a gente falava no filtragem de aquário, vamos falar dinheiro de hoje, por menos R$ 300 você não colocava um filtrinho no seu aquário. E era inviável. O cara falava: "Meu, eu compro um aquário por R$ 50, um vidro e eu vou gastar 300 para colocar um filtro?" Ah, então não dá. Hoje você encontra filtros, filtrinhos, ã, de menos de R$ 50. Então, é outro ponto muito importante. Um sistema de filtragem é eficiente e devidamente adequado para o que você quer fazer. Perfeitamente. Então, é importante, né, o pessoal prestar atenção nessa questão da limpeza, da manutenção, dependendo também do espaço, né, que vai ficar esse aquário. E só reforçando, então, que é muito importante ter esses cuidados. E o que a gente vai passar aqui para pro público é que vale a pena ter um companheiro desse, né? Com certeza vale. Eu sou, eu sou, é complicado eu falar porque eu tenho loja, né? Então eu tô vendendo o meu peixe, mas com certeza vale. Eu eu arrisco alguém que teve aquário falar: "Ó, não foi legal, não, não sei quê". As poucos casos que eu vejo é que normalmente a pessoa compra e ela tenta meio que ser totalmente autodidata e ela vai cometer alguns errinhos. Existem duas formas de você aprender. Ou você procura uma loja, alguém que conhece e vai te instruir, ou você vai errar para aprender. Então ela optou por esse caminho e às vezes ela fica com uma sensação ruim. Mas te garanto, se você escolher uma loja, seja procarista, seja qualquer concorrente, não tem problema. Você tem que ser bem amparado e você vai ser feliz no que você tá fazendo. Você vai ter boa, uma grande satisfação na no teu hobby, né? [música] [música] [música] [música] [música] [música]