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É o Bicho | Reabilitação de animais silvestres em Campinas
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É o Bicho | Reabilitação de animais silvestres em Campinas

73 views Publicado 30/01/2026 HD · 17:07

Descrição do vídeo

No É o Bicho, você acompanha um trabalho essencial de resgate, reabilitação e cuidado com animais silvestres que, por diferentes motivos, não conseguem mais retornar à natureza 🐾💚. Esta edição mostra a realidade de animais vítimas de atropelamentos, tráfico ilegal, humanização excessiva e ações humanas, como linhas com cerol, tiros de chumbinho e acidentes em áreas urbanas. No Bosque dos Jequitibás, em Campinas, cerca de 120 animais vivem atualmente sob cuidados permanentes, recebendo alimentação adequada, acompanhamento veterinário e um ambiente seguro 🦉🌳. O programa explica por que muitos animais não podem ser reintroduzidos no habitat natural — seja pela perda dos instintos de sobrevivência, por sequelas físicas ou pelo contato intenso com humanos desde filhotes. Casos de aves cegas, animais amputados e espécies extremamente humanizadas ajudam a entender a complexidade desse processo. 🐒 Entre os destaques do É o Bicho: Animais resgatados do tráfico de fauna Espécies vítimas de atropelamento e acidentes urbanos O trabalho de quarentena e observação comportamental O cuidado com animais que não ficam em áreas abertas à visitação A história da arara azul Caio, que vive separada por ser altamente humanizada 🏥 A edição também apresenta o trabalho da clínica veterinária Selva Urbana, especializada em animais exóticos e silvestres, que atua no atendimento de aves, répteis e pequenos mamíferos. Em 2024, foram 684 animais atendidos, muitos deles de forma voluntária, após resgates realizados por órgãos de segurança e proteção ambiental. 🚔 O programa reforça ainda a atuação da Polícia Militar Ambiental, que recebe diariamente animais silvestres em situação de risco, e destaca a importância da participação da população, com denúncias feitas pelo 190, fundamentais para combater o tráfico e os crimes ambientais. 🌎 Um episódio que fala de consciência ambiental, responsabilidade humana e preservação da fauna, mostrando que cuidar desses animais é também cuidar do futuro da natureza. 💬 Assista, compartilhe e reflita. 🐾 Proteger a vida silvestre é um compromisso de todos. 🔗 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, [música] na edição do Elbicho, vamos falar da importância da reabilitação dos animais que foram vítimas de tráfego, atropelamento, e também humanização e que não puderam voltar à natureza. Aqui no bosque dos Jectibá, cerca de 120 animais chegaram nessas condições. Aqui no Bosque a gente recebe animais de alguns lugares, né? Além dos animais que já estão aqui, né? A gente recebe, já recebeu e recebe animais de algumas instituições, como é a Polícia Ambiental, Corpo de Bombeiros e Guarda Municipal, tá? Esses animais muitas vezes eles podem vir de algum de alguns lugares, né? Alguns deles de do tráfico dos animais, que isso sim ocorre. Inclusive a gente tem animais aqui que vieram desta forma, né? Além disso, nós temos alguns animais que não conseguem mais voltar na natureza porque hoje em dia eles estão humanizados. Então, por conta desse contato realmente com as pessoas, né, eles acabam perdendo os instintos, né, de sobrevivência deles na natureza e dessa forma eles não conseguem mais retornar. E além disso também nós temos alguns animais que por conta de algumas alterações físicas, então realmente esses a gente consegue perceber, né? E por também por algumas ações humanas, então como ã linha com cerol, eh tiro de chumbinho, ã até ações como atropelamento, né, que isso ocorre também. E aí, nesses casos, às vezes a gente tem alguns animais que hoje estão cegos, que eles não têm asa, que eles não tem uma pata e aí dessa forma eles não conseguem também retornar pra natureza. E aí nós preferimos mantê-los aqui pra gente conseguir dar uma qualidade de vida, um ambiente seguro, uma alimentação balanceada e que eles possam ter, né, esse período da vida deles, mesmo com essas alterações, que eles tenham uma qualidade de vida aí nesse tempo de vida deles aqui com a gente. Os macacos pregos foram resgatados de traficantes e depois da reabilitação foram introduzidos no bosque e hoje são atrações para os visitantes. Nós temos alguns macaquinhos aqui pra gente que chegaram muito filhotes, inclusive macaquinho que chegou ainda com cordão umbilical, então eles tiveram que ser tratados realmente na mão, no leite, na alimentação. Então, nesses casos, a gente também não consegue voltar porque eles vieram do tráfego muito pequenos, precisaram de um tratamento muito intensificado, até pra gente conseguir mantê-los vivos, né? E para hoje estarem aqui com a gente. E esses animais que ficam aqui com a gente, eles não vão pros recintos, né, que todo mundo já está vendo logo de cara, né? Nós temos um setor que fica separado, que só realmente a equipe do boss que tem acesso, né, aqui com a gente. E aí é ali que a gente vai fazer todo esse cuidado. Então, esses animais eles precisam ficar em quarentena, em observação, né, pra gente ver como tá comportamento, para ver se tem alguma alteração ã diferente, pra gente ver questão de alimentação, se eles estão comendo, se não estão, se estão comendo uma quantidade correta, né? Primeiro a gente precisa fazer todo esse trabalho para ver como eles estão antes de colocar com qualquer outro animal aqui nosso do plantel que já está em exposição. A partir desse trabalho, aí sim a gente coloca e avalia onde esses animais em exposição com outros animais do bosque. E ainda assim a gente precisa continuar essa observação, né? Porque é um animal diferente que não está vivendo com esses outros animais. Então, a gente precisa observar como vai ser a recepção deles, se eles vão manter comendo, se eles vão ser bem recebidos pelos outros animais que estão aqui, né? E assim a gente tomar medidas necessárias caso alguma alteração ocorra. Quem vir bastante aqui e ficar observando, talvez vai conseguir olhar. Às vezes fica um pouquinho mais imperceptível, se não fica aí um longo tempo observando. Mas nós temos, por exemplo, carcarás, ã, que não tem, por exemplo, não tem membro, que é cego. Ã, ali a gente tem bastante papagaio, por exemplo, que é bastante humanizado. Por isso que nós temos maritacas também. Nós temos gralha aqui que não tem presença de asa, algumas corujas, tanto corujas grandes como corujas pequenas. Ã, temos algumas araras também que são bastante humanizadas e por isso não podem voltar pra natureza. Inclusive uma delas é bem conhecida aqui, que é a nossa arara azul, que é o Caio, né? No caso do Caio, ele é tão humanizado que ele inclusive ele não é acostumado a ficar com outros animais. Tanto que tem muita gente pergunta por que ele fica separado e não com as outras horárias. Mas é porque realmente para ele é muito ruim, né? A gente já tentou introduzir ele com outros animais e ele não aceita. Então a gente viu que nesse caso é melhor a gente deixar ele separado do que a gente tentar introduzir algo que para ele não está fazendo bem. E a gente vê isso realmente pela humanização que ele passou. Em Campinas, a clínica veterinária Selva Urbana, focada em animais exóticos e silvestres, como aves, répteis e pequenos mamíferos, tem um papel crucial no atendimento de animais vítimas de humanização, tráfico e acidentes. A gente surgiu como empresa de educação ambiental e depois em 2020 a gente abriu a clínica veterinária. O a gente atende os animais exóticos. Então é uma clínica que não atende cachorro e gato, é calopsita, papagaio, coelho, porquinho da Índia, né? E ã a aqueles animais mais exóticos, quem tem um avestruz, quem tem uma lhama, a gente atende em zoológicos, criadouros e tudo mais. E desde antes da clínica eu acabo ajudando a polícia com os animais silvestres acidentados, uma vez que o município não tem nenhuma política pública e nenhum tipo de incentivo para isso, né? Então, eh, quando tem um gambá atropelado, um carcará que se acidentou com uma linha de pipa, eh, e coisas do tipo, né, a gente acaba atendendo voluntariamente esses animais. Então, a clínica, o meu ganhapão é aquele bichinho que tem dono. E quem não tem dono, a gente acaba recebendo alguns, né? Esse alguns é um número grande. No ano de 2024 foi 684 animais, tá? E aí a gente recebe os que têm condição de reabilitação, porque infelizmente grande parte desses animais, o tratamento é muito tardio e acabam vindo a óbito. Os que não vem a óbito, mas não tem condição de soltura, a polícia destina para alguma instituição que possa receber um zoológico, um mantenedouro, um centro de triagem de animais selvagens que vai destinar esse animal. Ou então, se tem condição de soltura, vai para áreas de soltura, vai para setas, vai para CRAS ou para um zoológico para terminar sua reabilitação até que esteja compatível para regressar pra natureza. A gente atende tanto ã da pessoa que tem esse animal em casa e precisa de ajuda. Muita gente acaba não trazendo um animal de origem ilegal, achando que o veterinário vai denunciar. E não, né? A gente não concorda com o tráfico de animais, com a posse ilegal, mas nosso papel aqui é tratar aquele bichinho e orientar aquela pessoa que muitas pessoas adquirem sem ter o conhecimento. E aqui é uma oportunidade além do parte médica, onde eu vou orientar, ó, amanhã, se porventura você quiser ter, existe meios legais para isso, né? Ã, e tem gente que tem e acaba fazendo o que você disse de entrega espontânea, né? entrega voluntária. E aí é é um um um do parcela desses animais que a polícia acaba trazendo pra gente. Mas infelizmente esses daí quando se faz são animais muito humanizados que não têm condição de soltura. Então aqui é realmente só uma triagem para depois eles viverem em algum zoológico, algum mantenedor, algum algum lugar do tipo. Os saruês ou gambá são vistos com mais frequência em áreas urbanas nessa época do ano, que coincide com a temporada de reprodução e a busca por alimento. A gente tem a sazonalidade, né? Então cada época tem alguns bichinhos que aparecem mais. Então agora a gente tá na época de gambá, época de maritaca, que são os animais que mais acontecem. Então esses gambás eles vieram porque muitas vezes a mãe acaba morrendo. Então a mãe ela fica mais pesada por est carregando os filhotes. Ela precisa comer mais para alimentar ela e os filhotes que ela tá produzindo muito leite, então ela fica mais vulnerável. Então a maior parte dos acidentes são com fêmeas do que com macho. E muitas vezes essa fêmea tá carregando os filhotes na bolsa dela, né? Então a gambáia ela é parente do canguru, ela tem aquela bolsa, muitas vezes acaba sendo atropelada, morre de hemorragia, uma pancada na cabeça, mas os filhotinhos ainda estão vivos dentro dessa bolsa. A partir do momento que para de sair leite, eles começam a andar por aí perdidinhos, né, que as pessoas encontram aí, levam até a polícia e a polícia trouxe pra gente. Então eles já tão grandinhos agora, eles estão medianos e a expectativa daqui alguns dias, quando ele atingir um determinado peso, aí a gente já começa o trabalho para pensar em reintroduzi-los. Vários órgãos trabalham em conjunto para proteção, resgate e reabilitação de animais silvestres. é o caso da Polícia Ambiental de Campinas, que diariamente recebe de três a quatro animais nessas condições. A gente trabalha muito em cima do trabalho do serviço preventivo, né, para que a gente não tenha que intervir a todo momento. Então a gente conscientiza a população a respeito do papel que ela exerce e também ela compreender como que os múltiplos agentes atuam com relação a determinadas temáticas, com relação a recebimento, destinação, resgate de fauna. Realmente é é uma temática que compreende múltiplos atores, né? A gente depende de esforços conjuntos de muitas pessoas, muitos agentes para conseguir chegar num resultado adequado. Então, a Polícia Militar Ambiental, especificamente, né? Hoje nós temos um decreto eh do ano de 2025 que foi feito com relação a resgate de fauna. ele distribuiu eh diante de diversos agentes, diversos atores, a responsabilidade pelo resgate. Então, nós temos situações, por exemplo, onde o resgate e ocorre dentro de uma área urbana, onde o animal oferece risco para as pessoas. A incumbência é do Corpo de Bombeiros. Se for um resgate dentro de uma rodovia, né, uma faixa de rodagem, provavelmente vai ser ou a concessionária da rodovia ou a própria polícia militar rodoviária para fazer a sinalização. Então esse decreto ele é bem completo com relação a resgate de fauna. ele desviou realmente todas as funções pra gente conseguir juntar todas essas atribuições e dar um melhor atendimento para o resgate. Com relação ao recebimento de animais, as entregas voluntárias, né, hoje nós temos realmente a Polícia Ambiental, que é um dos eh um dos únicos agentes dentro dessa temática que realiza essa entrega voluntária de animais. Eh, a partir do momento que a polícia ambiental recebe esse animal, segundo a normatização, a polícia ambiental deve fazer a entrega desse animal para um Cras ou um setas, que seria um centro de triagem desses animais, ou um centro de recuperação. Então, nós temos animais que chegam para nós eh em situação de domesticação. Então esse animal ele precisa eh entrar dentro de um convívio com outros animais na mesma espécie em estado Brasil para ele ser restabelecida a capacidade de ser recolocado em seu ambiente natural. E nós temos os animais machucados, né, que nós temos os centros de reabilitação, que eles passam por cuidados médicos, por reabilitações, para que eles possam ser soltos também nesse ambiente natural. E graças a um a um trabalho conjunto do nosso setor de inteligência com grande parte das empresas de transporte, eh hoje tem se colocado muito em notícia o tráfico ilegal de animais silvestres, porque antes passavam muitas situações, né, em branco, subnotificadas, que não vinham à luz. E hoje, graças a esse trabalho conjunto, empresas, por exemplo, como eh os Correios, eles têm um contato direto com o policiamento ambiental. Assim que é notificado o transporte de algum animal, né, qualquer um que seja, já é realizado o contato com a Polícia Ambiental para identificar esse animal, verificar se a documentação ela realmente bate, né? Ela realmente é uma documentação eh real, né, verídica e a gente dá o prosseguimento pra fiscalização. Então, uma uma média de mais ou menos dois a três atendimentos desse por semestre a gente tá tendo, né, de animais que são enviados às vezes eh do norte, nordeste do Brasil aqui pro estado de São Paulo na tentativa de realizar esse essa venda e esse comércio. E também tem outras operações centralizadas. Então nós temos operação com policiamento rodoviário, tanto estadual quanto federal, né? Quando eles realizam a fiscalização de algum veículo e já constatam que tem algum animal eh que foi verificado nessa fiscalização, fazem contato imediato com polícia a Polícia Militar Ambiental para realizar a fiscalização, né? Recentemente nós tivemos, né, no ano de 2025, a gente teve mais ou menos no mês de novembro, outubro, duas ou três fiscalizações grandes, né? né? Nós tivemos aqui até uma fiscalização que chamou bastante atenção, que foram por volta de 150 aves, né, que foram localizadas nessa situação de tráfico de animais, né, pela Polícia Militar Estadual, né, rodoviária. E desses animais, 30 ou 40 acabaram falecendo logo na sequência, né? Então o animal ele é transportado em longas distâncias, ele chega muito debilitado, muito estressado, só de ter às vezes aquele primeiro contato com o médico veterinário, ele já acaba entrando em óbito, né? E mais uma vez o Dr. Breno nos ajudou muito com essa situação, né? Nós aplicamos uma multa eh de grandes proporções, salvo engano, no valor de 1 milhão, né? 15 milhão né? Realmente foi um valor muito alto, né? Muito considerável. Mas assim, pra gente conseguir continuar com essas fiscalizações, a gente depende muito, principalmente do apoio da população, né? Então é muito importante, né? Hoje a Polícia Militar Ambiental, ela conta com o centro integrado de recebimento de ligações, que é 190. Então hoje todas as nossas denúncias são cadastradas via 190. Então nós concitamos aí a população para que realize contato, caso saiba de alguma degradação, qualquer que seja, principalmente relacionado à fauna, né? Algum transporte que esteja estranho, de repente tá transitando na rodovia e verificou um veículo com um volume muito grande de animais, pega esse emplacamento, faça um 90 e passe de imediato pra Polícia Militar, porque a Polícia Militar, né, aqui nós no município de Campinas, nós atendemos uma região pequena, são 38 municípios. né? Nós dispomos aí de eh de viaturas para atender todos esses municípios e a gente não consegue estar em todos os lugares o tempo todo. Então a gente depende muito das denúncias da população e de informação de terceiros pra gente efetivar a nossa proteção ao meio ambiente do estado de São Paulo. Se fosse possível, né, e assim, e a gente faz esse trabalho até com a polícia ambiental, se é possível fazer soltura de algum animal resgatado, com certeza a gente apoia 100%. Esses animais estão aqui no bosque ou por já nasceu em cativeiro, ou é um animal humanizado ou que ele tem alguma deficiência e está debilitado. E realmente o nosso trabalho aqui é a gente manter essa qualidade de vida para esses animais enquanto eles estão vivos, né, e consiga viver bem, consiga viver num ambiente seguro com alimentação. Então, realmente o trabalho nosso e acho que nossa maior importância é a gente dar a melhor qualidade de vida para eles. [música] [música] [música]
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