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Olá! [música] [música] Hoje no El Bicho vamos conhecer a história do cãozinho caramelo Paçoca que ganhou uma nova vida aqui no CPROCAMP, Centro de Educação Profissional de Campinas. [música] [música] [música] E pra gente conhecer um pouquinho dessa história, a gente vai conversar com o Geovani, Geovani Souza, que tem uma história de amor com esse cãozinho. Tudo bem, Geovani? Tudo bom, gente? Boa tarde. Me chamo Giovani. Então, esse cãozinho aqui chegou para fazer a nossa mudança aqui no serviço. Ele veio através de um aluno que mora numa pensão e não quis sair mais daqui. E a gente achou estranho, né? Biri e mexe acontece de aparecer alguns animais pela redondeza. [risadas] Então, por motivo da avenida ser bem movimentada, eu resolvi tirar ele dessa localização e colocar na outra, porque pode ser que ele vai voltar pro caminho dele. Só que ele não voltou. Ele ficou ao meu lado. Tem um portão aqui e outro portão aqui. O segundo portão ficou ao meu lado e ficou. às 9:30 é o intervalo dos alunos e como todo cachorro gosta de comida, o pessoal começou a comer e ficou ao lado. Conseguimos achar a pessoa que ele seguiu, perguntamos para ele se era dele, falou que não era da pensão, só que depois ele explicou a história. O antigo dono dele era um morador de rua, acabou que foi desfejar da pensão e o cachorro ficou meio abandonado. Então ele se identificou com a gente, que começou a ficar aqui e teve um apego muito comigo. Até então que aonde eu vou ele vai atrás. Quando eu vou ir embora, até na vaga do meu carro, ele vai para saber se eu estou lá, se não. Então ele virou meu melhor amigo. Hoje em dia não tem como. Qualquer coisa que acontece, pessoal, ah, vou adotar o passo embora, não tem como. Passoca já é da cump, todo mundo ajunta ele da melhor forma, casar algum brinquedo, todo mundo chega quando me vê e não vê o Paçoca, acha até estranho. Cadê o Paçoca? Cadê seu companheiro? Pessoal já olha para ele e já vê você e vice-versa, né? [risadas] É como se fosse já uma pessoa só. Já virou um patrimônio da escola. Já um patrimônio da escola. Então, a história ela surgiu a partir então desse desse contato que ele teve com um aluno mesmo, que ele foi abandonado, ele seguiu esse aluno e aí começou toda essa história. Foi dessa forma mesmo. Não teve jeito. O aluno até até deixou, até tentou levar ele embora, só que ele resolveu voltar. Ele quis ficar aqui, quis ficar aqui comigo com a gente, né? Ele percebeu que aqui ele poderia ser amado e ter uma nova vida, né? Graças a Deus. E mudou bastante a vida dele, porque hoje ele tem até convênio, convênio. Então qualquer coisa que acontece, a gente consegue ter uma consulta para levar ele, cuidar certinho. E Giovan, como que foi a escolha do nome? Porque eu sei que de princípio não era paçoca, né? Teve toda uma manifestação ali de encontrar o nome, como que foi, chegou aqui com o nome de sabonete. Aí todo mundo achei estranho, né? Então fizemos uma enquete com os alunos através da plataforma e cada um teve a sua opinião de poder estar voltando. Então ficou paçoca. E hoje vocês percebem que ele tem assim uma certa afinidade mais com você. Tem alguém outra, uma outra pessoa que ele gosta mais também que vocês percebem? Tem tipo assim, dizem que o cachorro ele escolhe o seu dono, né? Tipo assim, a pessoa que ele quer ficar ao lado. Ele tem um maor amor com todo mundo aqui, mas pegado é comigo e com o outro vigilante que ele não tá no plantão. Mas quando eu não tô aqui, o bom que ele tá, ele consegue cuidar certinho. E aqui ele tem um cantinho dele, tem uns brinquedinhos, né? Como que é a reação dos alunos, né? Então ele que ele fica quando tem bastante movimento. No começo ele achou estranho, mas depois que ele percebeu que começou a ganhar comida e brinqueda, aí ele percebe que aqui é a casinha dele mesmo. Vou ficar por aqui. Aí não teve jeito. Não teve jeito. De vez em quando ele vai ali, ó, faz seus travessuras lá, acho que é jardineira, acho que é tatu e começa a cavalo. Tem várias personalidades o Paçoca, né? Personalidade. Tem. E o bom que ele também ajuda de certa forma também os vigilantes que ap da noite pela [música] redondeza aqui que é um pouco escura. Pode passar até umas pessoas assim, né? Ele acha estranho, dá uma latida, então automaticamente já o nosso alerta dobra mais ainda, né? Então ele acaba ajudando a gente quando ele acaba ajudando, é sendo um alerta e ele é pequenininho, mas ele é bravinho, né? Bravo, é bravinho, viu? Assim, tudo manhoso, tudo bonitinho, mas na hora que eu saio na rua com ele, com a coleira e com a guia, ele não pode ver cachorro, que para ele tamanho é documento. Para ele vai para cima se deixar. E Giovani, como que é a rotina dele, né, durante a manhã, à tarde, à noite? Conta um pouquinho pra gente como que ele fica aqui nas brincadeiras. Você falou sobre os passeios, você que tem o costume de levar ele para passear, como que funciona? É tipo assim, pela manhã eu já chego, o vigilante também chega, então a gente dá comidinha para ele tudo ele já fica nesse cantinho aqui, como que tá cheio de energia, começo a brincar um pouco com ele, tudo. Em torno de umas 11 horas assim, eu dou uma volta com ele aqui em volta do bairro, tudo para ele, como que ele veio da rua, né? Mas que aqui dentro é um espaço muito grande, mas o cachorro tá acostumado com outros ambientes, né? Uhum. Eu dou uma voltinha com ele aqui, volta, mas ele fica mais tranquilinho aqui mesmo. E teve toda uma situação assim de vocês eh fazer uma vaquinha para vacinação, para cuidar da saúde dele. Como que foi pensado isso? Ah, tipo, a gente fez um cartaz, quem tivesse coração para poder estar ajudando, colocou lá o PX, tudo certinho. Tem um conversor também que ele tem o contato do pet love, então acabou colocando ele no convêno, que nem comentei e ficou mais fácil. Então lá em cima tem um números, quem quiser pode estar ajudando a gente com bom coração, a gente tá ajudando também e todo mundo acaba sendo responsável por ele. Então, né? Não é só ele é comunitário. Isso é comunitário. É isso mesmo. É tem uma plaquinha ali, a gente fala: "Não alimenta o paçoca". Porque o lanchinho acaba fazendo mal e também perde costume de comer a ração, né? Mas todo mundo procura cuidar dele de uma certa forma. Ele tem horário sem refeições em torno de 11 horas, depois umas 3 horas da tarde e faz uma refeição boa. Come oro. com banana, com maçã e ainda faço a caminhada com ele porque é atleta, né? Facilidade tá em forma, tem uma alimentação balanceada, então os exercícios físicos, tudo e ele tá com uma pelagem boa também, dá para perceber. Dei ban ele ontem também. É, por isso já sabia que ia passar na televisão, né? [risadas] Sabia, deixa ele bonitinho já. E ele tá famoso, né, Giovan? Ganhou até uma coleirinha de vigilante. Tem tem uma identificação ali que se causa ele sair pra rua que hoje temos a certeza que embora ele não vai, mas pode ser que ele tem alguma coisa que chama atenção, então ele vai querer aí, mas com preocução, tá o número aí, se alguém achar ele em algum canto, passo já sabe que é nosso, viu? vai pegar da gente, já tem toda essa identificação. Justamente é importante, né, alertar também sobre essa identificação, né, porque de repente como aqui e tem muito acesso, né, as pessoas entram, sai muito fluxo, né, então de repente carro, pessoas, então isso acaba sendo também ótimo, né, para vocês também. Todo mundo já sabe agora, né? Porque ele já tá famoso. E querido ou não, depois que ele chegou aqui, creio que em muitos outros lugares teve a sanotização de poder estar doando um animalzinho também, que ele faz toda a diferença na vida da pessoa, né? Isso ajudou na conscientização mesmo, então, né, Giovan? Sobre a importância, né, de não abandonar e também de dar uma nova chance, né? E ele não paçoca não, viu? Descobri que tem um Paçoca na Sanasa e outras unidades por aí também. Sério? Que até o Será que é por causa da cor? Pode ser, pode ser. Eu vi umas fotos ainda com o prefeito Dá ainda. Aí já remete a paçoca, né? Por conta da cor e tudo mais. Também é cor da certeza. E Giovani, fala pra gente sobre, então, já falou um pouquinho sobre os hábitos dele, né? O que que ele gosta de fazer, esse ambiente para ele também que é muito legal, né? Ter esse contato com [música] o pessoal. E como que fica então essa questão dessa parceria, né, que você tanto disse. Não se vê mais longe dele? Não, não consigo. Até então que eu tirei de férias recentemente e eu não consegui ficar em casa tranquilo. Tive que vir aqui porque ele sentia a falta porque não são muitas pessoas que tem uma disponibilidade de dar uma uma volta com ele. Então ele sente falta disso também. Até então que ele fica até no portãozinho quando quando ele fica uns dois dias sem dar a voltinha, ele fica ali esperando. Quero dar a voltinha. Foi ele que te adotou. Então, né? É verdade. [risadas] Essa que é a realidade. Foi ele que te adotou. E você sabe assim a idade dele, né? Já tem todos tudo certinho, a caderneta dele de vacinação, mais ou menos esse período. Ele tá desde quando aqui com vocês? Ah, ele já tem um bom tempinho, uns quatro para c meses por aí. Eu ainda levei ele para castrar ainda. E quando eu levei a moça falou assim: "Ah, deve ter em torno de uns 4 anos por aí". Tá certo? Então, Giovane, a gente agradece essa oportunidade, né, de conhecer o Paçoca, conhecer você também e mostrar a [música] importância, né, dessa história de eh resgatar os animais, né, e ter essa conscientização mesmo do não abandono. Então, assim, é muito legal essa [música] esse conceito que vocês têm aqui de mostrar também pros alunos, né, sobre isso. Sim, sim. Com toda certeza que a gente muito agradecido por todos vocês, me tá ajudando de certa forma, divulgando, né, nosso trabalho. Aham. Obrigado, gente. Tá aí. Então, é, o bicho fica por aqui. Espero que você tenha gostado da história do Paçoca. Até mais. [música] เฮ [música] [música]