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É o Bicho | Macaco-Aranha
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É o Bicho | Macaco-Aranha

5 views Publicado Há 18 horas HD · 15:35

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O macaco-aranha é um primata ágil e curioso, conhecido por sua habilidade de se locomover entre as árvores e por seu papel fundamental na dispersão de sementes nas florestas tropicais da América do Sul.

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Olá! Hoje na edição do El Bicho, vamos conhecer tudo sobre macacos aranha com o Guilherme Guidolim Galá, ele que é biólogo e vai explicar pra gente um pouquinho sobre [música] essas espécies. Seja muito bem-vindo, Guilherme. Bom, primeiro pra gente começar, por que desse nome macaco aranha? [risadas] Olha, eles têm os membros locomotores dele bem longo, né? E ele tem um corpo meio esguiozinho, [música] meio pequeno, é magrinho. Então essa esses membros caapêncio, então dá a impressão de uma aranha caranguejeira, vai, digamos assim. E ficou esse nome que é característico desse grupo, tá? Esse nome. Uhum. E Guilherme, quantas espécies nós temos assim no total, né, falando no contexto geral e aqui no zoológico, tá? Eh, os macaco aranha, eles são animais da que ocorrem na América Central, América do Sul. Então, desses grupos aí, temos sete espécies e mais [música] eh duas espécies com subespécies, totalizando sete subespéce. No total, 14 formas diferentes de sete espécies e [música] mais sete subespécies. Perfeito. E aqui no Parque Ecológico, quantos quantas espécies vocês [música] têm dessa do macaco, né, aranha em si? Tem [música] diferenças de uma para outra? Tá, vamos lá. Então, nós temos aqui no Zoológico na Americana na exposição, eh, três espécies diferentes. Temos uma caco aranha ah, de cara preta, uma caco aranha simples, simples assim, uma macaco aranha de testa [música] branca, que é um outro, uma outra espécie que tem a a característica da testa [música] ter um penteadinho branquinho e é o macaco aranha de cara vermelha. Então, temos essas três [música] espécies aqui no zoológico. Perfeito. Vamos falar um pouquinho agora das características, né, da dessas espécies. Vamos começar então pelo mais comum, talvez, né, o macaco pretinho. Vamos lá. Eh, o macaco aranha é o Ateles Chamec. [música] É, ele é uma espécie de macaco aranha que é, ele não tem o polegar, tá? Isso é característico do macaco aranha. Ah, eu tô falando dele exclusivamente que ele não tem porque o de cara vermelha ele tem um vestígio de polegarzinho. Então [música] esse é totalmente ausente o polegar. E isso que dá o nome ao gênero, tá? A tele e que é ausente, imperfeito, tá? No grego antigo, que é exatamente pela falta de um polegar. E o que que isso daí influencia para um macaco aranha? Agilidade, tá? Então, como ele tem a calda aprecio, então em vez dele ficar segurando por vez na hora que tá passando, ele só vai apoiando. Tem uma espécie e de macaco asiático que é o gibão, extremamente [música] ágil também. É, não tem calda prêncio, mas tem os membros bem longos também. E ele também não tem essa característica de ter o polegar. Então esse polegar é essencial para [música] macacos que são extremamente arborícolas e para dar essa agilidade. E Guilherme, qual que é o como que é, né, o comportamento [música] deles, essa dieta balanceada, o que que eles comem? Conta um pouquinho assim da rotina deles aqui também, tá? [roncando] O, na natureza, eh, eles ocupam um território, eh, que na floresta vai ter várias árvores frutíferas, né, aquela coisa toda. E eles dão muita preferência [música] para frutas, tá? Silvestre. E quando não tem, aí eles podem comer brotinhos de [música] outras plantas, tá? Então, aqui no zoológico, o cardápio deles é super balanceado, com várias opções de [música] fruta e verduras, tá? Então assim, eh, supre a necessidade deles e ainda excede ainda pela variação, variedade de de frutas ainda que disponível para eles. [música] E aqui eles têm uma rotina, né, de alimentação, de atividades, como funciona? Sim, a de alimentação vai duas vezes por dia, tá? ah, que a gente oferece [música] as frutas para eles. Ah, da rotina, a gente sempre tenta quebrar exatamente isso, [música] eh, a rotina do animal fazendo um enriquecimento ambiental. A gente tem um grupo de estagiários aqui que eh trabalha com essa parte. Então, para todos os animais aqui do zoológico, a gente faz o enriquecimento ambiental, que é exatamente [música] isso aí, dá alguma dificuldade para eles, por exemplo, esconder uma comida numa garrafa pet com furo, que ele tem que conseguir tirar ã ã uma uva de dentro do [música] buraquinho, aquela coisa toda. Então isso daí ocupa a cabeça deles. Isso aí é o que a gente chama [música] de enriquecimento ambiental. E a gente faz bastante disso. Às vezes coloca um um balancinho para eles, que é algo diferente, eh uma um tipo de cobertura diferente, [música] um substrato diferente. Então, eh, a rotina deles não é uma constância, não é simplesmente colocar o macaco lá e jogar comida para ele, certo? E qual quais são, né, as diferenças dessas espécies que [música] você tem aqui hoje, dessas três espécies? Tem alguma coisa que é mais característico? Tem tem o a gente consegue observar que, por exemplo, ah, o macaco aranha de cara preta, ele [música] é totalmente preto, tá? A gente vai ter o a Telesmarginatos, que é a de testa branca, que ela tem essa esse bonezinho bem marcado, uma viseira, né, que não cobra a cabeça toda. Bem marcado de branco. E a gente tem o paniscos, [música] a teles paniscos, que é o de cara vermelha. Certo? Então, cara vermelha tem um topetão e na frente assim e bem marcada também. Eh, o macho é mais peludão, então ele é são bem característicos, dá para ver bem a diferença entre um e o outro. do comportamento natural deles não não tem muita diferença. [música] Ah, mas você vai ter no zoológico comportamentos diferentes pela origem dele. Por exemplo, se algum animal [música] foi eh cuidado na por uma pessoa, ele vai ser mais manso, vai ter um vínculo com [música] essa pessoa. Se é um bicho que foi criado com os pais, ele vai ser diferente. Então, tem algumas espécies [música] que são mais ariscas, que evita mais o aproximação humana e tem espécies que eh indivíduos espécies [música] que gosta mais da presença humana, certo, Guilherme? Eles são territorialistas, eles brigam por território, como que funciona [música] o macho com a fêmea, né, no momento da do acasalamento? Queria que falasse sobre isso, certo? [música] Geralmente o o grupo desses macacos são grupos familiares, tá? Então, eh, não tem um na natureza um macho alfa bem definido, ele aceita outros machos e aí é um grupo que pode fechar de até 30 indivíduos. [música] São grupos grandes que na hora de do forrageio, na hora de sair para comer, aquela coisa toda, esses grupos se transforma [música] em subgrupos. Então, eh, não necessariamente o o que comandava aquele grupo vai ser pai daqueles lá. Então, esses subgrupos pode ter eh outros machos acasalando com esses [música] com essas outras fêmeas. E isso é importante pra variabilidade genética. Ah, e aí eles geralmente ao amanhecer e ao entardcer eles vocalizam eh para a avisar os outros grupos próximos [música] ou até subgrupos de que estamos ali. Então isso aí é para evitar um confronto físico, uma briga mesmo, sabe? Então, como na floresta o o som ecoa melhor lá no topo das árvores, embaixo nem tanto, mas em cima é [música] dispersável, bem melhor. Então, ah, a gente percebe isso. Daí no recinto a gente [música] começa a perceber pela a o espaço de que tem um um macho alfa assim que ele comanda e tolera porque sabe que é filho dele, aquela coisa toda, tá? Mas eh no ambiente natural tem um pouquinho dessa dispersão desses grupos que depois se juntam para dormir. Ah, entendi. Depois fica tudo bem, né? Depois fica tudo bem. E Guilherme, a reprodução, né? [música] Como que é a reprodução? O tempo, né, de gestação ali da fêmea, quantos filhotes podem nascer? Olha só, eh, varia um pouco o tempo de gestação eh da das espécies, mas no geral é de 210 a 230 dias, [música] tá? Então a gente vai ter eh uma variaçãozinha de alguns dias a mais e a menos, algumas [música] espécies aí. Ah, geralmente é um filhote só que nasce e por vez é muito raro ter e gêmeos. Por, pensa comigo, eh, ela tem que carregar, ela não tem um ninho, ela não tem um lugar [música] e como eu falei para vocês, são extremamente arborícula. Então, para descer e em chão, terra [música] firme mesmo, foi uma necessidade muito grande. Até água para beber, [música] eles tentam pegar e de bifurcação da árvore que empaça a água nas bromélas para evitar o máximo descer. e descer sempre pode correr risco de predação, tá? Uma onça, algum bicho grande para pegar eles. Eles são extremamente inteligentes, então, né? são eh então dessa parte aí de ah do [música] comportamento de de gestação deles de reprodução, eh fica difícil pra mãe tá carregando dois filhotes. [música] Ela tem dois eh teta que conseguiria amamentar, mas não é viável pelo peso, tá? Então, ah, ela acaba, liberando o filhote, né, [música] com ah, mais jovenzinho, que ele fica até um um ano para mais ainda nas [música] costas dela. Então, é um uma uma mala, né, um peso grande. Eh, Guilherme, quais são [música] os cuidados, né, que precisam ter assim no no manuseio mesmo, falando sobre a saúde [música] desses animais também, né, como que é realizado aqui também o checap, né, dos exames deles e estimativa de vida, né, eles vivem até [música] quantos anos? Legal, né? Ah, vamos lá. Pra gente fazer o manejo deles para fazer alguma interferência, [música] fazer algum medicamento, alguma coisa, a gente sempre tenta priorizar para segurar mecanicamente. Uhum. E isso é super complicado porque são bichos extremamente forte, tá? Então, ah, não parece o macaquinho tal, mas a força que eles têm é incrível. Uhum. Então, a gente olhando eles eh deslocarem de uma árvore, alguma coisa assim, com uma facilidade, pontinha dos dedos, aquela coisa toda, [música] a gente não imagina que se a gente fosse fazer a mesma coisa, a [música] força que teria que exercer. A gente às vezes para fazer uma barra sofre tanto, né? Então eles assim e são [música] muito fortes. Precisa de mais de uma pessoa para conter, porque você consegue, de repente mobilizar os braços, mas ele tem a calda ainda que possa, [música] é, te segurar. as patas traseiras dele que tem uma pega como se fosse uma mão, né, o pezinho dele. Então é bem complicado de se trabalhar sozinho, tá? Mas em dois, em três pessoas [música] assim, capturando ele é bem tranquilo. E aí é o trabalho do veterinário aí que vai fazer o que precisa, tá? Ah, além dessa parte [música] de eh da contenção, ah, nós temos também a parte do ambientação do recinto, [música] que a gente precisa bater. Ah, o macaco desse porte para você plantar alguma [música] coisa dentro é difícil porque eles quebram. É, ele é pesado, chega a 6 a 8 kg. [música] Então, ah, é difícil manter uma árvore lá dentro. Você simplesmente não tem árvore, você plantar, eles vão quebrar. Entendi. Ah, então é legal e [música] aos poucos colocar eles já em em recinto já tem a a planta. Isso que ela desenvolve melhor. Então, uma [música] cobertura, óbvio, né? Eh, cobertura para sol. Então, é bem e interessante você [música] pensar mais ou menos no que que é o ambiente natural deles. Aí o pessoal de repente pode pensar: "Ah, mas eles [música] vivem só nas árvores, nas florestas?" Não, você tem bastante imagem deles andando na na [música] eh em praia de Rio, eh lá no Mato Grosso você tem algumas e andando de pezinho, é bem legal assim. Então assim, eles também caminham tal e começa a perder o medo também que não tem predação, né, embaixo qualquer barulho, fica mais à vontade, né, começa [música] a escapar um pouquinho mais, né? Pois é. Então, o o ambiente natural traz alguns eh desafios para esses animais. [música] Por exemplo, eh tem predadores, eles têm que estar com um olho no peixe e um no gato, né? A gente diz. Então, ah, por exemplo, se for no chão, você corre o risco de uma um animal predar, uma onça [música] parda, uma onça pintada, alguma coisa assim, que às vezes tá lá esperando super camuflada. [música] Uhum. Enquanto isso você tá na árvore, uma arpia pode pegar, que a arpia também é predadora de de [música] macaco e consegue predar um macaco aranha. Então, eh, principalmente mais jovens. Então, assim, é complicado no em recinto ele já tá tem a comida mais disponível, mas não tem a comida [música] disponível. A hora que quer a água tá sempre ali, tem a sombrinha, tem, entendeu? Então, eh, na parte do manejo no zoológico é [música] bem, são bem cuidados, bem tratados, né, Guilherme? Pra gente encerrar, então, qual que é o tempo, né, [música] de vida deles. E aqui eu queria que você falasse um pouquinho da idade de cada um, quando que eles chegaram [música] aqui, tá? Vamos. A estimativa de vida de macaco aranha gira em torno de 20 a 30 anos, [música] tá? Que é conhecido. Ah, essa a [música] fêmea aqui tem um casal, tá? é mãe e filho. A mãe veio no poszológico, não veio bebê, ela veio [música] jovem. E em 1994, estamos 2026, então ela já está e idosa, tá? E tá firme e forte aí. [música]
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