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Olá, começa agora o programa Questão de Ordem. O trabalho voluntário é realizado por pessoas que se dedicam em transformar vidas. Eles doam tempo, talento, conhecimento, disposição, experiência em favor de outras pessoas. Geralmente acontece por um propósito, seja por empatia, para se sentir útil ou por fazer a diferença na vida do outro. O que leva alguém a dedicar parte da própria rotina a uma causa sem receber uma remuneração por isso. Qual é o impacto desse trabalho para as entidades e para a sociedade? como o poder público, empresas e terceiro setor podem estimular essa participação. Quais são os desafios do voluntariado? Muitos questionamentos e para respondê-los eu recebo aqui no estúdio a Lúcia Deisdóia. Ela que é diretora de comunicações e relações institucionais da Integra Campinas e presidente do Instituto Padre Haroldo. E participa com a gente também o vereador Takxumbu. Ele que é presidente da Rede da Solidariedade, amigos do programa Cidadania Cultural, Esportivo e Meio Ambiente. É também advogado, gestor público e ativista social e ambiental. nasceu em Hong Kong, então tem muito que contribuir e nos contar aqui no Questão de Ordem. Lembrando que o debate vai acontecer, farei as interrupções apenas quando o necessário. Lúcia, eu começo com a senhora porque na abertura eu falei, né? Diretora de comunicação em relações internacionais do Integra, institucionais, é fundadora também e do Integra. Então, qual que é o trabalho desta associação? Quais são os desafios? Seja bem-vinda e uma boa tarde. Muito obrigada pela presença, pela pelo convite, por estar aqui podendo falar da Integra. A Integra é uma associação de organizações do terceiro setor, chamadas entidades filantrópicas. Filantropia é amor pelo próximo. Então, todas as organizações, eh, hoje mais de 100 organizações da cidade de Campinas que atuam eh nas causas da assistência social, da saúde, da educação infantil, arte, cultura, esporte e queremos o meio ambiente com a gente também. Eh, nós que acreditamos na no equilíbrio, na sustentabilidade, tanto econômica quanto financeira, quanto social, quanto meio ambiental, então é o equilíbrio que faz a sociedade melhorar. Então, a a Integra nasceu desse desejo de ser a voz forte das organizações. Ser a voz forte significa muita coisa. a gente tem trabalhado bastante. A organização, associação nasceu em final de 2022. É, nós trabalhamos um ano e meio pensando como seria. Então, ela já nasce bastante organizada como visão, como como missão. Nossa missão é atingir o a a população. Eh, a nossa missão traz nela o desenvolvimento social. eh e o a organização das próprias organizações. Então, a gente atua tanto em gestão quanto atua nas causas. Acabamos de mobilizar as organizações para uma formação na neurodivergência, que é um grande desafio tanto das escolas de educação infantil, quanto das próprias organizações, como acolher as pessoas com neurodivergência. E aí atuamos em todas as causas, né, das deficiências, da inclusão, da inclusão produtiva, das das eh causas étnicois, eh dessas, né, de esporte, arte, cultura, arte, cultura e esporte, elas são um mecanismo muito importante da humanidade, né, e da antiguidade. então, que trazem a cultura, eh, o desenvolvimento, que conversa com a pessoa, conversa com o social, conversa com coletivo, enfim, são os grandes desafios das organizações. O grande desafio das organizações é a sustentabilidade. Isso é voz corrente. Ah, nós todas as as organizações eh tem alguma forma de financiamento, mas sempre muito precário. Eh, convênio público é um é um caminho. Nós temos nas organizações muitas com convênios públicos, tanto na assistência social, quanto na saúde, quanto na educação. Eh, falta falta recurso, né? falta recurso eh financeiro e de gente. E aí de gente a gente vai falar um pouquinho hoje sobre essa temática aí do voluntariado que eh enriquece as organizações. Sem dar spoiler, é já trazendo um pouquinho desse dessa temática, né? Qual é a função do voluntariado? Mas olha só que resposta importante já, né? Quantas ramificações a gente não tem sobre este tema do voluntariado que nós vamos abordar ao longo aqui do nosso questão de ordem. Vereador TC, falei na minha abertura também, né, que o senhor é presidente aí da rede solidariedade, amigos do programa Cidadania Cultural, Esportivo e Meio Ambiente. Qual que é o trabalho? Como é que ele funciona para quem está nos acompanhando? seja bem-vindo e um prazer conhecê-lo. Muito obrigado pelo convite e obrigado por estar do lado da Lúcia, que é nossa querida eh presidenda, padre aluno. Eh, eu nós começamos trabalho em 2008, n? A gente começou como que começou esse trabalho e eh de ambiental, né? A gente a gente anda muito, né? E a gente percebeu que vários lugares, né? restaurante par jogava o óleo no raro, né? Uhum. E aí a gente pensa, mas por que tem algum tem alguma solução para isso, né? Aí nós criamos um projeto chama eh projeto que pegar pegar o óreo para transformar em biocombustível ou pro sabão. Uhum. Então dia pegava os óleos e transformava em em sabão ou em óleo mesmo, tá? tinha uma cooperativa em Campina, quando não existe mais, ele pegava o óleo e repassava o dinheiro, né, do a compra do óleo para a entidade que fazia a recadação de óleo, tá? Tá? Então, ou seja, você tem, nós temos a, como a Lúcia falou, sustentabilidade Uhum. ambiental, né? você faz, você protege o ambiente e ao mesmo tempo você contribui para a entidade, porque nós sabemos, a Lu sabe também muito bem que hoje nós temos muita entidade, né, que faz um trabalho de ponta, tá, que ajuda a população, porém eles não têm uma ajuda, né? Eh, muitas vezes as ONG, né, a US que o chama US, ele tira dinheiro no bo para poder ajudar o próximo. Quantas não tiramos disso, a Lúcia deve ter feito a mesma coisa. A partir daí nós criamos essa projeto de coreta de óleo, inclusive nós ganhamos um prêmio de sustentabilidade na época pelo hack hack comunicação. Acho que nós camos terceiro lugar projeto e a partir daí nós começamos a trabalhar na na a sustentabilidade ambiental e também social, né? Como advogado eu sou eu gosto muito dessa parte de de trabalhos sociais, né? que a gente, como diz, a divulga social, né? Uhum. Eu ia nas comunidades e ajudava esses ONG a a formatar, a regularizar a vontade deles. Ótimo. Tá? Porque ó, eh, quando fala de uma um um são pontas pessoas se unir para um determinado objetivo, né? Tanto criança, ambiental, social, enfim, são vários eh fetentes, né? Só que eles não conseguem eh regularizar porque falta de precisa fazer um estatuto, precisa fazer uma ata, precisa registrar no catório. São vários eh eh eh eh eh eh você é trâmite para poder regularizar sua ONG. Ah, se você a partir daí que você tem um CNPJ que essa empresa vão te olhar pro outro lado, pro outro olhar, uma uma um OS que tem CNVJ, né, que pode receber doação até então pela pessoa física, né? Então tem essa essa esse trabalho que a gente fez muito e continua fazendo e eh como parlamentar custar muito, não vamos fazer fortalecer as long, né? Hum. E trazer trazer ferramenta para que eles consigam, né, andar, né, claro, ele precisar um empurrãozinho tanto do da Integra como da nosso como parlamentar, poder realmente criar algum algum mecanismo, né, um programa para fortalecer essas ONGs que faz um belíssimo trabalho. Em Campinas temos muitas ONG, muitas, né, na na região, em qualquer lugar temos ONGs ou host que faz um trabalho bacana, mas não consegue receber doações porque não está regularizado. Ô, Lúcia, o durante a resposta do TAC, né, eu tava fazendo um paralelo aqui, eu tava lembrando, eu participei, tava cobrindo uma reunião da comissão de cultura e foi falado pela, acho que foi pela secretária Alexandra Caprioli, mas ou também pelo Gabriel Rapace, que muitas pessoas bem intencionadas se inscreviam projetos para poder receber uma verba para poder transmitir a cultura para várias áreas da cidade e não sabiam como fazer isso. E aí na cidade de Campinas foi criado pontos de cultura para ajudar essas pessoas a se regularizarem, explicarem como se inscrever corretamente, como é que se inscreveu um projeto, essa parte de regularização de muitas pessoas que estão bem intencionadas, mas muitas vezes não sabem como ajudar. Isso é fundamental? Isso é fundamental e é um dos nossos das nossas frentes de atuação. Eh, existem projetos na área cultural, na área do esporte, na área social, existem editais, existem a próprio convênio. Então, tem vários canais para atingir a captação de recurso para determinada causa. Uhum. Só escrever é é o final da história. Então você escreve um bom projeto, mas não coloca custos administrativos ou esquece do paga um salário, mas não tem os encargos, ou você tem um objeto que é o objeto de um projeto, mas eh não tem o impacto. Então é é um um universo a escrita de projeto. É, é, eh, a Integra pretende a avançar nesse caminho também. A gente percebe que é uma demanda grande eh das OSCs. Eu até vou aproveitar dizer por que que se chama OSC hoje em dia, né? A gente tá acostumado a chamar de ONG. Uhum. Né? Internacionalmente é NGO, eh, organização não governamental. E aí, em algum momento surgiu a a afirmação, a OSC é uma organização da sociedade civil, ela não é não governamental, ela é da sociedade civil. Por isso que tem essa mudança, né? A gente tem que se adaptar, a gente mesmo fala ONG, tem o prêmio sem melhores ONGs, mas é por isso que hoje se fala pertencimento pra sociedade, pertencimento da sociedade. Asques nascem da sociedade. Às vezes nascem de um coletivo, às vezes de uma associação de bairro, às vezes de alguém iluminado que quer pensar uma causa, né? As osques podem atuar num território, podem atuar no território completo, eh podem, por exemplo, se é uma causa, pode atuar na cidade de Campinas inteira pensando numa causa, como é o caso nosso lá do padaroldo. A gente atua com situação de rua, com a dependência química pro pro território inteiro, mas também a gente atua num território, a gente tá lá no Campo Belo atuando naquele território com criança e adolescente. Então, isso varia. Eh, e pensando no projeto, assim, voltando paraa sua pergunta, é muito é muito importante que um projeto seja bem planejado, que pense nos detalhes, então, no detalhe da execução, no detalhe do da aplicação do recurso. Eh, hoje tem as emendas, nós estamos aqui na Casa das Emendas, né, da cidade de Campinas. As emendas t regras, o dinheiro é público, né? Eh, precisa de um projeto, precisa de um objeto e precisa da aplicação do recurso público, precisa saber fazer. Então sim, a Integra, assim como o vereador T, é uma alegria saber que o senhor tá chegando aqui na casa e vem apoiar o trabalho das das OSCs poder facilitar o trabalho. A as OSCs trabalham com eh recursos, poucos recursos e com poucos recursos também de gente. Então, escrita de um projeto às vezes é algo paralelo, não é da execução. Então você vai escrever um projeto, pô, mas você tá escrevendo um projeto, mas também você tá cuidando da criança, cuidando da equipe, cuidando do financeiro. Então precisa, precisa de apoio, sim, Gabriel, sobre essa falta de voluntariado, né? Nós vivemos em um mundo com uma rotina muito intensa. Muitas pessoas trabalham mais de um turno, tem dois, três empregos, tem a casa para cuidar, tem filho, tem família, reclamam da falta de lazer, de tempo para descansar. Essa falta de tempo é um obstáculo grande para que esse voluntariado muitas vezes deixe de ser pontual para ser um compromisso ali fixo? O vereador quer responder? É, vou sim. Eh, só para cumprimentar do que a Luz falou sobre a o o a lei 13, a lei 1201924 que deu o marco inicial dessa denominação. Aentora ONG é ONG com essa essa lei, né, onde você tem toda o o ordenamento jurídico para tem o a parceria com as com os OF, tá? Então essa essa foi o marco inicial do o de da denominação do OESC, né? Uhum. Então, foi essa essa essa essa que foi iniciou, né, essa essa denominação. Agora, em relação ao ao voluntário que você falou, existe uma lei federal, tá, que você precisa, o voluntariado, a a ONG, ele precisa ter, eh, ter, eh, fazer um tempo de de voluntariado, onde você tem que colocar o tempo, horário, o que faz feito, tá? para você poder realmente eh na verdade a lei protege as ONG, né, para não dar um vínco trabalhista, né? Esse é o problema que tem muitas ONG, a pessoa vai, faz um trabalho social e além de não tem recurso, pode levar uma ação trabalhista. É por isso é importante você ter um tema de voluntariado onde a a entidade determina entre as partes qual horário, o que vai ser feito, como se colocou agora. Muita gente querem ajudar participar das da do trabalho social, porém não tem um canal, não tem um canal e saber quais são as as o o que são sério, que tem esse trabalho, ele aliás nós todos são sérios, porém ele pode escolher, né, que goste da criança, goste do meio bem, como a Lu falou, goste de idoso, né, goste da da da tem vários temas que a gente pode, só que não tem uma um um um plataforma, quem sabe a gente pode, né, estudar um meio para isso que onde a o voluntariado pode, né, chegar no plataforma e ver e buscar o que ele quer fazer, o que qual qual a qual é se encaixa isso, exato. Pelo perfeito da pessoa e horário. Então isso é importante isso. Só para complementar as empresas também, as empresas hoje eles têm muita preocupação em responsabilidade social, muitas empresas, porém onde eles vão achar as ONGs OES. Então, entendeu? Então, se você tiver uma plataforma, né, onde você tem liga o empresariado e o voluntariado e as e as e as e as Uhum. você tem essa três três eh agente sim que movimenta o trabalho social. É, né? Então eu vejo essa e essa essa meu meu ponto de vista, né? É o o voluntariado, ele é algo que existe há muito tempo, né? as OSC são levadas uma diretoria voluntária, porque isso é obrigatório. Então isso é obrigatório e é um grande desafio, porque é o grande desafio da sucessão, porque eh eu tô lá presidente da organização, eu tô à frente, quem vai me suceder, né? Padre Haroldo, quando era vivo falava: "Bom, e agora? Que que vai acontecer depois que Padre Haroldo partir?", né? E esse é o grande desafio hoje atual de muitas organizações. Às vezes é o é o fundador, a fundadora e aí como é que faz essa sucessão? Uhum. Então, a diretoria eh precisa ser voluntária. Trabalhos voluntários, eles podem acontecer tanto na ponta com a criança, com o idoso, com o deficiente, com as causas das organizações, mas eles podem acontecer também na gestão. Então, podem eh a gente tem voluntários e espalhados com tem gente que fala assim: "Eu quero ajudar com alguma coisa, eu quero dispor o meu tempo com alguma coisa, mas eu não quero lidar com a pessoa." OK? Vai lidar com a gestão. A gente, né? tem trabalhos eh no nos bazares, tem trabalhos eh numa às vezes numa expertise alguém que se aposentam Uhum. e aí quer dedicar a parte do seu tempo para eh apoiar aquela organização num determinada área financeira, eh RH ou alguma, a a por exemplo, tem uma uma fundação aqui em Campinas, Fundação Eufrat, em todo final de semana eles têm um trabalho voluntário construindo, eles têm um trabalho maravilhoso de eh tem a Grécia dentro da [limpando a garganta] o Egito agora dentro de tudo com trabalho voluntário, cuidar do espaço, eh ajudar como, por exemplo, questões jurídicas. Então, eh, o trabalho voluntá do voluntário, eh, uma coisa que você falou é muito importante, eh, compromisso, porque voluntário não significa vou quando posso vou quando eu quero. Não, eu tenho um compromisso. Então, eu me eu tenho um, eu tenho lá um grupo de voluntários eh lá no Padaroldo que vai uma vez por mês trabalhar com determinadas pessoas, eh ensinar questões do mundo do trabalho. É compromisso, uma vez por mês, tá lá e tá feito o trabalho voluntário. E na sua organização, você tá esperando que eles apareçam para realizar isso? Se não aparecerem, aquele trabalho não vai acontecer. Então, as organizações elas se eh estruturam eh e devem se estruturar de forma profissional, com seus trabalhadores, profissionais. E o trabalho voluntário, ele vem eh enriquecer, acho que esse é o ponto, ele vem enriquecer o trabalho das organizações. Ele não vem substituir um profissional, ele ele é um algo a mais que contribui com seu expertise, com seu tempo, com a sua dedicação para eh enriquecer o trabalho. E acho que vale também ressaltar que as pessoas voluntárias eh crescem muito no trabalho. Isso é algo muito comum da gente ouvir no depoimento que eh ser voluntário em determinada momento da vida, da causa, da da organização trouxe pra pessoa mais benefício do que ela entregou. Uhum. Isso é bastante comum. É lógico que a gente tem que equilibrar, né? Eh, a gente já teve eh de perto voluntários que trouxeram coisas eh negativas para para organização. E aí eh isso que que o vereador tá aqui falou, termo, responsabilidade, eh compromisso e tem que ter monitoramento também, né? Não é porque é um trabalho voluntário que pode ser feito de qualquer jeito. O trabalho voluntário tem que ter qualidade, tem que ter responsabilidade. E aí o vereador falou também das empresas, né? Hoje muitas empresas eh eh trabalham com voluntariado próbono. Uhum. O probono é aquele voluntário que tem uma área de conhecimento que ele entrega paraa organização aquele conhecimento que muitas vezes a organização não teria se não tivesse esse esse voluntário. a gente já teve, né, vários vários projetos, eh, em que são acontecem porque aquele grupo de pessoas entregou aquilo, entrega e vai embora, vai e deixa, mas deixa, né, deixa aquele aquele legado, né? E aí a gente pode eh tem que eh entender isso como um legado. O legado é um presente, né? é um presente que eu deixo e que a organização vai se beneficiar daquele daquele daquela expertise, daquele conhecimento, daquela daquela entrega, né? Então, o trabalho com voluntários hoje ele inclusive entra na contabilidade, tá? Ele é registrado, eh, precisa ser quantificado. Quanto que isso gera de valor? Ô TC, o voluntariado ele também pode ser uma forma de participação cidadã. Até que ponto, o senhor entende que uma sociedade mais participativa em que as pessoas se envolvem diretamente com os problemas da comunidade também fortalece a democracia? Sim, com certeza. O voluntariado hoje, na verdade, a gente falta muito voluntariado nas nas organizações, né? E a gente precisa de alguma, algum mecanismo, alguma política pública para que incentivam incentiva esses voluntariado a, né, prestar os serviços sociais, né? Eh, muitas vezes as organizações ele confundem com o voluntariado e o empregado e o funcionário. Tem muito isso, é, né? O voluntari é voluntariado. E muitas vezes a a organização acha que a pessoa é um funcionário da da organização. Isso isso isso não é não é não é correto, tá? Ele precisa entender que o voluntariado são pessoas que tem uma vontade de ajudar o próximo, tá? Não pode ser tratado como um funcionário, tá? Eles são um voluntariado, tá? Então essa essa parte também tem muito eh atrapar um pouco no no termo de voluntariado, né? E e também como a a Lúcia falou, é compromisso, né? Você tem tem o respeito ao próximo também, mesmo sendo voluntariado, mesmo sendo um voluntário. Então tem essa essa essa essa essa ligação, né? E eu vejo que o voluntariado hoje ele precisa realmente algum mecanismo, alguma política pública fomentar mais voluntariado e isso se torna uma cidade maior, né, mais justa, mais integrativo. Então eu vejo essa esse aspecto que a gente precisa realmente eh tem muita gente, até porque quando você faz no fazer um entrevista, né, se você coloca lá voluntário de algum alguma organização, o RH vai olhar com uma olhada diferente. Bom, esse pessoal tem, né? Hoje nós temos isso. Hoje são esse ponto parece que é pequeno, mas a o o o a as empresas hoje eles vão, eles estão olhando muito isso, tá? se essa pessoa, essa essa essa pessoa que vai agregar a empresa, ele tem alguma alguma eh eh alguma trabalhos sociais, trabalho voluntariado, porque isso vai agregar na empresa, é uma é uma interpessoal para essa empresa. Hoje, né, a gente mudou um pouquinho e as empresas hoje tem demite muito muitas pessoas, né, por causa de interpessoal, né? [limpando a garganta] Então tem tudo, tem são são são a gente precisa realmente repensar isso, né? A gente precisa ter um política pública para isso que realmente consiga, né? Eh, trazer voluntariado e ajudar as organizações sociais, né? Aí você faz a liga, né? E essa essa é o é é o é o é o desejo, né? É, Gabriel, quando você fala da cidadania, né? e do exercício da democracia. O voluntário que entra numa organização social, que tá prestando um serviço paraa população, ele acaba entrando também em contato com um público que tem alguma demanda, né? Normalmente a a as pessoas mais vulnerabilizadas da sociedade. Quem vulnerabilizou? Eh, por essa pessoa está nessa situação historicamente, o que que aconteceu? existe um reparo histórico necessário. E aí o voluntário que entra em contato é é um é um exercício de solidariedade, é um exercício de cidadania, é um exercício de ah eh conhecer uma outra realidade muitas vezes eh e um exercício de humanidade porque é é assim é muito é muito tranquilo se você tá fechado no seu muro da sua casa. né? Indo pra escola, pro shopping, né? Na sua bolha ali, na sua bolha, no seu quadrado. Agora, se você se você expande, né, como vereador T falou, eu vou ir lá na comunidade, eu vou ir lá conhecer a realidade, né? Em que condição a essas pessoas [limpando a garganta] estão vivendo, como que a gente pode eh melhorar a vida das pessoas, né? Então, é um exercício de cidadania profundo e eu acho acho que isso assim o tempo é o tempo é escasso para todo mundo. Normalmente no período de aposentadoria tem mais disponibilidade, né, de de tempo. Eh, mas também não é só a gente quando o vereador falar, as empresas olham para voluntariado, inclusive na contratação de jovens que prestaram serviços, voluntários, que tem lá no seu currículo. As empresas hoje têm olhado para isso. A gente, as empresas falam ou é responsabilidade social ou é o ESG, né? Agora importamos uma sigla, né, de fora, que é o o meio ambiente, a a governança e o o social, né, o Mas é uma sigla do inglês, né? Sim. Que é o ESG. Mas eh as por que que as empresas eh olham para isso? Porque tem algum algum benefício pra empresa, né? está próximo de uma realidade. O que é que isso traz para o trabalhador dessa empresa? Em que que essa empresa contribui paraa sociedade? Eu não posso deixar de falar das ODS que os objetivos do desenvolvimento sustentável. Nós estamos numa casa do legislativo. Nós temos um pacto pelo pelos objetivos do desenvolvimento sustentável, Pacto Nacional, que é um pacto da ONU. que olha o quê? Objetivos do desenvolvimento social, econômico, de inclusão da saúde e do meio ambiente. Então, eh olhar olhar para isso, se aproximar disso, porque parece que é uma coisa distante, que ninguém mais fala, né? O DS no objetivo lá para 2030. Eh, as organizações olham para isso. Em que que eu posso contribuir para cada um desses objetivos? erradicar pobreza, saúde, bem-estar, melhorar inclusão, eh, racismo, diversidade de gênero, eh todas as as questões, paz e justiça, não pode ser só teórico, né? Não pode ser só teórico, tem que na prática contribuir. E aí o o voluntário que se aproxima das causas das organizações, ele se aproxima também da na prática. O que que eu faço de diferença no mundo? No fundo, é isso, né? Uhum. ou no pode falar, tá? Inclusive é uma das metas da do ODS, o voluntariado. É, nós temos sete metas do ODS, tá? Que todas as organizações, tanto governo quanto organizações sociais, pessoa, enfim, empresa, a gente precisa trabalhar para atingir, para para atingir essas metas. Uhum. dentro desse 7 m nós existe várias ações, né? Mais ou menos 160 ações que você precisa fazer para chegar para alcançar o C7 m do 10 e voluntári uma é uma delas. Ótimo, né? Então são são como a Lúci falou eh é eh a sociedade em si todos, né? Sem exceção, governo, sociedade civil, né? precisa fazer ações para para alcançar o objetivo do da da método Dess. Essa essa é o é o eu eu é eu desejo, né, pra gente chegar com essas metas cumprida até 2030. É, ô Lúcia, numa resposta anterior do TAC, ele citou a questão da entrevista e numa outra resposta sua, você falou: "Olha, o voluntariado muitas vezes pode ser que ele não contribua". E aí eu lembro de um exemplo de uma amiga minha que ela foi ser voluntária do hospitalhaços, tava no hospital visitando os quartos para poder contar a história, tal, entreteri ali. E dependendo da história, tal, eu lembro que ela me contou, deu vontade de chorar, foi no banheiro e ficou uma hora lá e não voltou mais depois desse dia. Foi algo assim para ela que ela falou: "Lógico, eu não consigo mais contribuir, aquela história mexeu muito comigo." Eh, a pessoa que quer ser voluntária, ela passa por uma entrevista, ela passa por um questionário, ela precisa ter o lado psicológico, o lado mental, existe uma conversa, como é que funciona um voluntariado para poder chegar numa para poder representar ali uma associação e de fato conseguir contribuir? E depois eu quero ouvir o TAC também sobre esse outro lado. Cada organização tem uma uma rotina, né? Idealmente, existe uma entrevista inicial, qual é o objetivo da pessoa quando quando com voluntariado. O T falou de uma plataforma, é algo que tá no radar aí da da Integra, já existiu em Campinas, uma plataforma que unia voluntário e organização. É algo que é sim, é interessante, porque o voluntário ele tem que olhar a causa eh, território, disponibilidade. Então, normalmente, um processo começa com uma entrevista que olha para isso, tá? Por que que você quer ser voluntário? Aonde quer atuar, o que que tem de disponibilidade? Ah, eu quero atuar com idoso. Bom, mas aqui só tem criança, né? Então vamos indicar outra organização que trabalha com o idoso. Ah, eu quero trabalhar com a criança. Bom, com a criança a gente coloca profissionais, dá para trabalhar no suporte com trabalho e com a criança. Ah, eu quero trabalhar no hospital, mas eu não tenho saúde emocional para lidar com isso. Numa entrevista, né, deve ser levado em consideração. Eu eu eu tenho um processo aqui meu, tô saindo de uma questão pessoal minha, quero trabalhar eh numa área administrativa. Então, na entrevista você pega isso tudo. Tem um termo de compromisso, OK? Um termo de voluntariado, que hoje é tem modelos para isso. Inclusive a Integra tem modelo de termo de voluntariado que para quem quem desejar, quem precisar. Uhum. O termo de voluntariado, ele tem que ser renovado ano a ano e hoje na contabilidade fiscal entra uma valorização do trabalho voluntário. Então existe lá um trabalho voluntário, ele remuneraria tanto, isso entra na contabilidade, entra e sai, né? né, um balanço, mas ele tem que aparecer hoje dentro do balanço contábil da organização. Então tem um processo, cada organização se organiza de um jeito. Eh, a gente lá no no Padarudo, eu tenho uma diretora de voluntário, então ela faz a entrevista inicial, ela apresenta a instituição, ela organiza. Isso é um modelo. Eh, existem outros modelos, eh, de acordo com a organização e e a causa e principalmente da organização mesmo, né, de como que ela se estrutura para receber o voluntário. É muito comum eh se você não tem um modelo estruturado, o voluntário ficar perdido, né, ficar ali solto, né, o que o que não pode acontecer. É muito semelhante ao estagiário. Uhum. que também tem um processo também desse jeito, que também não pode ficar solto, né? Estagiário de algum custo tem que tá ali abraçado dentro de uma estrutura com um um roteiro, né? Tá que quero ouvi-lo também com a sua experiência sobre este lado, né, psicológico, mental, porque às vezes a pessoa lá quer ajudar, mas ela precisa tá bem também, porque acho que é do ser humano, né? ela pode se ver ali no outro, se comover com aquela história. Como é que o voluntário ele consegue separar essas duas coisas? Então, eh o que a Lúcia falou, se eh cada quando a pessoa entra um voluntariado, ele precisa saber o apetitão dele, né? Qual que é a afinidade dele, né? O que que ele busca para ser um voluntariado, por que ele vai buscar uma um trabalho voluntariado. Então tem eh faça uma entrevista, né? Porém, porém muitas long não tem isso, não vai, não dessa triagem. Eles estão dando graças a Deus, vem um a um voluntariado, né? Não tem essa essa essa essa essa pereminar como algumas ONG, né? E eh organizações que tem essa estrutura, tá? Maioria não tem, tá? Muitas não tem. Sim. Então ele tão eles são nossa, tem um voluntariado, eu não vou ficar precisando exatamente não tem como você fazer lapitar. Uhum. Só no dia a dia mesmo. Entendi. Tá. Ó, você faz sem voluntári, então vem que não automação agora um sábado você vai fazer isso, fazer aquilo e vai e junta todo mundo, faz um trabalho. Não dá você, ah, você tem que fazer fazer, tem que fazer uma uma um treinamento, tá? Não tem isso. Então aí depende onde nós vamos olhar, que lado nós vamos olhar. O correto é isso, fazer uma triagem, né? Fazer uma entrevista, como a Luz falou, né? Ver qual que é a a afinidade da pessoa, né? Talvez às vezes ele acha que ele ficaria bem com as crianças, talvez não. Ele pode ser com outro tipo de atividade. Isso cabe a organização ao olhar esse lado, né? de fazer uma variação, porque vem a vontade é tanta pessoa quer ajudar, só que não vê essa essas onde ele pode estar ser meio bem mais aproveitado, entendeu? Então acho que é essa essa essa visão que nós temos. Quer complementar? Ô T, no seu caso, você chegou ao Brasil ainda jovem, você construiu uma vida aqui na cidade de Campinas, desenvolveu uma trajetória de participação comunitária? Quanto que dessa relação construída com a cidade influenciou a sua disposição para atuar em causas sociais e também ambientais? Olha, eu eu já cheguei a ver situação que eu chorei muito, tá? Que a gente tem uma eh quem quem é quem são voluntariado, ele tem uma uma sensibilidade muito grande, tá? A Lúcia também deve ter a gente isso quando a gente olha uma situação numa um determinado projeto e você viu que aquele projeto é muito bacana e você tenta fazer o melhor, sempre tá ajudando e isso isso faz com que eu, né, querendo fazer mais, poder ajudar. Você são projeto aqui em Campinas. Eh, no no o dia do Natal, no dia do Natal, ah, ele começou sozinho em um projeto eh individual, ele ia, pegava as doações, né, e no dia do Natal ele entregava em casa, em casa. Isso é um projeto bacana. É isso que a gente precisa incentivar, sim, né? Então isso faz com que a gente querendo fazer cada vez mais e ajudar mais. Porque eles, né, fazendo uma criança, dando risada, sorrindo, sorrindo, não tem preço que paga, né? Acho que isso faz com com que a gente emociona muito mais e querendo com vontade, isso dá energia pra gente querer fazer mais. Então, essa a gente, eu vejo isso, né? É, às vezes a gente se pergunta por que eu tô nessa, né? [risadas] Porque, né, a gente atua na garantindo a organização, aí atua numa associação que contribui para, né, a Integra é uma associação de organizações, todos, toda a diretoria e os membros, né, são eh diretoria das as diretorias são voluntários nas suas próprias organizações e na e na associação, né, duas vezes. Duas vezes, né? Então, é um trabalho voluntário dobrado, né? Eh, mas quando a gente olha, eu eu vou parafrasear aqui o Gand, eh, quando a gente tem, eu quero ser a transformação que eu quero ver no mundo. Então, primeiro eu tenho que ver o mundo, né? Que mundo é esse que eu quero transformar e e que transformação é essa, né? Acho que a gente tem que ter muita clareza disso. Você perguntou da perguntou pro TQU da infã, né, da infância, o que que a origem dele? Eu me lembrei que quando eu era criança, tinha 10, 11, eu era bandeirante. Uhum. Que é um movimento que não tem mais, acho, né? Ou pelo menos diminuiu muito, né? E era um era um grupo, né, de crianças, depois adolescentes, jovens, pensando ali no coletivo e fazendo, a gente fazia ação social enquanto criança, eh, depois enquanto adolescente. Eu acredito que eh a as pessoas que se dispõem a isso, dispõe a olhar pro próximo, dispõe a olhar pra sociedade e querer ser ver a transformação no mundo para mundo melhor, elas trazem dentro de si alguma coisa de valor, né, lá de trás da infância mesmo, né? O que é que motivou a isso? Por quê? Por que dedicar o seu tempo quando podia tá fazendo outra coisa, né? O que é que motiva para ação, a motivação, né? O que é que motiva as pessoas para serem voluntários? Para algumas pessoas é a cura. Para algumas pessoas eu vejo muitas pessoas eh buscar nesse trabalho a cura de uma dor profunda pessoal. Para algumas pessoas é, eu posso ser útil, eu quero ser útil, eu posso entregar alguma coisa paraa sociedade, então eu quero quero contribuir. Para para cada um é uma motivação, né, para para algumas pessoas é energia. Onde que eu ponho a minha energia, né? O que que eu posso fazer de diferente para outras pessoas? É o desafio. Então, em que que isso me desafia a ser melhor, a buscar algo diferente? E aí acho que cada um busca dentro de si eh essa motivação e a organização busca dessas pessoas e encontra como que eu posso eh fazer isso aqui melhor, né? que como é que a gente pode fazer eh multiplicar, né? Aí eu vou falar do multiplicar o, né? Eu recebo e eu multiplico aquilo que eu recebo, né? Uhum. Então acho que tem esse é conectar as vontades. É, é isso. É simplificando a vontade, é conectar as vontade das pessoas querendo fazer o bem. É, esse é o é é o é é o objetivo, né? Conectar, né? das pessoas que precisam, que a organização que pode fazer e as pessoas pode doar seu tempo. Então é conectar essas vontade as pessoas fazer o bem comum. E e muita organização nasceu de um trabalho voluntário. Uhum. Muita organização. Em Campinas tem muitas organizações antigas, né? E e nasceram de uma causa, de uma necessidade daquele tempo. Aquilo começou e hoje em dia ainda tem organização nascendo dessa forma. Sim. Sim. da da necessidade daquele território, começa com trabalho voluntário, aquilo vai crescendo, se estrutura aí que a entregar entra, ajudando essas organizações a se estruturarem e pensar o seu trabalho, eh, que pode continuar como voluntário, mas pode se estruturar dependendo da do do objetivo, né, daquele grupo de pessoas. Otaque, assim como a Lúcia foi bandeirante e fazia um trabalho de de auxílio ali, a educação pode ter um papel importante. Este assunto está inserido na escola para plantar essa sementinha nas crianças e futuramente ela conseguir resgatar isso? Se a gente tiver uma política pública para essa educação de é uma cidadania. Uhum. [limpando a garganta] Você faz uma cidadania, né? é colocar isso aqui essa essa essa essa essa dever de cidadania nas cabeças das do jovem. Isso é muito importante. Isso quando eles vão crescendo, eles vão abrindo o caminho para eles, né? E vão vão olhar o mundo de modo diferente, com certeza, tá? Então é é muito importante a educação nessa parte de voluntariado, de colocar eh eh dentro da escola. Isso é muito bom, tá? Isso vai ajudar muito no próximo no futuro, né? Isso vai ajudar muito. Eu vou contar uma experiência numa escola aqui de Campinas particular. Uhum. Eh, a as crianças eh tinham um projeto social lá na nossa unidade do Campo Belo e primeiro faziam pão e faziam p as crianças. Depois elas desenvolveram um projeto de escutar as idosas do bairro e escreveram um livro, tem um livro escrito da escuta que essas crianças fizeram junto às idosas, resgatando a história, caramba, dessas idosas. Lá no Campo Belo tem muita gente que veio de fora, que não é de Campinas, né? É uma área que foi uma área de ocupação em algum momento e muitas histórias muito ricas, né? E e essas crianças que entraram em contato, elas contam disso, né? A experiência eh eh a experiência que foi eh viver essa essa escuta e esse trabalho. Sim, isso planta planta cidadania. Eu acho que a gente planta cidadania na experiência, na vivência e no olhar, no contato, na conexão, como o T falou, né? Na na na na presença do outro. É como complementando, é como meio ambiente. Existe uma lei federal que tem um uma matéria sobre o meio ambiente, tá? Educação ambiental dentro da escola. Uhum. Tá. A a a frontare também pode ser uma uma um uma um assunto dentro da escola. Sim. Tá. Isso vai ser muito bom para nossa sociedade, né? eh eh talvez seja uma lei federal, não sei, é algum mecanismo que pode introduzir, né, essa essa olhar paraa sociedade como um todo, né, a inclusão dessa dessa dessa cidadania, né, dentro da escola. Pode começar como uma lei municipal. Sim. [risadas] Obrigado pela pela pela dica. Ó, a primeira sugestão já aí, tá? Sim, uma boa sugestão. É isso aí. É porque tem várias disciplinas que podem agregar este esta temática e fazer trabalho. É, não. E tem escolas que fazem isso. Uhum. É, pode, pode fomentar, né? Sim, sim, com certeza. Joguei a bola para você chutar. Obrigado. [risadas] Ô, Lúcio, hoje qual que é o peso do voluntariado pra sobrevivência e pro funcionamento das organizações do terceiro setor? Olha, Gabriel, eu não sei te dizer. Eu acredito que pro funcionamento, eh, a maioria das organizações constituídas funcionam com profissionais, né? Lá a gente trabalha com profissionais e garante a a existência da organização com profissionais. Uma vez eu visitei, Padaroldo, era vivo, eu visitei uma organização lá em Belo Horizonte. Uhum. E aí tinha uma senhora que era fundadora da organização, senhora eh já idade bastante avançada, e ela dizia: "Aqui eu só trabalho com profissionais, não trabalho com voluntários". Era algo que ela provavelmente já tinha sofrido, né? Então, paraa existência, pro funcionamento, eh eu acredito que eh eh é uma a valorização, inclusive do trabalho eh reconhecer que as organizações precisam de profissionais que dem conta do funcionamento, mas para o enriquecimento e a trazer algo novo, é trazer uma uma força de trabalho eh a mais, de um projeto, de uma um acho que eu eu acho que a palavra é enriquecimento mesmo. Quando você e agora por exemp algo de fora, um diferente, algo de fora, eu vou dizer, a gente tem um projeto que tá sendo implantado de redução de resíduos, inclusive saímos na página lá da sustentabilidade também, redução do nosso do nosso resíduo, né, que antigamente era samado de lixo, eh, com criação de de leiras, de orgânicos, eh, ele foi conduzido por uma profissional e cinco voluntários. Então, que enriqueceram, que deram gás, que ajudaram a gente a pensar o projeto, trazer a educação ambiental para dentro, porque era algo que nós não podíamos pagar. Uhum. Mas eh tem um pilar, alguém dando essa continuidade e eles enriqueceram com conhecimento deles. E isso vê, esse projeto é interessante porque ele veio por iniciativa de uma pessoa que tinha sido acolhida na lá na na instituição, então que tinha se beneficiado do trabalho, trouxe o trouxe a ideia e voluntários eh fizeram a coisa acontecer. Então eu acredito muito hoje assim, não sei das organizações de modo geral, eh eu sei de organizações que só funcionam com voluntários, por exemplo, eh organizações que atendem pessoas com sofrimento psíquico, atendem telefone, dão um conselho, acho que é possível, porque não é uma um funcionamento contínuo existencial, mas que prestam um serviço de educação infantil ou na área da assistência social ou na área da saúde é mais difícil, né? Então precisa de uma de uma continuidade. E aí o voluntári o voluntário ele entra enriquecendo o trabalho. Tá. Como é que você enxerga este peso para este funcionamento? Eu vejo dep projeto. Depende do projeto. Depende do projeto. V ter um projeto que cuida do idoso. Não há dúvida nenhuma que a gente precisa de profissionais bar esse projeto. Agora se a gente é um projeto de reforçorar não há dúvida nenhuma, precisa profissionais. Se for um projeto que lida com com recreação, com esse tipo de atividade, pode ser voluntariado. Uhum. Então, depende muito do do da do do projeto da da organização e muitas vezes também falta também recurso, né, para você poder contratar um profissional. Então isso depende, varia muito do projeto em si, tá? Eu vejo isso, né? Ô, Lúcia, as entidades elas conhecem muito de perto os problemas eh dos municípios, porque Campinas é uma metrópole, uma cidade muito grande e aí as váriasques estão lá no território e acabam recebendo eh os mais diversos aí problemas que existem. De que maneira eh essas associações, essas OSCs, elas conseguem ajudar o poder público a criar uma política que seja efetiva pro município? Existe este contato, existe diante das secretarias eh uma conexão ali, uma comunicação para relatar um tipo de problema, para falar: "Olha, a OSK tá nesse território, tá acontecendo isso, seria interessante isso?" Existe essa comunicação, existe essa comunicação, mas ela é uma comunicação que precisa ser mais reconhecida, precisa ser fortalecida. Existem muitos problemas nos territórios, existem muitos, muitas questões nas organizações, eh, a de funcionamento mesmo. Existem às vezes embates natural da das relações e é um é um dos papéis da integra eh fazer eh eu eu todo eu sou conhecida como aquela que não gosta muito de falar o o inglês nas palavras, né? Mas tem uma palavra que é muito forte, que é o tal do advoca-ci, né, que é eh esse esse papel de representar uma causa. E sim, a Integra tem esse papel, a Integra quer ser a voz forte e quer e precisa escutar as organizações. Então, escutar e levar pro poder público para que o poder público reaja, né? O poder público precisa reagir às demandas da sociedade. Então, nós temos esse papel de levar as demandas e é muito importante eh estar aqui hoje representando a Integra, representando e eh a voz forte das associações. tem um papel muito importante que é fortalecer a própria integra como essa que traz a demanda das organizações e leva pro poder público e o poder público escutar com eh com ouvido atento, né? Escutar a demanda e falar: "Bom, o que que é que tá acontecendo aqui?" aconteceu recentemente na na questão da das organizações com que trabalham com com deficiências que saíram de uma política pública e ficaram órfãs, né? Nós nós estamos atuando, nós temos uma comissão permanente das organizações que trabalham com as deficiências, pensando exatamente essas essas ações. Outra ação, nota fiscal paulista. nota fiscal paulista vai acabar com a reforma tributária. Então, o que é que as organizações vão fazer com uma fonte de recursos que é muito importante, nós estamos atuando lá na Assembleia Legislativa de São Paulo para ver como é que vai ser isso, né? como que vai ser essa fonte de recurso que vai que vai cair. Então, tanto na área de gestão quanto na área de território, na área de causas, eh precisa o poder público eh eh precisa reconhecer na integra essa voz e e escutar. Tem outras outras questões. Então, a gente vai montando comissões Uhum. Para que essas comissões pensem e levem a demanda. Eh, é algo trabalhoso, algo que demanda tempo, né, nesse trabalho. Mas sim, eu acho que eh esse é um papel muito importante e o poder público eh nos escuta, nos escuta, mas nem sempre atende, tá? Nem sempre atende por diversas por diversas razões, né? vezes por tempo, às vezes eh por demanda, às vezes por falta de recurso, cada eh depende da depende da situação, né? Tá. T Prefeitura, Câmara Municipal de Campinas, as universidades, as empresas, como é que você enxerga ou como que deveria ser essa comunicação? E já emendo, porque tudo isso também não pode substituir as responsabilidades do poder público. Sim, sim. Eu acho que, como você mencionou, universidade, empresa, prefeitura, a Câmara, ela precisa ser um é um trabalho conjunto, tá? Eu acho que precisa ter com a própria palavra de integrar todas essas essas agente, essa essas pessoas, né, essas essas organizações para que realmente consiga, né, fazer algo para as para as organizações, né? Eh, como eu sempre falei, a gente precisa criar uma política pública para que realmente eh eh dá uma eh dá fortalecimento para para essas organizações. A Lúcia mesmo também falou o que vai substituir a o o essa nota paulista, né? Algo que será que o município pode fazer alguma coisa? A gente precisa estudar, né? né? Não vou dizer que eh eh como seria isso, mas o o estado já pode, porque é do estado, não do município, entendeu? Então eu vejo que a gente precisa é um trabalho multidisciplinar, sim, tá? Que são vários, são um conjunto que com ações de todos para que realmente tenhamos resultado, né? Para fazer algo melhor paraa nossa cidade de Campinas. Programa bom, é programa com muitas informações e passa rápido, viu? Já uma hora de programa. Então, Lúcia Decisdóia, ela que é fundadora do Integra Campinas, agora tá como diretora de comunicações, relações institucionais. muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo, a aula que você deu aqui paraa gente. Parabéns pelo trabalho realizado. Tenho certeza que quem está nos acompanhando recebeu essas informações de grande valia. Já faço um novo convite pra senhora retornar aos nossos estúdios para falar sobre esse, mas também sobre outros assuntos e fica aberto as suas considerações finais. Eu agradeço o espaço, agradeço o reconhecimento da Integra como essa associação das organizações. Nós temos uma responsabilidade muito grande de transmitir a demanda das organizações, né, de ser a voz forte, é ser a voz antes de tudo, né, forte vem depois. Então esse espaço torna a gente mais forte. Então, queria agradecer muito o convite, já disponibilizando a nossa nossa presença para todas as temáticas relacionadas ao terceiro setor. Eh, como disse o vereador TAC, nós queremos umas Campinas mais justa, uma Campinas mais equitativa, uma Campinas onde todas as pessoas possam viver melhor. Então esse é o a grande mensagem e para isso o voluntário voluntário é fundamental e o poder público é fundamental de escutar e transformar isso em realidade. Tem algum site, contato que você quer deixar sobre o Integra Integra Campinas? eh nas redes sociais, no Instagram, no site, eh na principalmente Instagram já acha todos os os canais. Integra Campinas tem todas as as associações, as organizações associadas. Nós temos reuniões frequentes para quem se interessar entrar em contato outras organizações. O universo de Campinas é um universo grande de organizações. Nós temos 100, mas é um universo aí, dizem que gira em torno de 400. Nossa. Então temos eh espaço, temos interesse e temos quanto mais organizações na Integra, eh mais forte ficamos, mais forte é a voz da da própria sociedade civil. Vereador TC também muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo, ter aceito o convite para participar do nosso programa aqui no estúdio, de grande valia também a sua história, o quanto você contribui nos dias de hoje. Já faça um novo convite pro senhor retornar ao programa Questão de Ordem e fica aberto à suas considerações finais. É, primeiramente, obrigado pelo convite, né, de de falar sobre esse tema tão importante aqui na cidade de Campinas e ao lado da Lúcia, que é presidente, e eu vejo que realmente a gente precisa ter um trabalho em conjunto, tá? Você pode ter certeza que o a Câmara Municipal vai estar junto, fazer o melhor possível para a sociedade como um todo, né? Eh, nós fomos trabalhar na no no meu caso, a gente a nossa a nosso gabinete vai estar à disposição, né? Vai ser uma uma câmara, uma uma um gabinete participativa e propositiva para a cidade. E vou trabalhar para que as o o a necessidade ou da do campineiro, da cidadã de população de Campinas transformar em ação concreta. E muito obrigado pelo convite. Nós aqui agradecemos e eu agradeço também a sua companhia, a sua audiência. Espero que a gente tenha contribuído. Você viu aí, né, uma ideia, um conhecimento, certamente você pode ajudar e fazer a diferença [música] em muitas pessoas. Questão de ordem fica por aqui. Muito obrigado e até semana que vem. Tchau tchau. [música] 15 segundinhos agora, gente, que vai subindo [música] o rol de característica de toda a equipe. [música] [música] [música]