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Olá, começa agora o programa Questão de Ordem, que hoje vai abordar a Semana Nacional de Conscientização sobre as Drogas, uma iniciativa que busca ampliar o debate sobre prevenção. acolhimento, tratamento, reinserção social. Quais ações são realizadas em Campinas? Um desafio que afeta famílias, escolas, comunidades e o poder público. Então, para discutir em várias frentes, eu recebo aqui no estúdio o presidente da Câmara de Campinas, o vereador Luiz Rossini, a Marilda Martins, presidente do Conselho Municipal de Política sobre Drogas de Campinas, coordenadora departamental de políticas para prevenção ao uso de drogas e o Guilherme Ataí de Ribeiro Franco, que é promotor de justiça de Campinas. Lembrando que o debate vai acontecer. Farei as interrupções apenas quando o necessário. Presidente Rossinio, começo com o senhor. Como que o poder legislativo pode contribuir para fortalecer as políticas públicas sobre drogas? Seja bem-vindo mais uma vez ao Questão de Ordem. Bem, é legal tá aqui de novo, Gabriel. Quero cumprimentar a Marilda também, o Dr. Guilherme, que sempre eh nos atende quando chamados, né? também militante dessa causa e a Maria que faz um trabalho fantástico à frente da coordenadoria e também como presidente do Conselho Municipal de Política sobre Drogas. Eh, na verdade, Gabriel, o poder legislativo pode fazer muito, né? É claro que a gente tem procurado, inclusive criar, aperfeiçoar as leis que tratam desse tema, porque a lei ajuda da base para que as pessoas possam atuar e desenvolver as ações. Recentemente aprovamos a lei aí que proíbe o uso dos vapes, né, dos cigarros eletrônicos, que é algo que tá presente assim, escancaro, a luz do dia nas nossas caras. E aquele eh objeto que as pessoas estão usando, além dos malefícios que podem casar a saúde, é objeto de contrabando, né? Inclusive evasão fiscal, vários outros crimes. E parece que a sociedade não se percebe eh dessa desse tipo de situação, ou tolera ou finge que não vê. Mas assim, a gente tem procurado na Câmara trazer esse debate, essa discussão. É claro que essa é mais uma semana de conscientização. A gente todas as as semanas, todos os anos, nesse período a gente procura ou fazer questão de ordem, fazer alguma atividade, apoiando iniciativas do executivo, principalmente da coordenadoria, mas a Câmara tem que ser esse local mesmo de debate, de discussão. A gente tem que provocar, chamar a sociedade, chama a atenção da sociedade do que tá acontecendo e que pode ser um risco, né, pra saúde, pra segurança, projetos de vida interrompidos pelo uso, abuso, dependência de drogas, violência. Então o nosso papel é esse, primeiro trazer o assunto, debater e quando necessário aprimorar a legislação. Marilda, primeiro, qual que é o trabalho e os desafios do Conselho Municipal de Política sobre Drogas de Campinas e também do Departamento de Políticas para prevenção ao uso de drogas? Seja bem-vinda mais uma vez ao Questão de Ordem. Boa tarde, Gabriel. Boa tarde, presidente. Dr. Rodrigo. É um prazer estar aqui de volta. Guilherme, Guilherme, desculpa, perdão. Foi isso que eu disse, mas eu recebo o elogio do Dr. Rodrigo Oliveira. Que honra. Desculpa. Imagina. Os desafios eh agora do Conselho Municipal de Política sobre Drogas. Eh, agora a gente tá em construção do Plano Municipal de Política sobre Drogas, né? A gestão passada iniciou essa construção e agora pretendemos concluir o nosso plano de municipal de política sobre drogas que Campinas ainda não tem, né? E nessa semana de conscientização, né, que onde a gente comemora o Dia Internacional de Combate às drogas, a gente tem intensificado esse trabalho, né, eh, não só o Comad, mas a Coordenadoria de Prevenção ao Uso de Drogas também. a gente vem trabalhando na no decorrer de todo o ano eh em parceria com escolas, porque a gente entende que trabalhando os as crianças e adolescentes, a gente tá fazendo uma boa prática da prevenção, né, e acaba atingindo uma a população como um todo. Então, ah, os nossos desafios são grandes, mas a vontade é maior ainda de ajudar, né, a realmente a a trabalhar a prevenção em Campinas, eh, tanto o Comad quanto a Coordenadoria, né? E nesse mês a gente só intensifica essas ações, né, por pela cidade toda. Assunto que nós vamos falar e abordar bastante aqui ao longo do questão de ordenem sobre criança, sobre adolescente, essa relação da escola com a sociedade, trazer este assunto para dentro de casa, ser debatido, em que idade que se começa a falar sobre prevenção? Então tem muitos assuntos aqui no nosso questão de ordem. Dr. Guilherme, primeiramente nos conte para quem está nos assistindo o que faz um promotor de justiça, se é membro do Ministério Público, o senhor faz denúncias, investiga, fiscaliza, enfim, seja bem-vindo mais uma vez ao Questão de Ordem. Gabriel, muito obrigado, vereador Rossine, Dra. Marilda, toda essa gente linda aqui que está aqui atrás das câmaras e que tem nos ajudado muito em questão de prevenção. Uhum. Então, o promotor de justiça, ele vai, evidentemente, participar desde aspectos da construção dessa política, sempre com responsabilidade compartilhada. Uhum. Isso faz parte também do Ministério Público, como também na outra ponta estará o Ministério Público na repressão, repressão inteligente, repressão ao crime organizado. É seguir o dinheiro. Follow the money. Descapitalização dos predadores de cérebro. Uhum. daqueles que têm no mesmo duto, é bom que se saiba, o cigarro eletrônico, vereador, o tráfico de armas, o tráfico de animais, o tráfico de pessoas. Uhum. Então, as drogas elas são um duto deste grande e temível negócio que vai se alastrando mundialmente, que é o do crime organizado e que é quando falamos sobre droga, é o negócio das dependências. é o negócio de querer fisgar cérebros. E quanto mais cedo se fisgar esse cérebro, é para aqueles que são os predadores, acaba para eles, abre e fecha aspas, né? Eles têm eh os seus ganhos com o dinheiro fácil, a custa do sofrimento de milhares, milhões de famílias. Então, se existe uma ordem hoje é a ordem da prevenção. E Campinas dá um exemplo de responsabilidade compartilhada dos poderes executivo, legislativo, a sociedade por meio do Comad. Então eu digo que é mais do que uma honra, é uma grande alegria saber que temos essas parcerias por aquilo que eu chamo sempre da alegria de uma sociedade sóbria, que faz as escolhas adequadas, como disse eh agora essa última campanha, excelente. Você vai deixando marcas no tempo de acordo com as suas escolhas. Dr. Guilherme, sobre essa questão de fisgar o cérebro e do sofrimento que o senhor citou, que que o Ministério Público observa em relação aos impactos sociais provocados pelas drogas? Bem lembrado. Esqueci de dizer um outro ponto que é fundamental. É como se fosse um tripé. Nós temos aqui prevenção, repressão inteligente, tratamento, reinserção social, grupos de mutuajuda. Campinas foi agraciada, abençoada por ter um jovem texano que veio para cá há anos, né? E e nós não podemos deixar de eh mencioná-lo. Padre Haroldo Han. Uhum. Como o discurso do padre Haroldo é atualíssimo, justamente quando nós nos encontramos com o outro, eu me encontro no outro, eu vejo a dor do outro, é a empatia, em patos, ter exatamente a mesma dor. Então aqui nós temos um celeiro, um apostolado prevenção e do tratamento. Uhum. Eu sei que vou me alongar nisso, mas é fundamental que se saiba, os grupos de muto ajuda hoje cada vez mais eles têm que se inserir naquilo que nós chamamos dos tratamentos convencionais da RAPS, rede de atenção psicossocial, porque é a academia que está nos dizendo, a espiritualidade é um capital importantíssimo no tratamento e na reinserção social. Pois é, que essa é uma dificuldade, Dr. Guilherme. Ainda a gente encontra resistências de pessoas que estão à frente de órgãos públicos, né, de aceitar a espiritualidade como método, modelo ou ferramenta, né? Eh, achando que só a ciência por si só resolve o problema. É que na verdade, se me permite, é que quando nós falamos de espiritualidade, pode haver até uma certa repulsa de antemão, como se nós estivéssemos diante de um discurso confessional de religiosidade. É, nós sabemos também as pesquisas hoje dias e vamos deixar muito bem claro isso, porque são pesquisas científicas que jovens que estão inseridos em comunidades com seus pares, grupos de escoteiros, grupos desportivo e também grupos nos quais há encaminhamento religioso com cuidado bem apropriado a cada idade. Esses são grandes propulsores também da prevenção. Uhum. A ciência hoje, na verdade, não vê antagonismo. Nós falamos até de fé na prevenção, fé com ciência. Uhum. Eu sei, presidente. Como eh diante desses impactos, como que aproxima escola, família e poder público nessa discussão? É, na verdade nós tivemos um exemplo aqui, né, coordenado aqui pela Marilda, que conseguiu a parceria com uma escola estadual, Laís Bertoni. Uhum. Eh, quando primeiro oferecer alguma coisa para para uma escola, ó, nós podemos fazer juntos, né? Podemos auxiliar. E quando você tem uma diretora como a Cátia, né, da Laí Bertone, que topa esse desafio. Uhum. Porque aí você consegue fazer essa essa aproximação, né, esse encontro que dá certo. Eh, é que acho que o órgão público ele tem que ser indutor disso, né? Então, como ele está à frente, ele é promotor das políticas públicas, ele tem que fazer com que essas ações de política pública cheguem a todos os ramos da sociedade, inclusive nas escolas. as escolas, principalmente, sem querer sobrecarregar, colocar mais responsabilidade sobre os ombros dos professores, né? Mas é o local ideal, porque ali que está a juventude, ali onde tá o principal alvo, inclusive daqueles que querem sequestrar cérebros, né? E ali é um espaço de ensinamento, né? É informação segura para eles. Ex. Exatamente. É encontrar o modelo adequado de falar com esses jovens na linguagem deles, do jeito de dar protagonismo a eles. Eu fiquei impressionado com a qualidade do trabalho feito pelas alunas do Laís Bertoni que apresentaram na Câmara na segunda-feira, né? Assim, com a orientação aqui da de um professor também da Marilda, mostrando como é que você faz uma pesquisa, como é que você vai em fonte confiável de informação, né? foi inclusive em loco, conheceu o modelo de tratamento no padarodo. Esse processo não só para conscientização das drogas, mas certamente ajuda a formar essas futuras já são cidadãs, né? Então quando você dá ferramenta, gera oportunidade, eu acho que a escola adere. Esse é o nosso papel, é tentar estimular também as escolas e levar, ó, a gente tem um programa aqui que chama Parlamento Jovem, Dr. Guilherme, a gente não fala especificamente disso, mas hoje passou a ser um aliado fundamental das escolas para levar para dentro das escolas a informação sobre o que é ser cidadão, né? Formação da cidadania. A gente vê que as escolas querem, tá lá no currículo comum da educação, né, que eles têm que tratar esses temas transversais, mas às vezes falta o quê? Alguém que vai, vem cá, vamos fazer junto, a gente tem um caminho. Eh, mas a gente tem que fazer, não pode desistir não. E sem querer sobrecarregar. A gente sabe que o professor hoje ele é meu, ele tem que ser psicólogo, assistente social, porque é uma sala de aula reproduz um pouco o que é a sociedade aí fora. Recebe crianças com realidades diferentes, às vezes com sofrimento, com abuso familiar, vivendo nesse mundo e tudo se concentra ali, né? O professor que tem uma capacidade de perceber e olhar isso pode inclusive não ele sozinho, mas buscar ajuda para tratar aqueles alunos, né? É um desafio que tá colocado para todo mundo. E o Parlamento Jovem, para quem está nos acompanhando, pode digitar lá na página do YouTube da TV Câmara Campinas. Todas as edições nós reproduzimos no jornal Câmara Notícia. É muito bacana porque os adolescentes chegam aqui muitas vezes sem a noção do que é poder legislativo, do que é poder executivo, como é que faz um projeto de lei e eles saem daqui sabendo exatamente o papel do legislativo, protocolando o projeto de lei, as ideias, as demandas que eles trazem para cá. Então, realmente é muito bacana. Marilda, sobre este evento no início da semana que o presidente Rossini participou, foi idealizado eh por você. Nos conte então desde quando que você trabalhou. com esses alunos? O que que eles apresentaram? Eles se demonstraram interessados? Tem alguns ainda que têm medo de falar sobre este assunto? Eh, esse projeto a gente começou a trabalhar nele em fevereiro, tá? Em fevereiro nós começamos as reuniões, eu apresentei o o escopo do projeto, que eu pretendia com ele. Eh, a frase motivacional do projeto, que foi suas escolhas deixam marcas, diga não as drogas. e a escola abraçou. Aí a gente fazia reuniões eh semanalmente ou máximo quinzenalmente para orientação dos alunos, para troca de ideias com os professores, diretores. E e foi muito interessante porque os alunos se interessaram muito, sabe? Me abordavam nos corredores depois das conversas, foi muito bom. E a ideia que eu tive de levá-los até o padre Haroldo, né? E o padre Haroldo, né? agradeço muito por eles ter, né, eh, permitido levá-los lá. foi muito, muito gratificante para eles. Saíram todos emocionados com outra ideia, porque é diferente, né, de você ouvir falar e depois ouvir da própria boca dos usuários, né, que estão em tratamento, né, como que foi, porque aí eles tiveram oportunidade de conversar, trocar ideias, como que foi que eles entraram na droga, por a dificuldade, qual que é a dificuldade de sair, né? Aí teve pessoas lá com quase 70 anos que tava no na 15ª eh 15º tratamento. Então isso para eles foi assim muito gratificante e pros diretores também que acompanham. Nossa, uma realidade que muitas vezes pode ser ou distante ou o contrário, né? Se vê muito perto e aí fica um um sinal de alerta. Sim. que normalmente as pessoas assim, quem usa droga, né, os dependent, eles têm a ideia assim de que não precisa de ajuda, que sai da dependência quando quiser e eles viram que não é isso, infelizmente não é assim, né? Na grande maioria das vezes, né? Eh, precisa de ajuda, né? Precisa de tratamento, né? Então, a busca de ajuda é muito importante. Então, esse projeto que que a gente idealizou, trabalhou com eles esse ano, foi muito gratificante. Ontem, depois de da apresentação na escola, foi um, sabe, uma festa, todo mundo na super feliz com a apresentação. Acho que foi muito gratificante todos que os alunos que vieram pra apresentação do terceiro e do segundo ano dis que todo mundo comentava sobre o projetos que não teve outro assunto na escola. A a Kátia, que é a diretora, conversou comigo à tarde, falou: "Marilda, a gente só fala disso nos corredores da escola, todo mundo comentando do projeto, quem não foi arrependeu de não ter ido." Então, assim, é muito gratificante isso. E durante esse trabalho do projeto lá na escola, eu fazia palestra nas outras séries, fazia roda de conversa. E foi muito interessante porque eh fiquei sabendo de meninos que faziam uso de drogas, que começaram a, sabe, repensar, mudaram as atitudes, pessoas eh meninos que usavam, falam meninos de um modo geral, mas meninas também que usavam eh cigarros eletrônicos, chegou a entregar, ir na diretoria entregar o cigarro eletrônico depois da palestra. E isso aconteceu e aconteceu, Gabriel, não só nessa escola. Eu tenho em várias escolas, aconteceu em outras, inclusive em escolas particulares, entendeu? Então é um trabalho que tá tendo retorno e eles estão se abrindo para essa conversa, eles escutem, eles tiram dúvidas, sabe? Então, eh eh eu tô vendo assim eh eh bastante engajamento das escolas em torno desse assunto e para fazer essa prevenção. Antes de passar o Dr. Guilherme, quero ouvi-lo, Rosin, porque você fez uma palestra, você teve contato com esses jovens e teve esse feedback aí da Mar. E eu acho que o legal é o seguinte, o fato de fazer com que eles apresentassem esse projeto aqui na Câmara, para eles é um evento. É assim, é uma forma do poder público valorizar o trabalho, reconhecer o trabalho, né? Dar visibilidade pro trabalho. Então eles saíram daqui assim com autoestima lá em cima, fortalecida, né? É como assim? Você faz um campeonato de futebol, todo mundo joga campeonato e vai fazer a final no Maracanã ou aqui no estádio ou da ponte e tal. É um momento que marca a vida deles. Acho que esse é o papel da Câmara. A gente o que fez? A gente abraçou o projeto no sentido de permitir que eles viessem aqui. Quando nós falamos que olha, vai ser televisionado, a TV Câmara vai tá meu, sabe? Muda o status do dá dá uma outra qualidade até pro final. É um reconhe, é o mínimo que a gente pode fazer, uma forma de agradecer, aplaudir a escola, os alunos e aqueles que se envolveram no projeto, né, que fica marcado e a gente espera que esse exemplo possa ser multiplicado. E a palestra do Rossino no final foi uma coisa assim leve e veio de encontro com o projeto, né? E ficou uma coisa bem leve, gostosa que os alunos participaram, né? Então eles ficaram bem motivados mesmo, saíram daqui bem motivados. E assim um não foi uma coisa cansativa, foi uma coisa rápida, bem direta e e que saíram satisfeito. É difícil os adolescentes aí não ficarem meio enfadados com o assunto, né? Mas ontem foi excepcional, foi muito bom e a gente agradece a gente, o comade, a coordenadoria agradece sempre a parceria do da Câmara. O Rossine sempre abraçou essa causa mesmo antes de ser presidente. Então é muito importante pra gente ter essas parcerias. O Dr. Guilherme tá sempre junto com a gente também trazendo ideias, né, sugerindo. Então isso pra gente é muito importante também e reforça o nosso trabalho, né, eh, seja junto às escolas, eh, entidades, empresas, que a gente vai também fazer rodas de conversa e e aí a gente vai, todo mundo ganha com isso, né? A população ganha como um todo e a gente se sente mais motivada a trabalhar, né? Dout. Guilherme, na sua primeira resposta, eu acho que ficou evidente para mim, você fala sobre um marketing muito pesado que existe em cima desses adolescentes, seja no caso do vape, na questão do aroma, da fumaça, diferente do cigarro, tentando dissociar de um cigarro, mas de outras drogas que existem também para tentar atrair este jovem. Como que faz então para fortalecer essa rede de proteção às crianças e aos adolescentes? De novo, um tripé, família. Vou repetir família e vou enfatizar família. A célula matra da sociedade tão negligenciada, mas é fundamental. Isso. Estou falando de antropologia. Não há como eh se falar em preservação da cria sem uma família que seja acolhedora. A paternidade responsável que está prevista na Constituição da República, paternidade e maternidade responsável. Depois a escola e a comunidade sempre em parceria com esses pais, com essa família e o estado. Políticas públicas parece algo até singelo, uma emanação do poder legislativo que diz que os cigarros eletrônicos não são tolerados em Campinas. Uhum. Isto é um marco, é uma demarcação de território da prevenção. É claro, a lei terá a sua regulamentação, mas se nós nos lembrarmos e formos a dois, não, bem antes disso, se nós formos a a a década de 90, quando nós tivermos a nossa primeira lei antifumo, década de 90, 96, depois 2009, a lei paulista, eh, que foi na época do governador Serra. Em detalhe, o vice-governador Alberto Goldman não podia fumar nem no seu gabinete do Palácio dos Bandeirantes. Ele incorporou a prevenção até para si própriou. era um um tempo, ele era tabagista, mas ali ele tinha uma autopreservação. Então isto fica muito marcado. E agora com essa proliferação mercadológica para recuperar estoques de consumidores, é a dependência que mistura substância psicoativa com tecnologia e design. Uhum. Quer dizer, é a pior maneira que se podia imaginar nos dias de hoje para dependência, sabendo que neste produto, nessa geringonça, como eu disse aqui quando nós estivemos da última vez, é uma geringonça mesmo, sabe? Pode ali haver o quê? Sai de nicotina sintética ou natural, tetraidrocanabinol, inclusive as formulações que seriam hoje eh ditas como os fitocanabinoes mais sintéticos. fentanil. Tô falando de fentanil. É, é uma droga letalíssima. Mais ou menos assim, tragou, morreu. É disso que nós estamos falando. E num cenário no qual hoje até se fala pasme em em comoditização, né? Vamos fazer uma commodity da cocaína, uma commodity da cannabis. e sabendo que tudo isso vai desaguar nesse dispositivo. Uhum. E tem muito uso cruzado. Usa-se o dispositivo eletrônico. Quando falta o dispositivo eletrônico, volta-se para o sistema do tabaco convencional. Então é uma dupla perversidade. Agora nós temos uma outra dependência que talvez teria que evidentemente ser, né, eh eh pauta para uma outra questão de ordem. que é a dependência também pelo meio eletrônico dos jogos. Sim, são maneiras de se acionar esse sistema dopaminérgico novamente, de se fisgar a ponto de hoje com o Dr. Hermano Tavares, que é de Campinas, a maior autoridade hoje em jogos eh de aposta do país e talvez um dos maiores do mundo. Ele dá um grande alerta que pouca gente sabe. A Bet é o cassino de bolso. É silencioso. É silencioso. é muito mais discreta do que o cigarroco eletrônico. E ela hoje está eh eh eh eh eh essa dependência está hoje dilacerando patrimônio de família com muito mais velocidade e de uma maneira muito mais violenta do que propriamente as substâncias psicoativas, né? Eu até diria que em breve tempo nós teríos até que nos atentar Conselho Municipal de Política sobre Drogas e outras dependências e que tem um marketing uma propaganda muito forte. A gente está em época de Copa do Mundo e a gente vê muitos anúncios nessa época. É, na verdade assim, a tecnologia hoje ela tá presente na vida de todo mundo, né? e cria essas facilidades. Hoje o cara frequenta um um cassino sentado no vaso sanitário da sua casa. E o cara fica grande realidade, grande realidade. E o poder de de dep vicia, vicia mesmo. Essa dependência por tela, né? Hoje até um outro problema além dessa questão dos jogos, né? Hoje tá todo mundo lá parado com celular, ninguém conversa mais. Eu acho que a gente tá mudando muito as relações, né? Então, tudo é virtual hoje, né? As amizades e então é uma preocupação. Eu acho que a gente tem que tem que ir atualizando, né? Daí eu não eu não pude estar ontem lá aqui, na verdade, né? Mas assim, mas o Dr. Rodrigo Oliveira citado aqui, né? um grande parceiro da prevenção, promotor de justiça, que está no nosso centro de apoio operacional hoje. Ele me mandou eh um quadro com o trabalho de um rigor científico, Gabriel, incrível. Acabei de falar da cocaína, pois essas meninas que lá estiveram desmistificam os usuários de cocaína, que é uma substância psicoativa muito mais cara, não é? E ela, você bem direto, tá? É a substância psicoativa para profissionais já que estariam estabelecidos. Você percebe que é que é bem diverso daquele ambiente que nós vemos nas cenas de uso aberto. Sim, o craque é derivado da cocaína, mas aí existe até um abismo econômico. E essas meninas desmistificam, elas trazem algo que o Dr. do Laranjeira, eh, que é que é um dos luminares também aí na questão da dependência química, já dizia, é uma lenda que substância psicoativa irá liberar o seu cérebro, vai enganar o seu cérebro. Logo logo vem a dependência, a tolerância, você precisará de mais doses e você vai inevitavelmente chegar a dois resultados. Ou você vai chegar e se der tempo a um tratamento que às vezes tem que ser muito rigoroso ou até, infelizmente a morte. Em que idade que essa prevenção deve começar? Para quem está nos acompanhando, às vezes tem filho em casa ou tem parente e tem aquela dúvida: "Ah, eu acho que meu filho ainda é muito pequeno, é criança, não é para iniciar neste assunto. Ou às vezes é pré-adolescente, mas fala: "Ah, acho que ele não tá maduro o suficiente". E aí, quando que inicia essa conversa de prevenção? Então, eh, os estudos têm dito que muito mais cedo do que o pessoal pensa, 7, 8 anos já deve começar a falar de prevenção. Lógico que de outras formas e de formas diferentes, mas deve-se trabalhar a prevenção desde dos do início dos 7, 8 anos de idade. É, o ano passado me chocou muito ir numa numa roda de conversa numa escola é uma criança de 8 anos que ia pra escola embriagada e as professoras estavam assim desesperadas, sem saber o que fazia, porque o pai eh era usuário de cocaína, a mãe era de álcool, que era assim, ela levantava já alcoolizada e dormia e a criança ficava imitando a mãe na escola já tinham chamado Conselho Tutelar, tudo. Aí eu orientei dentro do possível para eles tomarem uma atitude por causa da criança, né? Que que vai ser dessa criança que onde que ela tá vivendo não tem ti que não tinha outros parentes, entendeu? Então tá, cada vez começa mais cedo, infelizmente. Os e os exemplos, a maioria das vezes vem de dentro de casa, né? De dentro de casa. Por isso o Dr. Guilherme falou falou, né? A base, né? Eh, eh, um dos do tripé, a família, né? A família, a gente tem que cuidar da família, né? A família tem que cuidar da criança e do adolescente, né? Mas, infelizmente hoje as nossas famílias a gente vê que estão muito adoecida, né? Então, tem que ter um cuidado com a criança e com a família, né? Para ajudar a criança, a gente tem que ajudar a família que tá em volta. Então cada vez começa mais cedo, infelizmente, Gabriel, que a gente tem que Guil e Rossine parece cedo, talvez seja, mas necessário falar então com 7, 8 anos. Olha, a Dra. Fátima Padim, que também trabalha lá junto com o Dr. Ronaldo Laranjeira, os dois eu os considero minhas referências, meus eternos professores, Dra. Fátima e Dr. Ronaldo, eles dizem que a melhor prevenção se chama exemplo. Uhum. E aí, antes de falarmos sobre as drogas, nós vamos ter que criar o quê? Eles ensinam fatores de proteção. Então, Gabriel, vereador Rossine, Dra. Marila, claro que já sabem, mas é uma balança. Nós temos que ampliar fatores de prevenção para diminuir fatores de risco. Isto vem nessa tríade, família, escola, comunidade. Neste sentido, existem comunidades que vão ser mais protetivas. vem uma lei anti vape, é uma comunidade protetiva. Legislação, como por exemplo a de Diadema, que faz um controle, um controle eh dos horários, dos funcionamentos, dos pontos de venda de bebida alcoólica, acaba sendo protetiva. Por quê? Porque o homem alcoolizado chega em casa e ali vai se deflagrar um episódio de violência doméstica. As próprias Bets hoje também estão sendo nascedouros de conflitos terríveis, desaguando na violência doméstica. Se existe alguém que precisa ser protegido amplamente, quando nós falamos de família, assim, figura parental, mas a figura da mãe, que é a que sofre, ela vai sofrer e eh muito mais. Então, ela também tem que ter um acolhimento. Exemplo em primeiro lugar. E bons exemplos. Vamos, vamos então voltar um pouquinho mais no tempo. Quando uma família resolve engravidar, naquele momento, diz o Dr. José Mauro Braz de Lima, estudioso de síndrome alcoólica fetal, naquele momento, se alguém bebe, ainda que eh sem uso abusivo, o álcool, tem que cortar, porque uma lata de cerveja tem o equivalente a uma colher de sopa de álcool puro. O que vem a ser isso para o bebezinho, para o féx lá em formação. Então já existe hoje até quadro que é de síndrome de abstinência neonatal. A criança já sai com a abstinência tanto do álcool quanto da nicotina derivada do tabaco, eh, da cocaína e outras drogas. Mas nós somos sempre, parafraseando de novo, o padre Aroldo com insistência ao apostolado da prevenção. E o e o apostolado da prevenção, ele vai sempre se aliar ao apostolado da esperança. E é por isso que nós estamos aqui, pelas crias, pelas presentes e pelas futuras gerações. Isso nos impulsiona e isso de maneira nenhuma vai nos desanimar. vem uns macrointeresses narcoeconômicos, que nós podemos assim dizer, mas eles têm um amor que é o amor excessivo ao dinheiro. E nós não, nós temos o amor, a paixão pela vida, pela geração da vida, porque aí com certeza não vamos resolver todas as coisas. É claro que não não tenhamos esta esta esta esta não e eu vou dizer essa essa essa insanidade de um otimismo desvairado, mas também temos que compreender que nunca existe vereador Marilda Gabriel quem está nos assistindo. Não existe guerra às drogas, o que existe é defesa de cérebro e formação. Então Dr. Guilherme falou um pouco, mas eu acho assim, prevenção, mais do que falar é praticar, né? Você pode fazer prevenção com seus filhos sem falar em droga necessariamente, fortalecendo aquilo que chama os fatores de proteção, é o contato, o carinho, a atenção, o cuidado, isso vai fortalecendo aquela criança desde o pequeno. E o diálogo aberto na hora que, porque eu até costumo falar assim, né? Às vezes já ouvi isso em rodas de de famílias, a gente falando com pais, né? Fala: "Pô, como é que eu vou falar pro meu filho não fumar se eu fumo, né?" Da mesma forma que você fala, você não pode dirigir enquanto você não tiver 18 anos. Se você falar com ele e, aliás, Isamitiba, naquele livro Quem ama Educa, né? Ele falava o seguinte, que até os 16 anos a criança, o adolescente ainda não tem a sua personalidade, estrutura emocional formada, que é capaz de tomar decisão. Muitas vezes saber o que é o certo. Ele fala: "Até os 16 anos, os pais têm o dever sim de falar o que pode, o que não pode, no sentido de ajudá-los a Ó, você não pode, enquanto você tiver aqui, você não vai beber, você não vai fumar". Ah, mas o senhor fuma? Fumo porque eu sou um idiota. Já tenho 18 anos, tô ficando mal. Mas assim, é como o diálogo é importante, né? Eu acho os pais que conseguem dialogar com seus filhos e o diálogo não é aquele diálogo você também tem que saber dosar. Você tem que ser firme quando necessário, mas você ser violento, agressivo, porque se você fala: "Você não pode, aí que instiga mesmo, né? O desafio da É porque de fato porque assim, nós estamos falando, vereador, de uma substância psicoativa que age em milésimos de segundos. É força de expressão, não não são milésimos. de segundos, mas em segundos ou em minutos é imediato, né? O que que vai haver? Vai haver a sensação da falsa felicidade. Eh, em primeiro lugar, eu ouso discordar. O papai não é teimoso. O papai, na verdade, ele foi enganado, ele foi fisgado lá atrás, como foi o meu avô paterno que eu não conheci. Porque o cinema dizia fume. Todo mundo dizia para ele fumar. Ninguém falava que ele iria morrer asfixiado com câncer. E foi este o fim dele. Então, eh, às vezes as crianças chegam em casa e falam assim: "Papai, mamãe, assisti uma palestra incrível, descobri, pai, que você, apesar de ser inteligentíssimo para tantas coisas, você foi enganado. Te enganaram e eu não quero ser enganado, pai." E aí surge essa oportunidade de diálogo. Basta de se enganar. É a mentira com cor, cheiro e sabor. E aí assim, vou falar de uma droga que talvez seja pior, que é legalizada, é o álcool, né? Onde é que as crianças têm o primeiro contato com droga? Em casa. Até porque, infelizmente, na cultura do brasileiro, o álcool tá presente em tudo, né? Se tá calor, vou beber para refrescar. Se tá frio, vou tomar uma para esquentar. Meu time ganhou, meu time perdeu, tudo é emotivo. Uhum. Então, as pessoas que vivem nesse ambiente, obviamente elas vão ter mais propensão a também o a usar. A gente precisa mudar comportamento, estilo de vida, né? Alguns países têm mais rigor nessa relação com a bebida alcoólica. Algumas cidades aqui, tá falando de Adema, também colocando alguns controles, né? Mas não é fácil. A família também, ela tem um papel fundamental, né? Mas ela tá isolada às vezes num ambiente que que dificulta. E aí uma coisa, Dr. Guilherme, né, que família que nós estamos falando, né? Aquele modelo de família que a gente costumou, pai, mãe, filho. Hoje você tem a família monoparental, é principalmente sua mãe, né? Infelizmente os homens estão deixando a desejar. Acho que a gente vê aqui por Campinas nos programas habitacionais, 60% das mães que estão buscando uma casa na CAB e tal são mães só, né? Então assim, mas de qualquer forma e sobra para ela hoje, a mulher ela mais uma vez, né? Ela tem que trabalhar, tem que cuidar da família, tem que fazer tudo. Não é fácil. às vezes não fala assim, eu não tenho tempo até de dar atenção ou cuidado pro meu filho. Mas eu acho que a gente tá precisando fazer o quê na sua escola de pais? É, nós já temos programas exitosos e e rapidamente me vem aqui à mente, existe já um programa que foi validado, foi estudado inclusive pela professora Zila Sanchez, que é uma referência principalmente em álcool. foi uma das primeiras que nos disse o óbvio, mas era um óbvio que estava lá escondido, que o álcool é tão cancerígeno quanto a nicotina, quanto o tabaco, mas por interesses aí eh daquilo que nós chamamos de big alcohol, isso ficou muito escondido. Hoje não mais, sabe, vereador? Então hoje nós teremos aí, pode ter certeza, a próxima década será a década de enfrentamento. Não estigmatizar de maneira nenhuma a nona, o nono que está lá com o seu vinho tinto, de jeito nenhum, mas é conscientizar que é uma substância psicoativa que não pode ser tratada como nós a tratarmos na Idade Média. Então, é, é, sabe, é colocar exatamente as coisas eh no seu devido lugar, como o vereador Rossini incentivou a e e nos lembrou assim com muita propriedade essa questão da alcoólica. A partir daí, a partir daí a professora Zila Sanchez, ela já estudou um trinômio que vem a ser elos. Elos é um programa que o governo federal adotou, não sei como que o município teria acesso. Dra. Marilda talvez já o conheça. Programa Elos. O programa Elos é justamente a prevenção lá para os primeiros anos. Depois um tão junto que é já para os adolescentes. E finalizando, vereador, famílias fortes, sejam as famílias monoparentais, sejam quais forem os formatos de de família, mas o fortalecimento dessa família para que essa família saiba dizer não com evidências e sim com afeto. Marilda, como que tá o cenário do consumo de drogas atualmente? Quais substâncias mais preocupam as autoridades e especialistas? O álcool, né, como o álcool, por ser uma droga legalizada, né? E como o vereador disse, ela a gente tem fácil acesso, na população tem fácil acesso. E quando procuram para tratamento de dependência quím álcool e uma outra droga, dificilmente vem a dependência isolada, por exemplo, só da cocaína, só do craque. Normalmente é o craque e álcool, cocaína e álcool. Então assim, em primeiro lugar é o álcool, depois a cocaína e o craque. No na coordenadoria, a procura, eh, o álcool, o a o craque e a cocaína tá quase que igual, né, é quase igual a procura para para tratamento. Então, assim, no que a gente vê aqui em Campinas e em conversa também com os CAPS AD, né? Eh, os centros de atenção psicossocial de álcool e drogas, eles também falam isso, que a procura é muito grande pelo álcool, depois cocaína e e o craque. Padre Haroldo também, porque eles também tm outra porta de entrada para para tratamento. Então é é isso a nossa realidade. Doutora Marilo, desculpe, mas a porque senão a Dra. Sander Marques, né, que é a coordenadora do programa antitabaco, ela fala: "A nicotina não entra no projeto recomeço, mas ela não entra porque muitas vezes não não se fazia, vereadora, a anamnese adequada em relação à nicotina, mas a nicotina eu posso dizer que ela está presente em todos os ambientes." Em todos os ambientes. de novo. Parece que vamos voltar ao começo do programa, mas o acerto eh que foi essa legislação do nobre vereador que que a e eh vosso projeto que foi acolhido por vossos pares, foi sancionado pelo excelentíssimo prefeito, em breve será regulamentado, porque isso com certeza vai barrar, vai bloquear novas artimanhas, as velhas roupagens, eh, e com outras formas de novo para pegar essa garotada. Nós não podemos negligenciar que o Brasil hoje ele ainda sofre muito com a nicotina. Ela acaba sendo um gatilho. Quando era, já fui, né, bem molequinho, se falava as duas muletas dos jovens, lembram disso? Um copo de bebida alcoólica e um cigarro. Hoje eu diria que são outros outros eh outras formas de consumo de substâncias e pontos de dependência. Hoje eu diria que há eh se intercala, sabe, com o celular. Se pega o celular a mesa, então você tem esse trio, você tem o copo, você tem o fumígeno em geral e você tem o celular. Quando eu era adolescente, fumar era rito de passagem, né? Ali você tava se tornando adulto. Eu, graças a Deus nunca fumei, né? Apesar de já ter experimentado lá atrás. Isso eu devo a minha mãe, viu? Minha mãe era que nem um perdigueiro. A gente chegava em casa, era ela ficava cheirando roupa, cabelo, que sei naqueles ambientes, chegava. É. Então eu agradeço a ela por ser desse jeito assim. Em casa nós somos em quatro irmãos, ninguém fuma, ninguém nunca fumou. Mas a quando o Dr. Guilherme fala da nicotina que tá presente, tudo também acho que tem, apesar de ter diminuído, mas ainda tem um consumo grande, é que a a nicotina não não altera o humor da pessoa, né? Não fica altera a consciência, tal. Então o pessoal acha que isso aí não faz tanto. É, mas tira a nicotina para ver. Nossa, a abstinência da nicotina ela é terrível, mas tem tratamento e o SUS do Brasil tem o melhor tratamento a respeito da dependência de nicotina do planeta. Nós somos exacampeões, seremos agora no campo, mas em relação à saúde pública, o eh somos imbatíveis, até porque assim, o uso do tabagismo, né, acaba desencadeando outras doenças, infarto do miocardo, catarata, trombose, AVC, né, entre outros problemas, problemas respiratórios. Às vezes a pessoa quando vai, a causa base é o tabaco, né, que desenvolve além o álcool também, né? O alcoolismo sozinho responde por causa 350 tipos de doenças físicas ou psicológicas, né? É um é um problema, né, que a que a sociedade tem que enfrentar e a gente tá aqui tentando, como formiguinha fazer a nossa parte. Ô Marilda, com a sua experiência, desde com os jovens, mas também com outros públicos, quais são os principais mitos que ainda existem sobre a dependência química? Que não precisa buscar ajuda, que larga quando quiser. É isso. É, infelizmente não não larga quando quiser. A maioria das vezes não. Precisa de ajuda, precisa de suporte, né? E os grupos de autoajuda, eu falo igual o Dr. Guilherme falou, é muito importante. Eu falo que tanto antes do tratamento quanto após o tratamento, né? Porque a chance de recaída é muito grande, é muito grande, né? A pessoa vai eh se interna ou é acolhido numa comunidade terapêutica, lá ele tem todo o respaldo, né? Quando ele sai, por isso que é importante reinserção social, né? que aos poucos ele vai aprendendo conviver de novo na sociedade, sem o abuso de drogas. A quem tem família volta paraa família. Por isso que é importante a família também buscar ajuda, né, para mudar a forma de tratar, para ser tratado, né, porque muitas vezes a família às vezes fica mais doente que o próprio usuário, né? Então é importante a família buscar quando a alguma família, normalmente as mães procuram ajuda pros filhos, pros maridos, então a gente orienta que elas busquem eh eh tratamento no postinho para terapia, um psicólogo, para que a família tente se reestruturar para quando o dependente sair do tratamento, encontre uma família também preparada para recebê-lo, né? Então, eh, a, o maior mito é esse, eh, deixa a dependência quando quiser, né? Eh, saber o momento de procurar ajuda, né? Eh, é ter o sterte de procurar ajuda. Eu não consigo, eu preciso de ajuda. Quer ver outro mito? Hum. Eu dirijo o melhor quando eu bebo. É, quem já não ouviu essa frase, né? Já é totalmente o contrário, né? Que o álcool é depressor do sistema nervoso central. Mais um mito. Hum. Cannabis é apenas uma planta. Não. A cannabis tem eh centenas de fitocanabinoides, dentre eles há o tetrahidrocanabinol. A cannabis de hoje não é a mesma da década de 60. Ela está muito mais potencializada. Não é a mesma. Ela está potencializada. Ela hoje é eh reconhecidamente até por aqueles que advogam a legalização eh eh do tetraído canabinol, né? H, ela está associada sim a episódios de psicose, psicoses e em indivíduos predispostos, esquizofrenia é um caminho sem volta. A esquizofrenia talvez seja a doença psiquiátrica com com mais eh eh eh eh como diz o Dr. Laranjeira, mais incapacitante. E de novo, o tetraído canabinol pega reboque no ele vai a reboque do cigarro eletrônico. E é um dado que poucos conhecem, eu eu eu não posso deixar de perder esse espaço. Infelizmente o Brasil legalizou a cannabis por decisão do STJ, a princípio para fins terapêuticos. Mas nós já sabemos dos Estados Unidos que do câno ramp ou a cannabis ruderales se extrai ali por meio semissintético o THC. E o THC ele vem com um arsenal de produtos cancerígenos. E isso hoje nos Estados Unidos está lá nas eh nos vapes até em jujuba, balinha, eh chocolate é uma realidade que se nós não nos atentarmos poderá vir para outro. Brasil. Programa bom, com muitas informações e passa rápido. Meus últimos 10 minutos. Quero saber de todos vocês. Dependência química deve ser tratada como uma questão de saúde pública? Sem dúvida. Sem dúvida. Aliás, a dependência química é uma doença. Já tem o SID que classifica, né? Mas é uma doença multifatorial. Quer dizer, ela tem, ela é uma doença física e também psíquica. Precisa ser tratada. E e uma coisa assim até para desmistificar, porque a sociedade às vezes é hipócrita, ela estimula a pessoa beber. Você vê comércio para ir propaganda de beba, beba, beba, mas não tolera o bêbado. Ah, não tem força de vontade. E até gestores, às vezes da área da saúde têm esse certo preconceito, mas e as famílias também, às vezes, por não entender, não sabe como lidar. A partir do momento que a família, quem tem um filho, um marido, um ente da família que tá é dependente, a primeira coisa que tem que entender é assim, ele é uma pessoa doente e ninguém fica doente porque quer. Uhum. Né? Agora ele precisa de cuidado, tratamento, atenção. Na dependência é mais difícil porque exige alguma coisa que é do voluntarismo. A pessoa tem que querer ela esse primeiro passo, admitir, olha, eu preciso de ajuda, que é sempre o mais difícil. Mas obviamente é uma doença, é problema de saúde pública, sim, porque a dependência ela pode ser base para outros tipos de doenças. Mais de 50%, outro dia eu vi um dado desse de recursos do SUS, é usado para tratar das doenças provocadas pelo alcoolismo, né? Então, a gente não pode fechar os olhos e achar que o uso de drogas é alguma coisa inofensiva. Tem que ser tratado sim como questão de saúde pública. Marilda, como conciliar acolhimento social e tratamento com ações de segurança pública? Como conciliar? Eh, eu acho que tem que ter esse acolhimento eh social. A, eh, é igual o vereador acabou de dizer, eh, existe muita hipocrisia, né? Muita hipocrisia. As pessoas cobram que o poder público faça alguma coisa com relação aos usuários de droga, principalmente em situação de rua, mas a ao mesmo tempo o poder público se sente limitado, porque, por exemplo, muitos eh querem tratamento, né? tem condições de decidir, né, pelo tratamento. Mas eu não sei se você sabe, a gente tá fazendo uma pesquisa social, a prefeitura tá fazendo uma pesquisa social com as pessoas em situação de rua para saber o que que o poder público pode fazer para tirar as pessoas dessa situação. E eu tenho participado dessa pesquisa uma vez por semana. E quando a gente vai conversar com a população, é, é assim, é uma doença, mas é uma doença muito grave, ela é incapacitante. Eh, eh, pessoas que nunca foram nessa pesquisa vai, nossa, chora, porque assim, você conversa com ele, ele quer, ele quer fazer o tratamento, mas ele não consegue sair do lugar para ir até lá. dar o primeiro, esse primeiro passo é muito difícil e muitas vezes a a as pessoas, a nossa não entende isso porque graças a Deus nunca passou por isso. Só que quem vive isso de perto percebe a gravidade que é o que a droga faz com a pessoa, deixa ela totalmente sem ação, sabe? sem capacidade de de levantar daquele lugar, andar duas quadras para ter um abrigo sequer, entendeu? Eu tô falando isso porque nas pesquisas a gente vê isso. Às vezes a gente tá do lado da casa da cidadania, onde ela pode ser acolhida e ela não consegue sair daquele local, andar duas quadras para ser acolhida ou andar duas quadras para fazer um cadastramento para ela ser acolhida para um tratamento, entendeu? Então, eh, e é muito difícil a gente fazer a a a população ter consciência disso. A gente a gente que convive diariamente com esses usuários, a gente percebe a dificuldade que é o o a o primeiro passo. Uhum. O primeiro passo, a busca de ajuda, tá? Eh, e muitas vezes eh essa ajuda, mesmo que ofertada igual nós fazemos eh diariamente, eh para eles parece distante, sabe? Eh eh Gabriel, parece uma coisa assim inatingível nas conversas que para ele, às vezes eles estão tão cansado, sabe? Parece que aí eles falam: "Vou ficar aqui mesmo", entendeu? Parece que todo, todo mundo desistiu, inclusive eles deles mesmo. Então é uma doença gravíssima e que precisa ser tratada e a população eh eh acolher ajudando na prevenção. Eu acho que fazendo a prevenção a gente vai ter menos, né, pessoas sob o uso, doente e que precise fazer o tratamento. Então assim, acho que a gente precisa investir muito mais na prevenção ao uso de drogas. Dr. Guilherme, dois questionamentos. O primeiro tem muitos desafios jurídicos relacionados a este tema e o segundo sobre este equilíbrio entre prevenção, tratamento, mas uma repressão ao tráfico. Eh, você já deu a resposta que é a resposta hoje eh eh de de consenso. É como que eu vou efetivamente falar para uma mãe dizer: "Olha, você fique atenta a seu filho quando vai à rua por causa das drogas e as drogas estão ali mais perto praticamente eh na esquina. Uhum. Isto em um cenário no no em que há eh drogas enquanto substâncias ilícitas. Sim. Quando essas substâncias elas se tornam lícitas, aí então este fenômeno eh esse essa falta de proteção comunitária se amplifica, se amplifica. Então é algo que que nós costumamos sempre dizer, as famílias estão fazendo muito, estão fazendo o que podem. A polícia está fazendo muito, está fazendo o que pode, mais do que pode. Dias desses é apreensão de 50 toneladas de cocaína em solo brasileiro. Isso foi notícia internacional. O SUS hoje, Dra. Marila, Dr. Rossini, está hoje recebendo coisa que não havia. eh eh procura pôr atendimento à cocaína mesmo. Estou falando daquela que é a cocaína em pó. A eh usualmente ela é aspirada, que é uma substância psicoativa caríssima. Não estou falando dos dejetos que vão se transformar no craque. Então esta conciliação, eh essa simbiose protetiva, ela tem que funcionar sempre, sempre. E aí nós não podemos de maneira nenhuma estigmatizar o doente, porque ninguém vai me estigmatizar se eu tiver diabetes, se eu tiver pressão alta, se eu se eu for um cardiopata, ninguém vai me estigmatizar. Agora nós estigmatizamos o dependente químico. Nós temos que saber que a dependência química é uma doença com sid. Só que como o vereador Rossini disse, existe existem particularidades, peculiaridades e complexidades. Então hoje, com elevadíssimo respeito a quem pensa em sentido contrário, não precisamos aumentar o self service das dependências. Se nós já temos problemas com álcool, a nicotina gasta e eh 150 153 bilhões ano su, só com as doenças tabaco relacionadas. As betes sangrando o patrimônio das famílias. Por que que nós vamos marchar rumo ao abismo para a legalização de mais substâncias psicoativas? cigarro eletrônico, cannabis ou cocaína. Então esta repressão, ela é uma proteção eficaz, suficiente. Muitas vezes não será, mas ela é fundamental ao lado de outras políticas sempre para que nós preservemos de novo as presentes e futuras gerações. Eh, meus caros, vamos ter em mente também até questões de cunho geopolítico. Qual o melhor lugar do universo? Brasil. Aquíferos, florestas, um povo inteligente, um povo missigenado, não é? A alegria de sermos caramelo. Isto interessa. Há muitos que querem fisgar cérebros para destruir uma nação. Rossine, essa repressão que o Dr. Guilherme fala passa por mais leis ou só para aperfeiçoar as que já existem? Não, a legislação a gente tem bastante, eu acho. Agora, ultimamente tá se discutindo essa lei antifacção, né? Porque por trás disso tudo tem o crime organizado, as grandes facções que comandam tudo e acabam. O doutor e Guilherme falou no começo, né? Fala o money você que você tem que asfixiar financeiramente essas organizações. Então a repressão se dá no campo da ação policial, mas tá também nos órgãos de controle, né? Banco Central, sei lá, Polícia Federal, mas ela tem que ser feita. A repressão, a legislação tá aí, é crime, né? O tráfego, até o porte dessas substâncias, exceto agora a cannabis, a maconha que ficou fora, né? Mas a gente tem que continuar. Alguns dizem: "É, se a repressão desce certo, os Estados Unidos que investe bilhões de dólares em repressão continua lá, né?" Mas o que seria sem isso? Como o Dr. Guilherme fala, eu acho que a gente tem que aprimorar o método de repressão, mas ela tem que continuar existindo, sim. Se a gente tolerar tudo e achar que tudo é normal, aí a gente vai perder o controle. Dr. Guilherme Ataí de Ribeiro Franco, promotor de justiça de Campinas, muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo mais uma vez com a nossa equipe, com os telespectadores, passando informações importantes sobre este assunto. Já faça um novo convite pro senhor retornar aos nossos estúdios e fica aberto suas considerações finais. Mais uma vez é uma honra, uma honra e uma gratidão. Gratidão ao criador. Eh, cada qual vai concebê-lo de uma forma muito especial no seu coração. Mas eu quero dizer que essa parceria pela sobriedade, ela nos dá uma alegria que é duradoura. É uma alegria que não é apenas uma experiência efêmera de segundos ou de minutos. E mais do que isso, essa alegria da sobriedade, ela vai proporcionar ambientes saudáveis para quem está perto e escolhas mais saudáveis justamente para o broto, para que lhe dê flor e fruto. Obrigado. Nós aqui agradecemos Marilda Martins, presidente do Conselho Municipal de Política sobre Drogas de Campinas, também muito obrigado mais uma vez pela disponibilidade do seu tempo, ter aceito o convite para vir aos nossos estúdios falar sobre este assunto, trabalho que é realizado pelo conselho. Já faço um novo convite pra senhora retornar aos nossos estúdios, que seja sempre num cenário melhor do que o que nós temos hoje e fica aberto as suas considerações finais. Obrigada, Gabriel. Eh, gostaria de dizer que as pessoas devem procurar ajuda. Muitas pessoas têm vergonha de procurar ajuda, né? Eh, se sentem inibidas, né? Como se aquele, as pessoas que são dependentes são marginalizadas, como já foi dito, né? Então elas se sentem eh marginalizadas mesmo e inibidas em procurar ajuda. Parece que é um fracasso, mas eu digo, não se deixa bater, né? O primeiro passo é a conscientização de que precisa de ajuda e o município de Campinas tem essa ajuda a oferecer, né? A Coordenadoria de Prevenção às drogas tá com uma nova sede aqui na Campo Sales 427 no centro, onde ainda está o CEPAT. Então está de portas abertas, né, para orientar, levar informações de onde buscar ajuda, buscar tratamento, né, o comade também que fica na Ferreira Penteado 1331. Então busquem ajuda, busquem orientação, né, para que não seja tarde demais. E assim a gente buscando a junta, a gente vai ter estar restabelecendo a saúde da família, né, e da população em geral. Eu agradeço a oportunidade de estar aqui mais uma vez com o vereador Rossine, o Dr. Guilherme, né, para poder levar um pouquinho mais de informação paraa população, né, porque eu acho muito importante que a população esteja bem informada. Sem dúvida fundamental presidente da Câmara, vereador Luiz Rocini, muito obrigado também pela disponibilidade do seu tempo, ter aceito o convite mais uma vez para participar aqui do questão de ordem. Já faço um novo convite para falar sobre esse, mas também sobre outros assuntos e fica aberto às considerações finais. Não, primeiro quem tem que agradecer sou eu, viu? É, primeiro cumprimentar toda a equipe da TV Câmara e você, Gabriel, pela forma como conduziu também esse questão de ordem, né? A qualidade das intervenções, do questionamento é fundamental. e de coração agradecer aqui a presença dessas autoridades, né, Dr. Guilherme, eh, militante, ativista, entusiasta da causa, tem nos ajudado sempre. a Marilda também que tá à frente da Coordenadoria, né, de prevenção às drogas da Prefeitura e à frente do Conselho Municipal de Pública Sobre Drogas por terem vindo aqui. E a Câmara com esse questão de ordem, com esse programa, é, cumpre a sua missão, né? eh usar esse espaço para levar informação de utilidade pública para nossa sociedade. Eu tenho certeza que muito conteúdo aqui vai ser ouvido, vai ser recebido pelas pessoas e vai ajudar, né, a despertar a consciência das pessoas para que busquem um estilo de vida saudável. E se a gente puder evitar as drogas, é uma decisão inteligente. É isso. E eu agradeço você aí de casa pela sua companhia, pela sua audiência. Espero que a gente tenha contribuído para este assunto, que você converse aí com seus pares em família pra gente poder o quanto antes, né, melhorar o cenário que nós temos hoje, principalmente pela prevenção, mas se ela não acontecer tem a questão do acolhimento e do tratamento aqui na cidade de Campinas. Programa Questão de Ordem fica por aqui. Até sábado que vem. Ciao. Ciao.