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Questão de Ordem | A luta das mulheres por espaço na ciência
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Questão de Ordem | A luta das mulheres por espaço na ciência

20 views Publicado 27/03/2026 HD · 1:16:48
Resumo editorial

O programa Questão de Ordem debate a presença feminina na ciência diante do Dia Internacional da Mulher, com dados que mostram que mulheres representam apenas 33 por cento das pesquisadoras no mundo segundo a UNESCO. No Brasil, IBGE aponta que entre profissionais das ciências, mulheres recebem em média 36,7 por cento a menos que homens, indicador que evidencia barreiras estruturais e culturais no campo científico. O programa recebe a pró-reitora de pesquisa da Unicamp, professora de engenharia química com mestrado e doutorado e atualmente única mulher na tríplice lista da FAPESP, o presidente da Comissão de Política Social e Saúde da Câmara Municipal de Campinas e o presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação, também pesquisador. A conversa percorre o cenário atual da ciência brasileira, o papel histórico das mulheres em descobertas relevantes, as políticas públicas necessárias para ampliar o acesso e a permanência feminina nos laboratórios, e como Campinas, como polo de inovação que abriga Unicamp, IAC, CNPEM e CPQD, pode liderar mudanças no padrão masculinizado da ciência brasileira.

Descrição do vídeo

📺 No Questão de Ordem, a TV Câmara Campinas promove um debate especial sobre a presença feminina na ciência, os desafios enfrentados pelas pesquisadoras, a importância das políticas públicas e o papel das universidades, do poder público e da sociedade na construção de mais equidade. A edição vai ao ar no contexto do Dia Internacional da Mulher e discute como ampliar o acesso, a permanência e o reconhecimento das mulheres em áreas historicamente dominadas por homens. ​ 👩‍🔬 O programa recebe a professora Ana Frattini, pró-reitora de pesquisa da Unicamp, engenheira química, mestre e doutora, além dos vereadores Paulo Haddad, presidente da Comissão Permanente de Política Social e Saúde, e Dr.Yanko, presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara Municipal de Campinas. Ao longo da conversa, os convidados refletem sobre desigualdade de gênero, produção científica, oportunidades, protagonismo feminino e os caminhos para fortalecer a participação das mulheres na ciência brasileira. ​ 📊 Durante o debate, são apresentados dados que ajudam a dimensionar esse cenário. Segundo informações citadas no programa, as mulheres representam apenas 33% das pesquisadoras no mundo e, no Brasil, recebem em média 36,7% a menos que os homens entre os profissionais das ciências. A discussão também aborda estudo sobre a produção científica da Unicamp, que apontou sub-representação feminina nas publicações e maior disparidade em áreas como ciências físicas, matemática, computação, engenharia, energia, administração e economia. ​ 🏫 Ana Frattini explica que, embora haja avanço na presença feminina dentro da universidade, ainda existem barreiras estruturais e culturais que dificultam a chegada das mulheres aos níveis mais altos da carreira acadêmica. No programa, ela destaca que mulheres docentes e pesquisadoras em início de carreira representam cerca de 40% a 45% do quadro, mas caem para aproximadamente 30% nos níveis mais seniores. A conversa também mostra como a Unicamp tem buscado enfrentar esse cenário por meio de estudos, fundos de apoio à pesquisa, incentivo à liderança feminina e fortalecimento de parcerias acadêmicas. ​ 🧠 Outro ponto importante do programa é a necessidade de compreender as causas dessa desigualdade com mais profundidade. A discussão mostra que diagnósticos são fundamentais para criar políticas públicas mais assertivas, identificar obstáculos enfrentados pelas mulheres ao longo da carreira e desenvolver ações que reduzam disparidades históricas. O debate reforça que a equidade na ciência não depende apenas de mérito individual, mas também de ambiente institucional, apoio, estrutura, reconhecimento e oportunidade. ​ 🧬 Entre os temas abordados está a repercussão da pesquisa sobre polilaminina, liderada pela bióloga Tatiana Sampaio, associada à recuperação de conexões nervosas na medula espinhal. No programa, os participantes comentam o potencial transformador da descoberta, a relevância da pesquisa básica, o tempo necessário para avanços científicos e o impacto social que a ciência pode gerar quando recebe investimento, confiança e continuidade. ​ 🌎 O debate também destaca a necessidade de aproximar a população da ciência. Os convidados defendem uma comunicação mais acessível, visitas a laboratórios, divulgação científica em linguagem simples e ações que mostrem como a produção acadêmica impacta diretamente a vida das pessoas. A proposta é tornar a ciência mais próxima do cotidiano, aumentar o interesse social pelo tema e fortalecer a compreensão pública sobre a importância do investimento em universidades, pesquisa e inovação. ​ 👧 Ana Frattini ainda deixa um recado especial às meninas e jovens estudantes, incentivando a entrada feminina em áreas como engenharia, física, química, computação, matemática e tecnologia. O programa cita iniciativas da Unicamp, como projetos de extensão e ações voltadas ao estímulo de meninas no ensino médio e fundamental, mostrando que há caminhos sendo abertos para ampliar a participação feminina nas chamadas áreas duras da ciência. ​ 🔭 A entrevista também destaca atividades em Campinas relacionadas ao Dia Internacional da Mulher, como ações educativas e sessões temáticas no Planetário, que valorizam a trajetória de cientistas e ajudam a aproximar a população do conhecimento científico. O programa reforça que dar visibilidade às mulheres pesquisadoras é uma forma de inspirar novas gerações, reconhecer trajetórias e construir uma sociedade mais justa, diversa e inovadora. ​ Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Domingo, 8 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher. E hoje o programa Questão de Orden vai debater a relação entre as mulheres e a ciência. Dados da UNESCO indicam que elas representam apenas 33% das pesquisadoras no mundo. No Brasil, as desigualdades também se refletem no mercado de trabalho. Segundo o IBGE, entre profissionais das ciências, as mulheres recebem em média 36,7% a menos que os homens, o que mostra uma existência de barreiras estruturais, culturais, que dificultam o acesso e a permanência das mulheres em campos historicamente dominados por homens. Então, sobre a necessidade de políticas públicas, iniciativas que ampliem o acesso à permanência e o reconhecimento das mulheres na ciência e também o trabalho que é realizado. Eu recebo aqui no estúdio a Ana Fratini, ela que é pró-reitora de pesquisa da Unicamp, professora engenheira química, tem mestrado, doutorado, foi diretora da Agência de Inovação em Nova Campinas, está na na tripse lista, né, da FAPESP, a única mulher e a primeira que está nessa lista. Então, a gente vai falar isso ao longo do nosso programa. o vereador Paulo Hadad, presidente da Comissão Permanente de Política Social e Saúde e o vereador Dr. Ianco, que é presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação aqui da Câmara e é pesquisador também, então vai nos auxiliar bastante no programa. Lembrando que o debate vai acontecer, farei as interrupções apenas quando o necessário. Ana, começo com a senhora. Primeiro uma contextualização, né, para quem está nos acompanhando sobre este ambiente da ciência, se de fato ele foi dominado pelos homens, se isso está mudando, existem barreiras até hoje, como é que é este campo de trabalho, o cenário atual que nós temos. Seja bem-vinda ao programa Questão de Ordem. Muito obrigada, Gabriel. É um prazer estar aqui com vocês, com os vereadores Ianco e Paulo. Eh, obrigada pela pergunta. Eh, barreiras existem, são estruturalmente culturais e a gente vem vencendo essas barreiras ao longo do tempo, né? Dentro da Unicamp. Eu acho que o ambiente é bastante favorável à presenta à presença das mulheres. É um é um tema bastante debatido, é um tema de bastante preocupação. Nós temos algumas alguns manuais de boas práticas no sentido de atingir a equidade de gênero dentro da universidade. nós temos uma diretoria de direitos humanos, eh, que justamente preza por, eh, pelas minorias. Eh, e então, eh, é um ambiente que nós temos espaço para propor novas ações e, e o, os números, eh, são relativamente próximos a esses que você falou. Então, as mulheres hoje, docentes, pesquisadoras em início de carreira, elas representam por volta de 40 a 45% de todos os professores e só que ao longo da carreira eh elas chegam menos ao nível mais sénior. Então, se a gente pega o nível mais alto da carreira, a gente tem por volta de 30% de mulheres apenas. apenas. Então, eh, é um motivo de cuidado que nós estamos olhando com muita calma, muito estudo para propor novas ações para corrigir esse problema. Ótimo, vereador Paulo Hadad. Um estudo inédito abordou a representatividade de gênero na produção científica da Unicamp, investigando disparidades em questões como número de publicações, impacto dos trabalhos, posição da autoria a partir da base de dados escopos no período de 2019 a 2023. E de modo geral, houve uma subrepresentação feminina nessa produção científica, sendo representadas por 42% diante de 58% de publicações provenientes aí de homens. Os resultados apontaram também uma predominância masculina nos campos das ciências físicas. Então, somente 33% das produções são de autoria feminina e 39% em sociais. Essas são as áreas com a maior disparidade de gênero. Na sua visão, esses números são um reflexo do que já acontece na sociedade, do que muitas vezes é debatido até aqui no legislativo? Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem. Ô Gabriel, eu agradeço mais uma vez o convite, sempre um prazer estar aqui com vocês debatendo assuntos de extrema importância e relevância, né, não só paraa nossa população, mas para que a gente possa eventualmente prestar algumas informações. A Ana Fratine, né, a quem eu quero dar as boas-vindas. Tive a grata satisfação de saber que ela é filha de um professor, né, que eu tive a oportunidade de tê-lo como meu professor de matemática na década de 70 e também sobrinha de uma outra professora, então professora Amauri Fratini e a e a professora dona Aenda Fratini. Então, uma alegria muito grande tê-la comigo depois de tantos anos, né, que eu finalizei a minha formação no antigo ginásio. O meu querido amigo de legislativo, Dr. Ianco, um profissional do mais alto gabarito e um eh vereador atuante. Então, sempre bom estar aqui com você, vereador, que também faz parte da Comissão Permanente de Política Social e Saúde. Gabriel, agora respondendo a sua pergunta, eu acredito que sim. Nós nós temos aí algumas lacunas a serem preenchidas na nossa sociedade. Temos algumas distorções, são distorções extremamente importantes, impactantes na vida de muitas pessoas, né? pessoas que muitas vezes ela tem uma grande relevância, mas não tem um reconhecimento devido da nossa sociedade. Enfim, nos mais diversos nas mais diversas atuações. Não poderia ser diferente também, né, na na pesquisa básica dentro da vida acadêmica. Eu eu eu acho que nós caminhamos muito. Eu fiz aqui um um breve retrospecto da minha formação acadêmica, não só dentro da odontologia, mas também dentro da medicina. E eu me recordo que a os alunos eles eram na grande maioria homens. Hoje essa essa proporção ela já tá totalmente invertida. Nós temos mais mulheres, né, na odontologia, mais mulheres na medicina. Eu lembro da minha época também de eh pós-graduação, tanto no mestrado quanto no doutorado, eu tinha duas amigas mulheres dentro de um de uma classe de mestrandos e e doutorandos, né, fazendo ali aquela formação eh pós faculdade, né, uma uma pós-graduação. E hoje essa acho que essa relação, talvez a Ana possa passar com mais eh rigor de detalhes. Eu acho que ela também se inverteu. Hoje nós temos mais mulheres, até por conta da fala dela, né, no início, eh, dando um um um uma panorama daquilo que vem acontecendo, 42%, é isso, né, Ana, que você falou, só que elas não chegam no final, né, o o o profissional sior lá na frente, talvez por alguns eh algumas os alguns obstáculos, afazeres da da própria eh das obrigações do dia a dia, as mulheres acabam eh, abrindo mão, né, desse dessa sua prerrogativa de continuar na vida acadêmica. Mas, enfim, nós vamos debater, mas eu acho que essa nós estamos de alguma forma tentando suprir e inverter essa lógica. Ótimo, vereador Dr. Ianco, a desigualdade, ela é mais visível na matemática, na ciência da computação, na engenharia, energia, na administração e na economia. Isso pode gerar para o popular aquela ideia de que até na academia a gente vê esse tratamento distinto e gera uma normalidade equivocada. Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem. Gabriel, agradeço mais uma vez o convite. É sempre uma honra poder estar participando aqui junto com nobres entrevistados. Professora Ana Tratine, família de professores, a mais bela das profissões, a mais brilhante das profissões. Sem vocês não estaríamos aqui como profissionais. Então, parabéns a todos aqueles que se dedicam a ensinar. Eh, mais uma vez aqui, sempre um prazer estar aqui com meu grande amigo, vereador Paulo Hadad, também muito atuante, uma referência aqui para mim dentro desta casa. Eh, e obviamente, né, respondendo a sua pergunta, eh, realmente essas, né, desigualdades, principalmente nessa área técnica, né, na na no na questão técnica, né, de matemática, engenharia, eh diferente do que o vereador Paulo Hadad citou agora, nas ciências biológicas humanas, as mulheres têm, né, a assumido um protagonismo maior, né, e até mesmo uma participação muito mais efetiva. Mas n na questão das ciências exatas, eh, a gente realmente nota um pouco menos de presença, né, das mulheres. E eu acho que medidas, né, talvez incentivos devem ser oportunizados, né, pelo poder público para que se estimulem mais as mulheres a fazer esse tipo, né, estarem presentes nesses setores. Porque eu sempre falo, né, com bastante propriedade, a mulher é muito dedicada, ela se dedica de uma forma às vezes superior ao do ao do homem. às vezes ela deixa de fazer uma atribuição até de outra natureza para complementar e para cumprir a sua missão dentro do que foi proposto. Então, realmente eu entendo e concordo com essa, né, essa falta de participação ou uma diminuta participação dessas áreas, mas também acredito que é importante, né, que o, principalmente o poder público, né, os gestores, quem faz a gestão estimule através, né, de de campanhas para que a gente consiga ter também mais mulheres em áreas de tamanha relevância, né, porque as áreas estruturais assim dessa parte de ciências tecnológicas e técnicas são muito importantes paraa fundamentação da sociedade, de uma estrutura administrativa, inclusive que foi citado também. E é muito importante que a gente sempre fale isso, que a mulher tem que estar mais presente. Na nossa prefeitura. Graças a Deus, a gente tem bastante mulheres na administração. Então, o prefeito Dário, realmente, né, ele vem na vanguarda aí trazendo mulheres paraa administração pública. Várias são as secretárias, né? Inclusive, parabenizo a todas por pelo excelente trabalho que vem desempenhando, mas nós precisamos ter sim na sociedade de maneira geral uma participação maior das mulheres aqui. Eu gostaria de aproveitar a oportunidade, né, dizer que como engenheira, né, formada há mais de 30 anos, as coisas melhoraram bastante, né? Então, já há uma uma procura muito maior das mulheres pelos cursos de engenharia. Por exemplo, a engenharia mecânica da Unicamp, ela tem um programa de extensão que chama Elas na Engenharia. Perfeito. É um conjunto de docentes e pesquisadoras e alunas da Unicamp que fazem todo um trabalho de levar informação junto às meninas do ensino médio. Ótimo. Para que elas percebam que podem estar nesse ambiente de engenharia. Isso tem dado resultados. Eh, a mecânica subiu de 16% de meninas para 20% nos últimos anos, né? É uma das engenharias que menos tem meninas. E na engenharia química a gente já vê um percentual maior, mas particularmente ainda na nas áreas mais duras que, por exemplo, na área que eu trabalho, quando trabalho com controle e automação de processos e até desenvolvimento de software de inteligência artificial. Que bacana. Procura mínima feminina, então eh a gente procura fazer ações, etc. E mas realmente tem alguma coisa estrutural de barreira que é difícil vencer. E Ana, até sobre essa sua resposta, sobre essa questão das barreiras, né? Eh, na sua visão, há necessidade de mais estudos serem realizados para poder elaborar estratégias para poder amenizar ou enfraquecer este preconceito ou este problema existente? Porque eu vi até uma reportagem falando assim: "Olha, tem poucos estudos sobre isso, precisa ser feito mais pesquisas pra gente ter um diagnóstico melhor, para saber o por que elas se interessam um pouco, por que a gente tem áreas com uma disparidade tão grande como essa que você citou de 80 para 20. É, por óbvio, qualquer estudo é bem-vindo, né? Então, eh, eu acho que, eh, há necessidade de entendimento da cultura efetivamente, né? Eh, porque, por exemplo, esse estudo que você citou da subrepresentação feminina em termos de publicações em produção científica da Unicamp, ele foi um diagnóstico, né, mostrou o panorama e que nós precisávamos tomar uma determinada atitude e tomamos, depois eu falo qual, eh, para aumentar a produção científica das mulheres já presentes na Unicamp, só que ele não mostrava quais eram eram as causas. Então, por meio desse estudo, a gente disparou, né, um algumas chamadas para que outras outros grupos, sejam de qualquer gênero, estudassem e verificassem qual quais são as causas efetivas das mulheres não serem líderes das publicações científicas, não chegarem ao nível mais sénior da carreira. Eh, é necessário ainda descobrir isso, né? Então, quanto mais estudos, e para isso a gente tem grupos bem eh consolidados no Brasil, já existe uma rede de eh mulheres na ciência, existe um observatório que chama Observatório Caleidoscópio, que é sediado na UnB e que tem, acho que quase 30 instituições de pesquisa junto, fazendo toda a observação de como a gente pode fazer políticas públicas a partir desses esses diagnósticos. Então, quanto mais saírem trabalhos, com certeza mais assertivas serão as ações a de política a serem tomadas. E quais foram as Ah, sim, tava esquecendo decisões tomadas. Eh, então, especificamente dentro da Unicamp, quando saiu esse estudo já no início de 2025, nós imediatamente a a Unicamp possui um fundo de apoio às pesquisas que é uma verba eh, destinada a incentivar eh novos projetos de pesquisa. E com esse fundo que eu faço o gerenciamento, a gestão por meio da Pró-Reitoria de Pesquisas, nós destinamos uma parte desse fundo para incentivar as pesquisadoras, mulheres, que se tornassem líderes de pesquisa em grupos que arrumassem eh consolidassem parceria com eh universidades do exterior. Por que isso? Isso é estratégico, porque quanto mais parceria um pesquisador tem com pesquisadores externos, maior a confiança no trabalho desse pesquisador. Então isso culturalmente a pessoa quando agregada a outros grupos externos ou mesmo internos ao Brasil, ela tem uma maior confiança e eh consequentemente ela consegue eh agrupar mais pesquisadores, mais pessoas, mais especialistas em torno dela e com isso dispara a produção científica, dispara novos projetos e etc. O Ana, eh, até gostaria de fazer uma pergunta a você. Muitas mulheres elas participam de grupos de pesquisa, muitas vezes elas eh têm até uma ação mais efetiva dentro daquele daquele grupo, né, como como pesquisadora, mas muitas vezes o protagonismo acaba sendo eh do homem. Eu imagino até que eh eh algumas eh pesquisas eh que poderiam ser creditadas às mulheres, elas acabam tendo aí um uma eh um protagonismo, mas não não só um protagonismo, mas sendo, né, dado o mérito todo ao pesquisador. Eh, acontece isso ainda. Eu acredito que você possa falar com mais propriedade e de alguma forma, né, diminuindo um pouquinho, dando até estatisticamente esses esses eh esses percentuais, eles acabam de alguma forma aparecendo, né, sendo, vamos colocar assim, subnotificado, talvez todo aquele protagonismo da mulher em algumas pesquisas, pesquisas básicas ou algo que tem aí notoriedade, como eh, né, mudando muitas vezes até o rumo da ciência. Paulo, eh, hoje em dia é mais difícil que isso aconteça, tá? Eh, posso dizer, pela Unicamp, nós temos canais para comunicação de todo tipo de desvio de conduta. Então, assim, se a pesquisadora entender que seja um problema de relacionamento ou de assédio, ela tem como chegar nos níveis eh superiores e e trazer o problema. Mas esse tipo de comportamento, ele existe mais aí, independente do gênero, com os pesquisadores mais jovens que são agregados a uma equipe que já funciona, né, e que por vezes ainda não tem equipamentos, não tem não tem um conjunto de estudantes para conseguir suprir toda a demanda que ele tem. Então ele se junta a um grupo e acaba levando a pesquisa dele para o pesquisador sênio que que tem aquele grupo. Então isso independe do gênero, do gênero. Perfeito. Vereador Paulo Hadad, já que estamos falando sobre ciência, não tem como deixar de citar. Nas últimas semanas só temse falado da polilaminina associada à recuperação de conexões nervosas na medula espinhal. pode levar a retomada da função motora em pacientes paraplégicos ou tetraplégicos. A bióloga, a Tatiana Sampaio, lidera a pesquisa com a proteína. Como tem acompanhado toda essa repercussão, a sua expectativa, as reportagens, ela tem dado muita entrevista? Olha, eu a gente ficou muito feliz, né? Eu tenho eh uma leitura de que isso será um divisor de águas, né? a Tatiana Sampaio, há 30 anos que ela se dedica a essa pesquisa da polilaminina, eh, algo que o o próprio organismo produz, né, a laminina, enfim, mas eh hoje nós temos talvez aí um uma expectativa muito grande de reverter alguns quadros de eh paraplegia, tetraplegia por conta dessa nova medicação. Eu eu tenho certeza que os olhos, né, da comunidade eh científica, não só brasileira, mas também fora do Brasil, ela se voltou para essa pesquisadora por esse por esse eh projeto que hoje a gente tem como um projeto que deu certo, né? São 30 anos de pesquisa. Muitas vezes, eh, eh, Gabriel, nós temos algumas pesquisas em áreas básicas que são criticadas. Por que que tal pesquisador tá perdendo tempo de pesquisar tal composto, né, ou tá fazendo tal pesquisa. Aí talvez num futuro não muito distante, algum pesquisador ele vai vá precisar de algo que vá dar sequência no trabalho dele ou ele viu aquilo com um olhar diferenciado. E isso foi o início de uma pesquisa básica que resultou em um em algo importante, né, pra população, pra comunidade, para um grupo. Enfim, o SARSCOV 2 na pandemia já tava sendo estudado. zero, começou do um em 48 horas, né? a pesquisadora aqui, a Jaqueline Gois de Jesus, ela conseguiu, né, tá mapear todo o genoma em 48 horas, né, uma pesquisa eh eh encabeçada por uma por uma mulher, uma pesquisadora que trouxe um novo alento para que nós pudéssemos de alguma forma ter uma vacina eficaz ou eficiente contra algo que seria a mazela, né, do dos tempos modernos e desmistificando aquilo que se dizia, né, né, Ana? e e e também Dr. Ico, que é onde já se viu uma vacina conseguida num tempo recorde ou recorde, enfim, eh que nós conseguimos desenvolver, mas esqueceram, né, que lá atrás já se fazia pesquisa com SARSCOV 1 e e todo aquele eh eh aquele material que já havia sido produzido serviu, né, para que se conseguisse algo tão rápido em tão curto espaço de tempo. É. Vereador Dr. Ian, com um teste preliminar com humanos divulgado em setembro de 2025, nós tivemos seis dos oito pacientes paraplégicos e tetraplégicos recuperando parte dos movimentos. Um deles voltou a andar. Animadora esta conquista ou este processo? É realmente, né? Talvez dentro da nossa condição, do nosso entendimento aqui médico científico do Brasil, disparadamente a maior descoberta dos últimos das últimas décadas aqui no nosso país. Eh, a polilaminina, eu posso, né, cravar aqui, já cravei em tribuna ali na Câmara, de que se os estudos, né, e as prospecções se confirmarem na prática, nós estamos falando aqui provavelmente de uma ganhadora do Nobel de Medicina. Eu posso afirmar isso. Tô gravando aqui para todos vocês que estão me ouvindo aqui na TV. Se todos os estudos se confirmarem, a polilaminina tá aqui, a gente tá aqui no Brasil cravando o Nobel de Medicina. Isso tá tá gravado pro futuro. Eh, enfim. E obviamente, né, essa prospecção com esses seis casos que tiveram um desenvolvimento e um avanço, né, da da sua movimentação, né, complementando, né, a o déficit das conexões nervosas, realmente traz muito alento e uma condição realmente da gente acreditar que isso pode acontecer. Então, é óbvio que agora as pesquisas em escala maior eh vão ser muito importantes para que a gente comprove, né, essa condição, mas realmente são bastante estimulantes, né, essas nossas prévias, né, a respeito da molécula e realmente deixa o Brasil já é um país de super vanguarda. Os nossos pesquisadores, muitos deles inclusive vão para fora do país, porque o Brasil às vezes não incentiva e não dá, né, oportunidade pros pesquisadores ficarem aqui. Então, exportamos maravilhosos e brilhantes pesquisadores para Estados Unidos, para outros países, paraa Europa, enfim. E a gente mesmo assim fica com muita gente boa aqui. Vocês verem como a gente é um celeiro de pesquisa, um celeiro de capacidade intelectual, enfim. Então é uma honra, né, ser brasileiro, mais uma vez eu posso dizer isso e inclusive, né, tá participando e tá vivendo no momento em que provavelmente uma molécula traga o Nobel de medicina pro nosso país. Eu compartilho totalmente a a o pensamento do Dr. Ianco. Eu acho que tem um potencial imenso também nessa nessa molécula. E o que mais me chama atenção assim, né, que apesar de de todo toda essa aproximação, né, essa a pesquisa chegou, as pessoas, as pessoas entenderam a importância da da cientista que tá por trás daquilo. E a Tatiana tem um uma postura assim de poxa, mas é de mim que estão falando? Será que eu fiz algo tão grande assim? Então isso isso é uma característica muito própria das mulheres, né? Serem muito críticas consigo mesma ao invés de falar: "Não, fui eu, sim, fui eu que fiz, eu eu faço parte disso". E ela inclusive insistiu num momento que tinha pouca verba. Ela insistiu, ela viu o potencial e como vocês falaram, quer dizer, foi uma visão de 20 anos atrás, né? Então, as pesquisas básicas são essenciais, né? para eh chegar a inovação no mercado no tempo que tem que chegar, né? Então você vê eh nós estamos num estágio ainda de desenvolvimento que tem que haver testes, tem que ter autorização pela Anvisa, enfim, é um longo passo ainda para chegar à inovação e já fez o impacto que fez. Ô Ana, até sobre essa característica, né, que você citou da Tatiana, ela deu uma entrevista pra Forbes e ela disse: "Abre aspas, se eu saio na rua para comprar alguma coisa, vem muita gente falar comigo." O curioso é que as pessoas chegam emocionadas, muitas estão chorando ou tremendo. Às vezes a pessoa chega perto de mim como se eu fosse uma entidade, algo extraordinário. E para mim isso é muito estranho. surgiu uma expectativa muito grande, como se eu fosse uma pessoa com algum tipo de dom. E não é isso. A gente precisa ajustar essas expectativas. Fecho aspas para essa fala da Tatiana. Ana, faz parte esta empolgação da sociedade que você diz que aproximou, então as pessoas chegam até a Tatiana sabendo desta conquista ou deste processo. A mídia também, né, dá os holofotes, dá entrevista, tudo isso aí é positivo, isso atrapalha? Como é que você enxerga toda esta exposição? Isso é essencial, Gabriel. a gente pode ver o seu programa, você chamar esse assunto aqui, isso com certeza vai disparar uma série de outros novos entendimentos e tudo mais. Então, é necessário, é fundamental que a população que não está no dia a dia das pesquisas acadêmicas, científicas, elas entendam a importância de ter verbas destinadas a isso, né? ter políticas para que os pesquisadores possam continuar no Brasil, como bem pontuou o Dr. Ianco. Eh, eu vejo vários ex-alunos eh em posições de destaque indo pro exterior. Nós queremos que ele que eles estejam no exterior, mas que eles vão, façam um período de estágio e voltem. Esse voltar é que a gente precisa aprender a fazer. O Brasil ainda não aprendeu a dar uma condição satisfatória para que todos os pesquisadores de eh de excelência que a gente forma fiquem no Brasil. Essa condição é financeira e de estrutura? Eh, financeira. Eh, eu diria que acho que dificilmente a gente alcança patamares iguais aos que a gente tem no exterior, até pelo câmbio da moeda, mas a gente eh o indo pro exterior, né? Eu na posição de pró-reitor, eu tenho visitado a Europa sistematicamente, os Estados Unidos, a gente encontra muitos brasileiros espalhados pelo mundo e eles relatam eh claramente: "Eu quero ir pro Brasil, mas eu não tenho oportunidade de me fixar. Eu já tentei por várias vezes aqui e ali e eu não consigo me fixar". Então, não existem eh posições e concursos e no número que a gente forma as pessoas. Então, e esse é um ponto. Então, as universidades não são grandes o suficiente para admitir todo esse público. Mas o que falta no Brasil, ao meu ver, é que as empresas, as indústrias farmacêuticas de alimentos agrícolas, elas percebam que elas podem também dar abrigo ou dar posições, oferecer posições pros doutores formados. E isso não tem a porcentagem de de pesquisadores que a gente forma na pós-graduação é muito baixa quando eh quando eh em posições eh no setor privado. Então é necessário também que o setor privado entenda a importância de ter esse tipo de profissional dentro da dos suas instalações. a dar de anco. A gente precisa de uma política de estado, porque muitas vezes dependendo do governo, opa, vai ter incentivo à ciência. Aí pode ser que ele dê um pouquinho de verba a mais. Um pouquinho, eu te citei, hein? Um pouquinho de verba a mais. Tem outro que chega, não, agora o meu foco é em outra. E aí precisa de uma política de estado para que essas pessoas, porque essa fala da Ana, ela é muito triste, né? Você conversa com o pesquisador, olha, eu quero voltar pro Brasil, mas o Brasil não me comporta. Então isso é muito complicado. A gente acaba muitas vezes formando esse pesquisador, mas as descobertas não ficam aqui, né? Eu acho que se criando um paralelo, é o que acontece muitas vezes com alguns atletas nós, né? As categorias de base formam um jogador de futebol e aí eles vão jogar bola no exterior. Depois a torcida escuta o nome do jogador a hora que vai chegar no profissional não, né? Já faz retorno retorno pro Brasil. Enfim, mas é essa é a realidade. A gente, eu já tinha me deparado com isso, né, lá atrás num num passado não muito distante, nós formamos excelentes profissionais, é toda a parte de formação que que custa, né, pro pro pros cofres públicos, que são recursos nossos, né, nós que estamos aqui com os nossos impostos, nós ajudamos, né, a formar essa mão de obra extremamente qualificada. Muitos vão fazer o pós-doutorado no exterior ou um doutorado sanduíche, eles acabam ficando lá porque tem alguma oportunidade de emprego, alguma oportunidade de colocação que eles não têm aqui no Brasil. Sim, com certeza. Algum algumas políticas públicas que talvez tragam algum incentivo para algumas empresas privadas, seja eh empresas farmacêuticas, alimentícias, agronegócio, enfim. eh eh indústrias, né, de de mineração, eh, né, a químicas, petroquímicas, a gente tem grandes exemplos de grandes profissionais em empresas do exterior com com formação em petróleo, enfim, várias outras formações engenharia de petróleo, mas que seria importante, né, algumas políticas que dessem alguns alguns incentivos, porque o Brasil é um país grande, né, tá? nós poderíamos dar oportunidades para esses nossos eh filhos que acabam eh indo para outros países e com a vontade de permanecer aqui. Com certeza muito disso é o aspecto financeiro, mas também a oportunidade, né, de retornar e poder exercer aquilo que ele eventualmente ele ele ele ele eh para aquilo que ele se preparou para realizar em termos de trabalho, porque é difícil você muitas vezes você tem a formação acadêmica e acaba atuando em outra área. Então eu concordo, concordo com a com a Ana também que nós deveríamos ter talvez um entendimento melhor e e essa leitura de tudo que nós estamos investindo e perdendo essa mão de obra, né, pro exterior, ela fica barata, né, para quem acaba absorvendo essa mão de obra, porque toda a parte de pronto, né, desde o ensino básico, né, até a formação a nível de pós-graduação, eles acabam tendo aí uma uma mão de obra que é qualificada e barato para eles. É, né? Realmente concordo bastante com a professora Ana sempre tá comentando com muita propriedade. O vereador Paulo Hadad, eu eu, né, dentro desse paralelo do atleta, eu ainda acho que paraa pesquisa é pior, né, que os jogadores geralmente eles voltam mesmo depois de um certo tempo pelos seus clubes que de coração, de formação e aqui eles não conseguem voltar mesmo. Infelizmente eles ficam até a sua aposentadoria por lá ou às vezes voltam já para viver talvez um futuro já aposentados no Brasil. Isso é muito triste, né? Porque realmente perdemos esse cérebro brilhante, esse pesquisador brilhante e o nosso país não pôde, né, ter a presença dele aqui trabalhando efetivamente para nós. Eu entendo, Gabriel, que é totalmente uma política de estado, assim, 100% política do estado. Eu não vejo, eu acho que a indústria, né, e a participação privada, talvez cooperar no sentido do que o Estado determinar. Então essa é a minha leitura. Eu acho que investimento em universidades, informação e pós-graduação. Então tem que abrir novos postos, interfaceando esses novos postos com a iniciativa privada. Então aqui nós vamos formar aqui e é óbvio que a iniciativa privada, principalmente, né, nos, né, nos setores onde o vereador Paulo Dado citou com muita propriedade, setor petrolífero, que o Brasil tá na vanguarda, setor agro que o Brasil tá na vanguarda, enfim, em outros setores também que o Brasil tá na vanguarda, mas o agro e e o petrolífero é é muito exuberante essa nossa capacidade, né? A gente tem muit tá muito na frente de muitos países, inclusive. Então, esses setores abrigariam muita gente e é óbvio, o setor de medicina, o setor químico, o setor, enfim, de de todas as outras áreas que também são importantes, mas com a política do estado a gente consegue abrir vagas, né, e condições de ter esses pesquisadores, muitos que se formam até permanecer aqui e efetivamente às vezes podem ir pro exterior para, né, ganhar um tipo de experiência num outro país, mas retornar para cá para trazer. Sim. Aí a gente vai aproveitar da experiência deles para trazer pra gente. Isso que é importante, não? A gente farma aqui e leva para lá e acabou. Entrega os caras de mão beijada. Então, realmente isso é complicado. Nós precisamos realmente pensar seriamente e o, né, tanto a federação quanto o estado, né, vamos falar aqui em estado de São Paulo e governo federal, obviamente o município também dentro das suas atribuições que são muito reduzidas, né, perante esses dois, né, grandiosos, eh, essas duas grandiosas estruturas, que é o governo do estado e o governo federal, o município assume uma, né, uma uma predominância muito baixa em relação a essas duas estruturas, mas o governo do estado e o governo federal fal fazer sim trazer iniciativas para que a gente amplie os postos para esses para esses pesquisadores, pra gente efetivamente o Brasil, né, que tem todo, né, uma condição técnica para isso, assumir um protagonismo dentro da ciência mundial, né, que a gente tem dentro das nossas mentes brilhantes do Brasil, certamente a gente estaria na vanguarda da pesquisa mundial, mas infelizmente não não temos por falta dessa estrutura. Não dá para um pesquisador ir pro exterior, ter lá um salário, sei lá, de 20, 30.000, 000 vir pro Brasil ganhar o mesmo salário, só que em reais, não tem uma moradia, não tem. Então assim, a pessoa não vai deixar de ter o conforto que ela tem lá fora para vir aqui e passar necessidade com a sua família. Não, não tem jeito, é incompatível, né? E além da estrutura das das universidades, das estruturas que tem que estar também melhoradas para que criem condições de pesquisa efetivas, né? É isso. Eu gostaria de complementar, né, um dos setores que a gente comentou aqui, né, é o setor preto petrolífero, eh, e de energia também. Esses dois setores, eles têm uma uma política de estado que fala que eh que é uma lei lei de obrigatoriedade, que são parte dos royalts, eh, tem que ir para pesquisas científicas. Então, e essa política é fantástica. Essa política é fantástica e tem impulsionado muito as pesquisas acadêmicas, né? porque é um uma injeção de de ânimo e e de finanças, né, que levam as pesquisas adiante. E uma das dos olhares atuais da ANP, Agência Nacional de Petróleo, né, que lida diretamente com essa cláusula de obrigatoriedade, um dos olhares dela falou: "Bom, nós colocamos, eu não me lembro do valor agora, mas tantos bilhões em pesquisa nos últimos tantos anos. Mas o que que isso reverteu de inovação para a eh as próprias empresas de petróleo, Petrobras, eh Shell, eh Petronas, Total, todas elas que têm partes de royalt investidas em pesquisas. o que é que retornou de eh inovação ou de empresas geradas para suprir a cadeia eh de necessidades dessas empresas? E isso foi muito pouco. Então, existe uma pesquisa interna da Unicampo Enfi eh, que é destinado a estudar esse tema, como eh impulsionar o empreendedorismo de base acadêmica para suprir eh startups e empresas que possam fazer a a venda de produtos que a própria Petrobras interessa ter eh produzido. Então às vezes ela nem encontra onde comprar aquele equipamento, aquele processo que ela precisa para eh processar o petróleo ou explorar o petróleo. Uhum. Muito interessante. É o retorno do investimento, né? Seria isso, né, professora? Na verdade, quem investe quer o retorno, porque se chama investimento, né? Não é gasto, é investimento. Eu vou, tô investindo 10, eu vou receber 20, 30. Então, com esse enfiuse, provavelmente é isso. Hum. Me ajuda a ter esse retorno. Então, acho que é importante. Perfeito. Pra gente poder encerrar o assunto da polilaminina, Ana, a pesquisa começou em 1998. Nenhuma grande indústria quis conduzir este estudo clínico. Então, foi realizada a testagem de forma acadêmica na UFRJ. E para a produção da molécula em si, o projeto contou com a parceria de um laboratório que foi firmado no ano de 2021. Desde então já foi investido R$ 100 milhões deais na pesquisa. Como que é essa questão orçamentária? Ela é fundamental. E para quem está nos acompanhando, a questão de tempo também, o Paulo Hadad citou isso numa resposta anterior, né? Eh, 30 anos pesquisando a mesma coisa, às vezes para opinião popular. Nossa, mas esse pesquisador ainda tá falando sobre este assunto. Como é que é a questão orçamentária e a questão de tempo para os pesquisadores, para áreas das ciências? É, você citou a época da pandemia, né? Então, naquele momento havia uma força motriz para resolver o problema. Tinha que resolver o problema. Então, surgiram investimentos de todos os lugares, eh, mutirões trabalhando a respeito. Isso responde à tua pergunta. Quer dizer, quando há interesse, realmente, quando as pessoas percebem que existe um caminho que tá no início, mas que pode ser um caminho, elas colocam, né, o o financiamento ali para as coisas acontecerem. O problema é você realmente chegar num momento em que você comprove esse caminho vai dar certo. Então, possivelmente a Tatiana lá nas suas pesquisas, ela tentou vários caminhos, é uma pirâmide, você tenta várias coisas para chegar numa solução que agora é única, mas o quanto custou testar toda essa pirâmide? Então, eh, é fundamental ter esse acesso a esse financiamento, né? Eh, 100 milhões para um produto farmacêutico é pouca coisa, parece muito, mas é pouca coisa. E a outra questão envolvida é até uma discussão que tá no legislativo atualmente, a questão das patentes, né? Então, eh, patente é é como se você reservasse o mercado. Bom, eu tenho uma ideia, essa ideia já eh começou a dar certo. Então, eu posso reservar essa ideia e falar que isso aqui eu foi de autoria minha, tá perfeito. Minha instituição, né, da onde ela tá sendo feita. Eh, depois de um de passado um tempo, é que você efetivamente sabe primeiro se você vai eh conseguir produzir aquilo em larga escala, porque no momento que você põe a patente, você fala: "Opa, isso aqui deu certo, mas será que eu vou produzir em larga escala em preço razoável?" Ninguém sabe. Será que ao produzir em larga escala esse produto vai ter a mesma qualidade daquele que eu produzo em laboratório? Uhum. também não sei, talvez tenha que mudar. Então, eh, realmente 20 anos é pouco tempo para uma pesquisa de de tamanho impacto, como ela tá produzindo hoje. Então, eh, é uma questão de de confiança, né? Isso que eu falei logo no início, é você mostrar que você tá testando vários caminhos. eh a questão de uma relação de confiança entre as empresas e as universidades. Eu posso dizer pela Unicamp que hoje nós temos uma aproximação muito boa com as empresas, porque elas enxergam confiança, enxergam, enxergam, por exemplo, a agência de inovação atuando de uma forma muito profissional para fazer essa aproximação. E com isso, e a Unicamp passou a ser uma das universidades que mais tem aporte financeiro privado de todas as brasileiras. Então, a questão da confiança saber que esse dinheiro que você tá colocando na pirâmide pode demorar, mas ele vai te dar um retorno em algum momento. Hadad Ianco, né? Eu acho que a ciência ela tem esses dois grandes obstáculos, né? que é a questão financeira, porque vira e mexe a gente tem um país que tá em crise, então quando você deixa de investir, deixa de desenvolver, o pesquisador acaba sentindo. Então a Ana mesmo falou: "Olha, 100 milhões é pouco". Para quem está nos acompanhando deve falar: "Nossa, esse montante de dinheiro nunca vou ver na minha vida". Pouco para qu, né? Mas para uma pesquisa é pouco. Pro tempo que ela tá lá, 20, 30 anos, se for pegar é pouco. E a questão também do tempo, né? 20, 30 anos, quem tá em casa a gente pode nossa, mas tem tempo para isso, vai ficar na mesma coisa. Então, acho que são dois grandes obstáculos e aí seria importante tentar aproximar a ciência das pessoas, porque a Ana mesmo disse, né, na época da pandemia, quando era de interesse comum foi rápido, então ai, tá precisando de máscara. Então, a fábrica que tem alguma coisa de água, ela tem o mesmo material, ela deixa de produzir aquilo para poder focar na Então, houve essa união e acabou dando certo. Só que no dia a dia isso acaba ficando inviável. Então, será que aproximando isso da população cria um interesse comum para poder ajudar mais os pesquisadores? Bom, eu acredito que sim, né? E muitas vezes aquilo que já foi provisionado acaba tendo contingenciamento. Então, quantas vezes nós temos aí as leis orçamentárias, seja a nível municipal, estadual ou federal, né? Município, estado e federação, acabam contingenciando, contingenciando algum recurso porque não tem como aplicar, não existe, né? não dá. Existe outras eh pastas, existe algum outras situações, mas é importante, né, eh que a população tenha essa informação. Muitas vezes para algumas pesquisas que são pesquisas básicas que poderão trazer no futuro não muito distante a história da humanidade, né? Eh, ela ela ela é mais ela é recente, né? Nós temos aí, né? desde que o o o ser humano se reconheceu como como eh um algo diferente dentro de um de um de uma escala evolutiva, eh não se não tem muito tempo. Então hoje e e com a velocidade com que as coisas acontecem, 30 anos é pouco, realmente é pouco, 20, 30 anos, mas a população ela muitas vezes elas não têm essa essa noção até por falta de informação, né? Então, talvez prestar essa informação e saber que muitas vezes aquele laboratório que investiu 100 milhões, ele vai ganhar bilhões. Uhum. Né? Mas não vamos pôr isso em valor, né, pecuniário, mas vamos colocar em em algo que vai ser oferecido para população, que ganho paraa população, que eu acho que isso é muito importante. Talvez o investimento eh, né, parece um montante muito elevado, mas o ganho pra pessoa, pro ser humano, quando você salva uma vida, já valeu a pena. Imagine milhares, milhões de vidas, reverter algo que até então, né, nos dias atuais era irreversível, né, um acidente de carro, um acidente de moto, né, um ferimento por arma de fogo, alguma pessoa vítima de agressão física que tá ali paraplégica, tetraplégica, ou, né, com uma doença que uma vacina hoje vacina da dengue, né, estamos aqui, o Butantã tá produzindo essa olha que orgulho paraa gente, né? Temos aí uma vacina para dengue 100% brasileira, claro que com ajuda, né, de laboratório estrangeiro, mas com o protagonismo brasileiro. Então, eh, é é d dar eh publicidade, né? Publicizar isso aí e passar que muitas vezes algo que parece um montante tão elevado lá na frente se dilui e e se mostra extremamente importante pelo valor social. Dr. Iancos, obstáculos, tempo e dinheiro. É, então toda vez que existe algum tipo de política de contenção, de despesas, obviamente a pesquisa talvez é a maior prejudicada, né? Preciso cortar, corta na pesquisa, corta conta, corta no investimento. Então assim, é é complexo, né? É, é uma discussão que a gente poderia fazer mais quatro, cinco programas aqui e ainda não, a gente não terminaria porque você vai conter algo que pode te trazer divisas e e muito muito benefício lá na frente. Então é complicado, mas é o que se faz porque exatamente pela demora, como não é algo que é visto rapidamente, então talvez politicamente nesse nesse quesito às vezes não interessa esse investimento nesse momento, porque não é visível imediatamente. às vezes demora mais tempo e a gente entende também a questão política. Então, obviamente é o que se faz, mas é óbvio que nós também hoje aqui como políticos, né, nós temos que tentar pensar diferente para que o mundo se torne diferente no futuro, principalmente o nosso país, né, a nossa cidade em primeiro lugar, nosso estado em segundo lugar e o nosso país em terceiro lugar. Então, a gente que tem, né, tem que estamos, nós que estamos na política e temos uma cabeça diferente, talvez pensar de uma forma um pouco diferente para que o Brasil efetivamente se torne um país diferente, né? Ele tem todo o potencial, sempre falado por todos, mas a gente efetivamente não comprova isso na prática. Então, nós precisamos trazer isso pra realidade e, obviamente, através de iniciativas como essa. Então, vai cortar algum gasto? Vamos deixar o da pesquisa, vamos tentar buscar algum outro. precisa cortar, vamos tentar buscar algum outro tipo de situação para cortar, que a gente consiga manter os investimentos nas pesquisas, porque isso vai trazer retorno pro nosso país. Essa é a grande verdade. Mas é isso, é talvez pensar numa política diferente um pouco mais lá na frente. E é por isso que nós estamos aqui. Já sofreu muito, Ana, que eu vi você concordando fazendo assim com a cabeça? Ah, por várias vezes, né? várias vezes. Eu eh quando era estudante de pós-graduação, eu ficava teve um período que ficava dois três meses sem receber a bolsa. Aí recebia uma, passava 5 meses sem receber. Faz muito tempo isso. Ainda bem. Eh, nos últimos 20 anos acho que isso tá superado. Eh, mas uma coisa que tá acontecendo recentemente, por exemplo, são a a isenção para importação de equipamentos, tá? O CNPq, eles no nos davam algumas cotas de isenção para para importação, eh, que eram que duravam um ano inteiro. Então, todas as universidades do país iam até o CNPq, falam: "Me dá uma cota de isenção de imposto, de importação". Ele autorizava essa cota. O ano passado essa cota acabou em julho e esse ano já está para acabar. Nossa! Então isso significa que o governo cada vez mais tá abrindo mão da isenção, né? Ele quer receber os impostos de importação porque isso significa uma renúncia fiscal para ele, né? Então é é complicado. Paula Dad, você ia falar alguma coisa? Não, só só traçar um parênteses aqui. Eh, o os investimentos em em saneamento básico, né? Muitos dos dos gestores, não os atuais mais lá atrás, não, isso aqui vai ficar enterrado, ninguém vai ver, a população não vai ver. Mas é extremamente importante. Nós que somos da área de saúde, a gente sabe da importância, né, de um saneamento básico adequado, né, de um tratamento de água, tratamento de esgoto e a mesma coisa em termos de de de aporte financeiro pra pesquisa, né? A gente não pode achar que isso não vai ter relevância agora. e mais terá lá na frente. E o ainda bem que os gestores hoje não estão vendo com bons óleos. Então, Campinas foi eh eh ganhou um prêmio, né, por por é por por de excelência, cidade de mais de 1 milhão de habitantes, né, com 100% de abastecimento de água, eh 100% de capacidade instalada para tratamento de afastamento e tratamento de esgoto, enfim. Então, a são são políticas públicas, talvez hoje a visão diferente, né, do gestor que deveria ter também, né, para pesquisa básica, para aquilo para fomento a e incentivo, né, às universidades, formação de de de pesquisadores, enfim, eu acho que é o que a gente tá discutindo aqui. às vezes passa por algo que é tão simples, né, cotidiano ali, mas que também é tem que ter um olhar mais criterioso, um pouco mais carinhoso para que a gente possa progredir, crescer. Eh, eu gostaria assim, aproveitando a fala do do vereador, eh, eu sou campineira, eu nasci aqui, né, filho de ex-professor do culto à Ciência, eh ex-vereador da casa também. Eh, então é um é um orgulho morar nessa região, porque eu acho que ela é totalmente diferenciada, né? Ela é um exemplo, exemplo pro Brasil inteiro. Eh, nós temos altos índices de eh de saneamento, né, 100%. Eh, e e é uma das regiões de maior PIB, então per capta. Então, eh, realmente mostra, né, toda toda a capacidade que essa região tem realmente de de eh se ceder bem. né? E com isso eu gostaria assim, se você me permitir, Gabriel, eh deixar um recado para as meninas da nossa região aqui, né? Já que a gente tá falando de mulher e eu sou uma mulher de 30 anos atrás, eh fiz minha minha graduação, né? Que hoje em dia, eh, é um ambiente muito gostoso dentro da universidade, né? Então, nós estamos aproximadamente com 50% de meninas que entram no vestibular, né? Mas a gente gostaria de aumentar ainda mais, principalmente nos cursos que não das biológicas, porque as biológicas também já tem alta participação de mulheres da medicina na odonto, mas na engenharia convido vocês, meninas, vamos lá pras engenharias, pra física, pra química. A química é tão bonita. Eh, hoje parece que se tornou meio sinônimo de poluição, mas não é nada disso. Se você quer cuidar do seu planeta, se você não souber química, você não consegue paraa frente. Então, meninas, venham para física, venham para computação. É uma delícia desenvolver software, né? E para isso a Unicamp tem vários vários projetos, como o projeto Mafalda, que busca as meninas, busca levar informações para as meninas do do ensino médio fundamental a respeito da área dura, né, de ciência, tecnologia, eh matemática e engenharias. Tem a o projeto Meninas Super Cientistas do do Instituto de Matemática e Computação, que promove eventos sistematicamente todos os anos. O menino super cientista, só desculpa te cortar, a o jornal Câmara Notícias já fez uma reportagem, eh, e eu lembro, foram três meninas do Oziel, de uma escola eh pública aqui, municipal. três meninas do uma tinha sonho de ser astronauta. Então elas falando sobre este sonho, sobre as descobertas, sobre inovação, então é muito legal. 13 anos de idade, eu lembro dessas meninas, nós fizemos uma reportagem sobre a do super cientistas. Foi muito bacana mesmo. E mulheres na ciência também, nós já fizemos uma reportagem aqui no jornal Câmara Notícia. Então, são várias oportunidades de se informar um pouco mais. A Unicamp é absolutamente aberta. a a para vocês, né? Eh, existem novas oportunidades além do vestibular também. Então, as meninas das escolas públicas, eh, prestem atenção que hoje a gente já tem a o provão sequencial paulista, né? Então você tá lá no seu no seu primeiro ano de ensino médio, você presta uma prova, no segundo ano você presta outra prova, no terceiro ano você presta a terceira prova e e sai uma média disso e com isso você consegue concorrer a vagas dentro da Unicamp, que é uma opção alternativa ao vestibular. Enfim, então tem várias opções e a Unicamp tá absolutamente de porta portas abertas a vocês, meninas e meninos também. Ótimo. Isso é bom saber. Vereador Paulo Hadade. Amanhã no domingo o Planetário de Campinas vai celebrar o Dia Internacional das Mulheres com três sessões da apresentação Mulheres na Astronomia. A proposta da sessão é destacar a trajetória, os trabalhos, as grandes descobertas de mulheres cientistas que contribuíram para o avanço da astronomia ao longo da história. É uma maneira de dar voz, de mostrar este trabalho que foi realizado e que combina com aquilo que a gente tá falando de aproximar a população do trabalho que foi desenvolvido. É importante, né? são são ações que a gente de alguma forma diminui, né, essa distância entre a população, os nossos pesquisadores, as nossas mulheres, né, que conquistaram por mérito o seu espaço dentro da sociedade, se destacando de alguma forma. Então, parabenizá-las também, né, não só pelo seu dia, mas também por toda a sua dedicação, empenho, para que elas pudessem de alguma forma, que eu sempre digo, né, devolver a sociedade, tudo aquilo que a sociedade deu de oportunidades para ela, não só na sua formação básica, mas também na sua formação acadêmica e posteriormente, né, num curso de pós-graduação dentro das universidades es públicas, que nós temos grandes e boas universidades públicas, eh, gerida, né, com recurso dos impostos, daquilo que tudo que é que é que é eh faz parte do do da contribuição do cidadão, de empresas, enfim. Então, eh, parabenizá-la. Minha fala, a minha fala hoje é de que essas mulheres continuem cada vez mais procurando e conquistando os espaços dentro de uma sociedade que já foi uma sociedade mais patriarcal, mais machista. Hoje ela tem a leitura, né, da do protagonismo feminino, da importância da mulher e não só em em determinados eh eh setores, mas em todos os setores da sociedade. A a já vista, né, a a o feeling que a mulher tem para tratar alguns assuntos que são muito mais difíceis de serem abordados pelos homens. Mas é a fala de de gratidão, principalmente, porque se não fosse uma mulher, eu não estaria aqui hoje, né? Então, render as minhas homenagens a essas guerreiras. Vereador Dr. Ianco, a sessão articula ciências e busca ampliar a compreensão do público sobre a relação da astronomia com aspectos históricos, sociais e geopolíticos. Que análise que o senhor faz também deste evento neste dia? plexo, né, na verdade, geopolítico, astronomia, enfim, é isso, né? trazer a mulher pro protagonismo. Mais uma vez, eu sou um defensor, sou, né, muito eh sou transparente em demonstrar, né, o meu apoio, o meu, o meu amor pelas mulheres. Eu acho que a sociedade tem melhorado, obviamente, mas tem muito, muito, muito a percorrer e a melhorar ainda, né? Para trazer mais igualdade, para trazer mais participação, enfim, eh, e a gente conseguir realmente colocar as mulheres, né, num mesmo patamar do que os homens, né, que tem melhorado, mas tem muito a percorrer ainda pra gente chegar no ideal. Então, as sessões aí, né, do planetário vão ser fantásticas. acredito que eh vai trazer muita informação e obviamente aqui a gente já faz, né, um convite e, né, para que todas as mulheres que puderem estar presentes, porque realmente são sessões que vão trazer toda essa contribuição para você, mulher de Campinas e região, né, que vocês consigam contemplar assuntos tão importantes, tão relevantes aqui pra nossa cidade e região. Ana, mais atividades aproximando a população de cientistas, de descobertas. é um caminho que precisa ser melhor trabalhado, precisa ser melhor trabalhado. E o eu acho que as grandes instituições de pesquisa já perceberam isso. Então, a gente tem eh sistematicamente encontros de linguagem simples, porque o pesquisador ele tem uma tendência a falar termos mais técnicos e acha que tá todo mundo entendendo, né? Então, quando os assuntos são mais fáceis de serem entendidos, como a pesquisa da Tatiana, que influencia a, né, diretamente o ser humano, o bem-estar do ser humano, é mais fácil de ser entendido, mas em outros assuntos é mais difícil, hein? Então nós também pesquisadores precisamos aprender a falar de uma forma mais simples. Então eh cada vez mais, né, que a gente aprenda a comunicar o que a gente faz, a importância do que a gente faz e abrir as portas dos nossos laboratórios para visitação. Isso já vem ocorrendo sistematicamente com a Unicamp, com outras universidades, com o próprio CNPEN, né, onde tem a o laboratório de L Scroton, que é um uma são instalações fantásticas. Então, que que a população vá lá e tente entender para que para que que existe tudo aquilo e quão belo é e quão avançado o Brasil está em em várias áreas do conhecimento. E eles têm espaços abertos, viu? Principalmente o Snronton, CNP, que a gente já fez até reportagens recebendo as escolas, os estudantes para explicar os espaços. Então isso é muito fundamental, é fantástico. Vereador Dr. Ian. Eu falei na minha abertura que o senhor é presidente da comissão de ciência e tecnologia aqui da Câmara e inovação. Como é que tem sido este período? As as reuniões, como é que tem a sua expectativa também para este ano? É muito importante, né? Eu sou um fiel defensor, né, da ciência e tecnologia. Inovação, inovação, né? A própria palavra diz. Vamos inovar para trazer eh condições melhores, né, pro nosso país. Eh, tivemos boas pautas aqui já faladas, inclusive gostaria de citar a Ilum, né, que é a universidade que tá no CENPEN, veio aqui nos visitar e lá 50% do público, né, dos estudantes são mulheres. 50% 48%, mas vamos puxar um pouquinho pra frente. Vai dar 50. É, 50% são mulheres. Então assim, a ILUM realmente traz bastante, né, participação da das mulheres e obviamente o nosso o nosso incentivo aqui para toda ciência e tecnologia e inovação. E dentro dessa comissão nós vamos trazer ainda pautas relevantes esse ano e, se possível, né, trazer inclusive a participação das mulheres para que a gente consiga ter essa proximidade maior. Então, estimulado, feliz e acreditando que vai ser mais um ano muito bom pra nossa comissão. Vereador Dr. Ianco, muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo, ter aceito o convite para participar do nosso programa Questão de Ordem. Já faça um novo convite para você retornar aos nossos estúdios para falar sobre esse, mas também sobre outros assuntos e fica aberto as suas considerações finais. Gabriel, mais uma vez agradecer você fantástico, né? é um entrevistador que deixa leve pra gente aqui. Fica fácil jogar bola nesse campo é fácil, hein? Vamos, vamos dizer a verdade. Eh, agradecer a todos vocês que estão aqui nos assistindo pela TV Câmara, todo o povo de Campinas e região. Mais uma vez, professora Ana, uma nossa, que que momento agradável que a gente teve junto aqui. Parabéns mais uma vez por você, campineira, professora de uma família de professores, tá cuidando tão bem da nossa Unicamp, né, a Universidade de Campinas, que é uma grife dentro do nosso país. Então, parabéns por estar cuidando tão bem dessa Unicamp. por trazer o nome de Campinas, né, sempre lá em cima. Conta com a gente aqui, conta com a Câmara dos Vereadores, com este vereador para tá sempre do seu lado, te ajudando em todas as suas ações. Vereador Paulo Hadad, é uma honra poder estar contigo também de novo. Você é uma simpatia, vereador atuante, maravilhoso, que só tem amigos aqui dentro dessa casa, tanto do nosso do nosso da nossa base, quanto também da oposição. Então, ele consegue agradar gregos e troianos, então isso é difícil. Parabéns mais uma vez. E mais uma vez só complementar aqui a minha gratidão de estar aqui presente e discutindo, né, um assunto tão relevante e fechar aqui dizendo: "Mulher, parabéns pela sua semana, fala: "Parabéns pelo seu dia que se aproxima, dia 8 de março, que vocês continuem a conquistar o espaço de vocês de uma forma cada vez mais segura, mais firme, contando com as nossas participações aqui da Câmara dos Vereadores, da cidade de Campinas. Contem com este vereador para fortalecer cada vez mais vocês mulheres dentro da nossa cidade e dentro do nosso país. Um abraço a todas. Vereador Paulo Hadad também muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo. Mais uma vez está aceito o convite para participar do programa Questão de Ordem. Já faça um novo convite para retornar aos nossos estúdios e fica aberto as suas considerações finais. Gabriel, eh, você é um amigo muito querido e da sua competência a gente não tem nenhuma dúvida. mas também da sua simpatia e a forma com que você que sempre conduz as nossas entrevistas, sempre com pautas extremamente importantes, oportunas, que trazem aí eh informações importantes paraa nossa população e grande contribuição também, né, pro jornalismo, enfim, para para aquilo que eh é é Sim, faz parte do nosso dia a dia dentro do legislativo, né, da nossa competência enquanto legisladores. O vereador Dr. com um amigo de de longa data e a gente com hoje com a grata satisfação de tê-lo no quadro de vereadores da Câmara Municipal, sempre contribuindo, né, sobre maneira para as diversas pautas, né, com que nós nos deparamos e alegria maior de tê-lo na comissão de política social e saúde. que é um médico e sempre colaborando, então tem em mim um parceiro. E é fácil, viu, vereador Ianco, né, transitar não só com os vereadores da base como da oposição. Eu acho que é tudo é uma questão de eh bom senso, né? Aquilo que a gente não quer pra gente não faça pros outros ou aquilo que a gente quer pra gente faça pros outros. Então a gente tem essa política da boa vizinhança, as coisas se tornam mais leves, não não existe nenhum fardo, né, que que a gente não possa carregar. E a Ana, né? Falar o que, né, Ana Fratíia? grata surpresa depois de anos encontrar, né, uma pessoa que eh tem aí todo um legado, né, de de uma família dedicada ao ensino, seu pai, sua tia e que hoje eu pude desfrutar não só da sua companhia, mas também do seu conhecimento. Já me coloco à disposição, como o vereador eh Ianco já também se colocou, para aquilo que você precisar da Câmara Municipal. seja em termos de eh propostas, seja em termos de espaço, para que a gente possa caminhar, né, em passos mais largos, para que a mulher tenha um protagonismo dentro da sociedade campineira, paulista e também brasileira. Mas não só as mulheres, mas tudo aquilo que você julgar pertinente, a Câmara Municipal tá aberta, né, naquilo que a gente pudesse ser um facilitador. para você, mulher, que está nos assistindo, parabéns pelo seu dia, né, que eh hoje é o dia internacional, mas todos os dias são dias da gente celebrar, né, a a as mulheres, a luta, enfim, o protagonismo e todos os desafios que vocês têm dentro da nossa sociedade, que ainda muitas vezes ela não tem a leitura da importância que vocês têm. Mas parabéns, Ana Fratina, pró-reitora de pesquisa da Unicamp, professora, engenheira química, que tem mestrado, que tem doutorado e que também está, né, na lista tríplice paraa diretoria científica da AFAPESP. Então já fica a nossa torcida aí. Acho que agora neste mês de março deve ter essa decisão, mas vai ser muito importante, né, como uma primeira mulher. Agradeço muito a disponibilidade do seu tempo, ter vindo até aqui aos nossos estúdios, passar este panorama do que é a ciência, dos obstáculos que tem. Então, agradeço muito a sua participação de grande valia e de grande credibilidade para quem está nos acompanhando. Já faço um novo convite pra senhora retornar aos nossos estúdios e fica aberto à suas considerações finais. Obrigada, Gabriel. Foi assim um momento excepcional. Eh, como disse o vereador Paulo, você é uma simpatia, você conduz de uma forma muito agradável a nossa conversa. Eh, foi uma satisfação enorme encontrar dois vereadores com os quais eh a gente consegue conversar e perceber que eles entendem as nossas demandas. Nem sempre a universidade é escutada. você abriu um espaço aqui paraa universidade, eles entendem o que a gente fala, a gente fala a mesma língua, isso é muito importante. E essa aproximação, né, do poder do município, eh, seja legislativo ou executivo, essa aproximação com a universidade, eu acho que toda a população tem a ganhar, né? Porque a universidade ela produz pesquisa, mas ela também quer que essa pesquisa impacte a população da região principalmente, né? Então, além do do assistencialismo, eh, da questão do hospital que nós temos, que atendemos toda uma região enorme, mais de 5 milhões de pessoas dependentes da do nosso setor de saúde, eh além disso, a gente gostaria também de impactar cada vez mais positivamente nas pessoas dessa grande região metropolitana de Campinas, né? Então, eu fico muito satisfeita de ver um vereador como o Dr. Ianco à frente da dessa comissão de ciência e tecnologia, de ver um vereador eh como Paulo à frente aí da das comissões voltadas à saúde, né? Eh, e me colocar à disposição como pró-reitora, como futura diretora científica da FAPESP, talvez, né? Aham. Mas aí eu saio do do limite do município e vou pro estado. É, mas vamos torcer seja como for, né? Eh, eu só eh me proponho a estar nesses cargos porque eu tive durante a minha vida toda, eu tive um um aporte do estado muito grande em mim. Eu nunca estudei em nenhum escola particular. minha formação toda é do estado. Então eu me sinto na obrigação de est à disposição do estado para devolver tudo aquilo que eu recebi eh de positivo do Estado, né? Então, eh essa é a minha visão. Não sei se é uma visão mais feminina ou não, mas é uma visão que realmente eh eu acho que eu tenho que ter uma postura que eu tenho que ter, né? Então, eh, estou realmente à disposição. Eh, me procurem sempre que for necessário alguma ação por parte da Unicamp. Tenho certeza que todos estamos à disposição. E essa aproximação também pode impulsionar inclusive o nosso distrito de inovação que tá nascendo em Campinas, né? Então, há vários esforços para que isso ocorra, né? Eh, e as conversas são muito boas, tanto com o poder executivo e legislativo para que isso ocorra. E a ideia é trazer a população para dentro desse distrito, né? Mostrar para ela que ela possa percorrer, ela possa passear com as suas crianças lá dentro e ao mesmo tempo entender qual é o o objetivo daquele espaço todo, testes de novas tecnologias, de mobilidade, de novas energias, enfim. Então, a gente quer que isso venha para Campinas de uma forma muito forte também e estamos recebendo apoio para isso, né? Mas também gostaria de deixar aqui um um recado para as mulheres. Eh, nós somos fortes, nós podemos estar onde a gente quiser, né? Eh, eu sei que isso parece um clichê, mas é verdade. Quer dizer, se se há barreiras no caminho, a gente tem que aprender a superá-las. Às vezes não é na no mesmo momento que a a barreira se põe, mas pode ser dali um ano você supera, dali do anos você supera. E o que eu costumo falar paraas pessoas que me perguntam como que eu cheguei, né, nesse nível de liderança, eh, e de protagonismo, eu digo, a minha resposta nunca é verbal, é sempre com ações. Uhum. Isso demora, o reconhecimento demora mais, né? Eu não forço ninguém a entender o que eu tô fazendo. Se as pessoas não querem entender, talvez com a minha ação e com o resultado positivo dessa ação, aí ela entenda. Então, eh, foi assim que eu construí a minha carreira. E eu acho que se eu puder deixar um recado, é isso. Aja sempre eh pro bem comum, né, com aquele sentimento que as mulheres têm de dar sempre atenção a à melhor solução para aquilo que tá em volta dela, né, com o cuidado e sempre pensando um pouco mais naquilo que tá fazendo, mas na hora que tomar atitude, sejam firmes. Parabéns. Um feliz dia das mulheres a todas. É isso, que aula e agradeço você aí de casa pela sua companhia, pela sua audiência. Espero que a gente tenha contribuído, né, passado a você este cenário sobre a presença das mulheres na ciência. Continue na nossa programação e até semana que vem. Até a próxima. Ciao. Ciao. เ
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