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Questão de Ordem | Combate ao alcoolismo, prevenção e como buscar ajuda em Campinas
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Questão de Ordem | Combate ao alcoolismo, prevenção e como buscar ajuda em Campinas

34 views Publicado 21/02/2026 HD · 1:00:06

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Está começando mais um Questão de Ordem, programa da TV Câmara Campinas que abre espaço para debates de interesse público, com dados, orientação e diálogo. 🎥🏛️ Neste episódio, o tema é a Semana Nacional de Combate ao Alcoolismo e os impactos do uso abusivo de álcool na saúde, na família e na segurança pública. O programa traz números que chamam atenção: o alcoolismo (também tratado como transtorno por uso de álcool) está associado a 21 mortes por dia no Brasil e representa 10,5% das mortes associadas ao uso de álcool, segundo a publicação “Álcool e a Saúde dos Brasileiros: Panorama 2025”. 📊⚠️ ​ ​Para discutir o assunto com responsabilidade, recebemos: Vereador Luiz Rossini, presidente da Câmara Municipal de Campinas 🏛️ Marilda Martins, gestora da Coordenadoria Departamental de Políticas para a Prevenção ao Uso de Drogas (Prefeitura) 👥🛡️ ​ Por que falar de alcoolismo agora? 🗓️ Ao longo do debate, os convidados reforçam que o álcool é uma droga lícita e culturalmente presente, mas que não é “inofensiva”. Eles explicam como o consumo abusivo pode estar ligado a acidentes de trânsito, violência doméstica, problemas no trabalho e diversas doenças, além de sobrecarregar o sistema de saúde. 🚗💥🏥 ​ O episódio também aborda a dificuldade de enfrentar a “glamourização” do álcool e o quanto a informação sobre riscos costuma circular menos do que a propaganda e a associação com festas e celebrações. 🎉📣 Ações em Campinas: campanhas e orientação 📍 Marilda Martins detalha o que foi feito na cidade durante o período: ações de orientação nas ruas com faixas e folders, além de atividades em escolas e apoio a iniciativas de conscientização durante o Carnaval, em parceria com órgãos e entidades locais. Ela destaca que, mesmo com abordagem difícil em ambientes de festa, a estratégia é insistir na informação para conscientizar famílias e jovens. 🏫🗣️🚍 Sinais de alerta e prevenção 🧠 O programa lista comportamentos que podem acender o sinal de atenção, como a necessidade de beber para relaxar, dificuldade de dizer “não”, irritação ao ser criticado e perda de controle sobre a quantidade. Marilda explica que a dependência não se define apenas por “beber todo dia” e que padrões de uso recorrentes, mesmo concentrados em fins de semana, já podem indicar risco. 🚨🧩 ​ Onde buscar ajuda em Campinas 🤝 Um ponto essencial do episódio é mostrar que existe tratamento e que muita gente deixa de procurar apoio por achar que só há opções particulares. Marilda informa caminhos de atendimento, como: Coordenadoria Departamental de Políticas para a Prevenção ao Uso de Drogas (Rua Barreto Leme, 1550 – Cambuí) 📍 CAPS AD (serviços voltados a álcool e outras drogas) 🏥 Unidades básicas/centros de saúde e grupos de mútua ajuda, como AA e iniciativas comunitárias ✅ ​ Assista ao programa completo e compartilhe com quem precisa dessa informação. Se você já viveu alguma situação relacionada ao álcool na família, no trabalho ou no trânsito, conte nos comentários — seu relato pode ajudar outras pessoas. 💬👍🔁 ​ Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, começa agora o programa Questão de Ordem, que hoje vai debater a Semana Nacional de Combate ao Alcoolismo. Dados da sétima edição do Anuário, Álcool e a Saúde dos Brasileiros, Panorama 2025, mostram que o alcoolismo é responsável por 10,5% das mortes associadas ao uso de álcool no Brasil. São 21 vítimas fatais por dia no nosso país. Homens são as maiores vítimas, 90,9%. E o número de mortes entre eles cresceu 10,1% na comparação entre 2010 até 2023. Como combater então essa droga que é lícita, vendida em diversos estabelecimentos, com muita facilidade e de preço acessível. Bom, para discutir o assunto, eu recebo no estúdio o presidente da Câmara de Campinas, o vereador Luís Rossini, e a Marilda Martins, que é gestora da Coordenadoria Departamental de Políticas para Prevenção ao uso de drogas. Lembrando que o debate vai acontecer, farei as interrupções apenas quando o necessário presidente Luiz Rostini começa com o senhor 21 mortes por dia por conta de álcool no nosso país. É um número que chama a atenção, mas que é pouco divulgado, né? Seja bem-vindo ao programa Questão de Olhos. Sem dúvida. Obrigado, Gabriel. Quero cumprimentar a Marilda, coordenadora, né, de política sobre drogas da Prefeitura de Prevenção e pelos trabalhos que tem desenvolvido lá, inclusive nessa semana. Eh, mas Gabriel, você trouxe um dado que é realmente alarmante, assustador a gente pensar que 21 pessoas morrem no Brasil eh vítimas de alcoolismo, doença associada ao alcoolismo. Mas os números não se resumem a isso, né? Se você a for associar hoje a a o uso da bebida alcoólica, né, que leva ao alcoolismo, que é a doença, mas responde por muitos outros fatos terríveis paraa sociedade, acidentes de trânsito, violência doméstica contra a mulher, contra criança, acidente de trabalho e outras doenças que o álcool que o álcool produz. sistema eh gastroint úlcera, câncer, problema de coração, pulmão, enfim, o alcoolismo sozinho responde para uma série de outras doenças que acabam também sobrecarregando SUS, né, e muitas vezes complicando a vida do indivíduo. Por que que a gente tá falando isso? Porque a sociedade precisa estar alerta dessas consequências, que nem você falou, é o número pouco divulgado. Parece que a indústria do álcool meio que camufla isso. Então, as informações que a gente vê sobre álcool são as glamorosas, ligadas a alegria, festa, festividade, às vezes até esporte, né? Uhum. Mas a gente precisa conscientizar a sociedade. O álcool não é uma coisa inofensiva, ingênua. Por isso, inclusive o Estatuto da Criança e do Adolescente trata como crime, né? oferecer qualquer substância química que possa causar dependência menor de 18 anos, inclusive o álcool, eh, proibido pelo estatuto, você dá, oferecer, vender, principalmente bebida alcoólica para menor de 18 anos, com pena que até de prisão, que pode até 4 anos de prisão. Eh, eu acho que a legislação tenta proteger a juventude, mas a gente precisa conscientizar a sociedade desses riscos. Essa semana no Brasil inteiro, o dia 18 de fevereiro, que é o dia de combate ao alcoolismo, propõe isso, né? Levar informação pra sociedade para minimamente a gente conscientizar as pessoas dos riscos associados ao uso de álcool. E o Rossinho falou algo importante que ao longo do nosso programa eu quero debater também, porque o álcool ele está associado, né? Ele tem um impacto muito grande na questão da saúde que ele citou, mas também dentro da família, também nos acidentes de trânsito. Então o álcool tá relacionado a muitas coisas que a gente vai abordar ao longo do nosso questão de ordem. Marilda Martins, quais são os desafios que você elenca do porquenta o número de quem tem o transtorno por uso de álcool? Seja bem-vinda ao programa Questão de Ordem. Boa tarde, Gabriel. Boa tarde, vereador Rossini. Eh, muito bom ter essa oportunidade de falar sobre esse tema, né, que como o vereador Rossini disse, eh, é um tema a bebida está em nossas mesas, né? Uhum. Eh, quase que diariamente, mas é um assunto ainda pouco discutido no meu ponto de vista, né? A gente precisa falar mais, falar aos pais, aos responsáveis, né? Eh, parece que tem um tem um um certo receio, né, vamos dizer assim, da sociedade de falar em drogas em geral. E a gente precisa, né, eh, falar mais sobre isso, falar com os pais, levar essas informações pros pais poderem conversar com os filhos, né? O alcoolismo hoje, eh, ele tá associado a a várias doenças e é o causalor de vários problemas em nossas famílias brasileiras, né? Então, poder falar sobre isso e levar a informação é muito importante. Rossine, depois, Marilda, nós vivemos nas últimas semanas o carnaval, que é uma época de muita alegria, de festa, momento que a população extravaza, vai pra rua. É um momento de conscientização, de fazer campanha nos blocos, em transporte público. Tem como aliar esta festa, esta alegria com os cuidados do excesso do alto? Não, só tem, deve ser uma obrigação, né? a aqui em Campinas, a Coordenaria de Drogas, a INDEC até junto fizeram um trabalho, a INDEC tá com um trabalho grande aí de combate do alcoolismo e direção, então campanha de conscientização, mas é o momento. É difícil que assim no momento de alegria, de festa, você ver com alguma coisa assim, ó, meu, cuidado, beba com moderação. Às vezes pode parecer incongruente, mas é necessário. Eu acho que nesses momentos você tem que alertar, né, e principalmente ficar atento com a juventude, né, que às vezes é a principal vítima, né, é mais vulnerável até, né, porque o jovem tem aquela coisa, eh, não vai acontecer comigo, né, eu sou curiosidade, além da curiosidade, aquela Então, a gente tem que primeiro orientar os jovens. Mas eu reconheço, Gabriel e Marilda, que no Brasil não é fácil, né? Porque no Brasil, eu acho que a sociedade brasileira tem uma relação muito irresponsável com a bíbida alcoólica e tá meio que enraigado na cultura do brasileiro. A gente comentava um pouco antes aqui. Uhum. Meu time ganhou, vou comemorar. Tem que tomar. Meu time perdeu, né? Tá frio, deixa eu tomar uma para esquentar, tá calor para refrescar. Então tudo é associado ao consumo de bebida alcoólica. Eh, pra juventude o esquenta antes de ir paraas coisas. Então é duro. Como é que você desconstrói isso? Levando informação, né? Obviamente fazendo cumprir a legislação. Eu acho que a gente tinha que ser mais rigoroso em relação à aplicação da lei, né? Eu acho que os comerciantes de viram se conscientizar que eles não podem vender bebida alcoólica, ainda que seja o jovem, vou comprar pro meu pai. Não pode, né? Eh, em outros países isso é muito mais rigoroso, né? em alguns países assim e é o cara não com menor se vai comprar pede e documento, se não tiver 18 anos não compra. Estados Unidos, muitos estados, na Europa, aqui o pessoal relativiza isso. Eu acho que tem estabelecimentos que observam isso, mas grande parte não lado financeiro, né? Só o lado financeiro. Então a gente tem que tomar muito cuidado. E o pior, né, é que assim, na verdade a bebida tá acessível dentro de casa, que nem você falou, né? Às vezes o pai é que oferece a bebida pro seu filho pequenininho ainda, achando que tá, né? Tem aquela história, prefiro aqui dentro de casa do que na rua e no bar, né? Então é um tema assim difícil de ser enfrentado, mas precisa, né? Eu acho que a gente precisa levar informação, precisa conscientizar para minimizar os danos que a sociedade enfrenta, né? Eu acho a morte é o dano pior, é a tragédia, né? Quantas famílias que hoje não se arrependem de ter perdido um ente querido por causa do alcoolismo, né? cirrose hepática, às vezes ataque cardíaco e muitas vezes no acidente. Então eu acho que a gente tem que enfrentar essa esse debate, essa discussão. A Câmara quando traz esse na questão de ordem esse tema, tá cumprindo um pouco o seu papel que é ajudar a divulgar, disseminar essa informação. As a Coordenadoria de Prevenção às drogas, através de ações tenta fazer isso junto às escolas. Eu acho que as escolas também têm o dever de fazer isso. As igrejas fazem, não temos movimentos ligados à igreja que fazem isso também. A gente precisa continuar assim, não desistir, informando, informando, informando para aos poucos ir conscientizando as pessoas. Ô presidente, no início da sua resposta, você falou sobre a legislação vigente, né? O que nós temos no país hoje, principalmente nessa questão do ECA, é suficiente? E aí a gente precisa colocar isso em prática ou na sua visão a gente precisa de mais leis pra gente fechar o circo ainda mais para que não aconteça essa venda, esse consumo nas ruas, nas festas? E na verdade acho que a legislação já tem tudo, né? Eh, no caso da do jovem, a lei já proíbe com crime o o quem fizer isso, além de pode ter seu estabelecimento fechado, pode ter consequências, né? a lei de trânsito já praticamente, quer dizer, proíbe o indivíduo, sob efeito de álcool dirigir, com penalidades de cassação da carteira até prisão, né? Muitas vezes os crimes, homicídios que t a presença do álcool, isso pode ser caracterizado como fator agravante. Então, a legislação já existe. Eu acho que a gente precisa ter mais seriedade aplicação da lei, fiscalização principalmente. E as pessoas não podem relativizar, né, assim, achar que o álcool é algo que não acontece, né? Ah, mas se se não é bom, por que que é legal? Boa pergunta, né? Por que que deixa, né? é que no mundo inteiro é assim, o que a gente tem que fazer é mesmo que seja legal, mas fazer isso dentro daquilo que é tolerável, né? Eh, assim, talvez pensar em leis a gente pode até aprimorar, mas se aplicasse as que já estão aí, já ia resolver bastante. Daqui a pouco eu vou trazer um tema polêmico aqui dentro disso que o presidente falou sobre a legalidade para este debate aqui. Mas antes, Marilda, nós estamos na Semana Nacional de Combate ao Alcoolismo. Que que tem sido realizado em Campinas? Como tem sido a aceitação das pessoas? É, hoje nós comemoramos, né, o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo. A Coordenadoria de Prevenção às Drogas procurou trazer antes, antecipar um pouquinho esse esse dia. Desde o dia 10, que foi a semana passada, nós começamos a fazer, né, a eh orientação junto à população dos riscos e dos malefícios do alcoolismo, da dependência ao álcool, né? Uhum. A maioria das dependências começa com alcoolismo. O pessoal costuma dizer que o álcool é a porta de entrada, né, paraas outras drogas, facilita o acesso às outras drogas. E pelo que a gente vê eh nos atendimentos, na coordenadoria, realmente isso vem acontecendo. Então nós começamos, nós antecipamos o dia para poder nessa época de carnaval, né, orientar a população sobre sobre esses riscos e os malefícios, né? Então, nós eh tivemos apoio do Conselho Municipal de Política sobre Drogas, nós tivemos apoio da Pastoral da Sobriedade, do Instituto Padre Haroldo e fizemos algumas ações nas ruas, nos principais pontos da cidade, orientando a população com faixas, folders, né? aceitação e é difícil, é igual o vereador Rossini disse, é difícil a pessoa parar para para ouvir a gente, mas um pouquinho que a gente fala, entrega um folder, às vezes não lê na hora, mas leva para um familiar, familiar lê, né? Isso a gente vai aos pouquinhos, se a gente conseguir conscientizar aos pouquinhos, a gente já tá avançando, né? Porque tem, eu percebo que tem muita dificuldade das pessoas falar dos riscos e dos malefícios da do uso da bebida alcólica. Então, nós fizemos abordagem nas ruas, nós eh fizemos eh palestras, rodas de conversa em escolas, tá? Eh, nós eh fizemos junto parceria com a ENDEC pros blocos de carnaval levar essa orientação, né, informação aos folhões, né? é um pouco mais difícil essa abordagem, porque o pessoal tá lá no meio, né, da da das comemorações do carnaval, mas a gente teve presente tentando conversar com o pessoal e assim na medida do possível até que a gente pode falar que a gente foi bem acolhido, foi bem aceito. Eu acho que eh a gente não deve recuar diante das dificuldades que a gente enfrenta, que a gente já prevê isso, né, por causa da época, tudo, mas de uma forma geral, eu acho que e eh foi bem sucedida os nossos as nossas ações nessa semana que termina hoje. Ótimo, presidente. Ainda sobre essa campanha, eu falei na abertura, né, os dados da sétima edição do anuário álcool e a saúde dos brasileiros. 90% das mortes são homens. Na sua visão, o foco das campanhas precisa ser para este público. E dá para identificar o porquê dessa diferença tão grande? é algo cultural, tá enraizado. O homem tem esse costume de beber mais, de perder o controle, de ficar no bar mais tempo. Eh, eu não sei, mas assim, na verdade, a nossa cultura machista, né, parece que o homem ele precisa disso, até do álcool para se sentir forte, poderoso, mas a gente vê assim o consumo do álcool mais associado ao sexo masculino mesmo. Apesar que as mulheres estão bebendo também. Sim. né? Tem crescido bastante. É, eu queria comentar isso, tem crescido muito o uso da das drogas e principalmente do álcool entre as mulheres, inclusive. E isso foi eh matéria de campanha nossa no ano passado, se não me engano, e a gente continua com ela por causa disso, por causa do número de aumento pel de uso do álcool pelas mulheres. Tem aumentado bastante. Mas assim, realmente a estatística demonstra o homem a principal vítima. O duro, Gabriel, assim, você tem aquela que morre com doença provocada pelo alcoolismo, que é o número é enorme, mas e o que morre por acidente, por exemplo, ou causas externas, né? Acidente de trânsito, briga, né? violência. A quem é vítima de violência, a gente viu no carnaval, não só a campanha do do álcool para não beber e tal, mas a campanha contra o assédio, não é não e tal, porque também muitas vezes a mulher é vítima de um assédio, de uma agressão, de uma violência até sexual, quando o companheiro ou homem tá alcoolizado soboito de alguma droga, principalmente o álcool. Porque uma das coisas que o álcool provoca, que ele age no cérebro, é uma droga depressora, diminui reflexo, atenção, raciocínio, mas altera também o senso crítico, né? O cara sai do seu juízo normal. Às vezes todos nós conhecemos alguém que às vezes depois que passa a bebedeira fala: "Nossa, né, não sabia que tinha feito tudo isso". Além da amnésia que acontece, mas o álcool acaba afetando a capacidade do raciocínio crítico. Isso é um problema sério, porque sob o efeito do álcool, o cara acaba fazendo coisas que vai se arrepender pro resto da vida. Por isso que a gente tem que sempre orientar. Não beba, né? Isso. E tem gente que tem predisposição, tem gente que bebe, talvez não tenha muita reação, mas cada organismo é diferente. Às vezes, se o cara tem uma predisposição, alguma coisa, usou o álcool, isso potencializa agressividade, violência, intolerância, né? E eu acho que a gente tem, são vários, várias coisas. É claro que a gente tem que trabalhar todos os públicos, né? Obviamente o homem, eh, principalmente se teve uma época, eu não sei se você, eu sou mais velho que vocês, eu lembro que o cigarro, quando o cigarro era glamorizado. Uhum. Eh, então um adolescente pegava um cigarro, era como se fosse um rito de passagem, né? Tô me tornando adulto, né? Eu acho que isso tem com álcool também. Às vezes a criança, o adolescente quando ele tá bebendo é como pô, tô me estor e a gente ou para se incluir em grupo também, n? precisa trabalhar esses fatores e tal. Não é fácil, mas é necessário, né? A gente tem que discutir isso com muita seriedade e muita franqueza. Marilda, dá para entender porque que tem crescido o número de pessoas com transtorno por conta do álcool? Eu li uma reportagem falando que a gente ainda vive um reflexo da pandemia, porque obviamente na pandemia a superlotação, o foco era por conta do vírus. E aí quem tava fazendo tratamento muitas vezes não conseguia ter acesso aos centros de saúde, ficaram sem um tipo de tratamento e aí isso foi se acumulando, foi aumentando. Tem efeito da pandemia ainda no número de pessoas que estão em tratamento, que teve tratamento interrompido ou que começaram a beber neste período que foi tão complicado? É, eu não acredito que foi pela pandemia, o aumento, assim, a gente não percebe isso na coordenadoria, né? Eh, o que a gente percebeu na coordenadoria desde pandemia, que o número de procura para tratamento de dependência química diminuiu. Agora que a gente tá voltando, o pessoal tá voltando assim aos números que a gente tinha antes da pandemia. Eh, então caiu muita procura para tratamento de dependência química no geral. né? Inclusive, eh, do álcool. Eh, eu posso te falar que hoje, por exemplo, no ano de 2025, nós tivemos eh uma um encaminhamento pro tratamento do programa Recomeço, que a prefeitura tem eh parceria com o governo do estado, que a gente encaminha os dependentes químicos para tratamento, né, na comunidade terapêutica. O ano passado nós nós acolhemos e encaminhamos pro paraa comunidade 527 pessoas para tratamento. Bastante, sendo que desses 527, 150 era só tratamento de dependência ao alcoolismo, entendeu? Então assim, eh eh eh eh e não quer dizer que esse restante não tinha dependência alcoolismo, porque normalmente é alcoolismo e outra droga, né? múltiproga, né? É, é, é, é álcool e craque, é álcool e cocaína, entendeu? Então, 150 era foi só pro alcoolismo. Então, assim, eh, agora que a gente tá voltando a recuperar esse número, essa queda de número, então não é dizer que é algo positivo, é que as pessoas não procuravam, né, que estavam curadas, que estavam assim sóbrias, é porque elas não estavam procurando um serviço e agora vocês estão vendo essa crescente. Então, é, né, tá retomando a procura pelo pelo tratamento da dependência química. Agora a gente tá voltando os números de antes da pandemia. O que a gente precisa, Gabriel, que eu acho, a sociedade precisa saber que o álcool é uma droga lícita. Talvez seja pior por ser lícita, né? Ela causa dependência, né? Então, o uso vai desenvolvendo a tolerância, o indivíduo vai querendo cada vez mais doses para sentir o mesmo efeito e de repente vai tá dependente da droga e não consegue ficar sem ela, livre dela. Então, eh, primeiro isso. Eu lembro, eu participo de uma entidade chamada Associação Terapêutica Cristã e era tinha uma comunidade terapêutica no passado. Eu lembro que uma vez uma mãe foi internar o seu filho de 37, não sei, quase 40 anos e ela falou na entrevista de triagem: "Graças a Deus, meu filho não tem problema com droga, é só álcool, né? Então, como se o álcool, como a sociedade relativiza, pois é, é uma coisa normal, o bebê é normal, enfim, a gente precisa desconstruir essa coisa da cultura, né, com relação ao óculo. É isso que envolve um esforço de todo mundo. Eh, eu acho que a gente precisa tomar muito cuidado mesmo, porque ouvindo a tua história, eu lembrei de uma ação que nós íamos fazer pela coordenadoria há uns anos atrás e eu liguei para uma entidade que trata de pessoas com dependência química ou álcool e era sobre o alcoolismo, a as ações que nós íamos fazer. E então consegui o telefone de um coordenador e falei para ele que nós íamos fazer se ele tinha interesse em participar das nossas ações. Ele disse que não, porque eles não tratavam com pessoas que usavam drogas, uma entidade que trata de pessoas com dependência ao alcoolismo. Então, a gente tem que tomar muito cuidado quando a gente vai procurar um a a nossa a população for procurar algum lugar para fazer tratamento, realmente vê, né? É quem tá por trás, né? Porque a visão das pessoas eh às vezes tá um pouco distorcida, né? E por ser droga lícita, as a pessoa as pessoas acham que não é droga, é que não causa dependência, que não causa doença, que é mentira, né? causa muitas doenças, muitas mortes. É, os números estão aí, né, para provar. Aliás, eu acho que a coordenadoria divulgou uma pesquisa da UNIFESP, né, com adolescentes, né? Então, um grupo de adolescentes, assim, 60% dos adolescentes entrevistados disseram que já fizeram uso de bebida alcoólica. Uhum. Pelo menos uma vez na vida, né? Eh, 13% falaram que fizeram uso abusivo no último mês e 30% diz que tem facilidade de comprar a bebida alcoólica, mesmo sendo proibido e 40% recebe a bebida através da mão dos dos seus próprios pais, né? O problema é isso, é a fiscalização, porque se você tá numa festa, se você tá dentro de casa, como é que você fiscaliza esse uso de bebidas? Aí assim, a consciência tem consciência dos pais, né? Às vezes os pais não têm, ninguém faz isso para prejudicar seu filho. Aquele que bota chupetinha é na cerveja, na cerveja, na caipirinha, no vinho e bota na boquinha da criança, não tem noção do estrago que tá podendo causar na vida dessa criança, né? E as falta é a ignorância no sentido de não conhecer isso. Por isso que a gente tem que massificar as informações, né? mostrar tudo isso pra sociedade. No ano retrasado, acho comém, a Câmara, Ministério Público da Infância e da Juventude fez uma campanha divulgando esse item do Estatuto da Criança Adolescente, né, mostrando que usar álcool, oferecer álcool para aben 18 anos é crime e tal. Eu acho que a gente precisa intensificar isso, né? Massificar as informações para ver se a gente consegue conter um pouco pelo menos o crescimento. Se a gente proteger os quanto mais tarde, né, o jovem tiver contato com qualquer droga também o álcool, menos problema a sociedade vai ter. E estando bem informados, né? Por isso que é importante dentro da escola, porque se ele for fazer este uso, ele sabe do dos riscos que ele está cometendo, porque muitas vezes a ideia que passa é isso, não tô bebendo aqui para ficar com os meus amigos, para ficar alegre, não vai acontecer nada. Então, às muitas vezes acho que falta essa informação chegar de forma segura até esse jovem ou até esse pai para conversar dentro de casa. Examente. É, é isso que eu tenho falado muito junto às escolas, que é importante informar os alunos, mas é importante informar os responsáveis, os pais, levar informações seguras para eles, para eles terem essa informa e poder conversar com seus filhos, né? Eh, nessa pesquisa que o Rossini citou, eh, que foi da Universidade de São Paulo, eles, eh, numa pesquisa eles constataram isso, que a o uso da da do álcool pelos jovens eh tem crescido muito eh iniciando dentro de casa. Uhum. iniciando dentro de casa. É, então assim, a tem os o problema da venda de bebida para menor, né, no dos bares, restaurantes, supermercado, tem problema. Mas eu acho que o grande problema, a gente tem que começar ali debaixo, né, da nossa casa, dos responsáveis, dos pais, né, eles tendo consciência eh do que eles estão podendo causar na vida do próprio filho, né? Então a informação acho que tem que começar acho que pelos pais na nas nossas casas, entendeu? E Marilda, para quem está nos acompanhando, existem sinais de alerta, então assim, necessidade de bebê para relaxar. Às vezes a pessoa trabalha naquela rotina estressante, tem dois, três empregos, tem muitos problemas, para relaxar precisa tomar uma cerveja. Isso já é um sinal de alerta ou falta de controle sobre a quantidade. Muitas vezes a pessoa acaba bebendo muito de forma excessiva e vai ficando sempre ruim, vai ficando bêbada. Irritabilidade ao ter o consumo criticado, culpa, consumo matinal, às vezes tá começando a beber de manhã. Existem sinais de alerta para quem está nos acompanhando e que conhece na família para poder alertar. ou às vezes a pessoa tá dentro do problema, não tá conseguindo enxergar e às vezes passando uma informação para ela chega de forma segura, de credibilidade. Então tudo isso que você falou é são sinais de alerta, né? São sinais de alerta. Eh, será que eu, né, já não tô começando a ficar dependente, né? Eh, eu preciso realmente de beber para relaxar. Eu não consigo ficar sem a bebida, né? Eh, antes falava que precisava beber todos os dias para que fosse eh dependente, né? Reconhecido, dependente. Hoje não. Só o fato de você tomar, por exemplo, todo final de semana, não conseguir ficar um final de semana sem beber já é reconhecidamente como dependente, tá? Então tem que ligar o sinal de alerta, né? Eh, o conseguir falar não pra bebida, né? Eh, eu vou sair hoje, mas hoje eu não quero beber. Ah, toma um pouquinho. Não consegui falar não, não. Hoje eu hoje eu não quero. Então, eh, esse, todos esses são sinais de alerta paraa pessoa ver se tá se tornando dependente da bebida ou não. Importante, né, Rossine? Porque como você disse no início do nosso programa, já tá incluído na nossa sociedade, né? Então, vai para um bar, vai sair com os amigos, vai beber. E aí quando você percebe, muitas vezes fala: "Mas pera aí, tô quase todo fim de semana eu tô bebendo ou toda festa eu preciso beber. Ou às vezes tá tomando um remédio, você fica mais triste, aí você percebe: "Pô, mas eu tô triste porque eu não tô bebendo, as outras pessoas estão bebendo." Então existem sinais que as pessoas precisam ficar atentas. Ah, sem dúvida, né? Agora tem uma coisa que eu vou até nem sei como abordar aqui. Primeiro, as redes sociais hoje acabam sendo assim pro bem e pro mal, né? Eh, nós tivemos recentemente aí a morte de um grande, um, como é que a gente chama? Youtuber e tal, influencer, influencer, que ficou famoso de sexta-feira, né? Seestou bebê e sempre associando a alegria final de semana, para de trabalhar, já chega a uso, né? Só ainda cerveja, tal. Eh, enfim, ele tinha as qualidades dele como influenciador e etc. Mas qual a mensagem que fica? E essa mensagem chega para quem? Você não consegue filtrar, ó, só tá chegando pro adulto, o cara que bebe consciente. Ela chega para todas as idades. Sim. E isso acaba, v, pô, né? É um negócio gostoso, divertido, alegre. Isso acaba criando esse estímulo também pros jovens, né? Eh, assim, vale para todas as drogas, vale pro cigarro, vale pro álcool. Mas assim, os pais eu acho que tem uma responsabilidade, né, de falar de seu filho, ó, até aos 18 anos, meu filho, você não vai beber, não vai fumar, não vai usar droga, né? Porque isso pode fazer mal para você. Ah, pai, mas você bebe e fuma, né? Que às vezes é essa contradição. Fala assim: "Olha, eu sou, tô me prejudicando, eu sei que eu não devo, mas não é porque eu faço o que você deve fazer". Acho o diálogo com os pais primeiro é fundamental. Eu acho que os pais têm que se conscientizar disso, começar a ter esse certo, essa vigilância, vamos falar assim, em casa, observar seus filhos, com quem que ele anda, quais são os hábitos dele e tentar de alguma forma dialogar, não é o proibir, bater, mas assim dialogar, mostrar que isso pode causar dano. É claro que o exemplo é importante, né? Claro, procurar ser exemplo também, mas a gente precisa, quando eu falei, a sociedade brasileira tem uma relação irresponsável com a bebida alcoólica nesse sentido. Uhum. Porque você vê vários estímulos de bebê, tudo com propaganda, mas a sociedade não tolera o bêbado. Na hora se se encontrou um cara que tá sob droga, neg, ah, esse cara não sei o quê, é uma é uma hipocrisia até, né? Mas e às vezes isso é levado até pros gestores públicos. da saúde ou não, o cara olha o bêbado como um cara bebeu porque quis, né? Então assim, estimula a beber, mas não suporta as consequências disso, né? Então eu acho que a gente vê muitas ações, a gente já teve discussão aqui também e às vezes a gente é interpelado, as blitzes que a Polícia Militar, guarda indec, né, fazem às vezes os finais de semana para tentar tirar do trânsito aquele motoristaômetro, né, né, com bafômetro, né? Às vezes essa ação é criticada por parte da sociedade, né, entendeu? Porque não entende que isso é uma medida de proteção à vida, né? parece que é uma coisa de fiscalização policialesca, tal. É essa cultura que a gente precisa mudar, né? A bíbida alcoólica não é algo inofensivo. Ela pode causar dependência, pode prejudicar saúde, pode causar vários danos à sociedade. Então a gente precisa ter uma relação mais séria com ela. Marilda, aqui em Campinas foi feita alguma ação, alguma campanha em internet, em rede social ou há alguma preocupação em relação ao material que se tem nas redes sociais? Materialis fala propaganda aqui. Tem propaganda é alguma ação que a prefeitura tá realizando ou divulgar a campanha essa semana nas redes sociais, no site da prefeitura. Sim, está no site da prefeitura. Todas as ações da eh da Coordenadoria de Prevenção às drogas, eh as campanhas que nós fizemos, as ações nas escolas, tá tudo no portal da prefeitura. Ótimo, Rossine. Estudando aqui pro programa, eu li que profissionais da saúde estão trocando o termo alcoolismo e alcólatra por transtorno por uso de álcool ou dependência de álcool para tentar tirar um estigma que existe nessas palavras. Você mesmo citou agora, né, que a sociedade não tolera aí o bêbado, o alcólatra. Na sua visão, de fato, existe um preconceito? mudar essa expressão é um reforço de que o problema é um transtorno, é algo sério. Sim. Não, eu acho que assim, ao tratar como um transtorno já significa assim, é um problema de saúde, de comportamento, saúde mental, tal, que causa problema. Antes o pessoal falava alcólatra, né? Alcólatra é como se você tivesse idolatrando, tornando álcool, um idolatrando o álcool. Aí faço o álcoolista, que era um termo da do usuário do álcool, né? É claro que ele é portador de um transtorno que ele não consegue muitas vezes controlar, é uma compulsão, né? É claro que mudar a nomenclatura significa em parte o reconhecimento da ciência que isso é um problema de saúde, precisa ser tratado e talvez eliminar mesmo um pouco do preconceito, não criar eufemismo para relativizar isso, tratar como se fosse um problema realmente de saúde, né? Então, a gente espera que talvez sejam mudanças que aos poucos vão também afetando a cultura do brasileiro. Mas eh o que a gente percebe, os estudos, né, quem é estudioso da área mostra que realmente o álcool é pior das drogas e ele precisa ser enfrentado. É um fenômeno mundial, sim. Não é só Campinas, não é só Brasil, o mundo inteiro tem que enfrentar isso, mas a gente precisa enfrentar. Eu acho é um dos desafios da humanidade, né? Como a gente garantir saúde, qualidade de vida, minimizando, né, as consequências do uso abusivo, indedível e e devido de bíbida alcoólica. Mariota, como é que você enxerga esta mudança, né, nessa neste termo? Traz uma seriedade? É importante? Sim. eh, porque é uma doença, é reconhecidamente uma doença e é importante que a população enxergue isso, né, como uma doença para que busque ajuda, né, porque muitas vezes por ignorância, por desconhecimento, as pessoas não eh eh ele começou sozinho, ele para sozinho, não preciso de ajuda. É muito importante a pessoa reconhecer que precisa de ajuda, que ela não consegue sozinha, né? eh e buscar ajuda em locais sérios, né, eh para fazer o tratamento. Então, eh essa alteração eu acho que ajuda a população entender realmente que é uma doença que precisa ser tratada, que o o doente precisa de ajuda para ficar livre desse desse malefício, dessa dependência química. Aqui em Campinas, onde essa pessoa pode buscar ajuda? Ah, Campinas tem vários serviços, né, que e a o usuário pode buscar. tem a Coordenadoria de Prevenção às Drogas, que fica na Barret Tulem 1550. Lá nós eh encaminhamos ela para uma instituição para que possa fazer o tratamento. Mas tem também eh os postos de saúde, tem os CAPS AD que de assistência de eh mental de álcool e outras drogas, né? Tem a os grupos de mútuo ajuda que tem nós temos grupos de muto ajuda muito sérios em Campinas que normalmente eh eles estão junto das igrejas. né? É só perguntar nas igrejas. Se não tiver na igreja, eles vão eh apontar o o local mais próximo que ele pode procurar ajuda. O aá, né, que é o seu mais tradicional no mundo, né? É o a o na tem um amor exigente. Então nós temos grupos muito sérios que ajuda de fato muita gente, né? Então eu acho importante a população saber que que temos essas esses grupos, né, esses serviços em Campinas que são gratuitos, que muita gente não sabe que é gratuito. Por exemplo, a essa o tratamento pelo programa Recomeço que é feito através de uma comunidade terapêutica, é um tratamento eh que é gratuito. pessoa pode ficar fazendo tratamento de acordo com a necessidade até se meses numa comunidade terapêutica séria, reconhecida eh no mundo todo e totalmente gratuito. E muitas pessoas não procuram ajuda por não saber que elas acham que só clínica particular e não é verdade. Um trabalho multissetorial, então, né, presidente? Ah, sem dúvida, né? Ele envolve vários aspectos e fatores, né, para enfrentar não só o problema quando a doença tá estabelecida, o alcoolismo, mas também para prevenir, né? Você sabe que a política nacional do álcool, ela determina assim que o garçom, o dono bar, ele pode se recusar a vender bebida alcoólica se o cliente, o freguê estiver em estado de embriaguez. Sabia disso? Exato. Exato. Ó, você já bebeu além da conta, não vou te vender mais. Mas, infelizmente, talvez muitos não saibam e muitos nem se atentem para isso. Mas era uma forma também de você estabelecer um limite. Ó, até aqui deu, daqui para, né? Já tá evidente os sinais, né? é para evitar os danos, os os transtornos disso. Mas eh é um assim, primeiro é legal a gente abrir essa discussão aqui na questão de ordem, né, que é mais um canal que a gente pode trazer informação. Eu acho que deveria ter mais divulgação disso. Todos os canais de comunicação deviam estar atento para isso. assim, é um esforço que a Câmara, inclusive tá fazendo. Sim. No sentido de levar essa informação, porque é uma realidade que tá aí, precisa ser enfrentada e a sociedade precisa ter consciência disso, né? E principalmente proteger os nossos jovens, né, que são muitas vezes vítimas, né, elas são estimuladas. E aí de repente pode a gente pode interromper projetos de vida se a gente não der uma informação precisa, não cuidar como deve dos nossos filhos, dos nossos jovens. Sem dúvida. Há pouco eu tinha falado de uma questão que poderia ser polêmica, né, sobre ilegalidade. Vou trazer agora então pro nosso questão de ordem, Rossine e depois Marilda. O ministro do Desenvolvimento Agrário, o Paulo Teixeira, criticou o técnico da seleção brasileira, Carlo Anchelote, por participar de propaganda de bebida alcoólica. De acordo com o parlamentar, por ser um grande técnico, um cargo de alta exposição, não deveria emprestar a imagem para fazer propaganda de bebida alcoólica. É um, diz que é um de serviço à sociedade brasileira que o acolhe e um mau exemplo. Fecho o aspas. Como é que vocês enxergam as propagandas na televisão, nas redes sociais, já que é um produto lícito, mas que tem pessoas famosas que estão incentivando o consumo. E essa discussão foi até paraas redes sociais, porque daí muitas pessoas falaram: "Ah, mas que chati, se deixa ele, não sei o como é que fica presidente e depois Marildo." É o é o técnico da seleção brasileira, é estrangeiro, tem uma grande repercussão. Nós estamos em ano de Copa do Mundo. É um produto legal, ele não é ilegal o que ele está fazendo. Mas como é que você enxerga pessoas famosas que são influenciadoras fazendo propagandas na televisão? Eu acho que não deveria. Eu concordo com a crítica. Como também não acho justo, a gente vê o nosso Ronaldo fenômeno também fazendo propaganda, né, de de uma certa cerveja. Eh, essas figuras que são expoentes, que são espelho, parece que se elas podem, todo mundo pode. Então, eu acho que o efeito é muito ruim, né, para você evitar que, principalmente jovens iniciem associar a imagem de atleta, artista, deveria ser proibido. Aliás, a legislação, de certa forma, estabelece um pouco isso, como também não deveria ter mais propaganda de bebida alcoólica na televisão. Cigarro não tem mais, é totalmente proibido. Você não vê mais propaganda de cigarro na televisão? É que tem uma resolução do CONARC, Conselho Nacional de Autorregulamentação de Propaganda, que fala bebida alcoólica de teor até a acima de 13º e aí o o a cerveja tem menos. Mas eu acho que essa é uma discussão que devia ser a partir do técnico levar para outros eh outras pessoas, principalmente ligada ao esporte. Eu acho que a gente não deveria associar esporte à bebida alcoólica de forma nenhuma. Marilda, como é que você viu essa questão do treinador da seleção brasileira ou do Ronaldo, que é um ídolo de muitas pessoas fazendo propaganda nas televisões, redes sociais? É, eu também concordo com a crítica. Eu acho que essas pessoas que são referência não deveria eh se não tem lei, mas acho que moralmente, né, eh eh tem mais clicidade, né, com a nossa sociedade e com as nossas crianças principalmente, né? Eu acho que essas pessoas que são famosas tinha que ter esse cuidado. Mesmo que a lei não proíba, né? Eu acho que elas deveriam ter ser mais cuidadosas com aquilo que elas eh fazem propaganda, leva para paraa mídia. Uhum. Ô Marilda, a gente falou um pouco ao longo do programa, mas eu queria dedicar um pouquinho mais de espaço sobre os impactos do álcool, né, pra saúde, pra família, pro trânsito. O que que tá incluído a ingestão em excesso da bebida alcoólica? Eh, os riscos, os impactos, os impactos em geral, não? eh pra saúde, né, primeiramente pra saúde da pessoa que é que é usuária, né, que faz o abuso da da do álcool. Depois paraa sociedade, eh, no trânsito, o risco é gravíssimo, né? Cada vez aumenta mais, né? A, o risco de morte por por uso de bebida alcoólica, a violência doméstica aumenta cada dia mais, né? A, e tá provado que, né, o uso da bebida é frequente na maioria das violências domésticas. Então, isso eu acho que eh é muito grave, tinha que rever, né? eh eh isso e como impactar mais a sociedade sobre eh o uso e o abuso da do álcool eh pela sociedade em geral, vamos dizer assim, entendeu? porque eh são são eh é grave, é muito grave, né, o o o abuso da da do álcool pelo ser humano. Até porque, presidente, envolve compulsão, dificuldade em controlar a ingestão, uma persistência muitas vezes de comportamento que são destrutivos, né? Sim. Eh, se eu não me engano, 2023 morreram 40.000 pessoas em acidente de trânsito no Brasil. 85% mais que isso era o motorista sob efeito principalmente do álcool, né? Então não é brincadeira, né? Então mortes por acidente no trânsito, acidentes de trabalho, absenteísmo, quantas pessoas que depois de tomar toda não vai trabalhar no dia seguinte, né? Eh, e a violência que acaba gerando dentro de casa violência doméstica, né? contra a mulher, contra a criança, brigas, né? Discussões. Você vê assim hoje as brigas de torcida, de futebol muitas vezes motivada porque o cara tomou todas, vai lá, porque o álcool afeta o juízo crítico das pessoas. É isso que tem que entender. Uma eh o álcool age no cérebro e afeta a condição do cara de raciocinar, de agir. Então, sob efeito do álcool, ele faz, comete esses absurdos. Portanto, o melhor é evitar o uso mesmo e tentar diminuir as consequências que a sociedade enfrenta por causa disso. Ótimo. é Marilda e depois Rossine, estudando também aqui pro programa, né? Há uma crítica, não em relação à cidade de Campinas em geral, e aí eu quero saber se a cidade de Campinas tá inserida neste contexto, sobre uma maior qualificação dos profissionais de saúde para identificar de forma precoce o problema nas abordagens de rotina com quem frequentemente vá até os centros de saúde e que é preciso ampliar a disponibilidade de tratamento medicamentoso e aumentar o número de profissionais especializados como psiquiatras. e psicólogos nos CAPS AD. Isso se aplica aqui paraa cidade de Campinas? Eu acho que se aplica, né? Eu acho que esses profissionais têm que estar mais preparados, né, para poder identificar, né, eh, essas pessoas que estão, eh, já, por exemplo, no início de, por exemplo, de uma dependência, né, química e orientar para buscar tratamento, né, que existe tratamento, existe ajuda, eu acho que precisa e Campinas tá inserida nesse propósito, presidente. A gente sabe que saúde tá sempre nas discussões aqui das reuniões ordinárias, né? Os vereadores subindo, pequeno expediente e vão na tribuna, uma cidade como Campinas, mais de 1 milhão de habitantes, né? Claro que tá inserida diante de um contexto de todo o país em que o foco é por uma melhor qualidade da saúde. Como é que você enxerga este acesso das pessoas até os centros de saúde e também desses profissionais que estão lá muitas vezes, né, numa rotina eh estressante e atendendo muitas pessoas, mas ter este olhar ou de que a pessoa tá no início de uma dependência ou para dar este tratamento adequado a essas pessoas. Ah, eu acho que a formação é fundamental, a capacitação já nos bancos das universidades, eu acho que os profissionais, as universidades, as faculdades de todas as áreas da saúde deveria tratar desse assunto com assim com uma formação, porque é um problema social, né? Olha, quando você se tornar profissional, você vai se deparar com essa realidade. Muitas vezes as a pessoa procura o serviço de saúde por um problema no fígado, no rim, no punk. Só que a causa é o excesso, é o uso de álcool. Então as pessoas precisam entender isso. Agora, uma coisa que me incomoda um pouco, Gabriel, também pela é que a sociedade, como eu falei, não tolera o bêbado, né? Uhum. Então, se chegar alguém bêbado, embriagado, mal cheiroso na humanidade de saúde, parece que ela vai ser discriminada. Uhum. Assim, não tô afirmando isso, mas assim, a gente a gente percebe isso aí. Ninguém gosta de lidar com essa situação. E até imagina, eu imagino um camarada desse devia ter prioridade, devia chegar lá, passar, vem cá, tirar ele e muitas vezes ele vai ser expulso de lá, né? Fizer isso. Pois é. E se fizer isso, a própria população vai se revoltar. né? Então essa contradição que a gente precisa lidar, eu acho que os profissionais de saúde precisam estar trabalhando para isso, tá certo? A sociedade também precisa ter um olhar diferente. Ninguém fica doente porque quer, fica ou não? Não. E ninguém se torna dependente do álcool porque quer. A sociedade estimulou ele usar, mas el se tornou dependente. Eu acho que a gente tem que cuidar dele com respeito, com humanidade, né? Então, eh, isso parte sim de uma qualificação. Eu acho que a gente precisa também divulgar isso para poder tratar esse ser humano, né, com atenção que ele precisa, reconhecer que ele tem uma doença e que precisa de cuidado. Isso é algo a se pensar, Marilda? Ou já acontece em Campinas essa integração? Então, se essa pessoa chega ao centro de saúde, ela já é indicada para algum outro lugar ou ela é liberada e é só falado para essa pessoa: "Olha, procura tal lugar, falta essa integração na cidade?" Eu eu acho que não. Pelo que eu tenho de conhecimento, eh, no Conselho Municipal de Políticas Sobre Drogas tem a Secretaria da Saúde que participa. E o que eles nos levam é que não, que desde o posto posto de saúde, o centro de saúde lá, ele já verifica a condição do do usuário de quem tá sendo atendido, se necessita ou não de encaminhamento para um tratamento específico. E se precisar, se o centro de saúde não tiver preparado, eles encaminham pros CAPS AD, que é um tratamento específico para álcool e outras drogas. Então eles têm, que eu saiba, eles têm feito esse trabalho já aqui em Campinas. Essa integração é importantíssima, né, presidente? Sim, né? Eu acho que isso acontece, né? Eu até coloquei uma situação porque a gente percebe no dia a dia, eu vou falar assim, olhando muito a figura do morador de rua hoje, né? Que provoca na sociedade um misto, né? Tem gente que tira daqui, não quero nem ver. Tem gente que quer ir lá dar comida, atender, né? Mas é um é um ser humano e a maioria deles tem problema, principalmente de alcoolismo, além de outras drogas, né? Eu eu assim, então a gente percebe assim a partir dessa figura do morador em situaçor de rua que às vezes as pessoas falam: "Não, não quer nem cuidar". E nós temos o programa de saúde, o consultório na rua, que faz um trabalho fantástico, né? Quer dizer, é um movimento no sentido, é um pessoal qualificado, treinado, capacitado. Eu acho que a formação desse pessoal que atende no consultório na rua devia se levar para todas as unidades. Eh, e olhar mesmo, às vezes a pessoa, o que eu falo capacitação, assim, às vezes a pessoa chega lá, tô com um problema no fígado, né? Então, ó, vou vamos cuidar do fígado, mas vamos investigar o porqu que tá com origem a origem, né? ou outro tipo de doença que o alcoolismo pode provocar. Talvez além de tratar aquele dali, ó, já dá uma orientação. Fala: "Olha, mas esa aí precisa parar de beber, né? Tem que cuidar com aquilo que tá ocasionando isso." Então, nesse sentido, eu acho que a informação é fundamental, vale para paraas áreas de saúde, para as áreas de segurança, de assistência. Eu acho que todos os profissionais que trata com a população, de certa forma, precisa compreender um pouco mais o que é alcoolismo e como é que você pode orientar quem se já é alcolista ou tem o transtorno, né, para buscar um tratamento ou para quem ainda não se tornou para que ele cesse ou reduza o uso para não se tornar um dependente, né? Eu acho que é um esforço coletivo, viu, Gabriel? Ô Maria, acho que isso que o presidente Rossini falou é é muito fundamental na questão do preconceito, porque eu já peguei já eh uma conversa e de pai com filho, assim, tinha mais uma roda de conversa sobre, tava falando sobre essa questão eh da bebida alcoólica nas escolas, tal, e o pai não gostou desse assunto ter sido abordado na escola, porque ele achou que tava levando o assunto bebida pra sala de aula e que o filho dele Ele não tinha maturidade ainda para lidar com este assunto. Essa questão de preconceito, de muitas vezes o pai querer blindar a criança, de nem falar no assunto, desse assunto não entrar em casa, como é que você enxerga? Já é uma barreira para esse assunto? Muitas vezes vira um tabu e esse tabu acaba virando um preconceito quando essa pessoa ela fica adulta, encontra essa resistência para este assunto não ser abordado na escola. Ele não quer que o assunto seja abordado em casa. Ele vai tentando blindar a criança ali, criar ela como se fosse uma bolha assim para tentar isolar dos problemas. É, eu acho que não é o caminho, né? É saber como abordar em cada faixa etária, né? Para uma criança de 6, 7 anos, você vai falar de um jeito, para um adolescente vai falar de outra forma. É saber como abordar o tema para cada faixa etária. Então, criar uma bolha em volta dessa criança não é não é o ideal, né? a gente tem que levar o assunto mesmo para que se chegar um momento que alguém oferecer, ela vai saber o que é, né, e saber fazer a escolha correta. Então, eh é importante em cada faixa etária eh saber lidar com o problema, levar o assunto para as escolas eh de acordo com a idade das crianças, mas tem que ser falado, tem que ser falado. E as escolas t pessoal preparado para isso, né? pedagogo e tal, sabe como lidar com isso, como ela falou, respeitando a faixa etária, mas é um assunto que você tem que sim discutir na escola, né? Hoje a escola ela é um assunto transversal, etc, mas são temas que precisam, a gente não fala que a escola tem que discutir a questão do racismo, o respeito à mulher, bullying, etc., né? As escolas estão muito mais abertas, né? Porque no passado eu acho que era mais engessada, né? língua portuguesa, matemática, física, acabou. E hoje não. Hoje a as disciplinas elas estão abordando o cotidiano, os problemas do mundo, trazendo para discussões em sala de aula. Eu acho que a escola é o local adequado para se tratar desses assuntos, né? Professores capacitados com uma linguagem adequada, com uma metodologia. E eles estão aí no dia a dia, né, das crianças muito mais conversam com as crianças um ambiente seguro muitas vezes. Ó, vou falar uma coisa para você. Assim, eu tenho acompanhado, apoiado alguns projetos de futebol na periferia, né? Sim. Algumas iniciativas. Muito legal. É impressionante como o que ele chama de professor, que já foi jogador e tal, e o respeito que as crianças têm e quando ele dá uma ordem de disciplina, como eles respeitam isso. Então essa figura do professor de do cara acreditar, parece que dá mais crença, é fundamental. Às vezes o pai não consegue, é com a mesma força passar uma mensagem que o professor consegue com mais obviamente preparo, formação, mas a gente tem que superar também essas resistências, né? enfrentar essa realidade. Eu acho que se a gente fizer a coisa da forma correta, na dosagem correta, a gente devagarzinho vai construindo uma outra cultura mais responsável em relação à bebida alcoólica. Pra gente encerrar a reta final aqui do nosso questão de ordem, Marilda, você disse deste aumento que acontece pela procura, como é que a gente muda essa situação? Então, aumentando o número de pessoas que fazem o tratamento, falta informação, precisa bloquear propaganda de bebida na televisão, como que a gente melhora o nosso cenário a curto, médio e longo prazo do uso da bebida alcoólica para diminuir o número de dependentes. Eu acho que é informação, eu acho que é é uma informação séria, né? Ser levada em por diversos canais. a mídia, né, podia se interessar um pouco mais, né, para para levar esse serviço paraa população, né, eh, e divulgação dos riscos, dos malefícios. Acho que a escola, eu acho que a escola é uma porta excelente pra gente levar essas informações e ter essa divulgação e fazer com que diminua a dependência em seja do álcool ou outras drogas, entendeu? Eu acho que é uma um excelente nicho pra gente trabalhar isso para que ocorra a diminuição do da dependência do álcool. Presidente, como é que a gente muda essa situação? Fazendo uma pergunta fácil, né? Fazendo tudo isso, fazendo mais questões de ordem. Eh, eu acho que é trazendo o assunto para debater com clareza, com transparência, com seriedade, né? e levar informação. Nós estamos diante de um fenômeno que é mundial, que traz problemas pra sociedade e que precisa ser enfrentado. Então, a gente precisa botar todos os setores juntos, né, e discutir isso com franqueza, né, se é um problema, então a gente tem que buscar soluções pro problema. Acho que tudo isso que a gente falou aqui faz parte um pouco da solução. Marilda Martins, gestora da Coordenadoria Departamental de Políticas para Prevenção ao Uso de Drogas. Muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo. Tenho certeza que todas as informações de grande valia pro nosso telespectador explicar sobre o trabalho que tá sendo realizado aqui na cidade de Campinas, já faça um novo convite para você retornar aqui aos nossos estúdios e fica aberto à suas considerações finais. Eu que agradeço a oportunidade de estar aqui mais uma vez divulgando o serviço. Acho que é muito importante essas informações paraa população em geral, ela saber que ela tem serviços na cidade, serviços eh eh de qualidade e gratuito, ela saber onde pode procurar ajuda. E a coordenadoria é um é um serviço que pode eh não só acolher eh encaminhando as pessoas para tratamento, mas para poder indicar outros serviços que a que a o usuário precisar. Então, eh a coloco à disposição a coordenadora de prevenção às drogas à população e falo, procurem ajuda, né? Não esperem a dependência se tornar um calaboço, sem fim. Procurem ajuda, é muito importante a ajuda. Repita o endereço da coordenadoria, por gentileza. Eh, rua Barreto Leme, 1550, Cambuí. Fica bem atrás da prefeitura. Ótimo, presidente Luizini, também muito obrigado novamente pela disponibilidade do seu tempo, ter vindo ao nosso estúdio contribuir, né, com as informações, com as histórias reais pro nosso telespectador. Já faço um novo convite para retornar aqui ao Questão de Ordem, para falar sobre esse, mas também sobre outros temas e fica aberto à suas considerações finais. Tô à disposição, Gabriel. Sempre se que quiser. Você manda agradecer e cumprimentar a Marilda, né, pelo trabalho que a coordenadoria tem feito. Não é fácil, a missão é espinhosa, né? É difícil, mas tá sendo feita. Então, parabéns pelo trabalho, porque a gente precisa fortalecer as políticas públicas nessas áreas também, né? Eu acho que a Câmara, eu agradecer aí mais uma vez, Gabriel, com essa questão de ordem, cumpre o seu papel também de levar uma informação, um debate que é de interesse da sociedade. Estarei sempre à disposição. E eu agradeço você aí de casa pela sua companhia, pela sua audiência. Espero que a gente tenha contribuído para este debate, levando até você uma informação segura, né, sobre este tratamento para fazer o diagnóstico, porque é um transtorno, é um problema e que tem cura. Então divulgue aí na sua casa, converse com seus filhos, com os responsáveis. Tem grupo de WhatsApp com os vizinhos, porque a gente precisa diminuir o quanto antes o número de pessoas que tem o transtorno aí por uso de álcool excessivo. Questão de ordem fica por aqui. Até uma próxima semana. Ciao. Ciao. เฮ
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