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Questão de Ordem | Vacinação em Campinas 2026: desafios covid, dengue, sarampo
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Questão de Ordem | Vacinação em Campinas 2026: desafios covid, dengue, sarampo

32 views Publicado 22/04/2026 HD · 1:05:43
Resumo editorial

O programa Questão de Ordem desta edição é dedicado à cobertura vacinal em Campinas, com análise técnica conduzida por uma vereadora infectologista e a coordenadora do programa de imunização da cidade. O debate apresenta dados de 15 de abril de 2026 que mostram cobertura de 71,9 por cento para a gripe, abaixo das metas projetadas, e atualiza o cenário da dengue, da COVID-19, do sarampo e da febre amarela na cidade. A conversa abre com dados alarmantes da Agência Brasil sobre desinformação antivacina, com o Brasil liderando o volume de mensagens conspiratórias na América Latina e Caribe, 580 mil conteúdos falsos identificados entre 2016 e 2025. O debate aborda como o movimento antivacina ganhou força com a pandemia, os efeitos da politização do tema, as estratégias da Secretaria Municipal de Saúde para ampliar a cobertura, os desafios de acesso enfrentados pela população em diferentes regiões, e a importância da vacinação como política pública estruturante para Campinas.

Descrição do vídeo

No Questão de Ordem, acompanhe a análise técnica sobre vacinação em Campinas com Vereadora Fernanda Souto (infectologista) e ChaúlaVizelli (coordenadora de imunização). O debate apresenta dados de cobertura para gripe 🤧, dengue 🦟, COVID-19 🦠, sarampo 🌡️ e febre amarela, além de estratégias municipais. 📊 Cobertura Vacinal (15/04/2026): Gripe: 71.957 doses. 👶 Crianças 6m-5a: 7,36%; 👴 Idosos 60+: 20,56%; 🤰 Gestantes: 17,23%. Até 30/05 nos 69 CS. Dengue: 1.719 casos confirmados. 💉 61.167 doses (10-14a): 37.517 D1, 23.650 D2 (meta 65.265). 10.767 D2 em atraso. COVID-19: 🍼 Sem doses pediátricas (chegada abril). Semestrais para idosos. Sarampo: Eliminado 2024. 98,91% D1 tríplice viral. Febre amarela: 79,49%. 🔍 Desafios e Soluções: Desinformação 📱: 580k fake news Telegram (BR líder). Anvisa garante segurança. Logística: Frascos multi-doses; repasses MS/Estado. App Ana 📲 lembra D2. Acesso Ampliado: 🚌 Terminais, 🛒 supermercados, 📚 escolas. ESF: 68→92 unidades. Dia D gripe (28/03). 🦟 Dengue em Foco: 80% criadouros residenciais (Região Leste: 530 notificações). Dicas: Elimine água parada 💧, repelente, telas. Ligue 156. Mutirões + drones. 🗣️ Vozes Especializadas: "Verifique caderneta em toda consulta. Fortaleça APS para buscativa." – Fernanda Souto "Vacina protege contra formas graves. Controle criadouros essencial." – Chaula Vizeli SUS em Ação: Fluxo notificação→vigilância→política. Pós-pandemia: sazonalidade alterada (dengue o ano todo). HPV resgate 15-19a até jun/2026 (meninos 77%). Atualize no CS próximo. Siga SMS Campinas para remessas. TV Câmara informa saúde pública. 💬 Comente sua experiência vacinal. Curta 👍, compartilhe 🔄, inscreva-se 🔔! #VacinacaoCampinas Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, começa agora o programa Questão de Ordem, que hoje vai falar sobre vacinação, como está a cobertura na cidade para doenças como a COVID-19, a gripe, dengue, febre amarela e sarampo. E sobre a questão de acesso, a população tem facilidade para encontrar um centro de saúde e a vacina? Quais são os desafios impostos a esta metrópole e o trabalho de prevenção a essas doenças? Bom, são muitos questionamentos e quem participa é a vereadora Fernanda Solto, médica infectologista aqui na cidade e também a Xula Vizeli, que é a coordenadora do programa de imunização em Campinas. Lembrando que o debate vai acontecer, farei as interrupções apenas quando o necessário. Vereadora Fernanda Solto. Começo com a senhora uma reportagem da Agência Brasil. O estudo desinformação antivacina na América Latina e no Caribe mapeou 81 milhões de mensagens que foram publicadas em 1800 1785 comunidades de teorias da conspiração no Telegram que circularam entre 2016 e 2025 em 18 países. E o Brasil liderou o volume de mensagens e o número de usuários ativos que participaram dessas comunidades conspiratórias sobre vacina. Responsável por mais de 580.000 conteúdos falsos ou com desinformação sobre imunização. Primeiro, como é que você enxerga esta questão e os efeitos de quem é aí antivacina? Seja bem-vinda ao programa Questão de Ola. Muito obrigada, Gabriel. Eu quero aqui saudar a participação da Chaula com a gente mais uma vez nesse questão de ordem, trazendo temas tão tão relevantes paraa saúde, especialmente a saúde pública aqui de Campinas. Quero agradecer todo mundo também que tá acompanhando esse programa e realmente os dados que você trouxe, né, são assustadores e evidenciam algumas questões que a gente tem pontuado no debate público da sociedade. a discussão antivacina, o negacionismo, o discurso anticiência, ele não se iniciou com a pandemia pela COVID-19, mas nesses momentos de crise, crise sanitária, a gente sabe que também são os momentos em que se ganha mais visibilidade, se debate, se chega em mais pessoas e, infelizmente a utilização política desse assunto traz algumas consequências desastrosas pra sociedade. É, você bem pontuou, o Brasil tem sido um dos líderes na propagação desse e dentro do Brasil, né? Nós temos tido índices eh líderes na propagação desse tipo de desinformação, de fake news. E a gente tem essa repercussão nos números eh de vacinação aqui no nosso país. O Brasil sempre foi reconhecido mundialmente pela sua cobertura exemplar. Nós temos o histórico de indicação de doenças aqui, eh, que, né, já trouxeram muita tristeza, muita morte pra população brasileira. Isso sempre foi uma conquista que os brasileiros sempre eh trouxeram pro seu dia a dia, né? A gente brinca que antigamente quando vi uma fila da vacina nem se sabia que vacina era, mas estavam lá as famílias com as crianças, especialmente eh nesses períodos de sazonalidade que a gente tem as vacinas específicas, como por exemplo a gripe. A gente sempre recebia já questionamentos muito antes da das campanhas se iniciarem, quando vai começar, onde vai ser, se vai ter a vacina. Isso mudou muito, realmente, e a gente tá vendo o impacto na queda das taxas de vacinação no Brasil todo, mas isso também em outros países do mundo. E os riscos que isso traz eh paraas pessoas, né? A reintrodução de doenças que a gente já pode ter erradicado ou inclusive o desenvolvimento de eh novas novos agentes, né? Mutação de novos agentes que voltam a circular ou que tem a sua a sua circulação ampliada. vírus, bactérias e vão desenvolvendo novos mecanismos de mutação, né? E a gente pode ter inclusive o desenvolvimento de novas doenças a partir disso, trazendo muito risco pra população. É uma coisa que nos preocupa muito e também mostra a necessidade urgente do poder público enfrentar essa nova realidade. Acho que desde 2022, eh, quando a gente tem a retomada do governo federal pelo presidente Lula, a retomada do Ministério da Saúde também com o ministro Padilha, tem sido feito um trabalho muito intenso de conscientização, de debate sobre a importância da vacinação, de fortalecimento eh dessa medida tão importante de prevenção na nossa sociedade. E quero destacar aqui também o papel fundamental do Departamento de Vigilância em Saúde, Devisa, que durante a pandemia sempre esteve muito atento a essa discussão, fazendo a defesa do primeiro, né, das medidas de restrição, restrição de de restrição da circulação viral, do distanciamento, né, uso de máscaras e posteriormente quando a gente já tinha vacina disponível também fazendo a defesa da vacinação, do uso adequado dessa vacina. Então quero ressaltar que aqui em Campinas a gente teve uma atuação muito importante nesse sentido do devisa da Secretaria de Saúde na no fortalecimento das medidas de prevenção eh da COVID-19. Mas infelizmente a gente sabe que como a cidade não está descolada desse contexto nacional que veio a ali do dos anos da pandemia e também internacional, a gente ainda tá sofrendo essas consequências. fundamental que o poder público assuma a responsabilidade de enfrentar isso. A vereadora Fernanda Solto falou sobre doenças erradicadas. Em 2024, o Brasil recebeu um certificado de eliminação do sarampo. Já já vou querer saber da Fernanda e da Chaula se tem diferença de eliminar sarampo, erradicar a sarampa, a importância da vacinação. Já já a gente vai tratar sobre este assunto aqui no questão de Ordem. Xaula, nesta mesma reportagem que eu citei, entre as alegações falsas mais comuns que circularam nesses grupos de conspiração, estava de que a vacina provocava morte súbita ou alterava o DNA de quem a toma. Também houve falsas menções de que a vacina provoca aides, envenenamento ou a câncer. Qual que é o tamanho da preocupação e prejuízo que essas notícias falsas trazem? Seja bem-vinda ao programa Questão de Ordem. Obrigada, Gabriel. Um prazer estar aqui. Eh, agradeço muito o convite. Acho que é sempre muito relevante estarmos discutindo essa questão da vacinação, né, no município de Campinas, pensando na nossa população, mas pensando no benefício aí para toda a sociedade. Eh, eu tenho que começar dizendo que, gente, vacinação é um dos pilares da saúde pública, né? Então, eh, não é a Chaula, acho que não é a vereadora, é a Organização Mundial da Saúde, é OPAS, que diz o quanto de mortes são evitadas, né, por conta da vacinação. E de fato tudo isso que já foi trazido mostra muito eh o contrário disso, né, os benefícios contrários em relação à adesão à vacinação, né? Então, uma desinformação, uma informação equivocada que hoje em dia tem uma facilidade de permear aí redes sociais, eh, o contato das pessoas, né? Então isso realmente acaba prejudicando muito a adesão da população a essa vacinação. E o que a gente não quer é justamente que isso aconteça, né? Então aí eu acho que cabe toda a responsabilidade de fato do poder público, das universidades em produzir muito material, a ciência sempre falando aí em benefício da vacinação, né? e de todas as figuras públicas de fato, né? Somos formadores de opinião, então a gente precisa ter essa certeza, essa clareza para conseguir transmitir pra população de uma forma que ela entenda quais são os riscos, quais são os benefícios. Então, como você citou alguns exemplos, não, gente, vacina não causa câncer, vacina evita câncer, né? Então, falando da HPV especificamente, vacina não causa aides. Todos os nossos materiais são descartáveis, são de qualidade. Então, assim, não precisa ter esse risco, né? eh esse essa dúvida, esse receio. E uma outra questão muito importante, gente, quando a vacina é colocada num programa nacional de imunização para vacinação em massa, ela passa por uma série de estudos, né? Não é uma questão aleatória, quero ou não quero, vou colocar essa vacina paraa população. Isso tá em jogo a vida de milhares, de milhões de pessoas, né? Então, antes delas serem colocadas à disposição da população, Anvisa, vários outros órgãos regulatórios, comitês de várias pessoas especialistas avaliam, discutem e colocam essa vacina em uso. A partir daí, a gente tem a certeza da segurança, né? Então, foram produzidos dados concretos, robustos, que garantem essa segurança. Então, as pessoas não precisam ficar com esse receio e mesmo depois de incorporada, a vigilância ela permanece, né? Então, eventualmente é esperado que tenha um evento adverso, tem algumas vacinas que sim, né? Então a gente já conta isso pra população. Olha, pode ter uma reação local, pode ter febre, alguma situação vai ter um evento um pouco mais importante, a gente vai monitorar, vai avaliar, vai notificar. Então todos esses dados eles vão para um banco nacional, né? Então a gente monitora e isso vira a política pública, né? Então esses dados eles dão embasamento. Dá para ampliar a vacina? Não dá para ampliar. Para essa doença eu preciso incorporar uma outra estratégia. Então é isso que é muito importante, que a gente consiga levar a informação verdadeira, a informação transparente, a informação científica de uma forma que as pessoas entendam, tirem as suas dúvidas, né, e se sintam seguras paraa vacinação. Quando a cidade de Campinas, ela abre uma campanha, ela tem uma expectativa, um objetivo de atingir ali sempre perto de 100%, eu imagino. Quando não chega, vocês conseguem atrelar isso à desinformação, vocês procuram saber por que esse número ficou tão afastado? É um problema complexo. Um problema complexo não tem só uma solução ou uma causa, né? Então a desinformação muitas vezes para determinadas estratégias de vacinação se impactam mais. Outras a gente tem diversas outras causas, né? Estamos falando da influenza, que é uma vacina da gripe, né? Que é uma vacina que tá no calendário já há mais de duas décadas. não é uma vacina nova, é uma vacina que tá incorporada há muito tempo, tem muitos estudos robustos e ao longo dos últimos anos a gente não vem alcançando as metas indicadas, né? Então é até por isso que a gente pensa sempre em outras estratégias. Tem a questão da comunicação, da informação, que a gente tenta avançar sempre, é site, é Instagram, é pensar sempre em formas que a população vai conseguir enxergar essa essa comunicação de uma forma mais efetiva. Mas pensando em outras estratégias, né? Os tempos mudaram. Então, como a vereadora bem colocou, antes era o dia de campanha de vacinação, todo mundo parava, pega a criança, vai, vacina, fila. Eu trabalhava nessa época em centro de saúde, às vezes ia dando o horário de fechar e à noite e e as pessoas chegando e a gente acolhendo e vacinando. Hoje não é mais isso. Muitas vezes a gente vai pro centro de saúde e as equipes estão lá em várias outras atividades, um movimento muito a quem do desejado. Então, a gente pensa em estratégias que a gente chama de extramuros. né? Vamos levar a vacina para mais perto das pessoas, né? Então, leva vacina paraa escola, leva vacina para terminal de ônibus, para shopping, para mercado, para justamente tentar alcançar essas metas. Eu cresci com o ditado, de graça até a vacina na testa. Eu escutava dentro de casa, falava de graça até a vacina na testa. Hoje em dia, gente, vacina no braço já tem que dar graças a Deus. É, não é importante isso que a Sula tá trazendo dessa porque cada a depender da vacina, da faixa etária, se é campanha, se não é, são estratégias diferentes que precisam ser adotadas para atingir aquele público que é diverso. E um dos pontos principais nessa questão da do da atuação extramuros, especialmente das unidades, é a necessidade de fortalecimento das equipes, porque eh dentro do SUS, né, a gente tem um pilar muito importante que é o pilar da prevenção. E nesse contexto se insere a questão das da imunização, mas para que a gente possa chegar nas pessoas é necessário ter o profissional de saúde que faça essa buscativa. O agente comunitário de saúde, técnico de enfermagem, os enfermeiros, médicos, os demais profissionais da equipe multiprofissional que tem que est capacitados, tá, mas principalmente o serviço precisa estar estruturado para que esses profissionais possam fazer esse trabalho, né? demanda tempo, por exemplo, fazer uma ação de vacinação numa escola, demanda planejamento, eh demanda organização dessa equipe. Então, e ao mesmo tempo, o centro de saúde não pode ficar descoberto como que faz, né, nessa situação que você precisa fazer uma ação fora. Então, é uma coisa, uma questão que demanda muito planejamento, muita organização e para isso é fundamental que as equipes estejam estruturadas, porque também as equipes sobrecarregadas vão ter muita dificuldade de fazer esse processo de buscativa e justamente por ser eh situações, serem situações muito complexas e diversas entre si, o porquê dessa queda da da vacinação de uma para uma doença específica e outra, é necessário que se tenha a a se crie as condições para que essa essa equipe possa trabalhar e possa fazer essa buscativa, inclusive posteriormente também fazer o trabalho de trazer os dados para pro pra equipe de vigilância em saúde que monitora eh essa taxa de vacinação, que monitora os efeitos também, eventuais efeitos colaterais que se possa ter dessa vacinação. Então, uma dessas questões centrais, dessas estratégias, está no fortalecimento da atenção primária em saúde, que é onde esse processo, todo esse processo de prevenção, de imunização, eh, tem o seu, o seu principal centro, né, de de acontecimento. Então, é importante que a gente também tenha esse olhar para pro fortalecimento das equipes da estratégia de saúde da família. Ótimo. Xaula, qual que é o panorama da COVID-19 aqui em Campinas? Existe ainda algum protocolo, monitoramento da doença, alguma cepa em região do mundo que vocês precisam ficar atentos? As pessoas ainda morrem desta doença? Sim. Então, ainda é uma doença preocupante, né? Eu sempre falo que a gente precisa est aquela uma balança equilibrada. Então, antes, na época da pandemia, quando a gente tinha muitos casos, todo mundo tinha medo. Ai, vou morrer, vou internar, busca pela vacina, todo mundo queria, inclusive até às vezes burlar o sistema para conseguir uma vacina primeiro que outras pessoas, porque tinham todo um rigor para quem essa vacina ia ser direcionada naquele momento, né? E hoje é o contrário, os casos diminuíram com certeza, graças à vacinação, graças a todos esses estudos, né, o número de casos diminui, número de internação, de óbito e as pessoas consequentemente deixam de buscar pela vacina. Só que todos esses casos eles continuam sendo notificados, né? Então, número de síndrome respiratória aguda grave, a identificação, né, dos casos de COVID especificamente, porque assim, vírus respiratórios são vários, COVID, um deles, eh, o número de óbitos também. E precisa lembrar que a vacina tem tá à disposição, né? Nunca deixou de ser indicada a vacina. Mesmo para aquelas pessoas que já tomaram, existe um grupo grande de risco que precisa continuar mantendo o esquema atualizado, né? É mais ou menos agora como a vacinação da gripe. Então tem que lembrar, todo ano tem tem que tomar. E pros idosos especificamente, né, são duas doses por ano. Então, a cada se meses precisa lembrar de tomar, porque o sistema imunológico já tá um pouco mais debilitado. A a vacina ela protege, né, cria um nível ali de anticorpo, de proteção ótimo por um determinado período, daí depois disso começa a cair um pouquinho. Então, é importante que recebam uma nova dose para sempre manter esse sistema ali, ó, pronto. casos tenha contato com o vírus ali, ele vai ter condição de combatê-lo, né, de evitar o caso grave, a internação e mesmo o óbito. Então são sim casos monitorados, tanto os respiratórios, quanto o número de vacinas aplicadas, tudo isso a gente mantém uma vigilância constante. Ótimo. Eh, no dia desta gravação, os 69 centros de saúde de Campinas estão sem doses da vacina contra Covid-19 para bebês de 6 meses e crianças de até 4 anos. também a falta do imunizante para crianças com idade entre 5 e 11 anos que pertencem a grupos prioritários. Eh, há uma ideia de quando vai chegar? Há uma busca por essas vacinas? Sim, é sempre importante lembrar, né, que o município ele não tem autonomia para adquirir as doses. Sempre esse fluxo ele é feito por meio do Ministério da Saúde pros estados e dos estados pros municípios, né? A gente sempre faz a solicitação de doses baseada inclusive no consumo, monitora muito esse controle de validade, né, pra gente não perder doses, não jogar doses fora. Existe uma questão importante em relação aos laboratórios produtores. Então, hoje frascos de vacina às vezes eles vêm com três, 5, 10 doses e a gente nunca perde oportunidade. Então, às vezes chega uma criança na unidade, eu vou abrir um frasco para vacinar aquela criança, mas dependendo do fluxo daquele serviço, o restante das doses do frasco acabam sendo jogados fora. Então, por isso que a gente fala que é uma responsabilidade de todos nós, né? Então, do poder público, da saúde, das pessoas que buscam pela vacinação. Então, a perspectiva, a gente acabou de fazer um pedido pro estado novamente, um pedido robusto, porque de fato para crianças, esse ano a gente tem bastante dificuldade, né? Um desafio importante aí para ser enfrentado. Então, a nossa última grade veio só em janeiro. Então, desde então a gente não recebe mais doses, apesar dos pedidos. E a perspectiva é que chegue ainda em abril, né? Então, paraas pra população toda, né, para as mães ficarem atentas a todos os canais oficiais de comunicação, a gente também faz todo esse trabalho de buscativa. Então, aquelas crianças que são mapeadas na nossa lista lá, olha, tá com a vacina atrasada, a gente entra em contato também para estimular que venham, né, que atualizem o esquema ali. E as vacinas, como você disse, de 5 a 11 anos, teve uma mudança, né, por parte do Ministério da Saúde. Então, por ser um público muito específico, porque hoje para essa população de 5 a 11 anos, são só para aquelas crianças e adolescentes com alguma imunossupressão, que são doenças bem graves, né, algum problema de saúde muito importante e que não acontece frequentemente. Então, essas doses elas são buscadas no centro de referência de imunobiológico especial, que a nossa referência aqui é lá no HC, na Unicamp, né? Então ela não é uma que uma vacina que está em falta, ela não é mais disponibilizada no centro de saúde, mas tem a disposição, né, mediante agendamento lá no centro de referência de imunobiológico especial. Fernanda, essa resposta ela é muito importante da Chaula, porque nós tivemos eh um período, acho que de intensidade de todo mundo de 2020, principalmente a 2022, né, tomando todos os cuidados em relação à vacinação, mas também no nosso dia a dia. E depois houve um relaxamento até certo ponto normal de tudo que a gente viveu, mas esse relaxamento ele não pode se sobressair em relação aos cuidados que nós precisamos ter ainda com esta doença, né? Exatamente. Isso a gente vê em outras doenças também, a própria gripe que se quando a gente tem alguma epidemia, um evento pandêmico também, eh, posteriormente quando se se volta para aquela os números de casos da sazonalidade eh comuns, a gente também sente esse relaxamento. na taxa da vacinação, mas é muito importante manter as campanhas, né, os serviços de saúde, manterem esse diálogo e persistente com os os usuários do sistema de saúde. Eh, a gente sempre verificar a carteirinha de vacina na oportunidade que tiver. Às vezes o paciente vai para uma consulta de rotina ou para uma consulta com uma queixa específica, lembrar da oportunidade de verificar a carteirinha de vacina. É muito importante, né? Então, especialmente pra gente da infectologia, eh nós temos esse cuidado e toda a consulta verificar se existe uma vacina em atraso ou se perdeu oportunidade de indicar alguma vacina anteriormente a gente fazer eh nesse momento. E a Chaula comentou uma questão que é importante sobre a disponibilidade das doses e e não perder essa oportunidade. Então, às vezes tem o frasco, abre o frasco para uma dose, mas também tem a toda a organização da unidade de saúde e também das visas, né, Xaula, para eh evitar ao máximo perda de dose. Então, tem todo um cuidado, tem todo um trabalho integrado. Eh, se abre um frasco e vai fazer uma imunização. Então, já tem uma lista de outros outras pessoas que procuraram aquela vacina. Então tem um trabalho de fazer a convocação, tentar oo máximo evitar essa perda de idoses no município. A gente vê então que as unidades, a vigilância tem um cuidado muito grande com isso, na medida do possível eh impedir a perda de oportunidade da vacinação e também impedir esse desperdício. Claro que 100% eh na saúde não tem como abarcar tudo, mas é um trabalho integrado muito importante. É importante que a população esteja assistindo esse programa, eh porque nesses períodos em que a gente tem alguma doença, Covid-19 ou a gripe ou a dengue ou a febre amarela, vem muita informação, as pessoas ficam mais ligadas, mas muitas vezes não conhece todo o trabalho que é feito desde o momento da identificação lá na unidade de saúde de um caso suspeito para uma determinada doença, até a o trabalho da notificação, como essa informação chega pro serviço de vigilância do município. eh a orientação sobre se é uma doença infecto contagiosa, sobre as pessoas que podem ter tido contato com com esse paciente doente, que podem desenvolver doença, quais são os cuidados que precisam ser direcionados para essas pessoas, o monitoramento e aí também a indicação das vacinas ou outras eh medidas, tratamentos e outras medidas que são necessárias pro cuidado em saúde, até posteriormente compilar todos esses dados para assim conseguir direcionar a política pública, né? Então são muitos trabalhadores envolvidos, é todo um logística, uma logística, é todo um eh muito estudo envolvido nisso também, muita experiência, né? A gente tem eh o SUS é uma grande escola para o mundo, então tem muita gente que vem pro Brasil, de outros países, entender como é que funciona o nosso sistema de saúde, porque um sistema público de saúde para 200 milhões de pessoas, eh, nenhum outro país do mundo tem isso, né? E dentro do SUS, a questão da do Programa Nacional de Imunização, eh, sempre foi um orgulho do pro sistema de saúde brasileiro, mas pro povo brasileiro, né? Então é uma coisa que a gente sempre que a gente tem oportunidade, importante a gente falar, importante trazer essas informações para que as pessoas que estão ali no dia a dia, às vezes tendo um contato pontual, faz uma vacina ou às vezes vê uma matéria na televisão também consiga ter um pouco esse entendimento de de tudo o que tá envolvido nesse processo de vigilância em saúde e especificamente dentro desse processo da imunização, porque é bem complexo, mas é muito interessante. A gente faz um trabalho eh muito importante aqui no município de Campinas. Sem dúvida. E Fernanda, outro assunto que preocupa muito é a dengue, né? Até o dia desta gravação, 15 de abril, o painel de monitoramento da arboviroses da Secretaria Municipal de Saúde mostrava 1719 casos confirmados de dengue e cinco de chicungunha. Então, entra ano, sai ano, dengue tá sempre ali no nosso radar. Exatamente. E a gente tem um aumento dos casos, especialmente nos períodos de alta temperatura, de maior umidade, né, das chuvas, mas é uma doença que sempre nós temos um patamar de casos aqui no município de Campinas. Eh, e a nossa preocupação é sempre quando a gente vai chegando ali, nossa maior preocupação também, né, quando vai chegando perto desses períodos que a gente sabe que tem um aumento de casos, porque a gente sabe que também tendo aumento de casos, além claro do impacto que isso tem na saúde das pessoas, no adoecimento das pessoas, na possibilidade do desenvolvimento de da forma grave da dengue, a gente também tem uma sobrecarga dos serviços de saúde. Então, é importante a gente ter esse monitoramento para identificar eh eh em que momento a gente começa a ter esse aumento de casos para também preparar os serviços de saúde, desde o da do treinamento das equipes para atender os casos suspeitos, identificar esses casos e e indicar o melhor tratamento. O, no caso da dengue, o tratamento é principalmente suporte, mas o mais importante é identificar os sinais de alarme. que o paciente pode fazer o tratamento em casa com a hidratação vioral, que é o pilar da do tratamento da dengue, com o acompanhamento da equipe da saúde da família, ou se precisa fazer uma internação, se precisa ser encaminhado a uma unidade de pronto atendimento para fazer um tratamento mais intensivo, porque tem algum sinal de alarme e até mesmo a identificação de outras complicações e fazer esse monitoramento. Então, a gente precisa desde esse e papel de identificar, fazer o monitoramento dos casos, mas também de dar o suporte pras equipes, que elas possam fazer o melhor tratamento, equipar as unidades de saúde e, se necessário, ampliar essas equipes ou até mesmo outros serviços de saúde nos momentos mais críticos. a gente sempre tem aqueles hospitais de campanha, os dengários, eh, que ficou popularmente conhecido dessa maneira, mas é uma forma de garantir o maior suporte para atendimento. E no caso da dengue, é sempre importante lembrar, eh, a prevenção é o principal caminho, né? A gente precisa ter esse cuidado de olhar a os possíveis criadores dentro de casa, eh vasilhas de animais que muitas vezes só troca água, não faz higiene adequada, acúmulo de lixo, né? terrenos que não estão sendo limpos adequadamente, mas também além desse cuidado individual, não é possível a gente combater esses criadores na cidade se a gente não tem um investimento na ampliação das equipes que fazem esse trabalho essencial, que são principalmente os agentes, agentes comunitários de saúde que estão indo na casa das pessoas, verificam, identificam esses focos, o risco e também os agentes de controle a endemia e os agentes de apoio a controle à endemia. Então, é muito importante eh a gente a gente eh fazer a qualificação, a estruturação dessas equipes, né? Principalmente ampliar o número de trabalhadores aqui na cidade, valorizar esses trabalhadores para que a gente possa ter um melhor, uma melhor eficiência da política pública aplicada. Ô Xaula, não vou me recordar agora a especialidade médica, mas eu tava conversando com um profissional da saúde que tava me relatando que antes da pandemia a gente tinha certinho as épocas de cada doença. Olha, então até março, abril essa doença aqui ela é mais vista, depois chega no inverno e que depois da pandemia ela falou: "Ó, agora deu uma confundida no isso no ano inteiro pode aparecer." Em relação à dengue, a gente tá chegando numa época agora que não é de chuva. A tendência é ter uma queda ou depois da pandemia até a dengue deu uma confundida aí e a gente tem altos casos. Precisa tomar muito cuidado agora no meio do ano. É, eu acho que a vereadora já trouxe um pouquinho disso, né? Então assim, a dengue ela tem uma sazonalidade esperada. Então sazonalidade quando a gente fala que é aquele período que os casos aumentam. Não existe um período no ano que a gente fale: "Não, não tem, não tem dengue, não tem influenza, não tem gripe". Isso não existe, na verdade nunca existiu. É que agora e durante a pandemia essa marcação desse período da sazonalidade realmente sai um pouquinho de controle mesmo por conta do isolamento social, as pessoas circulavam menos, então a transmissão das doenças e acontecia de uma maneira menor, né? A COVID tomou muita conta dessa situação, mas a dengue tem uma característica, né? O desenvolvimento do vírus da dengue tem essa característica mais de acordo com a temperatura, então altas temperaturas, né? Isso agrega muito. Antes a gente atrelava muito a dengue a períodos chuvosos e com os estudos, com o passar do tempo, foi identificado que a chuva sim contribui, mas que a alta temperatura ela piora muito, então faz com que o mosquito ali se prolifere ainda mais rápido, que a transmissão aumente, né? Então a tendência aí por todos os estudos, por todas as avaliações aí de anos, né, para cá, é esperado que a dengue diminua nos meses mais frios. Então a gente espera que isso de fato aconteça, né? Esse ano os números aí comparados com anos anteriores estão dentro aí do controle do esperado. Uhum. E agora a gente se aproxima do período da sazonalidade dos vírus respiratórios, né? Então, Covid, influenza, vírus incecial. Então, a nossa maior atenção acaba neste período de meses mais secos, mais frios, voltadas aí, voltada mais pra questão dos vírus respiratórios. Em Chaúá, a Secretaria de Saúde de Campinas aplicou 61.167 167 doses de vacina contra a dengue em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de abril de 2024, início da imunização até março deste ano. Foram 37.517 adolescentes vacinados com a primeira dose e 23.650 com a segunda dose do imunizante. A população alvo da estratégia de vacinação no município é de 65.265 265 pessoas, portanto, estamos abaixo. Como é que tem sido este trabalho de imunização na cidade? Mais uma estratégia bem desafiadora, né? Então, o município de Campinas segue as diretrizes, né, do Ministério da Saúde, do Estado de São Paulo. E essa vacinação específica para denga, ela veio direcionada paraa população de 10 a 14 anos, que já é uma população historicamente mais difícil de acessar, por quê? É uma moçadinha, né? Então, crianças e adolescentes ali, jovens, saudáveis, sem problemas de saúde, deixam de frequentar menos os serviços de saúde, pai e mãe muitas vezes trabalhando. Essas crianças e adolescentes às vezes acabam ficando sozinhos em casa, não conseguem deslocar pro serviço de saúde. E justamente por todo um controle, um cuidado que a gente tem com a incorporação de uma vacina nova, é uma vacina que até este momento ela é preconizada para que seja feita no serviço de saúde. Então, ela é feita no centro de saúde. Neste momento a gente não leva essa vacina pra ação escola, pras ações eh qualquer outra ação fora do centro de saúde, né? Justamente por um cuidado que a gente tem com essa pessoa que vai receber a vacina, vai ficar sentadinha ali no centro de saúde, a gente vai monitorar, né? Então isso também é um fator que dificulta a adesão, mas é muito importante que pais responsáveis busquem para essa vacina, né? Como você mesmo trouxe aí os dados, eh, temos 65.000 1000 pessoas nessa faixa etária. Em 2 anos de estratégia, a gente ainda não alcançou um número adequado, né? A vacina para dengue, diferente de outras doenças, ainda não é a principal forma de prevenção da doença. É muito relevante tudo isso que a vereadora trouxe em relação a controle de criadouro, que é a principal estratégia. E daí isso depende de todos nós, né? De cada um olhar ali o seu quintal, eh os seus pratinhos de planta, os comedouros de animais. Então a gente precisa realmente desse controle, mas para aquelas pessoas que já podem se beneficiar da vacina, gente, é fundamental que faça, né? Então, todas as pessoas de 10 a 14 anos precisa tomar a vacina e lembrar que são duas doses, né? Esse também é um fator que dificulta um pouco. Então, a pessoa vai pra primeira, os pais conseguem ali se organizar, leva pra primeira dose. A segunda dose é só depois de três meses. Então, precisa lembrar. E aí que a gente entrou com uma estratégia que foi bastante positiva, né, que foi um envio de mensagens por meio da Ana, né, assistente virtual aí da Secretaria de Saúde, que enviou a mensagem de alerta pros pais responsáveis, lembrando essas crianças, né, esses responsáveis de levar essas crianças pra segunda dose, né? Então, porque todos os estudos mostram que a proteção adequada da vacina é com as duas doses. Então, não adianta tomar uma, achar que tá OK, que tá super protegido, que não vai estar, né? vai ter uma proteção ali, mas não a mais adequada, então precisa voltar completar o esquema. É uma queda que preocupa, né, Fernando, de 37.000 para 23.000, sendo que o público alve 65.000, tem muitas pessoas que não foram vacinadas muito. E tem esse aspecto que a Chaula trouxe, que é a questão da dos esquemas com mais de uma dose. A gente vê isso muito, infelizmente, na prática. faz a primeira, não volta para fazer a segunda ou de outras vacinas que você tem que fazer o reforço. Eh, e isso impacta também nessa taxa de imunização adequada, porque a gente, quando a gente vai eh verificar os números, né, a gente considera o paciente adequadamente imunizado, que é aquilo que os estudos mostraram que tem o benefício da vacina paraa prevenção eh tanto da da infecção de um determinado agente, mas também pro desenvolvimento de formas graves da doença. a gente considera se foi feito ou não o esquema adequado. Então, infelizmente, o que a gente vê, especialmente nessa faixa etária de crianças e adolescentes que dependem de terceiros para eh concluir esse esse esquema, é que muitas vezes atrasa a o término desse esquema, né? Isso vai ter impacto também na eficiência da imunização. Então é importante inclusive eh porque às vezes faz o primeiro, esquece que tem aquele prazo, dependendo do intervalo. Então é sempre importante verificar a carteirinha de vacina, tá? Sempre anotado. O profissional de saúde que faz a dose já deixa anotado quando tem que ser a primeira. Então sempre lembrar de verificar se tá adequado, se não passou do prazo e procurar a unidade de saúde mais próxima para orientação em caso de qualquer dúvida. Xaula, existe uma previsão de ampliação para mais pessoas tomarem? Neste momento? Ainda não, né? Então, o Brasil conseguiu atualmente a deixar isso de uma maneira homogênea, né? Então, nem todas as cidades ainda tinham a vacinação disponível nem para essa população de 10 a 14 anos, né? Então, existe uma questão aí do próprio laboratório produtor, né? a capacidade desse laboratório em produzir doses num volume tão grande, né, para atender toda a população. Então, neste momento, no Brasil, todos os municípios fazem a vacinação de 10 a 14 anos e a gente espera muito aí que em breve a gente tenha essa ampliação, mesmo porque agora tem outro laboratório, outra vacina disponível também, que a gente consiga avançar isso para toda a população. Ótimo. Fernanda, o acesso é uma questão que precisa ser discutida também em uma cidade como Campinas, as pessoas saberem onde a vacina está sendo aplicada, os horários, se ela tá disponível realmente, qual que é o público alvo de determinada campanha, tem que ter a caderneta de vacinação, os documentos para serem apresentados, o transporte público para chegar se for nesse centro de saúde ou se for numa igreja no caso da gripe. Essa questão de acesso, ela é muito importante. Uma metrópole como Campinas, sem dúvida. Aí já começa eh na questão do número de unidades de saúde, né? O Conselho Municipal de Saúde tem feito alguns debates, tanto nas reuniões do conselho, mas também nos conselhos locais, nas reuniões dos conselhos locais, sobre a necessidade da ampliação das unidades de saúde no município e, portanto, também ampliação das equipes de saúde que hoje fazem o atendimento na atenção primária. a gente tem 68 unidades de saúde e a gente precisaria eh ampliar de forma eh a mais intensa, mais rápida, pelo menos para 92 unidades de saúde, pra gente conseguir atender hoje eh a população que nós temos no município de Campinas que vem crescendo, vem se expandindo. Então, para começar, teria essa questão da ampliação das unidades e esse é um número, eh, que precisamos discutir, mas o que a gente tem feito nessas reuniões, na na nessa adequação da população que a gente tem discutido a necessidade, a gente tem visto que pelo menos aí umas 20, 24, 25 equipes, a gente precisaria de uma maneira mais rápida ampliar eh eh essa essas eh esse número de profiss profissionais pra gente conseguir dar conta de uma demanda que tá reprimida e, claro, posteriormente fazer um planejamento maior, com maior expansão. Eh, então a primeira coisa seria essa questão das unidades, porque também tem a questão do acesso tempo que o usuário do sistema de saúde demanda para chegar até essa unidade, se tem mobilidade reduzida ou não. E aí então a ampliação das unidades também facilitaria isso. Por outro lado, ainda temos a questão do transporte público em Campinas, que é muito complexa. A gente tem recebido há bastante tempo muita reclamação. A gente vê no dia a dia o desafio que é para quem utiliza o transporte público, os ônibus na cidade, falta de linhas suficientes, de horários suficientes, uma passagem cara. Então isso também impacta diretamente na no acesso que esse usuário vai ter à unidade de saúde mais próxima. Então são questões que a gente precisa identificar se naquela população específica daquela região, daquele bairro, daquela comunidade, se essas questões estruturais elas estão impactando, por exemplo, na na adesão à vacinação, ao cuidado em saúde. Porque se sim, precisa ter um olhar para isso. Prefeitura, as secretarias responsáveis precisam ter um olhar para isso, para desenvolver ações em conjunto também com o Conselho de Saúde, que é quem participa da elaboração das diretrizes. eh, da política pública de saúde no município, como que a gente consegue avançar no sentido de garantir esse acesso e pra população em toda a sua complexidade. a questão da digitalização, principalmente para os usuários mais velhos, ainda nós temos uma barreira, é difícil, então não é só implementar a saúde digital, precisa eh a gente precisa dar condições para as pessoas acessarem e na impossibilidade oferecer outras outras alternativas para que esse usuário não fique sem o atendimento necessário. Xaula, ainda em relação à prevenção à dengue, vou compartilhar aqui algo que eu passei semana passada, porque a minha esposa, ela foi contaminada pela dengue e aí a gente sempre fala aqui no jornal, né, sobre dengue e tal, mas quando acontece muito próximo da nossa casa, a gente intensifica a nossa pesquisa, né? E aí eu tava lendo que o eds egipt que não tá contaminado, se picar a minha esposa e depois me picar, eu acabo recebendo o vírus também da Deng. Então, por isso que muitas vezes para quem está nos acompanhando, olha, quatro, cinco pessoas da Mesdence pegaram dengue, porque às vezes esse é desegipte, né? uma pessoa da casa e aí ele acaba ficando com o vírus. E aí a gente intensificou questão de repelente, vê qual que é o melhor repelente. E aí a minha esposa mandou um vídeo de uma médica falando assim: "Olha, à noite não adianta passar o repelente porque precisa criar uma nuvem com o suor e aí pode intoxicar a pele, então à noite não adianta". a gente fala: "Mas esa aí, será que à noite ele não vai picar?" Então, em relação à prevenção a dengue, para quem está nos acompanhando, repelente é importante, a qualquer repelente, tem que ter o Icaridina, tem que prestar atenção em alguma coisa. A vestimenta é importante também, a cor, além dessas dicas, né, para quem está nos acompanhando, vê se não tem água parada, vaso sanitário que não tá sendo utilizado, enfim, essa questão de repelente e de roupa, como é que funciona? Sim, é muito importante também, né? Lembrando que sempre a principal prevenção da dengue é controle de criador. Então esse é o ponto. A gente não pode esquecer de olhar a água parada ali, qualquer local que possa desenvolver o o mosquito, né? Então é o que você falou, uma pessoa doente, um mosquito que não tá contaminado, se picar essa pessoa, ele vai transmitir e a capacidade dele de fazer isso é muito importante, né? Então tem que cuidar disso. Agora os outros cuidados, como você disse mesmo, é muito importante repelente, né? Então, a pessoa que tá contaminada ainda não é porque já teve a dengue. Dengue são quatro tipos, então todas as pessoas podem ter até quatro vezes dengue, né? Então tem que lembrar disso, usar o repelente, sim. Eh, tela em casa, né? Se puder ter essas telas nos quartos para bebês, crianças, que às vezes nem pode usar o repelente, né? Então, usar aquele protetor de berço, se for possível. Roupa clara, na verdade, para identificar, né? para você conseguir ter uma identificação visual do mosquito ali circulando, quem tem que tomar ainda mais esses cuidados, né? Então, uma gestante que vai evitar o máximo ser contaminada, manga longa, calça eh comprida, né, sapato fechado, tudo que possa minimizar aí a transmissão, né, a ocorrência da doença. Isso continua sendo muito importante também em relação à noite. Fernando, se quiser participar também, pode passar o repelente. Pode, pode passar. É, eu acho que eh o principal quando a gente faz orientações no geral, tem muita gente assistindo, né? Então, eh a quando a gente faz orientações eh pro público em geral, a gente não se apega às especificidades porque eventualmente a gente faz uma orientação que para alguém é o é indicado, mas não é para todo mundo, né? Então o principal, acho que sempre reforçar isso que a que a gente já colocou aqui, prevenção da dengue, o principal é eliminação de criadouro. Dito isso, né? Então, precisa ter sempre primeiro, segundo, terceiro lugar atenção a isso. Dito isso, as outras medidas para impedir eh que o mosquito tenha acesso a à residência, elas são muito importantes. As telas nas janelas, eh o mosqueteiro, antigamente a gente chamava de mosqueteiro, esse essa proteção do berço, né? Ou então eh roupa de manga longa, repelentes, não tem restrição, e exceto para algumas idades, né? algumas algumas alguns produtos específicos. Então, sempre tem que acompanhar a orientação de um profissional de saúde que vai fazer a orientação adequada para aquela pessoa, naquela idade, para aquele produto. Então, seguir a recomendação da bula também importante, né? Mas no geral, essas medidas são indicadas para evitar eh a picada do mosquito e do mosquito contaminado e, portanto, também ajuda na prevenção da dente. Ótimo. A região leste, que concentra bairros como Gramado, Nova Campinas, Alfaville, lidera o ranking com 530 notificações. É preciso, Xaulo, intensificar as ações por lá? é um trabalho por toda a cidade. Por que uma região tem bem mais casos em relação à outra? É, isso sempre também é monitorado, né? Por isso que é muito importante o dado ele vira uma informação que vira uma ação. Então, quando a gente começa a mapear essas situações, então aumentou o número de casos nessa região, todo um trabalho é direcionado para aquele território, né? Então os multirões, eh, nebulização, daí cada cada bairro, né, cada situação vai demandar estratégias diferentes, né, mas isso é tudo muito mapeado, feito uma vigilância constante. Por isso que quando a pessoa tá com sintoma, é importante procurar um serviço de saúde, né, essas regiões que você disse mesmo, às vezes não vai procurar o centro de saúde, vai procurar uma assistência particular privada, não tem problema. Todos os serviços, todos os profissionais, eles têm obrigação de fazer a notificação para dengue, né? porque isso tudo vai virar ação. Então, esses números a gente vai agregando, vai compilando e tem uma equipe muito especificada para isso, para direcionar essas ações. Então, a gente tem as empresas contratadas, né, tem os agentes de controle, as endemias, tem os agentes comunitários de saúde que fazem daí toda uma um trabalho em campo. E aí vai depender muito da ação, né? Às vezes a gente tem parceria inclusive de Defesa Civil e de outros órgãos para fazer monitoramento com drone, para acessar terrenos que às vezes ficam fechados e a gente enquanto autoridade sanitária, vai mapeia, tenta o acesso, às vezes é difícil, então a gente acaba usando de outras estratégias para acessar esses imóveis. Então tem uma série de ações de estratégias que são direcionadas aí sempre de acordo com o número de casos, né? Então, quando a gente vê aqueles alertas, ai tem mutirão em tal bairro, tem mutirão em tal, em outro bairro, tem um alerta ali. É isso. Então, toda semana a gente emite um alerta, então pra gente ficar atento, olha, nessa região tá tendo mais, então se eu for me deslocar para aquele território, redobrar os cuidados, né, pra população daqueles bairros estarem cientes, inclusive, né, então estar ciente de que a nossa equipe vai acessar, então quando o agente comunitário bater a porta, ele vai estar identificado, ele vai estar uniformizado. Então, abra, permita o acesso dessa equipe, né, pra gente poder ajudar mesmo, né, tirar alguma dúvida, orientar em como fazer esse controle do criador. Então, é muito importante essa parceria também. Fernanda, isso que a Chaola falou é muito importante, né? A gente trabalha muitas vezes com drone, porque nós temos muitas residências que muitas vezes estão fechadas, né? Um levantamento da Secretaria de Estado de Saúde apontou que 80% dos criadouros estão dentro de casa. Então, é, é um trabalho que, claro, é do poder público, poder legislativo fiscaliza também, mas é da sociedade, né? Nós vivemos em sociedade, então é preciso conversar com o seu vizinho em grupo de WhatsApp, falar sobre este assunto, porque é difícil você monitorar dentro da casa de uma pessoa, né? É muito difícil. E a gente, quando a gente identifica uma situação, é importante a gente fazer esse alerta, né? Você comentou de ter um vizinho às vezes com um quintal eh que pode ter um criadoro ou alguém da família, porque quando a gente identifica essa situação, a gente tá ao lado, nós também estamos correndo risco de desenvolvermos a doença. Então eu acho que esse trabalho comunitário ele é importante. Claro que a principal responsabilidade é do poder público de fazer a identificação desses focos, o controle desses focos, mas sem a colaboração individual das famílias, das pessoas da da eh domiciliadas, eh é impossível, realmente não tem como. A gente precisa ter essa colaboração. Então, identificou uma situação que tá trazendo risco. É importante acionar os canais de denúncia do município. A gente tem aqui 156 que acolhe essas denúncias. eh é feito um protocolo, a pessoa acompanha essa denúncia, a gente, infelizmente eh muitas vezes eh sabe que não é simples fazer esse acesso de casas que são fechadas, né? mais AV de lance tem essa possibilidade nessas situações de risco eh paraa comunidade, para as pessoas, é possível fazer esse acesso, é possível possível identificar esse proprietário, inclusive ele pode sofrer sanções, multas, né, e outras eh penalidades não atenda as recomendações eh de limpeza do terreno, caso esteja colocando em risco a vida de outras pessoas. A dengue, apesar de ser uma doença eh que a maioria dos casos vai evoluir de forma benigna, ela por si só já é uma doença que debilita muito, mesmo os casos mais leves. Todo mundo que já teve dengue sabe. Eu já tive, assim, é terrível mesmo. caso que se resolve sozinho, que passa aquele período comum da doença, a pessoa eh se restabelece, é uma é uma doença cujos sintomas são sintomas muito intensos e que pra recuperação total a gente leva um tempo, né, algumas semanas pra gente voltar ao nosso 100%. Isso vai ter impacto no desenvolvimento das atividades do trabalho, das atividades de lazer, das atividades de vida ali em família. Então são é uma doença que mesmo nesses casos benignos, né, que com com desenvolvimento eh mais leve, traz impacto pra qualidade de vida das pessoas. E não é demais lembrar que, apesar da maioria ter esse desenvolvimento sem grandes sequelas, uma parte das pessoas, especialmente as pessoas que têm fator de risco, que tem alguma comorbidade, eh gestantes, crianças eh muito novinhas ou idosos, entre outros outras pessoas com algumas condições específicas ou até mesmo eh causas que a gente ainda não consegue identificar. essas pessoas podem desenvolver a fase a a as fases mais graves da doença e, infelizmente, falecer devido a dengue. Então, diante dessa situação e sendo uma uma doença com uma predominância tão importante na nossa cidade, todo mundo tem que ter responsabilidade de identificado um criador, identificado uma situação em que pode ser o possível foco ali de transmissão de de desenvolvimento desse mosquito que transmite o vírus, precisa acionar os meios eh que hoje nós temos aqui de denúncia, de acesso ao poder público para que seja feita a averiguação dessa dessa situação. Ótimo. Cola, para encerrar da minha parte este assunto da dengue, uma reportagem do Correio Popular fala que do final do ano até o dia 5 de abril ainda está investigação 1923 casos. Queria saber se procede este número e se demora aí 4 meses para se identificar a quantidade, né, de casos na cidade. É, muitas vezes a dengue ela é confundida com uma série de outras doenças, né? Então, muitas vezes a gente precisa de um tempo maior para avaliar, para investigar, para fazer outros exames, né, para qualificar essa informação, porque é isso, a gente enquanto profissional de saúde, a gente trabalha com estudo, com dado, com ciência. Então, a gente não pode correr o risco de disponibilizar uma informação equivocada, né? Então, muitas vezes a gente segura, realmente, não é segura informação, né? Tá investigando um caso que pode ser confundido com uma série de outras questões, né? Então a dengue começa com mal-estar, com febre, com dor no corpo. Então pode ser uma série de vírus, uma série de outras condições. Dengue pode ser chicungunha, pode ser zica, pode ser febre amarela, tem uma série de outras herboviroses também. Então é por isso, realmente a gente dependendo do caso ali da situação, nem sempre a gente consegue enquanto SUS fornecer o exame em tempo oportuno para todas as pessoas, né? Então, em determinado período ali, às vezes da epidemia, a gente não tem a disponibilização de um exame específico de sangue, né, o PCR, para ser identificado ou não. Então, a gente encerra esse caso de analisando, né, clínico laboratorialmente que a gente fala, então avalia hemograma, avalia ali aquele território, realmente tá tendo transmissão ali ou não. Então, é uma série de detalhes que precisa ser muito bem avaliado para que quando a gente divulgar informação todo mundo tenha certeza que ele número é aquilo mesmo. A gente tá falando dessa situação, tá? Para você que está acompanhando o programa Questão de Ordem desde o início, na primeira resposta, a vereadora Fernanda Solto falou sobre doenças erradicadas. Vamos trazer este assunto para agora porque, Xaula, em 2024 o Brasil recuperou o certificado de eliminação do sarampo entregue pela Organização Pan-Americana da Saúde. O que que significa este certificado? Ele ainda permanece agora em 2026 e a importância da vacinação paraa doença? Tá erradicado o sarampo? Não tá, precisa vacinar? Sarampo está eliminado, né? Então, pra gente deixar claro aí, erradicada está varíula, por exemplo, que é uma doença que não existe no mundo, né? Então, a gente conseguiu erradicar a varíil, o sarampo a gente eliminou, né? Então, aqui no Brasil isso é muito importante. A gente tinha esse certificado em 2018, a gente pede em 2021 por conta da reintrodução, né, dessa doença aqui no nosso país. E a gente resgata esse certificado, gente. Então, isso é muito importante, né? tem uma um significado fundamental para toda a nossa saúde pública, né? Pros trabalhadores que investem muito ali nas ações de combate, para toda a população que fez seu papel também de buscar pela vacina, só que ele corre um risco, né? Então a gente precisa lembrar que a luzinha tem que sempre tá acesa ali, um alerta constante, principalmente nesse ano, gente, a gente vai ter Copa, então a circulação de pessoas ela aumenta, né? na Copa vai acontecer, então Canadá, Estados Unidos, México, países que estão tendo transmissão neste momento de sarampo, né? Então é muito importante que a gente combata isso. E a melhor prevenção pro sarampo é a vacina, né? Então a gente precisa lembrar que é uma vacina aí já há décadas também incorporada, que ela garante uma segurança, né, uma proteção muito efetiva pra população e a gente só evita casos tendo a vacina, né? Então, quando a toda a população baixa a guarda ali a nossa cobertura vacinal, que a gente costuma falar, nem focar muito em cobertura vacinal, porque pro sarampo, gente, todo mundo tem que estar com a vacina, porque se uma ou outra pessoa não tem e é contaminada, a transmissão disso é muito rápida, né? Então, a gente precisa que todas as pessoas aí de fato ten um esquema, principalmente aquelas que vão viajar, aquelas que lidam com crianças, com idosos. Então, é uma vacina para todo mundo, né? Importante, né, Fernanda, a gente ter eliminado, mas de novo aquela questão de relaxamento. Muitas vezes a pessoa às vezes até assiste uma reportagem, ah, eliminou e aí fala: "Ah, então não preciso, já tá eliminada". E aí que as doenças retornam. E aí, nesse sentido, é importante a gente lembrar que, por exemplo, a vacina do sarampo é uma vacina que nem todo mundo pode tomar e neste momento. Então, pessoas que têm alguma condição eh imunológica debilitante, alguma doença eh imunológica autoimune, por exemplo, que debilita o sistema imunológico, ou tá fazendo uma quimioterapia ou fez um transplante recente. São pessoas que, por exemplo, por um período não podem fazer o uso dessa vacina, né? Então, eh, essas pessoas que não estão vacinadas e e que nunca tiveram sarampo, por exemplo, elas estão suscetíveis até a doença. Quando a gente tem um bloqueio vacinal, não vou falar bloqueio porque eu bloqueio no na ação, senão vai confundir o pessoal, mas quando a gente tem essa vacinação adequada e as pessoas ao redor desse paciente suscetível, elas estão eh vacinadas, elas impedem que esta pessoa transmite tenha contato com alguém doente e e portanto possa adoecer. Então, quando a gente cai eh a taxa de vacinação, a gente fica muito preocupado no caso do sarampo, porque existem pessoas na nossa população brasileira que são suscetíveis. São as pessoas que nunca tiveram a doença, que não se vacinaram ou por alguma perda de oportunidade ou porque tem alguma condição que não permite a vacinação. Eh, naquele momento, por exemplo, as mulheres gestantes no momento da gestação, né? Então, nós temos pessoas suscetíveis até essa doença no nosso país. A nossa preocupação é quando cai vai caindo a taxa e eh em eventualmente a gente pode ter a introdução no nosso país por conta de algum paciente estrangeiro de países que t essa circulação e que venham eh venham pro país e pode podem estar assintomáticas no momento que entram, mas aqui desenvolvem do a os sintomas ou já tinham sintomas e por algum motivo isso não foi identificado e encontra essas pessoas que são suscetíveis, né? E aí basta a gente ter poucas pessoas eh não vacinadas e suscetíveis pra gente poder ter o desenvolvimento de eh de uma tragédia, porque o sarampo ele é altamente transmissível. O vírus do sarampo ele é altamente transmissível, assim como outras doenças também dessa característica, mas o sarampo para crianças, especialmente eh as crianças pequenas, né, é uma doença muito grave. Então, é uma preocupação que a gente tem quando a gente vê essas taxas de vacinação caindo da gente tentar recuperar isso, especialmente nesses momentos em que a gente tem esses eventos de alta circulação que a gente sabe que agora nesse momento, a gente tá tendo países eh aqui na América do Norte com com casos ativos dessa doença. Ô, Xaula, desde o mês de fevereiro o Campinas iniciou a estratégia de imunização contra o sarampo e também com com a febre amarela, né? como é que tem sido a adesão a essa campanha também da febre amarela? É uma intensificação, né? São vacinas que fazem parte aí da rotina, do calendário das crianças, idosos, gestantes, mesmo em situação às vezes de intensificação, né? Como é o caso da febre amarela, por exemplo, que é uma vacina que é incorporada no calendário para as crianças, mas que todas as pessoas precisam ter a sua dose, né? Então, hoje a recomendação atual de febre amarela, né, é uma dose pra vida. Então, quem já recebeu tá com a vacina em dia, tá OK, não precisa se preocupar. Antes a gente voltava a cada 10 anos, neste momento não precisa. em situações de intensificação, naquelas que o risco da doença é maior, a gente monitora muito, mas às vezes, dependendo do território, até a gestante vai ser vacinada, uma mulher que tá amamentando, a gente vai orientar suspender a amamentação para poder garantir a proteção para ela. Então tudo isso é avaliado por conta de um risco grande que é a febre amarela, né, que é uma doença histórica aqui da nossa cidade. É uma doença que tem aqui uma transmissão importante, porque a gente tem esses corredores ecológicos que a gente fala. Então, tem essas áreas de mata que é onde o mosquito fica, gosta e o que a gente quer que ele continue lá, né? Porque hoje a febre amarela, ela ainda mantém esse ciclo silvestre que a gente fala, que é lá perto desses territórios. Mas se é uma doença que entra e que tem essa possibilidade de entrar num ciclo urbano, que é essa transmissão pessoa a pessoa aqui dentro da cidade com o nosso mosquitinho da dengue aí que tá tão aí eh em alta ainda no nosso município. Exato. Então o risco dessa doença vir pra cidade é grande. Então a gente não quer que isso aconteça. Por isso que a cobertura vacinal é essencial. E no caso da febre amarela, especificamente, essa toda essa contextualização que a vereadora fez em relação ao sarampo, quando várias pessoas tomam, eu acabo protegendo a coletividade paraa febre amarela. Não é bem assim. Eu preciso que todo mundo tenha sua dose, porque se uma única pessoa tiver sem a vacina e o mosquitinho picar bem, essa pessoa, ela vai adoecer, ela pode ficar grave, ela pode morrer. Letalidade da febre amarela é muito alta, né? Eh, e que eh complementando, né, essa questão, é importante diferenciar esses momentos em que a que a gente tem eh o controle de alguma epidemia, por exemplo, né? A Cola colocou bem, às vezes uma vacina que não é indicada eh no geral, né, para populações imundeprimidas, por exemplo, porque ela é composta de um vírus atenuado, ou seja, existe um risco para aquela pessoa de desenvolver a doença a partir da vacina, o que é raríssimo acontecer, mas existe esse risco. Por isso, nesses momentos eh de vacinação habitual, né, a gente evita no momento e e aguarda o momento adequado para vacinar, mas existem outros momentos em que são os momentos de maior circulação ou uma epidemia ou uma pandemia em que essas recomendações elas podem mudar. Então hoje a gente abre a bula e verifica lá a contraindicação. Ah, não pode se tiver gestante, não pode se tiver menos de 6 meses, não pode se tiver mais de 60 anos, se tá tratando um câncer. que são as recomendações no ger no geral, mas em situações adversas a gente sempre tem eh que buscar as orientações da equipe de vigilância em saúde, do departamento de vigilância e saúde, das eh visas locais, das unidades de saúde, porque as recomendações no geral elas podem mudar, inclusive porque doenças que são transmitidas pessoa a pessoa, como é o caso do sarampo, da gripe, do COVID, ou são transmitidas por aerossóis, né, que são partículas muito pequenininhas que eh saem na na nossa saliva, mas ficam no ar ou então gotículas. A transmissão ela é muito diferente dessas doenças que são transmitidas por vetores em que a prevenção, né, eh, principalmente desse controle do criador, no caso da dengue, mas a identificação dos focos, no caso da febre amarela, eles têm também um papel complementar muito importante na prevenção da da disseminação dos casos, né? Então são recomendações diferentes para momentos diferentes, mesmo que a vacina seja a mesma. Ah, bom, é programa com muitas informações e passa rápido, viu? Eu já tô com o meu tempo encerrado, mas eu quero trazer uma última questão aqui rapidinho sobre a gripe. Mais de 71.000 1000 doses de vacina contra a gripe já foram aplicadas desde março. Imunizante segue disponível nos centros de saúde até o dia 30 de maio. E aí me chamou atenção eh o a cobertura de cada uma. E aí eu queria confirmar com você, Sola, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, 27, 7% de cobertura. Os idosos 45.987, 1987, cobertura de 20%, gestantes 1482, uma cobertura de 17%. Tá muito abaixo a dirita, tá muito OK. A gente quer 90%, né? A gente sempre busca alcançar 90% da população, né? Então é isso, levando a vacina para diversos locais. A gente sai do centro de saúde, é uma vacina que a gente leva realmente para mercado, shopping, terminal de ônibus, escola, aonde tiver essa população que é o grupo prioritário, a gente tá indo atrás também. Em Campinas tão quase 500.000 pessoas que podem se beneficiar da vacina, né? Então, gente, é buscar pela vacinação mesmo. Então, todos os idosos, aquelas pessoas que têm pressão alta, diabetes, algum problema respiratório, cardiológico, não precisa levar documentação nenhuma que comprove essa situação. Basta ir no centro de saúde falar: "Olha, eu tenho diabetes, vai ser aplicada a vacina", né? E é muito importante não deixar para depois também, né? Então, quando a gente aumenta a transmissão dos casos, a gente já precisa estar protegido, né? né? Então a vacina ela demora um tempinho ali para fazer o efeito, para garantir essa proteção mais adequada em torno aí de 15, 20 dias. Então é importante que as pessoas já procurem já, né? Não espero depois. A campanha vai até dia 30 de maio. Esquece essa data, ela vacina tá à disposição, né? Procure o serviço de saúde agora, aproveite a oportunidade e garanta aí a sua dose. É isso. Você que está nos acompanhando, atualize a caderneta de vacinação, procure aí na sua residência, vai até um centro de saúde para ver se tá tudo certinho. Vereadora Fernanda Solto, muito obrigado mais uma vez pela disponibilidade do seu tempo, ter aceito o convite para participar do nosso programa de grande valia pro nosso telespectador, informações de qualidade aqui, de credibilidade. já faço um novo convite para você retornar aos nossos estúdios para falar sobre esse, mas também outros assuntos e fica aberto à suas considerações finais. Eu que agradeço, Gabriel, a equipe de toda TV Câmara, né? Para mim é um prazer participar do Questão de Ordem sempre, especialmente nesses momentos em que a gente tem a oportunidade de discutir assuntos de relevância paraa saúde pública, informativos, né? Quero agradecer muito a participação da Xaúa, eh, que traz dados técnicos muito importantes pra gente entender a situação atual, que a gente tá aqui no município nessa questão da da cobertura vacinal, mas principalmente nos ajudar a pensar como a gente, enquanto representantes aqui, agentes políticos, eh estando nesse espaço de visibilidade, de diálogo constante com a população, como que a gente também consegue ajudar a ampliar esse essa taxa de vacinação. a gente tem um ditado popular muito comum que prevenir é melhor que remediar, né? E nunca isso esteve tão eh atual como agora. E a gente precisa eh direcionar nossos esforços, fortalecer o que for possível para garantir uma maior prevenção das doenças infectosas aqui no município de Campinas, que é um município que tem crescido, mas que infelizmente também tem enfrentado muitos desafios na saúde pública. E eu tenho certeza que com esse trabalho articulado, com essa contribuição coletiva, a gente tem condições de avançar eh no no que é de melhor interesse da população aqui na nossa cidade. Ótimo. Chaula Viseli, coordenadora do programa de imunização aqui em Campinas, também muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo, ter aceito o convite, ter vindo aos nossos estúdios, passar este panorama do que é realizado na cidade de Campinas, a questão de logística, as dificuldades que estão impostas aí, esses desafios. Agradeço muito as informações também de qualidade e credibilidade para quem está nos acompanhando. Já faça o novo convite para retornar aos nossos estúdios e fica aberto as suas considerações finais. Gabriel, sou eu quem agradeço pela oportunidade. Um prazer estar aqui, né? Acho que legislativo, executivo, trabalhando aí em conjunto toda a sociedade, né? Então é fundamental que a gente tenha esses espaços para ampliar cada vez mais, né, a informação da nossa população, que eles consigam ter aí essa sensibilização, essa consciência. E o meu maior recado aqui, gente, é vacinas salvam vidas, né? Então acho que a gente não pode esquecer desse detalhe que é fundamental, não é um detalhe, é o que faz a diferença aí em relação à prevenção de inúmeras doenças, né? Então é isso, agradeço muito, fico à disposição. Para mim é muito importante fazer parte desse espaço e contribuir aí para toda a saúde da nossa população. Obrigada. E eu agradeço você aí de casa pela sua companhia, pela sua audiência. Espero que a gente tenha colaborado com você, com informações. Vivemos em sociedade, trabalho de cada um pra gente não só eliminar, mas erradicar as doenças. O questão de ordem fica por aqui. Até semana que vem. Ciao. Ciao. Olá, começa agora o programa Questão de Ordem, que hoje vai falar sobre vacinação, como está a cobertura na cidade para doenças como a COVID-19, a gripe, dengue, febre amarela e sarampo. E sobre a questão de acesso, a população tem facilidade para encontrar um centro de saúde e a vacina? Quais são os desafios impostos a esta metrópole e o trabalho de prevenção a essas doenças? Bom, são muitos questionamentos e quem participa é a vereadora Fernanda Solto, médica infectologista aqui na cidade e também a Xula Vizeli, que é a coordenadora do programa de imunização em Campinas. Lembrando que o debate vai acontecer, farei as interrupções apenas quando o necessário. Vereadora Fernanda Solto. Começo com a senhora uma reportagem da Agência Brasil. O estudo desinformação antivacina na América Latina e no Caribe mapeou 81 milhões de mensagens que foram publicadas em 1800 1785 comunidades de teorias da conspiração no Telegram que circularam entre 2016 e 2025 em 18 países. E o Brasil liderou o volume de mensagens e o número de usuários ativos que participaram dessas comunidades conspiratórias sobre vacina. Responsável por mais de 580.000 conteúdos falsos ou com desinformação sobre imunização. Primeiro, como é que você enxerga esta questão e os efeitos de quem é aí antivacina? Seja bem-vinda ao programa Questão de Ola. Muito obrigada, Gabriel. Eu quero aqui saudar a participação da Chaula com a gente mais uma vez nesse questão de ordem, trazendo temas tão tão relevantes paraa saúde, especialmente a saúde pública aqui de Campinas. Quero agradecer todo mundo também que tá acompanhando esse programa e realmente os dados que você trouxe, né, são assustadores e evidenciam algumas questões que a gente tem pontuado no debate público da sociedade. a discussão antivacina, o negacionismo, o discurso anticiência, ele não se iniciou com a pandemia pela COVID-19, mas nesses momentos de crise, crise sanitária, a gente sabe que também são os momentos em que se ganha mais visibilidade, se debate, se chega em mais pessoas e, infelizmente a utilização política desse assunto traz algumas consequências desastrosas pra sociedade. É, você bem pontuou, o Brasil tem sido um dos líderes na propagação desse e dentro do Brasil, né? Nós temos tido índices eh líderes na propagação desse tipo de desinformação, de fake news. E a gente tem essa repercussão nos números eh de vacinação aqui no nosso país. O Brasil sempre foi reconhecido mundialmente pela sua cobertura exemplar. Nós temos o histórico de indicação de doenças aqui, eh, que, né, já trouxeram muita tristeza, muita morte pra população brasileira. Isso sempre foi uma conquista que os brasileiros sempre eh trouxeram pro seu dia a dia, né? A gente brinca que antigamente quando vi uma fila da vacina nem se sabia que vacina era, mas estavam lá as famílias com as crianças, especialmente eh nesses períodos de sazonalidade que a gente tem as vacinas específicas, como por exemplo a gripe. A gente sempre recebia já questionamentos muito antes da das campanhas se iniciarem, quando vai começar, onde vai ser, se vai ter a vacina. Isso mudou muito, realmente, e a gente tá vendo o impacto na queda das taxas de vacinação no Brasil todo, mas isso também em outros países do mundo. E os riscos que isso traz eh paraas pessoas, né? A reintrodução de doenças que a gente já pode ter erradicado ou inclusive o desenvolvimento de eh novas novos agentes, né? Mutação de novos agentes que voltam a circular ou que tem a sua a sua circulação ampliada. vírus, bactérias e vão desenvolvendo novos mecanismos de mutação, né? E a gente pode ter inclusive o desenvolvimento de novas doenças a partir disso, trazendo muito risco pra população. É uma coisa que nos preocupa muito e também mostra a necessidade urgente do poder público enfrentar essa nova realidade. Acho que desde 2022, eh, quando a gente tem a retomada do governo federal pelo presidente Lula, a retomada do Ministério da Saúde também com o ministro Padilha, tem sido feito um trabalho muito intenso de conscientização, de debate sobre a importância da vacinação, de fortalecimento eh dessa medida tão importante de prevenção na nossa sociedade. E quero destacar aqui também o papel fundamental do Departamento de Vigilância em Saúde, Devisa, que durante a pandemia sempre esteve muito atento a essa discussão, fazendo a defesa do primeiro, né, das medidas de restrição, restrição de de restrição da circulação viral, do distanciamento, né, uso de máscaras e posteriormente quando a gente já tinha vacina disponível também fazendo a defesa da vacinação, do uso adequado dessa vacina. Então quero ressaltar que aqui em Campinas a gente teve uma atuação muito importante nesse sentido do devisa da Secretaria de Saúde na no fortalecimento das medidas de prevenção eh da COVID-19. Mas infelizmente a gente sabe que como a cidade não está descolada desse contexto nacional que veio a ali do dos anos da pandemia e também internacional, a gente ainda tá sofrendo essas consequências. fundamental que o poder público assuma a responsabilidade de enfrentar isso. A vereadora Fernanda Solto falou sobre doenças erradicadas. Em 2024, o Brasil recebeu um certificado de eliminação do sarampo. Já já vou querer saber da Fernanda e da Chaula se tem diferença de eliminar sarampo, erradicar a sarampa, a importância da vacinação. Já já a gente vai tratar sobre este assunto aqui no questão de Ordem. Xaula, nesta mesma reportagem que eu citei, entre as alegações falsas mais comuns que circularam nesses grupos de conspiração, estava de que a vacina provocava morte súbita ou alterava o DNA de quem a toma. Também houve falsas menções de que a vacina provoca aides, envenenamento ou a câncer. Qual que é o tamanho da preocupação e prejuízo que essas notícias falsas trazem? Seja bem-vinda ao programa Questão de Ordem. Obrigada, Gabriel. Um prazer estar aqui. Eh, agradeço muito o convite. Acho que é sempre muito relevante estarmos discutindo essa questão da vacinação, né, no município de Campinas, pensando na nossa população, mas pensando no benefício aí para toda a sociedade. Eh, eu tenho que começar dizendo que, gente, vacinação é um dos pilares da saúde pública, né? Então, eh, não é a Chaula, acho que não é a vereadora, é a Organização Mundial da Saúde, é OPAS, que diz o quanto de mortes são evitadas, né, por conta da vacinação. E de fato tudo isso que já foi trazido mostra muito eh o contrário disso, né, os benefícios contrários em relação à adesão à vacinação, né? Então, uma desinformação, uma informação equivocada que hoje em dia tem uma facilidade de permear aí redes sociais, eh, o contato das pessoas, né? Então isso realmente acaba prejudicando muito a adesão da população a essa vacinação. E o que a gente não quer é justamente que isso aconteça, né? Então aí eu acho que cabe toda a responsabilidade de fato do poder público, das universidades em produzir muito material, a ciência sempre falando aí em benefício da vacinação, né? e de todas as figuras públicas de fato, né? Somos formadores de opinião, então a gente precisa ter essa certeza, essa clareza para conseguir transmitir pra população de uma forma que ela entenda quais são os riscos, quais são os benefícios. Então, como você citou alguns exemplos, não, gente, vacina não causa câncer, vacina evita câncer, né? Então, falando da HPV especificamente, vacina não causa aides. Todos os nossos materiais são descartáveis, são de qualidade. Então, assim, não precisa ter esse risco, né? eh esse essa dúvida, esse receio. E uma outra questão muito importante, gente, quando a vacina é colocada num programa nacional de imunização para vacinação em massa, ela passa por uma série de estudos, né? Não é uma questão aleatória, quero ou não quero, vou colocar essa vacina paraa população. Isso tá em jogo a vida de milhares, de milhões de pessoas, né? Então, antes delas serem colocadas à disposição da população, Anvisa, vários outros órgãos regulatórios, comitês de várias pessoas especialistas avaliam, discutem e colocam essa vacina em uso. A partir daí, a gente tem a certeza da segurança, né? Então, foram produzidos dados concretos, robustos, que garantem essa segurança. Então, as pessoas não precisam ficar com esse receio e mesmo depois de incorporada, a vigilância ela permanece, né? Então, eventualmente é esperado que tenha um evento adverso, tem algumas vacinas que sim, né? Então a gente já conta isso pra população. Olha, pode ter uma reação local, pode ter febre, alguma situação vai ter um evento um pouco mais importante, a gente vai monitorar, vai avaliar, vai notificar. Então todos esses dados eles vão para um banco nacional, né? Então a gente monitora e isso vira a política pública, né? Então esses dados eles dão embasamento. Dá para ampliar a vacina? Não dá para ampliar. Para essa doença eu preciso incorporar uma outra estratégia. Então é isso que é muito importante, que a gente consiga levar a informação verdadeira, a informação transparente, a informação científica de uma forma que as pessoas entendam, tirem as suas dúvidas, né, e se sintam seguras paraa vacinação. Quando a cidade de Campinas, ela abre uma campanha, ela tem uma expectativa, um objetivo de atingir ali sempre perto de 100%, eu imagino. Quando não chega, vocês conseguem atrelar isso à desinformação, vocês procuram saber por que esse número ficou tão afastado? É um problema complexo. Um problema complexo não tem só uma solução ou uma causa, né? Então a desinformação muitas vezes para determinadas estratégias de vacinação se impactam mais. Outras a gente tem diversas outras causas, né? Estamos falando da influenza, que é uma vacina da gripe, né? Que é uma vacina que tá no calendário já há mais de duas décadas. não é uma vacina nova, é uma vacina que tá incorporada há muito tempo, tem muitos estudos robustos e ao longo dos últimos anos a gente não vem alcançando as metas indicadas, né? Então é até por isso que a gente pensa sempre em outras estratégias. Tem a questão da comunicação, da informação, que a gente tenta avançar sempre, é site, é Instagram, é pensar sempre em formas que a população vai conseguir enxergar essa essa comunicação de uma forma mais efetiva. Mas pensando em outras estratégias, né? Os tempos mudaram. Então, como a vereadora bem colocou, antes era o dia de campanha de vacinação, todo mundo parava, pega a criança, vai, vacina, fila. Eu trabalhava nessa época em centro de saúde, às vezes ia dando o horário de fechar e à noite e e as pessoas chegando e a gente acolhendo e vacinando. Hoje não é mais isso. Muitas vezes a gente vai pro centro de saúde e as equipes estão lá em várias outras atividades, um movimento muito a quem do desejado. Então, a gente pensa em estratégias que a gente chama de extramuros. né? Vamos levar a vacina para mais perto das pessoas, né? Então, leva vacina paraa escola, leva vacina para terminal de ônibus, para shopping, para mercado, para justamente tentar alcançar essas metas. Eu cresci com o ditado, de graça até a vacina na testa. Eu escutava dentro de casa, falava de graça até a vacina na testa. Hoje em dia, gente, vacina no braço já tem que dar graças a Deus. É, não é importante isso que a Sula tá trazendo dessa porque cada a depender da vacina, da faixa etária, se é campanha, se não é, são estratégias diferentes que precisam ser adotadas para atingir aquele público que é diverso. E um dos pontos principais nessa questão da do da atuação extramuros, especialmente das unidades, é a necessidade de fortalecimento das equipes, porque eh dentro do SUS, né, a gente tem um pilar muito importante que é o pilar da prevenção. E nesse contexto se insere a questão das da imunização, mas para que a gente possa chegar nas pessoas é necessário ter o profissional de saúde que faça essa buscativa. O agente comunitário de saúde, técnico de enfermagem, os enfermeiros, médicos, os demais profissionais da equipe multiprofissional que tem que est capacitados, tá, mas principalmente o serviço precisa estar estruturado para que esses profissionais possam fazer esse trabalho, né? demanda tempo, por exemplo, fazer uma ação de vacinação numa escola, demanda planejamento, eh demanda organização dessa equipe. Então, e ao mesmo tempo, o centro de saúde não pode ficar descoberto como que faz, né, nessa situação que você precisa fazer uma ação fora. Então, é uma coisa, uma questão que demanda muito planejamento, muita organização e para isso é fundamental que as equipes estejam estruturadas, porque também as equipes sobrecarregadas vão ter muita dificuldade de fazer esse processo de buscativa e justamente por ser eh situações, serem situações muito complexas e diversas entre si, o porquê dessa queda da da vacinação de uma para uma doença específica e outra, é necessário que se tenha a a se crie as condições para que essa essa equipe possa trabalhar e possa fazer essa buscativa, inclusive posteriormente também fazer o trabalho de trazer os dados para pro pra equipe de vigilância em saúde que monitora eh essa taxa de vacinação, que monitora os efeitos também, eventuais efeitos colaterais que se possa ter dessa vacinação. Então, uma dessas questões centrais, dessas estratégias, está no fortalecimento da atenção primária em saúde, que é onde esse processo, todo esse processo de prevenção, de imunização, eh, tem o seu, o seu principal centro, né, de de acontecimento. Então, é importante que a gente também tenha esse olhar para pro fortalecimento das equipes da estratégia de saúde da família. Ótimo. Xaula, qual que é o panorama da COVID-19 aqui em Campinas? Existe ainda algum protocolo, monitoramento da doença, alguma cepa em região do mundo que vocês precisam ficar atentos? As pessoas ainda morrem desta doença? Sim. Então, ainda é uma doença preocupante, né? Eu sempre falo que a gente precisa est aquela uma balança equilibrada. Então, antes, na época da pandemia, quando a gente tinha muitos casos, todo mundo tinha medo. Ai, vou morrer, vou internar, busca pela vacina, todo mundo queria, inclusive até às vezes burlar o sistema para conseguir uma vacina primeiro que outras pessoas, porque tinham todo um rigor para quem essa vacina ia ser direcionada naquele momento, né? E hoje é o contrário, os casos diminuíram com certeza, graças à vacinação, graças a todos esses estudos, né, o número de casos diminui, número de internação, de óbito e as pessoas consequentemente deixam de buscar pela vacina. Só que todos esses casos eles continuam sendo notificados, né? Então, número de síndrome respiratória aguda grave, a identificação, né, dos casos de COVID especificamente, porque assim, vírus respiratórios são vários, COVID, um deles, eh, o número de óbitos também. E precisa lembrar que a vacina tem tá à disposição, né? Nunca deixou de ser indicada a vacina. Mesmo para aquelas pessoas que já tomaram, existe um grupo grande de risco que precisa continuar mantendo o esquema atualizado, né? É mais ou menos agora como a vacinação da gripe. Então tem que lembrar, todo ano tem tem que tomar. E pros idosos especificamente, né, são duas doses por ano. Então, a cada se meses precisa lembrar de tomar, porque o sistema imunológico já tá um pouco mais debilitado. A a vacina ela protege, né, cria um nível ali de anticorpo, de proteção ótimo por um determinado período, daí depois disso começa a cair um pouquinho. Então, é importante que recebam uma nova dose para sempre manter esse sistema ali, ó, pronto. casos tenha contato com o vírus ali, ele vai ter condição de combatê-lo, né, de evitar o caso grave, a internação e mesmo o óbito. Então são sim casos monitorados, tanto os respiratórios, quanto o número de vacinas aplicadas, tudo isso a gente mantém uma vigilância constante. Ótimo. Eh, no dia desta gravação, os 69 centros de saúde de Campinas estão sem doses da vacina contra Covid-19 para bebês de 6 meses e crianças de até 4 anos. também a falta do imunizante para crianças com idade entre 5 e 11 anos que pertencem a grupos prioritários. Eh, há uma ideia de quando vai chegar? Há uma busca por essas vacinas? Sim, é sempre importante lembrar, né, que o município ele não tem autonomia para adquirir as doses. Sempre esse fluxo ele é feito por meio do Ministério da Saúde pros estados e dos estados pros municípios, né? A gente sempre faz a solicitação de doses baseada inclusive no consumo, monitora muito esse controle de validade, né, pra gente não perder doses, não jogar doses fora. Existe uma questão importante em relação aos laboratórios produtores. Então, hoje frascos de vacina às vezes eles vêm com três, 5, 10 doses e a gente nunca perde oportunidade. Então, às vezes chega uma criança na unidade, eu vou abrir um frasco para vacinar aquela criança, mas dependendo do fluxo daquele serviço, o restante das doses do frasco acabam sendo jogados fora. Então, por isso que a gente fala que é uma responsabilidade de todos nós, né? Então, do poder público, da saúde, das pessoas que buscam pela vacinação. Então, a perspectiva, a gente acabou de fazer um pedido pro estado novamente, um pedido robusto, porque de fato para crianças, esse ano a gente tem bastante dificuldade, né? Um desafio importante aí para ser enfrentado. Então, a nossa última grade veio só em janeiro. Então, desde então a gente não recebe mais doses, apesar dos pedidos. E a perspectiva é que chegue ainda em abril, né? Então, paraas pra população toda, né, para as mães ficarem atentas a todos os canais oficiais de comunicação, a gente também faz todo esse trabalho de buscativa. Então, aquelas crianças que são mapeadas na nossa lista lá, olha, tá com a vacina atrasada, a gente entra em contato também para estimular que venham, né, que atualizem o esquema ali. E as vacinas, como você disse, de 5 a 11 anos, teve uma mudança, né, por parte do Ministério da Saúde. Então, por ser um público muito específico, porque hoje para essa população de 5 a 11 anos, são só para aquelas crianças e adolescentes com alguma imunossupressão, que são doenças bem graves, né, algum problema de saúde muito importante e que não acontece frequentemente. Então, essas doses elas são buscadas no centro de referência de imunobiológico especial, que a nossa referência aqui é lá no HC, na Unicamp, né? Então ela não é uma que uma vacina que está em falta, ela não é mais disponibilizada no centro de saúde, mas tem a disposição, né, mediante agendamento lá no centro de referência de imunobiológico especial. Fernanda, essa resposta ela é muito importante da Chaula, porque nós tivemos eh um período, acho que de intensidade de todo mundo de 2020, principalmente a 2022, né, tomando todos os cuidados em relação à vacinação, mas também no nosso dia a dia. E depois houve um relaxamento até certo ponto normal de tudo que a gente viveu, mas esse relaxamento ele não pode se sobressair em relação aos cuidados que nós precisamos ter ainda com esta doença, né? Exatamente. Isso a gente vê em outras doenças também, a própria gripe que se quando a gente tem alguma epidemia, um evento pandêmico também, eh, posteriormente quando se se volta para aquela os números de casos da sazonalidade eh comuns, a gente também sente esse relaxamento. na taxa da vacinação, mas é muito importante manter as campanhas, né, os serviços de saúde, manterem esse diálogo e persistente com os os usuários do sistema de saúde. Eh, a gente sempre verificar a carteirinha de vacina na oportunidade que tiver. Às vezes o paciente vai para uma consulta de rotina ou para uma consulta com uma queixa específica, lembrar da oportunidade de verificar a carteirinha de vacina. É muito importante, né? Então, especialmente pra gente da infectologia, eh nós temos esse cuidado e toda a consulta verificar se existe uma vacina em atraso ou se perdeu oportunidade de indicar alguma vacina anteriormente a gente fazer eh nesse momento. E a Chaula comentou uma questão que é importante sobre a disponibilidade das doses e e não perder essa oportunidade. Então, às vezes tem o frasco, abre o frasco para uma dose, mas também tem a toda a organização da unidade de saúde e também das visas, né, Xaula, para eh evitar ao máximo perda de dose. Então, tem todo um cuidado, tem todo um trabalho integrado. Eh, se abre um frasco e vai fazer uma imunização. Então, já tem uma lista de outros outras pessoas que procuraram aquela vacina. Então tem um trabalho de fazer a convocação, tentar oo máximo evitar essa perda de idoses no município. A gente vê então que as unidades, a vigilância tem um cuidado muito grande com isso, na medida do possível eh impedir a perda de oportunidade da vacinação e também impedir esse desperdício. Claro que 100% eh na saúde não tem como abarcar tudo, mas é um trabalho integrado muito importante. É importante que a população esteja assistindo esse programa, eh porque nesses períodos em que a gente tem alguma doença, Covid-19 ou a gripe ou a dengue ou a febre amarela, vem muita informação, as pessoas ficam mais ligadas, mas muitas vezes não conhece todo o trabalho que é feito desde o momento da identificação lá na unidade de saúde de um caso suspeito para uma determinada doença, até a o trabalho da notificação, como essa informação chega pro serviço de vigilância do município. eh a orientação sobre se é uma doença infecto contagiosa, sobre as pessoas que podem ter tido contato com com esse paciente doente, que podem desenvolver doença, quais são os cuidados que precisam ser direcionados para essas pessoas, o monitoramento e aí também a indicação das vacinas ou outras eh medidas, tratamentos e outras medidas que são necessárias pro cuidado em saúde, até posteriormente compilar todos esses dados para assim conseguir direcionar a política pública, né? Então são muitos trabalhadores envolvidos, é todo um logística, uma logística, é todo um eh muito estudo envolvido nisso também, muita experiência, né? A gente tem eh o SUS é uma grande escola para o mundo, então tem muita gente que vem pro Brasil, de outros países, entender como é que funciona o nosso sistema de saúde, porque um sistema público de saúde para 200 milhões de pessoas, eh, nenhum outro país do mundo tem isso, né? E dentro do SUS, a questão da do Programa Nacional de Imunização, eh, sempre foi um orgulho do pro sistema de saúde brasileiro, mas pro povo brasileiro, né? Então é uma coisa que a gente sempre que a gente tem oportunidade, importante a gente falar, importante trazer essas informações para que as pessoas que estão ali no dia a dia, às vezes tendo um contato pontual, faz uma vacina ou às vezes vê uma matéria na televisão também consiga ter um pouco esse entendimento de de tudo o que tá envolvido nesse processo de vigilância em saúde e especificamente dentro desse processo da imunização, porque é bem complexo, mas é muito interessante. A gente faz um trabalho eh muito importante aqui no município de Campinas. Sem dúvida. E Fernanda, outro assunto que preocupa muito é a dengue, né? Até o dia desta gravação, 15 de abril, o painel de monitoramento da arboviroses da Secretaria Municipal de Saúde mostrava 1719 casos confirmados de dengue e cinco de chicungunha. Então, entra ano, sai ano, dengue tá sempre ali no nosso radar. Exatamente. E a gente tem um aumento dos casos, especialmente nos períodos de alta temperatura, de maior umidade, né, das chuvas, mas é uma doença que sempre nós temos um patamar de casos aqui no município de Campinas. Eh, e a nossa preocupação é sempre quando a gente vai chegando ali, nossa maior preocupação também, né, quando vai chegando perto desses períodos que a gente sabe que tem um aumento de casos, porque a gente sabe que também tendo aumento de casos, além claro do impacto que isso tem na saúde das pessoas, no adoecimento das pessoas, na possibilidade do desenvolvimento de da forma grave da dengue, a gente também tem uma sobrecarga dos serviços de saúde. Então, é importante a gente ter esse monitoramento para identificar eh eh em que momento a gente começa a ter esse aumento de casos para também preparar os serviços de saúde, desde o da do treinamento das equipes para atender os casos suspeitos, identificar esses casos e e indicar o melhor tratamento. O, no caso da dengue, o tratamento é principalmente suporte, mas o mais importante é identificar os sinais de alarme. que o paciente pode fazer o tratamento em casa com a hidratação vioral, que é o pilar da do tratamento da dengue, com o acompanhamento da equipe da saúde da família, ou se precisa fazer uma internação, se precisa ser encaminhado a uma unidade de pronto atendimento para fazer um tratamento mais intensivo, porque tem algum sinal de alarme e até mesmo a identificação de outras complicações e fazer esse monitoramento. Então, a gente precisa desde esse e papel de identificar, fazer o monitoramento dos casos, mas também de dar o suporte pras equipes, que elas possam fazer o melhor tratamento, equipar as unidades de saúde e, se necessário, ampliar essas equipes ou até mesmo outros serviços de saúde nos momentos mais críticos. a gente sempre tem aqueles hospitais de campanha, os dengários, eh, que ficou popularmente conhecido dessa maneira, mas é uma forma de garantir o maior suporte para atendimento. E no caso da dengue, é sempre importante lembrar, eh, a prevenção é o principal caminho, né? A gente precisa ter esse cuidado de olhar a os possíveis criadores dentro de casa, eh vasilhas de animais que muitas vezes só troca água, não faz higiene adequada, acúmulo de lixo, né? terrenos que não estão sendo limpos adequadamente, mas também além desse cuidado individual, não é possível a gente combater esses criadores na cidade se a gente não tem um investimento na ampliação das equipes que fazem esse trabalho essencial, que são principalmente os agentes, agentes comunitários de saúde que estão indo na casa das pessoas, verificam, identificam esses focos, o risco e também os agentes de controle a endemia e os agentes de apoio a controle à endemia. Então, é muito importante eh a gente a gente eh fazer a qualificação, a estruturação dessas equipes, né? Principalmente ampliar o número de trabalhadores aqui na cidade, valorizar esses trabalhadores para que a gente possa ter um melhor, uma melhor eficiência da política pública aplicada. Ô Xaula, não vou me recordar agora a especialidade médica, mas eu tava conversando com um profissional da saúde que tava me relatando que antes da pandemia a gente tinha certinho as épocas de cada doença. Olha, então até março, abril essa doença aqui ela é mais vista, depois chega no inverno e que depois da pandemia ela falou: "Ó, agora deu uma confundida no isso no ano inteiro pode aparecer." Em relação à dengue, a gente tá chegando numa época agora que não é de chuva. A tendência é ter uma queda ou depois da pandemia até a dengue deu uma confundida aí e a gente tem altos casos. Precisa tomar muito cuidado agora no meio do ano. É, eu acho que a vereadora já trouxe um pouquinho disso, né? Então assim, a dengue ela tem uma sazonalidade esperada. Então sazonalidade quando a gente fala que é aquele período que os casos aumentam. Não existe um período no ano que a gente fale: "Não, não tem, não tem dengue, não tem influenza, não tem gripe". Isso não existe, na verdade nunca existiu. É que agora e durante a pandemia essa marcação desse período da sazonalidade realmente sai um pouquinho de controle mesmo por conta do isolamento social, as pessoas circulavam menos, então a transmissão das doenças e acontecia de uma maneira menor, né? A COVID tomou muita conta dessa situação, mas a dengue tem uma característica, né? O desenvolvimento do vírus da dengue tem essa característica mais de acordo com a temperatura, então altas temperaturas, né? Isso agrega muito. Antes a gente atrelava muito a dengue a períodos chuvosos e com os estudos, com o passar do tempo, foi identificado que a chuva sim contribui, mas que a alta temperatura ela piora muito, então faz com que o mosquito ali se prolifere ainda mais rápido, que a transmissão aumente, né? Então a tendência aí por todos os estudos, por todas as avaliações aí de anos, né, para cá, é esperado que a dengue diminua nos meses mais frios. Então a gente espera que isso de fato aconteça, né? Esse ano os números aí comparados com anos anteriores estão dentro aí do controle do esperado. Uhum. E agora a gente se aproxima do período da sazonalidade dos vírus respiratórios, né? Então, Covid, influenza, vírus incecial. Então, a nossa maior atenção acaba neste período de meses mais secos, mais frios, voltadas aí, voltada mais pra questão dos vírus respiratórios. Em Chaúá, a Secretaria de Saúde de Campinas aplicou 61.167 167 doses de vacina contra a dengue em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de abril de 2024, início da imunização até março deste ano. Foram 37.517 adolescentes vacinados com a primeira dose e 23.650 com a segunda dose do imunizante. A população alvo da estratégia de vacinação no município é de 65.265 265 pessoas, portanto, estamos abaixo. Como é que tem sido este trabalho de imunização na cidade? Mais uma estratégia bem desafiadora, né? Então, o município de Campinas segue as diretrizes, né, do Ministério da Saúde, do Estado de São Paulo. E essa vacinação específica para denga, ela veio direcionada paraa população de 10 a 14 anos, que já é uma população historicamente mais difícil de acessar, por quê? É uma moçadinha, né? Então, crianças e adolescentes ali, jovens, saudáveis, sem problemas de saúde, deixam de frequentar menos os serviços de saúde, pai e mãe muitas vezes trabalhando. Essas crianças e adolescentes às vezes acabam ficando sozinhos em casa, não conseguem deslocar pro serviço de saúde. E justamente por todo um controle, um cuidado que a gente tem com a incorporação de uma vacina nova, é uma vacina que até este momento ela é preconizada para que seja feita no serviço de saúde. Então, ela é feita no centro de saúde. Neste momento a gente não leva essa vacina pra ação escola, pras ações eh qualquer outra ação fora do centro de saúde, né? Justamente por um cuidado que a gente tem com essa pessoa que vai receber a vacina, vai ficar sentadinha ali no centro de saúde, a gente vai monitorar, né? Então isso também é um fator que dificulta a adesão, mas é muito importante que pais responsáveis busquem para essa vacina, né? Como você mesmo trouxe aí os dados, eh, temos 65.000 1000 pessoas nessa faixa etária. Em 2 anos de estratégia, a gente ainda não alcançou um número adequado, né? A vacina para dengue, diferente de outras doenças, ainda não é a principal forma de prevenção da doença. É muito relevante tudo isso que a vereadora trouxe em relação a controle de criadouro, que é a principal estratégia. E daí isso depende de todos nós, né? De cada um olhar ali o seu quintal, eh os seus pratinhos de planta, os comedouros de animais. Então a gente precisa realmente desse controle, mas para aquelas pessoas que já podem se beneficiar da vacina, gente, é fundamental que faça, né? Então, todas as pessoas de 10 a 14 anos precisa tomar a vacina e lembrar que são duas doses, né? Esse também é um fator que dificulta um pouco. Então, a pessoa vai pra primeira, os pais conseguem ali se organizar, leva pra primeira dose. A segunda dose é só depois de três meses. Então, precisa lembrar. E aí que a gente entrou com uma estratégia que foi bastante positiva, né, que foi um envio de mensagens por meio da Ana, né, assistente virtual aí da Secretaria de Saúde, que enviou a mensagem de alerta pros pais responsáveis, lembrando essas crianças, né, esses responsáveis de levar essas crianças pra segunda dose, né? Então, porque todos os estudos mostram que a proteção adequada da vacina é com as duas doses. Então, não adianta tomar uma, achar que tá OK, que tá super protegido, que não vai estar, né? vai ter uma proteção ali, mas não a mais adequada, então precisa voltar completar o esquema. É uma queda que preocupa, né, Fernando, de 37.000 para 23.000, sendo que o público alve 65.000, tem muitas pessoas que não foram vacinadas muito. E tem esse aspecto que a Chaula trouxe, que é a questão da dos esquemas com mais de uma dose. A gente vê isso muito, infelizmente, na prática. faz a primeira, não volta para fazer a segunda ou de outras vacinas que você tem que fazer o reforço. Eh, e isso impacta também nessa taxa de imunização adequada, porque a gente, quando a gente vai eh verificar os números, né, a gente considera o paciente adequadamente imunizado, que é aquilo que os estudos mostraram que tem o benefício da vacina paraa prevenção eh tanto da da infecção de um determinado agente, mas também pro desenvolvimento de formas graves da doença. a gente considera se foi feito ou não o esquema adequado. Então, infelizmente, o que a gente vê, especialmente nessa faixa etária de crianças e adolescentes que dependem de terceiros para eh concluir esse esse esquema, é que muitas vezes atrasa a o término desse esquema, né? Isso vai ter impacto também na eficiência da imunização. Então é importante inclusive eh porque às vezes faz o primeiro, esquece que tem aquele prazo, dependendo do intervalo. Então é sempre importante verificar a carteirinha de vacina, tá? Sempre anotado. O profissional de saúde que faz a dose já deixa anotado quando tem que ser a primeira. Então sempre lembrar de verificar se tá adequado, se não passou do prazo e procurar a unidade de saúde mais próxima para orientação em caso de qualquer dúvida. Xaula, existe uma previsão de ampliação para mais pessoas tomarem? Neste momento? Ainda não, né? Então, o Brasil conseguiu atualmente a deixar isso de uma maneira homogênea, né? Então, nem todas as cidades ainda tinham a vacinação disponível nem para essa população de 10 a 14 anos, né? Então, existe uma questão aí do próprio laboratório produtor, né? a capacidade desse laboratório em produzir doses num volume tão grande, né, para atender toda a população. Então, neste momento, no Brasil, todos os municípios fazem a vacinação de 10 a 14 anos e a gente espera muito aí que em breve a gente tenha essa ampliação, mesmo porque agora tem outro laboratório, outra vacina disponível também, que a gente consiga avançar isso para toda a população. Ótimo. Fernanda, o acesso é uma questão que precisa ser discutida também em uma cidade como Campinas, as pessoas saberem onde a vacina está sendo aplicada, os horários, se ela tá disponível realmente, qual que é o público alvo de determinada campanha, tem que ter a caderneta de vacinação, os documentos para serem apresentados, o transporte público para chegar se for nesse centro de saúde ou se for numa igreja no caso da gripe. Essa questão de acesso, ela é muito importante. Uma metrópole como Campinas, sem dúvida. Aí já começa eh na questão do número de unidades de saúde, né? O Conselho Municipal de Saúde tem feito alguns debates, tanto nas reuniões do conselho, mas também nos conselhos locais, nas reuniões dos conselhos locais, sobre a necessidade da ampliação das unidades de saúde no município e, portanto, também ampliação das equipes de saúde que hoje fazem o atendimento na atenção primária. a gente tem 68 unidades de saúde e a gente precisaria eh ampliar de forma eh a mais intensa, mais rápida, pelo menos para 92 unidades de saúde, pra gente conseguir atender hoje eh a população que nós temos no município de Campinas que vem crescendo, vem se expandindo. Então, para começar, teria essa questão da ampliação das unidades e esse é um número, eh, que precisamos discutir, mas o que a gente tem feito nessas reuniões, na na nessa adequação da população que a gente tem discutido a necessidade, a gente tem visto que pelo menos aí umas 20, 24, 25 equipes, a gente precisaria de uma maneira mais rápida ampliar eh eh essa essas eh esse número de profiss profissionais pra gente conseguir dar conta de uma demanda que tá reprimida e, claro, posteriormente fazer um planejamento maior, com maior expansão. Eh, então a primeira coisa seria essa questão das unidades, porque também tem a questão do acesso tempo que o usuário do sistema de saúde demanda para chegar até essa unidade, se tem mobilidade reduzida ou não. E aí então a ampliação das unidades também facilitaria isso. Por outro lado, ainda temos a questão do transporte público em Campinas, que é muito complexa. A gente tem recebido há bastante tempo muita reclamação. A gente vê no dia a dia o desafio que é para quem utiliza o transporte público, os ônibus na cidade, falta de linhas suficientes, de horários suficientes, uma passagem cara. Então isso também impacta diretamente na no acesso que esse usuário vai ter à unidade de saúde mais próxima. Então são questões que a gente precisa identificar se naquela população específica daquela região, daquele bairro, daquela comunidade, se essas questões estruturais elas estão impactando, por exemplo, na na adesão à vacinação, ao cuidado em saúde. Porque se sim, precisa ter um olhar para isso. Prefeitura, as secretarias responsáveis precisam ter um olhar para isso, para desenvolver ações em conjunto também com o Conselho de Saúde, que é quem participa da elaboração das diretrizes. eh, da política pública de saúde no município, como que a gente consegue avançar no sentido de garantir esse acesso e pra população em toda a sua complexidade. a questão da digitalização, principalmente para os usuários mais velhos, ainda nós temos uma barreira, é difícil, então não é só implementar a saúde digital, precisa eh a gente precisa dar condições para as pessoas acessarem e na impossibilidade oferecer outras outras alternativas para que esse usuário não fique sem o atendimento necessário. Xaula, ainda em relação à prevenção à dengue, vou compartilhar aqui algo que eu passei semana passada, porque a minha esposa, ela foi contaminada pela dengue e aí a gente sempre fala aqui no jornal, né, sobre dengue e tal, mas quando acontece muito próximo da nossa casa, a gente intensifica a nossa pesquisa, né? E aí eu tava lendo que o eds egipt que não tá contaminado, se picar a minha esposa e depois me picar, eu acabo recebendo o vírus também da Deng. Então, por isso que muitas vezes para quem está nos acompanhando, olha, quatro, cinco pessoas da Mesdence pegaram dengue, porque às vezes esse é desegipte, né? uma pessoa da casa e aí ele acaba ficando com o vírus. E aí a gente intensificou questão de repelente, vê qual que é o melhor repelente. E aí a minha esposa mandou um vídeo de uma médica falando assim: "Olha, à noite não adianta passar o repelente porque precisa criar uma nuvem com o suor e aí pode intoxicar a pele, então à noite não adianta". a gente fala: "Mas esa aí, será que à noite ele não vai picar?" Então, em relação à prevenção a dengue, para quem está nos acompanhando, repelente é importante, a qualquer repelente, tem que ter o Icaridina, tem que prestar atenção em alguma coisa. A vestimenta é importante também, a cor, além dessas dicas, né, para quem está nos acompanhando, vê se não tem água parada, vaso sanitário que não tá sendo utilizado, enfim, essa questão de repelente e de roupa, como é que funciona? Sim, é muito importante também, né? Lembrando que sempre a principal prevenção da dengue é controle de criador. Então esse é o ponto. A gente não pode esquecer de olhar a água parada ali, qualquer local que possa desenvolver o o mosquito, né? Então é o que você falou, uma pessoa doente, um mosquito que não tá contaminado, se picar essa pessoa, ele vai transmitir e a capacidade dele de fazer isso é muito importante, né? Então tem que cuidar disso. Agora os outros cuidados, como você disse mesmo, é muito importante repelente, né? Então, a pessoa que tá contaminada ainda não é porque já teve a dengue. Dengue são quatro tipos, então todas as pessoas podem ter até quatro vezes dengue, né? Então tem que lembrar disso, usar o repelente, sim. Eh, tela em casa, né? Se puder ter essas telas nos quartos para bebês, crianças, que às vezes nem pode usar o repelente, né? Então, usar aquele protetor de berço, se for possível. Roupa clara, na verdade, para identificar, né? para você conseguir ter uma identificação visual do mosquito ali circulando, quem tem que tomar ainda mais esses cuidados, né? Então, uma gestante que vai evitar o máximo ser contaminada, manga longa, calça eh comprida, né, sapato fechado, tudo que possa minimizar aí a transmissão, né, a ocorrência da doença. Isso continua sendo muito importante também em relação à noite. Fernando, se quiser participar também, pode passar o repelente. Pode, pode passar. É, eu acho que eh o principal quando a gente faz orientações no geral, tem muita gente assistindo, né? Então, eh a quando a gente faz orientações eh pro público em geral, a gente não se apega às especificidades porque eventualmente a gente faz uma orientação que para alguém é o é indicado, mas não é para todo mundo, né? Então o principal, acho que sempre reforçar isso que a que a gente já colocou aqui, prevenção da dengue, o principal é eliminação de criadouro. Dito isso, né? Então, precisa ter sempre primeiro, segundo, terceiro lugar atenção a isso. Dito isso, as outras medidas para impedir eh que o mosquito tenha acesso a à residência, elas são muito importantes. As telas nas janelas, eh o mosqueteiro, antigamente a gente chamava de mosqueteiro, esse essa proteção do berço, né? Ou então eh roupa de manga longa, repelentes, não tem restrição, e exceto para algumas idades, né? algumas algumas alguns produtos específicos. Então, sempre tem que acompanhar a orientação de um profissional de saúde que vai fazer a orientação adequada para aquela pessoa, naquela idade, para aquele produto. Então, seguir a recomendação da bula também importante, né? Mas no geral, essas medidas são indicadas para evitar eh a picada do mosquito e do mosquito contaminado e, portanto, também ajuda na prevenção da dente. Ótimo. A região leste, que concentra bairros como Gramado, Nova Campinas, Alfaville, lidera o ranking com 530 notificações. É preciso, Xaulo, intensificar as ações por lá? é um trabalho por toda a cidade. Por que uma região tem bem mais casos em relação à outra? É, isso sempre também é monitorado, né? Por isso que é muito importante o dado ele vira uma informação que vira uma ação. Então, quando a gente começa a mapear essas situações, então aumentou o número de casos nessa região, todo um trabalho é direcionado para aquele território, né? Então os multirões, eh, nebulização, daí cada cada bairro, né, cada situação vai demandar estratégias diferentes, né, mas isso é tudo muito mapeado, feito uma vigilância constante. Por isso que quando a pessoa tá com sintoma, é importante procurar um serviço de saúde, né, essas regiões que você disse mesmo, às vezes não vai procurar o centro de saúde, vai procurar uma assistência particular privada, não tem problema. Todos os serviços, todos os profissionais, eles têm obrigação de fazer a notificação para dengue, né? porque isso tudo vai virar ação. Então, esses números a gente vai agregando, vai compilando e tem uma equipe muito especificada para isso, para direcionar essas ações. Então, a gente tem as empresas contratadas, né, tem os agentes de controle, as endemias, tem os agentes comunitários de saúde que fazem daí toda uma um trabalho em campo. E aí vai depender muito da ação, né? Às vezes a gente tem parceria inclusive de Defesa Civil e de outros órgãos para fazer monitoramento com drone, para acessar terrenos que às vezes ficam fechados e a gente enquanto autoridade sanitária, vai mapeia, tenta o acesso, às vezes é difícil, então a gente acaba usando de outras estratégias para acessar esses imóveis. Então tem uma série de ações de estratégias que são direcionadas aí sempre de acordo com o número de casos, né? Então, quando a gente vê aqueles alertas, ai tem mutirão em tal bairro, tem mutirão em tal, em outro bairro, tem um alerta ali. É isso. Então, toda semana a gente emite um alerta, então pra gente ficar atento, olha, nessa região tá tendo mais, então se eu for me deslocar para aquele território, redobrar os cuidados, né, pra população daqueles bairros estarem cientes, inclusive, né, então estar ciente de que a nossa equipe vai acessar, então quando o agente comunitário bater a porta, ele vai estar identificado, ele vai estar uniformizado. Então, abra, permita o acesso dessa equipe, né, pra gente poder ajudar mesmo, né, tirar alguma dúvida, orientar em como fazer esse controle do criador. Então, é muito importante essa parceria também. Fernanda, isso que a Chaola falou é muito importante, né? A gente trabalha muitas vezes com drone, porque nós temos muitas residências que muitas vezes estão fechadas, né? Um levantamento da Secretaria de Estado de Saúde apontou que 80% dos criadouros estão dentro de casa. Então, é, é um trabalho que, claro, é do poder público, poder legislativo fiscaliza também, mas é da sociedade, né? Nós vivemos em sociedade, então é preciso conversar com o seu vizinho em grupo de WhatsApp, falar sobre este assunto, porque é difícil você monitorar dentro da casa de uma pessoa, né? É muito difícil. E a gente, quando a gente identifica uma situação, é importante a gente fazer esse alerta, né? Você comentou de ter um vizinho às vezes com um quintal eh que pode ter um criadoro ou alguém da família, porque quando a gente identifica essa situação, a gente tá ao lado, nós também estamos correndo risco de desenvolvermos a doença. Então eu acho que esse trabalho comunitário ele é importante. Claro que a principal responsabilidade é do poder público de fazer a identificação desses focos, o controle desses focos, mas sem a colaboração individual das famílias, das pessoas da da eh domiciliadas, eh é impossível, realmente não tem como. A gente precisa ter essa colaboração. Então, identificou uma situação que tá trazendo risco. É importante acionar os canais de denúncia do município. A gente tem aqui 156 que acolhe essas denúncias. eh é feito um protocolo, a pessoa acompanha essa denúncia, a gente, infelizmente eh muitas vezes eh sabe que não é simples fazer esse acesso de casas que são fechadas, né? mais AV de lance tem essa possibilidade nessas situações de risco eh paraa comunidade, para as pessoas, é possível fazer esse acesso, é possível possível identificar esse proprietário, inclusive ele pode sofrer sanções, multas, né, e outras eh penalidades não atenda as recomendações eh de limpeza do terreno, caso esteja colocando em risco a vida de outras pessoas. A dengue, apesar de ser uma doença eh que a maioria dos casos vai evoluir de forma benigna, ela por si só já é uma doença que debilita muito, mesmo os casos mais leves. Todo mundo que já teve dengue sabe. Eu já tive, assim, é terrível mesmo. caso que se resolve sozinho, que passa aquele período comum da doença, a pessoa eh se restabelece, é uma é uma doença cujos sintomas são sintomas muito intensos e que pra recuperação total a gente leva um tempo, né, algumas semanas pra gente voltar ao nosso 100%. Isso vai ter impacto no desenvolvimento das atividades do trabalho, das atividades de lazer, das atividades de vida ali em família. Então são é uma doença que mesmo nesses casos benignos, né, que com com desenvolvimento eh mais leve, traz impacto pra qualidade de vida das pessoas. E não é demais lembrar que, apesar da maioria ter esse desenvolvimento sem grandes sequelas, uma parte das pessoas, especialmente as pessoas que têm fator de risco, que tem alguma comorbidade, eh gestantes, crianças eh muito novinhas ou idosos, entre outros outras pessoas com algumas condições específicas ou até mesmo eh causas que a gente ainda não consegue identificar. essas pessoas podem desenvolver a fase a a as fases mais graves da doença e, infelizmente, falecer devido a dengue. Então, diante dessa situação e sendo uma uma doença com uma predominância tão importante na nossa cidade, todo mundo tem que ter responsabilidade de identificado um criador, identificado uma situação em que pode ser o possível foco ali de transmissão de de desenvolvimento desse mosquito que transmite o vírus, precisa acionar os meios eh que hoje nós temos aqui de denúncia, de acesso ao poder público para que seja feita a averiguação dessa dessa situação. Ótimo. Cola, para encerrar da minha parte este assunto da dengue, uma reportagem do Correio Popular fala que do final do ano até o dia 5 de abril ainda está investigação 1923 casos. Queria saber se procede este número e se demora aí 4 meses para se identificar a quantidade, né, de casos na cidade. É, muitas vezes a dengue ela é confundida com uma série de outras doenças, né? Então, muitas vezes a gente precisa de um tempo maior para avaliar, para investigar, para fazer outros exames, né, para qualificar essa informação, porque é isso, a gente enquanto profissional de saúde, a gente trabalha com estudo, com dado, com ciência. Então, a gente não pode correr o risco de disponibilizar uma informação equivocada, né? Então, muitas vezes a gente segura, realmente, não é segura informação, né? Tá investigando um caso que pode ser confundido com uma série de outras questões, né? Então a dengue começa com mal-estar, com febre, com dor no corpo. Então pode ser uma série de vírus, uma série de outras condições. Dengue pode ser chicungunha, pode ser zica, pode ser febre amarela, tem uma série de outras herboviroses também. Então é por isso, realmente a gente dependendo do caso ali da situação, nem sempre a gente consegue enquanto SUS fornecer o exame em tempo oportuno para todas as pessoas, né? Então, em determinado período ali, às vezes da epidemia, a gente não tem a disponibilização de um exame específico de sangue, né, o PCR, para ser identificado ou não. Então, a gente encerra esse caso de analisando, né, clínico laboratorialmente que a gente fala, então avalia hemograma, avalia ali aquele território, realmente tá tendo transmissão ali ou não. Então, é uma série de detalhes que precisa ser muito bem avaliado para que quando a gente divulgar informação todo mundo tenha certeza que ele número é aquilo mesmo. A gente tá falando dessa situação, tá? Para você que está acompanhando o programa Questão de Ordem desde o início, na primeira resposta, a vereadora Fernanda Solto falou sobre doenças erradicadas. Vamos trazer este assunto para agora porque, Xaula, em 2024 o Brasil recuperou o certificado de eliminação do sarampo entregue pela Organização Pan-Americana da Saúde. O que que significa este certificado? Ele ainda permanece agora em 2026 e a importância da vacinação paraa doença? Tá erradicado o sarampo? Não tá, precisa vacinar? Sarampo está eliminado, né? Então, pra gente deixar claro aí, erradicada está varíula, por exemplo, que é uma doença que não existe no mundo, né? Então, a gente conseguiu erradicar a varíil, o sarampo a gente eliminou, né? Então, aqui no Brasil isso é muito importante. A gente tinha esse certificado em 2018, a gente pede em 2021 por conta da reintrodução, né, dessa doença aqui no nosso país. E a gente resgata esse certificado, gente. Então, isso é muito importante, né? tem uma um significado fundamental para toda a nossa saúde pública, né? Pros trabalhadores que investem muito ali nas ações de combate, para toda a população que fez seu papel também de buscar pela vacina, só que ele corre um risco, né? Então a gente precisa lembrar que a luzinha tem que sempre tá acesa ali, um alerta constante, principalmente nesse ano, gente, a gente vai ter Copa, então a circulação de pessoas ela aumenta, né? na Copa vai acontecer, então Canadá, Estados Unidos, México, países que estão tendo transmissão neste momento de sarampo, né? Então é muito importante que a gente combata isso. E a melhor prevenção pro sarampo é a vacina, né? Então a gente precisa lembrar que é uma vacina aí já há décadas também incorporada, que ela garante uma segurança, né, uma proteção muito efetiva pra população e a gente só evita casos tendo a vacina, né? Então, quando a toda a população baixa a guarda ali a nossa cobertura vacinal, que a gente costuma falar, nem focar muito em cobertura vacinal, porque pro sarampo, gente, todo mundo tem que estar com a vacina, porque se uma ou outra pessoa não tem e é contaminada, a transmissão disso é muito rápida, né? Então, a gente precisa que todas as pessoas aí de fato ten um esquema, principalmente aquelas que vão viajar, aquelas que lidam com crianças, com idosos. Então, é uma vacina para todo mundo, né? Importante, né, Fernanda, a gente ter eliminado, mas de novo aquela questão de relaxamento. Muitas vezes a pessoa às vezes até assiste uma reportagem, ah, eliminou e aí fala: "Ah, então não preciso, já tá eliminada". E aí que as doenças retornam. E aí, nesse sentido, é importante a gente lembrar que, por exemplo, a vacina do sarampo é uma vacina que nem todo mundo pode tomar e neste momento. Então, pessoas que têm alguma condição eh imunológica debilitante, alguma doença eh imunológica autoimune, por exemplo, que debilita o sistema imunológico, ou tá fazendo uma quimioterapia ou fez um transplante recente. São pessoas que, por exemplo, por um período não podem fazer o uso dessa vacina, né? Então, eh, essas pessoas que não estão vacinadas e e que nunca tiveram sarampo, por exemplo, elas estão suscetíveis até a doença. Quando a gente tem um bloqueio vacinal, não vou falar bloqueio porque eu bloqueio no na ação, senão vai confundir o pessoal, mas quando a gente tem essa vacinação adequada e as pessoas ao redor desse paciente suscetível, elas estão eh vacinadas, elas impedem que esta pessoa transmite tenha contato com alguém doente e e portanto possa adoecer. Então, quando a gente cai eh a taxa de vacinação, a gente fica muito preocupado no caso do sarampo, porque existem pessoas na nossa população brasileira que são suscetíveis. São as pessoas que nunca tiveram a doença, que não se vacinaram ou por alguma perda de oportunidade ou porque tem alguma condição que não permite a vacinação. Eh, naquele momento, por exemplo, as mulheres gestantes no momento da gestação, né? Então, nós temos pessoas suscetíveis até essa doença no nosso país. A nossa preocupação é quando cai vai caindo a taxa e eh em eventualmente a gente pode ter a introdução no nosso país por conta de algum paciente estrangeiro de países que t essa circulação e que venham eh venham pro país e pode podem estar assintomáticas no momento que entram, mas aqui desenvolvem do a os sintomas ou já tinham sintomas e por algum motivo isso não foi identificado e encontra essas pessoas que são suscetíveis, né? E aí basta a gente ter poucas pessoas eh não vacinadas e suscetíveis pra gente poder ter o desenvolvimento de eh de uma tragédia, porque o sarampo ele é altamente transmissível. O vírus do sarampo ele é altamente transmissível, assim como outras doenças também dessa característica, mas o sarampo para crianças, especialmente eh as crianças pequenas, né, é uma doença muito grave. Então, é uma preocupação que a gente tem quando a gente vê essas taxas de vacinação caindo da gente tentar recuperar isso, especialmente nesses momentos em que a gente tem esses eventos de alta circulação que a gente sabe que agora nesse momento, a gente tá tendo países eh aqui na América do Norte com com casos ativos dessa doença. Ô, Xaula, desde o mês de fevereiro o Campinas iniciou a estratégia de imunização contra o sarampo e também com com a febre amarela, né? como é que tem sido a adesão a essa campanha também da febre amarela? É uma intensificação, né? São vacinas que fazem parte aí da rotina, do calendário das crianças, idosos, gestantes, mesmo em situação às vezes de intensificação, né? Como é o caso da febre amarela, por exemplo, que é uma vacina que é incorporada no calendário para as crianças, mas que todas as pessoas precisam ter a sua dose, né? Então, hoje a recomendação atual de febre amarela, né, é uma dose pra vida. Então, quem já recebeu tá com a vacina em dia, tá OK, não precisa se preocupar. Antes a gente voltava a cada 10 anos, neste momento não precisa. em situações de intensificação, naquelas que o risco da doença é maior, a gente monitora muito, mas às vezes, dependendo do território, até a gestante vai ser vacinada, uma mulher que tá amamentando, a gente vai orientar suspender a amamentação para poder garantir a proteção para ela. Então tudo isso é avaliado por conta de um risco grande que é a febre amarela, né, que é uma doença histórica aqui da nossa cidade. É uma doença que tem aqui uma transmissão importante, porque a gente tem esses corredores ecológicos que a gente fala. Então, tem essas áreas de mata que é onde o mosquito fica, gosta e o que a gente quer que ele continue lá, né? Porque hoje a febre amarela, ela ainda mantém esse ciclo silvestre que a gente fala, que é lá perto desses territórios. Mas se é uma doença que entra e que tem essa possibilidade de entrar num ciclo urbano, que é essa transmissão pessoa a pessoa aqui dentro da cidade com o nosso mosquitinho da dengue aí que tá tão aí eh em alta ainda no nosso município. Exato. Então o risco dessa doença vir pra cidade é grande. Então a gente não quer que isso aconteça. Por isso que a cobertura vacinal é essencial. E no caso da febre amarela, especificamente, essa toda essa contextualização que a vereadora fez em relação ao sarampo, quando várias pessoas tomam, eu acabo protegendo a coletividade paraa febre amarela. Não é bem assim. Eu preciso que todo mundo tenha sua dose, porque se uma única pessoa tiver sem a vacina e o mosquitinho picar bem, essa pessoa, ela vai adoecer, ela pode ficar grave, ela pode morrer. Letalidade da febre amarela é muito alta, né? Eh, e que eh complementando, né, essa questão, é importante diferenciar esses momentos em que a que a gente tem eh o controle de alguma epidemia, por exemplo, né? A Cola colocou bem, às vezes uma vacina que não é indicada eh no geral, né, para populações imundeprimidas, por exemplo, porque ela é composta de um vírus atenuado, ou seja, existe um risco para aquela pessoa de desenvolver a doença a partir da vacina, o que é raríssimo acontecer, mas existe esse risco. Por isso, nesses momentos eh de vacinação habitual, né, a gente evita no momento e e aguarda o momento adequado para vacinar, mas existem outros momentos em que são os momentos de maior circulação ou uma epidemia ou uma pandemia em que essas recomendações elas podem mudar. Então hoje a gente abre a bula e verifica lá a contraindicação. Ah, não pode se tiver gestante, não pode se tiver menos de 6 meses, não pode se tiver mais de 60 anos, se tá tratando um câncer. que são as recomendações no ger no geral, mas em situações adversas a gente sempre tem eh que buscar as orientações da equipe de vigilância em saúde, do departamento de vigilância e saúde, das eh visas locais, das unidades de saúde, porque as recomendações no geral elas podem mudar, inclusive porque doenças que são transmitidas pessoa a pessoa, como é o caso do sarampo, da gripe, do COVID, ou são transmitidas por aerossóis, né, que são partículas muito pequenininhas que eh saem na na nossa saliva, mas ficam no ar ou então gotículas. A transmissão ela é muito diferente dessas doenças que são transmitidas por vetores em que a prevenção, né, eh, principalmente desse controle do criador, no caso da dengue, mas a identificação dos focos, no caso da febre amarela, eles têm também um papel complementar muito importante na prevenção da da disseminação dos casos, né? Então são recomendações diferentes para momentos diferentes, mesmo que a vacina seja a mesma. Ah, bom, é programa com muitas informações e passa rápido, viu? Eu já tô com o meu tempo encerrado, mas eu quero trazer uma última questão aqui rapidinho sobre a gripe. Mais de 71.000 1000 doses de vacina contra a gripe já foram aplicadas desde março. Imunizante segue disponível nos centros de saúde até o dia 30 de maio. E aí me chamou atenção eh o a cobertura de cada uma. E aí eu queria confirmar com você, Sola, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, 27, 7% de cobertura. Os idosos 45.987, 1987, cobertura de 20%, gestantes 1482, uma cobertura de 17%. Tá muito abaixo a dirita, tá muito OK. A gente quer 90%, né? A gente sempre busca alcançar 90% da população, né? Então é isso, levando a vacina para diversos locais. A gente sai do centro de saúde, é uma vacina que a gente leva realmente para mercado, shopping, terminal de ônibus, escola, aonde tiver essa população que é o grupo prioritário, a gente tá indo atrás também. Em Campinas tão quase 500.000 pessoas que podem se beneficiar da vacina, né? Então, gente, é buscar pela vacinação mesmo. Então, todos os idosos, aquelas pessoas que têm pressão alta, diabetes, algum problema respiratório, cardiológico, não precisa levar documentação nenhuma que comprove essa situação. Basta ir no centro de saúde falar: "Olha, eu tenho diabetes, vai ser aplicada a vacina", né? E é muito importante não deixar para depois também, né? Então, quando a gente aumenta a transmissão dos casos, a gente já precisa estar protegido, né? né? Então a vacina ela demora um tempinho ali para fazer o efeito, para garantir essa proteção mais adequada em torno aí de 15, 20 dias. Então é importante que as pessoas já procurem já, né? Não espero depois. A campanha vai até dia 30 de maio. Esquece essa data, ela vacina tá à disposição, né? Procure o serviço de saúde agora, aproveite a oportunidade e garanta aí a sua dose. É isso. Você que está nos acompanhando, atualize a caderneta de vacinação, procure aí na sua residência, vai até um centro de saúde para ver se tá tudo certinho. Vereadora Fernanda Solto, muito obrigado mais uma vez pela disponibilidade do seu tempo, ter aceito o convite para participar do nosso programa de grande valia pro nosso telespectador, informações de qualidade aqui, de credibilidade. já faço um novo convite para você retornar aos nossos estúdios para falar sobre esse, mas também outros assuntos e fica aberto à suas considerações finais. Eu que agradeço, Gabriel, a equipe de toda TV Câmara, né? Para mim é um prazer participar do Questão de Ordem sempre, especialmente nesses momentos em que a gente tem a oportunidade de discutir assuntos de relevância paraa saúde pública, informativos, né? Quero agradecer muito a participação da Xaúa, eh, que traz dados técnicos muito importantes pra gente entender a situação atual, que a gente tá aqui no município nessa questão da da cobertura vacinal, mas principalmente nos ajudar a pensar como a gente, enquanto representantes aqui, agentes políticos, eh estando nesse espaço de visibilidade, de diálogo constante com a população, como que a gente também consegue ajudar a ampliar esse essa taxa de vacinação. a gente tem um ditado popular muito comum que prevenir é melhor que remediar, né? E nunca isso esteve tão eh atual como agora. E a gente precisa eh direcionar nossos esforços, fortalecer o que for possível para garantir uma maior prevenção das doenças infectosas aqui no município de Campinas, que é um município que tem crescido, mas que infelizmente também tem enfrentado muitos desafios na saúde pública. E eu tenho certeza que com esse trabalho articulado, com essa contribuição coletiva, a gente tem condições de avançar eh no no que é de melhor interesse da população aqui na nossa cidade. Ótimo. Chaula Viseli, coordenadora do programa de imunização aqui em Campinas, também muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo, ter aceito o convite, ter vindo aos nossos estúdios, passar este panorama do que é realizado na cidade de Campinas, a questão de logística, as dificuldades que estão impostas aí, esses desafios. Agradeço muito as informações também de qualidade e credibilidade para quem está nos acompanhando. Já faça o novo convite para retornar aos nossos estúdios e fica aberto as suas considerações finais. Gabriel, sou eu quem agradeço pela oportunidade. Um prazer estar aqui, né? Acho que legislativo, executivo, trabalhando aí em conjunto toda a sociedade, né? Então é fundamental que a gente tenha esses espaços para ampliar cada vez mais, né, a informação da nossa população, que eles consigam ter aí essa sensibilização, essa consciência. E o meu maior recado aqui, gente, é vacinas salvam vidas, né? Então acho que a gente não pode esquecer desse detalhe que é fundamental, não é um detalhe, é o que faz a diferença aí em relação à prevenção de inúmeras doenças, né? Então é isso, agradeço muito, fico à disposição. Para mim é muito importante fazer parte desse espaço e contribuir aí para toda a saúde da nossa população. Obrigada. E eu agradeço você aí de casa pela sua companhia, pela sua audiência. Espero que a gente tenha colaborado com você, com informações. Vivemos em sociedade, trabalho de cada um pra gente não só eliminar, mas erradicar as doenças. O questão de ordem fica por aqui. Até semana que vem. Ciao. Ciao.
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