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Olá, começa agora o programa Questão de Ordem, que hoje vai debater o orçamento de Campinas para o ano de 2026. O poder executivo enviou à Câmara de Vereadores o projeto de lei que foi aprovado por maioria dos parlamentares. O valor é de 11.725.262.000. Um aumento de R$ 8,5% em relação ao orçamento deste ano. Por lei, as áreas de educação e saúde ficam com a maior parte. Educação ficou com um orçamento de R$ 2,378 bilhões deais e a saúde de 2,365 bilhões, já somando o recurso destinado à Rede Mario Gate. Por outro lado, a Secretaria de Cultura e Turismo terá R 101, milhões deais, uma redução de 7,8% em relação a 2025. Então, sobre as prioridades do município, as políticas públicas que serão aplicadas para o próximo ano, como que chegam nestes valores, eu recebo aqui no estúdio o vereador Carlinhos Camelô, ele que é o presidente da comissão de finanças e orçamento aqui da Câmara e o Aurílio Caiado, que é o secretário municipal de finanças. Lembrando que o debate vai acontecer, farei as interrupções apenas quando o necessário. Vereador Carlinos Camelô, começo com o senhor projeto, com esses valores, com as respectivas ações foram debatidas aqui na Câmara, né? De que maneira o senhor enxergou esta peça orçamentária? Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem, Gabriel. Primeiramente agradecer você, agradecer a todos os funcionários da Câmara Municipal de Campinas, deixar um alô ao pessoal que assiste aqui através da questão de ordem aqui da Câmara Municipal de Campinas e dizer para você que a comissão de finanças e orçamentos para nós é um desafio. Cada ano que passa é um desafio. Eu que já fui presidente dessa comissão na legislatura passada, continuei com ela nessa legislação, nessa legislatura. E é sempre um desafio, né? Porque todas as pastas elas querem o orçamento, elas querem aumentar o seu orçamento. E o orçamento é é aquela, o Caiado sabe aqui como que é. Eh, a gente tem que mexendo daqui, mexendo dali, você vê que nas discussões e nas votações as pessoas querem colocar emenda, ter aquela as questões. Você falou aqui da da cultura que teve um um diminuiu o orçamento na questão da cultura. A cultura, nós sabemos aqui que eu acho que diminuiu, até mesmo porque nós temos as emendas em positiva e a maioria dos vereadores indica pra cultura e aí acaba ela chegando também ter o orçamento ali na cultura. Então eu falo que é sempre um desafio a gente votar esse essa questão da lei orçamentária. Todas as vezes que nós votamos o orçamento aqui é sempre um desafio. Todas as praças querem um pouquinho mais, né, Caiado? Caiado sabe muito bem como que é. E também temos um grande desafio. Eu queria agradecer o Caiada aqui publicamente, que nesse ano nós tivemos aí eh uma votação de uma exeção também de uma remissão de de um IPTU, de um bairro que se chama Rosário. Nós tivemos que colocar no orçamento para fazer a renúncia no ano que vem também. Foi uma discussão muito longa entre a Secretaria de Finanças e nós aqui o prefeito para fazer essa adequação para que eh faça essa remissão pro para 2026. Então eu acho que é é essa. Aurílio Caiado, secretário municipal de finanças. Acho que até quem está nos acompanhando tem a curiosidade, né? Como que se chega neste valor de mais de 11 bilhões de reais? De onde vem este dinheiro? Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem e muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo com a nossa equipe. Eu que agradeço, Gabriel. Muito obrigado pelo convite. Para mim é sempre um prazer estar na Câmara debatendo com os vereadores, no caso debatendo com o vereador Carlinhos Camelô, que é um grande vereador, um grande defensor do dos interesses da população, tanto na Câmara quanto junto ao gabinete do prefeito, e debater com seus espectadores, poder explicar para eles um pouco mais dessa questão que é tão árida. É tão difícil de entender pela paraa maioria das, mas são são questões muito simples, né? É só você pensar no no orçamento da sua casa, né? Quer dizer, você gasta por ano quanto? Ah, eu gasto 50.000 por ano, mas você não você não tem 50.000 por ano eh no bolso no dia primeiro de janeiro, certo? Eu ganho 4500 por mês. Então, ao longo do ano, você vai chegar a ter eh até um pouco mais de R$ 50.000. Mas eh esse dinheiro você vai poder gastar na medida que você for recebendo, vai trabalhando, vai recebendo, vai gastando. Assim é o poder público. A gente vai eh nós temos duas fontes de receitas. a receita própria, que são os munícipes de Campinas que pagam seus impostos, pagam seus tributos e as transferências que são eh tanto pelo governo do estado quanto pelo governo federal, porque parte do imposto que você paga aos estados e ao governo federal, eles têm que repartir com os municípios. No caso da União, ele reparte com os estados e com os municípios, o imposto de renda e o IPI. E no caso dos estados, eles repartem com o município, só com o município, o ICMS e o IPVA, né? Cada cada atributo tem a sua regra, cada atributo tem a sua lógica de repartição. Mas eh no caso de Campinas, Campinas tem uma felicidade muito grande. Poucos municípios do Brasil t a condição que Campinas tem no que diz respeito à receita própria. A a receita que o campineiro paga tanto de tributos diretos quanto indiretos, né? Eh, o de o tributo indireto maior é o ISS, é o imposto sobre serviço. Você vai numa consulta médica que seja particular, você leva uma roupa para lavar numa lavanderia ou você faz qualquer serviço, lava um carro, qualquer coisa que você faça que a pessoa, o prestador de serviço, emite uma nota no cabeleireiro da Manicure. Nesta nota tá embutido de 2 a 5% de imposto, que no final do mês esse prestador de serviço recolhe a prefeitura. Então, não é um tributo tirado do prestador, é um tributo tirado de cada cidadão que que eh eh que compra o serviço, mas que no final do mês vai chegando à prefeitura e com isso você vai juntando um bolo tributário que compõe a maioria das receitas da prefeitura. Então, Campinas tem muita sorte por ser quase 60% do orçamento nosso da prefeitura vem da própria cidade de Campinas. Então, a gente consegue administrar melhor, eh, ter mais previsibilidade e consegue fazer projetos com mais segurança de que vai dar para começar e terminar. E que é fundamental, que a gente não tem hoje na administração nenhuma obra parada, por exemplo, né? Todas as obras que nós iniciamos nós acabamos, entendeu? Então isso é muito bom. E por que que a gente consegue fazer isso? Porque nós temos recursos próprios que garantam a execução de cada obra. sobre este exemplo que você deu, né, de um orçamento aí, de uma residência, o quanto que a pessoa recebe, o quanto que ela pode gastar. Você falou que 60% é daqui do município de Campinas, mas está previsto se, por exemplo, a arrecadação cair, porque a gente sabe que tem a questão de inadimplência. Às vezes, dependendo da situação que tal do nosso país, a pessoa deixa de pagar o tributo, deixa de pagar o IPTU. Isso tá previsto no orçamento. Tem como prever isso? que olha, eh, 100% de PTU nunca aconteceu. Então, a gente vai calcular aqui que uma porcentagem de segurança a gente vai receber. Existe isso no orçamento? Existem regras muito rígidas para você fazer o planejamento. Então, você só pode prever de receita o que você recebeu de receita no ano anterior e com o acréscimo da da da correção monetária, que os tributos são corrigidos pelo INPC. Então você corrige no INPC, por exemplo, no caso de IPTU, eh, a cidade tem um crescimento. Se a cidade cresce e a população cresce, também cresce o número de residências. Por crescer o número de residências, cresce o número de pessoas que pagam o IPTU. Então existem são esses dois fatores, o crescimento eh a correção monetária, que é o INPC, e o crescimento do PIB que a gente chama, que é o crescimento da população e da renda gerada, que acaba gerando um tributo também pra gente. Então, tanto nos serviços quanto no ITBI, que é um outro tributo que é municipal, que é a transmissão de bens imóveis, você compra um imóvel, compra uma casa, compra um terreno, você vai pagar a escritura, tem lá um tributo que vai paraa prefeitura para contribuir com o quê? com o asfaltamento, com a escola, com a unidade de saúde, todos os serviços que a prefeitura presta, limpeza urbana, eh a a o o paisagismo da cidade, a limpeza das ruas, tudo isso é feito com o dinheiro nosso mesmo, da população, com os tributos que cada cidadão paga, né? Então, eh, essa previsão a gente tem acertado cerca de 95% das vezes a gente acerta. Neste ano, por exemplo, até na semana passada, nós não tínhamos atingido ainda, até hoje nós não atingimos ainda o 100% do previsto, mas com refins e graças à população que está pagando bem, tá tá respondendo bem ao refiz, tá aproveitando para acertar as suas contas com o fisco, nós vamos chegar a 100% do que foi previsto o ano passado, né, Carlinhos? Acho que este é um grande desafio, né? Porque o município ele precisa desta receita, ele tá contando com ele e tem o outro lado da população que às vezes diante das suas dificuldades acaba atrasando este imposto e aí entra a questão da pressão para cima de vocês vereadores. Olha, eu preciso de refiz, eu quero contar com isso. A discussão vem pra Câmara de Campinas. Como é que você viu o refiz e a importância do contribuinte acertar com a dependência para aliviar também a saúde do financeira do município? Eu queria aqui logo no meu começo, Gabriel, acabei de esquecer de cumprimentar meu amigo aqui Caiado, fala que é um parceiraço, uma pessoa que tem uma grande responsabilidade com o dinheiro público, com a questão das contas no nosso município, né? Então, agradecê-lo e dizer que o orçamento, quando ele fala assim, nós tem uma grande eh preocupação também, né? Porque da mesma forma que às vezes o secretário fala: "Ah, ó, esse ano nós não vamos precisar do refiz". Uhum. Mas nós temos a população cobrando aqui. Ela vem até a gente, o vereador, não vai ter o refiz, eu não consegui pagar minhas contas, eu tô com as contas aqui. Então, às vezes ela espera muito que o refiz seja apresentado para eles. E é uma oportunidade dessas pessoas colocarem a a conta em dia, porque hoje muitos deles têm uma conta alta e quando chega o refiz tira às vezes os juros, tira algumas coisas e a pessoa tem condições além de abater na na questão do do valor que ela tem lá, ainda é um parcelamento mais longo. Então isso ajuda muito. E aqui os vereadores, eu tenho certeza que não só eu, mas vários vereadores, é cobrado para que tenha todo ano. Inclusive esse ano eu fiz um uma indicação para que tivesse o refiz, fiz uma conversa com o prefeito e também fiz uma indicação para que prorrogasse, porque nós vimos aí que muita gente não ia dar tempo até de de fazer o rev. Agora vamos ver se a gente consegue prorrogar, falar com o prefeito para ver se a gente consegue prorrogar para que as pessoas consigam colocar suas contas em dias. Ficou até dia 22 de dezembro. dia 22 foi prorrogado. A Secretaria Municipal de Finanças, ela é consultada sobre o refiz. Essa discussão passa por ali, Caiada, sai dali, inclusive sai dali, né? Porque a gente tem que ter um parâmetro técnico que justifique o refiz, senão o Tribunal de Contas depois glosa as contas do prefeito por por ter tomado decisões que vão contra a arrecadação normal, né? que a gente tem que ver também o outro lado da moeda. Se você faz muitos refiss, a população já fica, não paga o imposto esperando pelo refiz para poder ter alguma vantagem. E nem sempre é o refiz é vantagem. A maior vantagem é para quem paga em dia, que não que paga sem multa, sem correção, pode parcelar em até 11 parcelas, né, no caso de de do IPTU, né? Então você é essa é a grande vantagem. Depois quando você vem, vem um refiz, ah, não, tem 3 anos que eu não pago o o IPTU, então eu quero aproveitar. Você vai ter as multas, a multa e os juros, e vai ter um desconto da multa e juros, que não é 100% nunca. Se for à vista nesse refiz, é 70%. Se você parcelar até 6 meses, seis vezes e 50%, de 6 a 12 é 40%, então vai diminuindo, mas você tem os juros embutidos aí, os juros e a multa. Então, por mais vantagem que seja o refiz, ele é menos vantajoso do que o pagamento no durante o ano. Quem não tem nenhuma, não tem multa nenhuma, não tem juros nenhum, não tem nada. Daí você pode pagar em parcelas normais, com tranquilidade até em 11 vezes, né? Existe até aqui uma discussão que nós fizemos aqui na Câmara, né, e levamos até, né, porque eh existe uma resistência de alguns vereadores que em questão do refiz, né, principalmente os vereadores da esquerda, que eles falam que os grandes empresários eles investe o dinheiro, entendeu? Se faz dinheiro e depois vem e faz a negociação, não paga o IPTU, não paga o IPTU e espera o refiz. Mas isso às vezes a gente vê que é o o grande público que vai fazer o refiz é aquelas pessoas mesmo que não têm condições, como o Caiado disse, pra gente gerenciar a casa da gente, saber quanto que a gente ganha, mas às vezes a pessoa ela extrapola e aí ela dificulta. O que que ela deixa de pagar? Ela fala: "Ah, eu vou deixar essa conta aqui, depois eu vou lá e acerto". Ela sempre deixa ali o IPTU, entendeu? Por quê? Porque se ela deixar conta de água, o pessoal vai cortar água. Se ela deixar conta de energia, o pessoal corta energia. Então eles opta por deixar até mesmo o IPTU a não ser pago. Passa por aí, Cai? Passa por aí, sim. O IPTU, eh, os impostos que você decide pagar ou não decide pagar, que você tem que tirar o dinheiro do bolso e pagar, o IPT1 é o deles, o o IPVA é outro e o ITBI é outro. São tributos muito antipáticos. No caso brasileiro, o brasileiro como no caso do Brasil, o brasileiro como valoriza muito um bem chamado automóvel, carro, eles não, ninguém de nós, nós não reclamamos muito de pagar o IPVA e às vezes a gente reclama muito de pagar o IPTU, que é mais barato do que o IPVA que você paga pelo seu carro, né? Mas você paga o IPVA, paga o o os pedágios e paga o combustível e paga o seguro, paga os impostos que estão embutidos em cada um desses, entendeu? E as pessoas acham que é normal, mas o IPTU que você tem que desembolsar e é sobre o patrimônio, não é sobre a renda, não é sobre um fluxo a mais, né? O ITBI você paga quando você comprou um imóvel, então fal, eu comprei um imóvel, vou pagar 4%, 3%, 2% de ITBI. Então você paga orgulhoso porque você tem um bem novo, né? Então você não se sente tão prejudicado assim. Mas o IPTU, por ser um imposto recorrente, você tem que pagar todos os anos e ser um imposto so não é sobre a renda, não é sobre um fluxo de dinheiro que você tá ganhando, é sobre o patrimônio, né? É um imposto, é o mais mal visto do país. Ô Caiado, sobre os desafios de um município como Campinas, né? Eu acho que durante todo o ano, praticamente, eh, nas semanas, nas reuniões ordinárias ou nas comissões, o assunto de saúde ou de educação tá presente. Então é centro de saúde, disponibilidade de remédios, tempo de atendimento, as filas, estrutura ou na educação, déficit de vagas, deslocamento das crianças, estrutura de sala de aula, uniforme, enfim, como é que é o desafio de destinar os valores para essas duas áreas. Por lei, elas precisam receber mais, educação e saúde, porque a gente tá falando de uma metrópole, mais de 1 milhão de habitantes, é referência para outros municípios. Então, como é que fica esta pressão da Secretaria Municipal de Educação, da Secretaria Municipal de Saúde, quando chega agora o orçamento para essas duas pastas? Porque a gente sabe que a demanda é muito grande e de certa forma até diferente de outras pastas pela importância que as duas têm. O nosso a nossa discussão com as secretarias, com todas elas, que a gente não pode privilegiar, tô falando como secretário de finanças, não posso privilegiar uma secretaria em detrimento da outra. Então, a menor secretaria tem que ser tem que ter um tratamento igualitário com a maior secretaria. Secretaria de educação gasta, tem que gastar pelo menos 25% da receita própria, da receita eh eh oriunda de impostos, tá? Então é uma receita muito grande, são 2 bilhões 300, quase 2.hões400 que a que que a Secretaria de Educação gasta por ano. A Secretaria de Saúde, eh, a nossa lei orgânica diz que temos que temos que gastar no mínimo 17% eh em saúde. A gente gasta praticamente 25%, é praticamente ali equivalente ao que a educação gasta, a saúde também gasta. Então esse é um esforço que o município faz, que a prefeitura faz para levar o atendimento melhor da saúde à população, tá? Porque esse dinheiro não vem do governo federal, não vem do governo estadual. Mais de 70%, quase 80% dos recursos que gastam na educação de Campinas vem dos cidadãos de Campinas, tá? Se a gente fosse esperar o Sistema Único de Saúde, da maneira como ele foi idealizado, vem 1/3 de lá, 1/3 do estado e 1/3 do governo federal, 1/3 do estado e 1/3 do município, nós gastaríamos 30%, nós gastamos mais de 80, quase 80%. Então estado vem muito pouco, porque o estado gasta recurso com a sua própria rede, né, estadual que atende em Campinas. E o governo federal repassa 20 e poucos por, tá, do de tudo que a prefeitura tem que fazer para atender aos cidadãos eh campineiros. O governo federal repassa muito pouco, cada vez menos. E o governo municipal tem que assumir cada vez mais responsabilidade. Isso é um grande desafio mesmo, Gabriel, porque você tem a pressão que que vai aumentando e a saúde tem uma característica muito específica também, porque cada equipamento, cada procedimento novo que surge, ela não elimina o procedimento anterior. Então, até hoje a gente faz o raio X, faz o ultrassom, faz a tomografia computadorizada, faz, você vai acrescentando novos serviços, nova qualidade, novos diagnósticos, mas você não abandona os anteriores. Então, a gente fala que são demandas cumulativas, né? E aí hoje em dia você não faz direto um um sei lá, uma tomografia, mas você faz um ultrassom, depois você faz um raio X, depois você faz a tomografia ou faz um outro exame antes, aí faz tomografia. Então você vai acumulando para melhor diagnosticar. Isso tem custo, n? Isso tem custo, né? E o custo é bancado pela prefeitura. Carlinhos, ao longo do ano você participou de várias discussões, essa nas reuniões ordinárias também na reunião de comissão para chegar agora no orçamento, né? Cada passo com mais de R$ 2 bilhões deais. Como é que você enxerga os desafios de município de Campinas e este valor para ser administrado durante todo o ano? Eu falo que é sempre assim, né? Por mais que a prefeitura, o município, ele coloque esse dinheiro na saúde, ele coloque esse dinheiro na educação, a gente sempre vai ter reclamações. A saúde hoje, por mais que tem um investimento que é obrigatório e o Caiado disse aqui que é 17%, acaba gastando 25, você viu que colocou 8% a mais, mas não sana o problema ainda de um posto de saúde, não sana o problema do do de um hospital. Então, para você ver, eh, muitos hospitais que estão na rede aqui, eles vêm até os vereadores, que nós temos agora as vendas impositivas e vem pedir ajuda, entendeu? é através de um de um equipamento, é através de uma obra, é através tudo, eles vêm aqui a a pedir ajuda e a gente vereadores, a gente vê aonde tá a necessidade realmente indica, porque é uma obrigação nossa contribuir com o município para melhorar a saúde da população. E na educação é a mesma coisa. Você vê aí, o prefeito, ele entregou 16 nova espaço do amanhã, novas creches na cidade de Campinas. Eu eh participei de várias entregas, por mais que nós entregamos todas essas 16 creches que nós falamos que zerou o défic de de vagas de creche, mas a gente ainda tem uma grande dificuldade, Gabriel, e o o secretário vai saber. Hoje nós temos só no Campo Grande foi entrega duas ou três. Aí colocou mais para uma região aonde tem a área, onde tem o espaço, aonde tinha necessidade, mas nós temos aqui na área na região sul que não foi colocada nenhuma. Então, muitas pessoas ela tem que trazer a criança até esse local e acaba gerando uma dificuldade muito grande. Ou às vezes a pessoa contrata uma perua ou ela tem que levar deslocar antes do serviço, levar essa criança, depois passar lá e pegar. Então a gente tem essa dificuldade por não ter um espaço que é direcionado à educação paraa gente fazer uma construção nesse local ou não tivemos condições de construir nesse local. Tem ser as vagas, mas tem a dificuldade de de remanejo. Então as pessoas falam: "Ah, eu achei a vaga na creche, mas é muito longe para me levar". Então a gente tem essa dificuldade hoje, mas o empenho do prefeito nessa questão, ele tá fazendo, foi feito 16 as creches em Campinas. Aqui não, eu falo porque eu eu tô numa região ali que eu tenho um trabalho ali que é no Campo Florido e no Vila Olímpia, próximo ao CDU do São Martins. Só ali naquela região foram entregue duas, foram uma no Vila Olímpia e foi uma no campo Florido. Vai sanar o déficit daquele local. Vai sanar o déficit daquele local e ali no CDHU nós temos a nave mãe também, entendeu? Então vai sanar o déficit daquela região, pai. Mas nós temos outras regiões que vai faltar. Sim. Então é essa a grande dificuldade. Ô Caiado, eu sei que vocês fazem muitas contas, né? Trabalham com aquilo que que é na prática que acontece. Mas existe um ideal. Olha, o orçamento de Campinas teria que ser muito maior. Eu precisaria de muito mais recurso do governo federal, precisaria de muito mais recurso do governo estadual. Existe essa conta? O orçamento de Campinas teria que ser maior para poder suprir essas demandas. O problema brasileiro, Gabriel, é a desigualdade social. A desigualdade social é uma herança que nós temos e carregamos, que um dia nós vamos ter que ajustar essas contas e resolver esse problema, mas enquanto não resolvemos, sobra para o município, que é quem está, o ente público está mais próximo da população, atender em grande medida o que é possível ele atender para essa população. Então, Campinas e o governo Dário tem uma preocupação desde o início da primeira gestão, uma preocupação muito grande com isso. Dário é médico e sempre muito sensível à questão social. Ele teve a preocupação, primeira, primeira ação dele, primeira conversa que ele teve comigo, foi o secretário, eu tenho que eh urbanizar 13 bairros. Falei: "Como assim tem que urbanizar?" Não tem 13 bairros na cidade que não tem pavimentação, não tem drenagem, não tem meio fio, não tem nada, só tem água, esgoto e iluminação pública e luz, tá? Mal tem iluminação pública. Então nós temos que fazer da urbanidade, da qualidade para essa população que lá mora. Então nós fomos, nos esforçamos muito, todo mundo, mas a secretaria de finanças inteira junto com o gabinete do prefeito para conseguir dinheiro. E felizmente nós fizemos a urbanização de 16 bairas, porque no correr, não é vereador Carlinhos, nós descobrimos outras outros núcleos que também estavam na mesma condição e tivemos que fazer, tivemos que fazer, não fizemos, felizmente deu tudo certo, conseguimos recursos para fazer e todos estão inaugurados e entregues. Então, ah, isso resolveu, resolveu um pedacinho, né? Aí tem e a questão de lazer, a população de baixa renda precisa ter lazer, questão de segurança. O governo, os governos, tanto estadual quanto federal, eles se omitem muito em relação à segurança, que não era atribuição, não é atribuição do município. O município até 20 anos atrás ele tinha só guarda patrimonial para zelar pelo patrimônio público. Um vigia na praça, um vigia nos prédios públicos. se vigia virou guuarda municipal para poder zelar pelo pelo patrimônio público e pelo entorno. E aí passou a ter mais atribuição, mais seleção. E com isso hoje nós temos guardas armados, nós temos carros de de combate, temos armas de grande calibre e nós somos eh a maior força quase em relação ao ao contingente municipal no município de Campinas e o contingente do tanto estadual quanto federal no município de Campinas. Então você vai crescendo e vai crescendo o quê? o gasto, a demanda, a pressão para você atender mais, para você atender melhor. Então essa eh a gente tem tem um um uma máxima em economia que diz o seguinte: as demandas sociais elas são insaciáveis, né? Agora a pouco estávamos conversando aqui antes de começar o programa sobre um uma marca de telefone. Aí eu preciso desse telefone, entendeu? Porque o meu é só X16, mas eu preciso de um X17 ou 18 que foi lançado recentemente. Eu preciso. Isso é é uma necessidade social. Eu preciso porque eu preciso do meu trabalho. Eu preciso porque todas todos os meus amigos têm. Eu preciso porque eu quero me diferenciar. Mas é é uma pressão social. Então, assim como tem a pressão social individualmente para cada um de nós, você precisa de uma roupa nova, precisa tá bem vestido, precisa estato novo, precisa, precisa, precisa, tá sempre precisando e a gente precisa sempre mais do que o que tem. Assim também é o poder público. O poder público é a expressão da sociedade, né? Não é um ente que paira sobre a sociedade. Poder público somos todos nós, né? E por acaso a gente elege um conjunto de pessoas, pessoas de bem, né? para para fiscalizar, que são os o os legisladores, os vereadores, no caso do município, e para executar que o que é o caso do prefeito, vice-prefeito, que nomeia os secretários e todo seu sua estrutura para bem fazer o bem público, né? O bem para o público. Então, e é uma atividade que para mim, eu sou servidor público há 42 anos, só fiz isso na minha vida. Tenho muito prazer, tenho muito orgulho de sempre ter trabalhado para o poder público por opção de vida, né? E e sei que é um trabalho muito importante paraa sociedade, né? É um trabalho de é é um serviço para o público. Com certeza. Carlinhos, sobre essa pressão social que o Caiado diz, né? Eu lembro da audiência pública de número 54, foram quase 3 horas de duração aqui no plenário. Como é que enxergou essa obrigação, mas essa necessidade de diálogo com a sociedade? O Caiado, ele frisou bem a necessidade, ela sempre assim, ela é insaciável, né? Hoje quando você coloca o bairro, ele fala: "Ó, nós não temos a pavimentação, nós precisamos achar um jeito de pavimentar". Quando ele falou que o prefeito eh pavimentou 16 novos bairros, eu incluo um que é o Monte Líb aqui que o prefeito pavimentou na época que eu fui cobrá-lo para que fizesse esse espaço. Foi feito. Só que assim, pós você pavimentar o bairro, o pessoal fala assim: "Ó, tem que fazer uma praça, nós não temos praça, ó, tem que fazer lombada, ó, tem que fazer isso, ó, tem que melhorar a iluminação, tem que ter então é insaciável. E é a mesma coisa, né? A gente fala assim, qualquer bairro é isso, entendeu? Qualquer local é isso. Então é são sequências. As pessoas vêm por sequência. Olha, primeiro o asfalto, depois tem que fazer isso, depois tem que fazer aquilo, depois e não acaba nunca. Não acaba nunca. Então a cobrança ela vem. Então, por mais que nós temos aqui eh audiências públicas, tem pessoas que vem cobrar, ela vem cobrar com razão, porque às vezes o bairro dela tá ali há 20 anos, 25 anos esperando uma pavimentação, esperando uma rede de esgoto, esperando algo. Mas aí tem pessoas que vem aqui com o bairro dela, já tem a pavimentação, já tem, já tem aquilo, ela vem cobrar algo a mais ali que ela poderia esperar um pouco mais, entendeu? Eu falo que é uma questão social que é de igualitária. Nós teríamos que ter ali, olha quais são os bairros realmente que necessita investimento. Esses. Vamos fazer os investimentos desses bairros. Esse aqui ainda aguenta segurar porque tem bairro que tá 40 anos, tava há 40 anos aqui nesse Monte Lima, 40, 45 anos sem pavimentação. Aí em contrapartida tem um bairro que tá pavimentado, tá bom? Mas a pessoa quer que você faça ali a o recapeamento do bairro, porque as ruas não tá legal, mas tá asfaltado. Então existe essa essas questões. Aurílio, o senhor esteve presente também, né, nesta audiência pública. Como é que enxerga esta participação popular nas decisões, né, orçamentárias e depois essa questão de transparência sobre o que fora discutido? Acho fundamental a participação popular, ela areja o poder público. Ela eh a população tem que fiscalizar, tem que atuar sempre, tem que participar e cabe ao poder público ser mais permeável, ser muito permeável à participação popular, ter canais de participação junto com os vereadores, mas ter eh abrir vários tipos de canais de participação. Hoje em dia, eh, nós abrimos na época da pandemia, nós queríamos ouvir a população, mas não podia reunir. Então, nós criamos um site e esse site então ficou disponível, divulgamos nas redes sociais e na na nos meios de comunicação, que era uma maneira da população ser ouvida e apontar o que o que que ela precisava, qual eram as prioridades. E deu muito certo. Mais de 3.000 pessoas têm participado anualmente. E nós continuamos todos os anos deixando esse site aberto. Abrimos o site novamente, zeramos as demandas e abrimos novamente e a população tem participado. Eh, isso é uma forma de você eh ouvir a população que não pode ou não tem interesse em sair de casa, não tem condição de sair de casa para ir a uma assembleia de bairro, para ir participar do orçamento cidadão. Mas existe também o orçamento cidadão que no qual a população é ouvida em todos os bairros, né? E depois então você vai vai elegendo os representantes que vão até chegar na Assembleia Municipal onde eles apontam para a prefeitura as principais demandas, né? Agora, a grande participação popular mesmo se dá através do legislativo, que são os representantes legítimos da população e que eles, muitos deles, o vereador Carlinhos Camilo é um deles, estão em contato permanente com a população e eles têm essa sensibilidade para para representar, tem a sensibilidade, tem o mandato de representar a população e de falar em nome dela. Então, quando você conversa com o vereador, quando eu converso com o vereador, eu não tô conversando com uma pessoa, tô conversando com um representante de 4.000, 5.000, 10.000 pessoas. Aquela expressão que tá ali na minha frente não é a ideia dele sozinho, é a expressão de muitos que estão na região dele, que que pensam aquilo, né? Então você tem que levar muito em consideração e o poder público leva sempre em consideração isso, Carlinhos. E como o Gabriel disse caiado, nessas audiências públicas que nós fizemos aqui, é o momento das pessoas virem reivindicar mesmo. Você vê aqui que muitas pessoas nessas audiências públicas ela veio reivindicar. Por quê? Porque se não colocar no orçamento do ano que vem dificilmente sai. Nós tivemos aquela pessoa fal tem um CRAS. O CRAS ele precisa ser colocado lá. Então eles vêm com a esperança de que coloquem no orçamento para que fique mais fácil a discussão lá na frente. A população já tem esse entendimento, vereador. Você entende que quando chega o orçamento a população sabe o que significa o orçamento, o pedido que precisa entrar agora, a importância disso? Muitas pessoas sabem, muitas ainda não, e principalmente as pessoas que sabem, mas as pessoas ligadam a gente que são representantes de baixo, como o Caiado disse aqui, nós representamos a população, o número de pessoas, mas tem ali o presidente do bairro que ele sabe da necessidade, ele sabe se ele conseguir inserir num orçamento ou algo aqui, ele vai conseguir. E às vezes o próprio vereador que eu falo aqui, o próprio vereador falava: "Vai lá e vamos também tentar fazer uma pressão para colocar lá para que faça." Então existe essa eh essa questão porque é dessa forma que a política funciona, né? Então ela tem que tá ali, ó. A gente tem que demonstrar a vontade da população através deles vir participarem, seja eh através das redes sociais aí que nós tivemos várias perguntas. Além de nós ter as pessoas presenciais que veio participar da audiência pública, nós tivemos as pessoas também que fizeram as suas perguntas através das redes sociais, entendeu? Então você vê que as pessoas estão atentas. Uhum. Secretário, o orçamento 8,5% maior de 2026 em relação a este ano de 2025. Isso é algo positivo, é algo bom? Não necessariamente. É, é suficiente pra gente manter os serviços que estão sendo executados hoje, na qualidade que está sendo executada hoje, né? Isso e é e é o que é possível de reajuste, foi o máximo possível de reajuste, considerando a inflação, o crescimento da população, o crescimento do PIB de Campinas, né, e ainda um pouco mais de esforço de tributação e de arrecadação que a prefeitura faz, né? Então foi o máximo que a gente conseguiu colocar de previsão, otimistamente falando, tá? Carlinhos, numa resposta anterior sua, você falou sobre emendas impositivas. Então, vamos falar sobre este assunto agora, porque é uma ferramenta permanente dos vereadores. Foi criada em 2022, utilizadas pela primeira vez no orçamento municipal de 2023. A cada ano, os parlamentares podem disponibilizar valores de até 1,2% da receita corrente líquida do município para projetos específicos. Neste ano, este percentual é de R$ 113 milhões 850.000, sendo que R$ 3.450.000 para cada vereador. Pelo menos metade deste valor tem que ser destinado para a área da saúde. E ao todo foram aprovadas 912 emendas. Como é que o senhor enxerga a questão das emendas impositivas? Porque também tem crítica aqui na tribuna dos parlamentares se deveria ser implementado, se não deveria ser, teria que ser de uma outra forma, é importante pro município, deveria ser diferente. Como é que você enxerga as emendas impositivas quando é feito o orçamento e este valor destinado para vocês? No caso deste ano, de mais de R$ 3 milhões deais? Gabriel, eu costumo falar que as emendas impositivas para mim ela é positiva, por quando aprovado a quando foi aprovado as emendas impositivas, a gente não tinha o conhecimento e nem as secretarias. Nós tivemos uma dificuldade de ajeitar sobre isso, porque muitas emendas que nós destinamos naquela, né, em 200023, ela ficou parada, as pessoas não sabiam de forma remanejar ela. Hoje é o que a gente falou, por nós sermos um representante do povo, nós estarmos na rua, na periferia, em todos os lugares, a gente sabe aonde está a dificuldade. Vamos supor, eu ando num posto de saúde ali da minha região, eu sei as real necessidades desse posto de saúde. Olha, ele tá precisando de tal aparelho, ele tá precisando disso aqui, ele tá precisando de uma reforma. Então você já segrama e manda uma emenda para aquele local para ajudar, não só naquele local, mas em vários outros locais. Às vezes a gente vai até o o Hospital Marugate, como o da PUC, eu fui na maternidade, o pessoal falou: "Ô, vereador, nós estamos precisando porque a PUC agora pegou a maternidade, né? E nós estamos precisando aqui de várias incubadoras. Nós não temos, eu mandei na na legislat na no ano passado 10 incubadoras que custava 40 eh R$ 43.000 cada uma, R$ 4.300 cada uma. A gente mandou para eles o Hospital Marugate. Olha, nós estamos eh precisando de tal coisa. Mandei pro Hospital Marugate. Hospital Mario Gatinho. Ó, nós precisamos comprar o raio X portátil para as crianças. Eu mandei dinheiro para comprar. Então, a gente tá no dia a dia, a gente escuta a população e a gente sabe onde tá a necessidade. Quando nós falamos aqui que cada bairro ele tem sua necessidade, nós estamos ali, nós vê que tem uma praça ali também, ela tá abandonada. Às vezes não tem essa, é muita gente às vezes pedindo, olha, vamos reformar essa, mas essa nós sabemos que tá boa, mas tem aquela ali que precisa ser revitalizada. Então a gente destina a emenda para fazer essa revitalização. Só na região aqui, ó, ô Gabriel, sul da cidade de Campinas, tô revitalizando seis praças que fazem, cada uma dela faz 40 anos que ela foi implementada e tava esperando ser revitalizada. A praça da Saúva do lado do do Carrefur, a Filomena, a Antônio Compagnoli, a do São Gabriel, a do Formosa, várias praças que estavam lá, a gente está revitalizando ela. E a população, cada vez que você revitaliza essa praça, também é saúde, também é lazer, também é entretenimento pr as pessoas. Porque quando eu passo numa praça que a gente revitalizou ela, colocou iluminação, colocou equipamento e você passa lá, as pessoas estão usando ela, é um prazer muito grande a gente ver aquilo ali. E é importante falar, Gabriel, fechando a minha fala aqui, para as pessoas, que essas emendas impositiva dos vereadores não vem pros vereadores, vai direto paraas secretarias, porque tem muita gente às vezes na rua fala: "Vereador, veio 3 milhões pro senhor para fazer isso, só vem isso aqui". Não, não vem pros vereadores. A gente, você sabe, a gente faz aqui, o caiado sabe, a gente manda pra secretaria, a secretaria que vai executar esse serviço e a gente é o fiscalizador. Mandei pra Defesa Civil, foram entregue alguns equipamentos que eles pediram, eu fui lá fiscalizar e gravei um vídeo junto para dizer que foi entregue. Então é dessa forma, não é pros vereadores, não vem pros vereadores e sim para onde a gente tem projetos pra cidade, projeto pra cidade. Secretário, como enxerga este mecanismo, né, que permite aos vereadores alocar uma parte do orçamento municipal para projetos específicos? É, isso indiretamente sempre aconteceu, só não era em positiva. Os vereadores sempre tiveram a opção de indicar, mas era como sugestões, né? Mas a o Congresso Nacional no governo Dilma, se não me engano, e fortalecido agora no governo Bolsonaro, eh o o optou por criar emendas impositivas no no Congresso Nacional e depois para ampliar essas emendas impositivas na no segundo governo, no governo anterior, governo do Bolsonaro. Ah, então, eh, se mudou a Constituição, dando direito ao Congresso Nacional de fazer isso, automaticamente os estados passaram a fazer 1 ano, 2 anos depois e vários municípios já passaram a fazer também, né? Campinas, eh, como bem disse o vereador, foi a partir de 2023 implantado, 22 implantado em 23, não é isso? Em 23 foi o primeiro ano, né? Então, nós temos 3 anos só. Nós estamos eh novinhos ainda na na experiência de como tratar essa nova sistemática. Ela, a emenda é impositiva, tem um regramento muito rígido, 50% de cada vereador que o que cada vereador aplica, destina, tem que ser destinado à área de saúde, não necessariamente à Secretaria de Saúde, mas a área de saúde. Os outros 50% pode ser de livre aplicação. A prefeitura tem a responsabilidade de executar 50% das emendas, pelo menos 50% das emendas durante o ano, durante o exercício, até o final do ano. E os outros não se perde. Você pode demorar 2, 3 anos para executar, mas você tem que realizar. Então nós hoje eh final de 2025 nós ainda temos coisas da da de emendas de 23 para realizar que não conseguimos realizar em 24. temos emenda de 24 que não estamos conseguindo realizar em 25 vai passar para 26, mas elas ficam lá e são obrigatórias e você não tem um prazo porque às vezes é uma licitação que não deu certo a compra de um equipamento que foi mal especificado ou que não existe mais aquele equipamento ou que veio a um preço muito elevado e que não conseguia fazer a compra, então tem que repensar, reprogramar, né? ou a licitação não não não devazia, tem que refazer a licitação e começar do zero. Então, a a muitas vezes a execução orçamentária no poder público pelas amarras que existem na lei, elas são muito lentas, né? A execução é muito lenta, então acaba atrapalhando um pouco a execução da da o cumprimento das emendas, né? Mas necessariamente tem que ter 50% executada no ano e depois os outros 50%. Você pode demorar, mas você tem que executar todas. Olha só, isso eu não sabia. Eu achei que era sempre a do ano corrente. Não sabia que ficava, não fica o que ficava, você obrigado a fazer também. Secretário, nessa sua resposta agora você falou sobre governo federal. Em respostas anteriores, você também citou a questão de governo federal e governo do estado. Existe uma dependência financeira em relação aos repasses de governo federal, de governo estadual? E aí eu complemento isso diminui a autonomia dos municípios? Isso é um desafio que as cidades elas enfrentam, essa questão do repasse que vem de governo federal e de governo estadual. Quando a gente olha o bolo tributário nacional, arrecadação toda que o país arrecada, você fica com cerca de 60%, 65% quase com o governo federal de toda, toda a arrecadação do país ficam concertad no governo federal. Você tem cerca de 25% no governo, nos governos estaduais e cerca de 10% no nos governos municipais. Então, o município é a a a o ente mais frágil no que diz respeito à receita e a arrecadação, mas é o ente que tá mais próximo da população. Então, por estar mais próximo da população, tanto os vereadores quanto por meio do prefeito, a as pressões são muito maiores no município. Uhum. Ninguém vai a Brasília pedir para comprar um equipamento paraa unidade de saúde, pedir para ter uma unidade de saúde a mais, pedir para ter uma creche a mais, né? Nós fizemos 16 creches, bem falou o vereador Carlito Camelô, tem bairros que não tem, que nós vamos precisar, já estamos planejando para construir uma creche no campo, na região do Campo Belo. Por quê? Porque lá tem uma população grande de crianças em idade de de creche e não tem nenhuma. Então vamos ter que construir lá e vamos ter que construir outros em outros locais também, né? Então você tem sempre agora ninguém vai lá no governo federal pedir pro governo federal fazer uma creche ou destinar recurso para cá. Vem aonde? Vem na prefeitura, vai vem aqui na Câmara, vai nos vereadores ou vai no prefeito, né? Então a pressão maior fica com a prefeitura. E a prefeitura tem muito mais sensibilidade também, né? Porque todos nós somos moradores da cidade. Nós conhecemos o dia a dia, sabemos o que acontece, né? Nós circulamos pela cidade, nós vivenciamos a cidade, então a gente sabe também das necessidades, né? Então a gente eh vamos dizer assim, a gente sofre junto. Uhum. Né? Quando você administas são muito grandes e que você tem que fazer opção, né? Porque eh o administrar é vocês fazer escolhas. Administrar é fazer escolhas. Você pode escolher urbanizar um bairro melhor para poder deixar o asfalto 100% o tempo inteiro, sem um rachadinho, sem nada e deixar a periferia abandonada. Você pode optar o contrário, cuidar da periferia e deixar um esquecer um pouco os outros bairros, mas cuidar mais da periferia. você pode tentar fazer um equilíbrio entre um e outro, atender mais a população que mais precisa, mas também atender um pouco os bairros que t a classe média, que tem a população eh intermediária e também que também sofre muito. Então você tem que ter um olhar e e eu falo assim, o prefeito ele é o o administrador da maior empresa da região. E essa empresa, ela não é focada em uma fábrica de pneu, fábrica de um de um carro, fábrica de um bem. Ela tem que cuidar da saúde de todo mundo, da educação, da creche, da limpeza, da do corte da grama, da da rede do do do do da cesta de basquete que quebraram, que que arrancaram do da quadra, da do buraco na rua, do esgoto que tá que furou do buraco. Então, é um conjunto muito grande de demandas e de atribuições que a prefeitura tem que dar conta. Por mais que você tenha a necessidade e a compreensão do que é necessário fazer, os recursos não são suficientes pra gente atender a tudo que gostaríamos de fazer. Ô Carlinhos, esse é um desafio que existe, né? falam muito de eh unificar governo federal, governo estadual, os municípios para que tenha uma interação melhor. Isso parte também de uma questão política, de um melhor diálogo, de uma comunicação. Como é que você enxerga este esforço, né, pelo que o Caiada falou do município, fica aí com a menor parte e aí ficam essas conversas. Os vereadores de Campinas já foram para Brasília, lembro na época da COVID para tentar leito, consegue leito pro município de Campinas. Então é sempre um desafio e tem a ver também com o político. É um desafio muito grande que faz parte da política, porque é um uma escada, né? A população nos procura quando a gente tem uma consegue resolver através do prefeito das emendas impositivas, beleza? Quando a gente não consegue, a gente tenta procurar um deputado estadual que seja da região, que tenha ali o bom senso em ajudar a região ou senão o deputado federal. Como eu já consegui emendas aqui do deputado federal Jonas Donizete para asfaltar bairro, entendeu? Bairro que quando ele era prefeito nós tínhamos feito ali um um um promessa para as pessoas e não conseguiu sair do orçamento, ele veio e destinou uma verba para se fazer. Então a gente acaba procurando assim, eh, a população nos procura, nós procuramos o prefeito, o prefeito a gente procura ter uma emenda deputado estadual, se não tem do estadual, a gente vai atrás de um federal e é assim que funciona. É tudo através da política para conseguir as coisas pra nossa cidade de Campinas. Programa bom, é programa com muitas informações. A gente já tá na reta final, tem mais alguns temas que eu quero abordar com vocês. Não vai dar tempo de todos, mas tem pelo menos dois que eu quero lidar aí nos últimos 10 minutos. Caiado, secretário, eu li uma reportagem do Estadão falando que 1/3 dos municípios está em atraso com fornecedores e não vai ter verba para quitar as despesas em 2026. Um levantamento feito após o Congresso Nacional aprovar em 2023 um adicional de 1% do fundo de participação dos municípios que cai todo o mês de dezembro. Como está a situação de Campinas em relação a esses fornecedores, a esses pagamentos? Primeiro vamos explicar que o FPM ele é muito importante para os pequenos municípios, porque ele tem a lógica de atender aos menores e aos mais pobres. Então, para as regiões mais empobrecidas do país, o FPM é muito importante. Para nós em Campinas, ele representa cerca de 1%, 2% do orçamento. Ele é muito pouco. Então, se aumentar 1% desse muito pouco também expressa eh não muda muito pra gente, entendeu? Então, assim, não é com esse com esse recurso que a gente vai contar para colocar as contas em dia, né? Eh, sobre as contas, nós eh hoje, como a grande maioria dos municípios, não estamos conseguindo manter todos os pagamentos em dia. Estamos com um pequeno atraso de fornecedor, de alguns tipos de fornecedores, tá? Os fornecedores que recebem com a fonte do tesouro e os fornecedores que prestam serviços continuados. Então esse nós estamos com algum atraso, o atraso é de cerca de menos de 30 dias e vamos estamos fazendo um esforço muito grande para até o final do ano zerar. Se ficar algum passivo, eh, não, não, não, não, não pago ainda em 25, no iniciozinho de 26, ainda em janeiro de 26, a gente zera tudo. Então, tá, as contas durante 4 anos e 7 meses, quer dizer, a gestão Dário inteira, primeiro mandato e até o mês de agosto, setembro, mês 9, né? Então, 4 anos e 9 meses. Eh, nós mantivemos as contas absolutamente em dia. Agora, nesse final de ano, estamos passando por esse problema, mas já estamos eh equalizando isso e no próximo orçamento a gente volta a ter um equilíbrio, tá? A reportagem, ela entrevistou o Paulo Zilkossk, que é o presidente da Confederação Nacional de Municípios, e ele citou que o piso salarial dos enfermeiros, o programa Mais Médicos e a implantação das escolas em tempo integral são exemplos de como aumentaram as despesas dos municípios sem a arrecadação e os repasses federais cobrissem os custos. Qual que é a situação de Campinas e como que o município ele observa quando tem algo que é aprovado no Congresso Nacional, mas que tem um impacto pra cidade, como por exemplo esses exemplos que foram dados. Existe uma lei aprovada pela, foi proposta pela senadora Ana Amélia do Rio Grande do Sul, inclusive, e que diz o seguinte: eh qualquer despesa nova que o poder público crie, eh, deputados ou senadores criem, eles têm que destinar receita para isso. Então, eh, se criou um recurso, se criou um piso de enfermeiro, o governo federal tem que repassar esse recurso pra prefeitura poder bancar os seus enfermeiros. E nem sempre ele repassa, né? Nem sempre ele repassa. Agora, a questão principal não está só nisso, né? No no nesses pequenos eh eh acréscimos de custo que o os deputados e senadores muitas vezes fazem, mas tá na na saúde, na omissão do governo federal com o Sistema Único de Saúde, na omissão completa do governo federal no Sistema Único de Assistência Social no SUAS. SUAS vem pra gente cerca de 20 milhões por ano de uma despesa de quase 500, entendeu? Nós gastamos com a Secretaria de Ciência Social, o orçamento dela é 430 milhões em termos em números redondos pro ano que vem, né? E 20, 30 milhões não é nada, entendeu? Então, cria-se um sistema único, cria-se uma regra muito grande, tem que ter isso, tem que ter aquilo, tem que ter assim, cada cra não sei o que lá, BBB, cada crchece tem que ter isso, cada um tem que ter isso. Mas e o aporte equivalente? E a parceria vem ou não vem? Você tem uma uma um outro exemplo, o transporte coletivo. Em nenhum local do mundo, o transporte coletivo urbano é responsabilidade só do município. Então você vai em Buenos Aires, por exemplo, aqui a capital exemplo mais próxima, eh, você vai, o transporte público é excelente, funciona muito bem, você paga uma tarifa muito baixinha, mas quem quem quem que cobre o custo, quem subsidia é só o a prefeitura de de Buenos Aires, não é o governo federal, é o governo da província e a prefeitura. vem recurso do governo federal para isso. E aqui no no Brasil é 100% com a prefeitura. Nós gastamos esse ano mais de 200 milhões para manter a passagem no nível que está hoje, porque o custo de passageiro transportado, o custo do transporte coletivo é muito maior e a prefeitura tem que equalizar isso para poder ter o o o empresário não ter prejuízo, senão ele entrega os ônibus e vai embora. Uhum. para para manter o serviço de transporte coletivo, a prefeitura tem que complementar, tem que subsidiar e é só a prefeitura que faz isso. Esse ano, o próximo ano, vai ser mais o valor vai ser maior ainda, com o BRT, com a implantação do do novo sistema, com a nova licitação, vai ter mais ônibus, vai ter mais conforto, mais qualidade, ônibus mais novos e que impacta em mais recurso para poder manter a passagem no no num nível razoável pra população, né? Então são custos que a prefeitura não tinha e cada vez tá assumindo mais. Eu dei o exemplo da Guarda Municipal também não existia Guarda Municipal. Hoje a gente gasta mais de 100 milhões por ano para manter a Guarda Municipal, entendeu? Então são são ô que são permanentes, não é um gasto eventual, não é só ah, mas 10 salários, 30 salários a mais, são só 200 ou 300 enfermeiros, não é isso, né? Isso realmente é pequeno para prefeitura do tamanho da prefeitura de Campinas. O grande são esses grandes desafios que são custos permanentes, o custo manutenção de hospitais e e todas toda a rede de saúde, manutenção da rede de assistência social que cada vez é mais exigente, que tem que ser melhor, tem que atender mais, né? manutenção da segurança pública do município. São são demandas que são muito importantes e que o prefeito Dário é muito sensível a isso e ele quer fazer um um serviço de qualidade, um atendimento à população de qualidade. Infelizmente temos conseguido. Carlinhos, essa resposta do secretário, ela é muito importante, né? Porque quantas vezes a gente já não viu aqui várias categorias com lutas legítimas virem até o plenário da Câmara Municipal lutar por piso, tal. Por mais que seja um impacto pequeno, existe esse impacto e precisa saber da onde vai sair este dinheiro. Então não é simplesmente aprovar, dar a canetada que a gente aprova um projeto direito. De onde vai vir esse dinheiro? Como ele vai chegar até as categorias, sempre levando em consideração que é legítima essas lutas, né? É, o Cado, ele disse muito bem, eh, quando um deputado ele cria uma lei que gera uma despesa, ele tem que também ajudar nessa despesa. Por isso que as leis aqui na Câmara Municipal, quando ela gera um custo, a gente tem que saber da onde vai vir esse custo, da onde vai vir essa despesa que vai gerar no município, porque senão todos os vereadores aqui aprovava vários projetos aqui que geravam uma despesa. Aí chegava na hora do orçamento, nós não tinha orçamento para nada disso que foi criado o projeto de lei aqui. Muitos projetos que nós sentamos, inclusive eu mesmo, eu coloquei um projeto de lei aqui do do aparelho de diabetes aqui para pras crianças. Tive que agora a gente vai ter que fazer uma nova discussão para ver conforme a gente vai fazer tipo um, né? Diabetes tipo isso, entendeu? Para ver da onde vai vir essa forma pra gente equalizar esse para ser entregue a a crianças. Então, para você ver, eh, existe essa questão. Então, se lá no governo federal, no governo estadual, eh, eles também criarem leis e jogar pro município para que seja ali também, tem que saber da onde e tem que ajudar na na questão, porque senão o município não dá conta. Tempo encerrado. Aurílio Caiado, secretário municipal de finanças. Muito obrigado novamente pela aula que você deu aqui pra gente. Tenho certeza para quem está nos acompanhando desde o começo, tá muito bem informado, sabe agora como é que funciona um orçamento do município, de onde vem esse dinheiro, a importância que tem, a fatia de um governo federal, de um governo estadual, até chegar ao município, as demandas que existem aqui, a pressão eh da sociedade que precisa existir realmente para que o poder executivo execute e o poder legislativo consiga fazer toda essa fiscalização. já faço um novo convite pro senhor retornar em 2026, já que este é o último programa de 2025, mas fica aberto as suas considerações finais. Muito obrigado pelo convite. Eu só ficou ficou uma uma questão que eu não tinha respondido ainda, que eu acho importante, é a questão da redução do orçamento da Secretaria de Cultura. Não houve redução do do potencial de investimento ou de ação da cultura. O que houve é que o o o centro de convivência ficou pronto e o ano passado nós gastamos 30 milhões no centro de convivência de recursos próprios da prefeitura. Eh, não houve nenhum tipo de ajuda nem do governo federal, nem do governo estadual na na última etapa desse de desse investimento, que foi um investimento de 35 milhões, né? no ano passado, quer dizer, este ano gastamos eh quase 30 milhões desse valor foi dispendido este ano. Eh, e o pro ano que vem não tem mais esse gasto. Esse foi um financiamento que nós fizemos, é um recurso de empréstimo que a prefeitura vai pagar e que o não não saiu do orçamento da Secretaria de Cultura para 26 o gasto que teve para esse tipo de investimento, para esse investimento específico. Então, com isso, quando você soma o total que ele recebeu em 25, o total que vai receber em 26, ah, tem 7% de redução. Cortaram essa a verba da cultura. Não, não houve nenhum corte. Tira esse daqui, né? Tira o investimento que foi feito, que você vai ver que tá mantido. E como falou o o vereador Carlin Camelô, foi até ampliado que as emendas parlamentares estão sempre acrescendo de ações na secretaria de cultura. Ótima explicação, vereador Carlinhos Camelô, também muito obrigado durante toda a parceria deste ano de 2025, participando aqui do programa Questão de Ordem. Tenho certeza que de grande valia pros nossos telespectadores as informações que foram passadas aqui, este contato com a população. Já faço um novo convite pro senhor retornar aos nossos estúdios e fica aberto aí as suas considerações finais. Gabriel, eu queria primeiramente aqui agradecer, né? sempre falo que eu agradeço a Deus, né, por estar mais um ano aqui. Agradeço a família que é um apoio que a gente tem. Agradecer vocês da Câmara Municipal que dá todo um amparo pra gente e consegue aí passar pra população todas essas informações que são coletad através da gente vereadores. E também agradecer ao secretário Caiado, porque acho que é o segundo ou terceiro que nós gravamos junto aí. e também ao longo desse ano aqui o que ele tem eh demandado, que a gente tem demandado para ele, ele tem resolvido os problemas. Então fica aqui um feliz Natal, que seja um ano repleto de paz, alegria e prosperidade para todos nós. Deus abençoe a todos. E eu agradeço você aí de casa pela sua companhia, pela sua audiência. Espero que a gente tenha contribuído, que você saia muito bem informado sobre o orçamento de Campinas pro ano de 2026. Agradeço também a sua companhia durante todo este ano e até a próxima. Ciao. Ciao. Olá, começa agora o programa Questão de Ordem, que hoje vai debater o orçamento de Campinas para o ano de 2026. O poder executivo enviou à Câmara de Vereadores o projeto de lei que foi aprovado por maioria dos parlamentares. O valor é de 11.725.262.000. Um aumento de R$ 8,5% em relação ao orçamento deste ano. Por lei, as áreas de educação e saúde ficam com a maior parte. Educação ficou com um orçamento de R$ 2,378 bilhões deais e a saúde de 2,365 bilhões, já somando o recurso destinado à Rede Mario Gate. Por outro lado, a Secretaria de Cultura e Turismo terá R 101, milhões deais, uma redução de 7,8% em relação a 2025. Então, sobre as prioridades do município, as políticas públicas que serão aplicadas para o próximo ano, como que chegam nestes valores, eu recebo aqui no estúdio o vereador Carlinhos Camelô, ele que é o presidente da comissão de finanças e orçamento aqui da Câmara e o Aurílio Caiado, que é o secretário municipal de finanças. Lembrando que o debate vai acontecer, farei as interrupções apenas quando o necessário. Vereador Carlinos Camelô, começo com o senhor projeto, com esses valores, com as respectivas ações foram debatidas aqui na Câmara, né? De que maneira o senhor enxergou esta peça orçamentária? Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem, Gabriel. Primeiramente agradecer você, agradecer a todos os funcionários da Câmara Municipal de Campinas, deixar um alô ao pessoal que assiste aqui através da questão de ordem aqui da Câmara Municipal de Campinas e dizer para você que a comissão de finanças e orçamentos para nós é um desafio. Cada ano que passa é um desafio. Eu que já fui presidente dessa comissão na legislatura passada, continuei com ela nessa legislação, nessa legislatura. E é sempre um desafio, né? Porque todas as pastas elas querem o orçamento, elas querem aumentar o seu orçamento. E o orçamento é é aquela, o Caiado sabe aqui como que é. Eh, a gente tem que mexendo daqui, mexendo dali, você vê que nas discussões e nas votações as pessoas querem colocar emenda, ter aquela as questões. Você falou aqui da da cultura que teve um um diminuiu o orçamento na questão da cultura. A cultura, nós sabemos aqui que eu acho que diminuiu, até mesmo porque nós temos as emendas em positiva e a maioria dos vereadores indica pra cultura e aí acaba ela chegando também ter o orçamento ali na cultura. Então eu falo que é sempre um desafio a gente votar esse essa questão da lei orçamentária. Todas as vezes que nós votamos o orçamento aqui é sempre um desafio. Todas as praças querem um pouquinho mais, né, Caiado? Caiado sabe muito bem como que é. E também temos um grande desafio. Eu queria agradecer o Caiada aqui publicamente, que nesse ano nós tivemos aí eh uma votação de uma exeção também de uma remissão de de um IPTU, de um bairro que se chama Rosário. Nós tivemos que colocar no orçamento para fazer a renúncia no ano que vem também. Foi uma discussão muito longa entre a Secretaria de Finanças e nós aqui o prefeito para fazer essa adequação para que eh faça essa remissão pro para 2026. Então eu acho que é é essa. Aurílio Caiado, secretário municipal de finanças. Acho que até quem está nos acompanhando tem a curiosidade, né? Como que se chega neste valor de mais de 11 bilhões de reais? De onde vem este dinheiro? Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem e muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo com a nossa equipe. Eu que agradeço, Gabriel. Muito obrigado pelo convite. Para mim é sempre um prazer estar na Câmara debatendo com os vereadores, no caso debatendo com o vereador Carlinhos Camelô, que é um grande vereador, um grande defensor do dos interesses da população, tanto na Câmara quanto junto ao gabinete do prefeito, e debater com seus espectadores, poder explicar para eles um pouco mais dessa questão que é tão árida. É tão difícil de entender pela paraa maioria das, mas são são questões muito simples, né? É só você pensar no no orçamento da sua casa, né? Quer dizer, você gasta por ano quanto? Ah, eu gasto 50.000 por ano, mas você não você não tem 50.000 por ano eh no bolso no dia primeiro de janeiro, certo? Eu ganho 4500 por mês. Então, ao longo do ano, você vai chegar a ter eh até um pouco mais de R$ 50.000. Mas eh esse dinheiro você vai poder gastar na medida que você for recebendo, vai trabalhando, vai recebendo, vai gastando. Assim é o poder público. A gente vai eh nós temos duas fontes de receitas. a receita própria, que são os munícipes de Campinas que pagam seus impostos, pagam seus tributos e as transferências que são eh tanto pelo governo do estado quanto pelo governo federal, porque parte do imposto que você paga aos estados e ao governo federal, eles têm que repartir com os municípios. No caso da União, ele reparte com os estados e com os municípios, o imposto de renda e o IPI. E no caso dos estados, eles repartem com o município, só com o município, o ICMS e o IPVA, né? Cada cada atributo tem a sua regra, cada atributo tem a sua lógica de repartição. Mas eh no caso de Campinas, Campinas tem uma felicidade muito grande. Poucos municípios do Brasil t a condição que Campinas tem no que diz respeito à receita própria. A a receita que o campineiro paga tanto de tributos diretos quanto indiretos, né? Eh, o de o tributo indireto maior é o ISS, é o imposto sobre serviço. Você vai numa consulta médica que seja particular, você leva uma roupa para lavar numa lavanderia ou você faz qualquer serviço, lava um carro, qualquer coisa que você faça que a pessoa, o prestador de serviço, emite uma nota no cabeleireiro da Manicure. Nesta nota tá embutido de 2 a 5% de imposto, que no final do mês esse prestador de serviço recolhe a prefeitura. Então, não é um tributo tirado do prestador, é um tributo tirado de cada cidadão que que eh eh que compra o serviço, mas que no final do mês vai chegando à prefeitura e com isso você vai juntando um bolo tributário que compõe a maioria das receitas da prefeitura. Então, Campinas tem muita sorte por ser quase 60% do orçamento nosso da prefeitura vem da própria cidade de Campinas. Então, a gente consegue administrar melhor, eh, ter mais previsibilidade e consegue fazer projetos com mais segurança de que vai dar para começar e terminar. E que é fundamental, que a gente não tem hoje na administração nenhuma obra parada, por exemplo, né? Todas as obras que nós iniciamos nós acabamos, entendeu? Então isso é muito bom. E por que que a gente consegue fazer isso? Porque nós temos recursos próprios que garantam a execução de cada obra. sobre este exemplo que você deu, né, de um orçamento aí, de uma residência, o quanto que a pessoa recebe, o quanto que ela pode gastar. Você falou que 60% é daqui do município de Campinas, mas está previsto se, por exemplo, a arrecadação cair, porque a gente sabe que tem a questão de inadimplência. Às vezes, dependendo da situação que tal do nosso país, a pessoa deixa de pagar o tributo, deixa de pagar o IPTU. Isso tá previsto no orçamento. Tem como prever isso? que olha, eh, 100% de PTU nunca aconteceu. Então, a gente vai calcular aqui que uma porcentagem de segurança a gente vai receber. Existe isso no orçamento? Existem regras muito rígidas para você fazer o planejamento. Então, você só pode prever de receita o que você recebeu de receita no ano anterior e com o acréscimo da da da correção monetária, que os tributos são corrigidos pelo INPC. Então você corrige no INPC, por exemplo, no caso de IPTU, eh, a cidade tem um crescimento. Se a cidade cresce e a população cresce, também cresce o número de residências. Por crescer o número de residências, cresce o número de pessoas que pagam o IPTU. Então existem são esses dois fatores, o crescimento eh a correção monetária, que é o INPC, e o crescimento do PIB que a gente chama, que é o crescimento da população e da renda gerada, que acaba gerando um tributo também pra gente. Então, tanto nos serviços quanto no ITBI, que é um outro tributo que é municipal, que é a transmissão de bens imóveis, você compra um imóvel, compra uma casa, compra um terreno, você vai pagar a escritura, tem lá um tributo que vai paraa prefeitura para contribuir com o quê? com o asfaltamento, com a escola, com a unidade de saúde, todos os serviços que a prefeitura presta, limpeza urbana, eh a a o o paisagismo da cidade, a limpeza das ruas, tudo isso é feito com o dinheiro nosso mesmo, da população, com os tributos que cada cidadão paga, né? Então, eh, essa previsão a gente tem acertado cerca de 95% das vezes a gente acerta. Neste ano, por exemplo, até na semana passada, nós não tínhamos atingido ainda, até hoje nós não atingimos ainda o 100% do previsto, mas com refins e graças à população que está pagando bem, tá tá respondendo bem ao refiz, tá aproveitando para acertar as suas contas com o fisco, nós vamos chegar a 100% do que foi previsto o ano passado, né, Carlinhos? Acho que este é um grande desafio, né? Porque o município ele precisa desta receita, ele tá contando com ele e tem o outro lado da população que às vezes diante das suas dificuldades acaba atrasando este imposto e aí entra a questão da pressão para cima de vocês vereadores. Olha, eu preciso de refiz, eu quero contar com isso. A discussão vem pra Câmara de Campinas. Como é que você viu o refiz e a importância do contribuinte acertar com a dependência para aliviar também a saúde do financeira do município? Eu queria aqui logo no meu começo, Gabriel, acabei de esquecer de cumprimentar meu amigo aqui Caiado, fala que é um parceiraço, uma pessoa que tem uma grande responsabilidade com o dinheiro público, com a questão das contas no nosso município, né? Então, agradecê-lo e dizer que o orçamento, quando ele fala assim, nós tem uma grande eh preocupação também, né? Porque da mesma forma que às vezes o secretário fala: "Ah, ó, esse ano nós não vamos precisar do refiz". Uhum. Mas nós temos a população cobrando aqui. Ela vem até a gente, o vereador, não vai ter o refiz, eu não consegui pagar minhas contas, eu tô com as contas aqui. Então, às vezes ela espera muito que o refiz seja apresentado para eles. E é uma oportunidade dessas pessoas colocarem a a conta em dia, porque hoje muitos deles têm uma conta alta e quando chega o refiz tira às vezes os juros, tira algumas coisas e a pessoa tem condições além de abater na na questão do do valor que ela tem lá, ainda é um parcelamento mais longo. Então isso ajuda muito. E aqui os vereadores, eu tenho certeza que não só eu, mas vários vereadores, é cobrado para que tenha todo ano. Inclusive esse ano eu fiz um uma indicação para que tivesse o refiz, fiz uma conversa com o prefeito e também fiz uma indicação para que prorrogasse, porque nós vimos aí que muita gente não ia dar tempo até de de fazer o rev. Agora vamos ver se a gente consegue prorrogar, falar com o prefeito para ver se a gente consegue prorrogar para que as pessoas consigam colocar suas contas em dias. Ficou até dia 22 de dezembro. dia 22 foi prorrogado. A Secretaria Municipal de Finanças, ela é consultada sobre o refiz. Essa discussão passa por ali, Caiada, sai dali, inclusive sai dali, né? Porque a gente tem que ter um parâmetro técnico que justifique o refiz, senão o Tribunal de Contas depois glosa as contas do prefeito por por ter tomado decisões que vão contra a arrecadação normal, né? que a gente tem que ver também o outro lado da moeda. Se você faz muitos refiss, a população já fica, não paga o imposto esperando pelo refiz para poder ter alguma vantagem. E nem sempre é o refiz é vantagem. A maior vantagem é para quem paga em dia, que não que paga sem multa, sem correção, pode parcelar em até 11 parcelas, né, no caso de de do IPTU, né? Então você é essa é a grande vantagem. Depois quando você vem, vem um refiz, ah, não, tem 3 anos que eu não pago o o IPTU, então eu quero aproveitar. Você vai ter as multas, a multa e os juros, e vai ter um desconto da multa e juros, que não é 100% nunca. Se for à vista nesse refiz, é 70%. Se você parcelar até 6 meses, seis vezes e 50%, de 6 a 12 é 40%, então vai diminuindo, mas você tem os juros embutidos aí, os juros e a multa. Então, por mais vantagem que seja o refiz, ele é menos vantajoso do que o pagamento no durante o ano. Quem não tem nenhuma, não tem multa nenhuma, não tem juros nenhum, não tem nada. Daí você pode pagar em parcelas normais, com tranquilidade até em 11 vezes, né? Existe até aqui uma discussão que nós fizemos aqui na Câmara, né, e levamos até, né, porque eh existe uma resistência de alguns vereadores que em questão do refiz, né, principalmente os vereadores da esquerda, que eles falam que os grandes empresários eles investe o dinheiro, entendeu? Se faz dinheiro e depois vem e faz a negociação, não paga o IPTU, não paga o IPTU e espera o refiz. Mas isso às vezes a gente vê que é o o grande público que vai fazer o refiz é aquelas pessoas mesmo que não têm condições, como o Caiado disse, pra gente gerenciar a casa da gente, saber quanto que a gente ganha, mas às vezes a pessoa ela extrapola e aí ela dificulta. O que que ela deixa de pagar? Ela fala: "Ah, eu vou deixar essa conta aqui, depois eu vou lá e acerto". Ela sempre deixa ali o IPTU, entendeu? Por quê? Porque se ela deixar conta de água, o pessoal vai cortar água. Se ela deixar conta de energia, o pessoal corta energia. Então eles opta por deixar até mesmo o IPTU a não ser pago. Passa por aí, Cai? Passa por aí, sim. O IPTU, eh, os impostos que você decide pagar ou não decide pagar, que você tem que tirar o dinheiro do bolso e pagar, o IPT1 é o deles, o o IPVA é outro e o ITBI é outro. São tributos muito antipáticos. No caso brasileiro, o brasileiro como no caso do Brasil, o brasileiro como valoriza muito um bem chamado automóvel, carro, eles não, ninguém de nós, nós não reclamamos muito de pagar o IPVA e às vezes a gente reclama muito de pagar o IPTU, que é mais barato do que o IPVA que você paga pelo seu carro, né? Mas você paga o IPVA, paga o o os pedágios e paga o combustível e paga o seguro, paga os impostos que estão embutidos em cada um desses, entendeu? E as pessoas acham que é normal, mas o IPTU que você tem que desembolsar e é sobre o patrimônio, não é sobre a renda, não é sobre um fluxo a mais, né? O ITBI você paga quando você comprou um imóvel, então fal, eu comprei um imóvel, vou pagar 4%, 3%, 2% de ITBI. Então você paga orgulhoso porque você tem um bem novo, né? Então você não se sente tão prejudicado assim. Mas o IPTU, por ser um imposto recorrente, você tem que pagar todos os anos e ser um imposto so não é sobre a renda, não é sobre um fluxo de dinheiro que você tá ganhando, é sobre o patrimônio, né? É um imposto, é o mais mal visto do país. Ô Caiado, sobre os desafios de um município como Campinas, né? Eu acho que durante todo o ano, praticamente, eh, nas semanas, nas reuniões ordinárias ou nas comissões, o assunto de saúde ou de educação tá presente. Então é centro de saúde, disponibilidade de remédios, tempo de atendimento, as filas, estrutura ou na educação, déficit de vagas, deslocamento das crianças, estrutura de sala de aula, uniforme, enfim, como é que é o desafio de destinar os valores para essas duas áreas. Por lei, elas precisam receber mais, educação e saúde, porque a gente tá falando de uma metrópole, mais de 1 milhão de habitantes, é referência para outros municípios. Então, como é que fica esta pressão da Secretaria Municipal de Educação, da Secretaria Municipal de Saúde, quando chega agora o orçamento para essas duas pastas? Porque a gente sabe que a demanda é muito grande e de certa forma até diferente de outras pastas pela importância que as duas têm. O nosso a nossa discussão com as secretarias, com todas elas, que a gente não pode privilegiar, tô falando como secretário de finanças, não posso privilegiar uma secretaria em detrimento da outra. Então, a menor secretaria tem que ser tem que ter um tratamento igualitário com a maior secretaria. Secretaria de educação gasta, tem que gastar pelo menos 25% da receita própria, da receita eh eh oriunda de impostos, tá? Então é uma receita muito grande, são 2 bilhões 300, quase 2.hões400 que a que que a Secretaria de Educação gasta por ano. A Secretaria de Saúde, eh, a nossa lei orgânica diz que temos que temos que gastar no mínimo 17% eh em saúde. A gente gasta praticamente 25%, é praticamente ali equivalente ao que a educação gasta, a saúde também gasta. Então esse é um esforço que o município faz, que a prefeitura faz para levar o atendimento melhor da saúde à população, tá? Porque esse dinheiro não vem do governo federal, não vem do governo estadual. Mais de 70%, quase 80% dos recursos que gastam na educação de Campinas vem dos cidadãos de Campinas, tá? Se a gente fosse esperar o Sistema Único de Saúde, da maneira como ele foi idealizado, vem 1/3 de lá, 1/3 do estado e 1/3 do governo federal, 1/3 do estado e 1/3 do município, nós gastaríamos 30%, nós gastamos mais de 80, quase 80%. Então estado vem muito pouco, porque o estado gasta recurso com a sua própria rede, né, estadual que atende em Campinas. E o governo federal repassa 20 e poucos por, tá, do de tudo que a prefeitura tem que fazer para atender aos cidadãos eh campineiros. O governo federal repassa muito pouco, cada vez menos. E o governo municipal tem que assumir cada vez mais responsabilidade. Isso é um grande desafio mesmo, Gabriel, porque você tem a pressão que que vai aumentando e a saúde tem uma característica muito específica também, porque cada equipamento, cada procedimento novo que surge, ela não elimina o procedimento anterior. Então, até hoje a gente faz o raio X, faz o ultrassom, faz a tomografia computadorizada, faz, você vai acrescentando novos serviços, nova qualidade, novos diagnósticos, mas você não abandona os anteriores. Então, a gente fala que são demandas cumulativas, né? E aí hoje em dia você não faz direto um um sei lá, uma tomografia, mas você faz um ultrassom, depois você faz um raio X, depois você faz a tomografia ou faz um outro exame antes, aí faz tomografia. Então você vai acumulando para melhor diagnosticar. Isso tem custo, n? Isso tem custo, né? E o custo é bancado pela prefeitura. Carlinhos, ao longo do ano você participou de várias discussões, essa nas reuniões ordinárias também na reunião de comissão para chegar agora no orçamento, né? Cada passo com mais de R$ 2 bilhões deais. Como é que você enxerga os desafios de município de Campinas e este valor para ser administrado durante todo o ano? Eu falo que é sempre assim, né? Por mais que a prefeitura, o município, ele coloque esse dinheiro na saúde, ele coloque esse dinheiro na educação, a gente sempre vai ter reclamações. A saúde hoje, por mais que tem um investimento que é obrigatório e o Caiado disse aqui que é 17%, acaba gastando 25, você viu que colocou 8% a mais, mas não sana o problema ainda de um posto de saúde, não sana o problema do do de um hospital. Então, para você ver, eh, muitos hospitais que estão na rede aqui, eles vêm até os vereadores, que nós temos agora as vendas impositivas e vem pedir ajuda, entendeu? é através de um de um equipamento, é através de uma obra, é através tudo, eles vêm aqui a a pedir ajuda e a gente vereadores, a gente vê aonde tá a necessidade realmente indica, porque é uma obrigação nossa contribuir com o município para melhorar a saúde da população. E na educação é a mesma coisa. Você vê aí, o prefeito, ele entregou 16 nova espaço do amanhã, novas creches na cidade de Campinas. Eu eh participei de várias entregas, por mais que nós entregamos todas essas 16 creches que nós falamos que zerou o défic de de vagas de creche, mas a gente ainda tem uma grande dificuldade, Gabriel, e o o secretário vai saber. Hoje nós temos só no Campo Grande foi entrega duas ou três. Aí colocou mais para uma região aonde tem a área, onde tem o espaço, aonde tinha necessidade, mas nós temos aqui na área na região sul que não foi colocada nenhuma. Então, muitas pessoas ela tem que trazer a criança até esse local e acaba gerando uma dificuldade muito grande. Ou às vezes a pessoa contrata uma perua ou ela tem que levar deslocar antes do serviço, levar essa criança, depois passar lá e pegar. Então a gente tem essa dificuldade por não ter um espaço que é direcionado à educação paraa gente fazer uma construção nesse local ou não tivemos condições de construir nesse local. Tem ser as vagas, mas tem a dificuldade de de remanejo. Então as pessoas falam: "Ah, eu achei a vaga na creche, mas é muito longe para me levar". Então a gente tem essa dificuldade hoje, mas o empenho do prefeito nessa questão, ele tá fazendo, foi feito 16 as creches em Campinas. Aqui não, eu falo porque eu eu tô numa região ali que eu tenho um trabalho ali que é no Campo Florido e no Vila Olímpia, próximo ao CDU do São Martins. Só ali naquela região foram entregue duas, foram uma no Vila Olímpia e foi uma no campo Florido. Vai sanar o déficit daquele local. Vai sanar o déficit daquele local e ali no CDHU nós temos a nave mãe também, entendeu? Então vai sanar o déficit daquela região, pai. Mas nós temos outras regiões que vai faltar. Sim. Então é essa a grande dificuldade. Ô Caiado, eu sei que vocês fazem muitas contas, né? Trabalham com aquilo que que é na prática que acontece. Mas existe um ideal. Olha, o orçamento de Campinas teria que ser muito maior. Eu precisaria de muito mais recurso do governo federal, precisaria de muito mais recurso do governo estadual. Existe essa conta? O orçamento de Campinas teria que ser maior para poder suprir essas demandas. O problema brasileiro, Gabriel, é a desigualdade social. A desigualdade social é uma herança que nós temos e carregamos, que um dia nós vamos ter que ajustar essas contas e resolver esse problema, mas enquanto não resolvemos, sobra para o município, que é quem está, o ente público está mais próximo da população, atender em grande medida o que é possível ele atender para essa população. Então, Campinas e o governo Dário tem uma preocupação desde o início da primeira gestão, uma preocupação muito grande com isso. Dário é médico e sempre muito sensível à questão social. Ele teve a preocupação, primeira, primeira ação dele, primeira conversa que ele teve comigo, foi o secretário, eu tenho que eh urbanizar 13 bairros. Falei: "Como assim tem que urbanizar?" Não tem 13 bairros na cidade que não tem pavimentação, não tem drenagem, não tem meio fio, não tem nada, só tem água, esgoto e iluminação pública e luz, tá? Mal tem iluminação pública. Então nós temos que fazer da urbanidade, da qualidade para essa população que lá mora. Então nós fomos, nos esforçamos muito, todo mundo, mas a secretaria de finanças inteira junto com o gabinete do prefeito para conseguir dinheiro. E felizmente nós fizemos a urbanização de 16 bairas, porque no correr, não é vereador Carlinhos, nós descobrimos outras outros núcleos que também estavam na mesma condição e tivemos que fazer, tivemos que fazer, não fizemos, felizmente deu tudo certo, conseguimos recursos para fazer e todos estão inaugurados e entregues. Então, ah, isso resolveu, resolveu um pedacinho, né? Aí tem e a questão de lazer, a população de baixa renda precisa ter lazer, questão de segurança. O governo, os governos, tanto estadual quanto federal, eles se omitem muito em relação à segurança, que não era atribuição, não é atribuição do município. O município até 20 anos atrás ele tinha só guarda patrimonial para zelar pelo patrimônio público. Um vigia na praça, um vigia nos prédios públicos. se vigia virou guuarda municipal para poder zelar pelo pelo patrimônio público e pelo entorno. E aí passou a ter mais atribuição, mais seleção. E com isso hoje nós temos guardas armados, nós temos carros de de combate, temos armas de grande calibre e nós somos eh a maior força quase em relação ao ao contingente municipal no município de Campinas e o contingente do tanto estadual quanto federal no município de Campinas. Então você vai crescendo e vai crescendo o quê? o gasto, a demanda, a pressão para você atender mais, para você atender melhor. Então essa eh a gente tem tem um um uma máxima em economia que diz o seguinte: as demandas sociais elas são insaciáveis, né? Agora a pouco estávamos conversando aqui antes de começar o programa sobre um uma marca de telefone. Aí eu preciso desse telefone, entendeu? Porque o meu é só X16, mas eu preciso de um X17 ou 18 que foi lançado recentemente. Eu preciso. Isso é é uma necessidade social. Eu preciso porque eu preciso do meu trabalho. Eu preciso porque todas todos os meus amigos têm. Eu preciso porque eu quero me diferenciar. Mas é é uma pressão social. Então, assim como tem a pressão social individualmente para cada um de nós, você precisa de uma roupa nova, precisa tá bem vestido, precisa estato novo, precisa, precisa, precisa, tá sempre precisando e a gente precisa sempre mais do que o que tem. Assim também é o poder público. O poder público é a expressão da sociedade, né? Não é um ente que paira sobre a sociedade. Poder público somos todos nós, né? E por acaso a gente elege um conjunto de pessoas, pessoas de bem, né? para para fiscalizar, que são os o os legisladores, os vereadores, no caso do município, e para executar que o que é o caso do prefeito, vice-prefeito, que nomeia os secretários e todo seu sua estrutura para bem fazer o bem público, né? O bem para o público. Então, e é uma atividade que para mim, eu sou servidor público há 42 anos, só fiz isso na minha vida. Tenho muito prazer, tenho muito orgulho de sempre ter trabalhado para o poder público por opção de vida, né? E e sei que é um trabalho muito importante paraa sociedade, né? É um trabalho de é é um serviço para o público. Com certeza. Carlinhos, sobre essa pressão social que o Caiado diz, né? Eu lembro da audiência pública de número 54, foram quase 3 horas de duração aqui no plenário. Como é que enxergou essa obrigação, mas essa necessidade de diálogo com a sociedade? O Caiado, ele frisou bem a necessidade, ela sempre assim, ela é insaciável, né? Hoje quando você coloca o bairro, ele fala: "Ó, nós não temos a pavimentação, nós precisamos achar um jeito de pavimentar". Quando ele falou que o prefeito eh pavimentou 16 novos bairros, eu incluo um que é o Monte Líb aqui que o prefeito pavimentou na época que eu fui cobrá-lo para que fizesse esse espaço. Foi feito. Só que assim, pós você pavimentar o bairro, o pessoal fala assim: "Ó, tem que fazer uma praça, nós não temos praça, ó, tem que fazer lombada, ó, tem que fazer isso, ó, tem que melhorar a iluminação, tem que ter então é insaciável. E é a mesma coisa, né? A gente fala assim, qualquer bairro é isso, entendeu? Qualquer local é isso. Então é são sequências. As pessoas vêm por sequência. Olha, primeiro o asfalto, depois tem que fazer isso, depois tem que fazer aquilo, depois e não acaba nunca. Não acaba nunca. Então a cobrança ela vem. Então, por mais que nós temos aqui eh audiências públicas, tem pessoas que vem cobrar, ela vem cobrar com razão, porque às vezes o bairro dela tá ali há 20 anos, 25 anos esperando uma pavimentação, esperando uma rede de esgoto, esperando algo. Mas aí tem pessoas que vem aqui com o bairro dela, já tem a pavimentação, já tem, já tem aquilo, ela vem cobrar algo a mais ali que ela poderia esperar um pouco mais, entendeu? Eu falo que é uma questão social que é de igualitária. Nós teríamos que ter ali, olha quais são os bairros realmente que necessita investimento. Esses. Vamos fazer os investimentos desses bairros. Esse aqui ainda aguenta segurar porque tem bairro que tá 40 anos, tava há 40 anos aqui nesse Monte Lima, 40, 45 anos sem pavimentação. Aí em contrapartida tem um bairro que tá pavimentado, tá bom? Mas a pessoa quer que você faça ali a o recapeamento do bairro, porque as ruas não tá legal, mas tá asfaltado. Então existe essa essas questões. Aurílio, o senhor esteve presente também, né, nesta audiência pública. Como é que enxerga esta participação popular nas decisões, né, orçamentárias e depois essa questão de transparência sobre o que fora discutido? Acho fundamental a participação popular, ela areja o poder público. Ela eh a população tem que fiscalizar, tem que atuar sempre, tem que participar e cabe ao poder público ser mais permeável, ser muito permeável à participação popular, ter canais de participação junto com os vereadores, mas ter eh abrir vários tipos de canais de participação. Hoje em dia, eh, nós abrimos na época da pandemia, nós queríamos ouvir a população, mas não podia reunir. Então, nós criamos um site e esse site então ficou disponível, divulgamos nas redes sociais e na na nos meios de comunicação, que era uma maneira da população ser ouvida e apontar o que o que que ela precisava, qual eram as prioridades. E deu muito certo. Mais de 3.000 pessoas têm participado anualmente. E nós continuamos todos os anos deixando esse site aberto. Abrimos o site novamente, zeramos as demandas e abrimos novamente e a população tem participado. Eh, isso é uma forma de você eh ouvir a população que não pode ou não tem interesse em sair de casa, não tem condição de sair de casa para ir a uma assembleia de bairro, para ir participar do orçamento cidadão. Mas existe também o orçamento cidadão que no qual a população é ouvida em todos os bairros, né? E depois então você vai vai elegendo os representantes que vão até chegar na Assembleia Municipal onde eles apontam para a prefeitura as principais demandas, né? Agora, a grande participação popular mesmo se dá através do legislativo, que são os representantes legítimos da população e que eles, muitos deles, o vereador Carlinhos Camilo é um deles, estão em contato permanente com a população e eles têm essa sensibilidade para para representar, tem a sensibilidade, tem o mandato de representar a população e de falar em nome dela. Então, quando você conversa com o vereador, quando eu converso com o vereador, eu não tô conversando com uma pessoa, tô conversando com um representante de 4.000, 5.000, 10.000 pessoas. Aquela expressão que tá ali na minha frente não é a ideia dele sozinho, é a expressão de muitos que estão na região dele, que que pensam aquilo, né? Então você tem que levar muito em consideração e o poder público leva sempre em consideração isso, Carlinhos. E como o Gabriel disse caiado, nessas audiências públicas que nós fizemos aqui, é o momento das pessoas virem reivindicar mesmo. Você vê aqui que muitas pessoas nessas audiências públicas ela veio reivindicar. Por quê? Porque se não colocar no orçamento do ano que vem dificilmente sai. Nós tivemos aquela pessoa fal tem um CRAS. O CRAS ele precisa ser colocado lá. Então eles vêm com a esperança de que coloquem no orçamento para que fique mais fácil a discussão lá na frente. A população já tem esse entendimento, vereador. Você entende que quando chega o orçamento a população sabe o que significa o orçamento, o pedido que precisa entrar agora, a importância disso? Muitas pessoas sabem, muitas ainda não, e principalmente as pessoas que sabem, mas as pessoas ligadam a gente que são representantes de baixo, como o Caiado disse aqui, nós representamos a população, o número de pessoas, mas tem ali o presidente do bairro que ele sabe da necessidade, ele sabe se ele conseguir inserir num orçamento ou algo aqui, ele vai conseguir. E às vezes o próprio vereador que eu falo aqui, o próprio vereador falava: "Vai lá e vamos também tentar fazer uma pressão para colocar lá para que faça." Então existe essa eh essa questão porque é dessa forma que a política funciona, né? Então ela tem que tá ali, ó. A gente tem que demonstrar a vontade da população através deles vir participarem, seja eh através das redes sociais aí que nós tivemos várias perguntas. Além de nós ter as pessoas presenciais que veio participar da audiência pública, nós tivemos as pessoas também que fizeram as suas perguntas através das redes sociais, entendeu? Então você vê que as pessoas estão atentas. Uhum. Secretário, o orçamento 8,5% maior de 2026 em relação a este ano de 2025. Isso é algo positivo, é algo bom? Não necessariamente. É, é suficiente pra gente manter os serviços que estão sendo executados hoje, na qualidade que está sendo executada hoje, né? Isso e é e é o que é possível de reajuste, foi o máximo possível de reajuste, considerando a inflação, o crescimento da população, o crescimento do PIB de Campinas, né, e ainda um pouco mais de esforço de tributação e de arrecadação que a prefeitura faz, né? Então foi o máximo que a gente conseguiu colocar de previsão, otimistamente falando, tá? Carlinhos, numa resposta anterior sua, você falou sobre emendas impositivas. Então, vamos falar sobre este assunto agora, porque é uma ferramenta permanente dos vereadores. Foi criada em 2022, utilizadas pela primeira vez no orçamento municipal de 2023. A cada ano, os parlamentares podem disponibilizar valores de até 1,2% da receita corrente líquida do município para projetos específicos. Neste ano, este percentual é de R$ 113 milhões 850.000, sendo que R$ 3.450.000 para cada vereador. Pelo menos metade deste valor tem que ser destinado para a área da saúde. E ao todo foram aprovadas 912 emendas. Como é que o senhor enxerga a questão das emendas impositivas? Porque também tem crítica aqui na tribuna dos parlamentares se deveria ser implementado, se não deveria ser, teria que ser de uma outra forma, é importante pro município, deveria ser diferente. Como é que você enxerga as emendas impositivas quando é feito o orçamento e este valor destinado para vocês? No caso deste ano, de mais de R$ 3 milhões deais? Gabriel, eu costumo falar que as emendas impositivas para mim ela é positiva, por quando aprovado a quando foi aprovado as emendas impositivas, a gente não tinha o conhecimento e nem as secretarias. Nós tivemos uma dificuldade de ajeitar sobre isso, porque muitas emendas que nós destinamos naquela, né, em 200023, ela ficou parada, as pessoas não sabiam de forma remanejar ela. Hoje é o que a gente falou, por nós sermos um representante do povo, nós estarmos na rua, na periferia, em todos os lugares, a gente sabe aonde está a dificuldade. Vamos supor, eu ando num posto de saúde ali da minha região, eu sei as real necessidades desse posto de saúde. Olha, ele tá precisando de tal aparelho, ele tá precisando disso aqui, ele tá precisando de uma reforma. Então você já segrama e manda uma emenda para aquele local para ajudar, não só naquele local, mas em vários outros locais. Às vezes a gente vai até o o Hospital Marugate, como o da PUC, eu fui na maternidade, o pessoal falou: "Ô, vereador, nós estamos precisando porque a PUC agora pegou a maternidade, né? E nós estamos precisando aqui de várias incubadoras. Nós não temos, eu mandei na na legislat na no ano passado 10 incubadoras que custava 40 eh R$ 43.000 cada uma, R$ 4.300 cada uma. A gente mandou para eles o Hospital Marugate. Olha, nós estamos eh precisando de tal coisa. Mandei pro Hospital Marugate. Hospital Mario Gatinho. Ó, nós precisamos comprar o raio X portátil para as crianças. Eu mandei dinheiro para comprar. Então, a gente tá no dia a dia, a gente escuta a população e a gente sabe onde tá a necessidade. Quando nós falamos aqui que cada bairro ele tem sua necessidade, nós estamos ali, nós vê que tem uma praça ali também, ela tá abandonada. Às vezes não tem essa, é muita gente às vezes pedindo, olha, vamos reformar essa, mas essa nós sabemos que tá boa, mas tem aquela ali que precisa ser revitalizada. Então a gente destina a emenda para fazer essa revitalização. Só na região aqui, ó, ô Gabriel, sul da cidade de Campinas, tô revitalizando seis praças que fazem, cada uma dela faz 40 anos que ela foi implementada e tava esperando ser revitalizada. A praça da Saúva do lado do do Carrefur, a Filomena, a Antônio Compagnoli, a do São Gabriel, a do Formosa, várias praças que estavam lá, a gente está revitalizando ela. E a população, cada vez que você revitaliza essa praça, também é saúde, também é lazer, também é entretenimento pr as pessoas. Porque quando eu passo numa praça que a gente revitalizou ela, colocou iluminação, colocou equipamento e você passa lá, as pessoas estão usando ela, é um prazer muito grande a gente ver aquilo ali. E é importante falar, Gabriel, fechando a minha fala aqui, para as pessoas, que essas emendas impositiva dos vereadores não vem pros vereadores, vai direto paraas secretarias, porque tem muita gente às vezes na rua fala: "Vereador, veio 3 milhões pro senhor para fazer isso, só vem isso aqui". Não, não vem pros vereadores. A gente, você sabe, a gente faz aqui, o caiado sabe, a gente manda pra secretaria, a secretaria que vai executar esse serviço e a gente é o fiscalizador. Mandei pra Defesa Civil, foram entregue alguns equipamentos que eles pediram, eu fui lá fiscalizar e gravei um vídeo junto para dizer que foi entregue. Então é dessa forma, não é pros vereadores, não vem pros vereadores e sim para onde a gente tem projetos pra cidade, projeto pra cidade. Secretário, como enxerga este mecanismo, né, que permite aos vereadores alocar uma parte do orçamento municipal para projetos específicos? É, isso indiretamente sempre aconteceu, só não era em positiva. Os vereadores sempre tiveram a opção de indicar, mas era como sugestões, né? Mas a o Congresso Nacional no governo Dilma, se não me engano, e fortalecido agora no governo Bolsonaro, eh o o optou por criar emendas impositivas no no Congresso Nacional e depois para ampliar essas emendas impositivas na no segundo governo, no governo anterior, governo do Bolsonaro. Ah, então, eh, se mudou a Constituição, dando direito ao Congresso Nacional de fazer isso, automaticamente os estados passaram a fazer 1 ano, 2 anos depois e vários municípios já passaram a fazer também, né? Campinas, eh, como bem disse o vereador, foi a partir de 2023 implantado, 22 implantado em 23, não é isso? Em 23 foi o primeiro ano, né? Então, nós temos 3 anos só. Nós estamos eh novinhos ainda na na experiência de como tratar essa nova sistemática. Ela, a emenda é impositiva, tem um regramento muito rígido, 50% de cada vereador que o que cada vereador aplica, destina, tem que ser destinado à área de saúde, não necessariamente à Secretaria de Saúde, mas a área de saúde. Os outros 50% pode ser de livre aplicação. A prefeitura tem a responsabilidade de executar 50% das emendas, pelo menos 50% das emendas durante o ano, durante o exercício, até o final do ano. E os outros não se perde. Você pode demorar 2, 3 anos para executar, mas você tem que realizar. Então nós hoje eh final de 2025 nós ainda temos coisas da da de emendas de 23 para realizar que não conseguimos realizar em 24. temos emenda de 24 que não estamos conseguindo realizar em 25 vai passar para 26, mas elas ficam lá e são obrigatórias e você não tem um prazo porque às vezes é uma licitação que não deu certo a compra de um equipamento que foi mal especificado ou que não existe mais aquele equipamento ou que veio a um preço muito elevado e que não conseguia fazer a compra, então tem que repensar, reprogramar, né? ou a licitação não não não devazia, tem que refazer a licitação e começar do zero. Então, a a muitas vezes a execução orçamentária no poder público pelas amarras que existem na lei, elas são muito lentas, né? A execução é muito lenta, então acaba atrapalhando um pouco a execução da da o cumprimento das emendas, né? Mas necessariamente tem que ter 50% executada no ano e depois os outros 50%. Você pode demorar, mas você tem que executar todas. Olha só, isso eu não sabia. Eu achei que era sempre a do ano corrente. Não sabia que ficava, não fica o que ficava, você obrigado a fazer também. Secretário, nessa sua resposta agora você falou sobre governo federal. Em respostas anteriores, você também citou a questão de governo federal e governo do estado. Existe uma dependência financeira em relação aos repasses de governo federal, de governo estadual? E aí eu complemento isso diminui a autonomia dos municípios? Isso é um desafio que as cidades elas enfrentam, essa questão do repasse que vem de governo federal e de governo estadual. Quando a gente olha o bolo tributário nacional, arrecadação toda que o país arrecada, você fica com cerca de 60%, 65% quase com o governo federal de toda, toda a arrecadação do país ficam concertad no governo federal. Você tem cerca de 25% no governo, nos governos estaduais e cerca de 10% no nos governos municipais. Então, o município é a a a o ente mais frágil no que diz respeito à receita e a arrecadação, mas é o ente que tá mais próximo da população. Então, por estar mais próximo da população, tanto os vereadores quanto por meio do prefeito, a as pressões são muito maiores no município. Uhum. Ninguém vai a Brasília pedir para comprar um equipamento paraa unidade de saúde, pedir para ter uma unidade de saúde a mais, pedir para ter uma creche a mais, né? Nós fizemos 16 creches, bem falou o vereador Carlito Camelô, tem bairros que não tem, que nós vamos precisar, já estamos planejando para construir uma creche no campo, na região do Campo Belo. Por quê? Porque lá tem uma população grande de crianças em idade de de creche e não tem nenhuma. Então vamos ter que construir lá e vamos ter que construir outros em outros locais também, né? Então você tem sempre agora ninguém vai lá no governo federal pedir pro governo federal fazer uma creche ou destinar recurso para cá. Vem aonde? Vem na prefeitura, vai vem aqui na Câmara, vai nos vereadores ou vai no prefeito, né? Então a pressão maior fica com a prefeitura. E a prefeitura tem muito mais sensibilidade também, né? Porque todos nós somos moradores da cidade. Nós conhecemos o dia a dia, sabemos o que acontece, né? Nós circulamos pela cidade, nós vivenciamos a cidade, então a gente sabe também das necessidades, né? Então a gente eh vamos dizer assim, a gente sofre junto. Uhum. Né? Quando você administas são muito grandes e que você tem que fazer opção, né? Porque eh o administrar é vocês fazer escolhas. Administrar é fazer escolhas. Você pode escolher urbanizar um bairro melhor para poder deixar o asfalto 100% o tempo inteiro, sem um rachadinho, sem nada e deixar a periferia abandonada. Você pode optar o contrário, cuidar da periferia e deixar um esquecer um pouco os outros bairros, mas cuidar mais da periferia. você pode tentar fazer um equilíbrio entre um e outro, atender mais a população que mais precisa, mas também atender um pouco os bairros que t a classe média, que tem a população eh intermediária e também que também sofre muito. Então você tem que ter um olhar e e eu falo assim, o prefeito ele é o o administrador da maior empresa da região. E essa empresa, ela não é focada em uma fábrica de pneu, fábrica de um de um carro, fábrica de um bem. Ela tem que cuidar da saúde de todo mundo, da educação, da creche, da limpeza, da do corte da grama, da da rede do do do do da cesta de basquete que quebraram, que que arrancaram do da quadra, da do buraco na rua, do esgoto que tá que furou do buraco. Então, é um conjunto muito grande de demandas e de atribuições que a prefeitura tem que dar conta. Por mais que você tenha a necessidade e a compreensão do que é necessário fazer, os recursos não são suficientes pra gente atender a tudo que gostaríamos de fazer. Ô Carlinhos, esse é um desafio que existe, né? falam muito de eh unificar governo federal, governo estadual, os municípios para que tenha uma interação melhor. Isso parte também de uma questão política, de um melhor diálogo, de uma comunicação. Como é que você enxerga este esforço, né, pelo que o Caiada falou do município, fica aí com a menor parte e aí ficam essas conversas. Os vereadores de Campinas já foram para Brasília, lembro na época da COVID para tentar leito, consegue leito pro município de Campinas. Então é sempre um desafio e tem a ver também com o político. É um desafio muito grande que faz parte da política, porque é um uma escada, né? A população nos procura quando a gente tem uma consegue resolver através do prefeito das emendas impositivas, beleza? Quando a gente não consegue, a gente tenta procurar um deputado estadual que seja da região, que tenha ali o bom senso em ajudar a região ou senão o deputado federal. Como eu já consegui emendas aqui do deputado federal Jonas Donizete para asfaltar bairro, entendeu? Bairro que quando ele era prefeito nós tínhamos feito ali um um um promessa para as pessoas e não conseguiu sair do orçamento, ele veio e destinou uma verba para se fazer. Então a gente acaba procurando assim, eh, a população nos procura, nós procuramos o prefeito, o prefeito a gente procura ter uma emenda deputado estadual, se não tem do estadual, a gente vai atrás de um federal e é assim que funciona. É tudo através da política para conseguir as coisas pra nossa cidade de Campinas. Programa bom, é programa com muitas informações. A gente já tá na reta final, tem mais alguns temas que eu quero abordar com vocês. Não vai dar tempo de todos, mas tem pelo menos dois que eu quero lidar aí nos últimos 10 minutos. Caiado, secretário, eu li uma reportagem do Estadão falando que 1/3 dos municípios está em atraso com fornecedores e não vai ter verba para quitar as despesas em 2026. Um levantamento feito após o Congresso Nacional aprovar em 2023 um adicional de 1% do fundo de participação dos municípios que cai todo o mês de dezembro. Como está a situação de Campinas em relação a esses fornecedores, a esses pagamentos? Primeiro vamos explicar que o FPM ele é muito importante para os pequenos municípios, porque ele tem a lógica de atender aos menores e aos mais pobres. Então, para as regiões mais empobrecidas do país, o FPM é muito importante. Para nós em Campinas, ele representa cerca de 1%, 2% do orçamento. Ele é muito pouco. Então, se aumentar 1% desse muito pouco também expressa eh não muda muito pra gente, entendeu? Então, assim, não é com esse com esse recurso que a gente vai contar para colocar as contas em dia, né? Eh, sobre as contas, nós eh hoje, como a grande maioria dos municípios, não estamos conseguindo manter todos os pagamentos em dia. Estamos com um pequeno atraso de fornecedor, de alguns tipos de fornecedores, tá? Os fornecedores que recebem com a fonte do tesouro e os fornecedores que prestam serviços continuados. Então esse nós estamos com algum atraso, o atraso é de cerca de menos de 30 dias e vamos estamos fazendo um esforço muito grande para até o final do ano zerar. Se ficar algum passivo, eh, não, não, não, não, não pago ainda em 25, no iniciozinho de 26, ainda em janeiro de 26, a gente zera tudo. Então, tá, as contas durante 4 anos e 7 meses, quer dizer, a gestão Dário inteira, primeiro mandato e até o mês de agosto, setembro, mês 9, né? Então, 4 anos e 9 meses. Eh, nós mantivemos as contas absolutamente em dia. Agora, nesse final de ano, estamos passando por esse problema, mas já estamos eh equalizando isso e no próximo orçamento a gente volta a ter um equilíbrio, tá? A reportagem, ela entrevistou o Paulo Zilkossk, que é o presidente da Confederação Nacional de Municípios, e ele citou que o piso salarial dos enfermeiros, o programa Mais Médicos e a implantação das escolas em tempo integral são exemplos de como aumentaram as despesas dos municípios sem a arrecadação e os repasses federais cobrissem os custos. Qual que é a situação de Campinas e como que o município ele observa quando tem algo que é aprovado no Congresso Nacional, mas que tem um impacto pra cidade, como por exemplo esses exemplos que foram dados. Existe uma lei aprovada pela, foi proposta pela senadora Ana Amélia do Rio Grande do Sul, inclusive, e que diz o seguinte: eh qualquer despesa nova que o poder público crie, eh, deputados ou senadores criem, eles têm que destinar receita para isso. Então, eh, se criou um recurso, se criou um piso de enfermeiro, o governo federal tem que repassar esse recurso pra prefeitura poder bancar os seus enfermeiros. E nem sempre ele repassa, né? Nem sempre ele repassa. Agora, a questão principal não está só nisso, né? No no nesses pequenos eh eh acréscimos de custo que o os deputados e senadores muitas vezes fazem, mas tá na na saúde, na omissão do governo federal com o Sistema Único de Saúde, na omissão completa do governo federal no Sistema Único de Assistência Social no SUAS. SUAS vem pra gente cerca de 20 milhões por ano de uma despesa de quase 500, entendeu? Nós gastamos com a Secretaria de Ciência Social, o orçamento dela é 430 milhões em termos em números redondos pro ano que vem, né? E 20, 30 milhões não é nada, entendeu? Então, cria-se um sistema único, cria-se uma regra muito grande, tem que ter isso, tem que ter aquilo, tem que ter assim, cada cra não sei o que lá, BBB, cada crchece tem que ter isso, cada um tem que ter isso. Mas e o aporte equivalente? E a parceria vem ou não vem? Você tem uma uma um outro exemplo, o transporte coletivo. Em nenhum local do mundo, o transporte coletivo urbano é responsabilidade só do município. Então você vai em Buenos Aires, por exemplo, aqui a capital exemplo mais próxima, eh, você vai, o transporte público é excelente, funciona muito bem, você paga uma tarifa muito baixinha, mas quem quem quem que cobre o custo, quem subsidia é só o a prefeitura de de Buenos Aires, não é o governo federal, é o governo da província e a prefeitura. vem recurso do governo federal para isso. E aqui no no Brasil é 100% com a prefeitura. Nós gastamos esse ano mais de 200 milhões para manter a passagem no nível que está hoje, porque o custo de passageiro transportado, o custo do transporte coletivo é muito maior e a prefeitura tem que equalizar isso para poder ter o o o empresário não ter prejuízo, senão ele entrega os ônibus e vai embora. Uhum. para para manter o serviço de transporte coletivo, a prefeitura tem que complementar, tem que subsidiar e é só a prefeitura que faz isso. Esse ano, o próximo ano, vai ser mais o valor vai ser maior ainda, com o BRT, com a implantação do do novo sistema, com a nova licitação, vai ter mais ônibus, vai ter mais conforto, mais qualidade, ônibus mais novos e que impacta em mais recurso para poder manter a passagem no no num nível razoável pra população, né? Então são custos que a prefeitura não tinha e cada vez tá assumindo mais. Eu dei o exemplo da Guarda Municipal também não existia Guarda Municipal. Hoje a gente gasta mais de 100 milhões por ano para manter a Guarda Municipal, entendeu? Então são são ô que são permanentes, não é um gasto eventual, não é só ah, mas 10 salários, 30 salários a mais, são só 200 ou 300 enfermeiros, não é isso, né? Isso realmente é pequeno para prefeitura do tamanho da prefeitura de Campinas. O grande são esses grandes desafios que são custos permanentes, o custo manutenção de hospitais e e todas toda a rede de saúde, manutenção da rede de assistência social que cada vez é mais exigente, que tem que ser melhor, tem que atender mais, né? manutenção da segurança pública do município. São são demandas que são muito importantes e que o prefeito Dário é muito sensível a isso e ele quer fazer um um serviço de qualidade, um atendimento à população de qualidade. Infelizmente temos conseguido. Carlinhos, essa resposta do secretário, ela é muito importante, né? Porque quantas vezes a gente já não viu aqui várias categorias com lutas legítimas virem até o plenário da Câmara Municipal lutar por piso, tal. Por mais que seja um impacto pequeno, existe esse impacto e precisa saber da onde vai sair este dinheiro. Então não é simplesmente aprovar, dar a canetada que a gente aprova um projeto direito. De onde vai vir esse dinheiro? Como ele vai chegar até as categorias, sempre levando em consideração que é legítima essas lutas, né? É, o Cado, ele disse muito bem, eh, quando um deputado ele cria uma lei que gera uma despesa, ele tem que também ajudar nessa despesa. Por isso que as leis aqui na Câmara Municipal, quando ela gera um custo, a gente tem que saber da onde vai vir esse custo, da onde vai vir essa despesa que vai gerar no município, porque senão todos os vereadores aqui aprovava vários projetos aqui que geravam uma despesa. Aí chegava na hora do orçamento, nós não tinha orçamento para nada disso que foi criado o projeto de lei aqui. Muitos projetos que nós sentamos, inclusive eu mesmo, eu coloquei um projeto de lei aqui do do aparelho de diabetes aqui para pras crianças. Tive que agora a gente vai ter que fazer uma nova discussão para ver conforme a gente vai fazer tipo um, né? Diabetes tipo isso, entendeu? Para ver da onde vai vir essa forma pra gente equalizar esse para ser entregue a a crianças. Então, para você ver, eh, existe essa questão. Então, se lá no governo federal, no governo estadual, eh, eles também criarem leis e jogar pro município para que seja ali também, tem que saber da onde e tem que ajudar na na questão, porque senão o município não dá conta. Tempo encerrado. Aurílio Caiado, secretário municipal de finanças. Muito obrigado novamente pela aula que você deu aqui pra gente. Tenho certeza para quem está nos acompanhando desde o começo, tá muito bem informado, sabe agora como é que funciona um orçamento do município, de onde vem esse dinheiro, a importância que tem, a fatia de um governo federal, de um governo estadual, até chegar ao município, as demandas que existem aqui, a pressão eh da sociedade que precisa existir realmente para que o poder executivo execute e o poder legislativo consiga fazer toda essa fiscalização. já faço um novo convite pro senhor retornar em 2026, já que este é o último programa de 2025, mas fica aberto as suas considerações finais. Muito obrigado pelo convite. Eu só ficou ficou uma uma questão que eu não tinha respondido ainda, que eu acho importante, é a questão da redução do orçamento da Secretaria de Cultura. Não houve redução do do potencial de investimento ou de ação da cultura. O que houve é que o o o centro de convivência ficou pronto e o ano passado nós gastamos 30 milhões no centro de convivência de recursos próprios da prefeitura. Eh, não houve nenhum tipo de ajuda nem do governo federal, nem do governo estadual na na última etapa desse de desse investimento, que foi um investimento de 35 milhões, né? no ano passado, quer dizer, este ano gastamos eh quase 30 milhões desse valor foi dispendido este ano. Eh, e o pro ano que vem não tem mais esse gasto. Esse foi um financiamento que nós fizemos, é um recurso de empréstimo que a prefeitura vai pagar e que o não não saiu do orçamento da Secretaria de Cultura para 26 o gasto que teve para esse tipo de investimento, para esse investimento específico. Então, com isso, quando você soma o total que ele recebeu em 25, o total que vai receber em 26, ah, tem 7% de redução. Cortaram essa a verba da cultura. Não, não houve nenhum corte. Tira esse daqui, né? Tira o investimento que foi feito, que você vai ver que tá mantido. E como falou o o vereador Carlin Camelô, foi até ampliado que as emendas parlamentares estão sempre acrescendo de ações na secretaria de cultura. Ótima explicação, vereador Carlinhos Camelô, também muito obrigado durante toda a parceria deste ano de 2025, participando aqui do programa Questão de Ordem. Tenho certeza que de grande valia pros nossos telespectadores as informações que foram passadas aqui, este contato com a população. Já faço um novo convite pro senhor retornar aos nossos estúdios e fica aberto aí as suas considerações finais. Gabriel, eu queria primeiramente aqui agradecer, né? sempre falo que eu agradeço a Deus, né, por estar mais um ano aqui. Agradeço a família que é um apoio que a gente tem. Agradecer vocês da Câmara Municipal que dá todo um amparo pra gente e consegue aí passar pra população todas essas informações que são coletad através da gente vereadores. E também agradecer ao secretário Caiado, porque acho que é o segundo ou terceiro que nós gravamos junto aí. e também ao longo desse ano aqui o que ele tem eh demandado, que a gente tem demandado para ele, ele tem resolvido os problemas. Então fica aqui um feliz Natal, que seja um ano repleto de paz, alegria e prosperidade para todos nós. Deus abençoe a todos. E eu agradeço você aí de casa pela sua companhia, pela sua audiência. Espero que a gente tenha contribuído, que você saia muito bem informado sobre o orçamento de Campinas pro ano de 2026. Agradeço também a sua companhia durante todo este ano e até a próxima. Ciao. Ciao.