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Olá, começa agora o programa Questão de Ordem, que hoje vai abordar o carnaval de 2026. A sexta-feira de carnaval é dia 13 de fevereiro e a folia costuma ir até a quarta-feira de cinzas dia 18. Mas nós somos festeiros. Menos de uma semana é muito pouco, né? Então, praticamente todo o país, o pré-carnaval tem levado milhões de pessoas à suas. E claro que a cidade de Campinas está inserida neste contexto. São 67 eventos de rua, são desfiles, apresentações, atividades culturais, mais de 500 horas de festa para todos os gostos e idades. Então, para falar sobre a festa e também sobre ações de prevenção e acolhimento contra assédio, eu recebo aqui no estúdio a vereadora Paula Miguel, ela que é membra da Comissão Permanente de Cultura aqui da Câmara e a Alexandra Caprioli, secretária de cultura e turismo de Campinas. Lembrando que o debate vai acontecer, farei as interrupções apenas quando o necessário, vereadora Paula Miguel, começa com a senhora. Primeiro, qual que é a sua expectativa pro carnaval deste ano? pretende curtir quais blocos? Seja bem-vinda ao Questão de Ordem. Muitíssimo obrigada, Gabriel. Seja muito bem-vinda a Câmara, secretária. Eh, a expectativa desse ano é que a chuva permita que a gente curta carnaval. Acho [risadas] que essa primeira questão, mas a nossa ideia é participar de todo o pré-carnaval e também dos blocos de carnaval para conscientizar as pessoas. Também é um momento que as pessoas estão na rua de cultura. de muito respeito, levando uma campanha contra o assédio, fortalecendo as campanhas que já estão em cursos na cidade de Campinas e também aproveitando pra gente conseguir ouvir também os comerciantes, quem vive o carnaval, quem vipara o carnaval, as pessoas que trabalham, que vem pra cidade de Campinas e pensar como que essa festa de rua, né, essa festa tão tradicional que valoriza a nossa cultura, pode ser cada vez mais fomentada, valorizada e reconhecida na cidade de Campinas. E já já nós vamos falar então sobre esta festa de rua e se é descentralizada aqui na cidade de Campinas, como é que ela funciona. Secretária Alexandra Caprioli, carnaval já começou, né? Porque é o pré com muita festa aí pelas ruas de Campinas. Então desde quando que começa essa preparação do poder executivo paraa maior festa popular do nosso país? Seja bem-vinda ao programa Questão de Ordem. Muito obrigada, Gabriel, vereadora. É muito bom a gente conversar aqui sobre o direito à cidade, sobre o direito à cultura, que eu acho que o carnaval ele destaca muito, ele traz isso muito presente, né? H, nós da secretaria, a gente tem tentado cada vez mais fazer um planejamento mais antecipado para que a gente possa ter mais sucesso, principalmente, eh, nas ações que são que dependem de fato de uma articulação entre os órgãos. Então, esse ano nós lançamos o nosso credenciamento de blocos em outubro de 25, ou seja, com bastante antecedência. Ele ficou aberto aí por um mês e meio. Eh, e a gente ainda teve que ligar para bloco que não tinha terminado, né, feito o credenciamento, que a gente sabe que todos eles vão querer estar. E essa é uma forma da gente conseguir eh reconhecer, identificar quem vai precisar da estrutura pública. Porque eu acho que o mais importante que a secretaria que cabe a nós é garantir que as estruturas cheguem aos espaços que vão receber os blocos, eh estruturas que garantam a segurança. Então, toda a interligação com os órgãos públicos é todo liderado pela Secretaria de Cultura, mas tem um ponto anterior que é a negociação com os blocos, que são os donos do carnaval. A gente tem que lembrar isso. O carnaval só existe porque existem os blocos. Então o nosso trabalho ele é de fazer esse ponto de ligação entre o desejo dos blocos, a vontade dos blocos de de estar nas ruas, de estar nas praças, mas fazer isso com segurança, com estrutura, né, para que a população que queira brincar o carnaval, que não queira brincar o carnaval, perceba que a cidade tá preparada para ele. Ótimo. e secretária, o carnaval de 2026 é uma realização da Secretaria eh Municipal de Cultura e Turismo, com o apoio das secretarias de urbanismo, Políticas para as Mulheres, Serviços Públicos, Transportes, INDEC, CETEC, além de Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal, Câmara Municipal, mediante as emendas impositivas. aí dos vereadores, Aton da Farmácia, Arnaldo Salvete, Débora Palermo, Edson Ribeiro, Fernanda Solto, Gustavo Peta, Guida Calisto, Luís Rossini, Paola Miguel, Permínio Monteiro, Rodrigo Farmadique, Vine Oliveira e Dr. Ianco. É muita gente envolvida. É muita gente. É porque eu acho que tem isso, né? a gente tá falando de um carnaval que ele tá por toda a cidade e a gente sabe que eh os vereadores eles têm presença eh cada um deles com uma pauta. E isso que é importante porque de alguma forma eh hoje é uma realidade, as emendas são uma realidade, né? né? A Secretaria de Cultura talvez seja, sem ser a saúde, uma das que mais receba eh emendas eh impositivas dos vereadores, porque eu acho que a gente está nessa ponta, a gente está na execução das políticas públicas eh que fazem chegar nos territórios. Então, por isso que eu acho que a gente tem tantos vereadores com esse entendimento de apoio, né, de apoio à nossa às nossas pautas. E, e, e é graças a isso que a gente consegue disponibilizar todas essas estruturas, né? Eh, e aí o senhor comentou sobre tantas, tantos apoios e é isso que é muito importante, porque cabe a nossa secretaria mapear por serviços públicos todo o trabalho que é feito antecipadamente de cataco, porque qualquer eh refugo de construção pode virar uma arma é na mão de alguém que tá numa briga num bloco. Toda a poda de árvores pra passagem dos trios, dos trios elétricos. A gente conseguiu esse ano toda a iluminação, tanto da Durval Páto, quanto da Praça do Coco, que eternamente tinha esse pedido. Esse ano a gente fez com com tempo, então essa iluminação foi feita, que vai ficar como legado para essas áreas que recebem muitos eventos. Eh, e aí cada secretaria a gente tem essa interrelação para garantir que o carnaval corra da melhor maneira possível. Paula, então começa em outubro este trabalho do poder executivo, todas as secretarias, muitos vereadores envolvido por uma grande festa, né, que acontece, claro, em todo o país, mas a cidade de Campinas deu para perceber também um carnaval que é sempre muito grande. É exatamente isso. E pros blocos, né, para pras escolas, para quem tá se preparando pro carnaval, esse trabalho começa antes mesmo de outubro, né? você tem toda a organização da comunidade. Quando a gente fala de carnaval, muitas vezes a gente pensa só naquele momento, né, que é do dia 13 até o dia 18, mas na verdade é todo o envolvimento de uma comunidade, né, que tem ali quem costura, quem vai afinar o instrumento, quem vai organizar as pessoas, né? E o carnaval muitas vezes ele é uma tradição familiar, então você tem famílias, gerações que estão ali, né, e trabalhando para o carnaval acontecer na construção da Badá, na construção da marchinha, do sam enredo, da música, né, na hora do dia de você tocar, né? Então, e uma outra coisa importante é isso que a secretária falou, assim, é um processo de estruturação dos espaços públicos, né, eh, de iluminação, de poda, né, de segurança, de verificação, que viram um legado pra população. Então, a gente não tá falando simplesmente da festa, de você ir pra rua, né? E a gente precisa lembrar que o carnaval ele é uma uma ele é a ocupação, é o direito da cidade no seu máximo. Você vai curtir uma festa que ela é popular para todas as idades, de rua, né, de dia, com segurança, né, para que você possa também festejar. E a gente precisa lembrar também que era uma festa principalmente da população mais empobrecida. E e o carnaval também muitas vezes ele consegue transformar a crítica, né, de alguma coisa que tá acontecendo. Tem diversas campanhas que acontecem de conscientização, que acontecem no carnaval, né? Muitas vezes você tem blocos que eles trazem, como por exemplo, a questão da hidratação da água, que foi uma questão muito forte ano passado, porque esse período tava muito quente, né? A questão eh agora de chuva, então provavelmente deve ter uma campanha contra dengue que também acontece no carnaval. a gente tinha campanhas mais antigas como Vista-se, né, que é uma campanha de enfrentamento às ISTs. Então, a gente aproveita esse momento de festa para que a gente possa utilizar outras linguagens também para conscientizar a população. Então, o carnaval ele é um momento eh de alegria, curtição, festa, mas também de muita conscientização, né? Aí o ano passado, assim, esse ano, né, a gente tem sempre campanhas de respeito, principalmente com relação às mulheres, para que o assédio ele não aconteça, né? Então, a prefeitura até colocou, né, o ano passado tendas de acolhimento, né, e acho que seria super importante e trazer também, né, já que a gente tá nesse sábado pré-carnaval, né, de como que vai ficar estas tendas de acolhimento também, né, esse ano, né, a gente sempre eh vai pra rua conversando principalmente com as mulheres, né, mas não somente com elas, para que a gente possa garantir um carnaval de muito respeito, de muita segurança, né, a gente sempre precisa lembrar que não é não, né? Então, é um processo onde a gente consegue levar a população políticas públicas reais, mas de uma maneira mais lúdica. Aproveitando só para fazer um gancho sobre isso, né? Esse ano a a gente tá, por exemplo, colocando cartazes em todo o transporte público, fazendo a campanha do assédio. E a gente decidiu porque o ano passado a gente só foi só sim é sim e tem a campanha do não é não, mas a gente tá usando assim, depois do não, tudo é assédio, porque a gente tem um pouco aquela máxima de que a cultura brasileira tem isso, ai da cantada, do momento. E o carnaval ele exalta um pouco isso naquele sentido de que é uma desculpa que as mulheres eh estão ah, mas elas estão com pouca roupa, elas a decisão é da mulher e isso não pode mudar a relação que ela tem com as outras pessoas, né? Com homens, seja o que for. Então, eu acho que é um momento muito importante. Esse ano a gente aproveitou a criação da da Secretaria da Política das Mulheres e a gente já tinha um trabalho voluntário eh de um grupo que já fazia esse acolhimento. Então, esse ano a gente vai fazer ele com muito mais repercussão, eh juntando a secretaria e os voluntários. E a gente vai ter, vai ficar ali na Santa Isabel uma tenda, uma tenda mais centralizada. Esse ano a gente tá testando barão, mas a nossa ideia é poder ampliar. a gente vai ter Barão e vai ter um dia na Carlos Gomes, mas a gente vai tentar entender como é que a gente pode fazer esse carnaval sem assédio também estar em todos os blocos pro próximo ano. E aí ela tem uma tenda de acolhimento com profissionais e a Polícia Civil também, a DDM, né, chamada por essa pauta que tá tão importante na nossa cidade, ela vai deixar um plantão para que as coisas se resolvam ali naquele momento. a mulher, ela ela além de ter o acolhimento e ela se sinta protegida por todos nós, né, que ela possa fazer a a também se divertir e que se ela passar por uma situação, ela se sinta acolhida, mas que a gente possa tomar as atitudes de imediato. Então vai ter um plantão com uma uma um furgão da Polícia Civil de plantão junto as tendas de acolhimento. Ô Paula, de que maneira este tema ele te preocupa do assédio? Porque praticamente todos os anos, né, se faz uma campanha diante dos blocos do não é não, esse do sim é sim, tem cartaz em ônibus. Eh, mas isso é uma questão de educação. A gente muda isso a média longo prazo, mas de uma certa maneira, a curto prazo, no carnaval isso também tem que ser trabalhado. Como que você enxerga a ação que precisa realizar? Tem a festa, tem a curtição, todo mundo vai pro bloco querendo se divertir, mas tem essa questão também da informação, de ter que ficar ligado, de algo eh perceber se tem alguma coisa acontecendo, alguém encostando por querer. Como é que se equilibra isso e se lida durante a festa? Eh, eu acho que tem uma eh, eu acho que a gente precisa separar, né, o que que é essa essa cultura do machismo, né, essa essa essa estrutura que tem, né, de achar que o corpo de uma mulher ele é uma uma coisa pública, né? Então, muitas vezes de passar a mão, de aproximar, né, de ficar ali, eh, e do que é o carnaval, né, porque a gente vê, né, infelizmente a gente tem agora um momento, né, onde há quase que uma defesa desses comportamentos, né? a gente tá num momento político mesmo, né, onde coloca cada vez mais, como se fosse as pessoas que respeitam as mulheres de um lado e as mulher e as pessoas que quer que acham que têm eh abre aspas, né, o direito de acessar aquele corpo. Então, a gente vê um um momento, né, que a gente precisa cada vez mais conscientizar as pessoas sobre isso. Eu acho que tem uma política super importante que tem na cidade de Campinas, que é sobre eh a não venda de bebidas estiladas, né? Porque isso faz com que o você ficar ali curtindo, né? Você também não fica tão alterado, tão rápido, né? Tomando e tomando água, né? Levando de casa, você podendo curtir o carnaval durante o dia, onde você tem uma maior eh luminosidade, né? Muitas vezes o carnaval ele acontece, né? no período de verão. Então, as pessoas tão com pouco eh menos roupas e com roupas mais festivas. Então, o carnaval é um grande momento pra gente conseguir conscientizar as pessoas, mas, infelizmente, falar sobre eh a violência contra a mulher, ela não é somente no carnaval. Falar do enfrentamento ao assédio, ele não é só no carnaval. a gente aprofunda essas políticas no momento de carnaval justamente paraa gente estar na rua, justamente por ser uma festa popular, uma festa eh que acaba tendo muitas pessoas, né, que envolvem muitas pessoas, desde os trabalhadores, até mesmo os foles, né, os blocos e tudo mais. E a e o carnaval quando ele foi constituído, ele era uma festa eh familiar. Então você tinha muitas vezes ali a mãe que tava costurando, a avó que costurava, você tinha ali eh as pessoas que desenhavam, né, as esculturas, que montavam as ferragens. Você tinha ali as pessoas que estavam na nos filhos, né, primos que estavam na na bateria, na na batucada. E isso foi conforme o Brasil, né, foi se tornando esse país do carnaval e vindo cada vez mais pessoas. E uma das coisas importantes que a gente tem no carnaval também é o turismo, né? Então a gente tem muitas pessoas que vêm pra cidade de Campinas para curtir o carnaval de cidades menores, cidades ao entorno. A gente sempre precisa lembrar que para que a gente consiga curtir de fato é sem assédio, mas a gente tá muito longe de conseguir construir uma política de enfrentamento à violência contra a mulher, principalmente quando a gente tá falando dos ambientes de entretenimento, não só no carnaval, mas em shows, em eventos, em rodeios, né? Em todos os eventos públicos. Infelizmente é uma mulher ainda ela tá muito ameaçada até mesmo no transporte público, dentro do mercado de trabalho. Eh, infelizmente, muitas vezes, até mesmo dentro de de escolas, dentro da própria casa, a maior parte das mulheres, elas são violentadas dentro de casa por alguém que elas conhecem. Então, esse tipo de coisa a gente ainda tem muito a avançar e enfrentar. E o carnaval é o momento que a gente consegue fazer esse debate de uma maneira um pouco mais fluida, natural e não esperar somente o mês de março para falar sobre isso. A gente consegue antecipar essas campanhas que na minha avaliação deveriam acontecer ao longo do ano todo. Secretário, você esteve presente, né, na no carnaval sem assédio dentro da prefeitura em que foi lançado, né, e esta campanha. De que maneira você enxerga também os objetivos dela durante os dias de carnaval? Eu imagino que deve ser muito gostoso planejar um carnaval, conversar com os blocos que nem você falou a partir de outubro, falar dos horários desta festa, mas tem este outro lado também que vocês precisam dar um enfoque muito grande, né? É, eu a gente tá falando aqui do assédio, mas a gente tem inúmeras preocupações eh para que o carnaval saia como a gente imagina, né? a gente tem tido muito sucesso desde da volta da pandemia, quando a gente assumiu esse carnaval. Eu acho que a gente vem crescendo na nossa capacidade de realização e por isso que ele tá, ele toma esse vulto, porque os blocos se sentem seguros para ter relação com o poder público, porque isso precisa de uma de uma relação de confiança, né? já que muitas vezes eh para eles eles precisam dessa liberdade de expressão, que é uma coisa que a gente como secretaria de cultura nunca vai tolir, né? E é esse é o o direito da cidade, o direito a se expressar. Mas eh o que cabe a nós é que todas as estruturas de segurança, porque a gente fala de assédio, mas a gente também fala das pessoas que vêm para esse momento com objetivos, eh, que a gente sabe, né, que se deslocam para praticar roubos, para aproveitar o clima de volume muito grande, né, de multidões. E a gente tem sido muito efetivo com essa com esse combate, né? Eu sempre digo, quando a gente eh tá integrado e de fato a gente está não só no papel integrado, no nome, né, de todas as forças de segurança, a gente está de fato entrelaçado e isso tem uma efetividade na ponta muito grande. E a gente tinha um pouco de dificuldade porque os blocos no núcleo deles onde tá lá, é, eles não percebem a insegurança. Porque eu sempre brinco, essa é a parte mais gostosa do carnaval, é você tá lá divertindo com o bloco. O que acontece no entorno é que nos preocupa, né? E a gente teve em outros anos episódios de algumas violências que acontecem para acontecer os roubos de celular. E cada vez que a gente consegue combater e que a gente consegue mostrar que a gente está atento, a gente está presente, eh, a gente faz com que aqueles que estão para se divertir também se sintam seguros. Então, o ano passado pra gente foi uma uma virada de chave, porque a gente conseguiu eh realmente mudar um pouco esse perfil, né, fazer abordagens muito assertivas e aí as pessoas que vieram com intenções ficaram inseguras de atuar, né? Então isso pra gente é o melhor dos mundos. Eh, então essa questão da segurança, eh, esse ano tem uma novidade que a gente apresentou lá, eh, tem uma indústria que ela é a origem do produto, ele é francês, mas a indústria foi montada em Campinas, que é um produto que chama Drink Watch, que ele é um lacre eh de silicone de copo que a gente vai distribuir 2.000 unidades. Então essa indústria, a gente conheceu o trabalho deles e a gente então entrou em colaboração com eles, eles estão doando paraa prefeitura 2.000 unidades que a gente vai distribuir nos principais dias de carnaval, né? E e ele é qual o objetivo? A gente, né, quem tem filha sabe que a maior preocupação é de ver a bebida ser manipulada, alguma coisa. Então ele lacra a tampa do seu copo. Eh, tem essa campanha de não ter destilados, porque o destilado ele tem uma curva de de alc de alcolemia que fica insustentável. Então, já nos editais de permissionários, eh, não tá permitido vender bebidas nem em vidro, que agora já é lei. Mas além disso, a gente eh eh produz um decreto que protege também eh essa questão da das vendas dos destilados. Eh, nada de vidro, nada de destilado. E esse ano a gente tem essa campanha de distribuição para dar essa sensação. Ainda até teve uma brincadeira, ah, vocês vão só distribuir pra mulher? Falei: "Não, os homens também podem ser vítimas aí". Mas de qualquer forma, eu acho que isso são e eu acho que a Paula eh destacou muito bem o carnaval, ele possibilita que você fale de pautas duras, pautas difíceis, mas com uma forma eh mais que que ela que as pessoas escutam mais, né? Então, eh, o ano passado a gente tinha, eh, na campanha da dengue, então, a gente vestiu, eh, o pessoal de fantasia de mosquito a Eds e eles faziam uma tinha um jingle que também era uma marchinha de carnaval. E aí parece que aquela aquele assunto que é bastante árido, né, como é o do assédio, que é bastante difícil, porque ele também eh eh trabalha um pouco com a sua criação, né? Então, se você foi criada num ambiente que se entende, que você vê uma mulher de pouca roupa, você tá julgando que ela ela está dando oportunidade, né? Se você tem essa inversão de valores, que dizer assim, a mulher pode ter o corpo dela, né, da forma que ela quiser e isso não dá direito ao outro de fazer nenhum julgamento, né? E eu acho que é e por alegria, eu acho que também cabe a nós mães, eu sou filha de de menino, é a gente também trabalhar com os nossos filhos para que eles tenham eh atitude perante isso. E eu acho que cada vez mais, é isso que a gente fala, a conscientização, a criação, ela tem que ser sem tem que ser campanhas, eh, né, pro ano todo, como a gente fez essa do da violência contra a mulher, né? Ela ela precisa começar na escola. A gente precisa dizer que o homem que que que faz qualquer violência com a outra mulher, ele não é um machão, porque tem isso na nossa sociedade. Nossa, olha que machão. Ele bate na mulher, ao contrário, ele é um covarde. Então, a gente começar a inverter isso na mente das nossas crianças, dos nossos adolescentes, né, que estão lá com uma com uma mente tão tenra para aprender, né, tão com sedentos de aprendizado. Então, que eles também sejam criados de forma correta. Mas eu acho que é essa esse conjunto de coisas, não, só para e complementar, acho que a com o crescimento, né, da de divulgação, principalmente na internet, de red pillos, né, eu acho que isso é um grande risco, né, pr pra sobrevivência das mulheres mesmo, né? A gente diariamente sofre ameaças dentro de casa, né? a gente é julgado o tempo todo pela roupa que a gente usa, pelo batom, né, pelo pelo tamanho da da saia. E se, por exemplo, né, acontece de uma mulher, né, eh, tá, eh, alcoolizada, alterada, né, muitas vezes é esse o momento que é aproveitado para isso. Por isso que é tão importante campanhas como essa, né, de contra o assédio, campanhas também dessa questão da vedação do corpo, porque muitas vezes não é que ela tá alcoolizada, ela foi, a vida foi adulterada, né, boa noite, Cinderela. todas essas questões. Então, é muito importante estar atento também essas questões. A gente sempre fala que o carnaval é um momento de festa, de alegria, de folia, mas ele é um momento coletivo, né? Então, para que a gente consiga chegar no bloco com mais pessoas, principalmente quando a gente fala de mulheres, sair do bloco, principalmente quando for mais noturno também com mais pessoas, né? sempre nas rotas mais tradicionais, mais iluminadas, sempre deixar eh o contato, né, com mais uma mais de uma pessoa, né, guardar muito bem o celular, né, para que a gente também evite, né, os furtos que acontecem muitas vezes. Então, o carnaval é um momento de alegria, de festa, de conscientização também para que a gente consiga sobreviver. Você falou sobre este carnaval coletivo, né? Há alguns anos a gente tinha um bloco muito tradicional aqui na cidade de Campinas. ele foi crescendo, ele mudou de lugar e nós tivemos cenas eh de violência e depois ele acabou eh não acontecendo mais. Essa questão que até a Alexandra Caprioli falou: "Olha, ano passado foi um um recomeêço, foi importante nesta questão. É isso de segurança para você é o principal. A partir do momento que a gente não vê mais as cenas como a gente viu, porque elas repercutem nas redes sociais, em toda a região metropolitana de Campinas, deixa de chamar atenção essa questão de segurança e Campinas passa a ter um carnaval seguro que a gente não vê essas cenas. Eh, é algo importante que tem acontecido e tem um potencial muito grande para crescer. Sem dúvida nenhuma, quanto mais seguro for o carnaval, mais a gente vai conseguir fazer com que a cidade mantenha as suas tradições, as suas as suas a sua cultura, a sua ancestralidade, mas também a gente consegue fomentar o turismo, o comércio, a gente consegue aumentar a nossa ocupação dos nossos hotéis, a gente consegue fazer com com que eh os nossos eh eh os permissionários da CETEC também consigam ver também com uma via uma uma oportunidade idade de complementação de renda, uma oportunidade de emprego. A gente vê os bares também, restaurantes que ficam ali próximos aos blocos também tendo, né, uma maior ocupação, né, das pessoas que querem poder curtir o carnaval um pouco mais sentado, né, num espaço mais tranquilo. E até mesmo quando a gente fala dos supermercados, né, eles começam ali próximo do carnaval, eles começam a ter uma venda maior também ali dos seus itens. Então, é todo um comércio que gira e quanto mais seguro for o carnaval, mais turismo, mais investimento no nosso comércio. E a gente faz com que a cidade de Campinas não seja somente esse polo industrial, tecnológico, mas também seja visto como um polo turístico, né, da nossa região. E isso também é fundamental para que a gente consiga manter as tradições, né? O carnaval só acontece por conta dos blocos, mas sem os folões também para curtirem os blocos não faz sentido o carnaval acontecer. Secretária, segundo projeção da SIC, Associação Comercial Industrial de Campinas, carnaval deste ano deve injetar cerca de R milhões deais na economia de Campinas. é um valor significativo importante. É muito significativo. O ano passado a gente já a gente mapeou que houve um um resultado final de cerca de 15 a 16 milhões. Então pode ser que até ultrapasse os 17 milhões, porque a gente tem, na verdade, na cultura, cada R$ 1 investido para as atividades culturais, ele retorna em sete vezes. E aí a gente não fala só em investimento público, né, da do que a gente investe em estrutura, que cada bloco investe, cada um desses permissionários, né, o estoque que ele compra. Eh, junto com o carnaval vem toda essa questão muitas vezes dos grupos churrasco, eh, vamos fazer uma um esquenta em algum barzinho, todo o comércio se prepara. Hoje existe, voltou aquela tradição de de fazer a dor no de cabelo, de pensar numa fantasia. Até as escolas tem feito isso, né? Cabelo maluco, chega na época do carnaval. Exatamente. Então, hoje tem a essa parte do varejo que também tá sendo beneficiado, né? eh toda essa produção que vem junto. E ao mesmo tempo eu acho que a gente fala de uma cidade que a gente tem no entorno muitas cidades que optaram por não fazer carnaval. Então aí Campinas é muito interessante, a gente começou a mapear e aí a gente via ônibus chegando, vans chegando de outras cidades, grupos eh grandes assim vindo de outras cidades em excursões. Eh, a gente começou a mapear os hotéis e os hotéis têm ocupação, as pessoas vêm para dormir para poder ir mais do que um bloco. é que é uma época que tradicionalmente, né, a Campinas, que é uma cidade de turismo, de negócios, os hotéis ficavam com uma ocupação baixa e aí eles têm uma possibilidade, né? Então, todo esse entorno que que gira em torno do carnaval, ele é muito importante para nós também, porque todo mundo tem que enxergar esse lado que o carnaval injeta. Eu queria só comentar que assim, a gente teve episódios, como né, vocês comentaram, a gente teve episódios, por exemplo, em Barão Geraldo há 10 anos atrás, em 2014, 2015, 10, 11 anos atrás, eh, de episódios de vandalismo e que naquele momento, eh, os comerciantes locais eles se viraram contra o carnaval porque eles foram eh de alguma forma prejudicados, porque foi destruindo uma série Hum. E e isso eh gerou também nos blocos uma certa eh ogeriza das forças de segurança. Então, naquele momento ninguém a a gente não quer a polícia perto, a gente não quer a GM perto porque significava bomba de gás lacrimogêno, significava repressão. E eu acho que a grande construção que foi feita e dessa segurança, dessa segurança institucional e e eu acho que a Secretaria de Cultura tem muita relação com isso, porque hoje as forças de segurança não se dirigem aos blocos. Quem se dirige ao bloco é a cultura. Ela é mediadora, porque ela tem a linguagem da cultura. E aí a gente eh conseguiu eh apaziguar, pactuar de que os blocos entendem que eles precisam da segurança. Hoje eles entendem que eles precisam da segurança, mas por outro lado, a segurança pública entende que eles não estão para julgar, eles não estão para coibir, eles estão para proteger. Uhum. Então, qualquer estratégia a partir disso, ela tem essa perspectiva. Então, nunca mais a gente quer ver eh situações de, por exemplo, dispersão para nós e para todo o Brasil. A situação mais tensa é a dispersão dos blocos. Sim. Então, a gente tem hoje um carnaval que todos os blocos eles eles têm eles acontecem com alvará, porque isso a secretaria teve toda a preocupação. Então, não tem nenhum bloco que não que saia as ruas sem tá eh legitimamente com aquele com, né, com todo o lastro, OK? Porém, há um combinado que é ele vai ter horário de começo, ele vai ter horário de final. Hum. E aí a gente também conquistou algumas coisas, eh, que é um carnaval cada vez mais diurno, porque ele traz a questão da da segurança e da e das famílias podendo aproveitar o carnaval. Ele é um carnaval cada vez mais descentralizado para que as pessoas não precisem se deslocar, porque elas sentem que elas têm eh opções próximos a onde elas moram. Eh, e se elas quiserem se deslocar, elas têm segurança para fazer isso. Eu vou dar um exemplo bem simples. Eh, quando acabava o carnaval de Barão e naquela época ele acabava às 6, 7 da manhã, ficava um peso muito grande, porque imagina a Guarda Municipal e a PM, eles estão trabalhando 12, 14 horas, então eles também são seres humanos. E aí quando a gente pactuou que o carnaval terminaria às no máximo às 3 da manhã, então aqueles blocos tradicionais que já eram da madrugada, a gente pactuou, isso foi de comum acordo. Eles a gente não tem nada que termine depois das três. Por quê? Porque quando eles acabam e aí o horário de alvará é muito respeitado, eles desligam o som. automaticamente os permissionários têm que parar de vender porque senão você não acaba, né? E aí a gente tem um tempo de dispersão e é muito interessante porque a gente tem uma estratégia, isso é um é um processo que a gente criou e tá escrito isso. Então a gente tem toda a dispersão, toda intermediada pela secretaria e também pelas eh pelos órgãos que são nossos parceiros. Então, a garantia de que as coisas vão terminando, entram os varredores e é impressionante porque há uma existe uma empatia da população. Você tá vendo o trabalhador ali, você tá vendo e eles têm essa empatia, depois entra a limpeza, então vem o caminhão e lava. Quer dizer, é aquele momento que não é para mais ter ninguém na rua. Então a gente tem uma estatística que em até uma hora a gente consegue fazer esse processo. Então o carnaval ele vai sendo, né, assim também tem essa vantagem de você cada ano você conseguir enxergar como é que você pode melhorar o processo. E é muito interessante que o ano passado, quando terminou o carnaval a gente pediu um, a gente mandou uma avaliação pros blocos avaliarem os nossos serviços. Então, CETEC, Secretaria de Cultura, GM, eh limpeza pública. E aí os que tiveram a maior nota foi a limpeza pública, porque tem aquela sensação de que eles são parte do carnaval, eles são aquela coisa que olha, primeiro no dia seguinte não tem um papel, porque também isso incomoda muito ao cidadão. Quando você tem uma festa e no dia seguinte você não consegue transitar porque a cidade tá um lixo, eh, significa que os seus governantes não estão cuidando adequadamente da cidade. E eu acho que é essa a preocupação de que a gente olhe a cidade. Eh, e só para terminar, quando a gente põe 1800 banheiros químicos, significa uma mensagem muito clara. A gente não vai admitir xixi na rua. Não tem por você fazer xi na rua, porque em cada canto vai ter um banheiro químico, algo que era normalizado no passado, que era super normalizado, né? Então assim, então acho que a gente vai passando uma mensagem institucional para uma cidade que que é cuidada, né? Que quer cuidar dos seus cidadãos. E eu quero ratificar isso que você tá dizendo, ô Alexandra, porque eu tenho um filho de um ano e meio lá em casa e nós estamos muito animados para curtir o carnaval deste ano e ninguém tá preocupado, eu, minha esposa, com a questão da segurança, com questão de violência, porque nos últimos anos a gente já não viu isso e a gente gosta muito de carnaval, a gente falou: "Não, a gente vai tranquilamente, vai curtir a matinê, vai escolher os blocos certinho para poder ir". Então essa questão de segurança, eu acho que ela é muito importante, ela é muito fundamental e a imagem que tem passado nos últimos anos é de um carnaval seguro. Então acho que isso é muito importante para quem está eh nos acompanhando. Os trabalhadores da empresa sempre são os mais simpáticos também. Certo. Eles são muito, eles chegam bom para trabalhar já é diferente. No carnaval também tem isso, né? É, é, mas é muito importante, né? Porque é uma cadeia que que ela tem que funcionar super bem, né? E outra coisa que eu queria só mencionar que também ajuda na questão da segurança, a gente tinha, quando a gente começou tinha um problema muito sério, que era o seguinte: o carnaval terminava, mas os terminais estavam fechados, então gerava uma sensação de segurança, porque que você, quem depende de transporte público, eles ficavam eh sem o que fazer do momento que o bloco acabava até abrir os terminais. Hoje os terminais não fecham mais. Hoje, se você quer ir embora 1 da manhã, o terminal tá aberto. Quando e e quando termina o bloco às 3, o terminal estará aberto em esquema de de, ou seja, lotou, vai embora, lotou, vai embora. Então acho que você tem, você vai aprimorando e tudo aquilo que impacta a experiência do cidadão de viver um carnaval que possa ser gostoso de curtir. Já estamos na reta final do nosso questão de ordem, mas ainda tem alguns temas pra gente poder abordar. O primeiro deles, não sei se é polêmico ou não, vocês que vão me dizer, secretário, em Campinas há 12 anos nós não temos mais os desfiles das escolas. Este é um tema já superado. Ainda existem discussões aqui na cidade para este retorno. Como é que você enxerga o desfile para quem está nos acompanhando, né, tradicional em São Paulo, Rio de Janeiro, aqui em Campinas a gente tinha também. Como é que está essa história dos desfiles das escolas de samba com tempo determinado, com notas dos jurados? Bom, vamos fazer um histórico. A gente tem que lembrar que nesse período a Secretaria de Cultura só cuidava do carnaval de desfile, tá? Ela não cuidava dos blocos e praticamente eram aqueles blocos mais tradicionais que se resolviam, vamos dizer assim, né? Não havia estruturas públicas. A gente até outro dia a gente fez uma um seminário sobre do direito à cidade, sobre o carnaval, segurança e a gente recuperou umas umas umas matérias assim maravilhosas assim de assim como era, né? Como então eh a partir do momento que que dependia, né? A gente tinha o orçamento da secretaria com uma fatia dele bastante grande da subvenção das escolas. Então elas recebiam um recurso para que elas pudessem preparar o carnaval. Existe um apontamento do Tribunal de Contas que não permite mais, isso no Brasil não há como mais fazer subvenção sem um chamamento público com uma outra prática que também eh hoje tá bastante difícil para que as escolas estejam adequadas a esse processo. Então a gente entende que há muita demanda para que esse carnaval volte. porque ele fala muito a essa coisa da ancestralidade e da tradição das escolas, que é essa coisa de serem famílias que cuidavam e como a comunidade eh através das escolas demonstra o seu pertencimento, porque eram vilas, bairros periféricos, que aquele era o momento de destacar o seu pertencimento. Então, a gente tem que pensar um novo modelo com a questão da de tanto tempo sem ter os desfiles. Quando a gente retomou e a secretaria passou a cuidar dos blocos, as quatro principais escolas hoje estão também com blocos, tá? No pré-carnaval. Então, a gente tem a Leões de Padre Anchieta, a Unidos do Shangai, Rosas de Prata e Estrela Dalva, que são as quatro escolas que realmente sobreviveram a tudo isso, tá? Porém, para entrar numa etapa de desfile competitivo, tem uma série de caminhos a seguir. A gente vem se reunindo, inclusive aqui na Câmara, foram foram feitas várias reuniões, eh, até fomentadas por vários vereadores. A gente tem toda intenção de voltar nunca mais. Isso é muito importante que eu seja clara. A gente hoje não tem mais estrutura como a como a Secretaria de Cultura cuida de todo o carnaval de blocos. Mesmo que o carnaval de rua, né, voltar, o carnaval de rua, que a gente fala que é o de desfile, porque o carnaval de bloca de rua, eh ele não voltará durante o carnaval. E isso também é uma unanimidade com os eh com as escolas de samba. OK. A gente quer que ele aconteça fora da época de carnaval, como se fosse um carnaval fora de época, tá? Para que ele não dispute com os blocos, mas que ele tenha um protagonismo na cidade. Só que a gente vai ter que cumprir algumas etapas. Então, esse ano a gente tá na seguinte etapa. Eh, cada, nesse, nesse pré-carnaval, algumas escolas já receberam e as outras escolas. Então, lá na quadra tinha bateria da escola que era que recebia e as outras escolas foram participar. Ótimo. Em março, na Estrela Dalva, que é uma das mais antigas que a gente tem em Campinas, é a mais antiga, na verdade, ela vai receber, ela vai fazer um desfile onde ela receberá as outras baterias, mas aí o desfile é dela. Daí a Leões vai fazer, a Shangai, cada durante o ano, cada uma das escolas vai fazer na sua quadra eventos de desfile, tá? E para 27 a gente pensa levar para glico novamente, como a gente tava até conversando, eh, buscando um patrocínio, pensando realmente nessa questão de ter uma um carnaval assim suportado por outras fontes, né, outras fontes de receita. Eh, a secretaria continuando cuidar da estrutura, mas você tendo uma forma das do financiamento das escolas acontecerem pra gente ter um carnaval e aí a gente ir crescendo até ele ser competitivo. Então ele pode talvez em 27, em 27 ele ser um carnaval de exibição na glicério, porque a gente já percebeu que a parada de Natal, que o 7 de setembro viraram grandes eventos de exibição na glicério. E eu acho que é nosso desejo eh retomar. É uma polêmica? É lógico, é uma polêmica, porque tem gente que é a favor de ter investimento público nas escolas, tem gente que é contra, mas eu acho que a gente tem que encontrar aquilo que fomente o carnaval e a e a prefeitura não vai se omitir. Como é que a gente vai atrás de parcerias que ajudem a a fomentar as escolas e pra gente poder ter um bonito espetáculo na cidade. Paula, como é que você enxerga a importância desses blocos, né, aqui da cidade de Campinas, tão tradicionais, os quatro que ainda eh sobrevivem e sobre essas negociações, as discussões sobre o futuro deste carnaval de desfile aqui paraa cidade de Campinas. Eu acho que primeira coisa, né, que o carnaval, né, não tem um único modelo de carnaval, né, a gente fala dos blocos, alguns locais são mais tradicionais, os trilos elétricos, né, e tem as escolas de samba que fazem parte do carnaval. O que a gente vê muitas vezes eh sendo exibido na televisão é justamente as escolas de samba de São Paulo e do Rio de Janeiro, que são as o as cidades mais tradicionais, né, maiores, é, com os carnavais mais grandiosos, mais luxuosos, mais tradicionais. Na cidade de Campinas a gente tem essas quatro escolas e eu acho que é interessante que cada uma delas vem de uma comunidade que lutou para estar naquele território, né? Então, quando a gente tá falando da das escolas, a gente tá falando não só da escola de sama, né, de novo, que é o resultado, mas a gente tá falando de uma luta histórica muitas vezes para para garantir que você conseguisse ter a moradia naquele território. E a partir disso, dessa luta que foi constituída as escolas de samba, onde toda a comunidade era envolvida. E quero trazer aqui de novo, assim, quando a gente fala de escola de sama, a gente tá falando de um trabalho de um ano inteiro. A gente tá falando de ter costureiras, a gente tá falando de ter pessoas ali que afinem os instrumentos, a gente tá falando de pessoas que montem carros alegóricos, a gente tá falando de pessoas também, né, advogado, contador, né, a gente tá falando de músicos, a gente tá falando desde aquela senhorinha, né, que sabe costurar com a velocidade que ninguém sabe como aquilo acontece, né, até mesmo, né, aquelas pessoas mais novas que estão chegando na comunidade e querem aprender. né, essa arte. Então, o retorno das escolas de sama na cidade de Campinas para mim ela tem que acontecer, ele deve acontecer e deve acontecer principalmente para que a gente consiga fazer a comunidade ter essa esse envolvimento, né, para que a gente consiga cada vez mais trazer essa cultura. E aí eu acho que que o interessante, né, que apesar da rivalidade, né, que tem entre elas por conta da disputa do prêmio, da pontuação, né, que é o desfile, né, que é o resultado, eh, existe muito entendimento de que a gente precisa manter a tradição do samba, que a gente precisa manter eh a comunidade unida, de que a gente precisa passar paraas próximas gerações de mestre sala, de porta bandeira, de passistas, né, de eh de pessoas que tão com surdo, caixa, né, de de maestro, de mestre, né, que a gente precisa passar essa tradição pras próximas gerações que virão naqueles territórios. E muitas vezes esses territórios são conhecidos por conta das escolas de samba, como é, por exemplo, eh, a questão do Unío do Shangai, no Shangai, né? Então, toda a comunidade se envolve, né, tem ali o espaço, né, físico, onde tem reuniões, onde tem ensaios, onde tem aulas. E também é uma oportunidade nas escolas de samba, de você envolver a comunidade e muitas vezes dar alternativa para aquela comunidade. Muitas vezes a escola de samba, ela é alternativa paraa comunidade periférica, vulnerabilizada, para fazer com que a juventude tenha acesso à cultura antes de ter acesso ao crime. Então assim, o retorno das escolas de samba, mais do que os blocos, ele é isso, né? Os blocos muitas vezes as pessoas se deslocam um pouco mais, né, para você tocar um instrumento. A tradição ela fica mais concentrada próximo próximo do carnaval, né, os ensaios. Mas a escola de samba para ela funcionar você precisa de toda uma comunidade envolvida, de muitas eh pessoas que muitas vezes são invisíveis, né? E a escola e essa e esse ritual, né, esse processo muitas vezes é a forma que tem de tirar crianças, adolescentes, pessoas desempregadas, né, pessoas que estão num processo eh de saúde mental, né, ali com com dificuldade, né, tirar essas pessoas de casa, envolver na comunidade e fazer essa tradição acontecer. Então, eh, eu acredito que retorno, né, ele precisa primeiro ter um grande desfile de exibição sem a competição, que é esse esse marco do retorno. E aí, conforme os anos forem passando, né, assim como tá acontecendo o carnaval de Campinas no pós-pandemia, a gente volta a ter a pontuação, a premiação, tem amadurecimento, a gente volta a ter as competições, aí ter o número mínimo de baiana, número mínimo de ritmista, né? Eh, aí a gente fala qual que foi melhor ali no no abrialas, né? Qual que foi o melhor carro mais bonito, mas por hora a gente precisa retornar porque isso representa uma alternativa de vida, de cultura, de trabalho para as pessoas que fazem essas escolas de semana funcionarem. E e em geral é muito interessante porque as baterias que sobreviveram, mas às vezes a eh, por exemplo, essa essa não havendo desfile, essa economia criativa que havia eh entrelaçada com o carnaval, que sempre tá entrelaçado com o carnaval, que são as costureiras, eh toda a cenografia, ela muitas vezes está desestruturada. Então a gente tem que passar também por formar novas pessoas que tenham esse esse DNA, né? Ô, secretária, hoje o carnaval em Campinas são com blocos de trajeto e bloco fixo. Isso, isso é uma é uma a gente a gente tem hoje vários carnavais que são de escolas que perdão, de blocos que são em praças e temos também trios elétricos, né? Então eles deslocam com trio elétrico. E até esse ano a grande novidade que a gente anunciou, né, é justamente esse monitoramento do carnaval, porque a gente a gente viveu toda toda a solução vem de uma dor, né? Uhum. E o ano passado a gente viveu essa situação. A gente faz muita divulgação do carnaval, só que o que que acontecia? Então, por exemplo, a gente estava lá divulgando carnaval de Barão e a gente dizia: "O bloco sai às 5 horas da Praça do Coco." E era a única informação que tinha, só que ele era um um bloco de trajeto. Às 5 horas chegava a gente, às 6, às 7, às 8, o bloco já tinha ido embora, já tava lá perto da moradia e o povo tava chegando na Praça do Coco. Então esse foi a principal inovação. Então, esse ano a gente lançou um portal do carnaval, que é o campinas.sp.gov.br/carnaval. Lá você consegue visualizar todos os blocos que a gente vai ter e aí você vai entender como é que eles estão descentralizados, aonde eles estão colocados. você tem todas as informações de início e final, se ele é um bloco, um bloco que se move, que tem trajeto ou se ele é um bloco fixo. E o mais legal, se ele é um bloco de trajeto, a gente vai monitorar os blocos. Então, eh, foi feito um aplicativo que fica com alguém da nossa equipe que estará dentro do bloco. Quando o bloco sair e se movimentar, a pessoa que tiver olhando esse esse portal, ele vê aonde o bloco está indo. Então, se ele resolver ir, ele sabe a ele resolveu ir no meio do caminho. Ele não vai pra praça do corpo, ele vai [risadas] para onde o bloco está. ou se dependendo do horário, ele já sabe que o bloco chegou no final e vai ficar parado nesse final mais 3 horas, ele já vai pro ponto final. Então essa é a grande inovação, que é um carnaval todo monitorado e também ajuda as forças de segurança a monitorarem, porque eles também têm esse acompanhamento em tempo real de como é que os blocos estão acontecendo. Pra gente poder encerrar reta final da do nosso questão de ordem, eh, Paula Miguel, a importância de um carnaval descentralizado, Campinas, mais de 1 milhão de habitantes, uma metrópole. Como é que você enxerga fora aí do centro da cidade? dos bairros mais tradicionais. Eu acho que a primeira questão é você poder curtir o carnaval na próximo da sua casa. Eu acho que essa é uma das das principais vantagens que a gente tem no carnaval descentralizado. E a outra coisa é o perfil do carnaval. A gente consegue, né, na cidade de Campinas de forma descentralizada encontrar blocos para todos os perfis. Então, tem blocos que são mais direcionados eh paraa comunidade LGBT, blocos que são mais direcionados para eh para famílias que t crianças pequenas de 1 ano, 2 anos, tem crianças que não se deslocam muito, né? Então, até o mesmo volume do som, tem blocos eh direcionados para quem quer curtir o carnaval eh com o seu cãozinho, né, com o seu pet. tem blocos mais direcionados para quem gosta de um carnaval mais diurno. Então, a partir das 9 da manhã a gente começa já a ter a ter blocos a cidade de Campinas tem blocos que são mais direcionados para quem eh gosta do carnavalzinho final de tarde, né? Então ele ser descentralizado a gente consegue ocupar a cidade inteira, fazer com que esse comércio também, né, ele gire não só numa região, fazer com que as pessoas conheçam nossa cidade e encontrar bloco para todas as idades. Então, para pessoas que querem permanecer eh num bloco parado, conseguir sentar, né, curtir o som, levar sua cadeira para pessoas mais mais idosas, com menos mobilidade, né? Então, o carnaval ele é democrático, ela é uma festa de rua, popular, familiar, para girar o turismo, o comércio e principalmente garantir nossas tradições e cultura na cidade de Campinas. Por isso que é tão fundamental. E quanto mais blocos a gente tiver, mais descentralizado a gente consegue fazer o carnaval, mais turismo a gente consegue trazer paraa nossa cidade e fazer com que a nossa economia chegue e passe, né, que de 17 milhões aí a gente tenha cada vez mais arrecadação na cidade de Campinas. Como que é o planejamento de um carnaval descentralizado Campinas deste tamanho e os desafios de fazer isso? É, eu acho que o assim o o a grande vantagem do carnaval descentralizado, acho que a Paula já destacou todas, mas acho que a Campinas tem feito um esforço muito grande para evitar os mega blocos, porque eles trazem eh eles perdem o pertencimento. Às vezes o bloco que criou, a origem que ele quis não era aquilo. E aí tudo que vem do entorno fica, na verdade eles fica negativo, né? Então, a o a descentralização ela gera pra gente um grande trabalho logístico, né? Porque a secretaria se mobiliza inteira, onde cada carnaval ele é acompanhado por uma equipe de trabalho, né, uma equipe de produtores. Por outro lado, esses produtores monitoram todos os nossos parceiros. Então, a gente chega bem antes do que todo mundo para ter certeza que o trânsito tá interditado, de que os que os ambulantes estão acomodados no lugar correto, de que a Polícia Militar, que a Guarda Municipal estejam alocados, garantir que os banheiros químicos tenham sido entregues, que as tendas estejam lá, toda a estrutura, que a água dos blocos. Quer dizer, então a nosso papel é esse realmente de cuidado da da produção geral, né? E eu e eu acho que a gente tem sido bem sucedido em ter essa, a gente aumentou os blocos, mas a gente não perdeu o controle desse desse volume, né? Eu acho que a gente ainda consegue ter os blocos com aquele com aquele DNA, com aquela ancestralidade, com aquela origem para quais eles foram criados, né? Um crescimento saudável de cada um crescimento saudável. É isso, vereadora Paula Miguel, muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo, ter aceito o convite para participar do nosso questão de ordem. Acho que foi de grande valia pro nosso telespectador sobre a imagem, a visão que você tem eh do carnaval, a sua contribuição através das emendas impositivas. Já faço um novo convite para você retornar aqui aos nossos estúdios para falar sobre esse, mas também outros assuntos ao longo de 2026, mas fica aberto as suas considerações finais. Muitíssimo obrigada, Gabriel. Muito obrigada, secretária. Quero dizer que o carnaval de 2026, sem dúvida nenhuma, vai ser um dos melhores da nossa vida, principalmente se a gente se hidratar, passar bastante protetor solar e principalmente tiver muito respeito. A gente tem blocos de todos os tipos na cidade. Queria destacar um que é o o bloco Unidos do Candinho, que tem uma tradição super interessante que passa pelo debate da saúde mental, né? Então envolve toda a comunidade de Souzas, né? faz com que a gente possa refletir que o carnaval é para todas as pessoas mesmo. Então, escolha seu bloco, curta bastante, com muito respeito. Não é não, só o sim é assim e depois do não já é assédio. Isso aí. [risadas] É isso mesmo. Secretária de Cultura e Turismo de Campinas, Alexandra Caprioli, também muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo, ter aceito convite para vir até os nossos estúdios, contar como é que é este planejamento, os desafios de uma cidade como Campinas, de planejar um carnaval tão grande. Já faça um novo convite pra senhora retornar aqui aos nossos estúdios e fica aberto à suas considerações finais. Eu acho que a minha palavra primeiro é de gratidão com os blocos, porque a gente sabe que o carnaval não acontece sem esse desejo de manter as tradições, né, de poder entregar pra gente a cultura que a gente merece, o direito a essa cidade e fazer um grande convite para as famílias que ainda não conheceram. Entra lá no nosso portal Campinas eh campinas.sp.gov.br/carnaval br/carnaval e escolhe o bloquinho que você vai querer conhecer e principalmente divertir com segurança, com responsabilidade e com respeito, porque eu tenho certeza que vai ser um carnaval maravilhoso. É isso. Vamos curtir, nos divertir e também sempre com muita educação. Programa Questão de Orden fica por aqui. Obrigado pela sua companhia, pela sua audiência e até semana que vem. เฮ [música] [música] [música] [música]