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Questão de Ordem | Junho Violeta
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Questão de Ordem | Junho Violeta

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O Junho Violeta é a campanha nacional de conscientização sobre o enfrentamento à violência contra a pessoa idosa, realizada todos os anos em junho. O mês tem como marco o Dia Mundial de Conscientização sobre a Violência contra a Pessoa Idosa, celebrado em 15 de junho e instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). A cor violeta simboliza respeito, dignidade e luta pelos direitos da população idosa. O município tem mais de 18% de sua população composta por pessoas idosas. Esse percentual corresponde a um total de 209.267 pessoas. O mês todo está tendo uma programação voltada ao tema. Próximas atividades

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Olá, começa agora o programa Questão de Ordem, que hoje vai debater o Junho Violeta, campanha nacional de conscientização sobre o enfrentamento à violência contra a pessoa idosa. O mês tem como marco o dia mundial de conscientização sobre esta violência que é celebrado em 15 de junho instituído pela Organização das Nações Unidas a ONU. Um problema que muitas vezes acontece dentro de casa e permanece invisível. Maus tratos físicos, violência psicológica, abandono, negligência e violência financeira afetam milhares de idosos em todo o país. A cor violeta simboliza respeito, dignidade e luta pelos direitos da população idosa. Campinas tem mais de 200.000 1000 pessoas idosas, o que corresponde a 18% da população. E em 2026, entre janeiro e maio, foram registradas 680 denúncias de violações de direitos das pessoas idosas só no disque sem, que é federal. Então, quais políticas públicas são necessárias? O que é necessário realizar neste mês para dar visibilidade e informações ao público? Bom, eu recebo aqui no estúdio a Clébia Alves, ela que é a secretária de Junta de Desenvolvimento e Assistência Social de Campinas e também o Diego Santos, ele que é vice-presidente do Conselho do Idoso aqui de Campinas. Lembrando que o debate vai acontecer, farei as interrupções apenas quando o necessário. Clébia, começo com a senhora. Primeiramente, qual que é o trabalho da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social relacionado a este tema? Seja bem-vinda ao programa Questão de Ordem. Obrigada, Gabriel. É um prazer estar aqui de de volta a esse programa tão importante que deixa a população campineira sempre muito bem informada sobre esses temas relevantes. Quero cumprimentar o Diego, parceiro de trabalho na secretaria e hoje vice-presidente do CMI. Bom, falar sobre a secretaria é eh bem bem tranquilo, porque sinceramente é o nosso dia a dia de trabalho. O atendimento da pessoa idosa, ele é rotineiro, tanto no aspecto da prevenção como no aspecto também da de cuidar das situações de violações já estabelecidas. Então, a assistência social, ela já tem como diretriz nacional a prevenção, né, que nós chamamos de proteção social básica, e também o atuação naquelas situações de violações que nós chamamos de proteção social. Então, a política nacional de assistência social, ela já nos dá essa diretriz, né? E no no que se refere a proteção social especial, nós estamos falando aí da média complexidade, que é quando há alguma situação de violação de direitos. Estamos falando da alta complexidade, que é um agravamento daquela violação de direitos, ao ponto de precisarmos acolher aquele idoso sob total responsabilidade do poder público, que normalmente são os idosos que vão para as ILPIs, as instituições de longa permanência da pessoa idosa. Trabalho importantíssimo então na cidade de Campinas e já já nós vamos falar ainda mais sobre o que é realizado e sobre a programação também para este mês de junho. Diego Santos, também quero saber o papel, o trabalho do Conselho do Idoso nessa discussão, em quantas pessoas vocês são, quais são os desafios. Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem. Muito obrigado, Gabriel. Quero agradecer aqui a TV Câmara pelo convite, cumprimentar também a D. Cléb aqui hoje representando a secretaria de assistência. Então, o Conselho Municipal do Idoso, nós temos aí essa atribuição de de acompanhar as políticas já existentes dentro do município. Nós também temos aí eh as comissões que acompanha essas denúncias que chegam para pra gente via disk. E vale destacar também que esse conselho ele é composto ali por pessoas também da sociedade civil e do poder público. Então nós temos as nossas reuniões ali mensais e também temos essas comissões, a qual a gente discute ali a a dentro da comissão de políticas públicas para que a gente possa ali resguardar de fato os direitos dessas pessoas idosas. Temos a comissão de eventos, temos os a um grupo de trabalho para que a gente possa acompanhar de perto todas essas denúncias que chega ali pro Conselho Municipal. O tamanho de Campinas é um problema para vocês. Eu falei na minha abertura, né? 200.000 pessoas, 18% da população. Isso traz uma dificuldade a mais para uma metrópole? Eu acredito que aumenta bastante a nossa responsabilidade, mas aí aumenta também o nosso campo de atuação, né? Então, nós temos aí um conselho muito atuante, em parceria também junto com a secretaria de assistência. Então, a gente sabe que os desafios são maiores, mas a gente tem se desdobrado para que a gente possa atuar ali de forma organizada dentro dos territórios. Ô, Clébia, quais são os tipos de violência mais comuns que são identificados pelos serviços públicos? Olha, a o o idoso, né, até fazendo uma contextualização, a gente percebe que a pessoa idosa, ela ela é uma detentora de uma série de direitos, né? E embora a gente tenha ali situações de violações como a violência patrimonial, a violência física, a negligência, o abandono, a violência psicológica, são tipos de violências que precisam ser combatidas e que ocorre contra a pessoa idosa com muita frequência. O que nós identificamos bastante enquanto política de assistência social é principalmente a negligência e abandono. Existe situações de violência física, sim, a gente se dá se depara com isso, mas não é tão comum quanto o abandono, quanto eh a situação de negligência. E isso eh se dá em razão muit das vezes de uma mudança de sociedade, né? uma mudança de sociedade em que hoje com o advento, né, de uma tecnologia em que aquela população idosa, ela se torna de certa forma eh privada desse acesso, porque não é da época dela, ela não se conectou, ela não tá ambientada nesse universo. Então, naturalmente, ela é uma pessoa muito diferente que dificilmente se conecta com a população jovem de hoje. Uhum. Então, a gente percebe que os idosos eles têm pouca vivência com os netos, pouca vivência com os próprios filhos, com familiares. E isso, ainda que o idoso tenha uma condição financeira boa e não seja um abandono por meramente de cuidados básicos, mas o emocional daquele idoso vai ser prejudicado, né? O o porque nós eh não sendo pessoas idosas, já sofreremos com qualquer tipo de abandono, com qualquer tipo de desprezo, ainda mais uma pessoa idosa que tem uma expectativa de retorno, porque ela dedicou a vida para cuidar da família e hoje é uma idosa, né? Hoje é um idoso. Então existe já uma expectativa natural daquela pessoa. Se eu dediquei minha vida à minha família, eu vou ter a minha família cuidando de mim. E isso às vezes não ocorre, né? Quando a gente fala de que existe uma pessoa idosa que já não tem essa atenção, já não tem esse cuidado, esse amor, esse afeto, e ela ainda tem um agravante que é a situação financeira, aí onde a gente chega numa situação de negligência, em que muit das vezes precisa a haver uma intervenção do poder público. se aquele idoso tá ali dentro de casa dias sem tomar banho, por exemplo, sem se alimentar corretamente, sem fazer os acompanhamentos médicos necessários. E aí e a denúncia onde começa o poder público a agir, verificar aquela situação, acionar os familiares e na ausência aí sim é feito o acolhimento sempre por ordem judicial, na maioria das vezes, né? Dificilmente o idoso vai de forma voluntária, tá? Ele se recusa às vezes ir de forma voluntária, porque porque envolve família, né? Sim, sim. Fica na expectativa, né? Alguém vai vir, vai cuidar de mim e aí quando a gente vê que não tem esse amparo, aí a gente precisa acolher na unidade de LPI, que é custeada inclusive pela Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social hoje. Ô Cléberia, você tava dando essa resposta e eu tava lembrando, né? Acho que foi um exemplo que eu dei até ano passado, viu, Diego? Pois que como ainda permanece, eu gosto de trazer aqui porque e a minha avó, ela reclama muito da questão de tecnologia, das contas que não chegam mais na casa dela, que hoje é tudo celular. Isso eu sinto na fala dela que vai afastando, porque antes ela se sentia muito útil, agora ela não consegue mais dirigir. Então a semana eu falei com ela, ela ah, eu preciso que a minha filha, né, que é a minha tia, levar para tal lugar e eu não quero ficar dependendo dela, pagar conta agora não chega mais conta física aqui. Então o que o idoso ia fazendo, a gente tá falando, sei lá, de 10, 15 anos atrás, eles vão perdendo algumas atividades ao longo eh do dia. Isso eles sentem bastante. Então, quando você falou dessa questão do abandono, ela não tem o abandono da família, mas ela tem o abandono de coisas do cotidiano. Isso chega até vocês, é uma reclamação dos idosos, já a gente vai falar do centro dia, mas fazer com que eles se sentem úteis, que eles façam as coisas no dia a dia, que eles tenham obrigações também, é um desafio que o poder público também tem. Sim, é um desafio. Nós sabemos dessa realidade, uma realidade que chega para nós e chega pelo fato da gente estar nos territórios, porque a política pública precisa estar no território para identificar a necessidade da população. E pensando nisso, sobre o aspecto da prevenção, nós temos um programa muito interessante que eu vou compartilhar aqui com você, que é o juventude conectada. Tá? Embora seja um programa para juventude, como é que ele funciona? Ansemos uma seleção de jovens da periferia que não tem possibilidade financeira, que está numa situação de vulnerabilidade social, para que eles recebam bolsas financeiras, um auxílio financeiro para atuar em unidades de conectividades, centros de conectividade espalhados pelo município. Aliás, esse é um nome dado pelo nosso prefeito Dário, né? Nós chamávamos de telecentro. E aí ele falou: "Não, telecentro é muito antigo, vamos colocar um núcleo de conectividade. É mais no nosso, é mais atual, né?" Sim. Muito bem pensado. E aí nós temos mais de 30 núcleos espalhados dentro do município em várias regiões. E esses jovens selecionados, hoje nós temos 120 bolsistas, então esses jovens ficam eh atuando nesses centros, fazendo o atendimento da população para inserir no universo digital. Então, a maioria das pessoas que vão são idosas, que às vezes precisa baixar um aplicativo no celular, não sabe como fazer, quer voltar pro mercado de trabalho, se senta mais, né? É um público que não está muito desse na situação de de dependência total, está totalmente ativo, né? tem meus idosos muito ativos, mas que às vezes precisa voltar pro mercado de trabalho e não sabe muito bem como fazer o currículo dentro das normas atuais, eh, até mesmo como lidar com uma situação de notificações que chegam pelo celular e às vezes o idoso fica naquela insegurança. Será que essa notificação é é um risco, né, ou não? eu acredito, não acredito. Eles têm muito essas dúvidas e aí esses jovens eles fazem essa orientação. Então nós eh nós cham até mudamos para ter um braço do juventude conectada o geração mais conectada. Então o geração mais conectada possibilita isso, a gente conectar essa essa população idosa à tecnologia para que ela consiga exercer os direitos dela também e se prevenir, prevenir e se instender nessa sociedade. Dia, como é que você vê essa questão, né, de tecnologia dos idosos e o papel dos jovens e também tentar se aproximar? Eh, a Dra. Cléberia já disse muito bem, né? Nós temos esses esses dois programas que são essenciais hoje no município de Campinas. E o que a gente tem visto dentro do território é exatamente isso que que você citou, essa dificuldade ali com a tecnologia e acaba sendo também uma porta de entrada para alguns tipos tipos de violência. Aqui eu cito a violência patrimonial que tem sido cada vez mais comum, infelizmente, que é uma violência que muit das vezes ali ela acontece dentro de casa, né? Assim como as outras violências também. E o o que o trabalho que a gente tem feito em combate a esse tipo de violência é na conscientização, porque como essas violências elas ocorrem ali eh segundo até algumas pesquisas, né, mais de 57% dessas violências ocorrem dentro de casa. Então, eh eh uma boa parte dessas violências ocorre pelo filho, ocorre pelo neto. Então a gente tem trabalhado dentro desses territórios levando a informação para essas pessoas para que elas se reconheçam como a vítima de violência para a partir dali ela tomar ali todas as medidas cabíveis, né? De exemplos dessa violência patrimonial. Por exemplo, a pessoa idosa, ela tá com dificuldade entrar no aplicativo do banco. Aí algum familiar, alguém que tá próximo, ele ajuda essa pessoa, mas ele faz, por exemplo, paga uma conta dele e depois avisa ou não avisa. Isso é uma violência patrimonial. Com certeza. o uso indevido também ali de um cartão de crédito, eh empréstimos consignados tem sido muito comum também, infelizmente, isso sem o consentimento dessa pessoa idosa. E outra situação que ocorre muito também, a gente tem ainda aquelas pessoas que, como ela já não tem tanto essa expertiz da tecnologia, ela gosta de andar com dinheiro físico. Então é muito comum que ela peça ali para alguém sacar essa aposentadoria e ali acaba ocorrendo também alguns tipos de violência. na nesse sentido patrimonial, né? Ô, Cléber, na resposta do Diego, né? Ele fala que muitas dessas violências acontecem dentro de casa. Isso é impecílio também pro poder público, porque eu até falei na minha abertura, né? Muitas vezes é uma violência invisível, porque tá dentro de casa. Se a pessoa idosa, você mesmo disse como envolve família, ela não quer denunciar, ela fica com vergonha, ela fica com medo, enfim, os eh o sentimento dela a gente precisa respeitar e aí fica mais difícil ainda para poder identificar. Sim, fica dificílimo, mas pensando nisso também nós temos um serviço que se chama proteção social básica no domicílio. Então, ao invés do idoso chegar até a humanidade de Cras, né, que é o centro de referência da assistência social, ou até o CRAS, que é o centro de referência especializado, já quando há situação de violência, a proteção social básica visita as unidades domiciliares para identificar, para fazer a oferta de serviços e aí fica mais fácil a identificação. Então, esse é um serviço previsto no âmbito nacional, alguns municípios adotam, outros não. eh a depender ali da demanda, né? Mas é necessário que ocorra essa visita domiciliar muit das vezes para poder a gente identificar. Claro que quando há uma denúncia a gente vai direcionado a uma unidade, né, residencial em que eventualmente o idoso já esteja sofrendo alguma violência. Mas a proteção social básica, ela já tem um viés mais preventivo. Então ela vai não independente de denúncia, mas com o objetivo de fazer um atendimento mesmo da pessoa com deficiência, da pessoa idosa. E aí às vezes acaba se deparando com situações de violência. quando identifica isso, aí já muda de proteção, identificou a violência, aquela proteção social básica já não vai trabalhar mais prevenção, apenas já vai também referenciar outros serviços, né, para que o atendimento seja mais especializado durante situação e possa conseguir fazer cestar as violações de direitos. Ele é feito por toda a cidade, de forma aleatória, tem bairros específicos, ele é feito eh atualmente pela secretaria de forma terceirizada. Então a gente abre edital, contrata uma organização que faz esse atendimento regionalizado. Então hoje ele ocorre o principalmente nas regiões que têm maior violação, né, como a região sul. Então, aqui em Campinas é a região sul que que a gente identifica maior violação de direitos, tanto da pessoa idosa como criança adolescente também. Então, alguns pontos da cidade a gente percebe que algumas violações são mais presentes. Como que o conselho reage tendo a região sul com mais casos, Diego? Olha, eh, a gente sabe que que tem de fato esse aumento de notificações, né? Mas isso também vai de encontro com aquilo que nós já estamos realizando, né? Então hoje nós, o conselho municipal ele tem acompanhado de perto essas que já que já executa esse tipo de serviço ali atendendo essas pessoas idosas. Então a gente trabalha nessa vertente na parceria também junto com a secretaria de assistência, outras secretarias também como a secretaria de saúde. Então hoje o conselho ele tem acompanhado mais de 50 grupos de pessoas idosas e uma boa parte deles concentrado dentro dessa região sul. Então o que que nós entendemos que quanto mais a gente potencializar essas ações já existentes dentro do município, principalmente dentro dessa região, que a gente tá fortalecendo também as pessoas idosas que aí participam dessas ações, né? Então, o conselho hoje ele consegue custear ali eh pelo FM PIC, né, que é o que é o fundo municipal ali do que que a gente recebe ali de doações do do Leão Solidário. Então, com esse recurso, a gente consegue ali ajudar esses grupos, seja com questão de transporte para alguns locais específicos a qual eles têm esse desejo, eh, questão de alimentação para alguns tipos de eventos, para potencializar esses eventos dentro do território para que a gente possa estar cada vez mais perto dessas pessoas. Então, a gente tem trabalhado assim de uma forma bem presente dentro desses territórios, né, para que a gente possa potencializar essas instituições e assim também resguardar o direito dessas pessoas idosas que já vão dentro desses serviços, né? Então, é um é um eixo que a gente tem trabalhado de forma assim muito eh muito forte, né? Porque essas pessoas elas já participam dessas ações, elas já participa desses centros de de convivência. Então, o que a gente tem feito é ocupado também esses espaços para que a gente possa levar informação para essas pessoas, porque a gente entende que muita dessas pessoas elas sofrem já esse tipo de violência, porém elas elas não reconhecem, né, até mesmo pelo por aquilo que foi citado agora, que ela porvinde alguém muito próximo ali, ela não identifica com uma violência ou não quer acreditar, né? Exatamente. Então, o gasto no cartão de crédito sem ter o consentimento, eh, ela visualiza assim, não é porque de fato ele tava precisando. O empréstimo consignado não é uma violência aos olhos de algumas pessoas. Então, a gente tem em parceria com a secretaria de assistência, a gente tem feito essas ações e potencializado cada vez mais para que, primeiramente, essas pessoas se reconheçam como vítima de violência e também para que a gente possa ali eh levar essas informações para quem de fato pratica também, né, essa essas violências para que essas pessoas entendam de uma vez por toda que a violência contra a pessoa idosa é crime e tem que ser combatida. Clébia, por falar, na região sul aqui em Campinas, nós temos o centro do Dia da Pessoa Idosa para quem está nos acompanhando, que trabalho que é realizado, qual que é a importância dele, por que ele está nessa região. Perfeito. O Centro Dia é um serviço excelente, né? foi instituído agora, né, na gestão passada do prefeito Dário e da secretária Pandflia Mouro, que aliás é a secretária titular da passa da Secretaria de Desenvolvimento e Assistente Social, mandou um abraço para você. Ótimo. Sempre estamos disponíveis, né, para comunicar aqui com a TV Câmara. Legal. E foi um empenho coletivo, tanto da secretaria como também do CMI, que destinou o recurso do fundo municipal eh da pessoa goosa e conseguimos fazer a construção desta unidade. É uma unidade pública que hoje tem a gestão por uma organização da sociedade civil que ganhou o edital público. Então ela faz a gestão acolhendo os idosos. Esses idosos passam o dia lá, por isso nós chamamos centro dia da pessoa idosa. Eh, não é uma ILPI, então para quem nos assiste até diferenciar, né, quando falamos do centro dia, é um espaço de convivência, um espaço de prevenção, de interação dos idosos com outros idosos e também com a equipe técnica, que é a equipe que vai identificar situações ali de violação de direitos, mas também vai possibilitar o acesso a outros direitos. por exemplo, alguém está a demonstrando uma necessidade de maior atenção relacionada à saúde. Então aquele técnico daquela unidade do centro do dia vai poder acionar a Secretaria de Saúde para fazer um direcionamento ali e auxiliá-lo, assim como diversas outras searas, né, diversos outros ramos de atuação aqui de políticas públicas no município. Nós temos 30 vagas lá nesse centro dia. tem a capacidade para atender até 50, mas eh sempre de forma alternativa. Então, à medida que uma algum idoso sai ou às vezes acontece óbito do idoso e que ela paga liberada ou a gente percebe que a família já adotou uma outra postura e aquele idoso já não precisa mais daquele espaço ali, né? ele já encontrou outros meios de convendência e aí há o reventamento dessas vagas para que a gente mantenha sempre o número eh eh ideal, né, que as pessoas tenham o atendimento de forma qualificada lá no serviço. Eh, eu já fui várias vezes participar de atividade com esses idosos, é uma coisa assim que a gente tá de lá assim emocionado. Então, quando tem festa junina, aí eles se fantasiam todos, a gente faz a festa, é Natal, a gente faz Páscoa, então tem oficinas, tem música, tem rodas de conversa, tanto no sentido de orientação como também no sentido de convivência apenas, né, que a gente percebe que essa é a maior carência dos idosos atualmente. Então, é um espaço realmente muito bom. Há o entendimento do poder público que mais unidades seriam necessárias pela cidade. Sim, com certeza. Mais unidades serão necessárias e com em conjunto, né, com poder público relacionado tanto ao conselho como à secretaria, existem planos de ampliar essas unidades. Então, creio que essa é a primeira de muitas. Ótimo, Diego. Também o conselho ele tá atento, ele gostaria que fossem mais descentralizadas pela cidade, mais unidades? Com certeza. Assim como a Dra. Clébia citou, eh, esse primeiro centro dia, ele conta ali com apoio e com aporte do Conselho Municipal. E, e a ideia é que a gente também possa potencializar aí outros futuros, quem sabe aí no num cenário ideal, né, pelo menos um por região. Uhum. a gente tem trabalhado na com os estudos para verificar essas regiões e e nesse diálogo também com a secretaria de assistência. Ô Cléber, como que funciona este trabalho para poder identificar as violações que são realizadas pela cidade? Existe este trabalho, a já foi estado aqui que a região sul tem mais, mas chegam de outras regiões, isso é mapeado. Vocês têm ideia de tudo que acontece pela cidade de Campinas? É muito difícil por ser uma metrópole. Eu acho que tudo é bem difícil assim de ter essa abrangência, mas como que é feito hoje? Eh, existe um trabalho em rede, né? Como a gente sabe, ninguém faz nada sozinho, né? Um jargão que se aplica muito bem às políticas públicas também. Então, precisa haver um trabalho em rede da Secretaria de Saúde com a Secretaria de Assistência, com a educação, com turismo, esporte, lazer, habitação. Então, assim, tanto é que o conselho, né, Diego pode afirmar isso, é um conselho que tem representatividade de praticamente todas as secretarias. Então, se a saúde identifica alguma situação que cabe assistência atender, vai encaminhar paraa assistência. Assistência faz a mesma coisa com a saúde e assim por diante. Eh, no âmbito da política de assistência social, nós temos unidades descentralizadas, então nós temos gestões territoriais. Então, no âmbito da proteção social básica, nós chamamos de DAS, então são os distritos de assistência social que tem um por região. Então, o DAS da região sul, da região norte possui serviços eh que eles coordenam no atendimento das dessa população. Então, eles coordenam os CRAS, são os centros de referência da assistência social. Então, por meio eh de dessa gestão, a gente trabalha a prevenção. Agora, no que diz respeito à violação de direitos, nós temos também gestão territorial descentralizada, que são os CREAS. Então, nós temos cinco CREAS, um por região, que identificar as situações de violência vai fazer o atendimento daquela daquela família. Para além disso, nós também temos eh serviços eh parcerizados que são organizações da sociedade civil distribuídas dentro de Campinas também por região. E aí ele complementa, é como se fosse um braço ali complementar da atuação da dos serviços públicos, né, da das unidades públicas nos territórios. Então, só no âmbito da assistência social existe essa série de de trabalho em rede, né? Para além disso, eu sei que existe a estrutura de outras pastas, mas a gente se complementa no atendimento e aí é claro, eh, sempre fomentando a denúncia, porque tanto é que a campanha do Júnior Violeta é visando isso. Vamos conhecer os direitos da pessoa idosa, vamos denunciar violações de direitos, né? Cada ano a gente precisa ter uma criatividade em alta para poder falar o mesmo tema de forma diferente. E esse ano, ano de copa, não ficou ficou fácil, né? Porque a gente pegou logo, ó, trouxe até para você aqui, o cartão vermelho para a violência contra a pessoa idosa. Ótimo. Foi bem criativo esse ano. Gostei bastante. E nós temos feito várias rodas de conversa em parceria com CMI, né, e outras secretarias também. feito rodas de conversas nas organizações, nos ambientes escolares, nas unidades, né, de atendimento, seja público ou privada, para levar essa informação, conscientizar, porque a partir da violação é que a gente vai poder agir, né? A fora disso, vamos trabalhar sempre a prevenção. Uhum. Deixa eu ver esse flar que daí eu vou mostrar na câmera um aqui, ó, o cartão vermelho para violência contra a pessoa idosa. É, Diego, a questão da informação é o que mais pega, porque assim, é, a gente sabe que as pessoas cada vez mais tão com acesso com celular, com tecnologia, campo de busca, eh, o WhatsApp, vai criando grupo, vai conversando, mas essa informação chegar de uma forma segura, onde que a pessoa pode denunciar, os tipos de violência, isso ainda é o que falta para poder de fato chegar até a população. Com certeza. Eu acredito que não somente essa questão da de levar a informação, mas é um é um formato de dizer para essas pessoas que elas não estão sozinha, que a gente tem hoje uma atuação aí intersetorial em parceria com diversas secretarias para que é uma forma de estender a mão para essas pessoas e olhar para elas olho no olho e dizer: "Olha, vocês não estão sozinha. A gente tem hoje toda uma rede preparada para atender vocês e é uma forma de levar essas informações para essas pessoas dentro dessas ações que acontecem dentro do território. A gente tem tem atendido ali diversas diversas pessoas, conversando de forma individual com cada uma delas. É muito comum que que essas pessoas passam após essas horas de conversa se identificar que ela que a gente usa muitas muitos exemplos ali de tipo de violência, como que elas acontecem dentro de casa. Então é muito comum ao término ali de cada uma dessas rodas de conversa ou elas chegam na para falar ali com a coordenadora de serviço do centro de saúde, olha, olha, acredito que eu não sabia qual era uma vítima de violência, eu achava que era algo comum. Uhum. Então, quando elas escutam ali outros relatos, outras histórias, a gente acredita que acaba fortalecendo essa pessoa. Eh, porque muitas vezes ela até reconhece esse tipo de violência, mas ela não sabe como fazer, como agir, que é possível ali ela fazer eh essa denúncia de forma 100% anônima através do do disc. Então, quando ela entende que tem toda uma rede ali preparada para atender essas denúncias, ela acaba se fortalecendo cada vez mais ao ponto de de fazer essa denúncia para que chegue ali nos órgãos competentes. Ótimo. Ô, Gabriel, se você me permite, eu quero dizer que você tá com uma pessoa famosa aqui no seu estúdio, viu? É uma pessoa famosa, amado pelos idosos de Campinas. Sabe por quê? Por quê? porque é uma pessoa que ensina os idosos a dançar e dança com eles. Olha só, é o Diego, ele tem coordenado uma ação muito muito inédita assim na secretaria que é o baile para pessoa idosa, tá? É. Daí ele reúne vários idosos e aí olha, ele é famoso aqui em Campinas por isso viu, Diego? Pode falar muito melhor que eu. Fala sobre esse trabalho que é realizado. Então, Diego, olha, agora fiquei um pouco com vergonha depois dessa fala da Dra. Clébia. Mas é assim uma ação muito importante que a gente tem feito, além de de todo esse espaço ali cultural para essas pessoas, de quebra do isolamento social, que é algo muito importante. Então esse baile ele surgiu assim como todas as outras políticas públicas ali que a gente tem acompanhado, que a gente tem executado através da escuta dessas pessoas, né? Então era muito comum a gente no dentro do território ouvia, poxa, mas quando vai ter, é legal a gente ouvir sobre os direitos e quando vai ter algo pra gente dançar, quando vai ter algo ali, um passeio, algo especial pra gente? Então o o baile da Pessoa Idosa, ele surgiu ali em parceria, né, com a secretaria de assistência, com o objetivo principal ali de dar um momento ali de alegria para essas pessoas, mas depois a gente acabou percebendo que é muito mais do que isso. A gente tá falando da quebra do isolamento social, a gente tá falando de um da garantia de um direito dessa pessoa idosa, porque o lazer também é um direito da pessoa idosa. Hum. Então, os grupos que que hoje a gente acompanha, que já chegamos, ultrapassamos já o número de 50 grupos de pessoas idosas, eles começaram a a procurar ali o Conselho Municipal para participar dessas ações. Porém, através dessas ações, ao a gente identificar esses grupos, a gente conseguia marcar outras ações ali para falar sobre os direitos. Então o baile se tornou algo assim grandioso, um atrativo. Então hoje os grupos que ficam sabendo desse baile, eles querem participar, querem tá junto, essas pessoas idosas querem participar desses momentos e através disso a gente acaba tendo ali uma conexão, um diálogo muito forte com cada grupo. Então é dali que que nascem as horas de conversas, é dali que nasce essa eh essas oportunidades para que a gente possa levar mais e mais informações, né? Então, nós tivemos, realizamos no mês de dezembro do ano passado, o primeiro baile da pessoa idosa. Então, nesse baile nós, via Conselho Municipal, a gente conseguiu destinar ali mais de 25 ônibus que saíram de todas as regiões de Campinas. Olha só. Hum. Inclusive a região Sul foi uma um dos locais que concentrou o maior número de ônibus ali de grupos participantes e atingemos ali o número de mais de 35 grupos de pessoas idosas. Chegamos ao número ali de mais de 100 pessoas que participaram desse dia. Mais de 100 pessoas idosos de todas as regiões de Campinas que participaram desse momento. Foi um momento assim que enche o coração de alegria, né, de mostrar também que a pessoa idosa, ela tem ali todo um vigor, ela tem sim muita alegria ali para pôr para fora, mas que a gente precisa ali como poder público, como conselho, proporcionar esses momentos para essas pessoas. Então foi um momento marcante e através daí surgiu também eh o encontro regional da pessoa idosa. Foi através dessa escuta. Então a gente dentro da comissão de eventos ali, a gente fez essa discussão, poxa, é legal garantir o o direito ao lazer, mas será que não tem outros direitos que essas pessoas também não têm acesso? Então, em diálogo com a secretária Vancla, né, no momento nós trouxemos ali essa esse diálogo que a gente havia feito dentro dessa comissão de eventos e ela de prontamente ali já atendeu, abraçou junto com o prefeito da área também e ela mesmo já fez a eh convocou outras secretarias para que a gente eh ficasse somente dentro daquela bolha da assistência, então fora da assistência, o que quais são os direitos dessas pessoas dentro da Secretaria de Saúde? Quais são as ações que a saúde realiza ali para essas pessoas idosas? A Secretaria de Esporte, a Secretaria da Mulher, como que a gente pode trabalhar em conjunto? Então, nasceu ali um encontro regional que foi realizado agora, primeira edição, no mês de março. Nós tivemos a participação de mais de 100 pessoas idosas e esses encontros eles ocorreram dentro do território. Então nós eh avaliamos ali um local de cada território e a gente garantia via conselho também o transporte para que outros grupos pudesse eh poder ter acesso também a a essa ação. Sim. Então, foi ação assim muito importante, contamos ali com a parceria do pessoal da Secretaria de Educação para falar ali sobre os cursos que que eles ofereciam, a Secretaria de Saúde, a Secretaria de Esporte, eh secretaria de assistência, claro, também participando. Então, eh, foi muito positivo porque além do acesso ao lazer que a gente conseguiu proporcionar através do baile, nós conseguimos levar mais e mais informações sobre outros atores ali da sociedade também. Foi muito positivo. Tivemos ali já estão pedindo a segunda edição, né? Ah, o segundo semestre aí, segundo semestre aí a gente só precisa até lá já aumentou também o número de de grupos que não participaram desse primeiro encontro, então acredito que a gente vai ter que ter o segundo, assim como foi o baile. Eh, acabei de citar que nesse primeiro baile, no mês de dezembro, nós tínhamos ali eh mais de 100 pessoas participantes e 25 ônibus. estão agora no mês de abril também, após essas ações dentro do território, falando sobre diversos tipos de direitos, nós fizemos o segundo baile da pessoa idosa, que aí expandi um pouquinho mais, não era mais 35 grupos de pessoas idosas, eram mais de 50. Então não foram apenas ali os 25 ônibus, foram 35 ônibus foi crescendo e e tivemos o alcance ali de mais de 15 pessoas idosas. Foi um sucesso ali. Estamos pensando já no na terceira edição, né? Já já pode levar essa demanda pra secretária de Clé. Vamos fazer. Sabe que uma das coisas que eu lembro eh uma memória afetiva da minha infância? Eu lembro do meu avô, ele me colocar em cima dos pés dele e dançar comigo na sala. Eu acho que todas as crianças, a maioria teve essa experiência. Então, a música, a dança é algo que faz muito bem pra pessoa idosa. Eles amam. Então, a gente precisa unir forças para proporcionar esses esses momentos, né, esses encontros, não? Que iniciativa bacana e importante. E tem algum ritmo musical desse desse baile? Olha, a gente tem trabalhado até nisso, a gente tem trabalhado muito na escuta, porque pode ser que eu pense ali junto com o DJ, junto com outras pessoas num ritmo, chega lá, eles querem outro. essa consulta também dos grupos, então cada uma delas, olha, eu quero que você toque mais forró, não, eu quero que você volte mais ali pro flashback. Então, nós tivemos ali foi um uma mistura de diversos diversos ritmos e a participação assim muito grande mesmo dessas pessoas, idosos. dava para ver assim a alegria, o sorriso no rosto de cada uma delas, alguns relatos assim muito marcante. Eu lembro de um específico que ela olhou nos meus olhos assim, falou: "Diego, muito obrigado, porque ninguém nunca olhou pra gente, como vocês agora como poder público têm olhado faz mais de 10 anos, ela ela cita isso, né? Faz mais de 10 anos que eu queria ter um momentos como esse, porque momentos como esse, eu lembro da minha adolescência, eu lembro do momento ali que eu era jovem, que eu queria participar de alguns alguns eventos, de alguns bailes daquele momento, mas eu não tinha condições. Estava ali ajudando cuidar do do pai, ajudando cuidando da da família, dos filhos, então não conseguia participar. Então hoje quando você proporciona isso pra gente, é algo histórico para mim, porque eu sempre quis eh participar. Então nós preparamos tudo com muito carinho ali, toda a parte de alimentação, de estrutura, de iluminação. Nós tivemos grupos também que participaram ali dançando, movimentando ali também as pessoas. Tivemos até o robô também, né, que foi o foi o Fiquei até com ciúmes. Achei que eu queria conversar com todo mundo ali, mas o o robô chamou atenção. Chamou mais atenção ali, foi bem marcante assim para para todas as pessoas que participaram. Agora a gente já tá nessa construção aí para que a gente feche o ano com chave de ouro. Quem sabe a gente não conta também no próximo com a cobertura da TV câmera também, né? Por favor, entre em contato com a gente que a TV que é entrando no baile, o Gabriel vai lá dançar, dançar um pouquinho. Com certeza. Olha, não é muito meu forte, mas para fazer a reportagem aqui eu Mas essa essa coisa de memória afetiva, ela é bacana também. Eu lembro dos meus pais fazendo dança de salão. Uhum. Então a dança ela sempre tá presente, então essa iniciativa realmente ela é interessante aqui no município de Campinas. Ô Cléb, e sobre a programação para este mês especial, qual que é a importância do Junho Violeto, que está sendo realizado, pensado paraa cidade de Campinas? Tem roda de conversa? Uhum. Sim, a gente tem trabalhado bastante com rodas de conversa, tanto nos territórios, nos CRAS, nos CR, nas organizações. Eh, o conselho sempre muito presente, levando essa campanha do Júnior Violeta. nós estamos distribuindo esse material, né? Você mostrou aí eh na câmera e nele a gente fala sobre os tipos de violência, né? A violência física, psicológica, a financeira e patrimonial, a situação do abandono, como identificar eh essas situações. A gente eh fala aqui da questão do disc, né? Nesse folder falamos do disc, que é um canal de denúncia para a pessoa idosa que gosta de um quebra-cabeça, tem o quebra cabeça para ela também fazer uma atividade intelectual aqui que e aí ao final desse folder nós temos vários contatos, né, endereços e telefones de contatos de de alguns serviços e um Qcode também que direciona para uma página onde tem mais detalhes sobre essa campanha do Júnior Violeta. Embora o Júnior ela ela traz eh chama atenção para esse tema, nós precisamos reforçar que o combate à violência tem que ser diária, tem que ser o tempo todo, todos os dias, não é só no mês de junho. A secretaria trabalha assidualmente todos os dias com foco na prevenção e com foco também eh no no atendimento, encaminhamento de quem já tem alguma situação de violação de direitos. E inclusive é importante destacar também, Gabriel, uma iniciativa, né, da gestão do nosso prefeito da secretária, Vancleia, com o Conselho eh Municipal da Pessoa Idosa, que foi o selo Morada Legal. Então, eh, o que a gente percebe, algumas instituições, elas funcionam com muita boa vontade, querendo atender aquela pessoa idosa, mas é importante esclarecer quem nos assiste. Para atender pessoa idosa é necessário ter registro no CMI, ter registro no conselho, que é um órgão fiscalizatório, né? O conselho ele avalia se aquela instituição está em condições de acolher pessoa idosa, né? as LPIs, principalmente, que são instituições de longa permanência, é um lugar de moradia da pessoa idosa. Seja porque algum familiar arca com a mensalidade para aquele idoso morar ali e ser cuidado, né? Seja porque o poder público arca com esse valor integralmente para que aquela pessoa idosa em situação de vulnerabilidade tenha um lugar seguro para ser acolhido aí nos seus últimos anos de vida. Normalmente eles ficam até morrer mesmo numa ILPI, né? Então, eh, essas instituições elas precisam atender o que a legislação determina no que diz respeito à legalidade para funcionamento, Alvarazm, né, a questão de ter inscrição no conselho. Então, eh, o Diego, né, na figura de coordenador de política para pessoa idosa dentro da secretaria naquela ocasião, né, Diego, eh junto com outros profissionais, estruturaram muito bem um programa que eh pelo prefeito Dário foi tornado um programa institucional que é o selo morada legal. Então, as instituições que atendem, né, todos os critérios previstos no decreto municipal, elas recebem um selo com esse título, morada, selo de morada legal. Isso ali é um indicativo para quem chega naquela instituição de que ela atende o o m necessário, na verdade, para funcionar, para acolher aquela pessoa idosa, né? para que a população não não entregue uma pessoa idosa em qualquer lugar sem saber dessas desses critérios, né? Sem observar esses critérios. Quando uma instituição tem contrato com o município, é mais fácil, você já tem uma credibilidade, porque o poder público já avalia isso no momento da contratação. Mas se você é alguém que precisa muit das vezes contratar essa vaga, é um familiar, um filho, um neto, né, um parente, precisa contratar essa vaga para o idoso ficar ali acolhido e você não conhece se aquela instituição é regular ou não, você pode já de antemão consultar, por exemplo, a relação dessas instituições que já t o selo morada legal, né? E quantas Diego? Tem bastante já, né? Olha, quando nós iniciamos, né, em conjunto também essa ação assim que tem sido destaque até estadual, o prefeito ele assina um decreto ali junto com a secretária van declé no mês de abril de 2025, quando na assinatura do decreto nós tínhamos ali dentro do conselho municipal somente 10 instituições aptas a receber esse esse selo no mês de junho, de abril até junho, quando houve a entrega ali do do selo pelo prefeito, pela secretária Vancle, Nós já saltamos para 36 instituições. Então nós saltamos de 10 para 36 em dois meses. E no mês de outubro nós já do ano passado nós já entregamos mais 10. Então hoje nós temos no total 46 instituições de longa permanência que já receberam esse selo. E tem sido assim muito importante, porque vale ressaltar isso também, né? a gente eh muitas vezes vê diversos eh noticiários de instituições ali que foram fechadas, que houve maus tratos, mas a gente também tem uma outra parcela disso que eu acho que vale trazer o destaque também. Nós temos sim dentro do município de Campinas muitas instituições ali que dá todo que resguarda o direitos dessas pessoas idosas, que realizam ali diversas atividades dessas instituições e faz com que essas pessoas realmente tenham um lar dentro dessas casas. Então nós identificamos essa esses locais e a gente tem feito um trabalho ali unificado para que a gente possa potencializar o trabalho dessas pessoas que querem de fato eh caminhar de forma correta ali, atendendo ali todas as normas sanitárias. Então, a gente potencializou muito, estamos muito próximo dessas instituições, dando todo o respaldo necessário, porque a gente entende que quanto mais a gente fortalecer essas instituições, eh, não, eh, além de reconhecer também o trabalho delas, que é um trabalho importantíssimo, que envolve ali diversos eixos da, seja da parte da saúde, desses, querendo ou não, que são munícipes de do nosso município, né? questão da empregabilidade, que é muito forte também dessas instituições, que eles acabam ali eh tendo um número muito grande de geração de empregos. Então, a gente tem fortalecido, porque a gente entende que fortalecendo essas instituições que de fato querem prestar ali um bom serviço, a gente fortalece também aquelas pessoas idosos que estão ali dentro. Então não é apenas uma certificação, uma entrega ali de um de um azulejo, dizendo que aquela instituição tá está andando ali conforme a legalidade. Mas também a gente tem feito diversas articulações dentro da nossa rede. Então nós já tivemos reuniões ali que a secretária decler articulou junto com as secretarias de urbanismo, com o Ministério Público, com a vigilância sanitária, para que a gente juntos ali possa caminhar para um bom um bem comum, que é resguardar o direito dessas pessoas idosas. E a gente tem feito diversas capacitações também para que a gente possa fortalecer cada vez mais os profissionais que atuam dentro dessas instituições. Então é um trabalho que tem gerado assim um grande destaque, né, até mesmo dentro do estado de São Paulo. Agora no dia 24 nós vamos ter num num cerimônia no no município de São Paulo, onde o selo Morada Legal ele foi escolhido ali como uma experiência exitosa e a ideia deles é é se criar ali uma cartilha para que possa ser replicado para outros municípios também, porque tendo vista que deu certo dentro do município. Então, hoje nós estamos com 46, com a possibilidade aí, com a meta de alcançarmos ainda no mês de de outubro 60 instituições com selo Morada Legal. Ótimo. Clébia e depois Diego. Eu li um artigo falando como o Brasil está envelhecendo de forma rápida e claro que Campinas tá inserida neste contexto. Até 2050 estima-se que haverá o dobro de pessoas com 65 anos ou mais em relação às crianças com menos de 5 anos. 1,6 bilhão de pessoas no mundo com 65 anos ou mais até 2050. Em menos de três décadas, seremos o sexto país com mais idosos no mundo. A sociedade tá preparada para lidar com o envelhecimento da população? Como faz isso? Eu acho que o Diego ele traz eh aqui o detalhamento da importância de fomentar essas instituições. Por quê? O poder público, ela tem tem o dever de assegurar a garantia de direitos para população idosa, só que não há possibilidade de fazer isso sozinho. É preciso contar com a sociedade civil organizada. Então, quando existem iniciativas como essa do município de Campinas, né, da criação do selo morada legal, fomentando instituições privadas a se regularizar para melhor atender a população, é já a prova, né, de que a gente tem a consciência de que a gente precisa ampliar essa rede de ofertas, seja por meio do poder público, seja por meio de outras instituições parceiras. Então eu acredito que o Brasil como um todo não tá preparado para esse envelhecimento. É um desafio para o órgão, os órgãos públicos na tanto no âmbito federal como estadual como municipal. Uhum. Nós precisamos sim avançar mais ainda, porque esse envelhecimento ele é acelerado, né? Eh, e aí a gente sabe que enquanto o poder público, não falo apenas o município, mas no geral, as mudanças, né, o crescimento, ele é gradativo, ele tem a sua lentidão pela própria estrutura da máquina pública. Nós estamos falando aí, por exemplo, de questões previdenciárias, que já não envolvem o município, mas envolve sobretudo a união. Então, como a gente consegue atender, né, com pelo menos um salário mínimo que é aposentadoria, esses idosos, população envelhecida, né? E e de que forma esse salário atende a demanda do idoso. Hoje já não atende, né? Hoje o salário já não atende. Não dá para pagar um plano de saúde muit das vezes ou atender ali as necessidades com alimentação adequada. Eh, isso contando que o idoso já tem uma moradia, porque ele construiu essa moradia ao longo da sua vida. Mas e quem não tem, né, e depende eh de ser acolhido ou morar na casa de algum algum familiar. Então assim, são desafios diversos, né, que que eu acredito que o Brasil não tá preparado, mas que precisa se preparar para isso, né, de forma integrada, de forma organizada nas esferas, tanto federal como estadual, como municipal, né? Aqui, por exemplo, Gabriel, uma das coisas que eu gostaria de destacar foi a criação do programa Renda Campinas, né? Uhum. Eh, também uma lei instituída no município pelo prefeito Dário, em que visa uma atenção especial para a população idosa que não é beneficiária do BPC. Então, quem é idoso já deve ter ouvido muito falar sobre o BPC, que é um benefício de prestação continuada para quem não atendeu os critérios de aposentadoria, né? Então, a aposentadoria, que é um direito previdenciário previsto na Constituição Federal, ela depende de uma série de de critérios que você obedeça, né? o a idade, tempo de contribuição, ser ou não segurado. Eh, tudo isso critérios previstos na legislação federal, mas existe eh normalmente um público que não consegue atender esses critérios para aposentadoria. A outra alternativa que é para o idoso em vulnerabilidade social é o BPC, que é um benefício de prestação continuada do governo federal como um auxílio do mínimo existencial para aquele idoso, né, que não tem direito à aposentadoria, que também é de um salário mínimo, mas ele é para o idoso acima de 65 anos. E aí fica no limbo o idoso que tem 60 e não tem 65, fica ali entre os 5 anos, né, que não se enquadra nenhum e outro, né? Então, aqui no município de Campinas foi criado o programa Renda Campinas, que visa beneficiar com um valor eh que auxilia a família que tem pessoa idosa em casa no custeio com as despesas com ele. Então, ela se candidata ao programa atendendo os critérios previstos na lei municipal. Ela recebe por um ano, prorrogável por mais um, um auxílio financeiro. Esse auxílio ele vai variando ano a ano porque ele é atualizado pela OFIC, né? Então, chega aí na faixa de de 200 no total do ano, eh, soma médias de quase R$ 2.000 para um suporte adicional para essa família que já tem a responsabilidade de cuidar do idoso, mas o idoso muit das vezes não tem emprego, tá dependendo integralmente da renda de algum familiar que cuida dele e ainda não tem direito ao BPC e às vezes não também não tem os critérios para uma aposentadoria. Não existe um um público idoso descoberto financeiramente, depende exclusivamente da renda do filho, né, da neta, de algum parente que acolha. Diego, sobre essa questão financeira, né, envelhecer antes de enriquecer em um país com tanta desigualdade social, né? Isso é um problema, um lugar onde se envelhece, determina a expectativa de vida dessas pessoas? Bom, eu acredito que sim, até cumprimentando um pouco da fala da Dra. Cléber, acredito que a gente tá nessa preparação, né, digamos assim, não somente dentro do município de Campinas, né, mas via estado, eh, questão do Brasil inteiro, acredito que não está preparado para esse envelhecimento que tem ocorrido de fato. E acho que nós temos, né, acho que o que estamos buscando fazer é trabalhar de forma unificada dentro do município, né, seja no poder legislativo, no poder executivo, na sociedade civil. Acho que é o momento da gente dar as mãos ali todos para que a gente possa discutir, continuar discutindo ali políticas para não somente pro agora pro presente, né, igual nós citamos aqui diversas coisas que a gente já tem feito, né, tanto como conselho municipal, tanto como poder público, nós citamos diversas ações que a gente tem feito, mas em paralelo a isso, a gente tem diversas discussões também daquilo que a gente precisa fazer. Então, dentro do Conselho Municipal, hoje a gente tem a participação ali de diversas secretarias e é muito comum dentro dessas comissões que a gente eh cada um traz desafios ali dentro do recorte da secretaria a qual representa para ver como que a gente pode sugerir de repente pro poder público eh políticas públicas ali que atenda a necessidade dessas pessoas de agora de forma imediata, mas claro também fazendo um planejamento aí pro futuro, porque a gente sabe que esses números vão aumentar cada vez mais dessa população idosa. Hoje a gente já tem um número bem expressivo dentro do município de Campinas. É um uma quantidade até maior do que o estado, né? O estado hoje é 13% de de população idosa e aqui no município a gente já tem 18,4. São mais de aproximadamente 210.000 pessoas idosas. Então a gente precisa olhar com muito carinho para essas para essa pauta agora de imediato para ver como que a gente pode caminhar de imediato para resguardar o direito dessas pessoas, mas também de forma paralela ali a isso, a gente fazer essas discussões em bloco, né, porque envolve algo, uma amplitude muito grande, então envolve diversas secretarias de de eh envolve também a a escala ali estadual, a escala federal. Então a gente tem se desbruçado em cima disso para que a gente possa pensar em ações ali para o futuro também, não somente agora no presente. Ô Cléber, é um desafio proteger os aposentados, os pensionistas de golpes e de exploração financeira? Sim. Eh, é justamente pelo fato dessa analfabetismo, né, do universo da tecnologia, eles são muito mais vulneráveis. E não só isso, o avanço da tecnologia também beneficia quem pratica esse tipo de crime cibernético. Então também eh o os criminosos estão cada vez mais especializados, né, e usando a tecnologia a seu favor. Então, até quem hoje tem uma um bom acesso e tem um bom entendimento dessas plataformas digitais está sujeito, né? Se até a gente muitas vezes tá sujeito e cai, imagina quem tem dificuldade. Sim. Eu tive uma uma colega até, olha, advogada, idosa, e ela, fiquei assim muito surpresa da notícia de que ela tinha tido um acesso a por meio de hacker pelo celular, a conta, o aplicativo de banco dela e simplesmente todo o valor que ela tinha eh juntado ali, tinha guardado por uma vida, tinha sido sacado. E aí, é claro, vai ser acionado, né? a polícia vai fazer boletim de ocorrência, vai ser aberto o processo, né? O banco normalmente acaba respaldando ali aquela aquele cliente, mas eh o susto que a pessoa leva, né? Existem aí o existe o trauma, né? E e são coisas que prejudica muito hoje a qualquer um, né, com esse tipo de exposição na internet, quanto mais a pessoa idosa. Então a gente precisa tomar bastante cuidado, levar informação para essa população para que elas também eh estejam, né, bem formada, esteja bem formada e mais protegida. Programa bom, é programa com muitas informações e passa rápido, viu? Diego Santos, vice-presidente do Conselho do Idoso aqui de Campinas. Muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo. As informações que foram trazidas aqui de grande valia pro nosso telespectador. Já faço um novo convite pro senhor retornar aos nossos estúdios e fica aberto aí as suas considerações finais. Na verdade, sou eu que agradeço a TV Câmara, eh, pelo por abrir esse espaço tão importante para que a gente possa falar dessas ações que a gente tem feito e um pouco desse tema, né, que vale ressaltar, né, que embora eh o junho, o mês de junho finaliza agora daqui alguns dias, porém essas ações elas são ações permanentes. Então, essa campanha do cartão vermelho para violência contra a pessoa idosa é algo que a gente vai eh continuar fazendo durante todos os meses, assim como a gente já tem feito. né? Então eu agradeço a a TV Câmara novamente pelo espaço e deixo um recado para você aí de casa que é uma pessoa idosa, quero te dizer que você não está sozinha, que para que você se fortaleça aí, eh, que você entenda que caso você tiver passando por essa situação de violência contra você aí, que você faça esse tipo de denúncia. E a você também que acompanha, que sabe que alguém tem sido vítima desse tipo de violência, que você faça a denúncia, diz que sim, que é de forma totalmente anônima, funciona 24 horas por dia para que essas essa denúncia chegue para pros órgãos competentes, para que a gente possa tomar ali algum tipo de providência. Então, agradeço também a Dra. Cléberia pela participação, pude aprender muito aqui também. Então, muito obrigado. Nós aqui agradecemos Clébia Alves, que é a secretária adjunta de desenvolvimento e assistência social de Campinas. Também muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo, ter vindo aos nossos estúdios, passado as informações, o que é realizado na cidade de Campinas, que é algo muito importante. Já faça um novo convite para retornar aos nossos estúdios, para falar sobre esse também outros assuntos e fica aberto aí as suas considerações finais. Gabriel, eu agradeço imensamente a oportunidade. De nada adianta a gente trabalhar duro, né, se a população não souber o que existe. Então vocês fazem assim um papel, um trabalho fenomenal de disseminar essa informação, levar a conscientização paraa população campineira de que precisamos garantir os direitos da pessoa idosa, precisamos denunciar, denúncia anônima. Então você não se expõe, na verdade você protege. E também dizer que todo cidadão, seja pessoa física, seja uma instituição, eh, com personalidade jurídica, pessoa jurídica, no caso, empresas, podem também colaborar, seja disseminando essas informações, sejam contribuindo. É uma coisa muito importante, não foi possível, até esqueci de comentar, mas todo ano nós declaramos imposto de renda. Então, faz a sua declaração do imposto de renda dizendo pro seu contador, eu quero que o meu imposto de renda vá para fomentar as ações com pessoa idosa. Existe um fundo municipal que recebe essas doações provenientes do seu imposto de renda. Então, ao invés daquele recurso ir lá pro governo federal, ele fica para o município e é convertido em ações como essa, como o Bale da Pessoa Idosa, como Conselho da Morada Legal, como muitas outras serviços, né, vagas para acolher pessoa idosa em LPI. Muitas ações e serviços são fomentados e existem graça à ajuda também a colaboração dessas pessoas que doam para o fundo, né? E é sempre anualmente através do imposto de renda. Então, procure saber mais. Nós estamos sempre à disposição para trazer aqui o que a secretaria tem feito, né, através da nossa secretária Vander Cleia, com a gestão do nosso prefeito Dário. É um prazer. É isso. Envelhecer é uma conquista e um direito e garantir respeito, dignidade e proteção às pessoas idosas é uma responsabilidade de todos nós como sociedade. Programa Questão de Ordem fica por aqui. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Continue na nossa programação e até sábado que vem. Ciao. Ciao. เฮ
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