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Olá, o setor de eventos deve movimentar R 152 bilhões deais em 2026. Essa é uma perspectiva da Abra, a Associação Brasileira de Promotores de Eventos. Um resultado, 24% acima dos níveis pré-pandemia. um crescimento de 7.8% 8% em relação ao ano passado. E é sobre este segmento que nós vamos conversar hoje com empreendedores que t trajetórias que começaram em outras áreas, mas se encantaram em trabalhar com este setor. Uma delas é a Malu. Malu tem uma trajetória na educação, em vendas e vai contar pra gente um pouco sobre isso. Malu, fala um pouquinho sobre essa questão. Primeiro se formou na área de educação, depois viu que não era aquilo, foi trabalhar com vendas. Em que momento o evento, como se diz, te pegou e você se apaixonou e exatamente em que segmento dentro desse setor você atua? Então, como você disse, eu passei por educação, me formei professora, trabalhei na área do comércio e meu irmão era decorador em Campinas. Então ele me convidou para vir fazer, na época era chamado cerimonial em Campinas e eu vim fazer o primeiro e me apaixonei. Me apaixonei. O cerimonial faz o quê? O cerimonial no passado eh era você era a parte de coordenação do evento no dia, tá? Então você vinha, o as noivas já contratavam tudo anteriormente e nós fazíamos o dia. Ao passar do tempo, aí entrou-se o título assessora de eventos. Ou seja, hoje nós ajudamos a noiva a fazer todas as contratações. Então, o que a gente fazia, vamos supor no passado, que a gente trabalhava uma semana antes pro evento dela acontecer, hoje a gente trabalha normalmente 1 ano e meio a 2 anos com esse casal pro grande dia chegar. Ou seja, vocês ajudam a pensar não só a cerimônia, mas tudo que envolve o que é necessário para que ela realize o sonho daquele jeito ou mesmo às vezes de acordo com o bolso, que é o que eu ia te falar. a gente como a mestre, na primeira reunião, a gente vai ver o budget que eles têm para fazer esse evento e aí a gente vem coordenando os fornecedores que se encaixam dentro do que a gente tem para construir. E lógico que a noiva ela dá uma viajadinha, então tem horas que a gente tem que pegar a perninha dela e descer: "Olha, a gente não tem, a gente vai conseguir um extra pra gente poder completar?" Então a gente vem caminhando juntas até o dia da realização do sonho. Mas a contratação desses serviços, fora o da assessora de eventos, é por conta da noiva, não é assessoria quem faz, ou pode ser também? Não, no meu caso, tá? Eu não trabalho com dinheiro dos noivos, tá? Então o que o que eu faço? Eu, a gente faz as reuniões juntas com nós indicamos os fornecedores, fazemos as reuniões juntas, negociamos os valores, fazemos o fechamento do contrato, a planilha de pagamento. Ponto. Então, a partir daí, a parte dos recursos é com a noiva. Então nós passamos os vencimentos, ela faz os pagamentos e a gente vem acompanhando toda essa planilha até porque um evento, não sei se você sabe, menina, mas um evento ele tem que estar quitado uma semana antes do casamento. Ah, entend nada fica após. Nada fica após. E aí quando você pensa nessa organização e você disse, Mirna, eu me apaixonei por esse segmento, como foi então? o que você trouxe, né? Geralmente o vendedor fala bastante, fala bem. O que que você trouxe tanto da educação quanto das vendas para você inserir nesse novo modelo de negócio e quais adaptações você teve que fazer nessa jornada? Mina, o que me o que me chamou atenção do primeiro que eu fiz foi o brilho no olhar dos da, principalmente a mulher, a noiva, tipo, eu tô realizando um sonho, ajudando a realizar um sonho. Então, esse foi o primeiro passo. Segundo, foi a família ficar encantada, aquela coisa dele da participação. Então, o que que me caiu a ficha? Falei pera, tá OK? Educação é um sonho, comércio é um sonho, mas o que eu estou vivendo, eu estou vivenciando no momento. Então me ajudou sim a parte do comércio, porque eu tenho que fazer as negociações com os fornecedores. Me ajudou a parte da educação, porque você tem, você não pode ir na noiva e falar: "Não, isso não dá, tem que ser assim". Não, a gente tem que ir como criança, que eu estudei professora, então você tinha que ir com jeitinho para para poder ensinar a criança a começar a escrever a essa parte da alfabetização. Então, me ajudou muito no que eu sou hoje. No início, você disse que seu irmão a convidou a vir para esse mercado, então vocês começaram a trabalhar em parceria. Ele era contratado, por exemplo, para fazer decoração e já sugeria que você fosse a cerimonialista. Isso. Isso mesmo. Eu fiquei 10 anos trabalhando dentro da empresa dele, que também foi uma escola para mim, com decoração e fazendo cerimonial. Então isso também abrangeu para mim um uma outra parte. Por exemplo, eu chego lá, a noiva quer alguma coisa, porque os decoradores, todos os fornecedores, a maior parte, tirando buffet, bar, entrega o evento e vão embora. Sim. Então, no momento, ah, eu precisava um buquê que eu queria agora dar, porque ela vai jogar um buquê, mas ela queria um outro buquê para ela dar de presente para uma madrinha. Então aí eu, o que eu falo, eu vou colher flores no campo. Então dentro daqueles arranjos que ela tem sutilmente, você pega uma flor e uma ali, você faz o buquê. Então isso também me ajudou a desenvolver no momento do trabalho, a ter esse socorro que eu preciso da parte de decoração. Em média, o seu trabalho custa em quanto por casamento? Uma média. Olha, a gente começa a trabalhar, vamos falar que um ano e meio, 2 anos antes, tá? Então, em média, a o trabalho de assessoria ele parte de 18, isso eu tô falando de mercado, tá? De 18 a 25.000 mensag e reais, tá? Só que isso é assim, você recebe, no meu caso, então eu recebo uma entrada que é pra gente começar o trabalho e o saldo 10 dias antes do casamento. Entendi. E aí pode ir diluindo isso conforme a condição de cada casal. Sim. Aí a gente vai conversando, vendo o budget e aonde se encaixa, como que a gente vai trabalhar isso. Sim, você tá falando bastante de noivas, mas eu vi aqui que inclusive hoje você faz também 15 anos, bodas e até festas corporativas. Sim. Você começou com as noivas, como foi que você acabou então indo para esses outros nichos? Foi orgânico ou não? você passou a investir em algum tipo de propaganda para atingir também esses outros nichos? Olha, menina, o meu boca a boca, eu costumo dizer que eu fazer 25 anos de trabalho aqui em Campinas, é o boca a boca. Então, eu comecei a fazer os casamentos, os noivos se casavam, passavam-se do anos, Malu, aniversário da minha filha infantil. Então, comecei a fazer um ano, às vezes batizado, aí comecei a fazer o evento empresarial da empresa, aí a indicação mesmo. Sim. Aí começou a vir o quê? Hoje, graças a Deus, eu falo que assim, nós fizemos o casamento dos pais, fizemos o 15 anos da filha, o casamento da filha e já o 15 anos da filha da filha, neto do neto. Então, a gente fica na família, por exemplo, você pega um uma um casamento que é de uma empresa, então você faz um, de lá vem mais quatro, cinco. Então, a gente costuma dizer que a gente entra num grupo de amigos ou num grupo de família e não sai mais. Sim. Agora a gente lembra que nessa trajetória, inclusive o setor de eventos foi um dos mais atingidos na pandemia. No seu caso, de que forma você conseguiu passar por aquele período? Teve problemas econômicos? Não teve? Conta pra gente. Olha, Mina, eu vou te falar assim. Foi um período difícil para todo mundo, só que a nossa área foi a mais afetada. Como eu te falei, nós recebemos um contrato, uma entrada e o saldo 10 dias antes, o que que aconteceu? A fonte secou. Sim. Então nós tivemos bffet que teve um uma ideia, começou a fazer menus para passarem pegar no bffet. Nós tivemos decoradores que começaram também a fazer decorações para passar o almoço e família passava, pegava, a gente não tinha. Então assim, graças ao bom Deus, eu sempre fui aquela do o aprendizado, a gente sempre teve um pé de meia, fazer uma economia. Então o meu pé de meia foi todo na pandemia. Você precisou de alguma forma entrar naqueles créditos que foram oferecidos pelo governo federal no período? Não, graças a Deus conseguimos passar por isso. Não precisei entrar porque aí ficava aquela, né? Vai voltar e vai não voltou. Por exemplo, casamentos. Eu tive casamentos que foram assim por cinco vezes adiados. Então assim, eu cheguei a fazer até alguns casamentos clandestinos. Entendi. Dentro da pandemia, lógico, a segurança total com os EPIs, mas eu tive que fazer, arriscando a mim, minhas filhas, mas eu tive que fazer. Suas filhas trabalham com você? Trabalham comigo aos finais de semana. Quem é a sua equipe? Eu tenho a Larissa, que trabalha comigo aos finais de semanas, e tenho a Camila, que também veio de uma outra área. E aí ela começou a trabalhar comigo com 14 anos de finais de semana e abri a empresa dela. Hoje nós somos duas equipes, uma é ela com a equipe dela e uma sou eu com a minha equipe. Ah, então ela é cerimonialista também. Ela também é cerimonialista, mas deixou o legado. Deix, tô passando o legado, já passei, mas vou continuar porque eu falo, não existe prazer maior, é uma realização de sonho real. Sim. Naquele período da pandemia você chegou a a ter aquela questão porque muitos a gente conversou com alguns empreendedores, disseram: "Eu tive que devolver dinheiro, precisou nesse ponto ou não?" As pessoas só adiaram para que você não recebesse a segunda parte e teve que esperar realmente o evento acontecer. Eu tive assim, ó, casais que ganhou neném, então teve que adiar. Perdeu. E quando a gente foi fazer o casamento, a criança já entrou com a aliança, com um ano e meio. Entendi. Tá. Mas assim, graças ao bom Deus, devolução eu não tive. Teve muitos casos, tá? muitos casos, mas com a gente não aconteceu. E o pós-pandemia, eu abri inclusive eh esse programa hoje falando desse aumento do mercado, dessa e uma perspectiva bem positiva para você também o pós-pandemia deu esse boom. Deu porque a gente tava com aqueles sonhos parados de quem já tinha contratado tudo e quando falou-se em abrir e aí veio de vez, o que que aconteceu? O mercado acelerou, então veio com tudo e aí foi quando a gente começou a respirar. Então, aí realmente foi quando voltou novamente. E esses mais de 20 anos de empreender e lidar com essas questões de eh o sonho de outras pessoas também, a importância da consolidação financeira. Inclusive você disse que tem parece que bem isso bem nítido e separado, fazendo olha um caixa, caso precise ter uma emergência e tudo mais. vale a pena empreender e que dicas você dá para quem tá assistindo, pensa em empreender, mas às vezes fala, por exemplo, que é um um erro muito básico, não separar o CPF do CNPJ. O que você diz para quem estar com toda a sua experiência, Malu? Eu digo assim que primeiro você tem que correr atrás do seu sonho para você. Qualquer qualquer trabalho que você vai fazer é um sonho. Então, primeiro você tem que estar realizada com o seu para você poder realizar o sonho de alguém e pé no chão, né? Tudo que a gente vai fazer. Então, é a velha coisa do passado. Então, você sempre tem que ter um caixinha extra seu, porque pode dar certo, OK? pode dar errado. Então, a gente tem que tá movimentando, tem que tá correndo atrás do sonho e ter um o respaldo para um suspiro amanhã. Muitas profissões inclusive falam sobre no ato de empreender, eh, ele é solitário, mas ao mesmo tempo é importante que se tenha parceiros para que o negócio também evolua. No seu caso, é a mesma coisa. Eu não chamo de parceiros, eu chamo de família. Por quê? Todo final de semana, sexta e sábado, geralmente nós estamos trabalhando. Então, todos os parceiros se tornam nossa família. Por quê? Nós não temos, nós não temos condições, por exemplo, festa familiares. Festa familiares é feito de sábado. Você não participa, eu não tenho condições de participar. Então, quem acaba sendo ao longo desses anos todos que a gente trabalha, eu costumo dizer que todos os parceiros são mais família do que minha própria família, porque você convive muito mais com eles. Muito mais. A gente vive num evento, a gente passa 12 horas juntos. Sim. que a gente tem o antes, né, que é o caso da montagem do evento, se eu tô falando no dia, e tem o pós, porque nós acompanhamos a desmontagem, então a chegada de quem vem buscar o sonho que foi realizado. E hoje você acha que na sua trajetória profissional, você que contou inclusive que começou com educação, é possível a qualquer momento reinventar os nossos sonhos? Sim. a todo momento, entende? É só você acreditar, que é o que eu sempre falo, a gente tem que acreditar e ir. E é aonde que eu costumo dizer, onde o olhinho brilhou mais, é o caminho que a gente tem que seguir. Muito bem. Obrigada, Malu. Obrigada a você, Mina. Olha, ser empreendedor fica por aqui neste bloco, mas antes confira as dicas de livros sobre empreendedorismo e daqui a pouquinho a gente volta com mais histórias inspiradoras. E a gente começa dando dicas de livros sobre eventos e festa. Eventos que transformam setores, um guia prático de como transformar eventos corporativos em ativos estratégicos capazes de gerar resultados. consistentes, fortalecer posicionamento institucional e criar o impacto real no mercado. Baseado em mais de duas décadas de experiência na gestão de eventos de grande porte, a autora Fernanda Barbosa Rodriguez, em formato Kindle apresenta um modelo estruturado que integra planejamento estratégico, controle financeiro, experiência do participante e gestão de stakeholders. Desposicionamento, a estratégia secreta do branding para criar vantagem competitiva. Com mais de três décadas ajudando marcas a vencer em mercados extremamente competitivos, Todd Riven apresenta o desposicionamento, uma estratégia que transforma os problemas dos clientes em armas competitivas. O livro mostra como as marcas mais fortes do mundo deixam de disputar espaço e passam a dominar, eliminando os concorrentes com clareza, foco e execução impecável. O segredo das festas que enriquecem seja o novo milionário no mundo dos eventos. Escrito por Regiane Tacito, o ebook aborda como transformar a paixão por decoração e eventos em um negócio lucrativo e sustentável. é ideal para quem busca unir propósito e estratégias de posicionamento de marca. E nós falamos no ser empreendedor de hoje sobre o mercado de festas. Já falamos sobre o nicho de cerimonial e agora vamos falar sobre decoração. Olha, um segmento que exige atualização constante em tendências, sendo uma excelente oportunidade de negócios para quem atua. Por isso, nós vamos conversar agora nesse bloco com o Alexandre, que também começou bem timidamente nesse mercado e vai falar da sua história pra gente. Alexandre, antes de trabalhar com decoração, você fazia o quê? Em que momento você pensou ou aprendeu a decorar? Conta um pouquinho dessa história até o ponto que você falou: "Vou trabalhar com isso". É isso. Eu venho do interior de São Paulo, numa cidade que se chama Casa Branca, onde fiz magistério. Professor também. Professor também. Eu acredito que o magistério me trouxe muito aprendizado no ouvir, no educar e no na arte manual. Sim, né? Eu acho que quando a gente é professora, a gente tem que ter ser multitalentos. Entendi. E e lá conforme estudava, meus professores sempre falavam: "Você tem dom paraa arte". Era bom na educação artística. Nossa, adorava pinturas, dança, teatros. Então, eu sempre f estive envolvido nisso. No conhecimento total. Eu assim, bem aleatório, eu comecei a ajudar uma senhora a fazer arranjos na igreja da cidade, certo? E com isso, de uma maneira bem precária, né, que é o que tinha lá, não tinha recursos, mas eu fui pegando o gosto pela pela causa. Ela sempre sempre que eu podia, eu tava lá junto. Mas isso de forma voluntária ainda. Totalmente. Totalmente. Era um prazer em poder ajudar, né, que eu vi a necessidade que ela tinha e eu tava lá, correto? fazia com muito carinho no decorrer, né, que eu as oportunidades que eu estive em Campinas, né, para fazer meu segundo grau pós o magistério, eu conhecia minha esposa, né, até então namorada, né, que ela é descendente de holandeses e já tinha uma floricultura aqui em Campinas. Sim. Tradicional, né? Porque holandes sempre que a gente pensa, inclusive a gente tá aqui na região perto de Olambra, que tem essa questão da tradição das flores. Totalmente. É uma família super tradicional de produção de flores, de professores de arte floral. Então aquilo abriu o meu leque, abriu o meu mundo. E ela também com uma boa percepção, falou: "Eu vou te mostrar um caminho técnico". Sim, porque eu tinha aquele detalhe, mas eu não tinha técnica. Você ainda era muito pelo instinto, pelo instinto. Isso. Isso. E aí você foi o quê? Foi estudar? Aí eu fui estudar, ela me mostrou o caminho e eu falei: "Eu acho que é isso que eu vou seguir, vou deixar o magistério e vou seguir com a arte floral". E quando você tomou essa decisão, a arte floral já era para eventos, para casamentos e aniversários ou não? Inicialmente você fazia, por exemplo, para floricultura, pra loja e a partir disso que alguém foi perguntando, você foi oferecendo seu serviço. Me conta o início desse negócio. Isso como aí vim morar em Campinas, né? Aí ela tinha essa floricultura já há 4 anos, já tava bem estabilizada no na região ali, né, do bairro Taquaral. E o e e ela e e através disso ela foi mostrando os cursos, eu fui fazendo, conhecendo artistas florais renomados, né? Indo em feiras também envolvidas com a técnica da arte floral e fui me encantando e fui aprendendo. Só que era tudo voltado paraa floricultura. Só que a floricultura ela também ela nos dá uma um leque que você não fica só embalando um um vaso de flores, você faz os buquês, você faz alguns arranjos, as datas comemorativas que a gente tem durante o ano, dia das mães, dia dos namorados, que é onde a gente fica mais estimulado a ter uma criação, né, para poder atrair o cliente. E também eu eu vi a necessidade de ter uma vitrine sempre chamativa. Sim. Então aquilo me estimulava, eu ia, eu criava, né, aquelas vitrines e eu via que isso dava muito certo como um atrativo pros clientes entrarem na loja também, porque eu acho que quando a gente tem uma vitrine bonita, um ambiente gostoso, acho que nós ser humanos a gente é curioso, né? Então vai, deixa eu ir lá dentro ver, né? Deixa eu conversar. Mas aí quando surgiu por o seu primeiro evento? O meu primeiro evento passou-se uns anos, né? Demorou um pouquinho porque o evento é é aquele sonho, né, do da pessoa que tá querend que deseja. Mas até então você pretendia já atuar com os eventos ou não? tava focado ali na loja em fazer a vitrine. Como foi? O foco maior era na loja, é onde eu me sentia seguro, mas o estímulo também daqu de você poder fazer uma coisa diferente, né, isso me instigava. Então, os meus primeiros eventos, né, que hoje até olho fotos, eu recordo que eu que eu fazia, que era um vasinhos embalado. Então, a gente dava um laço bonito para para compor a mesa do seu convidado, fazer um arranjo bonito para compor o a mesa do bolo doces. E isso foi crescendo a demanda, porque eu acho que tem um mercado aí, tem um mercado e eu acho que a minha entrega também era muito positiva, né? E a indicação, eu acho que a indicação é primordial, é o meu cartão de visita, né, de você tá fazendo tudo mais. Mas aí, Alexandre, nesse período, quando você começa então a pegar esse nicho que é a decoração em eventos, festas de casamentos e tudo mais, você deixa a loja ou você consegue nesses mais de 30 anos de mercado conciliar os dois momentos? Eh, vamos dizer que num período assim de uns 10 anos, vamos do meu início de loja até os 20 anos, foi um, esse período foi de transição. Eh, ter uma loja aberta e você cumprir aquele horário comercial é diferente do que você trabalhar com uma decoração, sendo que você tem que tá disponível no nos finais de semana. Sim. Então, é saber conciliar, que eu acho que isso também foi um uma conversa muito significativa para mim e para minha esposa, porque chegou um momento que a gente teve que decidir na escolha o que cada um vai fazer, né? que cada um vai fazer, a gente mantém a loja ou vamos pro segmento da decoração, que a gente a princípio achava que era mais tranquilo, porque a decoração eu trabalho através de horários, né, de agenda. Sim. Sim. Então, completamos esses 20 anos e falamos, é o momento da gente encerrar a loja, né? Só que alguns clientes não entenderam ainda, continuavam a pedir, né, alguns buquês, algumas cestas de flores, a gente atendia, mas a gente decidiu realmente vamos focar na decoração. Só que para isso eu falei, não é só fazer arranjo, eu preciso entender o que o cliente quer. Eu preciso chegar no ambiente porque os ambientes são totalmente diferentes. Quantas mesas vão caber aqui ou o que vai compor nessa festa? Eu preciso estudar. Eu preciso estudar. Só que para que lado, né? Uma decisão importante. É, eu preciso focar. Eu falo, então, eu fiz uma pesquisa até eu pedi auxílio de muitos outros amigos, né? Assim, fiz uma pesquisa bem acirrada de perguntar para que rumo eu tomo ou eu vou fazer uma questão da gestão do negócio mesmo. Gestão. É, eles falaram: "Olha, para você entender um projeto, ou você vai fazer design interiores ou você vai fazer uma arquitetura". Eu falei: "Nossa, realmente eu fui pro design interiores. para mim foi excelente, porque isso trouxe uma bagagem fundamental para um decorador, né, que eu considero que é tanto pro arquiteto, para quem faz arquitetura também, de você chegar num espaço que é uma cartela em branco e falar com segurança pro seu cliente, aqui vão caber tantas pessoas. Sim, aqui vai caber uma banda, vai caber uma mesa de bolo e você ter a noção, fazer um layout bonito e real. Ah, então olha que importante o papel do decorador. Então não é só lá fazer o arranjo e colocar no que tá no que tá posto ali. Não mesmo. Tem todo um planejamento. Todo um planejamento. Eu acho que isso é é um estudo eterno, porque não só também fazer esse projeto e também quando o cliente chega no meu escritório, né, ele quer ter algumas referências do que eu fiz. Sim. Só que aí eu falei uma sacada. Não adianta eu pedir uma foto para um amigo fotógrafo, correto? Não adianta eu pedir pro para uma família ou alguém. Eu tenho que mostrar a minha visão referente ao que eu quero vender. Sim. Ao que eu faço. Eu fui fazer fotografia, foi estudar de novo. Fui estudar de novo. Eu sou eterno estudante. Ai, que maravilha. Fui fazer. Eu acho que o portfólio, quando eu decorador tenho uma noção de um layout bonito, tem uma noção de uma foto interessante, onde mostra aquele elemento que eu quero, que o cliente tá me perguntando e eu sei expor a ele, ele entender, né? Porque tudo isso agregou o seu negócio também. totalmente, sempre é muito bem-vindo. Só que não só isso, comecei a a ter aquelas situações e é também as mudanças que vai tendo ao longo do tempo do mercado. A gente tem tá super atual. Uma flor que antes era moda não se usa mais, um modelo de arranjo não se faz mais. É, e a gente tem uma questão importante recentemente, a questão tecnológica. É, ultimamente as pessoas, ah, eu quero alguma coisa que remete à tecnologia, a um tipo de luz que vai usar naquele evento, tudo isso você tem que pensar. Então, Alexandre, eu além de pensar eu fui estudar, eterno estudante, curso de iluminação. Eu para entender, para deixar o ambiente que eu falo, ambiente de festa é um ambiente acolhedor. O ambiente acolhedor é o tomar, é o tom luz de vela, que é onde a gente acolhe o o o quem eu quero estar comigo para comemorar. E tudo isso você teve que estudar. Eu tive que estudar para eu passar uma uma garantia pro meu cliente. Sim. Hoje você faz em média quantas festas por mês ou por ano? Como que a gente pode pensar? Por ano? Eh, há alguns anos atrás, né, conforme foi mudando também, eu já fiz a de 80 festas por ano. Hoje, com a mudança do mercado e as prioridades também que a gente vai escolhendo na vida, é em torno de 40 a 50 eventos por ano. E a pandemia como foi? Um aprendizado. Você se reinventou na pandemia? Eu achei que foi o eterno aprendizado. A pandemia me trouxe a a fazer um outro curso. O que dessa vez? Gastronomia. Gastronomia. Eu sempre tive também. Mas aí você saiu desse nicho ou não? Você uniu a decoração, a gastronomia e se virou nesse período? A pandemia assim eu não tive nem muita escolha porque para mim ficou parado, correto? Né? totalmente parado, porque ninguém queria se arriscar a fazer uma festa. Então eu fui me reinventar e me ocupar a mente também. Eu fui paraa gastronomia e com isso eu me reinventei nesse período que fiquei parado vendendo tortas. Eu fui fazer tortas salgadas, tortas doces, fazia delivery, praticamente isso, porque era um meio de ter uma renda e empreender isso. É se reinventar a todo momento, Alexandre, eu acredito. E não que eu tô deixando de ser decorador fazendo isso. Foi um momento que aconteceu mundialmente, que eu precisava. E eu acho que essa venda das tortas, criando algumas cestas, né, e momentos especiais também que a gente teve de datas para trazer um pouco de afeto às pessoas. Até porque quando a gente conversa com alguns segmentos, eles disseram o seguinte: "Eu tive que mudar o olhar do meu negócio paraas famílias que estavam mais em casa, queriam fazer aquelas suas minifestas com seus amigos, com seus parentes, né? Muitos estavam inclusive em home office. E você aproveitou esse momento? Aproveitei até um kit que eu criei, né? Foi muito interessante nessa situação das minifestas em casa na época da pandemia. Foram cestas, por exemplo, cestas juninas. Sim. Então, coninha ali elementos, né, eh, pratos que a pessoa reunia ali com o seu familiar de quatro a cinco pessoas e comemorava. Isso era muito gostoso e gratificante pra gente. E o pós-pandemia? o pós-pandemia também que eu falo eterno aprendizado. Voltando as decorações, teve, como que se diz assim, o o lado bom, o lado ruim, né? Porque nesse período eu tive algumas desistências de clientes, principalmente com isso 15 anos que as que as meninas de 15 anos já tinham feito os 15 anos passou feito e elas não queriam fazer os 16 anos, 15 mais, né, que foi um os comentários que surgiram. casamento. Eu tive dois cancelamentos, mas a gente também entendeu a situação. Eu acho que devolvi, eu tinha uma reserva, tive ajuda de familiares também pra gente não fechar o negócio, né? Porque eu tive muitos parceiros, muitos amigos que pararam, mudaram de profissão. Eu falei, eu vou persistir. Eu acredito que eu possa voltar renovado aí, né? E tem valido a pena, Alexandre, porque a gente falou, inclusive, eu conversei com a Malu no bloco anterior e essa perspectiva de mercado com essa pujança justamente pós pandemia, um crescimento de 24%. para você também passado esse momento do sufoco, de se reorganizar, deu um boom. Deu um boom, só que de formas diferentes. Como o cliente ele tá mais cauteloso, ele tá vindo com menos antecedência porque ele quer também uma garantia. Sim. Como na na pandemia teve muitas empresas que quebraram, né? Então eles estão querendo vir conversar. Eu acho muito importante isso, o presencial para para quem vai querer um projeto de antes, um projeto, por exemplo, era feito que uns dois anos antes da festa. É, em média dois meio. Hoje me surge eventos com se meses. Seis meses. Se meses e dá para encaixar. Dá para encaixar, porque eu acho que é uma tendência que se que colocou no mercado e também o quando você vai casar, hoje a gente se fala muito de planilhas, né? Então o cliente ele já se prepara para ter esse valor e fazer um investimento dentro daquilo que ele pode. Sim. Então, por isso que esse tempo mais curto, um ponto eu acho até bom, não dá para ficar fazendo muitas alterações. Você vai mais objeto, por exemplo, de casamento custa quanto em média? Olha, vamos se dizer para 100 pessoas hoje em dia, em torno de 45.000 você faz um bom evento de decoração. Decoração, tá? E, por exemplo, uma festa de 15 anos, que é outro layout, outro layout, outros sonhos, outros movimentos. ali, né? Também é nessa faixa etária. É nessa faixa etária, porque eu falo, um casamento hoje muitas vezes não tá nem tanto se diferenciando de uma festa de 15 anos, é só mesmo os elementos, né? Porque no casamento tem, o trabalho é o mesmo, o cenário às vezes 15 anos até surpreende muito mais, né, de investimentos, tudo mais. Mas é aquilo, é que hoje o decorador, né, por isso que tô sempre estudando, a gente não só cuida da flor, a gente cuida do mobiliário, toda a roupa de mesa, que são as toalhas, sousplat, pratos, então a gente cuida de todo o cenário. Sim. Agora, Alexandre, a sua história é bem interessante, que você diz o seguinte: "A todo momento tô estudando, aprendendo algo novo, dá para dar um spoiler? Já tá pensando em algum novo curso dentro. E isso é essencial para o empreendedor, saber que ele não precisa ou ele nem pode eh ser a mesma pessoa que começou o negócio. Ele precisa sempre aprender, se reinventar. eh, e entender o mercado e as tendências desse mercado. Precisa sempre estudando, porque o Alexandre que começou há 30 anos atrás é muito diferente hoje, mas com a mesma essência. Isso que é importante. Isso é importante. Hoje, né, eu tô investindo a neurociência do comportamento. Mas isso, a neurociência, que que tem a ver com decoração? Olha só que surpreendente a ver com a decoração, o comportamento do cliente quando ele chega aqui. Eu quero entender ele realmente o sonho dele. Ah, eu falo o que que você espera da sua festa? Porque é difícil somente numa conversa você fazer um projeto e aquele projeto ser realmente o que a pessoa sonhou. Então eu quero entender melhor isso, quero entender cada um que tá participando ali da família, que eu acho fundamental isso. Olha, parabéns, Alexandre por esse ponto que às vezes a gente que tá de fora não pensa: "Olha, a decoração é ir lá é enfeitar uma festa e a gente viu hoje no nosso programa que é muito mais que isso." Muito obrigada, viu? Obrigado você. E o ser empreendedor fica por aqui. A gente lembra que todo domingo, 5:15 da tarde tem um novo episódio do nosso programa e você também pode conferir cada um dos nossos programas lá na playlist do canal da TV Câmara Campinas no YouTube e também novo portal da TV Câmara Campinas, que é tvcâmara.com.br. br. Vai lá na na playlist do Serrendedor e você vai acompanhar histórias inspiradoras como as que nós contamos hoje. Até uma próxima. เ