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Olá, [música] o ser empreendedor de hoje vai falar sobre adolescentes e jovens que empreendem. A gente tá aqui com Gabriel, que já tem 18 anos, aliás, completou recentemente, mas ele começou a empreender antes disso. Olha só, eu vou dizer inclusive sobre uns números, porque de acordo com o SEBRAI, os jovens que empreendem entre 18 e 29 anos cresceu muito. Em 2024, eles chegaram a um faturamento de R$ 5 milhões deais. Ou seja, nos últimos 12 anos, nós podemos pensar que foi 25% de crescimento desse dessa faixa etária de empreendedores no nosso país. O Gabriel, que começou a empreender com 16, vai contar um pouquinho de como foi essa história, como você foi picado pelo bichinho do empreendedorismo. Me conta, Gabriel. assim, desde os meus 8 anos de idade, né, ou melhor, desde quando eu me conheço por gente, eu sempre gostei de ficar em cima do meu pai, né? Meu pai também tem sua empresa, sua auto center. Eu sempre fiquei em cima dele e sempre gostei, né, de desse ramo automobilístico. Eh, eu eu trabalhei um pouco com ele, né, fiquei um pouco tempo na área com ele, só que eu percebi que não era o que eu gostava. Ele faz exatamente o quê? Ele tem um out center, é, mexe com escapamento, freio, essas partes assim, né? E eu percebi que era uma área que eu não gostava, certo? Só que gostava muito de carro, né? dessa dessa área automobilística. Aí eu comecei a pesquisar e procurar algum ramo que eu me identificaria e eu achei a estética automotiva, que é uma coisa que eu gosto de fazer, que eu sempre, né, de sempre gostei de pegar um fim de semana, lavar o carro do meu pai, alguma coisa assim. Eu me aprofundei, estudei e tô tô aí hoje nesse ramo da estética. No começo lá, quando você chegou pros seus pais e disse: "Ah, pai, eu quero trabalhar com a estética, tal, como que foi? Eles aceitaram de pronto, porque hoje a gente tá falando aqui de um negócio que funciona no quintal da sua casa, correto? Mas como que foi preparar tudo isso, pensar em montar esse espaço, em comprar os equipamentos que você precisaria para trabalhar? Eu nunca tinha pensado em trabalhar com isso, né? Que nem eu falei, eu sempre gostei. Aí teve um um dia assim que meu avô falou assim: "Ô, fi, chama de f, ô fi, eu vou te dar um dinheiro para você lavar meu carro". Falei: "Ah, interessante, né?" Eu peguei e lavei o carro dele porque você já gostava sim, já gostava. Peguei e lavei o carro dele assim por cima. Aí eu recebi, eu falei: "Ó, é um negócio que que se eu pegar firme, né, vai ter um retorno." Quanto que seu vô te pagou aquela vez? Na época foi R$ 25. Lembra? Até hoje. R5. Hoje cada lavagem é quanto? Assim, eu tenho um catálogo muito grande, né? Mas assim, o que mais sai que a lavagem de de rotação, lavagem técnica, né, que a gente fala, sai na média de R$ 85 a R$ 90, dependendo do carro. Carro pequeno e médio, né? A caminhonete já muda o preço. Agora quando o seu vô falou: "Ah, feio, lava meu carro que te despertou aquele dinheirinho". Aí você falou assim: "Eu gosto tanto de carro, é isso que eu vou fazer". É, exatamente. Aí no dia seguinte eu já chamei minha mãe, na época eu tinha 15 para 16 anos, falei: "Vamos ali comigo". Aí eu fui na loja de de produto, já deixei uma nota em produto, uma renca de produto, trouxe pra casa, comece. Mas ela te emprestou o dinheiro ou você tinha? Não, eu já tinha guardado. Já tinha um dinheiro guardado, já sempre guardei o meu dinheirinho, né? antigamente. Aí já tinha um dinheiro guardado, ela me levou, comprei produto, comecei a anunciar no Instagram e começou a aparecer os trabalhos aqui em casa. E essa área aqui já tinha ou você teve que adaptar? A gente adaptou tudo aqui. Não tinha, não tinha esse teto, não tinha nada desses equipamentos, o elevador também não tinha iluminação. A gente teve que colocar tudo aí. Tá no processo ainda para para ficar um mais agradável, né? Quando você chegou então e falou com os seus pais, inclusive você falou: "Minha mãe foi lá na loja comigo e tudo mais. Qual foi a importância desse apoio da sua família para que você pudesse falar? Não é isso mesmo que eu quero. 100% porque teve uma pessoa que a seu pai não falou vai lá comigo assim ele sempre falou isso para mim n e eu sempre fui com ele pra oficina sempre ajudei quando no que eu pude né só que não, eu não gostava muito, sabe? Não me agradava. Mas os dois sempre me ajudaram muito nessa questão de apoio. Minha mãe principalmente meu pai também sempre no meu pé incentivando, sabe? Nunca, em nenhum momento falaram: "Não vai dar certo e para com isso aí, quer coisa sua cabeça." Em nenhum momento eles falaram isso. E o estudo, Gabriel? Estudo consigo aconselhar tranquilamente, que nem eu falei, de manhã e eu estudo, chego em casa, tiro um tempinho aí para para almoço e começo a trabalhar a partir de umas 2:30. Vou até de noite, né? Às vezes o carro dorme aí preciso, vou até de noite e de noite às vezes tiro um tempo para estudo, sabe? Em casa e assim vai. De manhã estudo está de trabalho. Tranquilo. Você tá fazendo inclusive colégio técnico? É isso? Sou, eu faço o colégio técnico. Eu eu eu estudo em colégio técnico. Recentemente o Gabriel no último dezembro completou 18 anos. E agora, como que é essa responsabilidade de ser empreendedor, de pensar também que agora chegou a fase de, digamos que colocar tudo no, como se diz, o preto no branco lá no papel? Você já tá pensando nisso? Tá, antes de fazer 18, desde praticamente quando eu comecei a entender o que é empreender, eu já comecei a pensar nisso, na questão dos impostos quando eu abri uma empresa, né? Então agora eu tô correndo atrás. Antes, né, de tudo isso, eu primeiro eu quero mudar de de lugar, abrir um um lugar para mim. Ah, você vai sair aqui da sua casa? Vou vou vou. E quando que nem eu falei, tava esperando eu fazer 18 anos. Depois que eu fiz 18, aí eu quero começar a pensar em abrir, né, um lugar maior, uma porta aqui no bairro mesmo, aqui no bairro, se possível. Senão também. Outro lugar não tem importância. Importante é abrir um lugar bonitinho, confortável para eu trabalhar, né? Isso. Você procura um lugar perto de onde o seu pai tem uma a empresa dele que é uma empresa também que é um auto center ou você vai fazer independente de onde é a empresa do seu pai? Independente de onde for, né? Porque nessa questão assim, ter os pais próximos aí é bom, mas a gente tem que dar uma distanciada para andar por si próprio, sabe? conseguir fazer as coisas por si próprio e às vezes parar de depender um pouco deles, ter essa responsabilidade a mais, às vezes faz bem. Nesse caminhar, Gabriel, você começou inicialmente porque seu avô deu a esse insite. Aí você foi lá, foi nas redes sociais, eh, inclusive vocês estão vendo aí a o Instagram dele e tudo mais. Essa conquista do cliente, ele veio pelo Instagram ou ele veio pelos seus amigos do bairro, clientes do seu pai? Como que foi esse processo? Assim, eu já tive muitos clientes, né, de uniformas. Tudo começou por indicação do meu Instagram ou ou dos meus pais, né? Veio, ah, vão ali, vão lavar, vão lavar. E assim, de acordo com o movimento do Instagram que postando as lavagens de resultado, às vezes as pessoas falavam: "Ah, ficou boa, ficou top e indicando." Então, foi mais indicação, vamos falar assim. Instagram ajudou bastante, tem hoje de Instagram tem uma quantidade de seguidores, mas o que fez um boom assim de de clientes foi a as indicações. O boca a boca. Boca a boca. Exatamente. Exatamente. E hoje você tem eh tipos de veículos que você lava ou você lava todo tipo de veículo? Como que é seu trabalho? Tudo. O que vier pra gente, a gente dá um jeito e faz. Um um e eu sou cursado, né, em diferentes tipos de nicho, como fiz curso para detalhamento de carro, detalhamento de moto. Ah, você foi se especializar também. Curso, fiz curso de de polimento avançado, vitrificação, tô iniciando PPF. Mas investir nesse nesses cursos, foram seus pais ou com seu próprio dinheiro de lavar o carro, você ia pagando esses cursos? Meus pais me ajudaram bastante e uma parte eu também investi, mas a maioria das vezes foi eles que investiram, né, nessa questão de estudo. Sim. E essa especialização que você fez para atuar nesse negócio, ela foi essencial para você evoluir a cada dia? Sim, com certeza. Ô, eles me trouxeram a base de tudo, né? Que nem eu falo, a estética automotiva ou o detalhamento em geral, carro, moto, barco, que eu faço também. Faz barco, faço jet ski, barco, traz aqui tudo aqui. Tá. É, a gente aprende colocando a mão na massa, sabe? Só que se você não tiver uma base antes, você faz e não dá certo. Daquele primeiro carro que você lavou do seu avô e abrir efetivamente o seu negócio, você fez o curso antes ou durante esse processo? Durante o processo. Eu quando Inicialmente foi instintivo. Isso, exatamente. Foi o negócio que eu falei, quero ganhar um dinheiro assim e eu vou caçar a cara e fazer, entendeu? Mas nesse processo eu fui fazendo os cursos e me especializando sobre isso, entendeu? Você disse que hoje tem um catálogo, tem com vários tipos de serviço e preços. No início era tudo assim já com catalogado ou não? Era um preço foi na hora assim foi. É, foi, ah, para você, eu faço tantos, entendeu? Foi mais assim, no começo era um preço bem baixinho para todo mundo. Exatamente. É bem baixo para eu ir pegando experiência. Às vezes eu eu perdia dinheiro num carro, sabe? Mas para eu sempre ganhando experiência para poder hoje em dia ou mais pro futuro poder cobrar um preço justo. Sim. E por que esse nome que você escolheu? GT é Gabriel Tango, né, que é meu nome Gabriel Tango, que é o sobrenome mesmo. Isso. DT estúdio, certo? Você faz inclusive um curso que até a gente conversou um pouquinho antes, o Gabriel falou: "Ó, tô estudando uma coisa que não tem nada a ver, mas qual que é a importância de você como jovem também ter esse olhar técnico sobre uma outra profissão?" Sim. Ter esse olhar para o que você faz hoje e talvez para o que você um dia possa vir a fazer como empreendedor e tudo mais. assim, eh, eu entrei, eu escolhi, né, entrar num num curso técnico, eu já tinha estética já, eu decidi entrar lá porque assim, primeiramente, o conhecimento nunca é demais. uma pessoa, principalmente um jovem, nunca é de mais conhecimento. E segundo que se caso mais para frente eu precise fazer uma faculdade de eh nem que seja um empreendedorismo, uma administração, eu tenha no no meu currículo, né, um um técnico. Foi por isso que eu escolhi essa parte assim de de estudar, ter um avanço de estudo superior do que mais escolas comum tem, entendeu? Hoje fala-se muito, Gabriel, inclusive nessa geração que tá eh está em procura de empreender. E muitas vezes a geração, gerações anteriores tinha aquela busca de fazer um currículo e procurar um emprego formal, um CLT. Uhum. E hoje a gente vê cada vez mais os jovens, tanto que eu falei dos números aí de 25% nos últimos 12 anos, desse jovem que busca já empreender. Eu queria que você falasse como que você vê isso, essa geração que tá com esse olhar. Eu acho magnífico porque vou dar um exemplo. Hoje em dia na minha escola dificilmente você vai numa cantina comprar. Na minha escola, eu me baseio muito nisso, eu olho muito isso e vejo no meu dia a dia. Muitos alunos da minha escola eles vendem nos intervalos, nem que leve uma caixa de bala, um doce, então eles estão começando a empreender brownie. Já vi muito brownie, pessoal vendendo. Então eu vejo que mudou muito isso, né? Muitos jovens estão querendo empreender, realmente e nem que seja coisas pequenas, sabe? Por exemplo, na minha escola, que nem que nem eu dei exemplo, dificilmente eu vou na cantina comprar alguma coisa para comer, sempre de amigo que sempre tá tá vendendo, sabe, um cookie, um brownie, uma bala. Então eu vejo bastante tá crescendo isso durante os anos. E a escola, você acredita que hoje a educação formal, ela tá preparando esse jovem para empreender ou ainda não se fala muito nisso? Não, aí já, na minha visão, já não se fala praticamente zero de dessa questão de empreendimento, sabe? Seria importante falar mais. Com certeza. Educação financeira e empreendimento é uma coisa essencial hoje em dia. Se a pessoa não tiver cabeça para regular o seu dinheiro para empreender, a pessoa quebra ou às vezes, sabe, não sobra porque tem que ter esse esse conhecimento. Quem faz o fluxo de caixa da sua empresa? Hoje em dia eu com a ajuda da minha mãe. Minha mãe é formada em empreendedorismo e ela me ajuda bastante nisso. Sim. Olha, como eu disse agora a pouco, o Gabriel acabou de fazer 18 anos no Brasil, inclusive eu eh para que para que as pessoas possam ter o seu CNPJ, que é o cadastro de empresa e mesmo MEI, elas podem fazer isso aos 16, se forem emancipadas pelos seus pais ou então após os 18. Você vai então se formalizar com certeza. Já procurou alguma coisa no CEBRA para pensar em algum curso específico para empreendedorismo? Por enquanto não. Por enquanto eu tô focando mais em expandir a estética e procurar um lugar novo para ela e mais paraa frente eu penso sim, com certeza, em procurar. Vai mudar ainda em 2026, se Deus quiser. Ah, então depois se conta a história pra gente, combinado? Pode deixar. Tá certo? Então, olha, o ser empreendedor vai para um breve intervalo. Na sequência a gente vai mostrar uma outra história de uma adolescente que ela produz e vende perfumes. Mas antes, você fique ligado aí nas dicas de livros sobre empreendedorismo. Até já. A gente começa com a Guerra da Arte Diária, que reúne [música] 365 dias de motivação, inspiração e encorajamento de um dos mais influentes escritores contemporâneos sobre criatividade, disciplina e superação da resistência. Na obra, Steven Prestfield volta ao combate com um guia diário sobre criatividade e resiliência e acompanha o leitor do primeiro passo até a conclusão. Híbridos, o futuro do trabalho entre humanos e máquinas. Nele, Ricardo Capra aborda o papel da inteligência artificial na redefinição do trabalho. Cientista de dados e filósofo da cultura analítica reconhecido globalmente, o autor ajuda líderes e empreendedores a repensar conceitos como controle, autonomia, memória, criatividade e subjetividade. Um debate atual sobre como usar a tecnologia como aliada nos negócios. Empreendedorismo para subversivos. Com bom humor e descontração, o autor Facundo Guerra, considerado um dos 100 empreendedores mais influentes do mundo, conta sua história no empreendedorismo. O empresário narra altos e baixos de sua trajetória, desde a sua decisão de largar tudo para abrir o seu primeiro negócio, uma casa noturna, até os seus últimos empreendimentos, que incluem bares e centros culturais. No livro, ele também dá dicas para empreender com sucesso. [música] E neste segundo bloco do ser empreendedor, a gente vai conversar com uma adolescente que também inspirada na história de alguém da sua família, mais precisamente da sua mãe, resolveu empreender. A mãe, que inclusive já participou em outro programa nosso, trabalha com roupas plusis. Ela resolveu trabalhar com perfumes e nada melhor que a própria empreendedora para nos explicar melhor toda essa trajetória. Tá, fala para mim como que foi esse negócio de começar a fazer perfume. Ai, vou vender perfume, como que foi isso? É, eu sempre, desde criança, eu sempre vi minha mãe vendendo. Aí teve um dia que ela ela fazia sabonete de cestas. antes de vender roupa ou vendendo roupa? Não, vendia roupa, fazia sabones de cestas, artesanais e perfumes também. Aí um dia eu falei para ela me ensinar a fazer sabonetes, aí depois veio a ideia dos perfumes. Hum. Mas quando ela te ensinou a fazer o sabonete, você já fez pensando em vender ou não? Como que era isso para você? Eu fiz por um hobby, porque eu tinha no mínimo 10 anos. Sim. Aí eu fui fazendo um pur um hobby. Aí depois que eu tive uma ideia de fazer perfumes para vender e ganhar uma renda extra. Quando você então teve essa ideia de fazer perfumes, como que foi isso? Você chegou pra sua mãe e falou: "Quero fazer perfume, quero testar. Como que foi comprar os insumos? Mas como surgiu perfume? Como assim?" Primeiro eu cheguei nela falando que queria fazer sabonetes artesanais. Aí depois ela, antigamente quando eu era bem criancinha, ela fazia perfumes artesanais também. Ah, então ela já fez perfumes também. Tá. Ela falou o que para você quando você disse quero fazer perfume? Ela falou que ia investir em mim, que ia me ajudar. Mas você tinha ideia como que fazia perfume? Você foi pesquisar que que você fez? Por que perfume? Você podia ter dito outras coisas? Como que foi isso para você? Eu não tinha a mínima ideia como que era fazer. Aí eu eu comecei a pesquisar, fazer, eu ia fazer curso de perfume. Aí antigamente eu qu eu fiz eu queria até um Instagram para vender miçangas. Nossa, sempre tão tem essa ver empreendedora, hein? Eu quando eu era criança, eu era modelo da minha mãe. Ela vendia roupas infantil, aí eu era modelo e eu ajudava ela. E também a gente já vendeu prata, colar e aí você era modelo. Uhum. Perfume. Quando você chegou pra sua mãe e falou: "Eu quero fazer perfume, como que foi? Você teve que ir atrás do quê? Dos vidros, da essência? Me conta essa parte. Ah, a gente, a minha mãe, ela já sabia onde ficava a essência e onde vendia. A gente só foi atrás do frasco que eu fui pesquisando, desenvolvendo. E como foi desenvolver as essências? Eu tô aqui, inclusive perto de alguns que já tem nome. Depois a gente vai mostrar aqui qual que é a proposta dos seus perfumes. Meus perfumes aí são inspirações dos importados. Eles são contratipos que a gente vende com um preço mais acessível, que cabe mais no bolso das pessoas. Tá, mas então como que você faz a pesquisa? Ah, eu quero fazer um contratipo de uma determinado de um determinado perfume importado, eu preciso de tais essências. É isso. E aí você faz essa combinação, me conta? Não, a gente já compra essência pronta, a gente só mistura com uma base. Aí nós já só põe no frasco. A essência já vem pronta e é igual os importados. Entendi. Aí você fez até então, mas como foi começar então agora vender esse perfume, conquistar os clientes pro seu perfume? Como foi isso? Ah, foi bem legal. Como que você fez? Chegou para vender para quem primeiro? Eu cheguei a vender pra minha família. Primeiro pra família. Aí depois a minhas a minha família foi divulgando, aí depois veio as clientes da minha avó, da minha mãe. Ah, é porque tem as clientes da loja da sua mãe e da sua avó. Uhum. E aí outro dia eu vi inclusive você com várias mulheres na rede social mostrando perfumes, fazendo com que elas experimentassem para escolher um determinado. Como que é isso para você? É fácil? É para mostrar para as clientes é fácil. Aí a gente mostra se a cliente gostar do cheiro, ela vai, ela compra. E que parte que a sua mãe te ajuda nisso? Eu eu estudo integral, aí minha mãe, ela ajuda vendendo, oferecendo. Eu que faço marketing no Instagram. Olha, você que trabalha toda aquela página linda lá. Uhum. É. E fica cansada. Que horário que você encontra então para produzir e para também mexer no Instagram, já que você estuda o dia todo? Eu sempre procuro à noite ou em dia já de semana que eu deixo já tudo programado. Ah, é? Por exemplo, a gente teve recentemente o feriadão do carnaval, você foi se divertir, você foi descansar ou você produziu mais perfume? Produzi. Ah, é? E para você isso é satisfatório? É produzir perfume, viu? Tipo assim, quase um hobby dia inteiro. É muito satisfatório você ver o perfume se formando, vendendo. Você disse: "Olha, eu comecei a fazer perfume e ter uma renda extra. Você já aprendeu a sua mãe a cuidar do caixa também?" Uhum. É. Como que você faz? Você anota numa planilha? Você marca num caderno, você marca na cabeça? Me conta. Eu, eu, a gente tem um caderno fixo para loja, a gente sempre guardou no caderno. Aí no meu primeiro salário eu fui juntando em três meses, certo? Para fazer um salário legal. Aí minha mãe, ela me levou pro pro para São Paulo comprar roupa, comprar maquiagem com esse salário seu. Uhum. E vocês escolheram uma marca também, chama 2T perfume. Por quê? 2 T, porque meu meu apelido na família é tatá. Aí eu coloquei 2T parfum. Parfum vem de contratipos importados. E como a Tyla explicou, a mãe dela foi quem a inspirou a todo esse negócio. Tyles, quando que você percebeu que a sua filha também tinha essa veia empreendedora, que aliás é da sua mãe, é sua e deve ter muito mais familiar por aí? Sim. E [limpando a garganta] elas desde bebê, né? ela trabalha comigo, eh, abre loja, fecha a loja, tá para lá e para cá. E ela sempre, eh, teve disposição para, às vezes ela é um pouco tímida, né? Quando era menor pare, gostava de aparecer mais, agora ela um pouco tímida, mas acho que mais de ver no meu dia a dia, ela sempre teve várias ideias, ela tem muitas ideias. Ela tentou fazer miçanga, depois ela quis vender roupa, só que o investimento era muito alto. Aí um dia que ela falou assim: "Mãe, vamos fazer sabonete?" Aí deu um estrala. Falei assim: "Vamos fazer o perfume que é mais fácil". Mas isso sai dela ou é de você para ela? Ai você tem que empreender com que? Não, isso veio dela de pensar na graninha extra dela para ela comprar as coisinhas dela porque gosta de gastar. Entendi. E aí você disse que ela falou: "Vamos fazer sabonete". Você falou: "Não, vamos fazer perfume". Por quê? Sim. Porque o perfume investimento era mais baixo, né? o sabonete eh artesanal, ele agora ele tá um pouco mais valorizado, né, o trabalho artesanal, mas antes eu fiquei um pouquinho com medo, mas pela minha história, né, que há muitos anos atrás eu fazia sabonete artesanal e sabia que era muito difícil ser valorizado. E aí, como o perfume eu sabia que não ia ter erro, que ia ser sucesso. Eh, muitas pessoas de quando, muitos anos atrás eu vendi até hoje me pedi, eu falei: "Não, vamos pro perfume que vai ser vai ser melhor". Mas no começo você achou que era uma brincadeira ou até pela história dela você já percebeu que era algo para valer? Algo para valer, porque eu, a gente tá criando o perfume e ela já tá estudando sobre o Bor Splash, sobre o perfume de cabelo e estuda sozinha. Ela pesquisa em receita na internet, vê vídeo no YouTube e só vem: "Mãe, quero isso". Eu falo: "Calma, respira, a gente ainda tá no perfume. Aí, eh, vai vir o dia das mães." Ela já tá pensando no dia das crianças, como que vai ser a ação que ela vai montar? Ela é bem criativa. Tá, entendi. A venda é aqui junto com a sua loja? Sim. É, eu sou meio marqueteira, né? Então, eu sou sempre postando, sempre eh a gente fazendo vídeos. muitas clientes, eh, só de falar que era Tatá que tava fazendo, comprou para apoiar e virou cliente. Tanto que a gente fez uma promoção esses dias, quem já tinha comprado dos pequenininhos, comprou dos grandes, dois, três, porque sabe da qualidade e eu jogo na sacola das clientes. Entendi. Quando a cliente chega lá e fala: "Nossa, que roupa cheirosa". Aí eu falo: "É do perfume da Tatá". Ah, olha só que jogada, hein? Sim. Quanto inicialmente foi investido no perfume especific? O primeiro mês foi R$ 1.000. Aí ela ficou dois três meses sem mexer no dinheiro. O dinheiro que voltava a gente comprava o estoque, voltava e comprava o estoque. Aí depois de três meses, que foi em junho, que ela tirou o primeiro salário dela, que ela contou que foi pro BR talcho que R00. E como você vê uma mãe que já dá essa direção pra sua filha, que ela também tem esse olhar a partir de vê-la trabalhando também como empreendedora, Tais? Ah, eu tô muito feliz. Eu tô muito feliz com as oportunidades que Deus eh coloca no seu no nosso caminho. Não quero que ela deixe de estudar, que o sonho dela é ser advogada, né? E que a gente é mulher, a gente tem que correr atrás. E eu tô muito feliz com todo o resultado dela. No Brasil, a partir de 16 anos, só que pode abrir mail. E isso se os pais assinarem uma emancipação, você acha que ela ainda vai abrir a empresinha dela, o CNPJ? Vai depender dela. O que ela, o que ela quiser, eu assino. [risadas] Leonardo, me explica como é possível hoje a gente pensar em fomentar o empreendedorismo nas novas gerações, desde aquele adolescente com 11, 12 anos que quer vender a sua pulseirinha, quer vender alguma coisa que ele aprendeu a fazer e começa a pensar que isso pode ser uma fonte de renda independente daquilo que ele tem em casa, com a sua família, o conforto. Como que é isso? Eu acho que é uma questão deles entenderem o o sentido que eles vão dar pra vida deles. Empreender é uma oportunidade. Então eles entenderam o empreendedorismo como uma forma de conquistar autonomia de um lado, por outro lado, a geração de renda, que a gente entende que é um dos mais importantes aí para eles conseguirem ter acesso aos seus direitos, inclusive o direito de sonhar. Quando a gente fala desse direito de sonhar, muitas vezes o adolescente que não tem, claro, ainda uma renda, ele pensa: "Ah, eu vou precisar de um produto a nós adultos, cabe o quê? Ajudá-lo ou dizer: "Não, isso é coisa de criança, você não tem idade para isso". De que forma a gente pode eh influenciar positivamente já nesse desejo do adolescente? Bom, eu acho que a gente precisa eh antes de tudo, a gente precisa promover, né? Acho que os jovens eles têm que ser engajados a essa prática. Empreender não é só uma brincadeira, é um desafio, inclusive, né? E e que o jovem ou a pessoa empreendedora, ela precisa estudar muito, aprender muito de muitas áreas para poder fazer o negócio dela virar. Então é, ainda por cima, é uma grande oportunidade de busca por conhecimento, de superação dos desafios. É uma jornada que super vale a pena. Qual o papel da família nesse contexto? A família tem que incentivar, a família tem que ajudar a pessoa, o jovem a estudar, entender quais são os caminhos que ela pode fazer e já promover, entendendo que o empreendedorismo é uma forma também do jovem se relacionar com as outras pessoas, né, tentando no momento da venda fazer a rede de relacionamento delas, tanto de clientes como parcerias. E a gente entende que essas habilidades socio-emocionais são importantes para qualquer jovem que tá em fase de desenvolvimento e preparo paraa vida, né? Quando a gente fala desse preparo e desse incentivo, o adulto deve sempre dizer: "É uma oportunidade sim, mas independente você tem que continuar estudando, você tem que continuar a sua trajetória dentro da sua idade". Sim, eu acho que as duas coisas elas conseguem acontecer de forma paralela. Acho que os estudos e os aprendizados que você tem uma jornada super agregam para outra, tanto para aquele jovem que vai fazer uma faculdade, entendendo que essa faculdade pode ajudar ele a agregar valor, né, os estudos que ele tá tendo, vai ajudar ele no negócio dele ou uma coisa que ele já tá tocando e da mesma forma entender que o que ele vai aprender na jornada empreendedora nem sempre vai estar acessível para ele na faculdade. A gente tá falando no nosso programa de um jovem e um adolescente que tem na família empreendedores. Uhum. Geralmente quando há adultos empreendedores, isso já é um ponto positivo para quem resolve empreender. Ah, com certeza, né? Ter uma referência ajuda muito e acho que nesse sentido os jovens têm muito aprender com seus pais que já empreendem. Da mesma forma os pais têm todo um caminho aí que eles podem possibilitar pros filhos. eh, desde o desafio mais simples, que é contar o dinheiro mesmo até os desafios de como que você aborda um cliente ou como que você fideliza um cliente, como que você mantém esse relacionamento. Agora você que é do Empreende Campinas, esse projeto tão importante que inclusive trabalha com a população em vulnerabilidade social, como que a gente pode também pensar, né, implantar essa semente do empreendedorismo nesse público que às vezes não pensa em empreender por oportunidade, muitas vezes até por necessidade. É possível? Com certeza é possível. Hoje em dia a gente tá executando um projeto Empreende Campinas, que é uma das várias iniciativas que fomenta o empreendedorismo. O Empreende de Campinas é um projeto que ele foi cocriado, assessorado e é financiado pela FEAC. Hoje em dia é um projeto que a gente tá executando com quatro OSCS, que é a associação AUMAS Caroquero, o NAS, que é o núcleo de ação social, CRCA, que é para quem eu presto serviços, e o Instituto Filhos. Então, a gente trabalha de forma descentralizada no território de Campinas para poder tornar o projeto acessível paraa comunidade inteira de Campinas. São cursos gratuitos, eles estão acontecendo nos territórios. A gente tá divulgando todos esses cursos no nosso Instagram, na nossa página. Eh, e tem aberto muitas oportunidades para quem quer empreender, entendendo que para além da formação que a gente dá, a gente também oferece um capital semente, como a nossa contrapartida de apoio ao empreendedorismo. E a FEA que também tem nos apoiado muito, abrindo novas redes comerciais pros nossos empreendedores poderem acessar e conseguirem acessar novos públicos, novos clientes que consigam pagar o valor que eles estão agregando hoje. Inclusive, esses cursos são voltados para maiores de 18 anos, correto? Sim. Agora, se a gente tá falando em empreendedorismo na adolescência, a escola até então ainda não se desenvolveu. Você acredita que o empreendedorismo pode ser uma disciplina interdisciplinar dentro do currículo escolar? Com certeza. Eu acredito que a educação financeira e a gestão financeira como um todo é um tema que precisa ser abordado nas escolas. A gente tem atendido vários empreendedores hoje que t dificuldades, que são dificuldades que seriam de competência do ensino médio, do ensino formal. Então, a gente dá esse passo atrás para ensinar algumas habilidades de matemática para você poder pensar o seu negócio, seu capital de giro. E então eu acho que é importante, deveria ter, eh, mas o nosso projeto também contempla esse tipo de formação. Você ainda é uma adolescente, tem muito para estudar. Já tem essa veia empreendedora. Me fala um pouquinho, se já pensa o que fazer um pouco mais tarde, quando for maior de idade. Vai continuar empreendendo? Vou. Vai. Quero. E com perfume ou com outra coisa? Com perfume. Eu quero virar uma marca multifamosa, continuar vendendo até meus até idade. É. Gosta muito. Uhum. E estudar? Estudar também. Ah, é? E também eu quero ser, eu quero ser advogada. Advogada e dona de um negócio de perfume. É isso aí. Então, quem sabe lá na frente a gente volta a te entrevistar como advogada e como empresária. Combinado? Uhum. Olha só. E o ser empreendedor fica por aqui. Hoje a gente ouviu a história desses adolescentes e jovens que já empreendem desde cedo, inspirados em histórias empreendedoras de suas famílias. E você aí tem uma história empreendedora, tem uma história inspiradora, entra em contato com a nossa redação no 19 97829377, que a gente vai até você para contar essa história. Os nossos programas você acompanha nas redes sociais e a [música] gente tem estreia todo domingo às 5 horas da tarde. Até um próximo ser empreendedor. [música]