TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Ser Empreendedor | Saindo do CLT para Ser Dona de Loja
Em destaque · HD Vídeo · SER EMPREENDEDOR

Ser Empreendedor | Saindo do CLT para Ser Dona de Loja

17 views Publicado Ontem HD · 33:38

Descrição do vídeo

O Ser Empreendedor apresenta a inspiradora história de duas mulheres que transformaram o fim de um ciclo profissional em uma grande oportunidade de empreender. Após deixarem o regime CLT, elas decidiram investir o dinheiro da rescisão e as economias da família para realizar o sonho de abrir o próprio negócio no mercado de vestuário. Uma delas começou em uma garagem cedida pela mãe, vendendo moda infantil, mas logo identificou o potencial da moda feminina e passou a buscar clientes de forma ativa, levando as peças para hospitais e outros locais estratégicos. Com muito trabalho, conquistou sua loja própria e, durante a pandemia, encontrou um novo nicho ao apostar em roupas para mulheres maduras, consolidando sua marca. A outra empreendedora aproveitou um imóvel da família que estava desocupado, reformou o espaço e inaugurou sua loja. O sucesso foi imediato: na primeira semana vendeu todo o estoque. Com o crescimento das vendas, abriu uma segunda unidade, contou com o apoio do marido, da mãe e da sogra e fortaleceu o negócio ao longo dos anos. Hoje, após quase uma década de dedicação, ambas comandam lojas conceituadas em Campinas e mostram que planejamento, coragem e perseverança podem transformar desafios em histórias de sucesso.

Transcrição completa do vídeo

28 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

O varejo de moda brasileiro deve fechar o ano movimentando mais de 63 bilhões de reais. Para se ter uma ideia, só a moda outono inverno deste ano registrou uma alta de 4.2%. Por isso, o ser empreendedor de hoje vai conversar com uma empresária que, olha, não começou nesse mercado agora, não, há muito tempo, é a Vera Munhóz de Campinas e ela vai contar para nós como começou essa história. Vera, conta pra gente primeiro como você se tornou uma empreendedora. Foi por necessidade ou por oportunidade? Foi, na verdade, pelas duas coisas. Eu tinha um sonho de empreender e trabalhava em uma outra empresa. Trabalhei durante 15 anos e já não estava mais me sentindo confortável porque eu tinha muita vontade de ter algo que era meu. E aí nós pegamos o recurso, pros poucos recursos que nós tínhamos na época. Meu falecido marido vendeu o único carro que nós tínhamos. E eu peguei todo o acerto dessa empresa dos 15 anos e começamos ali uma loja a princípio para infantil. Foi assim o nosso começo. E essa loja no começo era o quê? Era na sua casa ou não? Era na garagem da minha mãe. A minha mãe cedeu a garagem dela, nós colocamos portão e ali nós transformamos em uma loja infantil. Naquele primeiro momento em que você pensou no vest no vestuário da moda infantil e você depois percebeu que não era esse nicho, o que que aconteceu? Qual foi o insight que você teve para você também mudar? Eu percebi que as minhas clientes elas queriam roupas femininas. Então o que nós fizemos? Nós migramos pro público feminino. Eu já tinha, né, ali as mães que frequentavam as nossas lojas, a nossa loja. E assim eu comecei trazer peças para elas a princípio. Depois nós eliminamos todo o infantil e mudamos toda a loja para o público feminino. Quando você fez essa mudança eh pro público feminino, inicialmente era que tipo de roupa? Eram roupas tendência. O que tava na moda? Isso. Modinha. A gente ia lá e trazia para elas. Modinha. Sim. E esse mercado ele continua até hoje assim ou você passou por outras transformações? Não, nós passamos por muitas transformações. Ah, um dos pontos para nós que foi assim, que eu falo que foi o boom, foi durante a pandemia, porque nós estávamos com a nossa loja física com as portas baixadas e nós precisávamos de estratégias para continuar vendendo. Nós então começamos a inserir peças conf, onde as pessoas iam se sentir confortáveis, porque muita gente passou a trabalhar no home. Então nós trazíamos peças confortáveis, peça ampla e peça para mulheres 40 mais. Então foi assim o nosso boom durante a pandemia foi pra gente assim o frison, porque nós começamos, fizemos o nosso site, começamos a enviar para todo o Brasil. Aí tem o pulo. Você passou a atender aquela mulher que fica um pouco mais em casa, mas que quer se sentir confortável e bonita ao mesmo tempo, mas que tinha aí o impacto da pandemia. Sim. Como foi então pensar em criar um site do dia paraa noite para atingir esse público? Pensar também em estratégias de transporte desse material. Eh, a gente vai pagar uma transportadora. Se for na nossa cidade aqui em Campinas, que é de onde nós estamos falando, se vai ser um motoboy, como foi estruturar tudo isso, Vera? Foi uma loucura, mas eu contei muito com a ajuda do meu falecido marido, né? No início ele sempre me apoiou muito. Então nós começamos a ouvir, entender a necessidade da cliente e nós começamos ali, fizemos um site, eu tenho um amigo muito querido que já trabalhava com esse meio e ele se ofereceu para fazer esse site para nós e fez de uma maneira muito rápida. Foi um site simples, a princípio, para atender a necessidade do cliente. Fizemos parceria com os Correios também e também fazíamos envio via motoboy. Para todos de Campinas, a gente conseguia disponibilizar os envios via motoboy para conseguir atender a demanda que era muita, porque as lojas estavam todas fechadas, então a gente precisava se estruturar para atender essa demanda. Até então essa loja física que você tinha, que naquele momento tava fechada e se transformou em uma loja online, eu lembro que você fazia bastante vídeos mostrando as novidades e tudo. Quando você reabriu a loja, que não é nesse espaço, era em um outro bairro da cidade, como que foi receber de volta os clientes naquele período? Olha, foi muito gratificante porque nós percebemos que nós tínhamos acertado o nosso público e nós passamos a ter mais visita visitas no nosso espaço físico. Elas iam ver as peças, elas eh queriam ter a alegria de voltar para um provador, de provar realmente ver no corpo, ver textura, tecidos. Então, pra gente foi maravilhoso. E aí teve um momento que você, inclusive nós estamos falando hoje 2026, a gente falou aí da pandemia 2020, 2021 e a retomada do comércio que teve também essas mulheres falando: "Olha, agora eu quero na loja experimentar essa roupa". Isso. Em que momento você decidiu mudar o local da sua loja e qual foi a estratégia que você usou? ou para trazer os clientes que iam na outra loja ou para conquistar novos clientes. Como foi isso? Então, o cliente ele deve ser assim o nosso maior patrimônio. Eu sempre ensino assim as minhas funcionárias e essa é a minha mente. Por quê? Você pode ter uma loja linda, uma loja bem estruturada, uma loja muito bem localizada, mas se o seu cliente ele vier até você e ele não se sentir acolhido, ele não se sentir parte daquilo ali, ele não vai voltar, né? Então, pensando nisso, como a nossa primeira loja era assim em um bairro um pouco mais distante, a localização era realmente distante, tinha essa questão do desgaste de chegar até lá, muitas pessoas da região central demoravam cerca de 40 minutos para chegar até lá. Nós nos reestruturamos, procuramos um ponto e hoje nós estamos aqui no Taquaral para atender a necessidade delas. Sim. E a escolha desse ponto, qual quais foram os critérios que você eh levou em consideração para escolher esse ponto? Porque você poderia, por exemplo, ter escolhido um bairro mais perto do centro, apesar o Taquaral é um bairro nível A, mas você poderia ter feito outras estratégias. O que que você levou em consideração? Eu gostei muito da localização, do acesso, porque hoje nós temos uma pista atrás, né, a Dom Pedro, que passa e que leva para outras outras cidades vizinhas também, como Vinhedo, Paulíia, Valinho. Nós Valinhos, nós ficamos realmente num lugar muito bem centralizado, não só para atender o nosso público de Campinas, mas também das cidades vizinhas próximas, que foi inclusive esse público que você conquistou na pandemia. Sim, que nós fidelizamos durante a pandemia e que hoje frequentam o nosso espaço e continuam os que não podem vir pedindo envios via motoboy. Mas e esses envios? Então significa que hoje a loja, além de ter aí o atendimento presencial, vocês continuam na internet? Muito, muito mesmo. Por quê? Hoje, se você eh fizer uma pesquisa de mercado, você vai ver que muitas mulheres, 40 mais, 50 mais, elas estão super antenadas e muitas não querem realmente sair de casa, sair do seu conforto. Elas gostam muito de comprar online. O online ele é indispensável para nós, por nós temos muitas mulheres, 40 mais, 50 mais, que é um público super antenado e que também estão comprando online, que compram pelo WhatsApp, que compram pelo site, que compram pelo TikTok, pelo Instagram. Então nós utilizamos todos os meios de comunicação hoje. Para quê? para que o cliente se se sinta realmente acolhido, para que ele realmente tenha faça a primeira compra e retorne pra nossa loja. Mas e aí, equipe para, por exemplo, atender aqui na loja, para cuidar das redes sociais, para cuidar do site, para cuidar da entrega? No comecinho era você, seu marido e quem? No começo era eu, meu marido e uma funcionária. Hoje, hoje nós somos uma equipe de com oito, normalmente de 8 a 10 pessoas e dá conta de tudo isso e ainda falta, realmente falta mão de obra. Infelizmente nós temos uma dificuldade muito grande de mão de obra qualificada. Ah, entendi. Então aí vocês têm que se revesar, inclusive você também nesses atendimentos. muito. Eu faço desde a parte administrativa até a escolha das mercadorias. Se tiver necessidade de empacotar lá no nosso site, eu vou estar por lá. Porque empreender é isso. Empreender é entender a necessidade do seu comércio. É conseguir ver o hoje e ver o lá na frente. Isso é empreender. Mas aí, Vera, é nessa trajetória de empreendedorismo, hoje a gente vê que inclusive sua filha trabalha com você. essas pessoas nesse seu sonho também, minha filha foi assim indispensável porque em 2021 quando nós tivemos o boom na pandemia, nós tivemos também o nosso maior desafio, porque nós tivemos a perda, né, do meu falecido marido, que é o pai das minhas filhas, e a gente precisava recomeçar, né? Então, a minha filha na época estava eh cursando faculdade e ela optou por trancar a faculdade pra gente não fechar a loja, porque chegamos cogitar por conta de ser ficar somente nós mulheres, né, para cuidar da loja, dos envios. Aí ela disse assim: "Não, mãe, nós vamos continuar, nós vamos dar sequência no seu sonho, no sonho do meu pai e eu vou tô junto com você". E ela está até hoje, ela é a nossa editora de vídeos, ela é a nossa modelo, ela ajuda nas escolhas do mercadorias, ela é maravilhosa. É, eu vejo que às vezes, inclusive você vai acompanhar aí, tem alguns vídeos que aparece você com a roupa e ela com a roupa. Como que vocês combinam esses vídeos? Como que é essa ideia, essa criação de vocês? Primeiro que nós temos, nós somos muito amigas, né? A relação minha com a minha filha é assim, nós somos muito amigas, nós temos os mesmos gostos, então isso é muito bom. Aí junta a jovialidade dela, as ideias novas e a minha experiência. Então eu vejo que acabou sendo assim o pacote perfeito, porque eu ouço muito, porque ela é a geração que está vindo. E eu acho necessário pra gente que está no comércio, nós temos que nos reinventar todos os dias. Então, todos os dias nós estamos procurando ideias novas, criativos novos, vídeos novos para que o cliente sinta interesse realmente em conhecer o nosso, a nossa mercadoria, a nossa loja. Vera, nessa sua trajetória e hoje, inclusive, com essa participação é importante da sua filha no negócio, qual é para você o maior legado de ser empreendedora? O maior legado, faça com a sua alma. Eu até me emociono porque eu eu falo que eu não existo sem a moda hoje, porque é algo que eu faço porque eu amo. Eu poderia hoje já ter períodos, né, mais longos ausentes da loja, mas eu não gosto. Eu gosto de estar aqui, eu gosto de acompanhar, porque é isso, empreender, tem que estar na alma, tem que tá no sangue. Mas dá para tirar férias, dá porque todo mundo fala, a gente se programa, segrama, a gente se programa e a gente revea. Nós não tiramos férias juntas, né? Normalmente eu tiro com meu marido e ela com meu novo marido, né, que eu me casei novamente depois do luto e ela tira com com o marido dela. E aí dá para seguir tranquila. Tranquilo. E o que você diria? Eh, você falou da sua primeira loja que você montou lá em 2003 com a rescisão do seu trabalho, mas inicialmente até antes da loja eu vi aqui, a gente acabou não comentando, você começou como uma sacoleira. Sim, eu comecei antes de sair o meu acerto, que nós tínhamos vendido o carro, eu já trazia sacolas e eu ia nas casas das pessoas, das mulheres, das meninas que eu conhecia e eu apresentava as mercadorias que eu tinha disponíveis ali. E se eu percebia que elas, ai não, mas eu queria tal, eu ia lá buscar novamente, eu fazia dessa forma. E o que você diria então para quem tá assistindo e é hoje uma sacoleira e fala assim: "Poxa, será que isso vai dar certo? Será que eu cresço? Será que eu invisto? O que você diria para essa empreendedora? Transforme em oportunidade a sua dificuldade. Faça isso. Não veja dificuldades como barreiras. Veja como degraus que você vai conseguir superar. Virão outras dificuldades, mas virão também novas possibilidades. Toda dificuldade a gente consegue ganhar experiência para fazer melhor da próxima vez. Então você precisa acreditar. Muito bem, Vera. Muito obrigada. Olha só, o ser empreendedor fica por aqui. A gente vai para um breve intervalo, mas antes você acompanha as dicas de livros sobre empreendedorismo. Como montar gerenciar uma marca de moda. Traduzido por Luís Antônio Setani, a segunda edição da obra de Tob Mildles atualiza seu guia conciso e didático sobre como dirigir uma empresa nos setores de vestuário, calçados e acessórios. Repleto de dicas, estudos de caso e tarefas que aproximam a teoria da prática. Este livro ajuda a entender o negócio como um todo, do marketing à fabricação da coleção e ao financiamento de um projeto e destina-se a todos os que desejam abrir um negócio no competitivo mercado da moda. A moda imita a vida. Como construir uma marca de moda? Quando se trata da construção de uma marca, descobrir o que fazer tem muito a ver com descobrir quem a marca é. E muitas vezes as respostas já existem, estão ali esperando para serem descobertas. Com jeitinho de autoajuda, mas sem a menor intenção de trazer receitas ou respostas milagrosas, o livro tem o objetivo de gerar insites sobre caminhos de construção e manutenção de uma marca de moda através do seu autoconhecimento. Marketing de moda, um guia prático de Ret Poner, que traz os princípios teóricos e das aplicações práticas do marketing e do branding do segmento da moda. A obra inclui uma análise minuciosa do marketing digital e das novas tecnologias e se consolida como referência essencial dentro da bibliografia de moda. E neste segundo bloco, a gente continua falando de mulheres que deixaram o CLT e construíram seu próprio negócio a partir do vestuário, um mercado promissor que cresce a cada dia mais. A Luciana começou nesse negócio em 2017, mas ela teve que passar por um processo de desapego. Luciana, você inclusive já passou pra nossa produção que foi um momento em que você saiu do seu trabalho, mas que não foi uma escolha sua inicialmente. Como foi para você naquele momento ter aquela notícia, né, da dispensa do seu trabalho que você amava tanto, mas virar a chave tão rápido e falar: "Vou empreender?" Como foi isso? Na verdade, assim, de início eu achei assim, será que é possível? Eu fiz essa pergunta por várias vezes para mim e aí começou a passar um filme na minha cabeça que na verdade tinha tudo a ver comigo. Eu sempre gostei de moda. A minha mãe diz diz que de quando eu nasci sempre gostei, sempre fui muito ligada a isso. E eu sempre vendi tudo, apesar que nunca trabalhei na área. sempre eh todos os lugares as empresas que eu trabalhei, eu sempre eh levava alguma coisa para vender dos outros, porque eu gostava e eu levava muito jeito para isso. Empreendia sem saber, sem saber. E o start mesmo foi quando o, né, a ideia surgiu muito eh do meu marido, que na época nós éramos namorados, e ele falou assim: "Não, mas você já vende, você já vende muito, tudo que você vende dá certo e eu acho que dá certo." E aí foi na onde eu falei: "Ai, pode ser que dê certo mesmo". E aí eu fui para cima. Mas antes você ficou um pouco apática ou não? Foi logo em seguida você falou: "Vou reagir". Como que foi? Não, fiquei um pouco apática assim, eh, meio assustador, porque eu falei: "Como assim?" Aí eu já pensava assim, pelo lado financeiro também, eh, não tinha ideia como como eh começar com tudo isso, achando que até precisaria ter muito, mas enfim, eu arrisquei com pouco que eu tinha. Você tinha sua rescisão. É, muito menos porque eu tinha as contas, né? Sim. Então eu tinha minha rescisão, o meu marido tinha um pouco e a gente juntou muito pouco e fomos eh para São Paulo pela primeira vez. Uma média de quanto na época esse? R$ 800 só. Só. E ele tinha, vamos lá, R$ 1.00. Vocês foram praticamente com R$ 2.000 a São Paulo. Sim. Sim. Para fazer. Enquanto isso, como foi falar com alguém da sua família? Porque a gente tá hoje aqui, daqui a pouco vocês vão ver imagens e detalhes na loja, mas não é o primeiro estabelecimento, ele evoluiu. Mas como foi aquele primeiro local em que você colocou a loja para você? Primeiro local, na verdade, era a garagem de uma das casas do meu pai, que foi construído um comércio, porque a minha irmã iniciou, né, com uma loja de roupas, eh, a minha irmã executiva numa empresa e a minha cunhada já tinha uma certa experiência com vendas porque ela era sacoleira e elas entraram de sociedade e ficou durante um tempo, né, eh, com essa loja que inclusive deu certo, mas aí do nada a minha cunhada resolveu voltar pra área que ela trabalhava antes. antes, né? Porque ela era sacoleira, trabalhava numa empresa e já não queria mais aquilo. E a minha irmã também não tinha tempo porque trabalhava em outro lugar e fecharam. E aquele ambiente, a estrutura ficou lá fechada com tudo dentro. E aí eu aproveitei, nós abrimos aquilo, eu e meu marido falando: "Vamos". Eu acho que dá certo. Tinha tudo. Era tudo muito simples, mas tinha tudo. E a gente foi ajeitando aqui, ajeitando ali. Fiz uma lista de transmissão, coloquei as minhas amigas, convidei todos que eu conhecia. Fez uma inauguração e fiz uma in tudo muito simples, mas eu vendi tudo que tinha lá em um único dia. No único dia. E aí, qual foi aquela sensação dessa primeira venda na sua loja? Perfeito, perfeito. Porque eu falei, não é isso mesmo, isso é para mim. E assim, é uma coisa que eu tenho comigo, a porta que Deus abre ninguém fecha e depois que abre é só pra frente. E eu sinto isso comigo até hoje. E a partir daquele momento, você já foi na semana seguinte, no outro sábado, porque eu só podia ir de sábado, porque eu não queria ir sozinha. Meu marido trabalhava em outra empresa na época e ele só poderia de ir aos sábados comigo, né? Quanto tempo você ficou nessa vida de só ir aos sábados? Ai, foi pouco tempo, pouco porque a gente precisava de mercadoria antes, porque foi vendendo, vendendo, vendendo. O sábado ficava muito distante, esperando assim, eh, mercadoria nova só pra próxima semana não dava. Aí eu fui encurtando isso e eu ia de quarta-feira sozinha, não? Aí e a minha sogra ou a minha mãe comigo ou a minha outra irmã que hoje ela trabalha aqui na loja comigo também. Sim. E assim foi. E aí com a segunda loja que com dois anos com essa loja nós abrimos a outra que era, abri uma outra unidade que era outlet lufa com com era uma loja de tinta, tá? Cada uma vendia o seu produto. Aí eu passei a fazer duas compras para duas lojas. Então, por exemplo, a primeira loja era o que é essa proposta aqui hoje, só que um pouco menor. Exato. É, é o essa proposta, né? Porque na verdade as duas estão hoje aqui. É, os dois eh o as duas propostas a gente unificou elas num ambiente só. Sim. Mas eu mantive as duas lá. Vendia na primeira loja um pouquinho, né? os valores um pouquinho mais elevados, né? Mas assim, elevados que eu falo que é o que a gente mantém aqui, sim. Que é o que nós temos, é peça de R$ 215, R$ 219 é o máximo da loja. E no outlet, outlet a gente começou com peças até R9,99 e depois finalizou antes de vir para esse ambiente novo era até R9,99 porque a gente foi agregando produtos melhores e deixando ainda assim, né, com um preço muito bom por R$ 89,99. Por quanto tempo você tocou as duas lojas? As duas eh foram 1 2 3 4 5 6 7 Foram 4 anos. 4 anos. Qu anos entre uma loja e outra. Por que que você em um certo momento o que que aconteceu no seu negócio que você falou: "Não, é, agora eu preciso dar um o upgrade e mudar isso e fazer de uma forma diferente". Porque na verdade eh foi ficando muito difícil a logística, eh, para nós e para as clientes, porque elas sabiam que a Luffa, e o outilete lufa era de um único dono, né, que eh elas conheciam a gente, elas transitavam de uma loja para outra porque é só 6 minutos de carro de uma loja para outra. E aí a gente na época a gente não tinha site, era um canal de vendas online pelo WhatsApp que eram cinco números. E a gente tinha que juntar os pedidos, era um rolo só. E aí veio a ideia desse móvel aqui que tava na nossa cara porque é bem perto da antiga loja, bem perto da antiga loja e a gente permaneceria na mesma região que essa região aqui foi, na verdade assim, eh, o melhor negócio para nós. E é assim, Deus abençoa que a gente encontrasse um lugar exatamente assim, ó. é praticamente na rua da na onde a gente já trabalhava, onde as clientes já conheciam. E como foi fazer essa transição? Eh, você avisou os clientes, você fez uma reinauguração desse espaço? Qual foi a estratégia que você usou? Inclusive, eu dei uma olhada, eu já te seguia lá no no Instagram e eu lembro que também na pandemia você teve uma estratégia de venda importante. Conta para nós. Sim, sim. Na pandemia, o outilete lufa, que foi a segunda loja, fazia apenas quase 7 meses que a gente tinha inaugurado e foi um pesadelo, né, em tudo aquilo. Como assim? Acabamos de abrir, tem aluguel, como não fazer? Enfim, do primeiro dia que eu comecei a trabalhar com a com as lojas, eu sempre trabalhei com online. Eu sempre vendi na loja física e no WhatsApp. e eu que fazia tudo no início. Então, o nosso online na pandemia com a primeira loja e já quando começamos a segunda já foi é muito forte. Sim. Então a gente vendeu muito. Uma outra escolha também aí sobre a reinauguração aqui do espaço, você só avisou que estaria em novo endereço ou também fez aquela festa como fez da primeira vez? Fiz, fizemos, né, um marketing muito bom. E fizemos um belo de um de um evento que foi assim, eh, a até me arrepio de lembrar porque foi um negócio surreal de tanta gente, barmen, veio, amigos, veio todas as nossas clientes, eu acho assim, e quem não veio no dia da inauguração, veio durante a semana conhecer o espaço, a loja se manteve muito cheia o tempo todo, foi maravilhoso, como todas as nossas inaugurações que, no entanto, né, Eu não falei a primeira loja depois da pandemia, veio a pandemia. Aí depois da pandemia o que que eu fiz? Eu fiz uma reforma, reformulei ela na garagem. Na garagem reformulei, aumentei ela e assim que foi liberado a questão da da pandemia, que a gente estava ainda usando máscara, eu fiz um evento que foi assim, ó, maravilhoso. A inauguração do outlet também, que é a segunda loja. Eh, nessa calçada dobrava de gente esperando abrir a loja. Nós vendemos tudo que tinha, que foi com um belo um belo evento. E depois você diz que e passou a ir às quartas-feiras. Em que momento que você disse: "Olha, eu preciso de mais produto eu preciso ter o contato direto do fornecedor, eu preciso de novas estratégias para poder abastecer o meu eh meu estoque para atender essa clientela? Qual o que que você usou? Parece que inclusive você trouxe seu marido pro seu negócio. É verdade. Exatamente. Eh, quando inauguramos a segunda loja, que foi o outilet, eh, não tinha como eu ficar nas duas lojas, né? E aí eu falei, falei da ideia para ele, ó, vamos abrir uma segunda loja com a ideia que a gente tinha da primeira que não deu certo. Como não tinha tanta experiência para compra, essas coisas, acabou não dando certo. Fugiu um pouquinho do controle, mas o que não era para ser acabou dando certo. E aí vamos entrar agora com a com aquela a primeira opção, mas você precisa largar o seu emprego e vir trabalhar. É de vez aí, porque ele estava apenas nos bastidores, né, para vir assim de frente mesmo. E aí ele ficou meio assustado, ai será? Falou assim, ai, será que vai dar certo, né? A gente só faz dá aquele medo, né? É, ele tinha um emprego, no entanto, que ele gostava muito do que ele fazia. Deu tudo certo. No entanto, assim, nós não tínhamos tanto dinheiro, como ele é uma pessoa muito inteligente, sabe fazer, ele fez tudo na loja, falar a verdade, a gente, ele fez, ficou uma, você, não sei se você chegou a conhecer, então ficou uma loja muito bonita, né, construída por nós e aí e e assim foi e até hoje dando muito certo. Uma outra coisa também que inclusive você que tá assistindo ser empreendedor pode observar no primeiro bloco que a gente falou com a Vera, a Luciana também usa muito essa estratégia de que você é quem experimenta as roupas que você tá vendendo. Me fala por que que você decidiu você mesma ser a modelo da sua loja. Então ass na hora, todas as vezes que eu sempre vestia, né, chegava à mercadoria, né, que eu havia comprado, eu sempre provava e eu já gostava em mim e eu nunca tive o problema de falar daquilo. Então, chegar em frente ao espelho e falar daquilo para mim nunca foi nenhuma dificuldade. Então assim, eu não sei se era algo que já tinha dentro de mim, mas eu nunca tive dificuldade alguma e eu já gravava o vídeo, já compava, é, tem que ser eu. Fazia do meu jeito, como até hoje faço do meu jeito. Eh, eu ouço muito das clientes que elas gostam disso, porque passa uma verdade. Isso não é muito nada muito enfeitado tudo que eu faço, não é mesmo, porque eu acho que a gente precisa conversar, né, com a com a nossa cliente, a nossa amiga que tá lá do outro lado da tela. E eu tento fazer isso. E quando você pensa nessa escolha de qual é a peça que você vai fazer o vídeo, quais são os critérios que você usa? os critérios. Eu, o principal, eu só compro aquilo que eu realmente gosto, porque eu preciso confiar naquele produto que eu estou querendo vender. Então, preciso depositar confiança. Como que eu vou vestir algo que eu não gosto, que eu vou vestir em mim, não vou me sentir bem. Então eu preciso passar essa verdade. E o que acaba acontecendo? Muitas pessoas se identificam com o meu estilo e tudo que eu vendo aqui é o meu estilo. Entendi. Quem é o seu público? Eh, é aquele público mais velho. 30 mais até tipo 40 mais 75. Temos clientes há anos de 80 anos que vem aqui e encontra aquele look perfeito. E o que você diria, Lu, para as pessoas que no no seu caso nem era um sonho, porque às vezes as pessoas falam: "Eu sempre tive um sonho." No seu caso, as coisas foram acontecendo de uma forma natural a partir de um momento que você tava, digamos que tranquila e até poderia dizer acomodada como uma trabalhadora CLT. Sim. Mas de repente também foi pega de surpresa com uma dispensa. O que você diria para essa pessoa que às vezes sai e fala: "E agora? O que eu vou fazer? Onde eu vou encontrar o que eu gosto de fazer para que eu possa me reinventar? O que você diria? Em primeiro lugar, a nossa direção, a verdadeira direção, vem sempre de Deus e a resposta vem dele. E se você, a pessoa que tem um sonho, né, o que você diz, comigo as coisas foram acontecendo. Eu digo para quem vou dar um exemplo, tem um sonho de ter uma loja, eu me identifico com isso, vai e busca isso, porque o que for para ser seu será. E a direção de Deus, aquela oração, você pedindo a direção de Deus, não tem erro. E se não der certo, é porque não era para ser, porque sempre tem algo além, muito melhor do que a gente imagina. É isso, é confiar nisso. O maior desafio e foram agora nesses últimos 3 anos e pouco. Não só para mim, eu acredito quem empreende assim qualquer coisa aqui no nosso país, né? Eh, eu digo pelo pela situação econômica do país, não foi fácil durante um tempo. Então, assim, o momento mais desafiador para mim foi esse período, mas que graças a Deus sempre usando as melhores estratégias e a gente tá aqui cada vez melhor no mercado. E graças a Deus, de uns meses para cá, tudo melhorou muito e vamos levando. Vale a pena ser empreendedora? Muito, mas é dedicação não é 100%, não. É muito mais do que isso. Tá certo? Então, muito obrigada. E olha só, o ser empreendedor fica por aqui. Lembrando que todo domingo, 5:15 da tarde, a gente tem um programa novo e que depois ficam disponíveis nas nossas plataformas que você acompanha por aí. Até um próximo programa. เฮ
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do SER EMPREENDEDOR

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
31:43

Ser Empreendedor | Prosperidade compartilhada em loja colaborativa

39:32

Ser Empreendedor | Conexão Mulher: Loja Colaborativa das Mulheres Empreendedoras

42:22

Ser Empreendedor | Empreendendo Com Festa e Eventos

37:53

Ser Empreendedor | Confecção e Venda de Uniformes

30:53

Ser Empreendedor | Faturando na Copa

52:17

Ser Empreendedor | Empreendendo com experiência gastronômica

44:46

Ser Empreendedor | Boteco raiz

36:36

Ser Empreendedor | Mães empreendedoras: histórias de sucesso em Campinas

42:16

Ser Empreendedor | Bazar das bias: empreendedorismo feminino em ação!

46:16

Ser Empreendedor | Personal organizers transformam organização em carreira de sucesso

33:48

Ser Empreendedor | Segredos das barbearias de sucesso em

44:11

Ser Empreendedor | Como transformar arte em negócio e viver da criatividade

34:17

Ser Empreendedor | Empreendedorismo adolescente: transformando paixão em lucro

39:37

Ser Empreendedor | De hobby a r$10mil/mês: segredo velas artesanais explodem!

32:38

Ser Empreendedor | Empreendedoras confeiteiras na Páscoa

42:26

Ser Empreendedor | Março da mulher: empreendedorismo feminino na moda em Campinas

33:07

Ser Empreendedor | Empreendendo com cabelos afro: beleza, identidade e força

31:55

Ser Empreendedor | Do projeto ao reparo: design de interiores e construção civil

42:22

Ser Empreendedor | Estúdios de podcast na pandemia e franquias

33:31

Ser Empreendedor | Biscoitos artesanais e cookies caseiros viram negócio em Campinas

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
2:19

Câmara Notícia | Novo CNPJ Letras

4:53

Adote Um Bichinho | Semana 20 a 25 de Julho de 2026

4:28

Câmara Serviço | Parque Férias Campinas

14:44

Campinas que Deu Certo | Instituto de Artes Luana Lopes

1:44

Fica a Dica | Férias na estrada: como viajar com segurança e evitar acidentes

50:13

Jornal Câmara Notícia

1:02:34

Estúdio Câmara | Vícios Não Convencionais

7:01

Notícias da Metrópole