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Olá! O mercado global de produtos para bronzeamento artificial deve fechar em 2026 na ordem de 1.24 bilhão de dólares. E a expectativa é que chegue a 2035 com 1.98 bilhão no Brasil. O setor de beleza cresce 11% ao ano e a busca por alternativas seguras para esse procedimento também. Pensando nisso, o ser empreendedor de hoje vai falar sobre quem atua nesse setor, trazendo todos os protocolos, inclusive nessa questão da estética, embelezamento e autoestima. Por isso, eu falo agora com a Larissa que vai contar sua trajetória empreendedora. Larissa, antes da gente falar exclusivamente do bronzeamento e desse modelo de negócio, antes você fazia o quê? Conta um pouquinho da sua história pra gente. Eu comecei trabalhando com 16 anos na época dentro da indústria química do meu pai. Com 18 anos eu já abri o meu primeiro negócio que eu abri uma distribuidora de produto de limpeza. E na época eu trabalhava em Morungaba e fazia cursinho aqui em Campinas, tá? E a minha família toda, ela tá envolvida no empreendedorismo, né? Minha mãe na época também já tinha uma perfumaria em São Paulo e um salão de beleza em Osasco. E aí eu decidi trabalhar com a minha mãe dentro do salão. Aí você saiu do negócio de produto de limpeza ou manteve? Mantive na época e foi trabalhar com a mãe também. Fui ajudar na parte administrativa do salão. Na época eu tinha fez um curso técnico de administração e eu tava fazendo cursinho para fazer a faculdade. Sim. E aí nessa época eu trabalhava com o meu pai, com a minha mãe, trabalhava com todo mundo. E aí foi quando surgiu a oportunidade do bronzeamento. 2017 ele tava muito em alta no Brasil por conta de um clipe da cantora Anita. Então teve uma febre no Brasil e aí eu inseri esse serviço dentro do salão da minha mãe lá em Osasco. Lá em Osasco. E foi um sucesso assim desde o início. A gente realmente atendeu muitas clientes na época. Em 2018 a gente já tava abrindo a nossa segunda unidade que foi aqui em Campinas. Porque na época, como eu tava fazendo cursinho aqui, eu tinha bastante conhecimento aqui. Então eu vi uma oportunidade de entrar com esse negócio em Campinas. E a minha empresa de Campinas, ela teve mais sucesso do que a empresa de Osasco. Uau! Mas o que que você atribui isso? Seu modo de administrar ou os clientes? Eu acredito que os clientes, eu acredito que Campinas teve mais potencial do que Osasco e menos concorrência também. Então na época eu não tinha concorrência. Então eu, vamos dizer, eu fui uma das pioneiras aqui em Campinas. Era eu e mais uma empresa que trabalhava no setor de bronzeamento. Sim. E naquele momento que você teve essa, digamos que essa expertise de pensar nesse mercado, de fazer a captação de clientes, então você começa com as suas amigas. Exatamente. Eu comecei com as minhas amigas do cursinho, com as minhas amigas de conhecimento, balada, estética, essas coisas. E eu comecei com elas e aí foi o famoso boca a boca, né? E aí uma foi falando pra outra e as redes sociais na época me ajudou bastante. E aí minha empresa ficou bem conhecida. Na época a gente chegou a ter 12.000 seguidores. Então a gente ficou bem reconhecido aqui em Campinas. Com isso você parou então de trabalhar com a sua mãe em Osasco e também com seu pai em Morungaba. Exatamente. Eu comecei a trabalhar pr cada um cuidado do seu negócio. E qual foi esse sentimento, né, de agora sempre você tinha essa questão de empreender, mas de certa forma sobre supervisão dos seus pais nesse momento dessa maturidade. Me fala um pouquinho. Eu tive o apoio dos meus pais para investir na empresa, mas eu não tive o apoio administrativo deles, então falo que eu aprendi na cara e na coragem. Então foi aprendendo todos os dias. Eh, eu tive uma equipe muito boa na época que eles me fortaleceram muito, então acredito que tem uma equipe boa ajudou a gente a chegar no patamar que a gente chegou na época de conhecimento aqui em Campinas. E obviamente às vezes eu tinha alguns probleminhas, a gente tira a dúvida com os mais velhos que eles têm mais experiência, sabe? Mas eu falo que eu aprendi no dia a dia e eu aprendo até hoje, né? Sim. No meio dessa história, inclusive foi o que me trouxe até você. Parece que teve uma questão pessoal que, de certa forma naquele período afetou o seu empreendimento. O que que aconteceu? Em dezembro de 2023, o meu filho Murilo, ele é autista, na época ele tinha 4 anos, ele sofreu uma parada cardiorrespiratória dormindo. Até hoje não se sabem a causa, só que devido a isso, na época ele ficou muitos dias hospitalizado, 64 dias na UTI. Então eu resolvi desfazer da minha empresa para me dedicar totalmente aos cuidados do meu filho. Por que que naquele momento você que já tinha uma equipe não deixou os cuidados com a equipe? Tomou essa decisão radical? Porque eu não precisava só da minha presença física, eu precisava também do financeiro. Então na época eu resolvi vender a minha empresa para poder oferecer qualidade de vida pro meu filho. Então ele se tornou uma criança deficiente, uma criança com paralisia cerebral. Então ele necessitou de equipamentos muito caros. Então na época eu optei não somente porque ele precisava da minha presença, mas também porque ele precisava do meu financeiro. Ah, sim. Então naquele momento você tinha um outro nome, então seu negócio? Sim. Era uma outra empresa. Sim. E a partir disso, quanto tempo ele ficou? 64 dias então na UTI. Depois disso, você teve que equipar sua casa para para hoje ter ele ter uma qualidade de vida. Eu tive que adequar toda a minha casa, eu tive que adequar meu carro, eu tive que adequar tudo, eu falo que eu tive que adequar a minha vida para poder me dedicar a ele. Então, eh, eu fiz diversos investimentos em equipamentos, terapias. Eu me dediquei exclusivamente para o Murilo durante o período de 1 ano e meio. Então, um ano e meio eu acompanhei ele em neurorreabilitação, internações. E o que eu pude fazer eu adquiri para ele na época através da venda da minha antiga empresa. Sim. E aí, passado esse tempo, você tem só Murilo ou você tem mais filhos? Eu tenho dois filhos, um Murilo de 7 anos e o Mateus de 5 anos. E como foi então esse período de um ano e meio com cuidados, né, comernar bem desafiador, porque envolve questões de saúde e em que momento, nessa trajetória da vida pessoal da Larissa, esse empreendedorismo volta e fala: "Eu preciso fazer outra coisa de novo. Eu preciso me reinventar, eu preciso recomeçar." Eu falo que pelo mesmo motivo que eu resolvi vender a empresa, eu resolvi voltar a trabalhar. Tem uma criança atípica no Brasil é muito caro. E chegou o momento que meu filho precisava de mais cuidado, mais equipamentos, mais terapias e eu financeiramente não tinha mais como marcar com isso. Então eu decidi voltar a fazer o que eu fiz por muitos anos e eu sei que deu certo. E aí surgiu uma oportunidade de eu voltar pro ramo do bronzeamento e aí surgiu minha nova empresa que é a Marian. Certo? Isso foi em 2024, não foi? Ao passado, setembro de 2025. Setembro de 2025. E como foi então esse ressurgir? Foi um pouco mais fácil porque eu já sabia o que eu tava fazendo, não tinha, já conhecia os fornecedores e tudo mais. Exatamente. Então eu falo que foi um pouco mais fácil porque eu já sabia dizer o caminho das pedras e eu também tinha as minhas clientes, né? Então, eu trabalho também com as redes sociais, então muitas clientes continuaram me seguindo no meu perfil pessoal. Então, quando eu voltei, eu tive o apoio das minhas clientes. Aí no pessoal você avisou: "Estou voltando". Sim. E como foi então esse apoio dessas clientes que, claro, como você ficou aí um ano e meio fora do mercado, elas acabaram indo em outras em outras empresas, né? fazer esse serviço. Elas voltaram, você conquistou novos nichos, como foi essa estratégia? Hoje eu ainda trabalho com 90% da minha cartela antiga, então eu sou muito grata pelas minhas clientes, porque elas realmente me acompanham. Quando eu voltei, eu recebi diversos áudios, mensagens: "Ah, você pode ir pra China que a gente vai atrás e tal". Então assim, graças a Deus, eu sou muito grata pelas minhas clientes, porque elas ainda me acompanham até hoje, elas me apoiam, elas falam: "Você pode me dar para onde você quiser, a gente vai com você". E eu tive esse apoio mesmo, assim, elas pegaram minha publicação do Instagram, eu falando: "Olha, estou voltando a trabalhar". E elas republicaram para mim. Então, através das minhas próprias clientes, eu consegui mais clientes por indicação, porque elas compartilhavam o link, elas compartilhavam o link de grupo, eh, que eu tava postando sempre no Instagram, comunicando que eu tava retornando pro mercado. Então, eu tive um apoio bem grande das minhas clientes. Eu tenho até hoje, eu sou muito grata por elas. Eu abri inclusive o ser empreendedor de hoje falando dessa expectativa do mercado. No entanto, a gente tem uma questão aqui no país que é ainda uma discussão que tá no âmbito jurídico em relação à autorização de trabalhar com bronzeamento artificial. Como você lida com isso? O bronzeamento ele foi proibido em 2009 aqui no Brasil. Inclusive, o Brasil é o único país do mundo em que oamento é proibido. Então, eh, hoje a gente consegue trabalhar, eh, paramentados com decisão judicial, né? Só que tem toda uma luta aí no plenário para legalizar a profissão, porque hoje em dia ela se expandiu, ela se popularizou, tem muita gente hoje trabalhando com isso. E eu acho que em breve teremos boas notícias, porque já tá lá em Brasília essa discussão e eu acho que vai ser algo que vai ser legalizado assim para todos em pouco tempo, acredito. Inclusive, agora, por outro lado, é importante, já que trata de um de uma questão de saúde, né, que envolve a saúde, como é para você, por exemplo, o treinamento, o preparo desse profissional que vai lidar com esse trabalho que com certeza você se especializou. Sim, eu sempre fui bem criteriosa com isso, principalmente com a minha equipe. Então, a gente tem todo eh toda uma equipe que trabalha com a gente, não sou só eu. Eu tenho um médico que ele é responsável pela clínica, eu tenho uma equipe jurídica por trás da gente e a gente tem todo o cuidado com o cliente do pré e o pós-bronze. Então, antes do cliente vir, a gente orienta quais são os cuidados, as contraindicações. o atendimento, nós damos ficha de anamnésio pra gente conhecer o histórico da do cliente, de saúde do cliente, para saber se ele está apto ao procedimento e a gente também dá as orientações pós bronze, então tem que respeitar um intervalo entre as sessões, tem que hidratar a pele porque é um procedimento que demanda cuidado, principalmente por parte do cliente. Sim. Inclusive, quando a gente fala dessa perspectiva, né, você disse, lá em 2017 deu esse boom por conta de uma cantora e hoje a gente percebe que também se tornou algo mais acessível para muita gente. Fora aquela questão que a gente vê nas mídias, que é a marquinha do bronze na laje, que é algo bem característico do Rio de Janeiro, o país todo tem hoje clínicas que atuam nesse segmento. Sim, o segmento ele se popularizou, né? Porque normalmente eu falo que eu fui uma, né? Por que que eu entrei no no mundo do bronzeamento específico? A minha mãe já tinha o salão, mas nós éramos clientes de outras clínicas de bronzeamento. Então a gente chegava na clínica, a gente via a clínica cheia, a gente falava, tipo assim, aquela mente de empreendedor, meu Deus, quanto que essa pessoa tá ganhando? Olha o tanto de cliente aqui, imagina isso o dia todo. Então assim, eu acredito que a popularização aconteceu eh especificamente por conta das clientes, que elas começaram a frequentar a clínica, ver as clínicas cheias e falar: "Nossa, eu posso fazer isso também". Então, por isso que agora tem clínica em todo lugar. Hoje você atende em média quantas pessoas por dia? Em torno de 10 por dia, porque hoje eu priorizo um atendimento individual, porque o ramo da beleza, ele nos dá essa liberdade de nós escolhermos o horário que nós trabalhamos. E hoje o meu horário ele é um pouco mais limitado por conta do meu filho, porque mesmo que meu filho não demande minha atenção 100%, eu ainda tenho que acompanhar ele em neurorreabilitação, terapias, às vezes alguns procedimentos em São Paulo. Então eu não consigo fazer tanto atendimento quanto eu fazia na minha antiga empresa, porque eu tenho que conciliar a maternidade com o empreender. Mas tem valido a pena. Sim, com certeza. Eu tô muito feliz por ter voltado a trabalhar. Eu vejo esse apoio das minhas clientes, é muito gratificante e é o que eu gosto, né? É o que eu faço há praticamente 10 anos. Sim. E se reinventar dentro dessa história a partir de uma questão pessoal, isso te deu mais força para continuar? Como que você se vê hoje? O que você falaria para aquela Larissa que começou lá em 2017? Continua que vai valer a pena. Hoje eu tenho propósitos diferentes do que quando eu iniciei com 20 anos, né? Então hoje eu falo que eu tenho uma luta maior, né? Então hoje eu venho aqui todos os dias porque eu sei que eu tenho que tentar oferecer pelo menos qualidade de vida pro meu filho. Então eu meu propósito hoje é poder oferecer isso para ele, tá certo? Então parabéns pelo seu trabalho. Olha só. E o ser empreendedor continua por aqui. Agora você vai acompanhar as dicas de livros sobre empreendedorismo e a gente volta já já com uma nova história inspiradora. A gente começa com marketing pessoal quando o produto é você. Livro essencial para quem trabalha diretamente com estética e precisa posicionar o seu nome e imagem como autoridade na cidade. Sua obra é ideal para quem deseja mostrar o talento, pois aborda de maneira simples e prática as diversas formas de cuidar da imagem pessoal. Apaixone-se pelo problema, não pela solução. Escrito pelo empreendedor israelense Urilevini, o livro mostra um único caminho para construir o unicórnio a partir da própria experiência do autor como cofundador do A e da Movit. Na obra, o autor fala sobre o processo de criação e a venda do seu aplicativo de GPS, além de seu segundo unicórnio de mobilidade urbana, apontando o que levou essas empresas a competirem com gigantes do setor. Hábitos atômicos de James Clear parte do princípio de que melhorias de 1% ao dia podem gerar resultados extraordinários no longo prazo. O autor então apresenta um sistema prático para construir bons hábitos e eliminar os ruins com pequenas mudanças incrementais. Ao fim da leitura, os profissionais têm meios concretos de aumentar a produtividade e alcançar metas de negócio de maneira consistente. E neste segundo bloco, a gente continua falando sobre quem empreende no segmento de bronzeamento artificial. A gente vai falar um pouco desse contexto da beleza, porque o o Brasil ocupa a quarta posição no ranking mundial de mercados da beleza, ficando apenas atrás dos Estados Unidos, China e Japão. Como a gente mencionou no primeiro bloco, inclusive esse setor de bronzeamento, ele é o que mais tem crescido nos últimos anos com a perspectiva de crescimento de 5.37% 37% até 2035, prevendo aí um faturamento na ordem de quase 2 bilhões de dólares. Nós estamos aqui em Campinas falando agora com a Luciana, que a gente já recebeu o material da produção, ela teve uma vida de CLT e vai contar pra gente que pós pandemia ela resolveu empreender. Luciana, conta para quem tá assistindo Ser Empreendedor, então como que foi essa agnada? Trabalhou como funcionária durante muitos anos, tivemos aí a pandemia, que foi um marco para muita gente, para quem já empreendia inclusive, mas você não, você resolveu empreender pós pandemia. Que história é essa? Então, eh, eu trabalhava em dois serviços, né? trabalhava em shopping e trabalhava em posto de combustível, né? Sempre trabalhei bastante. E aí o shopping fechou e uma amiga minha na época falou assim: "Lu, por que que você não faz um curso de bronze? Você gosta muito de bronze e ia bastante pra praia e tal". Falei assim: "Mas você era cliente já desse segmento ou não?" Não, eu fiz uma vez bronzeamento solar, né? E mas eu vi, falei assim: "Meu Deus, que que é isso, né? Não gostei a primeiro instante". Por quê? Eh, uma coisa que a gente precisa entender, independente do que você for fazer, você tem que trabalhar por amor, né? Você tem que ter amor na sua profissão. Quando você trabalha por amor, ele é satisfatório. Você entrega realmente aquele resultado. Sim. E ela despertou, só que e não tinha cursos presencial por conta da pandemia. Falei assim: "E se o posto me manda embora, o que que eu vou fazer?" Comecei pesquisar. Eu pesquisei em um dia, no outro eu comprei um manequim. Mas shopping você tinha sido demitido ou não? O shopping fechou, eles demitiram todo mundo e ficou só o posto de combustível, certo? Tá. E eu fiquei com o receio de de mandar embora também por conta da pandemia. E eu fui assim, não, eu preciso fazer alguma coisa, tá? Foi o estalo, né? E foi fazer o curso. Eu eu vou falar assim para você, para mim a pandemia foi uma virada de chave que eu dei na minha vida, né? Eu fiz o curso eh online, não tinha experiência nenhuma, mas tinha vontade, desejo, né? Não tive apoio de profissionais. na época, por eu não conhecia essa área, né? Cheguei procurar algumas profissionais eh da minha cidade, mas não tive retorno. Falei assim: "Nossa, mas eu vou busquei, comece, eu comecei a fazer o curso e já comecei treinar. Com menos de 30 dias eu já comecei a investir, né? Eh, eh, fazendo os atendimentos, né? você não inclusive teve que captar clientes, você teve que mostrar pras pessoas que você tava eh nesse negócio. Como que foi essa fase bem inicial, Lu? Eu falo que deu um pouco de medo, né, insegurança, eh mas não me faltou vontade, né? E você começou a atender onde? Na sua casa. Eu comecei a atender na chácara da minha filha no chão, não tinha condições na época, né? Ou eu fazia o curso ou eu comprava as marcas, né? Comprei cadeiras de praia, né? Tem fotos lá na minha página, a mulherada no chão em toalha. Sim. Comecei a postar no Facebook na época era era solar solar, tá? Eh, Facebook tinha Instagram, mas eu não sabia mexer, né? O que me ajudou muito foi feira do rolo, esse negócio, né, os grupos que existem nas redes sociais. Então assim, que me ajudou bastante e aí começou a vir vi fal assim: "Meu Deus, e agora, né, que que eu vou fazer, né?" E e daí então só fui crescendo, né? Tive algumas dificuldades como qualquer eh empreendedora no começo, né? tive, errei bastante porque a gente erra, mas o eu não me impediu de continuar, né? Sim. E hoje, né, fazem dois anos que eu comecei trabalhar com o bronze artificial, né? E eu ia parar com o bronze natural, mas eu ainda tenho aqueles 3% das clientes que fala assim: "Lu, eu gosto do sol", né? E assim eu falo que eu eu trabalho com os dois, mas o trabalhar com o sol ele é diferente, tá? Né? A máquina ela é mais rápido, né? Ela não necessita do tempo, do sol, né? Qualquer estação o ano inteiro você consegue bronzear. Sim. Inclusive, Lu, no primeiro bloco, a gente já conversou com uma outra empreendedora que atua nesse segmento. Uma pergunta que eu quero fazer a você, como que você tem lidado com as questões da restrição em relação à máquina? Porque a gente sabe que o Brasil existe uma restrição imposta pela Anvisa e que alguns empresários, algumas empresas clínicas, inclusive nesse segmento, elas eh lidam com questões jurídicas. Como é esse seu caso? Então isso realmente existe, né? Eh, nós estamos há há 3 anos aí buscando uma eh eu não falo um eh um alvará, mas assim eh registrar a nossa profissão como personal, né? E eh a gente necessita ter uma liminar para eh exercer a máquina de bronzeamento. Entendi. Hoje existem eh associações, né? Eu sou associada da ABAN, né? Com o Dr. Jorge Santana. Que que é AB? É ela é uma associação de de bronzeadoras, né? aonde eh visita o seu espaço, ela vem aqui, ela orienta, eh se eh tiver algo fora do comum, notifica a gente, né? Nós somos multado por conta disso. Ou seja, é uma forma que a gente possa trabalhar dentro da lei, né? Sim. Não pode ser qualquer tipo de máquina. a gente precisa comprar máquinas com autorizadas, né, eh, pela Anvisa certificada, precisa ter laudo, né? Eh, então não é tão simples, porém a gente não consegue trabalhar dentro da lei. Sim. Em que momento, na sua trajetória você decidiu, inclusive eh dar cursos, ensinar outras pessoas a também entrar nesse segmento, porque daí o conhecimento foi além de abrir uma empresa de bronzeamento. Eu falo assim, Mirna, esse é o ponto que eu mais me apaixono, que eu mais me emociono também, porque na minha trajetória, no meu começo, foi muito difícil, né? Você falou que ficou bem sozinha, né? a gente eh precisa entender que o Brasil, né, a maioria eh eh das das profissões tem esse negócio de competição, né? Sim. Então assim, exato. Só que você eh você concorda comigo que o sol brilha para todos, você tem o seu diferencial, eu tenho o meu e assim vai. Então por que que por que que eu eh resolvi dar co? Eu eh eh eu eh tinha vontade, mas tinha medo, porque o ensinar não é fácil. Você passar o seu conhecimento não é nem o passar, mas você estar com a pessoa, você conversar. E quando eu eu fiz a minha primeira aluna, eu falei assim: "Poxa, ela teve bastante dificuldade e eu me vi no lugar dela, fal assim: "Eu passei por isso." Para você ter noção, ela ela ficou travada há dois anos. Ela fez o curso, mas ela não conseguia exercer, tá? Né? E aí eu fui e falei assim: "Não, eu preciso mudar a mente dessa mulherada. Ela precisam empreender. As minhas clientes, elas vêm aqui e eu os convido, gente, vamos empreender, vamos virar bronzeadora. Ah, mas falou assim, vamos gente, vamos sair dos CLT, né? Então assim, eh, no meu curso de bronzeamento, eu é costumo falar com todas as minhas alunas. A gente tem um grupo aonde fazemos encontro, visitas, entrevista. Eu falo assim, você não é concorrente dela, ela não é sua. A gente precisa ajudar a acender a luz dela e a sua, automaticamente ela é acesa. Então o curso ele vai além de ensinar as técnicas. Com certeza. O meu curso e eu pego na mão, a gente faz visitas, a gente faz reciclagem, a gente tem encontros, a gente tem bate-papo. Então assim, é uma família de verdade, não é? Simplesmente você faz o curso hoje aqui comigo, eu vou te certifico. Obrigada, parabéns para você. Não, agora quando a gente fala em investimento, você iniciou o curso, fez inicialmente lá o bronzeamento só em outro estabelecimento, há pouco tempo mudou inclusive para para esse prédio? É sempre tá investindo na empresa ou em que fase que você tá agora? Por que que você decidiu dar esse upgrade? Bom, a gente precisa mudar, né, que se a gente estaciona nada acontece, né? E o mundo do bronzeamento é algo que tem crescido bastante, né? Eh, e você não pode se conformar só com aquilo, né? Eh, e eu decidi desde o ano passado, eu eh queria estar nesse prédio, o ano passado não foi possível. Eu eh vim só com a sala, né? E como falei, eu ia tirar o outro atendimento. Eu hoje tenho dois espaços, um só de bronzeamento solar e o duplo. O que que é o duplo? Máquina em sol, para quem gosta daquela pele mais bronzeada ainda, né? E tenho aqui a gente atende bronzeamento artificial, depilação, regeneração da pele e micropigmentação. Você expandiu, então a mulher que você tem, que é sua cliente, ela tem essa oportunidade de ter vários atendimentos, vários serviços. Então assim, é desafiador, com certeza, né? É algo que você fala assim: "Meu Deus, e agora?" Mas o mudar ele dói um pouquinho, né? Ele ser do conforto, mas é bom, é gostoso você olhar que nem você vê mais profissionais juntos, fala assim: "Poxa, você tá abrindo portas para pessoas que querem entrar na área da estética, que é uma área que vem crescendo há cada vez mais tempo e não tem condições, né? Não tem uma salinha, né? a gente sabe que eh os pontos hoje estão bem alto. Então assim, eh para mim foi um desafio. Eu pensei, é uma parceria que você faz com essas outras profissionais. Cada uma delas tem a sua sala, eh não é comissionada, cada uma tem o seu aluguel, né? Eh, e assim, eu vou falar, eu pensei em desistir, claro, eu sou ser humana, né? Falei: "Meu Deus, tá dando tanto de cabeça agora que eu vou fazer porque você eh você pensa uma coisa, mas aí aí tem que comprar isso. Fala assim: "Ai, não, não." Minha filha falou assim: "Mãe, por que que você não volta para cá?" Tava aqui em casa, tava bem, só que é cômodo e a gente tem que crescer, menina, tem que crescer e dar oportunidade para quem quer quer crescer. Eu falo assim para você que de fevereiro para cá, eh, eu já, eh, ministrei para 40 alunas. O meu primeiro, eu eh tive numa palestra em março de 50 meninas, né? Eh, eu fui convidada, né? E e ali quando você se dá no meio da fala assim: "Poxa, eu sou capaz. Por que que eu vou ficar escondendo algo que eu posso passar conhecimento?" Porque quando você tá numa escola, quando você eh tá lá, você tá aprendendo e o seu professor, olha, algum importante, tá? Eu falo para todas as minhas alunas, quem ouvir isso vai lembrar, elas têm que ficar melhor do que eu. Essa é a função do professor, tornar pessoas melhores do que ele. E você, nossa entrevista tá acabando. Onde você quer chegar? Eh, o céu é o limite para mim. Eu quero empreender muito. Eu quero abrir franquias. franquias. Quero, não tenho limite aonde Deus me levar, aonde ele me capacitar, tá? Porque Deus acima de tudo na minha vida. Se não fosse ele, eu nem estaria aqui, na verdade, né? Então, assim, eu falo assim: "Senhor, para onde o Senhor quer me levar? Eu quero formar mulheres de verdade para que elas se enxerguem e que elas enxergue outras pessoas como se fosse uma corrente assim, sabe? De uma apoiando a outra, de uma fazendo a outra, uma impulsionando a outra. Exato. Exato. Porque você precisa disso. Quantas pessoas precisam só de você pegar na mão? Vamos, amiga, vamos fazer junto. Você entende? E e quantas querem até chamar, mas fica com vergonha. Ai, mas se eu chamar, mulher, você tem que parar com isso. Seja ousada, empreenda. Não tem, tá com medo, vá com medo, né? Aproveite essa oportunidade, né? As mulheres estão crescendo muito e você merece. Eu mereço. A Mirna tá aqui, gente. Eu nunca imaginei estar dando uma entrevista, né? eh desse porte, né? Mas eh o Senhor diz que aquilo que o olho não viu, o ouvido não ouviu, nem chegou ao teu coração, é o que ele tem para você. Então assim, os planos dele é maior, é melhor e a gente se limita muito. Sim. Ai, eu não posso, eu não quero, gente, tem que parar com isso, tem que transferir as palavras positivas. Eu posso, eu consigo, eu vou, sabe? Is empreender. É isso. Perfeito. Então, olha só, o ser empreendedor fica por aqui. Lembrando que toda semana traz histórias inspiradoras, como a do programa de hoje. Todo domingo, 5:15 da tarde, tem um programa novo na TV que depois fica disponível no nosso canal no YouTube, também no portal da TV Câmara Campinas, nos endereços que aparecem aí no seu vídeo. Até um próximo ser empreendedor. Agora