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Olá, [música] começa agora o Mão Solidárias, diretamente aqui da creche Mãe Cristina, localizada na Vila Paraíso. A creche atende cerca de 150 crianças entre bebês, né, de zero a 6 anos. A gente vai conversar agora com a Paula Elisa, ela que é diretora educacional. Muito obrigada por nos receber. É um prazer pra gente receber todos e contar um pouquinho da história da creche Mãe Cristina. E há quanto tempo você atua aqui como diretora, né? Já pro pessoal te conhecer e conhecer um pouquinho também dessa trajetória da creche. A creche Mãe Cristina tem 49 anos. Ela foi fundada em 11 de março de 77. Eu estou na creche desde 2009. É uma trajetória de alguns anos, onde a gente pode ver, né, as melhorias, todo o avanço, os estudos, tudo que a gente pode estar melhorando em prol das crianças e das famílias [música] e dos funcionários também, né, de cuidar de quem cuida, que não é fácil estar o dia inteiro aqui cuidando das crianças e dos bebês. Paula, voltando, né, um pouquinho falar sobre essa fundação, né, por quem que ela foi fundada, a proposta sempre foi creche, começou pequenininho, como que aconteceu? Então, a creche [música] iniciou em 77 com o senhor Marques Antônio Marques Serra, que foi o fundador, o mantenedor da creche, Mãe Cristina, é o grupo espírita Carbarchuto, que fica aqui na Avenida da Creche mesmo, mas eh ele é personalidade jurídica que mantém a creche. A creche, mãe Cristina, não tem trabalhos religiosos, né? A educação é laica. E o senhor Marques quando fundou a creche, a intenção, né, o objetivo dele foi atender as crianças enquanto as mães trabalhavam fora. Uhum. Porque na década de 70, 80, as mães precisavam trabalhar, né? A creche era assistencial. Uhum. E não tinham tantas quantidade para atender todas as crianças. Então ele colocou, ele construiu, fundou a creche para atender essas crianças que as mães precisavam sair para trabalhar. Então a creche ela não atende um bairro específico, né? Nós estamos aqui na Vila Paraíso, mas nós atendemos este ano uma média de 64 bairros por sermos ponto de passagem. Então tem famílias que precisam, que trabalham aqui na região, mas não necessariamente moram aqui, mas por conta do horário integral, eles acabam deixando a criança aqui na creche. E como que foi a sua chegada até aqui, né? Como que você conheceu o projeto, conheceu a creche? Por que que pensou [música] lá que eu vou trabalhar? Então, eu trabalho em OSK, em organização da sociedade civil no terceiro setor desde 98. Uhum. É uma área que que aquece meu coração, é uma área que eu gosto, eu fiz pedagogia, fiz magistério, né? Então eu sempre estive na educação, mas eh no final da faculdade eu já comecei a trabalhar no terceiro setor e fui depois que eu terminei a pedagogia, eu fui fazer uma pós em educação social, porque eu falo, estou num num trabalho que é uma unidade educacional, mas nós temos um trabalho social também por sermos uma organização da sociedade civil. E eu não me vejo assim trabalhando eh em outro lugar que não seja uma OSC que faz a diferença na vida de tantas famílias e crianças. Eh, então assim, trabalhei em outros lugares. Daí em 2009 chego aqui na creche, me identifico com o trabalho, com tudo que a gente poderia realizar e vem realizando ao longo desses anos. E sou suspeita. Eu acho que assim, a gente tem fez muita coisa aqui pela creche e as cores das paredes que antes eram em tons mais claros, a gente tem trazido vida, fizemos as paredes, né, o desemparidamento da infância, onde a gente quebrou as paredes das salas de aula para colocar vidro, para que as crianças tenham acesso umas às outras, vejam o que tá acontecendo ali fora, não fique aquela coisa fechada só na sala de aula. Eh, jardim sensorial, o próprio atelier, tanque de areia. é ver todas essas melhorias e que eles ficam aqui o dia inteiro para não cansar também os bebês e crianças, né? Então, [música] sempre pensando em melhorar o espaço físico e a proposta pedagógica. E Paula, como que é feita a divisão, né, das tarefas entre os professores e os os agentes de educação infantil, [música] tá? Nós temos esse ano 153 crianças e nós temos seis turmas. Então nós temos um AG1, que é o bersário. Daí nós temos um AG1/2 que é um misto. Uhum. um ag, um ag/3 e dois a G3, que é a nomenclatura que a prefeitura usa. Então o bersário que começam com os bebezinhos, até o AG3, que é a última turma que são os mais velhos, que a gente fala de 6 anos, né, da creche. E daí nós temos seis, eh, três professoras que elas ficam nas salas nos turnos do horário letivo. Então, cada sala tem uma professora num turno e as agentes de educação infantil. Nós temos também uma cuidadora para uma criança com deficiência e a que ela exige, ela precisa de uma cuidadora período integral. Temos pedagoga de educação especial, temos a equipe de apoio de limpeza, cozinha, zeladoria, o pessoal do administrativo. Então assim, é uma equipe grande. Nós somos em 32 funcionários para atender as crianças com qualidade e com carinho e e tem bem essa divisão de e tem uma orientadora pedagógica também, é diretora educacional, né? Sim, desculpe, esqueci de falar, mas nós somos uma equipe que assim tem todo mundo a sua tarefa, a sua distribuição do que vai fazer. Quem cuida da parte pedagógica, orientadora pedagógica, fica mais direta nesse quesito. Eu fico mais na parte administrativa, mas também de olho no pedagógico, atendendo as famílias. É uma grande equipe que tá aqui o dia inteiro para atender bem as crianças e as famílias e os funcionários. Eu volto a falar do cuidar de quem cuida. E é esse é um desafio ainda, né? por mais que falasse sobre esse cuidado com profissionais eh competentes, né, [música] para para essa missão, mas ainda assim é um desafio, Paula. É, [música] a gente precisa ter uma equipe bem qualificada, mas uma equipe que a gente precisa cuidar tanto da saúde mental como da saúde física, como eh do ambiente onde estamos. Então, a gente criou um refeitório pros funcionários com uma área verde para que eles tenham acesso [música] também num momento de de ter acesso às flores bonitas, a um uma área verde, a um lugar de descanso, porque a gente passa a maior parte do tempo aqui acordado cuidando dos filhos dos outros, né? Muito bem, mas e quem tá cuidando da gente? Então, a gestão da creche tem esse olhar para todos os colaboradores. Eu falo que aqui na creche Marc Cristina todos são educadores. A o a desde da direção a zelador, as meninas da cozinha, da limpeza, do administrativo, a professora, as agentes, nós somos todos educadores, cada um dentro da sua atribuição e da sua função, ele está ali para educar as crianças e os bebês. Como que é feito esse cadastro, né, para as famílias e responsáveis? Nós temos um termo de parceria com a prefeitura municipal de Campinas, um termo de colaboração. Então, as famílias fazem cadastro pelo site do pré cadastro online da prefeitura ou elas podem vir até a creche presencialmente com os documentos, o responsável legal e fazer o cadastro aqui também, mas é no mesmo sistema, então é um sistema único. Infelizmente nossa lista de espera é grande porque nós atendemos o AG3 em período integral e nós atendemos desde o AG1. Então, nós temos mais de 300 crianças na lista de espera e está para abrir o cadastro inicial para 2027 nos próximos dias. Paula, falando sobre a missão e a responsabilidade da creche mãe Cristina, né? Queria que você falasse nesse período de atuação aqui como diretora, como que você enxerga o cenário, né, de melhorias e realmente essa missão de cuidar das crianças. Então nós, a nossa premissa na CRE Mãe Cristina é o cuidar integralmente dessas crianças, né, no período que eles estão aqui conosco, porque eles entram às 7, vão até às 4:30, fazem as quatro refeições, tem criança que entra bebezinho só no aleitamento materno, então aprende a comer depois dos seis meses. A introdução alimentar sempre feito em parceria com a família, né? A gente sempre vai conversando com a família que o pediatra da fam da da criança liberou. Mas eles ficam aqui esse período todo. Então pra gente é olhar essa criança como um todo. Então que ela vem de uma família, então ouvir as histórias das famílias. É muito importante essa proximidade, porque tem bebês que chegam com 3 meses, 4 meses, são muito pequenos, estão iniciando a vida deles aqui conosco. Então, a gente sempre faz essa parceria com a família, escuta do que que como que é em casa, como que pode ser aqui, faz essa parceria para que ela se desenvolva o dia inteiro e fique bem aqui, para que a família também se sinta segura em deixá-la aqui e trabalhar, né, ou estudar, fazer, né, seguir sua vida. Para mim é muito gratificante ver a creche com todo tudo que a gente evoluiu nesses anos, assim como a própria educação infantil. Então assim, a gente sai de uma educação tradicional só construtivista lá atrás, no início dos anos 2000 e começa a estudar a abordagem MPCler, abordagem de Red Emília para trazer pra creche mais ambiente com natureza, porque nós estamos aqui numa avenida. Aham. Né? Então a gente tentou trazer natureza para as crianças, elementos da natureza, trazer muito brincar, cores. Então isso faz parte da proposta deles no dia inteiro para ficarem aqui, não ficar numa sala fechado na sala de aula para que eles brincam e se desenvolvam o tempo todo. Então as paredes que saíram e vieram as paredes de vidro para que eles possam interagir o tempo todo, isso é muito importante. eh a natureza, o pé de amora, que vocês vão ver nas imagens das crianças todas comendo amora, pintando com amora, brincando com a amora, porque isso faz parte desse processo, que eles não fiquem só numa folha, eles estão aprendendo, brincando e principalmente interagindo um com os outros. É isso que é a nossa educação, olhando para o integral, né? Não olhando só, ah, eu vou alfabetizar ou eu vou ensinar números. Não, eles vão aprender todos os conceitos necessários, mas brincando. [música] Esse é um dos diferenciais de vocês, então, que tantas famílias, né, querem que elas buscam. Exatamente. Mas, Paula, ainda assim vocês têm [música] ah tem alguns gargalos que vocês precisam melhorar, algumas dificuldades, [música] né, nesse processo todo para continuar sendo referência? Temos, nós temos eh todo ano, então tem as manutenções que nós fazemos, pintura, troca de de piso, de algum azulejo que precise, né? Isso faz parte da manutenção eh que a gente tem que fazer mesmo predial, mas nós temos que instalar uma plataforma elevatória, porque o meu piso, o meu bersário fica no piso superior. Uhum. Porque a creche como a cidade de Campinas, infelizmente tem o problema do escorpião. Sim. Então assim, eu não me sinto segura enquanto diretora educacional de descer os meus bebês pro piso daqui do térrio, onde eles possam ver um escorpião e eles não saibam o que é. Os mais velhos a gente ensina desde pequeno que é o escorpião e que eles não podem pegar. Sim. Eles têm que gritar a tia. Eh, nós nunca tivemos acidente porque a gente tem todo o cuidado junto com a vigilância sanitária, com devisa para não termos acidente, mas os bebês eles são indefesos. Então agora a vigilância sanitária tá me pedindo uma plataforma elevatória para que as famílias tenham acesso ao piso superior sem ser pela escada. Entendi. E isso demanda uma boa verba que a gente no momento ainda não tem. E isso necessitaria do que exatamente? de algum tipo de doação, de algum de alguém que olhasse, né, um empresário, uma visão para esse olhar mesmo, para essa ajuda. Isso, nós precisamos de empresas que queiram doar, pessoas que queiram ser associadas da creche, porque eh toda a nossa receita, ela é contabilizada, tudo entra nos balancetes, entra no balanço, tudo é muito correto e certo. E a gente precisa então assim pessoas que possam doar falando no intuito da plataforma, empresa que queira falar: "Olha Paulo, eu não posso, eu posso te doar a estrutura metálica da plataforma, outra empresa pode me doar a parte elétrica, toda ajuda é bem-vinda." Mas para quem não pode também ajudar dessa forma, que a gente sabe que esse custo é bastante, a gente sempre precisa de pequenas reformas. Agora o nosso objetivo é reformar a cozinha da creche que tá precisando. Mas também tudo depende das arrecadações e das verbas que a gente recebe. Então a gente faz festa da primavera, faz festa junina, fazemos evento da pizza, eh tudo rifa solidária para arrecadar recurso, sempre para manter com qualidade o trabalho e para manter essa estrutura, né, que hoje está dessa forma, pro bem-estar também dos educadores, né, de vocês e também das crianças. Essa ajuda também, Paula, vocês recebem além dos empresários que queiram, mas você disse também das ações, né, que são realizadas. Isso é todo um planejamento, um cronograma que vocês fazem fora da prefeitura, vocês mesmos. Isso, isso. Nós temos um bazar que abre semanalmente no Grupo Espírita que fica aqui na Avenida Engenheiro Antônio Francisco de Paula Souza, no número 700, do roupa, vim comprar. Legal. As roupas são de qualidade. A gente faz uma seleção, eh, para quem gosta, entende a importância do do reciclar roupa, do usar, né, de não simplesmente só jogar fora, porque o lixo têxtil não é fácil de você depois descartar, né? Então, a gente tem esse trabalho que também é uma fonte de recurso. Tem, então, pessoas que se tornam associadas tanto da creche, daí como tem do grupo espírita. Tem pessoas que podem doar as roupas e comprar. Então são duas ações que o bazar tem. Aí quando nós fazemos eventos como a pizza, a rifa, as pessoas podem adquirir nas nossas redes sociais, a gente sempre tá divulgando. Então são ações externas, né? Para além das Isso, a gente faz com toda a comunidade. A festa junina que a creche faz no último sábado de junho, por exemplo, enche aqui com umas 500 pessoas que não são só os familiares da creche, como toda a comunidade do entorno e pessoas que vem, porque o lanche de pernil é muito famoso, porque o quentão é muito gostoso, então as pessoas e todo valor, né, arrecadado fica para toda essa parte manutenção. ações, elas são direcionadas também para o público e em geral que quiser conhecer aqui o trabalho de vocês e, é claro, ajudar de alguma forma. Sim, toda ação é bem-vinda. Nós temos trabalhos voluntários, as pessoas podem ajudar no bazar, digitação da nota fiscal paulista. Então são várias ações que a creche tem sempre para arrecadar recursos e manter o trabalho com qualidade para essa educação integral das crianças e dos bebês. E Paula, olhando assim num futuro, né, não tão distante assim, mas como que você eh se vê aqui na instituição como diretora e qual que é o cenário que você deseja para essa instituição [música] daqui uns anos? Olha, nós temos algumas metas, né? Eh, eu acho que assim, hoje eu já atendo crianças que os pais passaram por aqui comigo já na gestão da creche mãe Cristina, que eu atendo filho de ex-alunos, isso já faz algum tempinho, mas agora eu estou pegando na mãe Cristina, então eu brinco que eu já sou vó da mãe Cristina, porque eu já estou na, né, indo pra segunda geração. E é isso que as famílias e essas esses essas crianças que passaram na época se sentiram tão bem acolhidas que elas querem voltar para trazer os seus filhos. [música] para que eles também tenham essa experiência conosco. Isso para mim é muito gratificante, mas nós também temos um terreno para fazer uma construção e aí são projetos que a gente pretende desenvolver para sempre ampliar e melhorar o trabalho, sair do papel e expandir um pouco mais, né, e aumentar também por conta da demanda. Tá certo? Muito obrigada por nos receber solid para quem quiser, [música] quem quiser e puder participar. Com certeza. Bom, mãos solidárias não terminou. Daqui a pouquinho a gente vai conhecer um pouquinho do trabalho que é realizado aqui na Creche Mãe Cristina. A gente vai para um rápido intervalo, na volta você confere tudo. Até já. [música] [música] [música] [música] Mãos solidárias está de volta. Agora vamos conversar com a Edivânia, Aparecida de Araújo. Ela que é professora e já está há um bom tempo aqui na creche. Seja muito bem-vinda. Muito obrigada. Sou eu que agradeço a presença de vocês aqui na creche Cristina. Edivânia. Muito tempo mesmo que você já atua aqui como professora? Isso, já tá quase a 17 anos. Já faz tempo, né? Bom tempinho já. Uhum. Já trabalhei com todas as faixa etárias. Uhum. Desde o três agora encontro meu aniversário. E quando você entrou aqui, como que era a proposta? contou um pouquinho, né, desses quase [música] 17 anos aqui. Então, ao longo dos anos, houveram muitas mudanças significativas, né, positivas, tudo em prol da da das crianças. E entre elas foram os espaços físicos, tanto interno quanto o externo. Uhum. O interno nós temos agora a praça, o jardim sensorial, que há uns anos atrás não acontecia. Uhum. E dentro do jardim sensorial, [música] eles têm uma a vivência de explorar os elementos da natureza, certo? Temos também os pés de amor que encantam não só as crianças, mas também [música] a os colaboradores, as famílias que vão até lá degustar junto com o filho. Tivemos também a os móveis planejados, que é algo também que não não tinha acontecido até então, adequado para a faixa etária das crianças, certo? E eles estão na sala de referência, no refeitório, [música] aqui no atelier, na brinquedoteca. Eles trouxeram harmonia, um novo olhar para de aprendizado para o educador, inovação e e agregam tudo isso junto ao algo pedagógico. E Edivânia, como que vocês fazem esse planejamento, né, da proposta pedagógica, né, porque são diferentes idades desde o bersário, né, e essa proposta precisa ser diferenciada. [música] Como que é feito você como professora? É, nós aqui nós trabalhamos na abordagem inspirada na MPER. Uhum. Então eu que estou agora no bersário para [música] ter a questão do do movimento livre, da autonomia, do olhar, [música] da escuta, do cuidado, do cuidar desse bebê. Então, trazemos várias propostas, inclusive relacionada a alimentos naturais mesmo, que eles possam sentir várias texturas, cheiros, cores. É isso que nós trabalhamos bastante com eles. E também tem aquela proposta que já vem de casa, né? aquela a [música] identificação das crianças mesmo que às vezes trazem, né, para vocês algo que vivenciou dentro de casa ou alguma criança atrás falando sobre uma descoberta que fez. também isso também é válido, porque no início existe um questionário, quando a gente quer saber um pouco mais das crianças pra gente poder ali trabalhar uma proposta, o livro dirigido intencional também [música] sobre a curiosidade dos bebês e das outras crianças também. Então você é responsável pelo bersário, qual que é a idade na que você trabalha? lá entra mais a partir dos [música] 4 meses, né? Provavelmente assim 4 meses até um ano e meio mais ou menos. Depois à tarde eu fico com dois que é a continuação ali do do bersário, [música] porque ele já tem mais dois anunos. E e Ed Edivan, aqui vocês trabalham com letramento, né? Assim que fala, né, nas creches, como que é esse trabalho? É roda de música, né, de [música] diversas culturas, eh, antiracista, né, indígenas, parlendas. Sim, parlendas também. Algo que eles também gostam bastante. O próprio, aquela chamadinha musical que também fala o nome dele, eles vão procurar quem veio, quem não veio, também acontece isso também. E o que mudou, né? você falou um pouquinho sobre a parte física mesmo, né, da creche. Lógico, nesse tempo todo, crianças que já saíram, como que eh que já são adultas, né? Como que é para você ter esse retorno também dos [música] pais responsáveis, né? como que vocês lidam também com o feedback, né, que a que vocês têm aí dos familiares, com esse com essa educação aqui de [música] vocês. É, para nós é muito gratificante, por as crianças que saíram acabam voltando os irmãozinhos, então a gente renova cada ano que ah, eu agora é o irmão de, né, do amiguinho que tá aqui. a gente vai tendo esse reencontro novamente com a família e um feedback bem bacana e positivo. Eia, você faz é esse planejamento junto com os outros, né, educadores daqui, como que é essa essa uma reunião de planejamento, né? Tem também parceria com a grade escolar da prefeitura? Como que é esse trabalho, né? Nós temos as formações. Aqui, sou eu, professora, tem mais duas professoras também. Então, a gente conversa, dialoga, vê o que que é melhor para a criança naquele momento. A gente define junto com os maiores, junto para poder saber o nome do projeto. Uhum. Também com as famílias para depois a gente não que isso seifica uma coisa engessada. No decorrer [música] do tempo, a gente vai conhecendo, trilhando esses novos caminhos. Edivânia, qual que é o maior desafio para você hoje nessa jornada? Acho que o desafio é é refletir sobre a minha prática e poder trazer sempre algo novo ali que não acrescente não apenas para o grupo, mas no singular de cada um. Esse acho que é um dos maiores desafios. E você se vê daqui uns anos ainda trabalhando aqui ativamente na CRE Mãe Cristina. Represente muito. Obrigada, Edivânia pela participação. Bom, mas ainda não terminou. Você vai acompanhar um pouquinho do que é realizado aqui na creche Mãe Cristina. Vamos mostrar também toda a estrutura para você. Não saia daí. [música] [música] Minha trajetória se iniciou em 2020. Eh, eu comecei a atuar aqui como agente de educação infantil e aí em uma oportunidade me tornei professora e sigo aqui há 6 anos. Como que é para você então nesse nesses se anos, né? Como que foi a sua evolução também de atuar junto com as crianças? Foi um processo de muito aprendizado, né? Continua sendo, mas é muito gratificante poder ter e todo esse trajeto aqui dentro da creche mãe Cristina. E como que é a sua rotina? Como que é o seu trabalho junto com as crianças? Aqui na creche eu atuo em dois agrupamentos, agrupamentos três, né? São crianças [música] eh de faixa etária diferentes, né? De três a quase 6 anos completos. Eh, no período da manhã estou com agrupamento 3B e no período da tarde com um 3C. E aí, eh, no momento da proposta pedagógica, a gente atua cada dia em algum espaço aqui dentro da creche. Hoje estamos aqui no atelier. E essa proposta pedagógica é tudo pro desenvolvimento é mais sensorial. É esse que é o trabalho de vocês? Sim, na verdade a proposta pedagógica ela vem de acordo com o que a criança pesquisa, o que ela procura. E aí, em parceria com as crianças e as famílias, a gente desenvolve um projeto e durante o ano faz a atuação desse projeto com as propostas pedagógicas. O que representa para você então atuar nessa instituição? Muito amor, [risadas] muita gratidão e é um prazer fazer parte da história da creche mãe Cristina. A Creche Mãe Cristina, ela já tem há muitos anos, né? E eu tenho um filho de 10 anos que a família dele todas estudou aqui nessa creche também. E aí eu tentei colocar ele, mas como é uma creche, né, muito pedida, né, então eu não consegui a vaga para ele quando eu vim. E aí quando eu tive a minha filha, eu pensei, né, nossa, seria muito interessante se eu conseguisse a vaga paraa minha filha. E aí, como eu faço pedagogia, aí tava precisando de eh ajudante, né, para cuidar das crianças. Aí eu falei: "Poxa, é uma ideia, né?" Aí mandei o currículo, fiz o processo seletivo e vim trabalhar. Quando eles me contrataram e minha filha tinha direito da vaga. Eu falei: "Nossa, olha, juntou o útil com agradável". Aí tirei ela da onde ela tava e ela começou aqui. E como que é para você trabalhar e ainda ficar pertinho, né, da sua filha? Nossa, é assim, gratidão, sabe? É um sentimento de de amor, de assim sossego mesmo, por saber que ela tá sendo bem cuidada, que não só ela como todas as crianças. É assim, é muito bom. Nossa, não tem nem 100 palavras. Igo, você é agente de educação infantil. como que é a sua rotina, né? Qual que é a sua proposta com as crianças? Aqui a gente cuida, a nossa proposta é o cuidar, eh, ensinar eles, como eu fico no bersário, assim, é do começo, né? Então, é os primeiros prços, as primeiras palavras, alimentação, é, é isso, é ajudar, é dar carinho, amor. Aqui é um lugar que a família pode deixar a criança tranquila, porque ela tá sendo bem cuidada. Eh, as tias assim são maravilhosas. Eh, é assim carinho que a gente tem mesmo pelas crianças. É importante para você trabalhar e também ter esse outro olhar enquanto mãe, né? Exatamente. Porque eu consigo e dar o meu melhor e sei que minha filha tá recebendo o melhor também. A educação infantil pode ser transformadora quando une contato com a natureza, brincadeiras lúdicas, acolhimento e muito amor. Na instituição, as crianças não ficam restritas às salas de aula fechadas. A proposta é justamente resgatar a vivência ao ar livre. Pisar na grama e colher frutas diretamente das árvores são experiências comuns na rotina dos pequenos. Você gosta de brincar do quê? De tinta. De tinta? E você gosta de desenhar o quê? A mamãe, o papai e eu. E essa atividade, ela é sobre o meio ambiente, sobre a natureza. É isso? Sobre a natureza. O que que você acha aqui da creche mãe Cristina? Eu acho muito legal. As comidas daqui é muito gostosa. É. E o que mais que você gosta de fazer aqui? Eu gosto de brincar. Eu gosto de ficar na brinquedoteca. Eu gosto de comer, gosto de fazer um monte de coisa. Você gosta de tudo? Então, sim. Sara, conta um pouquinho da sua rotina aqui na creche. Que que você faz? Eu brinco, quando eu chego, eu brinco um pouquinho. Aí depois eu vou pro café da manhã. Depois aí depois eu eu vou brincar. Depois disso, nós vai pro almoço, depois nós come fruta, depois nós dorme, depois nós toma café da tarde, depois nós janta e vai embora. Nossa, você faz bastante coisa, então, né? Qual que é a parte mais legal? Brincar. Uma das responsáveis pelas refeições [música] é a Vanúcia, que há 10 anos usa um ingrediente que não pode faltar. muito amor. Eu conheci a instituição porque eu eu tinha uma filha pequena e eu precisava de um um lugar para ela e eles no tempo eles me deram oportunidade de dela vir paraa creche. Aí eu tava precisando de trabalhar também, como eu já era cozinheira, aí eles me chamaram para trabalhar. Aí minha filha ficou até os 6 anos, já saiu daqui pra escola. Hoje ela tem 25 anos. E é isso. Gosto de trabalhar na mãe Cristina, gosto do que eu faço e adoro ser cozinheira. Coloca muito amor e tempero nessa comida, porque as crianças já falaram super bem, viu? Tem que ter muito amor. A gente tem que ter amor no que faz, né? Porque se a gente não [limpando a garganta] tiver amor no que faz, não dá. E eu ponho muito amor para eles, faço tudo com muito amor. Plano é tá aqui [risadas] até quando Deus permitir, né? Quando ele não permitir, encerra meu ciclo na creche. Mas é um lugar que eu tenho muito carinho, tenho muito aprendizado, principalmente com as crianças que eles passam, eles falam: "Ah, a comida tá uma delícia, comi toda e tem umas meninas que me ajudam também. A gente é uma equipe, se a gente, se não for elas também me ajudar, a gente não faz o trabalho, né? Então elas também são minhas companheiras, as duas. Eu sou grata a elas também. Eu conheci a creche mãe Cristina porque minha esposa trabalhou aqui no no passado, né? e meu filho desde os 4 meses de idade já frequenta aqui. Então, desde então conheci a creche, gostei da forma que os alunos são tratados, da a forma que as crianças são tem o desenvolvimento aqui na creche, né? E desde então ele tá aqui, acabo fazendo parte da CPA também aqui da creche, a parte mais humana, né? né? Então eles tratam uma criança exatamente como criança, onde eles podem brincar, eh, ser realmente quem eles são, sem sem ter aquela cobrança, eh, de, ó, precisa ser feito isso, ser feito aquilo. Então, acho que essa parte mais, esse contato pessoal com as crianças acho que é o essencial. E como que é para você ver o desenvolvimento do seu filho, né, nesse nesse processo, nessa jornada, desde quando ele entrou? a ver o desenvolvimento dele aqui é muito importante e e a gente vê muita diferença eh comparando aí com crianças de outras creches, exatamente por esse essa humanização que eles têm com as crianças aqui. Foi realmente uma escolha acertada, então, com certeza. Coração tá até apertado já, que o ano que vem é o último ano dele aqui. Coraçãozinho tá pulando já. Este foi o mão solidárias. Obrigada pela companhia e você pode conferir esse conteúdo na íntegra pelo portal tvcamaracampinas.com.br. Te espero na próxima edição. Até lá. [música] เ