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Olá, mãos solidárias começando e hoje estamos aqui na comunidade Gleba B. Vamos conhecer o trabalho da Associação SERS, que desenvolve um trabalho, né, de apoio social, um suporte também para famílias em situação de vulnerabilidade. Ao meu lado está uma, né, das fundadoras, dos fundadores aqui dessa associação, Milena Guilherme Marques da Silva. Muito obrigada pela sua participação. Eu que agradeço pelo convite. Bom, ela vai contar pra gente como tudo começou, como que eles começaram, né, esse projeto, ela com o marido, né, que tiveram essa iniciativa. Então, queria que você contasse lá do passado como que foi pensada, né, nessa proposta para ajudar tanto as famílias. Milena. Perfeito. Nós vamos voltar um pouquinho aí para 2019, época de pandemia. Uhum. Existia uma situação aí bem inesperada, né, naquele momento. E nós tínhamos uma obra, uma construção. Nós estávamos construindo uma casa. E nesse momento o Rodrigo, que é o meu marido, ele veio aqui na região porque uma das pessoas que trabalhava conosco, um dos pedeiros, morava aqui. Então ele veio trazer uma cesta para esse pedir, porque era próximo ali do final do ano. E quando ele se deparou numa viradinha aqui próxima, tinha uma mulher grávida com um filho no colo, com um cenário assim bem perturbador e aquilo mexeu muito com ele. Ele voltou para casa e falou: "Nós precisamos ajudar". Eu falei: "OK, como ele não sei ainda, mas precisamos". E a coisa evoluiu, ele cogitou ali sobre consumir casa, mas, né? Eh, hoje nós nós somos advogados, então a justiça nós conhecemos e sabemos quanto ela é morosa, mas a justiça social queima no coração do Rodrigo, principalmente. Nós voltamos em outro momento e já haviam construído uma casa para ela e aquilo foi devastador. Ele falou: "Não, então nós precisamos romper essa ideia e fazer efetivar". Naquele momento nós separamos muitas coisas de bebê, fizemos uma campanha para arrecadarmos outras questões e trouxemos para ela. E aí nós começamos a conhecer a comunidade. Nós entramos aqui, fomos conhecendo, fazendo conexões, entendendo as realidades. Conhecemos uma família que nós chamamos de obra um, que foi a primeira casa, aonde existia uma situação também grande de vulnerabilidade. As crianças dormiam no chão, tinha escorpião, aranha, algo bem preocupante. E aquela foi a primeira iniciativa. Derrubamos o barraco e construímos eh em alvenaria num prazo de 30 dias. E a nossa proposta sempre pra comunidade é a transformação. Então não é só transformar o ambiente em que você vive ou transformar de um material para o outro. É uma transformação interna. Enquanto se constrói a casa, a casa constrói também o indivíduo. Então tem uma parceria, nós entramos com material e essa família vai entrar com a mão de obra, vai entrar com ajuda. Então nós fomos ao longo do tempo desenvolvendo uma forma de sempre colocar a família junto para esse trabalho. O tempo foi passando, a pandemia chegou efetivamente, o calurou, não sabíamos como lidar, era tudo inseguro, começamos a entregar cestas e aí fizemos todo o complexo, eh, Gleébab, Monte Cristo, Parque Oziel, fomos conhecendo famílias, cadastrando, acompanhando, eh dizendo, né, naquele momento quais eram os caminhos, cras, enfim, isso foi evoluindo e nós então entendemos que nós podíamos fazer o mercado solidário dentro dessa proposta de fazer a transformação de dentro para fora. Então, o que é o mercado solidário? Na sexta, talvez aquela família já tenha fubá ou não consuma o fubá, não consuma o feijão porque já tem. Então, no mercado solidário, nós sempre enfatizamos essa consciência de aquilo que para mim está OK, pro meu vizinho também está. Então, a gente compartilha, a gente divide e a cada um pega aquilo que é essencial. E aí nós começamos a trabalhar na comunidade para mostrar que não é de fora, é de dentro. E aí nós temos aqui a Eliana como uma anfitriã parceira que cede a casa e nós trabalhamos sempre nesse conjunto. Então a gente tá sempre em contato com a comunidade, entendendo quais são as necessidades e principalmente convidando a comunidade para participar. E Milena, como que vocês eh percebem, né, esse retorno deles? Óbvio que tem esse resultado, né? Como o Rodrigo já mencionou que não é assim a curto prazo, né? É a longo prazo que vocês vão percebendo realmente essa transformação. Mas partindo dessa iniciativa de que você percebe que elas que cedem a casa, do pouco que elas têm, elas também querem ofertar. Então isso vocês já percebem que realmente existe essa parceria, né? Exatamente. Que é o trabalho de vocês, como que vocês lidam com essa situação dessas famílias? Eh, nós percebemos a evolução pouco a pouco, cada dia e um dia. A gente tem essa frase, cada dia um dia. E nesse cada dia um dia nós temos essa parceria. Então, traz para casa, acolhe, termina, a gente senta, conversa. Nós temos também os dias em que nós vamos até as casas de todos cadastrados. Então eles não são cadastrados e a gente perde o vínculo e volta somente no dia do outro mercado solidário. Não. A gente vai nas casas, faz a visita, entende qual a necessidade de cada um e você vai percebendo a evolução, porque cada vez que a gente volta, os testemunhos são outros. Ai, olha, a gente conversou sobre emprego, eu mudei de emprego. Olha, a gente conversou sobre tal assunto, fez sentido, nós mudamos a forma de lidar em casa. Então, a gente vai percebendo nesse espaço de tempo que é longo, esse trabalho de transformação social e não só assistencialismo social. Então, vocês têm todo um acompanhamento dessa família para entender as necessidades, o que melhorou e o que precisa ainda ser modificado, né? Além do mercado solidário, quais são as outras ações que vocês realizam também? Sim. Então, nós temos o Mercado Solidário, que foi essa evolução, né, da entrega de cestas. Nós atuamos aqui também com as crianças e adolescentes e nós usamos pontos estratégicos e datas estratégicas para agregar, porque como nós temos esse contato eh na casa, né, e a gente acaba fazendo essa interação, mas não é o suficiente, principalmente nessa idade, que é uma idade que precisa de atrativo. Então, na limitação do projeto T226, que era uma reunião de amigos, a gente promove então as as festas de das crianças, Páscoa, fazemos conexões com pessoas que possam nos ajudar e aí a gente traz essas crianças, ex-adolescentes, nós conseguimos há 3 anos atrás seguidos, fazer a corridinha, então eles correm num circuito com staff, camiseta, número de peito, medalha, fruta. água, acompanhamento é bem legal. Eh, nós fazemos também essas reuniões esporádicas para porque a maioria aqui na GLBA, na comunidade são mulheres, mães solteiras. Então, é necessário ter a informação, né? O fardo é pesado, são mães que eh trabalham, às vezes não, precisam de ajuda, tem filhos, filhos em idades complicadas. Essa região é bem assistida com outras eh outros outras organizações, outras ONGs para que essas crianças estejam também não somente na escola, né, no contraturno, como a gente chama. Sim, mas mesmo assim é necessário de informação, né, com relação a todas as questões que envolvem o cotidiano, né, delas na comunidade. Então nós temos esse trabalho com as mães, temos esse trabalho com a família no dia a dia, nas visitas, essas ações pontuais, Natal, Páscoa, eh Dia das Crianças, onde a gente coloca apoio jurídico, saúde mental, ã saúde também, enfim, em todas essas esses momentos nós aproveitamos que são ganchos pra gente ir penetrando outra camada da comunidade. E Milena, como que vocês fazem esse mapeamento, né? Já que existem outras, é, comunidades aqui próximas também para que ninguém fique, né, sem essa assistência e esse suporte? Vocês têm uma, alguns requisitos assim, algumas informações que vocês precisam avaliar de dentro da casa mesmo para poder eh trazer essas famílias para que elas sejam cadastradas. Como que funciona essa parte mais burocrática, né? Sim, nós temos. Então, tanto paraa construção de casas como para esse cadastro efetivo, nós entendemos qual é a renda, qual é a renda per capta, quantos trabalham, quantos estão desempregados, quantos estudam. Então, as crianças têm que estar na escola, tem que ter o acompanhamento junto ao posto de saúde. A gente tenta trabalhar também com as outras ondas, saber, olha, esse é cadastrado lá, poxa, então se ele recebe auxílio lá, não faz sentido receber aqui também. tem outra pessoa que pode ser melhor beneficiada. Então a gente faz esse pente fino, a gente chama para entender as necessidades. E aí de acordo com esses critérios, a gente vai colocando numa lista e acompanhando. Quando a situação daquela família muda, automaticamente ela precisa ingressar numa nova etapa, né? Porque essa é a transformação. Então nós temos também os acompanhamentos de curto, médio, longo prazo, porque tem famílias que estão naquele momento do do rompante, eles vão romper para acessar. Então nós estamos naquele, nós estamos acompanhando, rompeu, então acabou o ciclo daquela família, nós começamos com outra para mapear ao redor essa conexão de visita, de contato com as famílias, onde aparece, ah, mas o meu vizinho, a gente sai mapeando e entendendo. Então esse projeto, o T2, ele começou de uma forma assim bem bem no início, engatinhando, começou de uma uma maneira informal e aí vocês foram percebendo a necessidade dessas pessoas, dessas famílias, né? Queria que você explicasse um pouquinho sobre esse nome T226 e falar um pouquinho sobre Swers também, né? como que ele foi pensado, como foi construído ao longo do tempo e até chegar nesse cenário atual. Daí a gente vai falar um pouquinho mais, mas sobre o projeto T226. Então o T226 é até emocionante lembrar porque ele fala talvez mais de nós do que a própria comunidade. T226 é uma referência a Thago 226, a fé sem obras é morta. E a nossa fé foi compelida a romper, compelida a vencer diante de uma injustiça social que nós começamos a acompanhar. Então, e a primeira casa foi um desafio enorme, foi uma prova de fé gigantesca em todos os sentidos, porque eh os recursos eles vinham de todas as formas. Nós precisamos entrar numa esteira de vamos pro Instagram, vamos pros nossas nossos contatos, né? Vamos nos mexer. E não tinha outro nome que nos representasse melhor do que aquele momento a fé sem obras é morta. Porque só acreditar é nada fazer, mas fazer sem acreditar. Então Deus ele nos moveu o tempo todo para romper e alcançar essa essa forma de justiça social. Mas ao longo dos anos nós encontramos algumas limitações que o assistencialismo, né, que é aquela situação pontual, ele encontra. E aí nós sentamos, reformulamos, entendemos, nós precisamos oficializar para fandir, para ganhar força e fazer com que isso cresça. E aí veio a SERS, que quer dizer semeadores, onde nós continuamos esse trabalho, mas agora de maneira estruturada. Então, algumas pessoas nos perguntaram: "Ah, mas o T2 acabou?" Não, o T2 ele continua sendo o projeto da Sers, porque agora a Sers é esse grande guarda-chuva e dentro dele nós estamos nos organizando para colocar ainda outras ações. Então a Solers veio para expandir, veio para dar força e estrutura às ações iniciadas pelo T2, mas que nós vamos avançar com mais força nas demais necessidades das comunidades. Então tem muitos projetos ainda pela frente, muitos projetos. muitos para gente. Então, a gente vai aguardar só mais um pouquinho porque agora a gente vai para um rápido intervalo. Gente, na volta vocês vão conhecer um pouquinho do trabalho que é realizado aqui no GLEA 2. A gente vai mostrar para vocês toda a parte do mercado solidário e daqui a pouquinho a gente volta com mais entrevista. Então, não saia daí que mão solidárias volta já já. Nós começamos quando nós tínhamos uma obra aqui perto e aí nós necessitávamos de um ajudante. Um amigo indicou um rapaz aqui de perto e aí uma das pessoas que inclusive até hoje é atendida no projeto, a Simone, nós conversamos e vimos a necessidade de uma casa para Simone, só que o tempo passou, eu cheguei quase depois do final do ano e com isso nós vimos que alguém já estava fazendo e aí nós ficamos profundamente chateados de não termos podido participar dessa primeira parte. E com isso nós nos mobilizamos pro ano seguinte. No ano seguinte nós viemos, conhecemos a essas essa comunidade, entendemos qual era a necessidade dela e aí nós começamos a trabalhar de acordo com a necessidade dela, não necessariamente aquilo que nós queríamos dar, mas sim de acordo com aquilo que eles precisavam. E hoje vocês atendem quantas famílias? Como que é dividido esse trabalho? Hoje nós temos aqui na Gleba cerca de 30 famílias e com a comunidade do Aral, os Aralus, que são uma comunidade indígena de refugiados venezuelanos, lá são mais 23 famílias com um total de 90 pessoas. E os projetos, quais são os projetos que entram dentro dessa comunidade, desse trabalho de vocês? aqui para essa comunidade especificamente, nós temos vários trabalhos, inclusive aquilo vai de encontro a cada capacitação profissional. Então, nós temos atendimento com advogados, psicólogos, psicanalistas, eh também a questão de alimento, mas mais do que alimento, entender qual é a real necessidade de cada comunidade, as suas especificidades. Os resultados, na maioria das vezes, eles são de médio a longo prazo. A curto prazo, nós nós não, muitas vezes nós não vemos muita coisa. É como um iceberg, 75% do iceberg tá debaixo da água. Então, aquilo que nós procuramos suprir deles em questões imediatas, talvez não cause tanto resultado, mas um trabalho a médio prazo, onde nós chegamos aqui, vimos crianças pequenas, hoje essas crianças já de uma forma madura, alimentadas, orientadas, direcionadas, isso de fato faz toda a diferença. E e as meninas aqui elas abraçaram essa causa, né, para por abrir também as portas, né, para a comunidade. Essa é a importância sempre do trabalho com a comunidade. Muitas vezes nós temos a tendência de doarmos aquilo que não nos serve e imposs aquilo que nós entendemos que é interessante, quando na verdade nós precisamos entender cada necessidade. As necessidades de uma comunidade carente, ela muitas vezes ela não é igual a outra. Em umas tem uma demanda, em outras tem outra demanda. Então, para que a ajuda seja efetiva, nós precisamos conhecer a comunidade, entender quais são as suas necessidades e aí sim aplicar uma ação que seja coerente com aquilo que eles necessitam. Era aqui, nesse barraco que a Alessandra vivia. Uma única parede separava a vida dela e a do vizinho, mas no espaço tão apertado, ela encontrava força para seguir em frente. Foi difícil por morar no fundo, né? a situação era bem decadente, barraco caindo, literalmente caindo nos pedaços. Creio que eles têm a imagem ainda das da gravação que eles fizeram para conseguir ajudar. Meu ex-marido, que já era ex na época, tava trabalhando na casa aqui do lado. E que acontece? Eles estavam fazendo doações de alimento pras pessoas lá lá fora e eu aqui no fundo sou mais difícil acessou. Aí foi onde o meu ex-marido viu a Milena e falou: "Ah, tem uma família lá no fundo". foi que ela chamou ali no corredor e assim através da de alguém ter lembrado que existe alguém aqui no fundo, veio a Milena que foi bem guiada, graças a Deus, que chegou até mim, chegou a ver a situação, se se compadeceu muito, de verdade. Ali foi uma luz para mim, foi uma luz com um monte de criança pequena na época grávida ainda. Tem, tá? E agora meu filho tá com três, vai fazer 4 anos. Então deu uns 5 anos. Foi uma luta. Aí eu precisei literalmente erguer a casa do chão, consegui tudo que eles me ajudaram muito, de verdade, de roupa para criança, de utensílios para dentro de casa, tudo. Então, para conseguir tudo, foi uma luta muito grande. Eles vinham eh fazia um pouco de gravação para conseguir com as doações. Aí vinha, tá? tá faltando alguma coisa sempre não tenha vergonha. Foi o que me deixou um pouco mais me soltar um pouquinho mais para precisar de alguma coisa, um leite, um arroz, chegar até eles. Foram de verdade me tiraram de uma situação que eu vivia decadente. De verdade. Eu vivia numa situação aqui esquecida. Eu era esquecida. E eles lembraram que eu sou um ser humano, que eu existo. E isso me deu forças para ver que eu também não tô morta, né? e correr atrás de tentar ajudar da forma que eu pudesse. Sinceramente, eh, eu vivia na época numa situação bem difícil, sabe assim? É que falando não dá nem para acreditar. A casa da frente já era construída, então a parede do meu barraco já tinha caído. Era a parede do vizinho que tampava a parede do meu barraco. Então, quando chovia esse corredor, nossa, mas ele enchia de água. Era muita água, literalmente. Gravei, mandei para eles, vieram, organizaram. Sinceramente, foi minha salvação. E eu de uns 5 anos lá atrás para cá, hoje eu posso falar assim, eu tenho orgulho de ser quem sou, porque até isso o meu autoestima através do projeto T226 eu conseguia levar porque eles passaram essa segurança para mim. Então é, foi algo e continua, vai continuar sendo algo muito importante que eu vou levar pra vida as pessoas desse projeto, todos eles foram todos muito atenciosos em todos os aspectos, nunca jamais deu as costas, entendeu? Sinceramente, seres humanos, digamos assim, seres humanos que tá difícil de achar hoje em dia. E hoje você tem um teto, você pode dizer que realmente tem um teto porque se não fosse por eles, hoje o que que seria da sua vida? Nem sei o que seria da minha vida. Para ser sincera, se não fosse, eu nem sei, porque eu vii quase a minha vida em barraco, quase a minha vida inteira, literalmente. Primeiro barraquinho eu tive aqui na Gleba também e esse era o segundo. Agora não, agora eu tenho a minha casa. Aí às vezes as pessoas falam: "Ah, mas tem que mexer aqui, tem que fazer isso, fazer aquilo". Eu falei: "Gente, só de eu ter o meu teto isso já faz diferença para mim já é o suficiente. Eu não quero luxo, eu quero ter segurança. Segurança vem em primeiro lugar." E isso através do projeto eu tive a segurança de vida. Há 25 anos morando na comunidade Gleba B, Eliana abre a porta de sua casa para ajudar a comunidade. É aqui que acontece o mercado solidário, onde as famílias têm a oportunidade de levar para casa o mantimento que precisa. Eu conheci o Rodrigo I, que é o esposo da Milena, a na construção da casa da minha da minha nora. E aí de lá para cá ele vem ajudando a gente. Tem uns três a 4 anos que tem. Aí ele veio com esse programa da do mercado solidário pr pra região. Só que veio também ajudou a gente no dia das crianças. Ele sempre tá aqui ajudando e o ano passado a gente fez. O dia das crianças foi grande, teve um maior ainda. Então ele sempre tá aqui nos ajudando com as necessidade. Quando a minha nora precisou, ele arrumou pessoas para ajudar lá, eletricista, material de construção, tudo isso. Então, eh, para mim é uma ótimo, porque ajuda a comunidade, porque é o que eu quero, porque já vem há 10, 12 anos eu, minha irmã tentando ajudar a comunidade. Dia das crianças, eu e ela, nós faz há 12 anos. E aí com a vinda do Rodrigo Mar da Milena, eh, acrescentou mais a comunidade. Eu vejo uma necessidade de muita gente que não tem condição, porque quando eu cheguei aqui, eu precisei da ajuda das outras pessoas, porque eu não conhecia. É diferente da onde eu morava do Pará que lá a gente é fácil para fazer uma casa, é fácil para tudo. Aqui tudo é mais era mais dificultoso. Então como eu recebi ajuda, eu gostei. Meu filho ficou no projeto ali, todo eh ficou até terminar, ajudaram com um monte de coisa igual ajuda as outras crianças. Meu neto também participa desse projeto e eu acho lindo isso. Eu acho maravilhoso. Ajudar as outras pessoas é bom e principalmente as crianças. Eu gosto de de fazer o dia das crianças. Eu gosto de de est ali no meio ajudando, sabe? A gente, ela também. Então, para mim é gratificante. A maioria foi escolhida a dedo, porque eu conheço a maioria deles que vem para cá, que eu escolhi. Antes tinha mais gente, antes a gente tava com 60 família, era 60 família. Aí aqui eu eh tem o projeto aqui do pastor Marcos, tem o projeto aqui do da construindo saber, tem muitos projeto, mas sempre eu tô ajudando mais o Rodrigo. E como que é pra senhora participar desse projeto, né, e ver que ele está crescendo. Ah, é gratificante, muito gratificante, porque a gente fica feliz em ajudar as outras pessoas. Eu pelo menos fico muito feliz. Eu sei que Deus vai me dar mais na frente. Eu acho importante por tá ajudando as pessoas, né, que tá com precisão. Eu acho isso foi muito importante. E esse essas ações sociais, esses projetos aqui no GLBAB tem trazido essa transformação para vocês? Sim, tem trazido muita transformação. Sempre quando tem, né, a gente participa o grupo delas, né, ter ajudado. Ah, é muito bom que eu tô precisando, né? Eu ganho só Bolsa Família e dá pouco para mim pagar água. luz e me ajuda bastante, né? Quero agradecer a Deus e agradecer a vocês por fazer essa essa boa e bene difícil aqui, né? Para ajudar o pessoal. Muito bom. Que Deus abençoe vocês e é um prazer. Eu acho esse projeto muito bom, abençoado por Deus, né? Que Deus usou a vida delas, de vocês também, que foi os voluntários para est ajudando. Eu acho muito bom. Só ajuda. Gratidão. Pra gente é muito bom a gente fazer parte da comunidade, ajudar as crianças e e principalmente quando o projeto T2 entrou com ação desse mercado solidário, ajuda muita a comunidade aqui, muitas pessoas que necessita mesmo, porque a gente chama as pessoas para doar, para doar essa cesta básica, as pessoas que a gente vê que tá necessitando mesmo, porque tem muitas pessoas que necessitada e pra gente é muito bom a gente saber que você é um voluntário para ajudar. E a comunidade ela precisa muito de ajuda, não só aqui com vários outros bairros, que eu vejo que tem muita gente passando necessidade e a gente não pode fazer muito por todos, mas o que a gente pode fazer, a gente ajuda. E além dessa dessa ação, né, do mercado, quais são as outras atividades que acontecem aqui? Essa é a parte melhor que eu gosto de mexer com as crianças, que a gente faz todo ano, a festa das crianças, dia 12 de outubro e dezembro também. A gente faz isso, a gente escolhe 100 criança para cada uma pessoa padrinhar no final do ano e muita gente ajuda a gente aqui com isso e é uma diversão muito boa pr as crianças e eu me sinto feliz em participar, fazer parte dessa comunidade, poder ajudar as crianças, poder ajudar os pessoal daqui da Gleéba B. Vocês assistiram um pouco só do trabalho que é realizado, mas tem muito mais de ações, né, que essa associação realiza para toda a comunidade. Esse foi só um trechinho do mercado solidário tão importante para essas famílias, né, Milena? O que que você tem a dizer sobre ver também um pouquinho, né, da realização de cada um e essa contribuição que vocês fazem na vida delas? ver a contribuição é o sentido de tudo, né? Que na verdade quando a gente pensa no assistencialismo, quando a gente pensa na ajuda, no ajudar o próximo, enfim, às vezes fica meio subjetivo, mas quando você entra e vai percebendo todas as dificuldades, como é a luta, às vezes existe um julgamento equivocado. Ah, pelo amor de Deus. Tá, mas eles sempre recebem auxílio, mas é uma realidade tão diferente da gente. Eu me lembro de muitas vezes em que em todas as ações eh eu trouxe a Helena, minha filha menor, para que ela entendesse, porque às vezes a gente dá exemplos em casa e é impossível, por mais que você explique, a criança perceber. Mas quando ela entra, quando ela percebe, quando ela vivencia e principalmente quando ela vê o quanto é possível fazer a diferença, tudo muda. Então a mudança e a semente também fica na gente, não somente neles. E vê tudo isso acaba se complementando. É é surreal, gratificante demais, demais. Não cabe palavra. A gente fica buscando, pensando o que falar. É extraordinário. Talvez seja essa palavra. E olhando, né, do período que vocês começaram até hoje, quais são os desafios, porque tem, né, muito desafio. E as dificuldades que vocês enfrentaram ao longo do caminho, o que precisa ser melhorado, né, daqui paraa frente, o que que precisa ter um outro olhar para que as associações continuem, né, nessa luta, continuem trabalhando em prol dessas famílias que mais necessitam. Eu pontuaria para quem tá começando, né, como nós estão fazendo esse trajeto, né, o a parceria pras organizações, paraas associações menores, elas são limitadas, obviamente, porque não tem CNPJ, porque é informal, o voluntariado é algo também bem delicado e a gente vai dependendo sempre dessa ajuda. Mas até então, OK, porque existe toda uma regra, uma burocracia que precisa ser cumprida. Só que quando a gente alcança e a gente passa desse desse nível, dessa etapa de OK, CNPJ, a gente fica meio que a deriva, porque as certificações, os demais processos, eles são dificultosos. Uhum. Não existe uma assessoria que traga isso mais para perto. Existem sim algumas organizações que até tentam fazer esse essa intermediação, mas ainda muito distante. Então, pros pequenos que estão começando agora, fica muito difícil. é para você ter o voluntário, para você conseguir as parcerias. Então você quase que continua da mesma forma, regularizado, porém da mesma forma e ao mesmo tempo que vai crescendo, mas faltam pessoas para ajudarem, né? Vocês acabam ficando também sobrecarregados, porque são muitas famílias e também lugares um pouquinho mais distantes um do outro, né? Enquanto um tá fazendo aqui, o outro poderia estar em outro lugar e isso vai acaba dificultando um pouquinho, né? muito porque o crescimento, tudo que é saudável cresce, então esse crescimento acontece e aí a gente encontra essas limitações. O voluntário, para que ele seja voluntário, tem que tá disponível e aí começa a não ter mão de obra, ah, vamos fazer apenas aos sábados. Então começa a esbarrar em várias outras questões e acabam dificultando tanto aquele que inicia como aquele que é informal, como aquele que já passou de uma determinada etapa e que precisa continuar porque aquilo arde no nosso coração. É difícil explicar aquilo que tá dentro. Então institucionalizar uma missão é algo muito delicado e nem todo mundo vai entender dessa forma. E quais são os seus planos, né? O seu, do seu esposo, eh das dos parceiros também. e da associação daqui paraa frente tem algo projetado que vocês querem sair ali, né, deixar, tirar ali do papel para colocar em evidência e continuar ajudando também as famílias? Sim, nós temos vários projetos, né, e as portas têm se abrido mesmo a gente tem e talvez por um por esse prazo de 6 anos de informalidade, você faz algumas conexões. Isso tem nos ajudado. Nós temos escolas parceiras, empresas parceiras que não se limitaram uma questão da da burocracia e que investiram nisso. E então nós fomos nos associando aqui, arranjos ali, fizemos a nossa primeira feijoada solidária no dia 21 de junho e o foco era ajudar 91 pessoas, que são 21 famílias em estado de vulnerabilidade lá no Campo Grande, que são venezuelanos que estão ali de maneira eh deplorável e também ajudar a dona Vita, que é o lar dona Vita, ali no Campo Belo. Então, a gente foi tentando ampliar a nossa extensão de atendimento. Eh, em breve aí teremos um local de atendimento com atividades, né, de maneira regular para as crianças. A intenção é atender toda a família, né? Então, é esse acompanhamento às mães, aos pais. Parece que não, mas existem pais também e os que existem são muito presentes. Aos avós que fazem parte da família, enfim, nós queremos ampliar o atendimento e continuar com o objetivo inicial que é a justiça social. Perfeito, Milena, eu quero agradecer a sua participação aqui no programa de compartilhar toda a sua história e parabenizar também por esse trabalho incrível que vocês realizam. Então, mais uma vez muito obrigada. Obrigada. Eu que agradeço, Cásia. Um grande prazer estar aqui. Obrigado por esse convite. Uma excelente oportunidade de trazer o trabalho de transformação social que não somente nós, mas muitos outros certamente fazem. Ah, esqueci de falar de uma coisa. Nós também temos um trabalho que chama no house, quer dizer sem paredes, onde nós atuamos também ali na 13 de maio. Nós tivemos um momento incrível. Nós fizemos um culto ao ar livre para todas as pessoas que estavam ali. Ai, que legal. E qual que é a periodicidade desse desse projeto? Nós iniciamos fazendo as sextas-feiras a cada dois meses, porque a gente esbarra naquilo que nós falamos, né? Na questão de voluntariado, extensão, de bra. Então, e agora nós estamos voltando com o no Mas ainda não posso falar novidades. Precisa seguir, precisa seguir o Instagram. Então tem que seguir o Instagram e depois prestar atenção aqui no programa que, né, de repente a gente pode trazer com esse outro foco, com esse outro olhar também. Vai ser demais com certeza porque muitos projetos estão chegando, né? Muitos outros. Muitos outros. Muito obrigada mais uma vez. Parabéns pelo trabalho. Bom, mãos solidárias fica por aqui. Espero que você tenha gostado. Pode conferir lá também no portal tvcamaracampinas.com.br. br. A gente vai deixar para vocês aqui também todo o Instagram, todas as imagens, as fotos para você curtir também e quem sabe quiser ajudar também a associação, conhece alguém que pode ser voluntário, então realmente faz toda a diferença. Ficamos por aqui, então temos um encontro marcado na próxima edição. Até lá.