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Mãos Solidárias | AEA - Associação Evangélica Assistencial
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Mãos Solidárias | AEA - Associação Evangélica Assistencial

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A AEA – Associação Evangélica Assistencial foi fundada em 30 de Novembro de 1986, uma entidade social, sem fins lucrativos, braço sócio educativo e assistencial da Igreja Presbiteriana de Campinas, voltada ao acolhimento de crianças e adolescentes (de 6 a 14 anos e 11 meses).

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Olá, está no ar mais uma edição. do programa Mão Solidárias e hoje vamos conhecer a Associação Evangélica Assistencial aqui no Jardim Santa Rosa, aqui na região do Campo Grande. Essa associação ela é voltada ao acolhimento de crianças e adolescentes, né, em período integral. E a gente vai conversar então com o Marcelo Santos, ele que é presidente. Muito obrigada por participar do programa, Marçal. Obrigado, Cassiane. É um prazer poder falar com você, poder falar também com o pessoal da Câmara, né, os vereadores e toda Campinas, né? Perfeitamente. E pra gente entender melhor um pouquinho sobre esse trabalho, né? Um trabalho de fortalecimento de vínculos, né, Marçal, que eh fazendo a junção de todas as unidades, né, quase 40 anos aí de existência. Você queria que você falasse um pouquinho sobre essa unidade e também das demais, né? Qu fundada e por com qual objetivo. OK. Ah, bom, essa essa unidade aqui a gente chama de a conviver. Uhum. Aqui no bairro do Santa Rosa. Anteriormente a gente chamava só de Santa Rosa, mas a gente quis nominar todas as nossas unidades com AEA e uma referência, né? Então aqui o Aia Conviver já tem aí quase 20 anos eh numa parceria com a Prefeitura de Campinas, ou seja, somos um aparelho, né, da Prefeitura de Campinas num bairro vulnerável, num bairro carente, onde as crianças em contraturno escolar, né? Então tem muitas crianças que vão à escola e ficam no outro turno aqui conosco, né? Fazendo com que elas tenham atividades o dia todo, né? Então, como você disse, né, período integral para elas terem alguma coisa. Tem a escola e tem aqui o fortalecimento de vínculos que que se faz com a gente aqui, com os educadores, eh, fazendo várias atividades. Aqui nós estamos numa sala de violão, né? Então, tem música, tem teatro, tem dança, tem culinária, tem informática. Então, são atividades que raramente as crianças encontram na totalidade nas escolas onde elas estudam, né? A gente sabe que hoje uma escola bem aparelhada para ter todas essas coisas acaba sendo cara até próprio poder público para oferecer para as crianças. Então, nós complementamos isso e aá eh aceitou esse desafio de estar aqui nesse bairro necessitado, carente, ajudando eh as famílias aqui. Então, a nossa relação não é somente com as crianças, acaba sendo também com as famílias, né, que estão na região. A gente acaba sendo um ponto de referência. É como, por exemplo, aqui do lado nós temos o posto de saúde, né? Então, que é uma referência também, a saúde pra população tudo mais, é extremamente necessário, mas aqui quando você fala de algum acesso a algum outro aparelho da própria prefeitura para ajudar as famílias, eles acabam vindo aqui, eles associam e associam aqui. Então, além do trabalho com as crianças, a gente trabalha com a com as famílias também. Vamos ter daqui umas duas, três semanas, acho que é três semanas, nós vamos ter o Dia do Conviver, onde a gente traz para essa unidade aqui vários serviços pra população. É corte de cabelo, é serviço jurídico, é serviço eh de informação jurídico etc. Então, é uma referência pra população daqui. Agora, você perguntou da AEA, a EA vai completar em novembro desse ano aqui, 40 anos. E nós começamos eh lá na Vila Formosa. Nós somos uma entidade, o próprio nome, né, Associação Evangélica Assistencial, uma a OSC, né, o anteriormente as pessoas denominavam ONG, mas hoje é Oscar, organização da sociedade civil, né? Somos uma entidade ligada à Igreja Presbiteriana de Campinas. Uhum. Eh, então nós temos sim uma uma relação com a igreja de Campinas que nos ajuda também tanto financeiramente como também em trabalho. Para você ter uma ideia, eh hoje nós temos aproximadamente uns 170, 180 funcionários distribuídos em todas as unidades ou colaboradores, né, como a gente diz. Mas toda a diretoria, todo o conselho fiscal Uhum. a entidade, todo o conselho de administração da entidade são voluntários da nossa igreja. Entendido. Então, a igreja colabora, além do aspecto financeiro, colabora também com um monte de obra. Eu sou presidente da entidade já há 10 anos. Vou para o biênio 27, 28, eh, completando aí 10 anos à frente da presidência. E o meu trabalho é totalmente voluntário aqui. Entendi. Mas você fica nessa unidade, nas outras? Não. A gente tem um escritório central que fica lá na Igreja eh Presbiteriana de Campinas, no prédio da Igreja Presitana. de lá a gente consegue administrar as outras unidades, as outras três unidades. Então, nós temos essa unidade eh que tem convênios de colaboração com a Secretaria de Ação Social da Prefeitura e temos três outras unidades que, eh, tem convênios de cogestão com a Secretaria de Educação. Entendi. Então, eh, a gente faz educação infantil nas outras unidades. Então tem tem a a unidades que tem convênio de colaboração, tem unidades que são integralmente bancadas financeiramente pela prefeitura no modelo se sim as seis de Campinas, né? E eh o que que a gente pode dizer? Nós somos meio pioneiros em Campinas do ponto de vista de esse tipo de convênio que a gente tem aqui e na educação também. Uhum. Para você ter uma ideia, no Dom Hobson, na unidade sei, sei Don Robson em Campinas, foi a primeira sei em Campinas, ainda no governo do prefeito Hélio. Uhum. Nossa, quando ele começou a fazer este modelo de cooperação, né, com a educação infantil para suprir todas as vagas eh em creches e de educação infantil. Nós fomos à primeira unidade. Olha queav. Então, de uma certa forma, esses 40 anos têm nos trazido muito conhecimento, muitos desafios. Eu acho que você vai falar, né, perguntar sobre desafios. Sim, com certeza. Mas graças a Deus, graças a Deus a gente tem tido recursos, eh, não sobrando, mas a gente tem recebido recursos tanto do poder público quanto de parceiros que nós temos e também mão de obra, né? Eu sou, eu sou uma, uma mão de obra aqui, né, para pra gente tocar a nossa querida e e Marcel aqui nessa unidade, né, na associação, a gente fala um pouquinho sobre as pessoas que são voluntárias, né, ao todo, quantas pessoas atuam aqui, porque as crianças elas também têm a alimentação, né, tem todo esse acompanhamento e esse fortalecimento de vínculo mesmo. Então, precisa, né, de de muita gente para auxiliar nisso, né? Quantas crianças são atendidas aqui hoje? Aqui nós temos um total de 120 crianças distribuídas no turno da manhã, no to da tarde, né? São ao todo, 120 crianças são atendidas aqui. Até mesmo porque o nosso convênio com a secretaria de assistência não nos permite atender mais. Porque o que que acontece? Eh, não adianta você também atender muito mais do que a própria capacidade ou os recursos que você tem aqui na entidade. Então, pessoas aqui nós temos eh em torno de seis colaboradores aqui, contando tanto com o pessoal da limpeza, o pessoal da cozinha, os educadores sociais e a direção, a assistência social que nós temos aqui também. Então, em torno de seis colaboradores, só que voluntários em tempos de eventos aqui, acaba mais do que dobrando esse número, porque são pessoas que vem de da própria igreja, são pessoas às vezes até da própria comunidade que vem nos ajudar, as mães, por exemplo, as famílias que nós citamos, né, da nossa relação, então, por exemplo, eles vêm para cá também. Então, a a aqui na entidade durante a pandemia, por exemplo, nós fomos ponto referência aqui para distribuição de cestas básicas. Uhum. Nós fomos ponto referência para distribuição daquele cartão, um cartão com um certo valor que a FEAC, nós somos filiado a FEAC, somos filiados a FEA. Então, a FEAC pediu a nossa colaboração pra gente ajudar na administração, na distribuição desses recursos também. Então, é como eu falei, até mesmo pelo fato das famílias serem atendidas aqui por alguma questão, seja a questão de alimentação, de cestas básicas, por exemplo, a igreja, a igreja faz doação de cestas básicas também. Muitas pessoas da igreja às vezes não doam dinheiro, mas doam uma cesta básica. Então a gente acaba vindo para cá e a gente então encontra famílias que são mais necessitadas e a gente acaba também cedendo essas cestas básicas. Então, e quando isso ocorre, os voluntários ou os colaboradores aumentam para trabalho. No dia a dia, no dia a dia são os educadores, é a assistência social, é a direção e tudo mais que nós temos aqui. E Marcel, vocês têm fila de espera, alguma coisa assim? Porque assim, pelo que a gente andou conversando, né, os próprios familiares, as mães também que falaram um pouquinho que a demanda é muito grande, né, porque é uma referência aqui no bairro e muitas famílias até de outras regiões também tem essa referência aqui de vocês, né? Sim, realmente tem essa demanda, o pessoal procura bastante. A gente a gente tá passando por um período que é um período assim, a gente tem às vezes uma como se fosse assim uma uma senenoide, né? Eh, uns altos e baixos com relação à questão de procura. Uhum. Por quê? Porque quando você tem uma alta demanda, uma alta procura e não consegue atender, é, aí as pessoas acabam meio que desistindo e o tempo vai passando e as crianças vão crescendo e aí muda o perfil, muda o tipo de atendimento que aquela criança deve receber ou precisa receber. Então, por exemplo, o bairro aqui é denso, o bairro é populoso e a gente entende sim que existe uma demanda maior, mas isso tudo passa também pelo pelo pela conversa e pelo pela pelo acordo e pelo convênio que nós temos com a própria prefeitura. Uhum. Então, a Secretaria de Assistência, a gente já teve conversando, eh, bom, nós temos capacidade para aumentar as vagas aqui. Então, ao invés de 120 crianças, mais ou menos, vamos dividir nos dois períodos, 60 e 60, a gente poderia atender 80 e 80. Entendi. Só que para atender isso, a gente precisaria mais de recurso, certo? precisaríamos mais recurso da prefeitura, precisaríamos mais recurso dos parceiros que nós temos, precisaríamos ampliar a a o tipo de evento que a gente faz aqui, bater na porta mais dos colaboradores. Sim. E também tem questão da estrutura também, né? Da da infraestrutura nossa. Então, por exemplo, isso, antes mesmo de você perguntar quais são os nossos desafios, a gente tá querendo trocar o telhado aqui. Uhum. Desse edifício. Esse edifício é um edifício da prefeitura. Nós temos um comodato aqui, então nós administramos e cuidamos dele, cuidamos bem, pintamos eh toda a demanda, quando tem algum problema aqui, a gente vai conserta e tudo mais. Só que o telhado já é um custo bem alto que hoje nós não teremos condição. Então nós estamos batendo na porta tanto da prefeitura, né, da secretaria de assistência, quanto também de parceiros, empresas e tudo mais que possam ajudar, emendas parlamentares, né? Eh, há dois anos atrás, nós tivemos uma emenda parlamentar da deputada Tabat Tamamaral, que a gente fez um programa aqui de eh estruturação com relação ao abuso sexual que existe nessas regiões muito vulneráveis. Nós fizemos um programa muito bacana, envolvemos a Unicamp e tudo mais e o financiamento veio através de uma emenda parlamentar da deputada. Então, outros deputados também têm interesse em trazer emendas parlamentares para cá pra gente utilizar e fazer na questão do do telhado, ainda não conseguimos casar porque o custo às vezes não bate com a emenda parlamentar que a gente poderia ter, mas é algo que está aí na está na pauta, está na pauta pra gente conseguir com certeza. E além do telhado, quais são as outras demandas que você acredita que precisa tanto de infraestrutura e também em outras vertentes também de mão de obra? De repente é o que o que a gente tá estruturando ou sempre tá passando por uma reestruturação é avaliar as questão a questão dos programas que a gente desenvolve aqui. Então, por exemplo, se música num determinado momento pode ser interessante, às vezes num outro momento não é. Então, por exemplo, esportes. Sim, esportes sempre é a tônica. Então, a a os rapazes, os meninos aí adoram futebol, então se deixar eles ficam jogando futebol o dia inteiro, né? Mas a gente entende que eles precisam de informática, que eles precisam de música, que eles precisam de teatro, eh, que eles precisam de canto, por exemplo, né? Que eles precisam de luta, as artes marciais aí, etc., a gente poderia trazer. Então, esses programas às vezes passam por uma necessidade quando a gente pensa assim, poderíamos ter uma oficina Uhum. de um de luta, por exemplo, mas e aí? Vamos arrumar um educador, vamos arrumar um professor voluntário que possa dedicar algumas horas aqui? Então, ideias tem um monte, né? Mas os programas são diversos, né? Mas quando você coloca no papel, então você precisa do compromisso mesmo. Então, às vezes aparecem pessoas ou voluntárias falam assim: "Ah, eu posso ir lá, tal, mas eu posso me dedicar assim". algumas horas por mês já não dá, porque você vai vai você vai começar uma uma coisa e as crianças quando você começa, elas esperam e é uma cobrança. Então, com relação a demandas passa por essa questão da gente trabalhar nos nos eventos e nas ações para dar continuidade para tá e e Marcel a gente percebe assim, né? Eh, você disse que aqui é um contraturno, né? a gente conversou um pouquinho, fez também uma entrevista com as crianças onde elas falam sobre a importância do brincar também, que elas gostam, né, dessa dessa troca também com as crianças e com os educadores. Eh, vocês têm um planejamento, igual você estava falando, que muitas ideias tem muitas demandas que vocês vão organizando. Essas essas ideias que vocês têm, vocês fazem esse planejamento com as outras unidades também, porque a escola é diferente, né? Mas vocês têm esse contato, essa comunicação, como que é o o a? Ela tenta trabalhar um pouco integrada com toda a coordenação que a gente tem. Então, as escolas elas têm coordenadores, elas têm diretoras, vice-diretoras, elas têm elas têm assistente social, dependendo do tamanho, e tem também a coordenadora pedagógica, certo? E às vezes lá nós pensamos, nós atendemos até crianças de 6 anos. Aqui começa nos 6 anos, né? São crianças até os 14, até os 14 incompletos, né? Então já é um pouquinho diferente. É como se fosse assim, as crianças são atendidas na educação infantil, depois vão para uma escola, depois viram para cá. Só que nós atendemos em outras regiões, então obviamente que fica muito mais difícil uma criança que está numa unidade nossa lá na Vila Formosa vir para cá, de repente ela vai na região dela, né? É, nós atendemos crianças que estudam aqui nas escolas de educação infantil. Até já pensamos sim em falar assim: "Prefeitura, olha, nos dê uma escola de educação infantil aqui para administrar, porque a gente faz um, né, uma coisa sequência, né, elas saem de lá, vem para cá. É, mas isso tudo em termos de aparelho da prefeitura, ela é muito complexo. Então, às vezes, as demandas que a própria Secretaria de Educação tem, às vezes é um pouco diferente do que a Secretaria de Ação Social consegue fazer. Uhum. Então tudo isso a gente tenta ao máximo ajudar nesse sentido. Então eh respondendo assim mais diretamente sua pergunta, a gente se conversa sim, a gente troca ideias sim. Às vezes até uma ideia de uma educadora, de uma a eh uma OP, né, uma orientadora pedagógica numa unidade de educação infantil nossa, é válida para cá. de uma diretora que tá lá numa unidade nossa de educação, dá uma uma ideia aqui pro eh coordenador, prola, que trabalha aqui com as crianças nesse aqui também tem uma uma parte assim pedagógica, querendo ou não, né? Exato. Exato. Então assim, é muito importante os educadores estarem, né, eh, entendendo isso, a assistente social, as demandas são muito grandes em termos de assistência social, né? E como que é essa relação, né, com as famílias, a parte da assistência social, esse também é um desafio, né? É um desafio. E muitas vezes a gente encontra famílias bem estruturadas. Uhum. Aí podem ser carentes em determinadas áreas, como por exemplo, seja moradia, seja alimentação. Sim, mas são estruturadas. Uhum. Mas a gente encontra também muitas famílias desestruturadas, às vezes mãe solos, né? Às vezes mãe que tem algum problema conjugal. Então isso afeta para bastante as crianças e a gente percebe muito. As crianças vêm para cá e a gente percebe. A gente antes da nossa entrevista viu, viu uma menina, eu não não lembro o nome dela, mas viu ela chorando. Mas graças a Deus era por quê? Porque ela perdeu o chinelo só. Mas às vezes a gente vê crianças chorando e a gente no fundo no fundo não sabe bem o que ela tá passando. Uhum. Então, a assistente social identificando isso, ela dá um passo além. Por quê? Porque se se a gente for ver o nosso trabalho aqui, se resumiria aqui a nossa escola, ao problema das crianças, mas a gente tem que ir além. E indo além, a gente descobre uma vulnerabilidade nessa família. Uhum. Se for uma vulnerabilidade que a gente consegue atender, seja ela de necessidade mesmo ou financeira, alimentar ou até de casa, a gente já reformou uma casa aqui para uma família. Por quê? Porque tocou na gente. A gente já cuidou de um bebê, de uma adolescente grávida. Nós somos baixa complexidade aqui dentro do modelo de atendimento. Só que muitas vezes essa baixa complexidade gera uma demanda de média e alta complexidade. Tudo bem. Na maioria das vezes, na maioria das vezes a gente faz o encaminhamento, a gente orienta e as pessoas vão vão buscar. Só que o que que acontece? A confiança na gente por tá cuidando da criança, da família é tão grande falar assim: "Ai, vocês não podem ajudar?" Então a gente vai, aí entra o que a gente é como entidade ligada a uma igreja. Entendi. A gente é tocado por isso e a gente vai tentar resolver. E se a gente consegue E se a gente consegue, seja no aspecto financeiro, seja até no aspecto psicológico, que nem no dia do conviver aqui, vamos vir psicólogos, nesse pessoal jurídico. E nesse dia do conviver tem palestras, orientações e e é pra família também, né? Família toda. A gente fala pras crianças, para as crianças trazerem as famílias e as famílias já esperam. Anualmente a gente faz esse evento, então as famílias já esperam isso. Então a gente busca patrocínio também, a gente busca ajuda, busca voluntários, etc. Isso é importante porque traz esse acesso, né, à população e e eles ficam mais assim aquela integração, né, de saber que o espaço que as crianças estão também tem esse acolhimento. Também também esse acolhimento. É a mesma coisa. Vamos pensar assim, talvez muitos possam estar assistindo e vendo assim: "Ah, isso acontece no colégio da minha filha lá também". Sim. Colégio particular, eh, de uma de uma classe alta, acontece isso. As famílias são convidadas para um determinado dia, convivem lá, etc, etc. Então, nós temos que fazer isso também. É importantíssimo a gente fazer, porque a gente integra a criança e integra a família também da criança. Tá certo, Marcel? Obrigada por enquanto, mas ainda não terminou. A gente só vai para um breve intervalo e na volta a gente conta um pouquinho mais de tudo aqui. Então segura aí que o mão solidárias volta já já. Ao ar livre, as crianças aproveitam Cada espaço com brincadeiras lúdicas. Por aqui todo momento é uma nova descoberta. Aula de informática, tem caça ao tesouro e, é claro, a hora mais divertida e esperada, o banho de mangueira. Eu acho muito legal aqui que a gente chega, aí a gente almoça, aí depois a gente faz muitas atividades legais e depois a gente sai para fora para brincar. Quais são essas atividades? O que que você gosta de fazer? Ah, tem atividade de Tem violão, tem capoeira, tem futebol também. A mais que eu gosto é futebol. Eu gosto de brincar, eu gosto de desenhar às vezes, mas na maioria gosto de brincar de queimada. E de desenho, o que que você gosta de desenhar? Ah, umas coisas aí, né? Uns uns personagens, umas pessoas, né? Aleatórias ou alguns bichinhos. Que que você acha que você aprendeu mais aqui? Ah, agora educação sobre aprender, né? Mais coisas novas. E e é um lugar que você gosta de vir todo dia? Uhum. Eu gosto muito. Eu gosto de brincar. Eu algumas vezes eu venho aqui para desenhar, eu fico no lugar bem quieto, só para eu desenhar um pouco e eu brinco mais aqui. Eu acho legal, acho muito divertido. O Z tocador presta atenção em nós, faz tudo que a gente quer e se qualquer coisa a gente acontecer em casa, eu tenho uma confiança de contar para eles. Então acho divertida que eu posso brincar muito e aprende também ao mesmo tempo. Aprendo. A gente já aprendeu muita coisa. A gente já aprendeu sobre racismo, a gente já aprendeu várias coisas. Quando você vê alguma coisa de diferente, você traz aqui pras educadoras, elas te ajudam, como que é? Sim, a gente traz para cá e às vezes e às vezes a gente até faz isso que a gente trouxe para ser divertido, mais divertido do que é e pra gente fazer mais amigos, é pra gente brincar mais. Eu brinco com as minhas amigas, eu gosto de jogar bola com os meninos. Eu brinco, tem vez brincadeiras que tem aqui da gincana. Eu brinco com as minhas amigas, eu gosto de jogar bola com os meninos. Eu brinco, tem vez. Eu gosto das brincadeiras que tem aqui das gincanas de calça tesouro. É muito legal aqui. Hoje você estava fazendo calça tesouro, né? Sim. Você ajuda também o pessoal aqui? Porque eu vi que você tava me tomando conta ali da brincadeira. É, eu ajudo porque tem crianças pequenas também que não consegue ter o desenvolvimento, mas dá para ajudar. Ele estava procurando aqui, eu tava ajudando. Sim. Qual que é a melhor parte? Porque vocês ficam aqui o dia todo, né? Ah, melhor parte é quando a gente sai para brincar. Eu fico brincando muito, todas as brincadeiras que eu gosto. Eu fico brincando de filmes, é Avatar, Jurassic Park, todos que gostaram. O espaço funciona como uma rede de apoio essencial para as mães, permitindo que elas cumpras tarefas diárias com a certeza de que as crianças estão seguras. acolhidas e acima de tudo felizes. Há 10 anos eu me mudei para cá, pro Santa Rosa, e eu vi aquela movimentação de criança e eu vim procurar saber, né, como que funcionava e gostei muito, né, há 10 anos eu me mudei para cá, pro Santa Rosa, e eu vi aquela movimentação de criança e eu vim procurar saber, né, como que funcionava e gostei muito, né, porque é um lugar que a gente pode deixar as crianças para sair para trabalhar, para fazer algum projeto, né, e a gente fica seguro com eles. aqui. E é muito legal esse projeto que eles têm aqui no bairro. Eu tenho quatro filhos, uma de 20, uma de 15 e um de 11. Os três já passaram por aqui. Na a de 20 passou, aí passou da idade, ela saiu. De 15 também mesma coisa. O de 11 ainda tá. E pretendo o ano que vem colocar o de seis também. O que que você tem a dizer sobre esse acolhimento, o que a associação oferece, né, pras crianças e também esse suporte para os pais e responsáveis? Então aqui eles têm a alimentação no horário, aqui tem as brincadeira, tem bastante curso também assim, né, na medida do possível que eles podem estar proporcionando pra gente e é muito legal. indico, viu, mãezinhas que tiverem precisando de uma força, de um apoio que a gente sempre precisa, é procurar aqui o AEA. E como que foi esse desenvolvimento das crianças, né? Você percebeu que realmente teve o desenvolvimento, que elas aprenderam, que elas tiveram a questão da educação também, esse vínculo, né? Sim. No caso, meu filho de 11 anos, ele era bem tímido e agora ele já arrumou mais coleguinhas, relacionar bem, entendeu? E é bom que eles não fica no celular, né? Porque começa a idade, só quer ficar em celular. E aqui tem as brincadeira e ele tá desenvolvendo bastante. Vale a pena. Vale a pena. Eu mudei pro Santa Rosa 4 meses e aí eu percebi uma movimentação aqui sobre o IA Conviver e aí eu vim conhecer, eu vim conversar, né, com a monitora, com elas e eu gostei. Aí eu falei: "Não, vou colocar meus filhos, né? Porque além dos três que fica aqui, eu tenho mais outros pequena". E aí para mim é muito bom porque aqui eles faz de tudo, entendeu? E eles têm um contato maravilhoso aqui. E aí eu gostei e eu falei assim: "Ah, vou escrever eles." Não foi difícil, foi super rápido. Eh, ela colocou eles na na espera e logo em seguida ela já me chamou. Então, ela e ela conseguiu os três muito fácil para mim, sabe? Eu recomendo demais. Aqui é muito bom. As mães que têm medo de colocar eles aqui no conviver. Não precisa ter medo porque é muito bom, muito bom mesmo. Eles almoçam, eles têm as atividades aqui, entendeu? Eh, tem dia que minhas filhas não quer nem embora. Elas falam: "Mãe, não, por que que você não vem? Vem mais tarde". Eu queria ficar mais um pouquinho. Eu falei, eles têm os horários deles, né? Então não tem como. Mas é muito bom. Eles gostam muito. Os monitores são muito atenciosos, eles fazem de tudo pelas crianças. Eh, eles dão um suporte, sabe? Muito bom. Meus filhos mudaram muito, tanto que um deles é autista, o meu menino. Eh, ele mudou muito como autista, sabe? Ele teve um desenvolvimento muito alto. Então, aqui para mim é muito bom. Eu trabalho aqui há dois meses só. Eu tinha experiência em outras escolas, em outros lugares, mas aqui eu estou há dois meses. E como que é para você, né, o o por que você decidiu atuar aqui numa associação beneficente, né, para as crianças. Também falando um pouquinho sobre essa questão do acesso também. Bom, eu como uma pessoa participante da educação, né, eu sou formada em Letras, então acredito na na educação, acredito na importância, na valorização, principalmente desse social com as crianças. Então, estar aqui para mim é fortalecer os vínculos com as crianças, é a gente poder entregar momentos de experiências, eh, de trocas, de vínculos com eles, para que a gente possa formá-los, né, como cidadãos para esse mundo e fazer com que eles estejam realmente preparados para enfrentar esse mundo. E aqui como educadora social, qual quais são os pilares, né, da educação mesmo? O que que você faz no seu dia a dia com eles? Bom, aqui nós trabalhamos com alguns eixos do serviço de convivência e fortalecimento de vínculos. Então, o eixo eu comigo mesmo, nós trabalhamos as emoções, como nós agimos com o nosso corpo, a nossa mente, o que nós pensamos, as nossas opiniões, fortalecer a nossa identidade, o eu com o outro. Então, a gente tem esse olhar de empatia com o outro, autonomia, eh, o com a minha família, a gente fala sobre esses vínculos familiares, as nossas amizades e o eu com a sociedade. Fala também sobre essa atuação nossa enquanto agente social. E o que que é mais difícil para você nesse universo todo? Bom, aqui nós recebemos diversas crianças de muitas experiências, elas vêm com muitas bagagens e então acho que o mais difícil é a gente encontrar esse equilíbrio entre o coletivo e o pessoal, as experiências que eles trazem pra gente aqui e adequar isso, porque que a gente tem uma equipe forte, fortalecida e autônoma também. E eles trazem bastante também vivência, né, dos lares. E isso também é um lado positivo, mas muitas vezes também tem um outro lado, né, Carol? Exatamente. Então eles trazem muitas experiências que a gente pode compartilhar aqui e elas se apresentam como vivências aqui também, mas temos alguns desafios a ser enfrentados. Então, a gente trabalha muito a questão do combate à violência, eh das nossas palavras, como elas podem ser positivas e impactar, eh na vida das outras pessoas. Enfim, nós eh procuramos mesmo trabalhar e fortalecer esse nosso vínculo para que a gente tenha eh um ambiente aqui saudável e realmente lúdico, educativo para todos. Bom, Marcelo, a gente falou então um pouquinho sobre a fundação, né? A gente mostrou também um pouquinho das atividades aqui que são as atividades que são realizadas, as entrevistas. Bom, Marcelo, a gente falou então um pouquinho sobre a fundação, né? A gente mostrou também um pouquinho das atividades aqui que são as atividades que são realizadas, as entrevistas, né, com as crianças, com as mães também, da importância de ter esse espaço de acolhimento e principalmente fortalecimento, né, dos vínculos. Isso que é muito importante. Agora, o que precisa, né? O que a associação ela vem buscando aí agora, vai completar aí 40 anos, né, de existência agora em novembro para manter ainda viva aqui. O que que precisa ser feito? Bom, a gente primeiro precisa continuar do jeito que nós estamos, seja com os nossos colaboradores ou mesmo com a comunidade. Uhum. A gente precisa também com que o poder público, né, a secretaria de assistência mantenha isso, eh, honre, né, os nossos convênios, porque são recursos e os nossos doadores também. Mas assim, o recado que eu talvez daria para todos é assim: procure, nos procure Uhum. Porque de uma certa maneira, se a gente hoje a gente não consegue dizer, eu não consigo dizer para você, eu aliás eu disse no bloco anterior sobre o nosso telhado. Sim. Então, quem tiver ouvindo, sei lá, alguma empresa, né, que tem aí um bom telhado e tudo mais e a gente consiga trocar, vai ser excelente. Ou então o recurso financeiro também. a gente eh não tem feito aqui eh um programa, uma campanha específica para recursos aqui. Por quê? Porque nós temos exatamente esse modelo, esse modelo de cogestão com a prefeitura, esse modelo de emendas parlamentares, esse esse modelo de nós procurarmos empresas que possam através também das suas fundações, muitas empresas têm fundação, Fundação Bosch já nos ajudou, Fundação Itaú já nos ajudou, Fundação Banco do Brasil já nos ajudou, essa essa sala de informática que você que a gente mostrou e ela foi fruto, né, de uma ação junto com bancos também. Então isso tudo acontece no dia a dia com a gente. Agora a gente cada vez que a gente vê uma coisa dando certo eh a gente quer ampliar. Então é aquilo que eu tava dizendo para você no na educação infantil. Agora a prefeitura lançou um edital paraa administração de mais escolas e nós queremos ampliar. Então, com relação à secretaria de assistência, a gente sabe, a gente conversou aqui no Campo Grande, Santa Rosa, tem uma demanda e às vezes é uma demanda até escondida que a gente não chega, tá? Alguns algumas crianças, por exemplo, que a gente não sabe que eles estão precisando virar aqui, eles vão à escola num turno e aí e de repente fica ou ficam pela rua ou ficam pela casa, tá lá no videogame, no celular e tá perdendo esse privilégio que é estar junto com outras crianças aqui e fortalecendo esse vídeo. Então essa demanda às vezes ela tá reprimida e escondida. Então o que a gente quer fazer? ampliar isso. Agora, ampliar não somente por nós, em conjunto com o poder público, que nos financia parte aqui de todas as nossas atividades. Hoje eu diria que o o poder público nos financia aqui em torno de uns 60%. os outros 40% é com todos esses programas que a gente faz, com todos esses doadores, parceiros e tudo mais, pra gente deixar aqui mais bonito, pra gente deixar mais consistente, para as crianças chegarem aqui e terem vontade de estar aqui, né? Então, por exemplo, o campinho, ah, jogam bola toda hora se deixar, OK, mas se se não tiver bom lá, eles não vem. Se não tiver lá, reformamos recentemente a arquibancada, aí fala assim: "Ah, eu sou uma arquibancada, mas a criançada tá ficando ficar lá, entendeu? O parquinho tem que ser atr, o parquinho, o parquinho não tava bom. Então, numa ação que de um grupo aí que faz reformas em casas, eles começaram com instituições também. Uhum. E a primeira instituição a eles ajudar foi aqui. Eles reformaram todo o parquinho. Então, então o parquinho hoje tem brinquedos e tudo mais. Você fez aí algumas tomadas, né? E e por conta dessa ação que eles fizeram. Então o que eu diria, o que que nós precisamos é dessa parceria, dessa integração, seja com o poder público, seja com a sociedade, de uma maneira geral, sejam instituições, sejam pessoas físicas, sejam pessoas jurídicas para ajudar nos ajudar. E Marcel, a questão de doações, assim, porque como mencionado, tem a sala de informática, computadores, tem os livros, né, tem os instrumentos musicais, isso tudo também, se a população quiser ajudar do também, as portas estão abertas. Estão abertas, estão abertas. Como como eu disse para você, às vezes não é nem pra nossa entidade, para nós para aqui, para esses espaços, mas acaba sendo para famílias também. Então, por exemplo, a gente recebe muito, o pessoal faz um contato, olha, tenho uma cama, eu tenho um móvel, eu tenho uma geladeira, a gente vai lá, busca, temos aí um cadastro de todas as famílias, tanto das crianças como das famílias. Nós temos um cadrasto, temos o nível social dessa família, temos o controle de como ela está para ver exatamente quem tá precisando mais. Então assim, se você quiser doar @aacampinas, lá tem todas as informações, todos os nossos telefones, e-mails e chat também para você conversar conosco. Aí fica o recado então do Marçal para vocês, né, que desejam ajudar de alguma forma ou financeiramente ou então com doação, é só então entrar nas redes sociais, a gente vai deixar o acesso para vocês também para conhecer melhor de perto essa unidade também tantas outras, né? que tem também assim mesmo objetivo, esse foco, né, de cuidar das crianças e também das famílias. Só pra gente finalizar, então, Marçal, quem quiser também conhecer de perto, quiser verificar os espaços, né, se alguém tiver interesse também futuramente em deixar os filhos, como que essa pessoa pode fazer, quais são os requisitos, né, para poder fazer parte aqui do do período, né, desse contraturno. Eles podem vir pessoalmente aqui na nossa entidade de novo, @aeacampinas. Sim. Eh, e a nossa unidade aqui é o AEA conviver. Pode chegar no portão, bater aqui, falar com o nosso coordenador, com a nossa assistente social. Ela vai fazer um cadastro, né, da família, das crianças e tudo mais. E sem dúvida nenhuma, se há vaga, ela só pode começar no dia seguinte. Perfeitamente, Marçal. Quero agradecer a sua participação aqui no programa Mãos Solidárias e também por nos receber aqui no espaço de vocês, né, deixando aqui a toda essa informação pra gente também nossa equipe à vontade, né, para filmar os espaços e mostrar também todas as atividades. Muito obrigada e parabéns pelo trabalho de vocês. Eu que agradeço vocês por isso, porque é divulgação, é as pessoas conhecerem um pouquinho mais da gente e vocês estão convidados a voltar quando vocês quiserem. E as pessoas também que nem sempre às vezes moram aqui ou querem conhecer a entidade, pode vir aqui também que as portas estão abertas para as pessoas conhecerem. Perfeito. Muito obrigada. convite feito. Então, e para você mão Solidárias fica por aqui. Obrigada pela companhia, pela audiência. Você pode acompanhar esse conteúdo na íntegra também pelo portal tvcamaracampinas.com.br e também em nossas redes sociais. Eu te espero na próxima edição. Até mais. เฮ
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