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Mãos Solidárias | Creche Coração de Maria
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Mãos Solidárias | Creche Coração de Maria

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Centro Educacional Coração de Maria, é uma instituição sem fins lucrativos, localizada na região do Satélite íris, que atende bebês e crianças. A escola adota projetos práticos que partem do interesse e da curiosidade natural das crianças. A aprendizagem ocorre de forma integrada em ambientes que provocam as interações. O desenvolvimento motor, cognitivo e social é trabalhado por meio de brincadeiras direcionadas, músicas e dinâmicas coletivas.

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Olá, [música] [música] está no ar mais uma edição do programa Mãos Solidárias. Hoje, diretamente aqui [música] do Secom, Centro Educacional Coração de Maria, que fica aqui localizado na região do [música] satélite íris e a gente vai conhecer um pouquinho sobre esse trabalho. Ao meu lado está a Vera Líia, ela que é diretora educacional. Muito obrigada por [música] nos receber, abrir as portas aqui do espaço. E que espaço, né, Vera? [risadas] Eu que agradeço por terem vindo aqui fazer essa entrevista. a gente se sente privilegiada e essa organização social, ela tem uma história muito bonita com a comunidade, porque ela ela nasceu de um desejo da comunidade. Uhum. eh para que as crianças pudessem eh [música] estar num espaço educacional de cuidados [roncando] e eh os moradores aqui do bairro se uniram junto com a associação de bairro e começaram a atender essas crianças. E quando que foi isso? Foi eh por volta de 2003 [música] 2004, certo? Eh, só que devido à regulamentação eh para se tornar uma escola da rede municipal, essas pessoas que assumiram aqui não tinham condições de manter o local. Uhum. Dessa forma regularizada. Então, as Irmãs Franciscanas, que é a [música] Congregação das Irmãs Franciscanas do Coração de Maria, que já tem outra unidade e [música] vários trabalhos, inclusive fora do país, na África, na Amazônia, elas assumiram esse espaço aqui, eh, com o desejo de dar continuidade e atender essas crianças e continuar o trabalho que a comunidade tanto precisava. E isso foi em 2006. Nós estamos completando 20 anos e é uma alegria muito grande para mim que acompanhei todo esse processo que eu estou [música] aqui a 18 anos, 18 anos e meio. Foi logo recente, então, que você veio para cá, né? Sim. E elas precisaram eh transformar esse espaço numa numa escola de educação infantil. Então são duas casas adaptadas, precisou fazer toda a regulamentação, precisou regulamentar a questão de água, de luz, eh funcionários contratados com o regime CLT [música] e foi ampliando o atendimento que começou com 40 [música] crianças e hoje são 125. 125 e com uma lista enorme de espera, né? Uma lista de espera enorme. Por quê? Porque é uma escola que está dentro da comunidade do satélite Irisum e atende em período integral. Então, as famílias aqui elas precisam desse período integral, além do educacional, o social, acolher, proteger essas crianças [música] que moram aqui no satélite íes. Nós, nossa escola, as crianças são todas moradoras aqui. Então, [música] eh, viu-se a necessidade de ampliação e a gente tá hoje atendendo 125 crianças de 2 a 6 anos [música] com 21 funcionários. toda a regulamentação que é exigida pela prefeitura. Inclusive a gente tem a certificação [música] do selo bem legal que é concedido pela prefeitura e somos parte da rede municipal. mesmo sendo privadas, né, nós somos parte da rede eh municipal de educação. com a parceria, como a gente é chamada de colaboradora da prefeitura, recebemos uma verba para manter a escola e isso é uma coisa assim muito importante [música] para nós, porque a principal parceria nossa é a da prefeitura, apesar de termos muitos outros parceiros que nos ajudam e que estão sempre aqui, que com a gente, né, pra gente poder oferecer pras crianças, além do educacional, que eles precisam de mais, muito de muito mais. Eles precisam de passeios porque aqui no bairro não tem eh um espaço para eles brincarem, não tem nenhuma nenhuma área de cultura para que eles possam participar. Aqui no bairro não tem, de lazer, não tem. Então, esses parceiros, eles nos ajudam nessas questões. O educacional, a gente tem o repasse [música] da prefeitura que ajuda demais, é uma parceira potencial pra gente, muito importante. Inclusive a supervisora estava aqui hoje, participa da nossa escola, está com a gente, mas os parceiros da sociedade civil e de algumas empresas são pra gente muito caros. Eh, são fundamentais para manter toda essa estrutura [música] também, né? São porque a gente, apesar de ter a verba, nós não podemos usá-la com, por exemplo, bens duráveis. Então, a gente não pode comprar um fogão que a gente tá precisando, um uma máquina de lavar louça pra cozinha que ainda não temos. E isso hoje é o maior e desafio e a dificuldade que [música] vocês estão enfrentando, Vera. Sim. Um climatizador para todas as salas. A gente tem um quadro de sonhos ali que depois eu vou mostrar para vocês. Todo ano a gente põe os sonhos pro parceiro quando vem aqui ver e quem sabe a gente consegue uma ajuda, né? A gente consegue normmente consegue que a gente conta mesmo com as pessoas, né? E a gente tem a Unimed, [música] que tem um programa de doação, cada dois anos nos ajuda. Eh, nós temos eh várias instituições e o Rotary também está sempre com a gente. [música] é uma empresa que acompanha o nosso trabalho desde o comecinho, ajudou a congregação muito aqui, tinha um programa do da comunidade eh mantida pela Arcor que ajudou demais a nossa escola [música] e eu não dá para eu falar todos. Então eu digo assim no geral que todos são maravilhosos, a todos os parceiros, que a gente agradece muito e por est sempre com a gente. Sempre que [música] a gente precisa de alguma coisa, a gente recorre esses parceiros. E Vera, ao longo dessa sua trajetória [música] aqui, eu queria que você falasse um pouquinho sobre os eh o desenvolvimento mesmo seu pessoal [música] e também da escola como um todo. O que que você percebeu? Teve algum momento que realmente teve uma dificuldade, que [música] vocês pensaram em desistir, que não ia dar conta de toda, né, a estrutura de atender as famílias? Teve algum momento que você se lembra assim que realmente [música] merece ser contado e que hoje teve essa mudança, essa transformação? Eu penso que no início, né, [música] pra gente chegar aqui nesse momento com uma escola que oferece um bem-estar, [música] que tem ambientes ricos pedagógicos, que tem uma equipe eh formada, com formações que eles participam, [música] eu penso que pra gente chegar aqui esses 20 anos foi de bastante luta, né, das irmãs franciscanas que por missão desejavam que essa escola não fechasse, que acolhesse [música] mais crianças por ser um bairro muito carente, muito vulnerável, porque elas têm essa missão dentro da estrutura delas de congregação. E e depois é a gente teve que buscar é ajuda pra manutenção, que no começo a prefeitura não podia e permitir [música] que usasse o recurso. E a gente foi devagarzinho com a ajuda da prefeitura, com esses parceiros, com festa, bazar, eh um parceiro aqui e outro ali, instituições que vem aqui [música] conhecer como você que ficou sabendo do nosso trabalho. E a gente conseguiu, eu acho que nesse momento, ter uma escola eh que é reconhecida pela comunidade, que é valorizada pela comunidade. Você viu as famílias elas querem que as crianças exatamente os depoimentos [música] e e o coração da mãe que fica quentinho e apertado ao mesmo tempo ao saber que o filho vai sair porque já completou o ciclo. Então realmente você sente que aqui é um lugar acolhedor, né, que as crianças estão em ótimas mãos e realmente tem essa referência aqui na região, não só na região, né, mas em outros [música] bairros também aqui próximos, né, que vê a instituição realmente [música] reconhecida. E é isso que a gente vai mostrar daqui a pouquinho, Vera, porque a gente conversou com os familiares, a gente participou também de uma atividade junto com as crianças, contação de histórias e vamos entender um pouquinho também sobre a proposta pedagógica aqui do Secom. Então não saia daí que o Mão Solidárias volta já já. Eu agradeço muito o convite e convido quem tiver o interesse, quiser aqui vir aqui para conhecer a nossa escola, para ver as crianças, para propor um uma ajuda, um projeto, a gente aceita de coração, tá bom? Muito obrigada, viu? Isso fica o convite então da Vera e não saia daí que daqui a pouquinho a gente volta com muito mais. Até já. [música] [música] aqui No centro educacional Coração de Maria, [música] as atividades lúdicas são pilares essenciais no desenvolvimento infantil. E quando a família participa desses momentos, tudo fica mais especial. A atividade contação de histórias abre portas para a criatividade, estimula a linguagem e incentiva a participação das crianças. Hoje para o nosso projeto Conte outra vez, a tia Poly trouxe uma história muito especial. Borboleta azul. E agora a tia P vai contar a história e no final eu vou chamar uma criança que é a Noemi pra gente fazer a história cantada, tá bom? E a gente finaliza com uma festa muito legal. Vamos lá. Para chamar a nossa história, a gente tem que cantar uma musiquinha. Quem lembra a musiquinha? Eu. Eu. [aplausos] Azul. É hora da história. Vamos sentar a nossa historinha já vai deixar eu. Quem gosta de história [música][canto] levanta eu. [grito] Quem gosta de história levanta [música] eu. Eu estou no SECOM há 11 anos. Eu entrei [música] inicialmente como auxiliar de turma, né? E depois eu subi para o carro de professora e atualmente eu estou com dupla jornada. No período da manhã eu fico como professora e no período da tarde eu fico como pedagoga de educação especial. E como que é para você essa sua trajetória, né, [música] de atuar aqui, ver o desenvolvimento das crianças? Conta um pouquinho dessa sua rotina de trabalho. Para mim é muito encantador, porque assim, saber que você está contribuindo com o desenvolvimento de cada criança toca o nosso coração e saber que a gente tá fazendo parte disso, né? [música] E quando eu entrei aqui, eu fiquei muito encantada com os projetos desenvolvidos pela instituição. Eu não conhecia. Fui fazer uma fazer um curso de contação de história para poder aprender a contar a história por conta do projeto Conte outra vez. Então eu fui crescendo profissionalmente e fico muito feliz de estar atuando. E esse projeto ele foi desenvolvido por vocês mesmo [música] aqui. Isso. As meninas desenvolveram esse projeto e ele faz parte, né, do nosso PP e muitos outros projetos também. Mas o que nos encanta bastante, que as crianças amam, um dos, né, que as crianças amam, é o projeto Conte outra vez, que a educadora vai trazer uma contação de história, vai escolher um livro e vai fazer essa contação de história para todas as turmas. E tem essa participação, [música] né, eh, afetiva e também ativa diretamente deles, né? Isso, já fizemos contação de história com as famílias, [música] as famílias atuando, as crianças atuando, só as professoras atuando. Então assim, é uma participação que todos eles gostam, né? Eles sempre ficam ansiosos para chegar esse dia. Quando que vai ter outro ponte outra vez, quando que vai ter história? Então eles ficam muito ansiosos por esse dia. E para você, qual que é o maior desafio nessa sua jornada dupla, Poliana? Acho que o maior desafio, na [música] verdade, é assim, é o olhar. A gente tem esse olhar sensível, né, para cada uma dessas crianças, porque o nosso bairro é um lugar, né, esse território é um território sensível, né, vulnerável. Então, assim, [música] e a gente precisa ter esse olhar atento, né, as dificuldades das crianças, mas também as potencialidades de cada uma delas. que representa [música] para você então trabalhar aqui e quais são os seus planos, né, sua visão daqui um tempo, continuando aqui na instituição, continuar estudando, buscando mais conhecimento cada vez mais, [música] né, para poder ajudar no desenvolvimento, contribuir com o desenvolvimento de cada uma dessas crianças. E para mim trabalhar aqui, eu falo assim que para mim é um castelinho, uma magia. [música] Então, para mim, eu fico encantada com tudo que eu faço e encantada com o que as crianças trazem também. [música] Então, a gente aprende muito com cada uma delas. Então, eu fico muito feliz e estou, né, há há 11 anos no coração de Maria e ganha o meu coração, o coração de Maria e ele é aberto, né? Então, quem chega a gente acolhe. Então é isso, eu já tinha ouvido falar muito desses passos e eu sempre tentei [música] entrar aqui, não foi fácil, né? Estava na lista de espera, mas outras mães [música] que têm filhos aqui também já falavam muito dessa escola, dos educadores, da diretora, do espaço aqui que é muito acolhedor. São educadores excelentes, né? [música] Eh, anteciosos. E eu fiquei curiosa e vim, fiz a inscrição e quando eu consegui a vaga, para mim foi [música] a melhor eh escolha, melhor eh como eu posso falar? Eh, aliás, foi uma notícia maravilhosa, né, que eu tive, fiquei feliz. [música] E é isso. E Damares, para você, como que foi conhecer então o projeto pedagógico [música] também, né? Como foi vivenciar isso na prática junto com a Sara? tem sido excelente e não queria nem que ela saísse daqui. Que pena que o ano que vem ela vai já pra primeira série e eu como mãe fui com coração partido, mas ao mesmo tempo feliz por essa etapa que ela vai estar passando, [música] né? Mas para mim é um sinal de gratidão ela ter ficado esse tempo todo aqui nesse espaço. E é isso. É que ela foi preparada para isso, né? [música] foi super, aprendeu muito, eh, muitas falas que ela tinha dificuldade, ela aprendeu aqui, eh, aprendeu muitas atividades, como se desenvolver também, até [música] mesmo na hora de comer, né, aprender eh mexer com galfo, com faca. É coisas assim que eu fico surpreendida em tudo que ela leva pra casa, eu tenho visto que é a melhor coisa. Sara, o que que você mais gosta [música] de fazer aqui na escola? Fala pr mim. É pinturas. E que que você pinta? Eu pinto de pitate, pinto para coitas. Essa instituição é a melhor que tem aqui na região. É falar para você, ela foi uma bênção de Deus na minha vida, porque quando meu filho entrou aqui na escola, ele era não verbal, ele ele desfraudou aqui. É, a instituição ajudou muito demais na evolução dele. E assim, as professoras, as as meninas que ajudam também são super acolhedora. Eu fico até meio assim porque ano que vem ele vai pro ensino fundamental e vai tá saindo daqui. E eu tô, falei até pra Vera que tem que abrir um ensino fundamental. Coração já tá apertado demais, demais. Eu tô até com ansiedade por conta que ano que vem ele vai pra escola. Então nesses dois anos que ele tá aqui, né, você já percebeu então esse desenvolvimento mesmo com a ajuda das meninas? Sim, demais. Elas ajudam, elas são super acolhedora, apolem tudo quando o Vinícius precisa de qualquer suporte que tá doente ou por não comer, qualquer coisa do tipo, elas avisam. Eh, elas são super acolhedora. Falar para você, An, é difícil conseguir vaga aqui porque o bairro inteiro sabe que essa é a [música] melhor escola que tem. Foi uma escolha acertada, então. Acertada demais, demais na minha vida. O Tat Bola. O Tat Bola da historinha, né? O tador. Que que você achou da historinha hoje? O borboleta azul. Borboleta azul. Foi a historinha que você ouviu, né? Borboleta azul. Manda um beijo lá pra câmera. [música] Faz assim, ó. Tchau. Tchau. O que você tem a dizer sobre o Centro Educacional? Como que você se sente com a sua filha aqui nessa instituição? Eu me sinto realizada. Eh, sinto que consegui cumprir até agora o papel de mãe, colocando ela numa escola boa, com os profissionais maravilhosos. E no começo, quando ela teve que fazer, eu tive que fazer a inscrição dela paraa escola, eu orei muito pedindo a Deus que fosse nessa instituição, eh, porque é muito concorrido, né? Muitas mães querem colocar, mas quando chega na na data de colocar, de fazer a inscrição, é muita gente. E nos últimos dias eu recebi a ligação avisando que ela teria uma vaga. Fiquei muito feliz. [música] E aqui é muito bom mesmo. Nota 1000 para cá. Como contou a história hoje? Chegou [música] uma largatinha e foi crescendo e hoje é uma morboleta. Só gratidão então por essa instituição. [música] Sim, só gratidão e agradecer a Deus pela vida de cada um que faz parte dessa história do coração de Maria. Que que você mais gosta de fazer aqui? Você gosta de brincar no parque. No parque. E o que que você mais faz lá? [música] Faço um castelo bem grande. Um castelo de areia? Sim. Eu não sei fazer castelo [música] de areia. O seu ficar grandão. Sim. perto da parede. Como que você faz? Tem que pegar muita areia, depois pôr muita areia, pô. Supervisão educacional. Eu tenho acompanhado, né, o Secon aqui desde o mês de março, neste ano que eu eu [música] iniciei. E a supervisão tem esse papel de acompanhar, de conhecer a [música] realidade, de buscar parcerias pensando no que tem de melhor pr as crianças, [música] né? Orientar o SECOM. muitas vezes eh a Vera, a Keila, eh é uma parceria muito gostosa que eu realizo aqui enquanto supervisora, porque a gente consegue ver no concreto, né, a atuação do supervisor em parceria com a escola e também com outros setores como a saúde, né, o próprio Naed Noroeste, a Secretaria da Educação. [música] Então, tem sido um trabalho bem gostoso de acompanhamento e e de alegria, né, de ver como hoje uma atividade como essa, o quanto as crianças se identificam e como até mesmo a professora Poliana disse, eh, chegam aqui no começo do ano muitas vezes com medo, às vezes aquela criança chora para entrar, mas o acolhimento e o trabalho que elas realizam acabam fazendo e a diferença e participar disso como supervisor. é muito gratificante hoje. Eh, o que que o que que eu percebo? a procura que as famílias têm por uma instituição [música] como essa, como elas é a lista de espera que a gente tem aqui no SECOM é muito grande. Até a gente tá numa fase de planejamento para 2027, né, [música] das vagas e e é uma luta, a gente sempre quer abrir mais vagas, ainda mais do trabalho que o [música] SECON realiza aqui e a importância que o SECOM desenvolve nesse território, [música] né, nesse território de vulnerabilidade, em que muitas vezes a criança tem a escola como a oportunidade de ter o direito dela garantido. Então [música] aqui no SECOM elas têm elas conseguem o direito de serem acolhidas, o direito de [música] participar, de conviver, o direito de uma alimentação saudável, né, de uma alimentação adequada, [música] o direito de brincar, o direito de aprender e o direito de ser criança. Tudo isso é privilegiando e garantindo que ela seja criança nesse espaço. Então, é um espaço pensado para ela e por isso [música] que as famílias procuram tanto, né? As famílias têm um carinho muito grande, eh, não só eh, pelo pelo espaço, mas pelos funcionários. A gente vê o amor, mas [música] também o profissionalismo deles em cada eh em cada pedacinho. Mas também as dificuldades do Secom, né? Tem tem dificuldades. [música] Eh, a parceria com a prefeitura é muito importante, mas ela também limita. Então, tem algumas coisas que o Secom precisa de material, mas que por conta do modo como é feita, né, a o termo de colaboração, eh, eles acabam que precisam buscar outras parcerias, mas são muito felizes, são muito competentes no que fazem. Dá pra gente caminhar pela escola e observar tudo isso e observar o carinho e [música] o profissionalismo delas. เฮ [música] Vocês [música] acompanharam um pouco do trabalho que é realizado aqui no SECOM, as atividades, principalmente os depoimentos dos familiares, né, que acaba deixando a gente com o coração quentinho. Mas agora vamos conversar com a orientadora pedagógica Keila Félix. Ela vai contar um pouquinho sobre a proposta aqui do Secom. Obrigada pela participação, Keila. Bom, primeiramente, né, para contextualizar um pouquinho, depois vai falar da proposta, mas qual que é a sua história com a instituição, né? Como que você chegou até aqui? Bom, eu tenho uma longa história aqui nessa instituição, né, porque ela começa com uma união da comunidade, né, por conta de não ter escola aqui no satélite íris. Então, algumas famílias se unem junto com uma outra organização para atender essas crianças. Então, eu lembrei, eu era adolescente ainda e eu vim para ajudar, né, porque meus pais estavam envolvidos nessa organização e aí eu comecei a frequentar aqui. Então, fazia recreação com as crianças e por meio período porque eu estudava também, ia pra escola. Depois, com a nova gestão das irmãs, eu passei a ser recreacionista, a gente usava essa nomenclatura. Aham. Aí eu passei ser recreacionista aqui, tinha uma turminha e fui estudar, né? Fui fazer a pedagogia, fui me buscar conhecimento, fui me formar e me tornei professora em 2009. Você viu que realmente era aonde você queria estar trabalhar com Eu sou apaixonada pela educação infantil, né? Então eu não me vejo com a outra faixa desculpa. Eu não me vejo como outra faixa etária. E aqui eu me encontrei enquanto profissional, eu me constituí enquanto educadora aqui dentro com muita ajuda da Vera, né? Ela me ensinou muito. E aí 2009 eu me formo em pedagogia, passo a ser professora aqui das crianças de agrupamento dois, os menorzinhos. E [música] em 2013 a Vera me faz o convite para fazer parte da equipe gestora da escola, né? Então, 2013 começa a minha trajetória como orientadora pedagógica aqui no Secom. E como que foi para você receber esse convite? Olha, para mim assim foi muito bom. Eu gostei muito, mas eu confesso assim, foi um pouco assustador por conta que a minha experiência era com as crianças e não de orientar professores, né? recebia muita orientação da Vera, tanto que a proposta pedagógica nós construímos juntas. As primeiras experiências foi com a minha turma, né? Então eu lembro que ela chega aqui na escola. Eu tô assim meia desesperada porque eh antes a gente não tinha o olhar pra educação infantil como a gente tem hoje. Então assim, as salas eram compostas com mesinhas e cadeirinhas e as crianças não queriam ficar sentadas, né? E aí virava aquela loucura, porque criança é movimento, criança quer tá experimentando as coisas. E a Vera sugeriu, Keila, que tal se a gente mudar? E a partir daquele momento, nós começamos, iniciamos a construção da proposta pedagógica do Secomogia de projetos, que é a nossa proposta pedagógica. E na prática, Keila, como que funciona esse planejamento? O que foi modificado? Então, [roncando] então a partir daquele momento, nós passamos a olhar pra criança e dar uma escuta para ela, né, acreditando que a aprendizagem iria ocorrer através do brincar, através do protagonismo da criança, dos conhecimentos que a criança já traziam consigo, do seu núcleo familiar. Então, a gente começa a pensar numa pedagogia mais voltada pra educação infantil. Mudamos tudo, tiramos mesas, cadeirinhas, colocamos tapete e assim a gente foi construindo uma nova proposta. Hoje nós trabalhamos com a pedagogia de projeto. Todos os projetos desenvolvidos com as crianças, eles eh se iniciam a partir da curiosidade da criança, né? Então o Vini, que foi uma criança que conversou com você, ele fala muito do Tatubola por conta de uma pesquisa que eles estão fazendo sobre o que existe embaixo da terra. Então eles descobriram que o tatu bola tá lá embaixo, mas que foi uma curiosidade que uma criança trouxe, né? Então, gerou um interesse em toda a turma e por que não, eh, dar essa escuta para as crianças, criar esse ambiente de interesse para eles. Então, eh, essa proposta pedagógica, ela também tem esse peso das vivências das crianças, como você disse, no núcleo. De repente a criança chega com alguma informação, algo que viu e aí vocês colocam isso na roda e é algo lúdico assim que isso acaba chamando mais atenção. Que exatamente, a gente parte da curiosidade da criança, mas também a gente junto com essa necessidade a gente vai envolvendo as necessidades da criança, né? Então as crianças elas precisam aprender muitas coisas na educação infantil e aqui nós damos muito espaço para eles, né? autonomia, escolhas, eh brincar, esperar a vez. Então tudo isso entra junto do projeto a partir daquela curiosidade que a criança trouxe pra gente. E vocês trabalham com algumas temáticas, né, do mundo, né, externo para dentro da escola, como que funciona? Sim, eh nós não trabalhamos com datas comemorativas, né? Nós trabalhamos assim com a atividades culturais. Por exemplo, nós tivemos a Copa, então nós fizemos aqui com as crianças uma festa da Copa, eles apresentaram eh danças de diversos países que estavam participando, né, da Copa. Eles conheceram culinárias, coisas assim, mas datas comemorativas não. E o que que você acredita ser mais desafiador nessa sua trajetória, né? Enquanto você entrou uma pessoa e agora foi totalmente transformada também, né? Eh, eu queria saber o que que você sente [música] nessa sua transformação e no desenvolvimento das crianças. Qual é a parte mais desafiadora para você? [música] Olha, o que eu acho mais desafiador eh enquanto orientadora pedagógica é a gente fazer com que o adulto, tanto as famílias quanto os educadores que chegam para somar na nossa escola, acreditar na potência da criança, né? Porque assim, a nossa proposta é essa, tanto quando vem uma família, vem um educador novo, a gente fala assim: "As crianças são potentes, nós acreditamos nisso e é isso que [música] nós queremos". Então isso é muito desafiador, porque cada pessoa traz uma trajetória, né? Então, ela chega aqui, ela vai desconstruir tudo aquilo para poder eh desenvolver a nossa proposta pedagógica, que é essa criança brincante, que é essa criança protagonista, que é super capaz de de tudo, de mudar, né, de transformar mesmo. E nessa sua proposta pedagógica, né, na proposta do SECOM como um todo, vocês têm uma periodicidade, um um planejamento, uma reunião que vocês fazem, [música] como que funciona essa parte mais burocrática também do trabalho? Sim, nós temos eh encontros semanais com as professoras e com as auxiliares também, né? Entendendo que as auxiliares, mesmo que não são professoras formadas, elas são educadoras, então elas precisam dessa formação continuada para estar com as crianças. [música] Então assim, toda segunda-feira nós temos um encontro aqui pra gente refletir sobre as práticas, pra gente conversar sobre temas, por exemplo, sobre o autismo, né? Nós temos crianças aqui, público alvo da educação especial. Então a gente toda segunda-feira senta por 2 horas para discutir temas, para fortalecer a equipe, para esclarecer dúvidas, para dar escuta também das angústias, né? Porque o educador também tem as suas angústias diárias. O momento, né? E Keila, como que você enxerga esse vínculo, o fortalecimento de vínculo com os familiares? [música] Porque isso também é muito importante, né, principalmente na primeira infância e também nas crianças que necessitam mais de um acompanhamento. Como que você enxerga essa relação de vocês aqui com os familiares aqui da região? Olha, a gente considera muito importante esse vínculo com as famílias. é fundamental para o desenvolvimento do nosso trabalho, tanto aqui na comunidade que a gente está, em qualquer escola, né, mas aqui na nossa comunidade a gente busca fortalecer muito esse vínculo, porque a gente quer a comunidade dentro da escola, a gente quer as famílias aqui e mostrar que nós estamos aqui para eles, para as crianças. Isso tem dado muito certo aqui, porque eles cuidam da nossa escola, né? Às vezes a gente vai fechar por um feriado e quando a gente volta tá tudo em ordem. E isso eu acredito que é resultado do vínculo que a gente tem com essas famílias. Kelo, que representa o Secom para você? Tem alguma consegue definir em uma palavra, uma frase? É difícil, né? É difícil, mas representa muita coisa para mim. Todos os dias, quando eu venho trabalhar, eu penso no dia que eu não vou estar mais aqui. [risadas] E assim, eu fico até emocionada, porque eu sei que isso vai acontecer um dia. A gente não é eterno, né? E as coisas mudam, a nossa vida muda, a gente segue novos caminhos. Mas o SECOM para mim tem uma história muito grande, uma contribuição imensa na minha vida pessoal, profissional. Foi aqui dentro que eu me formei, me tornei orientadora pedagógica com muita ajuda da Vera, claro. Então, significa muito para mim. Acho que eu não consigo encontrar uma palavra para expressar, para dizer o que significa. você compra mim é uma paixão, é um amor, é um lugar que fez parte da minha vida, tem grande parte da história da minha vida, onde eu me constituí como profissional. Então assim, uma palavra eu não consigo resumir, mas eu amo estar aqui, eu amo o que eu faço, eu levanto todos os dias motivadas para vir e estar aqui. Então é amor pelo escola. Obrigada, viu, Keila, pela participação. Parabéns pelo seu trabalho. Parabéns pela equipe, né, que atua aqui, porque realmente eh a gente sente essa energia e é visível também em cada criança, em [música] cada olhar, essa percepção. Então, quero agradecer a sua participação e a você também. Obrigada pela companhia, pela audiência. Você pode acompanhar também esse conteúdo na íntegra pelo portal tvcameracampinas.com. br e também conhecer de perto e um pouco mais o trabalho aqui do Secom. Temos um encontro marcado na próxima edição. Mãos Solidárias fica por aqui. Ciao Co. [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música]
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