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Mãos Solidárias | Lar Escola Jesus de Nazaré
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Mãos Solidárias | Lar Escola Jesus de Nazaré

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Resumo editorial

A Lar Escola Jesus de Nazaré é uma instituição sem fins lucrativos fundada em 1960 que atende 100 crianças de 1 a 6 anos. O trabalho da escola se baseia em projetos pedagógicos que integram arte, ciência e tecnologia, com forte participação das famílias na comunidade educativa.

Citados nesta edição
Bairros mencionados

Descrição do vídeo

Em 1960, um casal maçom fundou o Lar Escola Jesus de Nazaré na região do Taquaral, em Campinas, após perder a filha ainda pequena. O orfanato assistencialista virou, em parceria com a Prefeitura, uma instituição que atende 100 crianças de 1 ano e 6 meses a quase 6 anos, com fila de espera por pontuação de vulnerabilidade social. A diretora educacional Aline Mantovani conta como a escola também apoia famílias do São Quirino com cestas básicas e roupas, dentro do programa de cidadania e terceiro setor da TV pública.

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[música] [música] [música] Olá, começa agora mais uma edição do Mão Solidárias e hoje vamos conhecer Lar Escola Jesus de Nazaré, uma instituição, uma associação sem fins lucrativos. localizada aqui na região do Taquaral, [roncando] no bairro Bela Vista. A gente vai conversar agora com a diretora educacional, Aline Mantovani. Seja muito bem-vinda, obrigada. Obrigada por nos receber aqui na instituição para mostrar um pouco do trabalho que é realizado, né? Primeiro pra gente entender, pra gente contextualizar para quem está nos assistindo, né? Qual que é o foco principal aqui da escola? Quando que ela foi fundada? Sim. É, primeiro gostaria de agradecer essa oportunidade, né, de mostrar um pouquinho do que a gente faz aqui dentro, dar essa visibilidade pra nossa instituição. Eh, faz muito tempo que a gente tá aqui, desde 1960. Então, assim, a gente tem uma bagagem bem extensa, né? eh foi fundada por um irmão maçom junto com sua esposa. Eles perderam a filha muito muito pequena e aí eles tinham essa ideia de trazer um fazer um orfanato, né, de fundar um orfanato. E aí daí começou, né, assistencialista, trazia as famílias mães, eh, principalmente aqui as mulheres e fazia toda essa parte assistencialista com elas. E aí foi crescendo até que se tornou educacional e aí a gente começou a atender as crianças [música] eh de uma maneira mais formalizada, né, digamos assim, em parceria com com a com a Prefeitura de Campinas. E aí hoje então a gente atende 100 crianças, né, da de faixa etária de 1 ano, 6 meses, é, às quase 6 anos aí saindo pro fundamental. Então, nesse começo, teve algo assim muito desafiador também, né, para manter o espaço. Como que foi então esse processo, né, de chegar até aqui? Eh, o legal é que como ele é um irmão maçom, né, então eles se se uniram à loja de independência, né, e aí junto junto eles conseguiram, então um doou o prédio, o outro deu futuramente depois eh o outro doou o terreno do lado, né, que é o nosso espaço do parque. Então eles foram se unindo aí para numa missão, né, que é fazer essa parte assistencialista e e de educação hoje, né, que é o que a gente faz. E você esteve presente em alguns projetos a nessa etapa? Eh, na verdade eu sou nova, né, aqui, mas eu eh acompanhei parte do processo assim da história junto com as pessoas que estão aqui hoje, que tenho duas funcionárias que estão há 30 anos aqui, então elas contam diariamente de como foi esse processo, eh dos ganhos, das lutas diárias, né, que não é fácil. Eh, e também muito gratas às famílias que nós atendemos nesse nesse tempo todo, né? Assim como as famílias delas também. Uhum. E Aline, falando um pouquinho sobre eh as famílias atendidas [música] mesmo, né? Elas eh tapeamento, um pré-requisito para fazer parte [música] aqui da equipe, são famílias eh mais vulneráveis. como que funciona essa parte mais burocrática mesmo, né, de para ingressar aqui na escola. Hoje nós atendemos toda a [música] região, né, principalmente o São Quirino. Eh, e hoje para para você fazer o cadastro para entrar paraa lista de espera e fazer parte, né, das para as crianças fazerem parte daqui da nossa instituição, eh, tem uma demanda e tem um uma pontuação, né, das famílias. Então, eh, tem a questão da vulnerabilidade social, tem questão, eh, questões, eh, de crianças com deficiência, enfim, [música] dependendo da situação, vai pontuando e aí tem pontuação maior ou menor, enfim, vai caindo na lista de espera e a gente vai chamando conforme essa demanda. [música] Mas tem sim, eh, hoje além dessa parte educacional, ainda assim a gente ajuda muito as famílias, né? né? Então, as além da gente ajudar as crianças no seu desenvolvimento, a gente ainda assim é buscado pelas famílias e nessa questão de de cesta básica ou um ou também uma roupa. Então, eh além dessa parte educacional, né, que que a gente faz com com é muito bem feito, né, obviamente, eh, a gente também acolhe as famílias de [música] de uma maneira eh bem positiva. Então tem esse suporte também, né? Um suporte emocional também para essas famílias. E essa ajuda, como você diz, com cesta básica, né? Mas vocês recebem ajuda também de alguém para poder manter o espaço e contribuir também com essas famílias? Sim. Hoje nós temos os nossos mantenedores, né, que são a que é a loja a loja maçônica independência, que são os maçons. Eh, mas ainda assim a gente recorre alguns alguma ajuda, né, de cesta básica, nem sempre eles conseguem nos ajudar. Eh, mas, eh, às vezes vêm pessoas da comunidade para nos ajudar com cesta básica, com roupas, tudo que é que a gente recebe da comunidade, a gente sempre repassa as nossas famílias. E quando vem uma família que, né, solicitando isso, a gente sempre ou a instituição tenta fazer algum movimento, igual a gente tá fazendo hoje, né, da da desse a gente fez essa oficina de pipa, mas também com venda do pastel, do refrigerante, para arrecadar um valor eh que também vai ajudar nesse nesse sentido, né, tanto as crianças em alguma questão que a gente precisa no dia a dia que a gente não consegue tirar e da prefeitura, no caso, eh quanto ajudar uma família com alguma coisa que elas precisam, alguma criança que realmente precisa, né? E aline o período é integral que as crianças ficam isso. Porque aqui não, porque a escola mesmo não é aquela questão de contraturno, é o período integral. Isso. As crianças aqui eles entram às 7:30 e saem até 10 para 5. Então é período integral, não tem contraturno até o G3, né? Agrupamento três, normalmente nas escolas da rede, é, é meio período e aqui a gente fica com eles integralmente. [música] Então são 100 crianças integralmente aqui conosco. 100 crianças integralmente, com toda a parte de alimentação, com tudo isso que é oferecido, né? Isso. Alimentação é feito pelo Ceasa, né? Então, é um cardápio riquíssimo, eh, tudo muito bem acompanhado com a nutricionista, é tudo regulamentado, nosso prédio também [música] é tudo regulamentado, então é tudo muito bem assistido. E quantos funcionários eh eh atuam aqui entre professores, né? Toda essa essa parte também da a parte da cozinha, né? Num geral, pessoas que trabalham aqui. É, hoje nós estamos com 20 colaboradores, né? tanto do administrativo como da gestão, professores, educadores. Então são 20 colaboradores para atender essas 100 crianças. E como que é para para você, né, como diretora educacional, quais são as dificuldades que você enfrenta eh para manter mesmo, né, essa coordenação, a liderança com a equipe? Porque criança não é fácil, né? Tem os momentos também que tem que ser mais firme. Como que é para vocês? é, o mais desafiador hoje em dia é lidar com a parte emocional, né? Eh, tanto do dos colaboradores quanto das crianças também, às vezes das famílias. Então, muitas vezes a gente precisa receber essa família, colher pra gente conseguir atingir a criança. Então, o nosso maior desafio hoje da gestão é cuidar dessa parte emocional. Uhum. Né? E, e tem alguma coisa assim que você eh precisa modificar, né? na questão estrutural também, como que foi esse processo, porque sempre foi aqui nesse mesmo espaço, então muita coisa mudou, né? [música] Eh, em questões assim de estrutura mesmo, né? Tem algo que precisa ser melhorado, ampliação de salas, algo assim para trazer mais conforto para vocês, pras crianças também. [música] Sim. Eh, a gente recebeu, a gente fez um projeto junto a FEAC, então a gente recebeu alguns móveis, os móveis, os móveis que a gente tem novos hoje, né? né? Eh, foi de um projeto junto a FEAC. Eh, a gente fez uma reforma recentemente, 2024, foi com uma verba também que a gente foi juntando aí junto à maçonaria, mas hoje ainda a gente precisa de cobertura, né? [música] A gente tem poucos espaços eh cobertos na nossa instituição. A gente precisaria de um de um de um respiro assim, né? [música] Então, a nossa luta hoje junto tanto com os mantenedores, junto com a comunidade, a gente também tem falado, né, pras pessoas que sempre perguntam: "Ah, mas o que que vocês precisam de ajuda?" Eu falei: "Olha, hoje a gente precisa de uma cobertura, nem que seja uma cobertura simples, né, alguma coisa que que ajude nesse calor, né? né? Ainda mais agora que vai vir o verão, eu tô bastante preocupada falar para você, [música] porque a gente realmente precisaria de alguma coisa ali que nos ajudasse pr as crianças conseguirem sair pros espaços [música] externos, né, que é a nossa quadra, que é um ambiente bem grande, bem amplo, com tranquilidade no período da tarde. E é uma luta para vocês isso. Então, isso é uma luta muito grande, muito grande mesmo, porque no período da tarde é fica muito quente, é muito calor lá e aí eles acabam vindo pra sala, né? né? Não consegue aproveitar tanto o espaço e é um espaço gostoso que a gente tem, né? Eh, não sei se é ajudar a complantação de mais árvores, enfim, ajudar nesse sentido da natureza também, né? Pessoas que possam nos ajudar com isso, não sei. Acho que seria muito positivo. Com certeza. Toda ainda é bem-vinda, né, para vocês e pras crianças. E além dessa ajuda, né, que você está solicitando, eh, outras ajudas também são bem-vindas no sentido de doações, vocês recebem aqui. A gente é muito bem-vindo. Cesta básica, às vezes brinquedos, roupas, coisas que que do dia a dia mesmo a gente sempre aceita. A única coisa que a gente não costuma aceitar e são alimentos para fornecer as crianças, né? a gente faz essa doação as famílias, a gente repassa, a gente sempre repassa, a gente tem muitas famílias que tá nessa luta, né, dessa vulnerabilidade social, então a gente precisa, a gente faz esse papel sim de ajuda, né, [música] essas famílias. Sim. E Aline é uma associação, né, sem fins lucrativos, mas de referência, porque é uma geração, né, vai passando de geração em geração, pessoas que estudaram aqui, criancinhas hoje que são mães, que trazem os filhos. E isso para vocês também é gratificante saber, né, o quão que é representa aqui a associação. Sim, com [música] certeza. Acho que essa geração, né, que que tá vindo agora de famílias, ah, mas eh por que você está buscando, né, essa instituição? Ah, porque o meu filho estudou, ah, meu sobrinho, meu neto, enfim, isso é muito muito bom mesmo. A gente tá num lugar muito privilegiado, né? E dar essa visibilidade é muito importante também. As pessoas às vezes passam aqui e fala: "Ah, mas nossa, é é conveniado da prefeitura, é, nós estamos atendendo, né?" Então isso é muito, muito bom pra gente também, né? e e ver que as pessoas também podem nos ajudar, né? Que a [música] gente também sim precisa de ajuda, né? Sim. E daqui pra frente, quais são os planos, os projetos, né, que vocês querem [música] eh colocar em prática? Tem algo assim que vocês desejam, né, daqui alguns anos? Aí é o nosso maior desejo mesmo hoje é conseguir uma cobertura para para aquele espaço que a gente tem, que é bem amplo, né? e que as crianças consigam aproveitar o o fim da tarde, à tarde aí, né, que é um calor, um calorzinho maior e aí as crianças conseguirem brincar lá livremente naquele [música] espaço, até mesmo o parque, né, que tem pouco pouca árvore, enfim. Então, a nosso maior projeto hoje é esse espaço mesmo. Perfeito. Então, Aline, fica o recado aí dado, né, para quem está nos assistindo. Mas não terminou ainda não, viu? a gente vai para um rápido intervalo, na volta a gente vai conversar com a orientadora pedagógica e também você vai acompanhar um pouquinho do trabalho que é realizado aqui. Então não saia daí que o Mão Solidárias volta já já. [música] Mãos Solidárias está de volta. Agora a gente vai conversar com a Nádia Caroline de Carvalho. Ela é orientadora pedagógica, vai explicar um pouquinho sobre as propostas [música] aqui. Seja muito bem-vindo, obrigada por ter aceito o nosso convite. Obada. Bom, então pra gente entender um pouquinho melhor como que funciona todo esse planejamento aqui na escola, como que vocês trabalham, né, essa questão pedagógica com as crianças. Bom, eh, aqui no Lar Escola nós atendemos 100 crianças divididas por agrupamentos dois e agrupamento três. Então, no agrupamento dois, nós temos atualmente 22 crianças e no agrupamento [música] três, 78 crianças. Eh, a nossa proposta pedagógica é voltada ao protagonismo das crianças, né, da infância, do brincar [música] livre mesmo, né, temos toda uma proposta pedagógica que é pensada eh nas reuniões que nós fazemos [música] eh e no início do ano, no final do ano, que é a construção do nosso projeto pedagógico. E aí, mediante do interesse [música] das crianças, nós fazemos as propostas durante todo o ano. Nós temos também diversos projetos que nós fazemos, projetos anuais, projeto institucional. Atualmente estamos trabalhando um projeto de artes que se chama [música] Pintando Sete. Então, as educadoras desenvolvem essas atividades com as crianças mediante o interesse que elas vão [música] trazendo no dia a dia. Então, elas elas trazem, né, algumas informações, algumas brincadeiras que partem das casas, né, com os familiares. E aí vocês vão verificando aquelas possibilidades de introduzir dentro da sala de aula. Isso. O ambiente escolar ele é um ambiente educador, né? [música] E e as crianças no brincar livre mesmo, eles trazem os interesses dele deles, né? Então, às vezes tá no parque um inseto, uma árvore, começa a surgir o um um projeto de interesse. Então, aí a partir disso, as crianças as propostas são eh vão acontecendo e é tudo de uma forma mais lúdica, tudo na brincadeira, como você disse mesmo, isso acaba facilitando, né? Porque são pequenos, são crianças, né? E esse desenvolvimento vocês realmente percebem que faz toda a diferença. Sim. Eh, a, o brincar livre, né, ele é muito importante, mas as propostas dirigidas, pensadas [música] pelas educadoras também é fundamental pro desenvolvimento das crianças. Então, tem os momentos do brincar livre, mas também tem os momentos das propostas pedagógicas, que é algo muito sério, né? Às vezes, eh, [música] muitas pessoas pensam, as crianças só brincam na escola, mas é através do brincar que elas aprendem. [música] Então, através de todas as propostas, tem todo um trabalho pensado, planejado durante [música] o início do ano para que ele aconteça durante todo o percurso do ano letivo. E vocês trabalham também com alguns temas, né, com temáticas da atualidade, do que tá acontecendo no mundo e traz essa realidade para dentro da sala de aula. Sim, sim. Atualmente, né, os [música] três eixos norteadores para esse ano está sendo educação ambiental, valorização da mulher por conta da violência e também eh educação antiracista, que desde o ano passado a gente já trabalha essa proposta, que é uma proposta que abrange eh muitas atividades que que desenvolvem também o interesse das crianças e é muito importante, são vertentes importantíssimas pra gente trabalhar com as crianças aqui na escola. na prática, como que é elaborado esses temas, né, esses três eixos que você comentou, quais são as atividades que eles executam mesmo? É, aí é tudo é planejado pelas [música] professoras e pelas agentes de educação infantil. Então, mediante os eixos norteadores, além dos projetos que nós temos aqui no Laris Escola, elas vão desenvolvendo as propostas durante o dia com as crianças, nos períodos em que elas estão aqui de manhã. E no período da tarde, as agentes de educação infantil dão continuidade nessas propostas, em brincadeiras eh de psicomotricidade, [música] né? Então, elas vão trazendo tudo que é planejado, eh, e aí vai desenvolvendo com as crianças. [música] E Nádia, vocês têm um trabalho também em alguns projetos que são realizados, né, dentro da escola, mas também em conjunto com a família, né, como que é pensado também nesse nesse projeto, nessas iniciativas, nessas ações. [música] Sim, a parceria com as famílias é fundamental, é algo primordial para nós aqui. Hoje mesmo estamos fazendo, né, uma oficina de pipa que o intuito é é a pipa semerol, né, que é para trazer essa conscientização para as famílias. sobre o uso sobre o uso do sol, que ele traz eh [música] malefícios, né, para as pessoas, acidentes, até óbitos também. E e aí as famílias vêm, participam dessa oficina. Tem alguns momentos também [música] que a gente abre a escola da escola aberta na festa da família. Oficinas também de propostas de educação antirracista também já fizemos na escola. Então, a gente entende o quanto essa parceria é importante, eh, para que as famílias também entendam qual que é o nosso trabalho com as crianças, as pessoas, a comunidade escolar saiba o que está sendo desenvolvido com as crianças aqui na escola, né, que tem todas as propostas, todos os projetos têm uma intencionalidade pedagógica. Não é simplesmente, ah, eh, eu pensei em fazer algo e vou fazer com as crianças, não. É tudo planejado, tudo [música] pensado, com uma intencionalidade pedagógica. E além dessas propostas, então junto com os familiares, [música] vocês têm a outras ações dentro aqui da escola, como eh o incentivo ao esporte, algo relacionado a essas outras atividades também complementares ou é mais a questão pedagógica mesmo dessa conscientização, né, o aletramento e também essas outras vertentes também, [música] né, da educação, do desenvolvimento, né? Sim. Em relação aos esportes, aos esportes, ainda nós não temos nenhuma [música] parceria, mas nós temos parcerias com a neodonto Campinas, por exemplo, que é eh prevenção da saúde bucal das crianças. Então eles vêm a cada dois duas [música] vezes por por ano, né, fazer a higienização e e avaliação da saúde bucal das crianças. eh, e algumas outras parcerias, trabalhos voluntários que vêm de fora para fazer atividades com as crianças, que é que é [música] aprimorando mesmo o desenvolvimento delas, né? E que que você acha assim que é o mais desafiador, né, na questão do desenvolvimento mesmo dessas crianças, né, Ádia? Bom, acho que a questão de particularidade mesmo, cada criança tem a sua característica, tem as suas particularidades [música] e isso aqui no Laris Escola é totalmente respeitado, né? Nós temos a nossa professora de educação especial, [música] que também está sempre passando em todas as salas, todas as turmas, né, e atendendo, né, todas as crianças em suas [música] especificidades, né, temos crianças que são laudadas, nós temos crianças [música] que estão em investigação, mas todas são respeitadas no seu tempo. Tem [música] também a questão que cada criança tem o seu tempo de desenvolvimento e e isso é uma é uma coisa que a equipe e eh prioriza muito, né, [música] que é fundamental respeitar esse tempo, respeitar a o desenvolvimento de cada criança, [música] tá certo? Bom, como a Nádia falou um pouquinho sobre a oficina, né, a gente conversou com alguns familiares também, com algumas crianças, [música] então a gente mostra para você agora um pouquinho do que é realizado aqui na escola. Então confere tudo. [música] [música] [música] [música] [música] Um dia diferente, cheio de carinho e muita diversão. A oficina de pipa [música] semerol proporciona um momento significativo para as crianças e também para os pais e responsáveis. Juntos eles dividem o espaço, amarram as varetas, cortam o papel, resgatando uma infância saudável e segura, onde o que mais importa é o tempo de qualidade em família. Eu acho muito importante a gente ter esse tempo aqui de qualidade com nossas crianças, até porque a gente passa o ano sem saber ao certo como é que é o ambiente, tudo que acontece aqui no dia a dia. Para minha filha é muito importante, ela fica muito ansiosa quando esse tipo de evento, tipo de trabalho acontece. Por mais que às vezes nosso dia seja um pouco corrido, é muito gratificante, né, dividir esse momento com elas, sabendo que ela nos vê como um tipo de superherói, um protetor e ela também se empolga muito por ela tá compartilhando esse um pouquinho do dia a dia dela com a gente. Então assim, eu faço sempre o possível para estar aqui, porque eu sei que para ela é muito importante e pra gente também é. Olha, me surpreendeu muito, tá? Eu vim de outra cidade, me surpreendeu muito quando ela entrou aqui no primeiro aninho dela. Eh, não só a estrutura, que é uma estrutura muito boa, mas tudo que é proporcionado aqui, desde materiais didático ao relacionamento que, minha filha, o carinho que os professores tios e as tias têm com a minha filha. Então, assim, ela chega muito empolgada, falhando. Hoje ela fez questão de me apresentar para todas as tias novas delas. Isso, isso diz muito sobre a escola, tá? A criança, ela é bem sincera, ela é muito clara com tudo aquilo que acontece, se ela tem medo, ela fala. E aqui é um ambiente que minha filha se sente muito segura. E vocês também, né? E automaticamente os pais também ficam com coração mais leve, né? Ah, eu acho muito importante porque a cada momento que eles que a gente poder participar do desenvolvimento deles e estar com eles vivendo esses momentos, é não só pra gente, mas para eles é muito marcante. E o que que você tem a dizer sobre o lar escola? que que representa no desenvolvimento do seu filho? Olha, o Noa, ele é uma criança muito tímida e aqui ele começou a se soltar bem. a cada desenvolvimento dele, a cada ano foi melhorando a participação dele com o a as outras crianças e cada vez mais eu só vejo o bom desenvolvimento dele. Ah, é muito bom, né, trazer pras crianças o que hoje em dia tá até acabando um pouco, né, que antigamente era muito mais pipas no ar e trazer essa essa infância, né, para para que isso não acabe. Essa junção também dos pais responsáveis participar é mais legal ainda, né? Sim, sim. Relembrar a infância é sempre bom. E entre sorrisos e brincadeiras, as crianças se divertem e mostram que a simplicidade encanta. E aí, Ana Júlia, que que você gosta de fazer aqui? Brincar. Brincar do quê? Boneca. Boneca. E camachu brinca mais? Brincar do quê? Pega, pega. É. E de mestre mandou também. E pipa você sabe fazer? Eu sei. Com meu pai. Ah, eu acho muito, muito bom. Muito criatividade, né? É bom que aproxima as crianças com a família. É o momento mesmo acolhedor, né? Muito acolhedor. É muito legal. Gostei. E qual que é a referência que você tem da escola? É uma escola muito boa, tanto na alimentação, na educação. A Ana Júlia tá super. Você percebeu um desenvolvimento, uma melhora no desenvolvimento dela? Sim, é, ela tá mais tranquila porque antes ela era bem agitada, viu? Mas agora tá tá 10. Arrasou. Cheguei na escola no ano de 2024. Atualmente eu sou a professora do agrupamento 3B. Aqui na instituição nós temos eh quatro salas. a gente nós atendemos a partir de 1 ano, 8 meses até o o início do fundamental, né? Então eles ficam aqui até por volta de 5 anos. A nossa instituição ela colhe aqui as as os bairros da região e o lar da escola tem como objetivo não alfabetizar do modo tradicional, mas sim onde eles são pertencente à instituição, onde eles são protagonistas e tudo que é desenvolvido aqui a partir da intencionalidade das nossas crianças. É, o a nossa instituição, ela tem o objetivo de sempre acolher as crianças, as famílias, a comunidade em torno da nossa escola, né? E é por isso que nós estamos hoje com a nossa oficina do PIPA, onde a escola abre as portas paraas para pras famílias e pras comunidades, para que eles participem e entendam que sim, a pipa é uma brincadeira tradicional, onde ela pode ser brincada livremente e onde ela vai trazer aprendizado e com responsabilidade e segurança. E no seu dia a dia, né, como que você enxerga essa o desenvolvimento mesmo dessas crianças, né? você que acompanha ali diariamente já conhece um pouquinho do perfil de cada um, né? Bom, o desenvolvimento das crianças é é como a gente eh prega aqui na escola, né? Ele a partir da intencionalidade. Então, a partir do brincar ludicamente, a partir do que eles trazem pra gente da rotina, é feito essa esse desenvolvimento deles cognitivo, motor de todo essa parte da primeira infância. Então, a partir desse brincar livremente aqui na escola, mas é claro que direcionado, é claro que mediado pelos educadores, eh surge o desenvolvimento integral da criança nessa primeira infância, que é a parte fundamental, né, onde ali eles estão se formando. O que que você acha assim de diferencial, né, como professora também, né, tem propriedade para falar da escola em relação às outras instituições? Bom, o L escola é assim como com a equipe, ele é uma escola muito acolhedora. Eles eh acolheram toda a equipe, é uma equipe muito unida em prol das crianças, então todas todos os funcionários, toda a equipe a partir da cozinha, da equipe de apoio, as educadoras, tudo eh nós trabalhamos em função da criança. Então eu acho que isso é o diferencial do lar escola. Eles são o nosso objetivo, ele eles são os nosso, é assim, nós precisamos pelo bem-estar deles. Então tudo é em função de acolher, de proporcionar um um dia livre, um dia divertido, um dia que eles possam aprender, brincando, né, que que é o que a gente preza para pras nossas crianças aqui. Como que é para você fazer parte então dessa equipe? Ah, para mim fazer parte da equipe é maravilhoso. Já tô aqui no Aléria há dois anos. Eu gosto muito da instituição em si. Eh, é uma uma instituição que me acolheu. Eh, eu era auxiliar numa outra escola, vim para cá como professora. Eles me deram essa oportunidade, acreditaram no meu trabalho e isso fez toda a diferença para mim. Isso me me alavancou a a dar o meu melhor todos os dias, a pensar na criança como o meu objetivo maior do bem-estar. Então, é uma uma instituição muito acolhedora e que hoje em dia a gente encontra pessoas que já estudaram aqui quando era pequenininho e que eles têm boas recordações da escola. Então, muito legal quando você encontra um uma pessoa já mais velha, mais jovem, fala: "Ah, estudei lá no Lar Escola e tem boas memórias". Então é isso que a gente preza, trazer boas memórias para essas crianças. E agora hoje é uma oportunidade de trazer a família para dentro da escola para poder vivenciar isso também com a gente, que é um pouquinho da nossa rotina do dia a dia. O dia a dia aqui na escola ganha sabor graças à dona Cremilde, conhecida como Cléo, que há 30 anos atua como cozinheira aqui na instituição. Uma trajetória marcada por muito amor, dedicação [música] e um tempero inigualável que já alimentou gerações de alunos. Eu entrei como cozinheira mesmo, que é o que eu gosto de fazer, né? e permaneci até hoje e vou ficar até o último dia, se Deus permitir, né? Como que foi o seu início aqui, Cléo? Ah, no início, tipo assim, era menos criança, né? Era 50 crianças e era eu sozinha na cozinha. Aí depois foi aumentando, foi para 60, depois para 80 e depois para 100. E aí arrumou uma ajudante, né? Mas até com 60 era eu sozinha. Mas assim, eh, sempre foi muito tranquilo, sempre trabalhei das 8 às 5, né? Muito tranquilo. E assim, é muito bom, porque assim, você vê as crianças, eh, que foram crianças daqui trazendo os filhinhos para cá. Então, isso é assim gratificante, né? Aí você vê a as mães com 20 e tantos anos, com os filhinhos com 3 anos trazendo para cá. Aí tem delas que me encontra, fala: "Ah, eu conheço você, eu lembro de você, né? E assim vai, né? É muito bom isso, né? E como que você chegou até aqui? Você já conhecia a associação? Como que foi que teve essa oportunidade? Então, eu, eu tinha minhas filhas pequena, aí eu era voluntária lá na União Cristã Feminina, que é ONG igual aqui, né? As crianças ficavam lá e a gente eh ajudava lá as mães, né? Tinha o clube de mães que ajudava na limpeza lá ou na comida, né? Aí a assistente social de lá eh arrumou aqui para mim. É a Fátima Bessa. Ela arrumou para mim e aí eu vim e acabei ficando até hoje. Mas eu achei que eu não ia ficar muito porque assim não parava ninguém, né? Ela falou: "Ah, se não para ninguém o negócio é feio também. Não vou ficar não, né? Mas tem que ser forte, corajoso, né? Aí eu tô aqui até hoje, graças a Deus. Como que é essa proposta, né, da alimentação? Como é você mesmo que monta o cardápio? Como que é? Não é o Ceasa tem as nutricionista, né? Ela vem uma vez por mês aqui e acompanha a gente tudo certinho, né? Vê desde a limpeza até a comida, né? E elas eh o cardápio vem da prefeitura, né? Elas enviam pra gente e enviam os alimentos também e a gente faz tudo certinho conforme manda, né? É isso. Como que é então, né? para para você eh ver toda essa trajetória. São 30 anos, muita coisa, como você disse, às vezes vê pessoas que foram piquiticas e hoje trazem os filhos. Como que é esse reconhecimento? Ah, é muito, ah, é bom demais. Não sei nem que palavra usar, mas é muito bom, sabe? É assim, gratificante você ver que você tá, você ainda tá ali e as pessoas crescendo e vindo, né, trazendo os filhos. Nossa, é muito bom isso. Gratificante demais. E tem muito amor nessa comida, então, né? Ah, tem, tem sim, muito. Até hoje eu encontro mães por aí que tem as crianças, né? Fala: "Nossa, meu filho, não esquece de você, da sua comida". Até as parceiras mesmo que já trabalhou aqui, enquanto por aí falou: "Ai, tia Cléo, que saudade da sua comida, né?" Então, é muito bom isso, né? Graças a Deus. É o tempero, né? É, pode ser. E o amor também, porque se você fizer só com tempero não resolve. Tem que colocar muito amor, dedicação, né? E vida que segue, né? Aí sai bom. Hoje a Marina revive tudo isso de um jeito ainda mais especial. Como a escola se tornou a sua grande referência de cuidado e educação, os filhos dela agora seguem o mesmo caminho. Eu fui aluna também. Foi muito bom. Quando lembro até hoje da minha época, foi um momento muito marcante também. E o que que você consegue lembrar de quando você frequentava aqui? A, eu lembro de muitos projetos legais que as professoras faziam, como até o número que eu sabia contar na época, sabe? Tem coisas que ficam marcado bastante na minha memória até hoje. Isso aí eu cresci, tive dois filhos também. A minha família também estudou aqui, meus irmãos, é, meus primos, todos estudaram aqui. Aí depois eu também tinha boas lembranças daqui e coloquei os meus filhos. Vocês acompanharam então um pouquinho do trabalho essa oficina de pipa sem cerol que teve a participação das das crianças e também dos familiares. Um momento muito especial, né, tanto pras crianças, pros pais, mas acho que principalmente pras crianças, né, no ambiente delas. Com certeza, né? Eles ficam muito felizes quando vem as famílias aqui, né? E e nós temos que fazer um agradecimento paraas famílias do Lar Escola, porque elas são muito participativas, elas abraçam muito todos os projetos que a gente propõe, as reuniões de famílias educadores também, que é fundamental, elas também são muito participativas e as crianças ficam extremamente felizes, né? E Nádia, para você, o que representa trabalhar aqui na Lara Escola, né? acompanhar de perto também o desenvolvimento das crianças e mais do que isso coordenar, né, toda essa equipe, principalmente nos projetos pedagógicos, né? Sim. é estar na coordenação é uma responsabilidade muito grande, mas eh eu sou muito feliz em estar como coordenadora, a orientadora pedagógica atualmente, é liderar [limpando a garganta] pessoas, liderar as educadoras, lidar com as famílias, com as crianças, né, que o nosso papel aqui fundamental é vê-las desenvolvendo integralmente, vê-las evoluindo a cada dia. Então, é uma responsabilidade muito grande estar à frente junto com a com a diretora Aline, mas eh eu sou extremamente feliz, né? Desenvolvo o trabalho que eu gosto. Eh, às vezes é bem desafiador, são dias e dias, né? Mas eu sou muito feliz e sou muito grata por estar aqui ajudando, principalmente no desenvolvimento das crianças. Muito obrigada, Nádia, pela sua participação. Parabéns pelo seu trabalho. Obrigada. Bom, mãos solidárias fica por aqui. Espero que você tenha gostado. Obrigada pela sua companhia e você pode acompanhar na íntegra pelo portal tvcamaracampinas.com.br. BR. Até a próxima edição. Ciao. 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