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Olá, [música] começa agora mais uma edição do programa Mãos Solidárias. Hoje estamos aqui no Grêmio Recreativo Juventude, que fica aqui no Campo Belo. É uma ação social, um projeto social que usa o futebol para transformar a vida das crianças e dos adolescentes por meio do esporte. [risadas] E a gente vai conversar agora com o Roberto Barbassa. Ele é o grande responsável por tudo isso, fundador desse projeto. Muito obrigada por receber o nosso programa, nossa equipe aqui para falar desse projeto tão incrível. Roberto, é eu que agradeço, né? Esse momento para nós aí é mais um momento, né, deveza para essa garotada que tá aí no dia de hoje, né, e tendo assim a cobertura de vocês aqui, analisando como que é o nosso trabalho aqui no dia a dia, né? E você vê aí o alvoroço das crianças, né, como que eles ficam, entusiasmo, né, aquela empolgação, uma coisa legal. E para nós isso aí é muito aproveitoso, né? Divulgar esse trabalho nosso aí que já tem um bom tempo, né? Um bom tempo. Quando começou, Roberto, e por quê? Como que foi assim a o pontapé inicial para esse projeto? Olha, esse projeto ele já tem um tempo, né, determinado aí, aproximadamente mais de 20 anos. Eu comecei, na verdade, em 2007, né, 19, quase 20 anos. Uhum. Então foi em 2007, né, que eu, eu da minha parte eu iniciei esse trabalho, certo? Eh, foi um trabalho que havia parado e eu havia a necessidade de eu me envolver com alguma coisa, porque eu passei um momento difícil de enfermidade, eu precisava colocar minha cabeça em alguma coisa. Uhum. E eu vi essa criançada aqui dentro, né? o trabalho que o rapaz fazia antes tinha parado. E então falando para você que foi aquele momento difícil que eu passei. Sim. E eu comecei a entrar para dentro do campo, que eu moro do lado aqui do campo, né? Então desde 2007 eu cuido dessa praça e passei a fazer esse trabalho com essa garotada. Aí tomei prazer pelas coisas e até [risadas] hoje, até hoje eu tô aí, né? Às vezes tem aquele momento de canceira, né? Mas aí você deixa de lado e tira as quarta-feira e é o sábado para nós estarmos aqui. As quarta-feira nós fazemos em dois períodos, né? Uhum. Para mim é gratificante. E hoje a turma é grande, né? Roberto, quantas turmas você tem aqui hoje? Hoje nós temos o sub10, que são crianças de 6 a 10 anos. Aham. Nós temos o sub1, que são crianças de 11, 12 anos. Nós temos o sub13, que é criança de 13, 14 anos. sub 15, né? Eh, sub-16, que são 15 e 16 e o sub-1, que é 17, 18. E aqueles que passaram da idade, né, quando não trabalham, vem aqui pro projeto. E o projeto começou com as crianças que ficavam ali na rua, jogando futebol na rua e utilizando aqui a praça. Sim. E aos pouquinhos o projeto ele foi tomando, né, corpo, foi criando mais consistência e aí o pessoal foi falando um para outro que tinha o projeto e assim foram surgindo mais turmas. Como isso, né? No início foi um tanto difícil, né? Tanto difícil porque para tirar aquelas crianças, para trazerem para aqui, para est conversando com o pai, para conseguir um colete, para conseguir uma bola, né? Então foi muito difícil mesmo, né? Às vezes você ia treinar, a bola furava, você não tinha bola mais para treinar, então tinha que parar. Sim, tinha que parar, né? Naquela qualidade lá de trás que nós começamos, né? Então hoje em dia, eh o projeto tomou uma certa forma, né? Teve um crescimento bom e depois que eu me aposentei em 2017, né? Então, foi aonde que eu eh voltei mesmo para dentro do projeto para trabalhar com essa garotada, né? Mas como eu falei para você, esse trabalho meu ele vem desde 2007, que nós iniciamos lá embaixo como uma formiguinha, né? E essa formiguinha ela foi transformando. Então tá aí no que você viu hoje aí e muito gratificante para cada um de nós e gratificante ter vocês aqui para fazer essa cobertura e ajudar a divulgar esse trabalho. E e Roberto, falando sobre essa divulgação, o projeto ele começou a se tornar assim mais conhecido também com a Taça das Favelas, né? Sim. Como que foi essa participação? Como que é hoje, né? levar também esse nome. Como que foi para você nesse momento? Quando iniciou o projeto, a gente tinha aquele costume de não jogar contra adversário nenhum, porque nós não tínhamos uniforme, nós não tínhamos colete, nós não tínhamos nada. Então, em 2019, quando teve a primeira edição da Taça das Favelas, Uhum. a minha esposa falou: "Ó, vou escrever a sua equipe". que surgiu, né, a o início da taça das favelas. Aham. E ela falou que ia escrever meio equipe. Eu falei: "Ah, tudo bem, escreve aí, nós não tem nem uniforme para jogar, nós não temos nada, né?" E se inscrevemos na na na Taça da favela. Eh, nós fomos convidados a participar entre as 32 equipes que participa, né, no no masculino. Uhum. E aí montamos uma equipe daquilo que nós tínhamos dentro do projeto, né, da criançada que tinha aqui e que naquela época, né, só podia quro de 17 anos, né, disputar, o restante tinha que ser todo abaixo da idade. Uhum. E que nós fizemos? Fizemos aquela peneira no ano de 2019, foi a primeira edição da taça e nós conseguimos chegar na final da taça [risadas] da favela, né, cometinha pretensão nenhuma, não, nós não tínhamos nem uniforme, né? Então, apareceu aquelas pessoas aí que ajudou a gente fazer o uniforme. Eu creio que foi o primeiro uniforme que a gente teve, né? E de lá para cá o trabalho foi desenvolvendo e crescendo mais, né? Com a edição da taça. E no começo, né, do projeto, como você mesmo mencionou, não tinha nada, tinha apenas a vontade, né? à vontade e para você também ocupar a sua mente, voltar nativa por conta dos problemas, né, de saúde. E hoje eh tem até um incentivo, né, a lei de incentivo ao esporte, né, também junto ao governo federal, CNPJ, conseguiu regularizar tudo. Isso também foi desse avanço, né, que vocês tiveram com ajuda também de parceiros, né, pessoas que acreditavam e acreditam até hoje no projeto, né? Sim. Eh, nós conseguimos, né, através do projeto, né, através de alguns colegas aí que eh nos incentivou a a registrar o nosso projeto e eu não sabia nem o que fazer na ocasião, o que era preciso para fazer, para registrar, né, porque você tinha que fazer ata, você tinha que fazer estatuto, você tinha que criar tudo. Aí eu fui pegando informações, sentava com um aqui, sentava com o outro ali, né, as pessoas foi falando para mim como que tinha que ser feito. A gente correu atrás disso aí, conseguimos esse objetivo que era de criar o primeiro CNPJ, né? Criamos o CNPJ, eh, criamos, né, eh, algo, né, tão importante para nós, né, que é ter uma identificação do projeto. E esse ano aqui, em 2026, foi assinado para nós, né, a lei de incentivo ao esporte, né? Uhum. que o governo federal, através do governo federal, né, eh, através do Ministério do Esporte e assinou isso para nós também. Nós conseguimos isso, só que hoje tá difícil, né, a gente captar, porque o governo ele ele dá aquela oportunidade para você, né, captar isso aí. Então, você tem que correr através das empresas, né? você tem que correr atrás das empresas, né, que conhecem a lei de incentivo ao esporte para tentar algo paraas suas crianças que tá aqui, né? Hoje nós necessitamos, né, de ajuda de alguns empresários aí, aqueles que eh poder acompanhar a essa entrevista que nós estamos fazendo aqui hoje. Então, eu preciso disso aí para poder continuar trabalhando com essas crianças aí. Esse então é o maior, a maior dificuldade, é o maior desafio de vocês hoje para continuar mantendo, né, para manter mesmo esse espaço e dar oportunidade para essas crianças. É isso que que falta hoje para vocês. Isso aí, isso seria ideal para nós, né? Para nós termos um suporte maior, eh melhor para poder estar trabalhando com essas crianças. Por exemplo, vou dar um exemplo para vocês. Aqui do lado nosso tá o posto de saúde do Campo Belo. Eh, certa vez o médico me chamou ali e falou: "Rapaz, você, essas crianças que tá correndo aí com você aí, você tem atestado o médico delas alguma coisa aí que se acontecer alguma coisa com essas crianças, como que você vai fazer? Você tem documento dessas crianças?" Aí eu na hora eu falei para ele: "Não, eu não tenho nada. Não tenho nada". Já pensou que cai uma criança? Aí você sabe as condições físicas deles para participar do esporte com você? Então aquilo lá me chamou atenção. É. E hoje que que nós temos aqui do nosso posto de saúde aqui do Campo Belo? Eh, nós temos o atendimento de duas crianças por dia que eles atendem do projeto, faz o eletro certinho, a criança veio aqui, por exemplo, começou hoje. Então a gente direciona com a ficha do projeto até o posto de saúde. posto de saúde ali, o pediatra faz a avaliação com a criança, faz o eletro e manda para mim aqui falando se tem condições ou não da criança participar do futebol, porque até então nós temos criança hoje aqui que já não pode participar, que teve que fazer tratamento. Entendi. E isso aí foi muito importante para nós, né? Então, o bom é que vocês têm também essa parceria de pessoas, né, que visam também a qualidade de vida das crianças. Então assim, você não está sozinho nessa jornada, né? Não, de forma nenhuma. De forma nenhuma, né? Então tem sempre alguém que levanta a mão pra gente, tá? Sempre alguém levanta a mão aí pra gente, né? E a gente agradece, tá? No momento a gente tá passando por dificuldade no projeto, que hoje nós temos dificuldade até no colete da criançada aí para eles treinar, porque um tem colete, o outro não tem, né? É coisas que a gente ainda, né? Eh, através dessa lei de incentivo ao esporte, aí a gente vai tentar grangear fundos, né, para poder tá vestindo essa criançada aí, né, porque nós tivemos um tempo que tinha alguém que apadrinhava, vinha aqui, olhava o projeto ou aquela pessoa lá, ele tem uniforme, [música] não, não tem uniforme. A pessoa ia lá e apadrinhava, né? Isso foi muito importante para nós também, né? Então nós precisamos dessas pessoas aí que esteja bem-vinda, bem-vindo, bem-vindo, bem-vindo, né? Demais. Tá certo, Roberto. A gente conheceu um pouquinho da sua história, história também, né, da de quando, como começou todo esse projeto, mas a gente vai para um breve intervalo. Na volta a gente mostra para você um pouquinho do que é realizado aqui, os treinos e também o depoimento dessa criançada toda. Então, segura aí que o Mão Solidárias volta já já. [música] O projeto Juventude ensina muito mais do que jogar bola. Antes do primeiro drible, vem a lição de disciplina e o respeito. Mais do que formar atletas de ponta, o projeto ensina esses jovens a olhar para o horizonte e pensar alto. Eu venho aqui dar meu maior potencial, dar meu esforço para que um dia tenha uma oportunidade de ser um jogador de futebol grande. Eu conheci quando eu tava passando, eu tive, eu interessei, eu vim para cá para jogar. Eu tô aqui um pouquinho, pouquinho tempo, já faz um ano só. E é isso. Gosta bastante. O que que você pretende daqui pra frente? Então, participando aqui dos treinos. Ah, eu pretendo jogar bastante campeonato, vou jogar meu primeiro e trazer bastante esses campeonatos para cá, para dentro de casa. Na minha antiga cidade que eu morava, é, nós ganhou em segundo lugar. Nós ficou em segundo lugar, nós ganhou prata. Eu amo jogar futebol. Eu nunca deixei o futebol, eu nunca deixei ele para trás. O meu sonho é é ser jogador. O meu sonho e eu vou ser jogador. E é muito legal fazer futebol. Toda terça-feira lá no Educa a gente faz capoeira e toda quarta a gente joga futebol. E é muito legal. Eu dei um monte de assistências, mas só que o meu meus time acabou é errando umas, mas pelo menos a gente ganhou de 2 a 0. E eu gosto muito de jogar bola. Mas aqui o importante, né, além de ganhar, é também jogar, aprender, ter esse incentivo, né, e participar, participar do futebol. E Pedro, há quanto tempo que você faz futebol aqui? Eu faço futebol aqui desde 2019, faz uns 6, 7 anos. Como que é para você? Como que você conheceu aqui o lugar? Eu conheci aqui por causa do meu pai, que ele é amigo do Roberto. Aí eu ficava em casa parada só brincando de bola. Aí às vezes eu ia na casa da minha avó. Aí o Roberto me chamou para treinar um dia aqui. Aí eu comecei a treinar aqui e gostei. E como que é para você? Já participou de campeonato? E o que que você quer levar com esporte daqui pra frente? Ah, eu já participei, inclusive eu participo da Liga Campineira e eu quero levar também o título, se Deus quiser, daqui pra frente e da campineira pro nosso time. Eu comecei esse ano, meu sonho era ser um atacante, mas eu preferi a zaga porque eu me dedico mais na zaga. Aí, né? Eu, tipo, eu comecei esse ano aí, tipo, aqui é um lugar bem bom, porque é melhor ficar aqui do que na rua, porque na rua a gente aprende coisa errada, aprende a fazer as coisas erradas, é tipo mexer com as coisas erradas que o pessoal fica vendendo por aí, tipo, em lugares para cima. Aí, tipo, aqui é um lugar bom, um lugar bom que a gente aprende disciplina, aprende jogar, a gente fica aqui porque, tipo, eu amo, eu amo aqui porque aqui é muito legal. Inclusive o Roberto que eu conheci ele, eu já comecei a gostar dele porque o ele, o Roberto é bem simpático. Eu comecei aqui desde os 4 anos, estô há bastante tempo aqui. Eu acho bom aqui porque a gente tem disciplina, várias coisas. A gente aprende a jogar bola do início até o fim. Então aqui é um, eu recomendo lugares, o lugar para várias pessoas. Já tô aqui há 4 meses, muito bom. Quero, não comecei ainda, não fui convocado. Quero ser, quero jogar campeonatos da liga campineira. Um dia eu quero ser jogador de futebol, tenho uma oportunidade para jogar. Minha rotina daqui, eu acordo às 6 da manhã, eu vou pra escola, eu chego, eu almoço, aí eu descanso um pouco e venho pro meu treino, dá meu maior potencial aqui. E o que que você aprende aqui além, é claro, de jogar bola? Ah, aqui eu tenho muita disciplina, né? E faço bem a pavor às vezes, mas, né? Mas tá valendo. É, é o que você gosta de fazer. É, quero ser o melhor jogador. Quero ser um jogador muito bom. Eu quero ajudar o Brasil para ganhar Copa. Meus treinos é bom. Tô jogando muito. E é isso. Já participou de campeonato? Só no CS. E como que foi para você? Foi bom. Que que você quer ser daqui pra frente? Vai continuar no esporte, no futebol? Eu vou continuar no esporte. E qual que é a sua posição? Minha posição onde eu gosto de jogar é atacante, mas hoje o professor me colocou de zagueiro. Então tá bom. Você gosta? Eu gosto. Ah, é bastante legal, né? Todo dia tá aqui e fazer novas amizades. É muito importante, né? É. E também gosto muito de estar aqui no futebol. o Roberto aqui, todo mundo que trata a gente com muito carinho e respeito. As meninas também entram em campo e mostram a força e a evolução do futebol feminino. Eu faço o meu curso no Educa e toda toda quarta-feira o meu o meu professor ele traz a gente aqui por campo e a gente faz primeiro algumas a gente faz alongamento, a gente faz é ginco, gincanas, aí depois a gente vai jogar. E hoje eu fiz um gol. Aí nós, aí meu time ganhou de 2 a 0. E como que foi para você fazer esse gol? Nossa, foi muito bom. Nunca consegui assim. Aí eu meu sonho é ser uma jogadora de futebol profissional. Comecei a gostar do futebol na influência das minhas amigas e elas me influenciaram a vir pra Juventude também. E como que é aqui para você? É muito legal. Aprendi muita coisa sobre futebol e também a gente faz várias amizades aqui também. E como que é fazer parte, né, de um time feminino? Como que você enxerga esse cenário das mulheres no futebol? É muito legal porque a gente se sente acolhidas perto das meninas. Qual que é seu objetivo aqui no Juventude? É levar o nosso time pr pr fora. Esse impacto positivo é reconhecido por quem mais conhece esses jovens, os próprios pais. Já brincava, eu brincava de bola aqui, né, na vasia. E aí quando meu filho nasceu, o Roberto montou esse projeto e aí chamou participar do projeto, ajudando ele e também trazendo meu filho. E aí passou uns dois anos que eu ajudei aí depois eu, como eu trabalho e não tenho e todo sábado ou todo a quarta para mim poder estar aqui ajudando ele no projeto. Mas o projeto é muito importante para muitas pessoas, né, que não tem oportunidade, as crianças, você vê a vontade deles e e à vez não ter uma escolinha, verz o pai não poder pagar uma escolinha ou até poder pagar ou até pagar uma escolinha, mas não eh não tem a oportunidade de estar levando seu filho por causa do trabalho. Então esse projeto aqui foi muito bom, é um é uma pessoa que respeita as crianças tem muito respeito por ele. projeto aqui é muito importante. Então a gente, eu acho que aqui precisa mais de ter ajuda a vez de um do prefeito ou de que seja de alguém grande para poder ajudar o projeto, que esse projeto é muito bom. Você vê tanta criança aqui, podia estar aí na rua e tendo, soltando uma pipa ou isso, aquilo ou causando um acidente à vezes ou e várias coisas, né? Então aqui é muito importante por causa disso. Eu acho muito gratificante e o aprendizado a vez de muitas crianças que a vez não sabia nem dar um toque na bola e hoje já sabe pelo menos posicionar, marcar e a vontade que eles têm de crescer, dele ver um Neymar ou ver um Cristiano Ronaldo, um Messi e eles têm o mesmo sonho, mesmo que ele não vão, pode ser que ele não chega lá, mas também ninguém sabe, né? Pode ser que um dia eles conseguem também. É muito importante, né? Porque principalmente eu de 15 anos, porque a gente vê os meninos tá começando cedo nas drogas, no álcool e ele com esse negócio de jogar bola, de ser um atleta, ele tem horário, tem rotina, não come tarde, [música] se eh se alimenta bem, não dorme tarde. E eu fico trabalhando essa questão nele. E nisso junto com a ajuda deles, falo da frequência escolar e da educação, da postura. Então, com o diálogo e com a rotina do projeto tá ajudando muito na educação e no desenvolvimento deles como pessoa. Realmente é maravilhoso o projeto. Ele ama vir para o jogo. E há quanto tempo que ele faz aqui o [música] futebol? Tá uns três meses. Ele tá amando. E o que que você percebeu de mudança assim no comportamento, no desenvolvimento dele? O que que você acha dessas ações sociais? A ação, ação social é muito boa e o desenvolvimento tá ótimo. Ele gosta de tá vindo, chora para ficar mais tempo, só que não tem como, né? Que é várias crianças que ele tem que treinar, então não tem como elaborar um tempo maior. Mas você acha que é importante ele participar? Muito importante pro desenvolvimento dele. Eh, aprende como jogar bola também, né? E faz uma educação física no esporte. Nós estamos aqui desde o início. Eh, eu sou nascido e criado aqui na região. Então, para mim acaba sendo um privilégio e poder ajudar, né? Eu eu entendo como um retorno que eu dou nesse projeto, né? Por tudo que eu vivi aqui, eu cresci aqui. Então, eu volto a dizer, é um privilégio para mim poder ajudar esse esse projeto e que eu confio bastante, né? Eu tenho confiança nas pessoas que atuam aqui, como o trabalho é feito. Então, desde o início aí eu tô como apoiador. O nosso apoio acaba sendo mais financeiro, né? Eu, igual eu disse, como a gente confia bastante no pessoal que é do bairro aqui, que tá à frente do projeto, um projeto bem sério, a gente acaba apoiando de maneira financeira, né, para dar todo esse apoio, esse suporte aí ao esporte e também as nossas crianças, né, o futuro aqui da nossa região. Acaba sendo uma região carente da cidade, né, e um projeto desse é muito difícil ter alguns apoiadores. Então, a gente com alguns outros empresários, a gente até ajuda a achar outros empresários às vezes para que isso não acabe, né? Um projeto super importante, mas a gente sabe eh a dificuldade em se conseguir recurso para tocar esse projeto adiante. E para você, como que você enxerga, né, desde a fundação até hoje, como que vem esse desenvolvimento do projeto ao longo desses anos? Ah, eu acho que vem só evoluindo, né? Eu eu lembro que no primeiro ano que nós participamos, eh, foi logo no início do de um campeonato que teve na cidade, o time foi vice-campeão e assim eu acho que tinha muito menos crianças. hoje, eh, o projeto consegue ser muito maior, então atende muito mais crianças e esse projeto acaba sendo, eh, eu acho que para muitos a única, o único que eles têm e acesso ao esporte de maneira eh como que eu posso falar, que alguém direcione, né? Não fica solto e jogando bola na rua. Aqui tem profissionais, tem pessoas que orientam não só o esporte, mas a educação e outras questões também que são super importantes pro desenvolvimento desses jovens, como eles mesmos disseram, né, que aqui tem toda a questão da disciplina, de rotina e mais do que isso tem uma visão pro futuro, né, um objetivo que é participar de campeonato e tudo mais. É isso aí. E até o o pessoal da diretoria do projeto comenta que é vinculado com a escola. Então, se a se o se o aluno do projeto dá problema na escola, eles ficam sabendo e aí esse aluno também é chamado aqui para entender o que tá acontecendo. Então, vai muito além de só jogar futebol. Eu acho que acaba tendo essa parte educativa também que é super importante. Vocês acompanharam um pouco do que é realizado aqui no Grêmio Recreativo e a criançada tava bem animada, né, Roberto? a gente [música] percebe a emoção delas em conversar com a gente falando do projeto. E mais do que isso, viu? Mais do que jogar bola, elas aprendem disciplina, uma rotina. E isso é muito interessante também porque tem toda a questão da educação e também tem essa essa situação da escola, né? Precisa ser bom aluno para participar aqui do projeto, né? Você é bem categórico nisso, né? Sim, esse é o primeiro ponto de disciplina que nós temos no projeto, porque que nem a Taça das favelas, quem não está estudando não participa da taça das favelas aqui com a gente, né? E o primeiro passo nosso aqui pela manhã, quando nós começamos o trabalho na quarta-feira, nós já perguntamos quem faltou da escola hoje aqui. Faltou da escola não treina. [música] E a mesmo que acontece é no período da tarde, faltou da escola. não venha pro treino, tá certo? Então, o primeiro passo nosso aqui é a disciplina, né? É o foco, a disciplina com essa garotada, né? E Roberto, para te ajudar nessa jornada, né, para atender todas essas crianças, esses adolescentes, eh, quem está com você nisso, né? Quem que te ajuda, te auxilia para dar conta de tudo isso? Eu acho que vocês observaram um trabalho que o rapaz estava fazendo aqui do lado aqui. Uhum. Eh, é o educa mais que tem aqui na na na nossa região, né? Ele tá citado aqui na rua de trás nossa aqui, né? 100 m daqui e eles precisavam um lugar para eles também estar fazendo atividade que são [música] um reforço escolar ali pra criançada. E a gente sentou com eles, né? Sentou com eles ali, eh, para ver a forma que a gente poderia estar ajudando eles também, né? Porque eu tenho criança daqui que também está lá. Que que eles proporam para mim, né? Você perguntou de ajuda para mim, você viu a maçãzinha que as crianças tava comendo aqui? Então são eles que manda para mim a troca do espaço que eles utilizam de uma hora aqui. Entendi. Então uma coisa muito importante, por eu não tenho isso para minhas crianças e não tenho condições de dar, por exemplo, o café da manhã. Eu não tenho condições de dar um lanche aqui, porque na parte da manhã eu já aconteceu comigo aqui de crianças vir treinar e desmaiar no campo porque não tem alimentação. Não teve alimento, não tem alimentação, né? Então isso aí é o motivo que eu falo, né? Um empresário que possa ver essa entrevista nossa aqui. Eu tô precisando encarecidamente isso aí, ó. Então uma alimentação para essas crianças, né? Pelo menos o sei lá, uma banana na parte da manhã. Teve um rapaz que semana retrasada me trouxe duas caixas de banana. É gratificante, sim, porque é gratificante porque ajuda aqui é bem-vindo, né? E você viu o número de crianças que nós temos aí, é cada dia que passa aí para nós aí do projeto aí, cada semana vem três, quatro a mais daquele números que nós temos aí, né? Então, que nem eu falei para você, nós trabalha com as crianças de [música] 6 a 18 anos, às vezes passa da idade, tá aqui com a gente, né? E é gratificante, tá? E e nesse projeto todo vocês participam também, vocês treinam para um campeonato, né, da liga campineira. É isso? Sim, nós treinamos pra liga campineira, né? Inclusive vai começar, eu creio que agora dia 5 de setembro, a Liga Campineira. Nós já estamos com as nossas cinco equipes preparadas, né? Nós entramos aqui com cinco equipes, nós entramos com o sub-1, nós entramos com o sub-14, entramos com o sub-16 e nós entramos com dois sub1. Então o A e o B, né? Porque é muito garotada que nós temos aqui, né? Uhum. E vai crescer cada vez mais, né? [risadas] Eu espero, né? Eu espero que isso aí ele venha sempre a evoluir, né? Eh, semana retrasada nós tivemos um garoto uns 15 dias atrás, um garoto jogando contra o Guarani aqui em Campinas, né? E ele tava lá jogando, tá vendo? Tava lá jogando, né? Passou pelo projeto há muito tempo atrás, né? e tava lá e cria do projeto, né? Veio do projeto social também que é muito legal, né? Então isso para nós é gratificante, né? Eu vi garotos daqui do projeto lá atrás jogando Brasil de Pelotas e Flamengo no Maracanã. Garotos que passou por aqui. Então o projeto não pode acabar, precisa de ajuda. [risadas] A gente precisa, né? A gente precisa que de vez em quando saia um talento daqui. Com certeza. Tá certo, Roberto? Muito obrigada pela sua participação, [música] por compartilhar a sua história, mostrar pra gente sobre esse projeto, né, que o esporte futebol ele transforma, mas também fica aqui uma esse pedido, né, de qualquer ajuda é bem-vinda. Roberto. espera, né, encarecidamente que alguém possa olhar esse projeto com [música] um olhar diferente para que ele consiga eh estender aí por muito mais tempo, né, de repente ampliar também, ter um outro espaço, né, para poder dar conta de toda essa criançada. Gente, eu que agradeço vocês aqui, tá? Pelo respaldo que vocês fizeram hoje aqui. Eh, agradeço os companheiros que me ajuda aí, né, que é o Gibi, é o Leandro, é o Reinaldo, é a Monique, que nós temos uma fisioterapeuta também aqui no projeto, tá? E ela trabalha lá diariamente lá com as coisas dela, mas assim que ela tem a oportunidade, ela vem aqui nos socorrer. E também o Reinaldo, né? E tem tanta gente aí que a gente acaba esquecendo o nome, né? Sim, mas eu agradeço aí de coração. Nós vamos ter a festa das crianças agora, né? Eu creio que nós vamos fazer lá no dia 11, no dia 12 e nós precisamos de ajuda. Então fica aí a dica. Você que quer conhecer um pouquinho do espaço, [música] a gente vai deixar aqui para vocês também o Instagram, o endereço para que você acompanhe de perto o trabalho que é realizado aqui. Quero agradecer novamente pela [música] participação no programa. Muito obrigada, Roberto, e parabéns pelo trabalho. Deus agradecimento, tá, a cada um de vocês que vieram aqui pela entrevista, né, que vocês nos concedeu nessa tarde da gente estar falando aí. E deixo meu muito obrigado, tá bom? Muito obrigado de coração mesmo por apresentar o nosso trabalho. É um trabalho incrível e você pode acompanhar na íntegra esse conteúdo de hoje, o programa Mão Solidárias, pelo portal tvcamaracampinas.com.br. BR. Temos um encontro marcado na próxima edição. Te espero. Tchau. [música] [música]