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Mãos Solidárias | Sorri Campinas
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Mãos Solidárias | Sorri Campinas

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A Sorri Campinas foi fundada em 2 de dezembro de 1987 em decorrência da necessidade das próprias pessoas com deficiência que tinham oportunidades de trabalho muito limitadas e ao mesmo tempo não se sentiam preparadas para assumir melhores papéis profissionais.

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[música] [música] Olá, está no ar mais uma edição do Mão Solidárias. Hoje estamos aqui na Sorri Campinas, [música] que há quase 40 anos atua na construção de uma sociedade inclusiva, ofertando projetos socioeducativos para todas as idades. Nós vamos conhecer a história então da Sorri com a Maria Olímpia. Ela que é fundadora e também coordenadora de um dos projetos, né, coordena aqui o Centro Dia, um trabalho, né, voltado aí para pras pessoas também que sofrem de com algum tipo de violência. Muito obrigada por nos receber, Maria Olímpia. Eu é que fico eh muito feliz de estar aqui falando sobre a sorri, né? Que bom. E há muito [música] tempo, né? Quase 40 anos a existência. 4 anos. Foi dia 2 de dezembro de 1987. E como que foi? Como que foi essa fundação? Sempre foi aqui nesse nesse lugar ou foi em outro espaço? conta pra gente um pouquinho dessa história. Então, a sorri ela vem de uma de uma construção de várias vários [música] várias pessoas, profissionais, eh, empresários, né? Na época, em 85, foi um movimento que iniciou em 85. Uhum. Na época eram éramos pessoas que eh fazíamos [música] compunhas, né, o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência. Nós éramos um grupo que se preocupava com o que acontecia com as pessoas com deficiência. Uhum. E nós fomos eh entender que uma havia uma falta, né, de oportunidade para pessoas com deficiência. Uhum. [roncando] Então, iniciamos esse processo e fomos buscar em Bauru, que foi a primeira a sorrir, eh, e que na época trabalhava só com empregabilidade para essas pessoas. Sim, nós achávamos que era possível a gente ter dentro de Campinas eh algum equipamento que pudesse ajudar essas pessoas a conseguir emprego, porque na época não se falava disso. Sim, era pessoa com deficiência, era conhecida como incapaz, não era reconhecida em seus direitos. E nós então começamos o processo de fundação. Eh, isso foi se desenvolvendo até que quando chegou [música] em 2 dezembro nós conseguimos fazer a assembleia de fundação. Eh, recebemos grande apoio da Fundação FEAC. errado. E deu para a oportunidade de termos o primeiro espaço para trabalhar. Depois nós fomos para [música] um prédio ali na Ferreira Penteado em que eh era da antiga LBA e nós iniciamos ali. Era um barracão, era um local assim muito inapropriado, mas era o que a gente tinha. E a gente começou ali. Dali fomos para um local aonde era eh eram maçons, era uma maçonaria. A gente [música] utilizou aquele espaço até vir para cá. Então, veja quantas pessoas entraram nesse processo eh, com esse objetivo de dar [música] oportunidade para quem ainda não era nem reconhecido, né? e e Maria, hoje vocês atuam nessa frente então da empregabilidade, que foi o que iniciou, né, que foi o pontapé ali desse projeto, só que outros projetos também foram surgindo ao longo dessa história, né? Conta pra gente então desses projetos, quais são as iniciativas aqui na sua rede? Na verdade, foi assim, historicamente, eh, a Sorri deu o primeiro pontapé. Aos poucos, a comunidade começou a entender [música] que também poderia atuar hum nessa área. E começaram e também teve no ano 2000 nós contamos com um trabalho muito importante do Ministério Público que iniciou eh reuniões com as eh com as pessoas com deficiência. Quer dizer, foi todo um processo que foi acontecendo em nível nacional e que nós já estávamos aí com o primeiro eh primeira possibilidade que ia sorrir Campinas dando suporte. E isso fez com que a comunidade fosse também reconhecendo isso. Eh, agências de recrutamento começaram a trabalhar. Eh, nós começamos a entrar em contato com essas agências, fomos fazendo todo um trabalho. quando chegou em 2012, 2013, eh, nós já h percebíamos que a comunidade podia, nós podíamos trabalhar em outras frentes, não ficar só naquela eh só trabalhando com a empregabilidade. Nesse momento surgiu o a prefeitura oferecendo um edital em que nos dava a possibilidade de trabalhar com um outro grupo. Uhum. E esse grupo seria então as pessoas com deficiência em situação de violação de direitos ou eh violência e que poderia nós poderíamos fazer um trabalho com elas e com suas famílias. E aí a gente então se candidatou, vamos dizer assim, a esse e a e a gente começou o trabalho em 2013. E esse trabalho é o centro dia hoje. Centro dia, né? 2000 foi em outubro 2013 a gente iniciou e com apenas sete usuários e foi crescendo. Essa é uma população que precisa muito de ajuda. Eh, a violência contra a pessoa com deficiência, [música] ela, na verdade, ela não aparece. Uhum. a gente tem inclusive muito pou muito [música] pouca estatística a respeito disso, mas nós eh vivenciamos muitas situações, né? E então começamos hoje a gente trabalha com eh aqui embaixo são 30 usuários, certo? Esse é então, como eu disse, é um ele é um trabalho que tem custeio da prefeitura municipal. Sim. com suporte do Estado e da do [música] da União. Eh, e para nós foi muito importante porque a gente hoje faz um link, né? Uhum. e já saiu desse trabalho daqui do centro dia, pessoas que estavam sofrendo violência, já saiu daqui, foi pro programa de empregabilidade e está trabalhando. Então, [música] eh é um eh o nosso trabalho, a gente tem que estar sempre focado na capacidade, na no potencial das pessoas, acreditar, né? acreditar. Vocês viram, né, o no trabalho que tá sendo feito aí com teatro, com dança, como que eles respondem, né? como é respondido quando você dá a oportunidades. E nesse trabalho de empregabilidade que nós iniciamos hoje a gente tem, eu não tenho agora nesse momento o número, mas eu sei que passe de 2500 [música] pessoas trabalhando já buscando os as suas os seus próximos trabalhos. Sim, sim. eles estão ali, eles se desenvolvem e aí eles vão para outras eh outras oportunidades, né? e que é isso mesmo que a gente quer. [música] A minha no tempo todo que eu trabalhei, eu dizia assim: "Eu quero que vou o nosso trabalho é para que vocês alcem o voo de vocês. Nós queremos que vocês queiram sair dessa situação de independência e muitos saíram. E a gente tem muitos exemplos, né? Pessoas trabalhando, vivendo sua vida. Eles vêm trazer filhos, casaram, aí vem trazer os filhos pra gente conhecer. É uma delícia. Esses dias eu conheci a até, infelizmente a mãe já tinha falecido, mas ela veio aqui para eh a irmã, a tia trouxe para que ela nos conhecesse. Disse: "Olha, aqui foram pessoas que ajudaram sua mãe". É muito gratificante, né, do trabalho de você conseguir eh receber alguém que não se sentia nem no direito de pensar de trabalho e aí quando vê ela está trabalhando, já tá mudando de emprego por si só, porque é isso que a gente precisa, né? E além desse trabalho, né, do da inclusão social também do Centro Dia, vocês têm outros projetos para todas as idades, eh, Mario Olímpia, porque tem o tem a dança, tem para jovens, tem isso. A gente tem teatro, dança, a gente tem o trabalho com idosos, né? aqui são jovens, [música] eh, deve ser em torno de 18, acho que até 40 anos deve ter, que são vários, né? Não, não há necessidade da gente pensar na idade. Importante é eles terem energia e quererem eh trabalhar, gostarem de teatro. Então, e estão aí, mas todos eles têm o objetivo de depois ir pro trabalho. Isso é para desenvolvimento pessoal e profissional. Trabalha disciplina, né? eh trabalhar autoconhecimento e isso vai fazendo com que eles vão amadurecendo. E é interessante porque a gente conversou com eles e eles têm já, né, essa autonomia, principalmente porque eles aprendem aqui, né, essa autonomia, essa confiança e eles têm eh profissões, né, a alguma delas eh tem formação, então eles a além eles são capacitados para isso e eles têm essa capacidade mesmo, né, de já pensar em querer algo pro futuro. Porque eles sonham e sair daqui e ter a vida assim própria, né? Tendo emprego. É isso mesmo que a gente vai eh trazendo para eles, né? E mostrando que da capacidade que eles que [música] eles têm, né? E a autonomia é algo que se você não trabalhar, realmente vai ser muito difícil deles chegarem. E muitos [música] aqui chegaram cabis baixos, eh, chegaram sem sem um objetivo, sem sem sentir com perspectiva, né? E eles vão desenvolvendo isso, né? São vários deles. A gente tem um trabalho com idosos, né? trabalha principalmente eh o conhecimento dessa área digital que pro idoso é tão difícil. Sim. Eh, nós temos então são todas as atividades est eh nós estamos [música] envolvendo cada um deles nessas possibilidades aí, né, de conseguir do que eles podem conseguir. E hoje vocês atendem quantos usuários no total? No total, entre todos os programas de 180 a 200 pessoas durante o mês, né? E e esses esses trabalhos, eles são realizados por voluntários ou por oficineiros, dependendo do projeto? Maior parte é profissionais, né? tantos profissionais da área técnica, psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, pedagogo, eh oficineiros de música, de educação física, eh de expressão corporal, teatro, né? Eh, muito pouco a gente tem se utilizado do trabalho voluntário com eles, [música] certo? Por conta da do do próprio processo todo que é marcado e que é importante eh que sejam profissionais, que tenham [música] eh uma carga horária certinha, que esteja aqui, né? Não que o voluntário não faça isso, mas voluntário tem um limite pra gente conseguir tê-los aqui. Mas o que a gente utiliza muito do do voluntário é para principalmente para conseguir recursos, nos ajudar em eventos e aí sim aí a gente tem pessoal legal que E você tem essas ações externas também? Temos temos. Como toda a OSC, eh, a necessidade do recurso financeiro é muito grande. A gente não tem eh não é coberto totalmente. O único programa que é que tem custeio total é o é [música] esses é o do centro dia centro dia. Os outros depende. E esse é um desafio para vocês enquanto os e para manter também nesse tempo, né? São 39 anos. Exatamente. É, qual que é o desafio maior? É esse. Então, o maior é esse, é o financeiro, né? Qualquer coisa que você vai fazer e você tem você tem [música] que ter dinheiro, né? Você não não trabalha sem ele. Então, a gente tem muito apoio dos voluntários aí. Uhum. Né? A nossa diretoria é bem atuante, então a gente tem a a o que é normal. a feijoada, eh, a noite italiana, trabalhar buscando recurso para poder se manter, né? E vocês recebem doações, alguma ajuda? Doações, a gente tem um bazar que periodicamente a gente faz, as doações [música] são recebidas. Eh, que mais? Tem muito mais ainda para mostrar, né, Marinho? E aí a gente eh eh utiliza ou não daquilo ou se a gente não pode, a gente passa para outra entidade que a gente sabe que todo mundo tá precisando. Mas normalmente eh a o que a gente nos é ofertado, a gente aceita. Bom, a gente vai para um rápido intervalo, Mariolinha, mas na volta a gente vai conhecer um pouquinho mais do trabalho que é realizado aqui, vai mostrar também um pouquinho das entrevistas que a gente realizou, conversar um pouquinho com o pessoal. Então não saia daí que a gente volta já já. [música] Há 14 anos, Sony atua como pedagoga na Sorri, dedicando-se ao desenvolvimento de pessoas neurodivergentes. Ela destaca que nessa jornada aprende muito mais do que ensina. Para a profissional, acompanhar a evolução de cada um é uma experiência impressionante e sem preço. Nós trabalhamos de forma bem informal, né? Eh, e assim é bem desafiador porque a gente tem que adaptar os conteúdos, eles aprendem, mas aí a gente tem que usar outras estratégias. Eu aprendo mais com eles. Algumas vezes eu trago alguma atividade e aí eu vejo que não deu certo. Aí, por exemplo, eu tenho uma pessoa com deficiência visual e ela me ensina muito. Eu falo: "Não deu certo, como a gente pode fazer?" e ela traz pra gente. Então, existe muita troca, né, sobre isso. Eh, a roda de conversa primeiro é para organizar o nosso dia, né, ver como que como que foi, porque às vezes acontece algo no caminho e aí se foi relevante a gente traz isso e trabalha isso, mas normalmente eu já venho com alguma coisa, né? nós trabalhamos temas eh relevantes para ele, o que tá acontecendo, mas muito pensando em mercado de trabalho, né? Por exemplo, se uma pessoa foi fazer uma entrevista e aí a gente aborda, como que foi essa entrevista? O que que você sentiu? Então a gente traz isso. Mas é muito temas voltados pro mercado de trabalho, né? e por alguma coisas que eles querem conversar, alguma eh, por exemplo, tem assuntos que talvez a família não traga ou ele viu na mídia e não entendeu. Então, a gente traz isso pra roda de conversa e trabalhamos isso. E se for uma coisa bem bacana e eu vou procurar vídeo para trazer para eles, ou às vezes eu trago até algum visitante, alguém que fale sobre aquilo lá, é uma palestra, água assisto, isso, eles gostam bastante. ver o crescimento deles e ver como eles são capazes e ir pro mercado de trabalho e se manter no mercado de trabalho, né, e criar asas aí e construir seu futuro. A arte vai muito além do entretenimento. Ele é um agente de transformação social. É nisso que acredita o oficineiro de teatro Milton Mariano. O profissional defende que a arte possui um fator especial, capaz de impactar positivamente e [música] transformar a vida de qualquer pessoa. Eu acredito que a arte ela nos leva para vários caminhos, né? E e a arte ela me levou para esse caminho dos neuros divergentes, das pessoas com deficiência, né? Então, foi um caminho assim de descoberta. Eu já tinha um grande amigo que trabalhava mais de 20 anos dentro dessa área e ele sempre tentou me arrastar, né, para aqui, né? Mas aí conforme foi o universo ele me proporcionou agora, né, recentemente. Então tô muito feliz assim de trabalhar dentro com eles e é uma descoberta atrás da outra enquanto profissional e enquanto ser humano também, né? เฮ [música] [música] [música] A tua para mim é muito maravilhoso. É, tá voando. Coral, coral, dança, um monte de coisa. Eu entrei aqui para para fazer curso de orientação para o trabalho, mas bastante faz tempo já. Aí eu já saí e voltei várias vezes. E o que representa para você a sorrir? Tudo. É melhor minha minha comunicação, porque eu antigamente eu não se comunicava com as pessoas. Tinha muito medo de conversar com as pessoas hoje. Não, tá aqui na sorri tá sendo muito bom para mim, né? Porque tá me ajudando a ter autonomia, né? Assim, né? Aí eu faço bastante coisa, né? Faço eh o coral, faço dança, faço música, faço teatro, eh faço educação financeira, job, né? Eh, podcast, eh, socioeducativo, a UP, né, que a UP é união pela pessoa inclusão, né, tudo assim, né, que ensina a gente a lutar pelos nossos direitos. A Maria é formada em pedagogia [música] e o seu maior sonho é atuar na área, brincar com elas, com os brinquedos, né? Tipo, eh, eh, e eu também eh contar contar histórias paraas elas, né, pras crianças também. Então, porque eu quero ser primeiro, eu quero ser auxiliar, né, para depois eu bem sendo de tipo de de etapas assim para eu seguir de bem depois sendo tipo professora assim, sabe, de dar aula, né, pras crianças. เฮ [música] [música] [música] Estamos de volta com a Mari Olímpia. Vocês assistiram um pouquinho do trabalho que é realizado aqui na Sorri. A gente conversou com os oficineiros, com os usuários, né? Mostramos a oficina de teatro, a oficina de dança, falamos também sobre a roda de conversa, mas isso é só um resumo do trabalho que é feito aqui. Inclusive também tem outros projetos, um que é a turma do bairro, né, Maria Olímpia, como que funciona esse projeto? Então, o o [música] a turma do bairro é um programa muito interessante e muito bacana. Ele trabalha com bonecos fandextense. Então nós temos o Marcos, que é um um menino com deficiência física. Tem a Márcia que tem deficiência auditiva, o Ronaldo tem deficiência visual e eles eh vão nos locais mais inusitados. Aham. Eles podem ir na escola, eles podem ir na praça, eles podem ir numa empresa. E é muito eh importante a mensagem deles, porque eles mostram a vida da pessoa com deficiência. Como que é viver com a deficiência? O Marcos fala da casa dele, fala da escola, fala de como eh ele resolve situações que surgem com pessoas, né? Uhum. E primeiro eles se apresentam, tem um sket que ele, cada um deles faz, fala, conta essa essas situações todas do dia a dia e depois eles abrem para as pessoas fazerem pergunta, [música] certo? Então é muito legal porque criança principalmente às vezes tem uma série de eh questões, curiosidades e as crianças fazem pergunta e a gente vai tirando a dúvida das pessoas. Então é uma forma da gente tirar, né, a pessoa com deficiência da dessa situação aí de ah, eu não sei como é que é e nem quero conhecer. através do teatro, de uma forma lúdica, eles vão, contam para as pessoas e aí é mais fácil a gente conseguir [música] pensar na inclusão através dos bonecos, né, como eu falei, de forma lúdica, alegre, você não precisa falar da deficiência de uma forma mais triste, pesada, né? É muito leve e é muito gostoso. Quem assiste fica encantado. E essa troca mesmo, né, de passar esse conhecimento, deles entenderem, né, quem assiste, principalmente as crianças, entender que são pessoas que podem, né, ter uma profissão, que são capazes. E eu vou dizer para você que às vezes até a própria pessoa com deficiência se reconhecer através dos bonecos. Sim. Eh, nós tivemos até com a escola aqui do lado, veio um branca e aí tinha uma menina que ela não se aceitava com a deficiência visual que ela tinha. E quando encerrou o a apresentação, ela veio conversar e ela queria conversar com o boneco. Ela se identificou, né? E aí ela disse: "Eu sou cega". Eu eu ela não era cega dela e ela tinha visão subnormal. Eu tenho problema de visão, eu tenho visão subnormal. Conversou com o boneco e depois a professora contando como que foi diferente a forma como ela passou a a se sentir, né, em relação à própria deficiência. Então, olha que interessante, acabou virando até algo meio que terapêutico, né, nessa e é esse o resultado, né? Essa essa é a mensagem e é de fato. Legal. A gente ficou muito feliz resultado e temos outras histórias, né? Lá nesses nesses anos todos, quase 40 anos, né? [risadas] Muitas histórias, Maria Olímpia, muitas histórias e histórias com finais assim positivos e é um resultado mesmo que há 40 anos, né, quase 40 anos, a Sorri ela vem alcançando aí, né, quebrando essas barreiras e construindo de fato essa sociedade inclusiva, né, que venam muitos mais anos, né, quando nós começamos, eh, a gente dizia que logo nós Nós teríamos um [música] uma sociedade em que as pessoas com deficiência elas iriam buscar o emprego e não precisariam que nós fôssemos os intermediários. Sim. E e isso eh o trabalho foi frutificando, foi crescendo e de uma salinha que nós iniciamos hoje a gente tem uma sede. Eh, e eu digo que muitas pessoas encontraram seu caminho, né? Que bom. E encontraram é esse esse caminho eh da autonomia. Aham. de de conseguir vencer, sobreviver, apesar das suas grandes dificuldades. Muitas vezes nós trabalhamos com pessoas que tinham múltipla deficiência, pessoa que tinha deficiência física, auditiva e visual e era o melhor, um dos bons funcionários da empresa. Quando a empresa fechou e abriu em outro local, o primeiro funcionário que foi, olha que beleza, alocado no outro, na worked foi ele. Então, eh, isso pra gente é muito gratificante e a gente agradece ter tido a oportunidade de fazer esse trabalho, né, de conseguir eh tantos resultados positivos, né, e sobre e essa sobrevivência até hoje, né, Maria Olímpia, como que eh não foi fácil, foi conseguimos e vão conseguir muito mais. Eu quero agradecer a sua participação aqui no Mão Solidárias. Queria que você deixasse então uma mensagem, dizer o que representa estar à frente disso tudo, né, desde o início. Ah, é uma vida, né? É uma vida que a gente deixei muita coisa de lado para poder me dedicar. Não foi fácil, né? Eu fui até 2012, eu fiquei na gerência, depois passou a gerência para Ester, que hoje faz esse trabalho magnífico. veio trazer o um novo ar, um novo [música] respiro pra gente, embora a gente já tenha conseguido, né, tanto e tenhamos uma sede própria, tenhamos condições hoje, mas sempre vamos precisar de ajuda. Uhum. Então, o empresário que puder eh até abrir portas para as pessoas com defé e também colaborar com a com a nossa OSC. Sem dúvida a gente vai precisar voluntários que possam vir e se juntar a causa. Eh, tudo é importante, né? Então, a gente fica aqui eh dizendo que vale a pena sonhar, vale a pena a gente pensar que as pessoas têm eh as suas possibilidades, desde que elas sejam bem orientadas. Tá certo, Maria Olímpia, muito obrigada por abrir a porta também aqui da Sorri pra gente mostrar um pouquinho do que é realizado. E parabéns pelo trabalho de vocês. A gente vai deixar também [música] essa essa mensagem da Maria Olímpia. Vocês podem conhecer um pouquinho mais, conhecer de perto também. Aqui a OSC tem o site que vocês podem também olhar e se identificar com uma das atividades. De repente você tem interesse também em fazer parte aqui como voluntário ou como oficineiro também. Então a gente vai deixar para vocês e vocês podem acompanhar também a programação na íntegra pelo portal [música] da TVCaracampinas. TV tvcamaracampinas.com.br. br. Nós temos um encontro marcado na próxima edição. Espero por você. Até lá. [música] Oh. [música] [música] [música] [música]
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