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Mãos Solidárias | Escola de Educação Infantil Santa Rita de Cássia
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Mãos Solidárias | Escola de Educação Infantil Santa Rita de Cássia

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Nesta edição, você vai conhecer a Escola de Educação Infantil Santa Rita de Cássia, que atende famílias e crianças em situação de vulnerabilidade. A proposta pedagógica se estende para além dos muros da escola, fortalecendo a parceria com o lar e a instituição.

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เฮ Ah. Olá, mãos solidárias no ar. Hoje viemos conhecer a escola de educação infantil Santa Rita de Cácia, que está localizada aqui no bairro Nova Campinas. Ao meu lado está o presidente José Antônio Trasferete. Seja muito bem-vindo. Obrigado. No nosso programa Mãos Solidárias. Conhecendo um pouquinho, né, sobre eh essa escola, falar um pouquinho da fundação. José, queria que você contextualizasse, né, para nós como que ela foi fundada e há quanto tempo existe essa escola aqui de referência. Essa essa escola é mais recente, mas a a fundação chama Centro Educacional e Assistencial Cândida Pereira Martins. Uhum. Ela nasceu no ano 65, agosto de 1965. Então, ela vai completar já eh 61 anos de atividade como um centro de acolhimento e de assistência e de educação. E depois aqui teve várias atividades nos anos 60. Nos anos 60 era muito, foi muito marcado pela presença de ações de solidariedade. Sim. Então, toda a Igreja Católica, quando era criada, ao mesmo tempo que criava a igreja, também se criava uma obra assistencial. Uhum. Na Santa Rita de Cácia, aqui na Nova Campinas, foi criada em 64. Primeiro padre é o padre Francisco Chiquinho. Logo em seguida ele criou essa obra, ou seja, um centro para acolher famílias e dar assistência. Isso era uma coisa muito comum na época. Então você vê, já são 61 anos. Sim. de trabalho, de atividade, aqui já teve várias coisas e hoje nós temos uma escola que acola crianças e dá a educação, a instrução, né? E como que foi o começo de tudo? Como que chegou até a escola? Como que foi a demanda? Então, a a questão da escola foi aos poucos, inicialmente que era um centro assim de atendimento médico. Aqui havia haviam médicos que davam assistências. Depois é que teve uma floricultura. Uhum. Distribuição de cestas básicas, distribuição de leite, que era um trabalho de assistentes na região. E já há mais de 30 anos nós temos uma escola, creche escola, não é? Por quê? Porque existem famílias que têm filhos, mães que trabalham. Sim, e às vezes a mãe não pode deixar a criança em casa porque tem que trabalhar. Então foi criado essa escola para dar educação, informação e e acolhimento a essas mães e pais. E é algo que diferencia das outras escolas, né? Não é uma escola convencional igual as escolas municipais, estaduais, né? É o o que de fato, José, diferencia das outras. É lógico que tem a proposta, né, diferenciada, a proposta pedagógica e a mensagem também, né, pros familiares. É, eu acho que a proposta pedagógica a gente segue em tudo a regulamentação municipal, uma vez que ela tá vinculada com a Secretaria Municipal. Eu acho que o diferencial é essa ideia que nós temos de acolher bem as pessoas, transmitir amor, transmitir carinho, transmitir ternura, eh dar aquele aquela aquele aconchego para a criança que chega, cuidar bem das mães, dos pais, dos familiares. Então, a talvez a questão diferencial está nos valores humanos, que é que são valores caros pra Igreja Católica. a gente pelo menos procura trabalho. Eu sempre falo aqui com com os funcionários, com as pessoas que têm eh responsabilidade aqui na escola de tratar bem, de ter respeito, de ter calma, de não trabalhar estressado, não é? Às vezes a a a funcionária chega um pouco fala: "Calma, fica tranquila, relaxe, vamos ter um dia bom, não é?" Eu até falei, vocês também podem descansar após o almoço que vocês têm que estar bem. dizer, só cuida bem quem está bem, não é? Se a pessoa não tá bem, não vai cuidar bem. Então, além da gente seguir em tudo a proposta pedagógica vinculada à prefeitura, à secretaria municipal, educação, nós também cuidamos muito dos princípios e valores que norteam o dia a dia da vida aqui na escola. E José, no início, eh, não sei, né, se hoje mantém assim, mas começou como uma, é um, como se fosse algo sem finis lucrativos, né? Hoje vocês têm essa ajuda do município, como que funciona essa parte mais burocrática? É, nós temos a assim, nós temos uma, lógico, uma uma parceria, não é, com o município, com a Secretaria Municipal de Educação, mas nós temos também que encontrar recursos para outras situações. Então, nós temos parceria com a FEAC, com ONGs que colaboram com escolas e nós temos também que trabalhar em sintonia eh com a as famílias, os moradores da região e também com a Igreja Católica, que eu cuido também de uma igreja chamado Santuário de Santa Rita de Cácia. E nós divulgamos esse trabalho lá, nós temos associados de lá aqui e às vezes a gente faz campanha, faz algum movimento para arrecadar recursos, tendo em vista que às vezes precisa de algum recurso extra que a que a prefeitura não oferece. Então a ideia é desenvolver solidariedade. E o tema do programa é muito bom porque mãos solidárias, nós falamos isso, né? Vocês precisam também abrir os olhos para outras realidades e serem solidários. A solidariedade é uma coisa, é um valor, é um princípio muito importante. Então, nós incentivamos muito essa essa relação próxima da escola com o santuário, com a comunidade e todos ajudando todos. E quais são os pré-requisitos, né, pros familiares, eh, que querem conhecer o espaço para já incluir, né, os filhos e as crianças? É somente aqui pra região. Como que funciona? Essa escola tá ligada mais com os bairros mais próximos. Sim, nós temos uma comunidade num bairro chamado Vila Brandina, que é aqui perto, né? Então, no começo, muitas famílias deixavam as crianças aqui. Ainda hoje, muitas e muitas. Mas depois foi estendido também Jardim Paraná Panema, outros bairros aqui por perto. Eh, então assim, a as regiões, os bairros, as comunidades que que tem uma necessidade maior, nós atendemos e e ela está aberta a todos. Aqui é é um local que pode ser visitado, as pessoas podem acompanhar o nosso trabalho. Nós fazemos atividades assim, tipo chá beneficiente, almoço, jantar, festa junina, baile, encontros, palestras, sempre promovendo a escola e e toda a comunidade que tá relacionada com a escola. E isso também acaba ajudando e fortalecendo a imagem, né, de vocês e ajuda também na na questão dos recursos. financeiros. Sim, sim. É uma coisa puxa a outra, né? Você quando você trabalha bem e cria assim um um um um um conceito positivo do trabalho, evidentemente que existe o retorno, né? Quem planta o bem colhe o bem. Quem desenvolve um bom trabalho de de credibilidade, de seriedade, de responsabilidade, nós temos esse retorno que é atenção, o carinho da comunidade para com a escola. Eu acho que essa essa ligação tem que ser ampliada. A escola não pode ser isolada. Ela tem que ter conexão com os moradores, com as famílias, com a, enfim, a Igreja Católica que temos aqui na região. Ela tem que ter esse essas pontes, né? Não muros, mas pontos. Então, a minha ideia é não isolar a escola, o contrário, é fazer com que tudo se encontre, se relacione e as pessoas ajudem e sejam solidárias. E olha, é muito bonito a gente ver as crianças assim. Hum. Dormindo depois do almoço, comendo, alegres, felizes, né? Elas são de fato acolhidas mesmo aqui no espaço, né? A outra, a Aline vai falar também sobre o cuidado. Aqui tem uma nutricionista que cuida bem da alimentação. Então são assim regrinhas bem sérias que nós temos aqui para ver o desenvolvimento da criança. Nós já temos muitas crianças que se tornaram assim engenheiros, dentistas, bons profissionais que que começaram a vida aqui. Olha, é já temos frutos, longos frutos aqui. É, em algum momento teve alguma dificuldade ou ainda existem alguns gargalos, né, que vocês eh prestam mais atenção nesse sentido de melhorar daqui paraa frente? Qual que é o cenário atual nesse sentido dos obstáculos mesmo? É, eu tenho assim preocupação, eu quero envolver mais ainda os pais, as mães, os pais para que conheçam a escola. Quero cuidar bem dos dos funcionários, professores que nós temos aqui, os coordenadores, para que saibam lidar com situações novas. Você sabe que o mundo muda. As crianças de hoje não são iguais à de ontem. Hoje nós temos criança, por exemplo, com aspecto autista. Uhum. Temos crianças com mais dificuldade. Então, se tem crianças com mais dificuldade ou mães com mais dificuldade, nós também temos que ter funcionários ou ou educadores preparados para cuidar dessas crianças. Então, eu diria que é um desafio constante de aprimoramento, crescimento, evolução, acompanhamento, criatividade, não é? Porque você tem que estar sempre inovando, sempre criando novas alternativas. De fato, não é fácil. É uma é uma educação continuada e permanente. Uhum. E tá sempre com a mente aberta, sempre procurando novas coisas. Eh, o trabalho é grande. As pessoas estão sempre assim um pouco cansadas, porque eu também eu pressiono, não é que eu pressiono, eu falo: "Vamos fazer isso, vamos fazer aquilo." E daí você tem que trabalhar bastante. E não é fácil, mas vivemos um tempo bonito, difícil, mas bonito, né? E a gente quer ver as crianças realmente com boa educação, boa preparação para enfrentar esse mundo difícil que nós temos hoje. José, muito obrigada pela sua participação aqui no primeiro bloco do mão solidárias, mas tem muita coisa ainda por vir, então segura aí que a gente volta já já. Grande abraço. Всё. เฮ Mãos solidárias de volta. Agora vamos conversar com Aline Andrade Pedrazoli. Ela que é a coordenadora geral aqui da instituição, vai trazer dados, né, também importante, informações importantes a respeito da proposta pedagógica. Seja muito bem-vinda no programa, obrigada. Obrigada pela parceria, pela presença em estar aqui conosco. É muito importante a gente poder apresentar o nosso trabalho para além dos muros da nossa escola. Então, obrigada pela presença de vocês. Não, nós que agradecemos a participação e é bem isso, né? Mostrar também essa diferença, né? O o que diferencia a instituição de tantas outras existentes, né, aqui no município. Então, queria que você explicasse um pouquinho a respeito dessa proposta mesmo, né? Qual que é a metodologia de vocês, tá? Primeiro eu vou explicar que nós somos uma instituição filantrópica, uma organização da sociedade civil. Então, a gente atua no terceiro setor preferencialmente, mas não eh de forma exclusiva crianças em vulnerabilidade social, né? Então, a gente atua aqui nas nas regiões da Vila Brandina, Jardim Paranapanema e Jardim São Fernando, né? Então, esse é o público que a gente dá a maior preferência. Em relação à metodologia de ensino, a gente tem uma proposta mais voltada paraa pedagogia de projetos, Régio Emília, M Picler. Então, eh, é além dos cuidados básicos da criança, né? Nós desenvolvemos propostas pedagógicas, vivências no tempo da criança. Então, a criança ela é protagonista do seu educar, do seu estudar, né? Então, é através do brincar que ela se desenvolve, que ela desenvolve autonomia, independência. Então, muito além dos cuidados, né, que muitas pessoas entendem a creche como só cuidar, não é? As crianças aprendem, elas aprendem brincando, elas desenvolvem autonomia, independência, criatividade. Então, tudo isso é trabalhado aqui através da pedagogia de projetos inspirados na proposta de Régio Emília e M. Pickler. Quantas crianças estão matriculadas aqui na instituição atualmente? Hoje nós temos 155 crianças matriculadas desde o bersário, que a nomenclatura aqui a gente difere por agrupamento. Então nós atendemos o agrupamento 1, 2 e 3. Então é de 0 a 5 anos e 11 meses. E as crianças elas ficam conosco em período integral. E o período integral aqui que é o nosso diferencial é que as crianças elas permanecem na instituição por 9:30. Então, é uma oportunidade para as famílias deixarem as crianças antes do trabalho e buscar ao final do seu expediente. Então, a maioria das pessoas seletistas ou mesmo as mães autônomas, elas trabalham 8 horas por dia e nós atendemos 9:30. Então esse já é um diferencial de fato e o que realmente chama a atenção, né, para tantas famílias que realmente necessitam, né, Aline? Então, queria que você falasse um pouquinho agora dessa rotina, né? Porque é um momento de acolhimento desde a entrada dessa criança até a última criança que vai ser entregue pro pai e pra mãe responsável no final do dia, né? Como que funciona essa separação das atividades ao longo desse período? As crianças elas entram às 7:30 da manhã e elas já fazem a primeira refeição do dia aqui. Então o café da manhã das crianças maiores acontecem aqui no nosso refeitório. A gente tem todas as refeições balanceadas e os bebês eles ofertam a mamadeira. Logo em seguida tem a fruta para os bebês, para as crianças menores, e depois o almoço, o café da tarde e o jantar. Então, as crianças inclusive jantam aqui para irem para casa já com todas as refeições garantidas. E as profissionais, quantos profissionais atuam aqui, desde as professoras até eh nutricionista também tem, né, todo esse esse cuidado, né, com a alimentação das crianças. Hoje, eh, funcionários contratados, né, seletistas, nós temos 30 profissionais atuando diretamente com as crianças. Mas além dessas, desses 30 profissionais, tem toda uma diretoria executiva por trás, tem toda uma equipe administrativa, nós temos uma assessoria contábil, jurídica, então o nosso aporte de equipe ele é muito extenso, né? Tem outros profissionais eh de multidisciplinares que a gente tem como voluntários. Então tem uma ampla expansão de equipe atuando diretamente com as crianças. E Alina, você tava comentando a respeito da proposta pedagógica, né? Como que é feito esse cronograma, esse planejamento também é em parceria com a Secretaria de Educação, vocês têm esse alinhamento, né? Você como coordenadora geral, como que é feito esse trabalho? Nós temos, todo final de ano sai uma resolução da qual nós temos que seguir e garantir que a criança frequente a escola por 200 dias letivos. Então, dentro desse cronograma, é um calendário que ele já é eh pré-estabelecido pela prefeitura com algumas inclusões de propostas pedagógicas da instituição e nós vamos seguindo. Então, eh tem um projeto institucional, tem um projeto coletivo por trás disso. Então, eh, todo um cronograma com muita responsabilidade, com muito critério, com muita metodologia por trás para que a gente aplique isso de maneira muito responsável com as crianças, né? Então, todas as professoras têm um planejamento semanal, o planejamento não é mensal, com as propostas que as crianças também são envolvidas. A gente trabalha muito aqui na pedagogia de projetos, o diálogo, a escutativa das crianças. Então, as crianças se envolvem em todo o planejamento. Por exemplo, se as crianças eh vem um tucano e elas têm interesse em aprender sobre o tucano, vai ser a proposta da próxima semana. Então, a gente vai eh estimulando a criança para que ela se envolva naquilo que ela quer aprender voltado pro nosso projeto pedagógico. Ah, que legal, algumas situações então acontecem da própria demanda da criança, né? Ela traz uma vivência, algo que ela viu e isso é transformado aqui na proposta de vocês. Sim, isso mesmo. Ai, muito legal, Alina. Inclusive, a gente tem uma entrevista com uma professora que ela diz exatamente isso. A gente acompanhou algumas atividades aqui das crianças, então confere tudo que está muito legal. Ele é celerado. Que nasceu no canto foi meu amor que me dias assim que a cor do équim. O aprendizado na infância tem ritmo, cor e muito sabor. É com essa energia que a Escola de Educação Infantil Santa Rita de Cácia transforma o dia a dia dos pequenos em pura descoberta. O cuidado aparece nos mínimos detalhes, como no momento da alimentação. Aqui a hora da refeição vai muito além de nutrir o corpo. É um espaço pedagógico de autonomia. A escola estimula a coordenação motora fina e ampla de forma natural. transformando o refeitório em um verdadeiro laboratório de crescimento e autoconfiança. E agora eu falo para mim é muito gratificante atuar como professora de educação infantil nessa unidade. Eu tive já a oportunidade de estar aqui e ano passado eu retornei com a oportunidade de estar com o bersário. Eh, algo muito gratificante acompanhar a rotina deles na escola. Eles chegam logo pela manhã, né? Tomam um café, são acolhidos por nós, tomam um café da manhã, né? acompanhado sempre da educadora referência do grupo e eu estou sempre na observação, acompanhando o desenvolvimento deles, o avanço das habilidades motoras deles durante a alimentação. Após isso, nós acompanhamos o grupo para a sala de referência e lá nós realizamos uma roda com toda a turminha junto com musicalização, que é algo que eles gostam muito, vivenciam todos os dias, né? Porque nós sabemos que a musicalização faz parte do desenvolvimento da linguagem oral, então é algo que acompanha na nossa rotina. Então para mim é muito gratificante estar aqui junto com os bebês, junto com a minha equipe, né, e com as famílias também que sempre estão presentes e acompanhando o nosso trabalho. Aqui a gente tem crianças de 4 a 5 anos e 12 meses. Eh, a gente trabalha com pedagogia de projeto com eles, né? Então assim, tudo que eles trazem na intencionalidade deles, a gente trabalha na turma. Recentemente a gente trabalhou até com milíped. Você sabe o que que é? Ele sabe o que que é milípid. É o bicho, é o piolho de cobra. E aí a gente encontrou aqui assim, foi uma experiência muito rica. A gente começou a pesquisar o que que ele comia, que ele fazia, por que que ele se enrolava. Então a gente trabalha de acordo com das crianças. Eles escolhem o que eles querem aprender e a gente trabalha em cima disso. Então, protagoniza 100% das crianças aqui. E para você, como que é trabalhar, né, e atuar nessa escola com essa proposta que é diferenciada das outras, né? Sim. Ah, é gratificante, né? A gente trabalha assim com um olhar muito sensível e muito atento, né? Uma escuta atento para as crianças. Então, assim, é muito rico e a gente aprende muito com eles, né? A gente é professor, a gente é educador, mas a gente aprende muito com as crianças. Eles nos trazem muitas coisas de casa, da vida. Então assim, é muito rico para mim como educadora e também para eles. Escolher onde deixar os filhos é uma das decisões mais difíceis para uma família. E o segredo está nas portas abertas. Aqui o acolhimento é prioridade, criando uma parceria real entre o lar e a sala de aula. E foi exatamente isso que a Emily encontrou. Eu buscava algo próximo do meu trabalho que facilitasse a dinâmica, a logística para vir e voltar para casa. E eu buscava algo que me transmitisse segurança e muita pesquisa, muita pesquisa eu encontrei essa escola e super casou com nossa família, com o que a gente buscava em questão de segurança e estrutura. É um lugar super aberto, tem verde. E aí eu fiquei tranquila que o Mateus poderia vir e aproveitar de fato o espaço, além de ser uma escola católica, né, digamos, tem a parceria com a igreja e nós somos católicos, então a gente achou aqui o lugar ideal para ele. O Mateus, ele veio já com 2 anos e 4 meses para cá. Eh, então ele resistiu mais nesse período de adaptação, mas eh os as primeiras duas semanas foram tranquilas e por ele ter ficado muito tempo comigo, esses primeiros dois anos só comigo, eh eu solicitei fotos pras meninas, sempre pergunto se tá tudo bem, elas sempre eh me dão essa estrutura, né, de me manter informada e mandam foto dele. Eh, foi tranquilo, tá sendo tranquilo. Eu deixo em paz. Mesmo que ele chore para entrar, eu fico tranquila. Tem valendo a pena para você, então. Com certeza eu me sinto segura. Aqui é o reflexo de uma educação que une afeto, proteção e futuro. Verdadeiro porto seguro para as famílias, onde os pais encontram parceria e acolhimento. Ao mesmo tempo, a instituição se destaca pela infraestrutura protegida e por um ambiente inovador com pioneirismo pedagógico. Vocês acompanharam um pouquinho das atividades aqui com essa turminha. A gente viu um pouquinho da musicalização também com os bebês. Muito legal essa proposta, né, Al? Bom, agora, eh, como que a gente pode falar sobre as famílias, né, essa parceria? É um gargalo ainda essa ter essa aproximação? Como que funciona para vocês? Nós temos com o nosso um dos principais objetivos, porque na instituição do terceiro setor tem temos muitos objetivos primordiais, mas o nosso maior objetivo hoje é estreitar esse vínculo, fortalecer o vínculo com as famílias através de muita parceria, muito afeto, muito acolhimento, tanto para que eles confiem no nosso trabalho e para que a gente também seja uma extensão do trabalho que é realizado aqui na casa da família, né? Então, que as crianças aprendem, desenvolvem aqui, a gente quer fazer com que eles tenham essa extensão em casa. Então, a gente proporciona isso, essa aproximação, esse fortalecimento através de reuniões, através de projetos voltados com palestras, com encontros, com eh reuniões com as professoras semanalmente. Então, essa é uma forma que a gente identifica para tentar trazer as famílias mais para perto de nós, para que não seja só aquela questão de deixar a criança e vir buscar, né? Sim, é realmente ter esse vínculo também de tudo que é ofertado aqui e que eles continuem trabalhando isso dentro das residências com esse foco, né? Inclusive também um dos nossos diferenciais é que a gente tem grupos com as famílias através do WhatsApp, onde a gente encaminha todos os comunicados semanais, encaminhamos o cardápio daquilo que é oferecido aqui na escola para que a família possa acompanhar de forma segura todo o alimento que a criança teve eh ingeriu no dia. E a gente encaminha também as propostas que acontecem na semana, porque muitas crianças elas não verbalizam ainda. A gente tá falando aqui de crianças da educação infantil. crianças pequenas, então eles não falam muito. Então a gente encaminha para as famílias semanalmente a proposta que acontece aqui para que elas possam ter ciência, né, se apropriar do que é oferecido aqui na instituição e ofertar em casa, dar continuidade desse trabalho em casa. Muito legal. E Aline, agora queria que você falasse um pouquinho a respeito da da ajuda, né, da contribuição, como que as famílias, quem quiser conhecer aqui o espaço, se vocês recebem, né, ajuda de alguma forma. como que isso pode chegar até o público de casa. Eh, a gente tem diversas formas de colaboração, dentre elas a gente tem os associados que contribuem com um valor simbólico mensalmente, né? Como se tivesse adotando uma criança das nossas 155. Temos doações de roupas, as famílias podem doar roupas, a comunidade pode doar roupas que a gente coloca no nosso bazar e isso de certa forma reverte como uma verba paraa instituição. As famílias podem eh conhecer a escola, aqueles que não têm alunos matriculados aqui, através do nosso site, através do nosso Instagram. Então é uma forma de conhecer um pouco mais de perto o nosso trabalho. Muito legal, Aline, muito obrigada pela sua participação. Compartilhar um pouquinho do trabalho que é realizado aqui. E fica então a dica aí para você de casa, para você que está nos acompanhando, que pode também conhecer a proposta, pode conhecer aqui a escola. E esse episódio fica também no canal TV Câmara Campinas e você pode acompanhar também pelas redes sociais. Obrigado. Então, Mão Solidárias fica por aqui. Temos um encontro marcado na próxima edição. Até lá.
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