Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
Cinco campineiros já disputaram a Copa do Mundo. Barbosa, goleiro de 1950. Amaral, zagueiro de 1978. Silas disputou a Copa do Mundo em 1986 e 1990 no meio-coampo da seleção. Luís Fabiano foi o atacante de 2010 e o Fabinho, meio-campista disputou a Copa de 2022 e esta de 2026. E justamente o primeiro treinador do Fabinho está aqui ao meu lado, Hélio Cizenando, atual treinador do Guarani. Muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo, ter aceito o convite, nos recebendo aqui no gramado do brinco de ouro. E que sentimento que te dá quando vê o Fabinho com aquela amarelinha ainda mais em Copa do Mundo. Acho que é uma satisfação enorme, né, de ter presenciado ele no início, né, pois eu peguei ele já na o início dele é adolescência, depois já na fase ali próximo chegando na fase adulto, no 17, 20 ali, e ver ele transformar no que foi, né, tanto, né, desde o Fluminense, quando ele saiu a primeira vez, a gente sempre troca ideia, conversa, fala de posição, depois ele do Real Madrid, ele no Mô a gente sempre conversou no Liíver com seleção, então a gente tem umas conversas boa e pra gente é muito engradecedor transformar um ver um atleta sair de lá do de baixo e virar um baita jogador e homem também. Claro. Sobre isso, sobre falar sobre posição que você se torna a sua resposta, né? Como que define a posição de um jogador? Então, por exemplo, o Fabinho chegou e falou assim: "Olha, eu sou lateral direito". Aí no treino ali no dia a dia, você vê, hum, esse posicionamento dele vai se alterando. Como é que é pro jovem jogador com 11 12 anos já se define uma posição? Ele ele pareceu pra gente como lateral direito. Ele se ele veio nesse projeto com Ozeano como lateral direito. Nós usamos bastante ele ali, mas a nossa metodologia faziam com que eles conhecessem várias posições, né? Uhum. E conforme eles ele vai crescendo, mudança de corpo, velocidade, entendimento de jogo, você vai ali conseguir, a gente vai conseguindo enxergar que ele pode fazer mais outras posições. Então, com a gente, como a gente rodava muito o posicionamento deles, quando chegou no 17, que deu o estirão dele, nós começamos a a rodar mais ele, né? Eu fiz com que ele vir jogasse em outras posições. Foi aí que o aprendizado dele também foi lá em cima. Aí quando eu fiquei sabendo que ele iria jogar na Champions League e Mônaco e acho que o Arsenal que ele ele vinha atuando de lateral direito e o Leonardo Jardim que hoje tá no Flamengo botou ele de volante nesse jogo e dali nunca mais saiu. Ele foi muito bem ali e se transformou no volante. Ele estava preparado por ter tido aquele aprendizado lá atrás. Se Anelote decidir colocar Fabinho na lateral direita, ele vai ligar para você. Velho, como é que é mesmo essa posição ou já mudou para volante e é difícil essa migração de posição hoje? Acho que não. Acho que o Fabinho, como ele tem esse entendimento, não tem dificuldade, né? Como o Danilo faz também de zagueiro e faz lateral. Fabinho também, se você botar ele de zagueiro, ele vai fazer lateral direito, lateral esquerdo. São jogadores muito inteligentes, né? Tem um entendimento do do todo jogo que é que é muito importante com o Clop. vez o Clops várias vezes fazia ele ser um zagueiro ali também quando precisava precisar de mais um atacante lá. Então são jogadores de extrema inteligência. Hiô, vamos voltar para 2006 naquela época lá no no Paulíia. Como é que era o Fabinho? Ele vinha do Dick 6, mudava de cidade, você acompanhava, tinha uma turma que ia junto com ele, como é que é ir de uma cidade para outra? E o treinador observando tudo isso? Ele vinha do Dick, descia no centro, né? Chegava ali no centro, ali tinha um ônibus da prefeitura de da prefeitura do projeto do Paulinha que pegava eles e levava eles pro pro centro treinamento lá em Paulinaia. Eles tinham uma patotinha da idade dele, né? Meninos já se jogam junto, ele sempre andava em turminha, que a gente reparava que era sempre os mesmos. Tá. Até quando a gente jogava pela associação, muitas vezes a jogava em São Paulo, ele descia ali no treva ali onde era o tem uma padaria, era franga assado na entrada da cidade perto nacional. Eles sempre desciam ali a galerinha deles para pegar os do Dick. Então eles tinham uma patotinha de jogar desde pequenininho nas escolinhas e moravam por lá, né? Então já eles já se divertiam também porque criança com tudo tudo para eles é divertimento, né? É isso. É importante. Que conselho que você dava, né? Você tá citando, você lembra bem do Fabinho nessa época? É um menino de 11, 12 anos, ele já se destacava, eh, o movimento que ele fazia com os jovens. Por que que você lembra desse Fabinho de 2006? Ah, o Fabinho era muito simples, era um bom jogador, tinha um bom entendimento, assim, não era aquele jogador que a gente fez várias competições ali, nunca era aquele jogador que chamava atenção. Uhum. Né? na na categoria dele tinha outro jogador que chamava atenção e o Fabinho sempre na batida dele, era sempre era foi titular, que eu lembro bem ali na categoria 93, né, que da idade dele, mas nunca chamou atenção. Ele realmente foi chamar atenção nesse ano de sub-17, nesse período de crescimento dele que eu comecei a desenvolver, que um observador viu que ele tinha as características do Maicon e daí pra frente que ele decolou. Mas ali na categoria 11, 12, 13, 14, 15, 16, quase não jogou. Essa categoria foi vice-campeão paulista, na 17 que ele transformou. Então é um período grande de trabalho, de entendimento. E ele aproveitou bem também, porque como não tinha, não era muito aliciado, ele viveu bem a fase criança, né? Não não tinha aquela ah você jogador, não. Ele viveu, viveu com a família. A família dele é muito são eles são muito próximos, né? Acho que isso também para se tornar um homem, jogador de futebol, is esse desenvolvimento de criança, realmente ser criança para ele favoreceu muito. Lembra de algum momento marcante ou alguma história envolvendo o Fabinho e o e os amigos? Rapaz, o Fabinho ele era muito distraído assim no dia de jogo, né? No jogar assim, tinha umas vezes a gente tinha tática, a gente tinha que ficar, a gente costumava dizer que o Fabinho ficava olhando passarinho, né? Tinha que ter sempre, eu tinha um auxiliar que eu falava para ele, ó, fica cuidando o Fabinho aí porque ele ele desliga, né? Tá. E a gente fazia uns jogos bons na nessa época não tinha campeonato da federação de 12, de 13, próprio de 14, a gente fentrava Palmeiras, Corinthians, Santos e o Família demorava um pouco para entrar no jogo. Então eu tinha um menino que ficava falando puxando Fabinho, Fabinho. Mas ele sempre foi um moleque, posso dizer muito inteligente e o Fabinho às vezes ele armava as baguncinhas, mas ele mandava os outros fazer, né? Então ele ele meio que articulador ali desse para não tomar tomar uma bronca depois, mas nunca nos deu trabalho assim extra campa a gente tinha eh se não fosse na escola sua mãe viesse reclamar, se fosse mal em prova, ficava tudo fora de competição. A gente nunca teve esse problema com o Fabinho, não, dos pais eh chegar, falar pra gente que o Fabinho tava dando algum problema. Nós nunca tivemos esse problema, não. O que que mais evoluiu no futebol do Fabinho que você enxerga hoje e vê uma evolução muito grande? Primeiro, para se jogar futebol no alto nível, você tem que ser extremamente inteligente, né? Tem ter o entendimento do todo. Eu acho que o Fabinho tem um entendimento do campo ali na frente da área ali, que é impressionante. E quando você joga em várias posições também te dá isso também, né? quanto, aonde você vai tá, por que tem que tá atrás, por que tem que tá na frente, por que tem que tá do lado. Então, como ele vivenciou tudo isso, ele sempre foi muito inteligente, isso tem ajudado bastante ele. O que eu mais sempre cobrei ele é chegar mais na frente, porque ele tem sempre teve um chute muito bom de pisar mais dentro da área, mas como ele faz hoje aquele papel da frente da área ali, não chega tanto, mas se precisar eu tenho certeza que ele finaliza muito bem de fora da área. Fazia muitos gols na base. Fazia, fazia ele fazer bater falta. de lateral era ele era muito, quando chegava no final aqui, ele era muito bom com as passadas dele, passada larga, grande, né? Eu sempre acreditei, sempre potencializei ele a fazer isso. Como é que é a sua relação com o Fabinho hoje? Vocês mantêm um contato, mantém uma conversa, conversa também sobre futebol? Não, a gente conversa sobre futebol. Fabinho hoje é é legal que a gente é um amigo, né? Quando dá para se falar, quando ele vem paraa Campinas, a gente sempre ele convida a gente para ir na casa dele ou vamos tomar um café, mas sempre falando de futebol, a gente tem as curiosidades, ele já tá entrando naquela fase de que fazer pós-carreira, né? Tem trocado ideia em relação a a futebol também e eu tenho também dado meu pitác para que caminho que ele pode ir, né? Uhum. É, você pode ter certeza que milhares de jovens que hoje ou tão começando no futebol, tão escolinha, tem o Fabinho como referência, porque é um jogador que surgiu aqui do Dick, que é uma região carente da cidade de Campinas, chegou à seleção brasileira, Real Madrid, Liverpool, enfim, muitos times e agora tá na seleção brasileira. Que conselho que você daria para esses jovens que estão iniciando? E já uma segunda pergunta, é muito diferente o conselho que você deu lá em 2006 pro jovem que tá começando hoje. Mudou muito essa geração? O conselho é o futebol é você gostar de futebol, né? Assistir futebol, gostar de estar no campo, gostar às vezes de ir na beira do campo, né? Esses meninos nessa época eu eu via isso nele, eles combinando de assistir um Guarani, assistiu uma Ponte, às vezes v um Corinthians, eles tinham, eu via esse prazer dele, eles falar de futebol. Sim. Hoje eu vejo, vejo muito eles tá mais preocupado em mídia do que às vezes vir aqui ver o Guarani dali, ó, da arquibancada, que é o diferente. Então eu acho que o jogador quando ele quer jogar futebol, ele tem que assistir futebol, ele tem que gostar de futebol. Acho que isso eu eu aconselho quem quer trabalhar com isso, que nem eu sou treinador de futebol hoje e eu assisto qualquer jogo, cara. Não assist Ah, hoje tem Champions, não. Se tiver um jogo da Série D, eu vou ver da C, da B, da A, da Bzinha, se você gostar, você tem que ir no campo. Eu acho que o jogador jovem hoje precisa disso. Ho, o Fabinho tem uma concorrência pesada no meio-campo. Tem o Casimiro, que é ali, né, muito próximo do Anchelote por conta do Real Madrid. Tem o Éerson que foi convocado agora também, muitas pessoas chamando, próprio Bruno Guimarães, uma posição diferente, mas tá ali também. Como é que você enxerga este meio-coampo da seleção brasileira nessa Copa do Mundo, nos próximos jogos? Ah, assim, meu entendimento, ele ele tá bem servido. O que pega um pouco hoje que eu vejo proselote da tem dificuldade, qualquer outro treinador teria, é, foi que eles não ficaram tanto tempo junto, né? Acho que Casemir um baita jogador, o Fabinho, Bruno Guimarães, o próprio Ederson aí, eh, apareceu também, mas o pouco tempo de trabalho talvez demore pra gente engrenar ali, mas eu espero assim, jogo a jogo, engrenando como a gente viu várias seleções, né? Às vezes a gente chegava, nossa seleção já tava pronta. Esse ano foi diferente, né? A gente não teve um direto, um treinador que já tínhamos, um time base, não. Ele tá, ele tá tentando achar um time. Eu espero que ele ache dentro da competição. Colocaria o Fabinho como titular. É uma briga boa, né? É uma briga boa, mas eu acho que eu colocaria por conhecê-lo, né? Sei que que é o Casimiro. Eu vi muito Casimiro jogar na base que a gente se enfrentava bastante. Hoje eu eu acho que o Fabinho para fazer a função faz melhor do que ele. Pra gente poder encerrar, eu sei que o nosso foco é o Fabinho, que é aqui da cidade de Campinas, mas o Ederson já passou também, né? Você já treinou? Graças a Deus. Ti, esse era diferente do Fabinho. O Ederson sempre foi acima da nível top mesmo. As pessoas tinham uma reverência pelo Ederson na base, né? Tanto que ele era a seleção brasileira direto. Quando eu peguei, ele vinha de lesão. E fomos fazer um torneio na China lá, enfrentamos Boca Júnior, Itast, Riverplate. Os caras já olhavam para ele diferente que sabiam que ele era nível de seleção, né? Então acho que é um jogador que a gente sabe que tem muita qualidade técnica e por isso que chegou aonde chegou também. Obrigado. Sucesso, viu? Obrigado.