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Estúdio Câmara - Tema: Violência Contra o Idoso
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Estúdio Câmara - Tema: Violência Contra o Idoso

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Estúdio Câmara - Tema: Violência Contra o Idoso - 23/06/2026

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ização, Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social, Prefeitura de Campinas. A seguir, TV Câmara ao vivo. Olá, muito bom dia. Seja bem-vindo você que tá aí ligadinho na TV Câmara Campinas. Nós estamos chegando. Estúdio Câmara no ar ao vivo. Manhã chuvosa de terça-feira, inverno brasileiro. Hoje dia 23 de junho. Vamos falar deste mês que é marcado pela campanha Junho Violeta, que é uma campanha de conscientização e combate à violência contra a pessoa idosa. Esse tema, gente, é cada vez mais importante diante do envelhecimento da população brasileira e também do aumento das denúncias de maus tratos em todo o país. Segundo aoria nacional dos direitos humanos, mais de 435.000 Denúncias de violações contra pessoas idosas foram registradas entre janeiro de 2024 e abril deste ano. A maioria dos casos acontece dentro do ambiente familiar e envolve situações de negligência, abandono, violência psicológica e abuso financeiro. Hoje nós vamos entender como identificar os sinais de violência, como denunciar e qual o papel da família e da sociedade na proteção da pessoa idosa. E aí, você que tá em casa, pode participar com a gente? Eh, nos conta se você já presenciou ou suspeitou de alguma situação de violência contra o idoso. E na sua opinião, a sociedade, ela está preparada mesmo para garantir um envelhecimento digno e seguro? E olha, é bom a gente frisar que nós estamos envelhecendo, o Brasil está envelhecendo. Será que nós estamos preparando o nosso envelhecimento? Como é que será que estaremos daqui a 15 anos? Já passou pela sua cabeça? Já parou para pensar sobre isso? Então mande sua mensagem pra gente. O WhatsApp tá na tela, 199729377. Enquanto você manda sua mensagem, eu atualizo algumas informações. Daqui a pouquinho já apresento o nosso convidado de hoje, que vai nos orientar sobre essa questão do envelhecimento, eh, dos direitos dos idosos e dessa sensação que nós temos de que estamos envelhecendo e de repente a gente fica sem saber o que será de nós no amanhã, né? Agora, atualização da Câmara de Campinas. Ontem foi realizada a 39ª reunião ordinária. Os vereadores aprovaram em definitivo a lei de diretrizes orçamentárias para 2027, que vai servir de base para a elaboração do orçamento municipal do próximo ano. Também foi aprovado em primeira discussão o projeto que prevê reajuste de 4,39% para os servidores municipais com efeitos retroativos a maio de 2026, além de aumento no auxílio refeição e a atualização do auxílio funeral. E a Câmara de Campinas recebe hoje o auditor fiscal Rodrigo Espada para uma palestra sobre a reforma tributária. Você é convidado para participar, tá? O encontro acontece durante a reunião da Comissão de Economia e Defesa dos Direitos do Consumidor. Será transmitido aqui pela TV Câmara Campinas e é importante porque é considerada uma das principais referências do país no tema. O Espada ele vai abordar os impactos do novo sistema tributário, criado pela emenda constitucional 132 e os desafios da implementação dos tributos como o IBS e o CBS. você vai acompanhar ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas às 2 da tarde. Então não perca, é uma oportunidade de entender, né, sobre sobre esses eh desafios da implementação de tributos aqui no Brasil. Bom, vamos lá. Previsão do tempo para hoje. Quando acordei, olhei lá fora, levei um susto porque já estava chovendo, porém, né, a temperatura até agradável, mínima foi de 16º, mas a tendência é que essa temperatura não se eleve não, viu? A máxima de 21. E assim, o dia começou chuvoso, mas à tarde e à noite temos aí um aumento considerável de chuva. E a previsão aí desta semana é chuva mesmo, né? Estamos no inverno e temos aí uma frente fria que já se aproximou de São Paulo e aqui da nossa região da metrópole. Um ótimo dia para você, mesmo com chuva, faça desse dia um lindo dia e lembre-se, hidrate-se, tá bom? Vamos lá, gente. Vamos falar de envelhecimento, né? Envelhecer deveria ser um sinônimo de respeito, cuidado e proteção, mas para milhares de pessoas idosas no Brasil, essa realidade ainda é marcada por silêncio, por medo e por violência. Em muitos casos, infelizmente, e é uma realidade, o agressor ele está dentro da própria família. filhos, cuidadores ou pessoas próximas que deveriam proteger, acabam sendo responsáveis pelas agressões. E isso torna o problema ainda mais complexo, porque envolve vínculos afetivos, dependência financeira, dependência emocional. Por isso, a nossa conversa hoje é fundamental. A gente precisa entender como prevenir, identificar esse tipo de violência. Então, para conversar com a gente, para nos explicar, a gente recebe hoje o André Roberto Ribeiro Torres, ele é professor, é psicólogo, vai nos orientar referente ao nosso tema de hoje. Então, vamos lá, André, seja muito bem-vindo. Obrigada pela sua participação e presença. Obrigado, Rúbia. Bom dia. Bom dia a todos os nossos espectadores. Quero agradecer poder estar aqui mais uma vez, né, ajudando a pensar sobre os temas do nosso dia a dia, os temas que vão chegando às nossas vidas e a gente precisa aprender a lidar. Eu não sei tudo, obviamente, como qualquer pessoa, mas é um prazer, uma honra poder ajudar todo mundo a pensar sobre isso. Honra é toda nossa, porque a gente precisa entender, né, como funciona o nosso sistema psicológico, como funcionam as nossas emoções, aprender a lidar com elas, a sentir todas elas, a nomear todas elas. E quando a gente fala da pessoa idosa, eh, algo que é um pouco delicado é a nomeação das emoções, né? Porque a pessoa idosa, ela está ali, fica, já passou toda uma fase da vida e fica em um momento de vulnerabilidade. Então, quando a gente fala de vulnerabilidade, a gente pode conectar com a violência, infelizmente, né? Eh, quando a violência é contra a pessoa idosa, André, quais são os sinais mais comuns que a gente pode identificar que algo está acontecendo dentro de casa referente ao comportamento dessa pessoa idosa, porque a gente precisa identificar as nossas emoções e a nomear todas elas. E no momento em que essa pessoa idosa está dentro de casa, ela sofre uma violência e ela precisa identificar essa violência e ela precisa nomear e ela precisa falar, mas ela se sente acuada dentro do ambiente. Qual que é o impacto disso na vida dessa pessoa? Olha, o processo de envelhecimento é um processo muito difícil eh da própria pessoa, né, de até aceitar o envelhecimento, encarar o envelhecimento, eh, como das pessoas ao redor que supostamente deveriam estar dando um suporte nesse processo. Então, é um processo que envolve coisas eh psicológicas, né? Eh, biológicas, obviamente, sociais, porque muitas vezes essa pessoa que tá envelhecendo, ela teve um papel protagonista na sua vida, ela teve um papel de provedora, de pessoa ativa, né? A gente vê, eh, por exemplo, no mundo do trabalho, quando as pessoas se aposentam, eh, o impacto que isso tem na vida delas, né? Nós temos uma cultura muito voltada para a questão da produtividade, né? Então, a gente entende o envelhecer como uma espécie de exclusão dessa produtividade, né? e a própria pessoa se sente mal, a própria pessoa eh fica confusa com relação a que papel eu devo assumir agora, porque nós não pensamos enquanto sociedade eh no no papel dessa pessoa quando ela sai da cadeia produtiva, né? Então, nós estamos muito habituados a dividir as pessoas como alguém que está na ativa, seja no trabalho ou seja dentro de casa, mas tá ativo, e a pessoa que não consegue mais ser ativa. Eh, e muitas vezes ela quer ser ativa, né? e tem uma dificuldade em aceitar essa essa nova condição que ela tá vivendo. E aí quando você pergunta dos sinais, né, eh a gente tem uma dificuldade de identificar. Por quê? Porque nós temos esse processo acontecendo. Eh, e nós temos também a relação interpessoal ali da família, né? Então, como é que foi a história dessas relações pessoais? Por isso a importância da gente cuidar das relações a vida toda, né? Porque lá na frente vai aparecer algo que é inevitável, que a gente podia ter cuidado no decorrer da vida, as relações familiares, né? E aí quando nós temos também, assim como a cultura de produção, a gente tem uma cultura de violência. Uhum. Eh, a ideia de que eu preciso resolver as coisas, né? Assim como a gente faz com os idosos, a gente também vê com as crianças. A gente quer a criança sentada, parada e quieta. A gente quer o idoso também sentado, parado e quieto. E não é isso que eles querem, né? Eles querem eh conhecer coisas, explorarem as coisas ou continuarem sendo produtivos. Então, a gente precisa pensar em programas, né, para que essas pessoas idosas elas consigam se sentir produtivas, mesmo não fazendo parte da cadeia produtiva como um todo, né? E a gente vai começar a identificar sinais de violência quando a gente vê uma imposição eh de não exercer papel nenhum, não exercer atividades, né? Eh, muitas vezes até uma contenção, eh, o uso de medicação para que esse idoso não se movimente, fique em casa, né? Então, nós temos várias formas de contenção, de impedimento das atividades, do direito de ir e vir. né? E ao mesmo tempo a necessidade de suporte, que acho que entra um terceiro elemento importante que acho que talvez facilite para essas condições de violência, que é o cuidador. Muitas vezes o cuidador como um membro da família que nem sempre tem a preparação para entender o processo de envelhecimento, para saber lidar com uma pessoa idosa e muitas vezes traz até, né, sendo um familiar, traz história, traz mágoas, traz conflitos da família e naquele momento isso tudo vai vir à tona. Então esse cuidador também precisa de um suporte. A gente precisa pensar muito em políticas públicas, em como dar esse suporte, tanto na saúde como na assistência social para o idoso e para o cuidador também. Muito importante você abordar eh essa questão do suporte para o idoso, para o cuidador, porque às vezes o cuidador ele não está preparado. E como você muito bem trouxe, professor, essa questão do vínculo familiar, né, da história da família, não é? Porque todo mundo tem uma história de vida e às vezes a história não é aquela história maravilhosa. E aí quando chega nesse momento, você como cuidador se depara com uma situação ou eu cuido ou eu cuido, né? Então não tem o que você fazer. Aí você vai cuidar, mas você não vai cuidar eh de uma forma eh que você de repente teria que fazer, que é algo assim, como é que eu posso dizer? eh, espontâneo, né? Você vai cuidar espontaneamente, não, você vai cuidar porque você tem que cuidar porque só tem você ali. E aí já começa uma situação que pode desenvolver a questão da violência. E aí também me chama a atenção por eh pode ser algo que seja não não seje eh arracional. Você tá fazendo, mas você nem tá percebendo que você está agindo com violência com aquele idoso. Isso pode acontecer com toda certeza, Rúbia. Assim, a pessoa, como você coloca, né, a gente tem muito presente a ideia da coersão, né? Então assim, se eu não cuidar dessa desse idoso, dessa pessoa idosa, eu vou ser punido, eu vou ser fiscalizado, é uma responsabilidade. E é, né, mas nem sei pr pessoa escolheu estar ali, sobrou para ela, né? Então a gente já vê que há uma adversidade, há uma contrariedade para esse cuidador e aí ele vai est com os nervos a flor da pele e o idoso, a pessoa idosa, ela vai se comportar da maneira como ela é, como ela eh precisa se expressar, né? E como eu disse, nem sempre essa pessoa tem a preparação para entender o lado do outro, né? Ou a própria disposição de est atento às necessidades do outro, né? Então você parte de um de uma situação de contrariedade, sim, né? Então ali é muito fácil a pessoa querer impor pro paraa pessoa idosa a sua maneira que ela acredita ser bom. Eh, o horário de dormir, de comer, eh tomar banho ou não tomar banho, usar fralda ou não usar fralda, trocar ou não trocar. Então vai muito medido pela eh pelo conforto dessa pessoa, né? ou pela menor adversidade, né? Mas nem sempre é visto como a necessidade do da própria pessoa idosa. Então, muitas vezes a gente percebe o quê? As pessoas elas têm história, mas nem sempre quem está cuidando acompanhou, admirou, né? Entende essa história, porque as pessoas que acompanharam a vida da pessoa idosa também estão idosas, né? Tá? Então, quem vai cuidar é sempre a geração seguinte ou duas gerações depois, né? Que não tem a dimensão do papel que essa pessoa teve muitas vezes. Daí a importância da gente conhecer a história, da gente retomar, conversar, ouvir, o que é também difícil, porque a pessoa idosa, ela vai repetir muitas vezes a mesma história e é preciso ter uma paciência, né? Então assim, a gente precisa aceitar essa situação de cuidado. Isso é um suporte importante paraa pessoa que cuida, né? Que é assim, já que eu vou ter que cuidar, é melhor que eu faça isso da melhor maneira possível. Justamente por caso haja alguma violência e rompa alguma coisa, né? Se eu não tiver me cuidado, isso é mais provável de acontecer e aí sim vai haver a punição, mesmo cuidando, né? você vê o número de denúncias que você levantou, né? Eh, é muito alarmante, né? Quer dizer, a gente pensa na violência como uma forma de solucionar os problemas, de resolver. Não, se levantar, né, eu seguro ali ou até a grid ou faz uma violência psicológica, às vezes na melhor das intenções. Uma queixa que a gente percebe das pessoas idosas é eh ser tratado como criança, né? Sim. como se não soubesse nada, quando é uma pessoa que tem uma história muitas vezes de construção, de contribuição com a sociedade, né? E e há isso não deixa de ser uma forma de violência sutil, né? E que a pessoa também é desumanizada, né? Então assim, muito do que você traz, para mim vem essa palavra humanização desse cuidado, né? Se a pessoa não é mais produtiva, não é um aparelho antigo que eu vou deixar de lado, que eu vou mandar pro reciclável, né? Não tem como. É uma pessoa, né? Então eu preciso entender que o envelhecer é uma parte da vida, né? Assim como a infância, assim como a adolescência, assim como a idade adulta. E essa parte da vida tem as suas características que a gente ainda não aprendeu a olhar direito, né? Acho que é uma construção cultural que a gente precisa fazer agora. Muito bem, professor. Nossa, é muito bom conversar contigo porque você vai nos orientando. É literalmente uma aula, né, gente? Nós estamos falando da violência contra a pessoa idosa e nesse junho violeta, a prefeitura de Campinas reforça, né, um alerta importante. A violência contra o idoso pode acontecer de várias formas. agressões, ameaças, humilhação, abandono, abuso financeiro, falta de cuidado, gente, também é considerado violência contra a pessoa idosa. E proteger a pessoa idosa é responsabilidade da família, da comunidade, da sociedade, do poder público também. E quando perceber qualquer qualquer, perdão, sinal de violência, a gente precisa se atentar, precisa denunciar, porque nós trouxemos no início do programa os dados, né, do Observatório Nacional dos Direitos Humanos, que são compilados pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania por meio do disque sem 100, que é onde você liga para denunciar o dis que denúncia de violência contra a pessoa idosa, né? E eles mostraram aí esses dados, mais de 435.000 denúncias de violência contra idosos no Brasil em pouco mais de 2 anos, né? Esses dados eles revelam algo bem interessante, que pode ser que as pessoas estão denunciando mais, né? Pode ser que as pessoas estão tomando coragem para denunciar, né? E aí outra outro ponto é que a como nós trouxemos aqui, a maioria das violências acontece dentro do ambiente familiar. E aí se a gente coloca eh eh em confronto com os números de denúncias que nós tivemos aqui, 435.000, isso indica que a denúncia está sendo feita. Qual que é a importância, eh, professor, desse momento de denunciar? Lembrando que a denúncia ela é é de forma anônima. Você disc denúncia. Agora, se a violência, a maioria delas se encontra dentro de casa e a gente tem um número alto de denúncias, isso significa que, de repente as pessoas estão se conscientizando um pouco mais. Uhum. Exato. É, é muito bom, né, que a gente tenha canais de denúncia justamente para eh poder amparar essa realidade. E é uma realidade nova para nós, né? Nós estamos agora tendo pessoas mais idosas e vai ser uma realidade mais presente ainda nos próximos anos, né, nas próximas décadas do Brasil. Então é muito importante que a gente tenha esses canais, que as pessoas se sintam seguras de denunciar, né? eh, e consigam, acho que, como você tava comentando no começo, Rúbia, assim, ah, consigam entender que aquilo é uma violência, né, tanto a própria pessoa idosa como as pessoas ao redor. Às vezes, eh, a denúncia é um começo, seria ótimo que ela não existisse, não existisse não pelo canal, mas por a gente ter outros meios, né, de lidar com a pessoa idosa que não fosse a violência. Mas isso, assim como um letramento emocional para pessoa idosa, é um letramento emocional paraa sociedade, né? Da gente ter uma uma capacidade de amadurecimento que vá além da violência, né? A violência é a coisa mais imediata que a gente pensa, mas a gente precisa aprender a ter estratégias, a ter orientação, a buscar orientação que nos ofereçam outras formas de lidar com as situações difíceis que não sejam pela violência, né? Então, acho que assim, eh, essa denúncia ela é um termômetro importante, eh, mas ela precisa nos levar a buscar novos caminhos, dar sequência, né, sequência, tem que ter sequência. Isso. O ideal é que haja pessoas cuidando e pessoas bem cuidadas, né? E para isso que eu acho que o suporte profissional, seja do poder público, seja do do da da iniciativa privada, o suporte profissional é fundamental paraa orientação de como cuidar dessas pessoas. Exatamente. Porque diante desse número, né, eh, de denúncias, são dados que mostram um cenário preocupante, mas também revelam um ponto importante, porque, eh, o que fizeram com essas denúncias, né? Onde estão essas pessoas? O que está acontecendo com elas agora? Elas estão sob cuidado de quem, né? Essa denúncia? Eh, qual que foi o o desfecho dessa denúncia? Ou então foi só denunciado e ponto, né? Importante eh eh o que o professor levantou pra gente para poder parar, para pensar, para analisar. E muitas vezes, né, eh a questão da denúncia eh parte será que da própria família ou dos vizinhos? Porque a gente, se a gente parar para analisar, nós trouxemos aqui que muitas vezes os agressores fazem parte da família, então isso torna a denúncia mais difícil, o problema mais silencioso. Mas já que tem tantas denúncias assim, elas partiram de onde, né? Será que os vizinhos estão observando mais, estão cuidando mais? Mas será que só a denúncia é suficiente? Fica só na denúncia e para por aí? Não, a gente precisa fazer algo porque é responsabilidade de todos nós. Se a gente parar para analisar, você é vizinho de alguém que tá sofrendo uma violência, só você ligar o se denunciar não faz muito sentido. Então, de repente procura eh algo no seu município, né? E ou então tenta intervir. A gente fala que eh briga de marido e mulher a gente hoje mede a mulher. E aí na violência contra o idoso, a gente pode, né, intervir ou não? Porque se a gente para para pensar também as pessoas idosas, elas têm dificuldade de relatar a situação de violência, eh, a situação de de abuso, mesmo, porque elas estão convivendo diariamente com o agressor. É muito complexo isso. Como é que a pessoa idosa ela sofre a violência ali? Aí chega o vizinho que tá percebendo isso e tenta conversar, mas a pessoa idosa, ela não vai falar por quê? Ela não vai denunciar por quê? Porque ela depende daquela pessoa que está agredindo. É complexo, difícil de entender essa dinâmica. E se a gente para para analisar uma dinâmica que revela muito sofrimento, com certeza muito sofrimento e acho que expõe, né, as dificuldade de autonomia que a pessoa idosa passa a sofrer, né, que assim como a gente falou, ela tinha uma presença na sociedade, toda uma produção, um protagonismo e que ele começa a desaparecer, né? Eh, então ela se vê eh muito demandando a ajuda de outras pessoas, né? como a gente falou, então ela fica dependente do suporte de outras pessoas. E aí existe eh toda uma avaliação para entender esse grau de dependência, né? Qual o nível de dependência que a pessoa tem muitas vezes até a locomoção fica difícil, eh, levantar ou sentar numa cadeira, né? Então, precisa de apoio para comer, né? Então, dependendo da idade, isso vai se agravando, né? Então, eh, o, o, o, você tinha perguntado sobre eh essa situação da pessoa não ter essa, não querer, ela não vai falar, né? A pessoa idosa que tá sofrendo a violência, às vezes ela até tá percebendo que ela está sendo agredida de alguma forma. Aí o vizinho chega lá e também percebe. Então, vamos conversar, avô, vamos conversar a avó, né? O que que tá acontecendo, se tá bem e tal. E a pessoa ela não vai expor, ela não vai falar. Por quê? Porque ela sente medo de ficar sem o cuidador agressor, né? E qual que é o impacto psicológico que traz paraa vida dessa pessoa idosa que está dependente, com medo e sendo agredido, olha como é complexo e triste. Isso isso ela tem, ela pode ter o medo tanto de perder o cuidador, mesmo que seja um cuidador abusivo. E aí a gente entra na complexidade das relações de violência, né? Hum. Como em qualquer idade isso é difícil e acho que na pessoa idosa isso tem uma característica muito peculiar, né? E ela tem o medo também de sofrer mais agressões, né? É verdade. Eh, acho que uma das das violências que você mencionou e que nem sempre aparece é o abuso financeiro, né? Que às vezes esse cuidador tá lá não por boa vontade, mas por interesse, né? ele pode tá eh usufruindo do de uma aposentadoria, de um benefício que as pessoa idosa tenha, às vezes até interessado na herança, né? Eh, que nem sempre ele vai ter o direito legal, mas se eu cuidar, se eu ficar aqui, etc, né? Eh, eu soando às vezes até como uma coação, né? muitas vezes. Então, a a pessoa idosa, ela tendo menos autonomia, ela teria que ter um outro o suporte de outra pessoa para fiscalizar isso. Uma das coisas que eu falo muito quando a gente fala em serviço social é a importância do suporte à família. Existem programas da assistência social, da saúde, de eh fiscalizar, de orientar as famílias, mas muitas vezes eles não são executados, né, por dificuldades diversas, né? Mas a gente vê no caso do idoso que é algo que vai ser necessário, até pela dificuldade do idoso comparecer as instituições, dele ir ao Cras, dele ir ao centro de saúde, nós vamos precisar cada vez mais de atendimento domiciliar. Exato. Saúde da família, né? Exatamente. E a partir desse atendimento, a família cria vínculo, quer dizer, o idoso, né, o idoso cria vínculo com a a aquele profissional e de repente a partir desse dessa criação de vínculo, nasce aí é uma oportunidade de uma denúncia e uma, de repente, uma melhoria de qualidade de vida para essa pessoa. idosa. Agora, quando você disse de abuso eh financeiro, né, a gente tava falando antes do programa entrar no ar, você defendeu uma tese, né, que é a questão do pertencimento. E a gente pode conectar essa questão do pertencimento com a violência contra o idoso e o abuso financeiro. Olha só como é começa de coisinhas tão pequenas. Lembra quando a sua avó, a minha fazia muito comigo isso, ó. Você vai lembrar agora. A sua avó, quando você ia visitar a vovó, eu ia porque hoje a minha avó não está mais aqui. Então, quando eu ia visitar a minha avó, ela quando eu ia embora, ficava com ela ali, batia papo, sempre comia muito, né, que ela enchia, vó, é tudo de bom. E aí no final, quando tava indo embora, ela pegava a minha mão, fazia assim, ó, e colocava um dinheirinho ali. E daí ela falava: "Não conta para ninguém. Tá bom. Eu, tá bom, vó. Então, era o nosso segredo. E aí, o que que é isso? De repente, é uma forma de carinho, né, mas também é uma forma de estar ter uma sensação de estar te ajudando. E essa sensação de estar te ajudando pode ser conectada com a sensação de pertencimento. Eu estou pertencendo à sua vida, né? eu estou sendo útil para você. E essa sensação de pertencimento com a pessoa idosa é algo que é muito latente, né? E aí às vezes o cuidador que não tem aí uma boa intenção utiliza dessa sensação de pertencimento. Para quê? Para poder fazer aquele empréstimo no nome da pessoa idosa, para poder pegar o cartão lá da pessoa idosa e ir fazer as compras lá. Ó, vó, preciso comprar isso, mas vai lá, estoura o cartão da pessoa idosa e sabe lá vai depositar lá na conta mesmo, aposentadoria vem, vai eh pagando, nem vai perceber. Ô, gente, precisa tomar muito cuidado com isso, porque isso é uma forma de violência, né? E tem a questão da sensação de pertencimento, que a gente tem que tomar cuidado, que às vezes também falar que não, não vó, não vou, não preciso, tá tudo bem é importante. Exatamente. Eh, a gente tá falando sobre essa questão do sentir-se útil, sentir-se produtivo. E para quem não consegue, né, por diversos motivos, tá protagonizando isso na sociedade, uma das formas eh eh entender o pertencimento a partir da posse. Exato. Isso no começo da minha pesquisa, inclusive foi o que apareceu o primeiro, né, assim, o o quando eu falo em pertences, né, são meus bens, pertences, pertencimento. Poxa, olha que analogia fantástica. Exatamente. Então assim, eh, chocou, né? Porque a gente fala pertencimento, veio uma ideia bonita, tal, de repente nós estamos falando de bens, de posses, né? Nossa, interessante. Eh, e aí quando isso é transportado para as relações humanas, a gente tem uma realidade muito complicada, né? Eu justamente objetivo as pessoas, né? Você pertence a mim, né? Eu pertenço a você. Entramos nas relações bastante questionáveis, né? Olha só. E uma das formas então de lidar com o pertencimento, com a sensação de pertencer, é através do dinheiro, né? Então, se eu se eu tenho como suprir, como pagar, né? Então, é uma forma de eu me sentir útil, de eu me sentir parte. Então, como você falou, muitas vezes o idoso tá eh preso a essa busca, né, de pertencer, de ser útil, de ser bem visto, de ser aceito. E já que ele não consegue participar dessa relação de uma forma saudável psicologicamente, ele acaba eh se entregando, né? Eh, no seu caso da sua voz, acho que não vejo ali nenhum nenhuma exploração da sua parte, né? Mas eh há pessoas que não estão tão bem intencionadas assim, acabam usando disso para fazer um empréstimo consignado, para usar o cartão, né, para aplicar golpes pela internet. Hoje as pessoas idosas são muito vulneráveis a isso, principalmente com o uso da inteligência artificial, né, que aparece a foto da neta, do neto, pedindo dinheiro, né, e muitas vezes ela não pensa duas vezes, né? Então aí nós temos que entender qual o limite, né, em que essa pessoa ainda pode ter uma autonomia financeira e qual o limite em que os cuidadores, né, eh, precisam tá atentos e até orientar em não deixar mais essa pessoa cuidar das finanças, né, o que é muito difícil também, porque tá autonomia, você tira autonomia, né, você tira autonomia, por isso a importância desse acompanhamento familiar. a gente tá falando dos programas da saúde, da assistência social. Eh, muitas dessas denúncias vêm de profissionais da saúde, da assistência social. Olha aí, né? Então não vem espontaneamente, né, da vizinhança ou dos familiares, mas justamente porque alguém percebeu alguma coisa, percebeu uma marca, né? Percebeu uma relação estranha, né? Eh, pergunta paraa pessoa idosa sobre a vida financeira. sobre como é em casa, né? Então, a gente tem algumas denúncias que são sutis, mas tem algumas que são horríveis assim, né, da pessoa tá num ambiente eh sem higiene, sem alimentação, desnutrida, com feeses, com urina, né? Então, trancada, cárcere privado. Então, são situações muito difíceis de se ver, né? Mas a gente precisa justamente intervir pesado nelas, né? evitar que elas aconteçam, mas a partir do momento que ela é constatada, isso é um caso até de ocorrência policial, Ministério Público, né? Eh, o Estatuto da Pessoa Idosa tá aí justamente para tentar garantir esses direitos. Muito bem. Agora 8:42, gente, olha, mas a minha avó é o seguinte, ela me dava dinheirinho e falava assim para mim, né? você comer um cachorro quente, para você comprar um perfuminho. Então assim, eh, sabe, uma coisa simbólica, mas era para ela era ah, tipo assim, nossa, né? Olha que que eu posso fazer pela minha neta, né? Então, tudo tem, claro, tem o seu limite. Você toma cuidado com essas coisas aí, porque você também pode passar por isso, exatamente porque nós vamos envelhecer também, não é? A gente precisa fazer essa analogia, prestar atenção nos movimentos, porque nós também estamos envelhecendo. E aí, como será para nós quando nós estivermos na situação que a pessoa idosa está hoje, não é, professor? Exato. Eu tenho uma amiga que ela diz assim: "Se tudo correr bem, se tudo der certo, nós vamos envelhecer". Então, né? Se tudo der certo, espero que sim, que tudo dê certo, né? E aí, eh, eh, outro ponto que é legal a gente falar é que, eh, os idosos estão mudando, né? Antes, eh, um tempo atrás, eh, uma pessoa aí com 60 anos, ela idosa, sim, mas já em uma situação de mais vulnerabilidade, né? Hoje nós temos idosos de 60 anos que param o carro eh no estacionamento para idoso e as pessoas falam: "Mas, poxa, por que que você parou o carro aqui, né?" né? Então assim, as pessoas estão se cuidando mais, né? Estão eh acho que fazendo mais exercício, entendendo um pouco mais sobre qualidade de vida. E isso também faz eh todo sentido. E é importante quando a gente para para falar sobre autonomia, né? autonomia física, autonomia financeira, autonomia da vida mesmo. A importância da gente ligar eh o nosso envelhecimento, já que estamos falando de pessoas, pessoas idosas, ligar o nosso envelhecimento com atividade física, com saúde física e a saúde mental, porque corpo e mente precisam funcionar juntos e equilibrados, né? Aquele negócio, mente são, corpo são. É isso, né, professor? Exatamente. É, a gente tem um envelhecimento integral, né? só em partes, né? Então assim, por mais que haja uma saúde mental preservada, etc., a gente tem que lidar com as mudanças que vão acontecendo, né? Então, essas mudanças têm um impacto gigantesco na nossa saúde mental, né? Exato. É um luto, né? assim, você que que que tá acostumado a ter uma determinada habilidade física, mental, né, profissional, de repente você não tem mais, você já não alcança tão alto, você já não consegue ter a mesma memória, você tem eh a mesma atenção, né? Você já não pode executar determinadas tarefas, precisa pedir ajuda e às vezes isso é uma dor, ah, dá uma sensação ruim, né? Exato, né? Então assim, isso é, sou eu mesmo, né? Eh, eh, agindo contra a minha autonomia. Poxa vida, né? Então, isso isso traz uma um processo de perda, um processo de luto, né, para cada pessoa. Então, é como a gente tá falando, é complexo porque envolve tanto questões psicológicas quanto sociais, né? Então, assim, como você falou, hoje nós temos pessoas de 80 anos ativas, conscientes, né? ativas na sua própria vida, né? Às vezes até eh executando coisas, sei lá, fazendo eh atividades que estão dentro da sua capacidade, mas com mais maturidade, né? Com conseguindo exercer. Então, quem se cuida, né, fisicamente, psicologicamente, emocionalmente, socialmente, né, quem prevê um um futuro financeiro para sua velice, né, eh vai ter muito mais chance de envelhecer com qualidade. Acho que uma das palavras que eu tava pensando aqui para falar sobre o envelhecer é dignidade. Dignidade, né? Então, a gente conseguir conduzir o nosso envelhecimento, conduzir o envelhecimento das pessoas próximas, mantendo essa dignidade, mantendo eh essa postura, né, de uma pessoa que merece respeito. Uhum. Merece respeito. É isso, gente. Dignidade e uma postura, né? uma postura de alguém que merece respeito. É importante a gente aprender sobre nós, né, que estamos em constante movimento, em constante aprendizado e em constante envelhecimento, porque a gente, a partir do momento que a gente nasce, a gente já começa a envelhecer, não é? A gente costuma comemorar o aniversário, muitos anos de vida, mas se a gente parar para para analisar, nós estamos envelhecendo. E neste mês que é o junho violeta, a gente fala sobre a conscientização, né, o respeito e a dignidade da pessoa idosa. Hoje falando com o professor André, falando sobre psicologia, falando sobre a questão da saúde mental e também eh das situações que envolvem violência, né, contra a pessoa idosa, a necessidade de denunciar, mas a necessidade também de conscientização, né? Eu acho que é importante a denúncia, mas a denúncia ela por si só ela só revela aumento de casos de denúncia, né? Mas nós precisamos saber eh do que está acontecendo após a denúncia, né? Nós precisamos saber do suporte emocional, do suporte para essas pessoas idosas. Então a gente ou nesse mês é importante que a gente pare, faça uma análise, eh colocemos a a mão na consciência pra gente poder ver quem está ao nosso redor, os idosos que estão ao nosso redor e o que que a gente tá fazendo para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas que tem uma história de vida, né, que de repente precisaram passar por situações eh constrangedoras, não tão boas assim, para que hoje nós pudéssemos estar melhor, né? Então, a gente precisa assim eh elevar e agradecer muito essas pessoas que hoje já estão em um momento de mais vulnerabilidade da vida e dar apoio, carinho e acolhimento. Agora 8:48, vamos para as perguntas porque temos algumas perguntas para você, professor. Vamos lá, toma aguinha aí porque temos temos perguntas e vamos ter que responder e vamos saber o que que o pessoal de casa tá falando conosco. Olha só, a Eliane Costa de Barão Geraldo. Minha mãe idosa evita contar o que acontece em casa para não prejudicar um filho. Hum. Como quebrar esse ciclo de culpa? Olha isso, professor. É uma pergunta que ela tá uma coisa meio ampla assim, né? a gente não sabe exatamente o que acontece, mas a orientação, se há alguma desconfiança, se há alguma dúvida, eu acho que seria importante buscar a orientação de algum profissional eh que trabalhe com essas situações, procurar o Conselho Municipal do Idoso, procurar um CRAS, né, eh para que você possa ter eh uma orientação de como lidar com essa situação, né? Será que há alguma denúncia a ser feita? Será que há algo ser eh investigado pelas pessoas responsáveis, né? Então eu oriento que busque, né, a a a oriento que busque a orientação de alguém que esteja habituado a trabalhar com isso. Talvez acho que o Conselho Municipal do Idoso seja o melhor caminho, né? Sim. Sim. Verdade. Verdade. É que nós falamos aqui no programa, né? Às vezes a pessoa idosa, às vezes não, na maioria das vezes ela se cala, né? porque ela está convivendo, de repente, não sei se é seu caso, mas eh está convivendo com o agressor, né? E o agressor pode ser agressor financeiro, eh não não é a violência em si, né? É a violência psicológica e a pessoa idosa, ela se cala para evitar mais conflitos, né? Então, importante, nesse caso, eh, entrar em contato com o Conselho do Idoso, sim, para, eh, mais orientações. Tá bom? Agora faltando 10 para as 9. Vamos com mais uma produção, por gentileza, pode colocar na tela, por favor. Vamos que vamos, time. Time, bora que bora, hein? Falando em time em Brasil, hein, gente. Ai, ai, ai. Vamos lá. Em clima de copa, inverno, festa junina, né? Tudo junto e misturado. Ô, Carlos Henrique, obrigada pela sua participação. Muito bom dia para você. Ela do Parque Industrial. E ele tá dizendo aqui, ó, algumas pessoas acham normal controlar todo o dinheiro do pai idoso quando o cuidado financeiro vira abuso. Será que existe cuidado financeiro? Olha, eu acho até que pode existir, né, desde que haja de fato uma responsabilidade e um consentimento. Exatamente. Assim, essa pessoa idosa, ela precisa autorizar se ela ainda tem as faculdades mentais, né? Se ela tem ainda a capacidade de cuidar do próprio dinheiro, o dinheiro é dela e ela vai fazer com o dinheiro dela o que ela quiser, que muitas vezes não é o que os outros esperam, né? Mas a não ser num caso em que essa pessoa perca, eh, seja de fato eh eh impedida, né? Não tenha mais consciência também, né? não entenda mais sobre a a não ter mais as faculdades mentais para ter noção do que vai fazer com dinheiro. Agora, se ela está sabendo ali, tendo eh eh a consciência, exatamente. Então, eh então a pessoa idosa é que vai decidir que vai ser feito o próprio dinheiro. Pode ser que ela precise de ajuda. Exatamente. E aí é que vem eh a possibilidade do abuso, né? as pessoa pode desviar algum dinheiro, pode tirar um pouco a mais, pode pagar outras contas que não são só da pessoa idosa. Então, é importante que alguém eh próximo de confiança esteja atento com isso, porque aí a gente vai configurar o abuso. Uma das dificuldades, Huber, ia até mencionar isso durante a conversa, que acho que essa pergunta trazum é a dificuldade em lidar com a digitalização ai demais, né? Dos sistemas. Uhum. Então, hoje em dia, a pessoa idosa, ela não foi criada nesse mundo digital. Tudo é aplicativo, tudo é celular. Então, há uma dificuldade com o banco, com o sistema do governo, com transporte, né? Então, ela precisa muitas vezes pedir ajuda para outras pessoas que conhecem esse sistema, né? E a gente não vê muito eh um suporte neutro, né? Para isso, né? Porque vai ter aquele problema dos familiares serem o suporte entendido como natural, mas é onde muitas vezes mora o abuso. Exatamente. Então olha que dificuldade da pega lá o celular da avó e do vô, né? Vai fazer um Pix para pagar uma conta, já faz um piquezinho para você, né? Ô gente do céu. E olha, é dolorido a gente pensar que isso existe e que isso acontece. E olha que não acontece pouco não, viu? É verdade. A gente precisa tomar cuidado e ter mais respeito, né? Porque nós também estamos envelhecendo. Além da consciência, do respeito com a pessoa idosa, né, que que tá hoje ali, que faz parte do seu seio familiar, você tem que lembrar que o que você não quer para os outros é importante. O que você não quer para você é importante também que você não faça para os outros, né? Então, respeito, reconhecer a história de quem construiu a sociedade que a gente ter hoje, tem hoje, né? Porque a gente para para analisar se as pessoas elas tiveram aí uma grande responsabilidade eh no avanço, na construção da sociedade, no desenvolvimento. E às vezes a gente nem olha a pessoa idosa e nem se dá conta de quanto valor, né, essa pessoa tem. Então a gente precisa sim eh olhar com mais cuidado, com mais carinho, né, e com mais acolhimento. 8:54. Mais uma pra gente fechar. É isso. Então tá bom. Pode colocar mais uma então pro professor. Aproveita que ele tá aqui hoje com a gente para responder aí as perguntas dos nossos telespectadores. A Cláudia Regina de São do São Bernardo. Eu fico na dúvida quando o familiar diz que é só o jeito de falar, mas vive gritando com idoso. Quando começa a violência psicológica? importante, Cláudia. Vamos lá, professor. É só um jeito de falar com você. É, é uma justificativa muito comum pra violência, né? Então, se é meu jeito, eu sou assim, né? Isso mostra o quê? Uma pessoa que muitas vezes não tá disposta a se repensar, né? Então assim, se outras pessoas estão estranhando esse jeito, poxa que, né? Tem algo ali, né? E para nós, como eu falei, nós estamos muito acostumados com essa cultura de violência, né? com essa ideia de que gritar resolve, né? Não me obedeceu, tem que me obedecer e não tem, né? A pessoa é livre, a pessoa é autônoma, ela pode fazer o que quiser, né? Então isso tá previsto inclusive no estatuto, né? Que a pessoa tem essa autonomia, esse direito, né? Então eh isso no caso do idoso, como a pergunta aparece ali, mas também a gente percebe em outras situações, né? que a pessoa já tem um jeito talvez mais eh de se colocar de maneira impositiva, ganha pelo volume de voz, né? Eh, então a a gente pensa outra maneira de falar, tipo, eh, como que eu posso dizer isso de outra maneira? Como é que você podia comunicação não violenta, né? Exatamente. Eu sou fã dessa dessa abordagem, né, da comunicação não violenta que obriga a gente a se eh repensar, né? como é que eu convido o outro, né, para que ele faça porque ele escolheu, não porque eu tô pedindo ou mandando, né? Exato. Então, nós temos esse hábito do eu mando, eu grito e a pessoa obedece. Eh, quando na verdade isso não resolve, porque o ideal é que a pessoa faça porque ela quis, ela entendeu que é a melhor opção. Não obedecendo porque tem juízo, não é? Lembra, manda quem pode, obedece quem tem juízo, né? Então, não, eu faço porque eu entendo que eu devo fazer, não porque alguém está mandando. E é importante essa questão da comunicação não violenta também, porque acho que a gente tem que ter uma comunicação assertiva, o tom de voz, né? eh as palavras que você usa, porque isso causa, gente, uma tristeza muito grande. Agora você imagina um idoso que tá lá dependente de você, eh, com convivendo com uma comunicação violenta, com palavras que agridem, né, essa pessoa, a, o psicológico dela, eh, vai pro fundo do poço. E aí isso também eh acaba interferindo na saúde física, né, professor, essa questão da psic do psicológico do idoso, né? Sim. Porque quando a gente fala em irritação, né, uma situação que que as pessoas estão ali irritadas, tensas, isso tem correspondentes físicos, hormonais, né? Isso mexe com corpo, com cortisol, isso eh traz eh mais prejuízos físicos, né? Eh, psicológicos, obviamente, né? Mas eh isso também é cuidar da saúde. Então cuidar da relação, cuidar de mim mesmo, cuidar do outro também é cuidar da saúde de maneira integral. Que aula, hein, professor? Professor André com a gente aqui agora 8:58. A gente falando da violência contra a pessoa idosa. Importante a gente reconhecer e todo o tempo há tempo de mudar. É tempo de mudar, gente. Se de repente você eh se percebeu nessa nossa conversa aqui e fala: "Puxa vida, eu acho que eu tô o tom de voz não tá agradável". Eh, eu, se você se reconheceu em algum momento, há tempo de mudar, né? Você pode mudar, você pode, eh, ressignificar as coisas e lembrar que envelhecer com dignidade não é privilégio, não é direito, né? E que esse junho violeta que tanto se fala, eh, seja mais do que uma campanha, né? seja um compromisso, um compromisso diário de proteção, de cuidado, de respeito e que isso se perdure por toda a vida, né? Não só nesse junho violeta que a gente tá conversando, não só eh em momentos especiais, não. Esse respeito, esse cuidado, eh essa proteção, esse carinho precisa se perdurar por toda a vida. E se você suspeitar de violência, pode denunciar. Tem o disque 100, é gratuito, funciona 24 horas, mas também nós temos o Conselho Municipal de Idoso. Importante você entrar em contato para mais orientações. Se você presencia alguma situação de violência contra o idoso, né? Ah, não fique só na denúncia, né? Tente eh ir mais além para que a situação possa ser eh resolvida ou minimizada, né? Eu quero agradecer a participação do professor por tanta informação, por tanta troca, por ensinar que a gente tá em movimento, que a gente aprende todos os dias, que é possível ressignificar, que é possível sim a gente ter um envelhecimento saudável ao lado de pessoas que nos amam e que a gente ama também com muito respeito, com muita educação. Professor, muito obrigada, viu? Eu que agradeço. Acho que é um tema muito importante, como você ressaltou aqui algumas vezes, nós também estamos envelhecendo. E acho que uma coisa importante pra gente ter em mente é e o momento presente é o que nós temos, né? Então a gente precisa sempre atualizar. Não adianta ficar comparando a pessoa com o passado, porque isso também pode ser ruim para ela. Se ela trouxer uma lembrança, ótimo, né? Vamos celebrar. Agora, ela é essa de hoje, assim como nós somos assim hoje e seremos amanhã, se tudo correr bem, pessoas idosas. Obrigada. Muito bem. Nós agradecemos mais uma vez, professor. Agradecemos você aí do outro lado. Te convidamos para continuar na programação da TV Câmara Campinas. Aí tá chegando aí, trazendo informações atualizadas do legislativo, da nossa cidade, do estado de São Paulo, Brasil e mundo. Ao meio-dia temos Câmara Notícia. com Gabriel Castro. Gabriel, traço para você junto com a nossa equipe de jornalistas informações de tudo que aconteceu na reunião ordinária e também, claro, tem Câmara na Copa, né? Ó, o Brasil vai jogar. É amanhã o jogo do Brasil, não é amanhã, né? Amanhã dia 24, né? Amanhã à noite é amanhã o jogo do Brasil. Então, olha, bora que bora torcer pro nosso Brasilzão, hein, gente. E amanhã também temos estúdio Câmara, tá bom? Amanhã no estúdio Câmara nós vamos abordar um tema que provoca a reflexão e também sensibilidade. Gente, será que dá para morrer de tristeza? Essa expressão costuma soar como exagero, né? Mas você sabe que a medicina já reconhece uma condição real que ajuda a explicar os efeitos do sofrimento emocional intenso sobre o nosso coração. Eh, essa tristeza, essa condição real de sofrimento chama-se síndrome do coração partido. E no próximo estúdio Câmara a gente vai entender como as emoções extremas podem afetar o organismo de forma real e comprovada pela ciência. Então, vamos falar de tristeza e da síndrome do coração partido amanhã aqui no estúdio Câmara a partir das 8 da manhã é ao vivo e claro que a gente espera por você. Cuide-se, fique bem e até amanhã se Deus quiser. Tchau tchau. Valeu, pessoal. Sim, da mesma. F aqui.
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