Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
Olá, muito bom dia para você que está ligadinho aqui na TV Câmara Campinas. Estamos chegando com mais uma edição do estúdio Câmara ao vivo. E aí, como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Hoje, terça-feira, 16 de junho, vamos conversar sobre algo que de repente você já sentiu, porque eu já sabe aquele incômodo ao ouvir alguém mastigando, respirando mais forte ou clicando uma caneta repetidamente? Sabe aquele barulhinho ou uma sacolinha de supermercado? Pois é, para a maioria das pessoas, esses sons passam despercebidos ou causam apenas uma pequena irritação. Mas para quem sofre de misofonia, eles podem desencadear reações intensas de estress, ansiedade, angústia e até muita raiva. A condição ainda é pouco conhecida pelo público, mas especialistas estimam que algum grau de sensibilidade sonora possa afetar aí uma parcela significativa da população. Em muitos casos, os sintomas surgem ainda na adolescência e impactam diretamente a convivência familiar, social e profissional. O curioso é que não estamos falando de sons altos ou ensurdecedores. Muitas vezes os gatilhos são ruídos comuns do dia a dia, como o barulho da mastigação, né? Ou de repente alguém respirando de forma mais forte, mais intensa. A gente precisa entender porque o cérebro reage da forma com que a gente não consegue explicar, né? Ah, de repente uma irritação por conta desse barulho. Como que a gente identifica essa misofonia? Existe um tratamento para isso? E como essa condição afeta a qualidade de vida de quem vive com ela? E é sobre isso que a gente vai vai conversar hoje com os nossos profissionais que já estão no estúdio. Daqui a pouquinho vamos apresentá-los. E eu quero convidar você para participar com a gente. Você sente irritação referente a algum barulhinho do cotidiano, do dia a dia? É um barulho natural do ser humano, vamos colocar assim. Conta pra gente ou então tem uma experiência, né? Sabe que você tem aí essa condição, já sabe trabalhar com ela. Fala com a gente, então. 199729377. manda sua mensagem pra gente. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações. Daqui a pouquinho a previsão do tempo e vamos apresentar também os nossos convidados pra gente debater sobre esse tema do nosso cotidiano. Olha, gente, a Frente Parlamentar de acompanhamento de licitação do transporte público municipal realiza nesta terça-feira às 3 da tarde uma reunião para discutir o andamento da licitação que vai definir o futuro do transporte coletivo de Campinas. Participam do encontro o presidente da da INDEC, Vinícius Riverete, e o secretário municipal de transportes, Fernando de Caires. O objetivo é atualizar os vereadores sobre as etapas já concluídas, os próximos passos e do processo e os prazos previstos para a implantação do novo sistema. A reunião também deve abordar temas como renovação da frota, estrutura operacional das futuras concessionárias e o cronograma para o início efetivo dos serviços será transmitido ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, também pelo canal do YouTube. Bom, e antes da gente seguir com o programa, eu quero dar uma notícia bem legal para quem gosta de paisagens. A chegada deste mês de junho marca o início da temporada da florada dos IPs na cidade. Os primeiros IPs roxos e rosas já começam a colorir as ruas e praças aqui de Campinas, dando início a um espetáculo natural que se estende até novembro com outras espécies da árvore, né? Quem passa por ruas aí eh do Cambuí ou pelos arredores de Souzas já pode observar os primeiros exemplares floridos. Segundo a Secretaria Municipal de Serviços Públicos, Campinas também conta com diferentes espécies. Tem eh IPS eh roxo, rosa, amarelo, branco e verde que se revezam ao longo dos meses e ajudam a transformar a paisagem urbana em diferentes épocas do ano, né? Além das árvores presentes na cidade, cerca de 15.000 mudas de IPs estão sendo cultivadas no viveiro municipal. E aí, você já encontrou algum IP florido nas ruas de Campinas? É um bom momento, de repente para você parar eh e observar. Isso também dá uma regulação emocional. É muito bom. Então, estamos na florada dos IPs. Vamos prestar mais atenção e vamos eh contemplar um pouco mais a natureza. Gente, previsão do tempo chegando. Vamos ver como é que fica o nosso tempo para hoje. Olha só, a previsão indica que hoje nós temos sol com algumas nuvens durante o dia, períodos de céu nublado, à noite também com nuvens. Não tem chuva hoje não. Mínima 15, máxima 22º. De acordo com a previsão, agora a gente vai seguir sem chuva, mas com aquele frio seco, sabe? Aquele frio mais doído assim, aquele frio que dói mais. Então, então se prepare para os próximos dias. Mas hoje 15:22, vamos viver o aqui e o agora. Volta para mim e vamos simbora. Vamos falar dessa intolerância aos sons, né? Muita gente imagina eh alguém excessivamente irritado ou impaciente quando a gente fala que é intolerante ao som. Mas a ciência tem mostrado que a misofonia é uma condição real relacionada com uma resposta neurológica involuntária diante de determinados estímulos sonoros. Para quem convive com esse transtorno, né, sons aparentemente simples deixam de ser apenas ruídos do ambiente e passam a provocar um sofrimento, gente, um sofrimento genuíno. O resultado pode ser ansiedade, desgaste emocional, conflitos familiares e até pasm isolamento social. Então, a gente precisa entender melhor esse assunto. Então, a gente recebe aqui nos estúdios o doutor, psiquiatra William Augusto Araújo. Seja muito bem-vindo, doutor. Bom dia. Obrigada pela sua presença. Muito obrigada. Eu que agradeço. Bom, bom dia para todos aí de casa. Maravilha. E para completar, né, a nossa dupla de especialistas, a gente recebe a Dra. Tani Sanchez, médica otorrinolaringologista. Seja muito bem-vinda, doutora. Bom dia. Obrigada pela sua presença. Bom dia, Rúbia. Bom dia, Dr. William. Vamos fazer nosso melhor trabalho informando as pessoas que precisam dessa informação. Muito bem, doutor. Olha só, algo do nosso cotidiano que às vezes nós não entendemos como realmente funciona e o que a gente precisa para conviver com isso, né? Essa síndrome de sensibilidade seletiva sons, gente, só passou a ser estudada de forma mais sistemática nos anos 2000, mas isso afeta pessoas há muito tempo. Estudos internacionais indicam que milhões de pessoas convivem com algum grau de misofonia, muitas vezes sem diagnóstico e sem compreender porque determinados sons provocam reações tão intensas. Então, doutora, pra gente começar, o que exatamente acontece com quem tem a missofonia e por ela não pode ser confundida com uma simples irritação do dia a dia? Perfeito. Resumidamente, o nosso ouvido sempre foi conectado ao cérebro para audição. Então, desde algo que todo mundo faz, que é ouvir música, a gente tem aquelas músicas que provocam uma sensação gostosa que você lembra do primeiro beijo, alguma coisa assim. Tem música que, né, que nem música de elevador, de sala de pega, e tem música que te incomoda. E tá tudo certo com isso, porque a gente tem um sistema límbico que é justamente para avaliar o que essas sensações provocam na gente. Mas a misofonia passa a ser um problema por dois motivos. Primeiro porque os sons que despertam esse desconforto não são essas músicas eventuais, como eu citei no normal, e sim coisas muito do dia a dia e as pessoas não conseguem fugir dos sons, assim como não conseguem fugir da luz do sol. faz muito parte do dia a dia. Agora, ela passa a ser um problema também, porque embora eu possa me irritar com uma música que eu não gosto, um batestaca, por exemplo, eu posso sair embora. Mas na mesofonia o incômodo é desproporcional. A irritabilidade, a raiva, às vezes a sensação de nojo são abruptas. incontroláveis e que deixam os pacientes primeiro mal por terem reagido assim, com raiva e depois logo em seguida, quando cai a ficha dessa reação desproporcional, muitas vezes em família vem uma culpa enorme e a pergunta: por que que eu sou assim? Por que que isso acontece comigo? Então essa repercussão forte, intentiva faz com que a pessoa se sinta mal duas vezes, em contato com o som e depois que a crise passa. Então são vários mecanismos possíveis de explicar isso e a gente vai então conversando com o doutor também ao longo da entrevista. Nossa, maravilha. Eu acredito, doutora, que muita gente que tá assistindo o programa deva ter se identificado, né, com o tema de hoje, porque é algo que acontece de forma inconsciente. Às vezes a gente nem se dá conta, a gente já se irritou por um barulho, de repente de uma tampa, de uma panela caindo lá na cozinha. Dr. William, do ponto de vista emocional, como é que essa condição ela pode afetar a vida de quem convive com ela? Porque imagina gerir as nossas emoções, principalmente a raiva dentro da família, porque na maioria das vezes esses sons acontecem eh dentro de casa, são sons naturais, né, do ser humano vivendo. E aí quem sofre com essa condição acaba tendo um desequilíbrio. Então, gostaria que o doutor falasse da questão da saúde mental referente a essa condição. Perfeito. Então assim, é é muito comum que os indivíduos ah ajam dessa forma e e por conta, né, de ter essa essa resposta emocional até acabem sendo taxados como indivíduos problemáticos, indivíduos, enfim, que t eh eh um problema maior para conviver com outra pessoa, etc. Interessante também que a maior parte dos estudos traz também que eh muitos, né, desses estímulos exacerbados, exagerados, eles vêm eh dentro dos próprios familiares, tá dentro ali das pessoas com quem eh eh o indivíduo que sofre da mesofonia tá em convivência direta. Então, como né, você muito bem disse, a pessoa vai se isolando, ela vai eh dentro desses ataques aí de irritação, ela se pergunta porque ela age dessa forma e começa a se isolar. Então, o principal sintoma aí que a gente percebe, né, o principal sintoma é a irritação. E ela acaba gerando muito isolamento, né, chegando até em casos mais graves, chegar a configurar o que a gente considera como fobia social. Então, o indivíduo que eh ou transtorno de ansiedade social, um indivíduo que tem ali um medo muito grande de críticas, né, de poder talvez vir a sofrer uma vergonha em público, né? Então, o indivíduo se isola de uma forma que traz a si bastante sofrimento. E esse é o principal ponto, inclusive, né, que diferencia de um estímulo ah indesejado ao som que todos nós temos, né? a gente tende muito a patologificar, né, todo o comportamento humano. Eh, a grande diferença é que esses indivíduos têm uma reação muito exagerada, né, muito intensa aquele som que é um som do dia a dia, né? Então, por exemplo, sons de teclado, né, que é muito comum, né, no nosso ambiente de trabalho atual, né, outros sons também que acabam acontecendo de mastigação, sons de engolir, né, aquele barulho de boca, né? Então, tudo isso vai fazendo com que o indivíduo se isole, como você muito bem disse, se pergunte por que eu sou assim, né? Então, além de isolamento social, pode inclusive trazer eh eh graus aí de sintomas depressivos, né? Au! Então, algo que é muito importante, o indivíduo se interroga porque ele é assim, né? Ele mesmo acaba não tendo entendimento do que tá acontecendo e quando vê, né, pode ser que já esteja esteja num transtorno eh que a gente chama transtorno depressivo maior, já com uma miríade, uma constelação, uma série de sintomas, né, que pode vir a afetar esse indivíduo e fazendo com que, enfim, ele sinta ali uma culpa diária e uma tristeza, um humor triste de forma recorrente também. Olha só que impressionante, né? Porque é algo meio que involuntário, você acaba sentindo a raiva, mas a culpa ela vem junto e essa culpa vai acabar pesando no dia a dia, como a doutora trouxe pra gente, né? Eh, a missofonia é literalmente uma aversão ao som, né? o cérebro ele processa esses estímulos sonoros de alguma forma que vai eh desencadear uma reação e essa reação pode não ser tão boa assim. Mas o que chama atenção é que os gatilhos normalmente eh do são por sons que não são tão altos, né? São ruídos simples, mas repetitivos que fazem parte da rotina aí da maioria das pessoas. Agora, doutora, eh mesofonia costuma surgir em alguma fase específica da vida? Acontece mais com os adultos ou as crianças também sentem isso? E aí fica um pouquinho pior porque se sentirem não sabem, não sabem diferenciar o que é que estão sentindo diante desse som repetitivo. Mas a pergunta é, acontece com as crianças também? tem uma faixa etária específica, doutora. Perfeito. Excelente sua pergunta. Olha só, para nós que sobrevivemos a pandemia de da Covid-19, nós tivemos um primeiro impacto que foi o lockdown, onde todo mundo ficou trancado em casa com seus familiares. E a mesofonia, apesar de ter sido descrita, como você falou, na ciência em no ano 2000, ou seja, só 26 anos, ela sempre foi antiga, só o momento que a ciência entrou. Mas o lockdown foi um outro marco que fez com que a gente entendesse o realo de ficar trancada dentro de casa com os familiares que estão mastigando o tempo inteiro, respirando o tempo inteiro, andando de chinelo o tempo inteiro e provocando esses gatilhos tão importantes, dessa reação tão forte. Então, olha só, nós tivemos a sorte de encontrar uma família em três cidades do Brasil, composta por 15 pessoas com missofonia em três operações. Essa família foi bem estudada e foi publicada por nós há 10 anos atrás. Então, a idade das pessoas variava de 9 a 73 anos, né? tinha matriarca da família e tinha crianças ali também. E a gente viu que dessas 15 pessoas, 10 eram mulheres, já dando pra gente essa ideia de que sim, é mais comum em mulheres do que em homens, embora possa afetar ambos os gêneros. E a idade, quando nós perguntamos a eles a idade que isso apareceu, só a matriarca começou com a misofonia aos 33 anos de idade. Todos os outros começaram entre a infância e a adolescência, que é o momento de entrada eh em contato com esses sons. E é onde os pais não compreendem a missofonia, não tem esse conhecimento, ele tá longe de ser um conhecimento popular. E as crianças são rotuladas de chatas, frescas, antissociais e acabam vestindo uma carapuça que não era para vestir. Até que às vezes, anos depois, procurando pela internet, já na vida adulta, é que eles encontram esse diagnóstico da misofonia ou síndrome da supersensibilidade a sons. E aí é um alívio pra enorme maioria ter uma explicação para justificar por que desde a infância ou desde a adolescência eles têm esse sofrimento. Então, é, é algo que realmente merece um uma divulgação maior para que esse diagnóstico possa vir de uma maneira um pouco mais tranquila e as intervenções, obviamente, possam ajudar as crianças e adolescentes antes deles chegarem na fase adulta, se sentindo tão rotulados assim. Faz sentido? Super, faz sentido, doutora. Excelente, Dr. William, que que o doutor tem a a completar, a pontuar eh sobre a fala da doutora e aí já eh emendando, né, nos impactos psicológicos para essas esses jovens, crianças, adolescentes e adultos, né, eh quando os sintomas aparecem. Muito bem. Eh, uma pergunta também muito interessante, porque tipicamente os adolescentes e as crianças têm dificuldade em relatar o que tá trazendo sofrimento, né? Então, eh eh talvez ali um, como eu disse, né, um isolamento, uma irritação maior, só que diferentemente do adulto, né, para nós já é difícil, né, poder entender o que tá acontecendo, buscar ajuda. Pro jovem é mais difícil ainda, né? Então, eh eh essa criança pode ter ali a uma perda de função escolar, né, de resultados escolares, pode ter problemas comportamentais dentro da escola, né, frente ali às aos colegas, né? né? Isso pode chamar a atenção dos professores, ser entendido, talvez ali como uma outra patologia ou mesmo eh eh como a doutora muito bem disse, né? uma frescura, uma eh um uma criança que é problemática e na verdade não é uma criança que tem ali, né, todo um um plano de fundo, né, eh responsável por aquele tipo de comportamento, né, e que se não for identificado, pode ser que esse indivíduo, inclusive venha apresentar aí transtornos mais graves ao longo do tempo. Eh, eu sempre lembro que eh e, né, segundo diz a literatura, a maior parte dos estudos, até os 18, a nossa personalidade ainda tá em formação, né? Então, se a criança vive também eh eh recorrentemente eh esse tipo de sofrimento, né, frente aos seus pares, frente aos familiares, professores, isso pode inclusive vir aí a trazer, né, eh um transtorno de personalidade, né, que é um quadro ali muito mais grave, um quadro que traz eh bastante dificuldade tanto no diagnóstico quanto no tratamento. Ou seja, é muito importante essa essa função nossa aqui, né, de informar a população justamente para que caso seja identificado de forma precoce, consiga ser feito também o tratamento de forma precoce, né, a orientação dos pais, orientação a dos indivíduos eh ali nas escolas, etc., para que eh isso não venha aumentar, exacerbar ainda mais sofrimento, né? Não só daquele jovem, mas de toda a família, todo mundo que tá envolvido ali e na no cotidiano daquele indivíduo. Excelente, né? Você sabe que muitas vezes a gente eh eh acaba não entendendo o que acontece conosco e a partir de uma conversa dessa aqui, você que tá em casa, eu, a gente acaba se identificando e descobrindo que aquela situação que a gente não entendia, ela sim existe, está tudo bem sentir e tem um tratamento para isso. Olha só que alinhamento que a gente consegue fazer em uma conversa assim de apenas uma hora com especialistas falando de algo que pode acontecer com você e comigo também, porque é natural, eu acho que a gente sentir uma irritação, eh, mais uma irritação assim controlada. Agora, quando passa um pouco do limite, aí sim a gente pode estar eh passando por essa condição e aí precisa de um tratamento. E que bom que a gente pode conversar sobre isso hoje. Agora, eh, doutora, existe uma relação entre a misofonia e outros quadros, né, eh, como o zumbido no ouvido, alterações auditivas. Tem alguma relação com essas condições? Perfeito. Eu costumo dizer que os sintomas dificilmente vêm sozinhos. Então, é mais raro a gente encontrar uma pessoa com missofonia pura. Uhum. Hum. Tipo, esse é o único problema que ela tem do que encontrar pessoas que têm a missofonia, que é a versão a sons baixos e repetitivos, junto com hiperacusia, que é o incômodo com sons mais altos, que ela percebe mais altos ainda, e junto com o zumbido, que é um som interno das vias auditivas. Uhum. Hum. Isso na parte do otorrino e na parte do psiquiatra é muito comum ter a missofonia junto com ansiedade, junto com transtorno obsessivo compulsivo, junto com depressão, segundo aquela mesma pesquisa que a gente fez família com 15 pessoas com missofonia. Então, missofonia dificilmente vem sozinha. é uma uma um ponto pra gente olhar a pessoa como um todo. E aí as formas de tratamento vão depender justamente do que mais tá fazendo parte da misofonia, do da pessoa além da misofonia. Ela tá com hipersensibilidade auditiva, hiperacusia e zumbido ou ela tá com a misofonia e uma super ansiedade, depressão ou transtorno obsessivo compulsivo pra gente poder direcionar um tratamento mais na linha ouvido ou mais na linha comportamental, né? Então, de qualquer jeito, para ser breve aqui, resumidamente, a gente pode indicar tratamentos para essas pessoas que sejam compostos de medicamentos. Eh, apesar de não ter medicamento paraa misofonia, tem medicamentos que podem ajudar zumbido, hiperacusia, ansiedade e depressão e também provocar uma melhora parcial na misofonia. E existem tipos diferentes de tratamentos de habituação ou desensibilização da via auditiva aos sons que provocam esses disparos de irritabilidade. Muito bem. Olha só, gente, agora, eh, disparos de irritabilidade com o som, isso me leva para, ã, trabalhar como acontece a reação com crianças jovens neurodivergentes. Doutor, se para uma pessoa que não tem a neurodivergência, isso já causa uma irritação extrema. Você imagina aquelas pessoas que são neurodivergentes e que precisam de ter um cuidado todo específico mediante a um som exacerbado e agressivo? Agora, se tem a misofonia junto com a neurodivergência, doutor, como que fica essa relação? Como que é o tratamento? E qual é a importância da família e do médico que acompanha eh trabalhar para ver se essa pessoa também não tem essa eh eh não tem essa essa a misofonia, porque aí as coisas podem se alterar mais, não é? Com certeza. Com certeza. E aí, eh, eh, o próprio, né, transtorno do espectro autista, né, os neurodivergentes, traz uma série de cuidados e de, eh, tratamentos específicos, né, e, e pro indivíduo que já tem ali, né, uma uma dificuldade em lidar com texturas, dificuldade em lidar com alterações eh sensitivas, por exemplo, com o calor, né, com a o próprio tato, vamos dizer assim, né, além entra, né, No caso, essa reação exacerbada, esses esses sons eh rotineiros da misofonia, ele entra como agravante para esses indivíduos. E são indivíduos que também, por conta da própria condição, muitas vezes tem dificuldade em expressar o que estão sentindo, né? E imagine você, né, tendo ali eh uma reação de irritação muito grande frente a um estímulo sonoro, né? e não conseguindo detalhar, não conseguindo explicar o que tá acontecendo contigo. Imagina o grau de sofrimento dessa pessoa, né? Então, sem dúvidas, é bastante desafiador. É, gente, é algo que acontece, né? E a gente precisa entender como acontece, porque acontece e como a gente faz para procurar ajuda. Produção, dá uma olhadinha no GC para mim, por gentileza. E a gente vai seguindo por aqui. E eu vou perguntar pra doutora, eh, se é comum os pacientes eles passarem anos, né, sem perceber. Por quê? Porque a gente tem aí eh eh a ciência, né, eh trabalhando com a mesofonia a partir do ano 2000, dos anos 2000. Daí a doutora já trouxe pra gente essa pesquisa muito interessante. E então se é a partir dos anos 2000, você imagina quantas pessoas passaram por isso sem ter a oportunidade de um diagnóstico. Ainda é assim, doutora? a partir do dos anos 2000 ficou mais fácil ou as pessoas ainda não conseguem identificar isso para a partir da identificação buscar um médico especialista que possa dar uma orientação e na sequência um tratamento? Perfeito. Eh, a gente que faz pesquisa fala que a ciência é rápida, mas ela ao mesmo tempo é tão lerda perante tudo que precisaria estar muito disponível para todo mundo, né? A ciência ainda é um conhecimento de elite. Poucas pessoas buscam isso, mas de qualquer jeito, sim, como o progresso sempre é esperado, hoje dá para você colocar na internet, fazer pesquisas ou meu sintoma é assim, assim assado e chegar lá, né? Mas eh muita gente ainda sofre calado, até porque o sofrimento, a fonte de sofrimento vem principalmente dos pais. E a criança não tem essa noção. Então eu falo que essa ai você é fresca, você é ranzinza, você é antissocial, ai mas você não consegue fazer uma refeição com a gente, sai batendo a porta e vai se tranca no quarto, quer ficar só lá dentro, fica de fone o dia inteiro, né? Então tudo isso eu vejo que é uma roupa, um fardo que a criança vai vestindo sem ter a menor noção como algo natural. Uhum. Para só depois ela descobrir que isso é um diagnóstico, né? Eh, e isso realmente pode ser muito aliviador para algumas pessoas. Agora sim, a partir do momento que você tem um nome de uma síndrome, você tem um diagnóstico, você pode dar conforto só de falar: "Ufa, tem um grupo que nem eu não sou a única pessoa, eu posso mostrar isso pros meus pais ou pros meus professores ou pros meus colegas de trabalho e mostrar que eu não sou um ET como eu sempre me senti. pertenço a um grupo, né? E isso é a parte que alivia. Agora, a obrigação da ciência é sempre que descobre um problema, qual ou quais são as soluções possíveis, né? Então sim, ainda é muito traumático para muitas pessoas conviver um tempo longo com os sintomas antes do diagnóstico e mesmo após o diagnóstico ainda é complexo porque são pouquíssimos profissionais que têm esse conhecimento, esse domínio do que fazer com os pacientes. Excelente, doutor, por favor. Eu queria só acrescentar, né, porque eh a gente fala muito do sofrimento hoje em dia, né, e muitas vezes é tido como uma fragilidade você falar que tá em sofrimento, né? E eu digo sempre paraos meus pacientes que, na verdade, se você identifica o sofrimento e eh abre o jogo com o sofrimento, esse é o primeiro caminho para conseguir um tratamento, né, para conseguir livrar-se disso que tá te afringindo, né? Então é só um comentário da importância, tá pessoal, de que mostrar-se frágil, na verdade é uma grande fortaleza e não uma fragilidade. Uau, gente, é verdade. Na ver a gente precisa entender que nós nós somos seres que se comunicam e a gente precisa comunicar. Às vezes falar o que a gente tá sentindo vai nos trazer uma sensação de vulnerabilidade. Por quê? Porque fomos criados de uma forma, principalmente pessoal da minha geração, né? Agora a geração Z já tá mais assim eh diferenciada, né? Tem algumas coisas da geração Z que eu tô curtindo, viu? A gente não precisa ser forte o tempo todo. A gente não precisa se mostrar ali, né? eh intocável, é, é uma pessoa super 10 e forte, inteligentíssimo o tempo todo. Não. Se você de repente mostra a sua vulnerabilidade, mostra que você não está se sentindo bem com alguma situação, é a partir daí, como o doutor disse, que que as coisas começam a se ajustar, né? Então, é preciso falar e está tudo bem você se irritar com algum som. Eu vou contar um segredo para vocês. Eu me irrito também, mas é aquela irritabilidade mais tranquila. ainda não precisa, eu acho que ainda não estou naquela fase de procurar aí e eh uma orientação médica, mas eu vou te falar, aquela sacolinha, gente, aquele pacotinho do lanche que faz assim, gente, é impressionante. E nas redes sociais tem alguns vídeos com sons, né? Principalmente as pessoas batendo unhas assim e ó, esse barulhinho assim e e isso acaba incomodando muitas pessoas que estão ali rolando esse feed. Então, toma cuidado, né? Porque às vezes a gente escuta assim: "Ah, são exagerados, intolerantes, malumorados". E a gente precisa entender se estamos dentro do limite ou já estamos passando aí e precisando de uma ajuda. Agora, além do tratamento profissional, eh quais ajudas eh o o que aliás o que ajuda o paciente a de repente equilibrar, ter mais eh tranquilidade com esses gatilhos sonoros? Não, que eles não vão aparecer, porque não tem como, mas a gente precisa equilibrar esses gatilhos. Então, doutor, vamos com o doutor para nos orientar ã de que forma a gente pode nos ajudar a de repente ter aí um equilíbrio, né, se não estamos ainda podendo ter um diagnóstico, tá? Eh, nesse caso, eh, eu diria que o primeiro passo é entender que isso está acontecendo. Primeiro passo para que você faça mudanças comportamentais para tal. Eh, eh, como a doutora muito bem disse, talvez conversar com as pessoas próximas, olha, eu tenho uma um estímulo muito maior do que das outras pessoas têm frente a determinados sons. Então, se eu me ausentar ali durante algum momento, eh, entenda que não é nada pessoal, né? Se eu por acaso agir de forma mais impulsiva, de forma mais irritada, entenda também que isso não é algo pessoal contigo, tá? Na verdade, é uma reação que é a a eh involuntária da minha parte, que eu tô buscando melhorar, que eu tô buscando lidar com isso, né? Então, né, logicamente o ideal seria, né, enfim, ter acesso a um tratamento, né, e aí, né, a doutora pode até me auxiliar nisso. A gente tem aí a terapia cognitivo comportamental como, né, a principal via de tratamento, tá? em que o que é feito nessa terapia justamente, né, no caso, sendo orientado por um profissional, justamente fazer com que o indivíduo consiga não tirar esse estímulo, porque é algo que faz parte do indivíduo, mas como ele vai lidar com aquele tipo de eh eh alteração que tá vindo nele, aquela alteração muito eh eh de sobressalto, né, muito intensa, muito rápida, né? Como que o indivíduo vai lidar com aquilo, como que ele vai continuar funcionando? em sociedade, ainda que ele tenha esse tipo de sintoma. Muito bem. Agora eu pergunto paraa doutora, quais eh os profissionais, doutora, que costumam participar dessa avaliação? Precisa ser multidisciplinar? Eh, de repente eu eu sinto que estou precisando buscar uma orientação médica, eu procuro qual profissional, como qual é o primeiro passo? Perfeito. Eh, eu sou suspeita como porque como é um problema de eh as pessoas associam um problema de via auditiva, o otorrino acho que é muito procurado, tá? E o psiquiatra também. Então, o que que eu acho que é o ideal? Se parar no otorrino, fazer uma avaliação das outras questões que costumam vir junto com a misofonia, hiperacusia e zumbido. fazer um teste de audição para ver se tem ou não perda de audição, para ver se tem ou não o zumbido e fazer um teste de tolerância a sons, que é feito de uma maneira aumentar o volume dos sons gradativamente até o primeiro volume que provoca desconforto. Então isso dá pra gente uma noção geral de como tá a via auditiva daquela criança, adolescente, adulto ou idoso, tá? Em paralelo, essa avaliação comportamental do das repercussões que isso provoca na vida da pessoa. Você comentou de neurodivergência, né? Sim. Pro autista, por exemplo, eh, é muito mais comum ter hiperacusia, que sons incomodam porque são altos para ele, mas quando o som abaixa, ele reage muito bem. É diferente da misofonia que o som já é baixo, abaixar o que é baixo não faz o menor efeito e o som precisa sumir ou a pessoa precisa ir embora para ficar bem. Sim. Uma pessoa que tem preste de atenção, tudo dentro da neurodivergência, já tem uma dificuldade, por exemplo, de estudar para concurso. A dificuldade é de manter o foco. Então, sons do dia a dia são um motivo a mais para tirar o foco dessa pessoa. Então, esses diagnósticos neurológicos psiquiátricos são absolutamente importantes também além do paralelo com a via auditiva para que a gente possa direcionar o tratamento para maior demanda, não só num foco de missofonia, como eu venho falando, e sim no todo que a pessoa apresenta e que possa ser melhorado por tabela. Excelente, né? Nós precisamos, né? Precisamos porque a reação das pessoas que têm essa condição, ela pode ser exacerbada e é algo que de repente você nem sabe o por que você está tendo essa reação. Você só sente raiva, né, doutor? Raiva, vontade de explodir, vontade de brigar com o outro, mas o outro não tem culpa. Deixou uma uma tampa de panela cair, pegou uma sacolinha, chegou do mercado, tá tirando os produtos, vai fazer um barulho, né? tá tomando água, de repente engoliu ali um pouquinho mais rápido, fez um barulho também, tá mastigando, comendo um torresmo, como é que você não vai fazer barulho, né? Não tem como. Mas também a pessoa que sofre da condição, ela vai se irritar porque não tem como. Ela está diante de uma condição. Então, a gente precisa entender os dois lados e tentar equilibrar. Dr. William, com certeza. A grande dificuldade da nossa atualidade, né? equilíbrio, não é? Muito bem. 8:47. Produção, me avisando aqui, nós temos algumas perguntas. Vamos lá, então, direcionando as perguntas para os nossos profissionais. A gente tá falando de misofonia, né? Uma condição que pode afetar aí muitas pessoas. Achei interessante que a doutora trouxe, né? Eh, mulheres, né? a maioria, a a de acordo com a pesquisa, a maioria mulheres. Por qu, doutora, eh tem algum algo eh científico que traz essa essa ideia de que nós mulheres, mais essa também, né? Nós mulheres aí com uma da eh maioria inteira a condição de de missofonia. Doutora, me chamou atenção esse dado. Olha, por enquanto nada que possa diferenciar, até porque a parte hormonal vem mais na adolescência e a e a infância também já é geradora de misofonia mais em crianças do sexo feminino, né, do gênero feminino. Mais de qualquer jeito, a essa hiperconectividade cerebral entre a via auditiva, o córtex, a região que percebe os sons, e o pá, o o zoom, a a via, o reflexo com o sistema límbico e o reflexo com o sistema com córtex pré-frontal faz uma roda tão rápido de deflagrar o incômodo e de deflagrar um foco naquele som, que isso a gente vê mais tipicamente na ansiedade. E ansiedade é algo mais comum em mulheres do que em homens, segundo algumas pesquisas. Então, pode ter alguma eh alguma coisa a ver com o funcionamento do cérebro feminino, mas não necessariamente com a peculiaridade da via auditiva dentro. Eh, eh, em qualquer gênero. A via auditiva parece semelhante, mas a estruturação, a interconectividade cerebral entre audição e outras áreas não auditivas parece ser muito mais reflexa em mulheres. Muito bem. E algo também, né, que eu queria acrescentar que é muito parecido com os sintomas ali de uma crise de pânico, de um ataque de pânico. Inclusive, né, doutor, a gente acredita que tem até uma relação ali, né, desse deflagrar eh eh de estímulos muito forte ali do sistema límbico, que é o nosso cérebro mais primitivo, nosso cérebro que tá ali e eh mais ligado às reações ali de fuga, né, de alerta, né? Então são sintomas ali de coração batendo rápido, né, de palpitação, de sudorese, de suor muito aumentado, né, de incômodo muito grande, além, claro, da própria irritabilidade. Então, a gente até interroga se tem ali circuitos que andam em relação, que andam associados, né, junto com esses outros transtornos de ansiedade. Talvez isso até explique do ponto de vista científico porque existe essa condição eh eh comórbida, né, que acontece junto de outras doenças, tão comumente os transtornos de ansiedade. Então, talvez tenha essa explicação do ponto de vista neurobiológico também. Muito bem. 8:51. Vamos lá, então, colocando na tela as perguntas dos nossos telespectadores, aos nossos doutores aqui. Luciana Teixeira, Nova Campinas. Quem tem mesofonia ouve o som mais alto. Olha aí, ó. Ou o cérebro reage diferente do barulho. É, a tensão realmente fica naquele sonzinho, né, doutora? É isso aí. O som chega, o som que é nesse volume chega nesse volume. A reação é que é desproporcional a esse volume. Muito bem, né? A reação, um barulhinho de nada, você fica com uma vontade de sair correndo, né? Precisa cuidar, gente. Que bom que a gente pode entender, né? Que que precisamos de cuidado e que isso é uma condição que pode atingir aí eh pessoas normais. Nós somos pessoas normais, somos seres humanos, a gente pode sentir e se a gente sente a condição, a gente tem também tratamento para isso. Vamos lá, 852. Bora com mais uma perguntinha pra gente, por favor. Produção, Camila Barbosa do Taquaral. Eu trabalho escritório e o som, o som do teclado me irrita. Eu dou risada porque se você for na redação, Camila, do céu, você vai sair correndo e assim, né? É. Como explicar isso pras pessoas? sem parecer chata. Gente, como é que faz com o som do teclado, doutor? Difícil, viu? Difícil. Não tem como, não é? Porque assim, como como a gente comentou, né? O sintoma ele é todo todos nós vamos ter ali algum grau de de uma sensação aumentada, só que para aquele indivíduo ele é mais difícil. É. Então, eh, eu diria que talvez eh eh coloca um a chave. É uma ideia. É uma ideia, mas talvez a chave seja eh explicar de uma forma mais calma, né? De que se trata também não ali no ímpeto, né? Está ali angustiado, né? Tendo uma crise já tá irritado, né? Aí olha, fica aí que isso me incomoda. Clar que tá me incomodando. Não tem como. Isso. Isso, né? Não vai ser muito bem visto. Então eu diria que primeiro, né? Respirar fundo, tentar se acalmar para tentar ter uma conversa de um ponto de vista, né? Mais regular. a entenda iso de uma forma mais adequada. É o que nós falávamos agora a pouco, comunicar, né? Eh, falar que você está sentindo, falar que você não está se sentindo agradável com aquele som que aquilo está te incomodando e de repente botar um fone, né? Colocar algo que te agradeciar a busca de um apoio profissional que de repente pode eh eh ser algo que inicia aí um tratamento para melhorar essa condição. Vamos lá. 8:53, a gente vai até às 9 da manhã. A gente já agradece você aí que tá do outro lado acompanhando a nossa programação. Estamos falando de misofonia. Pode colocar na tela, produção, mais uma perguntinha pra gente, por favor. Aline, Aline Costa da Vila Nova. Quando estou cansada, os sons parecem piores, o estresse pode aumentar a misofonia. Olha que interessante. É isso, doutora. É isso mesmo, Aline. De fato, quando a gente tá cansada fisicamente ou mentalmente, até o calo no pé parece que cresceu, né? A gente tem essa percepção, realmente a nossa o nosso incômodo aumenta. Mas tem uma coisa que acho que todo mundo pode fazer eh com missofonia ou no estress, com qualquer outra coisa que é bem documentado para melhora, que é a respiração quadrada, tá? Então você inspira 3 segundos, contando até três, sustenta o ar cheio, o pulmão cheio de ar, 3 segundos, solta em 3 segundos e sustenta sem ar 3 segundos. Essa é a fase que as pessoas mais têm dificuldade. Acabou de respirar, sustentar sem respirar, porque já quer, pela ansiedade já quer inspirar logo. Então, se obrigar a fazer o quadrado, pode melhorar esse stress e pode automaticamente melhorar o seu desconforto com sons. É como se fosse tirar você da crise de uma maneira mais rápido. Fica a minha sugestão para você. Ótima sugestão. Tá vendo só? A gente vai aprendendo. E é importante quando a gente fala de respirar, porque a gente respira no automático e nem percebe que tá respirando. Só vai perceber quando a gente tem a necessidade de respirar, né, doutor? Com certeza. E vira uma bola de neve, porque se você já tá ansioso e respira menos, isso faz com que você fique mais ansioso. Sim, né? Então fica ainda mais difícil. E esse exercício muito interessante, ele fala assim: "Olha, eu que vou botar ordem na casa", né? Então você de forma racional, né? Faz com que a sua frequência respiratória, a velocidade, o ritmo da respiração seja acalmado. Então você dá fim àele ciclo que não seria finalizado se, né? Se não tivesse uma ação racional frente à aquilo ali que tá incomodando. Grande dica pra vida, respire com consciência. É isso. 8:56. A última perguntinha. A gente já vai para as considerações finais. Vamos lá, então. Pode colocar a última na tela, por gentileza, da produção. Vamos ver quem tá com a gente. Diego Moreira do Flamboian. Tem gente que ouve que é frescura, né, desde criança. Isso pode atrasar a busca por ajuda? É, pois é. Se não identifica se é frescura, não tem como buscar ajuda. Doutora, vamos falar sobre isso. É isso mesmo. Eu tinha um folder que era assim, misofonia. Isso não é frescura, porque é uma queixa muito importante que as pessoas trazem dos pais, do do que elas ouviram dos pais desde sempre. E lembra, a criança não tem uma condição de julgamento, de análise crítica como um adulto tem. Então é o que eu falo que é vestir uma roupa que é um fardo pesado demais que a criança automatiza e leva pra vida, tá? Então, eh, desassociar a pessoa com mesofonia de fresca, ranzinza, chata, como acho que a Camila falou, a, eh, antissocial, gente, não é nada disso. É uma via auditiva e uma reação neurológica muito mais abruptas do que de outras pessoas. Tem base para justificar isso. Não é chatice, nem é frescura. E uma outra coisa que pode ajudar também além da respiração quadrada que me veio aqui é uma troca sensorial. Como a via auditiva é o calcanhar de Aquiles da pessoa com missofonia, trocar isso por algo tátil pode ajudar também a diminuir o desconforto. Lembrando que não é frescura, né? Então, ter uma pedrinha no bolso, por exemplo, que você possa apertar, possa sentir a rugosidade ou mexer com temperatura, uma pedrinha de gelo que você ponha na sua mão, você desfoca do desconforto auditivo, foca numa escolha sensorial tátil também, tudo para deixar as pessoas mais confortáveis. confortável demais eu ouvir vocês falarem, nos ensinarem, nos explicarem que sim, né, é uma condição, que sim, tem tratamento e que a gente pode conviver melhor com essa condição e também com as pessoas que estão ao nosso redor. Olha, 8:58, só tem agradecer demais. A doutora tem um compromisso agora às 9 horas, senão a gente esticava mais um pouco. Mas olha, doutora, muito obrigada pela sua participação, por disponibilizar o seu tempo e pelas orientações que a doutora nos passou aqui, que eu acredito que seja de grande valia para muita gente que está acompanhando, viu? Obrigada. Eu que agradeço, Rúbia, Dr. William TV Câmara. Foi um prazer tá aqui de novo. Prazer é todo nosso. Dr. William, muito obrigada pela sua participação também. por compartilhar conosco seu conhecimento e por nos orientar que essa condição causa assim um impacto na nossa saúde mental, mas que nós podemos sim eh tomar as rédias, né, da nossa saúde mental, do nosso equilíbrio. É só a gente buscar orientação para que a gente possa viver um pouquinho com mais qualidade de vida. Muito obrigada. Eu que agradeço o convite. Obrigado, doutora, pela presença. Obrigado, Rúbia. E é assim, vamos juntos, né, nesse nessa tarefa de orientar e de fazer com que as pessoas busquem ajuda, porque assim elas podem melhorar a qualidade de vida. Muito bem. E a gente agradece você que tá aí do outro lado. Hoje nós conversamos sobre misofonia, uma condição que transforma sons aparentemente comuns em grandes desafios para muitas pessoas. Mais do que um simples incômodo, estamos falando de uma alteração que pode afetar relacionamentos, rotinas e saúde mental, mas que pode ser controlada com diagnóstico adequado e acompanhamento profissional e também com um pouquinho de equilíbrio, respiração, você se voltar para o aqui e para o agora. Agradecendo mais uma vez os nossos convidados, a você que esteve conosco e quero convidar você para continuar com a gente aqui na TV Câmara Campinas. Aí está chegando aí trazendo informações atualizadas. Nós também temos o Câmara Notícia com informações do legislativo e da nossa metrópole. Lembrando que amanhã nós voltamos com mais uma edição do nosso estúdio Câmara e vamos discutir um tema que gera conflitos silenciosos dentro de muitas famílias. Mais uma vez, né, vamos falar dos irmãos. Até que ponto irmãos têm obrigação de ajudar quando um filho rebelde ou um familiar com problemas problemáticos, sabe, passa a concentrar preocupações, conflitos e responsabilidades dentro de casa. Existe um limite entre o apoio necessário e o sacrifício da própria vida. Quando o desejo de ajudar se transforma em culpa, cobrança e sobrecarga emocional. E aí, a gente faz o quê? Amanhã a gente vai refletir sobre os limites da responsabilidade familiar e sobre como encontrar equilíbrio entre o cuidado com o outro e a preservação da própria saúde emocional. A gente fala amanhã sobre filhos rebeldes, né? sempre eh a família se envolve e uma pessoa específica, ela fica ali eh tentando cuidar de tudo, de todos e dar a solução e a sustentação. E aí, como é que faz quando tem uma pessoa em casa que precisa de um apoio a mais por ser considerado, entre aspas, o filho rebelde? É, a gente precisa conversar sobre isso. E é amanhã, a partir das 8 da manhã aqui no estúdio Câmara. Uma ótima terça-feira para vocês. Se cuide, lembra de respirar, tá bom? E até amanhã, se Deus quiser. Ciao Eh, Yeah.