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Olá, muito bom dia para você que tá ligado aí na TV Câmara Campinas. Estamos chegando. Estúdio Câmara no ar ao vivo. Terça-feira, 9 de junho. Tá frio aí? Foi difícil levantar hoje que eu sei. Bora, um ótimo dia para mim, para você tá aí acompanhando a nossa programação. Hoje nós vamos falar de um tema cada vez mais presente no nosso cotidiano. Vamos discutir sobre o limite da busca pelo corpo da moda. Hum. O que é corpo da moda? Seria corpo perfeito? Quem é que disse, né, que temos um corpo perfeito? Qual é o corpo perfeito? Alguém já falou isso para você? Bom, pelo menos eu não sei. Então, hoje a gente vai conversar sobre isso, porque a gente vive em uma época em que a aparência ganha destaque nas redes sociais, na publicidade e nas relações pessoais também. Mas até onde vai o limite dessa busca pelo corpo ideal? Ideal para quem, né? Casos recentes que ganham repercussão nacional acendem um alerta para os riscos assumidos por muitas pessoas em nome de padrões de beleza. Ao mesmo tempo, também cresce o uso de medicamentos para emagrecimento, procedimentos estéticos, cirurgias plásticas e muitas vezes sem orientação adequada. Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástico Estética, o Brasil realizou mais de 2 milhões de procedimentos em 2024, né, liderando o ranking mundial. Mas o que está por trás dessa busca pela aparência perfeita? Mas o que é considerado perfeito? Quem impôs essa perfeição? E quando o autocuidado deixa de ser saudável e passa a representar um risco pra saúde física e mental. É sobre isso que a gente vai conversar hoje aqui no estúdio Câmara. Então você manda sua mensagem pra gente. Os nossos convidados já está aqui, já estão aqui no estúdio, perdão. Nós vamos apresentá-los já. Enquanto isso, você vai mandando a a sua mensagem, né? Você já passou por alguma situação em que te deixou um pouco desnorteado tentando entender o que seria o corpo perfeito? Você já se olhou no espelho? De repente você não gostou do que viu e acha que você não faz parte do padrão da estética? Mas qual é o padrão? Quem impôs esse padrão? Quem disse que somos perfeitos? Até que ponto, né? Onde está o limite para a busca de um corpo ideal, eh, que é imposto pela sociedade? Vamos conversar sobre isso. WhatsApp na tela, 1997376. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações. Já já apresentamos, então, os nossos convidados do programa de hoje. Olha, gente, a Câmara de Campinas realiza hoje às 7 da noite uma audiência pública para discutir a Lei de Diretrizes Orçamentárias. é a LDO 2027. A audiência é aberta à participação da população, que poderá apresentar sugestões e acompanhar discussão a discussão para as prioridades que vão orientar a elaboração do orçamento municipal do ano que vem. A participação popular é fundamental, é bem-vinda e ajuda a definir os investimentos e as ações que impactam diretamente a vida da cidade. Então pode participar presencialmente no plenário hoje às 7 da noite, tá? Ou então, se você não conseguir ir presencialmente, pode participar online através da o YouTube do da TV Câmara Campinas. A gente também vai transmitir, tá bom? A audiência pública e no campinas.sp.lege. Você pode eh mandar a a sua pergunta, de repente eh querer conversar com alguém que está lá fazendo parte da audiência pública, vai ter uma equipe na retaguarda para responder e para conversar com você, tá bom? Então participem. Agora vamos conferir a previsão do tempo para hoje. Bom, não precisa nem falar, né? Hoje foi difícil levantar porque estava muito frio. Muito frio. Mínimave a máxima. Olha aí, ó. Que bom. 25º teremos aí sol durante todo o dia. E à tarde pode ser que tenhamos uma tarde agradável, com tempo firme em toda a nossa região aqui da metrópole. Então, aproveite o dia, né? Bora, bora se esquentar, vamos se hidratar e vamos fazer desse dia um ótimo dia para todos nós. Agora a gente vai para o nosso tema central, vamos eh apresentar os nossos convidados, mas antes a gente aborda novamente para você entender do que nós estamos falando. A preocupação com aparência não é novidade, né? O que mudou nos últimos anos foi a força com que os padrões de beleza eles passaram a influenciar comportamentos, escolhas e até mesmo a saúde das pessoas. Com o avanço das redes sociais, a exposição da imagem, ela se tornou constante, né? Corpos e rostos muitas vezes apresentados como perfeitos acabam criando referências e nem sempre correspondem à realidade. Então, nesse contexto, cresce a pressão para entender expectativas cada vez mais altas. o que levanta importantes questionamentos sobre os limites entre autoestima, autocuidado e busca excessiva pela perfeição. Perfeição. Qual é essa perfeição? A gente precisa entender o que é e os desafios, né, os impactos e os cuidados necessários para manter uma relação equilibrada com a própria imagem. A gente conversa hoje aqui no programa com o Fernando Freitas. Ele é psicólogo clínico, ele é neuropsicólogo e orientador profissional e de carreira. vai falar com a gente sobre essa questão de até onde vai, né, a nossa busca pelo corpo perfeito da moda. Será? Bom dia, seja bem-vindo. Muito bom dia, Rúbia. Bom dia, Jéssica. Bom dia, pessoal de casa. Prazer estar aqui novamente e poder falar de um assunto tão importante que ganhou uma repercussão nacional nos últimos nas últimas semanas, mas também é tópico mundial assim, né? essa questão estética, as cobranças, as redes sociais têm uma grande influência nesse processo. Então, estamos aí, vamos conversar hoje. Vamos conversar sim, porque nós precisamos entender o que passa na nossa cabecinha. Fernando, você vai nos orientar agora, né? Vamos falar com ela, a médica dermatologista, Dra. Jéssica Toledo, tá com a gente aqui e vai explicar pra gente essa busca pelo corpo perfeito, o que seria corpo perfeito, né? E e e a questão das pessoas sempre estarem tentando preencher um vazio. A gente precisa entender sobre isso. Dout. Jéssica, seja bem-vinda. Bom dia. Obrigada. Bom dia. Bom dia. Obrigada pelo convite novamente. É um prazer sempre estar aqui. Prazer é todo nosso. Então, a gente começa também falando com você aí de casa. Participe conosco. Aproveita. Nós temos aqui dois profissionais, né, que são experientes eh eh no assunto, são pessoas que estudaram para falar sobre esse tema de hoje e de repente se quer aí tirar uma dúvida, conversa com a gente, tá bom? Manda sua mensagem pro nosso WhatsApp que a nossa produção está te aguardando. Agora a gente começa, então vamos lá entender o que acontece na nossa cabecinha. Fernando, quando a gente fala em pressão estética, a gente tá tratando apenas de uma vaidade ou existe uma questão eh emocional, psicológica mais profunda por trás dessa busca pela aparência ideal. Mas aí eu questiono muito quando a gente fala busca pelo corpo perfeito, busca pela aparência ideal, mas o que é que busca é essa? Ela é uma busca incessável, porque o que é um corpo perfeito? O que é uma aparência ideal? Para quem é isso? O que a psicologia traz pra gente? É um pouco complexo se a gente for parar para analisar. muito, muito. E hoje com as redes sociais, né, essa cobrança, ela tem sido ditada muito pelo que a rede social tem falado que é bonito, pelo que as pessoas têm comentado. Então, principalmente as pessoas que tão estão em busca desse reconhecimento, desse pertencimento através das redes sociais. E aí pessoas que estão tentando aí eh ter um reconhecimento nas redes sociais, elas costumam eh acompanhar os comentários. Então os comentários ali, né, influenciam: "Nossa, gostei do seu rosto, gostei dessa modificação que você fez, não gostei tanto." E a partir daí a pessoa vai fazendo novas modificações. Mas qual que é o limite disso, né? E a uma questão que a gente tem com as redes sociais é que sempre nos comentários tem alguém que não vai gostar da nova eh mudança que a pessoa fez no rosto. Então essa busca ela não tem fim, né? Você já imagina uma coisa? Olha só, né? Vou lá na rede social, vou fazer um procedimento hoje, aí tem um engajamento legal, as pessoas gostaram do meu procedimento, mas duas, três ali não gostaram. E claro que a gente vai prestar atenção sempre no negativo, é impressionante. E aí eu volto lá na Dra. Jéssica e falo para ela assim: "Ah, não, ó, não ficou legal, quero mais". E a Dra. Jéssica, ela vai de repente atender o meu pedido, OK? Aí eu vou novamente pra rede social e eu vou ter comentários negativos. Eu volto na Dra. Jéssica. Ô gente, o que que é isso? Doutora Jéssica, por favor. É uma explosão de procedimentos estéticos. a gente precisa entender como diferenciar um cuidado saudável, né? E e quando essa esse cuidado começa a representar riscos paraa saúde, a gente precisa entender também eh aprender também a diferenciar os profissionais, porque isso que eu citei aqui, coloquei o seu nome, mas é uma citação, porque isso acontece muitas vezes, as pessoas fazem o procedimento, se olham no espelho, não se reconhecem, voltam no profissional, faz o procedimento, se olha no espelho, não se reconhece. Mas aí a gente precisa buscar o profissional, correto? Porque tem profissionais e profissionais, não é, doutora? Por favor. Com certeza. Com certeza. E a gente tem que saber também diferenciar aquele paciente que te procura buscando envelhecer de forma mais bonita, né, de forma mais natural. E aquele paciente que já está indo pro caminho de distorção de imagem, né, que é aquele paciente que você pode fazer o que for, você pode fazer tudo que você tem no seu consultório, todos os procedimentos existentes, ele nunca estará satisfeito. Então aí existe esse esses dois tipos de paciente. E aí é é nessa identificação que a gente faz no consultório que a gente tem que saber frear cada tipo de paciente. Então existe o tipo de paciente falando: "Ah, eu queria fazer só uma um botox preventivo, né, tratar um pouco a flacidez e não mudar o seu rosto, né? E tem aquele tipo deente satisfeito com o que você faz. Então, por exemplo, ah, eu tenho uma queixa que o meu lábio está pequeno, vai faz o preenchimento labial. Não, eu tô achando que ainda está pequeno, mas você vai e coloca mais um pouco ainda. Não, não está pequeno. O seu lábio está bonito. Então, o profissional ele entra nessa vertente também. Ele tem que saber bloquear e explicar. Olha, você está bonita, não precisa de mais produto. O que que tá te incomodando? Será que você não Aí você tem que fazer até esse encaminhamento, né, em conjunto com psicólogo, às vezes até com psiquiatra, a depender do tipo de de distorção de imagem que esse paciente tem. E eu vou ser bem sincero, eu tenho visto muito isso no consultório, esse tipo de paciente que nunca está satisfeito, que sempre procura algum defeito em si mesmo. E é aquela coisa, o defeito está na parte externa ou está também na parte interna assim, né? Qual que é aquele, qual é o trauma ou às vezes e a dificuldade que aquela pessoa tem consigo mesma? E aí fica buscando a perfeição de um lado, sendo que talvez precisa, né, tratar outros outras perfe e aí vai tentar preencher esse vazio na estética, né? Agora, a doutora apontou algo bem interessante que eh você me disse que às vezes é necessário frear esse paciente e como que o paciente ele recebe esse essa negativa, se assim podemos dizer, né, da dermatologista. Poxa vida, a minha dermato não quis fazer o procedimento. Como é? É, é, deve ser bem delicado, né? é delicado, a gente tem que tomar cuidado com a forma que a gente aborda esse paciente. E existem pacientes e pacientes, né? Existem pacientes que você mostra que está tudo bem, que está bonito. A gente, por exemplo, eu mesmo, eu tiro foto antes e depois justamente para mostrar pra paciente que ela está melhor, porque tem paciente que você faz o procedimento e ela acha que não melhorou nada. Fala: "Não, você melhorou, olha como você está mais bonita". Nossa, doutora, realmente eu não lembrava como eu era antes. Então, hoje em dia o antes e depois serve justamente para mostrar, olha, você está bonita, olha como como você está melhor, como não precisa fazer mais coisas. Nossa, realmente eu estou muito mais bonita. Mas existe uma forma de abordagem, né, de uma forma mais delicada. Tem pacientes que aceitam isso de forma tranquila e concordam. Não, realmente, doutora, você tá certo? E tem pacientes que não ficam muito satisfeitos e acabam procurando outro profissional. Exato. Aí que eu queria chegar. o que ele deseja, né? Então é bem complicado, né? Delicadíssimo, Fernando, socorro psicológico agora, porque essa distorção de imagem, né? Acho que todos temos um pouquinho disso. Eu não sei, me ajuda aí. Mas eu acho que sim. Tem dia que você levanta, poxa vida, tem dia que eu levanto, eu já não sei fazer muita maquiagem, só passo um negocinho básico. E aí tem dia que eu levanto, gente, que tá tudo tudo errado, tá tudo assim, você fala: "Meu Deus, mas o que tá acontecendo?", né? Só que é por um momento, daqui a pouco você olha, você se aceita, ah, vamos embora, tá bom? E e não tem muito que mudar, não. É a carinha e tá tudo certo. Mas agora tem pessoas que não aceitam o que vem no espelho. Por que essa distorção? E se queria saber de você, é natural nós termos uma pequena distorção mesmo da da nossa imagem durante o cotidiano aí. Uhum. Com certeza. Não há problema algum a gente querer mudar alguma coisa no nosso rosto, alguma coisa no nosso corpo, ir para academia para melhorar o corpo. Isso todo mundo tem em algum dia, em algum momento da vida. O problema é que de novo, né, quando a gente traz essa parte das redes sociais e a possibilidade da gente postar e escolher o que a gente posta e postar sempre a foto com o melhor filtro, com o melhor cenário possível, eh começa a trazer cobranças aí internas e mexer bastante, né, com o nosso psicológico, no sentido de alcançar uma imagem assim que a gente considera perfeito ou que a rede social tá pregando ali que é perfeita. Inclusive, essa era uma dúvida que eu queria trazer com a doutora, que a minha esposa sempre comenta, né, que as pessoas antes traziam nos consultórios de dermatologia, né, fotos de famosos para ficar igual, né, eu quero ficar igual. E hoje elas têm usado através de filtros, né, o filtro do jeito que ela fica e ela leva nos consultórios para pedir. Eu quero ficar dessa forma. E o impacto disso é psicologicamente assim, é gigantesco, a ponto da pessoa não se reconhecer mais, né? Chegar no momento dela falar: "Bom, eu não sei mais quem eu sou". E ainda tem a questão da mudança no sentido de estética, de você tentar mudar o seu rosto para um rosto que não tem muito a ver com a sua estrutura e aí você vai ter que mexer muito a ponto de causar danos para médio e longo prazo, assim, um poucos mais graves, casos famosos que a gente pode lembrar, como do Michael Jackson, né, que cada vez mais foi eh ali deformando um pouco o nariz dele. Enfim, é porque vai tentando corrigir, corrigir, mas nunca chega no no processo de correção que a pessoa quer, porque ela não está se vendo daquela forma, né? Agora, esse negócio aí de levar uma foto que eu fiz no filtro da rede social e pedir pra doutora, me deixa assim, acontece isso. É, acontece. E às vezes acontece assim, ah, chega o paciente no consultório e fala assim: "Ah, doutora, eu queria ficar com a boca como a sua". Aí, às vezes olha, falou: "Não tem jeito, a minha é natural, realmente a minha, meu pais realmente não tem nada aqui." Então você tem que explicar pra paciente que não tem como você ficar igual determinada pessoa, porque aquela pessoa tem uma estrutura de rosto diferente, aquela pessoa tem é uma idade diferente, né? tem uma genética diferente. Então, é importante a gente conversar e explicar, eu consigo eh melhorar a sua queixa, eu consigo te deixar um pouco mais bonita, mas fazer você mudar da sua aparência para outra aparência, isso no momento eu não consigo fazer. A gente ainda está, né, a gente não consegue fazer esse tipo de coisa. Mas é importante, eu sempre tento mostrar pro paciente que ele é bonito do jeito que ele é. Sim. Sabe? E que assim, eh, você é bonito do jeito que você é. A questão é que se determinada coisinha te incomoda, a gente consegue melhorar de forma natural, de forma sem modificar o seu rosto, sem modificar sua essência, porque eu penso que às vezes mudanças drásticas assim no seu corpo, na no seu rosto, acaba afetando um pouco até o seu sua personalidade, a o seu eu interior. Então eu sempre tento deixar muito bem alinhado isso. Eu acho que é importante, sabe? É verdade. Agora é interessante a gente perceber que a pressão estética ela não afeta apenas as celebridades, os influenciadores, como nós podemos perceber aqui na fala dos nossos convidados, né? Ela, essa pressão, ela tá presente no cotidiano de homens, mulheres comuns, de nós, né? Muitas vezes, eh, são alimentadas essas pressões por comparações nas redes sociais. As redes criaram uma sensação de que precisamos estar sempre mais bonitos, mais magros. ou mais jovens. Isso com certeza afeta a autoestima, afeta a saúde mental. Agora, falando em rede social, eu pergunto pra Dra. Jéssica, muitos procedimentos, doutora, são divulgados nas redes sociais como simples e rápidos. Na sua avaliação tem uma banalização dos riscos envolvidos nessas intervenções, porque é um procedimento estético que envolve agulha, envolve eh uma substância, não é assim, né? De uma hora, vai lá 5 minutinhos, tchuc, pronto, tô belezinha, no outro dia 100%, sem nenhuma marquinha, sem nenhum rostinho, sem nenhum precisar de um repouso de repente, né? não sabe, de repente o processo é mais invasivo, essa essa romantização do sofrimento na rede social, porque vamos falar a verdade, uma agulha no seu rosto pode ser que doa, né? Se você é mais sensível vai doer. Então, assim, não é tão simples, fácil e rápido da forma que se prega. Infelizmente, a gente tem uma banalização imensa dos procedimentos estéticos, procedimento estético minimamente invasivo, né, que a gente fala envolvendo agulha, qualquer coisa tem muito risco. Não é só injetar um produto no rosto do paciente. O nosso rosto, por exemplo, ele é cheio de artérias e veias. Então assim, se você injeta o produto no lugar errado, você, esse produto pode ir pro seu cérebro, pode ir pro seu olho, pode causar cegueira, VC, a depender fazer uma oclusão arterial, fazer necrose, fazer infecção. Então, se você faz o procedimento no lugar inadequado, com com produto inadequado, com a sepsia inadequada, você tem riscos muito sérios, muito sério pros pacientes. E outra coisa também importante, eh, todo procedimento, nenhum procedimento é isento de risco, né? Então você pode ter intercorrências e essa pessoa que fez seu procedimento, ela é capaz de tratar essas intercorrências. Isso é muito importante. Às vezes o paciente ele é alérgico a determinado produto e não sabe. Às vezes você faz, por exemplo, um botão anestésico aqui e o paciente começa a ter palpitação e tem paciente que evolui com parada cardiorrespiratória na sua frente. Então assim, o lugar que você tá fazendo esse procedimento, tem toda a estrutura capaz de te ajudar caso você sofra isso. Tem, por exemplo, medicação, adrenalina, tem um desfibrilador, caso você sofra uma parada, a pessoa que tá ali, ela consegue te oferecer um oxigênio, até chamar ambulância. Então assim, você tem que parar para pensar nisso, né? Só que as pessoas, infelizmente, eh, banalizou tanto que faz em qualquer lugar, vê na rede social, vê lá, doutora fulana, doutora ciclana, nossa, olha, realmente os antes e depois dela são são muito bonitos, então eu vou, mas e aí, né? E caso aconteça alguma coisa, a doutora que fez o antes e depois bonita, ela vai conseguir te ajudar, porque não adianta, é, são procedimentos, igual eu falei, todos têm riscos. Então tá bem complicado, na verdade, né? A gente vê direto na televisão, eh, pessoas morrendo, pessoas com casos graves por conta desses tipos de procedimento realizado por pessoas inadequadas, né, que são capacitad. Olha isso, né? Verdade. Muito importante sua fala, doutora. A gente precisa conscientizar, né, as pessoas, porque é isso, gente, não é nada tão simples e rápido assim, não, né? Precisa uma pessoa que faz dermatologia, é, é dermate. Quantos anos você estudou? A gente faz medicina, depois faz residência, depois faz outros cursos, pós-graduações e enfim, só o curso de medicina são se anos, né? Então, no curso de medicina mesmo, a gente já aprende reanimação, né? Aprende eh conduzir uma parada cardiorrespiratória, dosagem de medicações, que é só o médico que é capaz de fazer isso, né? Nenhuma outra especialidade tem essa maestria para poder conduzir esse tipo de intercorrência. É claro que não é isso que a gente quer no nosso consultório, né? Se está preparada acontecer, a gente tem que estar preparado. Eu pergunto isso por pra gente analisar eh o quão importante é a escolha de um profissional, de repente no momento em que você vai decidir fazer uma intervenção no seu corpo, né? Você viu só, a doutora teve que fazer a medicina, né? Teve que estudar quantos anos de estudo, daí você pega, vê lá o negocinho na internet, esse aqui tá barato, né? Vou lá. E aí depois como fica, gente? Então vamos lá paraa parte psicológica agora. Romantização do sofrimento físico em nome da estética e da performance corporal. Fernando, quando a gente fala em sofrimento físico, né, inevitavelmente a gente vai chegar aí a a ao tema dos anabolizantes, que voltou ao centro do debate, né, nos últimos dias. Nós estamos aqui com a doutora falando sobre essa questão da beleza, da estética, mas a gente precisa falar desse tema que é muito importante, eh, que são os anabolizantes, que que é a busca pelo corpo, entre aspas, não gosto de falar assim, mas é assim que as pessoas falam. Então, a gente precisa falar a linguagem do povo de casa, a busca pelo corpo perfeito, gente, a perfeição não existe, né? Então, o o que na sua avaliação psicológica, Fernando, o que leva tantas pessoas a recorrerem a esses produtos, mesmo diante dos riscos já conhecidos pela saúde, mesmo diante das mortes já registradas e divulgadas para todo mundo, todo mundo sabe, né, o que acontece, o porquê, o que acontece na nossa mente, na mente de quem busca e quem tá nessa busca incansável para atingir que o ápice não sei do que, não sei para quem, não sei como. Sim, sim. Como eu falei, já há uma expectativa, né, que não há problema nenhum a gente ter expectativa de ter uma evolução ali muscular um pouco mais rápida, ter uma mudança no nosso rosto de algo que a gente não gosta. Mas tem uma coisa muito legal que a doutora tava falando que é bem importante frisar. Ela é uma médica dermatologista e é uma profissão que costuma ser muito invadida. por outras áreas, né? Sim. e às vezes áreas que não estão exatamente capacitadas para fazer os procedimentos que ela executa. Então tem gente aí já teve casos também, não muito muito antigo assim, acho que do início pro final do ano, de pessoas que fizeram cursos de 6 meses, de um ano, abriram uma clínica, colocaram no Instagram, divulgaram antes e depois e estavam atendendo muitas pessoas. Exatamente. Então, eh, eu acho que também essa parte do acesso à informação, por mais que ela esteja disponível, as pessoas são muito influenciadas pela imagem, pelo que aparece no Instagram. Então, a gente consegue ver o antes e depois. Eu vejo doutor, doutora fulana de tal, não investiga o currículo das pessoas. E eu falo, gente, isso é muito importante. Psicólogos, doutores, médicos, antes de vocês fazerem o procedimento, é muito importante vocês verificarem o currículo das pessoas, se há reclamações de procedimentos da clínica daquela pessoa, se aquela clínica tá autorizada a fazer o procedimento, se tem todo o preparo. E isso geralmente não acontece, há uma pressa pelo resultado. Exato. E por isso que é importante também a questão multidisciplinar, né, que é o acompanhamento. Não só eu acho que assim é recomendável que tanto pessoas que façam procedimentos estéticos quanto eh a o acompanhamento ali de anabolizantes, eles tenham esse acompanhamento eh multidisciplinar, né? Sim, tá mexendo quimicamente com o cérebro das pessoas, as pessoas vão ficar mais irritadas e esse acompanhamento ele não tem que ser pós ou depois de ter acontecar, né, esperar acontecer para depois buscar a ajuda, né? Ele tem que ser pré, porque muitas vezes, como a doutora tava falando, né, a gente não sabe se a pessoa ali tem algum tipo de alergia, alguma predisposição a não receber bem aquele medicamento e depois que acontece, às vezes é difícil reverter, né? é difícil reverter e a saúde mental também fica comprometida, né? Porque se você tem a busca por algo, aí você vai em busca desse algo que você deseja e você se frustra, com certeza além do corpo físico, a saúde mental vai ficar comprometida. E aí, se corpo e mente não funcionam bem, o que acontece? É o caos total, não é, Fernando? Sim, totalmente. Apesar da expectativa dessa mudança, dependendo da forma como você busca por ela, o resultado a médio e longo prazo pode ser muito pior do que o estado que você está hoje. Então você busca crescer muito rápido, um resultado estético muito rápido, só que esse resultado vai durar durante quanto tempo, né? E aí a gente vê o caso de muitos jovens vindo a morte súbita. Uhum. E aí existem as teorias das conspirações que eu costumo falar, né? Ah, o problema é da das vacinas e tudo mais, mas não tem nada a ver com isso. As pessoas estão usando eh medicamentos, como também as canetas emagrecedoras, de forma indiscriminada, sem acompanhamento sem saber a excedência. Então tem toda uma forma que passa pela Anvisa, um motivo por aquele medicamento ter um padrão de qualidade. A gente não sabe da onde o medicamento tá vindo, gente, tá buscando ele em um local que a gente não pode confiar 100%, injetando no nosso corpo, né? O perigo disso é gigantesco. É verdade. Do ponto de vista médico, doutora, perdão, gente, quais são as principais consequências do uso indiscriminado? Vamos lá. hormônios, anabolizantes, eh essas coisas que a gente eh vê, infelizmente, né, na na rede social, na mídia, pessoas que perdem a vida por conta de uma aplicação, gente, poxa vida, tem consequências. Então, gostaria que a doutora trouxesse pra gente quando nós falamos eh referente à questão da da busca pelo corpo ideal, sabe? Quero ficar forte, quero ficar bombado. Ah, mas olha, esse medicamento faz bem, é só aplicar aqui na coxa que eu vou ter uma coxona. É só aplicar aqui que eu vou ficar grande e tal. Mas gente, quantas mortes já foram anunciadas por conta, né, desses substâncias, medicamentos, anabolizantes, hormônios. Os hormônios, gente, é tão complicado quando a gente fala de hormônio. Quem faz a reposição hormonal, quem eh eh que vive cuidando dos hormônios, tem um pouquinho de noção de que, gente, o hormônio é algo tão sério no nosso organismo e aí tem gente que injeta o hormônio daqui, injeta o hormônio daí, será que não tem noção da bagunça que tá causando no nosso sistema? É o que a gente fala assim, hormônio é muito bem-vindo quando bem indicado, né? as terapias de reposição hormonal também que a gente realiza em mulheres e menopaus, isso melhora drasticamente a qualidade de vida das mulheres. Então é importante a gente dosar isso e entender que existem reposições hormonais e reposições hormonais. Da mesma forma que uma medicação ela pode melhorar muito a qualidade de vida de uma pessoa, né? Ela pode ser um remédio, como ela pode ser um veneno. Então, quando você usa, por exemplo, um hormônio em altíssima dose, ela deixa de ser um remédio e torna-se um veneno pro corpo. Então, assim, os anabolizantes são altíssimas doses, né, de hormônios que convertem em testosterona e acabam causando eh prejuízos muito sérios no organismo das pessoas. Altera o colesterol, altera a pressão arterial, eh faz até o que a gente fala de miocardiopatia hipertrófica, né? o coração ele começa a ficar mais com a parede mais grossa, porque tem que fazer mais força para bombear o coração. Eh, problemas de infertilidade, alterações de humor, eh, acne severa, a gente vê muito queda de cabelo. Então, a gente vê muito também pessoas que usaram altas doses de hormônio, aí pararam, aí tentam engravidar, depois não conseguem porque faz uma desregulação total no eixo hormonal. Então são vá várias coisas que alteram que precisam de um acompanhamento muito rigoroso e às vezes mesmo com esse acompanhamento médico rigoroso não tá isento do do dos malefícios, né, desses hormônios em altas doses. Então, eh, esse próprio jovem aí que apareceu na nas na televisão, né, que foi a óbito, foi reflexo, né, dessas altas doses de hormônio, porque aí usa tá o hormônio e aí precisa usar insulina para contrabalancear o efeito do hormônio. Aí tem que usar, sei lá, o quê, para ajustar a dose do Então assim, são várias, não é só o hormônio, porque o hormônio faz tanta coisa que você tem que usar outros remédios para tratar as as consequências dos hormônios. E aí é nessa nesse contexto todo que acaba eh, né, levando uma pessoa a óbito, infelizmente, né? E tanto medicamento, né, tanta substância assim vai influenciar no nosso, no nosso psiquê, no nossa, na nossa saúde mental, na nossa noção das coisas? Acho que influencia, né, doutor? Com certeza. a gente tem alteração de humor importante, já relatado com uso de anabolizante até com aumento da agressividade. Inclusive esse jovem que foiito, tem uma entrevista dele falando, não sei se você viu, falando que chegou uma hora que ele que ele tava, teve uma crise de ansiedade e ele tava descrevendo como uma situação normal do dia a dia, assim, ah, tive uma crise de ansiedade e ele contou que na situação ele se afastou, parou para respirar, toda a crise de ansiedade vai durar 10, 15 minutos e ele se acalmou. Só que ele não viu isso como um sintoma importante para procurar ajuda. E a gente tá falando de um jovem que tinha patrocínio, que tinha acesso a esse, inclusive, provavelmente o motivo do óbito dele, né, que tem a ver com uma doença que ele já tinha, que um exame simples feito antes da ingestão desses desses hormônios ajudaria ele a entender que não era recomendável para ele. E aí uma vida muito jovem acabou se perdendo, né? Com certeza vida. Essa questão da ansiedade, a gente precisa perceber quando a gente não está bem, né? Quando a gente não está bem psicologicamente também, porque de repente tá cuidando do corpo, cuidando do corpo, cuidando do corpo, esquece da mente. E a nossa mente, nosso cérebro, a nossa visão, dá sinais, Fernando, dá sinais. Eu gostaria que você explicasse pra gente como que a gente pode eh observar, aprender a ler os sinais que o nosso corpo ele emite a todo momento. E quando a gente fala em busca eh pelo corpo ideal, já disse ideal não sei para quem, perfeito, não sei para quem, mas é assim que as pessoas falam, mas a busca por algo que é inatingível, porque se você para para analisar o que é perfeição, como não tem, não existe, você vai buscando, então você não consegue atingir. É mais ou menos isso. Agora, quando a gente precisa entender que o nosso corpo tá dando sinais, que a nossa mente não está bem e que a gente tem que colocar o pé no freio? Sim, eu sei que faz parte do meu trabalho, mas geralmente as pessoas chegam no consultório quando a depressão já está muito grave ou após a primeira crise de ansiedade. Mas esse existem vários sintomas que vem antes que indicam que essa crise vai chegar e aí eh você está bem e do nada seu coração começa a acelerar em uma situação específica, sudoresee. Então são vários sintomas que indicam a que essa crise está vindo e poder tentar observar isso antes da crise é importante pro tratamento. Eu até brinco quando os pacientes chegam no consultório após uma crise de ansiedade, se ele chega no momento da crise, em 10 ou 15 minutos, ele vai ficar bem. Uhum. E não tem a ver com o meu trabalho. Se ele tivesse conversando com uma pessoa na fila da padaria, ele também ficaria bem. Qual que é o tratamento real da ansiedade? é você fazer o acompanhamento na terapia pro psicólogo conseguir acompanhar em que momentos esses gatilhos disparam na sua vida e dá a crise de ansiedade. Após você conseguir observar isso, você vai poder identificar nesses momentos, né, em que a crise pode acontecer e aí você vai trabalhar de um uma forma eh a não deixar que com que isso aconteça. Então, a ideia é fazer esse tratamento, não só após o o ocorrido, mas anterior, né? uma preparação antes para que não chegue na crise. Exato. Exato. Quando você fala de preparação, né, de saúde mental, a gente e e nós estamos aqui falando de procedimentos, né, eh eh estéticos da busca pelo pelo corpo ideal que é imposto pela sociedade. Eh, eu tenho aqui no nosso roteiro algo que eu queria conversar com a doutora, porque isso linca muito com a questão da da saúde mental e de buscar antes um procedimento, eh, de buscar antes do procedimento, de repente, uma terapia para você encarar o procedimento, porque tem os casos de eh PMMA, né, e a questão do fenol também, que eu não sei se ainda é liberado, se não, mas de pessoas que fizeram esse tratamento do fenol e que deix deixa a pessoa totalmente deformada no início, né? Aquele tratamento agressivo que a gente vê na internet, eu não conheço isso pessoalmente, tô falando que eu vi lá na internet. E aí a pessoa de repente vai fazer o fenol, que acontece? Ela vai buscar uma pele, né, jovem, tal, mas antes disso acontecer você vai ficar de um jeito horrível. E aí, como é que você vai se olhar no espelho? Você vai sentir o quê? Se você não tiver com o seu psicológico preparado para o resultado daquele procedimento, seria isso, doutora, por favor. É eh procedimentos que geram um pós, né, pós-procedimento muito agressivo. É importante a gente, eu pelo menos, eu gosto de mostrar pro paciente como ele vai ficar, né? Então assim, o fenol ele é uma, ele é uma substância muito segura, usada há muitos anos por dermatologistas, muitos anos. A questão maior, né, do que aconteceu, morte daquele jovem foi a forma que foi feito o peeling e a e a pessoa que não era preparada, que a gente fala. É, então assim, por conta dessa banalização dos procedimentos estéticos, foi retirado do mercado o peeling de fenol, mas é o peeling seguro quando é realizado por pessoas que têm capacidade para fazer, né? Mas quando a gente realiza esses procedimentos com esse pós que é, né, chocante, né, que realmente a gente a pele sai, forma umas cascas, fica inchado. É importante a gente alinhar isso com o paciente e mostrar, ó, você vai ficar dessa, você vai ficar com a pele melhor dessa forma, mas você vai ficar com rosto assim durante o procedimento. Tem pacientes que às vezes olham, fala: "Não quero". Olha aí e tá tudo bem. Outros pacientes: "Não, tudo bem, vamos, vamos fazer". Só que é importante alinhar exatamente isso com o paciente em relação ao PMMA. Eh, ah, inclusive agora sobre o voltando ao fenol, eu acho que até voltaram a liberar o uso do fenol, se eu não me engano, talvez seja, se eu não me engano, por médicos. Então, assim, eu não sei, eu não sei como tá esse trâmite ainda em relação ao PMMA. Eh, o PMMA é diferente, né? O PMMA ele é um plástico que as que alguns profissionais colocam, né? eh, como se fosse um preenchimento definitivo, coloca com efeito preenchedor e que não tem como você tirar. Não é igual o ácido hialurônico que a gente usa como preenchimento e conforme vai passando o tempo, ele vai sendo consumido e se tiver alguma intercorrência a gente consegue retirar. Agora o PMMA não, não, ele é um plástico que você coloca no seu corpo, ele fica lá para sempre e não tem como você retirar. Então existem riscos, né? O PMMA ele era usado muito antigamente em pacientes HIV positivos. é que tinham porque eles emagreciam tanto, né? Antigamente não tinha um tratamento bom para pro HIV e eles emagreciam tanto, perdiam tanta massa muscular, então tinha essa indicação muito bem, é uma indicação muito válida para esse tipo de paciente, mas aí depois começaram a utilizar para fins estéticos e aí começaram a aparecer também as intercorrências, né, de infecção, de aumento de cálcio, insência renal. Então, graças a Deus, eu acho que já tão proibindo já o uso de PMMA. Mas realmente é aquela busca do corpo perfeito, né? Do bumbum perfeito, da coxa perfeita, porque você pode injetar em qualquer lugar, né? Coxa, bumbum, peitoral, bíceps. Menina, que coisa interessante. Então, é, mas tudo tem os riscos, né? Tudo tem os riscos. Agora você já imagina, né? a pessoa é uma busca constante por algo que não existe. Fernando, não consegui entender ainda por que a gente não respeitou o nosso limite. Eu digo nosso porque também me coloco, né, eh eh junto com todos vocês, porque eh eu não tô buscando de repente colocar um PMMA, mas de repente eu busco fazer algo que não está dentro e que vai extrapolar o meu limite. Então, por que que a gente não entende que nós temos um limite? É aqui e a gente precisa retroceder, a gente precisa voltar, a gente precisa vir pro aqui, pro agora, não viaja tanto, mais ou menos assim. Por o que que tem na nossa cabeça que a gente não entende isso? Na maioria das vezes, eh, parece óbvio, né, essa essa questão que tem um limite que a gente não pode passar esse limite. Mas se a gente for parar para pensar, a maioria das coisas que a gente faz no nosso dia a dia, às vezes a gente acaba passando do limite de trabalhar um pouquinho mais do que deveria para alcançar um objetivo e claro, tudo bem à medida de um possível do do possível. Só que às vezes existem crenças que são mais fortes na nossa cabeça, que a gente acredita que através daquele limite que a gente tá ultrapassando, a gente vai pagar um preço e esse preço pode ser válido. Na questão igual dos anabolizantes que a gente tava comentando, o indicado é cinco, é 5 mg. Pô, deu cinco, foi bem. Será que se eu colocar seis vai dar bom também? Uhum. E aí você vai acreditando que conforme a resposta do seu corpo a aquela que é aparente, dá para ir indo mais e você vai nessa crédo de bons profissionais que fazem bem o os exames necessários, que te dão essa indicação, você é guiado mais pelo que tá aparecendo ali na sua frente do que de fato do o que as evidências mostram, né? Por isso que é importante esse acompanhamento com o profissional, porque é muito fácil a gente cair nesse processo. E quando a gente pensa em qualquer profissional de alto rendimento, seja do esporte, do futebol, que eu gosto bastante, os jogadores sempre comentam que muitas vezes eles acabam jogando lesionado, que muitas vezes eles passam do limite ali para participar de uma competição. Então as pessoas estão quase sempre passando desse limite. Por isso que a gente precisa desse acompanhamento profissional, porque senão a gente vai pelo que tá na nossa cabeça e às vezes não dá para para voltar atrás, né? Mas são crenças. Eu brinco que quando a gente olha pro céu, por exemplo, tem só nuvens, mas a gente fala: "Ah, tem um dinossauro, um balão". Então, a gente inventa coisas e isso é bom pro ser humano na maior parte do tempo, porque eh se a gente não fizesse essas associações, ela essa a gente não conseguiria fazer tanta coisa ao mesmo tempo. Então hoje quando a gente acorda, a gente não precisa, nossa, que que eu vou fazer? Escovar o dente? Não, a gente faz automático. Só que existem outras crenças que acabam atrapalhando a nossa vida e se a gente não tá acompanhado de bons profissionais, a gente só vai seguindo e quando a gente descobre que aquilo é um problema, já é tarde. Olha só que coisa, né, gente? Agora a gente tá falando de procedimentos estéticos, aplicação de substâncias, né? E até citando alguns óbitos que que foram notícia e eh referente a isso, né? aplicação eh eh anabolizantes, eh eh medicamentos, pessoal que vai paraa academia, né? A academia se tornou um ambiente um pouquinho diferente de anos atrás. as pessoas estão buscando eh muita muita perfeição, uma perfeição que não existe e aí acabam se envolvendo indo para um caminho que às vezes é um caminho que vai dar problema, né, lá na frente. E a gente precisa cuidar com isso. E o que o Fernando colocou pra gente aqui é bem interessante porque quem vai frear a gente, de repente um profissional, né? de repente um uma terapia, de repente buscar lá eh eh tá acostumado porque diz que vici fazer procedimentos estéticos, né? Então você tá já passando do limite, busca um atendimento de repente da doutora, né? Chega, falou: "Doutora, olha, não acho que não tá legal, me ajuda aqui. Com certeza você vai ser bem orientado para quê? Para que você volte pro aqui e pro agora, porque a gente viaja mesmo, né, doutora? Não tem como, né? Com certeza. E é o que o Fernando falou, não tem problema a gente buscar eh melhorar, né, o nosso corpo, nosso rosto, sentir mais bonita. Ai, tô me sentindo um pouco flá, vou na musculação, nossa, agora eu tô me sentindo melhor. Não tem problema a gente se olhar no espelho e se achar mais bonito. A questão é a gente querer eh validação. Eu acho que essa é a palavra certa, aceitação e validação. Você não precisa de aceitação de ninguém. Você não precisa que ninguém te valide. Ah, você tá mais, não. Entendeu? Então assim, você buscar saúde, você buscar autoestima, né? Isso é muito importante. Agora, você buscar validação para tentar eh pertencer a determinado grupo ou talvez entrar em determinados padrões de estética que a própria rede social e a sociedade impõe. Eu acho que esse aí que mora o perigo. Esses dias eu tava na academia, eu fiquei impressionada. Eu tava treinando e aí eu vi uma moça tirando, ela ficou literalmente 20 minutos para tirar uma foto na frente do espelho. Aí ela virava de um ladinho, virava do outro e mudava um ângulo, levanta. Aí eu fiquei olhando, gente, 20 minutos. Aí eu falei assim, gente, que ela tá procurando, né? Exato. Aí eu fiquei olhando, aquilo me fez refletir. Falei: "O que que ela tava procurando ali?" E aí ela mudava um ângulo, aí ela subia a calça, aí ela mudava o bonezinho, virava pro outro lado. Aí quase que eu falei assim: "Você é tão bonita, não tô entendendo tipo o que que tá, sabe assim?" E é exatamente, é aquela coisa de validação, de achar o melhor ângulo para eu postar foto e ter vários likes e e é exatamente isso. Então, e aí a pessoa se olha no espelho, não se vê de repente da forma que ela fez a foto, né? E aí vem o grande problema da saúde mental e da insistência de querer sempre mais, querer sempre mais, querer sempre mais. A gente precisa de apoio, né? A gente precisa de de alguém para frear isso, né, Fernando? Sim. E aí a contribuição da terapia nisso, como eu tava falando, é que tudo bem a gente querer uma mudança, a gente querer melhorar, mas ao mesmo tempo, como a doutora colocou, é importante a aceitação do processo. Então, às vezes, até no processo de mudança, de perca ou de ganho de peso, né, quando a gente começa a ir pra academia, a gente olha o Joãozinho, a Mariazinha, fala: "Nossa, queria ser igual tal pessoa". Sim. O que que essa pessoa tá fazendo para ser dessa forma? Aí de repente a gente olha o que a pessoa tá tomando, qual que é a rotina dela e a gente tenta fazer igual. Mas será que eu tenho a mesma rotina de trabalho que a pessoa? Eu posso fazer o mesmo investimento que ela faz? Será que o investimento que ela tá fazendo é saudável ou não? Então é vontade comparada com a realidade, o contexto que a gente vive. E a gente vai ter que, é importante aprender nesse processo, na terapia também, a lidar com a frustração, né? que é um pouco desse processo da gente também aprender a mostrar um pouco da nossa realidade. consir postar uma foto, por mais que ela não esteja perfeita, entender as partes boas que a gente tem, as partes que a gente quer melhorar e que esse é um processo que a gente pode passo a passo, que é totalmente diferente de você mudar completamente a sua foto para conseguir postar e você já não conseguir mais se reconhecer, né, e gostar de de você mesmo do jeito que você é. É, gente, delicada a situação, hein? Poxa vida, aí é para tudo, né? é paraa estética, é pra questão do trabalho, é a questão familiar. Se a gente para para analisar tudo isso, a saúde mental ela envolve, né, toda a nossa vida e a gente precisa aprender sobre isso. E quando a gente fala da questão estética, mais ainda, porque nós temos alguém que impõe aí um corpo perfeito, da onde, né, me mostra o perfeito. Como a gente sabe, não existe perfeição, não somos perfeitos, né? Então, a gente precisa eh se olhar no espelho, se gostar um pouquinho mais e validar as nossas imperfeições, né? Somos únicos, não somos iguais e cada um tem a sua, o seu lado tão lindo e também não tem aquele lado que você também não gosta e tá tudo bem. E é assim, porque a gente não é perfeito não. E tá bom demais. 8:51, olha aí quanto bate-papo, quanta informação a gente trazendo aqui, né? O tempo passando. A produção me avisando, temos algumas perguntas. Vamos até 9:5, então tá bom. Dá acho que tempo de responder umas três perguntinhas. Pode colocar na tela pra gente, por favor, quem é que tá conversando conosco. Estamos ao vivo estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas. Estamos falando eh o limite, né, da busca pelo corpo ideal. Eh, Luciana Barros do Nova Europa, minha sobrinha de 12 anos já fala em fazer dieta porque as amigas do colégio são mais magras. Qual a melhor forma da família intervir sem piorar a insegurança dela? Aí 12 anos ela precisa comer, tá? fase de crescimento, né? Vamos lá, então, Fernando. É uma ótima idade para começar o processo da terapia para fazer esse acompanhamento, como a gente tá falando, a idade ainda que ela tá nesse processo de constituição da personalidade. Então, a terapia vai ser um ótimo apoio para ela aprender a aceitar quem ela é, ao mesmo tempo que ela pode buscar mudanças. Sim. E isso complementa até um assunto da outra vez que eu vim, que é o acesso das redes sociais, das crianças e dos adolescentes, né? Então, a gente tomar cuidado também com o que essa criança tá acompanhando nas redes sociais, o que tem influenciado ela tomar essas decisões, porque se ela tem interesse nesses assuntos, ela acaba tendo acesso a profissionais que falam sobre isso e talvez ela ainda não tenha capacidade para definir qual profissional vale a pena escutar e qual que não vale. Então, esse acompanhamento próximo da família, o início de um processo terapêutico, são coisas bem importantes para ela conseguir lidar melhor com esse processo. É verdade. Tem que cuidar com o algoritmo, né? Porque eh uma menina de 12 anos, de repente pode ser que esteja, né, conectada e aí o algoritmo entrega, né, entendeu? algoritmo entrega. E a gente sabe que rede social eh não é eh eh a verdade ali tem coisa, são recortes, são recordes, a gente sabe disso. Tem coisa que é verídica, beleza? Mas a maioria das vezes são recordes, então a gente precisa tomar cuidado em questão a isso. Pode colocar mais uma na tela pra gente, por favor? Produção, vamos lá. Eh, mais uma perguntinha pra gente. Estamos aqui ao vivo conversando com você do outro lado, a Juliana Mendes do Castelo. Gasto muito dinheiro com cremes que promete acabar com a celulite em poucas semanas. Do ponto de vista dermatológico, sabe pra doutora, né? Esses produtos da moda realmente funcionam de verdade, doutora? Não. Ai, tanto creme, tanta coisa, tanta coisa, gente. O que é isso? É, tento informar que esses cremes anticilulitos não melhoram nada, tá? É, a gente é bombardeado por tantas coisas nas redes sociais, né? Vai melhorar. meu melasma vai melhorar minha celulite antiestrias melhora não, não existe, tá? Os produtos que a gente vê aí de passar tópicos, né? Alguns eles contribuem, né, para uma certa melhora, mas os de celulite especificamente eles não melhoram absolutamente nada a celulite porque a celulite é de dentro para fora, é uma inflamação, né? é uma inflamação, é uma fibrozinha que tem ali, então você pensa que é bem mais profundo, então um tratamento superficial não melhora, não são. Existem outros procedimentos feitos em consultório um pouquinho mais invasivos que ajudam a melhorar, mas nada de passar, infelizmente. É novamente as redes sociais, né? A gente é bombardeado por tanta coisa e aí a gente cai naquele naquilo que eu falei agorinha, nem tudo é verídico, nem tudo tem fundamento, nem tudo tem embasamento, né? Tem, a gente precisa entender que tem gente lá só jogando para vender. Exato. Né? E aí você pode ser cobaia de algum produto que não tem sentido nenhum e ainda tá gastando dinheiro e se frustrando, né? E aí vai lá pedir socorro pro Fernando lá no consultório. Olha só, tá vendo só? É, é, é algo assim que que é bem complexo e sempre cai lá na saúde mental, porque a gente vai se frustrar, não tem jeito, né? a gente se frustra porque você de repente tá adquirindo um produto que realmente não faz sentido nenhum, como a doutora trouxe aqui. 8:55 mais uma pra gente, por favor. Vamos lá, quem é que tá conosco? Vamos ver. Pode colocar na tela, por favor, produção. Vamos ler ali. Thiago Santos do Cambuí. Um amigo próximo só se sente bem quando recebe elogios sobre o corpo nas redes sociais. Como ajudar alguém que baseia toda a sua autoestima apenas na aprovação aleheia? É, esse amigo precisa conversar com o Dr. com Fernando, psicólogo, processo terapêutico, pode entrar em contato, posso indicaras pessoas, porque é muito importante, como a gente falou, não tem problema essa essa validação pelas redes sociais, mas é ruim depender só disso, porque quando você não tiver, não sobra nada. Então é importante a construção do de uma rede, né, de outras formas que essa pessoa possa se sentir bem, se sentir vista, se sentir pertencente. O processo terapêutico pode ajudar a planejar esse processo, então identificar da onde que vem esses gatilhos e como que a pessoa pode estruturar uma vida em que ela não dependa só de um fator. Isso acontece às vezes quando a pessoa não depende das redes sociais, mas depende apenas de um companheiro ou uma companheira ou de um familiar para se sentir bem. E aí quando não existe mais essa pessoa, ela fica sem nada. Então até no quesito mais geral mesmo, é bem importante que a gente amplie a nossa rede, né, de eh pertencimento, de autoestima, de pessoas ali que vão cuidar da gente, que a gente pode contar. E o processo terapêutico ajuda muito nisso. É verdade. Nós precisamos nos cuidar, né, e de repente ser mais presente. Eh, depender muito da validação da rede social. É algo tão assim, fica meio voando, né? Porque você tem amigos lá, mas será que são mesmo? Na hora que você precisa de um socorro, aqueles amigos que te validaram vão te socorrer, né? Será que não é a pessoa que tá mais próxima, que vai te dar o apoio que você precisa? Então, tem que tomar cuidado com esse negócio de amigos, né? Eh, quantos amigos você tem? Ah, eu tenho 5.000 amigos, né? Aquele negócio, lembra do Facebook, né? Tem 5000 amigos. Tá, mas qual é seu sos? Né? Ah, não sei. Um não, esse não, esse não. Então, a gente precisa tomar muito cuidado com essa validação que nós temos através das redes, tá? Tem que ser uma rede qualitativa. Exatamente. Não, quantidade, gente, qualidade. 857. Mais uma pra gente, por favor. E aí a gente já vai paraas considerações finais, tá bom produção? Bora que bora. Terça-feira. Roberto Carvalho do padre Angieta. Minha filha adolescente comprou vários cremes caros que viu no TikTok para tratar as espinhas. Usar tantos produtos sem orientação médica pode acabar piorando a pele dela. Hum. adolescente, pode. Igual aquele tema também, né, da última vez que eu vim sobre spinbernout, né, que a gente falou sobre exato. É, infelizmente a gente vê muito isso no consultório, né, por conta de TikTok. Ah, esse produto é bom, bom, bom. quando vê a paciente tá usando todos ao mesmo tempo e às vezes são vários produtos com o mesmo componente, então você tá usando ali uma super dose. Então sim, utilizar vários produtos eh sem orientação médica, ao invés de melhorar sua condição, pode acabar piorando e gerando inflamação, sensibilidade, vermelhidão, né? É, então sim, pode piorar, tem que tomar cuidado em relação a isso. E aquela coisa, é o que eu sempre falo, um passo de skinc, ele tem que ser básico e bem direcionado, não precisa de muitos produtos. Então, quando você tá usando 1 milhão de produtos, alguma coisa tá errada, né? Então, aí e existe um mito muito grande, né, que o pessoal comenta também no consultório, que é, ah, se não fizer bem, mal não faz. Ah, só que muitas vezes quando vem um produto que a gente não sabe a procedência dele, a gente não conhece uma possível alergia que a gente possa ter, pode fazer mal sim, muito mal. Pode fazer. Exatamente. Vamos lá, 8:59, né? A gente vai encerrando por aqui, agradecendo a sua audiência, a sua companhia e, claro, agradecendo os nossos profissionais do programa de hoje. Doutora, muito obrigada pela sua participação mais uma vez. obrigada pela sua orientação, né, por dividir aí eh o seu conhecimento um pouquinho com a gente, viu? Gratidão. Gratidão. Muito obrigada, viu, pelo convite. Maravilhosa. Fernando, obrigada também mais uma vez por nos orientar e por eh deixar pra gente que realmente nós precisamos sempre cuidar do nosso corpo, mas também da nossa mente, para que a gente possa ter um pouquinho de equilíbrio nessa vida, né? Obrigada. Eu que agradeço. É sempre um prazer estar aqui. Prazer é todo nós. E você aí de casa? É isso, gente. Nós falamos sobre essa questão, né, que que envolve autoestima. De repente você tá se olhando no espelho e você não tá feliz com o que você está vendo. Será que não é preciso virar a chave? Somos únicos. Então, nós temos as nossas qualidades e também temos os nossos defeitos e faz parte do ser humano. Infelizmente, eh, os casos que ganharam destaque aí nos últimos meses, eh, com óbitos mostram que a busca pela perfeição pode custar muito caro quando a saúde fica em segundo plano, né? Informação, responsabilidade, acompanhamento profissional continuam sendo fundamentais para que a estética não ultrapasse os limites da segurança, né? Aí a gente precisa também aprender lidar com a frustração do dia a dia e a nossa mente precisa estar bem alinhada. É corpo e mente funcionando em equilíbrio, né? E que bom que a gente pode entender como funcionamos aqui no programa. Agradeço mais uma vez a sua participação aí de casa, participação dos nossos entrevistados e quero convidar você para amanhã estar presente no estúdio Câmara novamente a partir das 8 da manhã. ao vivo a gente vai discutir um tema que acompanha muitas pessoas até a vida adulta, né? É o medo de decepcionar os pais. E aí, você tem medo de decepcionar seus pais? Isso ainda continua com você? Por que a gente continua buscando aprovação mesmo depois da independência, né? Como o desejo inconsciente de agradar influencia escolhas profissionais, relacionamentos, decisões importantes na nossa vida e como aprender a dizer não sem carregar culpa. Olha isso. Como aprender a dizer não para os pais, para os nossos cuidadores. É difícil, não é? Então, amanhã a gente vai aprender toda essa dinâmica que envolve esse medo de decepcionar os nossos pais, tá bom? Amanhã, a partir das 8 da manhã ao vivo aqui no estúdio Câmara. Quero lembrar você que hoje nós temos audiência pública a partir das 7 da noite. Você pode participar presencialmente no plenário. É audiência pública que vai definir aí os recursos que serão distribuídos em várias secretarias eh na cidade de Campinas no próximo ano. E esses recursos, claros, são para quê? Para que o cidadão tenha melhor qualidade de vida, então envolve você. Então, é por isso que você pode participar presencialmente lá no plenário para ajudar aí a a debater, né, a Lei de Diretrizes Orçamentária para o ano de 2027. Às 7 da noite no Penar tem também transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, no YouTube da TV Câmara Campinas também, tá bom? E é isso, gente. Programação da TV Câmara Campinas está maravilhosa, especialmente para você. A ÍRa tá chegando aí com informações atualizadas. Eh, ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com Gabriel Castro, às 7 da noite nós temos a lei, a audiência pública e a gente segue com muita informação, é só você ficar ligadinho. Grande abraço, se cuide e até amanhã, se Deus quiser. Valeu. Tchau. Tchau.
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