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Estúdio Câmara | Por que precisamos beber para socializar?
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Estúdio Câmara | Por que precisamos beber para socializar?

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Resumo editorial

O programa ao vivo Estúdio Câmara discute um hábito muito presente na cultura brasileira que muitas vezes esconde ansiedade, insegurança emocional e até sofrimento psíquico: a necessidade de beber para conseguir socializar. Em festas, encontros de trabalho, churrascos, bares e reuniões de família, o álcool deixa de ser apenas social e passa a funcionar como atalho emocional. Com a Copa do Mundo se aproximando, a conversa ganha urgência: até que ponto a cerveja é necessária pro sentimento de pertencimento? O programa traz reflexões sobre saúde mental e dependência.

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Vídeo do acervo da TV Câmara Campinas.

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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estúdio Câmara no ar ao vivo hoje, dia 25 de maio. Vamos conversar, vamos falar hoje sobre um hábito muito presente na cultura brasileira, mas que muitas vezes esconde ansiedade, insegurança emocional e até sofrimento psíquico. Em festas, encontros de trabalho, churrascos, bares e até reuniões de família. Muita gente sente que precisa beber para conseguir conversar, relaxar ou se sentir aceito. Mas quando o álcool deixa de ser apenas social e passa a funcionar como um atalho emocional, olha só, gente, vamos conversar hoje sobre esse hábito, né? A necessidade de repente de se inserir em um grupo de pertencimento e a questão do álcool. E você que tá em casa, conversa com a gente, você já se sentiu eh na, entre aspas, obrigação, né? Já teve que ã inserir o álcool em um happy hour para ter a sensação de pertencimento ou para ser aceito em um grupo? Hoje a gente vai eh falar especificamente da cerveja, que é um hábito aí cultural dos brasileiros e algo que está presente na maioria das comemorações. E a gente tem agora a Copa do Mundo e aí o pessoal já tá preparando o churrasco, planejando o churrasco da Copa do Mundo. E aí vai ter cerveja? Não vai ter cerveja. vai ter que ser inserida a cerveja para que os seus colegas tenham a sensação de pertencimento e possam comemorar. A gente vai falar sobre isso. Então, manda pra gente a sua mensagem. O WhatsApp já tá aqui na tela, tá? 199729377. Enquanto você manda a sua mensagem, a gente atualiza algumas informações e daqui a pouquinho a gente já apresenta as nossas convidadas para você e vamos dar sequência a esse bate-papo do nosso estúdio Câmara de hoje com muita informação. Atenção você aí de casa que tem pet, olha, uma oportunidade em Campinas. A partir de amanhã, quarta-feira, a prefeitura disponibiliza 1600 vagas gratuitas para castração e microchipagem de cães e gatos no conjunto habitacional Vida Nova. O atendimento será realizado pelo Castra Móvel, que ficará no eh Sique Vida Nova até domingo, dia 31 de maio, tá? Além da castração, os animais também recebem microchip de identificação, que ajuda na localização em caso de perda. E podem participar cães e gatos entre 6 meses e 8 anos de idade, tá? Os gatos devem ser levados em caixinhas de transporte individuais e os cães na coleira e guia. Não há limite de animais por tutor. Então, para garantir a vaga é necessário fazer o cadastro no Simpatinhas. É uma plataforma do Ministério do Meio Ambiente e aí depois realizar o agendamento pelo site Castrapet. Em caso de dúvidas, o telefone para informações é o 1998437 1188. E tem mais, no sábado, dia 30, o local também recebe o lançamento do programa Chega Junto, que vai oferecer serviços gratuitos de saúde, assistência social, emprego e cidadania para a população. O atendimento acontece no SIC Vila Nova, na rua UET Terezinha Santúcio Otaviano, número 92, em Campinas. Para mais informações sobre esta ação, pode acessar lá o site da Prefeitura de Campinas, porque tá tudo lá, os dados, informações, todas para você, para, de repente levar o seu pet para fazer aí essa avaliação, combinado? Mais informação chegando para você. A Câmara de Campinas convida você a participar das audiências públicas da Comissão de Finanças e Orçamento no próximo dia 9 de junho. A sua presença é fundamental para ajudar a construir as decisões sobre o orçamento da cidade. Essas audiências são importante instrumento de participação popular e conectam diretamente as demandas da população e as prioridades do poder público. Então, a primeira audiência será às 7 da noite e vai tratar do projeto de lei que define a Lei de Diretrizes Orçamentárias, a LDO para 2027. Essa proposta estabelece metas, prioridades e regras para a elaboração do orçamento municipal do próximo ano. E às 8 da noite acontece a segunda audiência pública que vai discutir ajustes técnicos nas metas fiscais da LDO de 2026. Segundo a prefeitura, as mudanças buscam adequar os demonstrativos às projeções econômicas mais recentes do município. Então, as audiências serão realizadas no plenário da Câmara, tá? Na Avenida Engenheiro Roberto Man, no bairro Ponte Preta. Você pode participar presencialmente ou acompanhar ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas e pelo YouTube. A sua participação pode fazer a diferença. Previsão do tempo chegando. Vamos lá. Como é que fica o dia hoje, né? Terça-feira. Olha aí. Mínima 16, máxima 25º. Sol com muitas nuvens durante o dia, períodos de céu nublado, noite também nublada, mas não chove não. Então essa é a previsão do tempo para esta terça-feira. Vamos simbora. Um ótimo dia para mim, para você. A gente pode sim fazer desse um bom dia. Vamos conversar então sobre esse consumo de álcool, né, que está profundamente ligado à convivência social no Brasil. Isso fica ainda mais evidente nos períodos de grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo. São churrascos, encontros com amigos, bares lotados, comemorações durante os jogos. Beber muitas vezes acaba sendo tratado como parte natural da torcida e da celebração. Mas em muitos casos, gente, o álcool também funciona como uma tentativa de reduzir ansiedade, medo de julgamento, desconforto emocional. O problema é que esse alívio costuma ser temporário. Depois podem surgir a culpa, arrependimento, aumento de ansiedade e até a necessidade de beber novamente para enfrentar novas situações sociais. E quando esse ciclo se repete, o hábito pode deixar de ser apenas recreativo e passa a iniciar um padrão de risco ou dependência psicológica. Os números chamam a atenção. Olha só, segundo o relatório global Beer Consion Report 2025, o Brasil é hoje o terceiro maior consumidor de cerveja do mundo, responsável por quase 8% de toda a cerveja consumida no planeta. Olha isso. Então, para conversar sobre esse assunto, trazer informações importantes e entender os limites entre socialização e dependência, nós recebemos hoje a terapeuta e escritora Daniela Suniga. Ela fala com a gente através do Zoom. Dani, seja muito bem-vinda. Obrigada pela sua participação, pela sua presença com a gente aqui no estúdio Câmara hoje. Bom dia. Bom dia. Eu que agradeço a gentileza do convite de vocês. Obrigada. maravilhosa. E junto com a Daniela, nossa terapeuta, a gente recebe a gastroerologista e hepatologista Dra. Mariana Lourenço, que vai explicar pra gente o que acontece no nosso corpo físico com toda essa questão aí dessa celebração, dessa festa e de de repente tomar uma cervejinha de vez em quando. Seja muito bem-vinda, doutora. Bom dia. Obrigada, Rúbi. Agradeço muito o convite. Espero que a gente consiga esclarecer algumas dúvidas e conscientizar um pouco mais sobre o consumo de álcool. Muito bem. Então vamos lá. A gente começa perguntando paraa Daniela, porque a gente precisa entender que quando a pessoa percebe que não consegue socializar sem beber, isso é considerado um sinal de alerta emocional ou psicológico. De repente, eu tô em um grupo, tá todo mundo bebendo, mas eu não preciso beber para me sentir pertencente desse grupo. Mas se algo em mim diz que se eu não beber, eu não vou fazer parte, eu tenho aí um alerta emocional, Dani, temos temos um alerta emocional. A bebida, ela costuma eh funcionar como amortecedor, como nós chamamos, né? Então, eh, quando você quer amortecer uma dor, não sentir algo que lhe incomoda, você pode usar o álcool como amortecedor, porque aí ele vai te tirar daquele estado de incômodo que você está, de medo, por exemplo, te levando a ficar mais solto e aí você se socializar melhor em relação às pessoas. Uhum. Hum. É interessante porque quando a gente fala de grupos, muitas pessoas por vezes tem medo de dizer: "Ah, eu não eu não estou bebendo, eu não quero beber". Porque aí ela fica como a, entre aspas, a chata do grupo, né? E a gente precisa tirar esse estigma. Não é preciso beber para eu me sentir pertencente a algum lugar. Então, quem eu sou de verdade? Porque a minha essência precisa ser respeitada pelos outros e principalmente por mim. Quando eu tenho essa clareza, eu não preciso da bebida. Excelente, né? Você respeitar a sua essência. Não tem problema se o colega tá bebendo, não tem problema se você está em um ambiente de churrasco, de festa, de comemoração e as pessoas estão consumindo a cerveja. O negócio é você saber quem você é e que realmente eh o que que você quer daquele daquele espaço, né? E você, claro, não precisa beber para pertencer. Agora, pra Dra. Mariana, do ponto de vista físico, vamos lá. O que que acontece no organismo quando o álcool ele é usado com frequência ou até com uma ferramenta, doutora, para relaxar, para se soltar, assim como a Daniela colocou pra gente? Sim, R, o álcool, na verdade, ele tem um efeito depressor do sistema nervoso central. Ele faz alterar alguns neurotransmissores e faz o cérebro funcionar de uma maneira mais lenta, mais devagar. Isso daí causa uma sensação de relaxamento, de desinibição, de calma, de relaxamento muscular mesmo. Só que esses efeitos a longo prazo são ruins, né? Então no uso pontual, né, causa esses efeitos de relaxamento, mas a gente sabe que o efeito a longo prazo pode ser muito ruim, ele pode causar alterações, principalmente no fígado, né, que é o órgão que metaboliza mais de 90% do álcool. Essas alterações começam com uma inflamação leve, que a gente chama de esteatose hepática alcoólica. É como se fosse um acúmulo de gordura no fígado causado pelo consumo de álcool. Mas se a pessoa progride com esse consumo, né, isso pode levar as cicatrizes no fígado, que a gente chama de fibrose, e isso pode culminar com uma cirrose e com câncer de fígado. Então, o consumo pontual eh causa esse essa sensação de relaxamento, né? Mas o uso a longo prazo causa essas alterações no fígado e no cérebro também. A gente sabe que o consumo de álcool a longo prazo pode causar alterações de memória, alterações de raciocínio, uma lentificação do raciocínio também. Uhum. Muito bem. Olha só, gente, o quão prejudicial, né? Mas aqui sem julgamentos, tá? Se você toma sua cervejinha, se você toma seu vinho, tudo bem. A gente tá aqui explicando que você não precisa, de repente beber para pertencer. E essa é a importância eh eh da gente falar sobre isso. E é interessante perceber como muitas vezes o álcool ele deixa de ser apenas um elemento de confraternização e passa a funcionar como uma espécie de muleta emocional em situações eh sociais, principalmente em ambientes onde tem a pressão para parecer mais comunicativo, mais divertido, mais confiante. Você já percebeu que às vezes eh em algum churrasco com fraternização, as pessoas entram, iniciam tímidas, né? Aí no final, se você para para analisar coisa que nunca acontece, as pessoas estão totalmente diferentes, né? Mais relaxadas, mais soltas, mais falantes, mais confiantes. E muitas pessoas confundem eh esses comportamentos. Eu gostaria que a Daniela trouxesse pra gente eh essa questão desse comportamento que o álcool desenvolve, né, no de repente no desenvolver aí no eh eh em uma festa, em um happy hour, em uma confraternização. Casamento, se a gente parar para analisar casamento, todo mundo entra lá, né, vestidinho, arrumadinho, bonitinho e quando sai do casamento, a gravata tá amarrada na cabeça, ó, o sapato tá aqui já no ombro, né? Então são comportamentos assim que eh mostram, né, eh o que o álcool traz paraa gente. Então, gostaria que a Dani explicasse na questão eh psicológica disso, Dani. É, é engraçado que você tá colocando, Rú, porque assim, por exemplo, em festas, né, as pessoas entram mais tímidas e o álcool vai ser usado realmente como amortecedor ou como encorajador de alguns tipos de atitudes que eu, por exemplo, sem o álcool não faria. Então, ah, eu quero de repente abordar uma pessoa, então eu preciso do álcool para me encorajar. Eu quero me soltar, mas eu preciso do álcool. Eu quero de repente falar alguma coisa para alguém, eu preciso do álcool. ou alguém de repente eu já já bebi, já estou um pouco alterado, alguém fala alguma coisa que eu não gostei, eu parto para uma agressão mais física, um confronto mais físico, isso também acontece. Então o álcool, como eu disse anteriormente, ele entra como amortecedor. Então é como se eu ficasse fora de quem eu sou para ter coragem de ser quem realmente eu desejo ser. Então, por isso que você, como você disse, né, entramos nas festas mais tímidos e de repente estamos ali sem sapato, sem o acessório que eu tô vestindo, a gravata na cabeça, porque o álcool é como se ele nos liberasse, né, para sermos mais aceitos, mais livres. E veja que acontece às vezes alguma coisa assim, você eh dançou de forma mais livre, falou mais e de repente no dia seguinte você não lembra, né, como disse a Dra. Mariana, por conta desse amortecimento que que acontece no cérebro por conta do álcool. E aí você diz: "Ah, eu tava eu bebi, eu não me lembro exatamente". E isso é socialmente aceito. Uhum. Então, a questão é, eu preciso me trabalhar em termos de autoconhecimento mesmo, para que eu me permita numa festa dançar sem necessidade de álcool, falar o que eu o que eu tenho de uma forma respeitosa para falar com outra pessoa. Eh, olha, isso tá me incomodando. Só que a gente vai utilizando do álcool para que nos encoraja ou para ser o amortecedor, porque aí se acontecer alguma coisa, ah, eu tava bêbado, eu bebi um pouco demais. Então, é essas convenções que nós precisamos estar atentos. Até que ponto o álcool realmente é minha muleta ou até que ponto eu estou usando álcool para desejar ser uma pessoa que na realidade eu não sou. Esse cuidado a gente precisa ter. Muito bem. Agora, o álcool ele é visto por muita gente, né, como algo leve, se a gente falar de cerveja, né, social, socialmente aceitável, tem uma banalização dos riscos de consumo frequente. Pergunto pra doutora, essa questão, muitas quantidades assim, eh, eh, pequenas quantidades, aliás, frequentemente pequenas quantidades frequentemente também trazem prejuízos à saúde, porque às vezes a pessoa fala assim: "Ah, mas eu só tomo uma cervejinha de vez em quando, né? E não é todos os dias, é lá de vez em quando só ao final de semana, esporadicamente. Isso também traz problemas pra saúde. Na verdade, Ruba, tudo depende da quantidade, né? O que a gente sabe que é considerado, entre aspas, né, seguro, seria até mais ou menos uma dose por dia para mulheres e até duas doses por dia para homens. Isso em pacientes que não tem nenhum problema de fígado, né, que não tem nenhuma hepatite, que não tem gordura no fígado, que não tem nenhum outro problema grave de saúde, que não toma nenhuma outra medicação que pode, né, potencializar o efeito do álcool. E isso também se não for diário, né, o bom é a pessoa ficar pelo menos aí umas uns dois ou três dias na semana sem beber. E só lembrando, né, que uma dose de álcool equivale a mais ou menos 14 g de álcool. E é a dose padrão que a gente tem, né? Então, uma dose seria mais ou menos o equivalente a uma latinha de 350 ml de cerveja. ou uma dose de destilado, de mais ou menos aí uns 45 ml ou uma taça de vinho. Então, se a pessoa bebe uma latinha de cerveja todos os dias, né, ou pelo menos três vezes na semana e no final de semana ela abusa um pouco mais desse consumo, né, é difícil no final de semana a pessoa acabar bebendo só uma latinha, né? Então, se ela bebe umas três vezes na semana, por exemplo, e chega no final de semana, ela aumenta um pouco mais isso, né? Toma três, quatro latinhas, isso já pode tá estar extrapolando sim um pouco da quantidade que seria a permitida. E só lembrando que isso é um número para pessoas, né, que não tm nenhum problema de saúde. Pros pacientes que já t algum problema, esse número é muito menor. E pros pacientes que já t problema de fígado, por exemplo, a gente praticamente tem que zerar o consumo de álcool mesmo. Mas a gente sabe que mesmo essas quantidades pequenas esporadicamente podem levar a inflamação no fígado e também podem aumentar o risco de outros problemas de saúde, até de alguns tipos de câncer, né? A gente sabe que vários tipos de cânceres estão associados ao consumo de álcool também. Então, o que a gente, o que eu costumo orientar paraos meus pacientes é tentar beber o menos possível durante a semana, tentar segurar um pouco, porque a gente sabe que final de semana vai acabar abusando um pouquinho mais, né, pra gente poder permitir esse esse consumo um pouquinho maior no final de semana e agora nos jogos da Copa, né? Ô, doutor, e tem diferença, tipo assim, ah, bebi uma uma taça de vinho e e tomei uma uma latinha de cerveja. É álcool? Álcool é álcool. É vinho e cerveja, mas assim é o álcool, tem diferença. Um é é mais é pesado do que o outro, um faz mais mal do que o outro ou é álcool? E fim, na verdade, a diferença tá na quantidade de álcool que tá em cada uma. Então assim, tem gente que fala: "Ah, mas eu bebo só cerveja, é melhor do que beber o destilado, por exemplo." Tudo depende da quantidade. Se você beber uma lata de cerveja ou uma dose de destilado, você vai est consumindo a mesma quantidade de álcool. O problema é se você beber em destilado o mesmo volume da cerveja. Então se você beber uma quantidade muito grande de um destilado, por exemplo, que seria mais ou menos equivalente equivalente a uma latinha, aí isso pode ser muito pior mesmo. Mas se você considerar a dose, né, de mais ou menos aí que seria 45 ml do do destilado, né, aí vai ser vai fazer mal do mesmo jeito. Tudo depende da quantidade. A gente acaba falando que que o o destilado costuma pode fazer mais mal porque ele é muito mais concentrado, né? Então, se você tomar uma quantidade muito grande, isso vai fazer mais mal, sim. Mas a cerveja, dependendo da quantidade que você tomar, ela pode fazer mal também, apesar dela ter uma quantidade menor de álcool do que outras bebidas. Muito bem. Agora, esse ambiente social, brasileiro, cultural, né, acaba incentivando, Dani, eh, a questão do consumo do álcool. Nós falamos lá no início do programa, a sensação do pertencimento, né? Eu querer ser aceito a um grupo. De repente eu nem bebo, mas o grupo inteiro tá bebendo e eu vou ser a chata do rolê. Então eu vou tomar só uma uma latinha ou vou ficar lá com o copo ah o tempo todo, só para poder fazer eh parte deste grupo, esse ambiente, o ambiente brasileiro, a comemoração do brasileiro, que é um pouco diferente de outros países, né? ele acaba afetando mesmo, eh, acaba trazendo um impacto negativo para principalmente jovens, né, que e e que estão se inserindo nesse mundo social e de repente tendo a primeira o primeiro contato com o álcool, podendo ter ou não, mas isso acaba influenciando. qual que é a sua a sua eh análise sobre esse essa cultura que nós temos e o impacto que isso traz nos jovens, principalmente essa geração Z aí, pessoal que eh preza muito, né, pela saúde, qualidade de vida. Mas se a gente para para analisar, vamos colocar aí os jogos da Copa. A gente sabe que eh a cidade toda se arruma, o Brasil todo se prepara, são telões exibidos em bares e e e o pessoal fazendo festa, eh, nos bairros, em casa e tudo preparado para uma grande festa. E a festa do brasileiro é quê? É o quê? É carne, bebida, né? e alegria. Então, eu gostaria que você trouxesse a sua visão sobre o impacto que isso pode trazer para o jovem, o adolescente, né, o que que o jovem que está de repente tendo o primeiro contato com o álcool, no caso hoje aqui a cerveja. Eu eu quero fazer duas abordagens antes, só para contextualizar. Vocês vão lembrar que na Copa do Mundo passada no Qatar é um país árabe que não tem o hábito de consumir bebidas. Eles não consomem bebidas alcoólicas. Mas para os turistas, os estrangeiros, a bebida era liberada. Para você ver o quão a bebida faz parte desse mundo futebolístico, vamos chamar assim, né? Depois nós temos os comerciais de cerveja agora na época de Copa do Mundo. Uhum. ambientalizando a bebida com os jogos nos estádios, quando você vai ver um jogo, seja de Copa do Mundo ou de qualquer outro campeonato, aqui no Brasil, por exemplo, a bebida é vendida livremente também. E aqui realmente nós temos essa essa questão de eh ser algo natural, jogo bebida e churrasco. É é engraçado porque isso é cultural, né, do Brasil, né? Pega a carne, vocês estão vendo até comerciais já na TV, então é o churrasco, é a bebida, é o jogo. E quando a gente fala de jovens, isso é muito preocupante. Por quê? O jovem vai querer ser eh principalmente nessa idade, ele quer pertencer ao grupo, ele quer ter a identidade daquele grupo. Então, possivelmente ele vai se sujeitar a beber para poder ser reconhecido por aquele grupo. E aí cabe muito aos pais desses jovens dessa conscientização, dessa instrução para que olha, você tem o limite de bebida, porque a partir daí você pode, de repente não estar mais ciente do que você está fazendo, as consequências. E aqui a gente pode até falar que nesse ambiente de cópia uma, vou chamar atenção aqui para o pessoal, as blites policiais vão ser intensificadas. Uhum. Então toma cuidado se você beber, a Dra. Mariana até disse, né, a em relação à questão de saúde, a a dose que é adequada, mas um copo de cerveja você já pode separada Uhum. numa blitz. Então esse é um cuidado que nós temos que ter. E aos jovens da geração Z, muita orientação por parte dos pais, porque a bebida chama você eh ser amortecedor, você se amor se se amortecer, perdão, você fazer coisas que de repente você vai fazer junto com a balada. Então, tomar muito cuidado com isso, porque às vezes pode acontecer coisas que são irreversíveis. Perfeito, Dani, agora você trouxe algo bem interessante referente aos pais, né, a família eh desse jovem eh nesse momento agora, gente, não tem como. A gente tá entrando aí em um momento de festividade no Brasil. O pessoal vai comemorar a Copa do Mundo e vai esperar o jogo com toda aquela ansiedade, né? Então, tá tudo preparado. Se você parar para dar uma olhadinha aí, o pessoal tá começando a se movimentar. Vamos lá. A conversa é importante, o diálogo dentro de casa é importante. De repente, ah, o jovem ele está saindo pela primeira vez para um ambiente festivo e é a primeira vez que ele está participando de uma Copa do Mundo, né? E é a primeira vez que ele está sendo apresentado à bebida e a cerveja, vamos colocar aqui, que é a bebida mais ah do cotidiano do brasileiro, tá? Como que o pai deve abordar? Os pais, os cuidadores, eles devem ter uma conversa antes com esse jovem, porque essa conversa ela é realizada mesmo dentro das casas. Você que tá em casa, você conversa com o o jovem da sua casa sobre a bebida, pergunta se ele já tomou uma cerveja, o que ele sentiu, se ele de repente ficou tonto, se ele eh passou mal ou se não aconteceu nada, o tanto que ele bebeu? Você já teve essa conversa dentro da sua casa? É igual a conversa quando você precisa falar de sexo com o seu jovem, porque são conversas que às vezes a gente fala assim: "Ah, não, mas eu não vou falar". É importante a gente falar porque se a gente não ensinar dentro de casa, é, ele vai aprender na rua. Então, eu gostaria, Dani, que você explicasse pra gente qual que é o primeiro passo, como que a gente deve fazer para poder chegar nesse bate-papo com o jovem aí de casa. Bom, primeira coisa, eu acredito que é o exemplo, né? Se o se o filho vê os pais bebendo dentro de casa de forma eh descontrolada, vamos chamar assim, sem moderação, ele vai seguir o exemplo que ele vê dentro de casa. Então, a outra coisa é bom, se eu tenho a moderação dentro de casa, eu preciso instruir o meu filho, primeiramente, até que ponto ele pode beber. se assim ele o quiser. Já que nós estamos falando aqui de maiores de idade, vou deixar muito claro aqui, ninguém tá relacionando nada melhor de idade a partir de 18 anos. Uhum. Então, olha, eh, um copo de cerveja é suficiente. A partir disso, quais são as consequências no seu comportamento, no seu corpo, como Dra. Mariana bem reforçou agora falando conosco. Depois, as implicações legais. Se você sair, beber e voltar a dirigir ele for pego, você realmente vai ter que arcar com as consequências disso. Então é essa essa clareza, esse assunto de forma clara mesmo, Rud assim, não tem não tem meias palavras, não tem rodeio eh realmente colocar as coisas como elas são. E eu vejo que os pais evitam falar isso achando que, ah, tá tudo bem, ah, não tem problema de repente o meu filho ou minha filha chegar de ressaca porque tomou mais. A gente não pode achar que isso é normal. Uhum. Porque senão a gente continua eh a endossando comportamentos para pertencer que são naturais. E não é bem assim. E veja aqui, eu não estou dizendo que a gente não deve beber alguma coisa para comemorar nada disso, não é isso? Se você bebe com moderação, OK? Se você não bebe, tá tudo bem também. Mas a a gente tem que saber qual é o nosso limite pessoal. Uhum. A doutora até colocou, né, a Dra. Mariana, por exemplo, existem limiares de pessoas, tem pessoas que podem beber dois copos de cerveja e ficam bem. Outra pessoa, de repente, vai tomar meio copo de cerveja, já fica alterado, porque até o o álcool tem efeito diferente nas pessoas. Uhum. Uhum. Os organismos são diferentes. Então, colocar isso também de forma muito clara aos jovens, isso precisa ser dito, porque senão a gente cria eh eh uma sociedade que é permissiva e não é bem assim nada contra o comemorar, mas a gente tem que saber qual é o limite. Perfeito. Perfeito. A gente precisa entender sobre os limites, né? E a Daniela muito bem pontuou aqui que a gente fala jovens, né, gente? Mas claro que sempre é dentro daqu dentro daquela premícia, né? Maiores de 18 anos. E quando ela disse blitz, é bom a gente lembrar que não tem a quantidade de álcool no sangue que é permitida para você que está dirigindo. Não pode, né? Fim. É isso. Então, não tem esse negócio. Ah, mas quanto pode? Não, não pode, né? Não pode. Então a gente precisa se atentar às legislações, né, e os nossos deveres e os nossos direitos também. Então vamos lá, mantendo o equilíbrio sempre. E agora, doutora, tem uma diferença entre beber socialmente e desenvolver a dependência? Porque tem gente que fala assim: "Ah, então, mas eu bebo socialmente, mas quando você vê o socialmente tá um pouquinho todo dia, né?" Então, explica pra gente, por favor. Ruben, na verdade, o beber socialmente ele e e a dependência, né? Uhum. É muito mais relacionado ao grau de controle que a pessoa tem do consumo da bebida do que a quantidade propriamente dita, né? Lógico que a gente sabe que beber todos os dias pode ser ruim, mas isso tem muito mais relação com o grau de controle que a pessoa tem sobre a própria bebida. Então, o beber social é quando a pessoa vai num restaurante, num evento, numa festa e toma aí uma, duas taças de vinho ou duas latinhas de cerveja, mas ela consegue se controlar e a vida dela, né, o evento não gira em torno da bebida. Quando a gente fala em dependência, né, em transtorno do uso de álcool, Uhum. geralmente a gente fala naquela pessoa que tudo gira em torno da bebida. Então é quando o álcool começa a afetar as relações sociais, começa a incomodar os familiares. É muito comum, né, o cônjuge, né, o parceiro ficar incomodado com a quantidade de álcool que a pessoa tá bebendo, os filhos ficarem incomodados, isso começa a prejudicar as relações sociais, isso começa a prejudicar o trabalho da pessoa. Eh, e é duas, dois pontos muito principais, né, do do da dependência ao álcool são a tolerância e a abstinência. Então, a tolerância, que que é? a pessoa vai precisando beber cada vez mais para conseguir ter aquele mesmo efeito que o álcool tinha antes. Então, é muito comum a pessoa que beber muito falar assim: "Não, mas eu não fico bêbada, tá tudo bem". Mas isso é comum mesmo. Quando a pessoa vai bebendo uma quantidade maior, ela vai precisando de uma quantidade cada vez maior para poder atingir aquele mesmo efeito. Então, é muito comum pessoas que bebem muito, né, que tem dependência, às vezes bebem quatro, cinco, seis doses e não ficam bêbadas mesmo. E a outra questão é a abstinência. aquela pessoa que quando ela fica sem bebê, ela fica irritada, ela fica ansiosa, ela fica agressiva e isso isso em termos maiores, né, pode até causar irritabilidade, tremores, até convulsões, quando isso é é muito grave, né? Então, tudo depende de como a pessoa lida com isso e o quanto a pessoa consegue controlar esse consumo. Eh, existem alguns questionários, né, que podem ajudar as pessoas a avaliarem esse consumo. Existe um minemônico que eu acho que vale a pena a gente a gente lembrar, é uma sigla inglês, na verdade, cage, que é c a g e. Então o c é de cut down, de de parar, né? Se a pessoa alguma vez já tentou reduzir ou já tentou cortar o consumo de álcool, o A é de anoed, de ficar incomodado, né? Então, se a pessoa já ficou incomodada com as pessoas reclamarem do consumo de álcool dela, o G é de guilt, de culpa. Se a pessoa já se sentiu culpada, se você já sentiu culpado pela quantidade que você tá bebendo. E o e é de eyes opened. É quando você já acorda, né, já abre o olho e já quer beber para acordar, para animar. Então, se dentre essas quatro questões aí você respondeu sim para pelo menos duas, isso já pode ser um alerta que esse consumo de álcool está um pouco além do que deveria. Existem outros questionários também, mas eu acho que esse simplifica um pouco e consegue ajudar a pessoa e os familiares, né, a identificarem se isso pode tá passando um pouco da conta. Eh, o equilíbrio é tudo nessa vida, né? E se você consome álcool, toma sua cervejinha, o pessoal fala, é tão, é tão natural aqui no Brasil isso, né? Você falar assim, ah, vamos ali tomar uma cervejinha, bater um papo, né? Vamos fazer um churrasco, vamos tomar uma cervejinha, né? final de semana, vamos juntar todo mundo, tomar uma cervejinha, mas a gente sempre precisa lembrar do equilíbrio e também eh do que nós estamos mostrando, né, para os nossos jovens, essa geração que tá aí, que está nativa, que está trabalhando, que está geração Z, né, que a gente fala muito, mas o que que nós estamos mostrando, né, para esse pessoal? Então, a gente tem que manter sim o equilíbrio e estar atento às legislações referente ao consumo do álcool e também a questão da saúde física, né, gente? A doutora aqui muito bem pontuou eh o impacto que isso traz na nossa saúde física e a Daniela falando do impacto na saúde mental, né? Para você que de repente eh não tem contato com a bebida, que vai ter o seu primeiro contato com a bebida, parpensa, né? e esteja sempre em equilíbrio. E lembrando também que você não precisa beber para pertencer, tá bom? Você precisa estar eh no aqui, no agora e consciente com você, saber quem você é. Se a pessoa gosta de você, ela vai gostar de você. Se você beber ou não beber, e aí vai de você tomar aí a decisão, tá certo? Agora, faltando 10 minutinhos para as 9 da manhã, nós temos algumas perguntas, telespectadores mandando pra gente, pessoal de casa, né, quem tá acompanhando o programa. Então vamos ver quem é que tá conosco. Produção, pode colocar na tela por gentileza. A gente lê aqui agora. Marcos Silva do Taquaral. Algumas pessoas bebem um copo de cerveja ouvinho toda a noite para conseguir desligar a mente do stress do trabalho. Usar a bebida para pegar no sono altera a qualidade do descanso. Doutora, esse negócio de beber para dormir, né? Já ouvi pessoas falando mesmo: "Ah, eu tomo uma cervejinha para relaxar, para dormir bem". E aí? Isso pode ser um problema, né? Primeiro pela questão psicológica, né? como a Dani bem falou, né? Por que a pessoa não tá conseguindo dormir, né? Mas mais do que isso, a bebida, ela tem um efeito sim de relaxamento do sistema nervoso central e ela pode ajudar a pessoa a pegar no sono, mas ela faz o sono ser de uma qualidade pior. Então, apesar dela da pessoa pegar no sono mais rápido, esse sono ela é mais fragmentado, a pessoa não dorme tão bem, não descansa tão bem e é muito comum no dia seguinte ter um efeito rebote. Então ela causa essa essa esse relaxamento inicial, mas no dia seguinte esse efeito rebote pode ser pior. a pessoa pode sentir piora da ansiedade, eh, piora, né, da da da dessa agressividade e no dia seguinte a pessoa precisa beber talvez até um pouco mais para conseguir pegar no sono de novo. E isso vai se tornando um ciclo vicioso, né? Então, a gente orienta não tentar, não usar isso, né, como um subterfúgio para para ajudar a dormir melhor. E a gente tentar identificar, né, por que a pessoa tá com esse problema de de de pegar no sono, como a Dani bem bem tava falando, né? Muito bem, muito bem. Agora 8:52. Mais uma pergunta pra gente, por favor, produção. Vamos lá, quem é que tá conosco? Ricardo Souza do Cambuí. Crianças que crescem vendo os pais dependendo de álcool para fazer qualquer atividade de lazer, tendem a repetir a rotina no futuro que o exemplo de de organização de casa passa pro filho. Pois é, Daniela. Eh, nós falamos sobre isso, né? Eh, a gente tem que lembrar que as crianças elas são inteligentíssimas e elas repetem os comportamentos e elas estão atentas a todo o movimento da casa, não é, Dani? Exatamente. E aqui eu quero chamar atenção para duas coisas. Se esse pai bebe sempre ou se essa mãe, por exemplo, e a criança vê isso, ela vai entender que esse padrão de comportamento é normal e vai segui-lo. Porém, o contrário também acontece quando o pai ou a mãe bebem e ficam muito agressivos. Uhum. Muito violentos. Esse filho, geralmente ou essa filha não vai querer colocar uma gota de álcool na boca porque sabe o que o álcool pode causar. Então existe essas duas questões, mas as crianças elas replicam pelo exemplo e não pela fala. É exatamente. Precisamos lembrar, né, que somos espelhos, né, das nossas crianças. Agora, aquela sensação de boca seca, amarga, dor de cabeça, tontura, o que que acontece com o corpo, doutora? Eh, um dia depois de de repente uma comemoração que teve o consumo de cerveja, de álcool, famosa ressaca, né, Rúbia? O que que acontece? O álcool ele ele é depois que ele é metabolizado, ele libera algumas substâncias tóxicas no organismo. Uhum. Isso daí no dia seguinte, né, logo depois ele causa essa sensação de euforia, às vezes de relaxamento, mas no dia seguinte a conta chega, né? O que pode acontecer? Ele pode causar uma vasodilatação, né? uma dilatação dos vasos, isso pode aumentar a sodorese e isso elimina mais água no organismo, né? Além dele dele eliminar água, eliminar mais água pela urina também. Então, no dia seguinte, essa sensação geralmente é causada pela desidratação, essa dor de cabeça, essa boca seca. Além disso, se a pessoa bebe em grande quantidade, o álcool também pode afetar o estômago, pode causar uma gastrite aguda por causa do consumo de álcool. E aí no dia seguinte também a pessoa pode acordar com dor de estômago, aquela náusea, isso tudo relacionado ao consumo eh pontual e grande de álcool, né? Muito bem. E aí o pessoal fala assim: "Ah, vou ter que tomar muita água para poder me reparar, vou ter que tomar sopa. Fica de cama, né? Isso tudo acontece mesmo, né? Acontece, acontece. O que a gente sempre orienta é no dia seguinte dá uma folga, né, pro pro fígado, deixa seu fígado relaxar. Então, evitar beber vários dias seguidos, né? A gente sabe que os jogos da Copa, né, são todos os dias, mas o Brasil não vai jogar todo dia. Então deixa para para beber pelo menos só no dia que o Brasil for jogar, né? É. E tomar cuidado, né? Tomar cuidado porque os jogos são à noite, né? Aí tu vai ter que dormir, vai ter que acordar que trabalhar. É, exatamente. E aí também tem ali a o impacto na saúde mental, no reflexo, né, doutora? Sim. O álcool ele faz os nossos reflexos ficarem mais lentos, né? a gente fica com a coordenação motora mais prejudicada, com o equilíbrio mais prejudicado. Então essa questão de de beber e dirigir, quando eu falei, né, da dose segura, isso é pra pessoa que vai estar em casa, né? Se a pessoa vai dirigir, nem pensar. Se a pessoa trabalha com algum trabalho, né, que seja muito perigoso, um operador de máquinas, por exemplo, é zero álcool, tá? Porque qualquer dose, mesmo que seja pequena, já é suficiente para afetar reflexos, afetar a coordenação. É, precisamos estar atentos. Agora 8:56. Tem mais pergunta, produção? Se tiver, pode colocar na tela. Daqui a pouquinho a gente já vai para as considerações finais, tá? Aline Rocha do Jardim Guanabara. O hábito de beber faz com que a pessoa esqueça os cuidados básicos, como se alimentar bem, tomar remédio no horário, dormir direito. O álcool sabota a rotina do autocuidado. Ô, é verdade mesmo, hein? Porque isso quem bebe, né, frequentemente tem aquele esquecimento e você não vai lembrar da sua rotina do dia a dia. Ô, Daniela, ajuda a gente com essa resposta pra Aline, por favor. Exatamente. O álcool, na verdade, ele vai amortecendo, como eu falei. Uhum. E você vai perdendo a noção do que você precisa fazer, das suas rotinas cotidianas, dos seus compromissos. E aí você vai chegando num ponto quando você quando a bebida já tomou conta da sua vida, você realmente não lembra mais de comer, de fazer higiene pessoal. E aí realmente já é o estado eh onde o álcool já está sobre o seu domínio, né? Você já é o realmente um alcólatra, vamos chamar assim. Uhum. Então isso é muito complicado porque realmente você vai esquecendo de questões básicas, de rotas, de asseios, de alto cuidado. Você esquece quem você é. Exatamente, né? Esquece quem você é. Essa é é a fala perfeita, gente. Precisamos tomar muito cuidado com isso, né? Principalmente hoje a gente falando de cerveja, de comemoração, Copa do Mundo, né? E e os jovens aí eh 18 anos mais, né? Que de repente vão ter aí o primeiro contato, né? Com uma cervejinha. A gente precisa de equilíbrio, a família precisa conversar, explicar sobre, porque é importante falar o que realmente acontece, né? Nada de mascarar não. A gente tem que preparar o jovem pro mundo. E no mundo acontece isso e a gente sabe que sim. Então o importante a gente estar aí com o diálogo dentro de casa. Agora 8:58, a última pergunta. É isso, produção? E aí a gente vai paraas considerações finais, tá certo? Então tá bom. Vamos lá. Felipe Souza do Nova Europa. Misturar bebidas destiladas com energético. Uau. Nas baladas virou o combo favorito. Aham. Para muitos jovens. Essa combinação perigosa disfarça o cansaço e elimina os limites do corpo. Nossa gente, esse negócio de energético aí com destilado é complicadíssimo. E a doutora tá aqui, pode explicar pra gente o quão mal isso faz, né, doutora? É, misturar, na verdade, o energético com a bebida é como se você tivesse antagonizando os efeitos, né? O álcool ele causa uma depressão do sistema nervoso central, então a pessoa vai ficando às vezes mais lentificada e o energético faz isso, a pessoa ficar acordada, né? Só que você vai juntando isso, né? você vai conseguindo beber um pouco mais, né? Porque você mistura às vezes a bebida, o destilado, né, com o energético, isso fica mais fácil de beber, fica mais palatável, fica mais gostoso e acaba que a pessoa perde a noção de quanto ela bebeu, né? Se ela vai, ela vai enchendo o copo, né? vai enchendo o copo, vai enchendo o copo e às vezes ela não sabe nem quantas doses ela acabou tomando. Ela chega em casa, vai tentar dormir, não consegue porque o energético já tá fazendo efeito. Então essa essa combinação, essa mistura é muito ruim e a gente tem que tomar muito cuidado. É lógico que uma dose, um energético numa festa, OK, mas se a pessoa vai aumentando muito esse consumo na noite e perdendo a conta, né? Eu acho que a grande questão é a pessoa saber quanto que ela tá bebendo, né? Se ela começa a beber demais e vai enchendo o copo, ela perde a conta e não sabe nem a quantidade que tomou. E aí no dia seguinte a a conta vai chegar. É, a conta chega no dia seguinte e vai continuar chegando se você continuar, né, fazendo o o consumo exacerbado desse desse tipo de combo aí, porque é um combo que a gente vê, né, que é um combo que não faz tão bem assim pra saúde, não. Tem que tomar muito cuidado. Aliás, o álcool em si é algo liberado, né? Mas a gente precisa tomar cuidado. É importante que a gente conheça o nosso corpo, que a gente conheça os nossos limites, as nossas regras, para que a gente possa entender que você não precisa beber para pertencer. Tá bom? Agora, pontualmente 9 horas, a gente vai para as considerações finais. Quero agradecer a Daniela pela sua participação, pelos seus ensinamentos, pela sua troca. Deixa pra gente uma mensagem. A gente tá aí as vésperas já, né, do do jogo do Brasil. Copa do Mundo tá aí. brasileiro é festivo por natureza. Isso é maravilhoso. Nossa, o nosso Brasil, nosso país tem uma cultura linda, né? Porque nós, eh, somos felizes. Só que a gente precisa entender que a nossa felicidade não depende da cervejinha. E nós não precisamos também de de repente tomar, né, beber, ingerir o álcool para ter aí a para pertencer a um grupo, porque se a pessoa gosta de mim, ela vai gostar de mim, sem álcool e tá tudo bem. E se você quiser beber também tá tudo bem, tá sem julgamentos. Mas a gente aqui tá colocando um posicionamento de uma pessoa que fala sobre a saúde mental e a outra que fala sobre a saúde física. E aí vai de você eh absorver o que melhor faz sentido para você. Dani, por favor, considerações finais. Bom, eu quero lembrar só de que existe as opções de cerveja sem álcool. Algumas marcas hoje colocam essa opção e elas são muito semelhantes. Eu, principalmente, acho até melhor do que com o álcool. Uhum. É uma questão pessoal. Mas só fazero uma constelação final, é de que se a gente precisa de amortecedores para ser quem a gente é, nós estamos usando máscaras, eh, personagens e uma hora a conta vai chegar, porque esse personagem vai tomar conta da gente, a gente vai esquecer de quem a gente, de quem a gente é. Então, presta atenção nisso. Se for bebê, beba com moderação. Entenda qual é o seu limite para que depois, no dia seguinte você não tenha ressaca, como Dra. Mariana falou, e você preserve a sua essência e saiba exatamente até que ponto você pode ir ou não. E aí você pode ser feliz de acordo com a sua essência. Maravilhosa, Daniela. obrigada pela sua participação, pela sua entrega e a gente que agradece, doutora. Muito obrigada também, Dra. Mariana, primeira vez aqui no programa, acho que é primeira de muitas, né? Eu acho que esclareceu bastante a questão eh do impacto, né, do consumo do álcool. Hoje a gente tá falando do álcool da cervejinha, tá gente? Aquilo aquele básico, todo mundo toma uma cervejinha, ah, legal. Só que pera aí, tem um limite, né? E aí a doutora trazendo pra gente o impacto na nossa saúde física. Muito obrigada pela sua participação, viu? Eu queria deixar algumas dicas, na verdade, que eu acabo falando pros meus pacientes no consultório, né? Eh, a gente sabe que na época de copa de comemoração as pessoas vão acabar bebendo uma cervejinha e isso pontualmente também não vai trazer nenhuma consequência grave a longo prazo. Algumas dicas que eu falo, tenta já chegar na comemoração já na cabeça com a quantidade que você vai beber. Então, ó, hoje eu vou tomar duas, três cervejas e pronto, vai acabar e vai ser só isso. Outra dica que eu sempre dou, intercala a cerveja com água ou com alguma bebida não alcoólica. Então, para cada copo de cerveja que você for tomar, você toma um copo de água, um copo de suco, um copo de refrigerante. Outra coisa, beber devagar. Se a pessoa bebe muito rápido, ela bebe muito mais. Então, fica com aquele copo lá, mesmo que a cerveja esquente um pouquinho, troca, pega outra. Mas beber devagar, isso faz a gente beber um pouco menos. Uhum. E como a Dani bem bem já comentou, né, as opções sem álcool hoje tem muitas opções no mercado, né? Eh, apesar de não ser exatamente a mesma coisa, eu também acho que o gosto é bem semelhante. Então, se a pessoa quer manter o hábito, né, de ficar com com o copinho, com a garrafinha na mão, toma uma cerveja sem álcool ou algum drink sem álcool, né? Hoje em dia tem vários drinks sem álcool, tem até espumante sem álcool, vários drinks, né, docinhos com sabor de fruta, enfim. Então, tentar ir intercalando, né, e, se possível dar preferência para pra bebida sem álcool. E o maior clichê que a gente já falou hoje, né? Se você for dirigir é zero, tá gente? Não não não dá para para ter nenhuma tolerância aí de álcool, tanto pela questão da blitz, do bafômetro, quanto quanto pelo pelo quanto isso vai prejudicar os seus reflexos e pode causar vários graves problemas paraa sua saúde e pros outros também, né? Acidente de trânsito, enfim. Então, acho que é o o recado é esse, mas podemos beber, mas com moderação e com cuidado. Maravilhosas, né? A Dra. Mariana, Daniela trazendo pra gente orientações referente às comemorações aí que tão estão chegando já, né? Daqui a pouquinho tá todo mundo preparando churrasco para assistir o jogo do Brasil na Copa do Mundo. Gente, o álcool, sim, ele faz parte da cultura social de muitos países, inclusive aqui no Brasil, mas quando a bebida passa a funcionar como anestesia emocional, fuga da ansiedade ou necessidade de pertencer a um grupo, o sinal de atenção precisa aparecer. Falar sobre saúde mental, pressão social e consumo consciente é fundamental pra gente quebrar aí estigmas e ampliar eh o cuidado, tá? E lembre-se, buscar ajuda não é exagero, não é fraqueza, é reconhecer limites e construir relações mais saudáveis consigo mesmo e com os outros, tá certo? Então, um grande abraço para você, obrigada pela sua audiência, pela sua companhia. A gente tá chegando ao fim de mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Lembrando que ao meio-dia tem Gabriel Castro trazendo informações de tudo que aconteceu ontem na reunião ordinária e também matérias relevantes aí com informações precisas de toda a nossa equipe, especialmente para você que tá aí do outro lado. A ÍRA também tá chegando aí já com informações atualizadas, tá? Aqui de Campinas, de São Paulo, Brasil e Mundo. E amanhã nós temos Estúdio Câmara mais uma vez. E amanhã, olha só, a gente vai falar sobre a nossa relação com a comida na era digital. Como assim? Os aplicativos, sabe aqueles aplicativos que contam calorias? Os relógios que avisam quando a gente deve beber água, a inteligência artificial que indica as dietas, os algoritmos que dizem o que é certo, o que é errado, comer. Então, mas até onde a tecnologia ajuda na saúde? E quando ela começa a gerar culpa, ansiedade, obsessão, a busca pelo corpo perfeito e o monitoramento constante da alimentação, tem preocupado especialistas no mundo inteiro. E a gente vai falar sobre isso amanhã, a partir das 8 da manhã ao vivo em mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Fique com a gente. Eu quero lembrar, gente, olha só, tem um convite especial para você. A Câmara de Campinas está convidando você a participar das audiências públicas da Comissão de Finanças e Orçamento no próximo dia 9 de junho. Sua presença é fundamental para ajudar a construir as decisões sobre o orçamento da cidade pro ano que vem, viu? Essas audiências são importante instrumento de participação popular, que é um momento que você vai se conectar, vai entender as demandas eh do município, da população e as prioridades que tem o poder público. Então, a primeira audiência vai acontecer às 7 da noite, vai tratar do projeto de lei que define as diretrizes orçamentárias, é a LDO 2027. Essa proposta estabelece metas, prioridades e regras para elaboração do orçamento do município pro ano que vem, tá? E você pode participar presencialmente lá no plenário. Sua presença é muito importante. Depois, às 8 da noite, acontece a segunda audiência pública que vai discutir aí os ajustes técnicos nas metas fiscais da LDO de 2026. Então, a prefeitura a e a Câmara eh destaca para você que as mudanças buscam adequar demonstrativos. as projeções econômicas mais recentes do município e as audiências elas estão abertas ao público. É importante você participar e não esqueça, então, audiência pública na Câmara de Campinas, Lei de Diretrizes Orçamentárias. Você sabe o que é isso? Nunca participou? É a sua oportunidade, tá bom? você vai acompanhar a nossa programação, sempre trazendo essa informação para você, para que chegue no dia você esteja lá presente e participe da lei de diretrizes orçamentárias, a construção dessa dessa lei de diretrizes orçamentárias, que é o orçamento que o município tem para aplicar no próximo ano aqui na cidade, tá bom? Grande abraço. Fique bem. Até amanhã, se Deus quiser. Cuide-se. Ciao
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