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Olá, muito bom dia para você que está acompanhando. da programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando estúdio Câmara no ar nesta manhã de terça-feira, hoje dia 7 de julho. Hoje nós vamos conversar sobre inteligência artificial, né? Como é bom a gente ter aí esse recurso para nos orientar no dia a dia, para otimizar o nosso trabalho. A inteligência artificial está no celular, nas redes sociais, nos aplicativos de trânsito, nas plataformas de vídeo, nos assistentes virtuais e até nas conversas que a gente mantém diariamente. Segundo a pesquisa do Observatório da Fundação Itaú, em parceria com Datafolha, 82% dos brasileiros já ouviram falar em inteligência artificial e 93% utilizam algum recurso baseado nessa tecnologia e até muitas vezes sem perceber que a gente tá usando, né? Mas junto com as facilidades surgem novos questionamentos. Será que a gente tá se tornando dependente dessas ferramentas? Até que ponto confiar na inteligência artificial pode afetar a nossa autonomia? O que será que acontece quando a gente passa a pedir conselhos para um chat bot em vez de conversar com amigos, familiares ou profissionais? E mais que isso, né? Será que a tecnologia ela está ampliando a nossa capacidade de aprender ou a gente tá delegando às máquinas funções que sempre fizeram parte do desenvolvimento humano, como refletir, criar, analisar e tomar decisões. E você aí de casa, utiliza a inteligência artificial no seu dia a dia? Participe com a gente, mande sua mensagem. A gente quer saber se você tá utilizando a inteligência artificial, se você está dependente dela ou se você utiliza ela somente para te orientar em alguma situação que você não tem despert e depois com a informação da inteligência você volta para a internet conferir se aquela informação realmente está certa. Manda essa mensagem pra gente. Estamos aguardando a sua participação. Os nossos convidados já estão aqui no estúdio e daqui a pouquinho nós vamos apresentá-los. Enquanto isso, eu vou mandando para você as informações e você vai mandando a sua mensagem pra gente, combinado? Então, tá bom. Olha só que legal. Campinas lançou o curso de treinadores de futebol amador. É uma iniciativa gratuita voltada à capacitação de técnicos que atuam em equipes da Vársia, escolinhas e projetos sociais da cidade. O curso terá carga horária de 20 horas, distribuídas em quatro sábados, entre os meses de julho e agosto, com aulas teóricas e práticas, tá? Sobre planejamento de treinos, aspectos técnicos e táticos, preparação física, arbitragem e a avaliação de atletas. A coordenação pedagógica será do técnico Nelsinho Batista e entre os palestrantes está confirmado o Murici Ramalho. As inscrições serão realizadas por meio da Liga Campineira de Futebol Amador. Informações e contato você pode falar com o coordenador geral do curso, Luís Nascimento, tá? pelo WhatsApp 19 eh 97410 9447 97410 9447, combinado? Bora, bora então. Um curso bem legal aí para você que gosta, né, do esporte, para você que gosta do futebol. Mais informação chegando. Oportunidade maravilhosa. CP Procamp abriu inscrições para 1816 vagas em cursos gratuitos de qualificação profissional aqui em Campinas. Ao todo, são 20 opções de cursos de curta duração oferecidos em diferentes regiões da cidade e voltados à preparação para o mercado de trabalho. As matrículas devem ser feitas presencialmente nas unidades da instituição. As vagas são preenchidas por ordem de chegada, então os interessados precisam apresentar RG, CPF, comprovante de residência e comprovante de escolaridade. Os requisitos de idade e escolaridade variam de acordo com o curso escolhido, tá? As matrículas para os cursos de qualificação profissional do CPROCAMP você pode acessar no site fumec.sp.gov.br/cprocamp e também ficar atento nas matérias aqui da TV Câmara Campinas, né, em especial no Câmara Notícia, que a gente sempre está trazendo informações para você, combinado? Previsão do tempo chegando. Vamos ver como é que fica o dia hoje. Então, parece que nós vamos ter chuva hoje à tarde, né? De acordo com a previsão, nós temos sol agora de manhã, aí aumento de nuvens à tarde e no finzinho da tarde e à noite, a previsão diz que nós teremos aí chuva para que essa chuva para esfriar um pouco mais. Estamos no inverno brasileiro, mínima 12, máxima 24º. Muito bem, informações OK, previsão OK. Agora a gente volta ao nosso tema central. Vamos falar da inteligência artificial que deixou de ser apenas uma ferramenta para executar tarefas e passou a ocupar espaços cada vez mais presentes em nossas vidas. Hoje ela responde perguntas, organiza informações, sugere escolhas, produz textos, cria imagens e até oferece apoio emocional para quem busca uma conversa ou um conselho. Então, mas essa proximidade também levanta uma discussão bem importante. Se por um lado a tecnologia facilita a rotina e também aumenta a produtividade, por outro, especialistas começam a questionar quais podem ser os impactos desse uso constante sobre a nossa capacidade de pensar, de aprender, de criar e de tomar decisões por conta própria. Então, para entender melhor os benefícios e os limites e também os desafios, né, dessa nova relação entre seres humanos e máquinas, agora nós vamos conversar com os nossos convidados. Vamos apresentar a vocês o especialista em inteligência artificial, Leonardo Tristão. Seja muito bem-vindo. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Obrigado, Rúbio. É um prazer estar aqui na TV Câmara eh falando com vocês sobre um tema que permeia meu dia a dia, né? Tanto lá na Performa Haiti quanto na rádio CBN, onde eu tenho um programa semanal falando de tecnologia e inovação. Eu brinco que atualmente de cada 10 reuniões que eu participo com clientes, 12 são para falar de inteligência artificial. Então é um tema muito moderno, muito atual, muito relevante, mas que como toda ferramenta tem prós e contras, aplicações e não aplicações. Vai ser um papo legal. Obrigado pela oportunidade. Nós que agradecemos, Léo. Agora a gente apresenta a nossa psicóloga, porque a gente precisa de uma psicóloga para nos orientar sobre a nossa saúde mental. É tanta informação que a gente precisa da Soraia Pena. Seja muito bem-vinda, Soraia. Bom dia. Obrigada, Rúbia. Obrigada ao pessoal da rede da TV Câmara, da TV Câmara, ao pessoal de Campinas, a ao Léo, que vai dividir comigo aqui um bate-papo interessante. Ã, eu venho falar um pouco da saúde mental e o quanto isso hoje é impactada ou promovida através da inteligência artificial. Então, acredito que vai ser um bate-papo bem bacana essa manhã, bem legal, eu tenho certeza, com dois especialistas, um de inteligência artificial e outro de saúde mental, é o que a gente precisa para ter o equilíbrio para trabalhar com a IA. Vamos lá, então, a gente começa com o Leonardo. Leonardo, a inteligência artificial saiu dos laboratórios, né, e hoje faz parte da rotina de milhões de pessoas. na sua avaliação como especialista em IA, o que explica essa rápida popularização da IA e por que ela desperta tanto interesse em todos nós? Legal, excelente pergunta, Rúbia. O que acontece é que a inteligência artificial ela parece um assunto novo, né? Mas ela não é, né? as pesquisas de inteligência artificial começaram na década de 50 e ela foi eh eh muito freada ao longo do tempo. Primeiro porque era uma pesquisa muito cara, inclusive o nome inteligência artificial, ele foi uma jogada de marketing e das mais legais possíveis, né? Porque se a gente for olhar do ponto de vista técnico, ela não tem nada de inteligência e muito menos de artificial. Exato. É, é, e são algoritmos, né? ali o que a gente tem são algoritmos se comportando de uma maneira super real, né, tentando simular o pensamento humano, né? E por que que ela se popularizou tão rápido? E eu consigo fazer um paralelo para quem tem tanto cabelo branco quanto eu, talvez se lembre e do início da internet aqui no Brasil lá por volta de 95. A internet demorou um pouco para decolar, né? Por quê? Porque a internet dependia do desenvolvimento de muita infraestrutura, né? Você não tinha eh eh não tô nem falando de banda larga ainda, tô falando da época que a gente tinha conexão de escada, então tinha muitas casas não tinham nem computador. Acho que tinha um computador, às vezes não tinha uma linha telefônica boa e quando tinha computador e linha telefônica, a pessoa ainda não conhecia internet. Enfim, teve que se desenvolver uma série de infraestrutura pra gente poder avançar. A inteligência artificial pegou um caminho totalmente pavimentado, né? A gente tá num momento de mundo onde eu tenho uma uma infinidade de dados, né? Mas uma infinidade mesmo sendo gerados diariamente, eu tenho uma população praticamente toda conectada, né? Principalmente nos grandes centros ou ou nas bolhas. Mas se a gente a gente pode falar que hoje 70% da população mundial ou muito próximo disso tem algum tipo de acesso à internet. a gente tem eh eh algoritmos evoluindo de uma de uma forma muito rápida. A gente tem um cenário muito propício para qualquer revolução acontecer. Eh, tudo que a gente precisa para usar inteligência artificial está no nosso bolso. Quem tem um celular conectado à internet já pode fazer uso de inteligência artificial. E foi a primeira vez na história, Rúbia e Soraia, que a gente conseguiu ensinar o computador a falar a nossa língua. O tempo inteiro o ser humano se adaptou à minha à minha profissão. Eu como programador, né, quando comecei minha carreira antes de de ter a performance, eu fui desenvolvedor de software. Eh, qual que era a minha profissão? A minha profissão era aprender a falar a linguagem da máquina. Uhum. O que que a gente conseguiu fazer agora? ensinar a máquina a entender a nossa linguagem. Então, esse conjunto de coisas, né, esse conjunto de acontecidos levou a essa popularização meteórica do uso de inteligência artificial. Uau! Olha só que interessante. Eu nunca tinha eh visto por essa ótica, né? Nós ensinamos o computador a trabalhar pra gente. Olha só, gente, interessante. A gente precisa para poder ter esse equilíbrio, né? Às vezes a gente acha que nós estamos aí eh sendo eh vítimas da máquina, não. Nós estamos ensinando a máquina a trabalhar pra gente. Agora, toda nova tecnologia muda hábitos, muda comportamentos. E aí eu vou paraa Sorá e pergunto: do ponto de vista psicológico, o que acontece no nosso cérebro? Oraia, quando a gente passa a recorrer a IA para tarefas que antes exigiam esforço, pesquisa, reflexão, raciocínio lógico, exigiam o nosso córtex pré-frontal. Me contaal, é, eu digo para você que e para todos que a inteligência e aí ô Léo, qualquer coisa que eu falar e você achar que tá errado, bem corte, hein? Vontade, Sorai, pelo amor de Deus. É, toda a a interação que a gente tem com a máquina, ela continua exigindo o nosso Córtex, o préfrontal. Por quê? Porque somos nós que ensinamos, né, o nosso agente. Sim. Uma vez ensinado aquele agente a se comportar tal qual a gente se comporta no trabalho, é inevitável que o nosso trabalho fique um pouco mais fácil. Uhum. Perfeito, né? porque a gente alimentou, ele eh eh trabalhou nas pesquisas, devolve pra gente. O problema está em você não checar aquelas informações, porque a gente ainda sabe que a inteligência artificial, vou vou continuar chamando de a, né? Que a inteligência artificial ainda tem os seus gaps. Uhum. do ponto psicológico tem que sim, quanto menos eu esforço o meu cérebro a a uma nova aprendizagem, é a o que a gente chama em neurociência a neuroplasticidade ou aprender o novo e fazer com que meu cérebro expanda. E quando eu tô falando expandir, não tô falando em expandir em tamanho, mas eu estou falando em expandir em eh sinapses e condição de eu produzir mais. Quando eu fico refém dessa ferramenta, eu deixo de fazer esse processo. Então, assim, em linhas gerais, eh, e para encerrar essa pergunta, a neurociência prova que a gente é capaz de aprender enquanto a gente tiver vivo. Se eu tiver 100 anos estudando e me desafiando, eu tô aprendendo, né? Eu tô criando novas sinapses. Agora, se eu ficar refém da IA e só jogar uma pergunta e aceitar a resposta, jogo pergunta e aceito a resposta, eu paro de aprender. Exatamente. E o nosso cérebro, ele se acostuma, né, com tudo que a gente oferece a ele, principalmente com a zona de conforto. A inteligência artificial, ela trouxe ganhos inegáveis, né, de produtividade e acesso ao conhecimento. Mas quando essa essa ferramenta ela é utilizada sem a inteligência humana, né, ela acaba trazendo alguns processos que a gente eh lá na frente vai perceber o quanto que não foi favorável pra nossa mente, pro nosso cérebro. Agora, Leonardo, tem uma linha que separa o uso saudável da dependência tecnológica. você como especialista em IA, quais os sinais de alerta mais chamam atenção hoje quando a gente fala de dependência tecnológica, principalmente a inteligência artificial? Perfeito. Eh, eu costumo eu costumo separar o o trabalho do dia a dia e e as tarefas que a gente desenvolve, né, Rúbia e Soraia, em duas zonas, né? Uma que eu chamo de zona da preguiça, né? O que que é a zona da preguiça? Sabe aquelas tarefas que são super repetitivas? que é preparar uma apresentação, mudar a formatação de algo, escrever uma resposta que normalmente você tá acostumado a fazer no dia a dia. Ou seja, são tarefas que você executar ela com 85% de precisão, 90% ou 100% não vai mudar o ponteiro. Não vai mudar o ponteiro, não vai te entregar um resultado melhor, não vai fazer o seu cliente mais satisfeito, não vai fazer você ganhar dinheiro nem aprender nada novo. Essas tarefas da zona da preguiça, elas são perfeitas para serem automatizadas com uso de A, porque como você não coloca toda a sua carga cognitiva nisso, porque você tá no automático fazendo aquilo, essas tarefas elas são super candidatas a você fazer uso de inteligência artificial eh eh sem nenhum prejuízo paraa tua pro teu dia a dia. Existe um outro grupo de tarefas que são tarefas que te mantém e eh aí eu brinco que é a zona da obsessão, que você está buscando o tempo inteiro ser o mais perfeito possível, ah, porque aquilo vai te gerar um diferencial competitivo, vai te fazer ganhar um projeto, vai te fazer ter um melhor argumento e etc. Essas tarefas, elas não podem ser 100% terceirizadas proá. Por quê? Você não pode deixar uma ferramenta decidir por você. Lembrando que inteligência artificial é uma ferramenta como outra qualquer. Se eu tentar soltar um parafuso com um martelo, eu vou ter um problema. Inteligência artificial não é feita para resolver todos os tipos de problema. tem um conjunto específico de tarefas, principalmente tarefas que envolvem detecção de padrão. Algoritmo é excelente para detectar padrão, muito melhor que o ser humano. Agora, nós somos muito mais eficientes em ter uma visão nexialista das coisas, que é você fazer conexões, olhar de cima, pegar um monte de informações soltas, conseguir concatenar essas informações e tirar uma uma visão diferente daquele conjunto de dados. Eh, eh, a Soraia como especialista no assunto tá aqui para não me deixar mentir, a gente ainda não conseguiu decifrar como o cérebro humano funciona. Como é que a gente tão rapidamente busca informações do passado, do presente, junta, pega opiniões distintas, infere o futuro, testa essas hipóteses. Isso acontece na nossa cabeça numa velocidade que a gente ainda não conseguiu entender. Logo, se a gente ainda não conseguiu entender, a gente não consegue treinar uma máquina para funcionar de acordo com algo que eu não conheço. Então, e esse tipo de raciocínio, ele continua sendo majoritariamente humano. Não, não tem como eu pegar uma tarefa da minha zona de obsessão e transferir para uma máquina. É a mesma coisa que eu deixar alguém que não tem nenhum contexto sobre a minha vida decidir algo por mim. Imagina se eu for tomar uma decisão lá da Performa, né? Eh, eu chego paraa Soraia, que é uma pessoa super capaz na área dela e falo assim: "Sorai, eu preciso que você me ajude a definir qual vai ser a arquitetura de sistemas que eu vou implantar no cliente ABC para eu apresentar na reunião de amanhã." Ela vai falar: "Léo, não faço a menor ideia". Como se ela me pedir, Léo, tô com agenda ruim hoje, você não atende um paciente para mim amanhã? Não, senhora, não posso fazer isso. A Iá também não pode fazer algo que ela não sabe. Exato. Agora, o que que mesmo na zona de obsessão a Iá pode te ajudar muito? Lembra que eu falei da visão nexialista? pegar vários pontos que aconteceram no passado. A I consegue trazer isso aqui e falar para mim, Léo, olha, relacionado a esse tema que você está pesquisando, eu encontrei essas informações com essas referências. O que eu vou fazer daí paraa frente é comigo, é humano. E isso tem que se manter assim. Zona da preguiça, eu automatizo com IA. Zona da obsessão, eu uso a IA como um trampolim para eu chegar mais longe. Uhum. usar isso com meus alunos. É, é verdade. Interessante e importante, né, essa fala do Léo, porque às vezes a gente tá usando a inteligência artificial de uma forma diferente. A gente tá querendo exigir dela algo que ela não foi preparada para isso. E a gente precisa dar nossa contrapartida, receber a informação da IA, mas a gente continuar fazendo o movimento humano, né, para que as coisas saiam da forma que precisam sair, porque senão tem gente que fala assim: "Ah, ó, fiz com a inteligência artificial, errei, né?" É claro que você errou, você pegou, ela compilou as informações, você pegou e entregou. Não, né? Não pode ser assim. A gente tem que dar também a nossa contribuição. Temos que ajudar a inteligência artificial. A gente quer jogar tudo aí no colo da Iá. Não é desse jeito. Soraia. Os comportamentos do dia a dia que pode indicar que essa tecnologia ela tá deixando de ser uma ferramenta para se tornar uma necessidade constante? Porque de repente é o que nós colocamos agora que eh a gente se acostuma tanto e a gente gosta, vamos falar a verdade, né? Nós brasileiros, nós temos um negócio assim que ai que bom, né? Alguém tá fazendo, então ó, beleza. Então assim, aí a Iá tá entregando para mim, ó. Perfeito. Maravilhoso. A que ponto da a psicologia traz paraa gente que Pera aí, tá na hora de parar, vamos rever esse conceito. Você está eh se entregando demais e a gente acaba de eh fazendo com que nós eliminamos a nossa capacidade de raciocinar, de pensar e a gente vai acreditando e entregando tudo o que a Iá nos entrega e a gente vai passando pra frente. Então, a gente precisa parar, analisar e ver onde é que a gente tá errando, como é que é esse movimento do dia a dia. Então, eu percebo esse movimento, eh, pegando aqui um um gancho do Léo, eh, o Léo falou assim: "Ah, não posso atender quem você atende". Eu não trabalho com psicologia clínica, eu trabalho com psicologia organizacional. Hum. Então, nas empresas ou no trabalho corporativo, um trabalho profissional, eh, a gente percebe sim alguns movimentos, eh um movimento é aquele movimento daquele colaborador, daquele empregado que já tá numa preguiça mesmo, né? já tá com má vontade no trabalho, ele vai fazer esse movimento que você falou, ele vai pegar o receber uma demanda ali, ele joga na IA e entrega sem muito crio. Isso a gente fala, você chamou a zona da preguiça, eu profissionalmente posso dizer que é o é a equipe medíocre, né, no na no termo, né, na o mediano, na concepção real da palavra medíocre. Agora em casa, né, nós, vamos falar nós cidadãos, eh, quando a gente começa não ter noção do quanto a gente está usando a IA para resolver questões das quais a gente precisa ter um senso crítico, porque o que que a gente vê? a gente vê um contracenso, a gente vê a Organização Mundial do Trabalho, né, eh, pregando que a competência essencial de 2030 é senso crítico, dentre outras. E por outro lado, a gente vê um um bando de gente viciado em respostas práticas e rápidas produzidas pela IA com lá os emojis para de alguma forma imprimir emoção. Uhum. Exatamente. E uma outra coisa que eu vejo, ã, é quem está dependente, aí agora a gente tá falando do nível de dependência que já passou do do uso normal ou natural. Aquela pessoa que está dependente de qualquer coisa, pode ser de um joguinho de de internet, uma bet, a inteligência artificial, bebida, a forma de se eh viciar, né? é a mesma, é a busca por uma satisfação imediata. Uhum. Então eles, já que numa relação humana você não sabe exatamente qual vai ser a resposta. Eu não sei qual vai ser a a próxima resposta do Léo. Eu não sei qual vai ser a sua próxima pergunta. Isso me coloca numa situação de incerteza e de um pouquinho de desconfortoum. Quando eu me relaciono com a máquina, ela tem a tendência de sempre me agradar. Essa era a minha próxima pergunta. Então, pronto, eu deixo você. Então, mas isso é algo assim que tem sido muito discutido, Léo. Eh, realmente a inteligência artificial ela tem, ela foi programada para nos agradar. Tudo que a gente falar para ela, ela não vai contra a gente. Ela vai eh concordar e nos agradar. E se isso é verdade e por disso. Vamos lá. As ferramentas de inteligência artificial generativa, né? Existem dois tipos de inteligência artificial. A inteligência artificial determinística, ela já existe há mais tempo. A gente usava eh eh a gente fala falava muito de machine learning, deep learning, eh aprendizado de máquina, etc. Isso tem muito a ver com conceitos desenvolvidos paraa IA determinística. com a IA generativa começou a aparecer um novo um novo cenário, Rúbia e Soraia, que é a questão do contexto. Vocês podem ver que toda discussão de inteligência artificial generativa, ela vai eh em algum momento falar de contexto. Hoje a gente já fala de empresas onde está surgindo um novo profissional que é o arquiteto de contexto, né? Eh, e o que que é isso do ponto de vista pessoal? você tá interagindo com uma inteligência artificial e ela tá entendendo o que que você pesquisa, o que que você manda como referência, eh como que você navega, eh o que você costuma eh eh pesquisar, o que você costuma estudar, enfim, ela vai criando um molde de contexto seu, porque para interagir com você, ela conhecer o seu contexto é bom. Uhum. Desde que você saiba usar isso. Por quê? A partir do momento que essa mesma inteligência artificial, que conhece tudo do seu contexto, começa a receber perguntas de cunho pessoal, que não tem a ver com algo profissional, não tem a ver com algo técnico, como o algoritmo, né, e depois eu convido os espectadores, é uma leitura técnica, porém entendível, tá? que é entender a arquitetura Transformer de que foi desenvolvida pelo Google e foi a grande base de da explosão da da inteligência artificial generativa. Ele começa a te responder com base no teu contexto. E aí tem um viés. Qual é o viés? O seu próprio. Ele tende a concordar com você. Mas por quê? Ele ele foi programado para te agradar? Não, ele foi programado para operar em cima do contexto que você passa para ele. Então, se você fala o tempo inteiro, vou puxar sardinha para mim aqui agora, do Vasco da Gama, se eu perguntar do time de futebol Vasco da Gama, ele vai elogiar, porque ele fala: "Pô, o Léo pesquisa coisa do Vasco, o Léo eh direto compra coisa do Vasco, o Léo foi visitar, subiu um monte de foto visitando o estádio do Vasco. Ele é Vasco." Uhum. Óbvio, né? Humum. Então, mesmo com o meu time na situação como está atualmente, ele vai elogiar o time. Não tem jeito. Não é que ele foi programado para isso. O contexto em que eu dei para ele faz ele concordar comigo. Agora, de outra maneira, olha como a gente pode usar isso também de uma forma inteligente, que é dado este meu viés, quando eu estiver pesquisando algo, me diga onde eu não eu posso estar deixando passar algo. Aí eu começo a usar o contexto que ele conhece de mim para me dar dicas de coisas que eu posso não estar vendo sobre um determinado assunto para eu ampliar o meu leque de opções e olhar mais coisas, para eu fazer mais conexões. Então tudo que tem um lado negativo, né, pô, ele tem o teu viés, ele tem, ele conhece você, ele sabe também tem uma forma positiva de você explorar isso, que é justamente pedindo pra inteligência artificial te ajudar a enxergar algo que talvez você não esteja enxergando em cima de algo. Uau, hein? Que aula inteligência artificial, será que estamos dependentes dela, né? E aí o Léo dizendo que a inteligência artificial não, ela não foi feita para nos agradar, é a forma como nós eh levamos a ela, né, o nosso conhecimento, o que que a gente gosta, o que que nós fazemos, as pesquisas que a gente busca, que ela vai criar um um contexto lá e vai de acordo com o que você gosta, com o que você tá, né, de acordo. Então, ela vai o quê? vai estar sempre conectada contigo. Agora, isso acende um alerta por nós até fizemos um programa aqui de inteligência artificial e as pessoas eh migrando paraa inteligência artificial quando a gente fala de questão de saúde, principalmente saúde mental. Muita gente hoje eh se consultando, fazendo terapia com a inteligência artificial. Soraia, qual que é a sua avaliação sobre isso? E quando que a gente pode acender um alerta de dependência emocional? Porque já existem alguns estudos dizendo que nós podemos desenvolver a dependência emocional pela inteligência artificial. Sim. Eh, o Conselho Federal de Psicologia já também tá em estado de alerta. Porque o que acontece? A gente sabe que eu não tenho um número exato aqui, mas uma boa parte da população não tem acesso à terapia. Uhum. Né? Terapia um um processo longo e um processo caro. Infelizmente ainda é um luxo. Exatamente. As empresas que hoje possuem a área de saúde mental, porque uma coisa é a psicóloga do RH, a outra coisa é uma área de saúde mental também.Um ainda é muito incipiente o número, então a gente acaba tendo uma população muito carente. Eh, e somado a isso, Rúbia, a gente está vivendo uma pandemia que se chama pandemia da solidão. É, as pessoas estão cada vez mais reclusas, cada vez com menos amigos. Eh, também tem um histórico aí do divórcio cinza, que o pessoal quando chega eh na nossa idade eh 50 anos para cima, começa a se divorciar. E aí o que que a gente vê? Pessoas sozinhas, ah, arcando com os seus os seus custos, sem dinheiro para cuidar da saúde mental. Exato. E a e na saúde pública a gente tem aí o CAPS, tudo, mas é para situações muito emergenciais. Então o que que a pessoa encontra? Ela encontra um compilot, conversa com você enquanto você tá dirigindo. Uhum. Eu faço isso, mas não para terapia. Às vezes me dá uma ideia, eu dirijo muito. Uhum. Às vezes eu tenho uma ideia e eu quero lapidar aquela ideia. E aí eu começo a conversar com com o pilot. Eu tô falando com pilot porque eu não sei se tem outro que conversa assim, né? E aí o que que eu vejo? Eh, da mesma forma que eu uso para debater com uma IA um conceito, tem gente que senta e começa a desabafar com a IA, né? Ai, eu tô triste, o meu chefe me assediou, eh, tô pensando em divórcio. N situações. O que que a gente sabe aí? O Léo sabe mais que eu, que a Iá, ela tem as suas restrições. Então, se alguém for falar que tá tentando eh tá com com ideação suicida, exatamente. Até trouxemos isso no programa quando nós falamos da inteligência artificial. É, ela ela já está programada para dizer: "Olha, eu não tenho autorização para conversar com você sobre isso. Procure emergência a o SAMU, o o médico, quem que seja." Sim. Mas conversas do dia a dia do tipo, ai não tô feliz, eh, terminei com meu namorado, ele falou que eu sou isso. A tendência da Iá é sempre te dar um conselho bom, né? Um conforto, né? É, ai não fique triste amanhã com a cabeça esfriada, tente conversar com ele. Só que o que que é isso? É uma máquina que tá te dando um bom conselho. Se a gente olhar para o processo terapêutico ou para qualquer tipo de intervenção de saúde mental, isso não é baseado em conselhos, é baseado em técnica, em métodos psicológicos que são ciência. Então assim, a ciência eh por trás de uma inteligência artificial e e me corrija o ô Léo, é para que a inteligência artificial produza respostas, pesquisas, artes, sei lá que mais que músicas dentro de uma eh de um algoritmo ou codificação eh extremamente técnica e científica na tecnologia, mas não na ciência humana, e nos métodos que um psicólogo, aportaria ali naquela situação. É, é, é de fato, Rúbia, alarmante os há números, né? Eh, e esses números são gritantes assim e é muito preocupante porque tem muita gente que hoje deixa de procurar uma, e aí eu nem digo tanto a a um psicólogo ou um terapeuta, a pessoa deixa de procurar uma outra pessoa humana porque ou tá muito constrangido em relação à aquilo que quer debater ou ou expor, ou eh acredita que a inteligência artificial é mais inteligente do que humano. Então vai dar um conselho mais inteligente. Esse nome inteligência artificial tem um peso, né? É isso, né, Léo? É o o e essa questão que você tá trazendo, Soraia, o o a gente, o ser humano em geral, eh eh ele gosta muito de de receber essa dopamina imediata, de de ser reconfortado ou confortado e eh por algo que ele pensa, né? Então, quando a gente quando a gente fala de polarização política, que tem duas bolhas, na verdade, o que que são essas duas bolhas? São as pessoas que pensam de um jeito querendo um viés de confirmação para garantir que tá certo. E eu não tô fazendo juízo político a A ou B, eu tô falando a bolha A pensa de um jeito e quer ficar perto de pessoas que são da bolha A, porque aí ela ela acaba se alimentando e tendo esse viés de confirmação. O que acontece quando ele interage com a máquina? a máquina acaba, como eu falei para vocês, trabalhando em cima do contexto deles. Agora, quando você tira isso do espectro, relação é de um humano com uma máquina e você leva isso pra relação de dois humanos, vocês já pararam para reparar que a maior parte desses golpes amorosos, né, tipo o golpista do Tinder, aquela série famosa lá, ele parte de um ser humano que sempre dá um retorno positivo para outro e aí ele desenvolve uma uma proximidade, uma uma relação de confiança com aquela pessoa. a pessoa começa a se abrir, se expor, ele daqui a pouco tem um monte de informações que ele usa para manipular a pessoa. E aí e eh normalmente esses golpes têm relação com subtração de bens financeiros, né? Eh, que partem sempre de um viés de confirmação. Tem um caso muito famoso de uma de uma ferramenta de inteligência artificial chamada Character AI. Depois vocês procuram essa história, é maravilhosa. Era é uma ferramenta que permite você criar avatares. Então você criava um avatar e ficava lá conversando com esse avatar e tal. E eles, por inferência, né, eh eh começaram a perceber que tinha um monte de gente namorando os avatares. E aí eles criaram uma maneira de falar: "Gente, vamos tirar essa funcionalidade de relacionamento amoroso do ar". Gente, teve luto, a teve protestos contra a empresa, processos, porque as pessoas estavam realmente dependentes daquele avatar que eles criaram para namorar, né? Então, eh eh de novo, como toda ferramenta, tem gente que usa pro bem, tem gente que usa pro mal. Tem gente que usa certo, tem gente que usa errado. Não tem jeito. A gente vai ter que se policiar, né? A gente vai ter que criar mecanismos de controle. Eh, a a gente vai ter que criar formas de identificar isso. Nós temos que ser diligentes com os nossos filhos, né? Será que se meu filho, meu filho passa duas horas conversando com o avatar de será que eu sei disso? Será que eu hoje na minha casa eh eh converso com meu com meus filhos de forma aberta sobre isso para ent para explicar para eles o que pode, o que não pode eh eh como a gente fazia com a internet no passado de falar, ó, isso aqui pode, isso aqui não pode, esse site você pode entrar, isso aqui não é legal. Então, tem uma série de coisas que a gente vai precisar eh eh modular com a chegada de uma nova ferramenta. E aí tem um ponto eh eh Soraé, que você colocou de ah, a máquina conversando, uma pessoa puxa um assunto de ideiação suicida com a máquina. Esse é um caso muito explícito. Você quer ver uma área onde eu acho que a inteligência artificial vai ajudar muito a gente? é nos casos em que não há esse essa essa busca direta por ideação suicida, mas que a máquina começa a detectar um padrão de buscas do tipo e aí sim falar: "Olha, essa pessoa precisa de uma ajuda psicológica". E aí começa uma discussão que eu não tenho resposta ainda, que é o seguinte: até que ponto é ético a máquina entender que o Léo não está num bom momento e acionar alguém? Hum. Sim, sim. Isso é uma discussão ética também de porque de repente eu não quero procurar alguém, eu quero, eu quero, eu quero manter o meu sofrimento. Eu tenho esse direito ou não, porque eu tenho certeza que os os algoritmos vão evoluir para detectar isso com muita facilidade. O Léo não está bem. Agora, o que fazer com essa informação? Induzir o Léo a buscar um tratamento ou já acionar a Dout. Soraia, que com certeza consegue ajudar o Léo? Essa é uma linha de discussão, pessoal, que eu ainda não tenho uma opinião formada, acho extremamente polêmica, mas aposto com vocês que em breve a gente vai estar discutindo sobre isso, dado o poder que a IA tem de identificar padrões. Muito bem. Olha só, né, quanta informação a gente recebendo aqui do Léo, que é especialista em inteligência artificial, e a gente também falando sobre a saúde mental, porque precisamos de uma orientação referente à saúde mental. é tudo muito novo, né, para para nós agora, para as pessoas que trabalham com essa eh nessa especialidade aí com igual o Léo, eh a inteligência artificial não é tão nova assim, né? Então eh o que que é a inteligência artificial que o Léo passou pra gente aqui hoje? É um compilado de informações, né? e que a gente vai ter que trabalhar com esse compilado de informações para trazer o que a gente acha que é certo para nós. Agora, o nome inteligência artificial, eu acho que cria um peso, né, que que Soraia, que que de repente a gente acha que tá tudo resolvido por ela. É, é, tem essa essa história de que é a inteligência artificial tem um Q maior do que o do Einstein, né? Então assim, o pessoal gera esses tipos de mito e esses mitos eh a gente sabe que se espalham que nem Então é verdade. E aí acabam eh as pessoas acabam acreditando mesmo, né? Acreditando. E aí assim, ó, para que que eu vou falar com uma uma psicóloga normal se falar com se eu posso falar com exatamente, né? Quem que é ela? Não é sério. Tem histórias que falam assim: "Não, porque o o QI do Einstein era C, agora o número não sei exatamente, 165, 175, uma IA é muito superior a isso. Qual é o meu QI? Por que que eu vou contratar a Soraia ainda pagar a Soraia se eu posso falar com um suposto terapeuta que tem um QI gigantesco e vai resolver meus problemas? É verdade. Nós precisamos eh prestar atenção, né? Ah, não demonizar internet, nem inteligência artificial. Isso é maravilhoso, mas a gente precisa ter um equilíbrio aí no uso e no entendimento, porque as coisas vêm chegando, a tecnologia ela vem chegando, ela vem se atualizando e às vezes a gente não tem tempo para estudar sobre, né? Então, a importância de entender, aprofundar um pouquinho. Hoje nós estamos falando da inteligência artificial. A gente já percebeu hoje aqui que não é verdade o que nós ouvimos ou até dizemos. A inteligência artificial foi feita para me agradar. Não, não é. Ela simplesmente ela captura o que você diz sobre você para ela e aí, claro que ela vai te dar uma resposta positiva. Bom, a produção me avisando que nós temos algumas perguntas, então vamos ver o que que o pessoal tá dizendo. Pode jogar lá pra gente, por gentileza, turma. Vamos ver quem é que tá conosco. A gente agradece você que tá aí do outro lado, né, participando muito bem. A Camila Rocha Vila Industrial. Quem usa I pode estudar todos os dias. Não, pera aí. Quem usa Iá para estudar todos os dias deveria tentar primeiro fazer sozinho antes de pedir ajuda. Ah, mas aí é um negócio que o nosso cérebro se acostuma e a gente sem perceber já tá utilizando aí a Sorá. É porque isso é é assim o estudar você pode até buscar fontes de pesquisa, né? Então, por exemplo, eu tô estudando agora psicologia positiva. Eu posso jogar na Iá quais são os melhores artigos sobre eh psicologia positiva. Eu posso inclusive pegar um artigo em outro idioma e usar IA para traduzir. Esse tipo de utilização, eu acredito que seja muito benéfico. Uhum. Agora deixa uma coisa que eu vejo os meus alunos, eu sou professora, mas uma coisa que eu vejo meus alunos, Camila, fazer é pegar uma leitura que é obrigatória, jogar na EA e resumir e ler só o resumo. Aí eu não vejo muita vantagem, porque se o artigo foi feito, né, com aquele conteúdo lá de três páginas, tem muita coisa dentro daquelas três páginas que vai te acrescentar na hora de você entender e tomar o teu juízo próprio sobre aquilo que você tá lendo. Se eu leio só o resumo, uns uns bullet points, como é que eu falo isso português? É uns tópicos. Se eu leio só os tópicos, Uhum. O que que eu tiro disso? Então, a minha resposta, Camila, é: faz bem pesquisar, mas eh leia o conteúdo sempre inteiro. Muito bem, valeu, Camila. Obrigada pela sua participação. A próxima pergunta, por favor, produção, pode jogar pra gente aí. Muito bem. Juliana Martins do Nova Campinas. Como ensinar crianças e adolescentes a usar IA sem perder a curiosidade e a vontade de pensar? Olha aí, Léo, como é que a gente faz com as crianças, né? Crianças, será? Usaria adolescentes? Pode ser que sim. Qual que é a sua avaliação? E o que que você pode dizer aí paraa nossa telespectadora Juliana? Léo? Bom, eh, eu tenho eu tenho uma convicção, né, de que a inteligência artificial é uma revolução cognitiva e não uma revolução tecnológica, né? Quem se beneficia mais em um cenário de revolução cognitiva são as pessoas que sabem aprender a aprender. Uhum. E ninguém sabe aprender melhor do que criança. Criança, podemos traçar um paralelo para vocês me entenderem, como criança aprende um idioma, como o adulto aprende um idioma. São coisas completamente diferentes. Criança tá com, eu não sei explicar eh eh cientificamente porque isso acontece, mas parece que é um cérebro mais propício a adquirir informações. Dito isso, eu sou super a favor de crianças terem contato com inteligência artificial o mais cedo possível com supervisão dos pais, entender como funciona uma ferramenta que vai ampliar a capacidade cognitiva da criança. Então eu acho que as crianças precisam ter acesso, crianças, adolescentes, adultos. Para mim todo mundo deveria deveria ter acesso à inteligência artificial. E só que a gente deveria usar a inteligência artificial de uma maneira um pouquinho diferente. A inteligência artificial ela tem que ser o personal trainer do seu cérebro. Que que eu tô querendo dizer com isso? Se você tem um personal trainer na academia contigo, ele não levanta o peso para você. Uhum. Ele não tá ali falando, não, deixa que esse exercício eu falo, eu faço. Alguém conhece algum personal trin? Não, contratei o cara para correr por mim. Não, isso não existe, né? Ele corre junto com você te dando dicas. Léo, melhora a respiração. Léo, controla a passada. Léo, olha como é que tá o desgaste. Na academia ele corrige sua posição, te ajuda a ajustar o peso, enfim. Então, quando você tem alguém que consegue te ajudar a fazer algo melhor, isso é um grande incentivo. E aí para mim que a inteligência artificial entra naquela zona que eu falei da zona da obsessão. Quando eu quero aprender algo profundamente, qualquer tipo de ajuda é válida, mas o raciocínio é meu. As crianças normalmente estão numa zona de obsessão, elas querem aprender tudo o tempo inteiro, né? Elas querem fazer tudo bem feito. Agora, a gente tem que tomar o cuidado de não expor demais para não criar um uma essa dependência de não conseguir raciocinar sozinho e entender qual é o uso que as crianças estão fazendo de inteligência artificial, mas que tem que ter contato. Eu não tenho dúvida que só tem benefício associado. Muito bem. E com a supervisão dos pais, importante, né, Soraia, a gente ressaltar isso, não é? É. E um detalhe aqui acrescentando, a gente fala muito que ah daqui um tempo no no mercado de trabalho, o letramento digital é uma será e já é, né, uma competência essencial. Então, se uma criança aprende a fazer um bom uso da inteligência artificial, provavelmente ela já vai chegar na idade de entrar, né, de ingressar no mercado de trabalho já letrado. Ex. Exatamente. Então isso vai ser benéfico para ele como profissional. Então se quanto antes aprender, o quanto antes dominar, vai ser um novo inglês, né? É, a a gente a gente espera que a criança aprenda o inglês para que ela use no mercado do trabalho, né? E a o letramento digital é o novo é a nova linguagem. Será essencial isso? Mas com o uso eh essa palavra eu nunca vou deixar de falar, ô Rúbia, que é senso crítico. Uhum. Se eu os pais não têm senso crítico, a criança não vai saber o que é. Uhum. H, com o senso crítico dos adultos, eh, supervisionando as crianças, obviamente que só tem a trazer coisas positivas. Excelente. Muito bem. A gente agradece aí você que tá participando conosco. Agora mais uma. João Pedro do Swift. Como eu diferencio uma ferramenta que me ajuda na rotina de uma muleta emocional que eu não consigo largar. Eita, será que tá já indo pra dependência, Soraia? Como é que a gente diferencia isso, né? A ferramenta tá me ajudando na rotina do dia a dia a otimizar meu trabalho de uma muleta emocional que eu não consigo largar. Olha isso. Eh, eu acredito, é João Pedro, né? É, João Pedro, que e João Pedro, eu acredito que a pessoa que está dependente emocionalmente da da IA, é, ele já não perceba mais, ele ou ela. Hum, entendi. Quem vai perceber é quem tá ao redor. Perfeito. Então, eh, quando essa pessoa começa a ficar num comportamento de excessivo, e a gente usa a palavra excessiva mesmo, excessiva necessidade de estar o tempo inteiro no celular pesquisando as coisas. excessiva necessidade de tá na frente do computador e não almoça mais com os colegas de trabalho ou com a família. Uhum. Eh, não tem um lazer que seja apartado da tecnologia, não, né? Se tem namorado, namorada, eh, os encontros começam a ficar restritos. Por quê? porque tem a necessidade de estar ali conectado. Tem a o o Léo aqui deve conhecer, obviamente conhece aquela síndrome do fomo, sim, né? Eh, que é o medo de est por fora de alguma coisa. E isso ah as outras pessoas vão perceber. Então, João Pedro, se alguém te der um toque falando: "Nossa, tá muito tempo no celular, muito tempo no computador, tem que acender um alerta aqui." Exato. Porque aquela pessoa sim deve tá usando eh a Iá como uma muleta para para todo tipo de resposta. Você consegue passar um final de semana na fazenda e ficar completamente desconectado do mundo. Isso vai te responder muita coisa. Ex. Uau. Um final de semana. Tudo isso assim. Simples assim. Meu aniversário esse ano muito bom, né? É verdade, gente. É sério. Eu eu meu aniversário esse ano caiu num sábado. Eu fiquei sábado e domingo sem nada, sem sem celular, sem computador, sem televisão, só eh curtindo o que a natureza ali me permitia. Exato. Contemplando, né? Quanto tempo faz que a gente não contempla, né? Eu trabalho, eu trabalho com tecnologia. Eu tô tô conectado eh eh boa parte do tempo por necessidade, mas tem uma brincadeira que eu faço lá na empresa, né? que eu quando eu vou me desconectar mesmo, eu aviso o grupo de liderança da empresa, eu até brinco com ele. Pessoal, esse final de semana eu vou tá fora, eh, vou est numa num local que não tem comunicação. Então, caso vocês precisem de mim, por favor, desprecisem, porque eu não vou responder. Então, e eu consigo ficar fora tranquilo. Eh, eh, mas o meu lado é o contrário. Eu já tô o tempo inteiro inserido num cenário tecnológico, né? Então, eu desligar faz bem para mim, faz bem para eu oxigenar a minha mente, mas essa provocação que eu faço é é a mesma que eu faço para qualquer um. Ah, eu tô viciado em bet, você consegue assistir 10 jogos sem jogar? Não, não consigo. Putz, cara, desculpa, você tá viciado em bet. Você consegue ficar um final de semana longe do computador? Não, não consigo, cara. Você tem alguma coisa que você precisa investigar nisso aí. os sinais eh apesar deles serem sutis, eh com um pouco de observação, a gente consegue entender mais ou menos o que tá acontecendo. E é importante ressaltar que quem percebe é quem está à nossa volta, né? E aí você fala assim: "Nossa, você é chato, o que que você tá falando? Só tô respondendo aqui uma uma mensagem, mas não. Se alguém que está à sua volta falou assim, ô, que que você acha? Deixa o celular no cantinho aí, vamos conversar, bater um papo, tomar um café, aceita?" Ou então é o momento de você fazer uma autorreflexão, né? Soraia. Eh, Rubia, sabe uma coisa que você falou e me veio em mente? Se você vai para uma reunião, reunião, uma sala de reunião, eh, para debater um assunto e não leva o computador e não leva o celular, Sim. O que que vai ser? O que acontece nessa reunião? As pessoas vão ter que raciocinar, as pessoas vão ter que argumentar, conflitar, o que é muito desejável e e e saudável. Uhum. O que que a gente vê hoje em dia numa sala de reunião? É todo mundo com as telas, cada um com a sua, com a sua armadura da tela e com o celular. Uhum. Aí respondendo, terminando de responder o o João Pedro, ah, se alguém faz uma pergunta ali naquela mesa de reunião e você tem a necessidade imediata de pesquisar e sabendo que você sabe responder sem pesquisar, tem alguma coisa errada. Exatamente. Olha só. Vamos testar a nossa memória. Gente, tá funcionando ainda. A gente que tá deixando ela de lado, não é? É. O problema é que atrofia, né? Exatamente. E aí, como faz para desatrofear, né? Tem como a gente correr atrás? Claro que tem. É só ir minimizando, sabe? Deixando de lado um pouquinho hoje, um pouquinho amanhã. a gente se acostuma, o cérebro se acostuma com tudo que a gente oferece a ele, como se acostumou eh com essa zona de conforto da inteligência artificial, também vai se acostumar a voltar a a raciocinar, né, a a eh ter ali aquela aquele dinamismo, aquela rapidez. É tão gostoso quando você consegue ali improvisar e tal e entregar, mas de repente por uma uma zona de conforto da inteligência artificial e a gente tá ultrapassando os limites, a gente acaba atrofeando o nosso cérebro. A gente precisa cuidar com isso. A última pergunta, produção. Vamos lá. Fernando Garcia do Parque Oziel. Como eu posso criar limites saudáveis para não transformar toda a dúvida, medo ou insegurança em pergunta para Iá? Então, a zona de conforto e a acho que a sensação de que você sabe que você vai ter uma resposta em um clique, é tudo muito rápido isso, o nosso cérebro vai se acostumando também, Léo. E aí, como é que faz? Então, Rú, mas para esse caso, eu tenho eu tenho uma dica super prática e que eu uso bastante no meu dia a dia. Eh, eu uso inteligência artificial para me ajudar a organizar pensamentos. Sim. Exato. Nunca para tomada de decisão.Um, né? As decisões são sempre minhas. Isso vale eh até no contexto empresarial eh do quando eu tô tomando uma decisão na performance, eu posso ouvir todo mundo e e faço muito isso, né? Ouço as pessoas envolvidas, ouço as pessoas impactadas, ouço as pessoas que por algum, mas a decisão final é minha. Eu capto informações de todo mundo, mas a decisão final é minha. Até porque a responsabilidade final também é minha da decisão. Eu não posso virar e falar assim: "Ah, cara, não, não briga comigo, briga com aá, foi ela que decidiu." Não, não existe isso. Então, use as ferramentas de inteligência artificial como um grande organizador pro seu cérebro, mas nunca para tomar nenhuma decisão. As decisões têm que ser sempre humanas e aí a gente tem um bom caminho de uso de botar o córtex préfon frontal para funcionar, não é, Soraia? É isso. É, eu penso que assim, como ele colocou ali uma questão de insegurança, nem toda a resposta que de de trabalho, de vida, né, a gente tá eh eh como que se fala? Aliás, quase nunca a gente tem todas as informações. Exato. Quase nunca. Usar uma IA para fazer uma pesquisa e, né, para organizar os pensamentos, como o Léo falou, é válida. Isso eu faço. Ele faz, você faz, todo mundo faz. Mas eu eu vou dar um exemplo, por favor. Eh, eu sou professora e uma professora que divide aula comigo eh falou para mim assim: "Proforaia um aluno na segunda aula olhou para mim e falou assim: "Ah, se eu tiver que vir aqui ver template feito na IA, eu não preciso vir aqui, eu mesmo faço os meus templates na IA." Humum. E aí ela respondeu para ele: "Só que os 25 anos de gogó sou eu que tenho". Uau! É isso. Então é sobre isso. Você vai usar ali para produzir um template? O que que esse template te rouba de tempo ou agregaria no teu trabalho? Uhum. Nada. Mas rouba mais tempo produzir um template do que, né, alguma coisa edificante. Agora, pesquisar sobre a aula e chegar lá, conversar, facilitar o o aprendizado ou participar de uma reunião de trabalho com um pouquinho mais de segurança, porque eu estudei através da IA, isso. OK. Eh, o gogó, né, que nem ela falou, tem que ser o nosso, tem que partir da gente e se a gente fica dependente, eu acho que uma coisa empobrece e fica muito triste, que é o repertório. Sim. Uma pessoa sem repertório é uma pessoa, né? É, é triste ter um relacionamento com alguém que não consegue acompanhar diversos e eh assuntos, palpitar, mesmo que seja um palpite errado. Exatamente, né? É verdade. A gente precisa pensar sobre isso. E acho que a gente contribuiu bastante, né, com através dos nossos convidados, a expertise, a ciência, a sabedoria de cada um deles. É quando a gente fala da inteligência artificial, quando nós falamos da dependência, né, da inteligência artificial, a gente procrastina, nosso cérebro se acostuma, a gente para de pensar, eh, fica tudo muito fácil e aí depois a gente quer colocar culpa na IA. Mas não é assim. Nós precisamos estabelecer o limite e também precisamos ir em busca do conhecimento para entender como funciona e para entender como nós também eh podemos fazer para que a gente não crie essa dependência, né? E confrontar sempre sim a inteligência artificial. Não eh acreditar e aceitar tudo que ela diz para você. Não se torne um dependente da IA. Acho que a gente contribuiu bastante através eh da expertise de vocês. Então, eu quero agradecer Soraia pela sua participação. Deixa uma mensagem final aí paraos nossos telespectadores e obrigada. Eh, eu acredito que todo mundo deva sim eh usar a IA e eu fomento o uso da IA em palestras, em aula, em mentoria que eu dou, mas eh não perca a essência humana, não deixe de se relacionar com os outros ou de pegar um conselho que você escutou na Iá e dividir com um colega para, né, eh, tirar tema, vamos dizer assim. Hum. Ah, e uma última questão é IA não substitui nenhum profissional de saúde, nenhum. Então, ah, vou pesquisar sobre o que que esse remédio, para que que esse remédio serve. Ah, vou pesquisar se eu posso tomar tal coisa. Não, médico, fisioterapeuta, psicólogo, seja lá qual for o profissional de saúde, ele nunca vai ser substituído pela IA. Muito bem, Soraia, obrigada pela sua participação mais uma vez. E a gente agradece também o Léo, especialista em que trouxe pra gente informações aí que agora é importante, né, a gente dar uma olhadinha, ver como é que estamos nos comportando e, ó, puxar aí a captar as informações do Léo e inserir no nosso dia a dia. Léo, gratidão, viu, pela sua participação. Léo, obrigado, Rúbia, pelo espaço. Obrigado, Soraia, pela discussão super rica. Vou terminar deixando um recado aqui. Todo mundo me pergunta assim: "Léo, meu trabalho vai sumir? Meu trabalho vai ser impactado pela IA, né?" Eh, gente, provavelmente não, tá? E eu convido todo mundo a fazer uma reflexão sobre a história da humanidade. Toda vez que surgiu alguma tecnologia que mexeu o ponteiro, que elevou a nossa capacidade, eh, e aí eu tô falando desde a gente ter dominado o fogo até a revolução industrial, até o surgimento da internet, eh, o ser humano nunca ficou obsoleto, né? O ser humano sempre vai absorvendo as novas ferramentas, incorporando ela no dia a dia e dando um salto evolutivo, né? E assim a gente foi se comportando ao longo do tempo. A IA é uma ferramenta extremamente revolucionária, mas como eu falei do ponto de vista cognitivo. Então não se preocupem com seu emprego, se preocupem em sempre se manterem aprendizado, sempre passarem bastante tempo da vida de vocês na zona de obsessão. O resto é consequência. Obrigado pelo espaço. Sempre que precisarem à tua disposição. Maravilhosos os nossos convidados. você aí de casa, a gente agradece a sua audiência, a sua companhia. Lembrando que nós temos ao meio de Câmara Notícia atualizando as informações aqui de Campinas e também eh do legislativo. Quero convidar você para continuar com a gente e amanhã nós temos Estúdio Câmara novamente, a gente vai falar de algo bem interessante, a procrastinação noturna. Olha só, né? Isso tem a ver também com a questão aí da da inteligência artificial, das redes sociais, né, da internet. um comportamento, gente, que cada vez mais ele tem sido visto entre as pessoas que passam o dia inteiro, o dia todinho, né, cumprindo compromissos, trabalhando, estudando, cuidando das responsabilidades. Você para e fala assim: "Nossa, o dia precisava ter mais algumas horas". E aí pra gente recuperar a sensação de liberdade e ter um tempo só para nós, a gente acaba adiando o horário de dormir. Daí a gente vai fazer academia à noite, tem gente, tem academia 24 horas, tem gente que vai pra academia meia-noite. Ou então você quer assistir uma série, né, para te dar aquele conforto, aquela sensação assim do óscio. redes sociais, tem gente que vai para jogos ou tem gente que simplesmente fica no momento de descanso e de distração e aí acaba ocupando o período que deveria ser dedicado ao sono e a recuperação do organismo para o próximo dia e acaba sendo impactado, né, com esse hábito na saúde mental, na saúde física. Então, a gente vai conversar sobre essa procrastinação noturna e como a falta de sono afeta na nossa concentração, no nosso humor, na nossa produtividade. É bem interessante. Eu acho que é algo que acontece com quase todo mundo. Não, não todos os dias, né? Mas de vez em quando você trabalha o dia o dia inteiro, você fala assim: "Nossa, mas ah, não, eu vou dar um tempo para mim agora, né?" E aí, ao invés de dormir, você vai procurar fazer outras coisas. Será que você está sabendo gerir o seu tempo ou você realmente tá atribulado, carregado demais e não tá tendo tempo para mais nada? A gente precisa falar sobre isso. E amanhã, a partir das 8 da manhã em mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Grande abraço para você, se cuide. E vamos lá, né? A inteligência artificial faz parte da nossa vida, mas ela não comanda, tá bom? A a os nossos hábitos, a nossa vida, o nosso dia a dia, tá certo? Então se cuide, grande abraço e até amanhã, se Deus quiser, em mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Valeu, tchau. Да. เฮ