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Olá, muito bom dia. Estamos chegando. Estúdio Câmara no ar ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. Segunda-feira, 29 de junho, é hoje, hein? A seleção brasileira entra em campo hoje às 2 da tarde, no horário de Brasília, em um duelo decisivo contra o Japão. E vale, gente, uma vaga direta para as oitavas de final da Copa do Mundo, né? E o técnico Carlo Ancelote deve manter a base do time da fase de grupos com a ausência confirmada aí de Rafinha que tá lesionado. E do lado japonês, o desfalque é o meia cubo também por lesão, né? Por ser uma fase de mata-mata, um empate no tempo normal, leva a decisão para a prorrogação e, se necessário, cobrança de pênaltis. E vamos embora, né? Eu já comecei o programa falando do Brasil porque é o assunto do dia, mas nós precisamos, claro, entrar no nosso tema aqui do estúdio Câmara, que é um programa que traz uma psicoeducação para você. Então, a gente abre a semana do estúdio Câmara falando sobre a escola. Escolher uma escola para os nossos filhos parece uma decisão simples, apenas para quem nunca passou por esse momento. Escolher a escola de um filho está entre as decisões, gente, mais importantes da vida de qualquer família. Mas será que existe uma escola perfeita? Ao longo da trajetória escolar, crianças e adolescentes mudam, amadurecem e desenvolvem novas necessidades. Pais visitam instituições, pesquisam metodologias, analisam estrutura, conversam com amigos e fazem planos para o futuro dos filhos. Mas a verdade é que a escolha da escola vai muito além dos rankings e dos resultados acadêmicos. Uma criança, ela precisa aprender, mas também precisa sentir-se segura. acolhida e pertencente ao ambiente onde passa a boa parte da sua vida. É sobre isso que nós vamos conversar hoje. Então, mande sua mensagem pra gente. Você já teve dificuldade para escolher a escola do seu filho? O que mais pesou nessa decisão? WhatsApp na tela 19978293776. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações e daqui a pouquinho nós vamos apresentar as nossas convidadas que já estão aqui no estúdio para nos orientar sobre o tema de hoje aqui do estúdio Câmara. Ô gente, olha só, a Câmara de Campinas realiza hoje, segunda-feira, a partir das 10 da manhã, daqui a pouquinho, a quinta e sexta, reuniões extraordinárias deste ano de 2026. Na pauta estão projetos que alteram a legislação sobre concessão de alvaraz de funcionamento, atualizam regras da orquestra sinfônica municipal e autorizam a adesão do município ao Sistema Nacional do Esporte. As sessões foram convocadas para o período da manhã em razão da suspensão das atividades legislativas ordinárias a partir da do meio-dia, conforme a portaria 8 de 2026. Essa medida foi adotada devido à classificação da seleção brasileira para a próxima fase da Copa do Mundo, tá? Cuas partidas coincidem então com horário de funcionamento do legislativo. As reuniões serão realizadas no plenário da Câmara com transmissão ao vivo pela TV Câmara Campinas, pelo canal da emissora também no YouTube e você pode participar também presencialmente no plenário, combinado? Olha só, a empresa municipal de desenvolvimento de Campinas, a INDEC, realiza hoje uma operação especial de trânsito para a transmissão da partida entre Brasil e Japão na Arena do Torcedor na Praça Araltos da Paz. O jogo começa às 2 da tarde e a operação terá início ao meio-dia com reserva de vagas na Avenida Doutor Penteado, próximo ao quarto distrito policial. Cinco agentes de mobilidade urbana vão atuar no entorno do evento para orientar manobristas e pedestres e monitorar o tráfego de veículos. A operação contará ainda com equipe semfórica e operadores do Centro de Controle Operacional, com encerramento previsto para as 17 horas às 5 da tarde. Para facilitar o acesso ao evento, a INDEC vai disponibilizar a linha especial 901, que liga o terminal central à praça da Paz. Dois ônibus temáticos vão circular a partir do meio:30 com intervalos de 24 minutos. As viagens de ida vão ocorrer entre 30 e 1:42 e o retorno entre as 4 da tarde e às 5:12. A arena do torcedor eh tem telão de 12 m de largura por 7 m de altura para a transmissão da partida e a gente se encontra lá porque a nossa equipe também estará presente lá no Taquaral. Que beleza. Vamos lá. Previsão para hoje, hein? Um dia importante para o Brasil, para todos nós. E temos sol com algumas nuvens, sem chuva. Oba oba, mínima 15, máxima 26º, tempo agradável, temperatura, aliás, agradável também. Então, um ótimo dia, uma ótima segunda, uma excelente semana e bora que bora, Brasil. Agora vamos voltar ao nosso tema central. Vamos falar muito sério, porque os pais fazem grandes esforços para garantir uma boa educação aos filhos, né? A gente sempre fala sobre isso. Nós pais cuidadores, a gente trabalha, a gente reorganiza o orçamento da família, faz escolhas pensando no futuro das nossas crianças, mas a realidade é que frequentar uma escola considerada excelente vai muito além do pagamento da mensalidade. Existem materiais escolares, os passeios, as festas, os lanches, as viagens e até os hábitos de consumo que são compartilhados pelos coleguinhas. E quando uma criança percebe que vive uma realidade muito diferente daquela que encontra todos os dias dentro da escola, como fica? Como essa criança lida com esse sentimento? Até que ponto a sensação de não pertencimento pode impactar a autoestima dessa criança? E aí as amizades como fica? E o desempenho escolar? E muitas vezes aquilo que parece ser a melhor escolha para os pais pode não ser exatamente o que o filho precisa naquele momento da vida. Então, a gente precisa entender, precisa equilibrar e entender o que é melhor, né? A melhor escola é a nossa concepção ou a melhor escola é aquela que o nosso filho se sente bem. Então, para isso, a gente recebe aqui duas convidadas especialistas, né, no assunto. Nós temos a psicóloga clínica junguiana, a Tamara, a Tamara Shoer, eu acho que é Scoser. Tamara Scoser. Eu sabia porque seu nome é maravilhoso, muito diferente. Muito obrigada pela sua participação. Tâmara Scoser Chiquérima. Bom dia. Bom dia. Bom dia a todo mundo. Eh, então, eu sou psicóloga clínica, né? eh também proprietário de clínicas de Atendo Adultos e faço orientação, né, a paz. Então, hoje vai ser um prazer conversar com vocês. Muito obrigada pela sua presença. E para completar a nossa dupla de hoje, neuropsicopedagoga Andressa Morais. Seja muito bem-vinda. Bom dia para você. Bom dia, Rúbia. É um prazer estar aqui presente. Bom dia a todos. Eh, eu atendo crianças e adolescentes com transtornos no neurodesenvolvimento. Muito bem, a gente precisa falar sobre isso. Então, a gente já começa com você, Andressa. Muitos pais acreditam, né, que a escola eh a a escolha da escola, ela acontece apenas no momento da matrícula, né? Na prática, essa avaliação, ela precisa ser contínua ao longo da vida escolar, porque são escolas, escolas e escolas. Sim. E na sua concepção, eh, a influência da escola, ela vai além da vida, eh, infantil, né, da da vida escolar, da vida, eh, eh, até a gente terminar aí o ensino, de repente, fazer uma faculdade, isso vai perdurar por toda a nossa vida. A escolha da escola tem impactos, não só na vida da criança, mas também na vida adulta do indivíduo. Sim, sim. Eu acredito que tenha esse impacto, principalmente porque a escola é um ambiente onde a criança passa a maior parte quase do dia. Ah, muitas vezes elas estudam num período só do dia e outras, em outras situações, as crianças, adolescentes permanecem num período integral, que é um pouco mais de tempo. Então é muito importante a partir do conhecimento do próprio filho e das expectativas da família ter uma análise melhor para escolher um ambiente. Muito bem. Agora, eh, por que Tâmara que a escola ela tem uma influência tão importante no desenvolvimento emocional, né, das nossas crianças e adolescentes? É muito importante essa coisa do desenvolvimento, porque a gente está se desenvolvendo até a gente ficar adulto, né? Na verdade, na vida adulta, a gente também se desenvolve até o dia que a gente morre, mas a a maior parte dos conhecimentos que a gente vai adquirir de relacionamento interpessoal e intrapessoal, que é aquele que fala de nós, né, das nossas características, dos nossos valores, das nossas crenças pessoais, elas são criadas, né, na infância e alguma parte ali na adolescência. Então é muito importante a gente pensar isso, né? Quando a gente pensa numa escola, não só no que é dado como matéria, né, como matemática, português ou algum tipo de idioma, ou até mesmo a questão da preparação para vestibular, porque a escola ela é o ambiente social, onde a criança vai aprender quem é ela, quem não é ela, quais são as coisas que ela gosta e as coisas que ela não gosta, né? Então é muito importante a gente pensar que a escola ela é vai além da matéria, né? ela vai ter a pessoinha que vai tá lá se desenvolvendo. Muito bem. Quando a gente fala em educação, é comum a gente pensar primeiro no desempenho acadêmico, gente. É isso mesmo. Mas, né, a gente precisa lembrar que aprender envolve muito mais do que notas, provas, desenvolvimento. Então, Andressa, eh, os pais, cuidadores, quais os critérios assim seriam importantes? você considera ponto chave para eh serem observados antes de escolher uma escola pros nossos filhos? Eu acredito que é muito importante eh pesquisar, conversar com a escola sobre qual é a metodologia que ela oferece de ensino, eh sobre quais são os benefícios que são oferecidos, por exemplo, se tem um laboratório, se tem uma área verde, se tem uma biblioteca, algo nesse sentido, sabe? Eh, é bom pesquisar também, conversar sobre a formação dos professores, dos profissionais que estarão ali dando suporte, que estarão no dia a dia com essas crianças, com os adolescentes também. E verificar também eh em relação à segurança. Tem alguns outros fatores bem importantes, mas acho que de maneira geral é isso. E um complemento interessante é que a cada fase, né, a nossa criança, ela vai mudando também. Você tem aquela fase que você tem a criança bebê, você tem a fase que a criança é um pouco maior, tem a criança quase adolescente ou adolescente, né? E uma coisa que eu percebo que às vezes a gente falha nessa escolha é pensar em qual é a cultura da escola. Igual uma empresa, quando a gente vai trabalhar numa empresa, cada empresa tem sua cultura, né, organizacional, como que as pessoas são lá dentro. Então, hoje a gente tem escolas, por exemplo, que são muito voltadas para conteúdo. Tem outras escolas que são muito voltadas para preparação pro vestibular, tem algumas escolas que são preparadas paraa vida, tem outras escolas que são mais culturais, outras que são mais eh eh voltadas para pras coisas da natureza mesmo, outras que são pro esporte. Então, é importante a gente conhecer quais são as características dos nossos filhos para saber também qual dessas escolas se encaixa melhor, né? Porque se eu tenho um filho que é voltado para esportes, eu vou para uma escola que a melhor e maior atividade é coral, a criança vai ser infeliz lá, né? Não vai dar certo, né? É verdade. É verdade, né? E os pais têm uma tendência de nós, né, gente, todos os pais, isso é natural. Quero eh deixar bem claro aqui que é sem julgamento. A gente tá aprendendo. Nós temos aqui duas profissionais, né? eh eh que lidam com criança, que eh trabalham, né, com a nossa saúde mental e sabem nos orientar o por que a gente tem essa tendência. Então, Andressa, ah, por que que a gente tem a tendência de escolher pros filhos a escola que a gente gostaria pra gente? Eu acho que a gente acaba projetando um pouco das nossas expectativas. Eh, eu acho que até do que não foi realizado, coisas que a gente teve vontade de fazer, de participar e de alguma maneira não foi possível. Então, quando a gente pensa na criação do filho, na escolha da escola, a gente acaba tendo essa mentalidade, esse pensamento de, olha, tudo que eu puder, tudo que era bom e e era assim relevante para mim, eu quero dar pro meu filho. Mas é muito importante de fato que a Tâmara falou a respeito de conhecer e aí que se aplica mesmo a metodologia da escola para entender se é uma criança que eh tem um aprendizado mais autônomo e precisa de uma metodologia que só vai direcionar ou se é melhor um tradicional. Bom, então assim, é importante fazer essa consideração para que não se sobreponha somente à vontade do pai, da mãe, mas que considere de fato as habilidades do filho e as preferências também dentro do equilíbrio. É, a gente precisa mesmo, né, manter esse equilíbrio. Mas ó, eh, Tâmara, tem uma tendência, né, de famílias valorizarem aí apenas o prestígio, os resultados acadêmicos, até por pensar num futuro para essa criança ou esse adolescente, né? Eu quero que você vá na melhor escola, que você faça o melhor vestibular e que você seja um profissional de destaque. Tem essa tendência e isso é uma cultura. Isso vem de onde? Isso pode ser algo dos pais que de repente a gente, né, está lá na infância desses pais e que não teve, não se teve um entendimento e hoje eles projetam pros filhos. Eu acho que vai um pouco além disso, né? Hoje a gente vive num mundo muito rápido, as coisas se atualizam muito, né? a gente a gente não tem mais a garantia de que uma pessoa que tem um bom estudo vai ter um bom emprego e tendo um bom emprego, um bom salário. Sim. Então hoje a os pais, né, eu também sou mãe inclusive, tá? Eh, a gente acaba tendo essa questão de sempre pensar em o que vai trazer mais bagagem pro filho para que ele possa realmente se dar melhor dentro desse mundo globalizado, né? Mas é muito interessante também porque dentro da clínica da psicologia a gente vê muitos adolescentes adoecidos igual adultos, tá? com bornote, com estress, com ansiedade, porque a gente muitas vezes tem exigido das pessoas muito pequenininhas ainda em desenvolvimento, né, essa maturidade de lidar com esse ambiente com 60 provas, por exemplo, por semestre ou um ambiente que eles não têm final de semana, que eles têm que estar na escola para fazer vestibular. Mas ao mesmo tempo a gente também tem outros pais que eles escolhem essas escolas que elas são mais voltadas paraa natureza, né? Onde tem atividades de pomar, atividades com galinhas, atividades até de brincadeiras de rua. Então hoje, na verdade, dentro da rede eh particular você tem muitas opções de escola, né? Mas é interessante também que dentro da rede pública também existem muitas. E uma coisa que eu vejo muit vezes as famílias se sacrificando eh para pagar uma escola particular que muitas vezes oferece a mesma coisa que a escola pública ofereceria. Então, eh, eu, eu acho que vem além dessa questão da frustração de dar o que eu não tive, tá? O mundo tá diferente, né? A gente dentro das opções que a gente tem, a gente quer dar o melhor. Mas uma coisa que eu percebo também na clínica é que não tem nada que substitui a família. Eh, a gente conhece escolas, por exemplo, que tem hora extra até 11 horas da noite, ou seja, você coloca a criança 7 horas da manhã, eh, e ela vai sair às 11 horas da noite, é quase um internato, né? Então, a a gente tem que pensar também nessa possibilidade. Será que deixar o nosso filho o dia inteiro na escola estar preparando ele pro futuro ou ele tá de alguma forma? por exemplo, que não vai ter esse vínculo familiar, que não vai ter os valores familiares dentro, né, da sua vivência como adulto ou quais vão ser as vivências que ele vai ter estando 24 horas só dentro da escola, né? É, exatamente. É de se pensar, né? Porque imagina, você pega uma criança lá no na iniciação escolar, né? Aí coloca em um período desse, né? Das 7 da manhã às 11 da noite. E aí, como é que fica? É lógico que a gente tem que pensar que às vezes tem famílias que precisam, né? Tem essa necessidade, não é? Desvalorizando também a escola. Exatamente. Eu, por exemplo, eu, a minha filha com 2 anos ela iniciou, né, atividade escolar, dois aninhos, e ela precisou ficar integral. Então eu pega, eu entregava ela às 7:30 e pegava ela às 7 da noite. Então 7:30 da manhã e 7 da noite. E eu tinha um grande medo de que ela não gostasse de estudar quando ela precisasse realmente estudar, né, para poder passar, para poder adquirir os conhecimentos. E eu fiquei com muito medo disso. Eu acho que isso é é uma eh um ponto que os pais eles devem se atentar, né? Porque a gente realmente, se você precisa entregar a criança pra escola, isso pode acontecer. Sim. Mas é interessante porque assim, na verdade, para criança ou para principalmente pro adolescente estar muito tempo na escola é divertido, né? Lá estão os amigos, lá tá, né? Tem atividades complementares e tudo mais. Então assim, eu acho que o sofrimento não não chega a vir, mas realmente assim, a formação, né? É importante a gente ter a formação com vários ambientes e nada substitui o ambiente familiar, né? Então tem tem essa questão. Muito bem. Agora, quando você fala em ambiente familiar e a gente cola coloca em conexão com a escola, eh nós pais, né, nós temos esse negócio, já queremos oferecer o melhor para o nosso filho, beleza? a gente conseguiu a melhor escola, a gente trabalha dobrado para poder pagar essa mensalidade. Só que nós às vezes esquecemos que não é só a mensalidade e os materiais, né? Aí estamos na festa junina, estamos nesse período de festa junina, aí tem a festa junina da escola. Mas para participar da festa junina da escola. Em uma escola onde a mensalidade tem um valor alto, com certeza vai ser uma festa junina também que vai exigir, né, um recurso eh dos pais. E aí, como eu me dedico a esse valor da mensalidade, eu não vou poder me dedicar ao valor para que o meu filho participe da festa junina. Eu gostaria que vocês trouxessem pra gente, isso é só um exemplo, mas eu gostaria que vocês trouxessem pra gente o impacto que isso pode causar nessa criança e qual a importância da gente poder analisar e entender que de repente não é só o pagamento da mensalidade. A gente tem que eh considerar outras variáveis no momento em que a gente vai escolher a melhor escola para o nosso filho, né, Andressa? Sim, é verdade. Eh, eu acredito que é importante também buscar essa informação sobre eh o custo anual, todas as atividades, se já estão inclusas ou não, se precisarão se elas precisarão ser custeadas à parte, justamente para que a família consiga se programar, para que não tenham surpresas nesse sentido, porque é importante que a criança participe de todas as atividades junto com os colegas. Eh, pode ser que não consiga participar de todas. Eh, pode acontecer, mas é muito importante que ela consiga estar junto, eh, participar desse processo. E é interessante que daí acho que nesse momento que entra psicologia, né? Is porque pode acontecer sim de você conseguir pagar a melhor escola pro seu filho e não ter dinheiro para ele participar de todas as atividades. E esse é o momento que a família ela precisa entrar com um trabalho paraa criança ter uma autoconfiança, uma autoestima, um entendimento, né, sobre esse sacrifício da da família. Muitas vezes a criança não vai ter a maturidade para entender isso. E às vezes nesse momento você pode buscar, né, uma ajuda psicológica ou de um profissional que possa vir te auxiliar, porque assim, a gente sabe que não vai dar tempo de fazer tudo nessa terra. Uhum. Então, quanto mais a gente trabalha a estima do nosso filho sobre as coisas que a gente pode, não pode dar para ele, ele vai se formar um adulto muito melhor. Então, por isso que eu digo, a escola ela é muito importante, mas o trabalho dos pais é indispensável. Porque esse trabalho de dizer pro filho, olha filho, eles vão ter uma excursão, a gente não vai poder participar porque esse valor é muito alto. Não vai ser a escola que vai fazer, vai ser o papel dos pais, né? Eh, mas também muitas escolas elas têm eh trabalhos sociais. Então assim, mesmo que você esteja numa escola que é cara, é paga, você pode procurar a diretoria, pode procurar a secretaria e verificar se essas atividades, por exemplo, extras, se existe algum fundo, alguma bolsa dentro da escola que pode auxiliar também para que seu filho tenha possibilidade de participar de tudo, né? Então, é muito interessante isso também. Muito bem. E a criança, ela ela pode, né? Ah, óbvio. Acho que sim. se não tiver um diálogo dentro de casa ou o pai de repente não sabe como abordar esse assunto, né, com a sua criança, o seu adolescente, seu jovem, enfim, porque o pai, a mãe ou o cuidador pode ter um pouquinho de culpa, sentir frustração e aí vai de encontro com a frustração dessa criança e aí se cria uma bolha de culpa aliado com frustração, aliado com falta de pertencimento. Como é que fica isso? Se não tiver diálogo, tende a criar um problema aí. Não, não é, é isso. Na verdade, você usou a palavra certa, o diálogo, né? E eita coisa difícil, né, de se criar. Então, mas é importante. Se você ainda tem uma criança pequena, é legal porque você já consegue a partir daí começar a conversar sobre assuntos mais básicos com a criança, né? Agora, se a sua criança já tá maior, já é um adolescente, talvez seja o momento realmente de abrir pro diálogo. E e assim, eh, aprender a dialogar, ele tem mais e é muito maior do que você só fazer perguntas paraa criança, né? Como foi seu dia? Tem amiguinho na escola, como que é sua professora? É um você participar da vida dele, né? Você ouvir as coisinhas e as histórias dele, mesmo que seja aquelas histórias bobinhas que às vezes a gente fica meio cansado até de ouvir, né? Mas para que possa abrir esse caminho do diálogo e principalmente por causa disso, porque você pode colocar seu filho numa escola e se você não tem o diálogo, você não sabe se seu filho tá bem, tá feliz, tá sendo bem tratado. Eh, então assim, precisa desse diálogo sim, para que vocês possam, né, eh, compartilhar tanto coisas que os pais precisam para compartilhar com as crianças e as crianças encontrem espaço para compartilhar com os pais também. Eu acho que é importante também fazer os combinados, gerenciar essas expectativas, porque de repente você não vai conseguir que o seu filho vai em todos os passeios, mas é importante combinar em quais eh você conseguirá que ele vá justamente para isso. Olha, filho, dessa vez você não vai, mas no próximo nós vamos nos esforçar para isso. E vai se gerenciando essa expectativa também, essa ansiedade que a criança acaba ficando, né? E e não se culpar, né? Nós cuidadores, pais e mães, a gente tem aí um um grande problema que é a culpa por de repente não conseguir suprir a expectativa. Só que às vezes a expectativa nem é da criança, a expectativa é é nossa mesmo, né, Tâmara? Sim. Eu acho que não vai ter como a gente não se culpar. Não tem. O ser humano, ele sempre carrega uma culpa, tá? Eh, mas isso é interessante sim, porque a gente precisa separar o que que é a nossa projeção, o que que a gente tá projetando no nosso filho e o que são as necessidades reais, né? Então eu, por exemplo, tenho dois filhos. Um tem uma vertente artística maravilhosa e o outro é do campo. Uhum. Então assim, a a escola para eles tem que ser um ambiente aberto, não pode ser um ambiente fechado porque eles vão ser infelizes. Mas, por exemplo, se eu tenho uma outra criança que ela tem mais habilidades matemáticas ou ela tem outras habilidades, eu sempre tenho que pensar no meu filho, o que que ele tem as habilidades e pensar no que ele vai precisar pro futuro, tá? a gente também tem a tendência de dar mais do mesmo. Então, muitas vezes, eh a gente procura, eh, dar aquilo que a gente já está dando. Por exemplo, ah, se eu tenho uma casa onde tem muita rigidez, eu procuro uma escola com muita rigidez. E muitas vezes isso faz com que a criança não se desenvolva. às vezes escolher, por exemplo, uma escola que tem mais essa liberdade, que a criança vai ter contato com a terra, ela ela vai encontrar um equilíbrio, porque o equilíbrio não tá em anular uma parte e ficar com a outra, tá com a gente ter as duas partes, né? Tanto a parte leve quanto a parte pesada, né? Excelente. Agora, eh, percebe como temos vários desafios, né, quando a gente fala de escolher a escola pros nossos filhos e aí eh, por conta de um ou outro ponto, a gente resolve trocar de escola. Eh, essa questão de trocar de escola com frequência até a gente conseguir uma escola que se ajuste, que se adeque às necessidades nossas e também dos nossos filhos, pode trazer um impacto nessa criança, Andressa? Ah, eu acredito que sim. Uhum. Eu acho que é importante ter essa segurança de ter um local prédefinido. Eh, por isso que é importante fazer essa pesquisa antes, para uma vez essa criança tendo ingressado na escola, ela consiga criar vínculos ali, eh, e, e vá entendendo que aquele ambiente é dela, justamente até mesmo pela questão da da adaptação escolar. Então, porque é um ambiente novo, dependendo da faixa etária, existe essa dificuldade de de chegar, entender que aquele é o novo espaço dela, que não vai ficar o tempo todo mais com a família ou com o cuidador que já é conhecido. Então, se acontecem essas trocas constantes, fica mais difícil para que ela crie esse vínculo. Então, acho que é bem importante eh entrar e com a pesquisa antes. Eu gostei disso que você disse, porque eu lembrei de uma coisa que a gente sempre fala que a ansiedade é calma, seria o contrário e tudo mais, mas é segurança, né? Então, a a gente trazer essa segurança pra criança vai evitar, por exemplo, que ela seja uma criança ansiosa. Ansiedade é o que traz, por exemplo, muitas vezes, uma depressão infantil ou muitas vezes uma questão de uma criança violenta ou insegura ou chorona, né? Então assim, então realmente o contrário de ansiedade é segurança. Acho que a segurança, né, da criança saber que ali ela vai ficar uma longa temporada é é muito importante, né? Porque se a gente pensar minimamente quatro vezes ela vai mudar de escola, né? A pré-escola, depois ali da primeira quinta, depois da sexta nono, depois o ensino médio. Então assim, geralmente ela já vai passar por essa questão de mudar quatro vezes de escola, né? E são 4 anos cada bloco praticamente, né? Sim, é um tempo muito curto. Se a criança nesses 4 anos mudar três vezes de escola, que professor que ela conheceu? Que metodologia ela conheceu? Que cultura ela conheceu? Eh, ela não vai criar vínculos mesmo, né? Exatamente, né? Criar vínculos. E a escola se torna uma segunda família, né? Primeiro a família, claro, sempre, né? Educação primeiro em casa, mas depois a escola, os professores, os colegas, se torna uma segunda família. A criança ela ela o natural é que ela sinta vontade, né, de ir para a escola, que ela tenha a sensação de pertencimento dentro da escola. Agora, quando a opinião da criança ela começa a valer, de repente a criança você acha que tá tudo certo, mas a criança acha que não e que ela não está bem nessa escola. E aí, como é que faz, Andressa? quando que eu preciso dar atenção paraa opinião da minha criança que aquela escola não para ela não está fazendo sentido? Olha, eu acho que eh quando a gente observa o desenvolvimento da pessoa, o primeiro ciclo dela ali de interação social é a família, depois vai ampliando para pra família a parte mais eh externa, depois escola e assim sucessivamente. Então é muito importante observar esse desenvolvimento da criança, qual é o feedback que ela tá te trazendo. Então você vai observando os comportamentos dela, as falas. É bom ter esse diálogo, um sentido de parceria com a escola, justamente para que você tenha acesso ao que acontece lá e que você possa fazer o comparativo com as falas, com as reações do seu filho, justamente para saber até que ponto de fato precisa que seja feita uma mudança de escola e até que ponto é só uma questão de adaptação, eh, talvez de uma conversa para que a criança se adapte melhor, mas é muito isso, é o conhecimento do próprio filho e é a observação. do dia a dia. É importante também uma escola que valorize essa transparência justamente pra família ficar mais tranquila e conseguir ter esse comparativo. E eu acho que nessa hora entra muita maturidade dos pais, né, de saberem que ele é o adulto também, né, que ele vai ter ter que ter essa escuta, ele que vai ter que avaliar o que é uma fala infantil, o que é uma fala de uma pessoa que é uma outra pessoa que não é ele. E é muito interessante que crianças, assim, as falas das crianças são muito válidas, né? Eh, só que a gente adulto tem que fazer filtros também com aquilo que a gente pode dar, né? Então, muitas vezes meu filho pode estar incomodado naquela escola, mas que dentro, sei lá, do meu trajeto, aquela escola é a que se adapta melhor à nossa rotina ou dentro das nossas finanças, é aquela escola que se adapta, ou eu tenho mais de um filho e aquela se adapta à nossa constituição familiar. Então vem aquela primeira fala que a gente falou, né, sobre sempre trabalhar a comunicação e a autoestima, né, porque muitas vezes a gente até ver que tem outras soluções que seriam melhores pro nosso filho ou paraa nossa família ou que a gente poderia mudar, mas que não vai ser possível naquele momento, naquele ano ou dentro daquela família. Então, precisa se ter essa maturidade do adulto, né? entender que não vai ser possível fazer tudo, ele vai fazer seu melhor, vai deixar muita coisa cair, a criança vai ter muitas frustrações. Frustração também é uma coisa que desenvolve a gente, a gente cria ferramentas, né, eh, para lidar com a vida, com as pessoas, eh, a partir dos problemas, né, a partir das dificuldades. Então, também a gente precisa adulto ter essa escuta muito madura, né, do que tá acontecendo com o nosso filho para também não virar essa família pula pula de escola, né? Exatamente, né? É algo que impacta muito, né, na no desenvolvimento dessa criança. Agora, quando que a gente se atenta, né, e a gente precisa observar o sinal de alerta que essa reclamação da criança, Andressa, já está virando um sofrimento emocional de repente, né? Porque um uma questão ela falar: "Ah, não gosto da escola, mas amanhã já tá pronta para ir pra escola de novo". A outra questão ela dizer: "Não gosto da escola, não quero ir pra escola". o pai tem que buscar na metade do dia, no outro dia ela não quer ir pra escola e aí começa a virar um sofrimento emocional. Como é que a gente consegue entender isso e qual atitude a gente deve ter diante desse possível sofrimento da criança mesmo mediante a escola? Sim. Eh, os sinais que nós devemos ficar alertas e observar tem a ver com a o choro em excesso, ah, a mudança na rotina do sono, dependendo da faixa etária, quando essa criança ela já tem o controle de esfcters, de repente volta a, por exemplo, fazer xixi na cama à noite, você vê que tem uma mudança e também observar as falas dela, de repente uma criança ou um adolescente sente que começa a ficar mais agressivo. Então é o momento de começar a observar e conversar, aproximar, trazer mais para perto e trazer uma visão de que eh ela pode conversar abertamente, que ela vai ser acolhida e que você ali enquanto responsável, enquanto pai, enquanto mãe, vai intermediar, vai auxiliá-la da melhor maneira possível na resolução de qualquer problema que esteja acontecendo. Excelente. Agora, eh, a gente precisa trazer também o assunto, eh, de escola e crianças neurodivergentes, né, porque é um desafio muito grande tanto para os pais quanto para a escola em si, né, a infraestrutura da escola e também o educador. Então, Tâmara, eh, os pais de crianças neurodivergentes, eles eh precisam e necessitam de uma escola que seja especialista. Eh, como qual que é o primeiro passo no momento de escolher uma escola para essa criança, uma escola estadual, uma escola municipal, escola pública, né? Ou uma escola particular. Tem a escola, ela precisa ter uma infraestrutura diferenciada. É interessante você falar isso porque acho que a primeira coisa é que se a gente tem uma criança que tem qualquer especificidade, a gente precisa encontrar um grupo de pais que tenham crianças com essa especificidade, tá? Por quê? eles vão ter mais experiência, né, dentro de todas as possibilidades, o que deu certo, o que não deu certo pros filhos dele. E ali pode ser o primeiro fio, né, primeiro degrau da nossa escadinha de de escolher. As escolas hoje elas estão muito mais adaptadas do que já estiveram, tá? para receber então público teia outras especificidades, mas a gente sabe que hoje mesmo as escolas particulares ainda não têm ensino realmente preparado para esse público. Uma tranquilidade que a gente pode ter se a gente tiver um filho que tem até ou qualquer outra especificidade são os tratamentos adicionais que a gente tem, né, que hoje a escola ela não vai conseguir abarcar, por exemplo, uma fonou, uma psicoterapia, uma terapia ocupacional. Então, a gente tem que entender que sim, a escola ela vai dar uma pequena porção pro nosso filho, mas que a gente vai precisar sim, né, correr atrás de outras outros tratamentos que vão trazer habilidades sociais e e ferramentas, né, para essa criança lidar com a vida. E é muito importante que esse pai esteja se tratando também, né, porque é muito frustrante você procurar uma escola que vai poder auxiliar seu filho e não encontrar, porque não vai encontrar. você tem escolas que estão melhores em acolher esse público, tá? Mas hoje a gente não tem nenhuma escola que a gente pode colocar assim como top one de de acolhimento, né, de um público especializado, né? Então, a primeira coisa, conversar com outros pais para descobrir qual escola hoje está mais habilitada a receber esse público, sempre ficar muito atenta aos comportamentos, né, da criança, eh, para que você possa continuar validando a sua escolha, né? e não esquecer que ela realmente vai precisar de adicionais e essa parte não vai estar dentro da escola, realmente está fora da escola, né, está em uma terapia, né, em um um médico especialista, né, para a neurodivergência, porque a gente precisa cuidar com esse negócio de eh jogar pra escola, né, a responsabilidade para a escola. a gente precisa aprender e entender que tudo começa dentro de casa, que a escola é um lugar de aprendizado, sim, e de uma socialização, né? Mas a base é a nossa casa, a base é a educação que nós, pais e cuidadores, vamos oferecer para a nossa criança. E a responsabilidade também é nossa. E a escola é só um braço, né, para que a gente possa inserir os nossos filhos, os nossos pequenos na sociedade. Hoje a gente tá falando da Escola Ideal. Será que existe a escola ideal, né? E aí, você tá tomando a decisão certa? Você tem dúvidas de que escola você deve colocar os seus filhos, né? o seu filho, a sua criança, o seu adolescente. E às vezes nem sempre o que é melhor para os pais é melhor para a criança. E o que a gente aprendeu hoje aqui no programa que o ponto chave dessa conversa de hoje é realmente a conversa, é o diálogo. A gente precisa ouvir as crianças, conversar com as crianças, puxar um diálogo com essas crianças. Mas de que forma? E aí, como é que foi a na aula hoje? Tudo bem? Como faz, Tâmara? Porque geralmente a, principalmente, o jovem, né, e o adolescente, eles têm essa tendência, né, tudo bem, sim, não, OK. Uh, as crianças, pode ser que dependendo da abordagem a gente consiga um diálogo onde a gente possa entender como é que foi o dia dela. Então, para os pais e cuidadores, como deve ser a nossa abordagem pra gente poder eh eh conquistar a confiança dessa criança para que ela possa trazer pra gente o que está acontecendo na escola e assim a gente possa entender se ela deve ficar nessa escola, se a gente deve mudar de escola e assim sucessivamente. Apesar de você achar que com criança não acontece, com criança também acontece, eles também respondem: "Tá tudo bem, OK, foi bom o dia, tá?" Então, desde os pequenininhos. Aham. Eh, eu gosto muito de, se você procura na internet, por exemplo, você pode ter um roteirinho de perguntas que você pode fazer pro seu filho quando ele chega da escola. Uau! Muito bom. E perguntas são diferentes, né? Elas podem ser assim: "Hoje você aprendeu algo novo na escola?" Humum. Hoje tinha alguma coisa diferente na escola? Hoje tinha alguma pessoa que chorou ou alguma pessoa que você viu sorrindo? Então você faz perguntas que você eh é é como se fosse um roteiro de entrevista, né, que você incentiva a criança realmente a falar, né? E é muito interessante que você também tava falando sobre a algumas coisas de de passar a criação, né, pra escola. Sim. E as as escolas hoje elas têm oferecido muito para as crianças, por exemplo, conhecimentos de criatividade. Então, a gente pode começar um diálogo perguntando: "Olha, na escola você criou algo novo? Eh, tem muitas escolas que também t projetos, né? Então, projetos de leitura, então você pode também acompanhar isso. Então, você sempre tem que tá a par o que que você que tá acontecendo na escola a partir do que eles estão aprendendo ou dos professores ou das atividades extras. Isso pode ser um um viés, né, para vocês começarem a conversar. Uhum. Uhum. Eh, mas eu eu aconselho realmente que as pessoas procurem roteirinhos, né, de de perguntas que você faz para os seus filhos depois de saírem da escola. Porque assim, tem perguntas muito criativas que você pode fazer. Por exemplo, você viu o céu hoje? Eh, tinha alguma planta diferente na sua escola hoje? Eh, então assim, são perguntas que assim até não parecem, né, fazer tanto parte do dia escolar da criança, mas ali vai ser o gancho para que você possa realmente começar a dialogar com a criança sobre o dia a dia dela. Eu achei super interessante essa ideia do roteiro e queria complementar dizendo que também é muito importante o seu posicionamento mediante essa conversa, porque se cada vez que você perguntar seu filho traz algo e você vem numa postura assim eh dura, rígida, corrigindo e eh o seu filho sente que não tem espaço para falar, cada vez menos ele vai se abrir. a tendência é que ele procure outras pessoas para conversar, onde ele sabe que é um ambiente seguro, que ele não vai ser julgado. Então essa conversa no retorno da escola é muito bom que seja um momento agradável, justamente para que você consiga observar o que pode estar acontecendo, se tudo está correndo bem, se algo fugiu do comum. através dessa fala que a sua criança ou seu adolescente traz, você consegue observar e a partir daí buscar maiores informações, entender o que realmente aconteceu, mas é importante que seja um momento agradável. Eh, verdade, né? Um diálogo, né? Um eh eh a gente tem que demonstrar demonstrar interesse, né? Sobre o dia daquela criança, né? Importante para mim saber como foi o seu dia na escola hoje. Mais ou menos isso, né? Pelo menos você tem ali a oportunidade de ver na internet, olha só, tá vendo como a internet também é algo bom, né? Se a gente buscar, a gente consegue encontrar essas perguntinhas aí, super adorei, porque são perguntinhas que vão incentivar a criança a a te responder o que você quer saber, né? Então, opção aí da internet para você fazer uma uma listinha aí de perguntas e iniciar o diálogo aí com a sua criança para saber tudo que tá acontecendo na escola. Quem sabe eh não seja positivo isso para você, né? Agora 8:46. Produção tá me avisando que nós temos algumas perguntas. Então vamos lá, vamos ver quem é que tá com a gente. Vamos conversar com você aí de casa, eh, falando sobre a escola, né? A escolha da escola para as nossas crianças. Que desafio, gente. Beatriz, bom dia para você. Beatriz do Taquaral tá com a gente. Beatriz Campos. Tem gente que mantém o filho em uma escola só porque a família toda estudou lá. É essa tradição. Ela pode pesar emocionalmente na vida da criança. Andressa, é verdade, né? Tem gente que mantém, ah, se a escola foi boa para mim, foi boa pros meus tios, meus primos, enfim. Então, vai ser boa para minha criança também. E aí eu acho que dentro do que a criança já consegue verbalizar, consegue dar a opinião dela, é muito importante saber o que ela pensa também. Porque é importante essa questão da tradição, de um melhor ensino, mas desde que não seja algo que atravesse essa criança, que ela não sinta esse peso, essa pressão, que não seja algo negativo pra vida dela. Então, se tá tudo bem, ela tá gostando da ideia de saber que outros familiares estudaram lá e não está afetando, eu acho OK. Uhum. Muito bem. Ô, Tâmara, por que que a gente tem essa tendência de tradição? A eh, faz parte do ser humano, né? Mais uma coisa importante a gente pensar que nós somos indivíduos, somos um grupo, um grupo familiar, um grupo social, uma cidade, um estado, um país, mas somos todos indivíduos diferentes, né? E o indivíduo ele é composto de basicamente três coisas: um pacotinho que já vem instalado nele, as experiências que ele tem pela vida dentro da sociedade que ele vive. Então, por exemplo, isso de ser uma escola tradicional da família faz parte do indivíduo. Uhum. Mas será que é a parte que pesa mais? Porque a gente precisa pensar nisso. Qual é a parte que pesa mais? Às vezes a gente tem um filho que é muito diferente do que toda a família e daí esse filho vai ser muito infeliz seguindo, né, a mesma escola da família toda. Às vezes não, ele é um filho que se encaixa totalmente à cultura familiar e e daí essa escola vai se encaixar muito bem para essa criança. Inclusive ela vai ter orgulho, né, de levar a bandeira da família dentro da criança. Então, a gente sempre tem que pensar no indivíduo antes da expectativa, antes do que é necessário e antes do que a gente acha que é bom, porque cada indivíduo tem uma necessidade diferente mesmo. Excelente. 8:49. Pode colocar mais uma na tela pra gente, produção, por favor. Vamos ver quem que tá conosco. Vamos lá. O Henrique Duarte do Jardim Proça. Vamos lá, Henrique. Algumas crianças mudam de comportamento só no domingo à noite, antes da semana começar. Isso pode ser um sinal de sofrimento ligado à escola. Interessante, Henrique. Vamos lá, então, Andressa. Pode ser sim. E é importante fazer essa observação para ver com qual frequência, se é só no domingo à noite, se tem a ver com um evento específico que a criança vai participar estando na escola, se tem a ver somente com a ida mesmo, se é algo relacionado ao contexto familiar que ela vai deixar de participar para poder ir pra escola. Por exemplo, a mãe que trabalha fora ou essa criança que estuda no integral, eh, de repente ela vê que a mãe vai estar em casa naquele dia e ela pensa: "Olha, se eu não fosse também pra escola, eu poderia estar com a minha mãe, estar com a minha família". Então, é algo isolado, é algo que vem acontecendo com frequência. Então, é a intensidade e a frequência do que acontece. É importante observar. Eh, o que nós falávamos, né, anteriormente, né, Tâmara, é os eh os sinais que a criança dá de que a escola de repente não está fazendo bem para ela da forma que a gente pensa que está. Então, a gente precisa estar atento. Mas a gente também precisa pensar que a criança ela faz parte de uma família. Uhum. Então, por exemplo, a gente tem que ver se a criança não tá sendo reflexo do comportamento da família. às vezes é um pai e uma mãe que está tendo uma dificuldade, por exemplo, no trabalho e que de domingo fica ansioso. Uhum. E daí faz muito sentido, a criança também fica ansiosa, né? Então assim, eh, o primeiro item que a gente precisa ver mesmo, se é a criança que tá tendo alguma dificuldade e esse comportamento que muda é da criança, mas a gente precisa ampliar um pouco mais, porque às vezes é uma família ou algum membro da família que tá ali ansioso por causa da segunda-feira e a gente vai eh proliferando, né, esse sentimento entre todos, né? Acaba que o domingo todo mundo acaba ansioso do mesmo jeito, né? É, já tem algo que é meio que as pessoas sentem mesmo, né, essa questão de ansiedade no fim do domingo por conta do início da semana. E aí se essa ansiedade fica generalizada dentro de casa entre os cuidadores, a criança vai sentir que tem algo estranho no ar e vai absorver também essa ansiedade. A gente precisa cuidar muito com isso, tá? Agora 852, pode colocar mais uma na tela pra gente, produção, por favor. Vamos ver quem é que tá conosco. Muito bom dia. Estamos ao vivo aqui na TV Câmara Campinas, estúdio Câmara. Estamos falando hoje sobre a melhor escola para o seu filho, né? Será que existe e como é que a gente faz para escolher? O que que a gente tem que levar em consideração? E agora a participação da Camila Ribeiro do Parque Prado, ela diz: "Eu visitei uma escola e gostei muito, mas meu filho ficou desconfortável no ambiente. A impressão da criança deve pesar mais do que a dos pais?" Olha, esse essa sua pergunta é o ponto chave do nosso programa de hoje. Então, a gente começa com a fala da Andressa. E aí, Andressa, deve a impressão a criança você vê, a mãe gostou, né? cuidadora gostou, mas a criança não gostou muito. E aí, bom, eu acredito que deva prevalecer a a visão da mãe, do familiar, que é o adulto responsável. Precisa sim considerar também o entendimento por que a criança ficou desconfortável. e a mãe fazer a listinha dela, fazer a análise dela sobre esses pontos que nós colocamos, eh, sobre a metodologia de ensino da escola, se se adequa à personalidade do filho, ao que você busca, eh questões financeiras, questões até de logística, porque muitas vezes a gente acaba não considerando isso e fala: "Não, eu vou de carro, vou de Uber, dou um jeito". Mas às vezes é uma escola que é longe de onde você mora e que consequentemente seu filho vai precisar dormir menos, um pouco menos de sono, pode ter impacto até nas questões acadêmicas, no aprendizado. Então sim, precisa considerar a visão do filho, mas o adulto responsável que precisa fazer essa observação, tomar essas decisões. Importante, importante também a gente salientar que tudo que é novo causa um certo desconforto, né, era exatamente isso que eu ia falar. Eh, a gente qualquer mudança, o ser humano ele vai ficar incomodado. Quando a gente é adulto, a gente tem um pouco mais de maturidade para lidar com esse incômodo. A gente não vai se jogar no chão e chorar, apesar de muitas vezes querer, né? vontade. É, mas a criança ela não tem ainda o o a maturidade, né, de lidar com esse desconforto de um ambiente novo, crianças novas, professor novo, abandonar o que ela já conhecia como rotina, como escola, como dia a dia, como a carteira dela ou como as atividades que ela tá tá interessadas, né? Mas uma coisa que é muito interessante é que assim, todas as coisas dadas com amor vão fazer um efeito positivo. Uhum. Então, por mais que a gente tenha essa preocupação de acertar, pode ser que a gente acerte, pode ser que a gente não acerte, mas a transformação da criança, do adolescente, vai acontecer se a coisa é dada com amor, né? Então assim, eh, talvez ouvir sim essa criança, né, e conversar sobre ela, sobre as mudanças, sobre que vai ser diferente, mas testar é importante. Agora, se continuar tendo esse incômodo, se a criança continuar não querendo ir pra escola, mesmo com 2, tr meses de escola, daí é um momento de rever realmente, né, se essa escolha foi uma escolha positiva. Mas assim, de início, a criança ou adolescente entrar reclamando faz parte. Exatamente. Faz parte. Lembra lá no prezinho, né, quando a mãe deixa a criança, a mãe, o cuidador deixa a criança pela primeira vez na escola. Até tem, a maioria das crianças choram, não querem ir, mas depois elas eh tchau mãe, né? Pode ir. Então é isso, causa um desconforto. A primeira pressão deve ser muito ruim porque tem a desconexão, né, entre a mãe, o cuidador, enfim, pra escola. Então é tudo muito novo, mas daqui a pouquinho vem esse momento de adaptação. Agora 8:56, mais uma pergunta pra gente encerrar. Vamos lá, vamos ver quem tá conosco. Bora que bora. Daqui a pouquinho jogo do Brasil, hein? Que beleza, ó. Lembrando que tem extraordinária, reunião extraordinária a partir das 10 da manhã no plenário da Câmara hoje, tá? Por conta do jogo do Brasil. Tá bom, gente? A Daniela Pereira do Castelo. Na hora de escolher uma escola, os pais devem olhar primeiro para a metodologia, rotina, professores ou estrutura. Hum. O que realmente pesa mais? Uau, que pergunta, hein, Dani? Vamos lá então, Andressa, vamos responder metade metade aí porque é uma baita de uma pergunta, né? Essa aí foi caprichada. Só foi. Mas eu acho que é isso. Tem que olhar a metodologia justamente para não causar sofrimento. Quando a personalidade do filho é é de uma maneira e você coloca ela numa escola que vai fazer uma outra abordagem que a criança eh posteriormente não vai ter aquela sensação de pertencimento, de conexão, mas precisa também. Eu acho que é um equilíbrio. Precisa olhar também a rotina dos pais, olhar toda essa questão da logística estrutural. Uhum. Eu gostei dessa palavra equilíbrio, né? Eh, porque a escola vai fazer parte da família pelo menos por 11 anos, né? São muitos anos. Então assim, a a escolha da escola, ela precisa sim ter a ver com essa parte do que a criança vai aprender, mas a gente poderia fazer um checklist de primeiro conhecer seu filho, segundo entender o que a escola representa dentro da sua estrutura familiar. É o que vai trazer uma melhoria financeira depois paraa sua família com um bom emprego ou com eh um um mais dinheiro, né? ou se é uma que você pretende que a criança desenvolva criatividade e com isso ela possa chegar até o trabalho e o dinheiro. Se é porque vocês buscam então migrar para um outro país e daí precisa de um currículo. Então você precisa entender quem é a criança, qual a função que a escola tem dentro da sua família, a sua estrutura financeira de arcar com isso, eh a sua estrutura logística, né, e dentro disso olhar se tudo isso não é projeção sua ou se realmente você tá ouvindo, né, as necessidades da da família em si. Então, seria mais ou menos esse checklist que eu faria na na escolha de uma escola. Quanto aprendizado, hein, gente? Olha aí nós, né, pais, mães, cuidadores, eh, aprendendo a escolher a escola que mais se adapta na nossa realidade e também na realidade da nossa criança, sem deixar, claro, de ouvir, né, de ouvir e e de entender qual que é a realidade dessa criança hoje. Será que ela tem uma socialização legal na escola em que você escolheu para ela? Será que ela tem a sensação de pertencimento? Será que ela ela pertence? Ela ela tem aquela escola como a escola dela, né? Ah, minha escola, essa esse minha escola é algo muito gostoso de se ouvir, mas você precisa ter a sensação de que realmente você pertence à aquele espaço, né, Tamar? Sim. Mas é interessante que tem uma coisa que é uma lei da natureza, tá? Eh, a natureza é autorreguladora. Sim. Então, mesmo que a gente erre em tudo, sabe? erramos na escolha da escola, não pensamos na criança, pensamos nas nossas projeções, de alguma forma aquilo se encaixa. Sim, porque como a gente conversou anteriormente, né, que os desafios fazem com que a gente cresça. E nos desafios a criança vai crescer e a família também vai crescer, né? Mesmo que seja para tomar novas decisões diferentes no futuro ou para ganhar bagagem para lidar com aquelas dificuldades. Lógico que a gente precisa também separar algumas coisas, né? Por exemplo, se você eh percebe que a sua criança tá sofrendo algum tipo de abuso, agressão dentro da escola ou que ela realmente assim começa a chorar todos os dias ou não quer mais ir paraa escola, aí é um outro caso, tá? a gente precisa realmente avaliar sobre a nossa tomada de decisão. Agora, tirando isso, qualquer escola que a gente escolha pro nosso filho e que ele frequente, ele vai ter desafios sociais, intelectuais, emocionais e tudo isso vai fazer com que ele cresça e se desenvolva e a gente como família também. Então, mesmo que se a gente escolha totalmente errado, vai dar certo. Muito bom. Excelente, gente. Agora, pontualmente 9 horas, a gente vai para as considerações finais. Andressa, eh, deixa uma reflexão, então, paraas famílias que estão escolhendo ou repensando a escola dos filhos. E a gente já com as considerações finais com você, quero agradecer demais a sua participação, a sua presença, a sua troca com a gente, né? Eh, vocês duas aí trazendo pra gente uma visão ampliada do que a gente deve fazer, onde a gente deve se atentar na hora da escolha da escola para os nossos filhos. Obrigada, viu? Por nada, Rúbia. É um prazer. Estou muito grata por estar participando. E é isso que eu acredito. É a palavra que fica, é o equilíbrio, é esse caminho do meio. é observar o que você enquanto adulto acha que é o melhor pro seu filho, o que se adequa ali à sua família, mas entendendo que o personagem principal é o seu filho, essa criança, esse adolescente que tá nesse período de desenvolvimento, ele entender que a qualquer momento ele pode ser ouvido, pode ser conversado, pode ser renegociado. Muito bem. Equilíbrio e diálogo, né, Tâmara? Obrigada a você também pela sua participação, por dividir com a gente o seu conhecimento e por ensinar, né? Muitos pais aí de primeira viagem, de repente primeiro filho, eh, a iniciação escolar e aquela ansiedade, será que tô fazendo certo? Será que tô escolhendo a escola, a a escolh escola certa, travaalíngua, né, produção? Então, aí a gente entendeu que de repente mesmo fazendo a escolha errada no final tudo vai se ajeitar, né? Gostaria de dizer que é realmente a primeira vez que a gente escolhe que a gente tem dúvida, não. Qualquer filho, se tiver três, quatro, 5, 10, a gente sempre vai estar com essa dúvida, realmente se a gente tá fazendo certo, né? Eh, eu acho que que o mais importante é a gente pensar realmente no indivíduo, né? Acho que essa é uma parte importante, mas acho que além disso é sempre conversar com outros pais, conversar sempre com a escola e sempre com a criança. Uhum. Porque se você tiver fazendo sempre essas trocas, você sempre vai conseguir fazer um realinhamento realmente se precisa de alguma coisa complementar, se precisa de uma troca, se tá indo tudo bem. Então, sempre se comunicar com outras pessoas, né, fazendo essa troca, eh, nos momentos, principalmente de de trocas, né, de períodos, então a primeira série, sexto ano, ensino médio ou até mesmo a faculdade, né, que a faculdade a gente já tá falando de pessoas adultinhas, né, adultos pequenininhos, mas eh também é um momento, né, que a gente faz as mesmas perguntas, né, será que essa escola se adapta com meu filho ou comigo? Então, sempre realmente estar em troca com outras pessoas que podem trazer mais bagagem para você e assim você conseguir ou validar aquilo que você já escolheu ou escolher. Muito bem, gente, quanto ensinamento hoje, hein? Segunda-feira, a gente aprendendo muito aqui eh sobre escolas, filhos, comportamento e muito diálogo para você. Esse programa já tá disponível lá no YouTube, então importante que você compartilhe para mais pessoas, para que a gente possa ter essa eh essa informação compartilhada, gente. Informação salva, informação muda expectativas, informação muda vidas. E quando a gente fala de comportamento, de saúde mental, de escolhas, né, tudo isso faz parte da vida. E aqui a gente trouxe duas especialistas que nos ensinaram a ter uma visão mais ampla sobre essa questão que gera muitas dúvidas, né? A escolha da escola perfeita para os nossos filhos. Quero agradecer a sua audiência, a sua companhia. Quero lembrar você que a Íria tá chegando aí, trazendo informações atualizadas aqui de Campinas, também do Legislativo, estado de São Paulo, Brasil e Mundo. Eh, nós temos também Câmara Notícia hoje e lembrando que 10:10 da manhã nós temos aí a reunião extraordinária, né, na Câmara. A reunião que seria a reunião ordinária que seria hoje às 18 horas foi transferida isso por conta do jogo do Brasil. Então você também pode participar da reunião extraordinária, tá bom gente? E amanhã nós temos estúdio câmara novamente e vamos falar sobre algo bem interessante. Olha só, você acha que você precisa da aprovação das pessoas? Por que será que tantas pessoas, tanta gente depende da aprovação dos outros para se sentirem bem? Até que ponto a opinião alheia influencia nossas escolhas, nossos relacionamentos e nossa autoestima? Como que a gente faz para lidar com críticas, com rejeições, com julgamentos, sem que a gente perca a nossa própria identidade? Já parou para pensar? Você tem necessidade da aprovação diária das pessoas? Por que isso acontece com a gente? Será? Vamos conversar amanhã a partir das 8 da manhã ao vivo em mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Um ótimo dia para você, uma semana linda e boa sorte para o nosso querido Brasil, né? Bora que bora. É desafio, é de desafio que gostamos. Daqui a pouquinho Brasil em campo e a gente torcendo aí para a nossa seleção. Grande abraço, fique bem, continue na programação da TV Câmara Campinas e até amanhã, se Deus quiser. Ciao
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