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Olá, muito bom dia para você que tá aí acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Nós estamos chegando mais uma edição do nosso estúdio Câmara no ar. Hoje, sexta-feira, sextamos, maravilha. E olha, junto com a sexta-feira, chegando o final de semana, chegando também as férias. Isso, as férias escolares estão chegando. E para muitas crianças, esse é o momento mais esperado do ano. Tempo livre, brincadeiras, descanso, longe das salas de aula. Mas se para os filhos o recesso representa diversão, para muitos pais ele também traz preocupações. Comociliar trabalho e cuidados com as crianças? Como evitar conflitos quando todos passam mais tempo juntos? E de que forma é possível manter o equilíbrio entre liberdade e limites? Nós temos uma pesquisa da rede internacional de coworking que mostrou que 62% dos pais consideram estressante conciliar as responsabilidades profissionais com os cuidados dos filhos durante as férias escolares. Ao mesmo tempo, especialistas alertam que o aumento da convivência pode gerar desgastes, mas também representa uma oportunidade importante para fortalecer os vínculos familiares. E é sobre isso que nós vamos falar hoje, né? Como é que a gente vai fazer com as crianças que estão na expectativa das férias escolares? Vai mandando a sua mensagem pra gente. Eh, telefone na tela para você. O WhatsApp 1997829377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações e daqui a pouquinho vamos apresentar as nossas convidadas que vão nos orientar de que forma, né, nós devemos fazer para garantir que a gente não fruste as nossas crianças e também não se não eh tenhamos culpa por de repente não conseguir, né, eh cumprir a expectativa aí dessas férias escolares. Tá bom? manda sua mensagem, nós estamos aguardando a sua participação. Agora vamos com a informação. Olha só, gente, uma informação muito importante de saúde, porque a Secretaria de Saúde aqui de Campinas começa hoje, dia 26, sexta-feira, a distribuir os primeiros lotes da nova vacina Pneumocósica 20 valente. É a Pneumo 20. Essa distribuição será para os centros de saúde do município e a previsão é de que a partir de terça-feira, dia 30, este imunizante esteja disponível em todas as unidades. Essa vacina, gente, faz parte da rotina de imunização dos bebês aos 2, 4 e 12 meses de idade e passa a substituir de forma gradual a pneumo 10, tá? A principal novidade é que ela amplia a proteção contra mais tipos da bactéria pneumococo, responsável aí por doenças como pneumonia, meningite, otite e outras infecções graves. Neste primeiro momento, o esquema vacinal será pneumo 20 aos 2 meses, pneumo 10 aos 4 meses e reforço com a pneumo 20 aos 12 meses. A pneumo 10 vai continuar sendo então utilizada até o fim dos estoques disponíveis, tá? Então, para mais informações, sei que a mãezinha aí que tá com seu bebê precisando atualizar eh a carteirinha de vacina, você vai acessar, tá, o site da Prefeitura de Campinas, porque lá tem o portal que vai falar os horários, né, de vacina, eh, o esquema completo, como você precisa saber e as vacinas que estão disponíveis. Então, acessa lá a Prefeitura de Campinas, daí você vai lá na Secretaria de Saúde e você vai ver eh a parte das vacinas para você ter a informação completa. Então, não esqueça, né, vacinação tá disponível, a vacinação salva vidas e principalmente paraas nossas crianças, né? Então, vamos vacinar, tá bom? Vamos com mais informações. Olha só que legal, estão abertas eh até o dia 17 de julho as inscrições para a eleição dos representantes da sociedade civil no Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional aqui de Campinas, né? O mandato será para o período de 2026 a 2028. Serão escolhidos 14 representantes titulares, 14 suplentes de entidades e organização que atuam na área da segurança alimentar. E as inscrições podem ser feitas presencialmente no departamento de segurança alimentar da SEASAC ou então pelo e-mail [email protected]. O edital completo também disponível no portal da Prefeitura de Campinas. Acessa lá se você tiver interesse e faça a sua inscrição. Previsão do tempo para este final de semana, para hoje, sexta-feira, amanhã, sábado e domingo. Será que vai chover, gente? Não, não vai chover. Olha só que legal. Sexta-feira. Hoje nós temos aí mínima foi de 13, máxima de 22º. O tempo tá nublado, mas não chove. Para sábado, gente, nós temos também um tempo eh nublado, abertura de sol a qualquer momento, mas sem previsão de chuva. Mínima 14, máxima 24. E para domingo também segue aí a mesma previsão, né? Sem chuva. Mínima 14, máxima 25. Então parece que o nosso final de semana vai ser um pouco mais agradável do que essa semana. Que eu vou te contar uma coisa que luta, hein? Vamosora. Olha só, gente, hoje não choveu e a previsão diz que também não vai chover. Então, vamos juntos fazer desse um ótimo dia, uma ótima sexta-feira pra gente. E vamos falar então do tema central do nosso programa de hoje, apresentar as nossas convidadas, porque durante o ano letivo a rotina escolar funciona como uma espécie de organizadora da vida familiar. A gente tem regras, né? São horários definidos para acordar, para estudar, para se alimentar, para dormir. Isso ajuda a estruturar o dia a dia. Mas nas férias essa organização muda completamente. As crianças ganham mais tempo livre, os adolescentes buscam mais autonomia e os pais, ha precisam encontrar formas de conciliar responsabilidades e momentos de lazer. É isso, gente. As férias escolares também exigem atenção à segurança das crianças, porque segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, esse período registra aumento nos acidentes domésticos, como quedas, queimaduras, intoxicações, afogamentos. A orientação é reforçar a supervisão e manter produtos perigosos fora do alcance dos pequenos. Bom, a gente precisa falar sobre esse desafio e apresentar estratégias para uma convivência mais harmoniosa durante esse recesso escolar. É por isso que hoje nós convidamos duas pessoas importantes demais nesse momento pra gente, que vai nos ensinar, né, para ensinar para você pai, para você mãe, você cuidador, como é que nós vamos conseguir conciliar as férias, o inverno, períodos de chuva, né, e a expectativa da molecada. Vamos embora. Vamos apresentar a você, a psicopedagoga e psicanalista Priscila Corcini. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom dia, Rúbia. Obrigada. Agradeço pelo convite. Muito bem. Para completar o nosso time de hoje, a gente fala com a psicóloga Alexandra Paron. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Obrigada. Vamos lá, gente. Olha, a gente então começa perguntando pra Priscila o que é relato de muitos pais. O clima em casa muda completamente durante as férias, né? Então, por que que a quebra da rotina escolar costuma impactar tanto o comportamento das crianças, né? Essa expectativa, essa coisa de férias, esse nome férias já gera uma ansiedade? Sim, com certeza, Rúbia. É uma expectativa grande, né? Principalmente das crianças e adolescentes, né? E às vezes o desespero dos pais. Que que vamos fazer com tudo isso, né? as crianças vão estar em casa. O que que gera? Na verdade, a gente tem com essa parada, com as férias, a gente tem eh excesso de energia das crianças que não vão paraa escola, não gasta essa energia. Nós temos a falta de rotina, porque não tem mais uma rotina de acordar, de ir e muitas vezes exaustão dos pais, né? Porque muitos pais estão trabalhando, não consegue parar com os filhos. Eu falo que o plano ideal seria pais e filhos parando, né, pra gente poder dar essa desacelerada, mas nem sempre é possível. Então as crianças têm uma expectativa muito grande, né? Eu vejo no consultório, já tá chegando essa semana mesmo, tia, eu não venho mais, tia, eu quero ficar no cobertor comendo pipoca. Então, e como que os pais vão lidar com tudo isso, né? Então, é muita coisa para conversar hoje aí sobre isso. Muito bem. E agora, Alexandra, vamos lá. A família passa mais tempo juntas, né? Eh, junta na nas férias ou era para ser isso? Mas enfim, eh aí pequenas situações que acontecem podem virar grandes conflitos. O que que a psicologia explica pra gente sobre esse fenômeno, né? Porque assim, eh, às vezes no no desenrolar aí do ano, a gente tem vontade de ficar junto, né? Mas a gente não pode porque temos regras a seguir, o planejamento familiar, escola, trabalho, enfim. Mas aí nós temos as férias e quando as férias acontecem e quando a gente tem oportunidade de ficar junto, a gente acaba brigando, né? Então, o que que a psicologia explica sobre essa convivência que gera conflitos? Bom, vamos lá. Eh, a primeira coisa é a chamada, né? Desafio ou oportunidade. As férias é um desafio e é uma oportunidade. Aham. né, a oportunidade de manter essa convivência e sair do piloto automático, porque a gente pensa que eh é um período de recesso e aí é a oportunidade que a gente tem de pausa, né, de restabelecer essa conexão e restabelecer esse lugar familiar, né, porque aí não tem realmente essa rotina, esse horário, essa pré-definição. Então é importante a gente pensar nisso, né, que é o desafio de tá estar todo mundo em casa e aí os conflitos fazem parte, né? E não é porque a gente tem conflito que deu tudo errado, né? O conflito é uma excelente oportunidade também de aprender a lidar com esse conflito, né? De aprender a ouvir o outro, a de comunicar o que você sente e dos pais de de darem um exemplo para essas crianças de como que elas se comportam, né? É porque as crianças aprendem e os adolescentes também aprendem pelo exemplo, né? Então não é porque a gente tá brigando que tá tá dando tudo errado. É a nossa oportunidade de conversar, de sentar, de se comunicar e de retomar aquelas coisas que no dia a dia a gente vai perdendo, né? Que a gente vai deixando para lá e vai no piloto automático só vivendo. É hora de desativar o piloto automático, né? Então, o que muitas famílias percebem é que o problema não tá necessariamente no tempo de convivência, mas na forma como ele é organizado, sem planejamento, excesso de tempo livre, que pode gerar uma tensão e uma frustração para todo mundo, né? Agora, Priscila, é importante manter alguns horários e regras mesmo durante as férias. Como é que a gente encontra um meio termo entre descanso e organização? Porque a gente sabe, a gente percebe que durante o ano letivo nós temos regras. Então as crianças imagina levantar hoje, ir pra escola. Vamos fazer o quê? Tem que levantar e tem que ir, né? Porque é a regra é determinado e vai. Agora nas férias, ah, vou dormir até meio-dia. Ah, vou ficar no computador até meia-noite. Ah, não tô nem aí para tomar um banho. Ah, não, não vou comer no horário certo, porque eu tô de férias. Não tenho regra não, eu tô descansando. Tem importância manter pelo menos a as regras eh básicas, assim, os horários básicos, continuar mantendo uma agendinha, né, personalizada para as férias? Sim, ótimo levantamento, né? Eu falo que o as férias não é a falta de limite, né? Nós não podemos esquecer dos limites nas férias, lógico, flexíveis, né? porque a gente tá de férias, mas o planejamento é essencial até para conseguir, né, eh, manter essa rotina. É uma rotina diferente, mas ela precisa existir. Então, uma flexibilidade, né, não vou acordar tão cedo, mas precisa ter um horário para essa criança acordar, se alimentar, porque vamos pensar, se esses pais estão ali trabalhando, essa criança acorda 11 horas da manhã, um exemplo, né? Aí ela vai dormir mais tarde, aí ela vai virar uma rotina, ela vai acordar mais tarde, ela não vai querer almoçar no horário, ela vai e esses pais têm que acompanhar tudo isso, né? Então isso é muito importante. Eu falo que o planejamento ele vai ajudar nessa rotina das férias, né? E mesmo assim, vamos pensar, tem muitos pais que me falam: "Ai, eu não vou conseguir eh fazer uma viagem". Tudo bem, faz parte. Muitas vezes a criança ela espera menos que isso. Eu falo que o diálogo é ótimo. Converse com essa criança. Vamos entender qual que é o objetivo dessa criança, né? Às vezes um passeio num parque, né? Nós estamos em Campinas que tem várias questões aí de parques que pode na região que proporciona. Então vai num parque, faz algo diferente, vai num cinema. Falo que até um sessão cinema em casa com uma pipoca, dormir todo mundo na sala. Então eu falo, é conversar, é entender o que que o outro espera da gente, né? Porque às vezes a gente não sabe, a gente acha que é muito grande, né? Lógico, se é possível, a gente vai proporcionar e muitas vezes não é. Então o que que a gente vai fazer com tudo isso? Mas para isso precisa ter um planejamento e muita flexibilidade com essa família, o que dá para fazer, o que não dá. Eu falo que a tela não é para ser vilã, né? Mas ela também não pode ser tudo ali. Então tem que ter o corpo se movimentando, esse tempo com a tela, esse tempo que também de não fazer nada para criar essa criatividade que as crianças às vezes precisam e não tá tendo com muitas telas. Então, fazendo um planejamento é possível, mas precisa do planejamento. Precisa do planejamento, né, gente? Sem dúvida. Agora, eh, quando você fala que às vezes as crianças, né, querem as, eh, eh, às vezes não, a maioria das a maioria das crianças querem as férias e entendem as férias como algo que poxa vida, eu vou vou brincar, vou passear, vou viajar, vou fazer alguma coisa diferente, né, com a mãe, com o pai, com o cuidador, enfim. Mas essa mãe, esse pai, esse cuidador, esse responsável, ele está trabalhando, né? E aí o que vem? Vem a culpa, Alexandra. A culpa por não conseguir estar disponível o tempo todo com os filhos, a culpa de de repente não conseguir esse planejamento que a Priscila passou pra gente, que tá tudo bem, gente, né? Se a gente não consegue, vai fazer o quê? Imagina uma pessoa que sai 5 horas da manhã para trabalhar e volta para casa 7 horas da noite e aí tem a criança lá na expectativa das férias. Mas e aí, o que que eu vou fazer, né? E, e eu vou sentir culpa por isso, porque eu estou frustrando a minha criança ou eu não tenho condições de proporcionar algo para essa criança que represente a tal das férias. Como é que a gente faz para lidar com essa culpa? Rúbia, tem coisas importantes que a gente precisa pensar, né? A primeira coisa que férias não dá para ser um evento, né? E e pensando principalmente agora nas férias de julho, que são um recesso, né? É diferente das férias de janeiro que a gente tem mais tempo. Então recesso, é mais rápido, tem começo, meio e fim. Então a gente precisa pensar nisso, né? E quando a gente deixa de pensar nesse evento, nessa magnitude, até porque as crianças estão cansadas, a gente esquece que elas estão cansadas, então elas precisam descansar, né? manter rotina também a descanso. Então isso é super importante. Mas quando a gente tira essa obrigatoriedade de ser um evento, né, de entreter as crianças o tempo todo, a gente tira um pouquinho da culpa também, né? É importante a criança também se adaptar à rotina da casa, né? entender que existe essa rotina, mas duas coisas que são muito importantes que a gente tá esquecendo. Eh, a criança também precisa de tédio e a criança também precisa de frustração. E são momentos excelentes pra gente fazer com que elas exercitem, né? Eu não sou saudosista da gente pensar que antigamente era melhor, mas as crianças já brincaram só com uma batata e quatro pauzinhos, né? Então é um momento que a gente precisa também deixá-las entediadas, porque é nesse momento que elas vão colocar a criatividade à prova, é esse momento que elas vão ter iniciativa, que elas vão brincar, né? Eh, a gente já disse aqui que as crianças estão sem criatividade, então é a hora que a gente vai colocar para ler, é a hora que a gente vai assistir um filme, né? Como ela disse também, as telas não são nossas inimigas, mas a gente tem que pensar como a gente faz isso, né? Mas colocar essa criança para pensar, ler um livro, as crianças têm dificuldade de ler hoje em dia, né? Mas deixar o óscio, não tem o tal do óssio criativo, né? Então elas podem não fazer nada também, né? A gente precisa incentivar que elas aprendam a lidar com isso, até porque a nossa maior dificuldade é lidar com frustração hoje em dia, né? E aí tem que se frustrar que as férias não são o momento das coisas que a gente quer, né? E a chave de tudo isso é os pais se comunicarem mesmo. Olha, eh, fazer pequenos contratos. Hoje a gente consegue isso, amanhã a gente consegue aquilo. O que nós podemos fazer? O que você sugere? Existem coisas baratas, né? Bolinha de sabão, eh, desenho, lápis de cor, tinta, tudo isso incentiva a criatividade. Então, a gente pode fazer coisas que não custam caro, né? Um próprio filme com a pipoca, por que não, né? Então são coisas que estão aí à nossa disposição. Não precisa ter a viagem dos sonhos, né? Nem sempre vai dar para viajar. Às vezes até os pais programam, mas pelas conjecturas da vida não conseguem. E aí, como é que faz? Exatamente. Então tem que ter os Vamos brincar de massinha de modelar, né? Porque é uma delícia. E nós adultos também temos a nossa criança e de repente é o momento da gente deixar a nossa criança interiora florescer, né? E vir e e brincar. Porque as crianças, as crianças de hoje em dia, elas esqueceram mesmo como se brinca. E e é interessante a gente pensar que a tela, né, a tela ela é importante sim, porque tem muita informação e e faz parte, gente. Não adianta, não adianta falar assim: "Ah, eu vou tirar a tela". Não, não vai. Você não vai porque você não vai conseguir tirar a tela. Você pode conseguir minimizar o tempo de tela, mas tirar a tela até nem é indicado, né? Agora, eh, com a tela, a criança ela perdeu a noção do tempo real. As crianças e nós também adultos, viu, gente? Eu acho que é todo mundo, mas a criança é mais exacerbado isso. Eh, eles não têm mais paciência de esperar. Aí você conversa, você convida sua criança, vamos pra cozinha, né? Vamos fazer um um lanchinho, alguma coisa. E a criança olha para você, fala: "Tá pronto?" Fala: "Não, a gente tá começando a fazer. Tá pronto? Tá pronto? Não, anda logo. Eu não quero mais esperar. Tá pronto. Esse é o momento também da gente exercitar de repente essa paciência para com a criança, né, Priscila? Sim, com certeza. Eu falo que nem mesmo antigamente a gente tinha os comerciais, hoje não existe mais os comerciais que ajudavam a espera. A gente esperava aquele programa, hoje não, hoje é tudo gravado. Então as crianças não estão sendo ensinadas a esperar, né? Então eu acho que é muito importante, Rúbia, exercitar isso. Como a nossa colega falou, as férias é um ótimo momento para isso. Eu até falo assim pros pais que têm dificuldade, coloca um cronômetro, um tempo, mostra pra criança, porque a criança, principalmente as menores, elas têm essa dificuldade. Então o tempo ajuda muito para elas ter, ó, hora que chegar o ponteiro ali, aí nós vamos fazer. Então são pequenos contratos, né, como a nossa amiga falou mesmo, de poder passar isso paraa criança, mas a gente precisa falar porque às vezes a gente pensa e não expõe paraa criança e aí a criança fica perdida. Aí vem a insegurança, aí vem a ansiedade porque ela não sabe o que tá acontecendo. Então é muito importante isso, né? Porque realmente a gente tá tendo falta da espera e eles não estão sabendo lidar com isso. Se a gente pegar um celular, a gente fica uma hora e eles não têm essa noção de tempo. Então a gente como adulto, como responsável pela criança adolescente, a gente tem que fazer esse papel. A gente tem que ir mostrando ali, olha, agora dá, agora não, por os tempos, limites, né? E até essa questão mesmo de de quanto tempo a gente vai ficar ali no celular, quanto tempo a gente vai poder brincar ou brincar sozinho ou brincar com a gente. Eu falo que o pai muitas vezes com a culpa ele ele quer preencher todo aquele tempo vazio e às vezes o tudo também faz mal. Exato. Então a gente tem que dosar porque essa criança precisa ter o tempo para poder usar a criatividade, brincar sozinha, brincar com papel, brincar com uma massinha, brincar com usar a criatividade, porque isso vai ajudar ela no futuro, né? Então a gente tem que proporcionar isso para eles, ajudá-los, mas e fazer isso? até você comentou essa questão eh de como a gente vai fazer para sair com essas crianças. Eu falo assim, as férias ela é um momento diferente, então a gente saiu do automático ali e vamos passar. É, às vezes um final de semana, tô trabalhando, às vezes é algo que eu não faço no final de semana, vou num lugar diferente. Então isso para para essa criança, para esse adolescente, talvez já é. Então, é aquilo que vai ser as minhas férias, é aquilo que eu vou proporcionar, coisas que na minha rotina eu não proporciono, né? Tirar um pouco essa culpa dos pais que o tempo todo tem que preencher. Nem sempre precisa ser preenchido o tempo todo. Exatamente. E quando a gente fala de fazer um passeio, de repente no final de semana, eh, não é aquela viagem, né, como vocês colocaram pra gente, porque até porque, gente, a situação não tá tão assim para a gente poder sair, viajar. E daí quando a gente fala de férias, né, tem famílias que têm duas crianças ali e aí vamos lá, mãe, pai, né, o cuidador mais as crianças. Daí e fazer uma viagem, né, não tá não tá tão ah fácil assim, está desafiadora. Aí que que nós temos? Nós temos bosques, né, que que tem bichinhos e que se você para para olhar, vamos lá, vamos lá nos no bosque do Jeaz agora, né? Olha o tanto de caminho que você tem até chegar lá no Dinho, que é o hipopótamo. Olha o tempo que você tem que ficar esperando e tentando fazer com que o Dinho se levante e abra aquela bocona. A expectativa que você vai gerar naquela criança, o tempo que você vai conseguir passar ali, né? E é um tempo que você está junto, você tá despertando, né, na criança uma curiosidade, uma sensação de bem-estar, tá tá no ar livre e é uma oportunidade legal. Então, de repente um simples para nós adultos passeio no bosque paraa criança vai preencher e vai ser as férias da vida, mas a gente precisa se programar e orientar as nossas crianças. É importante, Alexandra, a gente não criar expectativas, né? Tipo assim, a a o pai e a mãe na correria do dia a dia, a criança tá lá, ó, vai chegar minhas férias, ô mãe, o pai, vai chegar minhas férias. Que que a gente vai fazer na? A gente vai viajar? Aí a mãe e o pai fala assim: "Sim, nós vamos viajar para onde?" Já não sei, tô vendo ainda, mas depois eu te falo. Esse simples sim, a não sei, estou vendo ainda, pro pai, ele só falou, né? Agora pra criança, ela capta isso de uma forma e tem uma uma eh um posicionamento assim: "Obá, eles falaram que vão". E ela vai ficar esperando isso, né? Vai. E isso é um detalhe que a gente não pode esquecer no nosso dia a dia como um todo. Aqui a gente tá focado nas férias, mas com a criança não dá para blefar. Olha isso, gente. Eu falei, eu tenho que cumprir. É isso mesmo. É, eu falei, eu tenho que cumprir. Porque que senão o que que a gente começa a ensinar para ela? Que a minha palavra é vazia. Olha, gente. E aí também quando ela dá uma palavra vazia, eu não vou gostar, né? Então, a criança aprende pelo exemplo e ela aprende pelo meu exemplo. A gente não pode esquecer que o adulto somos nós. Então, assim, a gente tá falando de uma ida ao bosque e tal, mas pode ser muito mais simples do que isso. Pode ser uma pausa em família para andar no quarteirão de casa. Olha que delícia. Verdade. Para eu ver as flores, as cores. O importante é a gente criar memórias. Sim. É criar oportunidades de diálogo. É criar oportunidades de interação com essa família. de comunicação, de contar, de validar os sentimentos dessa criança, de eu quero, de eu não quero, eu gostei, eu não gostei, porque é aquilo que eu falei, a gente tá sempre no piloto automático, então pode ser tudo muito mais simples, né? Brincar de cabaninha no meio da sala. Ai, que delícia. Aquela possibilidade de deixar a coberta no meio da sala fazendo bagunça, né? E depois a segunda oportunidade de nos divertimos, fizemos bagunça, mas agora a gente vai guardar juntos, a gente vai organizar juntos. Então é muito mais oportunidade do que desafio. Quando a gente começa a olhar pro copo mais cheio, ao invés do copo mais vazio, né? Olhar muito mais para essas oportunidades e lembrar e nos colocar nesse lugar de criança, fazer um pouquinho do que a gente não fez também. Ah, eu queria tanto ter feito, né? às vezes é fazer um bolo, um bolinho, né? É ir pra cozinha com os pais. São coisas muito mais simples. A gente que acha que a criança vai querer coisas elaboradas, as férias do sonho, não. Às vezes é só dar uma volta no quarteirão de mandada, olhando pras coisas mais simples. Então a gente não precisa de tudo isso. Só que a gente também tá numa cidade privilegiada, né? Campinas tem o bosque, tem o parque de Taquaral, então tem bastante lugar para que a gente pode ir. né? Mas não colocar isso na obrigatoriedade. Essa semana, por exemplo, se uma criança tivesse de férias, não dá para ir para lugar nenhum. Então a gente vai ter que brincar. Exato. Então a cabaninha lá em casa vai funcionar melhor. É verdade, né? Aí a cabaninha, a sombra. A gente nunca mais brincou com sombra. Nossa, menina, que coisa verdade. Então, quanto que a nossa geração não brincava com a sombra na parede? Dá para inventar tanta coisa? Então a gente não precisa se apegar às coisas que são materiais da uma lanterna e uma sombra e uma coberta que tem lá em casa, a gente consegue passar as férias. Olha só, né? Vai da criatividade, gente, de nós adultos, né? Porque a criança ela tá na expectativa que a gente vai criar alguma coisa para ela nas férias, né? Então, bora brincar de sombra, né? Faz lá um passarinho na sombra, um patinho, um jacaré, lembra disso? Isso é muito bom. Agora, eh, isso a gente tá falando das crianças, né? Mas nós temos aí os adolescentes. E aí, Priscila, os adolescentes eles vão pedir de repente mais privacidade, né? Tipo assim, ah, me deixa aqui no meu quarto que agora eu quero mais privacidade. Eu tô de férias, eu não tô indo para lugar nenhum, então eu vou ficar aqui e aí ficam lá, mas claro que não estão sozinhos, estão com o celular e com o mundo na palma da mão. E aí, como é que a gente age nessa hora? É, com adolescentes a gente vai agir diferente, né? Mas não é porque adolescente também que não existe os limites. Então tem que ver como a família olha para isso. O que é, né? O, como você mesmo falou, Ruby, a gente tá com tá dentro do quarto, mas a gente tá ligado em tudo. Então, a gente tem que estar atento ali, né? É permitível, é permissível ficar o a madrugada inteira nesse, nesse quarto, nesses jogos. Então isso tem que ser muito uma regra e tem que ser criado com a família. O que não é porque você é adolescente que você pode fazer o que realmente acha que é importante ou não. Então a família tem que orientar esse adolescente o que é possível, que não. Por quê? Eh, a gente tá pensando no futuro. Eu falo que o adolescente, ele tá muito próximo de ser um adulto. E quando você tem um adulto, você tem limites, você tem regras, como sempre, mas você vai entrar num trabalho, você vai ter limites, regras, horário para entrar, olhar, horário para sair. Se a gente não começar trabalhar esse adolescente, a gente vai ter problemas lá na frente com esse adolescente e tá de férias, entendemos, podemos ser mais flexíveis, porém não é permissível tudo. Cada família tem o seu formato, né? Não existe uma regra, porque o que para uma família é bom, para outra não é. Então eu acho que a família tem que olhar para isso, ver o que é necessário. Muitas vezes não sabe se informar, né? a gente tem muita informação hoje, tomar cuidado com as redes sociais, né? Porque hoje essas redes sociais também é perigosa em alguns momentos. Então, a gente tem que olhar para um todo, ao mesmo tempo ser flexível ao mesmo, eu falo que é uma balança, né? Você tem que ali deixar, mas também segurar. Então você não pode largar essa balança de uma vez, senão ela vai despencar. Então você tem que ficar sempre ali dos o que é possível, o que não é e orientar e conversa, né? Eu falo que a melhor coisa é a conversa, porque quando a gente chega para um adolescente, impõe, você vai fazer isso, aí complica, porque aí vem o vem o impasse dele debater, né? Ele tá naquela forma de de realmente achar que ele já é um adulto em alguns momentos. Então, conversar ou até não não quer, ah, mãe é muito pouco, então vamos conversar o que que para você é pouco, que não é muito, então chegar numa conclusão, numa conversa, porque senão vira realmente um caos e nas férias muito mais, né? Porque aí eles estão ociosos, não tem esse tempo. E não é porque também tá de férias que não tem as obrigatoriedades, né? em casa, preciso que arrume seu quarto, preciso que faça algumas rotinas, mostrar que as férias também ela também tem as questões obrigatórias que precisa ser feito, né? Então isso você tá moldando o adulto do seu futuro. Então tem que tomar muito cuidado com isso. Exatamente. A gente não pode permitir tudo, né? Porque férias é só um momento de descanso. E esse momento de descanso precisa também eh ter regras, né? ter aí a a listinha do que fazer e ensinar também de repente que é um eh eh explicar que é um momento de aprendizado dentro de casa, como é que é o manejo da casa, né? Você tá indo pra escola todos os dias, então você encontra sua roupa limpa, você encontra seu lanchinho lá, você encontra tudo, mas você sabe como eles foram parar lá, vamos fazer junto, né? Então, acho que é um momento mesmo de de diálogo, de ensinamento. Claro, não, a essa realidade não é para todas as famílias, mas um pouquinho de tempo escasso, mas o pouquinho de tempo que você tem eh em casa, de repente você pode trazer essa criança, esse adolescente para perto de você. Vamos embora fazer uma janta, né? Vamos lá, vamos preparar alguma coisa pra gente comer amanhã, vamos fazer um bolo, né? Agora, a comunicação com as crianças e com os jovens, os adolescentes, a gente precisa se atentar na comunicação, como a Priscila trouxe. Agora eu passo paraa Alexandra, como é que é uma comunicação assertiva? Como é que a gente faz para não ter uma comunicação violenta? Porque às vezes uma palavra que para nós tá tudo bem, eles não vão receber dessa forma. E principalmente nesse momento de férias que de repente os sentimentos podem se aflorar, né? Porque eles se sentem mais o quê? Eh, eh, qual que é o sentimento nesse momento de férias, de repente é a expectativa aí vulnerável, porque tá lá tô tô aqui dependendo da minha mãe e do meu pai, né? Porque se eles não fizerem, se eles não me levarem, eu não vou para lugar nenhum. E aí já tem aquela aquela irritação e de repente a gente fala uma palavra e essa palavra ela não é recebida da forma com que a gente falou por conta de tudo isso que está aflorando no adolescente. Como é que a gente faz para ter essa comunicação com eles? De novo, as férias num num sentido de oportunidade, né? Uhum. A oportunidade de se comunicar com esse adolescente, a gente precisa entender que é uma fase de muita mudança, né? De muita mudança física e muita mudança emocional e uma busca por autonomia, né? Então eles querem autonomia. A oportunidade nesse momento é de rever os valores que são inegociáveis paraa família e reforçar isso com o adolescente. A gente não pode esquecer que é um período que eles precisam de pertencimento. Então eles precisam pertencer a uma tribo e eles precisam se sentir pertencentes a uma família. Uhum. Então também não dá para colocar o adolescente numa bolha dentro de casa e achar que ele não precisa da interação, né? a gente precisa ir mostrando para ele e ir dando pequenas doses de autonomia, porque é no momento das férias que mãe, eu quero ir pro shopping com os meus amigos, eu quero sair com os meus amigos, eu quero estar com eles, né? De repente é trazê-los para casa se eu não confio, né? De repente é conhecer os pais desse amigo, né? fazer essas interações. Então, é um momento de oportunidade também de trazer para junto, de trazer para perto, de dialogar, de entender o que tá acontecendo, mas com uma ressalva. A época da adolescência é uma época que eles ficam silêncio, então eles querem esse esse momento só deles. Então é também nos colocar nesse lugar de parceria, né? Não só na hierarquia. A hierarquia é importante, somos pais, temos regras, temos limites, isso é inegociável. Mas eu também sou seu parceiro de no sentido de eu entendo o que eh o que você precisa e eu estou aqui para apoiá-lo na medida do possível. E aí dentro da constituição de cada família também, né? Todo toda mãe e pai cuidador sabe onde o seu calo aperta, né? Então, olhar para para esse jovem como alguém também que tem direitos e deveres, né? E ouvi-lo nesses direitos e deveres, porque a nossa oportunidade de mostrar também o que pode, o que não pode, até onde ele pode ir, até onde ele não pode ir. Pensando nessa história também que ele é o futuro adulto. Sim. Então é nessa hora que a gente começa a ensinar quais são os limites, como vai ser daqui paraa frente. Então é de novo uma oportunidade, né? E uma coisa que é importante a gente falar também, tanto pro jovem quanto paraa criança, que o que é mais importante, não só nas férias como o tempo todo, não é quantidade de tempo com esse adolescente, com essa criança, é a qualidade do tempo. Então, que eu tenha 5 minutos de diálogo, mas 5 minutos com o celular do lado, prestando atenção, ouvindo, validando, estando presente, né? O que é mais importante nas férias e o que se a gente conseguir por um dia, por uma hora, é estar presente, a presença. E aí a presença vai fazer toda a diferença. Não interessa se são grandiosas férias ou pequenas férias, mas eu mostrar que eu estou ali por você também, por minutos que seja. Uhum. Eh, a presença ela tá bem escassa, né, ultimamente, não é? Porque a gente tá, a gente acha que tá presente. Nosso corpo tá aqui, mas, ó, nossa cabeça tá lá, né? A criança tá aqui do ladinho e a gente aqui. Aham. Não, espera mais um pouquinho, tá? Mamãe já vai. Não, tá bom, tá, tá bom. E aí a criança vai se irritando. A criança vai se irritando. Chega um momento que a criança ela ela ela também e eh transborda, né? E o adolescente também. E aí a gente para olha, fala assim: "Mas o que que tá acontecendo, né? te dou tudo, faço tudo por você e você tá reclamando e você tá desse jeito. E aí a gente não se toca que nós estamos aqui, o corpo está, mas é só o físico, né? Você não está para ele de corpo e alma, né? E a criança ela sente isso, ela vê isso, ela precisa que nós eh eh possamos estar presentes. E não é só criança não, gente. Hoje se você para, você olha, vamos num restaurante, por exemplo, as pessoas estão ali juntas, mas elas não estão ali, né? Elas estão no celular, elas estão conversando com outras pessoas, então não se tem mais presença. E de repente esse é um momento da gente colocar presença eh na nossa família, colocar estar presente com a nossa criança, com o nosso adolescente, porque isso de repente pode virar chavinha para muita situação que você vive dentro de casa e você acha que às vezes não tem e eh solução, que você perdeu a mão, que você não sabe mais o que fazer com essa criança. Eu ouço isso às vezes de pessoas falam assim: "Eu não sei mais o que fazer com essa criança, mas daí se você olha, a pessoa não tá com a criança, né? Então a presença e ela tá escassa ultimamente e a sensação de pertencimento também é outra outro ponto que a gente deve observar muito, como muito bem falou a Alexandra. Por quê? Porque eh esse pertencimento ele vem de várias formas e várias situações. E aí de repente é melhor você fazer com que a criança e o adolescente sinta eh o pertencimento dentro da família do que um outro tipo de pertencimento que ela pode encontrar lá fora, né? E a gente precisa cuidar com isso também, né, Priscila? Sim, sim. E essa questão, né, que a Alessandra falou é muito importante, porque o que o que realmente precisa é a qualidade, não a quantidade. Uhum. E eu falo com o adolescente, a gente tem que pensar diferente que com a criança. Então, como eles estão muito nesse mundo deles, a gente tem que aproveitar os pequenos momentos. Então, é, é muitas vezes fazer o programa deles, né? Então, a gente às vezes quer fazer do nossa maneira. Às vezes eu ouço muito, né, na clínica, mas ele não quer vir até mim, mas às vezes ele tá esperando a gente ir até ele, porque o adolescente é assim, ele se fecha no mundo dele, né? Ele tá, ele tá se conhecendo, é muitos, é muitas questões hormonais, então é todo um contexto. Então muitas vezes eu falo, se você fizer umas perguntas, interrogação, ele não vai responder. Você tem que ir nas beiradas, você tem que ir numa conversa. Eonde vai surgir essas conversas? Às vezes num programa, às vezes ele quer num lugar, você fala: "Ai, mas eu não gosto". Mas falar, é importante para ele, vamos lá, vamos, vamos abrir mão, vamos fazer alguma coisa em casa, chamar os amigos para conhecer esses amigos que estão convivendo com nossos filhos, os pais, né, orientar. E muitas vezes a gente bate muito, né? Não é para fazer isso. Eh, aí que eles vão realmente aí nessa situação. Então a gente tem que ter, eu falo que é um, é, ninguém nasceu sabendo, então é vivendo ali vendo o que tá dando certo, o que não tá dando, olhar para isso e falar: "Opa, aqui não tá dando. Que que eu tenho que melhorar com esse meu adolescente? O que que o que que eu posso fazer? Não só esperar vir até ele, porque muitas vezes a gente fica esperando eles vir até nós. Então, o que que eu posso fazer para chegar até ele? Eu falo que às vezes numa, eu gosto de num lugar comer alguma coisa, eu vou com esse adolescente, nesse nesse contato sai algumas coisas. E é importante quando a gente ouvir já não ir muitas vezes, mas isso não, isso não pode, porque isso trava e aí ele vai se fechar. Eu sempre falo uma fala que a gente tem que conquistar esses adolescentes para que quando é pequeno a gente ensina eles ficarem no nosso colo. Agora eles estão saindo do nosso colo. A gente tem que ensinar que quando acontecer algo, eles têm que voltar pro nosso colo. Então eles vão ter que voltar para pedir ajuda pra gente, porque aí quando acontece uma situação, se a gente não der isso para eles, eles vão procurar isso em outro lugar. E aí é o perigo, né, que são os amigos que muitas vezes não sabe como conduzir uma situação que às vezes acontecem, né, a adolescência é um experimento aí de muitas situações, então a gente tem que ensiná-los que a gente tá ali para quando acontecer algo também eles possam voltar pro nosso colo. Muito bem, estamos ao vivo agora 8:44 falando sobre as férias, né, das nossas crianças, nossos adolescentes que já está chegando. E aí, férias para você é oportunidade ou é desafio? né? São as duas coisas, é oportunidade e também desafio. E aqui nós temos eh duas profissionais incríveis nos orientando eh a melhor forma da gente encarar essa oportunidade e esse desafio também. E a gente percebe que o diálogo, né, está aí entre o centro da nossa conversa de hoje. Então é importante a gente dialogar, a gente conversar, estar presente também, né? Porque a presença às vezes vale mais do que qualquer viagem. O que que adianta você viajar para longe e você não estar presente? Não vai adiantar nada. Você pode estar presente em uma barraquinha de cobertas, na sala de casa, colchão espalhado e a sua presença vai sim, com certeza, criar memórias, né, na cabecinha dessa criança e desse adolescente também, por que não? 8:45. Produção avisando. Nós temos aqui algumas perguntas. Pessoal de casa tá participando com a gente. Vamos ver qual que é a dúvida ou então a experiência que alguém tem que trouxe para nós. Pode colocar na tela, por gentileza. Produção, vamos bora. A Camila Santos da Vila Industrial. Olha só, tenho medo de exagerar nas regras e acabar estragando as férias dos meus filhos. Como saber eh o que é limite saudável e o que é cobrança demais? Eita, Camila, é um receio, medo, né? Então vamos lá. É, é, Alexandra, como é que faz com isso? E agora? Ai, Camila, que pergunta difícil. Difícil, né? Também achei muito difícil. Porque eh os limites não podem sair muito daquilo que a gente faz no dia a dia, né? Se essa criança acorda 6 da manhã, se ela acordar meio-dia, ela não vai dormir à noite, né? E aí não tem ninguém para tomar conta, vira uma bola de neve. Então, a gente tem que ter flexibilidade, mas ao mesmo tempo ouvir a criança, né? Eh, é muito importante a gente dialogar e saber o que que ela espera, mas assim, o quanto ela tá cansada, o quanto ela precisa de descanso e o quanto não dá para fugir muito da rotina, porque a rotina vai voltar daqui a pouco, né? A rotina vai voltar daqui a pouco e porque existem horas, se a gente tá pensando que esses pais estão trabalhando, os pais precisam almoçar porque eles precisam voltar pro trabalho, os avós precisam almoçar, outras crianças menores, maiores, então assim, tem toda uma dinâmica de família que precisa continuar acontecendo. Então assim, a chave é um pouco de flexibilidade, mas não fugindo muito daquele dia a dia que já tá pré-estabelecido. Como eu disse, é um recesso, né? ele vai durar ali 20 dias, então essa criança também tem que tá, esse adolescente, né, pronto para voltar, porque senão depois a primeira semana de aulas é nossa, é o caos, né, caótica para todo mundo, paraa criança também. Sim. Então é continuar mais ou menos dentro daquilo que já tá pré-estabelecido em casa e mais ou menos seguir esse caminho. É verdade, porque as férias, a gente já tem que entrar nas férias e já pensando no retorno da criança, porque a nós nos acostumamos com tudo muito rápido e fácil e ainda mais quando é e esse isso que a gente vai se acostumar é gostoso, né? É bom porque tirar férias, ficar em casa, dormir, ainda mais nesse friozinho aí até 9, 10 horas é maravilhoso, mas e depois vai ter que levantar 6 horas da manhã. Então se a gente abrir demais essa flexibilidade, ah, depois para voltar vai ser complicado, né? E aí a gente vai enfrentar novamente outro grande problema. Então, para que não tenhamos problema na na volta, precisamos e tentar manter o equilíbrio. E é isso. E vamos bora curtir a nossa turma. Vamos lá. 8:48. Mais uma pergunta na tela pra gente, por produção, por favor. Vamos ver. A Rodrigo Nunes do Campo Grande. Tem pai que tenta compensar a ausência liberando tudo nas férias. Isso pode confundir a criança sobre limites e afeto? É, temos que tomar cuidado com isso, né? Dá tudo, compra um monte de brinquedo, libera tudo e bora que bora e deixa a criança sozinha lá. E aí, como é que fica, Priscila? É boa pergunta, né, Rodrigo? E o que que acontece? Aí vem a culpa, né? culpa dos pais, né? É a culpa. Ah, eu não tô dando, então vamos lá. Mas será que isso é suficiente? Será que dar tudo, né, vai ser suficiente? Vai confundir realmente a cabeça dessa criança e aí ela sempre vai querer tudo. Aí vem a frustração. Como vai ser difícil frustrar essa criança? Se ela não aprendeu ser frustrada recebendo tudo, como que depois a hora que a gente quiser falar não, ela vai aceitar. Ela não vai aceitar. E aí começa a a os conflitos, a criança não aceita, né? E é é o conflito dentro de casa. Então a gente tem que tomar muito cuidado. Não é não dar, é moderar, é saber aí quando sim e quando não, né? Então isso é o limite. O limite é a gente dizer não quando necessário e sim ser flexível. A gente não precisa ter toda a palavra só nossa. Por isso que o diálogo é essencial, ouvir o que o outro espera, né? O que que o outro espera? Será que ele espera o quê? Mas quando não, né, não dá para comprar, ah, eu vou comprar porque ele tá chorando. Será que isso vai resolver? Uhum. Vai chorar sempre, né? Então, lógico, entrou numa loja, chorou por um brinquedo, você comprou, vou chorar mais. Eu achei o caminho. Como que eu, né? Como que, como que eu não? Agora, se ele ouvir um não, se você for ensinando que em alguns momentos, sim, né? alguns momentos não tem a parte financeira ou mesmo que tenha, eu falei que tem que tomar um cuidado grande porque às vezes hoje é tudo muito fácil, né? Um brinquedo é um preço muito acessível, mas você dando um brinquedo, ele tem algo por trás, não é só o brinquedo, você tá cedendo. Então, toda vez que você vai cedendo, cedendo, cedendo, que que que essa criança ou esse adolescente tá aprendendo? Eu posso tudo, né? Eu consigo tudo, tudo que que eu quero vai lá e dá. E é para todos, né? Eu falo que na casa das avós também, nos casos dos tios ou do cuidador, porque às vezes nas férias vai muito ou pros avós ou até não. Então tem que ser conversado. Tem que ser conversado por se não puder na casa e puder nos avós, aí entra o problema. Mais uma confusão. Não que os avós têm um olhar diferente, né? Sim. Eh, mas é conversar também com com essas pessoas, ó, o que é permitido, o que não é, ó, você precisa me ajudar, você precisa, porque tem que ter esse diálogo, não é só com as crianças, é com os cuidadores que estão em volta também. É verdade. Importante você levantar esse contexto, porque na casa da avó vale tudo, né? A casa da avó é maravilhosa. A minha a casa da minha avó já se fechou, mas quando eh ela estava com a gente, nossa, eu vou te falar, tudo a gente podia na casa da avó e a avó vai faz comida de tudo e é tudo maravilhoso e é tudo gostoso. Na casa da avó pode, mas daí lá em casa temos regras e aí a criança também vai entrar em um conflito, né? e a importância da gente conversar com essas pessoas que de repente vão ser o nosso a nossa rede de apoio nesse momento de férias, mas conversar também de uma forma que a gente não venha agredir essas pessoas, principalmente vó e vô, né? E aí, Alexandra, como é que faz? Porque ã a avó e o vô tão lá, ah, vou ficar com eles, então. Beleza. Daí a mãe, o pai e o cuidador chega e fala: "Olha, mas não pode isso, não pode isso, não pode isso". E aí de repente eles recebem isso de uma forma que não era para ser, mas eles recebem isso de uma forma meio que agressiva ou então uma forma eh eh muito, como é que posso dizer? Eh, poxa, tá querendo colocar regras dentro da minha casa, eu vou ficar com ele, deixa eu me divertir com ele. Você tá querendo trazer sua regra para dentro de casa, dentro da minha casa, sendo que eles estão de férias e aqui eles podem tudo e aí como é que faz? Bom, vó é mãe com açúcar, né? Bom, resumiu tudo que eu falei. Eu vou defender as avós. Mas eh, o importante é o diálogo mesmo. Isso, isso é fato. Verdade. Eh, mas é importante também a criança saber que em cada ambiente tem uma regra. Hum. Né? Tal como na escola, tal como em casa, é saber que aqui na casa da vovó você pode coisas que lá em casa não vamos poder. Uhum. e deixar isso muito claro até pais, né? Porque de fato lá é a casa deles, minha casa, minhas regras e aí tem até uma hierarquia aí, né? Eu sou filho também, né? Então eu não posso impor os meus limites, mas por outro lado, conversar com a família eh os frutos não caem muito longe da árvore, né? Então os valores já são mais ou menos compatíveis, mas mais ou menos alinhados. Exato. Então assim, mãe, vamos pai, né, avóz, sogro, sogra, enfim, vamos estabelecer o que que a gente pode, o que não pode. Eu gostaria de E o diálogo é importante também porque existem pais que aí vão transgredir a regra, ó, faz, nós vamos fazer esse daqui escondidinho. Aham. Verdade. O vó é ferito nisso, né? É. Então tem que combinar as coisas e aí é quando a gente vai ensinando pras crianças que aqui pode, lá não pode, na escola vai poder outras coisas. Então acho que a palavra do dia é oportunidade, é outra oportunidade da gente estabelecer alguns limites, né? E aí eu só queria retomar um pouquinho da história do do dar tudo, né? eh, pros pais fazerem um exame de consciência mesmo de duas coisas que são muito importantes. Quando eu começo a dar tudo, eu tô ensinando relações de consumo. Então, o que que eu espero que esse futuro aqui, porque a criança e o adolescente são um futuro, como que eles se estabeleçam mais tarde com as relações de consumo. Isso é muito importante. E a segunda coisa é quando eu estou substituindo afeto por coisas, tem alguma coisa errada. né? Afete coisas são coisas diferentes. Quando eu começo a dar para substituir a minha culpa e aquela não é uma falta de amor, né? Mas aquele cuidado que eu não estou podendo e aí por n por n motivos tem alguma coisa de errado. Então quando eu tô desejando dar muito para aquela criança, ah, mas eu não tive na minha infância, OK, faz parte, a gente não vai ter tudo mesmo. Uhum. faz parte frustrar-se. A gente não pode, eh, e é uma coisa que os pais têm feito muito hoje em dia, eh, achar que a criança não tem que passar pelas coisas, pelos sentimentos que ela tem que passar. Sim, né? A infância, as férias, todo esse período são períodos que a gente não vai conseguir colocar essa criança numa bolha e não dar para ela sentimentos e sensações ruins. Uhum. Ela tem que passar por coisas boas, como todos nós passamos, como coisas ruins também. Então, tudo isso faz parte. Não dá para achar que a gente vai eh protegê-las de tudo, não. Elas vão passar por isso também. E isso faz parte de crescer, né? Crescer dói. Crescer não é fácil, mas tem que ter de todos os lados afeto, limite, tempo, diálogo. Então, tudo isso faz parte. Muito bem. Olha só, eh quanta informação, né, pra gente e principalmente para os pais que estão em casa, os cuidadores, você que tá assistindo o programa, já tá disponível no YouTube, você pode compartilhar também, porque a galerinha tá chegando, né? A galerinha tá chegando. Eu vi alguns memes na na internet falando que é tem que encher a geladeira, preparar o psicológico, porque a galerinha tá chegando. Mas você viu que eh nós temos uma visão bem fechada sobre a situação e aí às vezes a gente se depara com um desespero, né? E agora que que eu vou fazer, tal. Mas é é presença, é diálogo, é conversa, é deixar se frustrar, é acolher, né? acolhimento e bora regular tudo isso aí e ter equilíbrio, né? Ponto chave, equilíbrio para tudo. Ai, desafiador. Claro que sim. Nada tem manual de de instrução, né? Não tem. A gente virou mãe e pai sem saber como seria e a gente tá levando e assim nós precisamos seguir com as nossas crianças. Agora 8:57, mais uma pergunta. Vamos lá. Pode colocar na tela pra gente. Acho que mais duas a gente já encerra e a gente agradece você que tá em casa participando conosco, tá? Mariana Castro do Jardim Aurélia. Não quero deixar meu filho o dia todo nas telas, mas trabalho muito e fico sem tempo e criatividade para pensar em atividades. Alternativas para isso. Ai ai ai. Mariana. Ô Priscila, ela não quer deixar o filho nas telas, né, o dia todo, mas ela trabalha muito, daí fica sem tempo e sem criatividade para pensar em atividades. O que fazer? É boa pergunta, né? Boa pergunta. A gente precisa se virar, né? N a realidade é essa. A gente tem que se virar, né? Porque depende da gente. É, depende da gente. Não tem muito o que fazer, né? É. E é realmente, né? A gente a gente lembra até um pouco que a gente viu na pandemia, né? É desesperador, vamos deixar nas telas, né? Mas a gente tem que fazer um balanço. Então, a gente tem que ver o que é possível. Eu entendo, tá trabalhando. Às vezes a criança fica com dentro da casa com a pessoa trabalhando, não pode atrapalhar, entra em reunião ou não, não pode. Mais desafiador ainda, né? desafiador. Mas o que que a gente aconselha, né, que dos o que é possível para aquela criança e fazer outras questões, né, outros brincar com essa criança, essa criança também tem que aprender a ter autonomia, começar a brincar. Eu falo, às vezes a criança não sabe nem começar a brincar, né? Hoje as crianças não brincam sozinhas, não. Então, então, mas isso tem que ser ensinado. Então, muitas vezes vamos montar algo ali e deixar aquela criança se desenvolver naquilo. Então, a gente tem que dando ajudar essa criança que muitas vezes não sabe como começar, porque às vezes ela também não pega, porque ela não sabe, né? Ela não, ela não teve essa vivência para poder pegar, fazer. Então, é dosar o que é possível na tela, às vezes pedir ajuda, né? Eu falo que às vezes é pedir ajuda. Olha, se eu ficar só, se eu ficar com essa criança o dia inteiro, ela vai ficar no só no terá, vamos pedir ajuda. Ai, eu não tenho rede de apoio. Ai, vamos ver algo que dá para fazer, né? Hoje a gente tem alguns lugares, escolas são fazendo cursos de férias, não, que é para deixar o tempo inteiro aquela criança, porque também precisa de um descanso, né? Mas às vezes é se programar para isso. Falou: "Olha, será que é melhor ela tá brincando? Porque num curso de férias ela vai estar brincando ou ela ficar na tela. Eu tenho que dosar, né? Tenho que dosar. Às vezes tem tem lugares que só vai à tarde, então a criança pode acordar um pouquinho mais tarde ou pedir uma ajuda para alguém, para uma tia, para uma avó, para uma rede de apoio. A gente tem que dosar. Se eu falar, realmente, eu tenho que também saber o que eu não dou conta. Às vezes eu não dou conta. Eu não dou conta de trabalhar e ter essa criança. Eu vou deixar no celular o tempo inteiro. Se você não dá conta de fazer esse manejo de dessa criança estar um pouco no celular e usar outras criatividades, outro brincar, é interessante pensar o que pode ser feito. Ou não está ali, ou a criança tá podendo estar num lugar que ela não vai estar o tempo inteiro no celular. Por quê? vai virar uma bolha e vai acontecer uma bola de neve, porque ela vai ficar, ela não vai gastar energia, vai ficar irritada, ela vai ficar irritada, ela vai demorar, o celular com o tempo demora para dormir. Se ela ficar ainda próximo da hora de dormir, ela não vai conseguir dormir. Então, pensa bem, eu fiquei o dia inteiro sentada num celular, eu vou ter, a minha energia vai est acumulada, então essa criança vai ter dificuldade para dormir. Então, vai virando, é, vira uma bola de neve. Impressionante. E você fala, vamos pensar 20 dias, 30 dias essa criança só no celular e depois como faz para voltar? Aí vai virar o caos das férias. Olha, gente, temos que tomar muito cuidado. E esse negócio de celular é interessante a gente falar porque o celular também cansa o nosso corpo físico, porque cansa o nosso cérebro e aí o cérebro cansado, o corpo físico fica cansado também. E aí a criança já não dorme direito, já tá irritada porque não tem ali eh a presença, né, da pessoa que ela quer que esteja presente. E gente, olha, é uma bola de neve. O home office eu acho que é mais desafiador, né, Alexandre, se a gente parar para pensar, porque a a mãe, o pai, o cuidador, enfim, está lá em casa, a criança está junto, mas a pessoa não está presente porque está trabalhando e a criança fica ali circulando, então irrita o o cuidador, a mãe e o pai, porque tá trabalhando, então precisa de foco, mas a criança também fica irritada. Olha só que coisa mais e eh complexa para poder ã driblar, né, para poder conseguir sobreviver a esses dias aí quando a pessoa trabalha em home office. Importante também a gente se atentar para isso, né? Sim. E a tela é o caminho mais fácil, né? Eh, a gente não pode esquecer que ela não é demônio, né? Então ela pode nos ajudar muito com moderação e mediada, né? Existem algumas algumas plataformas, enfim, que são positivas para as crianças também, né? Eh, mas a gente tem que olhar lá porque tem as tal das propagandas, enfim. Então, é uma coisa que os pais precisam ver. Agora, a gente tá pensando também eh o que como ter criatividade, né? Tem um recurso que a galera não tá gostando muito, mas que ele ajuda, que é o tal do chat GPT, né? Coloca lá o seu chat, me ajuda aqui com atividades para as crianças, né? Ele também vai dar algumas dicas quando a gente tá zerado de criatividade. Tem aquela plataforma que a gente procura tudo, que também conta pra gente algumas coisas. Agora tem desenho para imprimir, tem jogos de tabuleiro, tem bloquinhos de montar. E uma coisa também, por que que nós adultos que temos que dizer pras crianças o que elas têm que fazer? Um pouquinho do se vira bonitinho, ó. Tá aqui, se tudo aqui é o seu quarto, você tem tudo isso de brinquedo, se vira e aí dá autonomia e dá fazer com que ele aprenda a criar, porque essa possibilidade é inata. A gente já nasce com a criatividade, né? A roda nasceu da do desafio. Exato. E criança ama um desafio. A gente não pode esquecer. Olha aí. E aí, ah, uma criança pequena, por exemplo, eu tô no home office, põe ela para trabalhar junto, dá uma tarefa. Ó, a mamãe precisa que você faça essa tarefa aqui que eu vou mandar pro meu chefe, hein? E aí a criança trabalhando ali do lado, dá uma coisa para ela fazer, né? Uma coisa para limpar, uma coisa para ajudar, né? Então, eh, a gente tem outro, tem alguns recursos também dentro de casa, né? Pensando que a gente não precisa estar fora, a gente não precisa de grandes recursos externos. Às vezes o recurso tá ali na nossa mão, a gente não tá brigando com o celular o tempo inteiro, não tá com ele o tempo todo. Então vamos fazer ele nos ajudar nesse sentido. O que que eu posso fazer? Às vezes a gente tá sem ideia, ele pode dar, mas a criança também tem ideia. Se a gente dar um tapinho e falar: "Vai e vai", né? E vai, porque são inteligentes demais, né? Inteligentíssimos. Ô, gente, olha, 94, a gente precisa encerrar o programa de hoje. Mas que conversa maravilhosa, quanto ensinamento aqui, quanta virada de chave para você pegar aí e e fazer, né, desse momento aí com com a sua criança algo diferente. férias escolares que podem trazer sim desafios, mas também representa uma oportunidade valiosa para aproximar pais, filhos e responsáveis com diálogo, organização e limites claros e e momentos, né, agradáveis, tanto para você, né, cuidador, mãe e pai, quanto para a criança. E a gente consegue equilibrar tudo e seguir aí por esses 15 dias. E que esses 15 dias sejam 15 dias de presença, né, de de muito muita troca de amor e troca de carinho que a gente tá precisando ultimamente. 95. Vamos encerrando, então, agradecendo a participação de vocês. Eh, essa essa troca de conhecimentos, eu acho que foi fundamental pro programa de hoje. Então, Priscila, considerações finais, muito obrigada pela sua participação e presença. Obrigada. Agradeço, Rúbia. A gente que agradece você, Alexandra. Obrigada mais uma vez também pela sua participação, pela presença, pelos ensinamentos, pelas super dicas aí, né? Imprimir, desenho e pintar, isso é uma delícia. Por que não, né? É verdade. Gratidão, viu? Eu que agradeço. Foi uma ótima maneira de começar a sexta. Ai, que delícia. Ô, gente, é isso. A gente vai encerrando. Aí tá chegando aí, trazendo informações atualizadas para você. Eh, ao meio-dia tem Câmara Notícia também com atualizações, né, aqui de Campinas e do Legislativo. E a gente agradece a sua audiência e a sua companhia. Final de semana, a programação da TV Câmara Campinas está topíssima. É uma oportunidade bem legal também. De repente reúne todo mundo, liga na TV Câmara Campinas e você vai ver, olha só, tem receita, né? a gente fala de esporte, a gente fala de cultura, tem um programa, é um quadro chamado Faça Você Mesmo, onde eh nós ensinamos é você a fazer algum tipo de artesanato. Isso também é uma ótima pedida, uma boa opção, porque daí você eh vê lá no YouTube é o que que você pode precisar e ter para fazer de repente uma pulseirinha, um negocinho, chama sua criança, assiste lá e bora fazer um artesanato. Vamos colocar para desenvolver essa criatividade aí, tá bom? E amanhã nós temos, opa, amanhã não, gente, segunda-feira, olha no automático não embala, hein? Segunda-feira tem estúdio Câmara e aí a gente vai discutir um tema que gera muitas dúvidas entre pais e educadores na hora de escolher a escola para os filhos. Gente, isso é bem interessante, chama muita atenção, a gente tem que se atentar nisso, porque o que realmente deve ser levado em consideração? Será que a instituição mais famosa, mais cara ou mais disputada é sempre a melhor opção? No programa de segunda-feira, a gente vai falar de educação e desenvolvimento social. A gente vai refletir sobre como as expectativas dos pais podem influenciar essa decisão e qual a importância de respeitar as necessidades emocionais, sociais e pedagógicas de cada criança. Vou falar aqui numa linguagem mais coloquial. você quer o melhor pro seu filho. A gente sempre quer. Daí você matricula o seu filho em uma escola e que o valor de repente é um pouquinho além do limite que você pode, beleza? Conseguiu matricular, vai conseguir pagar as parcelas, né? Vai conseguir pagar lá mensalidade. Só que você de repente não consegue eh dar continuidade no que seu filho precisa para conviver dentro dessa escola. E aí você vai frustrar a sua criança. Será que é isso mesmo que a gente precisa? A gente vai aprender a fazer um planejamento, a ver o que pesa mais, é o que eu quero pro meu filho ou o que ele realmente quer para ele e ele precisa para ele, aprender a ouvir de repente a criança também, tá bom? Então isso a gente conversa na segunda-feira a partir das 8 da manhã ao vivo. Grande abraço, fique bem, aproveite o final de semana e até segunda, se Deus quiser. Ciao Ali
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