Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando. Estúdio Câmara no ar. Manhã de segunda-feira, 15 de junho, estamos ao vivo. E você como está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Vamos juntos fazer desse um bom dia. E claro que nós vamos falar de Copa do Mundo. Sim, o Brasil estreou na Copa do Mundo de 2026, né? Empate 1 a 1 diante do Marrocos. Gente, o resultado deixou muitos torcedores preocupados com o desempenho da seleção, que assim teve dificuldades ao longo da partida e aí teve o Vini Júnior, né, que abriu o placar e segurou a onda pra gente. Mas aí fica aquela pergunta no ar, né, a expectativa para o próximo compromisso da equipe brasileira. Você já tá nessa expectativa? você tá frustrado eh com o rendimento dos nossos melhores do mundo, né, que estão representando o Brasil nessa Copa. Porque quando a Copa do Mundo entra em campo, não são apenas os jogadores que vivem em momentos de pressão, não. Nós torcedores, né, a gente acompanha cada lance com expectativa, com nervosismo, com emoção. final, o futebol, ele tem o poder de influenciar o humor, alterar a nossa rotina, afetar o nosso sono e até, gente, se a gente não cuidar, interferir nos relacionamentos e no rendimento no trabalho. Ah, mas como assim uma partida de futebol? Pois é, a gente precisa aprender a gerenciar a nossa ansiedade diante da Copa do Mundo e do nossos dos nossos jogadores que estão em campo. E para isso a gente vai conversar hoje com ã dois especialistas, psicólogos, especialistas na área do esporte, que vão explicar pra gente qual é o impacto dessa ansiedade gerada eh principalmente nesse momento de Copa do Mundo nas nossas vidas. Então participe conosco, manda a sua mensagem, daqui a pouquinho a gente apresenta os nossos entrevistados para vocês, tá bom? Então eu quero que você mande a sua mensagem, te convido, manda sua mensagem e conta pra gente como é que tá o seu coração, né? Você realmente torceu? Você se decepcionou? Você já esperava? A sua expectativa, né, e eh atingiu? Ou então você tá frustrado? Isso tá interferindo na sua vida de alguma forma ou você já nem liga mais? Tá tudo bem, segue o barco. Vamos lá. 19978293776. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações. Já já apresentamos os nossos convidados a você e daqui a pouquinho a gente já começa a falar dessa desse gerenciamento da ansiedade mediante a Copa do Mundo. Tá bom? Vamos lá, gente. Olha, Campinas tem uma agenda movimentada com reuniões de comissões e sessão ordinária hoje, tá? Às 2 da tarde, a Comissão de Finanças e Orçamento analisa parecer favorável ao substitutivo do projeto de lei 64 de 2023. Esse substitutivo deste projeto, ele prevê a instalação de bebedouros públicos com água potável em praças e áreas de lazer da cidade. Essa proposta estabelece equipamentos acessíveis e dimensionados, conforme estudos técnicos de demanda. E às 3 da tarde, a Comissão de Cultura debate o projeto de lei 97 de 2024, que cria o programa A Voz do Samba na periferia. A iniciativa busca ampliar o acesso à cultura nos bairros periféricos por meio de apresentações de artistas e grupos de samba residentes em Campinas. Já às 6 da tarde tem a 37ª reunião ordinária, onde os vereadores votam, entre outros itens, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias para o ano de 202, que orienta a elaboração do orçamento municipal, e também o projeto de lei que atualiza as regras de funcionamento e o processo de escolha dos membros do Conselho Tutelar em Campinas. Também estão em pauta a proposta sobre alterações na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026, mudanças do plano de cargos da Guarda Municipal e a criação do programa Cuidado e equilíbrio voltado à saúde mental nas escolas municipais, além de moções, atas e demais matérias legislativas. E todos os eventos serão transmitidos, claro, aqui pela TV Câmara Campinas, pelo YouTube da emissora e você é nosso convidado especial para participar. Muito bem, agora vamos com a previsão do tempo para esta segunda-feira. Semana já começa daquele jeito, né? Olha só, gente. Mínima de 17, máxima de 21º. Nós temos aí um dia que vai ter tudo, tá? Tem sol, tem nuvens, tem chuva e tem friozinho. Então se prepare para o efeito cebola de repente ou não. Prepara sua capa de chuva, a sua garrafinha com água e vamosora fazer desse um lindo dia com chuva ou com sol, o dia tem a cor que você pinta. Bora pintar, bora colocar uma corzinha nesse dia aí e bora falar da Copa do Mundo. Vamos lá. Copa do Mundo, gente, movimenta bilhões de pessoas em todo o planeta e vai além do esporte, tá? Durante o torneio, emoções como expectativa, euforia, nervosismo, tensão passam a fazer parte da rotina de milhões de torcedores. Em partidas decisivas, tá? O organismo libera hormônios ligados ao estress e à excitação. É adrenalina, cortisol, e isso provoca o quê? Reações no corpo, né? Aceleração dos batimentos cardíacos. pessoal começa a suar, começa a ter tensão muscular e até dificuldade de dormir. E quando os jogos acontecem em sequência, como na Copa do Mundo, muitas pessoas percebem reflexos no humor, na convivência familiar e até na produtividade no trabalho. A gente precisa cuidar, a gente tem que controlar essa ansiedade, né? Porque a gente tem que aproveitar toda essa emoção sem prejudicar a nossa saúde. E é sobre isso que a gente vai conversar hoje. Então, para nos ajudar a entender esse fenômeno, a gente recebe aqui no estúdio o psicólogo clínico, especialista em psicologia do esporte. Ele vem de Amparo para participar do nosso programa. Olha só que satisfação. E An Cintra, seja muito bem-vindo. Bom dia para você. Bom dia. Muito obrigado pelo convite. É um prazer estar aqui e poder bater esse papo com vocês. Maravilha. Prazer é todo nosso. E com a gente pelo Zoom, ela que já participou algumas vezes aqui do nosso programa, a gente recebe com muito carinho a psicóloga clínica do esporte intercultural, André Batista, fala do Rio de Janeiro. André, seja bem-vinda. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Muito bom estar aqui com você, com todos os ouvintes, audientes, audiência aí da TV Câmera. Prazer. Maravilha. Vamos lá. a gente começa a falar dessa questão de ansiedade aí que vem permeando, né, eh, acho que por todos os povos, né, nações e culturas, porque a gente tá falando de Copa do Mundo. Então, Ian, ã, por que que a Copa do Mundo desperta essas emoções tão intensas, até mesmo em pessoas que, tipo assim, normalmente nem acompanha o futebol, né, durante o o tempo, mas de quatro em qu anos eles entram nessa bolha da ansiedade por conta da Copa do Mundo. O que que acontece? Bom, primeiro a gente entende que o Brasil é o país do futebol, né? Isso faz com que exista uma identificação gigante com o esporte e principalmente uma oportunidade de sentir orgulho. Muitas vezes acompanhar o futebol, a Copa do Mundo, ela pode ter diferentes funções, não só o torcer em si, essa esse sentimento de pertencimento, mas muitas muitas vezes também é uma oportunidade da gente distrair um pouquinho a nossa cabeça, né? Uhum. Muito bem. Agora, Andreia, a sua avaliação dessa sensação coletiva, né, de expectativa que toma conta do país, de todos os povos. Na verdade, a gente fala do nosso país, porque a gente tá falando do Brasil, mas se a gente parar para analisar, eu acho que é, acredito que todos os povos, todos os eh países que estão envolvidos na Copa do Mundo, eles sentem essa questão dessa ansiedade que vem reverberando, eh, de acordo com o que vai chegando aí a data para o jogo do país que a pessoa pertence, né? Então a gente realmente a gente cria essa ansiedade mesmo sem querer, é algo que vem do nosso inconsciente. Sim, a Copa do Mundo ela é um sonho compartilhado, então é todo mundo na mesma direção. Isso é raro, isso é um movimento global que a gente tem, né? Porque no dia a dia, na nossa convivência, cada pessoa ali torce, eh, vai para um momento diferente da vida e de repente na Copa do Mundo não. Todos os olhos estão voltados para o mesmo lugar. E isso tem um movimento muito grande. E, por exemplo, nesse momento, a gente tem ali uma pausa emocional. Uhum. que é um momento em que a gente para um pouco as nossas atividades e nos permitirmos ali a a a ter uma diversão, a fazer uma figurinha, a pintar a rua. Então, tudo isso mexe com o nosso o nosso emocional muito grande. Além de tudo, o Brasil tem essa camisa verde amarela, querendo ou não, tem um peso internacional muito grande. E os brasileiros sabem disso. É o nosso reconhecimento internacional. É verdade, né? A gente pode acompanhar eh vários jogadores que já estiveram em campo, hoje estão aposentados, acompanhando, né, eh a o hino nacional e se emocionando e várias pessoas indo também eh nessa emoção. Só que tem aquele negócio, né, todo mundo na expectativa. Só que sabe o quê? Eu percebi algo que me chamou muita atenção, o estádio, os brasileiros que estavam no estádio acompanhando eh o jogo, eles ficaram em silêncio. O que é isso? Qual que é a avaliação de vocês, né? Eh, isso foi uma expectativa? Isso foi, eu tô aqui para ver o que vai acontecer, mas eu já sei, as pessoas estão meio distantes, distantes dessa, dessa, dessa questão da Copa do Mundo, estão presente, mas ao mesmo tempo distantes, porque tivemos aí aquele episódio do sete a a um, né? Então, enfim, qual que é a sua avaliação? É, eu acho que a gente foi percebendo um movimento quase que um movimento social mesmo de um distanciamento da seleção brasileira por um período, exatamente por algumas frustrações, algumas decepções que aconteceram, né, nas últimas Copas do Mundo. É, e o que eu acredito que acontece é naturalmente o brasileiro, apesar dessas frustrações, continua criando muito expectativa e que é natural, como a gente disse anteriormente, é uma oportunidade de sentir orgulho, de pertencimento, de identificação. Então, quando as coisas não acontecem exatamente do jeito que a gente planeja, as pessoas lidam de diferentes formas com essa frustração, né? E às vezes, até antes disso, o medo da frustração já faz com que as pessoas comecem a lidar de uma maneira eh particular, individual. Perfeito. Andreia, eh essa reação da torcida, né? Como que você, como psicóloga da área esportiva, a gente fala da torcida, mas eu quero falar também dos jogadores, porque se a gente se colocar no lugar desses meninos, hoje a gente tem gente que de repente não conseguia dar nenhum passo, né? Porque imagina a pressão já por ser e ali representando um país, sendo o melhor do mundo, né? vão colocar listar na cópia porque é o melhor jogador do nosso país e aí já tem essa expectativa, tem a pressão. Então, dos jogadores a gente fala daqui a pouquinho, mas eu quero saber da sua avaliação, Andreia, diante da reação da torcida em estádio, quando muitas vezes eh de repente vamos dar um empurrãozinho ali no Brasil, mas as pessoas acompanharam ali alguns lances muito quietas, a gente percebeu um silêncio que não é de costume da torcida brasileira. Qual que é a sua avaliação sobre isso? O futebol ele mexe demais com o brasileiro, né? Eh, e nós temos aquela memória afetiva daquele futebol arte, daquele futebol eh pegado, daquela daquele jogador que ele sai correndo e vai lá pra frente e ele tribla e ele faz o gol e e o Brasil faz goleada. Então isso tá na nossa memória. Então começa um jogo, né? Nós temos ali um técnico estrangeiro que tem ali uma forma diferente de de coordenar uma seleção e tudo mais. E aí o que acontece? O brasileiro ainda tem essa memória. Aí chega nesse momento, a seleção vai num ritmo diferente. Então, querendo ou não, nós brasileiros queremos aquele aquele momento, né? Então, isso mexe com a gente. É tão gostoso quando a gente vê uma goleada. Nós tivemos essa goleada ontem da Alemanha que ela fez a mesma coisa, ela fez um 7 a um novamente, né? Não em cima do Brasil, graças a Deus. Mas tudo isso mexe então com a gente. Então o brasileiro é isso. Quando ele vê ali o time muito mais num movimento de passe que muito possivelmente foi uma orientação do técnico, do míster e tal, o brasileiro ele ele é como se ele não gostasse muito, entendeu? Ele gosta mesmo daquele futebol arte. que tá no nosso DNA, vamos dizer assim. É verdade, eu concordo com você. E aí é aquela questão, né, o que prevalece, acredito eu, em nós brasileiros, é aquela frase, né, que é clichê, mas somos brasileiros e não desistimos nunca, né, porque você já sabe que o negócio não tá legal, mas mesmo assim você vai insistir e você tá lá, se você tem oportunidade, você tá lá sentadinho, pagando para ver. mais ou menos assim que a gente a a gente é de repente comandado pelas nossas emoções nesse momento. E é, eu acho que tem alguns pontos importantes aí, né? Quando você fala eh do brasileiro se unindo, a gente volta, né, nesse discurso da identificação do pertencimento. O brasileiro é um povo também festivo. Sim. Então, eh, a Copa do Mundo, os jogos do Brasil é uma oportunidade da gente também festejar, confraternizar. Agora, quando a gente vai pro lado das emoções, eu acho que tem um ponto muito legal. Quando eu fui vendo a sua apresentação do tema, uma das coisas que me chamou atenção é que você usou gerenciamento emocional. Uhum. Eu acho que e essa é uma sacada, é uma temática muito legal da gente conversar aqui, aproveitando esse espaço para um processo de psicoeducação mesmo. A gente tá muito habituado a ouvir o termo controle emocional. a gente precisa controlar as nossas emoções, a gente precisa controlar aquilo que a gente sente, precisa controlar aquilo que a gente pensa. E a verdade, né, as últimas pesquisas e diferentes abordagens sobre a psicologia. E quando a gente entra e vai entrar no âmbito da psicologia do esporte também, a gente entende que a palavra controle muitas vezes traz mais uma rigidez e uma dificuldade então da gente lidar com as nossas emoções do que na verdade é a melhor estratégia. No fundo, a gente não controla aquilo que a gente pensa e aquilo que a gente sente, mas eh o que a gente precisa se concentrar é em como a gente responde à aquilo que a gente sente. Sim. Hum. Então, entrando tanto nessas temáticas de como é que o brasileiro lida com as emoções do jogo ou a gente falando posteriormente como o atleta lida com as emoções, eu acho que já é legal a gente trazer um pouco desse conceito de manejo, gerenciamento emocional. Sim, vão vir pensamentos, vão vir sentimentos, mas a gente precisa controlar como é que a gente age, como é que a gente lida, como é que a gente se comporta perante essas emoções. Exatamente. E a torcida teve aí um comportamento diante da emoção, né? Porque imagina como é que tava o coração daquela galera que estava lá assistindo o jogo ali ao vivo, frente à frente no estádio e de repente se manteve em silêncio. Então foi tipo um controle ali, né? ou então ã mostrando, né? O silêncio também fala, né, gente? Então é importante a gente pontuar isso. Ô André, agora a gente puxa pro lado dos atletas. Como é que esses meninos fazem para gerenciar essas emoções? Por quê? Se a gente parar para analisar, não entendo muito bem de jogo não, Gabriel Castro poderia estar aqui hoje para conversar com vocês sobre isso, mas olha só, se a gente para para analisar, o Brasil entrou em campo um pouquinho, né, meio que assim, devagar. meio perdido parecia, né? Aí depois que levou o primeiro gol, aí parece que começou a se movimentar. Aí diante disso, Vini Júnior vai lá e faz mais um. E o Vini Júnior ele ficou até o último minuto lá. Então as pessoas pergunt algumas pessoas que eu perguntei, que eu conversei falaram assim: "Se o Vini Júnior fez um gol e o cara tá cansado, estão exigindo muito dele, por que que o o técnico não tira ele e coloca outra pessoa? Ele já fez o dele ali, movimenta mais, coloca outro jogador. Vamos fazer o movimento agora. Como, como que, como lidar com isso? Essas pessoas que estão em campo, o técnico, os jogadores, essa pressão que eles sentem para pisar no campo, tem que ter um preparo psicológico tremendo, imagino eu. André, explica pra gente, por favor. É exatamente isso, né, Rúbia? o atleta de alto rendimento, nós estamos falando agora que é exatamente o da seleção, de todas as seleções. Uhum. Esse atleta desde muito cedo, ele vem se preparando emocionalmente para esse momento. Eu ouvi, saiu muita coisa na mídia, né? Falando dessa parte técnica, é uma uma área que eu não vou entrar muito, eu vou entrar na área da psicologia. Uhum. Mas, por exemplo, eu vi alguns atletas falando: "Ah, existe o nervosismo da estreia e tudo mais". Com certeza é o nervosismo, é a pressão, é uma ansiedade ali daquele momento. Só que o atleta de alta performance, ele tem que saber lidar com tudo isso. Ele tem que se preparar o tempo todo durante a trajetória dele como profissional para esses momentos, para esses campeonatos, entende? E é por isso que a psicologia do esporte tá aqui, exatamente para trabalhar várias estratégias, né, para que o atleta vá se desenvolvendo emocionalmente para esses grandes momentos, não só no futebol, né, nós estamos falando do futebol hoje, mas nós temos eh Olimpíadas, nós temos o tênis, por exemplo, com os grandes lãs. Então nós temos esses atletas de ponta, de autodesempenho, de alta performance e que é o mental, ele é tão importante como uma preparação técnica, como uma preparação tática, uma preparação estratégica. Ele faz parte de um dos pilares e eu diria até que é um dos mais importantes porque é através do mental que ele vai trabalhar todo o resto. Então, existe sim o nervosismo, existe sim a pressão, mas um atleta de, ao meu ver, como psicóloga do esporte, um atleta de alta performance, ele tem que estar ali preparado para aquele momento. Ele luta por isso, ele quer estar ali, ele passa uma vida inteira buscando esse momento. Excelente, André. Isso mesmo. E na sua avaliação e esses atletas, eles mostram uma preparação psicológica mesmo diante de tudo isso, né? Diante dessa exposição e agora com essa velocidade da informação, com a tecnologia, com a internet, um lance, qualquer coisa já viraliza. E aí nós temos os juízes da internet, né? Então assim, ah, falar, todo mundo fala e aí fica bem complicado a questão do julgamento. E aí, como é que fica? Qual que é a sua avaliação? É, realmente nos dias atuais, com as redes sociais, a velocidade da informação, é natural com que chegue mais informações até os atletas, cheguem, né, eh, mais críticas, mais comentários. Eh, no período que eu tive oportunidade de trabalhar na preparação pros Jogos Olímpicos, a gente percebeu muito uma mudança de entendimento da preparação necessária para esses atletas. Eh, anteriormente a gente utilizava muito o conceito de blindar o atleta, então ele vai selecionar com quem ele vai conversar, qual é o tipo de informação que ele vai entrar em contato, né? Eh, o que que vai chegar até ele hoje em dia com as redes sociais e a gente sabe que o celular acaba sendo, né, a forma mais fácil e rápido de entrar em contato. É muito difícil essa ideia de blindar. A informação chega pro atleta de uma forma ou outra. existe toda uma preparação mental de orientação. Uhum. De como é que ele vai lidar com isso, né? Mas realmente o atleta ele vai ter que aprender a lidar com a pressão. Sobre a preparação mental especificamente da seleção brasileira. Eh, a gente tem uma colega que tá lá junto à comissão técnica, a Marisa Santiago. Ela já integrou a a comissão técnica há mais ou menos, se eu não me engano, um ano, um ano e meio atrás. teve aí trocas de treinadores e manteve a psicóloga na seleção. Isso é uma oportunidade muito grande que a gente tá tendo, porque se a gente for ver o histórico do Brasil, né, e aí a gente poderia falar na até depois ampliar para um contexto da população geral, existe um certo preconceito, uma certa resistência com a psicologia e isso aparece também no futebol, principalmente no futebol, onde é um conceito, um contexto também cheio de preconceitos, né, e de resistência. Se a gente for voltar lá pro título do Brasil em 1958, nós tínhamos um profissional de psicologia, João Carvalhais, trabalhando com a seleção brasileira. Em 2002, no título de 2002, nós tínhamos a Regina Brandão trabalhando junto com o Felipão. Uhum. E posteriormente a isso, a gente teve uma pequena passagem da Regina lá em 2014, mas que até onde a gente sabe foi meio chamada às pressas. não teve a oportunidade de fazer um trabalho, né, como André tava falando, eh, trabalhar a parte psicológica como a preparação física, técnica e tática a médio, longo prazo. Então, agora a expectativa é de que o Brasil consiga lidar um pouco melhor com os seus aspectos emocionais, mas como eu disse de início, a gente não tem como negligenciar, ignorar. Os atletas vão ficar nervosos, vão ficar ansiosos, vão se estressar. A grande questão é o quanto eles se prepararam para responder a isso. Uhum. Né? Então, como é que eu ajo apesar da minha ansiedade? Como é que eu me foco na tarefa, apesar do nervosismo, como é que eu consigo executar as minhas jogadas, pensar na parte técnica e tática, independente desse contexto. Então, espera-se que esses atletas, apesar de um contexto de dificuldade, consigam responder bem a isso. Muito bem. Agora a gente falando dos atletas, voltamos para nós aqui, pessoas, né, simples, meros mortais. Ô, gente, tem gente que fala que tem coração acelerado, suor nas mãos, dificuldade para se concentrar antes dos jogos decisivos. Eu não tô falando dos jogadores mais, não, estou falando de nós torcedores, né? Então eu gostaria que a Andreia falasse com a gente sobre isso, porque nós falamos dos jogadores e aí a gente entende que sim, a questão da psicologia no mundo do esporte, ela é primordial, porque mente são, corpo são. Não adianta você ter lá um corpo que vai te entregar tudo, você tá bem fisicamente, você é o cara, né? Só que a sua cabeça não tá funcionando legal. Você não está preparado para gerir as suas emoções e todo e somos pessoas que temos emoções e a gente precisa equilibrar elas. Agora para o torcedor, em que momento essa reação, Andreia, de suor, dificuldade de se concentrar, ansiedade, algo mais exacerbado, deixa de ser parte daquele momento, daquela daquela reação, né, mediante ao jogo, e passa a impactar as nossas vidas. E a gente fala: "Ah, mas ah, não, isso não não acontece comigo". Mas sim, tem alguns pontos que mostram que de repente seu corpo tá reagindo por conta daquele jogo, por conta da reação que você teve mediante aquela eh aquele placar que de repente você não tava esperando. Como que você explica isso pra gente? Você sabe que eu eu diria assim, a ansiedade ela não é de todo mal, né? A gente colocou ela como ali o pivô de todos os males. E não é bem assim, né? A ansiedade ela é boa, ela é necessária, principalmente ali quando você o atleta vai entrar em campo, tendo aquela ansiedade, isso faz com que ele fique mais ativo, mais concentrado. Nós mesmos o nosso dia, né, antes da gente entrar aqui na televisão, a gente tem um pouquinho de ansiedade, entrar num palco. Então a ansiedade ela é não é de toda ruim. O que é ruim é uma ansiedade patológica, né? Que a pessoa ali sim ela ela chega a ter um ataque de pânico ou coisas muito maiores. Dentro disso, os nós torcedores, nós temos que entender o seguinte: quando essa ansiedade, vamos dizer assim, ela ultrapassa um limite, o que que seria isso ali? Uma imprudência, uma impaciência. Então aquele torcedor, por exemplo, que o Brasil empatou, que não é um resultado ali final do mundo, não, né? Muita gente tá falando calma, temos ainda vários jogos, eh, estamos ali engajando ainda, né, falando do nosso futebol, o são jogadores de de várias que estão vindo de vários clubes, querendo ou não, não jogam ali sempre um com o outro. Então, né, tem que tá eh ganhando esse ritmo entre eles e tudo mais, mas tem realmente pessoas que sofrem a um nível eh exorbitante eh no sentido de não conseguir trabalhar no dia seguinte, o mau humor ficar num nível muito alto, não produzir ali eh no trabalho com a sua família, acaba sendo uma pessoa eh ali impaciente com os filhos, não dando atenção. Então, brigas, né? Tem tem torcedores que que fica num estado de nervo tão grande que acaba gerando ali conflitos com outros torcedores por coisa, por muito pouco, né? Então esse é um ponto realmente que a gente tem que levantar um alerta, né? Exato. Pode ser. Eh, fazendo um complemento, né? Eh, primeiro, André colocou excelentemente bem sobre a gente não colocar ansiedade, né, as nossas emoções como vilã. Sim. Como algo necessariamente ruim. Todos nós vamos ter as nossas emoções, sentimentos, pensamentos e a ansiedade ela é extremamente funcional pro nosso dia a dia. Nós estarmos, né, ali um pouco ansiosos para estar aqui ao vivo com você faz com que a gente entre num nível de ativação, de atenção, de foco, pra gente poder cumprir a nossa tarefa da melhor maneira possível, né? E o que que eu acho legal a gente tentar pensar aqui juntos? Claro que o futebol em si, como a gente comentou anteriormente, ele é um fenômeno social que tem muito peso, principalmente no Brasil, certo? Mas se a gente parar para observar e, né, até se a gente levasse pro âmbito da clínica, como é que as pessoas reagem ao futebol, eu tendo a entender que o futebol acaba sendo um gatilho, mas muito mais de sobre como aquela pessoa já lida com as próprias emoções. Então, por exemplo, uma pessoa que tem uma baixa resistência à frustração, não sabe lidar com a frustração, coloca muita expectativa no futebol, na seleção brasileira e não tem o resultado esperado, ela acaba respondendo de uma maneira muito mais negativa aquela emoção da frustração do que outra pessoa que tem lida muito melhor com a a as suas emoções, né? Então eu acho que tem tanto o quanto a pessoa coloca o peso naquele jogo, a expectativa que ela coloca, o significado que ela coloca. E claro que futebol, por mais que seja importante, tem outras coisas muito importantes na nossa vida, como as nossas relações, o nosso trabalho, né, a nossa saúde, como também como essa pessoa lida com as emoções. Tanto que você vai ver duas pessoas que amam e são apaixonadas por futebol, mas lidando de diferentes maneiras com aquela frustração. como você vai ver pessoas que acompanham o futebol e são super torcedoras nesse momento, mas que não têm, não colocam as mesmas expectativas ou a mesma paixão que outras pessoas. Então, de novo, né, o o futebol vira uma oportunidade da gente falar sobre as nossas emoções, falar sobre a nossa saúde mental, entendendo que não é só sobre o futebol ou a seleção brasileira, mas é como é que as pessoas têm cuidado da sua saúde mental individualmente dentro da nossa sociedade. Perfeito, né? É só um reflexo, né, de de como está a sua saúde mental. De repente você perde a linha muito rápido, você fica irritado, nervoso, ansioso, mas algo exacerbado não é aquele momento que você está vivendo, e sim como você tem vivido até aquele momento. Importante a sua colocação. a gente precisa aprender a gerir, né, a gerenciar as nossas emoções e principalmente nesse momento aí de coração batendo muito forte por conta que o nosso Brasil está em campo e a gente, claro, nós queremos que o Brasil seja campeão, só que tem um gatilho, né? Um lado você quer e o outro lado você quer, você tá pagando para ver. É mais ou menos isso. E eu vou te falar que eu fiquei impactada com o silêncio da nossa torcida em campo, né? Na hora de Vamos lá, vamos lá, pessoal. Mas legal que no final, né, a torcida que resolveu levantar, mas demorou um pouquinho. Vamos esperar o próximo jogo. Tá vendo só a ansiedade, né? Expectativa para o próximo jogo. A gente precisa só aprender a gerir as nossas emoções. Gente, 8:37. Algumas perguntas dos telespectadores. Nós vamos então ver quem é que tá conosco. A produção tá me avisando. Já vamos colocar na tela. A gente hoje encerra 10 paraas 9 que temos evento lá no legislativo e a gente vai transmitir ao vivo para você, tá bom? Ah, o Marcelo Nogueira do Jardim Auréliia. Algumas pessoas gritam, xingam, perdem a paciência vendo futebol. Como saber quando a emoção virou falta de controle, Andreia? Pois é, isso é meio que é natural isso de nós brasileiros. Tem gente que perde a linha mesmo, né? É, mas você sabe que o futebol ele tem essa cultura, né? A gente também tem que entender essa identidade coletiva. Uhum. O esporte ele tem isso. Determinados esportes tem certas culturas, certas padronizações. O futebol ele tem essa questão ali dos jogadores, até os jogadores mesmo em campo, ele eles também xingam ali entre eles e tudo mais. E os torcedores que tão ali em volta têm essa cultura, né? Quantos pais eu já vi, olha, dentro de casa você não pode falar palavrão, xingar, nada disso, mas no estádio de futebol está permitido. Ou seja, você tem essa cultura, diferente, por exemplo, de um outro esporte que ali você tem a cultura do silêncio, de só bater palmas como o tênis ou mesmo o voleibol. Então, a assim, agora é óbvio que existem aquel aquilo que se torna exagerado, aquilo que acaba incomodando as pessoas que estão um pouco do lado, porque uma coisa é aquele aquele torcedor que ele está acostumado aí em estádio, ver todos os jogos ali do seu clube e ele tem aquele padrão de comportamento. E outra coisa são os torcedores de Copa do Mundo, que tem ali uma diferença também, que são aqueles torcedores que não são tão apaixonados pelo futebol, mas são apaixonados pelo evento mundial e isso faz uma diferença ali na hora da torcida. Muito bem, André. Agora 8:39, mais uma pergunta na tela, por gentileza. Produção, a gente direciona para Ian agora. Aline Ribeiro do da do Jardim Londres. Eu fico mais nervosa quando todo mundo ao redor está tenso. Ah, a ansiedade de um grupo pode contagiar. É verdade, né? Excelente, que excelente pergunta. Isso realmente acontece, né? o nosso contexto, o ambiente onde a gente tá, ele influencia diretamente nas nossas emoções. Olha isso. Então, realmente, se a gente tá num ambiente mais estressante, mais ansiogênico, né, que gera mais ansiedade, a gente tem a tendência a ficar mais ansiosos, mais nervosos também, tá? Então essa realmente é uma afirmação verdadeira. E aí, qual que eu acho que é a grande dica, né, a grande sacada, como a gente falou aqui, a gente não vai controlar diretamente aquilo que a gente sente, aquilo que a gente pensa, mas a gente vai aprendendo a manejar isso, a lidar com. E muitas vezes, eh, as estratégias são possíveis de serem treinadas, trabalhadas, preparadas. É muito do que a gente faz dentro de um processo terapêutico ou mesmo dentro do esporte. a gente tenta antecipar um pouco desse contexto, desse ambiente e desenvolver ferramentas, recursos para lidar com isso. Então, muitas vezes é se retirar daquele ambiente, se a gente sente que aquele ambiente tá desconfortável demais para nós, uma própria respiração consciente, então se eu tô percebendo que aquele ambiente tá me deixando muito ansioso, muito ansiosa, eu parar um pouquinho e prestar atenção na minha respiração, isso já vai ajudar a oxigenar o cérebro, diminuir um pouco a sua frequência cardíaca e tirar um pouco o foco daquele ambiente que tá gerando essas emoções, tomar um pouco de água. Então, como se a gente desse ali um pequeno intervalo, um pequeno break ou saísse um pouco daqueles estímulos que estão gerando essas emoções em nós. Então, vale como também paraa pergunta anterior, né? Tem pessoas que passam do ponto, sim, muitas pessoas passam do limite, né? Andreia colocou ali, invade o espaço do outro, né? Não respeita o espaço alheio e não só o outro, às vezes a gente perde o respeito com nós mesmos. Exatamente. Tá? Então, é realmente importante a gente criando estratégias para lidar com as nossas emoções, sejam individuais ou coletivas. Interessante essa nossa conversa de hoje, porque faz parte e a gente precisa parar para olhar mesmo, né? Eh, como estamos lidando, gerenciando as nossas emoções, principalmente em momentos em que as nossas emoções são impactadas, como na Copa do Mundo. Brasil em campo, todo mundo emocionado demais. 8:42. Mais uma perguntinha na tela, por gentileza. Produção, Eduardo Campos do Jardim Chapadão. Eu lembro de Copas Antigas e começo a comparar tudo com a seleção de hoje. Isso dá ansiedade. Como comparar menos e curtir mais? Eu acho que essa comparação, André, é faz parte de todos nós, né? quem viveu, pessoal da nossa faixa etária e e que viveu as emoções aí da das Copas do Mundo anteriores, não tem como não fazer essa comparação, gente? Diga lá. É, eu não sei qual a idade do Eduardo, viu? Mas com certeza ele trouxe uma memória afetiva aqui maravilhosa. Verdade, não é? Mas é exatamente isso, né? A gente tem esse essa memória desse futebol, arte e o Brasil. Tem aquele tema Brasil, o país do futebol. Uhum. Porque o que acontece, né, os outros, nós temos tantos outros países aí que são bons em tantas coisas, né, e tem ali os seus atletas que são reverenciados e trazem orgulho pro país. Não que nós não temos, nós temos, nós temos maravilhosos, nós temos, nossa, Rebeca Andrade, né? Nós temos vários atletas aí de várias modalidades incríveis aí que nos representa no mundo, mas querendo ou não, o futebol ele tem ali uma paixão a mais e e isso é um orgulho nosso. E a gente sempre teve essa diferença a partir da nossa habilidade. Mas em algum momento o mundo ele se tornou, até trazendo um pouco da psicologia intercultural aqui, em algum momento nós tivemos um momento onde a gente começou a fazer o quê? exportar jogador de futebol, né, que é a nossa expatriação. Então, começou, nós temos muito atletas expatriados, espalhado pelo mundo todo. Então, o nosso futebol arte, querendo ou não, ele se espalhou ali pelo mundo todo. Então isso para nós também é um ponto muito importante que isso toca na gente. O que antes era só nosso, hoje a gente vê jogadores extremamente habilidosos no mundo todo. Então o Brasil já não é, vamos dizer assim, ele precisa trabalhar a mais. Uhum. O que antes era só a nossa habilidade que fazia a diferença em campo, hoje não. Hoje precisa de estratégia, hoje precisa de muito mais organização para que realmente a gente possa chegar ali no, vamos dizer assim, a uma final de campeonato. É verdade, né? Eh, hoje vários, são vários países aí que têm seus jogadores, porque Brasil exportou jogador bom e eles, ó, pegaram, carturaram, estão lá e fazendo bonito. E aí a gente fica aqui, né, sofrendo. Mais ou menos isso. Olha, gente, agora 8:45, a gente vai encaminhando já pro encerramento. Nós temos diplomação do Parlamento Jovem, né, na Câmara daqui a pouquinho. Então, eh, a nossa equipe lá já preparada, entrando ao vivo em instantes. Eu quero lembrar você que a Íria também chega daqui a pouco trazendo informações atualizadas. Ao meio-dia, Câmara Notícia com Gabriel Castro. Dentro dentro do Câmara Notícia, nós temos Câmara na Copa, que vai trazer com certeza, eh, assuntos direcionados, ligados à Copa do Mundo. Então, você continue com a gente aqui na TV Câmara Campinas. Hoje nós conversamos sobre os impactos emocionais da Copa e entendemos que torcer faz parte da experiência esportiva, mas que a gente tem que cuidar da nossa saúde mental, porque é fundamental, né? Eh, eh, para que o futebol continue sendo uma fonte de alegria, de integração, de lazer e não uma fonte de estress que vai bloquear aí o próximo dia no trabalho, na vida pessoal, na vida familiar. Então, a gente precisa de orientação para gerir as nossas emoções. A gente então vai paraas considerações finais. Oi, quero agradecer demais a sua presença. Passou rápido demais porque o bate-papo é gostoso. A gente tá falando de Copa do Mundo, tá falando de saúde mental e tem tudo a ver, mas a gente precisa encerrar. Então, gratidão mais uma vez pela sua participação. Obrigado pelo convite. Foi um prazer conversar com você, conversar com vocês. Espero que fique aí como um convite mesmo pra gente poder olhar mais para as nossas emoções, desenvolver mais o nosso autoconhecimento e a partir disso buscar profissionais especializados para que a gente tenha esse acompanhamento. Quando a gente tá doente, a gente vai no médico. Quando a gente se machuca, a gente vai no fisioterapeuta. Por que não olhar e cuidar da nossa saúde mental também? Obrigado. Perfeito. Gratidão. Ian. Ô Andreia, você sempre, né, muito querida. Quando a gente pede socorro. Andreia, fala com a gente. Você tá aqui sempre e eh é disposta. Quero agradecer demais a sua participação, a sua presença conosco aqui hoje, desejar você uma linda semana, viu? Obrigada, Rúbia. Obrigada a todos. E aproveita esse momento. Copa do Mundo é de quatro em 4 anos. Acima de qualquer coisa, vamos nos divertir, vamos trazer essa união entre nós. Lógico que queremos o Brasil ganhando e sendo campeão do mundo, mas vamos também curtir esse momento em família, com os amigos. Isso é muito importante. Isso é saúde mental. Excelente. Agradecemos você que tá aí do outro lado acompanhando a nossa programação. Lembrando que eu, o programa de hoje, assim como toda a programação da TV Câmara Campinas, está disponível no YouTube da TV Câmara Campinas para você. E amanhã nós temos Estúdio Câmara a partir das 8 da manhã ao vivo novamente. Vamos falar de um tema pouco conhecido, mas que afeta profundamente a vida de muitas pessoas. Olha só, você sente irritação extrema ao ouvir alguém mastigando, respirando? clicando ou até mexendo uma sacolinha, né, tomando água e fazendo um barulhinho. Esses sons comuns podem provocar reações intensas de raiva, angústia e até vontade de sair correndo. Gente, essa condição tem nome, é misofonia. Então, amanhã vamos entender porque alguns barulhos cotidianos provocam tamanho sofrimento. E como a ciência explica esse fenômeno e quais os tratamentos podem ajudar quem convive com essa hipersensibilidade auditiva para pensa, dá uma olhadinha aí. Sabe aquela mexidinha de sacolinha te irrita, de repente você precisa assistir o programa de amanhã, combinado? Um abraço, fique bem, uma semana linda para você. Vamos gerir as nossas emoções e até amanhã. Ciao. Ciao.