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Olá, no Saúde à Vida, vamos falar sobre as doenças dos ossos e também osteoporose. Vamos trazer um reumatologista que vai explicar tudo sobre essa doença e falar os mitos e verdades. A seguir TV Câmara, ao vivo Olá, muito bom dia Pra você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas, estamos chegando. Estúdio Câmara no ar, como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Vai ficar melhor ainda sabendo que você está aí do outro lado pra acompanhar mais um Estúdio Câmara. Hoje, quarta-feira, metade da semana, dia 3 de junho, véspera de feriado. E hoje vamos conversar. Vamos conversar sobre o desafio do primogênito. Olha só, você que tem um bebezinho aí na sua casa, né? Chegou agora, então você sabe do que nós vamos falar. A chegada de um bebê, ela costuma ser um dos momentos mais felizes para uma família. Mas junto com a alegria, também surgem desafios que nem sempre são percebidos pelos adultos. Para um filho mais velho, a chegada do irmão pode representar mudanças profundas na rotina, na atenção dos pais e até mesmo, gente, na forma como ele enxerga o seu lugar dentro da família. Então hoje nós vamos tentar entender por que isso acontece, como os pais podem agir diante dessas situações e de que forma é possível construir uma relação saudável entre os irmãos desde os primeiros dias de vida. Então participe com a gente, mande sua mensagem, compartilha conosco a sua experiência, né? Como foi a chegada do seu segundo filho e como é o comportamento do primogênito? Conta pra gente, tem alguma dúvida? Manda também, porque nós já estamos aqui com as nossas convidadas, são especialistas nesse tema, nessa área e daqui a pouquinho elas vão nos orientar e vão conversar conosco para explicar o que acontece com o primogênito, com a chegada então do irmão ou da irmã, tá bom? Ó, o WhatsApp tá na tela, 19978293776. Enquanto você manda a sua mensagem, a gente atualiza algumas informações, a previsão do tempo e daqui a pouquinho a gente apresenta a vocês as nossas convidadas de hoje. Atenção, gente, uma nota muito importante. A Secretaria de Saúde aqui de Campinas vai realizar hoje, dia 3, quarta-feira, uma ação de vacinação contra a gripe. Essa ação acontece na rodoviária de Campinas, em frente ao Balcão de Informações, inicia às 9h30 da manhã. A vacina estará disponível para todas as pessoas a partir de 6 meses de idade, sem necessidade de agendamento. Também haverá atualização da carteira de vacinação com imunizantes do calendário nacional. Então é importante, agora a gente sabe que a vacina está disponível aí a partir dos seis meses, então para todas as idades, se você não se vacinou, se você entende que é bom você tomar a vacina contra a gripe, você pode ir lá na rodoviária hoje a partir das nove e meia da manhã, de repente está passando por lá, já para, faz a sua imunização, beleza. Agora, se você não passar pela rodoviária hoje, você pode ir em um dos centros de saúde que estão espalhados por todos os bairros de Campinas, então escolhe aquele que é mais próximo da sua casa, vai lá e faz a sua imunização, se assim você achar necessária, tá bom, gente? Então, disponível em todos os postos de saúde a vacinação contra a gripe e hoje a ação especial às 9h30 da manhã, a partir das 9h30 da manhã, na rodoviária de Campinas, tá certo? Agora tem mais um convite para você. A Câmara de Campinas convida você para participar de uma importante discussão sobre o futuro da cidade. Na próxima terça-feira, dia 9, a partir das 7h da noite, será realizada uma audiência pública para debater o projeto de diretrizes orçamentárias para 2027. Esse é o momento de conhecer, discutir e contribuir com as metas e prioridades da administração municipal para o próximo ano. A audiência será conduzida pela Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara. A sua participação é fundamental. As opiniões e sugestões ajudam a definir os rumos dos investimentos públicos em Campinas. Então, participe presencialmente no plenário da Câmara ou então acompanhe a transmissão ao vivo pela TV Câmara Campinas, pelo YouTube da TV Câmara Campinas também, porque durante a transmissão você pode enviar sugestões por meio do formulário que está disponível no site campinas.sp.leg.br. sua voz faz sim a diferença audiência pública é para o público é para a população então você é, olha, convidado super especial para participar desse processo, tá? audiência pública então na terça-feira dia 9 a partir das 7 da noite na Câmara de Campinas, no plenário José Maria Matosinho, você presencialmente será peça fundamental para definir então a lei de diretrizes orçamentárias para o ano de 2027 Agora vamos com a previsão do tempo? Como será que fica o tempo nesta véspera de feriado? Céu azul de brigadeiro, coisa linda, né? Azul lindo demais, mínima 13, máxima 22 graus, friozinho, sim, estamos no outono. Hoje nós teremos aí um dia com a prevalência, claro, do sol, mas em alguns momentos, períodos de nublado, tá? Mas nada que impeça da gente ter e fazer desta quarta-feira um ótimo dia. Agora sim, vamos ao nosso tema central, a apresentação das nossas convidadas, desafio do primogênito. A chegada de um novo bebê muda a rotina da família e principalmente a vida do filho mais velho. Vamos lá, ciúmes, birras, inseguranças e até regressões de comportamento podem surgir nesse período de adaptação. Especialistas em desenvolvimento infantil explicam que essas reações são naturais Fazem parte do processo de reorganização emocional da criança Diante dessa nova dinâmica familiar O acolhimento, a preparação da família são fundamentais Para fortalecer os vínculos e favorecer uma convivência saudável entre irmãos Então, para conversar hoje sobre esse tema A gente recebe a psicopedagoga Leisa Apasa seja muito bem-vinda, bom dia, obrigada pela sua participação. Eu que agradeço, bom dia, é uma honra estar aqui novamente para debater temas tão importantes para as famílias. Muito bem, para completar a dupla de hoje, nós também estamos recebendo a neuropsicóloga infantil, Thalita Lopes, muito bom dia, seja bem-vinda, obrigada por estar conosco. Muito bom dia, Rúbia, e bom dia a todos que estão aí nos assistindo. É um prazer estar aqui para a gente debater sobre um tema que é tão importante aí, a chegada do primogênito e os desafios que os papais e as mamães podem enfrentar aí com a chegada desse novo primogênito. Pois é, né, gente? E isso acontece, vamos colocar aí, 80% das famílias, né? E a gente precisa entender. Então, vamos lá. Leisa, a chegada de um novo bebê muda completamente a dinâmica da casa. Então, do ponto de vista emocional, por que o filho mais velho, ele costuma sentir tanto impacto na chegada desse irmãozinho? Geralmente, as famílias, hoje com a era da tecnologia, todo mundo está bem mais informado, já aprenderam que a gente precisa fazer uma preparação para essa criança chegar, para que os membros familiares já entendam que haverá uma nova rotina e essa nova rotina precisa também pertencer ao irmão mais velho. Eles têm costume de mudar o comportamento porque eles sentem que estão perdendo o espaço. É como se eles estivessem perdendo o amor dos pais, perdendo a atenção. Então, isso vem demonstrando através de comportamentos, né? Então, muitas vezes eles passam ou a comportamentos regredidos, né? Eles começam a fazer coisas que eles já não faziam antes, ou em alguns casos com agressões, com um certo incômodo até mais violento, porque sente o seu espaço totalmente invadido. Muito bem. É importante a gente lembrar que, para muitas crianças, essa é a primeira grande mudança na estrutura afetiva da família. Porque, de repente, aquilo que era exclusivo, ele passa a ser compartilhado. Mas e aí, quem disse que eu tenho que compartilhar? Mesmo que essa criança, claro, tenha acompanhado a gestação da mãe e entendido que chegaria uma nova pessoinha para fazer parte dessa família. Então, Thalita, o ciúme é claro, é inevitável nessa fase, mas existem formas de preparar a criança para reduzir esse sofrimento emocional, além, claro, do acompanhamento, vendo a barriga da mamãe crescendo e tudo, mas o que mais a gente pode fazer para preparar essa criança para reduzir esse sofrimento? Porque é sim um sofrimento, não é? Exatamente, porque a criança está ali, assim como a mamãe e o papai, lidando com uma mudança. Então, do ponto de vista ali até neurobiológico, vamos pensar que essa criança ainda está em desenvolvimento também. Ela é só uma criança e ela pode apresentar dificuldade para se adaptar também frente a essa nova chegada do novo irmão. O que é super comum também acontecer, até da gente pensar que o ciúmes é um sentimento natural que faz parte da nossa condição enquanto seres humanos. Os adultos sentem ciúmes, as crianças também podem sentir ciúmes, mas o que é importante é como nós vamos lidar com essa situação. E aí, o que os pais podem estar fazendo para ajudar nessa preparação? É muito importante que os pais saibam acolher essa criança, saibam validar esses sentimentos, conversem com o filho, fazendo essa preparação de que, olha, vai chegar o seu novo irmãozinho, a nossa rotina vai mudar, a da mamãe vai mudar, a do papai também vai mudar. A gente vai precisar direcionar mais cuidado nesse momento para o bebê, porque ele vai exigir. Você também foi assim um dia com você, nós também precisamos um dia a se dedicar totalmente ali a você, mas também a mamãe vai estar com você, a gente vai ter nossos momentos, a gente vai brincar juntos, você vai ajudar a mamãe também ali nos cuidados com o seu irmãozinho, então você vai fazendo essa preparação, você vai antecipando esse comportamento, essa situação para a criança para ir dando previsibilidade. Por quê? Quando você faz essa previsibilidade, isso vai ajudando a criança a diminuir aquela ansiedade, né? Vai trazendo essa preparação para ela e automaticamente vai ali trazendo essa tranquilidade, tá? Muito bem. Previsibilidade. Agora, muitos pais, eles se assustam quando percebem os comportamentos, né? Que pareciam já ter sido superados. Além do ciúme, pode acontecer que a criança volte a agir como um bebê, pede ajuda para tarefas simples ou passa a fazer mais birras. De repente, essa criança já largou a chupeta, já largou a mamadeira, mas com a chegada do bebê, ela vai voltar para a mamadeira, vai voltar para a chupeta. Então, Leisa, por que acontece essa regressão de comportamento? O que essa regressão revela sobre os sentimentos da criança? Eles entendem que aquele comportamento é o aceitável para receber atenção. Então, não é que eles deixam de saber fazer. Eles fazem justamente porque eles querem receber a mesma atenção do que o bebê da casa. Então, se eu não parar de comer sozinho, eu não vou ter atenção dos meus pais. Se eu não fizer xixi na cama, eu não vou ter atenção dos meus pais. É muito importante as famílias entenderem que não é uma malcriação, que não é propositalmente. É um sinal de que ele precisa também de atenção e que ele entende que, se ele não tiver o mesmo comportamento do bebê, ele não terá essa atenção. Então é muito importante que os pais acolham esse momento e mostrem para a criança que ela já ter o seu desenvolvimento mais avançado do que o bebê é um ponto positivo para ela, que ao invés deles, por exemplo, precisarem dar comida na boca dele, o que ele já fazia sozinho, eles podem usar este tempo para brincar, para fazer uma outra atividade que seja prazerosa também para ele, que não seja uma atividade que seria a mesma do bebê. Ou, olha, eu vou te dar uma colher na sua boca e a outra você vai comer sozinho. Eu vou levantar de madrugada para ir ao banheiro e eu vou te acordar para ir também. Então, são estratégias que precisam ser usadas para ir mostrando para essa criança que ela não precisa regredir, que ela terá os momentos dela e que ela, ao invés de perder, né, a chance de brincar, de ter coisas novas, imitando o comportamento do irmão mais novo. Nossa, muito bem explicado, né? Deu pra entender agora. Te juro que eu não via por essa lógica. Tá vendo como a visão de vocês muda a nossa visão sobre algo? Porque, assim, por que que tem essa regressão de comportamento? Ué, se o bebezinho que chupa chupeta, usa mamadeira, usa a fralda, Tem todo esse carinho, ai, eu vou também voltar a fazer isso, porque esse carinho vai ser voltado para mim. Super entendi, muito bom, pode completar. E assim, complementando a fala da Leise, é exatamente isso, né? É importante os pais entenderem que não é o mau comportamento da criança. Ela não faz isso de forma consciente, por exemplo, ai, eu vou fazer isso para chamar a atenção. A criança não tem esse nível de elaboração ainda, né? Do ponto de vista neurobiológico. Mas ela vai ali inconscientemente, né? Ela vai tendo comportamentos regressivos, digamos assim, porque ela vai entendendo que aquele padrão ela consegue chamar atenção. Por isso a importância dos pais não reforçar esse comportamento, né? Ali, porque se eles vão reforçando, esse padrão vai aumentando, né? Então é importante os pais passar a dar atenção pra essa criança no momento que ela tá com um comportamento adequado, né? E dar previsibilidade. Olha, filha, a mamãe agora está, por exemplo, dando uma maqui pro seu irmãozinho, Mas daqui a pouco a mamãe vai jogar um jogo com você. Vamos escolher um jogo? Então a mamãe dá mamar e na sequência a mamãe vai jogar um jogo com você. Aí você deu previsibilidade pra essa criança e ela já sabe, tá, agora é o meu irmão, mas daqui a pouco é a minha vez. Perfeito, muito bom. A gente precisa aprender, né? E como é bom a gente poder aprender, principalmente a lidar com todo esse momento mágico, momento bom. Não podemos romantizar tanto também, porque a gente sabe que tem sofrimento, mas precisamos acomodar e comportar todo mundo para que as coisas consigam ser fluidas, para que as coisas possam fluir com tranquilidade. E a chegada de um irmãozinho, chegada de uma criança na família, principalmente aí para quem tem já um filho, ela pode representar um momento de uma dinâmica familiar bem difícil de ser orientada. Se você não tiver, é o acompanhamento, né? E aqui a gente já está dando acompanhamento para você. Olha só, nós falamos dos ciúmes, falamos da regressão. Agora, a gente também precisa falar da questão da irritabilidade que pode surgir também, né? Choros, agressividade. Gente, olha, nós temos pessoas que ao conversar sobre esse tema, relatam que a criança, ela fica agressiva de uma forma que às vezes ela nem percebe, né? Tipo assim, o bebê tá lá no berço, aí ela vai, puxa o cabelinho do bebê, o bebê começa a chorar, e aí a mãe e o pai não sabem como agir, né? Então, assim, como que a gente age diante dessa situação? E por que, Leisa, acontece essa questão da agressividade? O que a criança percebe nesse momento que ela toma essa atitude? Primeiro, é a perda do espaço, né? Eu perdi todos os olhares da casa, era só para mim, agora eu tenho que compartilhar isso, então eu estou perdendo o meu espaço. E é o que você falou, nós não podemos romantizar essa maternidade, essa chegada de outro bebê na casa. As mudanças na rotina, principalmente nos primeiros meses, são muito acentuadas. Então, nós temos aí choro constante, a mãe está extremamente cansada, está mais debilitada, nem sempre tem o apoio totalmente do companheiro, nem sempre tem uma rede de apoio que possa auxiliá-la. E a irritabilidade do ambiente também influencia nessa criança, porque ele já está num ambiente mais barulhento, num ambiente mais desorganizado dentro da rotina que ele já tinha, ele perde essa rotina, então ele precisa se reestruturar. E essa reestruturação é demorada e precisa ser feita com auxílio, porque ele não é capaz de fazer sozinho. Então, vem essa irritabilidade maior e vem a questão de eu preciso tirar o que está me irritando, eu preciso eliminar o que está tomando meu espaço. Então, se ele não soube, se ele, em todo esse processo da gravidez, ele não entendeu que ele estaria ganhando algo, que ele estaria ganhando um irmão, que ele estaria ganhando um amigo, ele vai realmente tentar se desvencilhar daquilo. E não é crueldade, é como que eu vou, o que eu faço com aquilo que eu não gosto? Tá tomando meu espaço, né? Então, eu tenho que tirar dali. Exato. Então, eu vou provocar, eu vou puxar cabelo. Nós temos alguns casos na literatura de realmente, assim, de criança entrar no berço, de tentar sufocar. Então, mas porque ele quer se livrar do incômodo, né? Não é a intenção de fazer a maldade, a crueldade. Porque a criança, ela não tem muito discernimento disso. Não, ela não tem nem essa concepção, né? Porque se nós pegarmos aí a questão dos desenhos, né? Dos materiais infantis, a morte, ela é reversível. Então, o personagem, ele morre e volta a viver. Verdade, olha isso. Mas naquele momento, ele se livrou do problema. Ele se livrou do problema. Então, é nesta construção, nesta percepção, que a criança vai agir, muitas vezes, contra o novo membro. Porque não é não vou ter para sempre, ele está me incomodando agora. Então, eu vou eliminar o que está me incomodando agora. Olha isso, faz pensar e lembrar quando estávamos discutindo na reunião de pauta, porque assim, nós temos uma redação que quando a gente vai fazer, criar os temas, todo mundo se envolve, todo mundo conversa e tal, e a gente consegue trazer esses temas bem pertinentes. Você sabe que surgiu a conversa que chegou um bebê novo em uma família e aí a outra criança pegou o bebê e jogou na lata do lixo, sabe? assim, gente, tipo, e é isso que você falou, tô me levando do problema agora pronto, vai pra lata do lixo mas, e aí como que os pais, os cuidadores fazem pra poder segurar essa onda, todo mundo junto Thalita? Exatamente, né a criança, ela passa a emitir esses comportamentos aí na tentativa de chamar a atenção né, mas é importante os pais, eles ter esse olhar que esse comportamento, né Ali do, ah, eu vou machucar o meu irmão, eu vou às vezes bater, puxar cabelo, esse comportamento inadequado que a gente fala, é a pontinha do iceberg, né? Mas o que tem aqui por baixo, vamos pensar assim, né? Que motiva essa criança a ter aquele comportamento que é inadequado, né? E aí os pais precisam entender, tá? É uma nova fase que esse irmão está enfrentando, a chegada desse novo irmão. Ele ainda está tendo dificuldade para entender que não se trata da divisão dos pais, mas sim da multiplicação desse amor, não é divisão de amor, e sim de multiplicação. Mas ela tem dificuldade ainda de entender porque ela é só uma criança. Então, o que é importante os pais terem em mente? Exemplo, às vezes, se pegou a criança ali tentando puxar o cabelinho do irmão, lógico que naquela hora a gente não vai deixar a criança fazer isso, a gente vai tirar ela. Mas é importante tu não gritar, não chamar atenção, Porque às vezes os pais, no automático, vai gritar, vai chamar a atenção, né? E aí tu assusta a criança, né? Então é importante você retirar a criança, esperar ela se acalmar, né? Quando ela se acalmar, aí sim você vai validar aquele sentimento. Filho, eu tô entendendo que você tá chateado, que você tá triste. É muita mudança que a gente tá enfrentando, né? A mamãe também tá enfrentando mudanças, assim como você. Mas você não pode ter esse comportamento de bater no irmão. A mamãe fica chateada quando você faz isso, o seu irmãozinho também, né? Porque daí você validou o sentimento dela, acolheu e depois você corrigiu. Mas isso tem que ser feito no momento que a criança está mais tranquila, né? Por quê? No momento que ela está ali, ação, reação, a gente fala que neurologicamente, ela está ali com todo o sistema límbico dela ativado, com pouco controle dessa região aqui, né? Que é o córtex pré-frontal, que faz com que ela tenha a capacidade de refletir, de pensar sobre aquele comportamento, né? Então, primeiro espera a criança se acalmar, aí depois você conversa com a criança e junto você vai ali modelando esse comportamento. Até mesmo, porque se você age naquele momento e assim, chama atenção, grita, se você, né, lógico, a gente, é o primeiro, a primeira reação do ser humano é não faz, para, tira a mão. Mas se nós não estivermos preparados para estes acontecimentos, essa vai ser a reação. E quando nós temos essa reação, a gente reforça esse comportamento negativo. Porque aí o que ele conseguiu? Ele conseguiu a atenção que ele queria, ele conseguiu amedrontar aqueles indivíduos. Então, por isso que é muito importante a gente olhar com calma e falar, ó, vem aqui, vamos assistir alguma coisa, vamos tomar uma água, vamos... Eu entendi que você está incomodado, o que você está precisando agora? Quando o seu coleguinha lá na escola, quando alguém puxa o seu cabelo, o que acontece com você? O que você sente? Então, é a mesma coisa que o seu irmão está sentindo. Então, por isso que é importante a gente primeiro respirar, tirar daquela situação para depois corrigir. Porque se a gente fazer no impulso, a gente vai reforçar o comportamento. Olha só, interessantíssimo, gente, quanto conhecimento. Agora, outro erro bastante comum é a comparação. A comparação entre os filhos, e às vezes essa comparação acontece sem intenção. Imagina um bebezinho novo lá na casa, claro que o bebê é novo, né? Um bebezinho na casa, aí todo mundo, ai, que bonitinho, ai, que coisa mais linda, ai, tchum, tchum, tchum, tchum. A outra criança que está ali do lado, só está observando, e aí a atenção fica voltada toda para esse bebê. Essa comparação que acontece, principalmente nos primeiros dias de vida da criança, quando a criança chega na casa, vem a família toda e faz aquele aue, aquela festa, aquela recepção calorosa para aquele bebê, mas aí, de repente, esquecem dessa outra criança que está ali do lado, quietinha, e a criança vai se encolhendo, se encolhendo. Qual que é o impacto desse tipo de ação e, de repente, da comparação também depois, né? Ah, olha, seu irmão não faz isso, mas você faz, isso é feio e tal. Então, eu gostaria que você trouxesse para a gente um pouquinho, Leisa, essa ideia, né? Primeiro, essa questão aí de dar atenção voltada toda para o bebê E aí a criança fica de lado observando, isso traz um impacto na questão psicológica? Muito, né? Porque ele se sente excluído dessa família, ele não pertence mais a esse grupo e todo mundo vinha agradá-lo, todo mundo vinha acariciá-lo. E de repente, a atenção é justamente nesses momentos que acontecem os starts para começar a querer se livrar do irmão, né? Porque assim, eu tinha tudo, agora eu não tenho nada, está tudo com você. E é um dos problemas, né, nas famílias, eles começam aí, quando todo mundo se volta para o neném. A comparação é inevitável, né? Por mais que saibamos que não é correto, mas cada indivíduo, lógico, tem a sua personalidade, a sua formação, o seu desenvolvimento, temos os marcos do desenvolvimento que precisam ser respeitados, mas o tempo dentro daquilo que é esperado, cada um tem o seu, e a gente acaba comparando. E no começo, lá enquanto o bebezinho, é muito assim, ah, porque o olhinho dele é mais claro que o seu, Ah, porque o cabelinho é mais enrolado, é menos enrolado. E isso faz com que valide a imagem do bebê e invalide a imagem do irmão. O irmão começa a se sentir o patinho feio, né? Então, ele já não é mais bonito pra família, ele não é mais o engraçado, porque o bebezinho descobriu a mãozinha. Ah, nossa, ele descobriu a mãozinha. E a outra criança, mas eu já uso a minha mão, né? Por que que isso é mais interessante do que o que eu faço? Então, e as comparações depois seguem, né? A vida toda, né? Lá na fase adulta, ainda tem a comparação de um irmão com o outro, entre os próprios, e isso começa lá na infância. Nesse momento mesmo, da chegada do bebê, né? Começa lá na infância. Quando começam os desenvolvimentos acadêmicos, olha, o seu irmão era bom em matemática, você não é, mas cada um tem a sua habilidade, tem as suas preferências e a gente precisa tomar muito cuidado na questão da comparação. E sempre que possível, quando as famílias vêm visitar o bebê, é... Ai, que bebê mais lindo, tal qual você. Você é trazer o outro irmão pra dentro desse contexto e dizer, olha, ele também faz isso, você fazia. Então, olha, o jeito que você fazia era assim. para ele entender que não é um superpoder do neném e que ele perdeu ali a serventia dele na família. Perfeito. E às vezes, olha só, né? Vocês estão pontuando situações que às vezes a gente nem percebe que a criança está captando tudo que está acontecendo ao redor dela. Que impressionante, Thalita. Exatamente. É importante, como a Leide disse. Acaba sendo inevitável, né? Os pais fazem essa comparação, mas é importante refletir sobre isso, entender que a gente tem que ter uma ponderação, né? E aí sempre que for aquela comparação, você traz, ah, mas você também tem essa habilidade X, né? Você vai trazendo o irmão dentro desse cenário para não ficar só o foco só na criança, porque senão essa comparação vai crescendo e aí isso vai repercutir lá na vida adulta, né? Às vezes naquele adulto que é mais inseguro, que tem uma baixa autoestima, porque cresceu nesse contexto de comparação. Então, a comparação é uma linha muito tênue, né? Até que ponto ela é saudável. Então, tu tem que conseguir ali ponderar tudo isso, né? Não pode ter um exagero, porque é aquilo. A comparação, ela é inevitável, né? Faz parte do nosso mundo enquanto humanos. Mas é ponderar, né? É trazer essa outra criança também para esse cenário. E mostrar para ela em questão da... Ah, você é bom na matemática, mas o outro é bom no português, você é bom em arremessar a bola, ele é bom em catar essa bola e mostrar que as habilidades são diferentes, e que se complementam, muitas vezes, quando o indivíduo cresce nessa linha tênue mesmo, de separação do que é saudável ou não, E ele entende que, comparando, se complementa, não precisa ser a excludente, não, é uma complementação. Então, eu tenho uma oralidade boa e o outro tem uma escrita muito boa. Então, eu posso falar e o outro escrever. Isso, exato. Acho que essa é uma palavra muito boa que tu colocou, né? Ela complementa, né? Porque é importante os pais irem mostrando que você tem uma habilidade X, o irmão tem essa habilidade, Você tem, às vezes, essa fragilidade, o irmão tem essa. Então, se mostrando que é comum nós, seres humanos, termos dificuldades, termos potencialidades, né? Senão a gente cresce só naquele mundo de idealização, né? Ah, tudo bom. Não. Tem as partes boas e não boas, mas todo mundo é assim, né? Todo mundo vai ter pontos fortes e pontos fracos, né? Faz parte da nossa vida ali enquanto humanos. E é importante desde cedo já ir mostrando isso pra essa criança, né? Muito bom. Agora, colocar de repente o irmão mais velho, se ele já tiver uma idade considerável para isso, ajudar no cuidado com o bebê. Lado bom e lado ruim, né? Porque pode ser que ele se envolva nessa ação e adore e se sinta participante de todo esse processo, né? e tal, mas também pode ser que ele pense, poxa vida agora vou ter que cuidar desse aí que chegou, além de tomar meu lugar eu vou ter que cuidar dele também, e aí exatamente, né, então é preciso assim, ter cuidado com essa linha tênue do atar é importante, né, o irmão ali ajudar, ter esse senso de responsabilidade trazer isso, né, mas de uma forma que seja prazerosa, né, até pra ele se sentir ali que ele tá participando daquele momento, mas o que a gente não pode é Ele atribui muitas tarefas para essa criança a ponto de sobrecarregá-la emocionalmente. Porque é importante o pai ter em mente que o filho, o irmão, ele é ainda uma criança que precisa fazer coisas de criança e ser criança, né? Que tem que ter o tempo para brincar, para criar, para errar ali também. Então, ele é uma criança e a gente não pode esquecer disso. Isso é muito comum acontecer com as crianças ali de 8 a 9, 10 anos, que conseguem fazer mais coisas e os pais vão ali, né, colocando responsabilidades. Mas é importante ter essa ponderação, né? Lógico, a criança tem que ir ajudando em alguns momentos, mas desde que isso seja prazeroso, não que isso seja um peso para essa criança, né? Então, ajudar em tarefas simples. Olha, filha, a mamãe vai dar banho no seu irmão, me ajuda aqui, né? Pega o sabonete, pega a toalha para a mamãe, né? Então, essa ponderação, né? E entender que a criança, ela tem que ter também o espaço dela para brincar ali, para criar, para estar ali também, né? E não só voltada para os cuidados desse irmão, né? Isso é importante ter essa ponderação, né? Para não sobrecarregar essa criança e isso ser um peso para ela. Porque daí depois, ela vai ficar, né? Ter comportamento de irritabilidade, às vezes até de agressividade, querer chamar a atenção desses pais de forma negativa. E às vezes a gente até ouve crianças assim, ai, mas é um saco, tudo eu tenho que fazer, né? A minha mãe pede toda hora para fazer isso e aquilo e acaba sendo um peso para essa criança, né? Então tem que ter esse cuidado. É muito importante as famílias entenderem que não é porque tem uma criança mais velha que ela tem que ser usada ali na rotina com o bebê mais novo. Ela pode compartilhar de alguns momentos, mas é extremamente importante que as famílias entendam que não é função daquela criança. O cuidar do bebê não deve, em momento algum, ser obrigação do irmão mais velho. Ele tem maiores capacidades, porém ainda é uma criança e está aprendendo como o menor. Então, há muitos perigos quando se deixa essa obrigatoriedade para o irmão mais velho. É importante participá-lo de uma forma lúdica, de uma forma da brincadeira, né? Olha, vamos dar a mamadeira para o seu irmão, vamos dar a papinha, vamos brincar lá do aviãozinho. trazer isso como uma brincadeira como, ó, eu vou tomar banho, deixa o seu irmão tá no berço se ele chorar você me avisa e assim, mas não é, fica lá no berço com o seu irmão, fica eu, a gente não pode esquecer em momento algum que é uma criança cuidando de outra então, não é obrigação, ela tem que compartilhar ela tem que brincar com esse momento e não com o intuito de eu tenho que fazer, eu sou obrigada, eu preciso fazer. Muito bem. Agora, momentos pais e filhos nessa fase. Chegou o bebezinho em casa, a atenção se voltou toda para ele, e aí a outra criança acaba ficando meio que isolada. Ela sente isso, se os pais não conseguem conduzir todo esse momento com assertividade. De repente, sair com o pai, só com o pai, para ir ao supermercado, ir a um shopping, sei lá, dar um passeio com o cachorro, só a criança mais velha, o pai ou a mãe, enquanto um fica cuidando do bebê, o outro dá uma atenção especial e exclusiva para essa criança. Isso faz sentido? Muito sentido, até porque é quando os pais têm essa rotina, né, de também assim, olha, filha, nós vamos ter um momento, né, eu e você, vamos ao mercado, vamos ao shopping, eu vou sentar aqui, eu vou brincar com você agora, né? A criança se sente pertencente, ela vai entendendo que, ora, os meus pais estão com o meu irmão, que depende de mais cuidados, mas ora, eles também estão comigo, estão brincando aqui comigo, estão comigo. Porque é muito comum, com a chegada do novo irmão, os pais voltarem o cuidado só para a criança, só para o bebê, e é automático isso. Então, se os pais não pensarem deliberadamente, eu preciso dar atenção também para o outro, aquela rotina às vezes caótica que está ali, aquela mudança, vai tomando conta e você esquece às vezes que tem a outra criança que também precisa de você, que também é uma criança que tem que ali ter o cuidado, que você tem que ter esse momento pra brincar, pra sair junto com ela, então, às vezes criar momentos mesmo, olha a mamãe agora tá fazendo isso com seu irmão, daqui a pouco a mamãe vai brincar com você, ou o pai, olha vai no mercado, leva ele junto com você, né? Ah, vai ali resolver alguma coisa, dá pra levar? Leva junto porque daí ele vai entendendo, né? Que também está participando, que também está tendo aquele momento ali só com os pais Então, é importante, assim, ter esse cuidado, porque é o que eu falei, senão você vai caindo no automatismo, né? Aquela rotina vai te sugando e você acaba ali... Não é que é, assim, intencional, deixar o filho de lado não é intencional, mas acaba que acontecendo, né? Porque aquela rotina te toma, então você tem que tomar esse cuidado, né? De não esquecer que também tem uma outra criança ali que depende de você, que precisa de você. Sim, até mesmo, porque com essa rotina exaustiva é tão comum, né? O dia terminou e a gente não ouviu. Uma das orientações que eu costumo dar dentro do consultório para os meus pacientes, para familiares dos meus pacientes, é exatamente a divisão de tarefas. Em que sentido? Nós precisamos ter três momentos dentro dessa rotina, né? Ah, é no dia? Não, vamos pensar aí na semana. vamos pensar na quinzena, porque não é todo dia que dá, tem dia que você acordou quando viu e tropeçou na cama já. Então, quais são esses três momentos? Da criança com o pai, só, o momento só da criança com o pai, da criança com a mãe e da criança com a interação familiar complexa. Então, assim, a mãe geralmente demanda mais tempo com o bebê, mas dá para ela acompanhar o outro no banho, por exemplo? Dá para fazer uma brincadeira no banho? Dá para ir tomar um sorvete na esquina? Coisas simples, que são mais rápidas e que podem deixar a mãe o tempo mais livre. O pai, como demanda menos dele, leva para o futebol, leva para o cinema, faz uma atividade que seja com um tempo maior e depois a interação familiar, né? Olha, então nós vamos sentar aqui, vamos fazer uma oração nós três antes de dormir, vamos ler uma história, mas sempre englobando os três junto com a criança. E o que eu sempre falo também, né? O importante é os pais pensarem que não é a quantidade de tempo que você passa ali com a criança, é pensar na qualidade. Porque a gente sabe que a rotina ali, às vezes, é corrida mesmo, é puxado para todo mundo, mas o que eu sempre oriento até os pais no consultório, se você tirar 10 minutos daquele dia para você sentar e brincar com a criança, é o suficiente, às vezes, do que você, às vezes, passar o dia e nem lembrar que tem ali, às vezes, a outra criança que demanda de você, porque a correria te consome, né? Então, o importante é a qualidade desse tempo, não é a quantidade. Porque muitas vezes os pais pensam assim, ah, mas eu tenho que passar o dia inteiro, ah, mas eu não tenho tempo. Lógico que assim, na correria, a maioria das pessoas não vai ter esse tempo mesmo. Mas é, não, eu vou tirar 15 minutos, 20 minutos que seja, né? Eu vou envolvê-lo aqui no cuidado com o irmão, na rotina, no banho, né? Já vai ajudar bastante, né? Já tá inserindo ali nessa criança. Muito bom, muito bom. E temos outro ponto que a gente precisa tomar cuidado, é no distanciamento dessa criança, né? Porque às vezes a rotina tá lá pesada, cheia, você tá totalmente desorientado, porque é natural, gente, não é fácil não o negócio, né? E aí você fala assim, vamos lá, arruma suas coisas, você vai pra casa da vovó. E aí? É o descarte, né? É o que a gente falou lá no começo. É isso. É o descarte. Então assim, se eu posso ser descartado, meu irmão também pode. então eu posso jogá-lo na lata do lixo uau porque a gente se livra porque que quer se livrar de mim e a criança entende isso entende essa ação de repente você vai passar um dia na casa da vovó porque a mamãe tá sobrecarregada aqui precisa dar atenção pro seu irmão e aí lá na casa da vovó você fica mais tranquila a criança entende como tipo assim, ah tá me jogando fora sim, porque que não vamos eu e o bebê porque vou sozinho pra casa da avó Não, assim, tá querendo me despachar mesmo. Então, assim, pra ir pra casa da avó, precisa haver uma construção. Primeiro, obviamente, um ambiente que ele goste, que ele sinta prazer, que seja acolhedor. Então, olha, aqui o bebê tá chorando muito, você não tá conseguindo dormir bem. A sua semana foi muito cansativa, você ajudou muito a mamãe, o papai. Você foi para a escola, você fez as suas atividades e eu acredito que agora é hora de você brincar, de você passear. E a pessoa que está mais livre para fazer isso com você é a vovó. Você quer ir para a casa da vovó? Essa maneira de comunicação que vocês colocam para a gente muda a forma como a criança entende, gente? Muito, porque qual é o mal do ser humano, do adulto? É achar que a criança não entende nada, que a criança não raciocina, e não é assim. A criança, tudo que você faz com a criança, sendo preparado, sendo conversado, não é dar a decisão final para a criança, mas é participá-la e deixar ela escolher dentro das opções que você já pré-estabeleceu que são seguras. Então, este final de semana, você pode ir passear na casa da vovó, na casa da tia. Qual é o lugar que você prefere ir? Você não deu a opção dele estar em casa. Você deu a opção de ir na vovó e na tia. E você direciona essa escolha, mas ela precisa ser colocada de forma que ele entenda que ele está ganhando algo com aquilo, que ele está escolhendo ir. Não eu estou sendo despejado daqui. Nossa, gente, olha só que complexo. Às vezes a gente pensa que é tão fácil, né? Não, né? Às vezes, assim, igual você falou, na correria os pais chegam do nada. Ah, vamos para a casa da vovó. Isso, né? E isso, assim, atrapalha muito a criança, porque, poxa, como assim, do nada eu vou para a casa da minha avó, né? E meu irmão vai ficar aqui. Então, não, assim, é um comportamento que, assim, Não recomendamos que vocês façam isso, né? Porque isso pode, assim, gerar muita confusão ali interna dentro dessa criança, né? De sentimentos. Então, é sempre antecipar esse comportamento, né? Então, é, ah, olha, amanhã nós vamos para a casa da vovó, né? Ou você vai para a casa da vovó, porque lá você vai brincar, você vai ter o seu espaço, porque a mamãe vai precisar ir numa consulta com o seu irmão, por exemplo, ou a mamãe vai fazer tal coisa e você vai ficar lá com a vovó, né? Ou dar opção ou na vovó ou na titia, mas o importante é antecipar esse comportamento, porque como eu disse lá no início, essa antecipação, ela traz previsibilidade e junto com isso, vem o que? Segurança, né? E aí vai diminuindo essa ansiedade dessa criança, porque se é tudo na hora, na última hora, traz uma ansiedade muito grande, até pra nós, como adultos, isso traz, né? Se é tudo na hora, ali esbaforido, você fala, nossa, mas como assim, que correria? E aquilo vai, assim, fisiologicamente, te gerando uma sobrecarga emocional muito grande. E na criança não é diferente. Pra ela também acontece essa sobrecarga emocional, né? Então, por isso, a importância da antecipação, né? Essa previsibilidade. É de colocar realmente que, assim, eu gostaria que fosse comigo, nós temos a nossa rotina em casa. Aí, se o seu esposo, a sua esposa, alguém chega e fala, ó, vamos, arruma as coisas que você vai pra tal lugar. Não vou. a nossa primeira reza não vou por que que eu tenho que ir eu já tinha programado aqui jogar meu joguinho por que que eu vou eu não vou e o adulto tem essa mania de achar que a criança não está entendendo nada e aí você pode chegar do nada pra ele falar e não, né aí é que você precisa mesmo explicar porque ela ainda está em desenvolvimento você precisa ter essa calma explicar pra ela, antecipar esses comportamentos para ela, para ir gerando essa previsibilidade. Porque, assim, é muito comum os pais, às vezes, chegam no consultório, né? E a gente vê que crianças que os pais, assim, não têm essa programação, essa antecipação, essa rotina, as crianças são mais ansiosas, mais desreguladas, com mais irritabilidade, né? Simplesmente porque não tem essa antecipação, não tem essa rotina, não tem essa previsibilidade. É uma coisa simples que, às vezes, os pais não param para pensar. Exatamente, a gente não para mesmo, não para para pensar, Porque a visão é diferenciada, gente, e não é tão fácil quanto parece, né? A gente manter e aprender a fazer essa rotina com previsibilidade para as crianças, né? E é por isso que a gente aprende aqui com vocês. Nossa, maravilhosa! Até mesmo! Por favor. Porque, Rubi, a gente precisa pensar no fator insegurança. Se a minha rotina pode mudar a todo momento, eu não tenho segurança para fazer nada. E aí, lá na vida adulta, como que eu vou assumir um compromisso, por exemplo, de participar de um bate-papo na TV? Como que eu... Mas e se acontecer alguma coisa que eu não vou poder ir? Então, eu não vou aceitar o convite. Olha só. Porque eu não tenho segurança da minha rotina, do controle da minha rotina. Perfeito. E você sabe que, assim, o que a neurociência traz pra gente, né? Que o cérebro, ele aprende através do que? Da repetição, porque a repetição, ela gera o que? A aprendizagem, né? E quando a gente fala em rotina, rotina é o quê? Repetição, né? Criar um hábito, né? E isso traz o quê pro nosso cérebro? Segurança, né? Segurança emocional. E assim, essa criança, ela vai crescendo, né? Ela vai se sentindo segura, ela entende que tem previsibilidade, que ela tem ali como, né? Escolher do que é aquela rotina caótica, que toda hora muda, ela vai crescendo uma criança insegura. E lá na frente, como a Leise disse, é aquele adulto que é inseguro, que ele não sabe tomar as decisões. Mas por quê? Porque lá na infância ele não teve previsibilidade. Era tudo tumultuado, né? E é algo que às vezes os pais deixam passar, mas não porque é intencional. É porque tá no automático, na rotina, né? Então é importante parar e refletir. Poxa, o que eu estou fazendo? Eu preciso sim dessa previsibilidade, dessa rotina pro meu filho. Isso é importante. Maravilhosas. Gente, olha lá, 8h51 já. A gente precisa passar muito rápido. Nós precisamos falar com você que está em casa e atender você que está mandando sua mensagem. Ô, produção, pode colocar na tela para a gente? Vamos lá, então. A primeira pergunta, o depoimento, Rodrigo Antunes do Cambuí. Muitas vezes as visitas focam nos recém-nascidos e excluem o irmão mais velho das conversas. Como os pais podem orientar os familiares para evitar esse tipo de isolamento? Vamos lá, né? É uma excelente pergunta. Na verdade, o que a gente sempre fala, né? Que a gente não tem como controlar as ações do outro, né? Que é o caso dos familiares. Não tem como eu controlar as ações dos meus familiares. Mas você pode ali contornar essa situação naquele momento, né? Um exemplo, olha, nosso, o olhinho dele é mais puxado do que o teu, né? Ressaltou uma qualidade do irmão, do bebê. E aí o pai fala, nossa, mas o teu olho também é assim. olha que legal, filho, tu é parecido, então você vai ressaltando, você vai mediando esse ambiente, né? E aí o familiar, assim, ele vai ter nesse time, ah, tá, então a mãe também tá, né, puxando ali, elogiando o outro filho, né? Ele vai ter esse time de ir percebendo, né? Lógico que se for um familiar mais próximo, tu pode chegar e falar, viu, é importante a gente não fazer essa comparação, porque isso pode gerar ali, né, uma ansiedade na criança, mas às vezes você não vai ter essa oportunidade de falar isso, Às vezes é um familiar mais distante, às vezes um colega, né? E tu vai ficar sem graça na hora de dizer. Então, assim, tu vai contornando a situação, né? Ali, e vai trazendo o teu outro filho pra dentro desse ambiente também, né? E trazer um exemplo do irmão que tá excluído, né? Então, assim, olha, o olhinho dele é mais claro, mais escuro. E você percebeu que o cabelo do João cresceu? Você percebeu que a gente mudou o corte do cabelo? Isso traz a atenção familiar positivamente pra uma habilidade, pra uma característica positiva do outro irmão. Porque automaticamente a pessoa fala assim... É, já vai entender, né? Exatamente. Pra não rolar um ciúme aqui. Ou eu vou falar dos dois, ou eu não vou falar de ninguém. Tem que equilibrar, né? Tem que equilibrar. Gente, que maravilha a gente aprender isso tudo. Vamos lá, mais uma pergunta para a gente, produção, pode colocar na tela, por favor. Vamos ver quem é que está conosco. A Sara Gomes, do Castelo. Criança de 5 anos que se recusa a caminhar nos passeios e exige andar no carrinho. Ah, andar no carrinho do bebê. Os pais devem ceder a esse pedido ou impor limites imediatos? E aí, quero ir junto e andar no carrinho do bebê. É verdade, já vi às vezes mesmo. A mãe empurrando o carrinho, o bebezinho lá e a outra criança um pouquinho maior, né, em pé, em cima do carrinho. E aí, Leis? O que esse comportamento nos mostra? Que ele quer a atenção no passeio. Então, o foco não é o carrinho. O carrinho é a forma dele demonstrar que ele quer a atenção neste passeio. Então, ele pode empurrar o carrinho, se for prazeroso para ele, e explicar, olha, o carrinho, o seu peso, por exemplo, o seu tamanho, Não é adequado para este carrinho. Mas e se você vier com a bicicleta e a gente vem com o carrinho com o bebê? Então vamos, o papai, você vai andar de bicicleta e a mamãe vai empurrar o carrinho. A questão não é o carrinho, é a atenção que o bebê, que está naquele objeto, está demandando. Então, eu posso trazer para o irmão, que para ele ter a mesma atenção, ele não precisa estar dentro do carrinho. Exatamente, porque daí assim você valida o sentimento daquela criança naquele momento, mas você também traz ali como que ela pode agir, você traz possibilidades para ela. Porque, assim, às vezes os pais falam, ah, mas você não pode fazer isso, o carrinho é para você e tal, e tu já vai brigar com aquela criança. Aí que você vai reforçar ainda mais aquele comportamento inadequado. Mas olha, e você sabe que eu pensava que era por conta do carrinho? Gente, que coisa! Olha aí que magnífico a gente aprender. Eu tô assim, de boca aberta aqui com as falas de vocês. Eu acredito que você que é mãe, que tá em casa, que de repente tá passando por essa situação também, achou que era por conta do carrinho aí, mas tá vendo? São detalhes, né? São detalhes. 8h55, mais uma pra gente na tela. Produção, vamos ver quem é que tá conosco. Vamos lá. O Leandro Costa, do Centro, o filho maior passou a culpar o bebê por tudo, desde um brinquedo que quebrou até a chuva que estragou o passeio. O que a neuropsicologia diz sobre essa fuga? Nossa, tudo é culpa do bebê, né? Exatamente, assim, liga a pergunta anterior, na verdade, né? Porque, assim, aí o foco não é ali o brinquedo e tal, é a criança se sentindo insegura com aquela situação, né? E ela quer, de alguma forma, chamar a atenção dos pais, né? E aí, tudo, ah, não, mas tudo que estragou é o meu irmão, ah, mas isso aqui, ele é culpa dele, né? E aí, tu percebe o quê? Esse comportamento é o quê? É a pontinha do iceberg, né? Mas olha um pouco, né? Mais ali a fundo, por quê que tá? O que tá motivando ela a fazer isso, né? Geralmente, é o quê? É aquela insegurança, né? É a criança ali tendo dificuldade pra lidar com toda essa mudança, né? E aí, os pais, obviamente, têm que fazer a mediação dessa situação, né? E ir, assim, direcionando esse comportamento da criança para outras coisas que sejam mais adequadas naquele momento, né? Ensinando, olha, filha, o brinquedo quebrou, né? Porque às vezes você mexeu aqui, deu errado, né? Mas isso não é culpa do seu irmão, né? Às vezes acontece situações na vida, a mamãe às vezes pode quebrar um copo, né? Porque acontece, é natural, às vezes vai quebrar alguma coisa, vai acontecer. Isso não é culpa do outro, né? Fazendo isso, você vai modelando esse comportamento, né? Ao invés de reforçar e falar, você não pode fazer isso, não. Isso é feio, filho, você não pode falar assim, porque se você faz isso, você reforça aquele comportamento inadequado. E a gente precisa entender que, assim, essa questão física, né, do brinquedo, do objeto. Se o irmão mais velho, ao pegar o brinquedo do irmão mais novo, eu trazer pra ele sempre a fala de você vai quebrar, você quebrou. Aquele sentimento é o que ele aprendeu com o você quebrou. Então, eu quero demonstrar o meu descontentamento, porque ele quebrou o meu brinquedo. É o meu descontentamento. E tomar muito cuidado para não condicionar a rotina familiar com os passeios, a temperatura, o clima. Porque é muito comum as famílias dizerem assim, olha, se chover, nós não vamos por conta do seu irmão. Ah, tá explicado. Então, choveu é culpa dele. É por isso que eu não vou passear. Gente, olha isso. Então, assim, se chover, nós não vamos poder sair pra nós não nos resfriarmos, pra nós não... É nós, né? Não pode ser por conta do bebê. Porque senão, que chato ter o bebê em casa. Eu não posso brincar com as coisas dele. Eu não posso passear, porque senão ele vai resfriar. Eu não posso passear porque tá ventando, porque tá chovendo, porque o bebê está ali. Se o bebê não estivesse nessa situação, eu poderia. Então, vou pegar ele e vou jogar na lata de lixo. Gente, que impressionante. Eu estou adorando essa conversa. Muito bom. 8h59, vamos lá. Mais uma ou duas perguntas, se a gente conseguir, né? A produção liberou a gente aí até 9h10. Acho que dá para a gente seguir, meninas? Então, vamos lá. Patrícia Rocha, do Nova Europa. Desde que meu bebê nasceu, meu mais velho vive reclamando de dor de barriga e cabeça, que o pediatra diz não ter causa física. Pode ser fundo emocional como agir nesses momentos de dor. E aí, o que vocês dizem? É um sintoma ali emocional. A criança, né, comunicando que ela está tendo dificuldade de lidar com todas aquelas mudanças. E aparece, ai mamãe, eu tô com dor de barriga. Ai mamãe, eu tô com dor de cabeça. Pode ser, né, que a criança naquele momento não está, mas ela tá aquele sintoma, aquele comportamento é pra ela chamar a atenção, porque ela aprende que se eu falar que eu estou com dor de cabeça, com dor de barriga, a mamãe vai ficar aqui comigo, a mamãe vai me pegar no colo, a mamãe vai fazer carinho, né? Porque ela vai aprendendo a chamar atenção, só que de uma forma negativa. E aí a tendência dos pais natural qual é? É reforçar. Ai, filho, você está com dor, então vem aqui com a mamãe. Porque daí você vai reforçando esse comportamento que é negativo. Então, o que é importante? Dar atenção para a criança também nos momentos em que ela está com comportamento adequado, né? Se ela está ali com comportamento adequado, ai, filho, vem cá, a mamãe vai brincar com você agora, a mamãe vai jogar um jogo com você agora. Mas no momento que ela está com o comportamento adequado. Claro que também nos momentos em que ela reclamar, que está com a dor ali, né? Você também vai acolher aquela criança, porque às vezes pode ser que ela esteja mesmo com dor, né? Mas aí você vai percebendo a intensidade, a frequência, em que situações que ela fala que está com dor. E aí a mãe tem esse time de percebendo, né? Olha, realmente ela está usando isso como um comportamento para chamar a minha atenção. Nossa, que inteligência, né? Então, é importante perceber isso. Nós vemos isso, inclusive, quando começam as dores para não ir na escola. Exatamente. Dói a barriga, passou o perueiro, a barriga parou de doer. Dói a barriga, aí daqui a pouco dói o pé, dói a cabeça, as dores mudam de lugar, porque não é a dor, é a evitação. Eu não quero ir. Se eu estou evitando, por que eu estou evitando? O que está acontecendo aqui que me está fazendo evitar? Então, eu preciso entender isso. E, importante, deixar claro para as famílias que não é porque não apareceu num exame físico que não existe a dor. A criança pode estar realmente sentindo a dor, mas não tem um fundo biológico, Ele tem um fundo emocional, porque pensa você dizer para alguém que está com dor de cabeça e você falar, não, você não está com dor de cabeça. Então, você não vai lidar a dor dessa pessoa, né? A criança, ela sente a dor muitas vezes, sim, mas é do fundo emocional. Por quê? Porque está faltando atenção. Quando ela tem este comportamento, é porque para ela está faltando atenção. Uau, gente, 9h02, a última pergunta do programa. Vamos lá, então, pode colocar na tela a produção, a gente já já vai encerrando. A Íria está chegando aí daqui a pouquinho, atualizando informações. A Letícia Costa, da Vila Amélia. Sinto que viramos pais diferentes com os dois filhos. Com o primeiro, éramos ansiosos. Agora, mais relaxados. Meu filho nota essa diferença? Isso afeta como ele vê comparado ao irmão menor? Então, acontece isso, né? Na verdade, sim, vamos pensar. Lógico, a chegada do primeiro filho é uma novidade, né? E os pais, assim, é natural, eles vão ficar ansiosos mesmo, porque é uma mudança. Mas aí vem a chegada do segundo filho, os pais já passaram por aquela primeira experiência, né? E automaticamente, a tendência é os pais ficarem mesmo, né, mais ali tranquilos, mais relaxados. Mas lógico que isso depende do estilo de vida de cada família, de cada mãe, de cada pai, né? Mas o que é importante? Realmente, assim, se os pais estão mais tranquilos, né, eles conseguem dar uma previsibilidade para esse outro filho também, tudo isso é importante e vai ajudando aquela criança também a não ter, né, aqueles sintomas de ansiedade, de irritabilidade, né? E, assim, é importante isso, até porque, assim, pais ansiosos, muitas vezes, eles também vão criar filhos ansiosos, né? Então, até, assim, essa pergunta, se os pais estão mais tranquilos, né, mais relaxados, isso, assim, é positivo, né? No sentido, assim, porque se tá ansioso, aí sim que vai ser ali mais prejudicial pra essa criança, né? Mas, claro que, às vezes, ah, eu tô, assim, ai, tão relaxado porque daí eu também não vou, passo o despeço ali aos cuidados da outra criança. você não tira um momento para ela, aí também não pode, né? Porque você tem que ter esse cuidado, esse time igual nós já pontuamos aqui, de ter essa previsibilidade, esse momento de brincar juntos, né? De estar ali também presente com essa outra criança. E muito provavelmente o seu filho não percebeu essa diferença. Essa diferença é uma percepção sua. A percepção que ele possa eventualmente ter tido é, está tudo mais tranquilo. Mas nesta profundidade que você coloca, é uma percepção pessoal. Talvez nem o seu companheiro ou a sua rede de apoio tenha percebido. É uma percepção sua. É natural que você esteja mais tranquila, que o seu comportamento tenha mudado, porque houve uma aprendizagem. Toda vez que acontece uma aprendizagem, você cria uma nova habilidade. Então, eu não vou mais me desesperar com uma febre de 39 graus da primeira vez que ela aparecer, porque eu já sei o que eu tenho que fazer, eu já sei quais são os mecanismos de ação disso, então eu ajo com mais tranquilidade. Gente, que delícia esse programa, adorei, adorei, aprendi tanto, você de casa também acredito que aprendeu demais, agora, esse detalhe do carrinho nunca mais eu esqueço, quando eu ver duas crianças no carrinho, eu já vou saber, não é sobre o carrinho, tem alguma coisa aí, tá vendo só, como a gente vai aprendendo e vai fixando os ensinamentos. Agora, 9h05, a gente vai encerrando por aqui e lembrando que a chegada do irmão, gente, representa uma transformação para toda a família, né? Embora o ciúme, a insegurança e as mudanças de comportamento possam gerar preocupação, a gente entendeu que esses sentimentos, eles fazem parte do desenvolvimento emocional infantil. E aí, com acolhimento, com diálogo, paciência, atenção às necessidades individuais de cada filho, a gente entende também que é possível transformar esse momento em uma oportunidade de fortalecimento de vínculos familiares e também de construção de relações saudáveis para toda a vida. A gente aprendeu muito no programa de hoje, só tenho a agradecer a vocês. Leisa, mais uma vez, muito obrigada, quanto conhecimento compartilhado, gente, você é maravilhosa, obrigada mesmo, gratidão. Eu que agradeço e espero voltar mais vezes para a gente debater, É muito gostoso participar do programa e auxiliar o pessoal em casa. Ai, maravilha, a gente fica feliz demais. E aí, mais uma pessoa aí que já faz parte do nosso round de convidados aqui, a Thalita, participando pela primeira vez, mas entregando dicas de milhões para a gente. Thalita, obrigada, gratidão pela sua participação, viu? Maravilha, eu que agradeço, viu? Foi uma honra estar aqui com vocês e poder conversar e compartilhar esses conhecimentos sobre a chegada do novo primogênito. Foi muito bom. Maravilhosa, muito bem. E a gente agradece você de casa também, pela audiência, pela companhia. Lembrando que a Ilha está chegando aí, atualizando informações de Campinas, do Legislativo, aqui de São Paulo, Brasil, mundo. Daqui a pouquinho temos também, ao meio-dia, a Câmara Notícia com o Gabriel Castro. E eu quero convidar você, olha só, quinta-feira, o Estúdio Câmara vai falar sobre um tema delicado e necessário, é amanhã. Até que ponto somos prisioneiras do nosso próprio corpo? A pressão estética, a gordofobia, os transtornos alimentares e a busca incessante por padrões de beleza que parecem inalcançáveis. Por que tantas mulheres condicionaram a felicidade ao peso na balança? E como essa cobrança afeta a autoestima, a saúde mental, a qualidade de vida. Essas e outras reflexões você acompanha amanhã, a partir das 8 da manhã, em mais uma edição do nosso estúdio Câmara, aqui na TV Câmara Campinas. E lembrando que no dia 9 de junho, terça-feira, a partir das 7 da noite, você está convidado para participar da audiência pública que vai discutir a lei de diretrizes orçamentária. É o orçamento que será distribuído no município para o ano de 2027. E você, claro, pode ajudar a definir para onde vão esses orçamentos. Educação, saúde, segurança. Então participe. Terça-feira, a partir das 7 da noite, na Câmara de Campinas, lá no plenário, você pode ir presencialmente. Ou então, se não conseguir, você pode acompanhar aqui pela TV Câmara Campinas e também no YouTube da TV Câmara Campinas, você pode mandar a sua sugestão, a sua dúvida, a sua opinião, campinas.sp.leg.gov.br, participe, a sua participação é muito importante, combinado? Beijo grande pra você, bom, hoje é véspera de feriado Então pra quem vai esticar, se cuide Tá bom? E boa Boas miniférias E pra quem vai trabalhar, bom trabalho Só uma coisa eu ressalto pra você Agradeça, agradeça por tudo Todos os dias, se você vai trabalhar Maravilha, agradeça Se você vai passear, poder Esticar um pouquinho com a família, agradeça Também, não esqueça de agradecer Pra parecer maravilhoso, tá bom? Beijo grande E até amanhã com mais uma edição do Estúdio K. Tchau, tchau, gente. Valeu! Legenda Adriana Zanotto de Campinas, convoca a vigésima primeira audiência pública, que será no dia 3 de junho, quarta-feira, às 10 horas da manhã, na Sala Ciúmes.