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Estúdio Câmara | Substituir Afeto por Presentes
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Estúdio Câmara | Substituir Afeto por Presentes

38 views Publicado Há 17 horas HD · 1:10:00

Descrição do vídeo

Como explicar a uma criança que afeto não se mede pelo preço de um presente? O Estúdio Câmara desta quarta-feira, 21 de outubro, parte de duas frases comuns em casa, "meu amigo ganhou e eu não" e "você nunca compra nada pra mim", para discutir por que pais recorrem a presentes quando a rotina rouba o tempo com os filhos. Em debate ao vivo sobre comportamento infantil, duas especialistas comentam o impacto dessa troca na infância, com participação do público pelo telefone 19 99729377.

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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando estúdio Câmara no ar. Hoje é quarta-feira, metade da semana, dia 21 de outubro. Como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. E olha, vamos conversar, né? E eu quero começar com duas frases que muitas famílias conhecem quando a gente fala das nossas crianças. Ela chega para você e diz assim: "Meu amigo ganhou e eu não ganho. Eu nunca ganhei ou então você nunca compra nada para mim". Essas situações, gente, aparecem quando as crianças comparam, né, o que tem com aquilo que os colegas têm ou recebem. E na tentativa de agradar ou compensar a falta de tempo que muitas vezes nós adultos, por conta dessa correria do dia a dia não temos, a gente acaba cedendo e recorrendo aos presentes e às vezes muitos presentes. Mas será que um brinquedo pode ocupar o lugar da presença? Como ensinar os nossos filhos que o carinho não se mede pelo preço de um presente ou pela quantidade de coisas que a gente oferece a eles? Hoje nós vamos conversar sobre presentes e afeto. E você que tá em casa, participe com a gente. Fala aí como é que a sua família lida com os pedidos das crianças e com a frustração de ouvir não. E como você, adulto da família, cuidador, lida com de repente essa falta de tempo, né, que acontece em todas as famílias. E aí, como é que você compensa a falta de tempo com a sua criança? Você sente culpa? você sente frustração e aí você tenta compensar a sua culpa oferecendo presentes a essa criança. E qual é o impacto disso na vida desses pequenos? Precisamos conversar sobre isso e nós convidamos duas pessoas especialistas no assunto. Daqui a pouquinho vamos apresentá-las. Enquanto isso, vai mandando sua mensagem pra gente. 199729377. Você manda sua mensagem. Produção já tá recebendo e agora vamos atualizar algumas informações e já já nós voltamos aí com o nosso tema. do programa. Olha só, a Comissão de Constituição e Legalidade da Câmara de Campinas analisa hoje, às 3 da tarde pareceres de 23 projetos, entre eles, a proposta do ex-vereador Paulo Búfalo, que cria o conceito de cidade esponja para melhorar a absorção da água de chuva e combater as enchentes e alargamentos. O projeto favor tem o parecer favorável do vereador Roberto Alves. E hoje também às 3 da tarde a comissão de administração pública da Câmara vai analisar pareceres de seis projetos. Entre os destaques está uma proposta do vereador Luiz Yabico que prevê um agendamento com hora marcada para atendimentos técnicos domiciliares de empresas de telefonia, internet, televisão a cabo e serviços semelhantes. O projeto recebeu o parecer favorável do vereador Gustavo Peta. A proposta estabelece que o agendamento seja feito com pelo menos 24 horas de antecedência, com no mínimo três opções de horários para o cliente escolher e também prevê tolerância máxima de 30 minutos para o início do atendimento, exceto em casos de urgência urgência justificada. Então, a reunião é aberta ao público, realizada no plenarinho, tá? A primeira reunião é às 3 da tarde, essa segunda também às 3 da tarde. Uma no plenário, outra no plenarinho. Ambas serão transmitidas aqui pela TV Câmara Campinas, também no canal do YouTube da TV Câmara Campinas e no nosso site oficial TV Câmara Campinas. E você também, se quiser, pode assistir presencialmente, é só chegar lá na Câmara de Campinas, bairro Ponte Preta, entrada lá pela Avenida Saudade, tá bom? Então, grande abraço para você que tá acompanhando a nossa programação. A gente segue agora com a previsão do tempo, porque hoje temos aí, perdão, um dia de sol com nuvens à tarde e à noite. O céu fica com muita nebulosidade, mas não chove, o que indica que a previsão do tempo para os próximos dias está se aproximando e sendo assertiva, porque de acordo com a previsão, a partir de amanhã o tempo muda, né? A partir de amanhã teremos chuva, principalmente aí na amanhã é quinta, então na sexta, sábado e domingo, chuvas previstas para a nossa metrópole. Hoje mínima 15, máxima 28. Tudo bem? Não vamos criar a ansiedade do amanhã, vamos viver o aqui e o agora. E voltando para o nosso tema central do programa. Bom, presentes e afeto. Vamos lá. Presentear, gente, pode ser uma forma de demonstrar carinho, celebrar uma data especial e criar boas lembranças. Mas é muito gostoso, né, a gente presentear. Agora, o desafio aparece quando os presentes eles se tornam a principal maneira de agradar, de recompensar ou de compensar uma ausência. Por exemplo, uma criança, ela pode começar a associar o amor a receber coisas. Também pode sentir que precisa ter o mesmo que os colegas têm para fazer parte de um grupo, para pertencer. Mas pedir presentes não significa, por si só que uma criança seja mimada, seja consumista. É importante a gente compreender o contexto, o significado desses pedidos e o nosso papel, o papel dos adultos na relação. Então, para conversar sobre o assunto, nós recebemos duas profissionais que vão contribuir com diferentes perspectivas. Olha só, a Júlia Nogueira, ela é psicóloga graduada pela PUC Campinas e pós-graduada em psicologia clínica na abordagem centrada na pessoa e também tem formação complementar em comunicação não violenta, empatia e comunicação. Maravilha. Bom dia, seja muito bem-vinda. Bom dia, obrigada pelo convite, pelo espaço e pelo pela confiança no meu trabalho. Maravilha. E bom dia a todo mundo de casa também. Nós que agradecemos. Eu sempre eh eh falo aqui que esse programa nós fazemos uma psicoeducação graças ao aceite de vocês, a presença de vocês aqui é é ponto chave, né, do nosso estúdio Câmara. E a gente só tem agradecer e agradecer também a nossa colega que tá participando via Zoom, Evelyn Magrib, eh pedagoga, psicopedagoga, ela tem especialização em inclusão escolar e análise do comportamento eh aplicada. Ela vai contribuir com o olhar sobre a infância e a aprendizagem e também essa convivência que nós temos com os nossos pequenos. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Muito bem, produção. Ajusta o áudio dela para mim que não saiu aqui no estúdio, mas a gente vai seguindo produção. E a técnica vai trabalhando ao vivo. É assim mesmo. E vamos bora. Começamos com a Júlia. Júlia, eh, vamos começar pelo significado emocional dos presentes, né? Por que uma criança pode associar, ganhar alguma coisa e se sentir amada e valorizada? Eu acho que é importante eu começar dizendo que a criança ela tem esse, ela vai significando o amor a partir das experiências que ela vai vivendo com os pais e os cuidadores, né? E e acho que a partir disso também é importante que a gente vá entendendo o espaço com que esse presente ele tá tendo ali na vida de cada de cada criança, né? Então, se o presente ele tá vindo eh só a partir desse momento de pegar esse espaço de um afeto, de uma de um amor ali, né, de uma atenção, a criança ela vai entendendo que para existir um precisa existir o outro. Então, para ela ser valorizada, para ela ter eh um carinho ou uma atenção, ela precisa vir acompanhada desse presente, né? E e acho que, como você trouxe no começo, é importante também a gente olhar pro contexto com que essa criança ela tá inserida. né? Então, o contexto com que essa criança tá inserida hoje, a gente pensando nessa sociedade, eh, que de uma certa forma o presente ele tá intrínseco ali na cultura da nossa sociedade. Então, né, pensando ali até em exemplos, né, quando uma criança eh nasce, né, um irmão nasce e eh os pais trazem esse presente que o irmão trouxe no nascimento, né? E quando os pais saem, eles dão um presente paraa criança ou quando a criança se comporta, ganha um presente, né? Então tá muito intrínseco ali na rotina, no sentimento, na no se expressar. E e é importante que a gente pense quais são os momentos com que a criança tá sendo compreendida, que ela tá sendo olhada, que ela tá sendo escutada eh para além desses presentes, né? De uma forma que eh a gente olhe para além do bem material ali, né? É verdade. Presentes e presença, né? Tem eh são nomes que chegam a a ser assim bem parecidos, mas tem uma diferença muito grande, né? Agora, eh, Evelyn, quando uma criança ela quer o mesmo brinquedo, roupa ou celular que os colegas, né? Eh, o que que essa comparação pode revelar sobre a necessidade de pertencimento? Porque você trabalha, né, com psicopedagogia, então provavelmente tem abordagem com crianças. E quando a gente fala de presentes, a gente também pode falar que o amiguinho ele ganhou um presente, mas eu não ganhei. E aí tem a comparação. E para eu eh pertencer à aquele grupo, de repente eu preciso ter o que meu amigo tem. Aí tem a necessidade de pertencimento. Então eu gostaria que você explicasse pra gente eh eh a mecânica, né, eh dessa comparação, desse dessa necessidade eh em um grupo, né, de pequenos pequenos seres humanos. Eh, esse sentimento de pertencimento, ele existe no ser humano, né? Ele faz parte do desenvolvimento social da criança. As crianças sentem essa necessidade de fazer parte do grupo, né? Mas os pais eles precisam orientá-las que para pertencer a um grupo, né, a criança não precisa ter as mesmas roupas, ter o mesmo tênis. Ela precisa entender que o mais importante é ela ser e não ter. É que ela precisa ser querida, aceita, amada pelo que ela é. Perfeito. Mais uma vez a questão hã da presença, né, de demonstrar eh eh o amor, o carinho, mas sem contato, né? Contato físico, tato, abraço, né? Um mimo, um carinho. E o presente ele fica em segundo plano, se a gente for parar para analisar o que vocês duas trouxeram. Mas e nem todo o desejo de consumo é sinal de um problema. A criança ela vai querer, né? porque ela está sendo moldada, né? E ela vai querer tudo. Ela não sabe e e ela não entende que hoje de repente você não pode comprar, né? Então às vezes o objeto representa uma diversão. Em outras situações pode representar um reconhecimento ou pertencimento, como vocês colocaram. Agora, Júlia, eh, você abordou algo bem interessante, né? Que os pais às vezes chegam tarde, levam um presente para compensar aí o tempo que eles passaram longe dos filhos, né? E o que que merece a atenção quando esse gesto ele se torna um hábito, né, tanto para os pais quanto para as crianças, que a gente sabe que nós aprendemos por repetição. Então eu faço isso hoje, eu faço amanhã, faço depois, faço depois. Vai virar um hábito tanto para mim que sou pai e mãe, né, que eu vou sentir a necessidade de comprar algo no caminho de casa, tanto pra criança que tá lá me esperando com aquela ansiedade para ver o que que eles trouxeram para mim hoje, né? Então, eh, o que que merece atenção, eh, nessa questão de gesto e hábito? Eu acho que é uma pergunta muito importante, né? Porque a gente tá trazendo ali eh algo que é muito comum na rotina de muitos pais que precisam, né, muitas vezes precisam estar a partir dessa rotina de trabalho, né? Eh, então eu acho que, primeiramente, a gente precisa entender a realidade ali de cada família, né? a diferença ali da realidade de cada família, né? E e acho que pensar também na frequência com que esses presentes eles estão acontecendo, né? Então, é uma frequência grande que demanda ali de a sempre com que eu for trabalhar eu tô levando esse presente, eu tô colocando esse presente como a falta ali, né, entre aspas, da presença. Eh, então eu acho que é importante nesse momento com que a gente eh entende esse movimento, porque a gente para para pensar, será que a gente pode fazer essa reflexão, né? pode convidar os pais a fazerem essa reflexão de será que essa esse presente que eu tô dando é por realmente presentear ou é por aliviar a culpa com que eu sinto da falta com que eu estou fazendo ali naquele momento, né? E porque aí existem duas situações ali, né? que é importante a gente eh ver um pouco na ótica de a partir do momento como que você tá dando presente para essa criança, toda vez com que você sai ou que você vai trabalhar, eh, ela entende que, pô, então toda vez que meu pai for trabalhar, eu vou ganhar um presente. Ela não entende a importância ali daquela rotina mesmo, que é importante. Os pais vão trabalhar, né? Os pais vão ter essa essa rotina ali. E então eu acho que é importante para que isso não seja um material de troca, para que ela não entenda. essa essa falta a partir desse presente e sim que ela entenda a importância dos pais eh saírem de casa para trabalhar, né? Entender a importância ali até de uma questão financeira mesmo, né? Pensando ali na na realidade de cada família. Eu acho que eh é uma pergunta que abrange muitas coisas, né? Mas acho que é importante pensar também ali primeiro nessa nessa frequência com que se tá acontecendo e nesse nesse porquê, né? presentear ou se vem pela culpa, né? Uhum. É uma culpa que às vezes os pais sentem e não sabem como manejar essa essa culpa dentro de si e acabam reverberando no presente, né? Agora, Evelyn, vamos para ambiente escolar, nossa psicopedagoga traz pra gente a diferença aí entre o que as crianças possuem, né? E como que isso pode aparecer na convivência entre eles? Eh, o que que os educadores e e famílias podem fazer quando uma criança ela se sente excluída ou desvalorizada por não ter o mesmo objeto, por não ter a mesma coisa que a outra criança? Isso a gente fala do ambiente escolar, do ambiente familiar também, né? Porque tem primos, tem eh eh daí se junta a galerinha e ah, ele tem aquele brinquedo, mas eu não tenho, então eu eu me sinto desvalorizado, eu sou menos que ele, né? Eu não faço eu não pertenço a a esse grupo da família. O que que eu tenho? Por que que a minha mãe, meu pai, o meu cuidador não me dá o que ele tem, né? essa questão do da desvalorização, da exclusão, como que os educadores, né, na escola e a a família em si pode trabalhar e manejar essa situação com as crianças. Eh, essas diferenças, elas podem aparecer com comentários maldosos, comparações e até a exclusão, como você falou, né? Então, a escola e a família, ela precisa ensinar que existem diferenças, né, no contexto social existem essas diferenças e elas devem ser eh respeitadas, né, e as medidas pelo que a a pessoa possui não significa, não é o valor que a criança tem, né? A criança, ela precisa ser valorizada pelo que ela é de fato, né? E a criança que foi excluída, ela precisa ter essa escuta, ser acolhida pelos pais, eh, amada, se sentir amada pelos professores, pela escola, né? E os demais, as demais crianças que fazem essa exclusão, elas precisam aprender o respeito, né, a consideração, aprender que o meu limite termina quando começa do outro. Então isso é muito importante, né? Estabelecer esses vídeos, acolher, né? Ô Evely, quando a gente tá falando de escola, né, você sabe o que me vem à cabeça? Eh, algo assim que eu acho que acontece, né? Eh, nas famílias, eh, a criança não tá muito aim de ir pra escola, não tá muito aim de estudar, daí a mãe e o pai, eu não sei, eu acho que é de forma inconsciente, eu penso, né? Mas vocês podem trazer pra gente essa certeza se é ou não de forma consciente ou inconsciente que a gente fala assim: "Ó, se você estudar e tirar nota boa, você vai ganhar um presente." O que que isso significa? O impacto que isso tem paraa criança e a relação, né? Eh, eh, pra criança de ela sentir que eh se ela for bem, ela é reconhecida, se ela cumprir a expectativa, ela ganha alguma coisa. Mas e aí, se ela não for, como é que fica a situação? Qual que é o impacto disso? E outra, é consciente ou inconsciente isso, hein? Eh, é um impacto muito grande, né? Porque a criança ela vai eh associar aquele presente ou aquele mérito, né? Então, então, eh, precisa, opa, eu acho que a internet deu uma travadinha, né? A Evelyn, a nossa produção pode entrar em contato com ela. Nossa técnica justa pra gente voltar com a Evelyn daqui a pouco. Mas eu sigo então essa pergunta para você, né? Essa questão da escola, de tirar notas boas e da validação, né? E você tira nota boa, te dou um presente, mas e aí se eu não tirar a nota boa? Então eu não mereço ganhar o presente? como é que fica esse impacto e essa essa esse nosso movimento que às vezes a gente faz de maneira consciente ou inconsciente? Eu acho que tem muita coisa aí dentro, né? Eu acho que é algo que até acontece, por exemplo, dentro eh da escola mesmo, né? A criança eh se comporta ou tira uma nota alta, ela ganha uma estrelinha, ela ganha uma recompensa ali, né? Então eu acho que isso vai acontecendo de várias formas e que isso vai mostrando paraa criança eh que ela de uma certa forma precisa cumprir, como você trouxe, né, essas expectativas do dos adultos e também eh estar diante eh novamente dessa moeda de troca, né? Então eu só só vou ser valorizada, eu só vou ser boa suficiente quando eu ganho esse presente, né? quando ganho esse essa recompensa ou eh eu vou paraa escola, então aí eu sou boa pros meus pais, né? Eu sou ali eh valorizada, né? Pros meus pais ou pros meus cuidadores. Então eu acho que que algo a se tomar cuidado mesmo, né? Entender ali eh como tá sendo colocado para essa criança. Será que é uma moeda de troca? Será que é algo não? Eh a criança tá entendendo que ela precisa ir pra escola, que a importância da escola. Eh, e acho que até que nesse momento com que a criança ela associa diretamente o eu faço uma coisa, eu ganho uma recompensa, eh, é um pouco perigoso porque acho que até uma provocação, né? E quando a criança não quiser essa recompensa e quando ela não sentir que, ah, não, isso daqui eu não quero, ela vai deixar de fazer as obrigações dela, ela vai deixar de ter os movimentos que ela precisa ter. Então, eu acho que que é isso que eu penso ali, né? quando se dá sempre essa recompensa diante de um ato da criança e até nessa valorização, né? Qual é o momento com que a criança se sente valorizada pelos pais por ser ela mesma? Ela pode tirar, por exemplo, uma nota baixa, isso não quer dizer que ela vai ser desvalorizada, né? E não vai ter espaço ali naquela família. Então, acho que é importante pensar sobre isso, né? e são muitas reflexões, né, que nós devemos fazer e e esse programa traz pra gente essa oportunidade, porque são situações que acontecem sim no nosso dia a dia. E às vezes a gente faz isso sem parar para pensar, sem analisar. A gente só quer agradar pai, mãe, cuidador, a gente só tem a a ideia de agradar, né, os nossos filhos. E nesse tentar agradar, a gente pode acabar pecando em algum momento, mas é importante a gente parar, voltar um pouquinho, dar um passo atrás, dar uma olhada no cenário, ver o que que a gente tá fazendo, se realmente é assertivo ou não. E nessa questão eh eh da prova, né, você passar de ano, se você for bem na prova, te dou um presente, a gente volta com a Evelyn porque a produção me avisou que ela já tá com a gente de novo. Evelyn, pode completar seu raciocínio, por favor. É como eu tava falando, né, essa troca, essa barganha, troca de barganha, não, isso não não pode acontecer, né? A criança, ela precisa entender que ela tem as suas obrigações também, seus deveres, né? assim como todos nós. Então, quando você vai à escola, você eh precisa, né, estar na escola, você precisa eh tirar a nota, mas assim, não é uma questão de obrigação, né? É uma questão de que você precisa tirar a nota. Por quê? Porque você eh precisa pensar que lá na pra frente você precisa aprender, né? E não é uma questão de barganha. Ah, então se eu tirar nota alta eu vou, então eu vou estudar e eu vou. Não, ela precisa entender que ela tem as suas seus deveres, né, suas obrigações de tirar nota alta, porque isso a os pais eles precisam enxergar que isso eh eu tô criando o meu filho para agora ou pro futuro, né? Eu quero a independência do meu filho, como é que ele vai se tornar um adulto, né? Então isso é importante ter essa visão, os pais terem essa visão de que ele vai se tornar um adulto, né? E que adulto será, né? Muito bem. Por favor, pode acho que é que é importante também trazer eh e acolher essas dificuldades que a criança pode vir a ter também, né? Entendo a importância da do aprender, né? E isso tá diretamente eh não diretamente, né? Mas de uma certa forma ligado às notas. Mas é importante também que os pais estejam nesse espaço para acolher as dificuldades que essa criança pode ter ou não, né? Conversar sobre essas dificuldades, entender ali eh de que forma a criança tá conseguindo eh estar diante da do que se é aprendido ou não nas escolas, né? Quanto à matéria assim, né? Pensando ali nas notas. Então acho que são coisas, né? complementando o que a Evelyn trouxe, acho que é importante a gente olhar também para esse lado eh mais de acolher ali o que a criança tá apresentando também, né? Essas essa nota baixa, ela pode ter tá sinalizando uma dificuldade ali da criança que é importante ser olhada, né? Muito bem. Agora, quando os pais dizem não, dizem não, pai dizer não, ai é dolorido, né? Eu sou mãe e é difícil às vezes a gente dizer não pras nossas crianças. Mas vamos lá, diante de uma compra, eu falo não. E aí a minha criança vai ficar decepcionada, né? Mas eu preciso ã fazer com que ela aprenda e entenda eh que nós temos um limite, né? E que isso não pode se transformar em uma disputa, né? Porque ah, não, se eu fazer isso, você vai me dar, então não vou fazer. Então, sabe aquela disputa que é e é eh velada, que às vezes a gente nem, né, não percebe que é uma disputa, mas a criança ela ela é inteligente, ela ela sabe manipular, né? E manipulação é um uma palavra um pouco pesada para usar quando a gente se refere à criança, mas a criança ela sabe trabalhar e todo em todo esse processo. Então, como é que a gente faz? Hoje eu não posso comprar o seu presente. E aí eu acho que volta a entrar o que eu tava trazendo sobre o acolher também, né? Eu acho que no momento com que se é falado, não, eh, a criança vai estar diante de uma frustração, né? Porque ela quer, ela busca aquele, vamos colocar aqui um exemplo, um brinquedo, né? ela busca aquele brinquedo, ela quer, ela se encantou por aquele brinquedo. Então, eh, a criança ela vai lidar com a frustração, que é muito importante, né, pro desenvolvimento da criança. A psicologia do desenvolvimento fala muito sobre isso, né? A importância da frustração, da criança se entender com aquela frustração, né? Se reconhecer com aquela frustração e lidar com ela, né? Então, pensando ali nos pais e cuidadores, né, nesses adultos, falando esse não paraa criança, é importante que eles eh mantenham a sua decisão, explique o porquê, olha, eh não vamos conseguir por causa disso, disso, disso, né, dos exemplos. hoje a gente não vai conseguir comprar eh por questão financeira, por porque você já tem muito brinquedo, porque você já tem igual, enfim, né? Ali infinidade de de questões. Mas é importante para que ela para que a criança entenda porque tá vindo esse não, né? E para além disso acolher aquela frustração daquela criança, né? eh entender de tudo bem, eu entendo que você tá frustrado, eu entendo o quanto é importante para você, né, esse brinquedo ou esse presente, mas infelizmente hoje a gente não consegue, né, eh, manter a sua decisão, mas eh não excluir o fato de que aquela criança ela tá frustrada, né, e ela pode ser acolhida, ela pode entender, né, eh esse movimento com que os pais estão falando. Acho que a gente parte do da intenção e do momento, né, de entender o quanto as crianças compreendem o que a gente fala, né? As crianças elas têm essa capacidade de compreender. Você pode conversar com ela, você tem que explicar para ela, né? Você pode conversar e explicar, porque elas têm capacidade de entender, né? Então acho que é nesse momento de acolhimento, de entendimento ali da própria criança. É. E é um movimento da educação, né? Porque é um ser que está sendo lapidado, que está sendo ensinado. E nesse momento é ensinado que sim, vai receber e que vai ter frustração e vai precisar aprender a lidar com a frustração porque faz parte da nossa vida. E quando a gente fala em frustração, Evelyn, tem aquela questão dos pais que às vezes falam assim, por terem frustrações de infância, eles dizem: "Eu não tive, mas eu vou dar de tudo que eu não tive, um pouco mais, né, para a minha criança. E aí, como que a gente faz para trabalhar isso? E como que os cuidadores eles ah podem fazer uma ressignificação desse contexto? Porque essa essa ideia de que o que eu não tive eu vou oferecer paraa minha criança, às vezes a gente pode est eh fazendo uma educação de uma maneira não tão assertiva assim. Uhum. É, eh, para completar, né, o que, foi colocado, eh, é importante dizer que é assim, a criança ela ela precisa ser acolhida, escutada, né? E assim, eh, você não ceder não significa que você vai deixar de amar. Uhum. E quando você estabelece limites também, você não vai deixar de amar a criança, pelo contrário, você vai estar ensinando ela que nem sempre nós vamos ter aquilo que nós queremos, né? E muitas vezes não tem condições de ter, né? Como foi colocado, algumas condições das famílias não podem ter, né? E às vezes os pais eles eh ficam nessa questão da frustração, né? porque eu quero dar, eu quero compensar. E isso eh, eles precisam entender que a educação ela é para o futuro da criança, né? A gente não pode pensar só no aqui e agora, mas é no futuro. Como essa criança vai se tornar, que adulto vai se tornar, né? Então, esses limites são muito importantes pra criança, né? Muito bem. Agora, é importante a gente falar também da questão da conversa, como você disse, as crianças entendem e a gente precisa aprender a conversar de uma maneira eh uma linguagem que ela vai entender, né? Porque não adianta também eu eh adulto eh abordar a minha criança para falar que eu não tenho condições financeiras hoje de oferecer um presente a ela de uma forma de uma conversa adulta. A criança, ela pode ser impactada de uma forma negativa. E você que é especialista nessa questão da comunicação assertiva, eu gostaria que você explicasse pra gente, Júlia, como que a gente deve abordar. Eu sei que depende da faixa etária da criança, é uma abordagem diferente, mas como que a gente deve abordar eh uma negativa de repente, né, da possibilidade de oferecer aquela criança um presente? A gente tá batendo nessa nessa tecla hoje, então vamos lá. de oferecer à aquela criança um presente por conta de que a minha a minha situação financeira hoje não permite. Mas como é que eu vou falar isso paraa criança? Ela não vai entender. Então, como eu devo abordar, como é devo me comunicar com a criança? Sim, eu acho que é é o que você trouxe, né? Depende aí da de cada faixa etária, né? O olhando pra criança a partir da idade com que ela se apresenta ali, né? Então eu acho que primeiramente fico pensando assim, diante do que a criança consegue entender, eu acho que é importante falando sobre a questão financeira, né, abordando eh o que ela o que ela consegue entender mesmo, né? Então, a partir desse momento, olha, o os seus pais, seus cuidadores, eles saem de casa para ele trabalhar, para eles trabalharem, porque eles precisam eh do dinheiro. Dinheiro, a gente compra comida, a gente compra os brinquedos, a gente paga a escola, né? A gente compra o lazer, né? Então, o aonde o dinheiro ele está envolvido ali, mas entender que também o dinheiro não é tudo. Às vezes não é porque a gente não tem dinheiro ou porque a gente tem dinheiro, né, mas porque não, infelizmente hoje a gente não vai comprar. Eh, porque você já comprou isso antes, porque você já tem igual, eh, ou você tem muito parecido, ou porque a gente comprou outra coisa, eh, ou porque não, hoje a gente não vai comprar simplesmente eh, porque você não precisa disso, porque eh não é necessário nesse momento, né? Eu acho que quando a gente fala sobre o comprar, ele tá muito diretamente ligado ao dinheiro, mas também existe o não diante da comunicação da criança, né? Então, o saber eh como conversar com a criança, eu acho que isso não acontece só a partir do não, né? O conversar, ele tá presente e necessário na vida toda da criança, né? Você vai conversando com o bebê já, né? Então, eh, a comunicação ela tá ali em todos os momentos e aquilo só vai sendo eh melhorado gradativamente, né? Então eu acho que a comunicação ela precisa existir não só no não, mas em todas as formas de estar com as crianças, né? Exatamente. Importante a gente se comunicar, né, com os nossos filhos. Agora, se a gente para para analisar uma família que que vive nessa rotina, né, da criança que de repente fica o tempo integral na escola, que os pais trabalham, né, eh eh em horário comercial ou às vezes mais porque tem dois empregos. Como que fica, né, o impacto? a gente sabe que são diferentes perfis e a gente sabe que a maioria da sociedade é a sociedade que trabalha e que, infelizmente, às vezes não tem mesmo muito tempo para se dedicar, né, aos filhos e aí quando percebem estão oferecendo muitos presentes para poder compensar esse tempo, para poder compensar aí essa falta eh eh da presença, mas a gente precisa eh tentar organizar, né, essa essa situação para transferir essa essa responsabilidade que a gente coloca no presente para nós mesmos, né? E tentar eh estar mais presente fisicamente com as nossas crianças. Sem julgamento, gente, porque cada um tem aí a sua forma, né, de viver. Mas a gente precisa falar da importância da presença, principalmente quando a gente fala dos nossos filhos. Agora, Evelyn, a família e a escola, elas podem ajudar essa criança, né, a reconhecer as suas qualidades, a desenvolver os interesses, eh a se conhecer sem usar os objetos que possuem ou que vão possuir, que ficam na ansiedade, porque o pai e a mãe, o cuidador sempre traz, né? Então, ela precisa entender valores, como que faz essa abordagem com valores para as crianças, o que que a gente pode passar, né, eh a partir de adultos que somos referente a valores, né? Quanto custa e quanto vale eh quanto custa esse presente e quanto vale a minha presença? Eu acho que eh essa questão tá mais atrelada aos adultos mesmo, né? Sim, com certeza, né? O adulto geralmente se sente culpado, né, pela falta de tempo, né, por não estar presente com a criança o tempo todo, né? Eu costumo dizer que a gente tem que estar com a criança com um tempo de qualidade, né? Não significa que você precisa estar o tempo todo, mas o tempo que você está com a criança tem que ser completo, inteiro, né? é você estar com a criança, é você participar com a criança, é você brincar, é você ouvir, é você acolher. Então os pais eles precisam entender que o maior presente é esse, é a convivência, é o afeto, é o carinho, é estar ali. O presente ele é importante, né? Ele faz parte, mas ele não é o centro, não é o cerne, né? O o afeto, o amor. Sim. Então você ter esse tempo, esse espaço com a criança, é muito importante pra vida dela, pro crescimento dela, pro aprendizado dela, para ela se tornar eh uma criança com confiança, com segurança, com uma autoestima. Então isso é muito importante. Muito bem. Agora, eh diante de uma situação em que a criança ela nunca está satisfeita e ela ela pede presentes o tempo todo, né? Eh, como que a gente deve fazer para minimizar essa esse entendimento dessa criança que de repente foi acostumada, né, a a ser presenteada e vai chegar um momento que o pai e a mãe e o cuidador vai falar: "Não, agora chega, você já tá crescendo, né? E você já tem muita coisa, seu quarto não cabe mais nada". E aí a criança que foi acostumada com isso, é óbvio que ela vai ser impactada. E aí, como é que a gente faz com esse sentimento de frustração? Mais uma vez a gente traz isso. E quando que de repente a gente precisa buscar um apoio, uma terapia para uma orientação, porque essa criança ela acaba desenvolvendo aquela tristeza, aquela a a sabe assim que ah não, não quero saber porque você não vai me dar presente, então tô triste. E quando isso fica a rotina, sabe? vira, fica rotineiro, porque isso pode acontecer, já que ela tá acostumada, né, com essa rotina de ganhar presente, se de repente é cortada de forma abrupta. Uhum. Eh, eu acho que a gente tem que pensar ali na nessa questão mesmo de ser gradual, né? Eh, é toda mudança não é não prejudicial, né? Mas eu acho que impacta, né? É, impacta a criança ali bruscamente, né? Do nada mudou. Então, é entendendo essa forma de forma gradual mesmo toda essa mudança. Mais uma vez a comunicação, né? Mais uma vez a comunicação. E acho que para além disso também, né, olhar para esse comportamento como totalidade, né, e não só pro comportamento. Então, tudo que eh está além da e além em volta ali daquele comportamento, né? Por que que essa criança tá pedindo? O que o que será que ela tá pedindo? Será que ela já entendeu que aquele presente é essa questão de afeto, né? Vem essa questão de carinho, de amor. Então logo ela tá pedindo através do presente o amor e o carinho, né? Então eu acho que a gente tem que entender isso e fazer um recorte também que é muito importante de que às vezes a criança ela tá eh muito diante dessa desse consumo em massa que, por exemplo, existe muito na nas redes sociais, né? Então, se ela tá consumindo esse esse consumo exacerbado ali de coisas de eu quero, eu preciso, o outro usa, eh vai crescer esse querer nela, até porque a criança ela tá ela deseja muito, né? ela tá diante da construção do desejo dela, então ela vai querer e acho que, né, junto a isso é importante fazer um um parêntese ali, né, que o ECA fala sobre isso, né, o o Estatuto da Criança do Adolescente e também tem a proibição ali de propagandas para crianças, né, essas publicidades para as crianças até quando tá na rede social de levar um link pro produto, é proibido ali. E acho que é importante a gente se reconhecer nisso para também conseguir eh olhar para isso juntos, né? Mas voltando, eu acho que é importante entender esse pedido dessa criança, né? eh olhar para essa totalidade, entender o que ela tá pedindo, eh às vezes por esse consumo, às vezes por ela estar querendo já ter associado, né, esse eh esse afeto e esse carinho, essa atenção a partir do presente. Então, talvez venha essa chateação, né, e aí vem o acolhimento, entendimento, né? Então, eh, não existe uma receita de bolo pronta, né? Eu gosto de falar bastante sobre isso, mas eu acho que a gente precisa ir sempre olhando e ter a curiosidade de entender sobre aquela criança, a curiosidade de olhar para aquela criança. Eu acho que é muito importante. É verdade. Um ponto bem forte que você coloca. Pode, por favor, Evely, pode completar. Eh, eu só queria completar que assim, eh, essa frustração, né, como a Júlia colocou, é realmente ela é aprendida gradualmente, né, você controlar essa frustração, né, e assim, os pais, com a ajuda dos pais, dos professores, né, ela vai e entendendo, né, essa essa esse aprendizado a não se frustrar, né, mas assim, o importante é que os pais eles mantenham, tanto os pais quanto os professores mantenham essa coerência, né? Essa firmeza. Não, olha, não vou ceder. Eh, tem que ter, eu preciso ter essa segurança, eu preciso ter essa paciência, né? E principalmente essa coerência, né? Não, no momento, eh, eu não vou ceder, mas daqui a pouco, ah, ela tá chorando muito, ah, então eu vou lá e vou dar o presente, né? Então isso é uma coisa que não pode ser feita, né? Os pais precisam ser resilientes, precisam ser pacientes e precisam ser coerentes. Uau, né? A educação ela é desafiadora, né? A gente precisa, a gente vai aprendendo sobre educar os nossos filhos todos os dias através dos movimentos deles, dos nossos também. A gente vai errando, a gente vai acertando e a gente vai tentando, né? E e que bom que a gente pode conversar sobre isso, sobre como educar os nossos filhos. Quando você traz a questão das redes sociais, da publicidade, né? Eh, paraas paraas crianças, eh, é importante a gente ressaltar que a criança ela aprende observando, né? E aí a gente pode trazer um cenário onde uma família é consumista, né? Consome esses conteúdos e acabam sendo envolvidas por eles e daqui a pouco tá lá entrega na frente de casa, né? e chega hoje, chega amanhã e chega depois e chega depois. Essa criança, ela vai aprender também que tá tudo certo, que tá tudo bem e que é tão fácil chegar em casa que é só fazer um pedido, né, ali e que amanhã ela tá recebendo aquele produto. Então, eu gostaria que você trouxesse pra gente essa questão, né, da importância eh do movimento dos cuidadores em casa, porque eles são referência. E se a referência deles está sendo dessa forma, aí a gente também tem que ver como nós estamos cobrando, entre aspas, tá, do das nossas crianças, porque não adianta eu fazer algo e que você vê que eu fiz e que de repente você quer seguir a mesma linha, mas e que você não pode fazer, mas eu posso. Como assim? A criança ela vai entender essa discrepância? Eh, eu acho que é é importante a gente olhar, lógico, que a criança aprende muito a partir do exemplo, né? E e mas eu também acho que eh é importante não colocar esses pais 100% como errados, né? Entender também que eles são humanos, que eles eh tão ali aprendendo a ser pais também, né? Então, eu acho que é importante olhar para isso de uma forma eh entendendo o contexto novamente, né? Eu gosto muito de falar sobre o contexto, mas eu acho que ele é ele faz muito sentido assim, hoje eh como você trouxe, as nossas entregas são muito rápidas, né? Você pede um em um dia, chega no outro. A criança ela tá acostumada de, ah, hoje eu quero isso, vai chegar amanhã, né? Comprei, tá comprado. E aí eu acho que a gente pode olhar para uma forma mais olhando até para quando éramos criança, como quando esses pais eram crianças também, né, de o como que eram esses brinquedos, né? A gente construía muitas vezes os brinquedos. Então, acho que é o momento também de eh fazer alguns movimentos ali com a com a criança, de talvez construir um brinquedo, eh usar material reciclável, né, para construção de um brinquedo. Lógico que é entender que o comprar ele vai ser muito mais atrativo, mas esse brinquedo ele vai est sendo construído de outra forma, né? Então ele vai tá construindo a partir da família. Então é o momento com que os pais, os cuidadores vão estar ali presentes eh junto com a criança. A criança vai est eh usando a criatividade, usando até a frustração de querer uma coisa e nossa, não deu certo, né? Tá diferente do que eu imaginava. Então ela vai eh aprimorando várias questões importantes ali e é um momento de presença também ali naquele momento, né? E então talvez essa construção pode ser importante também, né? mudar um pouco essa questão do consumo também, né, de como esse consumo tá aparecendo ali, eh, na vida das crianças e entender que estamos em uma sociedade que o consumo ele é exacerbável, né? Eh, as entregas são muito rápidas. Então, o que que a gente pode fazer com isso? É como a gente tá dando exemplo para essa criança, mas também sem colocar, olhando para esses pais também, né, como seres humanos que também estão aprendendo nessa sociedade que tem tudo muito muito rápido. É verdade. Aprendizado diário, né, gente? de aprendizado diário. A gente, quando a gente fala de rede social, eu gosto muito de dizer que nós somos inseridos nesse mundo eh eh tecnológico e atualizado todo dia, porque hoje você compra um aparelho, amanhã ele já, ó, já foi deixado para lá, já tem outro melhor e outro melhor e outro melhor. E a gente foi inserido sem perguntar pra gente se a gente queria, se a gente entendia. mundo teógico e a gente aprendendo a conviudo isso e é um movimento, é um aprendizado diário e a criação dos nossos filhos também está muito diferente com eh a questão da tecnologia, né? Então a gente é óbvio que nós vamos aprendendo mesmo todos os dias e sem sem culpabilizar mesmo os pais, porque a como eu falei, a gente eh erra tentando acertar, né? A gente erra tentando acertar. A importância é que a gente consiga observar, né, eh, muitas vezes os nossos pontos negativos e tentar melhorar dia a dia pensando no bem-estar e na qualidade de vida das nossas crianças e pensando também que nós estamos criando adultos, né, para aí um futuro e que tudo que acontece na infância reverbera lá quando você já está na fase adulta, né? Então, é preciso muita cautela, eh assertividade, informação e consumir aqui esse conteúdo maravilhoso que a gente deixa todos os dias para você, que é uma forma de aprendizado aqui no estúdio Câmara. Agora 8:47. Ô, produção, tá me avisando aqui, nós temos algumas perguntas. É isso mesmo. É, então vamos lá. Pode colocar na tela pra gente, por favor. Deixa eu me ajeitar aqui pra gente ver quem é que tá conosco. A Mariana Lopes do Jardim Proensa. Evelyn, vou direcionar para você. Essa olha só, minha mãe sempre leva alguma coisa quando visita os netos. Agora ele já perguntam o que ela trouxe antes de dar um abraço. É verdade. Como mudar esse costume? Percebe que às vezes até o olhinho da criança ela não olha no seu rosto, olha na sua mão para ver o que que você tem, né? E aí a Mariana pergunta: "Como é que faz para mudar isso?" Eh, essa questão ela precisa ser conversada entre a família, né? Os pais com os avós, né? entender que é importante a criança ganhar o presente, mas não é sempre, é comemorarem nas datas eh certas, né, nas pequenas celebrações, não só vai visitar, então eu vou ter que levar, como se fosse uma obrigação, né? Mas assim, eh, tem que trabalhar mesmo, é conversar, falar, olha, eh, seria interessante você não dar somente o presente, mas vir mesmo participar aqui com a gente, né, ficar junto, brincar junto, eh, assistir junto. Então, assim, a sua presença é o presente, né? É isso que a criança tem que entender. Quando quando os avós vão em casa, ela é o presente, né? É aquela saudade que se mata, né? Aquele conviver, aquela o estar junto, isso que é mais importante, né? É o convívio e não presen a criação do vínculo ali, né? A criação com que esses avós estão tendo com essa criança, criação desse vínculo, desse afeto, né? Só complementando Kevin trouxe, acho que é importante olhar para isso mesmo. É verdade. Agora 8:49, mais uma perguntinha na tela pra gente, produção, por favor. Vamos ver quem tá conosco. Vamos lá. O Thiago Ribeiro do Jardim Olina. Olha só, minha sobrinha adora escolher presentes para os outros, mas fica triste quando não recebe nada de volta. Ai, ai, ai. Como ensinar que presentear não é uma troca? Poxa vida, isso acontece mesmo, né? né? E e como é que a gente faz para ensinar as nossas crianças que é hoje é o dia da outra criança, de você presentear o seu amiguinho e que você não vai receber nada hoje. Uhum. Eu acho que é o que entra lá no começo que a gente trouxe, né, do quanto o presente ele tá diante da nossa rotina, né? Então, às vezes você vai na vai no aniversário de um de uma criança que tem um irmão, aí você dá o presente para esses dois irmãos. né? Então é entender que exatamente eh a aquele é o dia daquela criança receber aquele presente. Quando for o dia dela, pode ser que ela receba o presente que os amiguinhos podem dar para ela, né? Ou a família, enfim, né? Mas eu acho que também é entender se esse presente ele também não tá ligado a esse afeto, né? Eu tô dando esse presente como uma forma de afeto para esse amiguinho e eu quero receber esse afeto de volta, né? Eu quero entender se esse se esse sentimento ele tá vindo junto com esse presente. Então acho que é entender o que tá significando ali dar esse presente para aquela criança, né? E quanto ao receber de volta, mas também eh olhando pra individualidade. Então esse é o dia da fulana, esse é o dia do ciclano, né? Olhar ali para para esse momento. É, tá vendo só como é desafiador, né? a gente vai eh conversando e vamos abrindo assim eh eh espaços, né, para para situações do cotidiano. E aí essa questão de ir no aniversário de, aliás, começa no movimento de ir comprar o presente para o aniversário do amigo, né? E aí de repente eu tô comprando, o pai tá comprando presente, a mãe o cuidador comprando um presente, mas eu queria isso para mim, eu vou ter que dar para ele, né? E aí como que fica? criança, gente. Mas aí vem a postura do adulto para poder manejar a situação, ter aquela conversa, aquele acolhimento e explicar tudo isso que as nossas profissionais aqui, nossas convidadas estão falando pra gente que é importante a gente explicar para os nossos filhos. Agora 8:51. Pode colocar mais uma perguntinha na tela pra gente, por favor. Vamos lá. Vamos ler aqui. Rodrigo Santos do Parque São Quirino. Meu filho ganha brinquedo, brinca por dois dias e depois esquece. É normal a criança perder o interesse tão rápido pelas coisas eh que tanto pediu. É mais uma situação que acontece nas nossas famílias, né, Evely? E aí, é normal? Isso acontece? O que que a gente faz para de repente mudar esse movimento? Eh, sim, acontece, principalmente quando a criança já ela recebe muitos brinquedos, né? Ela já tem tudo que ela quer, tudo que ela deseja, ela tem. Uma coisa importante que a Júlia colocou que é fundamental e você fazer o brinquedo com a criança, né? usar a criatividade. Ao invés de você ir lá comprar na loja, por que não montar, né, uma coisa no com reciclado, montar um brinquedo juntos, então ter esse momento juntos de montagem do brinquedo. Então isso é mais importante. A criança provavelmente não vai esquecer jamais desse momento, né, de você fazer o brinquedo junto com ela. ao invés de você ir lá comprar, gastar o dinheiro, sendo que você pode fazer em casa, uma coisa simples e barata até. Olha só a visão de vocês, eh conseguem eh abrir a nossa mente, né? Olha só que interessante o que vocês duas trouxeram. Eh, a importância de você eh, de repente fazer, montar um brinquedo, pega uma caixa de sapato, monta alguma coisa, faz um recorte, né? coloca um adesivo em capa, enfim, usa a sua criatividade, coloca a sua criança interior para brincar junto com a a o seu filho, né? E aí é um momento que não vai esquecer, né? Vai ficar guardado, são eh memórias que vão ficar, né? E em contrapartida, aquele brinquedo que você comprou, ele brinca dois, três dias e aí, como tem bastante, acaba lá já, já tava ansioso para ter, né? Aí já descobriu tudo que tinha no brinquedo, as formas de brincar, daí guarda lá porque vai querer mais um. Faz parte, né? É assim, são as crianças. E a gente precisa de repente ver aí a importância da criatividade e do momento junto, né, que vai ficar para sempre, não é? Uhum. Muito bom. E acho que também as coisas que vem muito rápido também vão rápido, né? Então, se veio muito rápido nessa compra muito rápido que a gente trouxe antes, é lógico que faz parte da criança, ela perde o interesse mesmo, ela quer essas coisas novas, mas ela também, ah, não tem toda aquela aquela construção importante, né? Então, foi muito rápido também, faz parte da desse momento rápido da que a gente tá vivendo nessa sociedade de consumo muito rápido, de eh olhares muito rápidos e que impacta, né? Impacta. muito os nossos pequenos e às vezes a gente nem tá percebendo que os nossos filhos estão sendo impactados por esse mundo frenético e corrido que a gente vive. E aí a gente traz para você eh eh um ponto, né, de impacto aí das nossas crianças e que de repente pede presente todo dia, que de repente brinca com o presente e joga lá no canto, não quer mais. E aí você fica, poxa, mas se questionando por quê? Que tal parar um pouquinho? Eu sei que é desafiador, eu sei que o nosso tempo é muito corrido, que tá curto, né? Mas parar um pouquinho, montar um brinquedinho ali, olha, pode ter certeza que vai ficar guardado pro resto da vida na cabeça desses pequenos. Tá bom? Vamos lá. 8:55. Tem mais, produção? Tem mais perguntas? Se tiver, pode colocar na tela pra gente, por favor. Vamos lá. Rafael Mendes, Vila Nova. Ã, tem gente que depois de uma discussão com os filhos compra alguma coisa para fazer as pazes. Isso pode dificultar o hábito de conversar e pedir desculpas. Olha só. E aí, mais uma vez a gente volta na compensação, né? Sim. É, eu acho que é isso mesmo, né? No momento com que esse presente ele tá sendo uma compensação, não tá vendo diálogo também, né? você não tá vendo ali esse esse essa importância dessa desse estar ali com a criança, né, de ouvir a criança, de explicar pra criança, né? Eh, eu acho que a gente acaba esquecendo um pouco o quanto as crianças são eh elas conseguem entender tudo o que a gente fala, né? E elas precisam ser ouvidas. Eu acho que isso é algo que a gente precisa dar muita importância em ouvir as crianças, né? Elas querem falar, elas sabem falar, elas sabem colocar. Então, eh, nesse momento com que esse presente ele tá sendo só, ah, não, para fugir desse diálogo, né, dessa desculpa, dessa, sendo mais como uma compensação mesmo, novamente, a, o presente ele fica relacionado ali com o afeto ou com a falta, da desculpa, né? Então, eu vou fazer alguma coisa pro meu pai me pedir desculpa porque eu ganho um presente, né? como isso pode gerar ou não também, mas essa falta com que a criança vai ter ali desse desse diálogo. Acho que é importante entender o significado que esse presente tá tendo na vida das crianças e como esses pais também tão dando esse presente, né? Será que eles também não estão fugindo um pouco da responsabilidade de conseguir conversar? Uhum. É isso, gente. As nossas crianças, né? E e nós adultos nesse movimento de presentear, que é um movimento tão gostoso que a gente gosta de fazer, porque a gente vê os olhinhos brilhantes, né? A gente vê aquela sensação de felicidade, de contentamento, mas até que ponto isso eh vai interferir aí na criação eh dos nossos filhos e também no nosso movimento eh como pais e cuidadores que somos, né? Agora, eh, deixa eu ver que horas são. 8:57. Dá tempo para mais algumas perguntinhas. Deixa eu falar uma coisa com vocês. Eh, essa questão de ensinar a criança a valorizar o que ela já tem, porque o nosso eh telespectador colocou lá, né? A criança brinca dois dias com brinquedo, já deixa ali no canto e não quer mais, porque já passou aquela curiosidade, aquela vontade de ter aquele brinquedo. E aí, como é que a gente pode trabalhar, Evelyn, para nessa questão de valorização do que eu já tenho? Pensa uma criança que tem lá um quarto cheio de brinquedos, mas ela quer mais e ela quer mais e ela quer mais. E aí a gente precisa ensinar o valor, como é que a gente faz para para poder trazer para essa criança que o que ela tem ali ela pode utilizar, reutilizar e que tem valor o que ela já ganhou e que ela pode sim brincar com aquilo sem ter a necessidade de ter mais brinquedos. É uma coisa importante que a Júlia colocou e eu também coloquei é a questão da escuta, né? É você escutar, você validar aquele sentimento de querer mais. Uhum. Mas mostrar como você colocou a criança que ela já tem ali. Então é aquele momento de você falar: "Olha, mas eu já o seu quarto já tem um monte de brinquedo que tal se a gente começar a brincar? Vamos pegar aquele aquela boneca? Vamos brincar de um faz de conta? Vamos eh dar comidinha pra boneca, né? Ou vamos brincar de carrinho e sabe, reinventar aqueles brinquedos que ela já existe. Reinventar, brincar de uma outra forma ou brincar num outro espaço, né? Não só necessariamente dentro de casa, mas levar num parque, levar e eh num passeio. Então assim, é reinventar o uso daqueles brinquedos que já tem, né? Excelente. Muito bem. Agora, o valor do presente, ele importa mais que a intenção, porque as crianças mais já mais eh maiores, maiores, né? Não é mais maiores, gente, eu ia falar mais, é as crianças maiores, né? Que elas já têm uma visão assim mais ampliada do valor do presente, né? E como que a gente faz para de repente explicar para ela que um celular, por exemplo, né, de uma marca conceituada, eh, não, não é tão importante. Eu posso oferecer a ela um celular de uma marca mais em conta, né? Então, eh, como que a gente faz para explicar para ela que nem sempre o valor vai fazer o sentido na hora de presentear? Uhum. Eu acho que isso não só para as crianças, né, é algo até difícil pros adultos mesmo, né? Às vezes a gente dá muito mais valor a um presente mais caro, mais robusto ali do que um presente com intenção, com significado, né? Então eu acho que olhando agora paraas crianças, né, se já é difícil pros adultos, eu fico imaginando paraas crianças, né? Então eu acho que é entender o valor da cada de cada coisa também, né? Então eh será que esse esse valor desse presente ele não tá muito maior do que o sentimento, do que a intenção, né? Será que eh tá sendo mais olhado para porque eu posso ter, né? con do que eh não conquistar, né, porque você tá sendo presenteado, mas o que eu posso ter ali na sociedade do que realmente eh ter ali alguém me presenteando, pensando em mim, olha, eh achei um colar de miçanga e pensei em você, né? Então eu acho que é importante eh olhar para aquela criança e entender qual o significado que ela tá dando para para aquele presente mais robusto, né? O que que significa ter aquilo? Eh, porque se a intenção ela tá sendo menor, ela tá tendo um significado ali paraa criança. Então, acho que é importante olhar para isso. Muito bom, gente. Nossa, quanto aprendizado, né? A gente vai aprendendo todo dia e se deixar a gente fica falando aqui durante a manhã toda, porque tem muitos questionamentos, né, referente a esse comportamento que nós temos eh com as nossas crianças. Isso acontece na minha, na sua, em todas as famílias, né? Porque faz parte da do nosso dia a dia, da nossa realidade. Criança que é presente, sim, e presenteário é maravilhoso, mas a gente precisa entender aí a questão do equilíbrio, dos limites e dos ensinamentos que a gente está passando para os nossos pequenos. Agora 9:2 a gente vai encerrando o programa por aqui. Eu quero agradecer demais a sua participação e a presença das nossas convidadas. A gente vai para as considerações finais, começando por você, Júlia. obrigada pela sua participação, por eh trazer conhecimento pra gente e direcionamento, né, de educação, do contexto familiar. Gratidão e considerações finais, por favor. Queria agradecer novamente, né, pelo convite, pelo espaço, a troca muito gostosa que a gente teve hoje. Eh, novamente, por confiar no meu trabalho. Acho que a gente teve, eh, momentos importantes, né? E acho que hoje eu saio muito com essa questão de olhar também, né? eh convidar os pais a refletir ali sobre o espaço com que eles estão tendo também nessa nessa vida dessas crianças, né? Então, será que como que eles estão como eles aprenderam e como eles estão reproduzindo essa forma de amar, essa forma de estar com a com a criança, né? E como essa criança também tá recebendo isso, como isso tá na família, como isso tá no no ambiente ali eh de casa, de eh de cuidadores, né? e entender também que o presente ele não é o errado, tá tudo bem você presentear, você lembrar de alguém, ter a intenção ali, né, naquele presente, ele pode ser muito eh importante de várias formas, mas é entender o espaço que ele tá tendo, o valor com que ele tá eh tendo ali na na vida da criança e como esse vínculo ele tá sendo construído, né? ele, o presente ele pode existir, mas o vínculo precisa também existir maior ali do que esse presente. Então, acho que eu saio com hoje com essas reflexões e com essas considerações. Maravilhosa. A gente só tem agradecer a sua participação conosco, viu? Quero agradecer também a Evelyn que veio, trouxe eh bastante pra gente essa parte da psicopedagogia, né? eh eh da importância da escola e os pais caminharem juntos para garantir aí eh uma educação eh eh pros nossos filhos. Às vezes a gente deposita muito na escola, né, essa responsabilidade até por conta que os pais hoje a gente fala novamente da correria do trabalho, da falta de tempo, mas precisa ter uma conexão, né, com família e com escola para que isso possa reverberar de forma positiva nas nossas crianças. Então, Evely, obrigada pela sua participação, pela sua contribuição. Considerações finais, por favor. A Evely sumiu. Não acredito. Justo agora. Desculpa, desculpa, gente. Ai, que bom que você tá com a gente. Vamos lá. Considerações finais. Ao vivo é assim mesmo, gente. Tá tudo bem. Vamos lá, Evely. Eh, eu queria agradecer imensamente, novamente, né, me senti honrada de estar participando. Foi um aprendizado para mim. Foi muito bom estar aqui participando com vocês. E as minhas considerações é os pais eles precisam estar presentes. É, como a Júlia colocou, o presente é importante também, né? Mas não é necessariamente o fundamental, né? O o pais eles precisam estar presentes o tempo todo, presencialmente, né, de cor de presencialmente ali com a criança, estar ali com a criança, né, é dar atenção, é dar o carinho, é compartilhar, né, e a faz vai fazer com que a criança ela aprenda a ter essa autoestima, a ter a segurança, se sentir pertencente a essa família, né? É esse v eh, eu acho que travou novamente, mas vamos lá, gente. Vamos seguir por aqui. Eh, se ela voltar, ela continua, tá? Mas a gente entendeu hoje aqui no programa que presentear também pode ser uma forma bonita de demonstrar carinho, né? Mas o afeto não precisa vir sempre dentro de um pacote, não, viu? Ele também aparece quando a gente escuta, quando a gente brinca, quando a gente conversa, quando a gente acolhe. e estabelece limites com cuidado. A Evely voltou. Evely, pode completar seu raciocínio aí. É, então justamente como eu tava colocando, né, que é o presente ele é importante, né? Ele é importante, mas o principal é a convivência, o convívio, é o vínculo que você mantém com aquela criança, né? É o estar junto, é o brincar. E isso é fundamental pro crescimento dela, paraa autoestima, paraa segurança e ela se sentir pertencente à aquela família pela sua participação, pelas palavras e pelo ensinamento. Tá bom, gente? Agradece você aí de casa também. Desejamos a você uma ótima quarta-feira e hoje nós temos reunião ordinária na Câmara de Campinas. Eh, temos também as audiências públicas, as reuniões, acompanhe tudo que acontece no legislativo através aqui da TV Câmara Campinas, no canal do YouTube da TV também e no site oficial TV Câmara Campinas. A gente deseja a você uma ótima quarta-feira e quero te convidar, amanhã nós temos Estúdio Câmara a partir das 8 da manhã e nós vamos conversar sobre, olha só, quando a dor do outro vira nossa dor. Você já passou por isso? Um amigo conta que foi maltratado no trabalho, por exemplo. O filho reclama de um colega ou alguém da família que passa por uma injustiça e de repente a gente acaba sentindo raiva, né? Como se aquilo tivesse acontecido com a gente. Então, até que ponto tomar as dores de quem a gente ama? é uma forma de cuidado. E quando esse envolvimento começa a nos desgastar emocionalmente ou nos coloca em conflitos que não eram nossos, como que a gente faz para apoiar quem precisa sem deixar de cuidar de nós mesmos? é o que a gente vai conversar, nós vamos discutir, vamos tentar entender esse posicionamento que às vezes a gente tem por conta de amar alguém e a gente percebe que esse alguém foi maltratado e a gente pega essa dor pra gente. Como é que a gente faz com isso? A gente, como que a gente pode ajudar sem transferir essa dor e fazer com que essa dor venha eh trazer outros sentimentos? da raiva, por exemplo, a gente vai precisar entender com as nossas profissionais que estarão presentes com a gente amanhã aqui no estúdio, tá bom? Um grande abraço para você. Meio-dia Câmara Notícia com Gabriel Castro. A gente vai ficando por aqui. Um grande abraço, beijo, fique bem e até amanhã. Ciao. Ciao.
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