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Estúdio Câmara | Por Que Até as Necessidades Básicas Podem Virar Um Desafio Fora de Casa?
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Estúdio Câmara | Por Que Até as Necessidades Básicas Podem Virar Um Desafio Fora de Casa?

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Estamos chegando. Estúdio Câmara no ar ao vivo. Como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Terça-feira, dia 6 de outubro, quero convidar você para conversar hoje sobre os bloqueios fora de casa. Bom, vamos lá. viajar, dormir em um hotel, passar o fim de semana na casa de amigos ou encarar um dia inteiro fora de casa.

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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando. Estúdio Câmara no ar ao vivo. Como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Terça-feira, dia 6 de outubro, quero convidar você para conversar hoje sobre os bloqueios fora de casa. Bom, vamos lá. viajar, dormir em um hotel, passar o fim de semana na casa de amigos ou encarar um dia inteiro fora de casa. São situações muito comuns, né, para muita gente, mas para algumas pessoas esses momentos podem virar um verdadeiro desafio. Tem gente que simplesmente não consegue dormir em uma cama diferente. Outras evitam todo o custo usar os banheiros públicos e até seguram as necessidades para quando voltarem para casa. E aí, você já passou por isso? tem dificuldade para descansar ou relaxar quando está fora do seu ambiente? Participe com a gente, mande a sua experiência, a sua pergunta. Os nossos convidados já estão aqui no estúdio, daqui a pouquinho vamos apresentá-los. E hoje a gente vai falar, claro, né, de algo bem interessante que faz parte do nosso dia a dia, a dificuldade de relaxar quando você está fora do seu ambiente, fora da sua zona de conforto, fora da sua casa. WhatsApp na tela. Vamos lá. 1997293776. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações, a previsão do tempo e daqui a pouquinho a gente volta para o nosso tema central e a apresentação dos nossos convidados. Olha só que interessante, a Orquestra Sinfônica de Campinas completa 97 anos hoje, dia 6 de outubro. Parabéns. E para marcar a data, a instituição tem uma programação especial de concertos ao longo deste mês. Então, entre os destaques estão o Festival Mozart no dia 16 de outubro, às 7:30 da noite, no santuário de Guadalupe, com entrada gratuita e o concurso Vila Lobos Marsales no dia 24 e também dia 25 às 6 da tarde no Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes. Mais informações sobre a programação estão disponíveis nos perfis da Orquestra Sinfônica de Campinas e da Campinas, Cultura e Turismo nas redes sociais. Aproveite, vá lá e se programe para você prestigiar que olha, eu te garanto, vale a pena. Gente, nós estamos na semana do idoso e essa semana do idoso é promovida pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer aqui de Campinas. Tem muitas atividades voltadas à saúde, informação, lazer e convivência. Quinta-feira, dia 8, às 2 da tarde, tem o baile do idoso no grupo da saudade na Vila Marieta. A animação será da banda Paládium, com participação do Tessia e Freedancers. A entrada é gratuita. A programação inclui também palestras no Centro de Vivência do Idoso, na Lagoa do Taquaral. Hoje, terça-feira, daqui a pouquinho, às 9 da manhã, o tema é solidão e pertencimento na velice. Na quarta, a discussão será sobre envelhecimento saudável e saúde integrativa. E na sexta-feira, a palestra aborda envelhecimento e promoção da saúde. O grupo da saudade fica na rua Dr. Betim, 190, Vila Marieta. As palestras são no Centro de Vivência do Idoso, na Avenida Deitor Penteado, lá na Lagoa do Taquaral, com o estacionamento pelo portão cinco. Participe, é muito importante, sem contar que você faz aquela interação social que faz muito bem pra gente. Previsão do tempo chegando. Vamos ver como é que fica o tempo hoje. Terça-feira. Olha, chuviscou ontem, né? Alguns lugares choveu com mais intensidade, outros só chuvisco mesmo, mas a previsão do tempo já havia eh eh programado aí, né? Eh, é dito que tínhamos previsão de chuvas e hoje continua da mesma forma. Sol com a muitas nuvens, ah, chuva agora de manhã em alguns pontos isolados, tarde e noite contemporal. Essa é a previsão do tempo. Lembrando você que é uma previsão, não uma precisão, mas é importante que a gente eh eh fique alerta, né, atento para uma possibilidade de temporal, porque você sabe que quando tem temporal a gente fica meio assim. Se tá na rua, principalmente, evite áreas que você sabe que tem alaramento, né? e voltar para casa o mais rápido possível é muito importante. 19:23 é a temperatura e a gente segue vivendo aqui agora por enquanto, agora de manhã, solvens e bora que bora para o nosso tema central do programa e apresentação dos nossos convidados. A gente fala é dessa questão de férias e de viagem, né? Pra maioria das pessoas viajarem é sinônimo de descanso, de lazer, mas para uma parcela da população, só de arrumar as malas, o corpo já entra em um estado de alerta. Situações aparentemente simples, como dormir em uma cama diferente ou usar o banheiro fora de casa, acabam sim se tornando um desconforto que vai além de uma simples preferência, né? E aí você de casa, como é que é? Conta pra gente, porque nós queremos saber. Você tem costume de usar o banheiro fora da sua casa, então a gente vai entender sobre isso. A ciência pode subir TP. A ciência mostra que mudanças de ambiente podem afetar o sono, os hábitos e até funções fisiológicas básicas ligadas ao relaxamento. Em alguns casos, o cérebro mantém uma vigilância maior diante do desconhecido, dificultando o descanso. Mas aí a gente pergunta, onde termina o hábito comum e onde começa um bloqueio que pode limitar as viagens, os passeios, os relacionamentos e até oportunidades de trabalho. Então, para falar sobre esse assunto, eu quero dar as boas-vindas pra psicóloga Andresa Modesto. Ela é especialista em comportamento e desenvolvimento emocional. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom dia. Obrigada a você, Ruben. É um prazer estar aqui. Então, como a Ruben me falou, eu sou Andresa Modécia, sou psicóloga infantil. Então, vou falar um pouquinho aí também, né, como isso funciona no desenvolvimento aí desde a prática na infância aí com as crianças. Excelente, muito obrigada pela sua participação. E para completar a nossa dupla de profissionais de hoje, a gente dá as boas-vindas ao psiquiatra Mateus Bortoloso. Ele é especialista em transtornos do sono e saúde mental. Seja bem-vindo, doutor. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Bom dia a todos que estão nos assistindo. Fico feliz de estar aqui compartilhar um pouquinho sobre a parte da psiquiatria e também da saúde mental que tá muito em alta, que é a doença do século e principalmente esses comportamentos que as pessoas estão tendo dificuldade. Cada vez mais você vê mais esse tipo de comportamento. Vamos ver se nós conseguimos trazer um pouquinho de como até quando esse comportamento pode virar um problema ou em si é uma coisa normal que eu também vou falar um pouquinho, tá bom? Tá bom. Muito obrigada então a vocês e a gente já agradece você de casa também. Vai mandando aí a sua dúvida ou compartilha com a gente a sua experiência, tá bom? WhatsApp na tela para você, 1997377. A gente começa perguntando então pra nossa psicóloga Andresa. Muitas pessoas dizem que eh simplesmente não conseguem funcionar fora da própria rotina. Existe aí um perfil de personalidade mais propenso a sofrer quando precisa sair do ambiente conhecido da nossa zona de conforto? Tem um perfil de pessoa que sofre um pouco mais com isso? Ai com certeza. E a Rob a gente fala, né, que desde a infância, então a gente vai crescendo aí, sendo modelado nos nossos comportamentos, né? Então desde pequenininho aí a gente vai entendendo o que que é mais fácil pra gente, o que é mais difícil. Então, tanto o ambiente vai deixando isso mais propício, tanto também internamente. Então, tem sim crianças que e adultos, né, que são mais inibidos, né, que são mais fáceis de se adaptar e tem pessoas que não, que são mais rígidas, né, que são mais metódicas. Então, tem sim tanto o ambiente que vai proporcionando isso, quanto a própria pessoa também que vai ali eh se arriscando ou não se arriscando, né? Então tem pessoas que se arrisca e dá certo e continua, né, seguindo aquele padrão e pessoas que preferem talvez não se arriscar. Então isso vai selecionando aí alguns comportamentos, inclusive nesses momentos de viagem aí, né, que vai deixando aí de se arriscar e como o doutor disse, né, acaba aí afetando aí a vida adulta no trabalho em outros momentos. Perfeito. É aquela questão de luta ou fuga, né? Ou você vai ou você foge e aí faz como? Vamos lá, doutor. Dormir mal na primeira noite fora de casa é algo bastante comum, né? Porque a gente sai da nossa zona de conforto, a gente não tá na nossa caminha gostosa. E aí o que que acontece no cérebro da gente quando a gente eh está em um ambiente desconhecido, quando a gente vai enfrentar o desconforto, por mais que seja confortável, mas pra gente a primeira vez ali em uma cama desconhecida, pode ser até um hotel, é meio desconfortável. E aí o que acontece no nosso cérebro? Muito desconfortável, Ruber. O que acontece no nosso cérebro é uma bem fácil de definir. Primeiro, privacidade. Eu estou num ambiente que eu não conheço. Eu estou num ambiente que não me propõe segurança. Logo, o meu cérebro ele fica mais hiperativo. Você até trouxe para nós esse estado de hiperalde, esse estado de tensão. E assim que a pessoa quando tá nesse ambiente novo começa a passar. Daí a pessoa em si que ela poderia estar cansada e em casa ela dormiria normalmente, no hotel não. Por quê? Porque ele deita na cama e o cérebro começa a pensar, pode acontecer alguma coisa? Pode ter um barulho novo, começa a sentir o cheiro diferente, alguém pode entrar no quarto e daí você começa a pensar: "Mas caramba, tipo, eu tô morrendo de sono porque eu não consigo dormir?" Por quê? Porque você tá tão hiper vigilante com as coisas, você escuta o ar condicionado. Uhum. Hum. Você escuta os carros passando e daí a pessoa e o cérebro não consegue relaxar. Tanto que acho que o tema importante hoje nós falarmos é como nós conseguimos chegar nessa questão de relaxamento do nosso cérebro. Então acho que é até um meio mais comportamental que eu vou jogar a ideia aqui para ela complementar do que às vezes da parte da psiquiatria. Uhum. Lógico. Nós temos que lembrar que o comportamento não explica uma patologia. Claro. Por quê? Porque tá todo mundo, estou triste, depressão, não consigo no banheiro ansiedade. Uhum. E não é assim, um sintoma, um comportamento não fecha um diagnóstico na principalmente na parte da psiquiatria. Então é importante trazer paraas pessoas que nem tudo é patologia, não consigo no banheiro, ah, ele tem alguma coisa, vamos passar ele com o doutor. Não, não tem. Às vezes é um hábito formado na infância. Pensa comigo, muitas mães quando ainda a criança tá pequena, ó, não vai nesse banheiro que é sujo, verdade? Não vai nesse banheiro que, sabe, vai acontecer alguma coisa e a criança começa a pegar esse medo e transformar para outras coisas. Uhum. Essa criança vai pra escola, não consegue no banheiro. Se a criança vai pra escola, não consegue urinar, a criança começa a passar mal e a mãe tem que sempre buscar essa criança ou tirar essa criança do ambiente que ele tá para trazer pra casa. E o que que a casa representa? segurança, exatamente. Representa, sabe, minha privacidade. Então, é normal ter comportamento. Eu preferir minha cama, eu preferir meu banheiro, eu preferir minha rotina. Uhum. Por quê? Porque é uma coisa que eu já tô, é o meu ambiente, é a minha segurança. E sempre que fica a segurança, o corpo relaxa mais. Então a pessoa consegue fazer esse relaxamento, fazer as necessidades, dormir em casa é mais tranquilo, fazer as necessidades, tudo fica mais tranquilo num ambiente mais seguro. Excelente. Excelente. É curioso eh que a gente tá falando de atividades totalmente naturais, como dormir ou ir ao banheiro, mas que dependem diretamente daquela sensação de segurança para que essas atividades aconteçam com naturalidade. Agora pergunto pra a Andresa, eh, cheiros, objetos, sons, como o doutor colocou, da nossa própria casa, a nossa própria casa, elas, esse isso funciona como âncora emocional de segurança, a gente se sente mesmo mais seguro. O que que a psicologia traz pra gente referente a essa questão sensorial eh que eh está atrelada ao nosso conforto e segurança dentro de casa? Uhum. Exatamente como o doutor disse, né? Às vezes desde a infância ali as famílias vão criando o hábito de criar rotinas, de criar eh maneiras da criança se sentir segura dentro de casa no momento de dormir. Então tem aquele negocinho com cheirinho, né? Tem o a criança às vezes tem uma mantinha, né? Então tem todo um esquema ali, né? Uma organização que a família segue. Então tudo isso quando é feito fora do ambiente que ela já tá acostumada, então com o cheirinho, com a luzinha no quarto, com a musiquinha, aquilo, né? Quando ela vai crescendo, ela vai se adaptando de uma de outras formas, como o doutor disse, o cérebro, né, vai se adaptando de outras formas. Então, quando eu saio desse ambiente, que eu me sinto seguro, que o meu cérebro, meu corpo, meu organismo já tá acostumado, então às vezes é um barulhinho que a gente nem percebe mais, né? Porque o nosso corpo já tá acostumado, mas em um outro ambiente aquilo vai super se destacar, né? Então isso que eu sempre falo pros pais, oriento. Então isso que o doutor falou, de quebrar às vezes essa rotina no sentido de deixar a criança confortável em outros ambientes também. Então, ah, o banheirinho ali é sujo, mas o que que a gente pode fazer? Ah, então vamos passar um papelzinho ali antes de usar, né? Vamos lavar a mão antes, depois. Então, a as a família ir quebrando esses hábitos, porque como o doutor disse, a gente cresce e isso vai pra nossa vida adulta. Então, quando os pais vem me procurar, ai meu filho tem medo de tal coisa, eu falo: "Ah, então e como que é aí dentro da sua casa? Como que você transmitiu isso pro seu filho?" Né? Porque muitos pais vem: "Ah, tem medo de avião, mas eu também morro de medo." Então a gente vê que é algo que vai sendo passado ali também, né, pras crianças. A própria família acaba passando às vezes certas inseguranças também. Então, como o doutor disse, tem a parte aí da psiquiatria, né, que a gente tem que realmente ficar atento, né, a frequência desse medo, dessa ansiedade, a intensidade, tudo isso a gente tem que ficar eh sempre atento. Mas a parte comportamental, como a família manejou isso, como a família foi incentivando a criança a ter esses hábitatos também desde a infância. Excelente. Eh, produção, a gente tá sem retorno. Se vocês puderem ajustar para nós, porque daqui a pouquinho começa as perguntas do pessoal que tá em casa e a gente a gente vai passar para os nossos convidados responder. Você que tá aí do outro lado, de repente você tem uma dúvida sobre essa questão, né? Principalmente o pessoal fala assim: "Ah, mas eu tenho vergonha de falar: "Ô, gente, nós somos seres humanos e tá tudo bem e às vezes sim, você não consegue ir ao banheiro quando você tá fora da sua casa". E tem gente que viaja e fala: "Nossa, eu fiquei quatro dias sem ir ao banheiro". Imagina como é que fica o seu corpo, né, e o seu cérebro, porque isso vai mexer com corpo e mente, não adianta. E o estado de alerta, doutor, eh ele aumenta, né? Porque a gente está nessa questão de lutofuga, porque você não consegue e fica estressante. E aí os hormônios no estress, cortisol, adrenalina, isso acaba interferindo no dia a dia, eh, desse momento que você está fora de casa, acaba interferindo no sono, em algumas outras funções do organismo. O que que acontece dentro assim da gente que é um turbilhão? O simples fato de você não conseguir utilizar o banheiro vai causar uma desorganização muito grande. E a gente fala de hormônio, cortisol, adrenalina, tudo bagunçado também. É uma coisa que temos, tá tudo acontecendo ao mesmo tempo no nosso corpo. Por isso que é difícil às vezes falar que mente e corpos são separados, não. Eles são extremamente juntos. E tem todos esses hormônios que eles começam a ficar um pouco desregulado, porque se o cérebro em si ele tá muito agitado, o nosso corpo também vai ficar aumento o cortisol, aumento o cortisol, eu fico mais num estado inflamatório, fico mais hiperalerta, fico mais ativado. Tem a questão da parte da adrenalina, como você falou, luta e fuga. Então é importante saber que esse estado que eu gosto de falar, às vezes as pessoas falam: "O que que é ansiedade? falam como que é preocupação. Eu não gosto de falar muito preocupação, eu gosto de falar de um estado de alerta igual você trouxe. Sim. Por quê? Porque é normal nós termos esse estado de alerta, igual você falou da lutuga. Antigamente, desde os nossos primórdios, o homem da caverna já tinha ansiedade. Exatamente. Sabe, eu não quero ser comido pel um tigre. Então ele ficava muito nervoso. Sim. Sobrevivência, né? Só que sobrevivência, com certeza. Só que é uma coisa normal nós termos isso. Não pode ser uma coisa que vire patológico. E quando começa a virar patológico, quando começa sair um pouco do limite, pensamos que o nosso cérebro é tipo, tem um botão de alerta. Uhum. Este alerta em si tem as intensidades. E às vezes posso estar numa intensidade pequena, uma intensidade média. O problema é quando ela vai para intensidade alta e não consegue voltar. Perfeito. E daí o que acontece? O nosso corpo, como você disse, algumas características biológicas e fisiológicas do nosso corpo precisam de um relaxamento para acontecer e a pessoa não consegue relaxar. E daí tem esses problemas até a questão de viagem que você trouxe, eu não consigo trabalhar. Uhum. Tem um exemplo de um paciente meu que ele era da parte mais de viagens, ele tinha que fazer todas essas coisas e ele não conseguia viajar. Olha só. E daí ele falou: "Doutor, tipo, é meu trabalho, eu preciso viajar, eu tenho que viajar para outros lugares para fazer, para mostrar o meu produto." Uhum. Que que eu tive que fazer? Fazer uma, depois nós vamos conversar até a questão do tratamento, uma exposição. Eu tive que com ele no aeroporto e nós ficávamos todo dia esperando, sabe o barulho, pessoal? Embarque. Sim. E ele já começava a tremer, ele já começava a ficar com medo. Olha só. Tanto que é isso que nós vamos falar depois, a questão de prejuízo que isso traz. Uhum. de evitação, sim, de sofrimento que isso traz na vida das pessoas. E quando começa a ter essas três coisas, começa a gerar problema. Uhum. E aí que precisa mesmo de uma condição de um tratamento, de entrar com às vezes uma questão de comportamento, de exposição, para quê? Para nós prepararmos essa pessoa para voltar pra rotina. Nossa, olha só como a gente vai aprofundando, né? Eh, a sobre Andresa, as pessoas relatam vergonha, constrangimentos a a usar o o banheiro fora de casa, né? Eh, o medo do julgamento social pode influenciar esse comportamento? Porque usar o banheiro é algo tão íntimo, mas se você está fora de casa, por ser algum algo tão íntimo, você acaba achando que você não tá num espaço de conforto, que você possa eh ir ao banheiro com tranquilidade. E aí a gente acaba pensando no julgamento do outro, né? Isso influencia bastante eh eh esse esse comportamento e essa essa barreira que a gente tem. Uhum. Com certeza, né? Porque a pessoa vai criando ideias, né, na cabeça dela, ela mesmo vai se julgando ali contra aquele momento, né? E acaba, igual o doutor falou, a gente é um ser completo. Então ali a trava, acaba travando ela ali, né? gerando um desconforto e ela acaba evitando. Daí vai para aquilo que a gente conversou, dá fuga ali daquele momento e aquilo vai gerando outras coisas dentro dela. Então, como a gente disse, tem certos momentos que a gente vai ter que enfrentar, né, esses e esses momentos pra gente ver, não, tá tudo bem, né, todo mundo faz, a gente mesmo mandar mensagem ali pro nosso cérebro, né, isso é normal, meu organismo, outras pessoas fazem, não só eu. Então a gente fala pro, né, tanto com as crianças quanto as adultos, da gente usar isso, a lógica, né, com o nosso cérebro. Então a gente debater esses pensamentos pra gente criar esse relaxamento e conseguir, né, perceber que é uma coisa de qualquer ser humano, né, não é algo ali específico dele somente e ele conseguir ali, né, ter esse momento que é necessário, né, ali para senão acaba criando mil coisas. E eu tenho casos assim de crianças desde a infância mesmo, que às vezes não consegue desfraudar, né? à vezes nas viagens precisa, não consegue usar o banheiro, então porque criou ali dentro da cabecinha dela certas regras, né, que acaba travando a criança ali naquele momento. Então, desde pequenininha muito importante, senão a gente tem que entrar realmente, igual o doutor falou, com estratégias de comportamentais para entender a função daquele comportamento. Então, tem pessoas, como você diz, que às vezes, ah, vai gerar um nojo nas outras pessoas em relação a mim, né? Ah, não, tenho medo. Ali tem crianças que tanto medo, né, de usar o banheiro, né, de usar a privada ali naquele momento do desfraudde, tanto tem nojo também. Então, tem cada caso, né, a a emoção ali vai ter uma função. Então, é sempre eh ideal a gente analisar cada caso individual e ver, né, da onde surgiu e porque talvez levou até a vida adulta, né, aquele padrão ali comportamental. Andresa, eu acho que é legal isso daí que você trouxe pela questão de entender o porquê. Isso, o por a criança tem medo, o a criança não quer usar e até adultos às vezes não usam. Não é só criança, entender o motivo disso, porque daí pode diferenciar de uma coisa mais de um comportamento ou se tá evoluindo para uma coisa mais patológica. Uhum. A criança tem medo porque vai demorar, porque vai ter alguém na porta batendo, porque alguém vai jogar alguma coisa por cima do banheiro, porque ela já sofreu uma exposição muito forte antes, isso marcou a vida dela. Traumas são muito importantes nessa fase. Uhum. E às vezes a criança tá ali, a porta abre, muita gente olhando, a criança vai ficar morrendo de medo. Isso vai ser um comportamento que vai afastar ela de continuar, principalmente nesse ambiente, de usar esse ambiente com segurança. Uhum. Igual nós estamos trazendo aqui, eu acho que o importante é vocês lembrarem, segurança, hábito, privacidade e relaxamento. Uau. Só assim, a partir dessas quatros, a criança em si que vai começar a mudar esse comportamento vai conseguir mudar. Tanto que a Andresa falou, a parte principalmente da exposição, que que às vezes é legal pegar, ó, você vai começar a usar o banheiro só do prédio, ambientes mais controlados e não ambiente da escola, não ambiente de uma festa, não ambiente de uma viagem, porque até no avião, sabe, tá mexendo, tá fazendo barulho, tá tudo, a criança não vai querer. Poxa, pai, ele tô morrendo de medo, não quero ir no banheiro. Sim. E daí começa a segurar e daí começa a ter retenção urinária, daí começa a ter dor nas na barriga e assim por diante. Então acho que é legal complementar isso daqui que a Andresa tava dizendo, entender o porquê da pessoa tá fazendo, o porquê da criança, é medo, é uma angústia, é uma ansiedade. E assim nós começamos a entender um pouquinho melhor o que passa na cabeça das pessoas. Nossa, que interessante, né? É tudo que começa na infância mesmo, como vocês sempre trazem pra gente. Às vezes a gente nem percebe, mas se você para e e faz uma análise da sua vida, você vai falar: "Poxa, foi ali, foi ali que eu comecei a ter o bloqueio de repente de eh ir ao banheiro em lugar que não seja eh meu ambiente, de de repente ter medo de de eh alguma situação por conta que foi lá na infância, você passou a vida toda e hoje você é adulto e claro que a gente não vai lembrar. você só vai lembrar se você parar, né, e fazer um ajuste. Eh, nem toda pessoa que evita o banheiro fora de casa, né, eh eh tem algum problema, mas quando esse comportamento começa a controlar a rotina, o impacto do dia a dia, isso pode ser sim significativo, né? E tem um detalhe que eh eu gostaria de trazer aqui, o julgamento da família ou dos amigos que nós trouxemos, né? E muitas vezes tem gente que chama isso de frescura ou exagero, né? Isso, essa essa essas falas elas podem aumentar mais o sofrimento emocional, porque a gente precisa lembrar que a gente tá falando num uma coisa tão, entre aspas natural, mas a visão de vocês sobre isso, um psicólogo, um psiquiatra, sobre essa eh eh essa dificuldade, essa barreira que a gente tem, que de repente muitas pessoas têm, eh, e aí com a fala do outro, ah, isso é frescura para, é só ir ali, fecha a porta, vai o banheiro. A gente tá trabalhando bastante a questão do do banheiro, porque é algo que acontece com muitas pessoas, né? Aí vem uma pessoa e fala assim: "Ah, é frescura, para com isso". Não acolheu esse sentimento, né? Não validou esse sentimento. Isso pode ser mais prejudicial ainda. Sim, com certeza. e acaba criando ainda mais barreiras, igual, né, nós estamos conversando, vai fazendo com que a criança deixe de querer estar em outros ambientes. Então, já teve casos das crianças perderem mesma qualidade, não quer ir paraa casa de amiguinhos, não quer participar de festas, não quer ir para buffet, então gera uma angústia tão grande, algo tão interno assim que gera um sofrimento que ela perde, ela tem percas na qualidade de vida dela, né? E os adultos também, como o Mateus falou, Dr. Mateus falou, porque pessoas podem perder emprego, né? por não conseguir viajar, por não conseguir usar um avião. Então, é muito sério isso. Então, como a Rúbia falou, a gente tem que se entender, né, como a gente tá falando aqui, a função da onde surgiu aquele comportamento e o que a gente vai fazer, né, para superar isso, o que que a gente vai fazer para tratar isso, né? É só um comportamento, não. Eh, né, tá gerando algo a mais ali dentro, né? tá gerando algo patológico. Então, tudo isso a gente precisa realmente investigar, tá, com os bons profissionais paraa pessoa conseguir aí superar essa essa questão da vida dela, que parece simples, né, mas é muito complexo. É, exatamente. Agora você imagina a complexidade porque eh eh Mateus, riscos físicos, né? Imagina só, a pessoa tá lá, ela não consegue dormir direito, né, durante a viagem, ela adia as necessidades fisiológicas por longos períodos e aí causa sim um risco fisiológico, físico. Eu gostaria que você explicasse pra gente, porque a gente precisa entender até que ponto isso pode ser normal. a gente tá aí num estado de alerta e quando a gente passa desse estágio e que aí a gente vai precisar de entender que nós precisamos buscar um apoio psicológico, eh eh de repente psiquiátrico, de repente até um um clínico para fazer um exame para saber o que tá acontecendo, porque a gente precisa entender isso. Não tenha dúvidas. Eu acho que quando isso daí começa a virar um problema, começa a impactar muito no nosso corpo, não nossa mente. Uhum. Por quê? Porque as coisas, igual eu disse, esses comportamentos, eles começam a se tornar físicos. Isso. A pessoa fica muito cansada, a pessoa não dorme direito, a pessoa começa a se alimentar pior, a pessoa em si não consegue fazer mais as atividades porque tá com esse cansaço, porque eu viajei, mas não tô conseguindo descansar nessa viagem. a pessoa começa a ter às vezes problemas urinários, igual eu disse, principalmente parte intestinal, gastrointestinal e urinária que acontece isso daí se formos pensar na parte do banheiro. Mas tem para outras partes que o foco vai ficar piorado. Por quê? Porque eu não tô conseguindo dormir direito. Porque eu tô em estado de hiper alerta. E tudo me chama atenção. O barulho do carro, o barulho do ar condicionado, igual eu falei quando você tá dormindo, você não descansa, você não relaxa. E quando o nosso corpo não relaxa, nós mesmos sabemos. Sim. O nosso outro dia é péssimo. Exatamente. Então o que acontece? Eu acho que é bem importante entender até que ponto isso daí tá se tornando um prejuízo ou tá se tornando um comportamento que gerefo. Isso. Porque quando começa a gerar um prejuízo, a pessoa começa a passar mal. E é até legal fazer essa indicação para clínicos. Uhum. Por quê? Porque não vai se ficar só na parte em si da saúde mental que nós estamos comentando aqui. Pode ir para outras partes. Pode alterar hormônios, principalmente na mulher, pode alterar principalmente nas crianças a questão de comportamento, de atividade, de relacionamentos com outras crianças. Eu tenho vergonha de sair, eu tenho vergonha de viajar com a minha escolinha. Logo, poxa, você nunca viaja com a gente, você nunca tá tá acontecendo alguma coisa, você tá bem. E às vezes é mais visto isso daí na parte dos adultos. Poxa, é frescura. É, poxa, não, como assim você não consegue? E pra criança, pr pra pessoa pode virar um hábito muito importante. Tanto que até legal trazer para vocês a diferença, eu não sei se você ia perguntar, mas já vou antecipar. A diferença entre uma fobia, ótimo. Até que ponto isso daí pode ser uma fobia e até que ponto é um comportamento normal. Sim. O que que nós precisamos entender no caso da fobia? A fobia sempre tem um medo específico a um objeto, a uma situação real. Uhum. Como o andar de avião. Ah, mas por que o avião? Porque o avião pode cair. E toda pessoa em si que tem medo vai pensar nisso. A primeira coisa, altura. Um animal phheto, uma cobra. Então é uma coisa real que pode estar acontecendo. Diferentemente de um banheiro. Não tenho medo do banheiro. Uhum. Eu tenho medo de um julgamento. Eu tenho medo que aconteça alguma coisa do banheiro. Ou seja, não tem um perigo real. Quando a pessoa em si começa a transformar isso daí para um perigo real, às vezes eu posso dizer que tá virando uma coisa patológica, mas na maioria das vezes vai ter algo que explique, como na parte da fobia que eu expliquei para vocês. Então é um comportamento que ele fica um pouco longe disso, mas que podem às vezes ficar comórbidos. uma pessoa em si que não tinha possa pode passar a ter um medo muito importante sobre aquilo. Daí ela não quer mais viajar, daí ela não quer mais fazer a questão, principalmente de dormir em outro hotel. Uhum. Mais difícil. É, mas o legal, pelo menos para mim, o legal da psiquiatria é que muitos casos eles são comórbidos. Uhum. Até que ponto a ansiedade não tá atacando isso? Até que ponto a ansiedade não pode fazer que o meu coração acelere e eu acho que eu vou enfartar? E na maioria das vezes não é um infarto. A pessoa em si que tá num estado de hiperalerta, ela não consegue relaxar e passa mal. Daí ela vai ter que procurar um clínico. Então é uma coisa que não dá para mim afirmar, ó, você não vai ter um ataque do coração. Vamos procurar um cardiologista, o cardiologista vai excluir da falar: "Ó, é ansiedade, é assim, é esse tipo de comportamento, você fica muito hipervigilante, seu coração começa a acelerar e você passa mal. Tanto que é uma coisa que eu gosto de brincar. Quanto mais nós tentamos fazer uma coisa, obrigar o nosso corpo a fazer alguma coisa, mais difícil fica. Uau! Eu quero forçar, eu tenho que ir no banheiro. Eu tenho que ir no banheiro. Começa a ficar mal, começa a ficar nervoso, logo não consegue relaxar e a pessoa não consegue no banheiro. Olha só como é tudo interligado, né, gente? É, é maravilhoso conversar com vocês. A gente vai entendendo as questões que pra gente, né, a gente é um pouco uma visão um pouco micro. da situação e vocês vêm e ampliam a visão e a gente começa a entender, né? Agora, quando a gente fala de dessas situações que a gente vive, de repente de viajar de avião, de ir ao banheiro, de não dormir na nossa cama, né? É importante a gente lembrar que às vezes a gente tem uma sensação errônea até que a gente tem tudo sob controle. E aí quando a gente tá fora do nosso ambiente, que controle você tem de repente em um avião lá? Que controle você tem, né? Aí você vai num banheiro que tá longe da sua casa, daí você vai lá e você fecha a porta. Beleza? Que controle você tem de que não vão fazer abrir uma porta, jogar alguma coisa por cima, como o doutor acabou de de falar paraa gente? Como é que essa sensação de controle acaba alimentando ainda mais a nossa ansiedade diante das novas experiências, das novas situações, hein, nossa psicóloga? É, a gente acha que tem tudo sob controle, mas não tá nada sobre o nosso controle mesmo. E isso é muito legal, né? é uma das coisas que a gente sempre vai trabalhar na terapia, acho que seja com criança, seja com adulto, essa parte do controle, então o que a gente pode controlar, o que a gente não pode controlar, né? Então, até por isso que vem esses pensamentos mesmo, né? De dessa ansiedade, de coisas que a gente fica imaginando que vai acontecer, né, que são coisas irreais que a gente acaba colocando por a gente realmente não ter o controle. Então, a gente sempre vai trabalhar isso. O que que tá no meu controle, Andres? O que que então o que eu posso pensar? O que eu posso escolher? o que eu vou fazer, o que não tá no meu controle, né? O que o outro vai pensar, o que o outro vai fazer, o que o piloto do avião vai fazer, né? Então não tá no meu controle. Então a gente ter isso com a gente consciente e a gente lembrar de todas as nossas experiências que a gente já viveu. Então isso que vai trazer uma previsibilidade pra gente, né, do que vai acontecer. Então, ah, eu já viajei de avião e como é que foi? Ah, foi tranquilo, eu consegui embarcar. Então isso quando a gente trabalha com as crianças, a gente fala muito com as mães disso, que a rotina traz o quê? traz essa segurança porque ela sabe o que vai acontecer durante, né, o dia dela, a rotina dela. Então isso é importante. Então numa viagem também, né, trabalhar com essa presibilidade assim do como será, onde a gente vai chegar também traz essa questão de a criança não ficar imaginando coisas ou o próprio adulto, né? Nossa, eu vou chegar lá, vou ter que pedir Uber, vou ter que pedir um táxi para onde que eu vou, né? Então cria essa ansiedade porque é coisas que não tá no nosso controle, né? Então a ansiedade é justamente isso, a gente criar pensamentos irreais ali de situações que podem acontecer, né? And, eu acho que é legal isso daí que você trouxe porque nem todo às vezes esse comportamento, essa rotina, esse controle explica um quadro problemático, porque tem pessoas que se adaptam muito bem a isso, tem crianças que se adaptam muito bem a isso. A criança viaja, a criança vai ter uma nova rotina, pode acontecer alguma coisa, imprevistos. Uhum. Então é uma coisa que determinadas pessoas conseguem fazer de uma forma mais fácil, pegar esse problema em si que veio, apareceu do nada, tudo bem, vamos ver como que resolve. E determinadas crianças ou adultos não conseguem, pô, será que vai acontecer isso? Será que vai ter uma turbulência? Será que vai ser bom? Será que eu vou conseguir chegar lá? Uhum. E daí a pessoa começa a entrar nesse estado mais de alerta que gera o problema. Sim. Então, determinado tipo de pessoa, às vezes até a questão desse controle que a pessoa quer ter demais Uhum. sabe, acaba prejudicando a pessoa, porque a pessoa não consegue estar aberta para ir outros lugares. Uhum. Por quê? Porque é tudo imprevisível. O nosso cérebro gosta de previsibilidade. Gosta de coisas certa que eu sei, minha rotina. Não, mas amanhã vai mudar? Não, não, não quero, não gosto. Daí o cérebro começa a dar um alerta, ó. Não tá legal, não tá legal. Vamos mudar isso daqui, vamos voltar pra rotina. Só que às vezes não dá. Tem pessoas em si que tem que sair da rotina, tem pessoas às vezes que não trabalham com rotina. Exato. E daí você consegue ver como que o comportamento ou como o cérebro começa a se adaptar a isso. E é um treino, né, doutor? Eu falo que às vezes a gente senta no mesmo lugar, a gente vai, né, na nossa casa mesmo, né, a gente tem costume de ir pro mesmo lugar ou no na empresa, né, sempre sentar no mesmo lugar, no ônibus no mesmo lugar. Isso cria um certo conforto pro cérebro. Isso tem como ser treinado, né, doutor? Então, hoje eu vou fazer um caminho diferente pro meu trabalho, hoje eu vou fazer um caminho diferente para levar a criança pra escola. Então, a gente se colocar em situações aí de, né, de talvez uma situação de novas situações, senta muito no controle aí para ir criando esse treino aí pro cérebro, né, não deixar tão alerto, né, do muito bom. Adorei, né? Fazer isso, mudar o caminho, mudar o lugar que você senta lá no no trabalho, enfim, na igreja, em algum lugar. Gente, é muito bom, bem interessante. Agora, doutor, a gente chega num ponto agora, 8:37, a gente chega num ponto que eh nós precisamos falar, porque quando a gente eh discute sobre essa questão de viagem, de sono, até de ir ao banheiro também, tem muitas pessoas que recorrem a remédios, né? remédios para dormir, eh, medicamentos indicados por parentes, né? Eh, antes de viajar, toma esse remedinho aqui que vai dar resultado. Ah, se não tá dormindo, não, mas só tomar esse remedinho aqui que vai dar certo. Não tá indo no banheiro, toma esse remedinho aqui. Beleza. Vamos lá. Os riscos dessa automedicação, doutor, eh, nesse movimento que a gente tá trazendo hoje, né, que são os bloqueios que a gente pode ter fora de casa. É uma coisa que eu brigo bastante com meus pacientes e principalmente quando eu vejo um tipo desse comportamento, ah, minha vizinha me indicou, ah, toma esse remédio que você vai dormir bem. Ah, toma esse remédio que vai melhorar a dor na sua barriga. E o problema que muitas pessoas não sabem si qual quadro tá passando. Verdade. Que às vezes pode ser um quadro em si que a pessoa já tá um pouco para baixo e ela toma um remédio, vamos supor, o mais conhecido, um rivotril. Uhum. Quando entra, principalmente no avião e a pessoa paga. Sim. Exatamente. A pessoa passa mal. Uhum. Por quê? Porque a pessoa em si não tá acostumada com esse remédio. Porque ele é um remédio em si, falando um pouquinho mais para vocês, ele é chamado é um benzo de azepin, ou seja, um remédio tarja preta, que é bastante utilizado, porque porque a pessoa quando vai começar falando na parte de um voo fica muito em alerta, principalmente a decolagem e o pouso. Tanto que tem pessoas em si que trem nessa hora, principalmente por quê? Porque é um momento mais tenso assim, se for pensar, que envolve mais movimentação do piloto. Então é uma coisa que daí a pessoa entra e já toma e às vezes ela não apaga no primeiro momento. Daí o que que às vezes ela faz? Toma dois. Au! Daí toma três. Tanto que essa medicação é uma medicação que gera dependência. Ou seja, às vezes a pessoa começa nisso até num avião e leva isso daí pro resto da vida, paraas outras coisas. Por quê? Porque ela vê que ela relaxa com essa medicação, logo eu posso usar em outros ambientes da minha vida. Uhum. Da ela usa durante o dia, da ela começa usar para dormir todos os dias. E daí uma coisa que era só para você relaxar ali no momento, se torna um vício pra vida inteira. Uhum. Outras coisas, principalmente igual você trouxe para mim, a questão de dores, a questão de parte intestinal, pessoa começa a usar, começa a usar mais laxantes, começa a usar medicações que prendem mais. Isso altera a nossa parte fisiológica. fisiológico o nosso corpo. Uhum. E quanto mais se média eu uso de forma indesejada ou de forma que não é prescrita, porque você vê muito uso, você vê muitas pessoas utilizando medicamentos que não foram prescritos. Por quê? Porque uma indicação. Ah, porque eu durmo muito bem com essa medicação. Zopden, meu Deus. Quanto de medicação de zopdem tá sendo usado? Tanto que virou receita azul. Por quê? porque tava num descontrole em si de prescrição. E as pessoas abusam, as pessoas começam a utilizar mais dessas medicações. Por quê? Porque ela é interruptor. Eu tomo ela, eu desligo. E o que que a pessoa quer num voo? Ela quer desligar de qualquer maneira. Desigar. Uhum. Antes de est decolando, a pessoa já quer desligar. Tanto que eu já vi voos em si que a pessoa passa mal, que a pessoa tem uma hipotensão, o drive respiratório da pessoa diminui. Então a pessoa às vezes já não tem um quadro respiratório muito importante e essas medicações são sedativas e o que que a pessoa pode ter um problema respiratório dentro do voo. Olha só. Aí você vai explicar isso. Às vezes a pessoa tá sozinha, às vezes você não sabe o que a pessoa tá tomando. Uhum. Que que ela tá tomando? Não sei. Às vezes não tá na bolsa, ela só levou um comprimido e colocou na boca. Então é muito difícil essa questão da autoprescrição, dos mecanismos que podem gerar, porque às vezes podemos ter efeitos colaterais, que ninguém vê o efeito colateral, é só tomar o remédio. Sim. É. E depois e depois lute, depois se vira. Então é uma coisa que fica muito difícil, que eu não recomendo. Lógico, poxa, doutora, eu tenho muito medo, quero passar com você para investigar isso. Tem alguma medicação que às vezes pode podemos usar? Lógico, tem muitas medicações que podem ser utilizadas, mas quando bem prescritas. Sim, sim. Isso é uma briga, né? Eu falo na clínica, porque muitos tratamentos quando a gente vê que sai realmente ali da zona do comportamento, que é algo interno, que é algo psiquiátrico, que vai precisar de um medicamento, aí tem muitas famílias que não quer, né, doutor? Aí é uma luta pra gente explicar, né, a importância do tratamento combinado, né, das terapias junto com o medicamento usado de maneira adequada, né? Tanto que é legal você falar isso, porque tem as pessoas que querem, que querem e tomam muito sem você pedir e tem as pessoas que você tem que implorar. Ó, por favor, toma esse remédio. O seu quadro de ansiedade é muito importante. Você precisa dar uma relaxada e a pessoa não quer. Uhum. Não vai me deixar diferente, vai me fazer mal, não quero, eu tô bem. E a pessoa vai ficando sofrendo. A pessoa sofre uma vida inteira. Uhum. Hum. Às vezes por um quadro disso. E eu sempre brinco com os meus pacientes. Se fosse um problema no seu coração, você tomaria medicação? Tomaria. Claro. Às vezes o seu João tá tomando quatro medicações antihipertensivas, mas dá uma da psiquiatria para ele. Não, isso daí faz mal. Isso daí me deixa ruim. Isso daí vai me deixar. Vicia. Eu adoro vicia. Lógico. Tem algumas medicações da psiquiatria que viciam mesmo. Uhum. Mas daí nós vamos preparar o paciente para essa medicação. É assim, ela age de tal maneira. Vamos tentar evitar superdosagens dela. Para quê? Pra pessoa não crie um vício. E eu eu não quero que minhas meus pacientes fiquem tomando remédio. Eu quero o contrário. Eu quero que eles tirem remédio. Sim. Sim. É um tratamento durante o período. Mas isso que eu tenho explicar pros pais que é como se fosse um óculos. Eu sempre uso esse exemplo. Se você não tá enxergando muito bem, o que você vai fazer? Você vai pôr um óculos e o cérebro é a mesma coisa. ele não tá entendendo ali, né, o ambiente, você não tá conseguindo se regular internamente, então você vai precisar pôr um óculos ali no seu cérebro, né, para pr pra criança, né, mesmo pro adulto conseguir desenvolver junto com a terapia novos comportamentos e começar tirar o medicamento, né? Eu sempre falo que é um processo, não quer dizer que vai tomar pro resto da vida o medicamento. Excelente, né? Enquanto uns não querem, outros querem muito, principalmente nesses momentos aí eh eh de situações que saem, né, te tiram da zona de conforto. Só que buscar uma solução rápida pode parecer tentador, sim. Quem é que não quer dormir? De repente, se você tem medo de avião, vou tomar um negócio, vou dormir, pá, pum, né? Só que a gente precisa entender a origem do problema, porque eh se a gente toma uma medicação, a gente tá aliviando o sintoma do momento, mas pode ser que a origem do problema, perdão, venha lá de trás e a gente precisa compreender agora, Andressa, como é que a psicologia trabalha a a flexibilização desses padrões pra pessoa, eh, para que ela volte a se sentir confortável em diferentes ambientes, né? Porque a gente tá falando aqui de buscar a origem do problema. Isso, isso mesmo. A gente vai, a gente sempre fala que o comportamento ele é aprendido, né? E ele vai ter uma função. Então a gente sempre vai analisar isso junto com a pessoa, né? Seja adulto, seja criança. Então por que que tá se comportando, né? Então o comportamento não cai ali, não vou no banheiro, né? Então o que que acontece antes, o que que acontece depois? O que que vai mantendo aquele aquele comportamento, né? Então a gente sempre vai analisar cada caso individualmente, entender essa função, ver se realmente é algo que já tá numa frequência, numa intensidade, né? Já tá tendo percas aí na qualidade de vida. Então vê se realmente esse é o comportamento, não é algo que vamos precisar de mais ajudas. Então a gente sempre vai fazer uma investigação aí completa para conseguir realmente ajudar ali assertivamente ali naquele comportamento. Então ai agora a gente descobriu a função, ai é medo, é fuga, então quais vão ser as estratégias que a gente vai usar, né? Como o doutor disse, o cérebro tá em alerta. Então a gente vai precisar treinar uma respiração, a gente vai precisar, né, fazer um relaxamento ali naquele antes daquele voo, antes daquele momento. A gente vai criar estratégias ali de pôr o cérebro no estado de mais relaxamento antes da gente enfrentar aquela situação. Então, cada caso vai ser analisado pra gente criar as estratégias assertivas e treinar aquelas estratégias, né, que é o mais importante para na hora do momento a pessoa conseguir usar. que eu falo, né, na sessão a gente tá dando as estratégias, mas para conseguir aquilo fazer sentido, ela conseguir usar, tem que treinar sempre, né, para chegar na hora do vamos ver ali a pessoa conseguir relaxar e cumprir ali o propósito dela. Muito bem. Quando vocês falam de cérebro no estado de alerta, eu tô lembrando aqui eh o estado de alerta do cérebro, você ir de casa, você sabe quando você está no estado de alerta? Vamos ver se eu acertei, porque me fez lembrar algo. Olha só que interessante. Vamos lá. Vou pedir uma comida através do aplicativo, tá? Eu tô lá em casa, tô de boa, tranquilo, não ouvi nada. De repente, quando começa a se aproximar ali o horário, né? Tipo assim, é meia hora, então 15 minutos eu tô tranquilinho. Aí depois, nos próximos 15 minutos, você já percebeu que você começa a ouvir buzina? Parece que tá toda hora chegando, toda hora tem alguém buzinando na frente de casa, toda hora você escuta um barulho de moto. Esse é o estado de alerta, doutor? Em si podemos dizer que sim. Por quê? Porque é uma coisa que às vezes não é um habitual e que começa você pegar muito, você começa a a captar coisas, né? Barulhos, coisas que você não captaria se tivesse no ambiente normal. Até toque do celular. Às vezes nós estamos muito com o celular, nós precisamos receber uma ligação. Sim. Uhum. E parece que tá vibrando no meu bolso e não tá tocando nada, não tá vibrando nada, o celular tá quieto. Ol, mas como nós estamos nesse estado que pode acontecer algo, não chegando num estado em si de fuga ou luta, não. Mas é um alerta mesmo. Mas é um alerta que gera essa tensão do meu corpo, que o meu cérebro começa a falar: "Caramba, ó, vai chegar, vai chegar, vai chegar, será que chegou ou não?" até para receber uma coisa, um objeto que eu comprei, é uma coisa que você fica muito desesperada. Ó, chegou o entregador, tá, tá aí na porta. Não, não tá. Daí a pessoa começa a ficar muito nervosa por causa disso. Ela começa a ficar mais ansiosa, ela começa em se ter um problema mais de concentração, porque às vezes perfeito. Uhum. é 3 horas que vai chegar, poxa, mas é uma hora, daqui a pouco vai chegar, a pessoa para de fazer as atividades que ela tá fazendo. Por quê? Porque ela tá tão concentrada nesse objetivo que meu lanche vai chegar, que alguma coisa vai chegar, que ela se desconcentra. Perfeito. Perfeito. Como que é? É, é o nosso cérebro é algo que é maravilhoso, né? Vocês que trabalham com a saúde mental tem nos ensinado muito todas as manhãs aqui no estúdio Câmara. Eu fico feliz demais porque é conhecimento, né? né? Informação que a gente acaba eh propagando e o nosso material tá no YouTube. Importante que você compartilhe, né, com as pessoas que façam sentido aí na sua vida. Agora 8:48. Vamos lá, tem perguntas, vamos colocar na tela algumas perguntinhas. Nós vamos, acho que até 9:5. Produção, confirma depois para mim. Vamos ver. Rodrigo Almeida do Bom Fim. Gosto de viajar, mas depois de um dia já quero voltar para casa mesmo com o passeio indo bem. Como aproveitar melhor sem ficar pensando na hora de ir embora? E Rodrigo, você chega, já tá querendo voltar, mas que que acontece, doutor? Vamos lá, nossa psicólogo, explica pra gente por, né? E não é só ele, hein? Tem gente que faz tudo, planeja tudo, chega lá, fala: "Ah, não, quero voltar para casa". Ah, não. É, dá, tá tudo bem. Não quero ir embora. É que a gente falou, né, que ele quero voltar pro meu conforto, não quero me arriscar, não quero ter que ir num restaurante que eu não conheço, não quero ter que dormir de novo na cama que eu não conheço, né? Então as pessoas às vezes não quer se arriscar mesmo, né? a gente precisa, igual eu falei, mudar o caminho de casa, mudar o lado da cama na hora de dormir. Então, a gente tem que adequar nosso corpo, porque senão nosso corpo sempre vai querer levar a gente pra nossa zona de conforto, que é ali onde ele não precisa, né, se se movimentar, ali onde ele não precisa pensar em novas estratégias, porque é tão reconfortante pro nosso cérebro assistir uma série que a gente já assistiu, um filme, né, porque é tão difícil ir pra academia. Então, por isso, porque o nosso cérebro quer repouso, nosso cérebro quer tranquilidade, né? E é uma pena, igual o Rodrigo tá dizendo que ele trouxe essa pergunta. Por quê? Porque prejudica ele. Imagina, ele não consegue marcar uma viagem, prejudica a família. Exato. Poxa, mas eu quero viajar. Não, mas o pai não consegue. O pai vai ficar com medo. E é uma coisa que acaba até pra pessoa colocando ela para baixo. É verdade. É. Por quê? Porque eu não quero sair, eu tenho medo de sair, mas se eu não sair, minha família vai ficar brava comigo. Poxa, eu quero aproveitar com os meus amigos, mas eu não consigo ir para lá. Uhum. E a pessoa começa a sofrer, começa a ter prejuízos por causa disso. Olha, então não é só que nós estamos trazendo, é real. Isso daí é coisa que acontece com adultos. Ah, mas como assim? Ele tem medo de ir, sabe? É tão é tão tranquilo, sabe? Você tá acusado Não, não é, não é tranquilo. Na cabeça da pessoa, ela tá em super alerta. É, e o que ele falou ali, eu estou pensando na hora de ir embora, então é um treino ali pro cérebro, não, eu quero curtir aqui ou aqui agora. Deixa eu aproveitar, deixa eu aproveitar esse momento, né? Eu quero estar aqui. Então, estar presente ali, treinar o cérebro para estar presente naquele momento é importante, porque senão é isso, a pessoa fica vivendo o futuro ali, nossa, quando chegar em casa, nossa, no outro dia eu tenho que trabalhar, já é segunda-feira, então e não vive ali o momento presente. É uma briga constante com o nosso cérebro, né, doutor? Porque o nosso cérebro ele nos protege. É, quando a gente eh vai fazer algo diferente, ele entra num estado de proteção e a gente vai entendendo que não, não, não, prote não não vou, não vou, não vou. É, é, é uma coisa de proteção mesmo. Em si pode ser proteção. Não posso falar que necessariamente é uma proteção, mas o cérebro sempre quer o nosso bem. Ele quer nos acolher, ele quer segurança. Por isso que o Rodrigo trouxe essa pergunta e é legal. Às vezes ele quer uma segurança, mas essa segurança tá passando um pouco do limite. É, não precisa. Estou em outro lugar, tô num lugar mais perigoso. Aí sim. Sim, sim, claro. Com certeza. Ele vai querer me proteger. Essa segurança é importante para quê? Para não acontecer alguma coisa. Uhum. Eu sei que pode algum problema aqui na área que eu tô e eu posso passar mal. Perfeito. Diferentemente de uma viagem, diferentemente de um ambiente, diferentemente de um trabalho. Exatamente. Sabe, não é para casar mal, mas a pessoa em si, ela tá nesse estado de alerta que nós estamos batendo bastante nessa tecla, que a pessoa não consegue relaxar, que a pessoa não consegue viver, é que a pessoa poderia estar com os amigos, viajando, com a família, mas não tá ficando dentro de casa. E você vê muitas vezes isso, a família vai e a pessoa fica. Fica por quê? Porque eu não quero, porque eu não gosto. Porque o estado de alerta dele é tão alto que começa a passar mal. Uhum. E a pessoa, em vez de aproveitar, ela sofre, ela começa a evitar. Ela não anda mais de ônibus, não anda mais de avião, não faz mais viagens ou às vezes só faz viagens curtas. Uhum. Ah, não, não quero ir pro Nordeste, não. Vou ter que pegar avião. É muito tempo. Ah, não. Vamos aqui perto. Sim. Começa só a viajar por perto. Nossa, gente, olha o impacto, né? que traz a segurança. Essa segurança é importante para croira o a rotina e vira o controle. Eu quero ter o meu controle e fora da minha casa eu não tenho esse controle. Exatamente. Vamos lá, mais uma pergunta pra gente. Produção, pode colocar na tela, por favor. Vamos ver quem é que tá conosco. Gustavo Martins do Parque Industrial. Quando durmo fora, fico olhando o relógio e pensando que preciso dormir logo para aproveitar o dia seguinte. Essa preocupação pode acabar espantando ainda mais o sono. Ô doutor, esse negócio de contar a hora, olha, eu vou te falar, viu? Sofri muito com isso, gente. É impressionante porque quanto e quanto mais você quer dormir, menos você consegue dormir. Não consegue. É impressionante isso. Porque você fica mais tensionado e tem a tensão, a tensão importante no sono. O sono é uma das principais atitudes que merecem relaxamento. Poxa, não dormir. Ou às vezes o relógio ou celular fala, você apen faltam 5 horas para você acordar. Sim. Aí você começa a contar. Daí de repente é cinco. De repente você pega o relógio e é quatro. De repente você fala: "Eu preciso dormir porque amanhã eu tenho algum evento". E daí você não dorme. E daí passa mais uma hora, daí passa mais meia hora. Desespero, ansiedade, e de repente você não conseguiu dormir a noite inteira porque você tá num estado de tensão tão forte que o cérebro não consegue relaxar. E o que acontece? Você começa a lutar contra o próprio corpo. Eu preciso dormir, não, preciso dormir 11 horas, eu preciso dormir meia-noite. E daí não dorme. E daí passa. Daí pega o relógio. Tanto uma dica que eu digo, trago pros meus pacientes é evitar relógios de cama, de cabeceira, deixar o celular perto. Por quê? Você vai começar a ficar mais ansioso, você vai querer pegar ou ver que horas são? Nossa, já são 2as da manhã. Isso piora ainda mais. Você fica mais tenso. Caramba, só falta 3 horas para mim acordar. Sim. Nossa, eu não vou conseguir fazer nada. Eu vou ficar cansado, vai ser uma droga o meu dia. Uhum. E é isso. Um dia, daí dois dias. E o problema é quando isso daí começa a se tornar rotineiro. Por quê? Que daí a pessoa em si, ela começa a ficar muito nervosa. Uhum. Porque eu não consigo dormir. Poxa, mais um dia que eu não vou dormir. Poxa, como que eu vou fazer amanhã? Amanhã eu tenho um evento, amanhã eu tenho um trabalho, eu preciso dormir. E a pessoa começa a lutar todo dia, até que é uma coisa que pode virar um quadro em si de um problema que nós iríamos precisar de uma medicação. Uhum. ou em si para promover esse relaxamento ou em si, se for uma pessoa muito ansiosa, tratar esse estado de alerta. Para quê? Pra pessoa conseguir diminuir, para virar um hábito, uma rotina da pessoa de deitar na cama e conseguir relaxar, igual o Gustavo trouxe. Hum. Toda vez que eu vou dormir, minha cabeça já começa a pensar: "Preciso dormir, preciso dormir, preciso dormir." E quanto mais você luta contra o próprio corpo, igual trouxe no começo aqui da do programa, mais o nosso corpo tende a não relaxar. Nossa, gente, eu já fiz isso, hein? Já fiz de contar assim, é uma coisa agoniante, é horrível. Agora estou dormindo bem, graças a Deus, mas já passei por essa fase e é algo assim que olha, a experiência própria terrível no outro dia, você tá acabado, destruído. E aí isso acaba virando um ciclo vicioso. A gente precisa cuidar com isso, viu? Vamos lá, mais uma pergunta e na tela pra gente. Produção, a gente direciona agora pra nossa psicóloga Camila Rodrigues do Swift. Olha só, minha filha pede para dormir na casa da prima, mas quando chega a hora de deitar, ela quer voltar para casa. É melhor incentivar que ela fique ou ir buscar. E agora nossa psicóloga. E agora eu acho que tudo vai do combinado com a criança, porque igual a gente tava falando, tem que se criar uma zona de conforto para ela tem que se adaptar, ela tem que tentar. Então nada combinar aos poucos. Então a gente pode fazer combinados com ela. Filha, ó, dessa vez você vai. Então em vez da mamãe te buscar tal horário, vamos tentar ficar um pouquinho a mais. Vamos tentar mais e vai aumentando esse tempo até a criança ir percebendo que tá tudo bem, que ela vai conseguir dormir, que o ambiente também é um ambiente seguro. Então tudo vai depender ali da frequência que ela vai na casa dessa prima, né, da maneira que ela é acolhida naquele ambiente também. Então tudo aos poucos. Acho que nada forçado eh vai gerar uma qualidade e uma segurança para ela, né? Então acho que aos pouquinhos é uma dica eh para vocês e fazendo os combinados com ela. Então ela vai se sentindo mais segura, né? Tem casos que assim que as mães às vezes se surpreende, a filha fala: "Mãe, você vem me buscar?" Daqui a pouco a filha liga: "Mamãe, hoje não precisa, vou dormir aqui". Então pode acontecer. Então não nunca forçar, não. E aos pouquinhos e fazendo esses combinados com ela, levar algo item que às vezes ela vai se sentir segura. Ah, aquele, né? A gente falou do cheirinho, travesseiro, um cheirinho, ursinho. Então, item ali que pode criar uma segurança para ela naquele ambiente, né? Se a mãe puder ir um dia junto, dormir também, né? às vezes levar na vó e deita na avó junto, porque às vezes até ambientes mais próximos a criança não quer. Eu não quero dormir na casa da minha avó, porque eu quero dormir em casa. Por quê? Porque lá vou ter o meu conforto. Calma filha, a mãe dorme com você hoje. É um pouquinho mais difícil às vezes ir da mãe dormir na casa da amiga, mas é uma coisa que às vezes você pode combinar com outra pessoa, minha filha tem um pouco de dificuldade. Isso é real. Minha filha tem um pouco de dificuldade. Eu posso um dia dormir aí para ela aprender a conseguir dormir fora de casa. Uhum. E às vezes essa exposição junto, próximo, dá segurança pra mãe. Às vezes levando ursinho, levando o travesseiro, é uma coisa que dá essa segurança pra criança. Mas é determinado criança para criança. Não dá para ser uma coisa, uma regra geral. Mas isso que a Andra trouxe é muito importante, sabe, dessa exposição da pessoa, exposição da criança. A criança tem que ficar algum dia lá, ah, mas não dormi, mas tudo bem, você não dormiu hoje, mas a próxima vez você vai começar a ficar mais tranquilo e vai passar a dormir. Exatamente. Porque senão a própria família às vezes, ai filho, não vou nem levar porque você não vai dormir. Ai, melhor você não ir, ai você vai ligar pra mamãe. Então aquilo vai criando na criança e essa insegurança, ainda mais, ah, não vou nem tentar porque eu não vou conseguir, né? E quando fica adulta, daí acontece essas outras questões aí que a gente já falou até agora também. É importante, né, essa a gente lembrar que tudo começa na infância, porque nós somos moldados, né, ali nesse momento da nossa da nessa fase da nossa vida, né, e aí essa questão de dormir aí na casa da prima, de repente vai junto, como os nossos convidados colocaram, e aí vai dando conforto, vai dando segurança e ela vai entendendo que não tem problema nenhum e quem sabe, né, vai moldando aí esse comportamento. Ah, produção, tem mais uma pergunta ou eu já vou paraas considerações finais? Que horas são agora? Vamos lá. Opa, mais uma. Priscila Santos do Parque São Quirino. Passar o dia fora sem conseguir ir ao banheiro. Hã, passo, perdão, passa o dia fora sem conseguir ir ao banheiro, mas é só chegar perto de casa que a vontade vem. Como o corpo parece saber que estou chegando. É impressionante, né, doutor? Rotina, ambiente, rotina, segurança, previsibilidade. Quanto mais previsível, melhor para mim. Então, a pessoa já, o cérebro já começa a perceber, caramba, estou indo para casa, que que vai acontecer? Estou indo pro meu banheiro, lá eu tenho segurança, lá eu tenho um pouco mais de conforto. Fora não, fora um perigo. E das vezes, mesmo de forma inconsciente, é isso que ela trouxe. Mas como meu corpo sabe? Por quê? Porque ele sabe que ali é o lugar que vai acontecer. Por quê? É porque você já tá pensando em se estou indo para casa e sou inconsciente traz isso. Em casa eu consigo no banheiro, em casa eu fico mais à vontade, em casa eu consigo fazer mais minhas atividades. A mesma coisa a questão de dormir. Quando eu tô chegando para casa, eu já sei que eu vou dormir melhor. Quando eu tô chegando para casa, eu já sei que o meu corpo vai ficar mais relaxado para mim conseguir fazer minhas necessidades fisiológicas, se assim eu posso dizer. Sim, verdade. Interessante como a gente funciona, né? é cada vez mais apaixonada por isso aqui, gente. É maravilhoso. A última pergunta e a gente já vai então para as considerações finais. Pode ser? Muito bem, produção. Ricardo Mendes da Vila Nova. Minha namorada fica chateada quando quero voltar para casa à noite. Gosto de estar com ela, mas só descanso bem na minha cama. Como explicar isso sem que ela leve pro lado pessoal? Psicóloga, nossa psicóloga. Socorro, Andresa. Vamos lá. Eu acho que assim como que a gente conversou aqui das crianças, acho que pode haver um combinado aí também, uma flexibilidade, né, assim, de eu conseguir começar a me expor também a tentar, né, e aos poucos, né, eu acho que a comunicação isso vai ser importante você explicar isso para ela ter essa empatia de te acolher também, né, nesse sentido, mas também de criar combinados ali, né, porque acho que você não vai ficar a vida inteira só dormindo na sua casa, na sua cama. Então, acho que pode, né, a gente começar a se arriscar um pouco mais aí. Não vou dormir a noite inteira, mas ó, vou ficar até tal horelinha, depois vou pra minha cama, igual a gente falou, né, da criança, ele também acho que pode criando os hábitos ali de se arriscar, de tentar e querer, né? Porque primeiro eu acho que ele tem que querer, né, fazer essa mudança. Percebe que é um tema assim que a gente quase nem conversa sobre, né? você conversa com alguém aí que você tem dificuldade, que você tem medo, a gente não gosta de expor aí eh eh as nossas particularidades, mas aí você acaba eh percebendo que é tão natural que isso acontece com tantas pessoas e que sim, a gente precisa de orientação, a gente precisa saber até que ponto tá tudo bem, quando de repente identifica e é um sinal de patologia, quando você precisa de repente de uma terapia, a gente precisa conhecer, a gente precisa precisa falar sobre situações que afetam o nosso dia a dia, né? E a gente conversou bastante sobre esses bloqueios fora de casa. Claro que tem muito mais para conversar, mas a gente precisa entregar agora. E eu quero só agradecer, agradecer você que tá aí do outro lado. Obrigada por participar, obrigada por estar com a gente. E é sim, somos iguais, tá tudo bem nesse quesito aí dessa luta ou fuga, nessa questão de ah medo de não querer falar. Olha, a maioria das pessoas é assim. Então, a gente precisa conversar mais sobre isso. Eu quero agradecer demais a participação dos nossos convidados. Sou Andresa. Obrigada. Obrigada. Eu que agradeço a você o convite. Foi muito bom estar aqui. Foi um desafio. Eu saindo da minha zona de conforto também. A gente também pensar a bois porque a gente, né, também quer ficar no nosso conforto ali de não se arriscar, né? Mas eu adorei estar aqui. Ah, convidada para mais vezes, viu? Muito obrigada a você. Ah, maravilhosa. Agradecer também o nosso Dr. Mateus. Obrigada, doutor, por nos explicar, nos orientar, né, e mostrar pra gente que sim, a gente pode ter essas situações e a gente só precisa entender, aprender a diferenciar o que é natural do que passa do limite. Eu que agradeço. Agradeço o convite. Acho que igual a Andressa trouxe, é uma coisa que tira um pouco a gente do consultório, da rotina, do dia a dia, até para expor um pouco nós, porque a exposição é uma coisa difícil. Exposição é uma coisa que me gera atenção. Tem pessoas em si, até crianças, que não conseguem fazer uma apresentação na escola. Exatamente. Por quê? Porque é difícil, porque gera atenção, porque gera às vezes um julgamento. Eu posso errar, posso falar uma palavra totalmente errada. E o que que vai acontecer? Vão dar risada de mim. Então, agradeço por est compartilhando um pouco mais sobre a parte de saúde mental e reforço para vocês a questão se de nem todo comportamento é uma patologia. Uhum. Nem todo sintoma explica um diagnóstico e nem todo comportamento precisa de medicação. Tanto igual Andressa trouxe aqui. Eu acredito que esse tipo de abordagem que nós tivemos hoje é bem mais comportamental, bem mais disposição do que em si medicamentoso. Tanto que nós não falamos de medicamentos. Sim. Por quê? Porque eu acho que esse tema ensino a maioria das vezes é mais bem abordado com comportamento, com lidar, com saber, como entender o que que vem acontecendo com a pessoa. E deixa essa mensagem, mas para vocês saberem que nem tudo em si, até na psiquiatria remédio, é às vezes, principalmente o comportamento que vem desde criança e se perpetua na vida adulta. Excelente. Muito obrigada a vocês, nossos convidados. Obrigada, pessoal de casa. E hoje a gente viu que o corpo, a mente, eles dão sinais claros de quando o ambiente externo ele é interpretado como um risco, né? O desconforto fora de casa faz parte da experiência humana e até tem explicações biológicas, mas quando ele passa a determinar para onde você pode ir ou o que você consegue fazer, aí sim é fundamental buscar uma ajuda profissional. Quero agradecer você. Lembrando que ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com Gabriel Castro. A programação da TV Câmara Campinas segue, sempre produzida com muito profissionalismo e muito carinho de toda a nossa equipe do grupo, mais especialmente para você. E amanhã nós temos Estúdio Câmara a partir das 9 da manhã. Ô gente, amanhã nós vamos falar sobre mágoas e ressentimentos. Então, responde aí. É possível guardar esses sentimentos de quem a gente ama? Hum. Pais, filhos, irmãos, parceiros ou amigos. Eles podem ocupar um lugar especial na nossa vida e ainda assim despertar sentimentos difíceis quando surgem decepções, conflitos ou expectativas frustradas. Então, no próximo estúdio Câmara, nós vamos conversar sobre como o amor e o rancor podem coexistir, porque algumas mágoas duram tanto tempo e porque muitas vezes é justamente com quem mais a gente convive, que a gente ama, que a gente tem mais dificuldade de perdoar. Já parou para pensar? É possível amar sem guardar rancor? E por que que é tão difícil a gente perdoar quem a gente ama? É um tema complicadinho, delicado e a gente vai conversar junto e vamos aprender juntos aqui no estúdio Câmara amanhã a partir das 8 da manhã. Um beijo grande para você, fique bem, se cuide e até lá. Ciao
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