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Estúdio Câmara | Conflito Entre Gerações - Quais as Novas Prioridades da Geração Z?
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Estúdio Câmara | Conflito Entre Gerações - Quais as Novas Prioridades da Geração Z?

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Muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando estúdio Câmara ao vivo, manhã de segunda-feira, dia 28 de setembro. Como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. E hoje nós vamos convidar você para conversar sobre as novas prioridades da geração Z.

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Muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando estúdio Câmara ao vivo, manhã de segunda-feira, dia 28 de setembro. Como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. E hoje nós vamos convidar você para conversar sobre as novas prioridades da geração Z. É, os jovens estão chegando à vida adulta com expectativas diferentes sobre trabalho, dinheiro, relacionamentos, família e qualidade de vida. E isso tem provocado debates dentro de casa, nas empresas e também nas redes sociais. Será que nós estamos diante de uma geração menos ambiciosa ou apenas uma geração que está redefinindo o que para muitas gerações foi considerado sucesso? E você aí de casa, percebe diferenças entre as prioridades da sua geração e a dos jovens de hoje? Participe com a gente. WhatsApp na tela para você. Queremos saber de você aí de casa, né? Tem algum conflito de gerações na sua casa? Tem alguém da geração Z na sua casa? E qual que é a sua a ideia sobre essa geração Z que hoje já estão se tornando adultos, né? Então conta pra gente 19978293776. Mande sua mensagem pra gente. Eh, a nossa produção já está apostos para receber a sua mensagem porque nós temos aqui duas convidadas especiais. Daqui a pouquinho vamos apresentá-las e você pode trocar ideia com as nossas convidadas também, tá bom? Então fique à vontade. Nosso WhatsApp QR code também na tela para você. Agora vamos atualizar algumas informações, previsão do tempo e daqui a pouquinho vamos apresentar as convidadas do programa de hoje. Ô gente, olha, a Câmara Municipal de Campinas vota hoje, segunda-feira, durante a reunião ordinária de número 54, dois projetos em primeira discussão. Um deles autoriza parcerias com empresas do setor PET para apoiar eventos de castração realizados pelo Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal, com doação de produtos, insumos e prestação de serviços. Também está na pauta o projeto que trata do uso de inteligência artificial na administração pública municipal. A proposta prevê que o cidadão seja informado quando uma demanda tiver sido executada com auxílio da IA. A reunião começa hoje às 6 da tarde no plenário da Câmara com transmissão ao vivo pela TV Câmara Campinas, pelo YouTube da emissora, pelo site da TV Câmara Campinas e você é convidado especial também para participar presencialmente no plenário, tá bom? Lá na Câmara, pode chegar lá, a sua presença é muito importante. Previsão do tempo chegando para hoje, segunda-feira. Hoje gente, que solzão maravilhoso final de semana. A gente tava reclamando que a gente tava mofando, né? Então agora o sol veio, mas ele veio com tudo. Vamos lá. Olha, previsão do tempo para hoje, mínima 17, máxima 33. A região de Campinas, a gente está sobre alerta vermelho de grande perigo paraa onda de calor até quarta-feira, tá? Então, o cenário exige atenção com hidratação, exposição prolongada ao sol, especialmente nas horas de maior aquecimento. Vamos nos hidratar e viver a semana que só está começando. Final de mês, início de semana, início de primavera também. O sol brilhando lá em cima. Céu azul de brigadeiro. Vem para mim porque vamos começar a nossa entrevista do programa de hoje. Vamos ao nosso tema central. Olha só, se você tem mais de 30 anos, provavelmente você cresceu ouvindo que a vida adulta tinha uma linha de chegada bem clara. Vamos lá. Casar, formar família, construir carreira. A gente ouviu isso. Mas se você perguntar paraa geração Z, a resposta pode ser bem diferente. Os jovens de hoje estão reescrevendo algumas dessas regras. A busca por relacionamento, eh, sexo como formas de validação, parecem dividir espaço com a independência e o autoconhecimento e também a preocupação com a saúde mental. Porque a pressa de se casar deu lugar ao desejo de se encontrar primeiro. E como essas mudanças podem gerar conflitos entre pais e filhos de gerações diferentes. É sobre isso que a gente vai conversar no programa de hoje. A gente eh tem aqui duas especialistas que vão nos orientar muito bem sobre o tema, uma nova definição de realização, as novas prioridades da geração Zé. Então, quero dar o bom dia especial à neuropsicóloga Jack Oliveira. Ela também é especialista em neuropsicologia, terapia comportamental, eh dialética e atua com psicoterapia, avaliação neuropsicológica e palestras sobre comportamento e saúde mental. Uau, seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada. É um prazer estar aqui. E vamos conversar sobre geração Z. Vamos, porque a gente precisa aprender muito, mas muito mesmo, para ter eh aquela convivência mais harmoniosa, né? Quero dar as boas-vindas também para eh, deixa eu ver, ela participa do programa de Ela participa do programa A médica, ela é médica, Isabela Papes, ela é especialista em medicina do adolescente. Ela acompanha isso, gente. Ela acompanha adolescentes e suas famílias em consultório. Ela atua na formação de profissionais da Unicamp. Essa mulher conhece o adolescente, trabalha com o adolescente, conversa com o adolescente e disse que ama muito essa essa profissão, né? E essa galerinha aí, principalmente da geração Z. Bom dia, seja bem-vinda, doutora. Bom dia, é um prazer estar aqui. Bom dia para quem tá acompanhando a gente. Muito bem, vamos lá, gente. Olha só, eu sou da geração X, eu nasci em 77, minha filha nasceu em 97, ela faz parte da geração Z. São 20 anos de diferença. E eu vou falar um negócio para vocês. Conflitos entre as gerações acontecem. Por quê? Ah, porque as gerações elas vêm para mudar situações, né? Regras impostas. Isso, se você parar para analisar, ã, lá na bisavó, avó, mãe, você, sua filha, percebe como teve alteração e e melhoras, né? eh eh referente à qualidade de vida, referente a formas de pensamento. Então, as gerações elas vê para melhorar e aí por isso surgem conflitos, porque primeiro eu preciso bagunçar para depois melhorar. Então a gente já pergunta paraa Jack, quando a gente fala em novas prioridades de geração Z, quais são as mudanças mais marcantes em relação às gerações anteriores? qual que é a sua avaliação? O que que a neuropsicologia vem e traz de alteração e mudanças de geração para geração? Eu acho que principalmente eh existe um uma um interesse, né, muito maior num equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho e a carreira. E é algo que muitas vezes é interpretado como falta de ambição, falta de interesse eh no trabalho, mas na verdade é porque as gerações mais novas, né, elas estão entendendo que a gente precisa ter também um tempo paraa nossa vida pessoal, para o nosso lazer, para eh nos divertir, nos conhecer, para poder eh trabalhar melhor. E essa ideia de que o trabalho é o centro da vida, ele tá cada vez mais distante dessas gerações mais novas. E as gerações anteriores elas tinham um trabalho como uma parte muito central, né? principalmente aí os baby boomers, que são a o pessoal da década de 65, a geração X também, a geração Y já começou a entender um pouco melhor essa questão do equilíbrio, mas eu acho que a geração Z é quem realmente traz isso como uma prioridade, como um princípio inicial, é de eh de fato o trabalho ele é um meio para viver, né? né? E não a vida é um meio para trabalhar, que eu acho que Uhum. é uma é um é uma mudança de paradigma, né? É, exatamente. Quebrando paradigmas, né? A geração Z. E você sabe que a gente tem muito que aprender com essa turma e eles também aprender com a gente. A gente precisa ouvir mais e criticar menos, né? faz todo sentido algumas situações e a gente aprendeu de uma forma diferente e é há tempo de mudança. É importante a gente equilibrar essas situações. Dout. Isabela, o que que mais eh o que que mais você observa assim entre os adolescentes e jovens adultos, né, de hoje, quando o assunto é projeto de vida, expectativas pro futuro, você que trabalha, que lida com essa turma todos os dias? Olha, o que a gente percebe em relação a projeto de vida, eh, até puxando um pouco do que a Jack trouxe, é que o objetivo não é mais eu vou trabalhar, eu vou ganhar dinheiro e aí eu vou tentar estruturar. Eles tentam pensar mais de outra forma. Então, o que que eu quero e qual tipo de trabalho vai me proporcionar o dinheiro que eu preciso para eu ter o que eu quero, para eu ter uma vida feliz, uma vida mais completa. Eh, uma coisa que a gente sente é que eu acho que o trabalho ele não eh ele não satisfaz mais tanto quanto ele satisfazia antes. Parece que ele completava a vida de uma forma que a gente não vê eles tendo essa expectativa na vida. Então, o trabalho vai ser a maior parte do tempo. Eu vou, eu trabalho mesmo que seja de noite, final de semana, não vejo essa expectativa nos jovens. Eles têm mais uma ideia de eu vou trabalhar o mínimo possível, que me dê um sustento e que eu tenha uma vida que me completa, feliz, família, amigos e os meus hobbies. Excelente. Mais ou menos essa ideia. É verdade. Faz faz todo sentido, né? Se a gente observa o cenário de hoje, é isso mesmo que vocês duas trouxeram pra gente. Quero mandar um abraço para você, filha. A Lu tá assistindo o programa. Ela tá aqui em Campinas, veio me visitar. Tá assistindo o programa. Era o namorado dela, o Jonas. Então, filha, beijo, Jonas. Abraço e beijo para vocês. E minha filha é da geração Z, entendeu? Então assim, a gente teve conflitos, mas conseguimos e nos alinhar e hoje a gente vive muito bem. Eu vou te falar, eu aprendi muito com ela e com certeza ela aprendeu comigo também, né? E durante muito tempo a vida adulta, gente, ela estava associada a algumas etapas considerada quase obrigatórias. Isso a gente vê nas redes sociais muita gente falando, construir carreira, você tinha um tempo, um tempo para você eh construir carreira, você se casar, você formar uma família, você conquistar uma estabilidade financeira. E os jovens de hoje, a geração Z parece estar reavaliando toda essa trajetória, né? Porque será que tudo que é imposto a gente precisa fazer mesmo? Então você tem que estudar, depois você tem que se casar, depois você tem que ter filhos, aí depois você tem que ter uma família interessante. E gente, pera aí, né? Ô, eu tenho netos. Os meus netos são dois gatos, o Bruce e a Diana, né? E são dois gatos. E ela trouxe para mim: "Mãe, olha seus netos, né?" Aí eu falei, "netos daí dois gatos e tá ótimo, tá tudo bem." Ô, Isabela, vamos lá, vamos falar sobre relacionamento, né? ore fizeram eh quase obrigatória da vida adulta, porque daí você fica adulto, daí você casa, aí você precisa ter filhos, você tem que ter filhos. Isso eram regras impostas até ã um passado não tão distante, né? Os jovens de hoje, a geração Z, parecem estar mudando. Eh, tem muita gente da geração Z optando por não ter filhos tão cedo. Qual que é a sua avaliação? E, e, e, e por que disso? Que que que você eh pode trazer pra gente dessa ahã dessa vontade de quebrar regras mesmo, né? Porque eu sou vó de vó de eh vó de de gatos. Uma coisa que a gente percebe tanto no ali nos jovens mais novos, quanto ali nos jovens adultos que já estão começando carreira, é que principalmente a mulher, pensando nessa ideia de ter filho, porque é quem vai ser mais sobrecarregada, eh eu elas sentem que se eu começo a ter filhos, eu vou perder um pouco da minha carreira, do que eu tô construindo. E é começa a se ter essa dúvida. O que que vale mais? Vale mais eu casar, eu ter filho e eu ser mãe ou vale mais eu ter uma carreira? E eu acredito que é isso que tá mudando um pouco. O que que me valida mais como mulher ou dentro da sociedade? Me valida mais eu ser uma mãe ou me valida mais uma carreira consolidada? E muitas vezes isso tem que ser uma escolha. É difícil a gente conseguir fazer as duas coisas bem. Então, se eu tenho que fazer uma escolha com toda trazendo toda informação de contracepção, de tipos diferentes de contraceptivos que a gente tem hoje, fácil acesso que a gente tem nas postos de saúde. Então, eu acredito que as mul as garotas estão percebendo que a minha mãe muitas vezes foi uma mãe jovem e eu não quero ter essa vida. ou a minha avó foi uma uma mãe jovem, a minha mãe foi mãe jovem e talvez eu queira ter um futuro diferente. Então aí eu começo a mudar essa perspectiva pro meu futuro e pros meus filhos. Muito bem. Eu percebo também que hoje eh nós temos eh mais opções de modos de vida, né? Então eh algum há poucos anos atrás não existia, por exemplo, essa opção da mulher escolher carreira ou filhos. Muitas vezes existe uma pressão muito maior para seguir aquele espaço, seguir aquele roteiro, né, que eh a gente tava comentando antes. Então, hoje você tem mais opções e e os jovens estão aproveitando isso para de fato passar um tempo decidindo o que que é melhor para eles e e não necessariamente o que é exigido socialmente do padrão do roteiro e assim talvez seguir um roteiro mais flexível, mais de acordo com os valores e com os desejos do próprio jovem. Exato. Né? a gente tá diante de uma geração que valoriza mais a autonomia, o bem-estar emocional, né? Porque a gente percebe isso agora, eh, Jack, com essa valorização da autonomia, do bem-estar emocional, eh, da carreira, de repente, do estudo, você, ã, acredita que tem assim um uma dificuldade maior para criar conexões afetivas profundas, porque muito se fala em relacionamento líquido, eh, os eh geração Z principalmente, não tem aí um relacionamento mais firme, mais sólido, como foi há pouco tempo atrás. Então, eh, essa dificuldade, ela realmente existe? Você vê isso? Sim, eu acredito que existe. É um pouco, é uma espécie de paradoxo, né? Uhum. Porque é a geração mais conectada, hiperconectada até. Sim. Só que ao mesmo tempo muita solidão, né? Um aumento de de transtornos depressivos e transtornos ansiosos, né? Os depressivos têm a ver um pouco a ver com solidão. Os ansiosos têm a ver com essa hipervigilância de tá sempre conectado, de nunca parar, né, as informações, as mensagens. E tudo é um pouco, as coisas mudam tão rápido também que às vezes é difícil de processar essas informações. Então, muitas vezes os jovens, principalmente aí eu eu percebo os adolescentes mesmo que passaram ainda por uma pandemia, né? Então, um isolamento num momento muito crucial da vida ali de fazer essas conexões presenciais, eles estavam em casa. Isso também tá tendo influências que a gente ainda nem sabe bem o quanto, né? Uhum. Mas eu vejo que o esses jovens eles eles não entendem a importância do encontro presencial, do encontro físico, de ir encontrar os amigos e aí muitas vezes ficam muito mais no virtual e quando aquilo eh não preenche, eles não entendem também o porquindo preenchidos, porque não tiveram tanto essa experiência como as pessoas pessoas um pouco mais velhas que tiveram uma transição, né, não nasceram direto no mundo conectado, né? Então, eh, essa, esse encontro presencial, ele era obrigatório, ele era o único jeito de se conectar. E agora você pode se conectar de outras formas, porém eh a importância do encontro ali presencial, ele ainda é muito grande, né, pro ser humano. Sim. Mas eu acho que essas gerações mais jovens, elas não conseguiram eh entender tanto essa importância por não precisarem tanto, né? Não ser mais algo obrigatório. Uma coisa que eu tava até refletindo um pouco esse final de semana é sobre a bom, a geração Z é a primeira geração que nasceu no mundo digital, né? Todas as outras tiveram que aprender como que eu me relaciono, como que isso entra na minha vida, como que isso complementa as minhas interações. E paraa geração Z, isso é o inicial, isso é o primordial, pelo menos essa é a sensação, né, que a gente tem. E o e as interações presenciais, elas parece que complementam o virtual. E a gente ainda tem a intensificação disso com a na pandemia, que foi quando ali eu entendi que eu posso ser 100% amigo de alguém sem encontrar. E aí eu acho que isso muda também a forma deles de entender o o que é ter um amigo, o que é ter um namoro. A gente começa a ver muitos jovens com namoros virtuais. Muitas vezes o primeiro relacionamento de um adolescente é um namoro virtual. E a gente também precisa entender se isso conta como um namoro, se isso conta como um relacionamento, se não tem a parte, não tem a parte física, o abraço, o encontro, o toque, o cheiro, se isso é importante ou não. Eh, claro que como a gente escutou da já que a parte física presencial é muito importante pro ser humano, mas eles também, será que não tão ensinando alguma coisa diferente paraa gente de quanto de uma amizade será que eu consigo fazer sendo 100% virtual? a gente tem visto hoje quantos encontros online a gente tem, aulas online, congressos online e trabalhos online, que antigamente era tão importante o momento do cafezinho, momento do encontro, chegar junto, sair junto. E aí agora a gente tem visto uma dinâmica muito diferente. Será que a gente tá aprendendo com isso ou será que a gente tá perdendo com isso? Eu acho que isso é uma coisa que essa geração vai acabar ensinando bastante pra gente nos próximos anos. É verdade. Agora, Jack, as redes sociais, né, e a vida digital, elas influenciam essa essa geração Z de uma forma assim que a gente não consegue nem medir, né? Porque eles já nasceram eh eh conectados, vamos colocar assim. E isso acaba ajudando, atrapalhando você, a avaliação que você tem, existe um equilíbrio ou eles se lançaram e assim vai perdurar aí por um tempo que a gente nem sabe se vai ter volta, né? Porque eu acredito que mais tecnologia, mais coisas vão surgindo, surgindo e parece que tudo vai ficar assim meio que virtual. Uhum. volta, acho que não temos volta, né? Acho que a coisa vai ficar mais complexa, né? com tempo, com realidade virtual, com outras coisas que a gente ainda não tem acesso direto, mas as redes sociais, a internet, ela tem um papel de ajudar muito pessoas, por exemplo, que eh moram numa cidade pequena, tem um interesse muito específico, elas não tinham ninguém daquela cidade, elas nunca iam encontrar alguém com o mesmo interesse. Talvez a pessoa ia sentir que aquilo é que ela era estranho, mas hoje você vê que você pode encontrar uma pessoa com o mesmo interesse em qualquer lugar e e ter um um relação, formar grupos, mas ao mesmo tempo a as redes sociais elas muitas vezes mascaram. Uhum. Elas elas mostram uma vida que não é realista, né? uma vida perfeita, uma vida onde tá todo mundo feliz, onde tá todo mundo bem-sucedido, dando conta de tudo. E muitas vezes essa não é a realidade, mas se você passa muito tempo vendo todo mundo bem, você começa a achar que é só você que tá com dificuldades. Então isso é um é um eh novamente é o paradoxo, né? E só que eu vejo que, apesar, né, de ter essa questão de os jovens estarem mais eh presos nessa ideia de perfeição falsa da da internet, ao mesmo tempo eles também têm muito mais conhecimento, muito mais eh menos tabu sobre saúde mental, sobre se cuidar, sobre buscar terapia, buscar médico, eh psiquiatra, se for o caso. até mesmo aumentando o número de diagnósticos quando necessário, né? Uhum. Eh, então, muitas vezes e esses jovens estão encontrando ajuda muito mais cedo do que as pessoas eh mais velhas por elas, de fato não terem esse esse conhecimento de que elas poderiam buscar ajuda ou muitas vezes por realmente não querer se colocar nesse lugar de tabu. E hoje esse tabu ele tá muito eh ele caiu muito dentre as pessoas mais jovens. Até uma coisa que que você falou que eu acho que é interessante é sobre essa questão da saúde mental, de como essa geração fala mais sobre saúde mental do que as gerações anteriores. E talvez seja até por isso, porque a gente tem mais acesso à informação e a gente tem mais oportunidades de compartilhar o que eu penso, o que eu sinto ou encontrar pessoas que pensam como eu. Isso facilita nesse processo de de autoentimento, de autorreflexão e e aí isso vai construindo uma personalidade, acredito que é um pouco mais forte, porque aí eu consigo me entender melhor e perceber que eu não estou sozinho nisso que eu penso e nisso que eu entendo e nisso que eu sinto. Eh, agora, uma coisa que a gente em relação à redes sociais, eu acredito que é um assunto muito polêmico, né? Porque pode ser uma coisa muito maravilhosa e pode ser uma coisa muito destrutiva. Eu acredito que o ponto central é a gente tentar se educar para usar da melhor forma possível, porque de cortar não resolve, né? É uma coisa que assim não vai adiantar a gente falar: "Então para de usar que vai resolver o problema". O problema continua lá, a gente só não tá olhando para ele. Então acho que a gente precisa aprender a entender como que usa, o que que horas usa mais, que horas usa menos. Qual plataforma faz sentido eu usar? Qual plataforma eu vou encontrar pessoas que não tem nada a ver? Eu acho que isso é o ponto ideal. Muito bem. Quer completar, Jack, por favor? É, eu penso que essa essa educação tecnológica, né, educação digital, ela precisa fazer parte dos currículos da escola mesmo, né? Porque até mesmo pensando no na disseminação de informações falsas. Sim. de como aprender a navegar nisso. E e muitas vezes eh uma criança sem nenhum tipo de de controle, sem nenhum tipo de eh educação, ela pode acabar eh sendo eh cooptada, né, acreditando num numa narrativa que muitas vezes não é verdadeira. Então eu concordo que com a Isabela, né, de que a gente não tem como proibir, não tem como falar: "Não, agora não vou mais participar e vai dar tudo certo". Mas a gente pode eh participar de uma forma mais consciente e isso eh vale pro para nós que estamos aprendendo a viver nesse mundo, mas também pro pros nossos filhos, pros nossos amigos. Todos nós precisamos nos educar para viver no mundo digital, né? Excelente. É verdade. Você sabe que se a gente para para analisar rede social, né? Tem muita comparação, tem todo mundo faz o que quer na rede social, né, gente? você vai lá, você escreve, você e aí eh vendo alguns posts sobre conflito de gerações, sobre geração Z, eu vi algo que me chamou atenção, eh, dizendo assim que a geração Z, eh, começa aí uma geração que não vai ter casa própria, que não vai conquistar um apartamento. Não sei se vocês viram isso já, né? Eu achei, eu fiquei pensando assim, mas por que não, né? Quem disse que não? é uma geração que tá cuidando mais da saúde física, cuidando mais da saúde mental, trabalhando um pouco mais as mulheres, elas estão eh eh sendo mulheres diferenciadas de outras gerações. Então, a gente percebe que as gerações vêm melhorando as situações, algumas, né, algumas situações ou melhorando qualidade de vida. Aham. Doutora, essa questão de conflito de gerações, por que que as pessoas mais velhas interpretam essas mudanças como de repente uma falta de ambição, né, dizendo: "Ah, essa geração não vai ter casamento mais, não vai casar mais. A geração não vai conseguir ter uma casa própria, não vai conseguir ter um apartamento, porque se a gente parar para para analisar num futuro, não passado não tão distante, o sonho era eh estudar, se formar, não sei, mas casar, ter filhos e ter uma casa própria era prioridade para as mulheres, os homens, enfim, as famílias, não é? É, era quase uma validação de dei certo. E é isso, perfeito. De eu dei certo, eu consegui comprar uma casa e formar uma família. A a bom, o jovem ele tá sempre procurando a sua própria individualidade e às vezes tentando um pouco quebrar paradigmas, né? Então, eh, eu quero tentar ser um pouco diferente dos meus pais. Então, se os meus pais são religiosos, eu vou procurar o ateísmo. Se os meus pais são os ateus, eu vou procurar a religião, sabe assim? Então eu vou tentar me afastar um pouco dos meus pais. E aí eu acredito que eles entendem que isso de eh ter uma casa, ter uma família, ter um carro, ir na igreja todo domingo, isso é um padrão e é um padrão que eu quero sair. E acredito que agora eles percebem isso e eles têm eh formas, eles têm recursos para isso. Eh, acredito que toda geração tentava quebrar o padrão da anterior. A gente sempre pensa: "poxa, antes era tudo tão certinho e aí vem essa geração anterior, é próxima que é tão transgressora. Mas na verdade toda geração é transgressora em relação à anteriore. Então eu acredito que isso de ai eles não trabalham, eles não, eles não têm ambião, não. Na verdade eles têm ambição sim, mas as ambições são diferentes. O objetivo de vida parece que é diferente. Se um adolescente fala: "Ó, meu sonho é ser youtuber, o meu sonho é ser streamer", ele tem uma ambição ali. tá mostrando, pô, eu quero ser famoso, eu quero trabalhar com o que eu gosto e eu quero me dedicar nisso aqui. E é uma coisa que me que eu percebo, que dá uma qualidade de vida para quem eu tô vendo que já tá lá na frente, mas é uma ambição totalmente fora da casinha para quem é mais velho. Isso. Então, eu acho que é é é esse entendimento assim de eu quero alguma coisa, mas é uma coisa que é diferente do que os meus pais queriam na época deles. Sim, sim. Vai lá, Jack. Eu fico pensando, né? Eh, antes tem aquelas profissões que eram as profissões eh mais eh de maior estatus, né? Medicina, engenharia, direito, professor. Hoje tá uma escassez. Eu vi uma matéria, perdão, de cortar, mas continua. Daqui a pouco você conclui o raciocínio, dizendo que num futuro nós poderemos não ter professores, porque os jovens não estão querendo mais a profissão de professor. Olha isso. Sim. Muitos jovens também não querem nem fazer eh pós eh fazer ensino superior, né? Por verem que existem outras profissões que antes não existiam. E na época, né, no passado, eh, se você, por exemplo, fosse fazer jornalismo, você ia ser você ia ser criticado muitas vezes, você fosse fazer uma profissão que não era o padrão, né? E aí hoje você tem outras profissões que não que não existiam, né, por exemplo, que não exigem também um curso superior que é é um caminho totalmente diferente, então é muito difícil para pras pessoas mais velhas entenderem, mas é como a Isabela falou, né, toda nova geração é transgressor em relação ao anterior. Uhum. Exatamente. E aí quando você tem modelos, por exemplo, o a Casé TV e aí você tem um um cara que ele fazia vídeos, não sei nem se ele fez faculdade, mas acho que não. E aí olha o império que ele cria em relação à comunicação e jornalismo e, enfim, para passar informação. E ele fez uma carreira formal, será que ele estudou, fez faculdade? E aí ele falou: "Não, agora eu vou empreender." Muitas vezes o empreendedorismo vem dessas pessoas que são visionárias, que pensam diferente. E isso é totalmente o jovem, é o adolescente. É o adolescente que compra ali o sonho dele e isso é é característico do adolescente. Então é, eu tenho um sonho, ele é diferente dos outros e eu vou lutar. E quanto mais eu tô eh lutando contra o sistema, mais eu tô provando que a minha individualidade é é real, né? existe. Então eu acho que isso é um movimento muito importante dessa fase da adolescência e que sempre foi assim, mas que eu vejo que hoje em dia é mais estudada e é mais valorizada, né? O que pensa o jovem, o que o o que o que faz ele se desenvolver, qual é o movimento que ele passa até virar um adulto funcional. Então eu acho que isso não era muito olhado antes, né? Uma criança virava adulto e ponto, né? Não, não tinha muito essa fase. E agora a gente entende que isso é uma fase, é um processo, é um processo de autoconhecimento e desenvolvimento. Eh, eh, como eu me, eh como eu me, eh relaciono com os outros, como eu me relaciono com a minha família, como se eu quero ou não criar família. Então, eu acredito que é mais ou menos isso. Eh, vem quebrando tabus, né? né? Eh, eh, eh, muros vem arrebentando com tudo, mas é assim, é uma forma da gente entender o impacto, né, das gerações, porque se a gente para para analisar, alguém teve que pisar no barro lá atrás, amassar barro mesmo, para que nós hoje pudéssemos caminhar no asfalto. E essa galera, essa geração que todo mundo fala, elas de repente ah, com toda essa reviravolta que tá acontecendo, você já parou para pensar que elas podem estar preparando um mundo com mais qualidade de vida, mais entendimento, mais saúde mental paraas próximas gerações que virão, né? Então, é importante a gente olhar com mais eh entendimento, tentar entender de uma forma, se colocar, né, no lugar, entender de uma forma assim, ã, ouvir mais, fazer uns comparativos e ver que faz sentido sim essa quebra de paradigmas, né? Tem gente que só critica, só critica, mas não, a gente precisa ver os três lados, né? São três lados, né? Pode falar, é o conflito, né? E é o questionamento, a, eh, ele faz parte de crescer, né? Então, se você se você reprime tudo, eh, a gente não tem não tem oxigenação no mundo, né? A gente fica sempre todo mundo na mesma. E, e eu acho que as novas gerações, elas vêm exatamente para trazer esse questionamento daquilo que todo mundo tá vivendo e acostumado no modo automático, pensando: "A vida é assim, sempre foi assim". Sim. E aí vem uma pessoa falando precisa ser assim. Por quê? Uhum. Por que que sempre foi assim? E é isso que que o jovem vem trazer esse papel, né? Então é é realmente é um o momento da adolescência ali do da pré-adolescência, adolescência, jovem adulto, é esse momento de poder de fato tá ali questionando tudo para encontrar um novo caminho, talvez e ensinar para pra gente, ensinar pras próximas gerações. Uhum. uma forma diferente de de enxergar o mundo e de encontrar eh valor, né? Excelente. Muito bom. Vamos lá. 8:44. Algumas perguntas aí do pessoal que tá em casa. Vamos ver quem tá conosco. Pode colocar na tela, por favor, produção. Estamos falando aí das novas prioridades da Geração Z, falando dessa turma que tá ensinando a gente e tem que aprender com a gente também. Então, todos nós temos muito que aprender uns com os outros e o aprendizado é diário. Olha tanto de coisa que nós aprendemos aqui no programa de hoje. Vamos lá. Amanda Ribeiro do Jardim Proença. Como conversar sobre as dificuldades dos jovens sem transformar o assunto numa comparação sobre qual geração sofreu mais? Essa comparação existe, né? vai conversar com a sua avó, vai conversar com a sua mãe e aí você conversa com alguém da sua geração e depois conversa com alguém da geração Z para você ver como existe essa comparação. Agora, como é que a gente faz para harmonizar, conversar, ouvir e não comparar? E agora, doutora, eu acredito que o sofrimento ele nunca pode ser comparado. Então, assim, eh, é igual quando você fala: "Ah, eu tô com dor de cabeça". Ah, mas eu tô com muito mais dor de cabeça que você. E eh isso não me faz ter mais ou menos empatia por você porque você também sofre ou porque você sofre mais ou sofre menos. Eu acho que o importante quando a gente conversa, principalmente com os filhos, né, na relação pai e filho, é você ter uma escuta ativa. Então você escutar, você acolher, você entender que há um sofrimento, eh, sabe, você tentar simpatizar com aquele momento, oferecer conforto, oferecer apoio. Você não precisa comparar o sofrimento do seu filho com o seu, com o dos seus pais, com o dos seus avós, porque cada você nem consegue comparar. Você não tem todas as situações iguais com uma variável e aí você vai conseguir comparar. Exatamente. É tudo diferente. Então, na na geração dos meus pais não tinha celular. A minha geração cresceu com um pouco de internet. A dos meus filhos vai crescer 100% com internet. Como é que eu vou comparar essas situações? É um mundo totalmente diferente. Eu passei pela pandemia, os meus filhos não vão passar por nada de pandemia, só o mundo pós, né? Tudo que sobrou disso. Como é que a gente compara essas relações? É impossível. Então, o importante é a gente acolher, é a gente fazer essa escuta qualificada, é você oferecer apoio, oferecer suporte para esse sofrimento e aí assim vocês conseguirem conversar de uma forma mais harmônica sobre isso. Uhum. Eu sinto que precisa ter um interesse genuíno de ouvir, né, de estar ali presente para entender aquele sofrimento daquela pessoa como ele tá sofrendo. E independente se eh se outra pessoa também sofreu, se eu sofri mais ou menos, não tem como a gente não existe uma medida de sofrimento, né? E às vezes uma pessoa pode viver uma a mesma situação que eu e ela pode sofrer muito mais ou para ela pode passar direto, não sem nenhum problema. Então, se a pessoa está relatando o sofrimento, esse sofrimento ele precisa ser ouvido, ele precisa ser acolhido. Uhum. e eh e o apoio é o suporte necessário tem que ser oferecido, independente de se esse sofrimento faça ou não sentido para quem tá ouvindo, né? Porque cada pessoa vive o mundo de uma forma diferente. Então é o que faz sentido para mim, talvez não faça sentido pro outro, mas eu vou conseguir me conectar com aquele sofrimento, sabendo que eu também já sofri. Uhum. E e não é uma coisa fácil, né, o que a gente tá falando. Eh, então assim, a gente já tentou isso em casa e eu eu percebi que eu não consigo fazer essa essa escutativa tão bem ou meu filho não tá sendo tão receptivo assim sobre o que eu tô tentando conversar. Às vezes vale procurar um profissional, né? Procurar uma ajuda, às vezes tentar fazer uma psicoterapia, passar numa consulta para avaliar se se conversar é suficiente. Às vezes a gente precisa de uns recursos a mais para conseguir se entender um pouco melhor. Exatamente. É verdade. Sim. Porque às vezes a gente precisa de um entendimento. É o que vocês estão passando pra gente aqui. Muita gente em casa eh acaba se identificando com toda essa situação que nós estamos falando. E isso é o início de um entendimento, né? E e que bom que você pega, que bom que a gente consegue pegar um insight aqui, outro ali, fala assim: "Nossa, faz sentido para mim, é isso que eu tô vivendo". E aí busca mais informação e de repente fazer uma terapia. Gente, eu terapia tem gente falar assim: "Ah, mas eu não vou fazer terapia, eu não tenho problema de saúde mental, eu não tenho depressão, não tem não. A terapia o que que é?" É um ensinamento. Eu, para mim, a terapia é um ensinamento eh de como você seguir a sua estrada de uma forma mais leve, porque aí tem um problema aqui, outro ali, você vai entender o problema, vai saber manejar esse problema e vai seguindo, entende? Você não significa que você não vai ter mais problemas. Problema a gente tem todos os dias. O que seria dos problemas se não fôssemos nós, né? Mas nós temos a terapia para nos dar um entendimento da situação e seguir de uma forma mais leve. Com certeza. A terapia muitas vezes é independente, né, de a pessoa ter um diagnóstico, não ter. Às vezes ela tem, ela tem vários diagnósticos, passa por vários profissionais. O mais importante da do trabalho da terapia é entender o contexto da pessoa e e porque naquele momento as coisas estão sendo um pouco além da capacidade da pessoa. E aí o trabalho do psicólogo, da psicóloga, é sempre dar os recursos pra pessoa aprender a resolver os próprios problemas sozinha, né? Então, mesmo que naquele momento ela não esteja conseguindo, é normal, todo mundo pode passar por um momento assim na vida e e aí passando por aquilo, talvez desenvolvendo novos recursos, essa pessoa vai estar mais forte para no futuro enfrentar outros tipos de problema e ela conseguir eh resolver eh sem precisar de um apoio especializado. Se em outro momento acontecer algo muito além, essa pessoa precisar de ajuda de novo, tudo bem, ela pode buscar. Então é, é assim, faz parte da vida, né? Vai aprendendo. A gente não precisa eh muitas vezes tem uma ideia de que vai ter que fazer terapia a vida inteira ou de que terapia é só para quem tá muito mal, quem tá de cama. Não, a terapia pode ser também só para a pessoa se conhecer melhor, paraa pessoa eh talvez tratar alguma questão ou outra pontual e ela depois disso vai seguir sozinha. Sim. Verdade. E até pensando nessa fase do adolescente, do jovem adulto, e claramente não é uma pessoa que ainda que já tem todos os recursos, né, que já passou por muitas coisas e e criou seus próprios recursos. Então, é uma fase que tem um potencial para precisar de uma psicoterapia um pouco maior, né? Eh, ou então quando a gente pensa em relação de pessoas, né? Então, se você tem uma mãe e um filho, um pai e um filho, e isso tende a gerar conflitos, né? Só o fato de você ter pessoas juntas convivendo, isso tende a gerar conflito. Então, também pode ser uma necessidade ali de de buscar uma psicoterapia também pra gente aprender a criar esses recursos e e conseguir conviver melhor. Uhum. E momentos de transição, né, eles muitas vezes eles ultrapassam as nossas capacidades do momento e e o que é a adolescência e o início da vida adulta, senão uma grande transição ali, né? É, então muitas vezes é preciso mesmo ter um suporte maior. Uhum. E outras transições também muitas vezes a gente precisa dessa ajuda, né? Sim. Sim. São fases da vida e que elas chegam e às vezes você não tá preparado, né? Aí você precisa de ajuda de alguém que estudou e entende e vai trazer para você mais confiança, mais entendimento. Autohecimento é tudo. Ele não para nunca, viu, gente? Você acha que se conheceu hoje, amanhã você tá diferente, você fala: "Poxa vida, vou começar tudo de novo". E assim a gente segue se conhecendo todos os dias. 8:52, mais uma pergunta pra gente, por favor, produção, vamos lá, pode colocar na tela. Eh, Leandro Rocha de Barão Geraldo, se o adolescente ainda não tem um grande sonho para futuro, como ajudá-lo a experimentar interesses sem fazer disso mais uma obrigação? E agora? Vamos lá, doutor. É, isso é complicado mesmo. Eh, a gente tem mesmo alguns adolescentes que não tem muitos planos, não tem muitas perspectivas. Eh, mas isso é parte da fase da adolescência. A gente entende que o adolescente chega no final dessa fase de adolescência quando ele já tem uma vocação, né? Então, um plano pro futuro bem definido. Mas e se eu não tenho? Então, assim, eu preciso eh eh forçar esse momento, eu não preciso forçar isso de acontecer, mas é interessante a gente apoiar isso, né? Então, a gente tentar dar um pouco mais de recurso. Uhum. Eh, e pode ser mostrando coisas diferentes que existem. Então, eh, ou tipos de esporte variados, por exemplo, ou tipos de profissões diferentes. Isso pode ser de uma forma assim casual, informal, lúdica, isso não precisa ser uma obrigação. Então, vem cá, vamos sentar que hoje a gente vai ler todos os cursos que tem na FEST e aí a gente vai escolher um. Não precisa ser dessa forma, mas a gente pode ir pensando, poxa, olha o que o seu tio faz, olha o que o seu vô fazia, olha o que o seu vizinho tá fazendo, ah, você sabe que tem aquele seu amigo que quer fazer tal coisa que é legal. Você já pesquisou sobre isso? Ah, eu tô na dúvida se eu quero fazer veterinária ou se eu quero fazer engenharia de petróleo. Legal. São duas coisas muito interessantes. Vamos estudar um pouco mais o que que eles fazem. Ou então, ah, eu não sei se eu quero ser mecânico ou se eu quero ser astronauta. Vamos ver o que que eu tenho que fazer para chegar lá, né? Então, se eu quero ser DJ ou se eu quero, o que que eu tenho que fazer, qual quais são os passos, né, para eu ir para eu ir alcançando o meu objetivo? Eh, e tem pessoas que tm objetivos maiores, objetivos menores. Não quer dizer que ser astronauta é melhor do que ser mecânico. Se não tem o mecânico, o foguete não também não vai voar. Muito bem. Então, a gente também tem que pensar um pouco isso, não é? Porque o meu filho tem um um plano de futuro que eu considero pequeno, que não é um plano de futuro. Ele pode ser um plano de futuro, mas ele é diferente da minha expectativa. E aí isso é uma coisa que a gente tem que trabalhar também, a minha expectativa pro meu filho e o que e qual é a expectativa do meu filho. Exato. Isso também é uma coisa tem que ser trabalhada. Uhum. Eu volto a trazer a questão da curiosidade, né? Muitas vezes esse filho, talvez ele não pareça ter interesse em nada. em querer nada relacionado à profissão, por exemplo. Mas talvez ele é um adora jogar videogame, então entender ah, que videogame é esse, por que que você gosta? tentar puxar um interesse que já existe e construindo a partir desse interesse. Eu acho que também é uma forma de você começar a se conectar e às vezes nessa conexão também a eh o adolescente, o jovem ele já fica mais aberto a ouvir outras coisas, né, a experimentar outras coisas, porque eh existe já uma conexão mais forte, né? E não não é apenas, ah, mas você não liga para nada, você não quer saber de estudar. Uhum. Então, sair um pouco de desse desse lugar de eh crítica, né? Ir para um lugar de curiosidade. Ah, você gosta disso aqui, por quê? Vamos descobrir porquê, né? Exatamente. Muito bom. 8:56, a última pergunta do programa. A gente já vai para as considerações finais. Não falei para vocês, passava rapidinho a conversa, ela vai tomando um rumo tão gostoso. A gente tá vai aprendendo todos os dias. Isso é bom demais, gente. André Braz Barão Geraldo, fiquei muito interessado na conversa e queria entender mais como funciona a Ebiatria e como ela poderia auxiliar na melhora das relações familiares entre as gerações. Olha aí, doutora, que interessante. Bom, a ebiatria é a medicina do adolescente. Então, a gente estuda a pediatria primeiro para depois a gente se especializar nessa fase da vida que é a adolescência. E aí dentro da ebiatria, a gente vai perceber como que o adolescente ele termina essa fase da infância e aí ele vai entrar na vida adulta. A gente tenta fazer isso de uma forma que seja o mais suave possível, porque a gente sabe que dificilmente essa fase é suave. E aí a gente vai tentar perceber quais são os maiores pontos de dificuldade do adolescente para que ele consiga ir trabalhando isso de preferência sozinho, né? Porque o objetivo é que ele vire um adulto funcional e que ele crie os seus próprios recursos. E aí nisso a gente pode ir trabalhando junto com a família para ir entendendo quais são esses pontos mais sensíveis. Então, eh, são alguns conflitos na escola, é alguma dificuldade de escolar, então aí a gente já vai triando para algum tipo de dificuldade de aprendizado, por exemplo, ou então não, a gente, o que a gente tá com mais dificuldade em relação à sexualidade. E aí a gente pode conversar um pouco mais sobre isso, sobre métodos contraceptivos ou então eh ai a gente tem uma questão mais difícil com drogas. E droga é um assunto que é difícil conversar em casa muitas vezes, porque é difícil você conversar sem um julgamento ou sem um um uma crítica muito pesada. Então, se você traz para um profissional, que é uma pessoa que vai conversar de forma mais imparcial, isso fica mais fácil também, porque aí ele pode tirar as dúvidas dele sem sentir que tá sendo julgado. Eh, então isso que eu acho que é interessante é você ter esse profissional do lado para conversar sobre esses assuntos mais espinhosos, eu diria. E aí também já identificando questões ali de saúde que podem estar alteradas, às vezes até questões de crescimento, questões de eh alguma alteração de de corpo mesmo, de pele ou então de menstruação. Então a gente vai mesclando um pouco dessa parte mais biológica com um pouco dessas outras alterações de comportamento ou mais psicossociais e a gente vai tentando que que seja mais suave o caminho. Muito bom. Muito bom. Então, ô produção, mais uma pergunta tem aí a gente direciona para Jack e daí a gente já encerra. Pode ser? Então, tá bom. Ó, Jack, para você, Gustavo Martins do Parque Industrial. A ideia de que todo mundo precisa amar o que faz, pode criar uma cobrança desnecessária sobre os jovens para trabalhar, você precisa amar o que faz. E aí, essa ideia já caiu por terra? Como é que é? Que que você, qual a sua avaliação, né? Isso acaba sendo uma cobrança pro jovem, tipo assim, você tá trabalhando, tem que amar o que você faz, porque senão não vai dar certo, né? E aí eu sinto que essa cobrança diminuiu, ela veio mais paraa geração Y, né, os Milêns, que tinham muito essa ideia de que o trabalho tinha que ser eh algo que você ama, o trabalho ia te preencher. E os jovens das gerações, eles são mais pragmáticos, eles entendem que você pode gostar do trabalho, você precisa ter um um ambiente de trabalho saudável, né? Mas o trabalho ele não é a o o lugar de realização necessariamente, né? Você pode encontrar sua realização em outras áreas da vida e o trabalho ser um meio para isso, né? Uhum. Mas eu acredito que também possa ainda existir essa essa ideia de que se eu eh só trabalhar para ganhar dinheiro necessariamente eh não é não é legal, não quero. Pode existir essa cobrança, mas eu vejo que tem muitos caminhos, né? Então você pode aprender a amar uma coisa que talvez você não não se interessou inicialmente, né? Então é muito difícil, né? A gente, o bom, você sabe o que que eu acho aqui interessante? O bom é que esse tema vem paraa discussão, né? Antes não se discutia, era aquilo e fim e hoje não. Os temas eles vêm paraa discussão. As pessoas podem falar sobre, as pessoas podem escolher, podem discutir, podem discordar, podem opinar, né? E isso faz toda a diferença para eh moldar aí um momento, um futuro mais hã, como é que eu posso dizer? Mais em conformidade com o que as pessoas querem ou não querem. Acho que é isso, né, Jack? Uhum. É, sim. Exatamente. Acho que hoje a gente consegue pensar em mais opções, mais possibilidades, inclusive a possibilidade de amar o que faz, né? você tinha que trabalhar pronto, enfim, o que aparecesse, né? Até a chance de errar e tentar de novo também, né? Então, eu testei um curso, por exemplo, não gostei, eu posso tentar outro. É claro que depende muito das condições da família, mas muitas vezes esse errar e tentar de novo também é parte desse processo, né, de de virar adulto. Eu vou testando, eu vou vendo o que que eu gosto mais. Isso também é parte, né? Muito bem, gente. Agora 91. Olha só, a gente vai encerrando o programa e hoje nós trouxemos um aprendizado maravilhoso, graças às nossas convidadas, uma reflexão bem interessante sobre e essa quebra de paradigmas, né? E essa essa quebra de regras e de repente um um olhar mais com mais carinho, com mais compaixão, né, dessa geração que está para mudar isso aí. pode ter certeza, assim como as outras gerações mudaram situações, essa geração ela vem para mudar e ela veio assim de uma forma avaçaladora, querendo botar ordem em tudo. Claro que não é assim que acontece, mas que bom que nós temos esse movimento, né? Então, eu quero agradecer a participação das nossas convidadas do programa de hoje, porque eu acho que é só falando, é só conversando, entendendo que a gente vai observando eh as oportunidades de transformação. Então, Jack, considerações finais. Eu gostaria que você deixasse uma mensagem no pessoal que tá em casa e quero agradecer demais a sua participação, a sua presença e o compartilhamento de informações tão preciosas com a gente. Muito obrigada. Muito obrigada. Eu queria agradecer ao pessoal que tá assistindo também. e saber que se vocês sentem que precisam buscar algum tipo de suporte maior, sintam-se à vontade. Não tem nada de errado nisso, não tem nada de eh o o tabu ele precisa realmente ser combatido. Então esse é o meu recado, é busquem ajuda se sentem que precisam. Muito obrigada pelo convite, pela e por foi um prazer estar aqui. Nossa, prazer é todo nosso. Vocês duas hoje deram uma aula pra gente, né, de como a gente deve olhar para essa geração aí que tá aí fazendo a diferença pra gente. Pode ter certeza disso. Doutora, muito obrigada pela sua participação, eh, por compartilhar informações com a gente, informações que às vezes toca em quem tá em casa e acende um alerta para uma possível mudança ou então um olhar para si, um olhar para um ambiente, né? Isso faz toda a diferença. Eu digo que se a gente consegue ah tocar a uma pessoa que seja, a gente já fez aí eh a nossa parte e a gente só consegue isso através de vocês. Então, muito obrigada pela presença, pela participação e deixa uma mensagem aí pro pessoal de casa que tá assistindo ou que vai assistir o programa que vai ficar no YouTube. Eh, de mensagem final, eu deixo que não tem como a gente homogeneizar a geração. Então, e é uma geração heterogênea, assim como todas as gerações são. Então, não tem como a gente eh generalizar o jovem, né? Então, não é porque a gente fala: "Ah, o jovem faz isso, o jovem busca aquilo." O seu filho pode ser diferente disso tudo que a gente tá falando e tá tudo bem. Eh, a gente não está procurando um padrão, né? E ainda mais que o jovem procura quebrar o padrão. Então, eh, é normal se ele for diferente dos outros, mas se você achar que você tá precisando de alguma ajuda para entender isso ou que às vezes ele tá precisando de ajuda para se entender no mundo, eh, vale procurar ajuda, vale marcar uma sessão de terapia, vale marcar uma consulta. Eh, acredito que quanto mais suave for o processo, eu acredito que melhor vai ser para todo mundo. Excelente, gente. Agradecemos vocês aí de casa por estar conosco também, as nossas convidadas mais uma vez. Programa tá no YouTube, tá disponível. Você pode compartilhar com quem faz sentido para você. Eu acredito que são informações assim sensacionais pra gente começar a ter o entendimento das coisas, sabe? Então, hoje nós conversamos sobre as novas prioridades da geração Z. E a gente entendeu que muitas das escolhas feitas pelo jovem refletem mudanças sociais, econômicas, culturais, que acabam transformando a forma de viver, de trabalhar, de se relacionar. E que bom que existem mudança, né? Nós estamos em movimento e as mudanças sempre estão bem-vindas. Ô gente, quero agradecer você que tá em casa, lembrar que nós temos reunião ordinária hoje a partir das 6 da tarde. Você pode acompanhar aqui na TV Câmara Campinas, no plenário da Câmara também no YouTube. Eh, ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com Gabriel Castro e amanhã nós temos mais estúdio Câmara. Amanhã a gente vai falar de algo bem interessante. Eh, a gente vai falar de um hábito que parece simples, mas que pode revelar muito sobre a nossa relação com a nossa autoimagem, conforto e o nosso bem-estar. Olha só, responde aí em casa. Por que que é tão bom chegar em casa, colocar o pijama e deixar de lado aquela roupa que a gente usa pr trabalhar, para sair? E aí, dá uma olhadinha no seu guarda-roupa e fala: "Por que que a gente guarda algumas roupinhas velhas para usar somente em casa? Já percebeu que você faz isso? Será que a gente ah cuida mais da imagem que a gente mostra pros outros do que daquela que a gente se enxerga quando a gente tá sozinho?" A gente vai falar da psicologia do pijama e da gaveta das roupas de ficar em casa amanhã a partir das 8 da manhã. Você já percebeu que você adora ficar de pijama? E aquela roupa surradinha assim que já era para você, ó, ter despachado faz tempo e você adora aquela roupa. Então tem psicologia atrás disso e a gente vai conversar amanhã a partir das 8 da manhã, tá bom? Grande abraço para você. Fique bem, uma semana linda. Aproveite a semana, se hidrate que vai fazer muito calor e a gente se vê amanhã a partir das 8 da manhã. Valeu, เฮ
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