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da natureza está mudando a página, porque nós também estamos no último dia do inverno preparando aí o terreno para a chegada da primavera que começa amanhã. Então, um ótimo dia para você. A gente gostaria de te convidar para a nossa conversa do programa de hoje, que é sobre algo que deveria fazer muito bem, é o nosso tempo livre, né? Você tem tempo livre? O que você faz com o seu tempo livre? O tema do programa de hoje, gente, é porque o hobby pode virar cobrança, né? A corrida vira meta, a leitura vira número, ah, a viagem vira conteúdo e aquilo que começou por prazer pode acabar parecendo aí mais uma tarefa, né? Mas por que que nós temos tanta dificuldade de simplesmente fazer alguma coisa porque a gente gosta e não porque a gente é obrigado a fazer? E você, tem alguma atividade que começou como diversão e hoje eh parece uma obrigação? Mande sua mensagem pra gente. O WhatsApp tá na tela. Vamos lá, participe conosco os nossos convidados já aqui no estúdio e daqui a pouquinho nós vamos apresentá-los. Enquanto isso vai mandando a sua mensagem, um hobby, algo que você gostar, gosta muito e aí você acabou fazendo e virou uma obrigação, né? Eu tenho o que fazer, eu tenho o que fazer. E aí o que que acontece? Como é que a gente sai dessa dessa linha de raciocínio, né? Então, manda mensagem pra gente 1997829377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações e daqui a pouquinho a gente volta ao tema central do nosso programa, tá? Olha só, gente, a primeira parte da reunião ordinária de hoje eh na Câmara de Campinas será dedicada ao Setembro Verde, uma campanha de conscientização sobre o direito das pessoas com deficiência e também a importância de acessibilidade da inclusão. A data também marca o Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência. Então você pode participar eh dessa reunião que eh começa hoje a partir das 5 da tarde, tá? Porque depois nós temos a reunião ordinária de número 52, que é a partir das 18 horas. Você é convidado especial para participar com a gente, tanto presencialmente no plenário quanto, eh, pela internet, né? Pela internet e aqui também pela TV Câmara Campinas. Ô gente, é o seguinte, pode subir para mim. Nós vamos falar sobre o programa de hoje, porque nós precisamos entender quando que eh nós iniciamos algo que nos dá prazer, que nos dá vontade e aí em algum momento a gente entende que aquilo é uma obrigação. Então eu gostaria de apresentar a vocês os nossos convidados, mas antes nós temos a previsão do tempo. É isso? Então tá bom. Vamos lá. previsão do tempo na tela pra gente. Eh, hoje o último dia do inverno, amanhã já é primavera, é primavera, verão, outro inverno. Uau, gente, olha aí que beleza, né? Então, mínima 19, máxima 29. E hoje nós temos aí um tempo com algumas nuvens no céu, de acordo com a previsão do tempo, abertura de sol, mas a chuva ela continua, viu? E à noite parece que temos aí mais pancadinhas de chuva. Essa é a previsão do tempo para hoje. Semana só tá começando. Me parece que temos aí uma nova frente fria, né? Então vamos aguardar. Mas vamos viver o hoje, o aqui e o agora. Apesar de est mofando, eu sei. Mas, ó, abre a janela e vamos deixar aí o vento entrar porque a gente precisa de renovar as nossas energias, tá bom? Segunda-feira, um ótimo dia para fazer isso. Pode voltar para mim. Agora a gente fala do hobby, daquela atividade que a gente escolhe porque gosta, né? Eh, cozinhar, que delícia. Viajar, então, nem se fala. Tocar um instrumento maravilhoso, né? Só que aí essa atividade ela começa a ser acompanhada por metas, números, comparações, cobrança por resultado. E esse prazer ele ele ele começa a virar uma obrigação, né? E é sobre esse limite entre a gente fazer por prazer e fazer por cobrança, que a gente vai conversar hoje, né? O tema do programa é quando hobby vira obrigação e a gente precisa entender isso. Por esse motivo, nós trouxemos duas pessoas especialistas que vão nos explicar sobre o tema do programa de hoje. Eu gostaria de dar as boas-vindas para Cíntia Lima. Ela é psicóloga, clínica e também psicóloga do esporte. Ela atua como com terapia cognitivo comportamental e ativação comportamental. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom dia. Eu que agradeço. É muito bom estar aqui. É um prazer falar desse assunto maravilhoso que cada vez mais vem aumentando e a gente precisa realmente estar leve, livre para falar sobre isso e abrir um pouco mais, né? Eh, essa caixinha aí pra gente entender melhor. É perfeito, né? Precisamos. Às vezes a gente se apega tanto e aí você tem uma autocobrança. Mas será que a gente precisa de tudo isso, né? E até que ponto a cobrança ela é importante pro nosso desempenho e a partir de que momento essa cobrança começa a nos fazer mal. Então a dupla de hoje se compõe com ele, né? o psicólogo clínico, palestrante, especialista em saúde mental no trabalho, terapia cognitivo comportamental e análise funcional do comportamento. Fábio, seja muito bem-vindo. Bom dia, obrigada pela sua participação e presença. Bom dia, Rúbia. É um prazer tá aqui de novo, tá aqui com a minha colega, com a Cíntia. Vamos entender hoje um pouquinho aí de como não tirar o prazer dos nossos hobbies, né? Acho que é bem importante. É verdade. Tirar o prazer dos nossos hobbies. Olha só que interessante, né? Então, a gente já começa com você, Fábio. Uma atividade que a gente escolhe por prazer, ela começa a apecer uma obrigação. O que que muda nessa relação com essa atividade? Eh, é importante a gente ter aí eh sentir um pouquinho de obrigação a partir de um hobby. É, é comum sim, até porque o hobby, né, para ser, digamos, considerado um hobby, não só uma atividade passatempo, matédio, ela tem essa função de ocupar esse tempo livre. É uma atividade que a gente escolhe por prazer, principalmente, mas o hobby ele também implica num progresso, né? Então, é alguma atividade que a gente vai fazendo, vai percebendo uma evolução, mas aí as pessoas começam mensurar muito isso, começa estabelecer metas e aí começa a ter esse efeito que você falou, né? Começa virar mais uma obrigação de cumprir aquele número, aquele objetivo e deixa de ser pelo motivo inicial, que era fazer aquilo por prazer, né? Então, uma pessoa que você de repente vai tocar um instrumento musical e vai sempre tocar a mesma coisa sem evoluir, na verdade ela não tem um hobby, ela tem um passatempo ali. Quando essa pessoa ela evolui naquela atividade, isso dá um ganho cognitivo assim, né? daquela sensação de preencher um vazio, essa evolução, porque a pessoa percebe que ela vai melhorando naquilo, é muito prazeroso. Por isso que o hobby é tão importante, ter hobbies é muito importante. E aí quando a pessoa começa a descaracterizar isso, né, fazer porque ah é a meta da semana, é a meta do mês ou eu tenho que prestar contas a uma planilha sobre isso, ela vai perdendo o por que ela está fazendo aquilo, né, que originalmente ela pelo prazer prazer de fazer aquilo, né? Excelente. Agora a Cíntia é psicóloga, mas também psicóloga do esporte, né? Então, Cíntia, no esporte isso aparece bastante quando a pessoa começa a correr, por exemplo, eh, treinar, praticar uma atividade por prazer, mas daí ela passa a viver em função do tempo, da distância, da carga, do resultado. Essa cobrança, essa cobrança no esporte, isso parece e em constância. Com certeza, Rúbia. Isso sempre é é assim, é muito fácil aparecer. que a gente precisa de pensar. Eh, eh, como o Fábio estava falando, quando a gente entende o nosso porquê, né, por que a gente tá fazendo o que a gente tá fazendo, isso ajuda a nos aliviar dessa pressão. Uhum. De ter que estar fazendo e continua com o prazer eh trazendo para esse hobby que é essa coisa saudável, né? Então assim, às vezes a pessoa começa a correr e aquilo eh ela precisa de postar, ela precisa de de bater o peace mais do que o de ontem. E aí ela vai postar e ela posta não é só para ela. Uhum. Quando ela joga ali é para todo mundo. E isso vira uma cadeia que ela não consegue muitas vezes parar, né? E aí cada vez mais ela tem uma pressão que chega num momento que ela não quer mais, porque aquilo não é mais prazeroso. Olha isso. Olha que Olha que pecado fazer a partir de uma postagem, né? Se a gente for parar para analisar aqui o que você tá dizendo, você faz uma autocobrança a partir de um hobby, mas aí você vai lá e posta. Só que daí a postagem de hoje, a postagem de amanhã, ela precisa ser melhor. O seu desempenho tem que ser melhor do que a de hoje. E aí vem a cobrança. Exatamente. E aí, eh, isso a gente tá falando aqui na na eh na corrida, mas isso também pode ser, por exemplo, na musculação. A pessoa pode começar a fazer ali uma musculação e ela não vai fazer apenas pela saúde. ela começa a pensar que ela precisa de fazer por estética, que ela precisa estar melhor que todo mundo. E se ela começa a pensar que ela vai pra academia, não para exatamente ter músculo, mas para cuidar da saúde, isso ajuda com que ela continue motivada aquilo, porque a motivação é o quê? é um motivo para ação. É exatamente o que a o que a palavra diz, porque às vezes disciplina é aquela coisa, todos os dias, todos os dias. Só que quando você tira essa palavra disciplina e coloca o nome motivação, só de você fazer isso, você entende que é o motivo para a sua ação que importa. E aí outra coisa, qual que é o motivo da minha ação? A minha, o motivo da minha ação é estar saudável, tá? O dia que faltar a motivação, você entende qual é o porquê da minha motivação. Você vem lá atrás e pensa: "Por que que eu estou fazendo isso?" Você vai lembrar que você está fazendo isso para a sua saúde e isso vai te ajudar a continuar com prazer. Uhum. Muito bem. Por favor, Fábio. Isso que a a CT falou agora é muito importante, né? desse motivo para ação, por que eu escolhi fazer aquela atividade. No consultório, a gente faz às vezes uma análise funcional pensando o motivo da ação da pessoa vai ter um fator, né, uma grandeza e o custo de resposta que essa pessoa vai ter para agir, eu vou subtrair desse valor. Se eu começo a ter um custo maior, se a obrigação pesa mais, se a pressão social da das pessoas pesa mais, a minha motivação começa a ficar mais fraca que isso, né? O motivo para agir começa a perder da cobrança e aí o saldo dessa minha conta vai dar negativo e aí eu vou ficando desmotivado no processo. Muito bem. Agora, Fábio, de onde que vem essa ideia de que a gente precisa estar sempre fazendo ou melhorando alguma coisa quando a gente tem um tempo livre? Por quê? A gente tem essa necessidade, isso é algo que é meio que inconsciente. Como é que funciona? Porque a partir disso que vem um possível hobby, né? Eu tenho um tempo livre, então eu preciso estar fazendo alguma coisa e aí nesse fazer alguma coisa, pode ser que venha um hobby pra minha vida. Então por que que a gente tem essa necessidade? É todo mundo que sente isso, ó. Em certo ponto, todo mundo vai ter essa necessidade de fazer alguma coisa. Não necessariamente esse meu tempo precisa estar ocupado com um hobby que envolva uma evolução, mas é importante que em algum momento eu também tenha esse hobby. Mas eu posso sim tirar isso para um passatempo, algo que não envolva muita evolução, né? Um um descanso, um repouso, uma atividade mais contemplativa, né? Eu tenho várias formas de ocupar esse tempo. A gente tem sim essa necessidade de ocupar esse tempo livre, né? Isso fez parte de toda a história da evolução humana, né? O o famoso óscio criativo que os gregos escreveram, tal. Então era um momento que eles paravam para pensar, né? Evoluir ideias e você vê que ali já tinha uma evolução, né? Eles já tinham isso como um hobby, mas eu posso incorporar diversos tipos de atividade nesse momento, não precisa ser necessariamente um hobby. E essa necessidade de se cobrar, de evoluir, isso já é uma coisa um pouco mais recente, né? Porque a gente evoluindo, por exemplo, a pessoa começou a fazer aula de desenho, começa a evoluir ali no desenho ou na na aula de música, como eu citei antes. Essa necessidade de evoluir, na verdade, era um processo normal, gradativo, sem pressa, sem prazo, no qual a pessoa ia percebendo uma evolução natural e isso era muito prazeroso. Hoje a gente vive já esse tempo, né, de economia de atenção, o tempo é muito mensurado, é tudo muito cobrado. Então hoje a gente acaba se cobrando um pouco mais disso, né? Então às vezes você conta para alguém que você tá fazendo, às vezes a pessoa já quer transformar aquilo até em trabalho, né? Ah, por que que você não vende a cerâmica fria que você tá fazendo, né? Então a cobrança mudou bastante, mas eu acho que é mais uma cobrança social do que uma necessidade inata que a gente tem. Muito bem. Eh, o Fábio eh falou uma coisa que me veio pensar em outra, né? Eh, há um tempo atrás eu comecei a fazer crochê. Uhum. Eu lembrei do tal do crochê que eu fazia quando era criança e falei: "Vou fazer crochê". E comecei a fazer as minhas correntinhas. Mas eu queria me aperfeiçoar ali nas minhas correntinhas. Eu estava zero pensando em fazer uma roupa, uma peça, qualquer coisa. Eu estava ali e aí eh conseguia fazer os pontos que eu peguei na internet, só que aquilo ali começava a ficar um pouquinho torto, tudo bem, eu voltava porque eu não tinha pressa de nada ali. Eu tava fazendo um hobby, eu tava assistindo uma coisa, eh, uma série, tava ali fazendo bem tranquilo. Eh, quando alguém me pediu uma peça, ah, você tá fazendo aí, então faz uma peça para mim, né, e tal. Aí eu, tá bom, vou tentar reproduzir essa peça. A peça era pequena teoricamente, mas aí eu já não quis mais. Eu tentei, tentei, tentei e aí eu queria fazer mais perfeito, mais organizado. E eu não, eu não, não era aquele meu objetivo. Eu queria realmente fazer por nada, fazer para passar a a linha na agulha apenas. E isso eh meio que se perdeu hoje em dia, né? É, é, é difícil você, por exemplo, vamos voltar aqui pro pro esporte, mas uma coisa mais contemplativa também, eh, você não consegue ir num parque que tem vários por aqui e você passear e você olhar aquela árvore linda com aqueles com aquelas flores coloridas. Agora vai chegar a primavera, né? Aquelas flores e tal. Você é difícil você ver uma pessoa que tá ali caminhando, olhando a as flores, as folhas que caem, a estação do ano, que cada uma tem a sua beleza diferente. É difícil você conseguir encontrar uma pessoa fazendo esse tipo de hobby também, de de desse tipo de atividade. Muitas vezes as pessoas estão ali apenas para fazer eh uma coisa mais constante, eh, obrigação. Ah, eu eu fiz quantas voltas aqui, entendeu? Não que isso não seja bacana, não que isso não seja interessante. O hobby também faz parte disso. Por quê? Muitas vezes a gente vai vir por desagradável um pouquinho. Tem dia que tá chuvoso e a gente não quer sair para correr, mas tem muitas pessoas que eh lidam muito bem com metas. Uhum. Né? E ela pode eh ter meta. O hobby pode ter metas. eh, traçadas. Se a pessoa funciona melhor dessa forma, não tem problema. Isso também caracteriza um hobby, desde que a pessoa não saia de casa pensando, eu tenho que eu tenho que ler 10 páginas, eu tenho que correr 3 km, 5, 10, 15, independente do que aconteça. Essa é a diferença do de você fazer porque você quer fazer, porque você está com vontade de fazer. Uhum. Porque é prazeroso, eh, também pode ter um desconforto, como eu disse, mas o o a diferença é é quando essa chave muda do eu tenho que muitas vezes aí o impacto e eh Fábio, desse eu tenho que no nosso na nossa na nossa mente, né? E e nas nossas ações também. Exato. Sim. É isso que a a C explicou agora, é é muito da análise que o terapeuta, né, da TCC, que ela trabalha, que eu também trabalho, vai fazer no consultório, é entender a relação que você tem com essa atividade. Então, como a Cíntia disse, não é um problema você fazer essa mensuração dos seus resultados, você correr com um relógio e ficar vendo o seu peace ou quanto você correu, ou se você tá aguentando correr mais quilômetros do que antes você corria. Não tem problema necessariamente isso. O problema, né, como ela disse, é justamente a relação que eu tenho. Eu passei a fazer isso porque eu quero fazer, porque eu me sinto bem fazendo, porque eu gosto da sensação que eu sinto quando eu estou naquela atividade. Ou é porque, ah, se eu não postar naquele grupo lá que a gente mede a corrida, vão me cobrar? Então, aí eu já tô fazendo para evitar cobrança. Eu não tô mais fazendo porque eu quero, né? Então, é mais sobre essa relação que eu tenho com a atividade, né? Eh, sempre bom pensar, por que que eu estou fazendo? Tô fazendo porque eu quero, porque eu me sinto bem, né? Não para uma prestação de contas, vamos falar assim. Então, né, a gente vive um mundo muito acelerado hoje, né? Nós perdemos eh a noção do tempo, perdemos a noção do agora, porque a gente tá aqui agora, mas nós estamos pensando lá na frente, né? o que que eu vou fazer depois do meio-dia, qual que é a minha agenda? E e você tá conversando, mas a sua cabeça tá um turbilhão, né, de emoções, de sentimentos, de de eh eh metas que você precisa cumprir e a gente se perdeu. Agora, quando a gente fala dessa questão de hobby, isso é muito importante para que a gente tenha um momento eh aqui e agora e nosso, né, meu comigo mesmo, é o meu hobby, é o que eu gosto de fazer. independente de quem está à minha volta. Mas isso também se perdeu, porque hoje nós temos, como você disse, eh eh a rede social e com a rede social nós temos a comparação. E a comparação faz com que a gente sempre esteja performando. Por exemplo, eu tô lendo um livro porque é meu hobby, então eu vou ler um livro, mas de repente eu vou lá pra rede social e tem uma pessoa que já leu esse livro que eu estou lendo, ela já falou sobre o livro e ela já tá um dois, três, quatro passos na minha frente. E aí eu me apego com aquilo e acho que eu não sou boa suficiente, porque se eu tô levando aí 30 dias para ler um livro, a pessoa em 15 dias lê o livro, passou o resumo, já leu mais dois, mais três e eu acabo tendo uma visão meia distorcida de mim. Então gostaria que você falasse sobre isso. Você já mencionou sobre isso na questão, né, do esporte, mas isso também faz a gente desistir, não faz? Faz, com certeza. Porque assim, ó, eh, ol, eu vou, eu vou citar uma coisa. Eh, bem, vamos lá, vamos colocar um skinc. Uhum. Um hobby das menininhas ou enfim, né? Daqu dessa coisinha assim de, "Ai, meu Deus, vou fazer o meu o meu skinc." Sim, isso. Um hobby. Eu comecei a cuidar da minha pele algo muito gostoso. Aí você pega à noite, você vai, você prende seus cabelos com aquela tiara e você faz e aí você percebe que você não tem o passo sétimo, você só tem até o sexto, mas tem até o nono daquele produto coreano. Ixe. E aí você E aí a internet te vende isso. Uhum. E aí aquilo não tem problema se você tá bem OK com com seus dois produtos. Mas aí quando a internet te vende uma coisa que você começa a se cobrar Uhum. Aí já vem uma complicação muito grande. Por quê? Porque aí você começa a se cobrar aquela pressão e aquele seu hobby passa a ser tipo, não passa mais ser prazeroso como era antes de você saber dessa questão de que teriam que ter mais passos para dar aquele resultado daquela pessoa do Instagram. E isso é muito complicado porque aí eh você continua sempre se comparando, né? E aí fica difícil emocionalmente vira uma bagunça, né? Porque você vai eh eh para fazer algo que te faz bem, mas aquilo começa a te fazer mal. E você pede a linha um pouquinho do raciocínio, o que que tá acontecendo, né? Eu comecei a fazer algo legal, mas agora eu tô me cobrando e aí parece que eu não sou suficiente. Voltamos novamente. A importância da gente manter um pensamento assim mais que não aqui ou agora e mais voltado pra gente mesmo. A gente tá meio perdidão, não tá não, Fábio? Tá sim. E assim, essa descaracterização, né, do por que eu faço isso, eh, e é, e junto com essa cobrança social, né, isso vai justamente direcionando o nosso foco, né, a gente vai ficando desconectado das nossas emoções e acaba mudando o propósito para aquela prestação de contas, né? Inclusive eu lembrei, um cara nos Estados Unidos passou a ganhar muito dinheiro, ele criou um site para você fingir que tinha corrido, né? Você ia lá, desenhava no mapa o percurso, escolhia um pace e e criava um post já para ter pesso fake my run. E esse cara começou a vender isso e começou a ganhar dinheiro porque as pessoas elas não queriam mais correr, queriam só evitar o julgamento das pessoas que queriam ver o resultado da corrida. Poxa. E esse cara, ele começou isso como uma crítica social. Ele é um corredor. Aham. E ele passou a ganhar dinheiro criando um site para isso, né? Tá de brincadeira. Exatamente. Você vê como essa pressão social comercial funciona, né? As pessoas pagaram, passaram a pagar para fingir que tinham corrido do que correndo propriamente. E você como e você como psicólogo, Fábio, qual que é a análise que você faz disso? Porque gente, é algo que se a gente para para pensar, olha o absurdo e o cúmulo do ridículo, não é? Porque por que que eu preciso pagar uma coisa fake? sento que eu não fiz qual que é a necessidade, o que que nós temos, o que que tá acontecendo? Explica pra gente, por favor. Pois é. É, é o que a gente chama de função do comportamento, né? Qual que é a função que faz esse comportamento existir? E é justamente uma aceitação social, né? Então essa pessoa, ela precisa tanto dessa aceitação social que mesmo sem sair para correr, assumir: "Ah, hoje eu não estava bem, hoje eu não tava motivado, hoje eu não quis". Não, a pessoa vai lá e paga para fingir que tinha corrido justamente para ter essa aceitação social. Só que a função ela deixou de ser motivadora, ela deixou de ser o prazer próprio, ela deixou de ser até a própria força de vontade, passou a ser apenas um uma aceitação social, né, um enquadramento social dessa expectativa que as outras pessoas têm, que não necessariamente você deveria atender, né, se não tá te fazendo bem. Pois é. Ô, C, como é que você vê isso? E depois não vem uma culpa. Será? Porque analisa, você tá lá, né? Eh, deitado no sofá, tranquilão, comendo uma pizza e aí postou que você correu e fez não sei quantos quilômetros e tal. Mas será que quando você volta para você, será que a consciência eh ainda existe esse negócio? Será? Ou as pessoas já não estão nem se importando para si mesmos? Eh, eu eu penso assim, há diversos tipos de de pessoas, né, né, de pensamentos, de de das crenças das pessoas, enfim, de tudo. Mas a questão de de dessas pessoas postarem isso, elas já estão procurando uma mídia, né, o outro, elas se preocupam demais com que com que os outros vão pensar dela, né, o mundo e tal. Eh, eu tava aqui, a hora que você falou, a pessoa tá deitada no sofá, eu fiquei imaginando uma pessoa deitada no sofá, e ali postando eh eh, né, que correu. Eh, imagina a as pessoas ao ao redor, elas vão começar a comentar, porque se essa pessoa faz isso, normalmente ela tem um reforço para fazer isso muito grande. Então assim, ela começa a ser reforçada e ela vai começar a pensar, uau, pronto, tá vendo? Não não sei, uma das uma das possibilidades, eu não preciso nem de sair daqui ou ela vai começar a pensar, meu Deus, o que que eu estou fazendo? Hum. Mas aí é uma coisa muito complexa, né, Fábio, porque são são vários tipos de pensamentos que as pessoas têm e também assim é é como o Fábio disse, é entender a função que isso traz na pessoa, porque nós eh não vamos julgar essa pessoa de forma alguma. Nós vamos ajudar com que elas entendam Uhum. Eh, qual que é a função disso na vida delas? Será que isso realmente faz sentido? Será que ela precisa realmente disso? E uma coisa que eu eu até gostaria que as pessoas refletissem. Se você não puder, se você fizesse uma coisa que você não pudesse postar, que fosse só para você, você ainda faria? Nossa, eu eu eu fiquei refletindo sobre isso, sabe? Porque muitas pessoas nem Instagram tem. É verdade. Mas outras fazem muitas coisas só para postar. Às vezes a pessoa não consegue viajar porque ela precisa tirar foto o tempo inteiro do prato, do lugar. Não se não não consegue ter aquele aquele prazer, aquela satisfação, porque ela precisa sempre tá mostrando para o outro. Então, mas e a gente tá tão no automático que é assim, né? Se a pessoa tem a necessidade de postar, vamos raciocinar aqui, é porque tem alguém para olhar, sim, né? Então tem sempre aia, a a os curiosos de plantão que vão ver o que eu estou fazendo e isso incentiva o like e tal, né? Um ciclo vicioso assim, né? Fábio sim. Eh, essa pergunta que a C falou é perfeita assim, acho que todo mundo deveria se fazer ela semanalmente, questionando aí as atividades que faz, o porqu faz, né? Eh, perfeita. E muitas vezes isso, ah, você tem, então, vamos supor que a pessoa fala, mas Fábio, eu quero, eu quero postar, eu quero dar uma prestação de contas, eu quero e eh essa atividade me faz bem também. Então, por que você não pode postar uma autenticidade? Porque você não pode postar que no dia chuvoso você não quis ir correr e você postar ali que você é humano, que você tem dias que você vai, tem dias que você não vai, que você não tem obrigação de ir, né? Então, ah, o caminho passa muito por esse lado, né? Ajudar essa pessoa a entender que essa autenticidade dela também tem valor. Ela não tem que atender todas essas expectativas sociais, né? Isso aí. Isso que a C falou, né, do de ficar tirando foto de tudo e não curtir a viagem, né, uma atividade que não nem necessariamente é um hobby, né, porque não envolve uma evolução, mas, por exemplo, a pessoa ir num show e ela ficar filmando o show pelo celular e não assistindo o show, não vivendo aquele momento, não vivendo aqui agora, né, como a Rúbia disse bem no começo aqui da entrevista. Então, essa pessoa, ela tá perdendo o propósito, né? Tá, tá perdendo o, talvez a parte mais valiosa desses momentos. com essa parte e é justamente trazendo consciência para isso que a gente começa a mudar alguns comportamentos e aproveitar melhor essas atividades, né? É, olha só que interessante. Por favor, pode completar seu raciocínio? Não, ele falou do show e eu tava aqui pensando hoje em dia, muitas vezes, quando a gente tá num show é difícil você ver uma pessoa que não está filmando o show, né? É, nós já falamos sobre isso aqui. Você sabe que tem algumas pessoas que falam, perdão de te cortar, que filmam para assistir depois e ninguém assiste. Ninguém assiste. Então, ninguém assiste. Será? Eu eu eu jogar vai ter que deletar porque vai encher o celular. Exato. Aí, ela tem que pegar e deletar porque tá cheio o celular porque daí ela filmou a música inteira que, tipo, tinha 5 minutos. Não é? Eu, eu assim eu concordo. Essa essa questão hoje em dia tá tá tá bem eh tá bem complicada mesmo. É bem delicado. Agora quando eh esse negócio de hobby, a gente falando de hobby aqui e vocês, né, trazendo eh eh todo todas essas informações, faz pensar que hoje então a maioria das pessoas, claro, gente, sem julgamento, tá? E de repente eu também faço isso, você também faz. às vezes é que é meio que inconsciente porque a gente acostumou, o nosso cérebro se acostuma com tudo e aí e a gente infelizmente a rede social, a internet faz parte da nossa vida hoje de uma forma em que a gente faz tudo e coloca ali, né? E a gente às vezes faz sem perceber. Mas então, eh, 90% das pessoas hoje já não vive mais esse prazer do hobby que te faz bem sem você ter a necessidade de performar. É isso, Cíntia. Olha, eh, eh, Ruber, eu tava ontem mesmo, eh, eu tava eu fiz isso e eu vou dizer para vocês aqui, eu até postei, mas eu postei porque eu gosto muito dessa questão, como eu trabalho com esporte também, né, eu eu posto a a realidade, né? Eu gosto dessa dessa coisa real. Então, tipo, ontem tava chovendo à noite, né? E só que eu queria me regular, porque eu tava num dia um pouco estressante, com muitos estímulos e tal. E o que que eu fiz? Eh, 7:30 da noite eu fui paraa academia, fui dar uma corridinha e tal e eu não fui para lá para correr, eu fui para me regular. Uhum. Perfeito. Então, quando você entende o porquer coisa, esse hobby passa a ser uma coisa muito prazerosa. Eu fiz uma corrida, mas eu poderia fazer um risoto. Uhum. Uhum. Eu poderia pegar um violão se eu tocasse, que eu amaria tocar um violão, saber tocar um violão e poderia ir lá e só tocar umas músicas. Uhum. Isso ia fazer com que eu me regulasse. Então, o hobby, ele pode ser uma regulação eh emocional. Você poderia, por exemplo, fazer uma cerâmica, entendeu? Um crochê, um tricô. Então, eh, é muito importante a gente entender que o hobby, sim, ele pode ser uma performance. O hobby, sim, ele vai eh você vai eh evolui nele, mas ele também serve para outras finalidades, como a regulação é emocional que eu acabei de de comentar e é de fundamental importância. Eu cheguei em casa outra pessoa e olha que eu corri 20 minutos sem pensar quantos que tinha corrido. Enfim, muito bom. E aí, você aí de casa, conta pra gente, e o seu hobby, aliás, você tem um hobby, você consegue identificar, né, em você aí, no seu dia a dia, o que que você faz para, como muito bem trouxe a nossa psicóloga Cíntia, para você se autorregular, né? E é a partir de um hobby que você se autorregula ou é a partir de um hobby que você autestressa, né? Porque isso também existe, né? Você tá lá performando, aí você de repente, olha, tem alguém performando melhor que você. E o seu hobby virou um strress total que vai desencadear, olha, pode, né, desencadear aí muitas emoções, muitos sentimentos e isso pode fazer mal, né, Fábio? Sim, com certeza. Eh, isso de você falar que sempre vai ter alguém, né, desempenhando melhor nas redes sociais, né, vai ter. E eu acho muito interessante porqueudo bem, por exemplo, né, falando do esporte, que nem a gente falou, eh, hoje eu posso dizer que o hobby da minha esposa é o Crossfit, né? Ela ama Crossfit, começou por saúde, tem uma comunidade muito forte, o Crossfit, né? Ela gosta muito, então ela vai, ela gosta também de de filmar, de postar. Elou filmando para ver a posição do exercício também para fazer as correções. Aí ela passou a postar, tem um reforço disso também na internet, mas tem dias que ela também não tá disposta, não tá bem, não vai, mas ela tem isso como um hobby. Mas é muito interessante o seguinte, ela não é nem pretende ser uma atleta profissional de crossfit, então se ela fosse ficar se comparando, né, com esses resultados de atletas que que vivem disso profissionalmente ou que postam ou de pessoas que são já atletas amadores que buscam isso, eh, seria completamente desmotivador. Então, se você for se comparar, realmente sempre vai ter alguém além ali, né? Então vai ser completamente desmotivador. O foco precisa est no por que eu estou fazendo isso, né? Então essa função da regulação emocional que a CINE falou é perfeito, né? Um ter esse momento de abstração, né? Às vezes você tá naquela atividade, pode ser atividade física ou não, mas você entra naquele flow, né? É quase um transe mental ali que você desconecta dos problemas. Isso é muito bom, né? né? Acho que todo mundo tem que ter alguma atividade assim para para ajudar nesse controle emocional. Uhum. Eh, é muito é muito legal falar, né, dessa questão que a esposa dele começou crossfit e tal. E é muito bom e a gente entender também o quanto é importante a gente eh se permitir não ser bom em algo. Uhum. Hum. Começar algo novo, sem pressão, sem ah, porque eu vou outro dia, não faz muito tempo, esse ano, eh, eu comecei a fazer algumas aulas de circo. Uhum. E é tão gostoso. Parece que você vai lá quando você era criança, eu no meu caso, né? E aí eu, subindo naqueles tecidos e tal. Eu não consigo, eu não conseguia fazer muitas aulas, mas eu fui as aulas que eu consegui. Por quê? Porque eu tava ali, era para viver o momento, era para est ali comigo, era para eu me sentir bem, sem, tipo assim, sem eu postei uma fotinha, mas a fotinha que eu postei foi para dizer como isso aqui é bom, você faz isso, já fez isso para motivar as pessoas. E aí é que tá o hobby, né, da obrigação. E isso dá para eu explicar certinho. Não tem problema de você fazer alguma coisa para você postar, principalmente se você percebe esse reforço que o Fábio tava dizendo de outras pessoas que fala assim: "Nossa, por exemplo, nossa, Ctia, que legal que você tá fazendo isso e tal". Isso também vai te reforçar e a cada vez mais postar. Porém, entenda, o dia que você não quiser postar, só não posta. Uhum. Porque aí vai ficar mais leve, não vai virar uma obrigação e o seu o seu hobby vai continuar tendo mais prazer. Você vai continuar conseguir continuar mais tempo com ele. É um negócio é que a gente se apega, né? A gente precisa desapegar. A gente se apega ao que o outro tá pensando, a gente se apega ao não, eu tenho que melhorar. Hoje eu fiz assim, mas amanhã eu tenho que fazer melhor. E e a gente se apega nos likes e aí a gente se perde, né? Então, é é interessante. Vocês psicólogos nos ensinam que alguma algum momento da vida é importante a gente dar um passo atrás, né? e e ter uma visão ampla assim daquilo que tá acontecendo conosco e à nossa volta e de repente a gente recalcular a rota, né, e fazer diferente porque tá legal, a gente tem, eu tenho um hobby, mas esse hobby ele ele começou a me maltratar, né? Esse hobby começou a trazer para mim uma obrigação e um sentimento que não está me fazendo bem. Então, dá um passo atrás, né? Dá uma olhadinha se esse hobby é para você ou se é para as pessoas que estão à sua volta e aí recalcula, faz outra coisa. É mais ou menos isso. A gente fala parece ser tão fácil, mas não é tão fácil, não. É desafiador isso, não é, Fábio? Sim. E eu acho que uma coisa importante de colocar é que, na verdade, um bom hobby, ele vai gerar um tipo de desconforto ali, mas é um desconforto bom, né? Então, por exemplo, eu comecei a tocar contra baixo e aí ali na hora de tocar um instrumento, você, pô, meu dedo não está obedecendo meu cérebro, né? Eu já entendi o que eu preciso fazer, mas eu não consigo fazer. E isso demanda várias repetições até você fazer essas conexões neurais aí e você conseguir desenvolver aquela habilidade. Então, a frustração de ainda não conseguir faz parte desse hobby, né? Então, digamos que é um desconforto produtivo, é um desconforto bom, né? É um desconforto que a gente tem que validar, conviver com ele, aceitar ele, que ele faz parte desse processo do desenvolvimento do hobby. Mas é muito importante olhar qual que é esse desconforto. É um desconforto que faz parte ou é um desconforto externo? É da rede social, é da cobrança, é da meta que eu coloquei numa planilha. Então, analisar qual tipo de desconforto, se é um desconforto que me ajuda, que tá me ajudando a evoluir, que tá me ajudando a me confortar ou me regular emocionalmente, ou é um que só causa sofrimento, frustração, desmotiva, é bom saber analisar, algum desconforto vai ter. Verdade. Vai, e também eh algum desconforto no sentido muito amplo. Eu vou dar um outro exemplo de Roby. Uhum. que, por exemplo, eu não me lembro o como que chama aqueles livrinhos de pintar, sabe aqueles liv aquela moda que teve é do Bob Good lá, né? Bob goods. É com a canetinha, né? Aí você compra cinco canetinhas para você com os desenhos também. Só que aí você percebe que as cinco canetinhas não funcionam. Você tem que comprar aquele estojo. Ah, exato. Que você vai querer mais cores, né? 24. 24, Fábio, não sei. Eu acho que é mais aí vai. E aí você acaba percebendo que na internet para você pintar aqueles caderninhos, você precisa de muita coisa. E aí vem o quê? a pressão novamente que a gente estava falando. E aí acaba que aquele hobby que você começou ali para você pintar ali, aquele aquele livrinho começa a te desanimar. É, se você começa a enxergar tudo isso a em volta, né? Não não o seu momento. Uhum. o momento que o outro passa, porque aquelas pessoas que passam, que tem não sei quantas canetinhas, às vezes ela já pegou esse hobby dela e transformou ele num trabalho. Uhum. E aí ela pega e ganha todas as canetinhas daquele link que você clica para você eh para para ele, ela ganha aqueles produtos para você ir lá clicar e comprar. É, ela ganha porque ela fez o hobby dela uma profissão e você começa a fazer o seu hobby com uma frustração. Uhum. Então também é legal você pensar sobre isso, porque aquilo pode ser uma coisa muito prazerosa que te traga muito bem-estar, mas assim, eh, você realmente está tendo um bem-estar, eh, isso é muito bom para você refletir também. Quero até contar um exemplo aqui, que um dia eu tava conversando com a Cíntia e ela me trouxe uma situação que é muito triste quando a pessoa acha um esporte que ela gosta, por exemplo. Aí a pessoa gosta do bit tênis, é uma coisa acessível, ela consegue fazer, ela gosta, mas aí ela desanima de ir porque ela não tem dinheiro para comprar raquete específica, né? É, e aí essa só esse contexto mercadológico que nem ela falou, acaba desanimando do hobby. É a mesma coisa do não, não vou começar correr porque eu não consigo comprar um tênis de R$200. Verdade. Então, prestar atenção, né? Essas coisas aí também não podem te tirar. Pô, vai lá, faz. Você tá fazendo isso como um hobby, né? Você não tá profissionalizando isso. Então você não precisa necessariamente dessa raquete mais cara para poder fazer essa atividade. Nossa, gente, é impressionante vocês falando assim, né? Eu eu me lembro que há um tempo atrás, claro que é bom a gente melhorar, a gente sempre está em movimento e a ideia, a tendência é a gente melhorar mesmo. Mas vamos lá. Ah, um tempo atrás, lembra que que tipo de roupa que a gente ia pra academia? Ai, meu Deus. Lembra que tipo de roupa que a gente ia pra academia? Que a gente ia correr, que a gente ia fazer um exercício? Enfim. Agora, gente do céu, é um evento. Eh, eh, sem julgamentos, por favor. Cada um vai for. que que faça sentido para você, mas para mim não faz muito sentido, né? Eh, vou pra academia, vou soltar meu cabelo, vou passar a maquiagem, fazer meus cílios, poxa vida, eu não vou, é, né? Então é um evento e a gente precisa tomar muito cuidado com isso porque eh é a pressão que vem aliado ao nosso hobby por conta de performar, de de se preocupar o que os outros estão pensando sobre nós, mas e o que eu penso sobre mim e a minha vontade e e o meu desempenho no meu hobby, como é que fica? Pois é. E muitas vezes essa pessoa que ela está na academia, que ela chegou lá, ela vai porque o médico pediu. Exatamente. E aí ela ela pode ser que vire um hobby para ela. Olha só que legal. Porém, pode ser que vire uma versão, porque ela chega lá e se ela não tiver bem eh bem bem com a sua cabecinha, bem bem assim, eh, didaticamente falando assim, né? é bem com ela mesmo. Ela ela vai chegar lá e ela vai ver aquela performance toda, o que que ela vai fazer. Uhum. ela vai se esquivar daquilo, ela vai, ela não vai se sentir bem naquele ambiente e enfim. E a psicoterapia é muito importante para isso, porque tem muita gente que precisa de entender sobre isso mesmo, sobre eh estar bem ali com ela, né? É, não não se importar muito que está à nossa volta, né? quando está fazendo bem para você, ah, fica aqui, ó, só você e tenta esquecer quem está ao seu lado, ao seu redor, porque é só assim que a gente vai conseguir é ter um hobby por hobby, né? Um hobby por prazer mesmo, não um hobby por pressão, né? Ah, que estão me olhando, nossa, tem que performar aqui porque não tá legal, tô fazendo errado aqui e tal, mas não é o teu personal ou então não é o professor de da academia que veio e falou: "Olha, melhor aqui não é porque alguém tá olhando, eu tô achando que eu tô fazendo errado e aí não tô perbando. Ah, não, vou embora, vou ficar com vergonha. Poxa vida, Fábio. Eh, e mas assim, a gente aqui não tá muito do que a gente tá falando aqui, ho é justamente para provocar essa reflexão nas pessoas, né? É, sem julgamentos, né? Reflexão. É sem julgamento, porque muitas vezes, né, a garota, por exemplo, ah, eu vou pôr uma roupa da academia combinando, vou passar um blush, eu vou passar um batom. Essa pessoa se motiva aí também, tá? Então, ela tá fazendo isso da roupa, da maquiagem, passa até um perfume para ir treinar, faz ela sentir melhor para fazer essa atividade. Então, se a função tá sendo motivadora, ela sente melhor fazendo isso também não tem problema nenhum. O problema é, como a gente falou, é quando vira cobrança, quando é só pelos outros, né? Então fica aí essa reflexão, né? Não tem problema você postar, não tem problema você fazer. É justamente a relação que você tá tendo com isso, se tá te fazendo bem ou se tá te fazendo mal. É que todo excesso esconde uma falta e a gente precisa entender o que que está em excesso na gente, porque daí se a gente entende isso, a gente pode entender que de repente tá faltando alguma coisa e essa falta a gente, esse vazio, a gente tá preenchendo com algo que não faz sentido pra gente. A gente acha que faz, mas não. Então, por isso a importância dessa conversa, né? Eh, eh, para que fique uma reflexão paraa gente, é sem julgamento. Você faz o que você acha que faz sentido para você e tá tudo bem. Se faz sentido para você e não faz para mim, ótimo, melhor assim, porque nós somos pessoas diferentes e isso eh não fazer sentido para uma das partes, tá tudo certo, né? Vamos lá. 8:55. A produção tá me avisando aqui que nós temos eh algumas perguntas. A conversa tá tão boa que era para ter chamado já as perguntas, eu acabei esquecendo. Vamos lá. Pode colocar na tela pra gente, produção, a gente vai até 9:5, né? Então vamos lá. O Bruno Almeida do Bonfim, comprei um instrumento caro e hoje continuo tocando só para não sentir que desperdicei dinheiro. Como lidar com investimento quando a vontade muda? É um detalhe, hein? E aí, Fábio, como que que você pode dizer para o Bruno? Ó, eu acho que assim, tem essa pressão, né? Isso é até um viés que a gente estuda psicologia, isso de não querer ter jogado dinheiro fora, vamos falar assim. Mas você pode mudar a relação, o momento que você toca, o por você toca, que tipo de evolução você quer ter, que tipo de música você toca. Dá para pensar aí na na relação que você vai ter com esse instrumento, independente do custo financeiro que ele teve, né? você mudar sua relação com ele ali, então, eh, deixar ele mais fácil às vezes de tocar ou separar momentos que vão ser momentos eh prazerosos, referências, às vezes algum amigo que já toque para vocês fazerem alguma coisa junto, que esse amigo também te te encoraje, te anime, né? É pensar nessa relação. Esse fator aí, esse motivador de só para não perder o dinheiro que eu gastei, eh, não vai sustentar por muito tempo, vai ser um comportamento de sacrifício aí. E comportamento de sacrifício é igual ficar embaixo d'água prendendo a respiração. Uma hora a gente sai dele, não aguenta, né? É. E o Bruno não tá sozinho não, viu Bruno? Sabe por quê? Porque tem muita gente que faz isso, não só com instrumento, mas tem gente que, vamos lá, eh, eh, eu vou começar a fazer uma atividade, então eu vou, eh, montar um arsenal para que eu possa fazer essa atividade. Aí você chega lá e se frustra, fala: "Não, é isso que eu queria. E agora? Faz o que com aquele arsenal que você comprou?" Uhum. E às vezes ainda ela, a pessoa pode pensar assim: "Eu só vou fazer aquilo quando eu tiver aquilo". É verdade. E isso também, né, que também fica complicado. Fica bem complicado. É isso mesmo. Vamos lá, gente. Mais uma pergunta pra gente na tela, por favor. Eh, pode colocar, produção. A a Luciana Martins do Jardim Guanabara. Na família virei a fotógrafa de todos os encontros porque gosto de fotografar. Como dizer também que quer aproveitar a festa. Nossa, Luciana, ela quer aproveitar a festa sem ficar responsável pelo registro. Gente, isso acontece com muita gente, né? Você gosta de fotografar, daí você tira foto no primeiro evento da família, no segundo, no terceiro, ô fulano, tira foto. Puxa vida, mas eu quero curtir a festa. E aí faz como? E sabe o que? Às vezes essa pessoa ainda vem com a pressão de que foi convidada para Então é verdade. Ai ai ai. Essa foto não fica boa, fica tremida, hein? Ah, não. E eu acho que tipo é é você encontrar o meio termo, né? você comentar que você vai fazer os 20 minutos iniciais ali, que depois você vai curtir um pouco também, que você gosta e tentar eh alinhar com a pessoa da festa ou também conseguir dizer o não, né? Olha, eu eu não tudo bem se eu não fotografar, né? Porque a pessoa precisa entender que que ela também tá ali para ser para curtir. E eu vou te falar que isso acontece em muitas famílias, viu? É delicada a situação. E aí tá todo mundo lá olhando, rindo, performando para você e você tá querendo curtir a festa e você precisa fazer as fotos. E depois, né, que que não fez as fotos e depois no grupo da família, ô fulano, manda foto. Cadê aquela foto? Você não tirou? Eu não acredito. Então você tá vendo como que às vezes vira uma obrigação, uma coisa chata e a gente precisa aprender a nos comunicar e falar: "Não, tá tudo bem". E muitas vezes ela pode ter eh comprado a a a máquina, a máquina, a câmera ou o celular que hoje em dia, porque ela gosta de eh fotografar paisagens. Olha, olha só. Aí ela ama paisagens. Aí ela tá lá postando as paisagens aí. Uma ótima fotógrafa, então o aniversário e você que vai fotografar. Pronto. Aham. E amanhã depois, amanhã de novo, amanhã de novo, depois de novo, depois de novo. Todo mundo se acostumou, né? Fazer o quê? Tenta falar não, assim, mas com com o quê? Pode brincar, né? Acho que ela pode brincar, ela pode falar: "Hoje eu vim a paisana, hoje eu vim no papel de modelo, não de fotógrafa, né?" É, é, vai tentando, né? brincada, às vezes fala primeiro com alguém que tem mais intimidade, que não tá tão à vontade. Ou então vai incentivando outras pessoas, vai ensinando outras pessoas a fotografarem também, né? Porque você pode ensinar e aí você consegue ter um momento de tranquilidade para curtir a festa também. Vamos lá, 9 horas pontualmente. Mais uma pergunta, por favor, na tela. Eh, Vanessa Ribeiro do Parque São Quirino. Eh, entrei em um grupo de caminhada para me divertir, mas preciso justificar toda vez que falto como conversar com a turma. Quando o incentivo começa a aparecer fiscalização, ai tão decidindo aqui quem é que fala, né? Isso aqui também é outra situação delicada. Vai lá, gente. É porque eu tô aqui falando muito do esporte, é por isso que eu tô lá, vai lá. Não, sim, sim. Vamos lá. Delicadíssimo isso aí, gente, porque você quer se divertir, mas daí de repente, né, a pessoal do grupo começa a cobrar. Acaba que quando a pessoa começa a cobrar e a pessoa se sentir cobrada, ela acaba não querendo, né? Ela não acaba vir porque vira obrigação. Aí já Mas aí eh é tentar pensar eh por que ela começou a fazer caminhada. Isso talvez ajude ela. Ah, lembra lá que eu eu falei no começo o porquê das coisas que ajuda na motivação para aquilo acontecer. Então assim, qual que foi o motivo paraa sua ação de caminhar? Eh, encontrar pessoas, melhorar sua seu seu VO2 ou sei lá, eh o médico que pediu, tá? E vamos lá. Por que que o médico pediu? Então isso vai ajudar a pessoa a ter um motivo para ação. E aí quando esse esse motivo para ação tiver meio fraquinho, você vai lá e pensa: "Por que que eu precisei me motivar para ação? Isso vai ajudar com que ela vá caminhar." Agora, essa pressão das outras pessoas de dizer para ela: "Ah, meu Deus, você não veio de novo, cadê você?" Ela também pode pensar que é porque as pessoas estão sentindo falta dela. Sim. também eh pensar, poxa, será mesmo que eu não quero ir, será que dá para eu ressignificar essa pressão das pessoas em cima de mim ou eu não quero mesmo? Se eu não quero mesmo, então vale dizer pra pessoa: "Olha, eu não tô afim de caminhar, vou dar um tempo, vou arquivar esse esse grupo aqui, um dia que eu resolver de novo e caminhar, eu volto a conversar com vocês. Tudo bem? Eu não tô me sentindo confortável. Uhum. Eu acho que isso também é é muito importante. É porque tem os incentivadores tóxicos também, a gente tem que tomar cuidado com o incentivo. É legal a gente incentivar, a gente, né, vamos embora e tal, só que a gente também tem que ter a noção do nosso limite, porque às vezes a pessoa ela não tá disposta e tanto incentivo acaba fazendo com que a pessoa se afaste, né? É. E e nesse exemplo que a Vanessa trouxe, é muito importante que ela não passe aí caminhar para evitar a punição do grupo. Ah, verdade. Porque isso aí vai ser um um motivador péssimo paraa atividade dela, né? Vai desencorajá-la. Então assim, não não começar a fazer essa atividade por esse motivo, focar nisso que a CT acabou de explicar, né, do por que ela começou eh essa atividade, né, e de repente até apresentar pro grupo, ó, essas cobranças aí estão mais me desmotivando do que cobrando, mesmo que sejam cobranças com boas intenções, às vezes, ah, pô, ela não apareceu, será que ela tá bem, será que aconteceu alguma coisa? Às vezes é bem intencionada essa cobrança, né? Sim, mas explicar pras pessoas, ó, função tá sendo outra aí. É, gente, é, é eh cada um tem uma forma de interpretação, né, das situações, né, do que houvem eh eh das ações. Então, é importante a gente ter clareza na hora da comunicação. Agora, 93, vamos encerrar ou tem mais uma? Fala aí para mim. Se for para encerrar, encerro. Se for mais uma, a gente continua com mais uma. Se for mais uma, pode colocar na tela. Tá bom. Então, obrigada. Nossa, eu nem vi aqui que tava aparecendo o fone, ó, gente. Mas é isso. Ao vivo é assim mesmo. Tem um fone, eu uso um, o outro eu escondo aqui, ó. Olha aí. Tá vendo? E aí que tava aparecendo aqui. Desculpa aí, viu, gente? Vamos lá. A Daniela Souza do Jardim Eulina. A última, hein, gente. Minha filha gosta de desenhar, a família já fala em concursos e carreira, como apoiar o interesse de uma criança sem decidir por ela o que ela precisa virar. Nossa, Dani, então a família se empolga, né? Ô, Fábio, como é que faz essa nossa empolgação? Ela é inevitável, assim, né? Eh, a filha da Daniela aí, né, de repente mostrou esse talento, as pessoas já vão profissionalizar, vão pensar em monetizar isso, né, transformar isso em renda, tal. Qual que é o principal cuidado que tem que ter quando pensa nessa coisa de transformar o hobby em trabalho, né? Será que profissionalizar não vai descaracterizar, né? Não vai mudar a atividade em si, porque hoje ela desenha as coisas que ela quer desenhar, quando ela quer desenhar, com a técnica que ela quer desenhar. Quando a pessoa se torna desenhista profissional, por exemplo, ela vai ter que atender a demanda de um cliente, um estilo de um cliente, o prazo de um cliente. Então, olha como a atividade em si muda, né? Na parte estética, a atividade é a mesma. Ela tá desenhando, só que toda a relação por trás, né? Tudo que tá sendo construído vai mudar. Aí tem que ver pra filha dela. Ah, mas eu não tenho problema em desenhar algo sobre demanda. Eu não tenho problema em desenhar algo dentro de um prazo. Desde que eu esteja desenhando, tá tudo bem. Essa pessoa pode sim profissionalizar essa atividade e ter uma relação super saudável com isso, mas tem que ser algo dela, tem que ser uma decisão dela e não uma pressão social apenas porque ela é talentosa. É, é verdade. Daí é é o típico caso que a gente falou de fazer o hobby virar um um trabalho e aí você não é mais hobby, né? Acabou, não tem mais prazer naquilo, né? Ô gente, 9:6 a gente vai encerrar o programa de hoje. Quero agradecer demais a participação de vocês aí de casa e também dos nossos convidados. Fábio, considerações finais, por favor. Muito obrigada por compartilhar conhecimento, por orientar, por essa conversa tão gostosa e produtiva nessa manhã de segunda-feira. Ó, Rúbi, um prazer tá aqui. Muito legal estar com a Cintia, minha colega, com você. E gente, acho que é uma reflexão aí, né? Se você tá pensando em transformar um hobby num trabalho, né? área de especialização aí, saúde do trabalho. Pensa nessa parte, né? A minha relação com as atividades que eu faço, o que que eu tenho que fazer no dia a dia, se vai mudar, se não vai e principalmente por que eu faço essa atividade que eu considero meu hobby, né? Por que que eu escolhi isso? fazer isso por você e por prazer, sem cobranças, sem metas, mesmo medindo, mensurando os resultados, que seja sem cobrança, sem essa obrigação aí que pode estar te desmotivando a fazer algo que você gosta tanto. É isso. Bem, mais uma vez, gratidão pela sua participação. Quero agradecer demais também a Cíntia pela presença, pela participação, por compartilhar conhecimentos com a gente. Acho que foi assim top, super 10, porque vai fazer a gente na segunda-feira fazer uma análise aí do que a gente tá fazendo porque a gente gosta ou se a gente tá fazendo por conta de uma pressão social, né? Obrigada, Considerações finais. Eu que agradeço. Agradeço você, Rúbia, ao meu colega Fábio também. Foi maravilhoso estar aqui com vocês nessa manhã. Eh, e eu deixo aqui novamente a minha fala ali de trás, porque eu acho que vale uma reflexão. Se você está fazendo uma coisa e essa eh esse hobby, essa essa determinada coisa, ela não pudesse ser postada, você continuaria fazendo isso? Eh, eu acho que é uma reflexão muito bacana para você fazer de tempos em tempos, eh, para não deixar que tudo que você faça seja para o outro e sim para você mesmo, para você se sentir bem. Eh, para no final assim do que você for fazer, você se sinta assim: "Nossa, que delícia!" Pensa, pensa quanto tempo faz que você não para o momento para você, para um descanso seu, para um prazer seu, só seu, mesmo que seja um banho demorado. Uhum. Excelente. Muito obrigada pela sua presença, viu? Gostei. Sinta-se convidada para mais vezes com a gente aqui. O Fábio já veio uma vez aqui no programa, a CINT a primeira vez e a gente fica feliz de ter vocês. A gente só consegue executar eh eh esse conteúdo eh eh com tanta destreza assim por conta do aceite de vocês. Então gratidão. Tá bom? Obrigada. E é isso, gente. Talvez a gente não precise abandonar as metas e nem deixar de querer melhorar. Isso é bom demais. Mas também a gente não precisa transformar cada momento da vida em desempenho. Às vezes ler um livro sem contar quantas páginas faltam para terminar. Correr sem olhar o relógio, cozinhar sem fotografar o prato ou aprender alguma coisa sem precisar ser bom nisso também é uma forma de cuidar da gente, porque nem tudo precisa render. Algumas coisas podem simplesmente te fazer bem. Pense nisso, tá bom? Quero agradecer a sua audiência, a sua companhia. Lembrando você que amanhã nós temos Estúdio Câmara novamente, gente. E amanhã nós, eh, vamos conversar mais uma vez sobre assuntos de comportamento, né, sobre comportamento humano. Então, é muito importante você estar com a gente amanhã a partir das 8 da manhã em mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Quero lembrar também que hoje nós temos reunião ordinária a partir das 6 da tarde, mas antes às 5:00 nós temos a primeira parte da reunião ordinária, tá? E na próxima edição do Estúdio Câmara, eh, que amanhã, a gente, a a pessoal do TP aqui me lembrou, eu tinha esquecido, gente, olha isso, mas é, faz parte. Olha, amanhã a gente fala é do cansaço físico ou mental. É isso mesmo. A gente vai tentar encontrar e mostrar para você a diferença entre esses tipos de cansaço, né? Eh, qual que é o real impacto dessa rotina no nosso bem-estar e como a gente faz para virar esse jogo? Será que o cansaço mental afeta o físico ou o físico afeta o mental? E o que que como que a gente identifica isso? Quando eu estou cansado fisicamente e quando eu estou cansado mentalmente? E como é que a gente faz para virar esse jogo e tentar levar uma vida com mais leveza? Amanhã, a partir das 8 da manhã em mais uma edição do Estúdio Câmara. Beijo grande para você. Boa semana, se cuide e até amanhã, se Deus quiser.