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Estúdio Câmara | Piloto Automático e a Falta de Noção do Tempo na Vida
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Estúdio Câmara | Piloto Automático e a Falta de Noção do Tempo na Vida

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Resumo editorial

O programa discute o comportamento de viver no piloto automático, em que pessoas cumprem tarefas diárias mas perdem a conexão com seus sentimentos e desejos. Apresenta reflexões sobre a importância de estar presente no momento atual e desacelerar para melhorar a qualidade de vida. Também informa sobre votação de um projeto municipal que reserva vagas em aulas de artes marciais para alunos da rede pública.

Descrição do vídeo

Chegar ao fim do dia sem lembrar como ele passou, ou sentir que os meses voaram sem deixar lembrança, é sintoma do piloto automático, mecanismo cerebral que poupa energia mas corta a conexão com o que se sente e deseja em meio a trabalho, celular e obrigações. O Estúdio Câmara desta segunda-feira, 14 de setembro, recebe convidados para discutir o tema ao vivo, com espaço para relatos de telespectadores pelo WhatsApp. A operação da emissora é feita pela produtora contratada pela Câmara.

Transcrição completa do vídeo

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Olá, [música] muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando. Estúdio Câmara ao vivo hoje, segunda-feira, dia 14 de setembro. Como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Quero te convidar para a nossa conversa de hoje que é sobre um comportamento cada vez mais comum na rotina de muita gente. Viver no piloto automático. Bom, vamos lá. Você já chegou ao final do dia sem lembrar exatamente como esse dia passou? Ou então você teve a sensação de que os meses voaram e quase nada ficou registrado na memória. Entre trabalho, casa, celular, compromissos e cobranças, muitas pessoas seguem cumprindo tarefas, mas acabam perdendo a conexão com aquilo que sentem, pensam [música] e desejam. E quando a vida vira apenas uma sequência de obrigações, a sensação de presença ela pode desaparecer. Então, eu gostaria que você participasse com a gente aqui do nosso programa, mandando a sua mensagem através do WhatsApp. A gente quer saber se você está vivendo no piloto automático, se você já percebeu isso e se você tem uma experiência para compartilhar com a gente ou então se você tem dúvidas, porque nós já estamos com os nossos convidados aqui no estúdio, daqui a pouquinho vamos apresentá-los e manda pra gente então 1997829377 a sua mensagem. a nossa produção também está a postos para receber aí eh a sua mensagem, a sua experiência. Você tá vivendo no piloto automático? Se sim, quando que você identificou isso? E o que você está fazendo para minimizar essa situação? E qual a sensação que você tem vivendo no piloto automático? conta pra gente, porque daqui a pouquinho nós vamos conversar sobre isso. Agora temos informações para você que tá acompanhando a programação da TV Câmara Campinas, porque a Câmara de Campinas vota hoje um projeto que prevê a reserva de pelo menos 30% das vagas de novas turmas de artes marciais promovidas ou subsidiadas pelo poder público municipal para alunos da rede pública municipal de ensino. de autoria do vereador Benelima, essa proposta está em primeira discussão e votação. E para ocupar as vagas reservadas, o estudante deverá comprovar matrícula na rede municipal de ensino. Essa votação será na reunião ordinária de número 50, que acontece hoje no plenário da Câmara a partir das 6 da tarde. Você é convidado especial para participar presencialmente ou então acompanhar a transmissão aqui pela TV Câmara Campinas e também no YouTube da TV Câmara Campinas. Agora vamos com a previsão do tempo para hoje, né? Vamos lá. Nada tão diferente, só a chuva que diminui um pouquinho, mas nós temos hoje um dia nublado, com chuva rápida durante o dia e à noite. Mínima 15, máxima 18º. Vai ficar friozinho hoje ainda, hein? Nossa, eu passei frio esse final de semana. Que coisa. Falei, estou mofando, aliás, estamos, né? Mas é a passagem do Elninho, é a passagem da frente fria, é uma fase, daqui a pouquinho isso passa também e de repente é bom uma chuva pra gente poder dar uma organizada no nosso sistema. Já parou para pensar nisso? Então, de repente você tá vivendo no automático, né, e a chuva faz ou você cair literalmente no automático ou então despertar. É sobre isso que a gente vai falar hoje. Agora a gente volta ao nosso tema central, falar eh fazer tudo sem pensar, né? Pegar o celular dezenas de vezes ao dia, chegar eh a um lugar e esquecer o motivo pelo qual foi até lá. A gente vai falar hoje sobre viver no automático, né? Passar semanas inteiras repetindo a mesma rotina. Esse piloto automático é um mecanismo natural do cérebro e ajuda a economizar energia em diversas atividades do nosso cotidiano. A gente sabe que o nosso cérebro ele acha que tá nos ajudando, mas ele acaba nos atrapalhando, né? A gente [música] precisa aprender a manejar esse nosso cérebro, né? Eh, depois da pandemia, muitas pessoas passaram a relatar justamente isso, a impressão de que os anos passaram rápido demais, que você faz, faz, faz e você vê o tempo passar, mas aí você para para analisar, tipo assim, como é que passou tão rápido? Mas afinal, por que que isso acontece, né? E como que a gente faz para recuperar a sensação de estar realmente vivendo a própria vida? É sobre isso que a gente vai conversar hoje. Então, para essa nossa conversa, nós recebemos o psicólogo que atua desde 2016 com psicoterapia individual de adultos, possui experiência em comunidades terapêuticas, atendimento familiar e grupos terapêuticos, trabalha com abordagem fenomenológico existencial, com foco em existência, ansiedade, escuta e acolhimento. Então, quero dar as boas-vindas ao Luan Pinelli. Seja muito bem-vindo. Obrigada pela sua participação e presença. Olá, Rúbia, tudo bem? Bom dia. Obrigado. É um prazer táar aqui. Nossa, prazer é todo nosso. Nós que agradecemos. E para completar o nosso time, né, de profissionais aqui do estúdio Câmara de hoje, a gente recebe também a psicóloga clínica formada pela Faculdade Anhanguera. Ela tem curso de avaliação psicológica pela Unicamp, atua na clínica pela abordagem humanista. Patrícia Barbosa, seja bem-vinda. Bom dia. Obrigada. Bom dia, Rúbia. Muito obrigado pelo convite. Obrigado estúdio Câmara pelo convite e bom dia pessoal aí de casa maravilhosa. Bom, já viu que nós temos muito que conversar no programa de hoje porque a gente vive no piloto automático. Ah, mas como assim? A gente sim vivemos. Vamos lá. Em uma semana, quantos dias você vive no piloto automático? Já parou para pensar? Então, começamos com o Luan [limpando a garganta] para saber. O termo piloto automático, Luan, ele aparece com frequência nas redes sociais e nas conversas do dia a dia. Agora, psicologicamente, o que significa viver dessa forma? O que a psicologia ã eh traz pra gente sobre o piloto automático? Bom, vamos lá. [roncando] Eh, primeiro que é um tema muito interessante e hoje em dia tá muito em alta, né? A gente vive num, na minha, na minha abordagem, a gente chama de era da técnica. Uhum. né? Onde tudo é muito tecnológico, tudo é muito rápido, nós temos muita muitas eh avanços, enfim, rede social, enfim, hoje estamos aqui, as pessoas estão vendo a gente em casa, então eh tudo muito tecnológico, isso é muito bom, obviamente, mas por um outro lado ah afeta o nosso psicológico se nós eh não tomarmos os devidos cuidados né? H, [limpando a garganta] quando a gente fala do automático, é como se a gente sai do aqui e do agora. Eu acho que o principal ah, o principal trabalho da psicologia é ajudar a pessoa a voltar para si, a voltar por aqui agora, quem eu sou, onde eu estou, né? E e com essa tecnologia, essa era da técnica, isso faz com que a gente se desconecte. Uhum. disso e fica sempre no no futuro, né? Aí entra ansiedade. Perfeito. Ah, enfim, temos também a depressão. Uhum. Cada vez mais desconectados, né? Conectados com o futuro e desconectados com aquilo agora o presente, não é? Então agora, Patrícia, tem uma diferença entre ter hábitos saudáveis se necessários paraa rotina e viver desconectado de si. O que que a sua abordagem que é humanista revela pra gente sobre essa questão da vida no automático? Então, viver no automático, todos nós eh vivemos no automático. Isso faz parte da nossa rotina diária, né? O o que que acontece é que as pessoas não vão percebendo e não estão mais ali presente eh no no nas pequenas coisas que a gente faz. Ah, nós tomamos em média o ser humano, né, 35.000 decisõ pequenas decisões diárias. Sem a gente perceber isso. Se se a gente for focar nessas decisões que é tipo assim, pegar um copo de água, escovar os dentes, escolher o lugar que vai se assentar, né? Se você focar muito nessas decisões, vai gastar muita energia. Então, o nosso cérebro automaticamente a gente não foca nessas eh nessas pequenas decisões. E a a as pessoas se perdem, né, de si. Então vai tudo, todo dia repetindo a mesma coisa no automático. Eh, tem pessoas que eh às vezes nós mesmo não consegue nem parar para tomar um café, senta para almoçar, tem pessoas que sentam assim, come o que está saboreando, não consegue saborear a refeição por causa dessa do piloto automático. Então faz tudo correndo. Então que que eu trabalho muito, né? É assim, parar, respirar, pegar a xícara de café, a gente trabalha muito, a demanda é muito no online, né? Então, dá uma pausa, para para tomar um café, conversa com o colega de trabalho, né, para sair um pouco daquela daquela rotina assim maçante que hoje em dia que tá no online, né? Então, a gente sempre fala eh final de tarde, se possível observar o pôr do sol. Eu coloco muito isso na nas minhas redes sociais, pôr do sol. Uhum. E observar o o pôr do sol, ele lá se pondo, aquela pausa. Então isso é muito importante. É coisas que se a gente não perceber, a gente não faz. E quando que a gente vai perceber que realmente isso tá fazendo mal? Quando afeta a saúde. Primeiro já afeta a saúde mental, né? E a pessoa às vezes não percebe, mas quando afeta a saúde física, as pessoas vão parar no hospital, estress, ansiedade. Muitas pessoas vão parar e a maioria das pessoas que vão para o hospital é decorrente da ansiedade. Chegar lá, o coração tá acelerado, tá enformigando as mãos, pensa que tá tendo um infarto, um derrame, é o quê? com ansiedade. É impressionante como nós precisamos aprender como o nosso corpo funciona e entender que sim, a gente vive no piloto automático sem perceber, é automático ele, o nosso cérebro cérebro, perdão, precisa criar automatismos para dar conta da quantidade de decisões, né, que você falou, que a gente enfrenta diariamente. Mas, eh, existe aí uma linha tênua entre ganhar a praticidade e perder a presença. Quando essa fronteira fica confusa, muita gente percebe apenas o resultado, né? A sensação constante de que tá correndo sem saber exatamente para onde, né? Ah, tô na correria, tá? Mas você tá indo para onde? Não sei. Tô correndo, preciso entregar, preciso fazer. Luan, muitas pessoas dizem que os últimos anos, né, passaram num piscar de olhos, principalmente depois da pandemia. Qual que é a relação entre a rotina repetitiva, né, a memória e a percepção de tempo? Porque a gente vive em uma rotina repetitiva, né? E aí a nossa memória, a gente tá no automático e a gente perde a percepção do tempo. Aí você fala assim: "Nossa, mas eh o tempo passou tão rápido? O tempo passa rápido assim mesmo ou é ou é a gente que tá desconectado?" Então [risadas] eis a questão, né? Eu acredito que, bom, como eu disse, né? Nós estamos vivendo numa era da técnica, da tecnologia. Nós temos muitas informações, eh, chegando para nós o tempo todo, né? Isso faz com que a gente acelere e sim, a gente acaba se desconectando com tanta informação, tantas informações como nós temos hoje, a gente acaba desconectando, né? Ah, como você disse no começo do programa, a questão da chuva. Aham. Exato. Ah, bom, eu passo por isso, todo mundo passa. Nós somos seres humanos, estamos imersos no mundo, né? Então, eh, para vir para cá, ah, bom, trânsito, né? E aí você tem horário. Exato. Né? Então, aí você começa a ficar preocupado, ansioso, foi ansioso, foi que aconteceu comigo, né? E acredito que com todos passam pela pelas mesmas coisas, né? Então, e a gente fica imerso nisso, né? O Uhum. precisamos chegar, temos compromisso, enfim. Ah, e aí às vezes a gente não para nem para observar a chuva. [risadas] Exatamente, né? Esse tempo seco que a gente tá vivendo, o quanto é bom a, né, a chuva, tanto pra nossa saúde física também, né, quem tem problema de respiratório, inite, sinusite, enfim, n por que que eu tô entrando nesse tema? Porque são coisas que a gente esquece, né? Se a gente for começar, eh, a gente entra no automático e se a gente for reparar, a gente tá ali não percebendo nada do que tá acontecendo ao nosso redor. Uhum. Né? E aí a ansiedade toma conta, você desespera, ah, a questão do stress aumenta o cortisol. Então, hoje a gente vê muitos, muitas pessoas assim, eu vejo no consultório, né, estressadas, né, inquietas, né? A Patrícia falou da respiração, algo tão simples, né, mas tão importante pra gente viver. A gente nem percebe que respiramos, né? A gente só vai perceber se faltar o ar. Mas caso contrário, a gente tá respirando. Aliás, a gente tá vivendo, né? Porque é sobrevivendo, né? Porque respirar não é isso que a gente faz, né? Respiração curtinha. A gente precisa aprender a respirar com consciência para que a gente venha pro nosso aqui e o agora. E viver no piloto automático faz com que a gente não tenha consciência e a gente não perceba. de repente a importância da respiração, né? Agora, Patrícia, eh, tem muita gente que fala que vive no piloto automático, mas que perdeu o sentido eh da vida. Por exemplo, [limpando a garganta] vamos traçar aqui uma uma ideia, né? A pessoa ela tem forças para levantar, para ir trabalhar, então isso é automático o automático que ela vive. Então, eh, qual que é a o que que você vai fazer no dia? Eu vou levantar, tomar um banho, tomar meu café e ir trabalhar. Aí lá eu trabalho às 8 horas, que seja, mas aí terminou, eu saio do trabalho, eu volto para casa e entro no casulo porque eu não tenho mais forças para nada. E no outro dia eu levanto, tô animado, vou trabalhar, mas terminou o trabalho, eu entro no casulo, volto para casa, não tenho mais forças para nada. Esse tipo de automático revela o quê? E qual que é a importância da gente ter a consciência de que, de repente o viver no automático vai nos levar a uma situação que pode desencadear, uma depressão, um sistema, um um movimento que vai precisar de uma intervenção terapêutica. Rúbia, muitas pessoas estão vivendo assim como você está falando, muitas mesmo. Dorme, acorda, come, vai trabalhar, volta para casa e ela já não tem mais sentido na vida dela. Ela não eh ela tá se perdendo eh nessa situação, por eh ela tá fazendo o que é obrigado a fazer, né, que a gente tem que trabalhar, eh nós temos que acordar, né? Então, ela está indo por ir, eh, ela está fazendo por fazer, ela não, ela não consegue observar mais as pequenas coisas, né? Como eu falei para você, Verô do sol, o Luan falou da observar a chuva, né? Para ela tá ali no tudo no automático. O que que onde que ela vai eh ter a consciência de que ela está no automático? Isso tá fazendo mal. Quando ela vai parar no hospital, quando gera ansiedade, você falou da respiração, a a quando a gente tá com ansioso, já não consegue nem respirar direito, né? E na crise de ansiedade dá aquela falta de ar que parece que a pessoa tem a sensação que vai morrer. Então, quando ela começa a ter esses sintomas que ela vai perceber, ela está vivendo só por viver, está no piloto automático e isso gera um strress. Eh, outra coisa também, às vezes a pessoa não chega nem nesse limite, mas ela tá nervosa, estressada, perde a paciência. Então isso também é um sinal, né? Não tem prazer nas coisas que faz. Então a gente tem que ficar atenta. É, por favor, Luan, pode completando, complementando, né? O nosso corpo ele é muito inteligente. Ele é muito inteligente. Então, assim, ele dá sinais. Uhum. Sabe? E é importante a gente tá atento para ouvir o que ele tá falando e como que a gente faz isso. É, e como que a gente faz isso, né? Isso é então assim, eh, o corpo físico dá sinais, eh, e o emocional também, né? Então, por exemplo, tô muito estressado, tô com muita raiva. Uhum. Ah, ansiedade, né? Geralmente as pessoas não percebem a a ansiedade. Hoje tá muito tá muito em alta crise, né, de ansiedade. É verdade. Muitas pessoas estão chegando com ansiedade generalizada, crises, é pânico. Mas para chegar na crise tem aí um histórico, não é, cara? Tem um processo gigantesco. Eu falo que nada é do nada. A crise ela é o último estágio, né? A crise de pânico já é o ápice, né? Então, eh, tem tudo a ver com o que a gente tá falando, porque assim, a gente só para para perceber quando o corpo dá sinal, né? Então, o corpo é inteligentíssimo. É, e é muito bom que o corpo dê sinal, porque ele faz com que a gente viva. Exatamente. Né? Ele busca, né, o tempo todo que a gente fique vivo. Então, ele dá sinais. Algo que eu trato muito em terapia é é perceber as nossas emoções, né? as pessoas hoje em dia, eh algumas eh costumam deixar de lado, eh, pular, pular as emoções, sim, né? Então, ah, eu tô nervoso, vamos lá, tô me deu um negócio relacionado à ansiedade, vamos lá, eh, um medo, vamos lá, sempre pulando, né? E e esquece que essas emoções são sinais importantíssimos e muito rico pra gente entender o que que tá acontecendo com o nosso corpo. Isso vai se acumulando também. Você vai pulando, então vai se acumulando, porque se deu o sinal, você não cuidou, você acha que tá tudo bem, passou, mas não é bem assim, né? Não é bem assim. Éonde entra as crises. Uhum. Hum. É aí que estoura, então aí começa com pânico. É, é esse acúmulo. Então, a a terapia ela ela é um tratamento lento. Lento. Uhum. Porque pensa, pra pessoa chegar onde ela chegou, vamos falar que demorou, demoraram 10 anos. Exato. Né? Como que a gente vai tratar isso em dois meses, sabe? É, então é questão de ter paciência também, né? A própria paciência da terapia já é terapêutica. É. Nossa, [risadas] gente, que coisa é verdade. Agora, muitas pessoas relatam cansaço, né? Eh, mesmo sem fazer grandes esforços, esforço físico, né? Então, assim, tô cansado. Essa essa vida no automático, ela ela traz uma sobrecarga mental, um esgotamento emocional. Por que disso, Luan? Opa. Eh, estress. o stress e ele libera cortisol e e e isso faz com que a gente eh canse, né, mentalmente. O o trabalho, hoje em dia, o trabalho eh mudou muito, né? A gente pega nos nos antepassados, né? Eh, o trabalho era mais braçal. Uhum. Era um trabalho mais físico, né? E hoje, com esse avanço todo que que teve, o nosso trabalho fica mais mental. Exato. Sabe? Eh, e é interessante isso porque assim, o cansaço, as pessoas acham que para descansar o mental precisa dormir. Eh, e não é para o que descansa o mental é exercitar o corpo. Olha isso, gente, né? Eh, eh, dormir não necessariamente vai descansar o seu mental. Uhum. Né? Porque o cansaço mental vem do estress, tá, né? Eh, e o que que regula o estress? Exercício físico. Uhum. liberam os hormônios ali e o corpo vai se reestruturando e vai entrando nos eixos. Olha só, interessante. Pode completar. Sim, o exercício físico é fundamental, né? E muit e as pessoas sempre falam: "Eu não tenho tempo para fazer exercício físico". Exatamente. Eh, eu também era uma pessoa que falava que não tinha tempo, mas a gente tem que se adaptar e colocar lá. pelo menos uns 15 minutos vai aumentando. Ah, eu não tenho vontade. Começa com 10 minutos. Eu sempre falo, faça 21 dias consequentes para que o seu cérebro registre. Isso se torna um hábito. Então, aí você começa 21 dias, começa com 10 minutos de caminhada, depois você vai aumentando para 15, 20, depois você não consegue parar mais. Aí você já tá lá nos 40 minutos e vai continuando. Aí você já coloca lá no seu tempo que você não tinha aqueles minutos de caminhada. Não, agora eu tenho tempo. Então porque se tornou um hábito. Então a gente na mente a gente fala: "Não, não tem tempo." Mas não precisa também ser todo dia. Coloca ali umas duas, três vezes na semana, né? De preferência sempre falo, vai caminhar num parque, né? Se puder, se não puder, sempre tem algum lugar, ou vai paraa academia ou faça exercício em casa, que hoje em dia tem a tecnologia nos facilita bastante pra gente fazer o exercício dentro de casa. Isso melhora o bem-estar, a mente, melhora o corpo, a sensação de cansaço, estress, o sono também é fundamental. Hoje as pessoas acham, estão achando normal não dormir, né? Ai, não, não consigo dormir. E para eles estão normal. E cada vez menos por quê? Excesso de telas antes de dormir fica ali eh rolando nas redes sociais e o sono realmente não vem, né? Então, sempre falo fazer um ritual do sono, ah, 2 horas antes de dormir, não pegar no celular, só dar uma olhadinha elas têm alguma coisa urgente, se possível, quem gosta de chá, tomar um chá antes de dormir, não fazer uma refeição pesada, que também atrapalha no sono. Então isso também é importante, né? Dormir um pouco mais cedo, que a gente dorme muito tarde, né? As pessoas hoje estão dormindo tarde, acordando cedo e acordando estressada, depois vai pega o trânsito e aí gera todo aquele estresse. E é o automático que tá vivendo. Aham. Automático. É exatamente isso que contribui também para você viver cada vez mais no automático. O nosso corpo se adapta a isso. Exatamente. A repetição, né? É, é a repetição, porque o nosso cérebro entende que é a repetição e a gente acostumou, assim como a gente acostuma na repetição do exercício físico, a gente também se acostuma na repetição dos afazeres diários e aí a gente acaba vivendo no automático. É isso, não é? Exato. Por isso que é importante a questão de parar. Uhum. Parar, pensar, rever, porque a gente vive, né? Vai indo no automático ali, né? Natural. Mas é importante a gente parar. refletir, pensar o quanto que a gente tá dormindo, né? O quanto que a gente tá usando o celular, a tecnologia. Sim. Porque eh as redes sociais elas são eh excelentes, né? Eh, a tecnologia ela vem para ajudar muito na nossa vida, mas é importante a gente tomar cuidado porque esse excesso também faz a gente entrar no automático. Então, ficar consumindo muito a rede social aumenta a sua ansiedade, sabe? E às vezes a pessoa chega e fala: "Nossa, não sei porque que eu tô ansioso, porque eu tô inquieto", né? E vem muito do que a gente faz no dia a dia, né? é o quanto a gente tá dormindo, o quanto de rede social a gente tá eh consumindo, eh se a gente tá fazendo exercício físico ou não. Exato. Eh, então são vários fatores. Muito bem. Nós estamos aqui [limpando a garganta] falando eh de quem está vivendo no piloto automático. Eu, você, nós estamos vivendo no piloto automático sem que a gente perceba que isso está acontecendo. A gente percebeu, entendeu aqui que o nosso cérebro ele se acostuma, né, por conta da repetição. Então, se você repete o mesmo caminho todos os dias, vai chegar um momento que você nem percebeu por onde você passou, porque já vai no automático. Você não fala assim às vezes: "Nossa, eu passo por esse caminho todo dia que parece que o meu carro vai sozinho". Você tá no piloto automático, né? Sem perceber, a gente vive no piloto automático. Mas como a gente faz para poder desligar esse piloto automático e vir paraa consciência, né? Para o aqui e para o agora? A gente percebeu e entendeu aqui pela fala dos nossos entrevistados que a gente precisa de repente parar e observar, né? respirar. Mas como a gente faz isso? De que forma a gente eh insere essa essas ações que vão nos levar a de repente desligar o piloto automático no nosso dia a dia? Se a gente tá vivendo no piloto automático e não tem a consciência de que a gente tá fazendo tudo da forma que de repente não é para ser feito. E aí, como é que eu vou fazer? Vamos, eu preciso apertar lá o botão e tirar do piloto automático. Mas eu vivendo num piloto automático, só tô na correria. É, como é que a gente faz? Eu preciso de um de um resultado. E o que que eu faço, né? Qual que é a saída disso? Resultado. [suspirando] Bom, vamos lá. Terapia. Ótimo. [risadas] Primeiro lugar, né? Terapia é importantíssimo. Terapia. Muito bem. Mas será que eu preciso mesmo de terapia? Para eu pensar que preciso de terapia, mas para eu chegar até a terapia tem um longo caminho de entendimento. E aí a gente precisa também sair do piloto automático, vir pra consciência para aceitar a terapia. É, tem isso. Eu eu, bom, a minha abordagem ela vai para uma linha muito filosófica, então eu vou puxar mais pra filosofia, por favor. Eu acho que o conhecimento ele é importantíssimo. Uhum. né? A reflexão, [limpando a garganta] refletir é muito importante. Então, tudo que a gente conseguir no nosso dia a dia atrás de conhecimento já ajuda muito, porque faz a gente parar. Exatamente. Exatamente, né? Refletir, pensar, faz a gente parar e rever algumas coisas. Uhum. Né? Eh, eu vejo muito hoje em dia nós, enquanto seres humanos, pulando as coisas ruins, as coisas que nos incomodam, né? Que dá desconforto. Sim. Eh, só que são essas coisas que faz a gente refletir, pensar e faz a gente progredir. Uhum. Né? Então, eh, por isso que eu falo, é muito importante a gente voltar para aqui agora, perceber nossos nossas emoções, o que o nosso corpo tá falando, porque é assim que a gente reflete e começa a ver o que que precisa fazer, que a gente talvez não estava fazendo. Uhum. Né? Parar respirar é uma coisa, né? Hoje tá tá muito em alta o mindfuls, né? Que é o que que é? É é é parar por aqui ou agora. Uhum. Né? Existe a meditação que é muito importante, né? A parte da respiração, o quanto você se conecta com seu corpo. Eh, mas a meditação não é só aquela figura que nós imaginamos, né, de ficar sentado, respirando. Eh, meditação é tudo aquilo que acalma. Uhum. Que nos acalma e que nos traz pro por aqui, o agora. Então, uma volta no parque que você fazer uma caminhada, eh, ouvir uma música, eh, não fazer nada. Uhum. Hoje é muito difícil não fazer nada. Sim, as [limpando a garganta] pessoas se sentem culpada de não fazer nada. É, tem que performar, é, e tem que estar fazendo alguma coisa. Exatamente. Então assim, é o não fazer nada é é muito importante. É o que traz nós, na minha abordagem a gente fala sobre angústia, o quanto a angústia é boa, né? É ruim para quem sente, mas ela é boa no emocional. Uhum. Né? Por quê? Porque é nos momentos de angústia que nós encontramos caminhos para seguir. Você vê onde aonde o cala aperta. É verdade, faz todo sentido, porque você tá num momento ali angustiante ali, você vai falar: "Poxa, mas eu tenho que sair dessa, para onde eu vou?" Para onde eu vou? E é aonde te dá o pontapé para você ir. Só que quando a gente pula angústia, como é que faz? Isso fica lá para trás. É, tá tudo bem, amanhã passa. Tá tudo bem, amanhã passa. Exato. Então é aí que chega no ápice, crises ansiosas, enfim, né? Eh, são acúmulos disso. Então, é muito, então, como fazer isso na prática? como cuidar de nós na prática. Se ouvir, parar, pensar, eh, entender que a angústia ela vem para para o nosso bem, para nos impulsionar para algo melhor, pra gente começar a perceber o que que tá de errado, o que que precisa mudar, sabe? Ouvir as nossas emoções é muito importante, muito importante. Poxa vida, muito bom ouvir as nossas emoções, Patrícia. Então, Rúbia, eh, tem muitas pessoas que não gostam de ouvir as suas emoções, então eles fogem da dos pensamentos, das emoções deles e tem que estar lá ocupado, né? Aonde eles vão ter o refúgio deles, tem que estar fazendo alguma coisa para não me ouvir. Eh, você falou sobre a terapia, é muito importante a terapia, não precisa você ir pro parar para um socorro para ter consciência de que precisa fazer terapia. Terapia é muito importante. Todos nós precisamos fazer terapia. Nós psicólogos fazemos terapia. É muito importante, então, ter essa consciência. Eu ouço muitas pessoas falando: "Não, quem precisa fazer a terapia é fulano que tá me fazendo mal. Não, você precisa fazer terapia para saber lidar com essas situações, né, que ela promove o bem-estar, tomada de decisões, autoestima. Então, a terapia é muito importante, senão a gente não precisa estar com diagnóstico para fazer a terapia. É muito importante. Então, essa tomada de consciência, se ouvir, eh, que nem o Luan falou, eh, um hobby, ler um livro, então parar um pouco e e sentir, fazer uma refeição, ã, sentar ali sem o celular e uma pausa durante a semana, ai, vou sair com algumas amigas. A gente faz muito isso. Vamos tomar um café, sair daquela rotina amassante, né? Uma horinha ali para tomar um café. Verdade. Num lugar diferente ou na casa de alguém. É muito importante isso. Olha só, né? Será que falta tempo ou falta atitude? E aí quando a gente fala de viver no piloto automático, a gente tá aqui falando da pessoa que está vivendo no piloto automático, mas e as pessoas que estão em volta desse dessa pessoa aí que vive no piloto automático, exemplo, família, filhos, né? Como é que é o manejo dessa dessa vida no piloto automático? Isso vai influenciar na vida de outras pessoas também pode influenciar. Uhum. Hum. Pode influenciar. Você diz, eh, tem uma pessoa, família, uma, vamos lá, vamos desenhar aqui, uma família, né? Um pai, mãe, o básico, pai, mãe e filho. O pai e a mãe tá vivendo no piloto automático, né? E o filho, ele precisa do dia a dia, da da convivência, precisa do manejo, precisa da atenção, né? É, precisa se sentir pertencente, pertencente, perdão, àquela família, mas a família dele tá vivendo no piloto automático. E aí quando a gente vive no piloto automático, a gente perde as forças quando a gente volta para casa, porque a gente conseguiu levantar voo para executar a tarefa, mas aí quando você volta pro seu casulo, você vai ficar ali, né, eh, recluso. E aí, quem vive com essas pessoas que estão no piloto automático, que não estão no aqui agora, qual a consequência para essa essas e a família, né? É bom, a a nossa família ela tem grande influência, né, em em quem nós somos, como a gente se constrói, né, nós somos frutos da nossa história. Mas algo que eu sempre digo assim, não existe eh família e jeito perfeito. Uhum. Acho que esse é o primeiro ponto, né? Nós enquanto seres humanos, é eh todos nós temos as nossas falhas, os nossos problemas. Eh, e tá tudo bem. Isso não é um um um um grande problema, né? Então, a gente vai viver do jeito que a gente dá conta. Uhum. Então, tem uma família lá que é mais acelerada, vive no automático. Bom, na talvez filhos possam sofrer com isso, né? Podem ficar acelerados, ficar mais ansiosos. Pode, pode, como pode também acontecer do filho brecar, ele perceber que tá sendo demais, porque assim, nós enquanto seros, enquanto seres humanos, nós somos subjetivos. Cada um é único. Cada um é único. Então, pode ter sim pais mais acelerados e filhos que são diferentes e eles conseguem perceber essa aceleração dos pais e fala: "Opa, não tá legal. Para mim, não tá legal. Boa, preciso fazer alguma coisa". Uhum. Né? Ah, como pode ter também filhos que entram num automático e não percebem e acabam sendo inundados por isso. Uhum. Sabe? Mas, eh, de qualquer forma, indo para um lado ou pro outro, a gente nunca vai estar isento de problemas da vida. É, exatamente. Por isso que é importante procurar ajuda, né? A terapia ela é é muito difícil fazer terapia, como você disse, né? E como que eu chego até a terapia? É difícil, não é fácil. É decisão, né? Mas tem que ter uma tomada de decisão. Exato. E você vai lá, você não vai ouvir talvez coisas boas, né? Você vai ouvir coisas que precisam ser mexidas. Exato. Né? Coisas que dóem, causam desconforto, enfrentamento. Enfrentamento, talvez traumas, né? Então, assim, são coisas são eh eh situações dolorosas, coisas dolorosas, temas dolorosos. Não é fácil. Não é fácil. Mas como diz a filosofia, né? Eh, viver não é fácil. É desafiador, né? Viver sem terapia também é muito difícil. [risadas] Então, dos os dois caminhos são difíceis. Então, vamos pro difícil que vai me deixar melhor. Filosofia fala isso. Eu acho muito interessante. O difícil com embasamento, o difícil com manejo, de repente, pois é. Difícil por difícil, vamos no difícil que vai trazer um benefício para difícil mais fácil. A, [risadas] não é muito bom. Agora 8:43, nós temos perguntas aí. Produção, pode colocar na tela se é. Então, tá bom. Vamos lá, pessoal de casa tá participando também sobre o programa de hoje, que é viver no automático, viver no piloto automático. A gente tá vivendo desse jeito e a gente precisa entender e voltar de repente pro aqui e pro agora, né? ter um pouquinho mais de consciência sobre o que estamos fazendo. Quando eu digo consciência, é para você lembrar que você respira, é para você lembrar que você precisa dormir, é para você lembrar que você precisa fazer um exercício, é para você lembrar de repente que você precisa fazer uma caminhada no parque e simplesmente observar, né, o verde, ver quantos tons de verde tem eh dentro de um parque. Já parou para contar isso? Nossa, Rúbia, você tá fora da caixa. Não [risadas] vai fazer isso. Eu vou te contar. Eu faço isso de vez em quando e é maravilhoso, principalmente quando tem os IPs, você vê, né, a as flores, tal, é muito bom. Mas isso é o quê? A gente precisa voltar pra consciência, porque a gente vive no piloto automático com a correria do dia a dia. Esse é natural. Estamos vivendo assim a tecnologia, a correria, todo mundo performando, todo mundo entregando, né? Mas a gente precisa voltar pra nossa consciência, pro aqui e pro agora para poder eh melhorar um pouquinho essa situação e o esgotamento físico e mental também. Vamos lá. Bruno Almeida do Bomfim. Quando aparece um tempo livre, procuro logo alguma uma você só não. Quando aparece um tempo livre, logo procura alguma obrigação. Por quê, né? Por que que é tão difícil ficar um pouco sem produzir nada? O que que acontece com a gente, Patrícia? E não é só ele. Eu também sou assim, né? Às vezes tem um tempo livre ali, um pouquinho a mais, você fala: "Não, mas eu tenho que fazer". Quem diz que você tem? E a gente se sente mal de não estar fazendo. É, mas por que isso? Quem impôs isso pra gente? né? Olha aí, ele pergunta: "Por que é difícil a gente ficar um pouco sem produzir nada?" É porque o a própria vida, a rotina, o trabalho, a sociedade hoje impõe isso aí que você tem que ser produtiva, você tem que estar produzindo, você tem que estar fazendo alguma coisa e ai vou descansar, não, me sinto como se não posso descansar, não pode. É, a gente tem que dar essa prioridade, pelo menos um sábado ali, ficar lá no sofá sem fazer nada, né? Vou pegar o sábado e dar uma volta. Sim. Então, e deixar, vamos fazer tal coisa depois e tá tudo bem, entendeu? Está tudo bem. Então isso você pode também aprender na terapia, né? Ter essa consciência na terapia ou assistindo os vídeos, né? Se informando e colocando em prática. Ai tem a ten tem um monte de coisa na minha cabeça. Começo a anotar, anotar de eu geralmente anotar em agenda, em papel para sair da sua mente, do seu cérebro ir pro papel para não ficar sobrecarregado, né? É muito bem. Sair da mente e ir pro papel para não ficar sobrecarregado. Olha que dica legal. Muito bom. Agora e se a gente anota no celular e vai induzir a gente pegar o aparelho e ficar lá na cena. O papel é interessante, né? Vai registrando, vai. Uhum. Muito boa dica. Olha aí, ó. Sair da mente ir pro papel. Bota tudo no papel e alivia sua mente. Eu vou tentar também, hein? Boa. 8:47. Vamos lá. Mais uma pergunta pra gente, produção, por favor. Na tela a gente direciona agora para o Luan. A Márcia Fernandes do Nova Europa. Eh, quem passa anos cuidando de familiares pode se acostumar tanto a colocar o outro em primeiro lugar que já não sabe dizer do que já não sabe dizer do que precisa. Olha só, interessante. Quem passa anos cuidando de familiares pode se acostumar tanto a colocar o outro em primeiro lugar que já não sabe dizer do que precisa. Se acostumou? Uhum. É isso. É. Pois é. É, é o que a gente tava falando de família, é, né, de você viver. Então, eh, tem famílias que que acontecem isso, né? Às vezes precisa de cuidado e o o filho demanda esse cuidado e acontece como ela disse, né? Acaba se esquecendo, né? Eu não sei mais o que é prioridade para mim, o que eu gosto, o que eu não gosto, porque eu passei tanto tempo cuidando do outro, né? E agora me acostumei a cuidar, né? É, é, cuida do outro e acaba não cuidando de si, né? Isso é é assim, ó, para ter essa reflexão já é já é interessante, tá? Já é um avanço muito grande para conseguir ter essa reflexão, porque é uma reflexão que causa um desconforto, né? Exato. Você fala: "Meu Deus, ó, tô cuidando". Porque tem pessoas que não percebem isso, né? Elas cuidam do outro, mas elas não têm essa essa consciência como ela teve de trazer em forma de pergunta. Isso já é meio caminho andado e ainda às vezes se sente culpada quando for fazer algo por ela, pensar nela, se sentir culpado. Tem muitas pessoas assim. Exato. Eu falo que a terapia eh o o legal da terapia é que a gente trabalha o autoconhecimento. Uhum. Né? O autoconhecimento de quem? Do outro, né? Cada um é único. Sim. Eh, na minha abordagem, eh, é muito importante o acolhimento, em primeiro lugar, porque a pessoa precisa se sentir acolhida para ela se sentir à vontade para falar dos problemas dela. Esse é o primeiro ponto. Uhum. Eh, hoje em dia eu não sei se a gente tem tanto acolhimento assim, né? Então, eu acho que é algo que falta um pouco, é uma escuta, uma escuta atenta, né? Escuta tenta não é ouvir, é ouvir com atenção, é entender o que que a pessoa tá falando. Aí entra outra questão, né? A empatia, que é tentar se colocar no lugar do outro, né? A gente não consegue, obviamente, mas tentar se colocar no lugar do outro, tentar entender como ele tá vivendo, isso já faz toda a diferença na terapia. E aí, eh nós chegamos no ponto de autoconhecimento, então a gente consegue ali junto com a pessoa entender é o que é prioridade para ela, sabe? E coisas que às vezes ela não tá vendo e que eu ali percebo e a gente vai devolvendo e ela vai tendo consciência de quem ela é. Uhum. Né? Então essa terapia ela ela ela é dolorida. a gente falou dessa questão difícil, mas ela é muito legal porque eh ela te traz um conhecimento de si. Você começa a identificar eh os seus limites, até onde você pode ir, até onde o outro pode ir com você. Sim. Sabe? Eh, isso tudo que causa o mal-estar em nós, sabe? Eh, eh, a forma com que a gente tá existindo. Eh, eu falo que a a bom, a minha o que eu mais trato é ansiedade, né? Uhum. Então, a ansiedade ela vem eh da nossa dificuldade de existir eh do nosso jeito. Então, veja, quando a gente fala de existir, eh resumindo assim de um jeito bem prático, a palavra existir, ela vem de praticar ação. É o estar aqui agora, fazendo algo, é o se lançar, né? Ah, a ansiedade ela é medo, antecipação de perigo, de risco. Então, quando a pessoa tá em crise de ansiedade, ela tá vendo perigo e risco em tudo, né? Ah, então tem a ver com a existência. De alguma forma, a forma com que ela tá existindo ali no mundo, que ela tá praticando as ações dela, ela tá encontrando dificuldade. Então, isso é ameaçador. Uhum. Aí faz o quê? faz a ansiedade aparecer, sabe? Então, em terapia é muito importante a gente cuidar dessa existência da pessoa, dela entender quem ela é, os limites até onde eu vou e os limites para si também, né? Tem uma coisa que eu ouvi que eu acho muito interessante, que é a mente e mente. Uhum. A gente precisa tomar cuidado, né? Gente, acha que tudo que a gente pensa tá tá tudo certo. Tudo certo, não. A, a mente mente. Então, a gente precisa tomar muito cuidado com os excessos, excessos de informação, excessos de pensamento, sabe? E se voltar para nós aquilo que, né, que é prioridade [limpando a garganta] pra gente, o que a gente gosta, o que a gente não gosta. Então, a gente precisa de uma educação para nós também, não só pro outro. A gente precisa se se educar. Sim. Pera aí, será que eu não tô pensando demais? Será que eu não tô indo demais? Será que eu não tô excedendo demais? Será que eu não tô passando dos meus limites? Que aí tem tudo a ver com a pergunta. Exatamente. Muito bom. Agora 8:52. Agora a pergunta para Patrícia. Vamos lá, produção. Pode colocar na tela, por favor. Gente, que coisa, né? Olha só quantas vertentes, né? Como a gente abriu a conversa assim para falar sobre a vida no automático, mas são várias pontuações, situações que a gente precisa entender o por que a gente tá vivendo no automático. E são vários jeitos de viver no automático, né? Não é só trabalhar ir para casa. Não. Eh, é a questão da nossa da nossa eh da pergunta da nossa telespectadora de eh viveu vivendo no automático, cuidando de outras pessoas e esquecendo de si é um automático também. Mas tem como a gente reverter toda essa situação com conhecimento, né? Com eh autoconhecimento, a gente precisa nos entender. Vamos lá, ô Lucas Ferreira do Taquaral. Vamos lá, Patrícia. Ó, sempre digo que vou aproveitar a vida quando resolver minhas pendências. Hum. Como sair dessa espera se as obrigações nunca nunca acabam, né? Então você fica só esperando resolver tudo para poder viver algo. É uma questão de vida no automático também, né? Porque você tá eh vivendo eh esperando resolver, mas você vai resolver tudo não, né? Não é não tem quem tenha tudo resolvido na vida. Uma outra pendência sempre existe. Isso faz parte da vida. pendências. Às vezes a gente resolve uma, aparece outra, aparece mais duas, depois você resolve essas duas, eh não consegue nem resolver essas duas, já aparece mais três. Isso faz parte da vida. Que que é bom? anotar e ver quais são as prioridades. Nunca vai ter o momento certo, nunca vai ter um momento perfeito. Eh, aqui agora, eu faço com que eu tenho o com o meu melhor hoje. As pessoas hoje esperam o dia ideal, o momento ideal, a vida ideal para fazer alguma coisa. Não faça com o que eu tenho agora, com pequenas coisas, com o meu momento, o que eu posso fazer. Então é assim, pendência nós vamos ter sempre, mas vamos ali anotar quais são as mais urgentes, as prioridades, né, e não deixar acumular, né, vai resolvendo uma, aparece outra, é normal, é a vida, é uma espera e aí essa espera acaba deixando você vivendo no automático, porque você tá só esperando a vida melhorar, né? Mas e se a gente começar a comemorar as pequenas vitórias do dia a dia, né, Luan? É isso. É uma busca incessante por algo que de repente é é uma busca do do bom, do vai chegar a hora certa, vai sempre vai, né? Sempre vai, sempre. Mas e aí ansiedade nessa espera? A gente faz como, né? E e esse automático porque também é um automático, é um viver no automático e viver esperando, né? Não, eu não vou fazer isso hoje porque tô esperando melhorar, daí amanhã não, não vou fazer isso agora. Aí você acaba vivendo nesse ciclo de espera e o aqui e o agora já era, porque você tá tá esperando lá na frente. E esse lá na frente, quem disse para você que vai chegar algum dia, né? Porque amanhã não nos pertence e a gente tá vivendo esperando algo lá na frente. É uma forma de se viver no automático também e que precisa eh eh ser eliminada. De repente, ah, se tem a preocupação lá no futuro, tudo bem, né? Nós temos, mas não podemos exacerbar porque isso vai parar o nosso presente, não é? É exato. A gente não pode viver embasado nisso. Uhum. Né? Eu acho que a ansiedade ela eh a gente fala dela como se ela fosse algo ruim, mas ela não é. Ela é boa, né? A ansiedade ela antecipa a gente dos perigos. Se não fosse ela, a gente morreria. Então ela tem essa capacidade de antecipar as coisas, né? Para que a gente tome os devidos cuidados. Ah, o problema é quando tá em excesso. Não, nosso corpo não é acostumado a lidar com excesso e nem com falta. Nosso corpo ele é feito para tá equilibrado. Sim. Então, quando ela entra em muito excesso, é aonde traz o o os problemas. Mas falando desse automático, eh, a gente, a vida é simples. A gente precisa pensar no aqui, no agora, como a Patrícia falou, né? Você disse, "Respira". Uhum. Tá tudo certo. Sempre vai ter demanda, sim. A vida sempre vai trazer demanda, sempre vai ter problema. Eu falo que mais importante do que o final é o trajeto. Uhum. É o trajeto que faz a gente ser diferente, não é o final, né? Quando você ganha um um troféu, vamos lá, uma corrida, né? Um cara que tá lá na corrida de carro e ele ganha a corrida. H. Se a gente cortasse, né? Vamos lá, uma cena. A gente cortasse, né? colocasse ele antes da corrida e já cortasse ele pro prêmio. Uhum. Ele não ia nem entender que que ele tá levantando ali, o que que tá acontecendo. Exato, né? Então assim, o o prêmio, o o final, ele é um resultado de um processo. E o que vale na vida é esse processo bem vivido. Uhum. Né? Não é o troféu que que o cara ganhou na corrida, a chegada, né? É, é, mas é o caminho todo que ele percorreu ali, é aquilo que é valioso. Então eu acho que cabe a gente refletir sobre isso. A gente fica em busca. Em busca do quê? Uhum. Né? É aquele conto do do do pote de ouro no final do arco-íris, né? Que você vai vai e nunca encontra porque nunca tá lá. Aham. É verdade. E aí você passou a vida buscando algo que você não sabe o quê. Uhum. Né? Então falo, por isso que é muito importante a gente tomar cuidado com a mente, porque a mente mente, porque faz a gente entrar nesse modo automático. Cuidado com a tecnologia, porque em excesso também faz a gente impulsionar para isso. E a gente acaba perdendo o que você disse, né? A graça da vida, que é o caminho, é o trajeto, é o que a gente tá vivendo aqui hoje. É. E esse e esse caminho ele vai, você vai encontrar pedra, você vai encontrar um passarinho lindo, você vai encontrar uma flor, você vai encontrar uma árvore seca, você vai encontrar um monte de coisa, mas tudo tem ali o seu porquê, né? Aí a gente precisa seguir, a gente precisa percorrer. Mas se a gente percorre esse caminho com consciência, de repente a gente consiga entender mais eh o porquê das coisas e entender mais que a nossa presença, a presença, gente, o aqui e o agora tá muito em falta nos dias atuais e a gente precisa disso. vivendo no piloto automático, todos, mas a importância de se atentar e voltar pro aquilo. Agora, nem que seja uma, duas, três, quatro vezes por dia, né, a consciência, a respiração, para que você consiga desenvolver aí eh eh consiga percorrer o seu caminho com mais leveza, tá bom? Bom, agora 8:59, a gente vai encerrando. Eu quero agradecer a participação de vocês, Patrícia, obrigada pela sua presença. Eh, passa pra gente um um feedback e um uma ideia de um primeiro passo a ser dado para quem tá vivendo no piloto automático, assistiu o nosso programa, acendeu um alerta, falou: "Opa, pera aí, hoje eu saio desse piloto automático ou aliás hoje eu tomo a iniciativa de começar a entender o que estou vivendo e sair dessa situação?" É, primeiro lugar, né? Eh, sempre anotar eh, as pequenas coisas. Eh, a prática, eu sempre falo da prática da gratidão. Passou o dia ali, você acha que não aconteceu nada de bom. Uhum. Anota três coisas pelo menos da sua vida, que você pode agradecer. Ah, eu não tenho nada para agradecer. Pelo menos três coisas você vai ver que você tem para agradecer. Das três vai passar para quatro, cinco, você vai ver que tem muitas coisas que você não consegue enxergar por causa desse piloto automático, da cobrança da sociedade, da cobrança de si mesmo, que você não tem nada para agradecer. Então é esse olhar, gratidão, ã, respirar, caminhada, né, esse tempo, um tempo para si, não fazer nada. É isso. Muito bem. Quero agradecer a sua participação, a sua presença, a sua contribuição com a gente. Muito obrigado pelo convite, tá? De de ensinamento, de Quero agradecer o pessoal de casa também por estar aí mandando as perguntas, participando. Legal. Então, muito obrigada por estar aqui conosco, nos orientando, tá? Gratidão. Eu que agradeço. Agora, Luan, deixa pra gente também eh uma mensagem, né, para para quem deseja recuperar essa conexão com com o tempo, com si mesmo, de repente, porque viver no automático, por mais que nós estejamos vivendo assim, tem gente que está mais submerso nessa situação, né, e e precisa eh de de um alerta para poder sair desse ciclo vicioso. É bom, primeiro não espere o momento certo, porque ele não chega. [risadas] Somos nós que que fazemos os momentos, né? Esse negócio de esperar o momento certo faz com que a gente não saia do lugar. Uhum. Né? Junto a isso também não espere o perfeito, né? A vida ela tem as falhas e por isso que ela é bela. Então, faça as coisas simples, né? Um passo de cada vez, né? Se tá difícil tomar banho, levanta e toma um banho sem compromisso. Coisa simples, sabe? Ah, tá difícil fazer meu café da manhã. Pega um dia, vai lá e faz. Eh, numa boa. Uhum. Tira essa preocupação da cabeça, esse tem que, né? Eu falo que o tem que é um negócio que para muita gente, né? Só faça, só faça, dê o primeiro passo e tudo flui depois. Não fique preocupado com performar. É, exatamente, né? E a gente precisa se atentar também, é não ficar tão preocupado com amanhã, amanhã, amanhã, lá na frente, lá na frente. Vamos tentar viver o aqui e o agora, né? Respira, calma, fica tranquilo que as coisas fluem. Quero agradecer sua participação. Obrigada pela presença, viu? Obrigado, muito obrigado pelo convite. Foi muito gostoso estar aqui com vocês, compartilhar conhecimento é sempre muito bom, né? Agradecer a todo mundo que tá assistindo. Obrigado a todos. Nós que agradecemos a participação de vocês dois e a sua participação aí de casa. Obrigada pela sua presença, obrigada pelas perguntas, né? E é isso, gente. Ah, a gente percebe que é uma reflexão muito importante sobre a forma com que a gente vive os nossos dias. O programa de hoje falou sobre viver no piloto automático, né? Administrar o tempo não significa apenas fazer mais coisas, gente. Talvez seja também aprender a estar presente naquilo que realmente importa, né? Você vai tomar um café, você já percebeu que você vai tomar um café, você toma o café correndo, tudo correndo, pegou a xícara de café, para, respira, é seu momento, toma com calma, depois resolve suas demandas. Esse essa ação, de repente é um momento que você desacelera e vem pro aqui agora e a partir disso você consegue ter mais expertise na hora de resolver a próxima situação que vem aí no seu dia, tá? Então, ó, falamos sobre isso, desacelerar para tentar diminuir aí o piloto automático. Na próxima edição do estúdio Câmara, a gente vai falar sobre comportamentos alimentares restritivos e entender as diferenças entre fome emocional e fome fisiológica. Também a gente discute sobre a relação com as canetas emagrecedoras e os impactos que ela podem ter na forma como nos relacionamos com a comida. Nem toda restrição alimentar tem a mesma origem. Quando uma escolha, uma preocupação ou um hábito passa a comprometer a nossa saúde, o convívio social e a qualidade de vida, o que acontece? Tema do programa de amanhã é fome emocional versus fisiológica. Então não perca Estúdio Câmara a partir das 8 da manhã ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. Lembrando que ao meio-dia temos Câmara Notícia e às 18 horas 6 da tarde nós temos reunião ordinária no plenário José Maria Matozinho. A programação da TV Câmara Campinas segue sempre feita com muita responsabilidade e também muito carinho de toda a nossa equipe do grupo Mais especialmente para você que tá aí do outro lado. Um grande abraço, se cuide, respire, volta por aqui agora em alguns momentos aí do seu dia, você vai ver que tudo fará mais sentido. Beijo grande, até amanhã. Ciao. Ciao. [música] [música] [música] [música] [música] [música]
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