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Estúdio Câmara | Redes Sociais e os Impactos no Comportamento da Sociedade
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Estúdio Câmara | Redes Sociais e os Impactos no Comportamento da Sociedade

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Estamos chegando estúdio Câmara ao vivo no ar. Hoje, dia 25 de setembro, cestamos. Vamos fechar a semana com chave de ouro, porque nós vamos conversar hoje com você sobre as tendências que viralizam nas redes sociais. Vamos lá. Uma brincadeira, um desafio, uma dica ou até uma suposta explicação científica.

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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando estúdio Câmara ao vivo no ar. Hoje, dia 25 de setembro, cestamos. Vamos fechar a semana com chave de ouro, porque nós vamos conversar hoje com você sobre as tendências que viralizam nas redes sociais. Vamos lá. Uma brincadeira, um desafio, uma dica ou até uma suposta explicação científica. Podem ganhar milhões de visualizações e, de repente, começar a influenciar comportamentos fora da tela. Um exemplo recente chamou atenção jovens discutindo nas redes a ideia de não tomar banho antes de um encontro amoroso com a justificativa de preservar o cheiro natural do corpo e assim potencializar a atração. Mas será que uma tendência viral realmente representa o comportamento de uma geração? E por uma ideia que aparece tantas vezes na nossa tela pode começar a parecer normal, verdadeira e até necessária? É sobre influência, comportamento, pressão social e também sobre a nossa capacidade de questionar aquilo que viraliza que nós vamos conversar hoje. E claro, você pode participar com a gente através do nosso WhatsApp que já está na sua tela. 1997293776. Manda a sua pergunta, seu comentário ou conta pra gente: você já mudou algum hábito porque viu uma tendência nas redes sociais? E aí, o que que você fez, né? Você eh compartilhou dessa tendência e seguiu fazendo isso até quando? Isso representa o quê para você? mande pra gente a sua eh experiência, o seu comentário, a sua pergunta, porque nós já estamos aqui com os nossos convidados e daqui a pouquinho vamos apresentá-los, tá? Mas antes disso, nós temos uma informação, temos a previsão do tempo para você, o TP, vem comigo que eu preciso dar a informação, porque Campinas eh recebe hoje, não, no sábado, né? Recebe amanhã, dia 26, mais uma edição do programa Chega Junto da Prefeitura. A ação será das 9 ao meiodia no sei Recanto da Alegria, no Jardim Nilópolis. Gente, esse programa é bem interessante porque reúne mais de 30 serviços públicos gratuitos em um só local e facilita o acesso dos moradores a atendimentos municipais. Então, olha, entre os serviços estão Cadastro Único, orientações sociais, atendimento do Procom, vagas de emprego pelo Cepat, vacinação, exame de vista, corte de cabelo e serviços de trânsito. Também haverá atendimento veterinário para os cães e gatos, ações da Defesa Civil e da Guarda Municipal e orientações para mulheres, informações sobre cursos gratuitos e serviços da CPFL, como tarifa social e parcelamento de débitos. O Chega Junto acontece mensalmente sempre no último sábado do mês em diferentes regiões de Campinas. Então você aí do Unilópolis aproveite todos os serviços reunidos em um só local amanhã, Sabadão, tá certo? Agora vamos com a previsão do tempo, gente, que beleza, né? Previsão do tempo. Nós, ó, nós temos aí uma área de alta alta pressão que deve começar a atuar sobre a nossa região, favorecendo a redução de nebulosidade e a manutenção de um tempo estável. Então bora lavar roupa, né? Tá todo mundo na mesma vibe. Não tem previsão de chuva, tá? As temperaturas seguem em elevação com máxima aí de 29º. Então vamos lá. Hoje, sexta-feira, dia de sol, algumas nuvens, teve uma névoa ao amanhecer, mas agora tá tudo lindo. Noite com poucas nuvens, de acordo com a previsão. Mínima 16, máxima 27º. Amanhã, sábado, dia de sol com algumas nuvens, neva também ao amanhecer. Então, eh, noite com poucas nuvens, vai dar um sábado maravilhoso, mínima 16, máxima 30º, tá? E domingão, gente, sol com algumas nuvens, o dia, eh, fica lindo com céu azul de brigadeiro e vai ser ensolarado. Mínima 18, máxima 31º. Então, aproveite, né? Hidrate-se. Vamos curtir aí o final de semana, eh, com quem você acredita que faz bem para você, né? E faça algo que faça sentido pra sua vida. Aproveite. Faz tempo que a gente não vê o sol da forma que ele vai aparecer pra gente no final de semana. Tomou uma oportunidade legal pra gente tirar o mofo. E bora viver, gente. Vamos lá. Agora sim, voltamos ao nosso tema central, porque a gente precisa entender porque que a tendência consegue sair da tela e chegar no nosso comportamento. Então, a conversa de hoje reúne dois profissionais da área de psicologia, né? Então, quero dar as boas-vindas aí ao psicólogo Danilo Freitas. Ele é graduado pela Universidade Paulista, especialista em psicologia da saúde pelo Hospital São Luís e também é terapia cognitivo comportamental. Quero dar as boas-vindas a você. Seja muito bem-vindo. Bom dia. Obrigada pela participação. Bom dia. Obrigado pela oportunidade. Espero poder contribuir nesse tema tão atual e relevante. Muito bem. E com a gente também a psicóloga e neuropsicóloga Maria Luciana de Paula. Ela tem formação em terapia cognitivo comportamental. Ela é especialista em neuropsicologia e ecoterapia. Uau, seja bem-vinda. Bom dia. Bom dia, Rúbia. É um prazer estar aqui com vocês, compartilhando, né, com esse tema atual importante e muito obrigada pela pelo convite, pela oportunidade. Nós que agradecemos. O estúdio Câmara já está no ar há quase do anos, mas a gente consegue trazer essa informação robusta para vocês mediante o aceite dos nossos convidados. Nós temos aqui informação de quem realmente estudou para nos orientar e sem vocês a gente não conseguiria fazer o programa. Então a gente agradece demais a presença e a disponibilidade de vocês. Então a gente começa perguntando pro Danilo. Danilo, a gente vai falar de tendência hoje, influência das tendências, né, na sociedade. Que tendência? Tendência da rede social. Então, quando uma tendência aparece repetidamente nas redes, por que que o nosso cérebro, a nossa mente pode começar a perceber aquele comportamento como mais comum, natural ou aceitável do que ele realmente é? na questão do, vamos colocar exemplo, aquela galera que falou que não ia tomar banho antes do encontro porque ah o feromô que o corpo libera seria legal eh para e eh essa ocasião. Pois é, um comportamento que não é tão comum, mas ele aparece repetidamente, ele acaba sendo aceitável. Por que que a gente tem e eh essa tendência de a gente vê vê vê, aí a gente aceita? Perfeito. Acho que excelente questão. Acho que primeiro é importante a gente entender que eh ao longo do nosso processo evolutivo é natural, né? E foi até importante a gente aprender com pares. Então essa observação em relação ao que o outro tá fazendo, a como a sociedade tá se comportando, foi até adaptativo e funcional, né, pro nosso desenvolvimento em linhas gerais. Acho que o que acontece hoje, até nessa estrutura, né, no qual a gente vive, é que quando a gente eh percebe um conteúdo viral que tá engajado em visualizações, em comentários, em curtidas, eh parece que há uma prevalência de comportamento, ou seja, o fato de esse conteúdo ter viralizado indica uma alta probabilidade para aquela pessoa que tá tendo contato com ele. ele de que de fato esse conteúdo ele é algo que todo mundo tá fazendo. Sim. Quando na verdade eh o fato do conteúdo teve realizado não necessariamente significa que de fato há uma prevalência na vida real e que as pessoas estão levando isso pra realidade delas. Uhum. E e a gente percebe hoje que muitos desses conteúdos vêm com eh essa maquiagem de ciência, né? Então, esses termos que são muito utilizados hoje e que inevitavelmente eh servem como prova social. Então, a pessoa olha, vê muitas curtidas, muitos comentários, conteúdo viralizado. Uhum. Algumas pessoas testam, compartilham as experiências que elas estão tendo e e de fato aquele conteúdo começa a se fazer presente na vida de algumas pessoas. Mas eu acho que é importante a gente diferenciar que um conteúdo viralizado não necessariamente indica que muitas pessoas estão fazendo isso na vida real. Eh, então acho que são pontos diferentes, mas inevitavelmente é um conteúdo que aumenta a probabilidade da pessoa ter aquele comportamento. Exatamente. É como você falou, uma prova social, né? A gente acaba sendo testado e aí o nosso cérebro se adapta com a repetição. Então quanto mais você vê, mas você entende que tá certo, que tá OK. E quando você nem percebe, você já tá fazendo igual. Então, eh, eh, Maria, eh, Maria Luciana e Maria Luciana, que linda. Maria Luciana, existe uma espécie de efeito assim, tá todo mundo fazendo, né? E e como que a percepção de que eh determinado comportamento é popular pode influenciar as nossas escolhas? Então assim, tá todo mundo fazendo. Então eu percebo que se tá todo mundo fazendo, isso é popular. A partir disso, pode, as minhas escolhas, elas podem ser alteradas a partir desse comportamento que tá todo mundo fazendo, que é popular, porque eu também quero ser popular, certo? Então, as trends em si não é o problema. Hum. O problema é como a gente acessa esse conteúdo, por existe lá eh o sistema dopaminérgico que libera dopamina em algumas regiões do cérebro, provocando motivação, consequência, aprendizagem e até a vontade de experimentar, ou seja, o prazer. E também eh as trends chama muito a atenção. Muitas pessoas que estão assistindo se identificam com aquele conteúdo, eh se sente pertencente naquele grupo e vem a experimentação. A partir daí a repetição. E eh como fala o o psicólogo Albert Bandura, ele fala que nós aprendemos através do comportamento. Então esse comportamento pode produzir consequências e essas consequências podem ser boas e ruins. Então, é preciso ter eh autonomia para ter uma escolha consciente, porque eh também desenvolver eh um pensamento crítico e entender essa trend, esse conteúdo é bom para mim ou eu estou fazendo porque o outro está fazendo. Exatamente. Porque nas redes sociais a gente não vê necessariamente um retrato fiel da sociedade. a gente vê aquilo que ganhou atenção, que foi compartilhado, que foi comentado e que não representa a de repente a verdade, né? Porque a gente sabe que a rede social é algo que eh o que o que se coloca lá eh algo que a pessoa ela quer que você veja, não o que é necessariamente o dia a dia ou que representa algo que faça sentido, né? Mas como estamos inseridos aí nesse espaço e muitas vezes inconscientemente só eh rolando feed, a gente é tomado pela dopamina, né, pela falta um pouquinho de consciência e a gente acaba inserido nesse nesse mundo virtual de uma forma que quando você eh dá um passo para trás e dá uma olhada assim no amplo mesmo, você fala: "O que que eu tô fazendo?", né? Depois vem o despertar da consciência, não é? Perfeito. E eu acho que tem um ponto importante que essa esse tempo que a gente tá vivendo, acho que inevitavelmente ele traz uma percepção de um contato com excesso de informações. Então, a gente tá é rodeado de informações e muitas dessas informações elas eh passam por um crio de fazer sentido. E o fato daquele conteúdo tá sendo compartilhado, publicado, fazer sentido. Uhum. eh, não necessariamente ser plausível faz com que aquele conteúdo de fato seja científico, né? Seja um conteúdo que tenha eh uma base de evidências que sustentem eh realmente, né, aquele conjunto de ideias eh transitar paraa tua vida prática. Hum. Então, eh, eu acho que muito mais do que só entrar em contato com o conteúdo, eh, vale muito a pena exercitar essa, eh, capacidade crítica da gente checar quais possíveis eh evidências. Eu sei que talvez eu esteja falando mais numa posição aqui eh de cientista, talvez, né, e já tenha talvez esse hábito eh mais desenvolvido, mas eu acredito que com esse excesso de informação que chega pra gente, eu vejo muito a gente consumindo muitas informações e checando pouco o quanto essas informações de fato são eh verídicas ou não, né? Verdade. Ontem, o programa de ontem, nós falamos sobre infoxicação e eh raidbait, né? A infoxicação é o quê? A intoxicação por conta de muitas informações. E o raidbait é o quê? É a aquela raiva que às vezes você sente, né? eh por em ver algo que não faz sentido para você, mas você se sente preso, né, nessa nessa visualização. E na verdade a gente já sabe que eh tudo isso foi criado com essa intenção, né, de nos de nos prender ali nesse nesse feed, nesse rolar infinito. E isso está trazendo consequências paraa nossa saúde mental, porque mexe. Não adianta, você vai ver um vídeo de algo que não faz sentido para você, porque o algoritmo mandou ali para você e por curiosidade você acaba vendo aquilo vai despertar inúmeras emoções. E se você não tem o entendimento, você acaba se perdendo nesse caminho. E aí vem a questão da raiva, eh aquela questão do comentário que você eh comenta em um vídeo eh de forma eh inconsciente, né? você chegou ali, você viu, vai comentar, aí depois você olha, fala: "Nossa, o que que eu fiz?" Então, eh, é importante a gente falar sobre a influência das tendências eh da das redes sociais na nossa sociedade, no nosso dia a dia, porque a gente está agindo muito por impulso, sem parar para analisar. Quando você vê, você já fez. E aquela questão que vocês sempre ensinam pra gente, dê um passo atrás, amplia a visão e analise se isso faz sentido para você ou não. É a mesma coisa dessa questão da influência das redes. Você trouxe pra gente a questão da da eh da de pertencimento, é de pertencimento, né? Essa esse negócio de influência faz parte do pertencimento. Se eu vejo algo que está influenciando todo mundo que tá lá na rede, um vídeo, alguma coisa assim, e eu não pertenço a nenhum grupo, de repente esse comportamento vai me influenciar para que eu possa me sentir pertencente. a gente tem essa discrepância e e a gente de repente toma uma atitude só pela maneira, só pela o fato de sentir que estou pertencendo a algo. Sim, com certeza, né? Aí que vem a consciência. Uhum. Principalmente os adolescentes que estão em formação, em maturação, né? Ele está com eh o córtex pré-frontal ainda em desenvolvimento. E eles tem muitas dúvidas, né? Não é que eles não têm capacidade, eles têm capacidade, mas porém eles têm uma dificuldade, né, de desenvolver de de essa tomada de decisão, né, se realmente é saudável ou não. E muitas vezes, eh, para devido o o reforço social, a validação, eles entram nesse grupo para sentir pertencente. Uhum. Exemplo daquele six, né, galera? E tinha uma um uma outra trend que viralizou, eu não lembro agora, mas que o pessoal ia para praça eh eh dançar lá, fazer alguma coisa. Eu não não lembro agora, mas eu acho que vocês sabem do que eu tô falando, né? Eh, Danila, até que ponto isso pode ser saudável e quando que a gente precisa acender o alerta, né? eh, da minha necessidade de pertencimento e da viralização das trends, que faz com que eu altere o meu comportamento. Perfeito. Eu acho que eh antes da gente chegar a no entender o que é saudável ou não, Uhum. Primeiro eu gosto de falar que a gente precisaria passar por um crio de valores, né? Sim. Eh, como a gente entende o que é valoroso para mim na vida? o que eu gosto, os meus interesses, as minhas habilidades, a minha personalidade. Eu acho que como psicólogo, inevitavelmente, eu tenho um conflito de interesse aqui de falar que sou muito a favor desse processo de autoconsciência. Uhum. Eh, ser um processo ativo nas pessoas. Então, quando a gente fala de um conteúdo viral, talvez eu não esteja necessariamente falando de um conteúdo que esteja alinhado aos meus valores, às minhas aspirações, ao que eu de fato veja sentido na vida. Só que antes disso, eu também preciso entender que talvez nem eu tenha criado a percepção ou passado por um processo de entender o que de fato eu gosto ou não. Eh, você comentou que os adolescentes ainda estão criando ali maturando o córtex préfrontal, criando uma base de quem são eles, o que que eles gostam ou não. Então eu acho que talvez a hipótese que eu levanto aqui é que esses conteúdos virais eles passam a não ser tão saudáveis quando eles conflitam com possíveis valores, aspirações que essas pessoas de repente poderiam ter e acabam nem percebendo que realizar aquele comportamento sendo influenciado pelo conteúdo que eh está acessando de médio e longo prazo, pode ter ali um um prejuízo desadaptativo na vida, né? Uhum. Uhum. Sim. E esses prejuízos, né, tem que serem observados porque pode causar ansiedade, irritabilidade, eh dificuldade na tomada de decisão, autorregulação e também a segurança, né? Por isso é preciso entender eh a família, né? Fazer um acolhimento, entender qual o significado desse conteúdo paraa pessoa que está buscando, né? está ali atento, eh, orientando e porque algumas trendes é um entretenimento e outras é um risco. Então, assim, precisa estar atentos, né, para essa autonomia, né, para essa consciência de escolhas e para entender de fato se aquilo é bom, né, como o Danilo falou. e se caso necessário procurar ajuda, né, de um profissional. Excelente, porque a gente é meio autodidata, eu sempre falo, né, nessa questão de internet, de rede social. Por quê? Porque quando a gente tá aprendendo algo, vem algo novo. Daí você começa a aprender, quando você acha que tá dominando, vem algo novo. A gente não tem o controle. E aí o que que acontece? Eh, os jovens, né, eles têm mais tendência em se estar inserido nessa nesse negócio de de tendência e tal. e os pais ou cuidadores, enfim, a gente precisa se inserir nesse mundo, por mais que a gente ache, poxa vida, mas eu, né, eu vou vou ver o que que é essa trend, eu vou precisa, a gente precisa se inserir nesse mundo, porque a partir disso a gente tem eh um vocabulário pra gente poder chegar e conversar com os nossos adolescentes, não é, Dan? Exatamente. Tanto é que eu acho que pegando esse gancho super importante que você tá puxando, existem muitas pessoas estudando sobre essa temática atualmente. Tem um autor que é um psicólogo norte-americano, psicólogo social, que eh tem um livro que viralizou, virou bestseller, que é o Geração Ansiosa, o Jonathan Heide. e ele traz muito eh alguns dos aspectos que seriam importantes da gente ter cuidado em relação a esse processo de desenvolvimento. Ele traz uma frase que eu acho que é muito importante, que ele fala que sub eh super protegemos no mundo real e subprotegemos no mundo digital. Então, acho que cada vez mais se faz necessário esse entendimento de que hoje as redes sociais não é só mais uma ferramenta, é também um contexto, é também um ambiente no qual essa criança, esse adolescente vai estar ali eh exposto. Eu acho que olhar eh dessa forma mais cuidadosa é muito importante. E ele vai trazendo ali também várias reflexões no que se refere a como que seria um cuidado, na visão dele adaptativo, funcional. Uhum. E como que seria um cuidado talvez não tão adaptativo, mas incisivo, eh, e que talvez possa não trazer benefícios ali, eh, para aquela criança e para aquele adolescente, né? É verdade. Como que a gente faz para inserir essa conversa? Os pais, os cuidadores, os educadores, né, nas escolas, principalmente? Às vezes a gente tem que mudar um pouquinho eh eh o nosso roteiro paraa gente poder eh inserir o adolescente no nosso roteiro ou sair do nosso roteiro ou ir para o roteiro do adolescente, como é que a gente trabalha eh para que a gente possa conversar sem agredir, sem julgar, né, e comunicar de uma forma, não digo assertiva porque não é tudo tão assertivo assim, mas se comunicar de uma forma mais ah que acolha, eu acredito que seja, né? Sim. Interessante, né? Eh, primeiro eh estar buscando, né? Eh, conhecimento, entender se realmente eh essas essas tendências, né? tem uma comprovação científica, está eh buscando o entendimento desse assunto para poder orientar as crianças e os adolescentes, né? Eh, acolher sem julgamento, né? Fazer um acolhimento, orientação, entender realmente qual o significado, né, de da do adolescente ou a criança está buscando por esse conteúdo. Vê a importância. é muito importante nesse acolhimento sem julgamento e para que se os pais ou os educadores eh falarem, né, não faça isso, eles não vão entender porque todos estão fazendo, aí eles vão pensar, se é bom para ele, vai ser bom para mim e nem sempre vai ser bom. Então, a orientação, o acolhimento é essencial nesse contexto. É, por favor. E eu queria complementar eh pegando esse gancho do que seria saudável ou não, eu acho que também é interessante a gente olhar que a experiência que os pais e essa geração Z, talvez e a outras gerações também, mas talvez principalmente a Z, eh está tendo nesse eh mundo, eh teoricamente é algo novo na nossa existência, né? é algo recente. Exato. Então, lendo, né, estudando muito sobre essa questão de literatura, se a gente for eh não muito longe, até alguns anos atrás, obviamente não querendo fazer uma comparação determinista de que uma coisa parece com a outra, mas não muito longe existiam pessoas que fumavam em ambientes fechados, né, centro de segurança, quando que foi passar a tornar obrigatório? Uhum. Então, acho que os cuidados em relação à rede social ainda é um processo em desenvolvimento. Eu acho que é super comum esperar os pais se sentirem também inseguros, porque a gente ainda não tem realmente uma regulamentação do que de fato é efetivo, do que não é. né? Como eu disse, o Jonathan nos Estados Unidos, ele tá criando eh eh protocolos, tá criando orientações, mas ainda é muito debatido. Existemincrasias do funcionamento do ser humano que seriam especificidades de cada pessoa, de cada cultura. Então eu acho que a insegurança ela vai fazer parte, mas eu acho que esse processo de buscar acolher, entender, validar, perguntar e dar esse espaço para aquela criança e aquele adolescente trazer o que talvez esteja incomodando, o que esteja pensando, pode ser um espaço possível eh de cuidado, né, nesse sentido. Uhum. Exatamente. E assim, não é demonizar a as redes sociais, né? é entender realmente, né, aquele conteúdo, se ele é saudável ou se ele está causando prejuízos, né, na rotina, se tá atrapalhando o sono, os estudos, o trabalho. Exatamente. E aqui a gente tá falando da influência das tendências nas redes, né, e na sociedade, porque a gente percebe a mudança e alteração de comportamento em algumas situações de de coisas que viralizam e um começa e o outro vai e o outro vai e assim é o efeito nada. Só que a pessoa às vezes nem sabe porque ela tá fazendo aquilo, que ela está repetindo aquilo, mas é por conta às vezes do da da sensação de pertencimento. Ela simplesmente quer pertencer a algo e acaba tomando uma atitude que se quando ela para para olhar ela não tomaria, né? Então às vezes vem muito depois disso a questão, poxa, por que que eu fiz isso, né? Essa frustração, essa culpa consigo mesmo também é algo que precisa ser eh acolhido, porque dependendo do que viraliza e dependendo do que é feito, a pessoa ela vai, quando ela der um passo para trás, ela vai se sentir um pouco frustrada, não é, Dan? Sem dúvidas. E eu acho que a frustração é absolutamente as emoções que vêm desencadeadas pelo comportamento, como a gente tá dizendo, acho que precisa ser validado, precisa ser olhado, precisa ser levado em consideração como algo real, né? Realmente esse contexto ele é novo, é um contexto que você pode ter contato a conteúdos que talvez possam te levar a aumentar a probabilidade de ter um determinado comportamento e que por vezes pode ser um comportamento que venha a causar emoções desconfortáveis. Eu acho que a ideia é buscar entender o que que talvez eu possa aprender com isso, seja um pai olhando para um comportamento de um filho ou seja até mesmo nós mesmos na nossa dinâmica, nas redes sociais, tentando entender qual que é a o sentido da gente tá seguindo ali eh esse efeito manada que a rede social acaba podendo causar na gente, né? É verdade. Olha só, tem uma questão, TP, fica comigo que eu quero trazer agora eh algo bem importante aqui. Eh, viralização não é sinônimo de representatividade. Tem gente que pensa que é, mas tem um estudo de 2024, foi feito com mais de 16 adolescentes australianos. Esse estudo mostrou que diferentes fatores, como motivação, eh eh internalização de padrões de aparência se relacionam de maneiras diferentes com os comportamentos das plataformas, né? E essas pessoas que foram eh alvo dessa pesquisa, eles acabaram eh se tendo o comportamento do que viralizou, né, entendendo que aquilo fazia parte deles. Mas depois, como tudo que viraliza, chega um momento que não viraliza mais, depois vem aquela sensação que eu acabei de trazer, eh, porque fiz, né, a atitude que eu tomei, isso representou o quê para mim? E todo aquele ponto negativo que a pessoa não viu antes de entrar, quando finalizou, mesmo sendo adolescente, ele teve o senso crítico. Mas agora eu te pergunto, Maria, por que o senso crítico ele vem só depois que eu executo aquela situação? Você entendeu? Por quê? Eu só vou entender, vou conseguir separar, ver o que eu fiz quando aquilo não é mais não tá mais em trende, que não viralizou mais. É porque eh eles é como é novo, né? É novo, né? Pra pessoa e a pessoa não tem experiência, então ela está ali sendo influenciada, ela está motivada e ela quer experimentar. Então, por isso que ela vai conseguir entender só depois, né, que termina, depois que não existe mais. É aonde vai vir frustração, medo, né, arrependimento. E por isso que tem que ter eh o acolhimento, né, para entender, até mesmo porque eles têm essa dificuldade, né, de de perceber, de tomar decisões, né? Uhum. E e tudo essa essas coisas que viralizam pode distorcer a nossa percepção, Danilo? A gente porque assim é tudo muito e e vem muita informação, né? E aí chega um momento que distorce a percepção e você, ó, só vai. Sim. Tem um autor que é o Caldini, que ele escreveu um livro que fica mais voltado à classificação, que a gente chama de autoajuda, mas ele é muito interessante que é armas da persuasão. E aí ele vai detalhando ali várias vários vieses que normalmente a gente pode ter e que podem aumentar a probabilidade da nossa percepção ter ali algum tipo de distorção. E aí, pegando esse gancho, eh, tem essa parte dos vieses de percepção e tem também, eh, o próprio funcionamento do cérebro, porque quando você tá exposto a um, eh, movimento que talvez esteja aumentando a probabilidade de você estar acessando um conteúdo mais voltado ao que a gente chama de sistema límbico, que é uma parte do parte do funcionamento ali do cérebro que normalmente fica mais voltado à parte das emoções, você pode diminuir o acesso ou a probabilidade de deixar atuante o córtex préfrontal, que é uma área responsável pela tomada de decisão, raciocínio lógico. Então, tanto você tem sim o os vies que podem servir como confundidores quando eu tô ali num conteúdo que tô vendo que todo mundo tá fazendo, então tenho vários viés de confirmação, eu só procuro aquilo que confirma, né? Uhum. E todo esse movimento que o próprio cérebro vai fazendo, que inevitavelmente eh serve como uma ferramenta que entra como mais um confundidor, que é de repente você tá muito mais tomando uma ação pela parte emocional do que necessariamente pela parte racional. E aí que você fala que normalmente vem de forma eh eh retroativa a reflexão, né? Sim. É isso mesmo. Só você vai ter o o pensamento crítico, entender aquilo que aconteceu depois que não tá mais viralizado, você para, olha, fala: "Nossa, sim. E aí importante a gente falar que não está viralizado, mas está na rede. Sim, né? E vai ficar ali. Então, por isso que a gente precisa se atentar, né? É aí que vem eh a consciência, né? a autorregulação, pare, pense, né? Acalma-se para depoism ver se vai seguir ou não, né, com essa com esse conteúdo. Eh, e que a gente sabe que influencia isso influencia, né? A gente tá falando aqui de trends e tal, mas eh o algoritmo traz para você aquilo que você eh eh faz na internet, né? Então vamos lá. Você tá eh roupa, aí você começa a olhar roupa, de repente vem lá umas peças maravilhosas e você acha que tá todo mundo usando aquilo, né? Não é só vídeos de trend de e eh de que que viralizam ali essas propagandas, né? Isso vem muito para você e você acaba vendo toda hora, todo momento, todo momento a mesma informação, a mesma informação. Aí você acaba tendo aquela visão de tuno e fala: "Não, é isso aqui, é isso aqui, pronto." E quando você vê já foi, né? É algo que a gente faz meio que no inconsciente. Isso preocupa um pouco, não é? Não, Dani, preocupa. Eu acho que, como eu disse, existe também um funcionamento natural, né, da gente ser impactado pelas informações que estão chegando até nós. Então, acho que isso se alinha à nossas preferências, aos nossos gostos. E o algoritmo é muito bom, né, em saber o que talvez ele queira entregar pra gente. Exatamente. Então, eu acho que foi o eh o que minha colega falou, eh, todo um processo de quem sou eu, o que eu quero, o que eu gosto. Porque se a gente for extrapolar o exemplo, realmente, eh, eu falar que você vai controlar todas as informações que o mundo digital vai te entregar, né? poderia ser algo irreal aqui o tópico. Uhum. Mas eu posso, a partir das informações que chegam até a mim, decidir o que faz sentido ou não. E que acho que inevitavelmente eu tô falando desse processo de entender o que eu quero, o que eu não quero, quem eu sou. Eh, acho que inevitavelmente essa tomada de decisão, ela tende a ficar mais alinhada aos teus valores, como eu falei no outro momento, quando você é exposto a algum tipo de eh viralização, algum tipo de estímulo ali, né? Sim, sim. A gente tem que cuidar, eh, porque essa influência ela não pode substituir a nossa capacidade de decidir, né? Então, se você tá vendo, mas ainda tem a capacidade de decidir, beleza. Agora, se você tá vendo, tá indo por impulso e quando você vê já foi. E aí quando você olha, você se arrepende, você se frustra e isso traz a uma consequência pro seu dia a dia, é porque você foi invadido pelo sistema e a sua capacidade de decidir acabou. Seu corttex pré-frontal tá desativado, entende? Então você precisa rever os conceitos. Isso é importante a gente saber. Por quê? Porque de repente tem lá um jovem na sua casa, né? De repente você mesmo está tomando essas atitudes influenciada por pela rede e às vezes você acaba se culpando. Não, tudo tem um porquê, né? E por isso que os nossos psicólogos estão aqui nos explicando o que acontece com a gente. Bom saber disso, porque de repente a gente vai um pouquinho assim olhar essas questões das redes sociais com mais cuidado, né? Com mais atenção. Tá bom? Agora 8:44. Eu quero mandar um abraço agora bem especial porque a Maria Luciana vai me ajudar. Sobrinho, seu sobrinho, né? Pedro Augusto. O sobrinho dela tá assistindo o programa de onde? de Patrocínio Minas Gerais. Então tá, Pedro Augusto de Patrocínio, Minas Gerais, que bom que você tá com a gente. Quero te mandar um abraço, um beijo, agradecer você, tá bom? Por estar assistindo o estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas. E a tia tá linda, você viu como ela tá ensinando pra gente, ó? Um beijo para você, tá bom? Obrigada, viu? Tá vendo? Deu certo, viu? Só um abraço, né? Ele é um querido e tá assistindo. A gente pediu pra gente mandar um abração para ele, tá aí um abraço e um beijo, ó. Assim, ó, um abraço bem gostoso para você. Tá bom. Agora sim, 8:45. Vamos com as perguntas, né? O pessoal de casa tá mandando perguntas pra gente. Vamos ver quem é que tá conosco. Pode colocar a primeira pergunta pra gente, produção, por favor. Estamos falando das tendências, essas coisas que viralizam, né, e que acabam nos levando junto. O Paulo Henrique do Cambuí, quando todo mundo comenta o mesmo vídeo no trabalho, fico com vontade de aí, ó, de assistir só para entender a conversa, porque é tão desconfortável estar de fora da tendência. Olha a sensação de pertencimento chegando aí, Danilo. Olha aí, todo mundo lá no trabalho comentando de um vídeo. Eu não sei do que é, mas daí eu vou querer saber e eu vou ter querer entrar lá porque eu quero comentar também. Isso faz parte, é natural ou a gente é assim mesmo? Eu acho que faz parte. É o que eu falei lá no começo, a gente inevitavelmente vai aprendendo com os pares e eh vai avaliando, né? Eh, por exemplo, você chega em uma fila, aonde que tá a fila? Onde que a fila tá organizada? Essa capacidade da gente olhar pro outro e avaliar o que talvez seria eh interessante fazer, aprendendo com que o outro tá fazendo é algo absolutamente normal e adaptativo. Inclusive, a grande questão nesse nessa pergunta específica que eu acho que é interessante é: acho que inevitavelmente o contexto pode aumentar a probabilidade de trazer provocações do que talvez você deva fazer ou não, olhar ou não. É, e existe sim, é, um sentimento do eu escolher não fazer me desconectar, né, desse grupo, a questão do pertencimento, que eu acho que inevitavelmente entra aí. Só que existe a minha individualidade, né? A grande questão que eu acho que é importante a gente voltar. Eu vejo sentido em olhar esse vídeo e se sim, por, né? Acho que a a questão do do da frase da mãe, né? Uhum. Eu acho que a grande questão aqui é esse entendimento do por que eu quero ver, né? Qual que é o motivo que tá me levando a achar que talvez seja necessário ver? É, é uma questão mais de aprovação, validação, que aonde que talvez isso, esse comportamento vai te levar. E em alguns momentos, eh, não necessariamente é algo tão complexo. Às vezes realmente o ambiente influenciou, você sentiu vontade. Eu acho que existem níveis aqui de como que você pode olhar para essa questão, sabe? Excelente. Excelente. Você quer completar? É também porque chama a atenção, né? Todos estão fazendo, todos. Eu também quero. Então também a curiosidade. Então são vários os fatores, né, para experim experimentar, né? Exatamente. Mas que leva leva, né? Olha, é todo mundo, não é só você, Paulo. Eu, eh, eh, o pessoal aqui da TV, todo mundo. Nós eh eh nós estamos inseridos nesse mundo e a gente não aprendeu. E agora nós temos a oportunidade de aprender eh o que esse mundo, né, virtual, essa internet, tudo que é maravilhosa, mas o que ela pode causar na gente? Então, agora a gente consegue ir fazendo as distinções, né? Isso é muito bom. Estamos aprendendo juntos, tá bom? Pode colocar mais uma na tela, produção, por favor. Vamos ver quem é que tá com a gente agora. Ana Paula Barão Geraldo. Minha mãe acha a graça dos vídeos que mando, mas diz que não entende metade das referências. Como as tendências mudam a conversa entre pessoas de idades diferentes? Olha só, Maria Luciana, esse negócio de mandar vídeo pra mãe interessante, né? Porque a mãe, a a mãe recebe os vídeos ou então a mãe começa a mandar vídeo pra gente que aprendeu, daí manda, manda, manda, manda, mas não entende o que tá ali nos vídeos e e continua mandando, né? Essas tendências, elas mudam, alteram a nossa a nossa conversa com as pessoas, como é que é? Principalmente as pessoas eh eh mais idosas. Sim, as pessoas elas recebem como uma diversão, né? Um entretenimento. Aí prende, né? prende a pessoa, mas porém ela não entende, mas ela tá sorrindo, né? Ela tá compartilhando, foi compartilhado pela filha, então ela também tá se sentindo pertencente, né? É interessante, né? É, e eu acho que como as eh esses vídeos, né, que a Ana manda pra mãe dela, são talvez vídeos que estão estão mais presentes ou teoricamente quem tá tendo mais contato são as gerações atuais. Sim, eu acho que na mesma na mesma proporção que talvez os vídeos sejam difíceis da mãe dela entender, talvez existam características da geração da mãe dela que também seja difícil dela entender. Acho que é realmente eh uma questão aqui eh geracional do que a pessoa tem de repertório informacional e que pode aumentar a probabilidade da pessoa não conseguir eh estruturar, né, aquela percepção do que tá chegando até ela pela ausência da totalidade das informações, né? Perfeito. Interessante o que o Danilo falou. Eh, uma experiência, né? Foi a aquela trend da dos anos 80. É, muitos assim, aí já é o contrário. Os adolescentes queriam experimentar, né, para ver como eles eram no nos anos 80. Então foi bem interessante. Eh, completando, né, o que você interessante e pegou todo mundo quase, né? Vocês participaram disso também? Sim. Aí, ó. Tá vendo? Então, e é algo que que desperta a curiosidade, né? Por que que a gente se sente eh eh que sente vontade de participar disso? Quando você vê já tá inserido e é é impressionante, não é, Dan? Sim, sim. Acho que eh inevitavelmente eh alguns dos pontos que a gente vem falando vão para uma direção muito parecida, né? É, mas quando a gente pega para estudar, por exemplo, caçadores coletores lá na savana africana, nesse processo evolutivo que a gente passou, eh, é muito curioso, mas esse movimento da gente se juntar, da gente reproduzir padrões parecidos, como eu disse, fizeram com que a gente sobrevivesse, porque eh ficavam mais comida disponível, as pessoas conseguiam se ajudar mais em grupos, a tribalização das pessoas, no que se refere a elas se juntarem e virar tribos, permitiram com que elas eh sobrevivessem em linhas gerais. Então, acho que naturalmente a gente exatamente, a gente tem esse movimento de querer ir para esses lugares que normalmente a gente percebe que as outras pessoas talvez estejam indo para uma questão de pertencimento e por uma questão evolutiva em linhas gerais mesmo. Exatamente, né? Algo que está com a gente. E aí a internet fez isso ficar exacerbado, né? As redes sociais, interação também, né? É uma forma de interagir, é algo legal, né? Só que a gente precisa cuidar quando a gente não tem mais a capacidade de decidir e estamos sendo levados pelas trends, né, pelos vídeos que viralizam. Aí precisa acender o alerta e cuidar e buscar uma terapia para poder tentar entender, né, e para e voltar para si, porque esse negócio tira a gente do rumo, viu? E tira mesmo. Tem que tomar cuidado. 8:53, a última perguntinha do programa. Daí a gente já vai para as considerações finais. Vamos ver quem tá com a gente. O Thiago Ribeiro do Flamboian. Um amigo começou a falar e se vestir como os influenciadores que acompanha. Isso pode ser uma forma de experimentar quem ele quer ser? Uau! Tiago, vamos lá. Danilo e Maria. Eu acho que sim. né? Como eu disse, naturalmente a gente vai eh tendo contato com informações que chegam até a gente e essas informações elas podem, como a gente disse aqui em um outro momento, eu acho que nem tudo que também chega até eh a gente nas redes sociais é algo que a gente precisa olhar com nosso. Isso daqui é extremamente ruim. Acho que a questão da influência, né, eh, entra num ponto de por que que eu tô seguindo essa pessoa. Então, eu acho que é esse mapeamento do entender que existem coisas que você não pode controlar, que chegam até você, mas você talvez escolha parcialmente as pessoas que você tá seguindo. Então, acho que fazer essa seleção de porque que eu tô seguindo essa pessoa é importante e naturalmente o que chega até você de informação, eh, direta ou indiretamente pode influenciar o seu gosto, a sua preferência. Obviamente isso vai se sustentar dentro de uma base que provavelmente já vai estar mais sólida, mas naturalmente você e eh vai poder experimentar coisas que talvez chegam até você de informação e que podem vir aí por influenciadores. Eu acho que aqui não tem também um ponto só de lado negativo aqui, né? Sim. E também eh o o seu amigo, ele pode estar identificando, né, com o influenciador, com o estilo dele. Por isso ele quer entender o significado, né, por trás de de tudo. Exatamente. Se a gente par para analisar, eh, hoje nós falamos assim porque nós temos a rede social e ficou tudo muito exacerbado, mas eh sempre teve essa tribalização, esse e esse esse negócio de se juntar para poder fazer algo, né, que lembra dos passinhos na época eh eh de 1 e quanto 1980 e a galera se juntava e todo mundo dançava igual e ia para uma praça, um lugar fazer aquilo. Então, todo mundo no efeito mais nada, todo mundo fazia, todo mundo sabia, né? Mas não tínhamos a internet, então isso não viralizava. Mas no grupinho da rua, da escola, todo mundo queria estar pertencente à aquele grupo, né? Então é algo que, como Danilo trouxe, faz parte da nossa natureza, né? É interessante isso. Tá vendo como a gente vai aprendendo? Só que nós precisamos, a gente traz essa conversa eh eh pro programa paraa gente entender até que ponto isso é natural, faz parte da nossa natureza mesmo. E a partir de que momento isso pode vir a ter consequências mais graves para a nossa saúde mental, pro nosso dia a dia. Então essa é a diferenciação, não demonizar a internet, mas também não banalizar, né? e lembrar que eh todo movimento, né, faz parte da nossa vida. Isso é importante, né, Danilo? Exatamente. Eu acho que eh você concluiu eh com as melhores colocações possíveis. Uhum. Eu acho que existe uma parcela do da da estrutura que a gente tá vivendo hoje, desse excesso de informações, das redes sociais, que a gente ainda tá tentando entender, né, até que ponto é saudável ou não. Eu acho que é um processo vá válido de reflexão que a gente tem que fazer. Assim como eu dei o exemplo de comportamentos antes que não eram consideráveis nocivos e que passaram a ser por um processo de acúmulo de conhecimento, eu acho que não vai ser diferente com esse novo mundo que a gente tá experienciando. A gente só tá aprendendo, né, Maria? Estamos iniciando algo que nós vamos deixar pra próxima geração, não é? Sim, com certeza. E precisamos entender até onde vai o limite, né? É. e observar, né, o que realmente é bom, o que é saudável, né, fazer escolhas conscientes, né, para conseguir ter eh uma rotina eh e ir bem nos estudos, no trabalho, na vida, né, no dia a dia. É, e temos que cuidar para que eh não afete a a nossa tomada de decisões, que o nosso córtex pré-frontal esteja sempre ali blindado e trabalhando e funcionando, né? Exatamente. É isso, gente. Agora 8:57 a gente vai encerrando o programa. Quero agradecer demais a sua participação aí de casa. A participação de vocês sempre é maravilhosa, né? Eu adoro ouvir vocês falarem que a gente vai aprendendo. Se você pegar todos os programas, tem lá a playlist do estúdio Câmara, dá uma olhadinha naquele que se identifica com você final de semana, eh, assista. É uma aula, gente, a gente aprende muito com vocês. Então, nosso, muito obrigada, Maria, considerações finais, gratidão pela sua participação. Eu que agradeço. Obrigada por e compartilhar conhecimento conosco, tá? Deixa uma dica aí pro pessoal de casa que no final de semana, eu sei, vai pra rede social e a gente precisa tomar um cuidado, ã, para não ser influenciado demais. A dica é ter autonomia e escolher consciente. Uau! Obrigada mais uma vez, tá, Danilo? Obrigada a você pela participação, pela presença, pelo ensinamento, compartilhamento de conhecimento. É bom demais. E vocês fazem isso com destreza. Eu assim fecho o programa todo dia muito feliz, porque é um conteúdo eh muito robusto que a gente consegue produzir aqui graças ao aceite de vocês. Então, muito obrigada. Não, eu que só tenho a agradecer, né, pensar na possibilidade de eu poder contribuir com o tema tão atual, relevante e poder contribuir nessa discussão para mim. Eh, fico extremamente grato e acho que se eu pudesse, né, finalizar com talvez um direcionamento, eu lembro muito de um de um professor meu da época da faculdade, uma frase que ele falava que era questione o óbvio, né? Eu acho que questionar o óbvio, por vezes pode eh se fazer interessante. Olha aí, faz todo sentido, né? O óbvio precisa ser dito e ser questionado. Fechamos com chave de ouro. É isso, gente. Fica a reflexão, né, para quem tá em casa eh do programa de hoje. Nem tudo que viraliza representa maioria. Nem tudo que parece científico é ciência. Então, antes de experimentar uma tendência, vale perguntar: "Isso faz sentido para mim? De onde veio essa informação? E existe alguma evidência por trás dela?" Então, para, dá um passo atrás, dá uma olhada no geral e vê se faz sentido para você, tá bom? Um grande abraço, um ótimo final de semana, se cuide. Lembrando que segunda-feira nós temos Estúdio Câmara de novo. E olha só a nossa conversa. Vamos falar sobre os conflitos entre gerações. A geração Z está chegando à vida adulta, né, com novas prioridades em relação a trabalho, dinheiro, relacionamentos, lazer e qualidade de vida. Você sabia disso? a galera tá vindo aí de uma forma bem diferente. Eh, e a gente precisa entender o que realmente mudou e porque essas escolhas podem entrar em choque com expectativas das gerações anteriores, né? Seria um conflito de gerações, né? Quais são as novas prioridades da geração Z? Importante, sabe por quê? Porque eles nos ensinam também. Tem muitas situações que nós vivemos, nós da da geração anterior vivemos que hoje a geração Z não permite. E se a gente para para pensar que legal que eles estão assim, é isso, né? A as gerações vão evoluindo. Então a gente precisa entender se realmente é um conflito de gerações ou se são ensinamentos que são passados de geração para geração. A gente vai fazer isso na segunda-feira. a partir das 8 da manhã ao vivo em mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Um grande abraço, beijo, fique bem e até segunda-feira, se Deus quiser. Ciao เฮ
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