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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Seja muito bem-vindo. Estamos chegando. Estúdio Câmara no ar. Terça-feira, 22 de setembro. Primavera brasileira, seja muito bem-vinda, primavera. Seja muito bem-vindo, você que tá aí do outro lado e vai ficar com a gente até às 9 da manhã, porque a partir de agora começa o nosso estúdio Câmara. Eu queria saber como você está. Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Hoje eu quero te convidar para conversar sobre cansaço. Isso mesmo. Porque será que às vezes a gente pensa assim: "Ai, estou sempre cansado". Bom, vamos lá. Acordar sem disposição, né? Aí você acha que você não teve uma boa noite de sono, de repente você tá cansado no meio do dia, você acredita que é por conta da sua rotina que é puxada. Eu quero te perguntar se você sabe diferenciar o cansaço físico do mental e será que existem outros tipos de cansaço que também podem explicar essa sensação? Bom, se você tem se sentindo assim, se sentido assim, cansado, sem saber porquê e sem saber eh identificar, né, que tipo de cansaço você sente, participe com a gente. Nosso WhatsApp tá na tela para você. 199729377. Mande a sua mensagem, porque hoje a gente vai aprender a identificar os cansaços e entender por nós nos cansamos e que e de que tipo de cansaço a gente está falando, né? Então, é importante eh você mandar a sua mensagem, porque nós temos aqui uma psiquiatra e uma psicóloga que vão nos orientar para falar dos tipos de cansaço. Aquele que pode ser considerado normal, aquele que pode ser considerado já uma patologia, que vai acender um alerta e vai te direcionar, combinado? Então, manda pra gente a sua mensagem. 199729377. E eu quero te convidar para continuar ligadinho na programação da TV Câmara Campinas, porque hoje ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com Gabriel Castro trazendo informações do legislativo e também matérias importantes da cidade de Campinas, especialmente para você. Tudo isso produzido eh da nossa equipe do grupo, mas com muita responsabilidade, muito profissionalismo para você que tá aí do outro lado. E olha só, gente, quero informar que nós temos alguns convites, tá? Gratuitos para o conserto Carlos Gomes e a Itália Musical da Orquestra Sinfônica de Campinas. Esses convites estão disponíveis para a retirada a partir do meio-dia de hoje. Gente, é maravilhoso. As apresentações acontecem no sábado às 8 da noite no Teatro Interno do Centro de Convivência, como parte da programação especial do mês Carlos Gomes, que é promovida pela Secretaria eh de Cultura e Turismo aqui de Campinas. Se você ainda não foi, olha, super vale a pena você ir. A retirada dos convites será feita exclusivamente de forma online, tá? pelo site da bilheteria Astroingressos. Então, acessa aí, a partir do meio-dia você pode retirar o seu convite, astroingressos.com.br. O limite de convites é dois por pessoa, tá? E aí a retirada antecipada é obrigatória. Primeiro você faz lá o seu cadastro, aí depois você vai fazer a retirada antecipada, porque é obrigatória, os assentos não são marcados, tá? Então você precisa garantir lá o seu o seu espaço. Sob a regência do maestro Evando Maté, a orquestra Orquestra Sinfônica apresenta um programa dedicado a compositores ligados à ópera italiana, com destaque para as obras de Antônio Carlos Gomes em celebração ao legado do compositor campineiro. Olha só, uma ótima oportunidade para você sair, né, de casa, para você socializar e eu te garanto que vai te fazer muito bem, porque é lindo demais, tá bom? Previsão do tempo. Bom, não precisa falar muito, né? Frente fria chegando novamente e favorecendo aí o aumento de nebulosidade e a ocorrência de instabilidades. Hoje a previsão diz que a gente tem algumas aberturas de sol. É a previsão que tá dizendo, né? Eu só tô repassando aqui, tá? Mas ela diz também que nós temos aí aumento de nuvens, pancadas de chuva no fim da manhã, mas para nós aqui em Campinas já deu aí umas chuvinhas, né? E à tarde também pancadinhas de chuva, só que olha o alerta paraa noite nós temos possibilidade de temporal. Mínima 19, máxima 24º aqui na metrópole. Bom, muito bem, informação, previsão do tempo. Agora voltamos ao tema central do nosso programa. Quando a gente fala em cansaço, logo a gente pensa no corpo pedindo descanso depois de um dia cheio, né? Mas será que todo cansaço é igual? Durante a preparação desse programa, nós podemos perceber que o esgotamento também pode aparecer na mente, nas emoções, na nossa relação com as pessoas e até na perda de prazer e criatividade. São vários tipos de cansaço e quando tudo isso se mistura, a gente não consegue entender, a gente só sente, né? Então, por isso a gente precisa entender e aprender a reconhecer esses sinais quando o cansaço faz parte da rotina, quando ele merece atenção e qual que é a diferença do cansaço físico e mental. Muito bem, para essa conversa, nós recebemos duas profissionais que vão nos ajudar a olhar para esse cansaço de um jeito mais amplo no corpo e na mente. Quero dar as boas-vindas à psicóloga Camila Simionato. Ela atua com terapia cognitivo comportamental, tem experiência eh especialmente com mulheres, né, que enfrentam sobrecarga, ansiedade e estresse. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom dia. Obrigada a vocês pelo convite. Bom dia também pros telespectadores. Maravilha. E para completar a nossa dupla do programa de hoje pelo Zoom, a gente recebe a médica psiquiatra D. Maia eh Maira Vernec. Ela é especialista também em psiquiatria da infância e adolescência, tem experiência clínica e atuação no ensino médico. Doutora, seja muito bem-vinda. Bom dia. Bom dia. Bom dia aospectadores. Bom dia, Rúbia. Eu agradeço o convite maravilhosas. Então, hoje nós vamos falar sobre os tipos de cansaço e quando aquele cansaço acende um alerta que a gente precisa tomar cuidado. Bom, vamos lá, Camila. Quando a gente fala em cansaço, qual que é a primeira diferença que a gente precisa entender entre estar cansado depois de um dia intenso, né, de trabalho ou um cansaço que representa uma sobrecarga? Bom, primeira coisa é que o cansaço ele faz parte, né, da nossa vida quando a gente tem algum esforço físico, alguma questão mais eh intensa, mas eh o cansaço que faz parte do dia a dia é mais resultado de algum esforço. Esse cansaço que ele começa a impactar é quando ele começa já a trazer algum prejuízo. É, você tem dificuldade para dormir, é, impacta também na qualidade de vida, na interação com outras pessoas. Então, normalmente esse é um cansaço que merece mais atenção. É, a gente precisa prestar atenção e entender, porque faz parte da vida, né? O cansaço a gente cansa, imagina vida corrida, né? E é automático também cansa, tá bom? E aí você chega em casa, tá destruído, tá cansado, mas aí você dorme e acorda, cansado. Então precisamos de um ponto de atenção. Agora, doutora, eh Maira, do ponto de vista médico e psiquiátrico, eh o que que pode estar por trás de um cansaço que permanece, né, mesmo depois de uma noite de sono ou de um período de descanso? Eh, Rúbia, é bem interessante essa pergunta porque é uma das primeiras coisas que a gente pergunta. Eh, você tá cansado, você acorda desse jeito, eh, você se cansa ao longo do dia, você fica mais sonulento ou não. Você tem uma noite de sono, mas não não tem um sono reparador, que a gente fala, não descansa, não revigora. Eh, e assim é sempre muito importante, como a Camila mencionou, quando a gente tem uma mudança de rotina ou no final do dia começou a fazer alguma atividade física, a gente pode ter um cansaço maior. Mas quando isso permanece e começa a trazer prejuízo na nossa vida, o que que é isso? É, por exemplo, a gente não conseguir fazer as atividades que a gente já fazia. da mesma forma, então a pessoa não começa a mais dar conta mais das atividades do trabalho, das coisas do dia a dia de casa, isso começa a impactar. Eh, e por isso que é importante a gente diferenciar essa parte que vai eh, se necessário, por exemplo, investigação, se existe alguma questão orgânica associada ou se é uma questão da saúde mental, emocional. Perfeito, doutora. a gente começa a a entender os tipos de e as formas do cansaço. Existe aquele cansaço que melhora depois que a gente dorme, recupera as energias. Existe aquele outro que parece acompanhar a gente mesmo quando a gente eh tenha tentado descansar. E aí vem a questão, o corpo pode dar sinais, né, antes mesmo da gente perceber que a gente já tá no limite. Então, Camila, o cansaço mental, ele tem uma tem características diferentes do cansaço físico. Como é que a gente percebe que a mente está sobrecarregada? Qual que é a diferença do cansaço físico e do cansaço mental? O que que a psicologia traz pra gente referente a esses tipos de cansaço? O cansaço físico ele é mais quando a gente consegue dormir e descansar realmente, né? Ou quando você deita para relaxar, faz algum tipo de relaxamento, você consegue descansar. O mental é quando existe uma sobrecarga de informações, então quando os pensamentos não param, quando tem uma dificuldade de desligar das coisas, né? Mesmo no momento que era para descansar. Exatamente. E essa questão de desligar das coisas mesmo eh no momento que era pra gente descansar, eu acho que a maioria das pessoas passa por isso, né? A gente não está mais aprendendo a desligar. Houve um tempo que a gente se desligava, né? Mas aí com tanto estímulo, fica um pouquinho mais difícil da gente se desligar. E aí, eh, doutora Maira, a dificuldade de concentração, dificuldade de desligar, esquecimentos, irritabilidade e alterações no sono podem aparecer junto desse desse esgotamento, né? Como a gente sabe que esses sinais eles precisam ser investigados. Quando a gente entende que esses sinais advindos do cansaço pode eh estar mostrando pra gente que possamos a ter aí uma patologia por conta desse cansaço. Eh, eu acho que é importante a gente diferenciar essa questão do dos estímulos, né? Uhum. Hoje em dia nós somos muito influenciados, então toda hora temos notificações do do WhatsApp, mensagens, e-mails de trabalho, familiar, parte social, amigos a todo momento, né? Eh, e issoente uma concentração, uma atenção, uma disponibilidade que vai eh nos cansando, né, no ao longo do dia, vai usando um pouco da nossa energia. Eh, então é importante a gente entender. Uma pessoa que passa muitas horas por dia, por exemplo, em rede social, internet, no celular, exporta mais esse ambiente, eh isso pode gerar um certo esgotamento, né? Obviamente que a gente vai precisar diferenciar de um de um eh excesso de estímulos de um quadro de ansiedade ou um quadro depressivo, por exemplo. Uhum. Muito bem. Eh, e tem algo bem interessante nessa conversa que às vezes a pessoa olha, né, para o próprio corpo e pensa: "Ah, eu tô sem energia só. Não, não tô hoje não tô legal, tô sem energia." Mas o que está pesando pode estar na cabeça, assim como a doutora colocou, nas emoções ou até mesmo nessa quantidade de estímulos que a gente recebe ao longo do dia, né? Hoje a gente vive cercados de notificações, informações, pessoas disponíveis, né, tendo que estar disponível o tempo todo. Esse excesso de estímulo vai contribuir para o nosso cansaço mental, o nosso cansaço emocional. Mas também eu eh pesquisando sobre os cansaços, Camila, eu encontrei o cansaço sensorial, que é provocado pelo excesso de ruídos, telas, luzes e os estímulos, né? Isso aparece no nosso cotidiano. E o que que a psicologia traz pra gente referente a a esse essa enchurrada de estímulos que a gente recebe? Isso causa um impacto na nossa saúde mental, além do cansaço que a gente tem. E é é uma fadiga, é algo estranho que acontece. Eu já vivenciei isso algumas vezes depois do trabalho. Preciso eh fazer algumas coisas. E aí é muito estímulo, é é muita informação e você acaba tendo assim uma uma sensação de fadiga. Você fala assim: "Não, não, não, não, não, para, pera aí, respira, dá um passo atrás, desliga, porque senão você vai pirar, né? Então, dá uma sensação muito ruim, uma euforia, uma coisa estranha e isso afeta a nossa saúde mental, né? Então, o que que a psicologia traz pra gente referente a a esse inúmero eh eh o infinito de de estímulos que a gente tem hoje? É justamente isso, assim, com certeza afeta mesmo, porque às vezes a gente acha que tá deitado no sofá, no celular, tá descansando, né? E ao mesmo tempo você tá ali estimulando o seu cérebro cada vez mais. Então fazer isso achando que você tá descansando, pelo contrário, né? Então isso afeta eh neuro neurologicamente falando também, né? existe um impacto disso porque o cérebro tá sempre ativo, então ele entende que ele não tem, não tá no momento de descansar, então ficar no celular o tempo todo, no celular na cama, né, antes de dormir, eh isso ativa muito o cérebro e faz com que o descanso não aconteça da forma que deveria. Exatamente. E aí, eh, o impacto dessa falta de descanso, né, que a gente acha que, eh, eh, quando a gente tá sobre estímulos, doutora, eh, nós ficamos lá no estímulo do celular, por exemplo, e aí a gente acaba apagando, a gente não pega no sono daquela forma assim, sabe? Quando vem o soninho gostoso e você sente o seu corpo ir amortecendo e você sente que você está indo e você dorme, ok? Agora, quando você dorme, eh, as pessoas costumam falar assim: "Apaguei, né? Tem gente que fala: "Apaguei com o celular na mão". Então, isso é um apagão, porque você foi vencido pelo cansaço, né? Só que como você dormiu com estímulo, eh, o seu cérebro ele continua, você, o corpo tá lá dormindo, mas o cérebro ele tá rodando, rodando, rodando. E aí você acorda cansado e um dia acorda no outro, acorda no outro, acorda no outro. E aí o que acontece? você não, você começa a ter problema no seu desempenho, você começa a ter problema no seu desempenho profissional, no seu desempenho com a família, no seu raciocínio, a parte cognitiva. Eu gostaria que a doutora trouxesse pra gente o impacto dessa falta de descanso, dessas eh informações, desses estímulos no nosso dia a dia, doutora, por gentileza. Eh, o que eu acho que é importante a gente ressaltar primeiro, quando a gente vai dormir, por exemplo, com estímulo do celular ou vendo alguma atividade, algum programa, em geral a gente vai ver ou, né, vamos ser direcionados a algo que gostamos, achamos interessante e isso por si só vai adiando, né, o o sono. Uhum. E por exemplo, é como você trouxe nessa questões do hiperestímulo, né? Isso causa um prejuízo na nossa concentração da gente conseguir, de certa forma eh alternar, né, o eh selecionar as informações, concentrar, isso gera eh um cansaço, um aumento eh da inquietude, da agitação, da eh estabilidade. Eh, então isso acaba tendo várias implicações, inclusive sintomatologia até mesmo física. Uhum. Né? tem pessoas que eh ficam mais ansiosas com alguns conteúdos, com com algumas comparações, por exemplo, em redes sociais, questões de autoestima e e muitas outras questões. É excelente. E a gente fala, a doutora falando isso, Camila, eh a gente pode dizer que não é só o excesso de informações que que faz a gente cansar, né? Eh, as relações elas também consomem energia. Tem gente que termina um encontro social querendo ficar sozinho, isolado e falar assim: "Nossa, eu tô cansado". O que que tem a ver? O que que a psicologia traz pra gente sobre essa questão de de relacionamento, de relações, de convívio social? Porque convívio social também cansa. Gente, eu buscando informação pra gente poder trabalhar o programa de hoje, que eu preciso ler para poder e me informar, para poder conversar com vocês. Então, eh, eu vi que tem o cansaço social. Ah, no nosso dia a dia, a gente fala assim: eh, esse encontro sugou minha energia, né? Eu fiquei sem energia, quero ir para casa, não quero ver ninguém mais, quero descansar. Mas na questão psicológica, o que que é essa falta de energia, esse cansaço que aparece eh em determinada situação de encontros de relações sociais? O encontro social, ele exige que a gente esteja atento, a gente preste atenção no que a outra pessoa tá falando. Então, exige alguns estímulos no nosso cérebro que a gente precisa tá eh em alerta ali naquele momento para poder interagir com a outra pessoa. Então isso demanda energia, né? Eh, então, normalmente é por isso que acontece esse cansaço depois que é a bateria social que a gente costuma falar, né, que tá eh precisa ser recarregada depois de um evento ou alguma coisa de maior interação, né? Então, essa é a explicação que normalmente demanda que a gente eh eh ative várias áreas do cérebro para poder interagir com outras pessoas, né? Você sabe que às vezes a gente nem percebe, né? Mas eh como eh exige um trabalho do nosso cérebro para todas as situações e ações do nosso dia a dia. E quando a gente fala de cansaço, às vezes a gente não sabe porque nós estamos com corpo físico cansado, mas é por conta que o nosso cérebro teve que trabalhar tanto, tanto, tanto, que esse trabalho do cérebro reverbera no nosso corpo físico e faz com que a gente entre num estado de cansaço. É isso. É isso. Exatamente. Porque no fim, assim, a gente precisa eh gasta energia, né? pensar essa parte cognitiva, ela demanda uma energia da gente. Então, é por isso que existe esse cansaço e que normalmente as pessoas precisam de um tempo aí para se recompor, gente do céu, eu sou da sou dessas, né? Eu chego em casa depois, a gente jornalista a gente fala demais, a gente é é muito ativo. E aí quando eu encerro o meu expediente, eu preciso de pelo menos uma meia hora sozinha, quietinha e silêncio para eu me recompor, porque parece que eu fico cansada, a cabeça fica cansada, o corpo também, mas é meia horinha, já bastou, já tá eu de novo lá falando, falando, falando. Mas é importante a gente identificar o cansaço, a forma do cansaço e se permitir descansar, né? Porque a gente precisa entender que a gente tem que descansar pra gente recarregar nossa bateria, né? Se até o celular a gente coloca na tomada e não deixa ele descarregar, por que que você vai deixar que você fique descarregado? Então, é preciso reconhecer que você precisa descansar, mas de verdade não vai descansar com o celular. Agora eu quero perguntar pra doutora sobre o cansaço que vem acompanhado com tristeza e aquele retorno pro casulo, sabe? Às vezes você teve um dia eh normal de trabalho, né? Você desempenha a sua função com destreza, mas aí você termina a sua função. A quando vem você, a pessoa, né, não o o profissional, aí você não tem mais força para nada, você eh tem uma perda de interesse pelas coisas, uma ansiedade de repente, né? Eh, eu e e esse cansaço, essa volta pro casulo, essa falta de eh de energia para continuar e essa tristeza que pode acompanhar esse cansaço no fim do dia. Doutora, gostaria que a doutora explicasse pra gente se é um sinal de alerta, o que que a gente deve fazer e como que a gente tem deve identificar esse tipo de cansaço que vem com uma certa tristeza. Eh, eu acho que é importante até mesmo mencionar, Rúbia, que muitas vezes o cansaço pode ser o primeiro sintoma que o paciente traz. Uhum. Essa questão mesmo que você trouxe de esgotamento, olha, eu tô fazendo as mesmas coisas, mas agora eu tô me cansando muito mais, eu fico sem energia e às vezes ela nem consegue identificar a tristeza. Uhum. Às vezes ela pode já trazer uma indiferença, ah, né? Tudo bem. Se se acontecer, se não acontecer, tá tudo tudo bem, né? E a depois ela traz essa eh essa questão de tristeza, desânimo. Eh, é importante a gente entender, como eu já tinha falado previamente, é sempre bacana a gente pensar na parte orgânica, se existe alguma coisa associada, um quadro clínico, uma anemia, um hipotiroidismo, que isso a gente também tem que avaliar. Uhum. pensando na saúde mental, eh, essa questão, né, da tristeza, diminuição da energia, do prazer nas atividades, né, que antes ela tinha, deixou de ter e outros sintomas, como a questão da diminuição da concentração, pensamentos mais negativos relacionados em autoestima, já chama a atenção pra gente. buscar ajuda. Perfeito. É importante porque às vezes você acha que é só um cansaço, né? Mas de repente pode estar sendo o sinal de alerta para uma outra situação que você vai precisar de ajuda para entender, né, e para poder manejar. Agora tem a relação eh eh nós falamos dessa pessoa que trabalha e e que consegue exercer a sua parte profissional, mas e que depois disso ela volta pro casulo, então precisa de um um uma atenção especial. Agora, tem aquelas pessoas que têm eh eh dificuldade de parar, tem a culpa de parar. Eu sou mega master, eu sou superherói, eu não paro nunca. Eu trabalho 24 horas por dia, porque se tivesse mais horas, eu trabalhava mais horas. E eu sinto culpa se eu estiver em um momento de descanso. Uhum. Vamos lá, Camila, explica pra gente se isso também representa algum tipo de patologia. E qual que é a avaliação que você faz da pessoa não se permitir descansar? tem muito eh pode ter a ver com alguma patologia, mas assim tem muito da história também de vida daquela pessoa, do que que ela aprendeu, que é estar sendo produtivo o tempo todo. Tem essa necessidade, né, de acreditar que ela precisa estar sempre ativa para ter valor, né, para ter valor como pessoa, como profissional. Então isso é um ponto importante assim que também merece atenção, porque um estímulo, né, o tempo todo sem descansar, sentir culpa por descansar também pode levar ao extremo do stress e até um burnout, né? Então isso é um ponto bem importante para observar. Olha só, tá vendo, gente? Então é é tudo todo o excesso, né? Ele esconde uma falta e tudo que há demais acaba nos fazendo mal. Então, se você descansar demais, ah, não vai ficar tão bom assim. Se você trabalhar demais, também não vai ficar tão bom assim. A gente precisa buscar um meio termo, né? Todo, a gente sempre fala aqui da questão do equilíbrio. E é desafiador a gente manter o equilíbrio o tempo todo. E a constância não é aquela coisa assertiva todos os dias, mas é você não desistir de tentar acertar todos os dias. Tem dia que você vai conseguir, tem dia que você não vai, no outro dia você vai e assim você vai caminhando sem ah a desistência. Isso seria uma constância. E a gente pode aprender também a descansar, não é, Camila? Sim, exato. E hoje a gente tem muita dificuldade de estar presente ali naquele momento, né? Então, muitas vezes a gente tá ali com a família, né, fazendo uma refeição e tá pensando no que precisa fazer depois, né? não prestando atenção naquilo que a gente tá fazendo. Então, eh, um exercício importante também é de atenção plena mesmo, né, que é o mindfulness que a gente fala de tá de exercitar essa esse momento presente. Então, prestar atenção naquilo que você tá fazendo no momento, na comida que você tá comendo, com quem que você tá conversando. Então, isso é um exercício que eu acho que é diário mesmo assim, sabe? Que no começo precisa ser, exige um esforço. Uhum. Mas depois eh acaba eh para ser automático, né? Então você vê, né, você falando desse mindfulness, eh é um aquio agora, né, a gente tá presente no que a gente tá fazendo. Olha só, você pode fazer aí eh uma experiência com você na hora do almoço, né? Vamos lá. Você vai preparar um prato, você nem percebe que você cortou um tomate, você cortou um pepino, você fez uma salada, não para, né? Sente o cheiro, né? Veja a textura. Ah, Ruben, eu não tenho tempo para isso. Claro que tem. Você tá cortando ali, é só você vir pro aqui, pro agora. A gente, no automático a gente nem percebe que a gente tá fazendo as coisas. Às vezes você terminou de almoçar e você olha, fala: "Mas eu comi tudo, comida que tava no meu prato, nem percebi, isso já aconteceu com você, isso já aconteceu comigo, né? Você tem lá um copo de suco, você tomou o suco, terminou de almoçar, você olhou, falou: "Mas que horas que eu tomei o suco?" Eu não percebi. Isso é o nosso automático. A gente precisa aprender a voltar pro aqui ou agora. E quando a gente fala em descanso ou em cansaço físico e mental, esse aqui agora, eh, faz todo sentido, né? Assim como disse a nossa psicóloga Camila e também como reforça a nossa psiquiatra. Agora, 8:39, eh, nós temos algumas perguntas, produção, pode colocar na tela. Então, nós estamos aqui ao vivo estúdio Câmara falando do cansaço físico e cansaço mental, aprendendo a diferenciar um do outro e também a entender quando nós temos aí um alerta pra gente buscar ajuda, tá? Vamos lá. Bruno Almeida do Bom Fim, passa o dia tomando decisões e à noite até escolher o jantar parece difícil. Como lidar com esse desgaste quando não dá para deixar de decidir, decidir, né? decisões, escolher também cansa. Vamos lá. Eh, eh, Camila, como é que você pode responder e ajudar o Bruno Almeida? Por, né, ã, que decidir, que escolher, a gente também sente um desgaste, porque a gente sempre tá fazendo decisão. Desde quando a gente acorda, a gente tá escolhendo. Exato. Decidir pode ser desgastante justamente por conta de ter muitas opções, né? Eu acho que existe essa relação também com excesso de estímulos, né? Então, a gente tem muitas coisas para escolher. Então, eh, desde, eh, o que vai comer, né, em muitos momentos até o que vestir dentro do do ambiente de trabalho, por exemplo, também, né, existem muitas coisas que muito excesso de informações também. Então, eh, por isso que pode ser desgastante mesmo, né? Então, eh, uma sugestão que eu dou é justamente assim, quando chega em casa, tentar eh fazer um um momento de relaxamento antes de de fazer qualquer outra coisa. Então, tomar um banho, né? Ter uns 20 minutinhos ali, 15, 20 minutinhos pelo menos para desacelerar um pouco, para ficar um pouco menos desgastante essa coisa, essa questão de não conseguir ali nem pensar em outras coisas, né? É exato, gente. Mas e olha, você sabe que esse negócio de tomar decisão é interessante. Eu eh não faço muito, mas e agora parei também, tá? Fazia de vez em quando. Eh, pedi uma comida no aplicativo. Uhum. Só que eu já me peguei. Ô, gente, é impressionante. Eu fui pedi uma comida no aplicativo e eu já sabia a comida que eu queria. Mas aí eu abri, tinha tanta coisa lá, tanta coisa. Daí eu comecei, não, esse não, esse não, esse não, esse não. Eu passei 20 minutos, a fome tava lá já, a barriga grudada nas costas e eu não tinha conseguido escolher. Mas antes de eu entrar no aplicativo, eu já sabia o que eu queria. Mas quando eu entrei no aplicativo, eu tomada pelos estímulos e eu fiquei só passando, passando, passando e não escolhi. Aquilo acabou me irritando de uma forma tão grande que eu falei: "Não vou mais pedir, eu vou preparar minha comida ou então vou sair ali e vou numa lanchoné, se eu quiser comer um lanche". Enfim, mas eu não vou pedir mais por aqui porque eh me causou uma irritação, sabe? E aí você falando isso, dá pra gente entender que é o estímulo, é a quantidade de opções. A gente, esse cardápio, esse esse esse eh infinitas opções acaba trazendo pra gente uma certa eh irritabilidade, uma indefinição que você fala: "Poxa vida, mas não consigo escolher". Exato. Exatamente. E aí a gente acaba ficando desgastado mesmo com tudo isso, né? tá ali no na nas redes sociais, no Instagram, aparece uma propaganda de coisas que você, ah, eu preciso, preciso sempre tá, né, com aquele estímulo também assim de roupas, pelo menos para mim aparece muito assim, né, de loja de roupa e tudo e e é tudo muito intenso nesse sentido, então por isso que fica mais difícil escolher, né? É, então dá um ress, toma um banhinho, respira, vai lá fora, olha o passarinho, olha a arrvorezinha, né? conta aí e eh veja os tons de verde, principalmente agora na primavera, né? Procura uma florzinha para poder dar uma um resete, uma respirada para poder voltar, porque senão entra em pânico mesmo, gente. O negócio tá, olha, tá bem complicado. A gente vive aí com mil estímulos, né? Então, milhões de estímulos. Então, a gente precisa de um reset. Vamos lá. 8:43. Pode colocar mais uma. A gente direciona agora pra doutora. Eh, vamos lá. Camila Rodrigues, o Swift. Uma criança pode não saber dizer que está cansada e demonstrar isso ficando mais agitada. Como os pais podem entender o que está acontecendo? Ô, Dra. Maira, olha só que interessante, porque nós estamos falando do cansaço e e geralmente a gente se direciona pro adulto, né? Mas a criança também tem aí uma forma de cansaço. Gostaria que a doutora explicasse pra gente, por favor. Eh, claro, sim. Eh, uma criança, ela pode demonstrar que ela tá mais cansada, ficando mais irritada, mais inquieta, eh, acelerada. Eh, e isso é muito comum, né, os pais perceberem, né, e e alertar de certa forma, né, tanto na escola, eh, em crianças pequenas, quanto já, eh, em adolescentes, né? E essas questões de estímulos, como a gente tá conversando, né, em muitas atividades, eh tanto eh, adulto quanto crianças, né, que eh hoje em dia são muito são expostas, né, muito informação e jogos e e jogos eletrônicos, internet, redes sociais e ainda outra outra as outras partes também, né, esportes físicos, coletivos, aulas de de de música e outras atividades, né? Isso acaba gerando também eh um esgotamento, né? E aí a gente até brinca: "Olha, tá bom, mas que horas ela descansa um pouco, né? Eh, que é importante a gente ter eh esse olhar para pras crianças eh e para conversar com os pais sobre isso. Muito bem, doutora. Eh, importante que a doutora trouxe, né, Camila, porque eh da mesma forma que nós adultos estamos vivendo nesse mundo infinito de estímulos na correria, no automático, o que que a gente faz? Nós também eh colocamos as nossas crianças meio que é inconsciente, eh acredito, eh a gente se cobra por estar melhorando a vida do filho, né, da criança, do jovem, do adolescente, enfim. E a gente acha que melhorar a vida é vamos botar no esporte, daí vai paraa escola, daí vai paraa natação, daí vai pro judô e tal. E é o que a doutora colocou, a criança ela acaba não tendo aquele tempo ósseo, criativo, né, para brincar, para montar um quebra-cabeça, porque ela não tem como ficar em casa e se ela ficar em casa, ela ela não tem com quem brincar. Então, ela é direcionada para eh eh outras atividades. É importante a gente parar para pensar também, né, sem julgamentos, claro, mas quando essa criança ela vai descansar, porque a falta de descanso causa irritabilidade. Sim. E a criança, ela tem mais dificuldade de falar o que ela tá sentindo, né? Então, muitas vezes ela não sabe nomear aquilo que ela tá sentindo do cansaço. Então, até por isso que vem a irritação, né? Uhum. Eh, e aí esse excesso de atividades que a gente acaba colocando, né, para as crianças fazerem, sejam coisas eh atividades físicas, quanto ficar o dia todo na escola, tudo. Eu sei que tem realidades aí, né? Não dá pra gente simplesmente falar: "Não faça isso". Claro, mas eu acho que é um ponto a prestar atenção, porque esse ócio criativo é importante também tanto para nós como adultos e principalmente pras crianças que estão se desenvolvendo, estão desenvolvendo eh a parte cognitiva e e também as suas personalidades, né? Eh, a gente eh eh criar cuidar de uma criança hoje é muito desafiador, né? Porque o mundo tá diferente, eh exige muito de nós, né? Nós estamos vivendo aí no ápice da da tecnologia, né, com inteligência artificial, com muitos estímulos e a gente vive no automático e é tudo muito corrido, a gente precisa entregar, a gente tem que performar e ao lado estão os nossos filhos, né? E nós não fomos ensinados a como viver eh nessa nesse mundo diferente que nós estamos vivendo. Nós só fomos inseridos, né? Então, a gente, é claro, sem julgamentos, a gente precisa de repente eh eh te quando a gente tem um tempo, hã, voltar pra gente, né? E aí é a questão lá da cozinha novamente, né? Eh, chegou em casa, todo mundo ficou fora, todo mundo trabalhou, tá todo mundo cansado, mas chegou em casa, de repente chama todo mundo pra cozinha, né? Independente da bagunça que vá fazer, mas chama todo mundo pra cozinha. Vamos cozinhar juntos, vamos conversar um pouquinho. Eh, a cozinha é um eu acho um um espaço tão gostoso para você desestressar, para você voltar pro aqui e pro agora. E se a gente puder inserir a nossa família, as nossas crianças nesse momento, de repente você vai achar que você tá cansado e aí você não vai conseguir dar conta, mas sem perceber esse momento acaba sendo um momento de descanso para toda a família, não é? Sim, com certeza. E principalmente assim, nós mulheres, eu acho que temos um pouco essa questão de trazer tudo pra gente, a responsabilidade das coisas, de fazer as coisas funcionarem. Então, eu acho que é importante dividir responsabilidades e tarefas dentro de casa, tanto com eh filhos, marido, enfim, né? Com quem vive com você ali, para poder também ter uma diminuição dessa sobrecarga e tanto física quanto mental, né? Eh, quando a gente fala em cansaço, se a gente parar para analisar, e, eh, tem uma discrepância aí, né, de cansaços, porque a mulher, infelizmente, continua sendo assim, né? E por isso a importância da divisão das tarefas. A mulher, ela faz dois, três turnos, quatro turnos, porque a mulher ela trabalha fora, ela trabalha em casa, ela cuida da criança, ela então e a importância dessa divisão e a importância dessa mulher se permitir descansar também, né? Agora 8:50 pode puxar mais uma pergunta pra gente. Agora direcionamos pra doutora. Vamos lá. Doutora Maira, psiquiatra, nos ajudando a entender aqui a questão do cansaço, a diferença dos cansaços. E quando um cansaço um pouco mais além, ele exige uma atenção especial. A Carolina Fernandes do Jardim Aurélia diz: "Mudei de casa, fui promovida. Duas coisas que eu queria, mas estou exausta. Mudanças boas também podem exigir um tempo de recuperação emocional. Olha só, doutora, a Carolina, né? Que top, Carol. Mudou de casa, foi promovida, mas em contrapartida você está exausta. Isso exigiu muito de você. Doutora nos ajude a responder a Carolina, por favor. Eh, parabéns, Carolina, né, pela promoção e aí a conquista aí da nova da nova casa. Mas eh tem sim eh fundamento, né? Você tá num processo de mudança, adaptação tanto a esse nobular, né, que a gente sabe que é bastante desgastante colocar tudo no lugar, eh fazer as arrumações, né, eh a, né, se readaptar a esse, a esse local, essa nova rotina. E além disso, eh, soma essa questão do trabalho, né, que, eh, pode vir com novas obrigações, eh, uma nova equipe, exigências e múltiplas atividades. É, e eu acho que esses dois fatores podem sim contribuir para um cansaço, né? Um cansaço físico e emocional que a gente pode aguardar um pouco um período aí de adaptação a essa rotina, né? Eh, e é claro, né, que se isso se perpetuar ou a gente observar, né, eh, outros sintomas associados, né, uma piora, por exemplo, como a gente conversou lá na frente, eh a há pouco tempo, a questão da ansiedade ou a questão do desânimo, diferença, aí simveria a gente investigar, mas eu acho que essa essa alteração inicial, esse cansaço inicial tá dentro da normalid Muito bom, doutora. E parabéns para Carol, né, Camila? Olha só. E e ela pede se pode exigir um tempo de recuperação emocional. Sim, né? Igual a doutora trouxe, né? Sim, com certeza, porque esses processos de mudança eles acabam gerando um certo tipo de estress, né? Mas o estresse faz parte da vida, né? Principalmente com essas mudanças. Mas é é justamente que a doutora falou agora, né? É é questão de prestar atenção se isso persistir, né, por mais de duas semanas, se a pessoa está muito impactada, se de começar a ter alguns prejuízos na rotina. É, é, é adaptação agora, tá, Carol? Adaptação. Você vai se adaptar e lembre-se que o seu cérebro também precisa de um tempo. É por isso que você tá aí eh de repente se sentindo exausta, cansada, e aí você vai se adaptando, o cérebro vai entendendo que faz parte da sua rotina. E quando você vê, tá tudo certinho no lugar, tá bom? Agora, se isso não acontecer, procure ajuda, porque é muito importante. Agora 8:53, a última perguntinha. Pode ser, produção? Deixa eu me ajeitar aqui na cadeira porque senão eu vou escorregando assim, ó. Vou ficando tão à vontade que eu vou, uh, escorregando, parecendo um macarrão na pia, sabe? Vamos lá, gente. Pode mandar mais uma. Ah, Vinícius Rocha do Parque São Quirino. Depois de estudar por horas, um esforço físico parece muito mais difícil. O cansaço mental pode mudar a maneira como percebemos o esforço do corpo, Camila? Sim, com certeza, porque você já tá com essa sobrecarga de estímulos mental, né? Então, já tá mais cansado mentalmente. Então, a gente percebe que eh parece que o corpo também tá mais eh sem forças, né? Então, o cansaço impacta tanto o mental quanto o físico, porque não são coisas separadas, né? É um corpo só, né? Então, é verdade, né? Às vezes a gente pensa, o cansaço mental é diferente do do cansaço físico. É, tem uma diferença aí, porque de repente cansaço físico, você fez lá eh eh vamos lá, fez uma maratona, correu 15 km, te dá um cansaço físico imenso e de repente o seu mental tá descansado, porque nessa corrida, ah, você relaxou o mental e cansou o físico, né? A gente tem que entender aí essas diferenças, né, Camila? Sim, exatamente. Quando a nossa mente tá cansada, eh, a nossa, é o que a gente chama de fator de vulnerabilidade, ou seja, a gente fica mais suscetível a a estímulos externos. Então, fica, se a gente tá com o cérebro mais cansado, a mente, eh, as coisas que acontecem, elas parecem que aumentam um pouco de tamanho, né? Então, a gente percebe mais eh a questão de ah, eu eh eu vou agora fazer uma atividade física, uma coisa assim, ah, tô com preguiça, né? Porque você passou o dia inteiro ali no computador trabalhando, né? Então é mais difícil de ter esse ânimo até para fazer um exercício, mas é até recomendado cansar o corpo para descansar a mente, né? é uma forma que a gente usa para até aliviar ansiedade, estress, ter como uma válvula de escape mesmo. É, até porque o exercício físico ele é eh já eh inserido na nossa vida eh por prescrição, prescrição médica, né? Você vai no médico, coloca lá exercício físico, né? Só que tem que cuidar também para não virar obrigação. Nós até falamos no programa eh sobre essa questão da obrigação, né? Você tem que fazer aquilo por prazer. O seu hobby, ele ele precisa ser prazeroso. A partir do momento que vira obrigação, daí você já não consegue fazer mais. Daí você já desanima, já desiste, já cansa também. Olha, é desafiador a gente manter essa vida na linha, não é? Que coisa, viu? Com certeza. é desafiador, mas a gente tá aqui eh eh com as nossas convidadas nos orientando, nos ensinando, a gente vai aprendendo o dia a dia. Que bom que você aí de casa está aberto pro aprendizado, que bom que a gente tem eh as pessoas, né, os profissionais que eh eh aceitam eh participar do nosso programa para nos orientar. E que bom que a gente tá conseguindo levar aí essas informações até você que tá em casa. 8:56, a última pergunta do programa, a gente direciona pra doutora Maira. Vamos lá, então. Pode colocar na tela, por favor, produção, por gentileza. A Luciana Martins do Guanabara. Em profissões que exigem simpatia o tempo todo, como lidar com o desgaste de precisar parecer bem mesmo nos dias difíceis. Nossa, isso é desafiador, viu, Luciana? Eu imagino pessoal que trabalha com o público, né, que tem que tá lá na presença, na postura, sempre sorrindo. Mas e aí, como que você está por dentro de você, né? É algo assim bem desafiador. Eu gostaria que a doutora nos explicasse e nos orientasse mediante a essa dúvida aqui da nossa telespectadora. Doutora, por favor. Eh, Luciana, eh, de fato, né, tem eh algumas profissões em geral eh que lida com o público, né, que tem às vezes uma exigência maior tanto eh da simpatia, né, da da forma como tratar eh o cliente. E a gente entende que é algo mais é desgastante muitas vezes, né? eh são clientes que vão estar reclamando ou com eh a alguns problemas, são grosseiros e isso acaba afetando muito eh os profissionais, né, que eh exigem essa atividade. Mas eh eu acho como a gente conversou no programa, é importante, né, eh você cuidar, né, de você, fazer atividade física, você ter prazer no seu trabalho, gostar da sua atividade, eh desempenhar a sua função, mesmo tendo dias mais difíceis. Mas quando isso começar a impactar, né, a mexer com você, a você chegar em casa, não conseguir eh relaxar, isso começar a trazer de certa forma eh até prejuízos em outras esperas da sua vida, eu acho que de fato é uma coisa que a gente tá conversando desde programa, é algo que a gente vai ter que avaliar se eh existem outras questões aí a associado eh com essa questão da energia, essa questão do cansaço. Excelente, doutora. Muito bom. E essa essa dúvida da Luciana é algo que acho que permeia por pela vida das pessoas, né? A gente trabalha com público, você tá à frente de uma loja, por exemplo, e você precisa se manter ali, né, simpática, eh, eh, e lidar com pessoas é desafiador. Uhum. E aí de repente chega uma pessoa lá totalmente do avesso, né? E aí você tem que manter a calma, respirar, tentar organizar a situação. É complicado, né, Camila? É difícil. Muitas vezes é difícil mesmo. A gente sabe que essas pessoas têm um nível alto de estress também, né? Por tá sempre lidando com o imprevisto, né? Porque a gente nunca sabe, nunca vão saber que tipo de pessoas que entram, né? Então, eh, mas é importante também assim ficar atento a esses sinais, né? e ao mesmo tempo também assim respeitar também, né, né, o que tá sentindo, né, e justamente entender se isso tá impactando na rotina, né, nas atividades e tudo mais, mas também assim, eh, ficar atento ao seu corpo, né, ao que você tá sentindo, ao que você tá pensando, porque isso é bem importante também para, se for o caso, até de buscar ajuda, né? Exatamente, né? porque você vai eh guardando, guardando, guardando, guardando, chega uma hora que você vai explodir, né? Então, a gente precisa eh eh cuidar. Às vezes eh falar faz bem, né? Mas precisa se direcionar sua fala para alguém que esteja aí com a escuta ativa e e que esteja disposto a te ouvir sem julgamento. E para isso, claro, você já sabe, né? terapia muito importante e super funciona. Gente, agora 9:1, nós estamos encerrando o nosso programa de hoje. Eu gostaria de agradecer você aí de casa, né, que participou com a gente, que mandou a sua pergunta. Quero agradecer também as nossas convidadas do programa de hoje. Dra. Maira, muito obrigada pela sua participação, pela sua orientação, contribuição com a gente aqui no estúdio Câmara, viu? Considerações finais. Gratidão por estar conosco, doutora. Obrigada pelo convite. Eh, agradeço aí essa oportunidade de conversar, falar, conversar um pouquinho sobre o assunto e eu acho que seria interessante a gente trazer aqui algumas algumas sugestões, algumas dicas, né? Eh, que pode ser a gente tentar desacelerar em alguns momentos, como você trouxe, né, Rúber? Eu acho que de tá presente, né, por exemplo, na nesse momento da refeição, né, da cozinha. E eu acho que de fato, por exemplo, quando a gente fala em família, eh, tirar um pouquinho o celular, estar presente, fazer uma atividade junto, por jogar, eh, eu acho que é algo bastante benéfico e também eh diminuir um pouco o celular antes de dormir. Uhum. Hum. tentar não levar ele pro quarto ou se levar deixar ele lá um pouquinho longinho da cama. Muito bem, doutora. A gente vai tentando, né? Desafiador também essa questão do celular, mas é importante que a gente vai entendendo, aprendendo e tentando. Tem dia que você vai conseguir, tem dia que você não vai conseguir, mas tudo bem. Importante é que você continue tentando. Aliás, o importante é que nós, né, continuemos tentando, porque eu também passo por essa mesma situação, que você aí de casa passa, doutora, mais uma vez nosso muito obrigada, viu, pela sua participação e presença aqui no estúdio Câmara. Quero agradecer também a nossa convidada, a nossa psicóloga Camila. Gratidão por compartilhar com a gente eh eh informações tão preciosas que a gente leva pro nosso dia a dia, que a gente vai aprendendo e vocês vão nos orientando. Então, muito obrigada pela sua participação e presença. Obrigada a vocês pelo convite também. E queria também deixar uma sugestão aí que eu acho que é uma coisa que pode ajudar, é justamente isso que a doutora falou, de desacelerar, mas também principalmente antes de dormir. Então, fazer o que a gente chama de higiene do sono, né? tomar um banho relaxante, respirar, não levar celular, pelo menos meia hora antes de dormir e não ficar no celular. Olha só, gente, que desafio, né? Bora tentar essa semana. Vamos lá, sem pressão, sem julgamento. Tenta, ó. É, hoje é terça, né? Então, hoje a gente tenta, amanhã a gente consegue, depois de amanhã você não consegue, depois você consegue e assim você vai, quando você percebe, você já conseguiu, né? É aquela questão da constância. É assim, ó. Um dia você vai, um dia você não vai, sobe, desce, sobe, desce, mas aí você está tentando e isso é importante demais, tá? Então agora 9:4 a gente vai encerrando e talvez a grande questão dessa conversa de hoje seja entender que cansaço não é simplesmente a falta de energia que a gente pensa. Às vezes eh é o jeito que o nosso corpo encontra de dizer que alguma coisa precisa mudar, né? E perceber esse sinal, eh, não é fraqueza, é uma atenção com a nossa própria saúde. Então, entenda, perceba, tenta identificar eh o tipo de cansaço que você está tendo, eh se uma noite bem dormida vai eh ser suficiente para o seu cansaço ou se esse cansaço perdurar e com eh uma tristeza significativa, busque atendimento, procure ajuda, tá bom? É importante você se cuidar, gente. Então, olha, agradecendo a sua audiência, a sua companhia. Lembrando que ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com Gabriel Castro. A programação da TV Câmara Campina segue, sempre feita com muita responsabilidade, profissionalismo de toda a nossa equipe do grupo, mais especialmente para você. E amanhã a gente tem mais estúdio Câmara e a gente vai falar da ansiedade climática. Gente, que coisa. Ó, você sabe que eu senti essa ansiedade climática essa noite? Por quê? Porque a minha mãe mora no Paraná e aí eu olhando a internet, não é? Tá vendo como é para nós? Eu olhando a internet vi que tinha um vendaval lá e tal, só que não passou na cidade dela, mas eu fiquei pensando e sentia aquela sensação estranha, aquela ansiedade, enquanto eu não falei com ela, eu não sosseguei. Então, gente, as mudanças climáticas, os eventos extremos, será que eles podem mesmo afetar a nossa saúde mental? É importante a gente falar sobre isso, porque nós estamos vivendo de uma forma onde você tá de manhã, tá sol, à tarde vem o temporal e você não sabe, você só recebe lá a a o alerta no seu celular e aquilo lá causa o quê em você, né? Uma angústia, eh eh uma uma ansiedade, pode não ser algo para um diagnóstico psiquiátrico, beleza, específico, né? Mas pode provocar sofrimento. E a gente precisa entender agora como que a gente faz para trabalhar as nossas emoções mediante a essa ansiedade por conta do clima. Então é sobre isso que nós vamos conversar amanhã, gente. Ansiedade climática está acontecendo e a gente precisa falar sobre isso para que a gente possa aprender a manejar essa situação que acontece comigo, acontece contigo, acontece com todos nós, tá bom? Então, um grande abraço para você. A gente se encontra amanhã a partir das 8 da manhã ao vivo em mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Beijo, se cuide e até lá. ชo