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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando estúdio Câmara no ar ao vivo manhã de quinta-feira, dia 24 de setembro. Como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Quero te convidar para conversar hoje sobre a relação entre o excesso de informação, emoções e o comportamento nas redes sociais. Você pega o celular para ver uma informação rápida e poucos minutos depois já passou por notícias preocupantes, vídeos polêmicos, discussões acaloradas e opiniões que provocam indignação. Nesse ambiente de excesso de estímulos cresce também um fenômeno conhecido como Hbait, conteúdos produzidos justamente para provocar reações emocionais e prender a nossa atenção. Mas por que será que a gente continua consumindo os conteúdos mesmo que eles nos irritam, né? E quem ganha quando a gente passa mais tempo reagindo do que refletindo? A gente gostaria que você participasse conosco. Então, mande sua mensagem, nosso WhatsApp na tela. Conta aí, você já perdeu tempo discutindo na internet ou ficou irritado com algum conteúdo que nem queria ter assistido? manda pra gente a sua mensagem. 19979377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações. As nossas convidadas já estão conosco. Daqui a pouquinho vamos apresentá-las e a gente vai falar hoje então sobre a infotoxicação, né? é a intoxicação de muita informação e aquele sentimento de raiva de repente que dá por você ver um conteúdo que às vezes você nem queria ter visto. É meio complexo, mas a gente precisa entender sobre isso porque isso acontece no nosso dia a dia, tá bom? Aguardamos a sua mensagem. Agora sim, vamos com a informação. A Rede Mario Gate iniciou a campanha D e alegria para arrecadar brinquedos que serão entregues às crianças atendidas nas unidades da rede no dia das crianças. As doações podem ser feitas até o dia 9 de outubro, de segunda a sexta, das 8 da manhã e 5 da tarde no setor de humanização do Hospital Mariugate, no térrio do prédio administrativo. A orientação é que os brinquedos sejam preferencialmente novos e não precisam estar embalados, tá? A campanha busca tornar mais leve a experiência das crianças durante o atendimento hospitalar. Se você quiser doar, o endereço é Avenida Prefeito Faria Lima, 340, no prédio administrativo térrio do hospital. Mais informações 193725880. E a ouvidoria da Câmara de Campinas foi contemplada com o selo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, ouvidoria Cidadã. Esse prêmio é concedido pelo Tribunal de Contas do Estado. A entrega será realizada no dia 5 de outubro, às 10 da manhã, em São Paulo. O reconhecimento faz parte de um programa que incentiva boas práticas de transparência, participação social e atendimento ao cidadão. Entre as ações consideradas estão o atendimento por canais como fala.br e o telefone 0800230406. o acompanhamento dos prazos das manifestações e a elaboração de relatórios sobre as demandas recebidas. A entrega da premiação à ouvidoria da Câmara de Campinas será realizada então no dia 5 de outubro às 10 da manhã em São Paulo, pelo Tribunal de Contas do Estado. E claro, a gente vai trazer aqui para você na TV Câmara Campinas. Agora sim, vamos à previsão do tempo. Me parece que ele chegou e vai ficar por alguns dias. Maravilhoso sol. Seja bem-vindo. Olha só, gente, previsão diz que hoje temos sol com algumas nuvens durante o dia, períodos de céu nublado, noite também com muitas nuvens, mas o sol volta a aparecer. Um pouco tímido ainda, mas de acordo com a previsão, teremos aí um final de semana bem ensolarado. Que assim seja, mínima 15, máxima 22. Um ótimo dia pra gente. Vamos aproveitar o nosso dia e que tudo seja maravilhoso para você. E agora sim nós voltamos ao tema central do nosso programa, Infoxicação em Rbait, né? Você conhece essas palavras? Bom, a gente vai traduzir. A cada dia somos expostos a uma quantidade enorme de notícias, opiniões, vídeos, mensagens, debates. E muitas vezes, eh, parte desse conteúdo, ele é criado justamente para despertar emoções fortes e gerar reações imediatas, né? Um relatório divulgado neste mês pelo painel internacional sobre o ambiente da informação ouvivam especialistas de 71 países. Entre os pesquisadores consultados, 76% acreditam que o ambiente informacional deve piorar nos próximos anos. Entre as principais preocupações estão a desinformação, a polarização e a falta de responsabilização das plataformas digitais. Então, para nos ajudar a entender esse contexto, como tudo isso afeta a nossa atenção, nosso comportamento e a nossa saúde mental, recebemos hoje aqui no estúdio uma psicóloga clínica, especialista em terapia cognitivo comportamental, especialista em psicologia do trabalho e das organizações e pós-graduada em prática baseada em evidências em psicologia clínica. Seja bem-vinda, Mariana Costa. Bom dia. Bom dia, Rúia. Muito obrigada pelo convite. É um prazer estar aqui para falar sobre esse tema tão importante, né? Maravilhosa. Nós que agradecemos a sua presença e também damos as boas-vindas pelo Zoom. A jornalista, publicitária, mestre em comunicação e semiótica, doutorando e pesquisadora dos impactos das redes sociais e da captura de atenção. Isabela Andrade, bem-vinda. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Um prazer estar aqui com você, mundo. Espero que a gente consiga ser um debate bem legal sobre esse assunto que não é tão legal assim. Verdade. E por não ser tão legal assim, a gente precisa conversar, a gente precisa alertar. E nós temos aqui, então, duas especialistas, né? Uma da comunicação, uma da saúde mental, que tem tudo a ver com o tema do programa de hoje, infoxicação e hashbat. Gente, um estudo publicado em 2025 sobre a circulação da raiva nas redes sociais apontou que conteúdos emocionalmente provocativos tendem a gerar mais interações e alcançar mais pessoas. Os pesquisadores identificaram a combinação entre comportamento dos usuários e os mecanismos de amplificação das plataformas como fatores importantes nesse processo. Diante desse cenário, a pergunta que ficar é: estamos consumindo informação ou estamos sendo treinados para reagir a ela? Hum. Vamos lá, Mariana. Muita gente acorda, já começa o dia mergulhado em notícias, vídeos, mensagens, notificações. Como é que esse excesso de informação afeta a nossa saúde mental? Eh, vamos lá, Rúbia. É uma coisa muito complexa, né, como você mesmo falou agora a pouco. E começar o dia já tendo acesso a essa a essas informações é uma ótima maneira de como começar um dia irritado, né? uma péssima maneira de dar esse esse primeiro passo, porque a gente já tem acesso a muitos estímulos, né, durante todo o nosso dia, nos últimos anos, né, com o avanço da tecnologia, eh, e com crescimento, a expansão das redes sociais, esse acesso à informação, né, e esse acesso a a estímulos o tempo todo é muito comum. Então, se a gente já começa o nosso dia, já começa ali acordando, abrindo rede social, vendo as informações, mas até que ponto são só informações e se deparando com esses estímulos, se deparando com essas iscas, né, de raiva, como o próprio nome já diz na tradução, a gente vai já tendo ali a possibilidade de ter uma alteração no nosso humor, na forma como a gente se sente, nas nossas emoções. Então você já pode começar ali o dia mais irritado, né, mais estressado e aí você sai pro trabalho, já sai com humor, né, prejudicado, vai se relacionar com as pessoas ali do seu convívio, com seus familiares, com seus colegas, já com o seu humor, né, e com suas emoções impactadas. Isso de uma forma mais superficial, digamos assim. Mas imagine isso no impacto a longo prazo, né? no impacto das nossas relações, no impacto também no na fadiga, né, no cansaço mental, enquanto muitas vezes a nossa própria atenção ela é afetada e enquanto a ansiedade também ela pode est eh sendo aumentada ali com todos esses estímulos e principalmente esses estímulos relacionados a emoções, né, tão ruins como a raiva, como a indignação. Então é uma coisa que impacta profundamente as nossas, né, a nossa saúde mental. e que a gente tem realmente que discutir e se preocupar sobre isso, porque como a própria eh o próprio estudo que você mencionou, relata, a probabilidade, né, a previsão é de que isso piore nos próximos anos, né, a gente já vem percebendo um agravo dessas desse excesso de informação e de como essas informações são comunicadas, principalmente, né, nos últimos anos e como isso tem agravado a saúde mental das pessoas. E a previsão é que isso venha se tornar ainda pior. Então a gente tem que conversar, a gente tem que discutir e pensar em estratégias de como amenizar esse impacto, né, e de como preservar a nossa saúde mental. Exatamente. Sem deixar de se informar, né? Porque a informação é boa, é informação compartilhada, mas a informação verdadeira e a informação que não causa tanto burburinho, tanto barulho. Porque eh vamos lá, Isabela. nos últimos anos, parece, né, que a internet ela ficou mais barulhenta, mais provocativa. Então, a gente eh pode entender que esse hashbait é porque esse tipo de conteúdo acaba nos causando uma certa um certo sentimento de raiva, né? eh na sua opinião, na na na sua eh abordagem, né, como jornalista, que eh participa aí do das redes e está por dentro das informações, como que você avalia essa questão eh da info eh infoxicação, né, e do Rbait. Bom, eh, eu acho que assim, para começar, eu acho que não existe informação demais. Eu acho que existe um corpo só, né? A, a informação, como você disse, ela é boa, informação boa, informação compartilhada. Eh, eu acho que como jornalista a gente poderia eh condenar a informação, sabe? Mas é isso, não existe tempo hábil para consumir essa quantidade maluca de informação que a gente tá tentando, sabe? Então é um corpo só. a gente continua tendo as mesmas 24 horas e o que mudou assim, for pensar de 2014 para cá, quando começa a ter realmente uma presa na vida dos brasileiros, é que agora a gente uma quantidade maluca de informação, não tem corpo para cons sabe? Eh, na semiótica da cultura, a gente tende a olhar para pra comunicação, não como uma coisa que sai de um eh de um emissor para um receptor, vai ter ruídos ali no meio, mas como uma coisa que comece que chegue contra o corpo. Então, se você começa a pensar na na comunicação dessa maneira, você entende que seu corpo precisa de tempo para conseguir eh processar essas informações que ele tá ali eh recebendo, né? E, infelizmente umo muito latente na nossa vida é a raiva, né? Então, quando a gente se depara ali com o post, mexe com esses afetos, enfim, apetado, a gente tende a manifestar mais, a reagir. Como a gente já tá muito cansado, às vezes uma coisa legal legal e passa pro próximo. Agora a raiva por ser uma fé que mexe mais lá dentro, né? a gente acaba tendo esse comentário e quem ganha com isso são as plataformas, né? Exatamente. E quando a gente é exposto a informação o tempo todo, eh, Mariana, tem algum momento em que o nosso cérebro ele deixa de processar tudo com qualidade? Assim como a Isabela trouxe, né? Você tá consumindo conteúdo aqui, de repente você passa para outro, para outro, para outro. como essa sobrecarga ela costuma aparecer no nosso dia a dia, porque a tendência e as pessoas e nós, vou falar nós porque eu também me encaixo nessa, a gente já faz isso assim de forma inconsciente, né? Verdade. É automático, né? Até às vezes a gente se pega automático, pegando o celular e abrindo o aplicativo sem nem perceber, né? O celular tá por perto, a gente já pega o celular. E esse acesso de informação é como é como você falou, chega um momento em que, como a Isabela falou, não é, são várias informações e uma pessoa só, né? Então existe um limite daquilo que o nosso cérebro tem a capacidade de processar, né? Na tua que a infoxicação é exatamente isso, é a intoxicação só que de informações, né? Então, é quando a gente recebe, né, uma quantidade de informações que o nosso cérebro ali já não consegue mais processar com efetividade. Então, a gente tá recebendo várias informações, várias informações, mas para onde tá indo, como que tá processando, né? Como que isso tá impactando o nosso nosso cérebro, o nosso funcionamento? E como eu falei agora h pouquinho, é muito comum que você se perceba, na verdade não perceba o que isso acontece, mas percebe os danos disso. Então, poxa, eu tô, né, com a mente mais acelerada, poxa, eu tô cansado, né, eu tô, né, eh, com dificuldade de me concentrar. Então, tem sinais muito sutis, digamos assim, eh, que nós vamos tendo, né, dessa intoxicação de informação. Então, a gente já não vai conseguindo processar as coisas tão bem. Então, muitas vezes é comum eh acontecer de a gente tá tão hiperestimulado, né, e com esse processamento excessivo de informações com coisas que são menos relevantes, digamos assim, né, com informação de rede social, de sites, mídias. E quando a gente precisa da nossa atenção, eh, da nossa cognição para algo que demande mais da gente, que seja mais relevante como o trabalho, como os estudos, como alguma decisão importante ali no nosso dia a dia, a gente acaba não conseguindo ser efetivo naquilo porque a gente já não tá conseguindo mais processar, porque a gente já tá ali no nosso excesso, né, de de estímulos, de processamento. Então, acaba impactando desde as atividades, né, e do nosso dia a dia, nas coisas mais simples até coisas mais eh amplas, né? Então, por exemplo, até no sono não consigo dormir direito, né? O meu sono não é de qualidade, eu deito e fico agitado. Eu percebo que minha mente não para. Eu tô ali deitada, eu tô com sono, mas a minha mente não para. Então são formas de parar para perceber, né, e analisar se esse acesso de informação está te afetando no seu dia a dia. Excelente. Agora, eh, muitas vezes o o conteúdo, né, ele é exagerado ou ele é absurdo demais? E ainda assim ele prende a nossa atenção. Então vou perguntar paraa Isabela, ela que é especialista em comunicação, né, e entende dessa questão de rede social. Ah, são estratégias, né, que costumam ser usadas para provocar essa essa reação, né, da gente, de prender a gente, de nos manter ah conectado a um tipo de informação que, de repente a gente nem queria eh estar por dentro disso, mas mesmo assim a gente fica lá. É, então R foi a palavra do ano, eh, se eu não me engano, em 2015, cenário Oxford. E o que eles trazem é que então seria esse essa isca de raiva, né? E a raiva ela é, eu acho que até a Mariana pode falar um pouco mais pra gente sobre essa questão da raiva, mas a raiva é realmente uma coisa que deixa a gente em estado de alerta. Então, uma vez que a gente tá pronto para esse estado de alerta e a gente tá eh, enfim, hã, mais tendencioso a realmente querer se defender ali, a gente acaba eh engajando muito mais com conteúdo. Então, comentar com raiva, às vezes você comenta coisa com raiva, uma outra pessoa vai lá e comenta também e a já vira uma grande, né, uma grande coisa assim. Eh, eu queria dar um exemplo rápido que eu acho que pode ser interessante. Eh, na minha pesquisa de mestrado, a gente analisou o as publicações com maior engajamento na nas redes sociais entre 2023 e 2025. E a publicação que teve mais engajamento foi justamente uma publicação que era ligada à desinformação e que traziam ali assuntos que mexiam com as pessoas, que deixavam as pessoas incomodadas, deixavam as pessoas com raiva. E aí era também a publicação com maior número de comentários. E quando a gente comenta uma publicação, as plataformas entendem que a gente gostou daquele conteúdo, que aquele conteúdo é bom. Então, portanto, elas tendem a replicar esse conteúdo para mais gente, porque é um conteúdo que tá fazendo com que a pessoa fique na plataforma. né? E vale a gente pensar que cada minuto que a gente tá na plataforma é dinheiro que essas plataformas dão recebendo. Então, num universo capitalista, que a nossa eh preferência é conseguir lucrar a maior quantidade no menor tempo possível, acaba que eh essas plataformas impulsionam mais e mais esse conteúdo que, né, mexe com a gente. Então, né, eh, a Isa falando sobre, eh, essa questão da plataforma, do impulsionamento, eh, dos comentários que a plataforma entende que a gente tá gostando desse conteúdo. Algo me chamou atenção e ontem, antes de ontem, porque todo mundo sabe, né, nós tivemos a informação aí do do acidente, né, com o helicóptero, onde eh seifou a vida de cinco pessoas, né, e o Rick estava entre essas pessoas também. E aí o que que aconteceu? Eh, ontem na internet, muitas pessoas comentando sobre o engajamento na página do cantor. Assim, eh, é astronômico o tanto de pessoas que começaram a seguir depois da morte, né? Aí a gente se pergunta, por que o ser humano tá tão estranho, não é? Eh, o que dá raiva tem engajamento, né? Uma questão igual essa questão que aconteceu aí com o Rick, dá engajamento. Eh, fake news tem engajamento, o que que tá acontecendo? o quais os sentimentos que isso desperta na pessoa para que a pessoa eh queira fazer parte dessa comunidade que eh curte esse tipo de situação de informação, porque a informação ela sempre teve valor, gente, mas as redes sociais eh elas trazem uma disputa que não é só pela informação, né? A rede social disputa a atenção daquelas pessoas que estão diante daquela informação. Porque uma informação é é o seguinte: você assiste na TV uma informação, passou a informação, beleza, mas na rede social não, a informação tá ali, mas você quanto mais conectado você está, melhor para as plataformas. Essa é a proposta. Agora, Mariana, a questão da raiva, da curiosidade, eh, o que que acontece emocionalmente quando a gente encontra uma publicação dessas que às vezes, ah, nos deixa indignado, nos deixa curioso e nos prende nesse lugar que é um mundo eh virtual, eh, imenso, sem precedentes e que nos tira a o aquio. Ora, a gente sai desse desse nossa desse nosso mundo aqui e a gente viaja para um lugar onde a gente se perde no tempo. Exatamente. Eh, a intenção da plataforma é prender a nossa nossa nosso tempo, nossa atenção lá o máximo de tempo possível, né? Como a Isabela falou, tempo é dinheiro para essas plataformas. Então, quanto mais a gente tiver ali interessado, engajando, eh, e dando a a atenção e dando o nosso tempo para lá, né, para aquele lugar, melhor para elas. Então ela se utiliza desses artifícios, né, para poder nos chamar atenção. Então a curiosidade, né, a raiva, a indignação. Então já existe, na verdade, né, eh formas, outras estratégias de chamar a atenção das pessoas para essas publicações, para essas plataformas, né? Não é à toa que já existe o clickbait, que a Isa pode até falar com mais propriedade do que eu, mas o clickbait é justamente essa chamar a atenção pela curiosidade, então prender a pessoa, engajar a pessoa ali e chamar para aquele link por curiosidade, não necessariamente com uma manchete ou algo provocativo, né, que instigue alguma emoção mais eh negativa, digamos assim. Já o Redbait, ele parte justamente da ideia que se eu provoco essa pessoa com algo que evoque nela uma raiva, né, que evoque nela uma indignação, um sentimento de meu Deus, que absurdo, né? Então, como assim essa opinião é diferente da minha? Eh, a probabilidade dessa pessoa se manter ali, engajar é muito maior e é justamente isso que sustenta essas publicações e que fazem com que elas alcancem mais pessoas, né? E essas emoções elas são eh muito instintivas nossas, né? É uma questão evolutiva até. Então, quando eu me deparo com algo que me desperta curiosidade, a ideia é que eu vou clicar, eu vou olhar, eu vou me interessar, né? Eu vou tentar olhar os comentários para ver as opiniões de outras pessoas. Quando eu vou ver, eu tô lá ali a meia hora olhando as mesma publicação. Da mesma forma raiva. Só que a raiva ela eh estimula essa essa esse instinto de defesa, de ataque ao mesmo tempo. Então eu tenho quase que a necessidade ali, né, instintiva, de reagir. Então eu comento: "Meu Deus, que absurdo, eu não discordo com isso. Então, eu vejo alguém comentando ou alguma opinião diferente da minha, eu tenho a necessidade de defender ou de ter alguma algum tipo de alívio. Então, acaba sendo essa essa esse mecanismo, né? Eu falo, aquilo ali libera, né, uma série de coisas no meu cérebro. Eu tenho a necessidade de me, por exemplo, me posicionar, de falar. Quando eu comento ali ou quando eu compartilho, eu tenho algum tipo de alívio de certa forma. Então esse alívio é prazeroso, né? E eu acabo entrando num ciclo de eu vejo a publicação, eu vejo os links, eu sinto, eu reajo. A partir do momento que eu reajo, eu tenho alívio, né? Eu tenho e sentir alívio é prazeroso, é lógico. E eu acabo entrando novamente nesse ciclo. Então eu comento novamente, eu tô lá novamente. Então acaba sendo muito fácil se prender nisso, mesmo que a gente não queira. Muitas vezes a gente não quer, como você falou, a gente entra ali para ver uma notícia ou para lamentar a perda de alguém, para ver, né, algo que apareceu pra gente e a gente se perde nisso tudo. Exatamente. A gente precisa ter a noção. E às vezes as redes sociais elas fazem a gente perder a noção, né, do tempo e até do que estamos fazendo. E olha só que interessante quando a gente fala de comentários, de repente uma postagem polêmica e aí vai gerar o quê? a curiosidade primeiro, né? Aí daí você entra, tem gente que escreve lá: "Vim aqui só para ver os comentários, né? Porque gera uma discussão muito grande e uma discussão acalorada. A gente percebe nos comentários ã vários sentimentos e emoções. Se você parar para analisar, pega uma postagem polêmica, observe os comentários e tenta identificar a variedade de sentimentos e emoções que estão ali, né? E a gente tá falando algo que realmente existe, faz parte da vida. E a gente precisa ter uma orientação para não cair nessa armadilha que muitas vezes vai mexer demais com as nossas emoções se a gente não tiver aí um equilíbrio, né? Agora, Isabela, um uma relação tem uma relação entre os algoritmos eh das plataformas e a circulação de conteúdos que despertem emoções intensas como indignação e revolta. O algoritmo ele tá presente, isso é real e ele entende quando de repente eu eh vi uma publicação, comentei alguma coisa e esse meu comentário indica eh uma uma revolta, uma raiva e aí a partir disso ele vai trazendo para mim ah publicações que tendem a fazer com que eu sinta a raiva e a indignação novamente. Perfeito. Então, eh, é uma vi de mão dupla, né? Eh, os algoritmos eles não estão necessariamente fazendo essa, eh, diferenciação entre comentário bom e comentário ruim. Eles estão tratando tudo como comentário. Então, se você tá comentando ai amei ou nossa, que coisa horrorosa isso é a pior coisa que eu já vi na vida. Pro pra plataforma isso vai chegar da mesma maneira. Você vai chegar como engajamento. Se você engaja, a plataforma entende que é bom. Então, naturalmente, pra plataforma não existe comentário ruim, existe comentário bom e existe o seu tempo santo gasto lá. Então assim, eh, eu acho que é uma questão realmente sobre a reação, sabe? Não tem, as pessoas não estão se informando, não tem tempo para você refletir, pensar, porque essas duas coisas estão conectadas, né? A aotoxicidade e o raid bait, né? né? Então, eh eh não tem tempo, só tem tempo para reagir. E aí acaba que nessa de não ter tempo para refletir sobre a informação, o que sobra é a reação. Então a gente reage tanta coisa ruim que a plataforma entende que na verdade o que a gente gosta são aquelas coisas ruins e começa a te entregar mais e mais e mais aquilo. Muito bem. Agora, eh, Isa, nem toda a publicação, ela, a publicação polêmica, aliás, ela pode ser considerada um hashbait, né? Como que a gente aprende a identificar isso? Eh, eh, essa questão do hashbait e de um debate legítimo e consciente? Então, geralmente quando o conteúdo começa, vale lembrar os primeiros 3 segundos de uma publicação são o tempo central dela. E é muito difícil a gente se perceber caindo num raid bait, né? Eu mesmo outro dia me vi republicando nos meus stories uma coisa que tinha me incomodado. Aí passou uns 15 minutos eu pensei: "Ei, por que que você concordilhou isso? Olha só, mas porque te incomodou só?" Eu pensei, poxa, ao invés de ter compartilhado o que me incomodou, eu poderia ter eh compartilhado uma reflexão crítica sobre o meu encontro, né? Então eu acho que tem isso também da genteando pra gente ver como a gente tá reagindo e evitar reagir eh como uma reação impulsiva mesmo, sabe? Às vezes é difícil na sociedade pensar que a gente precisa dar três passos para trás e daí, mas infelizmente eu acho eh se atentar por uma notícia ruim faz com que a gente queira fazer alguma coisa sobre ela e pensar que infelizmente na rede social não vai mudar nada fazer alguma coisa quando é ruim. Às vezes a melhor coisa que a gente pode fazer é realmente colocar uma coisa boa lá. E eu nem sou pessoa da positividade, tá gente? Mas eu acho que, infelizmente, a gente tem que aumentar as coisas positivas de rede. Faz todo sentido. É verdade. E isso que a Isa falou pra gente não aconteceu só com você não, Isa. Eu acho que eu também tive momentos assim de estar na rede social ali e colocar algo para compartilhar e daí eu olho de novo, falo: "Opa, pode parar. Aí vou lá e cancelo. Quantas vezes você aí de casa começou a escrever, tem até meme, né? Escreve, escreve, escreve, dá uma olhadinha. Opa, apaga, apaga, apaga, né? E então, eh, isso faz todo sentido. É você eh se posicionando e vendo que realmente eh não vale a pena você ir além em determinado tipo de conteúdo, né? Agora, Mariana, mesmo quando a gente percebe que o determinado tipo de conteúdo faz mal, por que tantas vezes a gente sente dificuldade de ignorar ele? Eh, é um gatilho que a gente tem ali, né? Então, como a Isabela comentou, são os primeiros 3 segundos ali que já são suficientes para evocar em nós um sentimento, né, ou um pensamento sobre aquilo. E se a gente não fizer essa esse exercício de parar, respirar, analisar aquilo se vale a pena ou não, se faz sentido ou não, eu me relacionar com aquela informação, né, ou reagir aquela informação, eh, e consequentemente eh decidir se eu devo, eh, me comportar, né, compartilhar ou comentar ou não, eu só vou no automático, né? Então, esses gatilhos, eles são feitos justamente para evocar essas essas emoções, esses pensamentos e a gente cai. É natural, né? Como eu falei agora h pouquinho, tem esse esse essa reação de de ataque quase, né, que é incentivada ali quando a gente sente a raiva ou quando a gente sente uma emoção muito forte, como a indignação também, né, né? à toa que tem alguns estudos já que sinalizam que publicações que evocam outros tipos de de emoções, né, como por exemplo até a tristeza mesmo ou curiosidade, a alegria, a solidariedade, não tem o mesmo tipo de engajamento, não tem o mesmo tipo de interesse de estímulo do que a raiva, porque a raiva ela puxa mais de nós, ela ela se desenvolve dentro de nós de uma maneira muito mais eh forte E nem sempre a gente vai ter essa habilidade, né, de conseguir manejar essa emoção, de conseguir lidar com ela. Então, quando a gente mal percebe, a gente já tá ali, eh, imerso naquilo, se envolvendo, publicando, repostando e às vezes até se distanciando daquilo que faz sentido pra gente, do que é significativo. Porque o fato de eu me incomodar com informação ou com a forma como ela é compartilhada e me indignar com aquilo, sentir raiva, eh, é uma coisa. Outra coisa é por conta dessa indignação indignação e por conta dessa raiva, acabar reagindo aquilo de uma maneira que numa situação normal ali de temperatura e pressão, eu não concordaria. Então eu acabo sendo grosseiro, eu acabo eh discutindo ali na nas publicações, nos comentários, eu acabo reagindo de uma forma que não é coerente com o que eu acredito, com que são os meus valores, com aquilo que é significativo para mim. Então, por vezes, se a gente apenas reage essas emoções, existem grandes chances da gente se distanciar disso, do que faz sentido pra gente, da vida que a gente acredita que faz, que vale a pena ser vida, né, daquela, daquilo que é significativo pra gente. Então, apesar da raiva eh e da indignação, a gente não precisa reagir com raiva, né? é possível e super válido. Sentir raiva faz sentido porque provavelmente aquilo ali eh provocou e tocou em você em algo muito caro, né, para você, algo que que faz sentido naquele momento você se incomodar com aquilo, mas você não precisa reagir com aquela raiva, você não precisa reagir com aquela indignação. Você pode parar, analisar, se distanciar daquilo e pensar ali três segundinhos, né? Tem algo que eu posso fazer sobre isso, né? Faz sentido eu ter essa reação? esse meu comentário, esse meu compartilhamento, né? Eh, eh, essa discussão aqui que eu tô me envolvendo ou que eu pretendo me envolver, ela de alguma forma vai ser produtiva? Ela vai ser efetiva na resolução, por exemplo, dessa problemática que tá sendo discutida ou ela vai só gerar mais emoções ruins, mais discussões, eu não vou conseguir resolver e eu ainda vou ficar malumorado, irritado e ter eh outros desdobramentos negativos. OK? Talvez então não compense tanto, mas eu sei que realmente é muito difícil a gente conseguir fazer isso naturalmente, né? Sim, é verdade. A gente precisa aprender, né? Dar um, dois passos atrás, sair da visão de túnel, né? E ter uma visão mais ampla da situação. Mas olha, é exercício, hein? Não é do dia paraa noite que a gente vai conseguir fazer isso, sabe? a visão de túnel, você viu lá aquele comentário, aquele argumento e você não enxerga mais nada à sua volta, você só enxerga aquilo. E aí você vai pela guiado pelas suas emoções. E a gente tá falando aqui da emoção da raiva, né? Você vai guiado pela raiva e acaba fazendo algo que se você tivesse dado um passo atrás você não faria. E depois que você jogou lá, foi, né? E aí vem a culpa, a frustração, o por que eu fiz isso, não deveria ter feito. E tem outros desdobramentos que pode eh eh te causar vários tipos de situações. Então, importante a gente aprender, né, e saber manejar com um pouquinho de assertividade essa questão das redes sociais que de repente ah estão sendo preparadas para nos ã alimentar algum tipo de sentimento. E hoje a gente fala da infoxicação, né, da e e da do redit, que é essa raiva estranha que às vezes a gente nem identifica como raiva, né? Às vezes a gente identifica como indignação, como eu preciso falar sobre isso, mas no fundo, no fundo, você tá sentindo uma raiva e essa raiva depois ela vai reverberar, porque até você desacelerar e essa raiva baixar, ó, vai demorar um tempo, você vai perder sono, no outro dia você não desempenha bem no seu trabalho, você pode, perder momentos legais de socialização com a família, com as pessoas que você ama. tudo a partir de uma reação que você teve diante de um conteúdo, de uma rede social. Olha só que complexo. Será que isso vale a pena mesmo, né? É importante a gente parar e analisar. Agora 8:49. Dei algumas perguntas. Vamos lá, Isabela. Vamos ver quem é que tá com a gente. O pessoal de casa participa e aí tem algumas perguntas. Vamos direcionar para vocês agora. Vamos lá. Bianca Lopes da Vila Industrial. Olha só, Isa, vai para você, ó. Fico constrangida quando descubro que compartilhei uma informação errada. Como admitir o erro sem ficar pensando nisso o dia inteiro? Bom, a Isabela passou por isso, eu também passo por isso de vez em quando. Eh, como que você faz para administrar essa questão do compartilhamento, Luía? Bom, primeiro, a culpa não é sua. A culpa não é sua de jeito nenhum. A culpa é da plataforma que te induz a ter esse tipo de comportamento. Vale a gente lembrar que o nosso cérebro não sabe distinguir, que aquela imagem que a gente tá vendo, que a imagem que você tá vendo aí na tela da sua televisão agora, do seu computador, do seu celular, isso não é real, sabe? O seu corpo, ele vai ler isso como comunicação, como informação, como realidade. Então, automaticamente, o que você vai fazer ali é reagir e fazer alguma coisa. reação instintiva não vale a pena a gente ficar se punindo. A gente acolhe e a gente segue e lembra que a culpa não que essas plataformas elas não estão te convidando a refletir. E o que você pode fazer como posicionamento crítico é justamente refletir. Perfeito. Inclusive, aproveitando, né, isso que a Isabela falou, eh, entrar nesse padrão de ruminação, né, e de culpa por, nossa, eu compartilhei algo que não era real, uma informação que era, né, era uma fake news. de se culpabilizar e se cobrar sobre aquilo, eh, vai provocar outras emoções, né, outras coisas ali ruins também com você que podem eh também ter outros desjobramentos negativos e não vai te levar a refletir sobre como eu posso resolver ou como eu posso tentarum agir diferente, né? Porque quando a gente fica só na culpa, na culpa, na autocobrança, a gente não consegue chegar a pensar sobre aquilo de uma maneira mais efetiva. Então, talvez substituir essa essa culpa, essa autocobrança por, OK, eu vou acolher, eu vou refletir sobre isso, eu vou pensar o que é que eu fiz de diferente, né? O que que eu fiz aqui nessa nessa ação de compartilhar essa informação que eu poderia fazer diferente numa próxima vez? Tá tudo bem, eu eu errei, né? Se por acaso você compartilhou nas suas redes, por exemplo, né, e depois você entendeu que aquela informação era errada, era fake, como que eu posso talvez tentar eh me corrigir sobre aquilo? Eu acredito que não é uma falha, né, a gente errar somente, né? A questão não é um erro, é a gente errar, não reconhecer esse erro posteriormente, né? Então, se eu errei, se eu compartilhei uma informação equivocada e eu percebi, eu descobri isso, tudo bem. Então, talvez a alternativa que eu tenha aqui nesse momento é primeiro me acolher, né, e ter essa autocompaixão comigo mesmo e posteriormente me corrigir sobre aquilo, né? Da mesma forma como eu não sabia, outras pessoas podem estar vendo aquela informação e não saber também que ela é equivocada. Então, deixa eu compartilhar com outras pessoas. da mesma forma que eu compartilhei, eh, sendo uma formação errada, eu posso compartilhar a formação correta, então, né, e fazer essa correção ali, eh, diante das pessoas, né, com as pessoas com quem eu compartilhei, eu comentei aquela informação. Então eu mudo, né, a forma como me relaciono com com esse erro, digamos assim. Eu substituo a culpa e a autocobrança e o constrangimento pela resignação, né, pela compartilhamento de informações corretas, boas e pela mudança, digamos assim. Exatamente. Até porque a gente às vezes não tem nem tempo de pensar, o cérebro não consegue eh eh administrar tanta informação, né, da infoxicação. E aí você vem tomado por uma emoção e faz o compartilhamento. E aí depois você viu que tá errado, mas depois disso um monte de gente já viu e aí vem os comentários, aí vem o raidbait, né? E você não sabe o que fazer. Bom, errar faz parte, né? E importante se retratar de repente de eh dependendo do teor da informação, né, como a Mariana trouxe, se retratar e tá tudo bem. Só que é importante, toda vez que você for compartilhar uma informação, busque a fonte dessa informação, né? Procure nos grandes sites de emissoras de credibilidade para ver se essa informação realmente é verdadeira, né? Aprenda. Nós jornalistas, a gente busca informação até a gente ter certeza de que realmente eh aquela informação é válida, a gente passa por muitas fontes, né, paraa gente poder ter certeza. E você aí de casa também pode fazer a mesma coisa, né? Pesquisa nos grandes sites, nas grandes emissoras, para ver se aquela informação realmente ela é verdadeira e faz sentido. E de repente até nesse caminho aí da pesquisa, você vai entender, falar: "Mas por que que eu vou postar isso sendo verdade ou não? Não faz sentido para mim". Aí a raiva passou, você tá mais ah tranquila, equilibrada emocionalmente e aí de repente nem faz a postagem. Tá bom? 8:55. Mais uma pergunta pra gente, por favor, produção pode colocar na tela. Estamos aí na infoxicação e raidbait, gente. Cada palavra diferente que nós temos ultimamente, que eu vou te falar, viu? Tem que estudar muito. Ai, ai, ai. Bruno Almeida do Bom Fim, meu colega manda notícias no grupo de trabalho depois de ler só o título. Gente, isso não acontece só com você, Bruno. O que posso mostrar para ele melhorar isso sem transformar numa discussão? Vamos lá, Isabela. esse negócio de grupo de trabalho e e agir, né, pela pelo impulso de repassar a notícia. Uhu, dei o furo da informação. Nós jornalistas sabemos como é que é isso e o grande prejuízo que isso posso trazer, né, Isa? Nossa, nem me fale. Eu acho que essa é uma dos maiores problemas, né? Como a gente tá infortoxicado, naturalmente ninguém mais tá lendo nada direito e ficar repassando manchete é realmente uma coisa muito complicada, né? Eu acho que, infelizmente, eh, essa é uma das das perguntas de ouro da nossa época. Como é que a gente faz as pessoas pararem, sentarem, lerem tudo e refletirem sobre o que elas leram? Eu acho que é a pergunta de Eu, infelizmente não tenho uma resposta. Eu acho que eh é lembrar que hoje a gente atua na internet como uma praça, né? Então, às vezes tem a mesma paciência que você teria para tratar com ente querido e explicar para ele pessoalmente que não é viável, que aquilo ali não é real, que ele não tá erado da situação completa. Eu acho que a gente aumenta acessar a pessoa num nível eh afetivo sem criar um problema. É isso mesmo, Isa, até porque a pessoa ela foi ali numa numa emoção, né, de querer dar o furo da notícia ou então repassar a informação. E a gente, infelizmente, tem uma grande tendência hoje de não ler mais. Nós não estamos lendo, assim como nós não estamos assistindo nada se a gente for parar para pensar quando a gente faz a rolagem do feed, né? Então, eh, pega lá a informação, tá escrito lá o título, a manchete, puf, joguei no grupo, fui, fui levado pela emoção, né, por uma impulsividade, não é, Maria? Exatamente. Eh, e essa impulsividade muitas vezes leva a gente a fazer, né, ter comportamentos que a gente não teria normalmente, né, que a gente não gostaria. E essa em casos como esse, né, do Bruno que trouxe sobre, poxa, o colega traz essas informações só baseadas na manchete, ele não lê e o Bruno gostaria de fazer esse movimento de como que eu posso, né, tentar auxiliar ele, como que eu posso mostrar eh sobre talvez melhorar isso, né? Eu acho que uma possibilidade não existe uma resposta, né, completa eh e 100% correta, né, porque cada situação é única, cada pessoa é única. Mas talvez tentar exercitar essa comunicação com esse colega de uma maneira assertiva, de uma maneira gentil. Eu acredito que tudo depende de como a gente aborda o assunto. Se o colega manda aquela manchete e a forma como você deseja mostrar é sendo reativo, é sendo grosseiro, é dizendo: "Olha como você tá errado, talvez aquilo ali, né, vire realmente uma discussão que é o que você deseja evitar. Mas como que eu posso tentar abordar esse assunto com esse colega de uma maneira mais gentil, né, sem que se desenvolva aqui uma discussão, se torne um problema maior? Então, talvez conversar em uma oportunidade eh em que vocês estejam sozinhos, né? Não precisa ser no próprio grupo, porque aquele colega vai se sentir exposto. Então, conversa ali no particular, tenta explicar para ele, olha fulano, né, aquela notícia que você viu, você chegou a ler as manchetes ou não e tenta desenvolver essa conversa de uma forma assertiva. né? E aí a assertividade não é a nossa sinceridade, que muitas vezes a gente confunde. Ai, fulaninho é muito assertivo, mas fulaninho, na verdade, ele só tá falando o que ele pensa sem filtrar e refletir sobre o que ele vai falar, né? Então, tenta refletir sobre aquilo que você quer comunicar, qual o objetivo final que você quer ter com aquela conversa com ele, né? você conhece aquele seu colega, você sabe a forma como ele lida, né, com com as com as informações, né, com as opiniões que chegam para ele, tenta ajustar, né, essa essa comunicação, então, para aquele colega e conversa, né, ali de uma forma respeitosa, de uma forma gentil, eh, e entendendo que não tá no seu controle, se ele vai concordar ou não com aquilo que você tá levando, porque você pode ser o mais gentil, mais respeitoso e assertivo possível. E ainda assim o seu colega, infelizmente, decidi continuar compartilhando essas informações sem enxecar eh antes e aí não tá no seu controle. E a gente precisa ter essa essa clareza, né, daquilo que tá dentro do nosso controle e do que não tá, né, porque senão a gente fica tentando mudar tudo, mudar o mundo e a gente não consegue e aí aumenta a nossa sensação de frustração, né? Exatamente. Nossa, quanta explicação, né, gente? Tem mais uma pergunta, dá para fazer mais uma? Se der, produção, pode colocar na tela. Isso. Obrigada. Lucas Ferreira do Taquaral. Às vezes concordo com uma postagem só para não discutir com meus amigos. Por que dá tanto medo de dizer o que que pensamos diferente? Ô Isa, Isabela, nossa jornalista, isso acontece com você também? Você concorda com alguma postagem só para não discutir? Você tem essa essa medo? Não, não digo medo, né? Mas fica com o pé atrás assim, porque você vai dizer algo diferente, que a gente pensa diferente, não tem é é natural isso, somos pessoas diferentes, né? Isso acontece com você, Isa. Gente, posso falar? Eu acho que a melhor coisa que pode acontecer com a gente é a gente ficar recioso às vezes de dar nossa opinião Uhum. e pensar duas vezes, porque se a internet tem esse tempo acelerado que não convida a gente a refletir, a pensar, se questionar, quando a gente para, pensa, questiona e fala, hum, talvez, não sei se seja o meu momento de colocar, eu acho que isso é mais poderoso do que o comentário porque assim, gente, sinceramente, um comentário na rede social vai, sabe? Então, às vezes, ficar em silêncio é mais poderoso que falar alguma coisa. Às vezes ficar em silêncio na rede social e chegar no seu amigoalmente falar: "Putz, estava pensando sobre isso". Você acha? É muito mais importante e poderoso do que o cara ali no Instagram, sabe? Que vai ser só mais um no meio de 300.000 comentários. Então, às vezes é muito ver a postagem, conversar com a pessoa de fato, sabe, olho no olho, pessoalmente, com todas as coisas que a comunicação presencial oferece pra gente, né? O tato, o cheiro, o o olfato, enfim, todas as coisas estão ali, eu acho que são muitoas do que às vezes um comentário rápido no Instagram. É isso mesmo, né? Eh, eu acho que foi assim e eh preciosa a resposta, porque faz todo sentido sobre o programa de hoje, né, Mariana? A gente parar, dar um passo atrás, analisar e não responder, seja por medo, seja por receio ou seja até por respeito próprio. E não eh não ter a intenção de causar aí, né, na internet. Tem muita gente que faz porque gosta de causar, né? E aí é importante a gente dar uma fazer uma autoanálise. Será que é isso mesmo que eu quero fazer ou estou sendo eh comandado por uma emoção que nem eu sei identificar? Não é? Agora 93. Bom, tá na hora de encerrar o programa. Quero agradecer demais a sua participação, a sua audiência. Importante conteúdo, gente, tá disponível já lá no YouTube. Você pode compartilhar com quem fizer sentido para você. E quero agradecer também as nossas convidadas. Isabela, obrigada pela sua participação, viu? Acho que o compartilhamento de informações é muito importante. Informação boa é informação compartilhada, mas a gente precisa dar uma segurada e uma chegada nas informações para ver se realmente faz sentido. Considerações finais, Isa, obrigada pela sua participação com a gente. Bom, quero agradecer. Obrigada. Obrigada papo. Acho que foi super legal. Eh, e bom, eu convidar todo mundo a comentar menos, a reagir menos. Uhum. a tentar pensar um pouco mais. Eu acho que tudo que a gente conseguir espaço para refletir é sempre bom. Maravilhosa. Gratidão, viu, por estar com a gente nesta manhã. Quero agradecer também a nossa psicóloga Mariana. Muito obrigada. Acho que foi assim um conteúdo muito rico, né? Aí você compartilhando informações com a gente e nos orientando de algo que é simples no nosso dia a dia, mas que se a gente para para analisar é bem complexo e traz sim o impacto na nossa saúde mental. Então, muito obrigada pela sua participação. Eu que agradeço, Rúbio. É um prazer estar aqui e eu convido a todos a refletir sobre isso, né? Mais do que ter acesso a essas informações, levar como reflexão do dia, né? como que eu me relaciono com essas informações, que eu acho que esse é o ponto chave, né? Não é só o que eu consumo, mas como eu me relaciono com aquilo que eu consumo, né? Faz sentido para mim? Quais impactos está tendo paraa minha vida? Esse tipo de reflexão faz com que a gente possivelmente faça pequenas mudanças, né, no nosso dia a dia, na nossa vida, que podem melhorar a nossa vida, nossa saúde mental, a nossa qualidade de vida e nossas relações, né? Então, acho que é bacana levar todo mundo a refletir um pouco sobre isso. Exatamente. Reflexão é sempre bom, gente. Quero agradecer você e vamos lá. Amanhã nós temos estúdio Câmara novamente a partir das 8 da manhã e nós vamos falar sobre a influência das tendências na sociedade, gente. Eh, rede social de novo, internet novamente, porque todos os dias surgem desafios, modas, hábitos e discursos que viralizam em poucos minutos, né? Mas por que tantas pessoas passam a experimentar comportamentos apenas porque eles ganharam destaque na internet? Tá vendo só como isso vai tomando conta do nosso dia a dia, da nossa vida e a gente precisa manejar? quando uma tendência é apenas um entretenimento e quando ela começa a influenciar escolhas reais, relações e até a forma como a gente enxerga o nosso mundo. Então, será que a gente tá fazendo escolhas próprias ou a gente tá seguindo movimentos que a gente nem percebe? Mais uma vez, a influência das tendências na sociedade, a nossa forma de agir no impulso e, na maioria das vezes de forma inconsciente. Vamos conversar sobre isso amanhã, a partir das 8 da manhã. Grande abraço para você. Uma ótima quinta-feira. Meio-dia tem Câmara Notícia com Gabriel Castro. Programação da TV Câmara Campinas segue sempre trazendo muito conteúdo importante, muitas curiosidades para você. Fique com a gente. Um grande abraço e até amanhã, se Deus quiser. Tchau, tchau. Gente, obrigada. Eu vou saindo aqui, tá bom? Não tô ouvindo vocês. Um beijo, foi um prazer. Ciao เ