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Conexão Cultural | 12ª Mostra Jazz Campinas
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Conexão Cultural | 12ª Mostra Jazz Campinas

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A Mostra Jazz Campinas, tradicional festival de jazz, e parte do calendário cultural da cidade, chegou em 2026 em sua 12a edição.

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[música] Conexão Cultural. Galera, a gente vai bater um papo, falar sobre amostra jazz bem interessante realizada aqui na cidade de Campinas. Conosco aqui o Artur Amaral, também conhecido como DJ Digão, vai bater um papo com a gente, é o curador da mostra JZ. Antes de mais nada, como vai? Tudo bem? Tudo bem. E você, André? Tudo bem, cara? Beleza. Como foi a mostra Jess que já é tradicional aqui em Campinas, reúne uma galera? Inclusive um amigo meu mandou mensagem para comparecer no domingo. Estava lá, [música] foi na na Carlos Gomes, né? Isso. A Mostra Jazz, ela encerrou agora dia 23, domingo agora, né? Teve início no dia 15. Essa foi a 12ª edição consecutiva, né? [música] Realizada desde 2015. E e foi bacana, bem bacana. Eu acho que dá para eh acho que foi um sucesso, né? Cada edição tem sido mais eh atraente pro público, mais falada, tem sido edições mais bem concluídas, bem produzidas, né? Eu acho que é isso. A cada ano que passa, cada a gente vai criando experiência, amadurecendo mais também desde a produção até até o palco, né? Até o relacionamento também com com o público e tudo mais. Então eu acho que essa edição foi, dá para dizer que foi a melhor de todas até agora, né? E a anterior é a melhor de todas e por assim vai, né? Bom, tô dando uma olhadinha aqui. Foi a 12ª [música] edição, né? O que que você pode falar desde o início? Como que foi a evolução? Como essa foi a melhor de todas, né? Como que Ah, teve muita coisa, 12 anos de de de festival, 12 anos de trabalho, muita coisa mudou, muita coisa [música] aconteceu, né? Eh, mas eu acho que são vários pontos muito importantes, inclusive eh, a questão da produção, né? Por em 2015 e eu criei e idealizei a amostra como, por isso que chama amostra e não Campinas Jazz Festival, né? Chama mostra Jazz Campinas. Por quê? Porque a ideia era mostrar os projetos eh de jazz que já existia na cidade e os espaços que eles aconteciam, né? Então, ah, toda segunda-feira tinha jazz numa casa ali, toda terça numa outra casa e tal e tal. E aí eu fui juntando, né, cada dia em um lugar para mostrar essa cena. E aonde não tinha nada, eu criei, né, esse espaço. Então a gente foi para espaço público. Ah, vamos fazer na concha o encerramento, grande encerramento. Então desde 2015 já aconteceu esse grande encerramento na concha, né, com um apoio [música] assim de de infraestrutura, né, de som e tal, com na época com a prefeitura, né, hoje em dia é feito por emendas e impositivos vereadores e e a prefeitura continuou como institucional, né? E aí assim, naquela época eu fiz assim, foram s dias, eh, acho que foram 14, 10, 14 shows assim apenas. E já era uma coisa grande, né? Mas já perto do que a gente faz hoje em dia era bem pequen hoje tomou uma proporção que você imaginava ou não? Essa edição foram dias e 40 39 atrações, 29 shows, né? [música] Nossa, é bastante, é bastante coisa, né? assim, e os projetos, é lógico que é o que eu falo, a gente sempre vai realizar o festival de acordo com o o o que define o tamanho do festival é o recurso. Então, se a gente tem muito recurso, a gente faz muita coisa. Se a gente tem pouco recurso, a gente faz menos coisa, mas a gente sempre vai fazer de acordo com aquilo, né? Então é isso que eu ia falar lá em 2015, quando eu fiz essa primeira edição, eu tava meio que assim, fiz sozinho, tá? Eu sou designer gráfico, eu sou fotógrafo, eu trabalho com, [música] eu sei fazer uma, um release de imprensa, sei falar com a imprensa também e tal. Então eu fiz tudo e aí chegou um ponto que inclusive até carreguei caixa de som, montei som, passei som, fet, só que assim, bati escanteio e cabeceando. Exatamente. Só que aí chegou ao final disso, eu falei: "Não, não dá conta, não tem condição, isso é uma loucura". E o tamanho demanda do público, assim, a brocura foi tão grande, tão surpreendente. Já na primeira [música] edição que eu falei: "Bom, vamos tem espaço, né?" Então, na segunda edição já dobrei a programação e aí já tinha um fotógrafo junto comigo, já tinha uma assessora de imprensa, [música] já tinha alguns técnicos de mais estrutura, já tinha comecei a a trazer os amigos, parceiros, profissionais que trabalham muito bem, cada um na sua área e fui fui criando uma rede assim de de produção, né? Não existe eh a a Zubido Cultural, qual é a produtora que eu que eu que eu criei para juridicamente e tal, para fazer todos esses eventos, além desses outros eventos que eu faço também. alguns permanentes [música] também na cidade. Eh, ela não é não é fixo, um grupo fixo de pessoas, né? São parceiros, cada um tem a sua trabalho. Aí tem alguns que tm até trabalhos fixos em outros lugares, mas a gente se junta para fazer projetos pontuais, né? Então, foi isso. A partir da primeira edição até assim até a pandemia, a coisa foi eh evoluindo bastante, mas ainda assim eu trabalhava muito de graça. Eh, na verdade ele acaba até botando dinheiro, né? É, você não recebe e você recebe, sei lá, R$ 200 aqui, 200 ali e você [música] passa meses trabalhando e dedica seu tempo, deixa de fazer, acaba ponder, é, é carro para lá, gasolina para cá, [música] não sei o que, não sei o que, come, aí você acaba investindo, né? Então, é a partir da sétima edição, eu virei, falei: "A coisa, eu não quero deixar de fazer. Eh, o público gosta muito, os músicos gostam muito, porque não se tem muitos espaços disponíveis para esse tipo de de estilo [música] musical que não é comercial, né? E tem muitos músicos querendo tocar e a gente gosta e tem muita gente que gosta de ouvir também. Então assim, vai continuar, mas precisa desse jeito não dá, né? Porque é o meu trabalho, o trabalho das pessoas, né? O trabalho dos músicos, né? Então assim, até aquele ponto, aonde era show em espaço público, a gente não tinha remuneração, que você não não se cobra, né? Isso é entrada no espaço público, porque é grátis. A gente só tinha remuneração quando as bandas iam tocar em bares e casos de shows dentro da da programação. Então era sempre dava essa opção, né, pras bandas. Fala, tem essas [roncando] duas opções. Qual que você prefere? O espaço público, a gente vai conseguir o som, vai conseguir uma luz e vai ter público e tal, mas, né, dinheiro mesmo não vai ter. Então as bandas mais numerosas acabavam indo pro espaço público, entendeu? Porque eles preferiam também, porque já que eles não vão ganhar muito bem também no bar, eles vão, pelo menos eles vão ter uma estrutura legal e um público grande. Porém, a partir da sexta, sétima edição, eh, eu falei: "Não, isso a gente não vai não vai fazer mais. Isso, isso não não tem sentido, não tem cabimento, né? É o trabalho da gente, é o nosso ofício. [música] Eh, não dá para ficar vivendo nessa de vamos trabalhar para se divulgar, para se divulgar. a gente já tá divulgado, a gente tem que ser remunerado pelo nosso trabalho, porque senão a gente não vai pagar as contas, né? E é um bom trabalho, é um trabalho bem grande, né? Então assim, eh, a partir daquele ponto eu falei: "Ninguém mais vai trabalhar de grasa, nem eu, nem ninguém". Então, a a eh teve a a edição, a sexta edição foi a foi pandemia, primeiro ano de pandemia, então ela foi toda realizada remota, online, né? cada um na sua casa e eu retransmitindo foi um momento atípico, né, cara? Atípico, mas foi feito, foi feito muita vaquinha também online. Então os músicos ganharam pouco, mas ganharam, todo mundo ganhou alguma coisinha. Aí a sétima edição a gente ganhou um pro que é o único até agora, um proakord de blanc. E aí foi feito, então, 58 profissionais foram [música] remunerados decentemente. A gente alugou equipamentos, a gente fez uma [música] transmissão super bacana do espaço Centro Cultural Casarão lá em Barão, tinha dois palcos simultâneos, não tinha [música] público, né, porque ainda era era o fim da pandemia ali, mas assim, a gente só trabalhava os músicos, filmava os músicos transmitiam, né? Então foi bem bacana. Já a partir dali, eh, cada ano a gente foi buscando maneiras de da coisa acontecer e remunerar toda essa pessoal, né, porque é bastante gente, né? E então assim, o ano seguinte, por exemplo, ainda não tinha essa coisa da emenda positiva. Então a prefeitura, a secretaria de cultura, entrava com dinheiro para certos projetos e a mostra para eles tinham tem uma certa representação e eles entraram com contratções artísticas, entraram com infestrutura, foi uma das maiores investimentos de parte de prefeitura foi em 2022, na oitava edição. Eh, oitava, é oitava. Porém, no ano seguinte já entrou esse período de reeleição. P p pá, já, né? Não tem verba pra cultura, tal, não sei o quê. aconteceu então da já começar a direcionar as coisas pros vereadores. Então a gente foi a partir daí com apoio com os vereadores, no caso já já tava o o Gustavo Peta já tava apoiando e aí a gente dessa maneira [música] conseguia eh remunerar a infraestrutura, que é uma das partes caras, né, do do festival, que é som, luz, palco, gerador, banheiro químico, tenda, toda essa parte aqui, né? Então, sem esse apoio, a gente não ia conseguir pro espaço público assim, dessa maneira não ia dar, né? E aí o como é que a gente remunera os artistas que [música] estão no espaço público, né? A gente conta com o apoio dos pequenos empresas, pequenos comerciantes que vão estar lá comercializando. A gente faz uma divisão entre eles e a gente consegue remunerar os artistas que estão lá, né? Esse ano a gente contou com 148 músicos, nossa, dentro desse projeto porque é um número expressivo, né? É bastante. O ano passado foi bem parecido também, acho que foi 146 e tal, mas eh contando todos os músicos assim, é lógico que tem alguns que se repetem, mas normal, né? Mas são poucos, né? Eu não fiz essa conta ainda, mas assim, mas é um número significativo, um número importante ainda. É, você contar o número de atuantes, né, de de músicos no palco passaram 148 músicos, né? E tem a Big Band, que são 20 [música] músicos aqui na concha, né, e tal. Então é isso, foram 58 músicos remunerados. Mesmo se ele tocou duas vezes, ele foi remunerado duas vezes porque ele fez dois duas visitações. [música] E a gente tá justamente aqui na concha acústica, que é um um lugar bem bem bacana, né? Com uma energia incrível, uma atmosfera diferente, né? Como que é para você, não é? Tá aqui os shows, enfim, aqui é diferente mesmo. É uma é é uma pegada que você sente eh diferente. Como que é isso aqui? Ah, a concha é um é um dos espaços para apresentação pública [música] aberto principais da cidade, né? Não tem outro espaço assim pensado para uma apresentação, né? E aberto ao público assim, dessa maneira assim. Não tem, né? A gente tem teatros, tá? 700 lugares que nem o Castes, né? Qual capacidade aqui? Aqui é 2800 pessoas sentados. É bastante. Então assim, a Sinfônica faz muita coisa aqui. A sinfônica agora tá mais lá no centro de convivência que cabe mais, cabe acho que umas 4, 5.000 pessoas. Mas aqui é a o centro de convivência ficou muitos anos fechado, né? Então aqui sempre foi um espaço muito importante, um dos principais, diria, aqui da cidade, muito antigo inclusive. E é um espaço que ele é especial, eu acho ele mais especial ainda. O centro de convivência ele é especial porque ele é muito central, né? Tá muito no centro da cidade, mas aqui eu acho muito especial por causa disso. Ele tá no meio da natureza, falta das árvores, [música] né? É, a gente tem muita sombra, então a gente consegue fazer uma programação, começa [música] mais final de tarde, assim, aquele clima fim de tarde, é um espaço bem gostoso, né? E a concha, ela tem um um poderio acústico também. A gente percebe isso, né? A gente já fez som com as mesmas caixas de som que a [música] gente fez em praça pública, a gente fez aqui e a gente percebe que aqui vai mais longe, né? E ela tem essa dinâmica ali em cima a gente consegue ter o pessoal da da alimentação, né? E aqui fica, então dá para curtir um evento bacana, né? É um evento bem legal. E aqui é o único espaço que a gente pode colocar bandas numerosas, eh, sem ter um palco muito grande, porque ela já é uma concha, já é um palco grande. Ali cabem 20 músicos tranquilamente, né? Que é o caso das Big Bands, que sempre estão presente na Campinas jaz Big Band, sempre tá presente na na MA jaz faz muitos anos já. Eh, porque é a nossa big band jais, big band, né, de Campinas, né? São 20 músicos daqui e aqui ela comporta bem, inclusive aqui já comportou muitas vezes, às vezes comporta ainda a a sinfônica, só que eles fazem uma extensão do palfônica, que a sinfônica também são é quase o dobro, né? Mas a gente já trouxe na MAJ a orquestra eh sinfônica de Valinhos, a ja sinfônica de Valinhos, que eram quase 30 músicos. Foi bem bonito também, né? Bom, vamos lá, Artur, pra gente falar também bastante aí sobre é esse ano, né? Como foram os shows, quais você poderia falar pra gente aqui no Conexão Cultural? Estamos falando sobre amostra Jazz também. Agora falar um pouquinho mais sobre 2026 que foi realmente bem bacana. Você inclusive, claro que participou, né? Sim, sim. Tem que participar antes, [risadas] durante e ainda agora, né? Porque tem toda a pós-produção, tem todo fechamento. Mas eu digo como DJ também tava lá. DJ eu fiz esse ano eu fiz só uma abertura que é um trabalho meio de anfitrião mesmo assim que é lá na primeira apresentação do primeiro dia, no dia 15 na Praça do Valpáto, fazendo a discotecagem, recebendo público, né, e tal. E e também é é é um lugar ali como a primeira assim, é um lugar que às vezes pode acontecer de não se apresentar inteiro porque tá resolvendo alguma coisa ainda [música] de som, alguma coisa de estrutura. Então se isso acontecer é comigo mesmo, tudo bem, não tem problema, né? E no caso esse ano teve ventou muito nesse horário, nesse horário de manhã ventou muito. E como a gente usa disco de vinil, falei: "Eu não vou conseguir me apresentar, né? Porque o disco não não para, a agulha não para". Então eu deixei uma playlist de MP3 mesmo e foi ali foi, né, recebendo os músicos e o público e tal. Mas eh ainda bem que foi comigo, porque depois aconteceu mais nada. O vento, o tempo, aliás, as condições climáticas foram muito boas pra gente [música] esse ano. A gente não teve muito frio, a gente não teve chuva, a gente não teve muito vento. Ah, faz toda a diferença, né? O vento foi só ali depois. Então a gente teve muito público, a gente a praça do Valpátoro é uma praça em Barão Geral do central ali, uma praça plana, com muitas árvores e tal que a gente faz, tem feito muitos festivais lá, inclusive carnaval acontece algumas os blocos se apresentam lá também, os fixos e tal, as matinês. [música] E aí, desde 2017 numa edição da MA Jazz que a gente estava com uma gestão da da secretaria de cultura que sei, não tinha verba para apoio, nada, nem licitação, nem infraestrutura e aí não ia ter como eu vir pra concha, porque não ia ter [música] a licitação para isso. E e assim, se a gente ver entrando no particular, né, vamos contratar direto o som para [música] um tamanho desse, é muito caro, a gente não consegue levantar essa grana. Então aqui para vir pra concha acústica, para montar palco em praça, a gente só consegue com apoio, né? Naquela época era apoio direto com a secretaria de cultura e agora é apoio via emenda positiva de vereador. Naquela época a gente não tinha nada, não tava rolando nada. Então eu peguei e fui para essa praça adorval pátaro. A gente montou uma lona, botou uma lona no chão, botou um PA de um amigo, né, da época que tinha um PA. e uma coisa bem assim simples. E a gente fez um show, cinco shows ali na praça e veio uma multidão assim, foi muita gente, muito mais do que imaginava. Desde ali, então eu mantenho a Praça do Valpátero dentro da programação. Inclusive é onde faz a Zumbida, a gente realiza outros festivais, né? como o Festival de Choro em abril, o Festival de Blues em maio com parceria com a Blue Chama, a gente faz em junho o festival de inverno, né? Aí tem a abertura da Mostra Jazz, é são dois [música] dias, né? No caso foi 15 16 abrindo lá na Valter. E agora já dia 12 de setembro a gente tem o festival da cerveja de Barão Geraldo, que a cervejaria de Barão, porque não sei se você sabe, mas a cervejaria Barão Geraldo concentram, são tem oito cervejarias Barão Geraldo. Cervejarias certeza não é cervejeiro que você falou de blusa, ó, meu amigo aqui, o repórter cinematográfico Antônio Junqueira é apaixonado, viu? É, mas blusa é ótimo. Blusa é o início da coisa. É com ele mesmo, né, Junca? É essência. Se não tivesse blues, não tinha jazz, não tinha sou, não tinha rock, não tinha nada. É a base de tudo, né? Exato. E aí a gente já faz esse esse festival que foi a convite da das cervejarias e aí depois tem o festival de samba também em outubro. E aí o que acontece, essa praça ela é muito significativa também, né? Então assim, ah, depois que a gente foi para aquela praça pura, uma necessidade assim de de estrutural, né, de de produção, aí a gente não largou mais ela, né? E é uma praça muito muito muito bacana, muito bem frequentada e tal. Então assim, lá a gente teve eh na no abertura no dia 15 de de agosto, aproximadamente 5.000 pessoas assim. Puxa vida. E e no domingo por aí também, né? Aí aqui na concha e a gente teve mais ou menos umas 1000 pessoas porque esse ano [música] a gente fez de sexta, normalmente a gente faz o encerramento na concha no domingo. O público prestigia, então, né, Artur? Precigia, acompanha, acompanha. Vá estavam tudo cheio. Carlos Gomes foi uma média de 2500 pessoas por dia, mais ou menos. Então [música] a gente chegou aí às 10.000 pessoas ao longo desses dias que a gente tá fica no Cambuí, né? A Carlos Gomes, né? A Carlos Gomes fica é Cambui Centro, né? É do lado da prefeitura ali na irmã Serafina antes de virar Anchieta, né? É uma praça também super tradicional, uma das mais antigas, que tem um coreto bem bonito, bem antigo ali. E nesse coreto a gente fez 12 apresentações em dois dias, né? Então foi bem bacana, né? É isso. Caraca, quanta história aqui com o Artur. Realmente sensacional e vida longa aí pra mostra Jess. Quais são suas considerações finais pra galera que está acompanhando, assistindo ao Conexão Cultural e Curte? Você falou aí de blues jazz também falou de samba aí. Eu adoro aí realmente [música] é a é a minha praia. Quais são suas considerações finais aqui no Conexão Cultural, Artur? É, eu acho que assim, todo o trabalho da que eu faço com os esses meus parceiros, né, essas parcerias todas aí pela Zumbido Cultural, produtora da Made, produtora de outros projetos, produtora desses festivais que eu que eu citei aqui também que acontece ao longo do ano, regulares dentro da agenda. Eu acho que a proposta é sempre, né, da gente é trabalhar com uma música autêntica. Boa. Por que autêntica? Eh, porque ela não foi feita como um inlatado comercial pela indústria cultural. Ela não é feita pensando no business, pensando [música] em retorno financeiro. Ela é feita com sinceridade, ela é feita com uma intenção.É, o jazz, o jazz ele é considerado hoje uma coisa elitista, uma coisa da, sei lá, da sociedade, alta sociedade. Porém, não tem nada a ver isso. O Jazz ele é o jazz ele veio do Blues, né? Ele veio lá dos povos que foram violentamente roubados, né, levados do da África para os Estados Unidos [música] pelos europeus ali naquela época insana da humanidade. E ali, né, em surgiu blues da do de um lamento dos escravos, um canto de lamento, né, de quanto eles trabalhavam. E dali com, lógico, o jazz já foi um pouco mais misturado com outras influências de outros de outros lugares e tal, até um pouco de influência europeia também, aquela mistura toda missigenação, a a a diversidade cultural, né, acaba que criando outras coisas. Dali veio o jazz. E o jazz, então ele tem uma origem pobre, é uma origem preta, uma origem de um povo sofrido, entendeu? de de escravizado [música] e pós-escravizado vem do geto, vem de uma de uma manifestação de liberdade, um grito de liberdade, entendeu? Então assim, o jazz não tem nada de sofisticado, o jazz é autêntico. E a ideia da Mostra Jazz para cada edição e é futuramente para pra frente é sempre ir ocupar mais espaços públicos e ter mais pretos e mulheres envolvidos na programação fazendo [música] jazz. Valeu, Artur. Obrigado. Valeu, André. Obrigado você. Tamamos junto. Bom pessoal, vamos para um intervalo e na sequência a gente volta com mais aqui no Conexão Cultural. Até já. [música] [música] [música] He. [música] [música] [música] [aplausos] [música] Bom, é isso aí, pessoal. Estamos de volta aqui no Conexão Cultural falando sobre amostra jazz Campinas. Pois é, esse evento que foi um sucesso, né? Inclusive estou aqui com o Ricardo, que é violinista, violeiro, compositor, vai bater um papo com a gente porque ele participou, se apresentou. E aí, tudo bem, Ricardo? Beleza, tudo em ordem? Tudo bem, André? Tudo em ordem. Obrigado pela pelo espaço pra gente poder falar sobre amostra nessa edição. E foi um sucesso, né? Foi um sucesso. A amostra vem crescendo a cada ano e ocupou dois espaços públicos nessa edição, né, que é a Concha cústica, o Taquaral, auditório Betoven e também a Praça do Valpátaro em Barão Geraldo, uma programação extensiva assim, né, aos fins de semana. E durante a semana, entre esses dois finais de semana, nós tivemos programação em outros locais da cidade e aqui em Barão Geraldo, Pavão Cultural, que recebeu a nossa apresentação. Boa. E você, obviamente, se apresentou onde? Eu me apresentei aqui no Pavão Cultural. Opa, que legal, né? No Instituto Pavão Cultural. Então, no lugar certo. Exatamente. Apresentação. Ontem eu tava na na Você falou que teve no Taquaral, na Concha cústica, né? Sim, sim. É, é. A gente gravou lá também com o organizador, o curador, né? Sim. O Artur. O Artur. Sim. O Artur tem feito um trabalho perseverante ao longo dos anos, né? É a 12ª edição e vem crescendo, né? com atrações de diferentes vertentes do que pode se enquadrar numa programação hoje de jazz, dita de jazz, né? Eh, o jazz é uma palavra, quer dizer, é um gênero que acabou acolhendo outros subgêneros, digamos assim, eh que contempla World Music, contempla a música instrumental brasileira, o blues também, né? Eh, várias vertentes seguindo as tendências globais, né? Globais. Exatamente. Então o meu trabalho, qual que é o estilo assim o do jazz pro pessoal que queira conhecer um pouco mais e talvez ainda não conheça tanto? Então André, a gente tem, a gente pode chamar do jazz mainstream, que é a corrente principal, né? Traduzindo ao pé da letra, que é uma tradição que vem uma uma tradição estadounidense, né, da cultura estadunidense, mas que que a principal característica dizer são muitas características importantes, uma delas é essa fusão, né, da música afrodiaspórica, colocada naquele país, eh, em contato com com uma cultura local e com as outras influências, né? Então isso permitiu assim, pulando um arco grande de tempo, uma grande liberdade eh na nas performances onde existe um espaço sempre a improvisação, né? Boa. Inclusive eu vou pedir já para você se apresentar aqui pra gente no Conexão Cultural, né? Prazer. prazer para bater um papo e também mostrar um pouco do som, porque tô dando uma olhadinha aqui no seu currículo, Ricardo. É realmente impressionante, né? Como eu disse, violinista, violeiro, contrabaixista, arranjador, compositor, atua principalmente nas músicas popular e instrumental brasileiras, tendo participado aí de produções importantes, integrou o grupo Anima de 2001 a 2008, né? Tô aqui com o seu currículo completinho. Aí se apresentou inclusive em vários países, né? no Brasil inteiro praticamente também em vários países. Fale um pouco mais sobre sua carreira. É, a essa altura do campeonato eu sou um músico já, digamos, experiente bastante, né? Eu comecei muito cedo a tocar, mas em Campinas eu cheguei em 84 e desde lá eu participei de diversas formações e diferentes áreas assim da música, né? diferentes gêneros, estilos, se preferir. Eh, mas eu sempre realmente estive mais voltado à música popular, só que dentro dessa música popular eu integrei, como você disse, o grupo que foi um grupo que recebeu um prêmio dentro da da alguns prêmios, né, como um grupo de câmara, né? Então, eh, o grupo conquistou prêmios nacionais. Isso permitiu, inclusive, que a gente fosse eh convidado a participar de séries e de programações fora do Brasil também, né? Com esse grupo nós percorremos todo o Brasil. Uruguai, Paraguai, Bolívia, Colômbia, México, Canadá, isso, Estados Unidos, né? Você também teve uma uma passagem pelo Japão, né? Apresentou arranjos, composições. Sim. Eh, esse trabalho, esses outros trabalhos, essa primeira leva que você disse aí na América Latina, né, e também Estados Unidos, e Canadá, foi foram todas turnês com o grupo foram algumas turnês, né, eh, principalmente pros Estados Unidos, o grupo tinha acabado de ser premiado, então isso deu visibilidade e nós conseguimos encaixar algumas coisas. Eh, na Europa e no Japão foram trabalhos distintos, né? Então, na Europa, eu acompanhei a cantora Isabel Padovani, que é uma cantora também premiada, né? Ela ganhou aquele prêmio Visa, que era um prêmio muito importante na música popular brasileira. E pro Japão eu fui eh convite da Orquestra Sinfônica, né, para apresentar com grupos menores. Então, foram duas viagens eh na companhia do então do saudoso maestro Benito Juarez, que é uma figura muito importante pra cultura e pra música na cidade, uma grande é então o cara que fez a diferença aqui, né? Faz muita falta, né? E na volta de uma dessas turnês, na segunda turnê, que eu tinha escrito os arranjos, também toquei contra baixo ao longo das apresentações, ele me convidou para escrever para orquestra sinfônica, eh, o que eu fiz por três temporadas, né, consecutivas e e isso realmente foi um divisor de águas para mim. Isso acabou abrindo outras portas para permitir que eu continuasse fazendo esse trabalho com música popular, mas em contato com outras vertentes. Homem viajou o mundo inteiro, hein? É, então a é uma é um presente que a música me proporcionou e o pessoal em casa deve estar perguntando: "Mas o André não vai pedir, não é, pro Ricardo se apresentar um pouquinho, fazer uma apresentação exclusiva aqui no Conexão Cultural. Bora lá. Você vai começar com violão, com a viola, com violão, né? tocar uma com violão. Enquanto nós conversávamos aqui, eu tava imaginando que eu poderia tocar, né? É. E o que que você imaginou? É, então eu imaginei alguma coisa que tivesse no repertório, já que a gente tá fazendo isso em cima da amostra jazz, né? Eu falei do jazz mainstream, que é essa corrente principal, porém a música que eu toco, que eu componho e normalmente os arranjos que eu faço são muito voltados à música brasileira ou a música latino-americana mesmo, né? Então, foi o que eu apresentei aqui, um repertório autoral, músicas minhas, né, arranjadas para um formato de quarteto com grandes parceiros, grandes músicos e eu vou tocar uma delas aqui que é o Manu Zé. Mano Zé. Bora lá então. [música] [música] [música] [música] [música] เฮ [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] Aê, quanta habilidade, hein? Começou cedo. Eu comecei cedo. Cedo. Eu tive a sorte de ter um irmão mais velho que tocava violão, autodidata completamente. Ele tocava Beatles, né? Os incríveis, coisas da época que ele ouvia, que ele curtia, tirava tudo de ouvido e eu ficava na cola. Nós temos uma diferença grande de idade. Eh, sou de Marília. E quando ele veio para São Paulo, né, ele saiu de Marília, ele foi fazer policola politécnica de engenharia e e aí cada vez menos voltando para Marília, eu tive que começar a me virar sozinho, né, porque eu não podia ficar esperando, não ficava ansioso em aprender novas músicas. Segui um tempo sozinho e depois eu tive aulas com com o maestro lá, tal, e aí aprendi a a música escrita, né, leitura musical e assim foi o início. Boa. E antes da gente começar aqui, né, conversar, você diz que Campinas é muito importante pra revelação de novos talentos na música, fomentando a cultura. Sim. Como é isso? É, Campinas eu acho que tem uma grande vocação, acredito eu, pra música, né? Vamos lembrar que Antônio Carlos Gomes é campineiro, né? Ele é de Campinas, então é um grande compositor, claro, de um tempo passado, mas isso já aponta uma certa vocação da cidade desde outrora. Eh, Campinas também recebeu, além do curso de música, de música clássica, de música erudita, né, onde tem os cursos de composição, de regência, de instrumentos, de orquestra, em 89 foi criado o departamento de música popular, né, e foi o primeiro curso, eh, de uma universidade pública, né, oficial, curso abrigando, acolhendo a música popular. Pois bem, isso acabou atraindo muitos músicos, inclusive de outros outras cidades, outras regiões, outros estados. Eh, e isso acho que eh concentrou os esforços, né? Quer dizer, concentrou eh muitos encontros, né? Isso permitiu a formação de de muitos músicos, acabou sendo um celeiro, né, de que reuniu jovens músicos em formação e que músicos que hoje estão já em destaque nacional, né? Então é uma é uma coisa muito interessante. É a amostra jazz recebeu não apenas músicos que estão ou já estiveram ligados à Unicamp, né? Mas uma coisa interessante que a amostra traz, eh, são os espaços, né, que se abrem para muitos músicos da cidade, né, de diferentes com diferentes conexões de diferentes meios, nichos musicais, né, como eu disse, como é um gênero que com que abriga, que acolhe outros gêneros também, então isso permite que o pessoal que do choro ou do samba ou do blues ou da música Música instrumental brasileira mesmo. Todas você consegue dar uma palinha, samba show ou não. Especialidade é o jazz mesmo. Não é a música popular brasileira, né? É assim, eu já acompanhei e acompanho, mas o Jess também domina para caramba. Agora o samba, por exemplo, já não é muito a sua praia. Então, olha só, eu adoro samba, eu agu adoro tocar samba, né? E eu já acompanhei cantores dentro dessa esfera da MPB, que é outra outro tema que é bastante abrangente, né, que acolha inclusive o samba, né? E alguns desses cantores tinham no seu repertório vários sambas, né? Então a gente, por exemplo, eu me lembro, eu sou um pouquinho mais velho que você, mas, por exemplo, Eliss Gina, né, que é uma grande cantora, icônica cantora e tal, eh, o grupo dela, liderado pelo César Camargo Mariano, era um grupo que se apresentava em grandes, maiores festivais de jazz do mundo. Por exemplo, tem um show ontológico em Montrou que foi registrado, existem vídeos, existe um álbum, né, eh, e tem um monte de samba lá. É, né? Mas tocado dessa maneira, com liberdade e com espaço para improvisação. Quer dizer, é uma coisa já uma fusão de estilos, né? Uma fusão de gêneros. Bom, bora também. Ah, sim. Se apresentar com a viola, né? Então, a viola, fazer um jazz aí também. Então, na verdade assim, a viola é um instrumento que tem um vocabulário próprio, né? Isso que eu ia perguntar. vocabulário, um repertório, ele é muito identificado com a cultura popular, uma o Brasil profundo, né? Tá presente nas modas de viola, a primeira manifestação, que é uma delícia também, diga-se de passagem, né? Sim, né? A primeira manifestação genuinamente brasileira que a gente tem de música, né? eh contemplava a viola caipira, que é um instrumento que foi trazida pelos portugueses já desde os jesuítas, que que usavam como instrumento de catequização, né? E e encontro com a cultura e com a musicalidade indígena, eh, entre outras aproximações, né? Eh, nós temos o catira, que é uma dança que que é uma dança, né, que é recortada por viola e eventualmente por canto também, mas que tem o bate-palmas e bate-pés sapateado também, né? Então é muito interessante. Eu não domino nada disso. Eu sou um violeiro urbano, digamos assim. Bora lá então, Ricardo. Que que você preparou pra gente aí? Que que você imaginou? Como você disse que eu confesso, é, eu confesso tava pensando durante a entrevista. [risadas] Eu tava pensando, aí eu pensei no violão, mas na viola eu, então a a viola eu não usei como, eu usei em outras músicas, né? E eu precisaria das dos meus parceiros para tocar isso que você tá falando dessa coisa mais jazística aqui. Talvez eu pudesse mostrar alguma coisa, sei lá, alguma coisa alternativa. Vou chamar assim. Vamos lá. Vamos lá. Tá aberto o espaço. [música] [música] [música] [música] [música] เฮ [música] [música] [música] Muito bom, hein? [música] Muito bom. Parabéns. And obrigado, André. Ô, sensacional, cara. Bom, pra gente então finalizar. Pois sim. Qual o recado aí pra galera que está conosco assistindo? Eu aproveito e fala onde você costuma se apresentar também. Às vezes alguém, pô, nossa, que legal, Ricardo, tal. Quero quero acompanhar um show, uma apresentação. Sim. É, então eu vou eu vou deixar tomar um suquinho de laranja que é bom também, né? Muito bom também, né? Eh, Barão Geral no lugar que tem vários locais, né, de apresentação. Temos em Souzas também a Rebeca Cultural. Eh, eh, eu acho que fica interessante eu deixar o meu Insta, né, que é meu canal de divulgação de de quando tem apresentação assim, que é o Max Mats Ricardo, tudo junto. Boa, né? Eh, então você me me encontra encontra lá lá e e tem eu sempre tô divulgando a as os eventos que a gente participa. Valeu, super prazer em conhecê-lo, viu? Parabéns pelo trabalho que show de bola. Parabéns também. Obrigado pelo espaço. Vida longa, mostra Jess. Boa. É isso aí. Valeu, galerinha. Até a próxima aqui no Conexão Cultural. [música] เฮ [música] [música] [música] [música] เ
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