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Conexão Cultural, galerinha. E aí, beleza? Olha, vamos falar sobre um assunto bem legal. Clube Capitolinas. Pois é, foi criado em 2024 pela escritora Mila Nascimento. O clube surgiu com a proposta aí de fortalecer a presença das mulheres no universo literário. Conosco está Mila Nascimento. E aí, tudo bem? Tudo bem? Tudo joia. Obrigado pela oportunidade. Beleza. Obrigado vocês por participarem conosco aqui do Conexão Cultural para contar um pouquinho sobre o clube, como surgiu, como que veio essa ideia aí. Conta pra gente, por favor, Mila. Bom, o Clube Capitolinas nasceu de um desejo pessoal de conversar com mulheres eh sobre inúmeras formas de violência que a gente sofre. Então, o clube nasceu com esse propósito. Eu queria conversar com essas mulheres e como fazer isso? Usando a arte. Então, eu entendi que a literatura era uma forma de sensibilizar essas mulheres a começar a enxergar as diversas formas de violência que elas sofriam. Eu sou sobrevivente de violência doméstica grave e a literatura, tanto a escrita quanto a leitura, foram locais onde eu encontrei bastante ã acolhimento. Então eu queria também transmitir isso paraas outras mulheres. E aí ele nasce como um clube do livro inicialmente, né? E depois a gente foi expandindo para diversas áreas aí de atuação, sempre como com a literatura no foco das ações principais. com o lema ninguém pode parar uma mulher que lê. O coletivo reúne leitoras também, escritoras aí de diferentes regiões do país. Então, quer dizer, a gente do tem um monte de Brasil inteiro, tem Rio de Janeiro, tem Minas Gerais, tem pessoal do Sul, interior de São Paulo, tínhamos uma uma pessoa que participava que tava morando na Itália, agora ela já tá no Brasil. Então, a gente tinha até uma membra internacional, né, um tempo atrás, mas a gente eh reúne muita gente, vários tipos de de atuação profissional também, é bem diverso. E várias idades, isso é muito interessante porque a gente tem membro de inclusive depois a gente vai conversar com a sua filha, né? Então quer dizer, são várias idades mesmo que também tá, você é médica? Eu sou médica. Eu sou médica e ela também tava me contando que ela tá fazendo faculdade de medicina. É boa, bacana. A gente tem membros de 15 anos e até 89 anos. Então isso é muito legal, é muito diverso, não tem limite. E é gostosa essa troca, né, de experiências e de vivências, porque às vezes a gente que tá aí batalhando pelas mudanças a a favor das mulheres, a gente ouve as mais sábias, as mais experiências, fala: "Olha, fica tranquila, a gente já conseguiu bastante coisa, não desiste." Então essa troca é muito interessante. Bom, tô dando uma olhadinha aqui. É, a ideia foi e sua quando assim, exatamente quando que você falou puxa vida, agora essa parte Isabela poderia contar bem melhor do que eu, inclusive que ela tava tava mais envolvida com isso. Não, na verdade ela foi a primeira pessoa para quem eu falei. Ah, depois quando você for conversar com ela, ela vai te contar. Eh, como eu te falei, né, eu tava, eu sobrevivia um episódio de violência doméstica muito grave, eu tive minha coluna quebrada e quando eu saí daquele relacionamento, eu comecei a enxergar várias outras violências que já estavam existindo há um tempo atrás. E eu falei assim, ninguém, nenhuma relação acaba numa coluna quebrada, num soco no olho. São várias outras coisas muito pequenas que culminam muitas vezes num num episódio maior. E aí eu falei: "Bom, eu preciso falar com essas mulheres porque quando aconteceu tudo, eu fiz duas promessas. Eu prometi para mim mesma que nenhuma outra mulher ia passar pelo que eu passei e que eu ia proteger o coração dos meus três filhos. Então, quando eu decidi que nenhuma outra mulher ia passar pelo que eu passei, teve vezes que eu separei briga na rua, sabe? Umas coisas fi, gente, isso aí não vai dar certo, vai dar o maior, vai dar errado. Eu falei, eu preciso criar uma estratégia para conversar com mulheres sobre violências. E é muito interessante porque eu sendo médica, por exemplo, fui fazer trabalho voluntário em algumas ONGs e as pessoas falam: "Nossa, mas a senhora é médica?" Falei: "Não, eu sou mulher antes de qualquer coisa". Então, por um lado, o fato de ser médica me abriu portas para conversar com mais mulheres e isso foi muito significativo para mim, entendeu? Então, é esse o desejo, é de proteger mulheres, de esclarecer sobre violência, de fazer com que elas acendam ali o alerta e tudo isso por meio do livro. Isso é muito legal. Pois é. Eh, você tava falando inclusive que a ideia não é trazer aspectos, né, teóricos com relação ao feminismo, né, mas sim propor aí pensamentos, reflexões, não é, estratégias de sobrevivência em meio às dificuldades, né? Exatamente. Quando a gente pensou em criar o clube, muita gente perguntou: "Ah, mas vocês vão ler as teóricas do feminismo?" Eu falei: "Não, a ideia é pegar um livro, por exemplo, a gente leu tudo é rida Cala Madeira". E aí naquela história, como é que é o comportamento de uma personagem, como é o comportamento do outro? E aí a gente começa a identificar coisas na nossa vida, porque a arte ela tem esse papel de aproximar, né? a gente se identifica com a personagem e dessa forma fala: "Pera aí, isso aqui tá acontecendo comigo, isso aqui tá acontecendo com a minha vizinha, isso aqui". Entendeu? Então acho ela dá essa possibilidade para que a gente sinta que tem alguma coisa errada, se conecte com aquilo e a partir disso a gente gera uma transformação de comportamento, entendeu? É um clube da leitura super interessante que eh imagino que esteja traindo cada vez mais mulheres aí, né? A gente tem atual, você percebe isso ao longo do tempo e porque a gente a gente começou como os encontros só para falar dos livros, eles permanecem, a gente continua fazendo isso, né? E já contamos com a presença de escritores junto com a gente. Então a Betânia Pires, né, vencedora do prêmio Sesco, vencedora do prêmio Jabuti, esteve conosco, Francisco Azevedo, né, autor de Arroz de Palma aí, um bestseller nacional esteve conosco, Aon Souza esteve conosco. E o que que acontece? Esses encontros, a gente além dos encontros do livro, nós estamos participando de vários eventos literários, enquanto coletivo. E aí, nessa participação as pessoas vêm, foi muito legal porque no começo a gente ia tava meio tímido, agora as pessoas, ai eu conheço vocês, eu sigo vocês, tal, como é que faz para fazer parte? Então a gente tá percebendo interesse muito grande para que as mulheres participem. E tem um aspecto muito importante do coletivo que é um dos pontos fundamentais de uma violência é o isolamento da vítima. As mulheres elas ficam isoladas, elas ficam isoladas da família muitas vezes porque elas não têm apoio, porque elas têm vergonha de contar o que tá acontecendo. O abusador começa a cercar essa mulher, não, não vai sair com fulano, entendeu? Então quando a gente tá dentro de um coletivo, a gente se fortalece, é, fica mais forte. a gente consegue contar o que tá acontecendo. Já aconteceram episódios como esse, por exemplo, de mulheres virem e falar: "Ó, tô passando por isso". E a gente conseguia ajudar, sabe? Então, e você percebe na prática essa ajuda, Milo? Percebo. A gente já teve casamento que acabou, ninguém tá a favor de destruir famílias aqui. Mas assim, eram situações abusivas que a gente conseguiu ajudar essa mulher a sair. Teve situações de relacionamento que foram transformadas. Teve situações de mudanças de atitude reais que a gente conseguiu perceber. E isso é muito significativo. Mulheres que há muito tempo queriam sair de uma determinada situação e não conseguiam e a partir do momento que entraram no coletivo se sentiram fortalecidas. Entendi. Bom, estamos conversando aqui com a Mila no Conexão Cultural. Você já deu uma palinha sobre isso, mas queria que falasse um pouco mais sobre o nome Capitolinas, né, que é uma homenagem. Gostaria que você entrasse um pouco mais nesse tema. Sim. Bom, Capitolinas vem de Capitu, que é uma homenagem a Capit, óbvio, não é aquela da novela, não, né? Não, a Captu é a uma personagem muito famosa, né, do Machado de Assis, Dom Casmurro, que é um dos meus livros preferidos da vida. Eu já li esse livro cinco vezes em diversas idades. Cinco vezes. Cinco vezes. Olha, eu já vi gente ler livro mais de uma vez, assim, duas vezes. Não, já li cinco. Não. E às vezes eu fico pensando, olha só, meu Deus do céu, eu li esse livro já faz, eu adoro ler também. Eu li esse livro já faz uns 10 anos. Puxa vida, vou ler de novo. Aí, mas você é outra pessoa. Não, não, não. Então, mas é o que eu vou falar. E aí eu vou ler e não lembro de 50, 60% do que tava no livro. Aí eu falo: "Puxa, valeu a pena mesmo ler de novo, né? Além da memória da história, a gente é outra pessoa a cada tempo da nossa vida. Então, por exemplo, eu li esse livro, a primeira vez eu tinha 12 anos." Aí depois eu li de novo com 16. Você lê com um outro olhar, com uma nova visão. Olha que interessante isso, gente. É verdade. Com uma nova experiência. você consegue enxergar outras coisas na história que você não enxergou antes. É, foi o meu caso mesmo, entendeu? Então, a Captu, que é o maior, né, mistério da literatura, é traiu ou não traiu o Bentinho, né? Então, a Captura, uma mulher que muito forte, muito poderosa e que criaram uma invenção. Eu sou a favor que ela não traiu e se ela traiu, o Bentinho mereceu. Mas assim, a ideia foi homenagear a personagem e o próprio nome Captu vem de caput, que é cabeça, inteligência do latim. Então, essa inteligência, esse essa sabedoria das mulheres que muitas vezes não é reconhecida. não é valorizada, né? Porque historicamente a gente é o quê? A gente é burra, a gente é louca, a gente não sabe votar, a entendeu? Então assim, essa inteligência feminina ela é muito poderosa. A gente é capaz de dar conta de 300.000 coisas ao mesmo tempo, se a gente não fosse inteligente, né? Então era uma é uma homenagem a isso, assim, essa cabeça, essa sabedoria no centro. Então, por isso o nome Capitolinas. Bom, e já já a gente vai conversar com a Isabela Leite, que é sua filha, né? Minha filha mais velha. E a gente vai conversar sobre a Flip, também sobre um selo. Queria que você desse uma palinha pro pessoal que está conosco, que vem aí no segundo bloco, que a gente vai conversar bastante a respeito disso no Conexão Cultural. A Flip é a maior festa literária do país, né? acontece em Parati e nós tivemos a grande felicidade de participar da Flip enquanto coletivo literário. Levamos mais de 20 autoras, mulheres. Nós montamos uma casa na participação junto com outros dois coletivos, o coletivo Neomarginais e o coletivo Tioaras Ticunas. E foi extremamente significativo estar lá e participar da programação oficial. a gente saiu no site oficial, lançamos livro, então isso foi muito potente, né? E o selo Capitolinas, ele tem um significado bastante, como é que eu vou dizer assim? É a minha o meu amorzinho, assim, meu tesouro, porque eh nós mulheres não temos voz, né? Muitas vezes a nossa voz ela não é valorizada e a partir do momento que a gente publica, a gente documenta o que a gente tem para dizer. Então o selo capitolinas vem por aí. E a Isabela vai contar mais para vocês. Boa. O que você eh pode passar aí de considerações finais pro pessoal que está conosco ou assistindo ao Conexão Cultural, falando sobre esse tema super importante também, o fortalecimento, né, o fortalecimento das mulheres com relação à literatura. Isso é super bacana e como a Mila tava falando, tem sentido na prática um crescimento ao longo dos anos, né? Sim. O que eu tenho a dizer para vocês de uma forma geral, para todos, né, leiam. Quando a gente lê, a gente cria as nossas percepções sobre as coisas. A gente vive numa era digital, onde vídeos muito rápidos são metralhados na nossa cabeça e não dá tempo da gente pensar. Então, quando a gente lê, a gente para, a gente respira, a gente, como médico até eu falo, né? Menos ansiedade, menos adrenalina, o coração fica mais calmo, não fica tão taquicádico, não tem os problemas, né, visuais que a tela traz. Então, leiam para que vocês possam construir as percepções de vida próprias e não cair fácil, né, em fake news, em propostas aí que muitas vezes nos enfiam guela abaixo. Acho que somos seres humanos, o nosso cérebro é tão incrível, a gente precisa pensar. E a literatura ela traz essa possibilidade do pensar, do refletir, do fechar um livro e parar e pensar naquilo que você leu. Isso é muito incrível. Isso é um exercício cerebral assim de inteligência. Então leiam. em relação às mulheres especialmente, a importância de que esse ano, né, no Brasil a gente teve uma notícia positiva em relação ao ano passado que temos neste ano, a gente voltou a ter um grande número de leitores no Brasil e quem tá lendo no Brasil são mulheres pretas. Isso é muito significativo. Então assim, nós mulheres, quando a gente encontra no livro algo que se conecta com a nossa vida, isso nos fortalece, isso nos esclarece. Então é muito importante ler. E quando a gente fala, né, ninguém pode parar uma mulher que lê, porque a gente sabe do que que tá acontecendo. A gente se apropria do nosso conhecimento e consegue tomar atitudes eh que nos favoreçam, que nos protejam, que protejam os nossos filhos. Então, leiam. Ler é um ato político. Isso faz de você um cidadão consciente, que pode ser assertivo, que pode se defender, que não vai ser manipulado. Não. E eu fui criado, Mila, vendo minha mãe lê, ela sempre, nossa, pilhas de livros e tudo mais. Hoje em dia a gente percebe, né, na nova geração, infelizmente o celular é uma coisa impressionante. E lê a posso falar: "Não, mas eu leio no celular". Não é a mesma coisa. Não é a mesma coisa de que você pegar um livro, colocar um óculos, no meu caso, que hoje eu esqueci, mas eu eh eu uso o óculos para ler e tudo mais e ler e isso não tem preço, né? Isso realmente é muito bom e é bem diferente. Ajuda inclusive a sair de celular e tudo mais, como você falou também, eh, refletir, ganhar mais conhecimento. Como tem uma questão até médica, assim, eu sou endocrinologista, né? E a gente percebe que a gente tá tendo um monte de criança desenvolvendo, por exemplo, puberdade precoce. Ah, sim. E o a exposição à tela, além de trazer obesidade infantil, aumentar muito o nível de obesidade infantil, porque essa criança fica na tela, ao invés de estar se mexendo, de tá brincando, de tá correndo, ela também eh a luz do celular pode afetar hipófise e hipotálamo, que são glândulas muito importantes pro mecanismo de controle hormonal do corpo. Então assim, ficar na tela é um adoecimento, né? Além de físico, além de mental, né? Porque você acaba perdendo capacidade de interpretar as coisas. É um adoecimento físico. Então a leitura ela te dá é muita coisa, né? Então assim, é o cheiro do livro, é manusear a página, é olhar, é a textura da folha, é tudo, vários sentidos são acionados. Ten um filho de 6 anos e me preocupo muito com isso, porque o Francisco, ele olha e eu e a mãe dele, a gente tenta bastante, mas gosta de uma tela também. A gente incentiva livro, tá sempre lendo, mas a gente tem que às vezes estabelecer horários, né? A própria Sociedade Brasileira de Pediatria tem uma tabela de tempo. Vocês procurarem no site lá da Sociedade Brasileira de Pediatria, tem uma tabela de tempo de exposição para as crianças. Isso é bem interessante, porque faz mal a saúde, de fato. Faz mal a saúde, não? E depois uma hora a conta chega, né? Com certeza. A gente já tá tendo algumas doenças relacionadas, né? Inclusive a dependência de tele está incluída no CID, né? No Código Internacional de Doenças. Então, a gente tem artros de pescoço porque fica assim, a gente tem hipertrofia do dedão porque fica assim. Então, tem uma série de questões aí que já estão aparecendo no nosso corpo. Então, leiam. né? Tudo isso para falar que a leitura é sempre o melhor. Gente, lembro, eu falei para você que você médica me ajuda a convencer. Certamente. Obrigado e até uma próxima oportunidade. A gente volta no próximo bloco aqui no Conexão Cultural. เ Bom, é isso aí, pessoal. Como prometido, agora a gente está aqui com a Isabela Leite, que é a cofundadora, é a filha, não é, da Mila, que conversou conosco. Prazer, prazer também, super envolvida aí pra gente falar um pouquinho mais sobre o Clube Capitolinas. E aí é algo realmente que, como eh a sua mãe falou também, imagino que que mexa com você, algo bem bacana, bem legal, que você fica super feliz de ver o resultado. Eu fico eh eu lembro, né, ela tava contando sobre a fundação do clube e eu lembro do dia que ela me contou a ideia, assim, eu tava sentada no sofá de casa, aí ela apareceu assim da porta da cozinha e falou assim: "E se eu criasse um um grupo, né, para para poder fazer esse fortalecimento com as mulheres, né?" Aí esse esse dia fica muito marcado na minha cabeça. É uma lembrança bem especial, boa. Bem legal. E você então é cofundadora? Uhum. Eu participo desde o comecinho, né, de todas as ações do clube, depois com o selo e com as nossas atividades eh fora, né, e sempre ali no staff das coisas, assim, eu não participo muito das telas, muito da das câmeras, mas eu tô lá sempre ajudando, sempre apoiando. Boa. É, queria que você falasse um pouco mais sobre as ações pro pessoal que tá em casa, que até tem interesse de repente, né, de de participar de alguma forma e tudo mais. Como são essas ações, que que vocês preparam, o que que acontece? Então, hoje a gente começou como clube, né, e a gente acaba participando de muitas feiras no país, principalmente em São Paulo, que é o que a gente tem mais acesso, né, mas já fomos pro Rio, né, já estivemos em Minas também e sempre tentando levar o nosso lema, né, do clube, que ninguém pode parar uma mulher que lê, e o lema do selo, que é escrever para permanecer. Eh, a gente consegue captar várias pessoas, né? Muitas pessoas interessadas. Hoje em dia tem bastante gente chegando falando assim: "Nossa, vi vocês no Instagram" e sua mãe falou de todo o Brasil, né? Sim, isso, isso que eu acho que é legal também, né, Isabela? o nosso nosso coletivo ele é muito plural e eu acho que isso é uma questão muito importante hoje em dia. Eh, numa tentativa, né, do mundo de silenciar muitas pessoas, eh, movimentos que sejam plurais são muito importantes. Bom, qual que é o Instagram? Você falou do Instagram aí? O nosso Instagram do clube é Clube Capitolinas e o do selo é Selo Capitolinas mesmo. Bom, vamos lá, pessoal. A literatura eh escrita por mulheres ganhou espaço na programação paralela da 24ª Festa Literária Internacional de Parati, que é justamente a Flip conosco. Estava conversando a Mila e falou um pouquinho mais sobre a Flip também com a participação do Clube Capitolinas coletiva aí, como a gente já informou no Conexão Cultural dedicado ao incentivo à leitura, escrita, também a circulação aí da produção literária feminina entre os dias 22 e 26 de junho, né? O grupo entregou, integrou aí essa agenda. Bem legal. Isso mesmo, né, Isaac? Aham. A as casas independentes da Flip foi uma história bem legal, assim, elas começaram realmente como independentes, elas não faziam parte da programação oficial, porque, infelizmente, a literatura, o estudo vem de uma história muito elitista na nossa sociedade, né? E aí com o passar dos anos, as casas foram incorporadas e aí esse ano nós fomos convidados a participar da casaunas, captolinas e neomarginais. principalmente pelo coletivo, né, Tiuaras, que é um coletivo que traz a voz de mulheres indígenas e pretas, traz ancestralidade do Brasil. E foi um sucesso, assim, porque a gente conseguiu compor muitas mesas de discussão. Eh, eu lembro de est ali tirando foto, participando e assim as pessoas na rua pararem e entrarem, ficarem olhando pela janela da casa assim. Então, foi bem legal. Eh, que mais você preparou pra gente aí? É, tô tô na minha colinha também aqui. É, pode ficar, fique à vontade, porque a participação na Flip destacou ainda a apresentação dos selos, não é? Como a gente falou, eh, do selo Capitolinas, que foi criado em 2026. Aí, eh, presença de escritoras no mercado editorial independente sobre o tema. A Isabela acabou de falar, escrever para permanecer. Então eu vou te fazer exatamente essa pergunta que é interessante. Por que escrever para permanecer? Como surgiu essa ideia? Qual a mensagem que vocês querem passar com isso? Então, essa ideia ela surge eh principalmente de um livro que assim eu li quando eu era criança na escola e depois a minha mãe também leu, que é o Diário da Carolina de Jesus, né? E no livro ela fala sobre você pode escrever, podem tentar apagar, mas a marca do lápis ainda fica. Então, eu acho que isso é o mais importante, porque eh nós tentamos sempre trazer, publicar, a gente publica só mulheres, tentamos principalmente publicar mulheres 60 a mais, mulheres pretas, mulheres indígenas, mulheres neurodivergentes. Então, a gente traz essa diversidade pra sociedade e para permanecer, por quê? Eh, numa história que sempre tenta pagar, deixar essas pessoas marcadas é muito importante. Bom, e ao longo de 5 dias de evento, o espaço eh recebeu debates também, lançamentos e apresentações que colocaram em diálogo escritores aí independentes, também nomes, né, já reconhecidos da literatura brasileira internacional. Sim, tivemos vários autores eh convidados. O Atirton Souza foi, a Betânia foi Betânia Pires, né? Esqueço que nem todo mundo conhece. E também todas as nossas escritoras publicadas, elas participaram de todas as mesas e também os os autores dos Neomarginais e do Tioas Chicunas também estavam presentes. O que que você espera? assim, eh, daqui pelo menos uns 5, 6 anos do coletivo, que que que você imagina assim? Porque a sua mãe tava contando pra gente que tem se fortalecido cada vez mais, né? Que tem aparecido cada vez mais interessados aí, né? Interessadas no no no processo todo. Imagina daqui 5 se anos eh principalmente dessa galerinha da nova geração que vem vindo, né? Sim. Eh, como ela falou, o nosso grupo ele é muito diverso, né? Tem pessoas muito novas. Eu sou uma das mais novas, mas tem gente. Você tem quantos anos? Eu tenho 22. 22. Eh, qual que é a mais nova? 15. 15 anos. São algumas colegas assim da minha irmã. A gente com temos o grupo eh para online e o presencial, né? E eu acho que para 5 anos daqui, nossa, eu espero que o clube cresça ainda mais, que a gente consiga alcançar, ating cada vez mais gente, né? Ainda mais pessoas. Sim. E a gente já tem muito reconhecimento, mas ter um reconhecimento nacional assim de como eh uma força feminina no país. E você já tinha dado entrevista? Não. Então é a primeira vez, tá vendo? sabe seja aí eh a primeira entrevista de muitas, né? Porque você disse que um dos seus objetivos é ver com cada vez mais espaço no nacionalmente falando, até internacionalmente, por que não, né? Por não? E daí você vai lembrar da gente aqui do Conexão Cultural, minha primeira entrevista, vai falar: "Puxa vida, cheguei um dia na Unicamp, que nós estamos na Unicamp aqui, né, gente? em uma das bibliotecas tava chovendo para caramba e tudo mais. Eu dei minha primeira primeira entrevista. Uhum. É legal, né? Faz parte. Quais são suas considerações finais aí pro pessoal que tá em casa? Que que você pode falar em termos até de de mensagem? Bom, gente, eh espero que vocês tenham gostado, né? E busquem por essas iniciativas, né? podem buscar pelo nosso coletivo, por outros coletivos. E eu acho que é isso. Bom, e cada vez mais passar essa mensagem. Você diz que também tem eh o contato pela internet. Ah, sim. Não só presencial, né? Aham. A gente também tem o clube online. Eh, quiserem participar, como que faz para participar? pode mandar mensagem pra gente pelo Instagram e aí a gente consegue fazer esse contato, eh, incluir a pessoa no grupo. Temos os nossos grupos do WhatsApp para conseguir mandar sobre os livros, eh, os horários. Se quiser deixar o número do WhatsApp aí pro pessoal entrar, você fica à vontade. Pode, vocês podem entrar por 19 982040029 e este é o número principal. E daí pode entrar no grupo e lá tem sempre as ações que são realizadas. Aham. A gente manda sempre eh a programação dos livros anual, a programação dos nossos eventos, né, como a Flip, como as outras feiras que a gente acaba participando. E acho que é isso. Vocês costumam durante assim o ano participar de de mais feiras? Sim, a gente foi esse ano passado a gente foi na FLN, que é a feira de livros de Limeira. A gente também foi na Fripos que é a feira de Poços de Caldas em Minas Gerais. E também participamos da feira de Bragança. E aqui em Campinas como que funciona? Aqui em Campinas a cidade não tem, né, muita programação de literatura, infelizmente. Puxa vida, jura? Tá, então a gente acaba não participando muito na cidade, mas então fica aí um chamado. É, exatamente. Fica dica, né? Fica dica para as pessoas que fazem a promoção de políticas públicas na nossa cidade de promover do livro, né? Tem. E de repente numa próxima vocês poderiam participar. Seria de quiserem chamar a gente para organizar também. É, principalmente, né, nesse momento, né, Cezinha? Tudo certo, né, Cezinha? Muito obrigado, viu, Isabela? Obrigado também a sua mãe eh que conversou conosco. Parabéns aí pelo trabalho de vocês e sucesso. Ob. Bom, é isso aí, galerinha. A gente volta numa próxima oportunidade aqui no Conexão Cultural. Ciao.