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Questão de Ordem | Projetos Causa Animal Câmara
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Questão de Ordem | Projetos Causa Animal Câmara

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Esse total representa 6% das propostas legislativas apresentadas no período. Entre as medidas que entraram em vigor estão, por exemplo, aumento das penalidades para quem comete maus tratos, legislação que estabelece o uso obrigatório de guia, coleira, focinheira para cães de…

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Olá, começa agora o programa Questão de Ordem, que hoje vai abordar o trabalho realizado na causa animal em Campinas e, claro, aqui na Câmara Municipal Entre 2025 e 2026, os vereadores apresentaram 43 projetos de lei voltados à proteção e ao bem-estar animal. Esse total representa 6% das propostas legislativas apresentadas no período. Entre as medidas que entraram em vigor estão, por exemplo, aumento das penalidades para quem comete maus tratos, legislação que estabelece o uso obrigatório de guia, coleira, focinheira para cães de grande porte em espaços públicos, conforme as regras municipais. Agora, qual o papel dos vereadores nesse cenário? o que já avançou na legislação municipal, como transformar as leis em resultados concretos para os animais. Para debater esses assuntos, eu recebo aqui no estúdio o vereador Herbert Ganém, que tem atuação na defesa da causa animal, e o Flávio Lamas, que é presidente do Conselho Municipal de Proteção e Defesa Animal de Campinas e também da Associação Amigos dos Animais de Campinas. Lembrando que o debate vai acontecer. Farei as interrupções apenas quando o necessário. Vereador Herbert, começo com o senhor. 43 projetos de lei relacionados à proteção animal foram apresentados nesses dois anos. Como é que o senhor avalia a evolução dessa pauta aqui na Câmara? Esse crescimento representa uma mudança na prioridade dos parlamentários ou ainda há uma distância, né, entre a visibilidade do tema e o espaço que ele ocupa nas políticas públicas? Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem. Agradeço, Gabriel, sempre o convite para esse debate. Tô aqui do meu lado, meu lado esquerdo aqui o Flávio Lamas, um grande amigo, né? Nós lutamos juntos na causa animal, tem me ajudado muito eh nos dando ideias, né? contribuindo muito, gosto muito da experiência do Flávio. Bom, a gente apresentou esses projetos, já aprovamos muitos, né? Eh, acredito que a gente consegue fazer mais, né? Estamos em são, é, tô na metade do mandato, dois anos, então pretendo dobrar, né? Se puder triplicar, vamos deixar sem meta, né? Vamos avançar. Eh, aqui na casa tá sendo muito bem-vindo, né? Os vereadores, eh, todos, né, grande parte apoiam a causa animal. Sempre que tem alguma questão para debater, eles me procuram. A gente conversa. Rbert, essa lei vai, às vezes a lei não é minha, é de um outro vereador que quer propor, fal o que que você acha sobre aquilo? Converso com o Flávio também. Flávio, como é que o conselho avalia? É importante a participação do conselho, né? A participação popular. Eu fui eleito, né? Tenho o o os meus votos o pessoal que que me segue, mas a gente também quer o que o a a sociedade participe no todo, né? Não só aqueles que que votaram em mim, mas também aqueles que acompanham, que gostam da causa animal, que lutam. Eh, não é fácil. Todo dia um um desafio novo, são obstáculos. Uma hora a gente avança, depois parece que a gente perde de novo, a gente avança de novo, mas acredito que a gente tá numa caminhada eh no crescente e que se depender desse o que depender de mim, né, desse legislador, a gente vai avançar muito mais. Flávio Lamas, falei na minha abertura que o senhor é o presidente do Conselho Municipal de Proteção e Defesa Animal. Qual que é o trabalho realizado? Quais são as dificuldades? Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem. Eu que agradeço eh participar mais uma vez e agradeço estar na presença também do EvT, que é um grande amigo e um grande defensor da da dos animais. Eh, eu acho que fico contente, principalmente porque tô no legislativo atuante, eh, com raríssimas exceções, a gente tem os vereadores trabalhando quase 100% a favor dos animais aqui em Campinas. E e não é à toa, é porque Campinas sempre foi a vanguarda em nas várias lutas e a causa animal progrediu muito aqui. Só para ter uma ideia, o primeiro DPBEIA do Brasil foi em Campinas. Eu lembro lá atrás que a gente tinha uma discussão se a gente deveria continuar com a proteção animal na área da Secretaria da Saúde ou se a gente deveria mudar para o meio ambiente. E nós pedimos para o prefeito da época pra gente eh mudar para o meio ambiente e a gente deixou de ser o patinho feio na Secretaria da Saúde para ser um cisne na Secretaria do Meio Ambiente. Isso evoluiu muito. A gente criou DPBE que hoje tá espalhado pelo Brasil inteiro. saiu de tudo aquilo, a gente tem uma visibilidade muito melhor porque é uma demanda da sociedade, não é porque a gente eh tem mania de bicho, não é isso, né? E a gente tá vivendo essa essa etapa de criar eh eh eh de a gente ver os problemas com um outro olhar e aí surgem pessoas como o vários outros vereadores de Campinas que que também lutam nessa área, né, que são importantes e que a gente apoia e principalmente porque o trabalho a gente vê que na área animal sempre é integrado, sempre uma pergunta, escuta, tô pensando em fazer tal coisa, que que você acha? a gente, ah, gostei. Ah, vamos em frente, né? A coisa vai, né? Então isso é importante, a participação popular, participação da comunidade. E o sabe bem disso porque vira e mexe, ele tá com uma coisa daqui, uma coisa dali, sem sempre tem coisa andando, né? É, é o é na questão do conselho, inclusive eh no último encontro do conselho, eu propus ainda na a Raíça que é vice-presente. Viceante. Isso. Eu tenho um projeto de lei e gostaria muito que vocês avaliassem. Ela levou, né? para que a gente fizesse debate hoje. Eh, se o tutor tem lá seus seus animais em casa e morre, tem herdeiro que não quer o cachorro, mas quer a casa, quer o carro. Então, a gente precisa debater isso no município. Me lembro que eu resgatei oito cães, o Flávio me ajudou, eram oito cães que estavam numa casa, o totor foi pro hospital, morreu. A família não era daqui, era de da cidade vizinha e falou assim: "Ah, nós não queremos os animais, mas entraram na casa, pegaram os móveis, botijão de gás, o que queriam e, ó, deram no pé e falou assim: "A gente não vai cuidar dos animais, vai deixar os animais lá. Teve que mobilizar corpo de bombeiro, pessoas para resgatar. Foi uma semana e leva lá, né, pr pra ONG, a ONG acolhe. Aí os animais p de veterinário, ração e o herdeiro ficou com a casa. Passar em frente à casa esses dias, Flávio, tá para venda a casa. Isso. E os animais que estão lá, que precisam de recursos, como é que fica? Então, é um é uma lei que a gente tá debatendo junto com o conselho para ver o que que a gente pode eh eh nesse sentido de preservar o animal, queele animal não seja jogado na rua e que o herdeiro fique com a casa, com o carro, mas ele não quer o animal. O animal é um ser ciente, ele é uma vida, né? Mas ele trata como objeto, ele não quer mais, despacha, ah, não consigo, não posso, mas ele não quer doar o carro do pai, a casa do pai. Claro. Eh, isso não pode, né? Não, isso não não, isso tá tudo bem, tal. Agora o cachorro vai sobrar. E tem um outro caso que muito comum é de uma construção que a pessoa coloca um cachorro ou ele contrata uma empresa para pôr um cachorro ali e para tomar conta. Uhum. Então e depois ele não quer mais o cachorro, né? Se for um animal que ele pegou de alguma empresa, a empresa leva. Imagina o sofrimento de um animal que ele tá ali para ser guarda. Então ele tá esperando o quê? que ele tem uma ligação com uma pessoa. O animal sempre quer uma ligação, um carinho, uma convivência, tal, mas não. Esses dali, os hotil, pit, tal, ele vai para um lugar que ele só vai ser solto à noite para ficar tomando conta e no outro dia o cara vai prender o bichinho e depois à noite solta de novo. Quer dizer, ele vai travar. Isso é, não é vida pro animal. Tá agressivo o tempo inteiro. Agressivo o tempo inteiro, né? E quando ele arruma um animal, a obra tem um animal, depois que acabou a obra, ele não quer mais. Então, uma vez eu chamei um advogado, pedi para um advogado aqui de Campinas, falei assim: "Vamos entrar com ação trabalhista em nome do animal para pedir, nós queremos 13º, férias, segundo garantia, queremos tudo, porque ele tá fazendo o trabalho de um ser humano." Sim. Então, se ele se esse animal for depois para uma ONG, que a ONG receba esse dinheiro para poder ajudar a manter os animais. É claro que juridicamente isso não tem sustentação nenhuma, mas o nosso problema não é ter sustentação, o nosso problema é levantar o problema, a as questões, debater, porque daí vai falar: "Pera aí, então nós temos que criar alguma legislação mais rígida, né? Como é que você vai deixar um animal ali, depois ele sai, vai para uma outra obra, depois vai para outra obra, ele vai ficar sempre perdido, o que que eu faço? O que que eles estão fazendo comigo, né? Então não é justo isso com o animal, né? Então é é o tipo de coisa que que a gente conversa, muita coisa a gente não consegue levar em frente, mas a gente já levanta o problema, a gente levanta a discussão, né? É o que deixa o animal feroz, né? Bravo ali, é o ser humano que quer que ele fique bravo. Então ele prende lá o pitbu dentro de casa, não tem contato com outro animal, não tem contato com um gato, não tem com nada. O animal fica agressivo porque ele quer que seja a guarda. Chega uma hora que ele fala assim: "Não quer mais o animal". ele solta na rua ou senão ele liga. Às vezes para mim assim, eu não quero mais o pitbull, tá bravo aqui. Eu falei assim, mas ficou com você três, qu anos, você não quer mais um pitbull agora. Não porque ele tá agressivo, mas por quê? Prendeu o animal e quando quis o animal, quis para que ele fosse guarda. Isso, infelizmente, acontece. Eh, conheço um pitbook, ele convive com gatos, não acontece nada, porque ele foi criado daquele jeito, na paz, na tranquilidade, eh, junto e tem outros cachorros também junto com ele, mas ele vive ali a vida dele tranquila, mas quando é incentivado a ser um cão de guarda, a ser raivoso, porque as pessoas querem isso, ah, vai entrar na minha casa, tem que proteger minha casa aqui, não tem contato com ninguém, ele fica preso o dia inteiro, à noite solta ali, preso também dentro de casa, vai acontecer o quê? Ele vai ficar raivoso, é do animal. E depois não quer mais, solta. Ou sen não quer encaminhar pra prefeitura lá pro DPBE. Eh, a gente visita o DPB, que faz a fiscalização, lá tá cheio de pitbus. É, não tem vaga mais as pessoas. Em Mairinque, qual o problema de trazer os animais para cá? Tem 400 animais em Mairinque aqui da Prefeitura de Campinas. Sim. Quantos o problema maior de pitbull? Porque se você pega os sociáveis, eles você coloca 30, 40 numa baia, uma baia grande, sem problema nenhum. Mas tem pitbull que não fica não é um só pitbull um espaço só para ele tem que ser uma estrutura de guilhotina porque tem ele tem que ir pro outro lado para poder lavar e a pessoa tem que saber o manejo também se não ataca. É essa é a nossa preocupação. A pessoa quer um um hot value, um pastor alemão, um pitbull, até um viraata, se ele for grande e ele ficar feroz, é difícil. você tem que fazer uma eh ressocializar ele, tem que ter um um um adestramento. Não é fácil, é difícil, leva tempo e não é todo mundo que quer adotar depois de adulto. Eh, então é isso que acontece. A gente tem que evitar isso. É, o DPB tá cheio de animais. Main que tá lá com pitbull Brasil, eh, que você chegar, ele ele quer te atacar, ele quer morder. Infelizmente acontece isso. Vocês estão trazendo aqui problemas que são do cotidiano, que muitas vezes não era discutido no passado, que já existiam, mas que agora fica aberto para isso. A legislação, ela ainda tem muitas lacunas, este é um problema. Precisa mesmo de leis? Na minha opinião, a gente precisa de leis, mas que seja colocado em prática também, né? adanta fazer lei hoje exatamente a fiscalização, não é isso? Por falar em fiscalização, eu sou da base do prefeito, né? A gente vota aqui na casa, mas eu estou cobrando, né? a prefeitura, o setor de fiscalização, algumas fiscalizações que a gente tem acompanhado e vê que não está andando. Eh, então a gente além, por exemplo, eu aumentei aqui no município a penalidade das multas, então a pessoa quando era recebia uma multa de maus tratos, pagava uma taxa pequena porque é antigo, né? não foi reajustado. Aí eu falei assim com a com o meu jurídico, vamos aumentar isso daí, vamos triplicar, pegar no bolso, pegar no bolso, é no bolso que dói. E aí nós conseguimos fazer isso, aprovamos aqui na casa, os vereadores aprovaram, foi unânime, já está valendo. Eh, se multar vai pagar caro, não é brincadeira, mas precisa pôr em prática. Aí as pessoas, Rebert, eu denunciei já faz um mês, o cachorro tá lá não sei aonde, tá sofrendo com isso, aí você entra em contato com a fiscalização, não tem uma resposta adequada, né? Eu falei assim, mas isso aqui não é uma resposta que se, ah, fui, não encontrei ninguém, mas voltou. Quando que voltou, quando que vai voltar, o que que vai fazer se ninguém atender? Estou fazendo os questionamentos. E o que e o o legislador tem que fiscalizar, né? Tem que saber o que tá acontecendo. E se falar para mim, Rebert, nós não temos recurso para fiscalizar. A gente tem uma emenda aqui, vamos contratar carro, vamos, vamos fazer projeto, eh, drone, né? Uma ideia nossa, um drone para fiscalização da causa animal. Não consigo entrar na casa. Vamos levantar um drone aqui, vamos dar uma olhadinha o que tá acontecendo lá. Então, é, foi o que o Flávio disse, eh, tem que ter a fiscalização, senão não adianta, né? Eu posso fazer lei aqui pro resto da minha vida sem, mas se não pôr em prática nenhuma. Eh, e eu tenho uma uma um sério problema com a fiscalização, porque nós temos a fiscalização que é da Secretaria de Clima, do meio ambiente, do clima, meio ambiente. Aqui sempre muda de nome, é do meio ambiente, depois é do clima, depende da oportunidade, muda de nome a coisa, né? Mas os a fiscalização de lá, ela não é uma fiscalização da causa animal, dos problemas dos animais, é um é uma fiscalização ambiental e é concursado. E aí o fiscal acaba dando a interpretação que ele acha mais conveniente. E não é isso que a gente precisa. Nós precisamos de uma fiscalização que entenda de problema animal e que seja convocado para esta função. Eu imagino que vai chegar a hora da gente ter que trabalhar pela criação de uma secretaria de proteção animal. Uhum. Por quê? Porque a secretaria atual, o sistema atual, ele não é eficiente. Quer dizer, eh, embora a causa animal seja o mais importante dentro da Secretaria do Meio Ambiente, né? Eh, Campinas tem uma característica muito especial, porque eh 2/3 da cidade estão dentro de uma APA, área de proteção ambiental, e a gente não faz ju. Uhum. A gente não tem resposta para isso. A gente não tem, a gente nem se fala nisso que deveríamos explicar isso nas escolas para as crianças, o que é a a essa área ambiental, é tal. Então você vê, chega final de ano, é rojão para lá, para cá, cadê a fiscalização da prefeitura? Eventualmente a multa, eventualmente, né? Então, precisa ser algo mais concreto e de conscientização. Normalmente o vereador faz a lei, a gente comemora a promulgação, mas depois ela cai no vazio. Então você imagina, vamos extrapolar por uma área maior. É uma lei estadual que exige que animais de grande porte de cinco raças, Cotweiler e Pit, Dougo, daí para lá, esses são os animais que precisam estar na rua apenas com a focinheira. Vamos lembrar, gente, que defender uma focinheira, um animal de porte desse não é aquela que amarra, que que aperta a boca do animal de jeito nenhum. é uma que é mais fechada, parece uma tela, então o animal consegue respirar com facilidade e tal, ele não vai conseguir morder. Uhum. Mas isso vai impedir de você ter um uma uma agressão, um ataque. Imagina ali no taquaral, por exemplo, se passa final de semana e não é só final de semana, praticamente todo dia. Tem animais de grande porte que o dono vai falar: "Ah, ele não ataca". Uhum. Pois é. E se atacar? É. É. Então esse grande você tem que ter um certo cuidado, né? Eh, tem um amigo que tem um animal de grande porte e mora perto de um de um parque pet, né? Esses do da dos bairros da cidade que ele faz, ele vai 9 horas da noite, quando não tem ninguém, quando tem alguém, ele espera sair. Aí ele solta e fica perto do portão. Olha, bem que chegando alguém, você dá 5 minutos que eu vou prender o animal, só deixa ele solto um pouco, tal. faz a coisa com responsabilidade. Então, se a gente fizer conscientização com fiscalização, eu acho que a coisa funciona, mas não tá longe a hora da gente pedir uma secretaria de de proteção animal pra gente ter primeiro um o secretário que que seja da área que entenda, né? Que não seja qualquer um que vá para lá e não entenda da área ou uma fiscalização que seja específica para isso, material humano para isso, material humano para isso, né? E aí a coisa andar, porque Campinas evoluiu desde o DPB, depois a gente teve SAMU Animal, depois a gente teve as clínicas, duas clínicas populares, depois a gente contratação do hospital da PUC e nós olha a importância da causa animal. Muita gente diz é cachorro gato, nós temos o o de porte porte grande que é o cavalo, boi, né? Pode ver, às vezes o animal entra na estrada, acontece um acidente, tem que ter fiscalização, tem que tem que pontuar. Eh, nós também temos as onoses, né, que, por exemplo, capivara, morcego, animais com raiva também entra na parte animal e a raiva está voltando, né? E nós precisamos, inclusive agora, eh, a gente vai conseguir disponibilizar a vacina da raiva eh nos consultórios móveis. Ah, vai. A direção do DPBE comunicou que tá fazendo esse trabalho e, enfim, vai conseguir ter, né? Porque é uma novidade que ninguém tinha falado nisso, né? Porque hoje o que acontece, se você quiser vacinar contra raiva, você tem que entrar em contato e com asoses pelo WhatsApp, você agenda e vai lá. Então estamos a o DPB quer disponibilizar melhor pras regiões, porque às vezes a pessoa mora lá no Campo Grande, tem que vir aqui, né, na na Pedreira do Chapadão, então fica inviável pra pessoa. Então, eh, está fazendo isso também. Nós temos que não podemos esquecer nesse debate, os animais silvestres. Perfeito. Maravilha falar nisso, que eu tive problema essa semana, as duas últimas semanas com animais silvestres. Você acompanhou, né? Perfeito. E nós não temos nenhum convênio com IBAMA, com secretaria da infraestrutura do estado de São Paulo, nada. Mata ciliar aqui e do lado também em Jundiaí. Estive uma vez, visitei quando eu trabalhei na ALP com o deputado Bruno Ganente, disponibilizou recursos, a gente mandava emenda para lá, estive lá. Tem até onça pintada, assim. Eh, e tem a questão do aeroporto ali, né? teve aquele aquele problema, mas continua lá a mata celiar. Nós precisamos com urgência para ontem, passou já do tempo da gente ter um convênio, que as que uma entidade possa receber os animais silvestres aqui de Campinas. Hoje não tem. Se pareceu um é um animal silvestre, vai enviar para onde? Para parceiro, pra ON. Mas mas exatamente por isso que eu acho que precisa de uma secretaria. Agora concordo. Se a gente tiver uma secretaria de proteção animal, nós vamos ter um departamento de animais silvestres, porque acaba tirando dúvida até pra população, né? Pois para quem que eu ligo. E aí a população não sabe. Olha, vamos contar um caso que aconteceu e essa semana, né? Eh, hoje é sábado, mas aconteceu foi na quarta-feira. Eh, me chamaram porque tinha um um porco espinho. Uhum. No emaranhado desses fios que a gente Campinas é pródiga, em fio de internet toda, né? E o bichinho tava tava naquele emaranhado, um filhote. Isso foi 10:30, 11 da manhã. Eu fui comunicado 5:30 da tarde, 6 horas eu estava lá, chamei bombeiro, chamei o o chamos ao CPFL. Quem chegou primeiro? CPFL. A gente teve que resgatar o bichinho lá de cima. Levei para casa, deixei em casa comu água, noite sossegado. No outro dia cedo soltei numa área de proteção ambiental aqui em Campinas. Nós temos uma área aqui em Campinas que é linda, linda, linda, linda. Vai ser leiloada pelo exército, vai ser vendida. É um crime que Campinas vai cometer. É a área da cdelaria do exército, gente. Aqui você vai pelo jambeiro, você entra ali e vai daqui, pega valinhos. É uma área linda, com uma uma um lago fantástico. Ali o meu medo é lotear aquilo para construir mansões. Uhum. Que a população de Campinas não vai ver. A, se, se aquilo fosse cuidado, se a gente trouxesse para o município, a gente teria um parque Portugal, uma da Goa Taquar dobrada. Uhum. Seria muito mais lindo, muito mais perfeito. Tem coisa, mil coisas poderia fazer ali. Então, nós soltamos o o gambazinho ali e aí os soldados que trabalham lá disseram: "Olha, aqui a gente já tem outros, a gente já cuida, aqui é protegido porque tem a presença militar". Então, ali são coisas que a gente precisaria ter. E olha, vamos lançar até uma ideia. Por que não a prefeitura tentar assumir esse esse a cordelaria do exército aqui, essa área de Campinas toda, ficar para pro município de Campinas e fazer ali a sede da secretaria do do do bem-estar animal e junto já colocar os departamentos, um DPBE novo, decente, porque lá onde tá vai remendar a vida inteira, não vai funcionar. Depois você fazer numa área nova e fazer uma área também para os animais silvestres. Aí ficaria perfeito. Mas levando crianças, levando ações educativas. Educativas, isso é o essencial. A gente tem procurado fazer um trabalho alérgico que a gente tá fazendo em conjunto das crianças. Foi do lado do São Marcos, né, que São Marcos foi a primeira escola que foi. Daí o falou para sair lá no no abrigo para ter o contato direto com os animais. foram lá direitinho, fizemos palestra nas escolas, estão programando outras que a gente já tá tá vendo. Eh, a dificuldade que eles tinham, qual era para ir até lá? Transporte, né? E quem arrumou? A gente solicitou a prefeitura, a gente conseguiu. Pois é, tem uma burocraciazinha, tal, que se a gente pedir não vai resolver. Mas o não, pera aí que eu já resolvo. Acertou. Dois ônibus foram, levaram as crianças. Não estamos pedindo pra gente, nós estamos pedindo para o bem das crianças. um investimento, né, na na no ser humano ali, né, na criança. Dúvida. Então, e isso para ele e pro ambiente, né, os dois ganham, dá resultado, né? E dá dá um bom resultado de respeitar os animais e as crianças aprenderem e tal. E pode contar da novidade da gente tá bolando aí de fazer o diploma. Vamos contar. Sim, sim, sim. Pode. Agora tem que contar. Ah, é, começou uma ideia que nós nós discutimos, debatemos, né, de a gente dar um diploma, né, eh, o agente mirim, né, para protetor mirim ali pra criança que for lá. Então, você agora é um protetor mirim. O Flávio na palestra dele com as crianças, ele fala muito bem, as crianças gostam dele, ele fala como cuidar dos animais, o a importância e e a criança sai de lá protetor milim para que proteja os animais. Já cria uma responsabilidade. Responsabilidade pra vida. A gente tava falando o seguinte, imagina só a criança chegar em casa, falar assim: "Olha, eu tive uma uma palestra na escola e fui a um abrigo de proteção animal e aí e eh o gabinete do vereador ou gabinete do vereador mais a ONG e tal, me deram um diploma com meu nome, nome direitinho, certificamos que o aluno fulano de tal da tal série e tal, tal, eh concluiu o curso básico de proteção animal com palestra e com visita ao abril. IG, né, mãe? Olha o que eu ganhei aqui. Vamos, eu sou um protetor mirim, né? É. E nóém desse trabalho, nós temos um outro trabalho também que é as escolas estaduais. Me desculpa, tô com saindo uma pneumonia, né, Flávio? Tô melhorando agora. Eh, nós nós temos também um trabalho com as escolas estaduais, onde nós levamos o teatro da causa animal. Então, lá a gente fala o que que é a proteção animal, eh, não pode abandonar o animal, questão do SAMU animal, DPB. Então a gente faz um debate também com os alunos ali para que eles também, então a gente pega lá o ensino municipal, estadual, né, do pequenininho até o o jovem para que ele possa depois de adulto possa contribuir com a causa com a causa animal, né, que ele eh que seja o nosso que seja mais um incentivador, né, que não que a gente não pode deixar essas crianças sem essa noção, né, do que que é maus tratos animais. Então a gente quer que depois que o ser humano crescer, que ele esteja lá formado, também passe isso pros filhos dele. E vocês vêm interesse nas crianças quando vocês dão esse tipo de palestra? Você nem imagina, você não imagina como essa criançada. Eu a gente tem lá o o Instagram da entidade da AC. Eh, então ali a gente mostra a reação das crianças. É lindo demais. E olha, um sonho, não sei se nessa vida vou conseguir realizar, de ver eh uma política municipal de levar as crianças eh da rede municipal eh da periferia da cidade, não só da periferia, não tô discriminando o pessoal do centro, nada disso, mas eh o pessoal que tem menos oportunidade sim de ter um um processo menos burocrático, mais direto, mas eu fico imaginando, por exemplo, a ONG, que eu faço parte, Associação Amigos Animais de Campinas tem 2.500 animais. Tem uns 1000 cães, 900 gatos e 600 animais de outr outras espécies. Vaca, cavalo, ovelha, urubu, tartaruga, eh, porquinho, porco, né, tal, tem lá eh ovelha, né, tal, passarinhos. Então, eh, é um uma espécie, talvez um mini zoológico, né, alguma coisa assim, mas não é o zoológico animal fechado, óbvio, mas o nosso animal ele tá numa condição de santuário ou de abrigo. Muito bem, eles vão lá visitar. Queria que a gente tivesse terça, quinta, sábado e domingo ou ter crianças que a prefeitura já manda um ônibus da prefeitura tal escola. escola, você quer levar as crianças lá, vai fazer palestra, não só com a AC, não só o Herbert, outros vereadores também, outras entidades também fazerem as palestras, mas que essas palestras sejam dentro de um currículo da Secretaria Municipal de Educação com o o embasamento que a gente eh que a gente apresente para a secretaria, para ser um negócio que alguma coisa que tenha eh seja didática, que seja eh que você tenha um aperfeiçoamento e da base educacional e não que cada um diga o que quer. Então, não acho assim, eu vou lá e falo o que eu quero, era o fala o que quer. Nós falamos porque o nosso é muito é muito fechado, a gente já sabe bem o que que nós vamos falar da proteção animal, das coisas, mas isso eh tem um uma conceito que a secretaria assuma esse conceitou e dedique, digamos que seja eh uma aula por semestre, sim, para as para as classes, né? E aí os palestrantes, por exemplo, nós acertamos uma vez que a gente teria no Conselho Municipal, se qualquer pessoa, qualquer escola pública ou privada pedir para o conselho, eu gostaria de uma palestra sobre a causa animal, a gente teria quatro pessoas preparadas. Então não é qualquer um que vai chegar lá falar assim: "Ah, eu gosto de animal, vou lá, faço palestra". Não. Uhum. Nós vamos ter os conceitos básicos. Tem uma cartilha que o Evert estava editando que seria muito bem, muito boa pra gente no dia distribuir uma para cada aluno, né? Agora imagina isso. As escolas entram em contato pela Secretaria de Educação, tem o ônibus que o vereador não precisa lá pedir porque tem que pedir para usar a influência dele, por favor, precisaria de um ônibus, não precisa de um ônibus, a escola já requisita, tá tudo certo, marca o dia, a ONG já vai receber. Chega lá, tem um pessoal especializado para receber, né, do da ONG, mostra, tem a palestra e aí dá o diploma pra criança, você fecha o circuito. Uhum. Né? E aí, se a gente, se a gente trabalhar com as crianças, a gente vai formar adultos mais conscientes. Tô falando isso na nossa área de proteção animal, mas tem 200 áreas que podem ser feitas coisas parecidas, né? Só tô puxando a saidinha pro nosso lado, porque eu acho que isso sensibiliza muito, né? Claro. Claro. Sim. Ô, Flávio, só a título de de curiosidade, nem sei se você pode compartilhar isso, mas com esses milhares de animais que você tem, eh, eu acho que a parte financeira ela deve ser muito complicada também, né? Você deve ter muitos gastos. Vamos falar disso, muitos. Por exemplo, hoje nós estamos gastando na ordem de R$ 220.000 por mês. Nós temos 17 funcionários. Eh, e agora vai custar mais caro porque agora tem a 5x do, né? Folga, duas folgas por semana. E a gente lembra que os animais não tem jeito da gente dar folga. Uhum. Porque eles comem todos os dias e tem limpeza todo dia, tem toda manutenção, todo cuidado, né? Mas a gente tá acertando lá, não tem problema nenhum, não. Vai dar tudo certinho, tal. Agora nós temos funcionários, nós temos alimentação, são 14 toneladas de ração por mês. Por mês, 350 kg de ração por dia. E não tem jeito, é isso aí, né? E você passa por lá e dá um sorrisozinho assim, tá? Chegou a cesta básica aí, tá tudo direitinho. Bom, então tem isso, veterinário, medicamentos, né? Eh, depois você tem manutenção do sítio, energia elétrica, internet. Agora, como é que a gente faz para arrumar dinheiro, né? Eh, quem tá assistindo aí, se tiver vontade, tá fácil, é só entrar no nosso Instagram e falar: "Eu quero ser associado". ele vai ser associado com 30, 50, 100, 200, quanto ele quiser dar por mês, a gente manda um boleto e ele, a pessoa, eh, passa a ser um um colaborador, né? Eh, e sempre muda, porque às vezes a pessoa entra numa dificuldade, acaba não contribuindo mais, tal. Ele ele é associado. E o associado é importante porque ele passa a ter responsabilidade também sobre aquilo. Ele sabe assim, se eu contribuo com R$ 50, R$ 50 hoje de ração, eu diria que você compra 4 kg, 3 kg de ração. Comprei hoje R$ 34 também. Pois é. para ONG não, porque a gente compra 400 eh 14 toneladas por mês. Então a fábrica já faz uma grande quantidade pra gente, uma venda direta, que a gente acaba pagando R$ 7, R$ 8 o kg e não R$ 12, R$ 13. Quer dizer, então imagina diferença, então faz diferença quem dá R$ 50, imagina quanto tá dando, né? Isso é importante. Então notas fiscais paulistas, a gente faz arrecadação nos supermercados, né, em lojas, tal. Então, eh, quem tiver a notinha falar: "Olha, eu quero, nós estamos até desenvolvendo um programa próprio de bipagem das notinhas." Então, a gente vai poder, qualquer pessoa vai poder e a gente passa o código e a pessoa passa a bipar as notinhas pra gente. É super rápido, prático, com celular, tal, bipô, já cai no nosso nossa central e a gente faz o disparo pra Secretaria de Estado da Fazenda, né? Mas todo a gente tem sempre essa preocupação de todo mês esse dinheiro a gente conseguiu eh com a a deputada Clarice Ganém, com com o deputado Rafa Zimbalde, com o o Ebert, com outros vereadores aqui de Campinas, eh algo dinheiro de emendas para pagar a ração, que é a nossa principal preocupação. Uhum. Isso. Esse ano de novo, a gente já vai correr os vereadores, pedir, né? Só que esse ano ainda a gente conseguiu uma emenda especial do Ebert de R 1 milhãoais, não para a ONG. A vai entrar pela ONG para fazer castrações nos bairros de Campinas. E como teve esse período pré-eleitoral que tinha muita castração, deixa para lá, deixa todo mundo fazendo. Uhum. Agora vai parar, ninguém mais tá fazendo. Aí o falou: "Agora entram as nossas". Estamos vendo agora a liberação da verba pra gente começar a fazer castrações. A gente acredita que vai ser da ordem de 3.500 castrações. Já tem sete regiões da cidade que já estão cadastradas. Então a ONG ela ela a função dela é tomar conta dos animais que ela tem lá, né? Que é um o esquema de abrigo. Você recebe animal, trata, põe pra adoção e libera. e santuário, aqueles que não tm condição de sair mais de lá, é um pitbu bravo, um animal bravo, é uma vaca que você não vai dar para ninguém, um porquinho, né, tal. Então a gente é o santuário nessa área. Aí o falou: "Vocês precisam entrar também na castração, vamos trabalhar junto nisso, eu libero os dinheiros, vamos fazer castração." Então a gente vai participar também desse processo de castração, mesmo sabendo que a gente usaria para um dinheiro desse para outras coisas lá para dentro, né? Mas não importa essa a importância dessa castração é porque com a castração a gente vai evitar que animais venham pra ONG depois. Sim. Você evita que fica nascendo indesejadamente, né, de uma maneira desordenada. E aí a gente vai poder fazer até sobre isso. E aí eu quero ouvir o Herbert também, porque segundo a Organização Mundial da Saúde, a OMS, existem mais de 30 milhões de animais abandonados no Brasil, sendo 20 milhões de cães e 10 milhões de gato. Rebert e depois Flávio. É consenso dizer que existe uma super população de cães e gatos no país? sem é um consenso e nós precisamos ter um senso na cidade pra gente saber a situação de quantos animais nós temos aqui. Acho que isso tem que ser feito, né? Acho que a secretaria devia e olhar, né, com um um olhar eh mais gentil para para essa parte, porque aí nós conseguimos fazer um mapa das situações. Nessa região tem, vamos investir mais castração que vamos saturar de castração aqui. Se não tiver saturação não consegue, né, eh findar. Campinas é enorme. Então passa no começo do ano passa lá o castramóvel Campo Grande, volta no outro ano, só um ano, né? Então, acredito que a gente tenha que ter esse senso para que a gente possa entender essas questões. Quando e eh eu propus a fazer a castração, é um um trabalho que eu já faço antes de ser vereador, eh porque acredito que as políticas públicas, né, para causa animal são importantes. Olha como como é a questão, falando de política, eh, a causa animal perdeu deputados que não ganharam, inclusive Clarice e o Bruno não ganharam. Tivemos os deputados que despencaram de votação, né? Quem sai perdendo com isso é a causa animal, que pode ter um retrocesso. Muita gente foi candidato, dividiu votos, quem não tinha condições, mas saiu candidato, tirou voto de quem podia ganhar e a gente perdeu muita gente boa nisso. E o que acontece? Perde recurso. Eh, deputado, ele traz recurso pra cidade para fazer multidão de castração. Se ele perdeu, já não tem mais. A pessoa que ganhou não é da causa, ela não vai mandar. Esqueça. Tem tem gente que pensou na hora de votar em outras questões, né? Debates eh nacionais do Supremo, tudo bem, mas a causa animal. Aí perdemos deputados que importantes da região que não vão trazer recurso pra cidade. E aí, como é que a gente faz para alimentar esses animais que precisa de recurso? Como é que a gente vai fazer multirão de castração? as leis. Pode ser que as pessoas que ganharam, que não são da causa, não goste eh da da lei que tem. Ah, vamos voltar com os fogos de novo, com o rojão. Ah, vamos investir em rodeio. Pronto, começa a desandar tudo. Acredito muito que essa essa eleição que passou, nós tivemos uma perca muito grande na causa animal de pessoas que estavam à frente, mas é é importante que a gente avalie isso para o futuro. É, e nesse aspecto ainda é claro que a gente vai lutar sempre, evidente, contra Rodeio e Campinas não teve, não vai ter, né? Eh, mas na questão dos animais e abandono, tinha um tem um dado do IBGE de Campinas, cerca de 30.000 cães em situação de rua. Bastante 30.000. Então, a Associação Amigos Animais de Campinas tem 1000 cães e 900 gatos. Olha que grande, grande, gente. 130 avos da da do problema de Campinas, né? Então, e por que que a castração de saturação é importante? saturação. Você castra, depois de seis meses você volta, depois de seis meses volta, depois de seis meses volta. Por quê? Porque eu tenho um animal, castrei, morreu, eu pego um outro, não tá castrado. Aí você tá repondo uma uma problemática, né? Então é isso que a gente e gostaria que fosse, mas sem depender das emendas dos parlamentares, que isso fosse uma política pública da prefeitura. Olha, ela tem que investir nisso como ela tem que investir em saúde. Olha, você é obrigado a usar uma parte do orçamento municipal obrigatoriamente para saúde e uma parte para educação. Então se se isso ti 50% já tá aí saúde, né? É. Então, eh, se discutir melhor esse bolo, tem que ser para educação, paraa saúde, que seja 3%, se forem 3% do orçamento da de Campinas para proteção animal, 3% vai sobrar dinheiro. Eu não tô pedindo muito. Mas para que isso possa acontecer, para que a gente consiga entrar nesse orçamento, que esse orçamento seja fixo, eh quem governa, quem administra, precisa ter a a sensatez e os vereadores também de gostar de animais, porque se ele achar que não é importante, o máximo que vai fazer é uma castração. Então do resto, então a gente precisa de pessoas que amem eh zoonoses. Eu sou o único vereador que enviou recursos para zooloses. E quando eu enviei a a o departamento não acreditou, Rebert, ninguém nunca mandou. Acho que você tá com história conosco aqui. Mandei até estranharam, né? Fica aí. Eh, recentemente liguei pr pra Marcela, que é a diretora lá das Oonoses, e ela falou assim: "Rebert, já tá chegando os equipamentos, microscópio também". E eu falei assim: "Paremais para esse ano emenda que eu quero enviar, porque a causa animal é isso, é a questão do morcego da raiva, tem que controlar, tem que saber. vacina da raiva, capivara, eh, hoje se um morcego entrar na sua casa, como é o que o que que você vai fazer, né? Vou deixar pro Flávio responder essa que vai saber melhor. É, mas isso é questão animal, não é só cachorro e gato você ir lá e tirar uma foto com o cachorro e gato e achar que aquilo ali é defender os animais. Não, você tem que eh eh não não só o cachorro e gato, mas o animal de grande porte, não podemos esquecer, animais silvestre. Agora o Flávio fala aí se uma pessoa encontrar um morcego em casa, o que ela tem que fazer? Fácil. Chama o Batman que tá tudo resolvado. Gente, nunca põe a mão no morcego no chão. Se ele caiu, é porque ele tá com algum problema de saúde, desorientado. Ele tá desorientado, mas muito mais é um problema que ele tá doente por várias doenças que ele pode ter. Uma delas, que é mais complicada é a raiva. Então não põe a mão, pega uma uma uma um balde, uma caixa de papelão, põe em cima, coloca, põe um peso e chama o bombeiro ou a zonose. Defesa civil atende, a Defesa Civil atende, né? Aí vai lá e eles vão, capturam e dão um encaminhamento, né? Você sabe que eu tive um exemplo disso. Ano passado, um morcego no prédio que eu morava e entrou pela garagem, os vizinhos já começaram, né? grupo de WhatsApp, ó, tem um morcego, tá desorientado, tal. Sexta-feira à noite ligou para onoses em 20 minutos, estavam lá, estavam lá, interfonaram, falaram: "É daqui, é daqui". Capturaram o morcego. Então, à noite, o morcego ele não levanta voo, ele desce. Então ele tem que ter sempre uma rampa de descida para sair. Isso é uma coisa que é é básica. Então, se ele tiver no chão, ele não vai sair dali. Ele vai tentar. Se você for colocar a mão, morde, né? E é um perigo danado, né? Evita. E também ele vai est, ele tá se defendendo. Então coloca alguma coisa e chama uma as autoridades que alguém vai lá rapidamente. E se houver uma suspeita, o cachorro apareceu com o morcego na boca lá. Sim. Daí você separa, separa, separa porque vai ter que ser vacinado urgente. Vacinado urgente. Se morder você também tem protocolos que a vigilância faz isso. Por isso que eu que eu trouxe, eu levei recurso pra vigilância. Acho importante isso pro município. É, ti uma coisa, gato, gente, o gato ele é muito curioso. Se ele vê um morceguinho ali mexendo, ele vai lá e morde a saliva do qualquer eh eh secreção do morcego na boca do gato já pode contaminar. fala de esporotricose. Esporotricose importante. É, esporotricose, gente, é outro problema que a gente tá tendo na área de doenças com os gatos aqui da eh a gente começou isso no Rio de Janeiro 20 anos atrás. 20 anos atrás Rio de Janeiro, isso veio da Europa, tal. É, é uma uma doença que ela corrói o narizinho do gato, eh, o rosto do gato e essa é uma zonose porque ela é transmissível para o ser humano. Tem tratamento, tem, mas é demorado e complicado e o animal não vai, dificilmente ele se recupera. Então a gente precisa tomar muito cuidado. Se você vê um um gatilho na rua, que ele esteja com machucado, chamar a zonose também para tomar alguma atitude. Eh, já sei de colônias que a gente tem na periferia da cidade, eh, com gatos com esporotricose. Inclusive aquele lugar da Lisandra que teve um acidente lá com um incêndio agora há poucos dias, tem gatos lá com esporotricose. Isso é prejudicial pro ser humano, pro animal muito mais, depois pro ser humano. Então, tomem cuidado com isso. Ali perto do Hotel Vila Rica tinha uma tinha tinha uma colônia, agora diminuiu bastante. Até a gente fez um resgate de um animal, de um gatinho. Alguns dias eu queria já pegá-lo, mas não conseguia. Ia montar a gatoeira. A gente bateu um papo ainda. Até fui lá ver a gatueira. Quando o dia que eu fui armar a gatoeira, ele se aproximou de mim. É um gato muito selvagem, quieto. Eu falei assim: "Ah, não tá legal esse gato". Eu já tava com a luva, peguei ele, até eu fiz um vídeo, não resistiu, já tava uma situação precária. E ali tem um gato com esporotricose. Então tome cuidado também quando você estiver aí de pôr a de pôr a mão nos gatos, né? Tinha pessoas ali, ah, vou vou te ajudar. Rebe falou assim: "Não, vocês não estão com luva, deixa que eu vou pegar". E assim, ali tinha tem um gato com esporricose e a protetora que cuida deles ali vive dando o remédio e assim é muito difícil de curar. Ela cura, lógico, né? Mas assim, pode ser que volte. Então tem que observar, tem que investir nisso e leva tempo. Então é importante sempre cuidar do animal, você na sua casa, né? Então cuide do seu animal para que eh ele essa doença passa pro ser humano também, para que não passe para você. Eh e a causa animal é isso, é cuidar do animal, seja qual animal for. Ô Flávio, na sua resposta você citou um exemplo da cidade do Rio de Janeiro. Exemplos de outros municípios. vocês vão atrás, conversam, tem alguma integração, estudo, pesquisa para saber como os outros municípios estão lidando com assuntos que muitas vezes são os mesmos. Temos, no caso da do DPBEA, Campinas, há uns 10, 12 anos atrás, a gente era muito mais protagonista nisso. A gente fazia seminários em Campinas. Hoje já não tem tanto mais isso. A gente tinha em São Paulo, eh, nós tivemos fóruns, eh, em Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, eh, Campo Grande, Brasília, São Paulo. Eu fazia algumas palestras nesses nesses fóruns, né? Então, que era com a total alimentos antes dela ser vendida, uma empresa de ração animal e reunia ali 600, 700 protetores do país inteiro em cada evento desse. Então a gente eu, mas tá faltando a gente fazer isso, tá faltando braço. Uhum. né? Porque a gente não consegue hoje eh fazer, se a gente fizesse aqui uma um seminário em Campinas, né, já seria mais complicado porque você tem que toda a estrutura local e a gente acaba o dia a dia na proteção. Eh, hoje cedo uma capivarinha que morreu na lagoa lá do São Domingos. Não sabemos porquê. E seria importante fazer um exame microscópico para saber, né? Então, eh, isso um dia, no outro dia tem que um saruê, no outro dia tem o o o porquinho espinho, né, o gavião eh urubu, né? Então, tudo isso a E fora os cães e gatos, né? Cavalo é um outro problema sério que tem Campinalo solto ainda. Solto. Conscientizar as pessoas que tem que tomar cuidado e cuidar direitinho. Ó, eu vi um vídeo de cavalos no centro da cidade. É proibido, hein? En charret é proibido e a ser transpência, tá falhando na norte sul, ele passa e vai pro proença e depois volta, tal. Então é uma situação a gente vai cobrar, a gente vai cobrar o setor responsável e porque isso tá acontecendo que não pode acontecer. Se tivesse uma plaquinha na na charrete na para pr para multar, a index já estaria multando porque entra dinheiro. Mas como não vai multar porque ela não tem como multar, senão tem que tirar e vai dar um mão de obra, tal, aí deixa para lá, né? Eu gosto de meter o pau na fiscalização porque a fiscalização é falha, deficiente, não gosta de trabalhar, não se interessa. E esse pessoal da fiscalização, seja da zonose, seja da secretaria do da do clima, seja da INDEC, precisa pôr a mão na consciência e tomar mais cuidado com essas coisas. Ô, Rebert, um dos projetos de sua autoria, já aprovado em plenário, sancionado pelo prefeito, é o que impede pessoas condenadas por crimes de maus tratos contra animais a prestarem concursos públicos municipais, ou sejam, nomeados para Carlos Comissionados em Campinas. Como é que você avalia o retorno que você espera daqui paraa frente? Campinas é a primeira cidade que tem essa lei que impede a pessoa que cometeu crimes de maus tratos de trabalhar no setor público. É a primeira, como aconteceu com o DPBE, pioneira. Eh, o governador devia copiar sua lei e colocar no estado de São Paulo inteiro. Presidente também. Outras cidades nos procuraram, por exemplo, ITU, tem temos uma vereadora da Causa animal, muito minha amiga, Ana Delbu e ela falou assim, vou propor também aqui, eu achei demais isso. Capivari também nós temos o Clovisanin, não sei se você conhece, Flávio, um amor de pessoa, um vereador que luta pela causa animal também quer propor lá. Eh, essa isso surgiu, a gente sempre faz encontros aqui na casa. eh, de a gente sempre homenageia protetor, pessoas que gostam de animais, né, que que fizeram algum trabalho para os animais. O Flávio até indica muita gente quando a gente faz esses eventos. E nesse evento não é só uma uma festividade, né, que a gente vai lá dar parabéns e dá um certificado. A gente tem um café, nós batemos um papo, né, falou assim: "Olha, o que que você acha? Tem que melhorar. Olha, é isso, Rebert." E nisso surgiu, ah, a pessoa comete um crime de maus tratos e vai atender lá no posto de saúde. Pô, brincadeira isso, né? Ou vai trabalhar numa creche, né? Cometeu um crime absurdo, matou um cachorro, vai ser médico. Eu falei assim: "Poxa, mas não pode isso". E aí eu sentei com o jurídico, fiquei avaliando, será que a gente pode fazer isso, Rebert? Nós podemos sim. Eh, vamos, vamos tocar o barco. Eu falei assim, bora, vamos lá. foi aprovado por unanimidade. Eh, é assim, e sempre gosto de lembrar, Campinas é a primeira a fazer isso no Brasil inteiro e agora começa outras cidades também a copiarem essa ideia. Ideia boa a gente copia mesmo. Eu eu vi lá sobre coleiras refletoras para animais de rua. Ah, eu também coloquei aqui, se a gente puder, mas eh fico fico muito contente. Eu acho que é uma das leis importantes que a gente colocou colocou no município, vão vir mais, mas essa eu fico até emocionado, assim, é uma contribuição muito grande e já tá valendo. Então, se a pessoa eh for aí prestar o próximo concurso, tiver lá condenada, ela não pode não pode ser comissionado, não vai nem indicado, né? Não só na prefeitura, mas nas empresas também é públicas da cidade. Não pode. Tá. Olha, eu gostaria, sei que o programa tá no fim, que a gente faça tão rápido, mas eu queria falar uma outra coisa aqui que é muito importante pra gente, é o apoio dos vereadores de Campinas. Eh, na democracia, acho que o o o mais vulnerável dos dos segmentos é o legislativo, né? Porque é múltiplo em em partidos, né? Mas na causa animal aqui em Campinas a gente é um exemplo, porque os vereadores quase unanimidade a favor dos animais e exceto em questão de rodeio, essas coisas, o restante tudo a gente tem uma participação quase 100%. E a gente gostaria de continuar com esse com essa visão, porque eles os vereadores entendem que não é só uma questão de gostar ou não de animais, é uma questão de saúde pública, de relacionamento humano, de respeitar todos os tipos de vida. Somos todos passageiros no mesmo planeta com tempo limitado de vida. os animais pouco tempo, a gente cerca de 80, 100 anos, mas depois vai se renovando. Então a gente tem que deixar um planeta melhor para os que vierem pela frente. Eu acho que os vereadores de Campinas com a proteção animal tem sido nota 10. Eu tiro o chapéu e faço questão sempre de lembrar a participação dos vereadores a favor da causa animal na nossa cidade. É ótimo saber pra gente poder encerrar sobre este assunto, Flávio, maus tratos contra animais. Quinto crime mais cometido no Brasil. Ampliar as consequências para quem comete maus tratos é uma solução. Medidas mais rigorosas podem contribuir para prevenir esses crimes? Que cuidados que são necessários para garantir que as punições sejam efetivamente aplicadas? É, eu eu acho que precisa e vamos deixar isso pros vereadores, deputados federais, deputados estaduais, senadores, presidente da República, para melhorar essas leis. Na minha área, eu gostaria de investir muito mais nas crianças, levar, fazer palestra, levar lá no abrigo, mostrar, dar o diploma e criar protetores mi, crianças melhores, adultos melhores. E aí a gente não precisa punir lá na frente. Eh, hoje em dia chegam ainda muitas denúncias. Quais são os principais problemas que vocês encontram no dia a dia? Essa questão do abandono é uma questão de maus tratos. Se quiser a gente responde juntos e vai dar a mesma coisa. Maus tratos e todo dia tem casos e mais casos em Campinas, nas outras cidades, onde tem proteção animal, as pessoas são procuradas, né? Sim, sempre. Eh, se eu ficar lá, eu tenho eh por dia 20 reclamações, muito mais. Sem sem falar Instagram, WhatsApp, é só questão de maus tratos. É o cachorro que tá acorrentado, é o cachorro que tá na chuva, pessoa deixa no quintal lá, ele pegou o animal e depois não quer mais e fica lá, viajou, largou em casa, largou em cachorro preso, né? Pitbull, abandono. Nossa, abandona demais. Eh, em cada esquina que você vai, tem um cachorro que foi abandonado, não quer mais. Por isso que é importante quando casta também chipar o animal. A gente encontra o tutor e aí vai a fiscal, a fiscalização tem que ir atrás para mutar a pessoa. Tem que ir atrás. Esse é o grande problema. Eh, tem, nós vamos ter problema todos os dias, todo dia tem lá no no na associação, é, todo dia tem gente querendo levar animal para lá, todos os dias. E a gente não tem condição de transformar aquilo num depósito. Não é depósito, não pode ser depósito de jeito nenhum. Então, sabe, você de coração do você dizer: "Lamento, mas não posso receber mais um." Uhum. "Lamento, mas não posso receber o seu pitbook. Eu sei que ele não tá numa boa condição, que lá se eu tivesse condição de ter mais um espaço para ele, mas então por que que você não faz mais espaço? Porque precisa de dinheiro, precisa de gente, a mão de obra hoje tá muito difícil. Então a situação é muito complicada e a gente tem que tapar buraco todo dia. Todo dia é problema. Todo dia a gente tem que resolver. É isso. Programa bom. É programa com muitas informações e passa rápido. Rebert Ganém, muito obrigado mais uma vez pela disponibilidade do seu tempo. As informações que foram trazidas aqui de grande valia pro nosso telespectador. Já faço um novo convite pro senhor retornar aos nossos estúdios para falar sobre este assunto, que seja sempre num cenário melhor, mas também sobre outros. E fica aberto à suas considerações finais. Eu que agradeço. Gosto muito desse bate-papo. Flávio sempre agrega bastante também na nossa conversa. E você que nos acompanha aí em casa, eu faço um pedido, né? Então, nós temos aí um monte de animais abandonados, temos um monte de animais lá na ON, lá no DPBIA. Animal não nasceu para ficar dentro de uma baia. Por mais pessoa fal assim: "Ah, meu cachorro tá, não quero mais meu cachorro. Você vai pôr aonde? Dentro de uma ON, né? dentro do departamento para ficar numa baia e passar anos e morrer, que é difícil, né, que ele tenha um lar. Gostaria muito que você que tá em casa adotasse um animal, né? Se você sente aí, adote um cachorro, um gato. Eh, isso faz muito bem. Que eh tem gente que gosta só de animal novo, né, Fábio? É, Flávio, pequenininho, bonitinho, mas nós temos tantos idosinhos que precisam também de amor e carinho. É, e esses ficam acabam ficando na fila, vai ficando lá na ONG, ninguém quer, quando vem tem que ser novinho. E também tem pessoas que quer animal de raça, né? Adote um vira lata. Você pode ver na rua o que mais tem é viralata. Quando aparece um animal de raça, porque ele escapou na grande maioria das vezes, é pequenininho ali, um chitso é difícil achar chitso, né? é abandonado. Você, a pessoa já quer, me dá rebert que eu vou cuidar com amor e carinho. Fala assim, mas tem um vira latinha também. Ah, não quero, não quero latinha, quero o cheit. Então eu peço para você adote um animal. Isso, isso é importante para o animal e também pra sociedade, para que a gente tenha menos animais abandonados na rua. Flávio Lamas, presidente do Conselho Municipal de Proteção e Defesa Animal aqui de Campinas, da Associação Amigos dos Animais de Campinas também. Muito obrigado novamente pela disponibilidade do seu tempo com o programa Questão de Ordem. Já faço um novo convite pro senhor retornar aqui aos nossos estúdios e também fica aberto as suas considerações finais. Bom, gente, eu gostaria do meu grande sonho é de um dia vir aqui no programa e falar: "Olha, vocês estão todos convidados paraa inauguração do fechamento da nossa ONG, porque não tem mais animal de rua na cidade". Então, como não tem, a gente tá inaugurando o fechamento da ONG pra gente não ter mais isso. Muito obrigado a todos vocês e esperamos também a gente é um é é um é o tá emocionado, né, F? Tô bem, tá emocionado aqui. Eh, que um dia, esperamos também que um dia o prefeito aqui da cidade eh tenha conscientização de nós termos uma secretaria da causa animal. Se precisamos disso. Isso aí, gente. Eu agradeço você aí de casa pela sua companhia, pela sua audiência. Espero que a gente tenha contribuído, né? Tenha passado um panorama dos problemas, os obstáculos que passam aqui pela cidade de Campinas e que a gente consiga, né, como sociedade, melhorar aqui o nosso município. Questão de Oden fica por aqui. Até sábado que vem. Ciao. Ciao.
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